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Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

LC 106/2003 - LOMPERJ

Principais alterações:

LC 113/2006
LC 116/2007
LC 129/2009

Art. 128, § 5º da CF: “LEIS COMPLEMENTARES da União e dos


Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos
Procuradores-Gerais, ESTABELECERÃO A ORGANIZAÇÃO, AS
ATRIBUIÇÕES E O ESTATUTO DE CADA MINISTÉRIO PÚBLICO...”
Funções Essenciais à Justiça
Art. 127 ao 130 da CF
CAPÍTULO IV
DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA
Seção I
DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à


função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem
jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais
indisponíveis.

(…)
Seção II
DA ADVOCACIA PÚBLICA

Art. 131. A Advocacia-Geral da União é a instituição que,


diretamente ou através de órgão vinculado, representa a União,
judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei
complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento,
as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder
Executivo.

(…)
Art. 132. Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal,
organizados em carreira, na qual o ingresso dependerá de concurso
público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos
Advogados do Brasil em todas as suas fases, exercerão a
representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas
unidades federadas.
Seção III
DA ADVOCACIA E DA DEFENSORIA PÚBLICA

Art. 133. O advogado é indispensável à administração da justiça,


sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da
profissão, nos limites da lei.

Art. 134. A Defensoria Pública é instituição essencial à função


jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orientação jurídica e a
defesa, em todos os graus, dos necessitados, na forma do art. 5º,
LXXIV.)
FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA

ADVOCACIA
MINISTÉRIO ADVOCACIA
E
PÚBLICO PÚBLICA DP

MP DOS AGU
MPU PE E PDFT
ESTADOS

MPF MPT MPM MPDFT


Ministério Público

É instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,


incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e
dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

É instituição autônoma e independente, não subordinada aos Poderes


Executivo, Legislativo ou Judiciário, o que lhe garante condições de
fiscalizar de forma mais efetiva o cumprimento da lei.
“Os doutrinários divergem quanto ao posicionamento do Ministério
Público na tripartição dos poderes. A tese dominante não é configurar
a instituição como um quarto poder e sim como um órgão do Estado,
independente e autônomo, com orçamento, carreira e administração
próprios. Na Constituição de 1988, o MP aparece no capítulo ‘Das
Funções Essenciais à Justiça’, ou seja, há uma ausência de vinculação
funcional a qualquer dos Poderes do Estado.”
MINISTÉRIO REGIME DEMOCRÁTICO
PÚBLICO
INSTITUIÇÃO
PERMANENTE E DEFENDE INTERESSES SOCIAIS
ESSENCIAL À E INDIVIDUAIS INDISPONÍVEIS
FUNÇÃO
JURISIDICIONAL
DO ESTADO ORDEM JURÍDICA
1. Perfil Constitucional:

Instituição funcionalmente independente, de caráter permanente,


essencial à função jurisdicional do Estado, cujos membros integram a
categoria de agentes políticos e, como tal, hão de atuar com plena
liberdade funcional, desempenhando suas atribuições com
prerrogativas e responsabilidades estabelecidas pela Constituição e
por leis especiais. Seus membros têm normas específicas para
escolha, investidura e conduta.
2. Conceito

Instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,


incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e
dos interesses sociais e individuais indisponíveis (Art. 127 da CF)
3. Princípios do Ministério Público:

3.1. Unidade - seus vários agentes integram uma só corporação,


para efeito institucional.

3.2. Indivisibilidade - seus vários membros podem ser


indiferentemente substituídos uns pelos outros sem que haja,
necessariamente, alterações subjetivas nos processos.

3.3. Independência Funcional - liberdade de atuação conforme


consciência jurídica, sem ingerência externa ou da própria
instituição.
Art. 127, § 1º da CF: São princípios institucionais do Ministério
Público a unidade, a indivisibilidade e a independência
funcional.
Unidade

Pedro Lenza: Sob a égide de um só chefe, o Ministério Público deve


ser visto como uma instituição única, sendo a divisão existente
meramente funcional. Importante notar, contudo, que a unidade se
encontra dentro de cada órgão, não se falando em unidade entre o
MPU (qualquer dos ramos) e o dos Estados, nem dentre os ramos
daquele (Direito Constitucional Esquematizado – Pedro Lenza, 2009 –
13ª Edição – p. 606)
Alexandre de Moraes: Significa que os membros do Ministério
Público integram um só órgão sob a direção de um só Procurador-
Geral, ressalvando-se, porém, que só existe unidade dentro de cada
Ministério Público, inexistindo entre o MPF e os dos Estados, nem
entre o de um Estado e o de outro, nem entre os diversos ramos do
MPU. (Direito Constitucional – Alexandre de Moraes, 2009 – 24ª
Edição – p. 604)
Indivisibilidade

Pedro Lenza: Corolário do princípio da unidade, em verdadeira


relação de logicidade, é possível que um membro do Ministério
Público substitua outro, dentro da mesma instituição, sem que, com
isso, exista qualquer implicação prática. Isso porque quem exerce os
atos, em essência, é a instituição “Ministério Público” e não a pessoa
do Promotor de Justiça ou Procurador.
Alexandre de Moraes: O Ministério Público é uno porque seus
membros não se vinculam aos processos nos quais atuam, podendo
ser substituídos uns pelos outros de acordo com as normas legais.
Importante ressaltar que a indivisibilidade resulta em verdadeiro
corolário do princípio da unidade, pois o Ministério Público não se
pode subdividir em vários outros Ministérios Públicos autônomos e
desvinculados uns dos outros.
Independência Funcional

Pedro Lenza: Trata-se de autonomia de convicção, na medida em que


os membros do Ministério Público não se submetem a qualquer poder
hierárquico no exercício de seu mister, podendo agir, no processo, da
maneira que melhor entenderem. A hierarquia existente restringe-se
às questões de caráter administrativo, materializada pelo Chefe da
instituição, mas nunca, como dito, de caráter funcional.
Alexandre de Moraes: Independência ou Autonomia Funcional
significa que o Ministério Público é independente no exercício de suas
funções, não ficando sujeito às ordens de quem quer que seja,
somente devendo prestar contas de atos à Constituição, às leis e à sua
consciência. Nem seus superiores hierárquicos podem ditar-lhes
ordens no sentido de agir desta ou daquela maneira dentro de um
processo. Os órgãos de administração superior do Ministério Público
podem editar recomendações sobre a atuação funcional para todos os
integrantes da instituição, mas sempre sem caráter normativo.
4. Garantias do Ministério Público:

4.1. Autonomia funcional e administrativa (art. 127, § 2º);

“Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e


administrativa, podendo, observado o disposto no art. 169, propor
ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços
auxiliares, provendo-os por concurso público de provas ou de provas
e títulos, a política remuneratória e os planos de carreira; a lei
disporá sobre sua organização e funcionamento.”

4.2. Autonomia financeira (art. 127, § 3º);

“O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro


dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.”
4.3. Autonomia legislativa (art. 128, § 5º);

“Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é


facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a
organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público.”

“Art. 61, § 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República


as leis que: (...) II - disponham sobre: (...) d) (...) normas gerais para
a organização do Ministério Público dos Estados...”
4.4. Vitaliciedade após 02 anos de exercício (art. 128, § 5º, I, “a”);

4.5. Inamovibilidade, salvo por razão de interesse público, mediante


decisão do órgão colegiado do MP, pelo voto da maioria absoluta de
seus membros, assegurada ampla defesa (art. 128, § 5º, I, “b”);

4.6. Irredutibilidade de subsídio (art. 128, § 5º, I, “c”).


5. Organização

O Ministério Público Brasileiro abrange os Ministérios Públicos dos


Estados e o Ministério Público da União.

Cada um dos 26 Estados da Federação possui um Ministério Público


que atua através de suas Promotorias de Justiça em todos os seus
municípios.

O Ministério Público da União subdivide-se em quatro ramos:


Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério
Público Militar e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.
Cada uma dessas Instituições é autônoma em relação às demais,
possuindo autonomia para elaborar e executar seu orçamento,
realizar concursos de ingresso na carreira e desenvolver as atividades
estabelecidas pela Constituição e pela lei com absoluta
independência.
6. Chefia Institucional

6.1. Procurador-Geral da República – Chefe do MPU e do MPF

Art. 128, § 1º da CF: o Ministério Público da União tem por chefe o


Procurador-Geral da República, nomeado pelo Presidente da
República dentre integrantes da carreira, maiores de trinta e cinco
anos, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos
membros do Senado Federal, para mandato de dois anos, permitida
a recondução.
6.2. Procurador-Geral de Justiça - Chefe dos Ministérios Públicos nos
Estados e do DF.

Art. 128, § 3º da CF: os Ministérios Públicos dos Estados e o do


Distrito Federal e Territórios formarão lista tríplice dentre
integrantes da carreira, na forma da lei respectiva, para escolha de
seu Procurador-Geral, que será nomeado pelo Chefe do Poder
Executivo, para mandato de dois anos, permitida uma recondução.
7. Membros do Ministério Público nos Estados

Os Procuradores de Justiça e os Promotores de Justiça são os agentes


da lei e da sociedade na defesa da cidadania e do interesse social.

Os Procuradores de Justiça atuam na Segunda Instância,


representando o Ministério Público perante o Tribunal de Justiça do
Estado.

Os Promotores de Justiça são os representantes do Ministério Público


na Primeira Instância, atuando nos processos em tramitação nos
fóruns de todas as comarcas do Estado.
8. Áreas de Atuação do Ministério Público:

8.1. Cidadania

8.2. Cível

8.3. Consumidor

8.4. Criminal
8.5. Eleitoral

8.6. Execução Penal

8.7. Fundações

8.8. Infância

8.9. Investigação Penal

8.10. Meio Ambiente

8.11. Saúde
Organização do MPE-RJ - Art. 4.º da LC 106/03
1. Órgãos da Administração Superior:

1.1. Procuradoria-Geral de Justiça


1.2. Colégio de Procuradores de Justiça
1.3. Conselho Superior do Ministério Público
1.4. Corregedoria-Geral do Ministério Público

2. Órgãos de Administração:

2.1. Procuradorias de Justiça


2.2. Promotorias de Justiça.
3. Órgãos de Execução:

3.1. Procurador-Geral de Justiça


3.2. Colégio de Procuradores de Justiça
3.3. Conselho Superior do Ministério Público
3.4. Procuradores de Justiça
3.5. Promotores de Justiça
3.6. Grupos Especializados de Atuação Funcional.
4. Órgãos Auxiliares:

4.1. Centros de Apoio Operacional


4.2. Centros Regionais de Apoio Administrativo e Institucional
4.3. Comissão de Concurso
4.4. Centro de Estudos Jurídicos
4.5. Órgãos de apoio administrativo
4.6. Estagiários
Procuradoria-Geral da Gabinete do PGJ
Justiça
SBPGJ

SBPGJ

SBPGJ

SBPGJ
Administração

Colégio de
Procuradores de Órgão Especial
Justiça

Conselho Superior do
MP

CG do MP

Procuradorias de
Justiça

Promotorias de Justiça
Art. 13 - O Procurador Geral de Justiça nomeará, dentre os
Procuradores de Justiça, 04 (QUATRO) Subprocuradores-Gerais
de Justiça com funções de substituição e auxílio, a serem
definidas em Resolução.

Art. 14 - O Procurador-Geral de Justiça poderá ter em seu


Gabinete, no exercício de cargos e funções de confiança,
Procuradores de Justiça e Promotores de Justiça vitalícios, por
ele designados.

(…)
Art. 18 - Para exercer as funções do Colégio de Procuradores de
Justiça, não reservadas (...) à sua composição plena, constituir-
se-á um Órgão Especial (...)
Procurador-Geral da Justiça

Colégio de Procuradores de
Justiça

Conselho Superior do MP
Execução

Procuradores de Justiça

Promotores de Justiça

Grupos Especializados de
Atuação Funcional
Art. 6.º, parágrafo único: Os Grupos Especializados de Atuação
Funcional serão providos por tempo certo e disciplinados em
resolução do Procurador-Geral de Justiça, aprovada pelo Órgão
Especial do Colégio de Procuradores de Justiça.
CAOP

CRAAI

Comissão de Concurso
Auxiliares

CEJUR

OAA

Estagiários
Procuradoria-Geral de Justiça

MPE - RJ
integrante da carreira
mais de dois anos de atividade
indicado em lista tríplice
Chefe PGJ
mandato de dois anos, permitida uma
recondução
nomeado pelo Governador
posse: OE*
*Art. 8.º, § 6.º - Caso o Chefe do Poder Executivo não proceda
à nomeação do Procurador-Geral de Justiça NOS 15 (QUINZE)
DIAS seguintes ao recebimento da lista tríplice, o membro do
Ministério Público mais votado, será investido
automaticamente e empossado no cargo, pelo Colégio de
Procuradores de Justiça, para cumprimento do mandato,
aplicando-se o critério do § 2.º deste artigo, em caso de empate.
Eleição – Lista Tríplice – Art. 8º

1. Eleição - 60 (SESSENTA) E 30 (TRINTA) DIAS antes do término de


cada mandato;
2. Voto obrigatório, pessoal, plurinominal e secreto - integrantes
ativos;
3. Classificação - TRÊS concorrentes que, individualmente,
obtiverem maior votação.

3.1. Critérios de desempate:

a) Desempate antiguidade na carreira;


b) Idade.
4. Vedado voto por procurador;

5. Admitido voto por via postal;

6. Apuração no mesmo dia.

7. Lista remetida ao Governador no 15º dia anterior ao término do


mandato em curso.
Art. 8.º , § 1.º - A lista de que trata este artigo será composta em
eleição a ser realizada entre 60 (SESSENTA) E 30 (TRINTA) DIAS
antes do término de cada mandato, mediante voto obrigatório,
pessoal, plurinominal e secreto dos integrantes do quadro ativo da
carreira do Ministério Público, considerando-se classificados para
compô-la os TRÊS concorrentes que, individualmente, obtiverem
maior votação.

§ 2.º - Em caso de empate, considerar-se-á classificado para


integrar a lista o candidato mais antigo na carreira, ou, sendo igual
a antiguidade, o mais idoso.
§ 3.º - É VEDADO o voto por procurador ou portador, FACULTANDO-
SE, porém, o voto por via postal aos membros do Ministério Público
lotados ou em exercício fora da Capital do Estado, desde que
recebido no Protocolo da Procuradoria-Geral de Justiça até o
encerramento da votação.

§ 4.º - Encerrada a votação, proceder-se-á à apuração no mesmo


dia da eleição.
§ 5.º - Elaborada a lista, nos termos dos parágrafos anteriores, será
remetida ao Governador do Estado, NO 15.º (décimo quinto) dia
anterior ao término do mandato em curso, com indicação das
respectivas votações, para escolha e nomeação do Procurador-
Geral de Justiça, que tomará posse em sessão solene do Órgão
Especial do Colégio de Procuradores de Justiça.

§ 7.º - O Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça


estabelecerá normas complementares, regulamentando o processo
eleitoral para elaboração da lista tríplice a que se refere este artigo.

§ 8.º - O eleitor impossibilitado de votar deverá justificar o fato ao


Procurador-Geral de Justiça.
Inelegibilidades

Afastamento do cargo na forma prevista no art. 104


nos 6 (SEIS) MESES anteriores à data da eleição.*
Não apresentação de declaração de regularidade
dos serviços afetos a seu cargo na data da inscrição.
Sanção disciplinar de suspensão, em caráter
Procuradores de definitivo, nos DOZE MESES anteriores ao término
PGJ Justiça do prazo de inscrição.
Promotores de
Afastamento do exercício do cargo para
Justiça
desempenho de função junto à associação de
classe ou que estejam na Presidência de entidades
privadas vinculadas ao Ministério Público, salvo se
desincompatibilização de até 60 (SESSENTA) DIAS
anteriores à data da eleição.
Inscrição ou composição de lista do Quinto ou Terço
Constitucional e para Conselheiro do TCE. **
*Art. 104 da LOMPERJ: Afastamento para:
I - exercer cargo eletivo ou a ele concorrer, observada a legislação
pertinente; II - exercer a Presidência da Associação do Ministério
Público do Estado do Rio de Janeiro ou da Confederação Nacional
das Associações do Ministério Público; III - pelo prazo máximo de 5
(cinco) dias úteis, comparecer, mediante autorização ou
designação, individual ou coletiva, do Procurador-Geral de Justiça,
a congressos, seminários ou encontros, promovidos pela
Instituição ou pelos órgãos ou entidades referidos no inciso
anterior, ou relacionados, também a critério do Chefe da
Instituição, com as funções do interessado; IV – ministrar ou
frequentar, com aproveitamento, cursos ou seminários de
aperfeiçoamento e estudos, no País ou no exterior, de duração
máxima de dois anos, mediante prévia autorização do Conselho
Superior do Ministério Público; V - filiar-se a partido político.
**Art. 94, Caput da C.F.: TJ – Quinto Constitucional.
Art. 104, parágrafo único, II da CF: STJ – Terço Constitucional.
Art. 128, § 2º, II da Constituição do Estado: Lista tríplice para o
TCE.
Art. 9.º - São inelegíveis para o cargo de Procurador-Geral de
Justiça os Procuradores de Justiça e os Promotores de Justiça que:

I - tenham se afastado do cargo na forma prevista no art. 104 nos 6


(SEIS) MESES anteriores à data da eleição;

II - não apresentarem declaração de regularidade dos serviços


afetos a seu cargo na data da inscrição;

III – tenham sofrido, em caráter definitivo, sanção disciplinar de


suspensão nos DOZE MESES anteriores ao término do prazo de
inscrição;
IV - estiverem afastados do exercício do cargo para desempenho
de função junto à associação de classe ou que estejam na
Presidência de entidades privadas vinculadas ao Ministério
Público, salvo se desincompatibilizarem-se até 60 (SESSENTA)
DIAS anteriores à data da eleição;

V - estiverem inscritos ou integrarem as listas a que se referem os


arts. 94, "caput", e 104, parágrafo único, II, da Constituição da
República e a lista de que trata o art. 128, § 2.º, II, da Constituição
do Estado;
§ 1.º - É obrigatória a desincompatibilização, mediante
afastamento, PELO MENOS 60 (SESSENTA) DIAS antes da data
da eleição, para os que, estando na carreira:

a) ocuparem cargo eletivo nos órgãos de administração do


Ministério Público;

b) ocuparem cargo na Administração Superior do Ministério


Público;

c) ocuparem qualquer outro cargo ou função de confiança.

§ 2.º - O Procurador-Geral de Justiça que estiver concorrendo à


reeleição será substituído, no período de
desincompatibilização, pelo Procurador de Justiça mais antigo
na classe.
Professora Raquel Tinoco 51