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Plano de Aula

Elaborado segundo os princípios de aprendizagem simultânea de Paul Harris

Sara Rodrigues de Sá
Mestrado em Ensino de Música
Lisboa, 27 de abril
O presente plano de aula é destinado a um aluno de iniciação, primeiro grau, que na fase
onde se encontra, já é capaz de produzir som na flauta, realizar legato e stacatto, ler uma
partitura com ritmos acessíveis sozinho e, executar na flauta as notas desde o Mi4 até ao
Dó6.

Através dos princípios de Aprendizagem Simultânea de Paul Harris, elaborarei um plano


de aula centrado num arranjo do andamento a “Primavera” da obra “As Quatro Estações”
de Antonio Vivaldi (1678-1741).

No que diz respeito aos pontos característicos da peça, destacam-se a tonalidade de Dó


Maior, o compasso 4/4, figuras rítmicas simples, mínimas, semínimas e colcheias e a
alternância entre as dinâmicas forte e piano. Relativamente ao caráter da peça, esta
apresenta um espírito alegre e grandioso.

Interação com aluno

Iniciar a aula com perguntas simples sobre como é que o aluno se encontra, como
correu a semana de estudo, que dificuldades sentiu, entre outras, de forma a fomentar uma
boa relação entre o professor e aluno.

Alongamentos

Realizar exercícios de alongamentos simples e dinâmicos com o aluno, de maneira


a preparar o corpo para a prática destituído de tensões.

Introdução dos elementos característicos da peça

• Sem a partitura, iniciaremos um trabalho conjunto com os ingredientes presentes


na peça.
• Utilizando a escala de Dó Maior, uma vez que é a tonalidade da obra, questionar
o aluno em que consiste uma escala, quais as características da escala em questão
e o que a distingue das outras tonalidades. De forma a realizar a escala de Dó
Maior de forma produtiva e, também divertida para o aluno, aqui, tocaria com ele
a escala em “cânone”, e com a alternância entre as dinâmicas forte e piano. Assim,
seria uma forma de não só estar a pôr em prática as notas da escala, como
praticaria também as diferentes dinâmicas e afinação.
• De seguida, pedir ao aluno que bata palmas num compasso 4/4, e quando a
pulsação estiver interiorizada, tocarei o tema da peça enquanto o aluno executa as
palmas, de forma a o aluno se familiarizar com o ritmo.
• No passo seguinte, pedir ao aluno para escrever numa pauta o ritmo que pensa ter
percebido, aqui, estaria também a pôr em prática teoria musical.
• Após a retificação do mesmo, pedir ao aluno que bata novamente a pulsação,
enquanto toco a peça com o ritmo e dinâmicas correspondentes.
• Questionar o aluno acerca do caráter da peça. Que te parece? Conheces? Gostas?
O que te faz lembrar? Achas que é uma música alegre ou triste?
Tentar que o aluno use a sua imaginação, criando uma história para a peça.
• Pedir ao aluno que ouça a peça internamente e depois que a entoe.
• Neste ponto, apresentaria a partitura ao aluno e questioná-lo-ia sobre o que vê.
Que te parece? Reconheces? Em que tonalidade está? Qual é o compasso?
• Agora, tocaria a peça, num tempo mais lento, com o aluno a seguir a partitura e a
digitar as dedilhações, de forma a introduzir as notas.
• De seguida, pedir ao aluno que solfeje a partitura, tentando abordar todos os
ingredientes acima vistos: pulsação, notas, ritmo, dinâmica e caráter.
• Por fim, o aluno tocaria a peça, ao tempo que lhe for mais conveniente, e
observarei o que poderá estar menos bem para, desta forma, proceder à respetiva
retificação.
• Terminada a aula, pedir ao aluno que aponte no seu caderno diário os exercícios
a trabalhar: escala de Dó Maior com alternância entre o forte e piano; solfejar a
peça a um tempo confortável; tocar com a devida atenção a todos os aspetos
vistos; criar uma história para a peça; ouvir a obra e pesquisar o seu contexto
histórico.