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Universidade Federal de São Carlos

Curso de ENGENHARIA CIVIL

Dispositivos Legais para a


GESTÃO DAS CIDADES
Principais Aspectos

Profª Sandra Regina Mota Silva - 2º semestre 2019


PRINCIPAIS REFERÊNCIAS LEGAIS

Âmbito Âmbito Âmbito


Federal Estadual Municipal

FOCO DA AULA
DE HOJE

LUIS
ANTÔNIO
RINCÃO

SANTA LÚCIA

AMÉRICO BRASILIENSE

ARARAQUARA
DESCALVADO

IBATÉ SÃO
CARLOS
RIBEIRÃO
BONITO
ANALÂNDIA

BROTAS ITIRAPINA
Temas das LEGISLAÇÕES abordadas nos 3 níveis FEDERATIVOS

UNIÃO
 Constituição Federal
 Estatuto da Cidade
 Diretrizes para os Planos Setoriais (Saneamento, Mobilidade, Hab...)

ESTADOS
 Códigos Sanitários / Constituição Estadual
 Legislação Ambiental Complementar
 Legislação de Combate à Incêndio...

MUNICÍPIOS
 Plano Diretor
 Planos Setoriais (Saneamento, Mobilidade, Habitação...)
 Códigos de Obras
Temas das LEGISLAÇÕES abordadas nos 3 níveis FEDERATIVOS

UNIÃO

AUMENTO DA RESTRIÇÃO
 Constituição Federal
 Estatuto da Cidade
 Diretrizes para os Planos Setoriais (Saneamento, Mobilidade, Hab...)

ESTADOS
 Códigos Sanitários / Constituição Estadual
 Legislação Ambiental Complementar
 Legislação de Combate à Incêndio...

MUNICÍPIOS
 Plano Diretor
 Planos Setoriais (Saneamento, Mobilidade, Habitação...)
 Códigos de Obras
Principais Referências Legais de ÂMBITO FEDERAL

1. Lei 6.77/1979 – Parcelamento do Solo Urbano


2. Lei 6.938/1981 – Política Nacional do Meio Ambiente
3. Constituição Federal de 1988 (art. 182, 183 e 225)
4. Lei 10.257/2001 – Estatuto da Cidade
5. Lei 11.124/2005 – Criação do Sistema Nacional de HIS
6. Lei 11.445/2007 – Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico
7. Lei 12.305/2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos
8. Lei 12.587/2012 – Política Nacional de Mobilidade Urbana
9. Lei 12.651/2012 – Novo Código Florestal
Dentre outras...
Principais Referências Legais de ÂMBITO FEDERAL

1. Lei 6.77/1979 – Parcelamento do Solo Urbano


2. Lei 6.938/1981 – Política Nacional do Meio Ambiente
3. Constituição Federal de 1988 (art. 182, 183 e 225)
4. Lei 10.257/2001 – Estatuto da Cidade
5. Lei 11.124/2005 – Criação do Sistema Nacional de HIS
MÉTODO DE APRESENTAÇÃO:
6. Lei 11.445/2007 – Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico
SEQUÊNCIA CRONOLÓGICA
7. Lei 12.305/2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos
8. Lei 12.587/2012 – Política Nacional de Mobilidade Urbana
9. Lei 12.651/2012 – Novo Código Florestal
Dentre outras...
Lei Federal 6766/1979 – PARCELAMENTO DO SOLO URBANO

Permitido parcelar em Zonas:


 Urbana
 Expansão Urbana
 Urbanização Específica

Formas de Parcelamento:
 Desmembramento: sem abertura de vias
 Loteamento: quando há abertura de vias

Lei Federal 13.465/2017 admitiu a figura do


loteamento de acesso controlado a ser
regulamentado pelos municípios
Lei Federal 6766/1979 – PARCELAMENTO DO SOLO URBANO

Permitido parcelar em Zonas:


 Urbana
DEFINIDAS EM
 Expansão Urbana PLANO DIRETOR
 Urbanização Específica

Formas de Parcelamento:
 Desmembramento: sem abertura de vias
 Loteamento: quando há abertura de vias

Lei Federal 13.465/2017 admitiu a figura do


loteamento de acesso controlado a ser
regulamentado pelos municípios
Lei Federal 6766/1979 – INFRAESTRUTURA

INFRAESTRUTURA BÁSICA dos parcelamentos :


1. escoamento das águas pluviais;

2. iluminação pública;

3. esgotamento sanitário;

4. abastecimento de água potável,

5. energia elétrica pública e domiciliar

6. vias de circulação
Lei Federal 6766/1979 – INFRAESTRUTURA

INFRAESTRUTURA BÁSICA de parcelamentos localizados em


zonas habitacionais declaradas por lei como áreas ou zonas
especiais de interesse social (AEIS - ZEHIS)

1. vias de circulação;
2. escoamento das águas pluviais;
3. rede para o abastecimento de água potável;
4. soluções para o esgotamento sanitário e para a
energia elétrica domiciliar
Lei Federal 6766/1979 – INFRAESTRUTURA

INFRAESTRUTURA
QUAL DIFERENÇA BÁSICA de parcelamentos localizados em
zonas habitacionais
COM O declaradas por lei como áreas ou zonas
especiais de interesse social (AEIS - ZEHIS)
ANTERIOR?

1. vias de circulação;
2. escoamento das águas pluviais;
3. rede para o abastecimento de água potável;
4. soluções para o esgotamento sanitário e para a
energia elétrica domiciliar

Sem a exigência da “iluminação pública”


Lei Federal 6766/1979 – PRINCIPAIS RESTRIÇÕES

Não será permitido o parcelamento do solo:


I - em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações,
antes de tomadas as providências para assegurar o
escoamento das águas;
Il - em terrenos que tenham sido aterrados com material
nocivo à saúde pública, sem que sejam previamente saneados;
III - em terrenos com declividade igual ou superior a 30% (trinta por
cento), salvo se atendidas exigências específicas das autoridades
competentes;
IV - em terrenos onde as condições geológicas não aconselham a
edificação;
V - em áreas de preservação ecológica ou naquelas onde a poluição
impeça condições sanitárias suportáveis, até a sua correção
Plano Diretor São Carlos – PRINCIPAIS RESTRIÇÕES

Não serão permitidos parcelamentos de solo para fins urbanos:


I - com declividades superiores a 20% (vinte por centro) ou
superiores a 12% (doze por cento) em solos arenosos;
II - em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações, antes de
tomadas as providências para assegurar o escoamento das águas;
III - em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde
pública, antes do prévio saneamento;
IV - em terrenos onde a poluição impeça condições sanitárias
suportáveis, até a sua correção;
V - que possuam qualquer outra restrição relevante, particularmente em
relação à vegetação de interesse ambiental, mediante análise do
órgão público competente e parecer do COMDUSC e COMDEMA
Plano Diretor São Carlos – PRINCIPAIS RESTRIÇÕES

Não serão permitidos parcelamentos de solo para fins urbanos:


I - com declividades superiores a 20% (vinte por centro) ou
superiores a 12% (doze por cento) em solos arenosos;
II - em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações, antes de
tomadas as providências para assegurar o escoamento das águas;
III - em terrenos que tenham sido aterradosDIFERENCIAL EMà saúde
com material nocivo
pública, antes do prévio saneamento; RAZÃO DE
IV - em terrenos onde a poluição impeçaCARACTERÍSTICAS
condições sanitárias
suportáveis, até a sua correção; LOCAIS
V - que possuam qualquer outra restrição relevante, particularmente em
relação à vegetação de interesse ambiental, mediante análise do
órgão público competente e parecer do COMDUSC e COMDEMA
Lei Federal 6766/1979 – PARCELAMENTO DO SOLO URBANO

Apesar de ainda vigente, ao longo do


tempo, foi sendo modificada e
complementada para adequá-la às novas
dinâmicas decorrentes do processo de
urbanização

Início dos anos 1980:


LEGISLAÇÃO AMBIENTAL
Decorrente das pressões dos movimentos
ambientalistas
Lei Federal 6938/1981 – POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE

Principais Instrumentos da Política Ambiental


1. Criação do SISNAMA - Sistema Nacional de Meio Ambiente

2. Estabelecimento de padrões de qualidade ambiental

3. Promoção do Zoneamento Ambiental

4. Licenciamento e Avaliação dos Impactos Ambientais

5. Criação de Espaços Protegidos (Unidades de Conservação)

6. Criação do Sistema Nacional de Informações Ambientais

7. Instituição do Relatório de Qualidade do Meio Ambiente

8. Outros...
Estrutura do SISNAMA

CONSEMA
Órgãos Estaduais
CONAMA
Órgão Deliberativo
CONDEMA
Órgãos Locais
CONSELHO DE
GOVERNO
Órgão Superior IBAMA
Órgão Executor

MMA
Órgão Central
ICMBio
Órgão Executor
Após... Durante 7 anos...
intenso processo de participação
da sociedade na elaboração da
Constituição Federal de 1988

Pela 1ª vez...
Inclusão de capítulos sobre as
QUESTÕES URBANAS E AMBIENTAIS
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Capítulo II – POLÍTICA URBANA


(Art. 182 )

 Política de Desenvolvimento Urbano:


executada pelo Poder Público Municipal

 Objetivo: ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da


cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes

 Plano Diretor: instrumento básico da política de desenvolvimento e de


expansão urbana / obrigatório para as cidades com mais de 20 mil habit.

 Estabeleceu instrumentos de controle da ociosidade urbana:


Parcelamento, Edificação e Utilização Compulsórios (PEUC)
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Parcelamento, Edificação e Utilização Compulsórios (PEUC)

PARCELAMENTO

EDIFICAÇÃO
UTILIZAÇÃO
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Capítulo II – POLÍTICA URBANA


(Art. 183 )

 Estabeleceu condições para


posse de área urbana de até 250 m²:
ocupação por 5 anos ininterruptos e
sem oposição, para uso de moradia,
poderá obter seu domínio, desde que
não tenha outra propriedade urbana ou rural.
 Título de domínio: conferidos a homem ou mulher ou a ambos,
independentemente do estado civil.
 Esse direito será reconhecido apenas uma vez
 Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Capítulo VI – Do MEIO AMBIENTE (Art. 225 )


Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de
uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se
ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para
as presentes e futuras gerações.

Parque Nacional do Juruena (MT-AM)


13 anos após a Constituição Federal de
1988

ESTATUTO DA CIDADE
ESTATUTO DA CIDADE - 2001
Regulamentação dos Art. 182 e 183 da
CF/1988

Art. 1º - “… estabelece normas … que regulam o uso


da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da
segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem
como do equilíbrio ambiental”.

Art. 2º: ... diretrizes gerais (16) e das funções


sociais da cidade e da propriedade urbana:
1- garantia do direito a cidades sustentáveis,
entendido como o direito à terra urbana, à moradia,
ao saneamento ambiental, à infraestrutura
urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao
trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras
gerações”
ESTATUTO DA CIDADE - 2001
Obrigatoriedade do
PLANO DIRETOR
 Cidades com + de 20 mil habitantes
 Integrantes de regiões metropolitanas e
aglomerações urbanas
 Cidades que pretendam usar o PEUC e o
IPTU progressivo no tempo
 Integrantes de áreas de especial interesse
turístico
 Inseridas na área de influência de
empreendimentos ou atividades com
significativo impacto ambiental de âmbito
regional ou nacional
ESTATUTO DA CIDADE - 2001
Instrumentos de Indução da
POLÍTICA URBANA contidos nos PDs

 Delimitação das áreas submetidas ao PEUC


 Direito de Preempção
 Outorga Onerosa do Direito de Construir
 Outorga Onerosa de Alteração de Uso do
Solo
 Operações Urbanas Consorciadas
 Transferência do Direito de Construir
 Estudo de Impacto de Vizinhança
DIREITO DE PREEMPÇÃO

Poder Público tem preferência de compra


(preço de mercado)
OUTORGA ONEROSA DE ALTERAÇÃO DE USO DO SOLO

USO USO
RURAL URBANO

 Alteração do uso do solo rural para urbano, mediante


contrapartida do beneficiário
 Admissível apenas em zonas definidas no PD e aprovadas
em lei municipal
 Gera recursos destinados a um Fundo Municipal
específico
OUTORGA ONEROSA DO DIREITO DE CONSTRUIR

 Alteração do CAB –
Coeficiente de
Aproveitamento Básico
para aumentar o potencial
construtivo (CAM)
 Admissível apenas em
zonas definidas no PD e
aprovadas em lei municipal
 Gera recursos destinados a
um Fundo Municipal
específico
OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS

Poder Público Municipal


+
Proprietários
+
Moradores
+
Usuários Permanentes

+
Investidores Privados
• Transformações urbanísticas estruturais
• Melhorias sociais
• Valorização ambiental
TRANSFERÊNCIA DO DIREITO DE CONSTRUIR

O proprietário pode exercer em outro local o direito de construir


previsto no PD quando o imóvel for necessário para:
 Preservação de imóvel de interesse histórico, ambiental, paisagístico,
social ou cultural;
 Programas de regularização fundiária, urbanização de áreas ocupadas
por população de baixa renda e HIS.
ESTATUTO DA CIDADE - 2001
Instrumentos de Indução da
POLÍTICA URBANA contidos nos PDs

 Sua utilização não é aleatória

 Devem ser aplicados para aproveitar o


potencial, restringir e controlar o
desenvolvimento urbano, em conformidade
com as diretrizes estabelecidas para cada
zona

 Devem ser compatíveis com as zonas e seus


respectivos coeficientes
MÉTODO DE CONCEPÇÃO DOS PLANOS DIRETORES

Estatuto da Cidade
(referência para o País)
DIAGNÓSTICO DIAGNÓSTICO
Potencialidades Vulnerabilidades

Princípios e
Diretrizes Gerais
(resposta ao diagnóstico)

INSTRUMENTOS PARA VIABILIZAÇÃO


MÉTODO DE CONCEPÇÃO DOS PLANOS DIRETORES

INSTRUMENTOS PARA VIABILIZAÇÃO

ÁREAS DE
COEFICIENTES INSTRUMENTOS
ZONEAMENTO ESPECIAL
URBANÍSTICOS DE INDUÇÃO
INTERESSE
(AEIs)
COEFICIENTES

Caracterização de Formulação de Proposição de AEIs


cada ZONA DIRETRIZES ESTRATÉGIAS

INSTRUMENTOS
4 anos após o ESTATUTO DA CIDADE

Legislação de apoio ao
PROVIMENTO DE MORADIAS
Lei Federal 11.124/2005 – SISTEMA NACIONAL DE HIS

 Criação do Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social (HIS)


 Criação do Fundo Nacional de HIS

OBJETIVOS
1. viabilizar para a população de menor renda o acesso à terra
urbanizada e à habitação digna e sustentável;
2. implementar políticas e programas de investimentos e subsídios,
promovendo e viabilizando o acesso à habitação voltada à
população de menor renda;
3. articular, compatibilizar, acompanhar e apoiar a atuação das
instituições e órgãos que desempenham funções no setor da
habitação.
Lei Federal 11.124/2005 – SISTEMA NACIONAL DE HIS

ÓRGÃOS E ENTIDADES INTEGRANTES

1. Ministério das Cidades, órgão central do SNHIS;


2. Conselho Gestor do FNHIS;
3. Caixa Econômica Federal – CEF, agente operador do FNHIS;
4. Conselho das Cidades;
5. Conselhos no âmbito dos Estados, DF e Municípios...;
6. órgãos e as instituições integrantes da administração
pública, direta ou indireta, das esferas federal, estadual, do
Distrito Federal e municipal...;
7. fundações, sociedades, sindicatos, associações
comunitárias, cooperativas habitacionais e quaisquer outras
entidades privadas que desempenhem atividades na área
habitacional, afins ou complementares....
8. agentes financeiros autorizados pelo Conselho Monetário
Nacional a atuar no Sistema Financeiro da Habitação – SFH
EHIS de grande porte e localização periférica – padrão PMCMV

Rio Grande do Norte Rio Grande do Sul “Jd. Zavaglia” – S. Carlos

Minas Gerais Publicidade da CEF “Jd. Zavaglia” – S. Carlos


EHIS de grande porte e localização periférica – padrão PMCMV

Aspectos criticados do PMCMV (2009)


 Questionamento quanto à INSERÇÃO URBANA
(geralmente nas periferias
Rio Grande do Norte
desprovidas de conexão
Rio Grande do Sul “Jd. Zavaglia” – S. Carlos
com a cidade consolidada)
 Questionamento quanto à TIPOLOGIA CONSTRUTIVA
(sistemas construtivos convencionais com pouca
qualidade nos materiais e soluções construtivas)

Minas Gerais Publicidade da CEF “Jd. Zavaglia” – S. Carlos


EHIS de grande porte e localização periférica – padrão PMCMV

CONTRIBUIÇÕES
 Geração de trabalho e renda
 Dinamização do setor de construção civil
Rio Grande do Norte Rio Grande do Sul“Jd. Zavaglia” – S. Carlos
 2009-2014 - 5,5 milhões de novas moradias
- 84% concluídas
- 16% em fase de conclusão (2018)
 BNH (22 anos): 4,5 milhões

Minas Gerais Publicidade da CEF “Jd. Zavaglia” – S. Carlos


2 anos após o início da implementação
da POLÍTICA HABITACIONAL...

LEGISLAÇÃO DE APOIO AO
SANEAMENTO BÁSICO
Lei 11.445/2007 – Diretrizes Básicas para o SANEAMENTO

Cap. I - PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

1. universalização do acesso;
2. abastecimento de água, esgotamento
sanitário, limpeza urbana e manejo dos
resíduos sólidos realizados de formas
adequadas à saúde pública e à proteção do meio
ambiente;
3. disponibilidade, em todas as áreas urbanas, de
serviços de drenagem e de manejo das águas
pluviais...;
4. adoção de métodos, técnicas e processos que
considerem as peculiaridades locais e
regionais;
Lei 11.445/2007 – Diretrizes Básicas para o SANEAMENTO

Cap. I - PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

5. utilização de tecnologias apropriadas,


considerando a capacidade de pagamento dos
usuários e a adoção de soluções graduais e
progressivas;

6. segurança, qualidade e regularidade;

7. integração das infraestruturas e serviços


com a gestão eficiente dos recursos hídricos.

8. adoção de medidas de fomento à moderação


do consumo de água.
Lei 11.445/2007 – Diretrizes Básicas para o SANEAMENTO

Cap. IV – DO PLANEJAMENTO

A prestação de serviços públicos de saneamento básico observará PLANO, que poderá ser
específico para cada serviço, o qual abrangerá, no mínimo:
1. DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO e de seus impactos nas condições de vida, utilizando
sistema de indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos e
apontando as causas das deficiências detectadas;
2. Objetivos e metas de curto, médio e longo prazos para a universalização, admitidas
soluções graduais e progressivas, observando a compatibilidade com os demais
PLANOS SETORIAIS;
Lei 11.445/2007 – Diretrizes Básicas para o SANEAMENTO

Cap. IV – DO PLANEJAMENTO

3. programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas, de


modo compatível com os respectivos planos plurianuais e com outros planos
governamentais correlatos, identificando possíveis fontes de financiamento;
4. ações para emergências e contingências;
5. mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e eficácia das
ações programadas.
3 anos após o início da implementação
das DIRETRIZES DE SANEAMENTO

Legislação de apoio à gestão de


RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS
RESÍDUOS - PRÁTICAS PREDATÓRIAS X PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS

PRÁTICAS
PREDATÓRIAS

PRÁTICAS
SUSTENTÁVEIS
TIPOS DE RESÍDUOS - Política Nacional de RESÍDUOS SÓLIDOS

1. resíduos domiciliares
2. resíduos de limpeza urbana
3. resíduos sólidos urbanos (1 + 2)
4. resíduos do comércio e serviços
5. resíduos dos serviços públicos de saneamento
6. resíduos industriais
7. resíduos dos serviços de saúde
8. resíduos da construção civil RCC
9. resíduos agrosilvopastoris
10. resíduos dos serviços de transporte (aeroportos, portos, terminais rodoviários...)
11. resíduos de mineração
PRINCÍPIOS - Lei 12.305/2010 – Política Nacional de RESÍDUOS SÓLIDOS

1. Prevenção e Precaução
2. Poluidor-Pagador e Protetor-Recebedor
3. Visão sistêmica na gestão dos resíduos
4. Desenvolvimento sustentável e a ecoeficiência
5. Cooperação entre os diferentes setores da
sociedade
6. Responsabilidade compartilhada pelo ciclo de
vida dos produtos
7. Reconhecimento do resíduo reutilizável e
reciclável como um bem econômico
8. Respeito às diversidades locais e regionais
9. Direito da sociedade à informação e ao controle
social
OBJETIVOS - Lei 12.305/2010 – Política Nacional de RESÍDUOS SÓLIDOS

1. proteção da saúde pública e qualidade ambiental


2. não geração, redução, reutilização, reciclagem e
disposição final adequada
3. adoção de padrões sustentáveis de produção e
consumo
4. redução dos resíduos perigosos
5. incentivo à indústria da reciclagem
6. gestão integrada dos resíduos sólidos
7. capacitação técnica na área
8. regularidade, continuidade, funcionalidade e
universalização
Lei 12.305/2010 – Política Nacional de RESÍDUOS SÓLIDOS

Classificação dos resíduos quanto


à PERICULOSIDADE

1. resíduos perigosos: aqueles que, em


razão de suas características de
inflamabilidade, corrosividade,
reatividade, toxicidade, patogenicidade,
carcinogenicidade, teratogenicidade e
mutagenicidade, apresentam significativo
risco à saúde pública ou à qualidade
ambiental, de acordo com lei, regulamento
ou norma técnica;
2. resíduos não perigosos: aqueles não
enquadrados no item “1”.
As condições de deslocamento nos
meios urbanos exigiram uma
regulamentação a respeito

Criação de política nacional de


MOBILIDADE URBANA
Lei 12.587/2012 – Política Nacional de MOBILIDADE URBANA
O QUE É?
O Sistema Nacional de Mobilidade Urbana é o conjunto organizado e
coordenado dos modos de transporte, de serviços e de infraestruturas
que garante os deslocamentos de pessoas e cargas no território do
Município.

QUAIS SÃO OS MODOS?  Motorizados


 Não motorizados
Lei 12.587/2012 – Política Nacional de MOBILIDADE URBANA
OBJETO DOS SERVIÇOS  Passageiros
DE TRANSPORTE  Cargas
CARACTERÍSTICAS DO  Coletivo
SERVIÇO  Individual
NATUREZA  Público
DO SERVIÇO  Privado
Lei 12.587/2012 – Política Nacional de MOBILIDADE URBANA

INFRAESTRUTURAS DE MOBILIDADE URBANA


 Vias, Metroferrovias, Hidrovias e Ciclovias
 Estacionamentos, Terminais, Estações e demais conexões
 Pontos para embarque e desembarque de passageiros e cargas
 Sinalização viária e de trânsito
 Equipamentos e instalações
 Instrumentos de controle, fiscalização, arrecadação de taxas e
tarifas e difusão de informações
PRINCÍPIOS - Política Nacional de MOBILIDADE URBANA

1. acessibilidade universal;
2. Desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões
socioeconômicas e ambientais;
3. equidade no acesso dos cidadãos ao transporte público coletivo;
4. eficiência, eficácia e efetividade nos serviços de transporte urbano;
5. gestão democrática e controle social do planejamento e avaliação da
Política Nacional de Mobilidade Urbana;
6. segurança nos deslocamentos das pessoas;
7. justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do uso dos
diferentes modos e serviços;
8. equidade no uso do espaço público de circulação, vias e logradouros; e
9. eficiência, eficácia e efetividade na circulação urbana
DIRETRIZES - Política Nacional de MOBILIDADE URBANA

1. integrar a política de desenvolvimento urbano e respectivas políticas setoriais de ...;


2. prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos
serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado;
3. integração entre os modos e serviços de transporte urbano;
4. mitigação dos custos ambientais, sociais e econômicos dos deslocamentos de pessoas
e cargas;
5. incentivo ao desenvolvimento científico-tecnológico e ao uso de energias
renováveis e menos poluentes;
6. priorização de projetos de transporte público coletivo estruturadores do território e
indutores do desenvolvimento urbano integrado;
7. integração entre as cidades gêmeas localizadas na faixa de fronteira com outros
países sobre a linha divisória internacional.
8. garantia de sustentabilidade econômica das redes de transporte público coletivo de
passageiros, de modo a preservar a continuidade, a universalidade e a modicidade
tarifária do serviço.
No mesmo ano (2012) da lei da Politica
Nacional da MOBILIDADE URBANA...

Revisão do CÓDIGO FLORESTAL de


1965 que até 1989, considerava-se
aplicável apenas às áreas rurais
APPs - Código Florestal – Lei 12.651/2012

Definição de Área de Preservação Permanente


 Área protegida coberta ou não por vegetação nativa
 Função ambiental de:
- Preservar os recursos hídricos e a paisagem
- Preservar a estabilidade geológica e a biodiversidade
- Facilitar o fluxo gênico de fauna e flora / Proteger o solo
 Função social de assegurar o bem-estar das populações humanas

Jaraguá do Sul - SC São Carlos - SP


APPs - Código Florestal – Lei 12.651/2012

Tipos de APPs:
 Faixas marginais aos cursos d’água (larguras proporcionais ao corpo
hídrico)
 Áreas de entorno às nascentes
 Encostas com i > 100% (45º)
 Restingas (proteção de dunas e manguezais)
APPs - Código Florestal – Lei 12.651/2012

Tipos de APPs:
 Faixas marginais aos cursos d’água (larguras proporcionais ao corpo
hídrico)
 Áreas de entorno às nascentes
 Encostas com i > 100% (45º)
 Restingas (proteção de dunas e manguezais)
APPs - Código Florestal – Lei 12.651/2012

Tipos de APPs:
 Faixas marginais aos cursos d’água (larguras proporcionais ao corpo
hídrico)
 Áreas de entorno às nascentes
 Encostas com i > 100% (45º)
 Restingas (proteção de dunas e manguezais)
APPs - Código Florestal – Lei 12.651/2012

Tipos de APPs:
 Faixas marginais aos cursos d’água (larguras proporcionais ao corpo
hídrico)
 Áreas de entorno às nascentes
 Encostas com i > 100% (45º)
 Restingas (proteção de dunas e manguezais)
APPs - Código Florestal – Lei 12.651/2012

Tipos de APPs:
 Manguezais
 Bordas dos tabuleiros e chapadas
 Topos de morros, montes, montanhas e serras (H mín. 100m / i > 25%)
 Altitude > 1.800 m
 Veredas
APPs - Código Florestal – Lei 12.651/2012

Tipos de APPs:
 Manguezais
 Bordas dos tabuleiros e chapadas
 Topos de morros, montes, montanhas e serras (H mín. 100m / i > 25%)
 Altitude > 1.800 m
 Veredas
APPs - Código Florestal – Lei 12.651/2012

Tipos de APPs:
 Manguezais
 Bordas dos tabuleiros e chapadas
 Topos de morros, montes, montanhas e serras (H mín. 100m / i > 25%)
 Altitude > 1.800 m
 Veredas
APPs - Código Florestal – Lei 12.651/2012

Tipos de APPs:
 Manguezais
 Bordas dos tabuleiros e chapadas
 Topos de morros, montes, montanhas e serras (H mín. 100m / i > 25%)
 Altitude > 1.800 m
 Veredas
APPs - Código Florestal – Lei 12.651/2012

Tipos de APPs:
 Manguezais
 Bordas dos tabuleiros e chapadas
 Topos de morros, montes, montanhas e serras (H mín. 100m / i > 25%)
 Altitude > 1.800 m
 Veredas
APPs - Código Florestal – Lei 12.651/2012

APPs nos CURSOS D’AGUA


I - faixas marginais de qualquer curso d’água natural com larg. mín. de:
a) 30 m, para os cursos d’água de menos de 10 m de largura;
b) 50 m, para os que tenham de 10 a 50 m de largura;
c) 100 m, para os que tenham de 50 a 200 m de largura;
d) 200 m, para os que tenham de 200 a 600 m de largura;
e) 500 m, para os que tenham largura superior a 600 m.
......

IV - as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes,


qualquer que seja sua situação topográfica, no raio mín. de 50 m.
APPs - Código Florestal – Lei 12.651/2012
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Universidade Federal de São Carlos
Curso de ENGENHARIA CIVIL

Dispositivos Legais para a


GESTÃO DAS CIDADES
Principais Aspectos

Profª Sandra Regina Mota Silva - 2º semestre 2019