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As Mandalas de Força dos Orixás

Por Rubens Saraceni

As mandalas são símbolos sagrados riscados no solo ou em objetos e visam criar


todo um pólo magnético, cuja vibração afiniza-se imediatamente com o símbolo
identificador de uma divindade, de um campo eletromagnético ou de um ponto de
forças.

Toda divindade possui seu símbolo identificador que a distingue de todas as outras,
porque seu mistério vibra numa faixa ou nível só seu que constitui seu campo de
ação e atuação.

Muitos símbolos são parecidos, mas pequenos sinais criam diferenciações que são
fundamentais, ainda que escapem à nossa percepção humana. Aos estudiosos da
simbologia, um signo dentro de um símbolo maior pode significar muito e alterar
toda a sua leitura e interpretação.

Saibam que na raiz de toda mandala, símbolo ou signo, está o magnetismo que está
dando sustentação a eles.

Um átomo tem um magnetismo e cada um tem um só seu, que dá sustentação à


sua estrutura atômica e o torna diferente de todos os outros átomos da tabela
periódica. E o mesmo ocorre com um planeta ou estrela, pois não existe dois com o
mesmo magnetismo.

Dentro do nosso sistema solar cada planeta que orbita em torno do sol possui seu
magnetismo próprio, que o torna diferente de todos os outros.

O mesmo ocorre com os elétrons de um átomo. Cada um possui seu magnetismo, e


este determina sua órbita em torno do núcleo atômico, que o mantém em contínuo
movimento.
Esta forma dos átomos se repete em todo o universo e todos os planetas giram em
torno de sóis ou estrelas, que são os núcleos dos macro-sistemas atômicos.
A formação “atômica” é criação divina e está fundamentada no magnetismo.

O magnetismo é a chave ou base fundamental de tudo o que existe. E se o


entendermos como o recurso divino que ordenou a criação, então temos nele a
chave de interpretação dos símbolos, dos signos, da cabala e das mandalas.

Os chacras do nosso corpo energético são vórtices energéticos ou pontos de


emissão e captação de essências, elementos e energias, mais conhecidos como
fluido universal ou “prana”.

Em sânscrito, prana significa o fluido universal que permeia tudo e é absorvido


pelos seres.

Nós temos em nosso corpo energético sete vórtices ou chacras principais e muitos
outros secundários, além de milhares de micro-chacras espalhados ao redor deles.
Cada um executa uma função e formam um conjunto captador e emissor de
energias, que dá sustentação ao nosso espírito.

Mas se quisermos levar a bom termo nosso comentário, temos que nos centrar nos
chacras fundamentais e a partir deles estabelecer um quadro de correspondências
ou analogias, pois só assim poderão ter uma base sólida e científica que
fundamentará as mandalas dos Orixás.

Nós temos sete chacras principais que são:

Coronário — Coroa – Fé – Cristalino (Oxalá)


Frontal — Testa – Conhecimento – Vegetal (Oxossi)
Laríngeo — Garganta – Ordenação - Eólico (Ogum)
Cardíaco — Coração – Amor – Mineral (Oxum)
Umbilical — Umbigo – Fogo – Equilibrio (Xangô)
Esplênico — Baço – Terra – Evolução (Obaluayê)
Básico — Kundalíneo – Água – Geração (Iemanjá)

Saibam que estes sete chacras estão em sintonia vibratória com os chacras
planetários multidimensionais, com as sete vibrações divinas, com as sete
irradiações energéticas, com os sete tipos ou graus de magnetismos e com os sete
Tronos de Deus, que regem nossa vida e nossa evolução.