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TAREFA DE CIRURGIA PEDIÁTRICA - SEMANA 04

Aluna:

DOENÇAS DO PÊNIS

Prof.

Resumo

Muitos dos traumas que possuímos quando adultos têm seu início ainda na infância. E
quando pensamos em procedimentos médicos pediátricos concluímos, sem respaldo
científico, de que os prós da cirurgia se sobressaem a qualquer malefício que ela possa vir a
desencadear futuramente. Afinal, se um recém nascido ou criança necessita de um
procedimento cirúrgico é porque ele é essencial e inevitável. Entretanto, crianças em
crescimento são seres extremamente complexos. É necessário todo um estudo para saber
qual o melhor momento para realizar uma intervenção cirúrgica, pois o procedimento pode
desencadear consequências na vida adulta. Através do conhecimento das três principais
esferas de desenvolvimento infantil: desenvolvimento emocional, aquisição de imagem
corporal e identidade sexual e desenvolvimento cognitivo, passamos a compreender alguns
dos diversos estágios de crescimento e quais são os medos relacionados a eles em diferentes
idades conseguindo, por fim, elaborar um plano de ação adequado ao paciente, saber qual a
melhor idade para intervir, ter um paciente colaborativo e minimizar as possíveis sequelas
físicas e mentais que surgirão futuramente.

Análise

Produções científicas, atualmente, são elaboradas na casa de milhares diariamente. Porém,


ser novo e atualizado não necessariamente significa ter qualidade. Diversas das obras
utilizadas ainda, no meio médico, poderiam ser taxadas como antiquadas. Entretanto, o que
é bom não deve ser eliminado, mas sim aperfeiçoado.

Esse artigo, embora ultrapassado se for levar em conta apenas sua data de publicação,
apresenta informações muito relevantes. Não é de costume, pelo menos não pra mim até o
momento, se pensar nos traumas que um procedimento cirúrgico pediátrico pode
desencadear na vida de uma criança e em sua maturidade. Apesar de, o artigo não estar tão
relacionado com a excelente aula sobre doenças do pênis em quesito técnico, ele está
intrinsecamente associado, pois faz todo sentido analisar qual a melhor idade para se realizar
um procedimento tão invasivo como a correção da Hipospádia.

Se a Hipospádia for distal pode não parecer tão invasivo, afinal a correção é relativamente
simples, exemplo disso é a cirurgia MAGPI que consiste em avanço meatal e plastia da glande
como foi exposto em aula. Mas, como o próprio doutor Marcelo Stegani relatou na aula, ela
acomete uma grande quantidade de indivíduos (1:250). Porém, pouco é relatado porque
quando se trata de doenças que envolvem, especialmente, as genitálias as pessoas preferem
se manter em silêncio. Por isso, qualquer procedimento, seja ele minimamente invasivo,
acaba tendo grande repercussão na vida do paciente.

Então, a análise realizada no artigo converge com o manejo apresentado a nós sobre a
correção da Hipospádia. O reparo se torna mais eficiente e adequado se realizado em
crianças entre 4 meses e 1 ano e meio de idade devido ao início da consciência sexual iniciar
aos 18 meses.

Concluindo, acredito que seria mais elucidativo se a explicação, embora breve, sobre a
Hipospádia se encontrasse no início do artigo. Saber sobre sua tríade (podendo ou não estar
presente todos os 3 elementos) meato uretral na face ventral do pênis, capuchão dorsal e
encurvamento peniano é esclarecedor. Além disso, a explicação desse defeito congênito e
suas possíveis consequências como ereções dolorosas, jato de urina pra baixo, dificuldade
de penetração, além das consequências psicossociais (muitas vezes os indivíduos do sexo
masculino com Hipospádia necessitam urinar sentados. Esse ato pode ser visto por terceiros
como motivo de piadas e perturbações, pois em diversas culturas do mundo o homem deve
urinar em pé como sinal de virilidade e diferenciação das mulheres) colaboram para o
entendimento sobre a condição da criança e a necessidade da intervenção.

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