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‫בס’‘ ד‬

Rosh haShaná
A Coroa do Tsadic
Por Alef Yaakov

Rosh HaShaná é popularmente conhecido como o Ano Novo Judaico, porém, sua
essência é envolta de significados extremamente importantes que se diferem em absoluto do
entendimento que temos de celebração do ano novo na sociedade não religiosa, onde o ano
novo é apenas uma festa dos instintos mais escusos e primitivos. Rosh HaShaná significa
“Cabeça do ano”, porque a energia que se estabelece na festa é refletida para todo o ano,
como um desdobramento da Luz que anula os caminhos da má inclinação [durante os 364 dias
do ano]. Qual é a fonte desta Luz tão poderosa? O Luzeiro do Ancião dos Dias [Rosh
HaShaná]. Durante 364 dias do ano, o „HaSatan‟ tem poder de influência e atuação sobre a
sua alma de acordo com aquilo que é decretado em Rosh HaShaná, Isso se comprova na
gematria de „HaSatan‟ [ ], cujo valor é 364. Esse é o segredo da fonte de poder que se
esconde nesta celebração: por meio da verdadeira teshuvá, é possível anular os caminhos da
má inclinação e manter a luz que sai do Luzeiro queimando por todo o ano. Por essa lógica,
compreenda que o mundo é reprogramado em todo Rosh HaShaná de acordo com aquilo que
é necessário para o próximo período. São três principais atributos que são definidos no período
entre Rosh HaShaná e Yom Kipur, são elas: Vida ou Morte, Riqueza ou Miséria, Fertilidade
o Esterilidade e isso implica que este é o período que devemos analisar cada um dos
fotogramas de nossa realidade e intervir por meio da teshuvá e da emuná verdadeira, portanto,
é a chance de usar essa energia e causar a transformação que você tanto esperava. Este é o
tesouro escondido de HaShem reservado para aqueles que O reconhecem em Sua grandeza.

Com duração de dois dias que ocorrem geralmente durante o mês de setembro do
calendário gregoriano, é a fase do ano onde a influência do Pilar do Julgamento entra em vigor
com maior intensidade e todos os pensamentos, palavras e ações da humanidade, assim como
a funcionalidade dos animais, e até mesmo a funcionalidade da alma viva das plantas, dos
minerais, e de toda natureza micro ou macro são individualmente revisados [no caso da
humanidade] e julgados pelo Tribunal Celestial. Qual o jugo dos animais e das criaturas
inanimadas? Tudo o que diz respeito a sua função, o seu uso, e o processo entre a função e o
uso do mesmo. A constelação que rege este mês é Libra, e por meio desta ferramenta,
HaShem „faz descer‟ a justiça e equilíbrio para todos os mundos, e esse é o aspecto de D‟‟s
que vê todas as criaturas como iguais, porque todas elas são julgadas „igualmente‟, de acordo
com o seu propósito existencial. Durante o primeiro dia, HaShem julga cada um com o atributo
de YHVH, por isso diz-se popularmente que Ele julga cada um „pessoalmente‟, porque YHVH é
a veste de mistério que simboliza o seu envolvimento em cada aspecto da criação. No segundo
dia, HaShem julga pelo aspecto de Elohim e „escuta‟ [recebe os relatórios] de todos os
malachim (anjos), mazzikim (demônios menores) e shedim (demônios antigos) que estiveram
envolvidos, mesmo que por um instante, com cada indivíduo. Você pode se perguntar, se
HaShem sabe de todas as coisas, por que Ele ouve testemunhas? Para que este aspecto de
humildade de sua identidade seja refletido por toda a Estrutura e mantenha o seu paralelismo
até mesmo nos mundos inferiores [klipot], onde encontramos „hierarquia no caos‟ das klipot.

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O mundo foi criado no dia 25 de Elul, seis dias antes de 1 de Tishrei, justamente o
dia que Adam foi criado. Portanto, por que não comemoramos o Rosh HaShaná no dia da
inauguração do mundo mas, o celebramos no dia da criação da „Imagem e Semelhança‟ de
Elohim? Porque antes que o Santíssimo, bendito seja, fizesse emergir do barro uma criatura e
soprasse dentro dela o Ruach HaKodesh, o „show‟ não havia começado. O que isso quer dizer,
„o show não havia começado‟? Só havia o cenário [o universo e toda a multiplicidade de seres],
o roteirista [HaShem] e a plateia [Sua corte], contudo, não havia personagens que atribuíssem
significado ao cenário e sentimentos ao roteiro, não até o sexto dia (1 de Tishrei - Rosh
HaShaná), quando Adam foi criado e só então, o „show‟ começou. O ano que passou foi
adornado por uma série de acontecimentos que reuniu crises sociais, políticas, econômicas e
sanitárias ao redor de todo o planeta, e para a maioria das pessoas, D‟us nos livre, foi um ano
inteiro de julgamento, decepções e desilusões. Desta forma, se para a maioria das pessoas, o
ano inteiro é „dia do julgamento‟, por que Rosh HaShaná é o chamado como Dia do
Julgamento? Porque no momento seguinte que Adam foi criado, ele teve sua unicidade de
„Grande Recipiente das Almas‟ fragmentada, e HaShem em Sua completa misericórdia,
demarcou este dia como um sinal nos Céus onde toda a humanidade, agora individualizada,
tem a oportunidade de retornar de suas transgressões e assim, receber um bom jugo dos Céus
para todo o ano que virá a seguir.

Se o indivíduo aproveitar o mês de Elul [no melhor dos casos] ou até mesmo nestes
últimos instantes [até o dia de Yom Kipur] e retornar em arrependimento e confiança em
HaShem, ele certamente pode alcançar a Sua misericórdia e assim, pode definir aquilo que
será do próximo ano. Quando a sua prece toca a misericórdia de HaShem e o Ancião, em Sua
grandeza retorna Sua face, você é imediatamente interligado com a Glória que desce do Trono
e a Luz que foi aderida neste dia será mantida e fortalecida e se estenderá por todos os dias do
ano até o próximo Rosh HaShaná, e isso será para você como uma coroa de ouro adornada
com diamantes, como um ato de “ressurreição”, onde você morre para os hábitos ilícitos pela
Torá para renascer com o potencial que encontra-se escondido no „porão do inconsciente‟.
Deste modo, a celebração do Rosh HaShaná é extremamente importante para que se consiga
ter êxito no aterramento de decretos doces para o ano todo que virá e ainda, um momento
propício para reestruturar os costumes, pensamentos e a sua forma de interagir com o mundo.
Estes são tempos de assimilar-se com o Criador e aproximar-se daquilo que Ele deseja que
seja expressado [em Beleza] pela sua alma. Portanto, a celebração deste ano lhe será como
uma confirmação do seu despertar para servi-Lo e fazer de HaShem o seu Rei, e as palavras
de sua teshuvá e todos os pesados tijolos que se carregou até este dia são a declaração do
compromisso que se estabelece com HaShem no serviço divino e na enunciação da Era
Messiânica, nos dias de hoje, que D‟‟s permita.

No ano de 2020 e.c., Rosh HaShaná acontece ao anoitecer do dia 18 de setembro


até o anoitecer do dia 20 de setembro. Para um ano com tanta restrição e julgamento, HaShem
determinou que o Rosh HaShaná seja no dia do Shabat. Isso porque a força do julgamento é
amenizada pela kapará [expiação] de todas as transgressões do indivíduo através das bênçãos
do Shabat e do cumprimento das mitsvot de Shabat, e simultaneamente, faz „correr para baixo‟
toda abundância dos mundos superiores que são manifestação dos atributos positivos do
Shabat, e a fonte permanece jorrando as águas do Santíssimo durante todo o ano para o
indivíduo que exalta este tempo de poder sagrado. Portanto, para que você faça destes dois

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dias uma escada aos Céus pelo qual os malachim correm e retornam com bênçãos, seja
consciente em seguir as próximas recomendações. O processo de introspecção [caso ainda
não tenha começado] deve ter início a partir do momento que você tiver contato com este
artigo. Antes do anoitecer da quinta-feira, você deve separar algumas folhas de papel e caneta
e esforçar-se em lembrar e anotar tudo aquilo que você se arrepende, ou que deseja
transformar em sua personalidade, assim como, ser absolutamente sincero em anotar todas as
suas transgressões, sejam elas em pensamento, fala ou ação; use o tempo que for necessário
para este exercício, não se apresse e seja detalhista em suas anotações. Por outro lado, você
deve anotar tudo que fez de bom [no seu ponto de vista], procure ser igualmente detalhista e
cuide para não cometer equívocos ou exageros. Após este momento, você deve fazer uma
refeição consagrada ao Santíssimo antes do anoitecer de quinta-feira a noite e preparar-se em
oração para o jejum que será consagrado a seguir. Ao cair da tarde de quinta-feira até a
celebração do Shabat você deve permanecer em jejum completo, de água e comida, em
absoluta introspecção na lembrança do Santíssimo durante todo o dia, em silêncio
contemplativo e respeito. Se você puder, evite trabalhar ou até mesmo fazer outras atividades
que não seja o estudo de Torá, mitsvot, meditação e arrependimento.

Para a celebração do Shabat, você vai precisar dos ingredientes básicos, são eles:
Chalá, vinho e duas velas. Você pode incluir nesta celebração o peixe, sucos naturais, frutas,
vegetais e grãos, a gosto de cada um. A receita da chalá é facilmente encontrada em artigos no
Google ou até mesmo vídeos no Youtube. Eu recomendo que se faça uma primeira chalá na
quinta-feira de “teste” e na sexta-feira de manhã faça a chalá da forma correta. No caso de
você não conseguir fazer a chalá, compre dois pães com o formato semelhante, facilmente
encontrado em qualquer padaria. No caso da falta do vinho kosher, o não judeu não está
obrigado e portanto, pode substituir pelo vinho treif. A celebração do Shabat deve ser feita
conforme a instrução do livro cânone de nossa Sagrada Academia, „Manual da Arte Real -
Tomo 1‟, caso você não tenha, adquira o pdf na loja de nosso site. Durante o Shabat,
mantenha-se em silêncio e emergido nos estudos de Torá e suas ramificações, não se desvie
para nenhuma atividade mundana, nem mesmo a mais aparentemente „inocente‟ delas.
Lembre-se que existe tempo para tudo, e estes são tempos de retorno, arrependimento e
retidão, se souberes respeitar este princípio, certamente você obterá resultados efetivos.

A refeição de Rosh HaShaná pode ser feita ao anoitecer do sábado e para tal, você
vai precisar dos seguintes ingredientes: Tâmaras, romã, maçã, mel, cebola, acelga, abóbora,
feijão de corda, cabeça de peixe e vinho. Para cada um destes alimentos, recita-se uma
bênção que ameniza o julgamento e ainda, exalta os méritos do indivíduo, portanto, é uma
celebração sine qua non para a abertura dos caminhos do iniciado, permitindo que ele exerça
todo potencial de sua alma no ano que virá, se D‟‟s quiser. A mesa de Rosh HaShaná deve ser
organizada de forma semelhante a de Shabat, para este feito, prepare um prato grande [sêder]
com a romã, cebola, tâmaras, feijão de corda, acelga e abóbora. Em outro prato menor,
corte 12 pedaços da maçã e posicione um pote com mel ao lado. A chalá deve ser posicionada
no centro da mesa e ao seu lado um prato pequeno com a cabeça do peixe exposta, outro
recipiente com carne de peixe preparado para o jantar e o vinho com os copos. Separe a Torá
[ou Tanach] e Tehilim para a leitura de algumas passagens no decorrer da cerimônia e durante
o jantar, evitem assuntos vulgares que sejam alheios a Torá. Você deve permanecer em
retidão e estudos de Torá até o anoitecer de domingo, absolutamente recluso de outras

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atividades senão o serviço divino. Agora, resta-lhe saber realizar a cerimônia de Rosh
HaShaná conforme ensinado em nossa Sagrada Academia. Para isso, faça os devidos
preparos antes da cerimônia como netilat yadayim e vista sua melhor roupa, prepare toda a
mesa e reúna a família [ou faça sozinho].

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Ritual de Rosh HaShaná


Aprendiz – 1º Grau
Por Alef Yaakov

Após todos estarem devidamente posicionados, faça um momento de silêncio onde


cada um deve refletir na grandeza de HaShem. Para isso, comece imaginando as belezas
animais, depois vegetais e minerais, em seguida, imaginem as paisagens naturais
maravilhosas que existem em nosso mundo, assim como as belezas celestiais no universo
afora. Finalizem a introspecção com uma oração pessoal em voz baixa exaltando HaShem e
Sua misericórdia por lhe permitir consagrar Rosh HaShaná. Ao fim, o mestre de cerimônias
repite a sentença em voz alta:

- Te agradeço HaShem, por permitir que eu adentrasse ao Seu Palácio para a


celebração de Rosh HaShaná. Como está escrito (Ruth 1:16): “Disse, porém, Ruth: Não
insistas para que te abandone e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei
eu, e onde quer que posares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Elohim é o
meu Elohim;”

Todos podem sentar-se. O mestre de cerimônias permanece em pé enquanto recita


o Shemá Israel, dizendo:

Shemá Israel, Adonai Eloheinu, Adonai Echad

Beija a ponta dos dedos, cubra os olhos [mão direita] e diga:

Baruch shêm kevod malchutó leolám vaêd.


“Ouve Israel, Adonai é nosso Deus, Adonai é Um. Bendito seja o Nome da Glória
de Seu reinado para todo o sempre.”

Veahavtá et Adonai Elohecha, bechol levavechá, uvchol nafshechá, uvchol


meodecha. Vehaiú hadevarím haêle, asher Anochí metsavechá haiom al levavecha.
Veshinantám levanecha vedibartá bam, beshivtechá bevetecha, uvlechtechá vaderech,
uvshochbechá uvcumecha. Uktshartam leot al iadecha, vehaiú letotafot ben enecha.
Uchtavtám al mezuzot betecha, uvish’arecha.
Atá hu ad sheló nivra haolam. Atá hu mishenivrá haolam, Atá hu baolám
haze, veAtá hu laolám habá. Cadêsh et shimchá baolamecha al ám macdishê shemecha,
uvishuatechá Malkênu tarúm vetagbiáh carnênu, vehoshiênu becarov lemáan shemecha,
baruch ham’cadesh shemo barabim. Atá hu Adonai HaElohim bashamáyim uvaárets,
uvishmê hashamáyim haelioním, emet Atá hu rishon veAtá hu acharon, umibal’adecha
en Elohim.
Cabêts nefutsot covecha mearbá canfot haárets, et haiám veet col asher bam,
umi bechol maassê iadecha baelioním uvatachtoním, sheiomar lechá má taassé, umá
tif’al, avínu shebashamáyim, chái vecaiám, assè imánu tsedacá vachessed baavur
shimchá hagadol haguibor vehanorá shenicrá alênu, vecaiém lánu Adonai Eloheinu et

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hadavar shehivtachtánu al iedê Tsefaniá chozách, caamur: baêt hahí aví etchem, uvaet
cabetsí etchem, ki etên etchem leshêm velit’hilá bechol amê haárets, beshuví et
shevutechem leenechem, amar Adonai.

“Amarás a Adonai, teu Senhor, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com
toda a tua força. E estas palavras que Eu te ordeno hoje estarão sobre o teu coração. As
ensinarás a fundo aos teus filhos e falarás delas ao estar sentado em tua casa e ao andar pelo
caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Deverás atá-las como sinal sobre tua mão e serão como
lembretes entre teus olhos. E as escreverás sobre os umbrais de tua casa e em teus portões.
Tu eras o mesmo antes que o mundo fosse criado; Tu és o mesmo desde que o mundo foi
criado. Tu és o mesmo neste mundo; Tu és o mesmo no Mundo Vindouro. Santifica Teu Nome
em Teu mundo sobre o povo que consagra Teu Nome. Através da Tua salvação, nosso Rei,
eleva e exalta nossa força, e liberta-nos rapidamente por amor ao Teu Nome. Bendito é Aquele
que santifica Teu Nome entre as multidões. Tu és Adonai, Deus no céu e na terra, e no mais
elevado céu dos céus. Na verdade, Tu és o primeiro e Tu és o último, e além de Ti não há
Deus. Reúne, dos quatro cantos da terra, os dispersos que anseiam por Ti. Que toda a
humanidade reconheça e saiba que somente Tu és Deus sobre todos os reinos da terra. Tu
fizestes os céus, a terra, o mar e tudo o que há neles. Quem, dentre todas as obras de Tuas
mãos, celestes ou terrestres, pode Te dizer: “O que Tu estás fazendo? O que Tu estás
realizando? Nosso vivo e eterno Pai nos Céus trata-nos com graça e bondade pelo Teu Grande
Nome, poderoso e inspirador de temor que é conferido sobre nós. Realiza para nós, Adonai,
nosso Deus, o que Tu seguraste através de Tsefaniá, Teu profeta, como foi dito: Naquele
tempo, Eu os trarei de volta, e naquele tempo os reunirei, pois os farei reconhecidos e
glorificados dentre todos os povos da terra, quando Eu trouxer de volta vossos cativos diante
de vossos olhos, disse Adonai.”

O mestre de cerimônias beija a ponta dos dedos e toca a Torá, em seguida, a


segura com suas duas mãos e a levanta ao alto, dizendo:

- Baruch atá Adonai, Eloheinu Melech Haolam, asher kideshanu bemitsvotáv


vetsivánu al divrê Torá.

“Bendito és Tu Adonai, nosso Senhor, Rei do Universo, que nos santificou com
Seus mandamentos e nos ordenou a respeito das palavras da Torá.”

O mestre de cerimônias pode sentar-se, retornar a Torá a mesa e fazer a leitura de


Devarim 11 completo, em seguida, Devarim 28 completo [em voz alta]. Em seguida, outro
familiar ou convidado [no caso da falta, pode ser você mesmo] deve recitar os Tehilim 5, 20,
22, 36, 59, 91, 120, 122, 142, 150. Retorne os livros na mesa e recite o Ana Bekoach, em
seguida, faça as berachot (benção) sobre os alimentos:

Ana bekoach guedulat yeminecha tatir tserurá


Kabel rinat amechá sagvenú taharenu norá
Na guibor dorshe yechudechá kevavat shomrêm
Baharem, taharem, … tsidkatechá tamid gomlem
Chasin cadôsh kevod tuvchá … adatechá

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Yachid gueê leamchá pêne zochrei kedushatechá


Savatenu kabel ushmá tsaakatenu yodeha taalumot

O mestre de cerimônias deve levantar o sêder com as duas mãos e repetir em voz
alta:

Iehi ratson milefanêcha, Adonai Elohênu velohê avotênu, sheyitamu oievêcha


vessonêcha vechol mevakshê raatênu. Baruch ata Adonai, Elohênu mêlech haolam, borê
peri haêts.
“Que seja da Tua vontade, Adonai, nosso Senhor e Senhor de nossos pais, que se
acabem todos os nossos inimigos, adversários e aqueles que nos querem mal. Bendito sejas
Tu, Adonai, nosso Senhor, Rei do Universo, que criaste o fruto das árvores.”

As tâmaras são servidas aos convidados que devem comê-las imediatamente,


também é permitido que comam outras frutas doces que estejam sobre a mesa. Em seguida, o
mestre de cerimônias devolve o sêder à mesa, pega a romã com a mão direita e a levanta ao
alto, dizendo:

Iehi ratson milefanêcha, Adonai Elohênu velohê avotênu, sheyirbu zachiotênu


carimon.
“Que seja da Tua vontade, Adonai, nosso Senhor e Senhor de nossos pais, que
nossos méritos se multipliquem como as sementes da romã.”

A matriarca [na falta, faça você mesmo] deve cortar a romã e dividá-la entre os
convidados. Em seguida, o mestre de cerimônias pega o mel e o derrama sobre os pedaços da
maçã, segura o prato em suas duas mãos e o levanta ao alto, dizendo:

Iehi ratson milefanêcha, Adonai Elohênu velohê avotênu, shetechadesh alênu


shaná tová umtucá.

“Que seja da Tua vontade, Adonai, nosso Senhor e Senhor de nossos pais, darnos
um ano bom e doce.”

Cada pessoa deve pegar um pedaço da maçã com mel e comê-la. Em seguida, o
mestre de cerimônias pega a cebola com sua mão direita e a levanta ao alto, dizendo:

Iehi ratson milefanêcha, Adonai Elohênu velohê avotênu, sheyicartu oievêcha


vessonêcha vechol mevakshê raatênu.

“Que seja da Tua vontade, Adonai, nosso Senhor e Senhor de nossos pais, que
todos os nossos inimigos, adversários e aqueles que nos querem mal desapareçam.”

Devolva a cebola no centro da mesa sobre um pote de sal [opcional]. Em seguida,


pega-se a acelga e recita-se:

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Iehi ratson milefanêcha, Adonai Elohênu velohê avotênu, sheyistalecu


oievêcha vessonêcha vechol mevakshê raatênu.

“Que seja da Tua vontade, Adonai, nosso Senhor e Senhor de nossos pais, que
sumam todos os nossos inimigos, adversários e aqueles que nos querem mal.”

Cada um dos convidados deve servir-se da acelga. Em seguida, pega-se a abóbora


e recita-se:

Iehi ratson milefanêcha, Adonai Elohênu velohê avotênu, sheticrá rôa guezar
dinênu veyicareú lefanêcha zachiotênu.

“Que seja da Tua vontade, Adonai, nosso Senhor e Senhor de nossos pais,
desfazer as más sentenças decretadas contra nós, e sejam lidos ante Ti nossos atos
meritórios.”

Cada um dos convidados deve servir-se da abóbora. Em seguida, pega-se o feijão


de corda e recita-se:

Iehi ratson milefanêcha, Adonai Elohênu velohê avotênu, sheyirbu zachiotênu


keruvia.

“Que seja da Tua vontade, Adonai, nosso Senhor e Senhor de nossos pais, que
nossos méritos se multipliquem como os grãos do feijão-de-corda.”

Os convidados devem servir-se do feijão-de-corda. Em seguida, pega-se o prato


com a cabeça do peixe e recita-se:

Iehi ratson milefanêcha, Adonai Elohênu velohê avotênu, shenihie lerosh velo
lezanav.

“Que seja da Tua vontade, Eterno, nosso Deus e Deus de nossos pais, que
estejamos sempre à frente, e nunca atrás.”

As pessoas devem servir-se do peixe que está separado para o jantar. As pessoas
devem sentar-se e podem começar a realizar a refeição. O mestre de cerimônias deve conduzir
a refeição com contos, palavras de Torá e alegria, não deixando que o jantar se desvie nem
mesmo por um instante. Ao final da refeição o mestre de cerimônias deve levantar-se e realizar
o Birkat Hamazon, impondo suas mãos sobre a mesa, dizendo:

Shir hamaalot, beshuv Adonai et shivat Tzion, hayinu kecholemim. Az yimalê


sechoc pínu, ul-sho-nênu riná. Az yomerú vagoyim: “Higdil Adonai laassot im êle.” Higdil
Adonai laassot imánu, hayínu semechim. Shuvá, Adonai et shevitênu, caafikim
banêguev. Hazore’im bedim’á, beriná yictsôru. Haloch yelech uvachô, nossê mêshech
hazára; Bo yavô veriná nossê alumotav. Livnê Côrach mizmor shir, yessudatô beharerê
côdesh. Ohev Adonai shaarê Tzion micol mishkenot yaacov. Nich-badot medubar bach,

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ir haElohim, sêla. Azkir rahav u’vavel leyodeai; hinê felêshet vetsor im cush: “Zê yúlad
sham.” Ul’Tzion yeamar: “Ish veish yúlad-bá”, vehú yechonenêha Elyon. Adonai yispor
bichtov amim: “Zê yúlad sham, sêla.” Vesharim kecholelim, col ma’yanai bach. Avarechá
et Adonai bechol et; tamid tehilatô befi. Sof davar, hacol nishmá; et haElohim yerá veet
mitsvotav shemor, ki zê col haadam. Tehilat Adonai yedaber pi; vivarêch col bassar
shem codshô leolam vaed. Vaanpachnu nevarech Yah, meatá vead olam. Halleluyá!

- O mestre de cerimônias deve convocar as bênçãos finais, dizendo:

Atenção para as bênçãos finais...

Incline a palma das mãos em direção ao centro da mesa e faça o Birkat Cohanim,
dizendo:
Yivarechecha Adonai Viyishmirecha
Ya’er Adonai Panav
Elecha Veechuneka
Yeesa Adonai Panav
Elecha Viyasem Lecha Shalom

“Que Adonai te abençoe e guarde. Que Adonai brilhe Seu semblante sobre você e
seja generoso com você. Que Adonai volte Seu semblante sobre você e lhe conceda a paz.”

Poderoso és Tu, Santíssimo, nosso Senhor, Rei do Universo, que retorna Sua
face para todo o povo judeu em misericórdia e nos fortalece para o ano que virá. Não
seja permitido que a guerra, fome, doença ou morte estejam diante de nós, mas, vigia-
nos com Sua benevolência e afastai de nossa terra os inimigos visíveis e invisíveis,
porque apenas em Ti depositamos nossa confiança completa. Seja um Rei para nós e
faça de nós Teus servos, pois em Ti nós esperamos pela redenção e por Ti vivemos, dia
e noite, no doce mel da Sua Torá. Permita que Sua bondade esteja sobre nós e não nos
falte força para superar os obstáculos, e não nos falte entendimento para aceitar os Teus
desígnios, pois Tua é a Glória e o Reino, para todo o sempre. Amén vê Amén!