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1.

Polinômios 2
Conceitos iniciais 2
Definição 2
Análise de coeficientes 4
Tipos de polinômio 6
Polinômio completo e incompleto. 6
Polinômio nulo. 6
Polinômio idêntico. 7
Operações 7
Adição polinomial 7
Subtração de polinômios. 8
Produto de polinômios 8
Divisão de polinômios. 8
Raízes ou zeros do polinômio 9
Conceito. 9
Teorema das raízes inteiras 10
Teorema das raízes racionais 11
Teorema das raízes complexas 12
Teorema das raízes irracionais 12
Teoremas e métodos 13
Polinômio minimal 13
Teorema da decomposição. 15
Transformadas polinomiais 15
Teorema do resto 20
Teorema de D’Alambert 21
Relação de Girard 21
Teorema da derivada 23
Regra dos sinais de Descartes 25
Teorema de Bolzano 25
Congruência polinomial 26
Polinômio de Taylor 28
Teorema de divisibilidade 29
Soma das potências dos priemiros naturais. 33
1. Polinômios

Conceitos iniciais

Definição

Um polinômio é uma função da forma:


P(x) = a0 + a1x + a2 x2 + ... + an xn , an  0
Onde, a0 , a1 , a2 ,...an  são chamados coeficientes, n  e a variável x  .
O coeficiente a 0 é termo independente de x .
O coeficiente an é chamado coeficiente líder.
O maior expoente de x , com coeficiente não nulo, é chamado grau do
polinômio.

Definição: Um polinômio cujo coeficiente líder é igual a 1, é chamado polinômio


mônico.

Exemplos :

a) 7 x3 − 2 3x 2 + x − 3

7, −2 3,1e − 3 são os coeficientes.


−3 é o termo independente de x
7 é o coeficiente líder.

Como a maior potência de x , com coeficiente não nulo, é 3 , então o polinômio


é de grau 3 ou 3º grau.

3
b) P( x) = 2 x 4 − 4 3x 3 + x −1
2
3
2, −4 3, e − 1 são os coeficientes.
2

−1 é o termo independente de x
2 é o coeficiente líder.
Como a maior potência de x , com coeficiente não nulo, é 4 , então o polinômio
é de grau 4 ou do 4º grau.
c) P( x) = x 7 − 3 x 3 + 2 x

1, − 3e 2 são os coeficientes.

Zero é o termo independente de x .


1 é o coeficiente líder.
Como a maior potência de x , com coeficiente não nulo, é 7 , então o polinômio
é de grau 7 ou do 7º grau.

Valor numérico
Definição: O valor numérico de um polinômio p ( x ) , para x = a , é o resultado
obtido na substituição de x por a .

Exemplos :

a) O valor numérico de 7 x3 − 2 3x 2 + x − 3 para x = 2.

Solução:

P(2) = 7(2)3 − 2 3(2) 2 + 2 − 3


P(2) = 56 − 8 3 − 1
P(2) = 55 − 8 3

b) Considerando o polinômio P( x) = x3 + 2 x 2 − 3 , determine o valor numérico


para x = 0, x = 1 e x = 2.

Solução:

P(0) = 03 + 2.02 − 3 = −3
P(1) = 13 + 2.12 − 3 = 0
P(2) = 23 + 2.22 − 3 = 13

c) Considerando o polinômio P( x) = ( x + 3)( x − 2) , determine o valor numérico


para x = − 3 e x = 2.
Solução:
P( x) = ( x + 3)( x − 2)
P(3) = (6)(1) = 6
P(2) = (5)(0) = 0
Análise de coeficientes

Propriedade: Podemos determinar o valor da soma dos coeficientes do


polinômio atribuindo ao polinômio o valor de x igual a 1 , ou seja, basta calcular
P (1).

Demonstração :

P( x) = an .x n + an −1.x n −1 + ... + a1 x + a0
P(1) = an .1n + an −1.1n −1 + ... + a1.1 + a0
P(1) = an .1 + an −1.1 + ... + a1.1 + a0
P(1) = an + an −1 + ... + a1 + a0

Propriedade: Podemos determinar o valor da soma dos coeficientes de


expoente par, basta calcular a média aritmética entre os valores numéricos de
P (1) e P ( − 1).

Demonstração :

 P (1) = an .1n + an −1.1n −1 + ... + a1.1 + a0


 n −1
 P (1) = an .( −1) + an −1.( −1) + ... + a1.( −1) + a0
n

 P (1) = a0 + a1 + a2 ... + ( −1) n an



 P ( −1) = a0 − a1 + a2 − ...(−1) an
n

P (1) + P (−1) = 2( a0 + a2 + a4 + ...)


P (1) + P ( −1)
a0 + a2 + a4 + ... =
2

Propriedade: Podemos determinar o valor do termo independente de x , basta


atribuir ao polinômio o valor de x igual a zero, ou seja basta calcular o valor de
P (0).

Demonstração:

P( x) = an .x n + an −1.x n −1 + ... + a1 x + a0
P(0) = an .0n + an −1.0n −1 + ... + a1.0 + a0
P(0) = an .0 + an −1.0 + ... + a1.0 + a0
P(0) = a0
Propriedade: Podemos calcular o valor da soma dos coeficientes ímpares,
basta calcular a semi diferença entre os valores de P (1) e P ( − 1).

Demonstração:

 P (1) = an .1n + an −1.1n −1 + ... + a1.1 + a0


 n −1
 P (1) = an .( −1) + an −1.( −1) + ... + a1.( −1) + a0
n

 P (1) = a0 + a1 + a2 ... + ( −1) n an



 P ( −1) = a0 − a1 + a2 − ...(−1) an
n

P (1) − P (−1) = 2( a1 + a3 + a5 + ...)


P (1) − P ( −1)
a1 + a3 + a5 + ... =
2

Exemplo :
Determine o termo independente, a soma dos coeficientes, a soma dos
coeficientes de expoente par e a soma dos coeficientes de expoente ímpar no
desenvolvimento de P( x) = (2 x − 3)10 .

Solução :
Termo independente de x :

P ( 0 ) = (2.0 − 3)10 = 310 = 59049

Soma dos coeficientes do polinômio :

P (1) = (2.1 − 3)10 = 1

Soma dos coeficientes de expoente par :


P (1) + P ( −1) (2.1 − 3)10 + (2.(−1) − 3)10 1 + 510
= =
2 2 2
Soma dos coeficientes de expoente ímpar:
P (1) − P ( −1) (2.1 − 3)10 − (2.(−1) − 3)10 1 − 510
= =
2 2 2
Tipos de polinômio

Polinômio completo e incompleto.

Definição : Um polinômio que possui todos os coeficientes não nulos até a maior
potência em x é chamado polinômio completo

Exemplo: P ( x ) = 1 + 2 x1 − 3x2 + 5.x3 − 7.x4

Definição : Um polinômio que possui pelo menos um coeficiente nulo até a maior
potência não nula em x é chamado incompleto.
Exemplo: P( x) = x3 − 2 é um polinômio incompleto, pois P( x) = x3 + 0 x 2 + 0 x − 2.

Polinômio nulo.

Definição : Um polinômio que apresenta todos os coeficientes nulos, isto é,


P( x) = 0 + 0 x + 0 x 2 + 0 x3 + ...0 x n . É chamado polinômio identicamente nulo. Este
polinômio não apresenta grau.

Exemplo: Quais devem ser os valores de a, b e c para que o polinômio


P ( x ) = ( a − 2) x3 + ( b − 3) x 2 + c + 1 seja um polinômio identicamente nulo?

Solução:

a − 2 = 0  a = 2

 b −3 = 0  b = 3
c + 1 = 0  c = −1

Teorema: Se um polinômio se anular para mais de n valores, onde n é o grau
do polinômio, então P ( x ) será o polinômio identicamente nulo, isto é :
P ( x ) = 0, x 

Exemplo: Se P ( x) = ax + b e P(1) = 0 , P(2) = 0 , então a = b = 0 .

De fato:
 P(1) = a + b = 0 
 
 P(2) = 2a + b = 0 
a = −b 
 
2(−b) + b = 0
a=b=0
P( x) = 0 x + 0
P ( x ) é identicamente nulo.
Polinômio idêntico.

Definição: Se dois polinômios P(x) = a0 + a1x + a2 x2 + ... + an xn e


Q(x) = b0 + b1x + b2 x2 +... + bn xn , são tais que a0 = b0 , a1 = b1 ,..., an = bn
,são chamados polinômios idênticos.

P( x) = an x n + an −1.x n −1 + ... + a2 x 2 + a1 x + a0
Q( x) = bn .x n + bn −1 x n −1 + ... + b2 x 2 + b1 x + b0
P(x)  Q(x), x   a0 = b0 , a1 = b1 , b2 = a2 ...a n = bn

Teorema : Se P( x) = Q( x) para uma quantidade de valores de x maior que o


grau do polinômio, então diremos que os dois polinômios serão idênticos e
portanto serão iguais para qualquer valor de x e poderemos escrever :
P ( x )  Q ( x ) x  .

Exemplo: Sejam dois polinômios P( x) = ( x − 2)² e Q( x) = ax² + bx + c, a  0 ,tais que


P(1) = Q(1), P(2) = Q(2), P(3) = Q(3) . Calcular Q(4) .

Solução:
Como os polinômios são de grau 2 e P( x) = Q( x) para 3 valores de x , então
P( x) = Q( x) x  . Em particular. Q(4) = P(4) = (4 − 2)² = 2² = 4.

Operações

Definição: Dois termos de um polinômio são ditos semelhantes se a variável x


possui mesmo expoente.

Exemplo: − 3 x ² e 5 x ² são termos semelhantes.

Adição polinomial

Definição: Para somar dois polinômios devemos somar os termos semelhantes,


somando os coeficientes e conservando a potência.

Exemplo: (1 − 3x + 5x2 ) + ( 2x − 3x2 + 4 − x4 ) = 1 + ( −3 + 2) .x + (5 − 3).x2 + 4 x2

= 1 − x + 2x2 + 4x4
Subtração de polinômios.

Definição: Para subtrair dois polinômios devemos subtrair os termos


semelhantes, somando os coeficientes e conservando a potência.

Exemplo :

(4 x5 + 2 x3 + 2) − ( x5 − 3x + 4) = (4 − 1) x5 + 2 x³ + (0 − 3) x + (2 − 4)

= 3x5 + 2 x ³ − 3x − 2

Produto de polinômios

Multiplicação polinomial: Devemos usar a propriedade distributiva e depois


somar os termos semelhantes.
Exemplo:

(1− 2x + 3x ).( 4x − 5) = 4x − 5 − 8x
2 2
+ 10 x + 12 x −15x2

= 12 x3 − 23x 2 + 14 x − 5 x 0

Divisão de polinômios.

Definição : Denotaremos o grau do polinômio P ( x ) por gr ( P ( x )) .

Para efetuar uma divisão devemos notar que a prova real deverá ser satisfeita,
ou seja, devemos multiplicar o quociente pelo divisor e em seguida, adicionar o
valor do resto de modo a obter o valor do dividendo da divisão.
D( x) d ( x)
r ( x) q( x)

D ( x ) = dividendo
d ( x ) = divisor
q ( x ) = quociente
r ( x ) = resto
i ) gr ( D ( x ) ) = gr ( d ( x ) ) + gr ( q ( x ) )
ii ) gr ( r ( x ) )  gr ( d ( x ) )
iii ) D ( x ) = d ( x ) .q ( x ) + r ( x )
Exemplo : Efetue a divisão entre os polinômios p( x) = 2 x 4 + x3 − 3x 2 + 2 x − 1 e
q( x) = x 2 + x − 1 sendo P ( x ) o dividendo e Q( x) o divisor desta divisão.

Solução:
2x4 + x3 − 3x 2 + 2 x − 1 x 2 + x − 1
−2 x 4 − 2 x3 + 2 x 2 2 x 2 − x (quociente)
− x3 − x 2 + 2 x − 1
x3 + x 2 − x
x −1

(Prova real)
D( x) = d ( x) q ( x) + r ( x)
D( x) = ( x 2 + x − 1)(2 x 2 − x) + x − 1
D( x) = 2 x 4 − x 3 + 2 x 3 − x 2 − 2 x 2 + x + x − 1
D( x) = 2 x 4 + x 3 − 3 x 2 + 2 x − 1

Raízes ou zeros do polinômio

Conceito.

Definição : x é dito raiz de um polinômio se e somente se P ( x ) = 0.

Exemplo: Considere o polinômio P ( x ) = x3 − 6.x2 + 11x − 6 , mostre que x = 1 é


uma raiz.
Solução:

P (1) = 13 − 6.12 + 11.1 − 6


P (1) = 1 − 6.1 + 11.1 − 6
P(1) = 1 − 6 + 11 − 6
P(1) = 0

Portanto 1 é raiz de P( x).

Teorema Fundamental da álgebra: Todo polinômio não constante de grau n


possui “ n ” raízes complexas.
Exemplo: P( x) = x² + 5x + 6 é de grau 2 e possui duas raízes, x = − 2 e x = −3.
Teorema das raízes inteiras

Propriedade: Se um polinômio- P ( x ) possui coeficientes inteiros, as raízes


inteiras serão divisoras do termo independente de x .
Demonstração: Considere que r seja uma raiz inteira e não nula do polinômio
P(x) = an.xn + an−1.xn−1 + ... + a1x + a0 de coeficientes inteiros, então

P(r) = an.rn + an−1.rn−1 +... + a1r + a0 = 0, se r  0 Dividindo ambos os lados por r ,


a0
obtemos ( n − 1) parcelas inteiras e uma parcela que forçosamente deverá
r
ser inteiro para a soma resultar em zero.

a0
an .r n−1 + an−1.r n−2 + ... + a1r + = 0, se r  0
r

Note que todas as parcelas são números inteiros, então r deverá ser um divisor
de a1 .

Exemplo: Encontre as raízes inteiras de P( x) = x³ − 5 x − 4.

Solução : Cálculo dos divisores do termo independente D(−4) = {1, 2, 4}.

Testando os divisores no polinômio, caso o valor numérico obtido por algum dos
divisores resulte em zero, diremos que o divisor será uma raiz do polinômio.

P (1) = 13 − 5.1 − 4 = −8
P ( −1) = −1 + 5 − 4 = 0
P ( 2 ) = 8 − 10 − 4 = −6
P ( −2 ) = −8 + 10 − 4 = −2
P ( 4 ) = 64 − 20 − 4 = 40
P ( −4 ) = −64 + 20 − 4 = −48

Portanto x = − 1 é a única raiz inteira do polinômio.


Teorema das raízes racionais

Propriedade: Se um polinômio P ( x ) possui coeficientes inteiros, toda raiz


p
racional com p e q não nulos mdc ( p, q ) = 1 é tal que a 0 +divide p e an divide
q
q.

Demonstração: Dado P(x) = an.xn + an−1.xn−1 + ... + a1x + a0 ,

p
Suponha que com p e q não nulos e mdc ( p, q ) = 1 seja raiz de P ( x ) , portanto :
q
n n −1 1
 p  p  p  p
P   = an .  + an−1.  + ... + a1   + a0 = 0
q q q q
n n −1
 p  p  p
an .   + an−1.   + ... + a1   + a0 = 0
q q q
Multiplicando toda a expressão por q n obtemos:

an. pn + an−1.qpn−1 + ... + a1qn−1 p + a0qn = 0


Observe que todas as parcelas possuem o fator p , com exceção de a0qn e
portanto a 0 deve ser divisível por p.
Observe que todas as parcelas possuem o fator q , com exceção de an pn e
portanto an deve ser divisível por q.

Exemplo: Encontre as raízes racionais de P( x) = 3x ³ − x ² + 3x − 1 utilizando o


teste da raiz racional.

Solução :
Primeiro passo: Encontrar os divisores do termo independente, que representará
os possíveis valores assumidos pelo numerador da raiz.
p {−1,1}

Segundo passo: Encontrar os divisores do coeficiente líder , que representará os


possíveis valores assumidos pelo denominador da raiz.
q  {−3, −1,1, 3}

Terceiro passo: Os candidatos a raiz são as razões entre os elementos do


primeiro e segundo passos.

 1 1 
x  −1, − , ,1
 3 3 
Quarto passo: Calcular o valor numérico do polinômio para os valores de x
obtidos no passo anterior. Caso resulte em zero, diremos que este valor é uma
raiz racional do polinômio.

 1 20 1
P ( −1) = −8, P  −  = − , P (1) = 4 e P   = 0
 3 9  3
1
Concluímos que será a única raiz racional do problema.
3

Teorema das raízes complexas

Propriedade: Se z é uma raiz de um polinômio de coeficientes reais, então z


também será raiz desse polinômio.
Demonstração: Considere que z seja uma raiz, isto é, P( z ) = 0 de
P(x) = an.xn + an−1.xn−1 + ... + a1x + a0 , portanto :

P( z ) = an .( z ) n + an −1.( z ) n −1 + ... + a1 ( z ) + a0
P( z ) = an .( z n ) + an −1.( z n −1 ) + ... + a1 ( z ) + a0
P( z ) = (an .z n ) + (an −1.z n −1 ) + ... + (a1 z ) + a0
P( z ) = (an .z n + an −1.z n −1 + ... + a1 z + a0 )
P( z ) = P( z )
P( z ) = 0  P( z ) = 0  z é raiz

Exemplo: Encontre um polinômio do quarto grau com coeficientes reais e raízes


2 + 3i e 1 + 5i.

Solução:

P ( x ) = an ( x − x1 ) . ( x − x2 ) . ( x − x3 ) . ( x − x4 )
P ( x ) = ( x − (2 + 3i) ) . ( x − ( 2 − 3i ) ) . ( x − (1 + 5i ) ) . ( x − (1 − 5i ) )

P ( x ) = ( x2 − 4x + 13) . ( x2 − 2 x + 26)

Teorema das raízes irracionais

Propriedade: Se P ( x ) é um polinômio com coeficientes racionais que possui


uma raiz da forma a + b com a e b racionais e b não é quadrado perfeito,
então a − b também será raiz de P( x).
Demonstração:

******

Exemplo: Dado P ( x ) um polinômio do segundo grau com 2 + 3 sendo raiz,


então obrigatoriamente 2 − 3 também será raiz do polinômio.

P( x) = an ( x − x1 )( x − x2 )

( ( )) ( (
P ( x) = x − 2 + 3 . x − 2 − 3 ))
P ( x ) = x2 − 4x + 1

Exemplo : Sabendo que a equação x3 − (a − b) x 2 + bx + a = 0 apresenta

coeficientes inteiros e uma de suas raízes é 1 + 3 , Determine a e b .

Solução :

(1+ 3)3 − (a − b)(1+ 3)2 + b(1+ 3) + a = 0

−3a + 5b +10 + (6 + 3b − 2a) 3 = 0

−3a + 5b +10 = 0  a = 0
 
 6 + 3b − 2a = 0 b = −2
Note que a equação se reduz a x3 − 2x2 − 2x = 0  (x = 0  x =1 3)

Teoremas e métodos

Polinômio minimal

Definição: O polinômio mônico de menor grau tal que a é raíz é chamado


polinômio minimal de a .
Exemplo : P ( x ) = 3x −15

O polinômio acima possui raíz em x = 5 , o polinômio minimal equivalente a este


polinômio é M ( x ) = ( x − 5) .

Definição: Dizemos que um polinômio possui uma raiz r de multiplicidade m ,


se puder ser escrito como p( x) = ( x − r )m .q( x), com q (r )  0, onde q( x) não possui
a raiz r.

Exemplo : P ( x ) = ( x − 6) . ( x − 5) . ( x − 4)
1 2 3

6 é raiz de multiplicidade 1 (simples)


5 é raiz de multiplicidade 2 (dupla)
4 é raiz de multiplicidade 3 (tripla)

Há 6 raízes: 6,5,5, 4, 4, 4

Teorema: Se x é raiz de multiplicidade m em P ( x ) , então em P '( x) será de


multiplicidade ( m − 1). Onde P '( x) é a derivada de P( x).

Demonstração:

p( x) = ( x − r )m .q( x), com q (r )  0,


p '( x) = m( x − r )m−1 q( x) + q '( x)( x − r )m
p '( x) = ( x − r )m−1 (mq( x) + ( x − r )q '( x))

Note que o segundo fator do produto é não nulo para x − r , de modo que
podemos escrever :
p '( x) = ( x − r )m−' .t ( x), com t (r )  0, e portanto r será raiz de multiplicidade ( m − 1)
em P '( x ).

Exemplo: Encontre “c” em x3 − 5.x 2 + 8 x + c = 0 , de modo que apresente uma raiz


dupla inteira
Solução:
4
3x² − 10 x + 8 = 0  x = 2  x = (não serve)
3
P(2) = 0  2 − 5.2 + 8.2 + c = 0  c = −4
3 2

Note que para c = − 4 obteremos o polinômio x3 − 5.x 2 + 8 x − 4 = 0 cujas raízes


são 2,2 e 1.
Teorema da decomposição.

Definição : Todo polinômio de grau n , pode ser decomposto em um produto de


fatores do 1º grau como descrito abaixo

P( x) = an .xn + an−1.xn−1 + ... + a1 x + a0 = an ( x − x1 ) . ( x − x2 ) ... ( x − xn ) onde x1 , x2 , x3 ,...xn


são as n raízes de P( x).

Exemplo:
a) Encontrar um polinômio de raízes 1, 2 e 3 com coeficiente líder igual a 5.
P ( x ) = an ( x − x1 ) . ( x − x2 ) ... ( x − xn )
P ( x ) = 5 ( x − 1) . ( x − 2 )( x − 3)
P ( x ) = 5 ( x − 1) .( x 2 − 5x + 6)
P ( x ) = 5x3 − 30 x 2 + 55x − 30

b) Encontrar um polinômio mônico com raízes 0,-1 e 1.


P ( x ) = an ( x − x1 ) . ( x − x2 ) ... ( x − xn )
P ( x ) = 1( x − 0 ) . ( x + 1)( x − 1)
P ( x ) = ( x ) .( x 2 − 1)
P ( x ) = x3 − x

Transformadas polinomiais

Transformada aditiva
i) P ( x + a ) O polinômio obtido possuirá raízes subtraídas de “a” unidades.

ii) P ( x − a ) O polinômio obtido possuirá raízes somadas “a” unidades

Exemplo 1 : Dado o polinômio P ( x ) = x3 − 3x2 + 2x −1 com raízes, a, b e c, obter o


polinômio com raízes a − 1, b − 1 e c − 1.

Solução : Queremos obter um polinômio com as raízes subtraídas em uma


unidade, basta usar a transformada aditiva

P ( x + 1) = ( x + 1) − 3 ( x + 1) + 2 ( x + 1) − 1
3 2

P ( x + 1) = x3 + 3x 2 + 3x + 1 − 3x 2 − 6 x − 3 + 2 x + 2 − 1
P ( x + 1) = x3 − x − 1
Exemplo 2 : Dado o polinômio com raízes, a, b e c, obter o polinômio com raízes
a + 1, b + 1 e c + 1.

Solução : Queremos obter um polinômio com as raízes adicionadas de uma


unidade, basta usar a transformada aditiva

P ( x − 1) = ( x − 1) − 3 ( x − 1) + 2 ( x − 1) − 1
3 2

P ( x − 1) = x3 − 3x 2 + 3x − 1 − 3x 2 + 6 x − 3 + 2 x − 2 − 1
P ( x − 1) = x3 − 6 x 2 + 11x − 5

Transformada multiplicativa

 x
i) P   : O polinômio obtido possuirá raízes multiplicadas por “a” unidades
a
ii) P ( x.a ) : O polinômio obtido possuirá raízes divididas “a” unidades

Exemplo 1 : Dado o polinômio P ( x ) = x3 − 3x2 + 2x −1 com raízes, a, b e c , obter


o polinômio com raízes 2a, 2b e 2 c .

Solução : Queremos obter um polinômio com as raízes adicionadas dobradas,


basta usar a transformada multiplicativa
3 2
 x  x  x  x
P   =   − 3  + 2   −1
2 2 2 2
 x  x 3x
3 2
P  = − + x −1
2 8 4

Exemplo 2 : Dado o polinômio P ( x ) = x3 − 3x2 + 2x −1 com raízes, a, b e c , obter


a b c 
o polinômio com raízes     e   .
2  2  2

Solução : Queremos obter um polinômio com as raízes reduzidas a metade,


basta usar a transformada multiplicativa

P ( 2x ) = ( 2x ) − 3( 2x ) + 2 ( 2x ) −1
3 2

P ( 2 x ) = 8 x3 − 12 x 2 + 4 x − 1

Transformada recíproca : Dado um polinômio de grau n , com todas as raízes

1
não nulas, x n .P   é o polinômios com as raízes invertidas em relação a P( x).
 x
Exemplo : Dado o polinômio P ( x ) = x3 − 3x2 + 2x −1 com raízes, a, b e c , obter o
1 1
polinômio com raízes   ,   e
 1 .
 
a b c

Solução : Queremos obter um polinômio com as raízes invertidas, basta usar a


transformada recíproca

 1  3  1  1 
3 2
1
x .P   = x    − 3   + 2   − 1
3

 x  x   x  x  

 1   x  3x   2 x  3 
3 3 3
x .P   =  3 −  2  + 
3
− x 
 x  x  x   x  
1
x3 .P   = 1 − 3x + 2 x 2 − x3
 x

Observação: Note que a transformada recíproca apenas muda a ordem dos


coeficientes que ao invés de serem escritos da esquerda para a direita, passam
a ser escritos da direita para a esquerda.

Considere o polinômio P(x) = a0 + a1x + a2 x2 +... + an.xn , an  0 considere a

transformação recíproca que gera um novo polinômio através da transformação

1  1 1


2
1 
n

Q( x) = x n P   = x n  a0 + a1   + a2   + ... + an .   
 x   x x  x  

= a0 xn + a1xn−1 + a2 xn−2 + ... + an

Note que preserva o grau do polinômio original e troca a ordem dos coeficientes

de modo que a i é transformado em an − i , i  0,1, 2,3,..., n}

Exemplo :

Obtenha o polinômio recíproco de P ( x ) = x4 + 2 x3 − 3x2 + 6 x − 4

1 
4 1
4
1
3
1
2
1 
Q( x) = x P   = x    + 2   − 3   + 6   − 4 
4

x  x   x  x  x 
 

= −4 x 4 + 6 x3 − 3x 2 + 2 x + 1
Equação recíproca de primeira ordem ou de primeira espécie: Ocorre
quando após a transformação recíproca, o polinômio obtido é igual ao polinômio
original. Note que para que isso ocorra é necessário que o polinômio original

possua coeficientes que satisfaçam ai = an −i , i 0,1, 2,3,..., n}.

Exemplo :

P( x) = 1x 4 + 2 x3 + 5x 2 + 1x + 2

P( x) = ax + a
P( x) = ax 2 + bx + a
P( x) = ax3 + bx 2 + bx + a
P( x) = ax 4 + bx3 + cx 2 + bx + a

Grau ímpar: -1 será solução.

Demonstração:

1 1
P( x) = xn P    P(−1) = (−1)n P    P(−1) = −P ( −1)  P(−1) = 0
 x  −1 

Grau par : Nada se pode afirmar.

Equação recíproca de segunda ordem ou de segunda espécie[


 1
P( x) = xn P  −  ]
 x

Ocorre quando após a transformação recíproca, o polinômio obtido possui


coeficientes que satisfaçam ai = − an −i , i 0,1, 2,3,..., n}.
Exemplo : P( x) = 1x 4 + 2 x3 + 5x 2 − 1x − 2

P ( x) = ax − a
P ( x) = ax 2 + bx − a
P ( x) = ax 3 + bx 2 − bx − a
P ( x) = ax 4 + bx 3 + cx 2 − bx − a

1
P ( x) = ax 3 + bx 2 − bx − a  x 3 P  
x
3 2
1 1 1
= x (a   + b   − b   − a ) = ax3 + bx 2 + bx + a
3

 x  x  x

Grau ímpar: 1 será solução.

Demonstração:

 1   P(1) = P(−1)
P( x) = xn P  −     P(1) = 0  P(−1) = 0
 x  P(−1) = −P(1)

Grau par : 1 serão soluções.

Propriedades:

i) O grau de um polinômio e do seu recíproco é sempre o mesmo

1
ii) ~ P( x) = xn P  
 x

1
ii) Se P ( x ) admite a como raiz, então será raiz de .
a
Teorema de Briot Ruffini

Método: O dispositivo prático é utilizado quando o divisor é um polinômio do 1º


grau da forma x-a, onde a representa a raiz do divisor que será representada no
canto esquerdo na parte superior do dispositivo. Devemos repetir o primeiro
coeficiente logo abaixo do segmento horizontal do dispositivo, esse valor será
multiplicado pela raiz do divisor que está situada no canto esquerdo superior e
depois somada com o próximo coeficiente acima da horizontal

Exemplo: Dividir x3 − 7 x 2 + 3x − 2 por x−2

Quociente: Q ( x ) = 1x2 − 5.x1 − 7.x0


Resto: r ( x ) = −16

Teorema do resto

Propriedade: Podemos encontrar o valor do resto da divisão do polinômio

 −b 
D ( x ) pelo polinômio do primeiro grau ax + b , através do cálculo de D  .
 a 

Demonstração:

D(x) = q ( x ) . ( ax + b ) + r
 −b   −b    −b  
D   = q   . a   + b  + r
 a   a   a  
D( x) ax + b
 −b 
r( x) q( x) D  = 0 + r
 a 
 −b 
r = D 
 a 
Exemplo: Calcule o resto da divisão de D( x ) = x 3 − 7 x 2 + 3 x − 2 pelo
polinômio x − 2 .

Solução : Devemos substituir o valor da raiz do divisor no dividendo, obtendo


assim o valor do resto da divisão.

r = D ( 2) = 23 − 7.22 + 3.2 − 2 = 13

Teorema de D’Alambert

Definição : O teorema de D’Alambert é um caso particular do teorema do


resto, e diz que se a é uma raiz de P ( x ) , então P ( x ) é divisível por ( x − a ).

Ou seja:

a é raiz  P ( a ) = 0  P ( x ) é divisível por ( x − a ).

Exemplo: 2 é raiz de x 3 − 5.x + 2 , logo x 3 − 5.x + 2 é divisível por ( x − 2).

De fato:

x3 − 5.x + 2 = ( x − 2) . ( x2 + 2x −1)

Relação de Girard

Definição: As relações de Girard, são n relações simétricas envolvendo as


raízes de um polinômio de grau n. Dentre as quais podemos citar: soma, produto,
soma dos produtos 2 a 2, soma dos quadrados, soma dos cubos, soma dos
inversos.
Polinômio do 2º Grau
a.x ² + b.x + c = a.( x − x1 ).( x − x2 )
b c
x ² + .x + = x ² − x.x2 − x.x1 + x1.x2
a a
b c
x ² + .x + = x ² − ( x1 + x2 ) .x + x1.x2
a a
 b
 x1 + x2 = − a
Logo : 
 x .x = + c
 1 2 a
Exemplo: Se x ² − 3 x + 4 = 0 , então x1 ² + x2 ² = ?

 (−3)
 x1 + x2 = − 1 = 3

 x .x = 4 = 4
 1 2 1

( x1 + x2 ) = x1 ² + x2 ² + 2.x1 x2
2

3² = x1 ² + x2 ² + 2.4  x1 ² + x2 ² = 1

Polinômio do 3º Grau

ax³ + b.x² + c.x + d = a. ( x − x1 ) .( x − x2 ).( x − x3 )

ax ³ + b.x ² + c.x + d = a. ( x − x1 ) .( x − x2 ).( x − x3 )


b c d
x ³ + .x ² + .x + = ( x ² − x.x2 − x.x1 + x1.x2 )(x − x 3 )
a a a
b c d
x ³ + .x ² + .x + = x − ( x1 + x2 + x3 ) x ² + (x1 .x 2 + x1 .x3 + x2 .x3 ) x − x1 .x 2 .x 3
a a a

 b
 x1 + x2 + x3 = − a

 c
Logo :  x1.x2 + x2 .x3 + x1.x3 = +
 a
 d
 x1.x2 .x3 = − a

1 1 1
Exemplo: x³ + x² − 3x − 2 = 0, + + =?
x1 x2 x3

 1
 x1 + x2 + x3 = − 1 = −1

 x1.x2 + x1.x3 + x2 .x3 = −3
 (−2)
 x1.x2 .x3 = − =2
 1
1 1 1 x1.x2 + x2 .x3 + x1.x3 3
+ + = =−
x1 x2 x3 x1.x2 .x3 2
Polinômio de 4º Grau

b
x1 + x2 + x3 + x4 = −
a
c
x1.x2 + x1.x3 + x1.x4 + x2 .x3 + x2 .x4 + x3 .x4 = +
a
d
x1.x2 .x3 + x1.x2 .x4 + x1.x3 .x4 + x2 .x3 .x4 = −
a
e
x1.x2 .x 3 .x4 = +
a

Polinômios de grau n

an−1
S = r1 + r2 + ... + rn = (soma das raízes)
an
an−2
r1.r2 + r1.r3 + ...rn−1.rn = ( soma do produto das raízes tomadas 2 a 2)
an
an−3
r1.r2 .r3 + r1.r2 .r4 + ... + rn−2 .rn−1.rn = ( soma dos produtos das raízes tomadas 3 a 3).
an
:
a0
r1.r2 .r3 .r4 = (−1)n . ( produto das raízes).
an

Teorema da derivada

Propriedades: Podemos calcular a soma das potências n-ésimas das raízes de


um polinômio de grau n , dividindo a derivada do polinômio pelo polinômio
obtendo um quociente que apresenta coeficientes que são respectivamente as
somas das potências n-ésimas variando n no conjunto dos números naturais.
P ( x ) = an .( x − x1 ).( x − x2 )...( x − xn )

P ( x ) = an . x − x1 . x − x2 ... x − xn

ln P ( x ) = ln an + ln x − x1 + ...ln x − xn

P '( x ) 1 1 1
= + + ... +
P ( x ) x − x1 x − x2 x − xn
 
P '( x) 1  1 1 1 
= . + + ... + 
P( x) x 1 − x1 1 − x2 x
1− n 
 x x x 

P '( x)   x1   x1 
2
   xn   xn 2 
= 1 +   +   + ...  + 1 +   +   + ... 
P( x)   x   x     x  x
 

P '( x) x + x + ... + xn x1 ² + x2 ² + ... + xn ²


= n+ 1 2 +
P( x) x x²

P '( x)
= n.x −1 + S1.x −2 + S2 .x −3 + S3 .x −4 + ...
P( x)

Exemplo: Calcule a soma dos cubos das raízes do polinômio P( x) = x² − 5.x + 6

Solução:
2 x − 5x² − 5x + 6

−2 x + 10 − 12 x −1
5 − 12 x −1

−5 + 25 x −1 − 30 x −2
13 x −1 − 30 x −2

−13 x −1 + 65 x −2 − 78 x −3
35 x −2 − 78 x −3

x1 ³ + x2 ³ = 35
Regra dos sinais de Descartes

A regra permite estimar o número de raízes positivas e negativas de um


polinômio com coeficientes reais .
O número de raízes positivas será dado pelo número de vezes que o sinal dos
coeficientes do polinômio alternam quando escritos em potências decrescentes
de a menos de uma diferença par.
O número de raízes negativas é calculado pelo número de alternâncias seguidas
de sinais no polinômio P ( x ) a menos de uma diferença par.

Exemplo : No polinômio p( x) = 2x 4 – 3x3 –4 x 2 – 5x + 7 o número de vezes em


que o sinal alternou de (mais para menos) ou de (menos para mais) é 2.
Portanto, o número de raízes positivas é 0 ou 2. Por outro lado,
como p(− x) = 2x4 + 3x3 −4 x 2 +5x + 7 possui duas alternâncias de forma que o
número de raízes negativas é 0 ou 2. Podemos então escrever o seguinte
conjunto de possibilidades para suas raízes :
Positivas Negativas imaginárias
0 0 4
2 2 0
0 2 2
2 0 2

Nesse problema em particular, o polinômio apresenta 2 raízes positivas , 0


negativas e 2 raízes imaginárias confirmando assim a nossa quarta
possibilidade tabelada.

Teorema de Bolzano

Teorema: Considere um polinômio P ( x ) e 2 número reais a e b com a  b .


Podemos que afirmar que o número de raízes no intervalo aberto ( a , b ) será
dado por :

i)Se P ( a ) .P ( b )  0 , então haverá um número ímpar de raízes no intervalo ( a , b ) .

ii)Se P ( a ) .P ( b )  0 , então haverá um número par de raízes no intervalo ( a , b ) .

iii)Se P ( a ) .P ( b ) = 0 , então a ou b será uma raiz de P ( x )


Exemplo : Dado P ( x ) = x3 − x − 4 determine um intervalo de tamanho 1

que contenha a raiz real do polinômio.

Solução : Note que P ( 0 ) = −4, P (1) = −4, P ( 2 ) = 2 , donde


P (1) .P ( 2 ) = −4.2 = −8  0 e pelo teorema de Bolzano haverá uma raiz no intervalo
(1, 2).

Utilizando de recursos computacionais, encontramos a raiz 1,7963


aproximadamente confirmando assim o intervalo onde podemos encontrar essa
raiz.

Congruência polinomial

Definição:
D( x) = d ( x)q( x) + r ( x)  r(x) = D( x) − d ( x)q( x)  r(x)  d ( x) mod( D( x))

Lê-se: r ( x ) é congruente à d ( x ) módulo D ( x ) .

Primeiro passo: Divisor é congruente a 0 módulo divisor.


Segundo passo: Isolar a maior potência em x . Digamos que a maior potência
seja x k .
Terceiro passo: Calcular as potências com expoente em x maior que k até a
maior potência em x do dividendo sempre reduzindo as potências através dos
passos anteriores.

Exemplo :

a) Encontre o resto da divisão de x 3 por x + 2

x + 2  0 MOD ( x + 2)
x  −2 MOD ( x + 2)
x3  −8 MOD ( x + 2)

Resto : r ( x) = −8
b) Encontre o resto da divisão de x5 por x 2 + x + 1 .

x 2 + x + 1  0 MOD ( x 2 + x + 1)
x 2  − x − 1 MOD ( x 2 + x + 1)
x 3  − x 2 − x MOD ( x 2 + x + 1)
x 3  1 MOD ( x 2 + x + 1)
x 4  x MOD ( x 2 + x + 1)
x 5  x 2 MOD ( x 2 + x + 1)
x 5  − x − 1MOD ( x 2 + x + 1)
Resto : r ( x) = − x − 1

c) Encontre o resto da divisão de x163 por x 4 − 1

x 4 − 1  0 MOD ( x 4 − 1)
x 4  1MOD ( x 4 − 1)

(x )
4 40
 140 MOD ( x 4 − 1)
x160  1MOD ( x 4 − 1)
x 3 .x160  x 3 .1MOD ( x 4 − 1)
x163  x 3 MOD ( x 4 − 1)

Resto : r ( x) = x3

d) Encontre o resto da divisão de 3x10 − 5 x111 por x 2 + 1.

x 2 + 1  0 MOD ( x 2 + 1)
x 2  −1MOD ( x 2 + 1)

( x )  ( −1)
2 5 5
MOD ( x 2 + 1)
x10  −1MOD ( x 2 + 1)

(x )
2 55
 ( −1) MOD ( x 2 + 1)
55

x110  −1MOD ( x 2 + 1)
3 x10 − 5 x111  3. ( −1) − 5. ( − x ) MOD ( x 2 + 1)
3 x10 − 5 x111  5 x − 3 MOD ( x 2 + 1)

Resto : r ( x) = 5 x − 3
e) Encontre o resto da divisão de x 1001 por x 4 + x3 + x 2 + x + 1

x 4 + x3 + x 2 + x + 1  0 MOD ( x 4 + x 3 + x 2 + x + 1)
x 4  − x3 − x 2 − x − 1 MOD ( x 4 + x 3 + x 2 + x + 1)
x 5  − x 4 − x 3 − x 2 − x MOD ( x 4 + x 3 + x 2 + x + 1)
x 5  x 3 + x 2 + x + 1 − x3 − x 2 − x MOD ( x 4 + x 3 + x 2 + x + 1)
x 5  1 MOD ( x 4 + x 3 + x 2 + x + 1)

(x )
5 200
 1 MOD ( x 4 + x 3 + x 2 + x + 1)
x1000  1 MOD ( x 4 + x 3 + x 2 + x + 1)
x1001  x MOD ( x 4 + x 3 + x 2 + x + 1)
Resto : r ( x) = x

Polinômio de Taylor

Definição: Aqui nosso objetivo é deslocar graficamente o polinômio através da


transformação P ( x − a ) .

P( x) = an .x n + an −1.x n −1 + ... + a2 .x 2 + a1.x + a0


P( x) = bn .( x − a) n + bn −1.( x − a ) n −1 + ... + b2 .( x − a ) 2 + b1.( x − a ) + b0
b0 = P(a)
P '(a)
b1 =
1!
...
P ( n ) (a)
bn =
n!
an .x + an −1.x n −1 + ... + a2 .x 2 + a1.x + a0
n

= P ( n ) (a).( x − a ) n + P ( n −1) (a ).( x − a ) n −1 + ... + P ''( a).( x − a) 2 + P '(a).( x − a) + P(a)

P '(a) P ''(a) P ( n ) (a)


P( x) = P( a ) + ( x − a) + ( x − a)2 + ... ( x − a) n
1! 2! n!
Exemplo: Decomponha p ( x ) = x4 + 4x3 + x2 − 3x + 1 em potências de ( x − 2) .

p ( x ) = x 4 + 4 x 3 + x 2 − 3 x + 1  p ( 2 ) = 47
p ' ( x ) = 4 x 3 + 12 x 2 + 2 x − 3  p ' ( 2 ) = 81
p ''( x) = 12 x 2 + 24 x + 2  p ' ( 2 ) = 98
p '''( x) = 24 x + 24  p ' ( 2 ) = 72
p ( iv ) ( x ) = 24  p ' ( 2 ) = 24

Portanto:
47 81 98 72 24
p ( x) = + ( x − 2) + ( x − 2)2 + ( x − 2)3 + ( x − 2) 4
0! 1! 2! 3! 4!
p( x) = 47 + 81( x − 2) + 49( x − 2) + 12( x − 2) + ( x − 2) 4
2 3

Teorema de divisibilidade

Definição: Considere um polinômio de coeficientes inteiros , então P(b) − P(a )


é divisível por b − a para e inteiros distintos.

Exemplo:
Existe um polinômio de coeficientes inteiros tal que P ( 2 ) = 6 e P ( 5) = 1 ?

P(5) − P(2) 1 − 6 −5
= =  Logo não existe.
5−2 3 3

MDC entre polinômios

Há basicamente duas formas de se calcular o MDC entre dois polinômios


P e Q , a primeira forma ocorre quando o polinômio esta decomposto em
produtos de fatores do primeiro grau o que torna o cálculo bem simples. A
segunda forma ocorre quando os polinômios não apresentam uma forma simples
de se fatorar o que torna o processo mais trabalhoso .

Primeira forma: Se P ( x ) e Q( x) estão na forma fatorada o MDC entre eles é o


produto dos fatores comuns entre esses polinômios.
Exemplo:
MDC (( x − 2)4 ( x + 1)2 ( x + 3)2 , ( x − 2)3 ( x + 2)( x + 3)3 )

O MDC entre os polinômios é ( x − 2)3 ( x + 3) 2

Segunda forma: Método das divisões sucessivas.


Dividindo P ( x ) por Q( x) obtemos um resto R1 ( x) , então fazemos uma nova
divisão, desta vez de Q( x) por R1 ( x) obtendo um novo resto R2 ( x ) em seguida
dividimos R1 ( x) por R2 ( x ) obtendo um novo resto R3 ( x ) e assim sucessivamente
até que não seja mais possível efetuar a divisão.
Se o último resto obtido for zero, o MDC será o quociente entre o resto obtido no
passo anterior e o MDC de seus coeficientes. Se o último resto for diferente de
zero, então o MDC será 1.

Exemplos:
a) MDC ( x 6 + 2, x5 + x 4 + 1)
Solução:
P( x) = x6 + 2; Q( x) = ( x5 + x 4 + 1)

Efetuando a divisão, obtemos:


P( x) = Q( x)( x − 1) + R1 ( x)

x6 + 2 = ( x5 + x 4 + 1)( x − 1) + ( x 4 − x + 3)

Efetuando a segunda divisão, obtemos:


Q( x) = R1 ( x)( x + 1) + R2 ( x)

x5 + x4 + 1 = ( x4 − x + 3)( x + 1) + ( x 2 − 2 x − 2)

Efetuando a terceira divisão, obtemos:


R1(x) = R2 (x)(x2 + 2x + 6) +R3 (x)

x 4 − x + 3 = ( x 2 − 2 x − 2)( x 2 + 2 x + 6) + (15x + 15)

Efetuando mais uma divisão, obtemos:


x 1
R2 ( x) = R3 ( x)( − ) +R4 ( x)
15 5
x 1
x2 − 2x − 2 = (15x +15)( − ) +1
15 5
Portanto MDC ( x6 + 2, x5 + x 4 + 1) = 1 .

b) MDC ( x3 + 3x 2 + 1, x 2 − 1)

P( x) = x3 + 3x 2 + 1; Q( x) = x 2 − 1

Efetuando a divisão, obtemos:


P( x) = Q( x)( x + 3) +R1 ( x)

x3 + 3x 2 + 1, x 2 − 1 = ( x 2 − 1)( x + 3) + 4 x + 4

Efetuando a segunda divisão, obtemos:


x 1
Q( x) = R1 ( x)( − ) +R2 ( x)
4 4
x 1
x 2 − 1 = (4 x + 4)( − )+0
4 4
4x + 4
Como R1 ( x) = 4 x + 4 e MDC (4, 4) = 4 , então MDC ( x3 + 3x 2 + 1, x 2 − 1) =
4
= ( x + 1).

c) MDC (6 x + 3x + 5x − x − 1, 2 x + 3x + 2 x + 1)
5 4 3 2 3 2

Solução:
P( x) = 6 x5 + 3x 4 + 5x3 − x 2 − 1; Q( x) = 2 x3 + 3x 2 + 2 x + 1

Efetuando a divisão, obtemos:

P(x) = Q(x)(3x2 − 3x + 4) + R1(x)

6 x5 + 3x4 + 5x3 − x 2 − 1 = (2 x3 + 3x 2 + 2 x + 1)(3x 2 − 3x + 4) − (10 x 2 + 5x + 5)

Efetuando a segunda divisão, obtemos:


Q( x) = R1 ( x)( x + 1) + R2 ( x)

x 1
2 x3 + 3x 2 + 2 x + 1 = (−10 x 2 − 5 x − 5)(− − ) + 0
5 5

Como R1(x) = 10x2 + 5x + 5 e MDC (10,5) = 5 , então


10 x2 + 5x + 5
MDC (6 x5 + 3x4 + 5x3 − x2 − 1, 2 x3 + 3x2 + 2 x + 1) = = (2 x 2 + x + 1).
5
Raízes comuns

Definição: Sejam f e g dois polinômios que possuem raízes comuns, então


essas raízes são raízes também raízes do MDC ( f , g ) , ou seja:

{x  | f ( x) = 0} {x  | g ( x) = 0} = {x  | MDC ( f , g ) = 0}

Exemplo: f ( x ) = x 4 − 3x 2 + 6 x − 4 e g ( x ) = x3 − 3x 2 − 2 x + 1.

x3 − 2 x + 1 19 x − 19
x − 3x + 6 x − 4 − x2 + 5x − 4
−x 4
4 2

x +
19 19
−x + 2x − x
4 2

x2 − x
− x2 + 5x − 4
4x − 4
0
− x2 + 5x − 4
x3 − 2 x + 1
−x − 5
x + 5x − 4x
3 2

5 x 2 + 25 x − 20
19 x − 19
Portanto MDC ( f , g ) é o polinômio minimal equivalente a 19 x − 19 . Isto é
MDC ( f , g ) = x − 1 . A raíz do MDC é 1, portanto f e g possuem raíz comum em
x = 1.

x −1 3x 0,1

3x5 + 3x 4 − 24 x 2 − 27 x + 45 3 x 4 + 6 x 3 + 13 x 2 − 4 x − 10 −3 x 4 − 13 x 3 − 20 x 2 − 17 x + 45 − x 3 − x 2 − 3 x + 5 −10 x 3 − 11x 2 − 32 x + 45


−3 x 4 − 13 x3 − 20 x 2 − 17 x + 45 −7 x 3 − 7 x 2 − 21x + 35 −10 x 3 − 11x 2 − 32 x + 45 0,1x 2 + 0, 2 x + 0,5 9 x 2 + 18 x + 45
Soma das potências dos priemiros naturais.

n
S 0 ( n) =  k 0 = n
1
n
n 2 n n(n + 1)
S1 (n) =  k 1 = + =
1 2 2 2
n
n3 n 2 n n(n + 1)(2n + 1)
S 2 ( n) =  k 2 = + + =
1 3 2 6 6
n
n 4 n3 n 2 n 2 (n + 1) 2
S3 ( n) =  k 3 = + + =
1 4 2 4 4
n
n5 n 4 n3 n n(n + 1)(2n + 1)(3n 2 + 3n − 1)
S 4 ( n) =  k 4 = + + − =
1 5 2 3 30 30
n
n6 n5 5n 4 n 2 n 2 (n + 1) 2 (2n 2 + 2n − 1) (2n 2 + 2n − 1)
S5 ( n) =  k 5 = + + − = = [ S1 (n)]2 *
1 6 2 12 12 12 3
n
n 7 n 6 n5 n3 n n(n + 1)(2n + 1)(3n 4 + 6n3 − 3n + 1)
S 6 ( n) =  k 6 = + + − + =
1 7 2 2 6 42 42
n
n8 n7 7 n 6 7 n 4 n 2 n 2 (n + 1) 2 (3n 4 + 6n3 − n 2 − 4n + 2)
S 7 ( n) =  k 7 = + + − + =
1 8 2 12 24 12 24
n
n9 n8 2n 7 7 n 6 2n3 n n(n + 1)(2n + 1)(5n 6 + 15n5 + 5n 4 − 15n3 − n 2 + 9n − 3)
S8 ( n ) =  k 8 = + + − + − =
1 9 2 3 15 9 30 90
n
n10 n9 3n8 7n 6 n 4 n 2 n 2 (n + 1) 2 (n 2 + n − 1)(2n 4 + 4n3 − n 2 − 3n + 3)
S9 ( n) =  k 9 = + + − + − =
1 10 2 4 10 2 12 20
n
n11 n10 5n9 n3 5n n(n + 1)(2n + 1)(n 2 + n − 1)(3n 6 + 9n 5 + 2n 4 − 11n3 + 3n 2 + 10n − 5)
S10 (n) =  k 9 = + + − n 7 + n5 − + =
1 11 2 6 2 66 66

S5 (n)
Exemplo: Calcule
S5 (n) + S7 (n)

(2n2 + 2n − 1)
Como S5 (n) + S7 (n) = 2[S1(n)] e S5 (n) = [S1 (n)] *
4 2

3
(2n + 2n − 1)
2
[ S1 (n)]2 *
S5 ( n) 3 2n 2 + 2n − 1
= =
S5 ( n ) + S 7 ( n ) 2[ S1 (n)]4  n(n + 1) 
2

6 
 2 
Portanto:
S5 (11) 2*112 + 2*11 − 1 263 263
= = =
S5 (11) + S7 (11)  11(11 + 1) 
2 2
6*11 *36 26136
6 
 2 

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