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S U M Á R I O

02 Sobre o autor

03 Apresentação

04 Como estudar

07 Entendendo a teoria

18 Praticando acordes

25 Referências
Áudio dos exercícios
Contato

© Copyright by Sérgio Pereira. Todos os direitos reservados. Proibida a


comercialização. Para outras informações, entre em contato com o autor (última
página).
S O B R E O A U T O R

Sérgio Pereira é profissional da música há quase 30 anos.


Estudou com Claudio Bertrami (Toquinho, Grupo Medusa), Ian
Guest, Jaime Barbosa e Geraldo Ribeiro. Licenciado em História
(Centro Universitário Barão de Mauá), especialista em Estudos
Teológicos (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew
Jumper) e mestre em Educação, Arte e História da Cultura
(Universidade Presbiteriana Mackenzie).
Foi colunista das revistas Bass Player Br e Cover Baixo.
Escreveu os livros O Músico Profissional: Conselhos e Ideias
Para a Carreira, com prefácio de Nelson Faria e a colaboração de
diversos nomes como André Mehmari, Benjamim Taubkin, Tó
Brandileone (5 a Seco) e Pena Schmidt; Acordes para
Contrabaixo (2007 - ed. Irmãos Vitale), com prefácio de Ian Guest
e Harmonia e Baixo, com prefácio de Michael Manring e
apresentação de Marinho Andreotti (Escola de Música do Estado
de São Paulo – Tom Jobim). Esses livros já foram indicados por
revistas do ramo como a Backstage 123 e 160; Cover Baixo 26, 38
e Ed. Especial.
Possui um duo com a cantora Marivone Lobo chamado Baixo
e Voz desde 1991, que conta com 5 álbuns, um DVD ao vivo e 3
singles lançados. Um dos arranjos da dupla, a canção Sapato Velho
(Cláudio Nucci, Mú Carvalho e Paulinho Tapajós) foi o foco de uma
monografia apresentada na Universidade Federal de
Uberlândia.

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A P R E S E N T A Ç Ã O

Sem dúvida, o estudo da harmonia é fundamental para o


entendimento e para a criação de linhas no baixo. É impossível
desenvolver um acompanhamento para além da tônica (nota mais
grave de acordes que não estão invertidos) sem o conhecimento
de escalas, intervalos, acordes, campos harmônicos e outros
assuntos relacionados. Isso vale para todos os estilos musicais.
Por isso, trouxe aqui nesse ebook um compilado de três livros que
escrevi: O Músico Profissional: conselhos e ideias para a carreira,
Acordes para Contrabaixo e principalmente o Harmonia e Baixo,
visando o básico para dar sua arrancada nos estudos harmônicos.
Você encontrará aqui teoria e prática de acordes, assim como dez
exercícios (o mínimo que você precisa saber para acompanhar
esse ebook são as cifras e tablatura; não é necessário saber ler
partitura; nas primeiras páginas você encontrará uma breve
explicação sobre escrita) com os exemplos gravados e prontos
para você baixar no link que se encontra no final.
Tenho um grupo gratuito no WhatsApp para que você possa tirar
suas dúvidas sobre o material (link na última página).
Bons estudos!
Sérgio Pereira

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© Acordes no Baixo - Sérgio Pereira

C O M O E S T U D A R

A relação com o tempo de estudo deve ser de qualidade e não


quantidade. Alguns alunos não sabem bem como dividir seu tempo
de estudo, e por isso boa parte dele é desperdiçado pois praticam
às vezes muitas horas, mas sem objetivos claros.
Ao estudar assuntos teóricos como harmonia, faça sempre
perguntas: por que estudar isso? Como funciona na prática?
Quando poderei utilizar? Quem utiliza? Você precisa saber porque
está estudando tais conteúdos.
Referências de escrita para usar esse e-book:
a) Cifra

b) Não é imprescindível para nosso estudo, mas seria bom que o


estudante memorizasse as notas na pauta (pentagrama). No
início da pauta há uma clave de fá (chamada assim pois a nota fá
se localiza entre os dois pontos da clave, ou seja, na 4ª. linha),
símbolo que indica “instrumentos de sonoridade grave”.
Geralmente, junto à clave estão posicionadas a armadura de clave
(que mostra a tonalidade) e a fórmula de compasso (divisão do
tempo).

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© Acordes no Baixo - Sérgio Pereira

c) Entender também como funciona uma tablatura ajudaria


bastante: cada linha da tablatura é uma corda do baixo e sua ordem
está invertida, ou seja, a corda mi (4ª corda) está embaixo seguida
pela linha que representa lá (3ª corda), ré (2ª corda) e sol (1ª
corda). Cada número na tablatura representa uma casa no braço.

Por estar lidando com um instrumento que pode deixar os acordes


com o som “embolado” facilmente, a postura mais indicada é
aquela em que a mão direita trabalha próxima da ponte e em forma
de concha (fig. 1). A nomenclatura (fig. 2) da mão esquerda, segue
do indicador ao mínimo a numeração de 1 a 4. Na mão direita é:
P (polegar), I (indicador), M (médio), A (anular) e m (mínimo):

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© Acordes no Baixo - Sérgio Pereira

Sobre os frets (desenho dos braços), leia-os da seguinte forma:

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© Acordes no Baixo - Sérgio Pereira

E N T E N D E N D O A T E O R I A

Harmonia é a combinação de três ou mais sons executados de


forma simultânea, extraídos de uma escala, modo ou série.
Pensando na pauta, ou seja, na forma escrita, harmonia é a
verticalização da música, enquanto a melodia (nota a nota) é sua
forma horizontal.
Entre as funções práticas da harmonia, destaca-se principalmente
o acompanhamento de uma (ou mais) melodia(s) a partir de um
encadeamento (sequência de acordes).
Tonalidade é a relação entre notas e acordes com um tom. As 24
tonalidades se distinguem umas das outras pela quantidade de
sustenidos e bemóis em suas escalas principais (maior, menor
natural, menor harmônica e menor melódica) e podem ser
resumidas em dois tipos: 12 tonalidades maiores e 12 tonalidades
menores. Para conhecer o sistema tonal, é fundamental começar
estudando duas escalas: a cromática e a maior.
O termo escala vem do latim scala, que significa “escada”. É uma
sucessão de notas entre a tônica e a oitava (mesma nota, porém
mais aguda). O número de notas das escalas varia na música
ocidental geralmente entre cinco e doze notas.

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Toda escala é formada por uma combinação de notas separadas


por tons e/ ou semitons. A escala cromática possui uma
sequência de doze notas, separadas por intervalos de semitom (as
notas em destaque - enquadradas - são enarmônicas, ou seja, sons
iguais, porém com nomes diferentes):

Na escala maior, também chamada de “maior diatônica”, temos a


seguinte fórmula de tons (T) e semitons (ST). Na tabela, abaixo das
notas estão os números chamados de intervalos e os nomes de
cada grau da escala:

Para definir as notas de uma escala maior, utiliza-se a fórmula (T T


ST T T T ST) até finalizar na oitava.
Os intervalos são classificações para duas notas. Três das
principais classificações se referem ao tipo, movimentação e
altura.
Tipo: é a classificação dos intervalos quanto à sua
execução simultânea (intervalos harmônicos) ou sucessiva
(intervalos melódicos).

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© Acordes no Baixo - Sérgio Pereira

Movimentação: quando os intervalos melódicos iniciam no grave e


seguem para o agudo são chamados de intervalos ascendentes e,
do agudo para o grave, de intervalos descendentes.

Altura: os intervalos têm denominações baseadas na sua escala


maior. Os intervalos de 2ª, 3ª, 6ª e 7ª são chamados de maiores.
Os intervalos de 4ª, 5ª e 8ª, de justos. Até a oitava são chamados
de simples. Quando passam da oitava são denominados de
compostos (9, 10, 11, 12, 13)21. Abaixo, os intervalos simples:

Os intervalos, quando têm notas fora da escala maior, são


denominados de: menores (um semitom abaixo dos intervalos
maiores – anota-se b2, b3, b6, b7), aumentados (um semitom
acima dos intervalos justos – anota-se #4, #5, #8 ou dos maiores -
#2, #3, #6, #7) e diminutos (um semitom abaixo dos intervalos
justos – anota-se b4, b5, b8 – ou um tom abaixo dos maiores –
anota-se bb2, bb3, bb6, bb7). Exemplos:

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Para encontrar as tonalidades maiores que utilizam sustenidos,


memorize a sequência: F#, C#, G#, D#, A#, E#, B#. Como exemplo,
ré maior. Desça um semitom. O resultado é dó#. Todos os
acidentes até dó# fazem parte da tonalidade de ré maior (o
restante são notas naturais): D, E, F#, G, A, B, C#, D.
Para encontrar as tonalidades maiores que utilizam bemóis,
memorize a sequência: Bb, Eb, Ab, Db, Gb, Cb, Fb. Como exemplo, ré
bemol. Com base na sequência de bemóis, procure a nota seguinte
(é Gb). Todos os bemóis até Gb fazem parte da escala de réb (o
restante são notas naturais): Db, Eb, F, Gb, Ab, Bb, C, Db.
Acordes são combinações de três ou mais notas diferentes,
separadas geralmente por intervalos de terças (maiores ou
menores). No baixo, é considerada uma das técnicas que pode ser
trabalhada tanto em banda como no formato solo. Os acordes
podem ser divididos basicamente em dois grupos: tríades e
tétrades.
As tríades são acordes formados por uma tônica mais os
intervalos de terça e quinta. É a menor unidade da harmonia. As
tétrades são tríades mais o acréscimo do intervalo de sétima.
Associados às tríades e tétrades básicas temos os acordes
suspensos (quando a quarta fica no lugar da terça) e os acordes
com sexta (substituição da sétima maior ou a sexta como adição
à tétrade).

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A tônica (primeira nota das escalas) é chamada de “fundamental”


ou “baixo” nos acordes. Para encontrar as notas que formam os
acordes, o primeiro passo é escrever a escala maior relacionada à
fundamental. a partir dessa escala, separam-se a tônica e os graus
pedidos. Exemplos (se não souber as notas na pauta, utilize a
cifra):

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Os campos harmônicos podem ser definidos como escalas de


acordes. No sistema tonal são dois, divididos em campo
harmônico maior e campo harmônico menor, cujas bases se
encontram nas escalas maior, menor natural, menor harmônica e
menor melódica.
É importante entender como ocorreu a montagem do campo
harmônico. Siga o roteiro abaixo:
a) Escreva todas as escalas maiores referentes a cada uma das
notas de sol maior.

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b) Separe na vertical a fundamental, a terça, a quinta e a sétima de


cada nota da escala (anotadas em cinza na vertical):

c) Escreva as escalas maiores de cada uma das notas da escala


maior de sol. Não é necessário escrever a escala de sol, pois ela já
está escrita no primeiro exemplo. Abaixo, as escalas maiores de lá,
si, dó, ré, mi e fá#:

d) Compare os intervalos de terça, quinta e sétima da tabela


anterior com as notas obtidas na escala maior de sol (letra b),
observando quais notas são diferentes:

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e) Escreva as cifras correspondentes às tétrades obtidas:

Uma vez que os acordes do campo harmônico foram obtidos das


escalas maiores que possuem uma fórmula fixa (de tons e
semitons), a combinação desses acordes também segue essa
ideia Abaixo, a fórmula do campo harmônico maior (a análise é
escrita em número romano).

Portanto, para encontrar o campo harmônico em tríades, basta


retirar o intervalo de sétima dos acordes:

Portanto, todo campo harmônico maior pode ser obtido a partir de


dois passos: 1) escrever a escala maior do tom; 2) aplicar a
fórmula do campo harmônico (em tétrades ou tríades).
Exemplo:
a) Tonalidade: fá maior;
b) Escala maior: F, G, A, Bb, C, D, E;
c) Aplicação da fórmula do campo harmônico maior em tétrades:
F7M, Gm7, Am7, Bb7M, C7, Dm7, Em7(b5) ou em tríades: F, Gm,
Am, Bb, C, Dm, Em(b5).

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A escala maior gera uma sequência de seis outras escalas


denominadas como modos. Consequentemente, cada um desses
modos está diretamente relacionado a cada um dos acordes do
campo harmônico maior.

Em relação à escala menor natural, são os mesmos modos da


maior, porém iniciados a partir do sexto grau (E F# G A B C D). A
fórmula do campo harmônico menor natural é:

A tabela abaixo contém os modos da escala menor natural:

A escala menor harmônica é assim chamada por facilitar as


relações harmônicas menores, pois a sétima maior (sensível)
sustenizada em relação à escala menor natural, traz o acorde
dominante (V7) ao tom menor. Exemplo da escala em mi menor (E
F# G A B C# D):

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A fórmula do campo harmônico menor harmônico é:

A escala menor harmônica trouxe um intervalo incomum para os


ocidentais cantarem: a segunda aumentada. Para resolver tal
problema de canto dessas melodias, foi criada outra escala
denominada escala menor melódica. Essa escala possui duas
notas diferentes em relação à menor natural (a sexta e a sétima
maiores) e, consequentemente, uma nota diferente em relação à
escala menor harmônica, a sexta maior. Podemos concluir que a
única nota que se repete nas três escalas menores é a terça
menor. Exemplo (E F# G A B C# D#):

A fórmula do campo harmônico menor melódico é:

Observando de forma conjunta os três grupos de acordes que


geram o campo harmônico menor, é possível perceber a conexão
que há entre eles a partir de acordes que se repetem (destacados
abaixo em cinza). Com a tabela acima, observe como a escala
menor harmônica é a conexão principal entre as escalas menor
natural e menor melódica. Além disso, é a única escala que possui
um acorde a mais, o diminuto (sétimo grau), diferenciando-a das
demais. Portanto, podemos concluir que a menor harmônica é a
principal escala do campo harmônico menor.
Exemplo em mi menor:

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A tabela revela também que, em relação ao campo harmônico


maior, surgiram mais três estruturas de acordes no campo
harmônico menor: m(7M), 7M(#5) e °(diminuto).

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P R A T I C A N D O A C O R D E S

Os exemplos são para baixos de 4 cordas (presas), em dó, mas que


podem ser ampliados, por meio da teoria estudada anteriormente,
para baixos com mais cordas e outras tonalidades.
a) Tríades

b) Tétrades

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© Acordes no Baixo - Sérgio Pereira

c) Sextas

d) Outros formatos

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Exercício 1

Exercício 2

Exercício 3

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Exercício 4

Exercício 5

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© Acordes no Baixo - Sérgio Pereira

Exercício 6

Exercício 7

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© Acordes no Baixo - Sérgio Pereira

Exercício 8

Exercício 9

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Exercício 10

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BIBLIOGRAFIA
PEREIRA, Sérgio. Acordes para contrabaixo. São
Paulo: Irmãos Vitale, 2007.
______. Harmonia e baixo. São Paulo: e/a, 2014.
______. O músico profissional: conselhos e ideias
para a carreira. Barueri: e/a, 2019.

ÁUDIO DOS EXERCÍCIOS:


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