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O Veneno Nosso de Cada Dia

QUÍMICA DOS ALIMENTOS PREPARADOS


Flávia Matini

Você sabia que os defumados e o churrasco são alguns dos alimentos mais tóxicos e
cancerígenos que consumimos? Que os refrigerantes, como a coca-cola, contém em suas
fórmulas 11 aditivos, alguns deles causadores de câncer? Com o objetivo de prestar
informações sobre substâncias nocivas à saúde, comum no nosso uso diário foi criado, em
1999, o projeto de ensino O Veneno Nosso de Cada Dia, coordenado pela professora
Carmem Lúcia Rocha, do DBC.

Rocha, que trabalha com testes de avaliação de substâncias mutagênicas, explica que
normalmente os resultados desse tipo de pesquisa atingem um grupo seleto restrito às
universidades, não revertendo em benefício direto à população. “Esse saber fica elitizado e
o projeto foi a maneira encontrada para passar conhecimento a quem utiliza essas
substâncias ignorando os riscos de contrair câncer”, afirma. O público alvo são alunos do
ensino fundamental e médio das escolas públicas de Maringá. “Eles e os professores
acabam se transformando em agentes multiplicadores dessas informações, bem como ex-
alunos que se tornaram professores”, diz.

Substâncias perigosas - Segundo a pesquisadora, quando o carvão é queimado ele libera


hidrocarbonetos, entre os quais o benzopireno, substância altamente cancerígena. “Esse
veneno fica impregnado na carne que se expõe à defumação ou ao churrasco”. Rocha
explica que o benzopireno é utilizado, em laboratório, em testes de controle positivo de
mutação genética. “Ele é um dos mais terríveis cancerígenos conhecidos e está no
churrasco nosso de cada dia”, afirma. Entretanto, isso não quer dizer que precisamos parar
de comer carne assada, mas sim diminuir a quantidade e a freqüência, para não superar o
limite do próprio organismo de corrigir os danos genéticos causados pela substância.

Os corantes amarelos, presentes em quase todos os alimentos industrializados, também


devem ser evitados. Entre os adoçantes, o aspartame, proibido em vários países, está
presente em mais de 5 mil produtos dietéticos brasileiros. “A sacarina também causa
câncer, mas o aspartame, além disso, provoca doenças degenerativas do sistema nervoso
que são muito graves”, observa. A pesquisadora frisa que é necessário muito cuidado,
porque o acesso ao aspartame no Brasil é muito fácil e as pessoas consomem sem saber o
risco a que estão se expondo. Junto com outros 11 aditivos o aspartame está presente até na
coca-cola ligth. “Mas ninguém precisa tomar coca-cola todo dia”, lembra Rocha.

Os conservantes encontrados nos embutidos como salsichas, presuntos e salames, são


responsáveis por vários tipos de câncer de estômago. “O nitrito, colocado como
conservante na maioria dos embutidos, quando combinado com algumas substâncias
resultantes da digestão de certos alimentos no estômago, se transforma em nitrosamina,
que é altamente cancerígena. Por isso, temos que comer regradamente os embutidos”,
alerta.

Alimentos importantes - Existem anticancerígenos naturais. Consumidos regularmente,


eles diminuem os efeitos das substâncias nocivas. Esses antídotos são as vitaminas e
enzimas presentes nas verduras, que devem ser consumidas preferencialmente cruas, e nas
frutas. “Se você vai comer o churrasco, aproveite e coma uma salada junto. Escolha, por
exemplo, tomate e repolho. O repolho cru, assim como a couve, contém certas enzimas que
são anticancerígenas. Ingerindo esses alimentos, você gerencia o risco”, diz.

Os cogumelos do sol e shiitake, bem como o kefir (iogurte preparado a partir de um grupo
de microorganismos de alto potencial medicinal) também são recomendados. “São
alimentos que custam pouco e aumentam as chances de mantermos o equilíbrio”, garante
Rocha.

Outra observação importante é a atenção aos rótulos dos produtos industrializados. “Na
medida em que nos habituamos a identificar o que estamos ingerindo, vamos selecionando
e diminuindo os riscos. Não podemos consumir indiscriminadamente tudo o que está à
mão”, diz.

Projeto na prática - As palestras são proferidas por acadêmicos do curso de graduação em


Ciências Biológicas, após uma preparação de três meses. O professor João Alencar
Pamphile ajuda na orientação.

Outros itens abordados pelo projeto são o cigarro e o álcool, porque começam a ser
utilizados na adolescência, além de venenos domésticos e agrotóxicos que contaminam os
alimentos. A orientação é ingerir os orgânicos. “Nós apresentamos os riscos e como
diminuir a exposição gerenciando esses riscos. O organismo tem mecanismos naturais de
defesa e o importante é não sobrecarregá-los”, afirma a pesquisadora.

O projeto tem se preocupado ainda com a contaminação causada pelo inseticida vaporizado
eletricamente (repelente de pernilongo), formulado à base de piretróide. Segundo Rocha,
de todo o material trabalhado no projeto, esse é o único que não é cancerígeno, mas é
neurotóxico. Causa problemas no sistema nervoso de crianças e pode provocar atrofia
cerebral. “Crianças não podem passar toda a primeira infância aspirando aquilo todas as
noites”, adverte Rocha, acrescentando que “todos os venenos que matam insetos são
tóxicos para o homem e muitos deles são cancerígenos”.

Clientela - O projeto atende escolas públicas que possuem clientela mais carente de
informações, mas está aberto às particulares. Rocha afirma que as palestras são bem
práticas, dirigidas e despertam o interesse dos alunos.

Na Semana da Biologia os pesquisadores têm oferecido, por vários anos, um minicurso


sobre o tema. “Já tivemos turmas com 150 alunos e recebemos muitos convites para
semanas acadêmicas em outras instituições”, diz Rocha.

O trabalho deu tão bons resultados que está se transformando em projeto permanente e vai
virar um livro, em fase de organização. “Estamos pensando em promover palestras
exclusivas para professores e o livro será um rico material didático para esses novos
multiplicadores”

VENENO DISFARÇADO DE ALIMENTO


Por Giuliana Reginatto

Comer frutas, legumes e verduras. O mantra da alimentação natural, protegido pela fama
de saudável, pode esconder inimigos mais perigosos que calorias em excesso. A dupla
alface com tomate, por exemplo, é inofensiva ao regime, mas está entre os alimentos com o
maior risco de exposição a agrotóxicos - o mesmo vale para o morango, outro queridinho
das dietas.

"De acordo com os resultados da ANVISA para 2007, o percentual de amostras


insatisfatórias entre as alfaces foi de 40%, índice que chega a 44,7% entre os tomates. Nos
dois casos isso se deu pelo uso de agrotóxicos não-autorizados", explica o biólogo
Frederico Perez, doutor em saúde pública e pesquisador da Fiocruz.

Peres lembra que os níveis elevados de amostras insatisfatórias entre os morangos têm sido
observados desde 2002. "Nos morangos foram encontrados resíduos de cinco tipos de
agrotóxicos autorizados, mas eles estavam acima do Limite Máximo de Resíduo (LMR)
preconizado pela OMS", detalha.

Tomates e morangos são espécies sensíveis, muito suscetíveis ao ataque das pragas, o que
explica o uso intensivo de pesticidas. "Após aplicar um pesticida é preciso respeitar o
prazo de carência para consumir o alimento. Como fazer isso no tomateiro, em que há
frutos em diversos estágios, de verdes a maduros? Se o agricultor esperar a carência para
colher, grande parte irá se perder", diz o ecólogo José Maria Gusman Ferraz, pesquisador
do Embrapa Meio Ambiente, com pós-doutorado em agro ecologia.

Se cultivar tomates pelo método tradicional já é um processo complicado, garantir sua


produção sem pesticidas que combatam as pragas, como pede a cartilha dos alimentos
orgânicos, pode aumentar as perdas e tornar o alimento caro demais. Na Capital o quilo de
tomate orgânico chega a custar mais de R$ 13 - ante R$ 1,18 do tipo tradicional, como
indica uma pesquisa aplicada pelo Pro teste: Associação Brasileira de Defesa do
Consumidor. Para quem pode pagar, o valor compensa: entre as amostras estudadas pelo
órgão, colhidas em dez estabelecimentos da Cidade, só os produtos orgânicos apresentaram
ausência de resíduos de agrotóxicos.

Foram submetidos à análise do Pro Teste, além de tomates, também morangos, maçãs e
limões. Em mais de um quarto dos hortifrútis havia resíduos de agrotóxicos. "Quase
metade dos resíduos detectados vem de pesticidas não-autorizados pela lei brasileira",
comenta a bióloga Fernanda Ribeiro, pesquisadora de alimentos do Pro Teste e
coordenadora da pesquisa. "O resultado foi melhor do que o esperado, mas isso se dá
porque a legislação brasileira é muito permissiva. O LMR, que quando respeitado não
deveria provocar danos à saúde, é subjetivo porque tem um caráter geral, desconsiderando
populações frágeis, como as crianças."

O pesquisador do Embrapa argumenta que agrotóxicos mal administrados, além de


agredirem a saúde, podem atacar a natureza. "Agrotóxicos também contaminam a água.
Calcula-se que os EUA, campeões no consumo mundial de agrotóxicos, tenham gastado
cerca de R$ 8 bilhões em um ano por conta de problemas ambientais ligados a essas
substâncias. O Brasil, que se alterna com o Japão no segundo lugar do ranking, também vai
pagar a conta."

Segundo Ferraz, o uso de agrotóxicos é atraente por facilitar o cultivo fora de época. "No
passado se comia morango no frio, manga no fim do ano. Hoje se encontra de tudo o ano
todo. O problema é que entre os nutrientes aplicados nas culturas está o nitrogênio, que se
degrada em nitrito e nitrato, substâncias cancerígenas. Como são elementos solúveis,
absorvidos pela planta, o agrotóxico se torna sistêmico, penetra na estrutura. Neste caso,
usar vinagre como anti-séptico, por exemplo, mata só fungos, bactérias e vermes
superficiais, mas não tem efeito contra resíduos. A saída é procurar o selo de procedência
do alimento no mercado ou recorrer a orgânicos. Você gasta mais com eles, mas poderia
gastar mais na farmácia."

Na opinião de Sérgio Graff, toxicologista da disciplina clínica médica da Unifesp, as


pesquisas não justificam a mudança de hábitos alimentares. "Há confusão entre resíduo de
agrotóxico e contaminação por agrotóxico. O LMR é calculado com grande margem de
segurança: após testes em animais é estabelecida uma dose 100 vezes mais fraca para o
homem. Isso significa que ao ingerirmos essa quantidade limite de resíduos na fruta
durante a vida toda não teríamos, teoricamente, problemas. Pode ser, porém, que em alguns
anos vejamos que não é bem assim."

Graff explica que os agrotóxicos permitidos no Brasil "teoricamente não podem ter
indícios de ação cancerígena". Na opinião dele, faltam estudos para estabelecer relações
mais precisas entre pesticidas e problemas de saúde. "As pessoas estão expostas a outros
tipos de produtos químicos nocivos, como os derivados de petróleo", argumenta o médico.

Sob o ponto de vista do professor doutor Angelo Trapé, coordenador de saúde ambiental
da Unicamp, as irregularidades nos hortifrútis paulistanos não ameaçam a saúde. "Fica a
impressão de que a pessoa está comprando um alimento contaminado.

Isso é uma perversidade porque só a classe A tem acesso a orgânicos, vendidos a preços
exorbitantes pelos mercados. “O que falta é uma política pública eficiente que ensine o
pequeno agricultor a usar corretamente o pesticida, falta acesso à tecnologia e fiscalização
mais adequada”, analisa Trapé.

UM POUCO LONGO, MAS BASTANTE INTERESSANTE!


AULINHA SOBRE REFRIGERANTE
Date: Tue, 1 Mar 2005 13:14:20 -0300

Na verdade, a fórmula "secreta" da Coca-Cola se desvenda em 18 segundos em qualquer


espectrômetro ótico, e basicamente até os cachorros a conhecem. Só que não dá para
fabricar igual, a não ser que você tenha uns 10 bilhões de dólares para brigar com a CC
na justiça, porque eles vão cair matando.

A fórmula da Pepsi tem uma diferença básica da CC e é proposital exatamente para


evitar processo judicial, não é diferente porque não conseguiram fazer igual não é de
propósito, mas próximo o suficiente para atrair o consumidor da CC que quer um gostinho
diferente com menos sal e açúcar.

Entre outras cossitas, fui eu quem teve que aprender tudo sobre refrigerante gaseificado
para produzir o guaraná Dolly aqui, que usa o concentrado Brahma. Está no mercado até
hoje, mas falhou terrivelmente em promocional e vende só para o mercado local, tudo
isso devido a cabeça dura de alguns.

Tive que aprender química, entender tudo sobre componentes de refrigerantes,


conservantes, sais, ácidos, cafeína, enlatamento, produção de label de lata, permissões,
aprovações e muito etc. e tal.
Montei um mini-laboratório de análise de produto, equipamento até para
analisar quantidade de sólidos, etc. Até desenvolvi programas p/PC para cálculo da
formula com base nos volumes e tipo de envasamento (plástico ou alumínio), pois isso
muda os valores e o sabor.

Tivemos até equipe de competição em stock-car. Tire a imensa quantidade de sal que a
CC usa (50mg de sódio na lata) e você verá que a CC fica igualzinha a qualquer outro
refri sem-vergonha e porcaria, adocicado e enjoado.

É exatamente o Cloreto de Sódio em exagero (que eles dizem ser "very low sodium") que
te refresca e ao mesmo tempo te dá sede em dobro, pedindo outro refri, e não enjoa
porque o tal sal mata literalmente a sensibilidade ao doce, que também tem de montão; 39
gramas de açúcar é ridículo, dos 350 gramas de produto líquido, mais de 10% é açúcar.

Imagine uma lata de CC, mais de um centímetro e meio da lata é açúcar puro... Isso dá
aproximadamente umas 3 colheres de sopa CHEIAS DE AÇÚCAR POR LATA!!!

Fórmula da CC? Simples; Concentrado de Açúcar queimado - Caramelo para dar cor
escura e gosto, ácido fosfórico (azedinho), açúcar (HFCS - High Fructose Corn Syrup -
açúcar líquido da frutose do milho), extrato da folha da planta COCA (África e Índia),
noz de cola e poucos outros aromatizantes naturais de outras plantas, cafeína, e
conservante que pode ser Benzoato de Sódio ou Benzoato de Potássio, Dióxido de
carbono de montão para fritar a língua quando você a toma e junto com o sal dar a
sensação de refrigeração.

O uso de ácido fosfórico e não o ácido cítrico como todos os outros usam, é para dar a
sensação de dentes e boca limpa ao beber, o fosfórico literalmente frita tudo e em
quantidade pode até causar decapamento do esmalte dos dentes, coisa que o cítrico ataca
mas, com muito menor violência.

Tente comparar ácido fosfórico para ver as mil recomendações de segurança e manuseio
(queima o cristalino do olho, queima a pele, etc.

Só como informação geral, é proibido usar ácido fosfórico em qualquer outro refrigerante,
só a CC tem permissão... Claro, se tirar, a CC ficará com gosto de sabão.

O extrato da coca e outras folhas quase não mudam nada no sabor, é mais efeito
cosmético, assim como o guaraná, você não sente o gosto dele, nem cheiro, (guaraná tem
gosto amargo de asfalto ralado) ele está lá até porque legalmente tem que estar, mas se
tirar você nem nota diferença no gosto. O gosto é dado basicamente pelas quantidades
diferentes de açúcar, açúcar queimado, sais, ácidos e conservantes.

Tem uma empresa química aqui em Bartow, sul de Orlando, já visitei os caras um montão
de vezes, eles basicamente produzem aromatizantes e essências para sucos.

Saem concentrados e essências o dia inteiro, caminhão atrás de caminhão, eles produzem
isso para as fábricas de sorvete, refrigerantes, sucos, enlatados, até comida colorida e
aromatizada.
Visitando a fábrica pedi para ver o depósito de concentrados das frutas, que deveria ser
imenso, cheio de reservatórios imensos de laranja, abacaxi, morango, e tantos outros... o
cara olhou para mim e deu uma risadinha, e me levou para visitar os depósitos imensos de
corantes e mais de 50 tipos de componentes químicos. Meu, refri de laranja, o que menos
tem é laranja. Morango, até os gominhos que ficam em suspensão são feitos de goma
(uma liga química que envolve um semi-polímero). Abacaxi é um festival de ácidos e
mais goma.

Essência para sorvete de abacate? usa até peróxido de hidrogênio (água oxigenada) para
dar aquela sensação de arrasto espumoso no céu da boca ao comer, típico do abacate.

O segundo refrigerante mais vendido aqui nos Estados Unidos é o Dr. Pepper, é o mais
antigo de todos, mais antigo que a própria CC.

Esse refri era vendido obviamente sem refrigeração e sem gaseificação em mil oitocentos
e pedrada, em garrafinhas com rolha como medicamento, nas carroças ambulantes que
você vê em filmes do velho oeste americano. Além de tirar dor de barriga e unha
encravada, também tirava mancha de ferrugem de cortina, além de ajudar a renovar a
graxa dos eixos das carroças.

Para quem não sabe, Dr. Pepper tem um sabor horrível, e é muito fácil de duplicar em
casa. Pegue GELOL spray, aquele que você usa quando leva um chute na canela, e dê um
bom spray na boca, é, esse é o gosto do tal famoso Dr. Pepper que vende muito por aqui.

Quer saber a quantidade de lixo que tem em refrigerante diet?

Não uso nem para desentupir a pia, porque tenho pena da tubulação de pvc...

Olha só para abrir os olhos dos cegos, os produtos adoçantes diet tem via muito curta, o
aspartame por exemplo, coisa que após 3 semanas de molhado passa a ter gosto de pano
velho sujo, para evitar isso, se soma uma infinidade de outros químicos, um para esticar a
vida do aspartame, outro para dar buffer (arredondar) o gosto do segundo químico, outro
para neutralizar a cor dos dois químicos juntos que deixa o líquido turvo, outro para
manter o terceiro químico em suspensão - senão o fundo do refri fica escuro, outro para
evitar cristalização do aspartame, outro para realçar, dar "edge" no ácido cítrico ou
fosfórico que acaba sofrendo pela influência dos 4 químicos iniciais, e assim vai... A lista
é enorme.

Depois de toda essa minha experiência com produção e estudo de refrigerantes, posso
afirmar:

Sabe qual é o melhor refrigerante? Água filtrada, de preferência duplamente filtrada,


laranja ou limão espremido e gelo, mais nada, nem açúcar nem sal.

ÀS VEZES É MELHOR A GENTE NÃO SABER A COMPOSIÇÃO DE CERTOS


PRODUTOS, A CURIOSIDADE NOS COLOCA EM SITUAÇÃO BEM
COMPLICADA.
Uma pesquisa com 24 refrigerantes realizada pela Pro Teste - Associação Brasileira de
Defesa do Consumidor – verificou que sete marcas contêm uma substância relacionada ao
câncer, o benzeno. O composto é resultado da reação de um conservante, o benzoato de
sódio, com a vitamina C. Não há regra para a quantidade de benzeno em refrigerantes. A
pesquisa levou em consideração o limite estabelecido para água potável: 5 microgramas
por litro.

A Sukita Zero foi a que apresentou maior quantidade, com 20 microgramas, seguida pela
Fanta Light, que tem 7,5 microgramas. Além desses dois refrigerantes, Dolly Guaraná,
Dolly Guaraná Light, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita também extrapolavam o limite
para água potável.

A técnica da Pro Teste Fernanda Ribeiro afirmou em entrevista à Folha de São Paulo que
ainda é difícil estudar a relação entre o benzeno e o câncer em humanos, mas já se sabe que
a substância tem alto potencial carcinogênico. Se consumida regularmente, pode favorecer
tumores. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), não há limite seguro de
consumo.

É importante ressaltar que consumir o benzeno não significa que uma pessoa terá câncer –
a doença depende de vários outros fatores, como predisposição genética e outros hábitos de
vida. No meio-ambiente, a substância é decorrente principalmente da fumaça do cigarro e
da queima de combustível. Detergente, borracha sintética e náilon a utilizam como
matéria-prima.

Em nota, a Cola-Cola, fabricante da Fanta, afirmou que cumpre a lei e que os corantes de
bebidas são descritos no rótulo. A empresa também informa que o benzeno está presente
em alimentos e bebidas em níveis muito baixos.

A AmBev, responsável pela Sukita, alegou trabalhar sob os mais rígidos padrões de
qualidade e em total acordo com a legislação brasileira.

Responsabilidade social, expressão muito utilizada por grandes empresas em


beneficio próprio. No entanto, estão dentro da legislação, mesmo que a legislação
permita que nós meros consumidores, fiquemos doentes e mesmo que estas
empresas saibam que um determinado produto não é bom para a nossa saúde, o
produto não é readequado, afinal: "Estamos em total acordo com a legislação
brasileira." CADÊ A RESPONSABILIDADE SOCIAL?

Ótima matéria! Vejam só que interessante. Enquanto a pesquisa aponta a presença


de substância extremamente prejudicial à saúde, qual a resposta das grandes
indústrias? "Cumprimos a legislação"... Traduzindo: as empresas NÃO SE
IMPORTAM com a sua saúde, desde que estejam formalmente protegidas pela
atuação conforme as normas técnicas e que você continue consumindo o seu
produto. NENHUMA delas se prontificou a alterar a fórmula dos seus refrigerantes.

Por quê? Isso custaria MILHÕES, e tal prejuízo é inadmissível. A nós, pobres
consumidores bombardeados dia e noite com propagandas, cabe ABRIR O OLHO
quando se trata de produtos industrializados, que trazem sempre grande quantidade
desses conservantes, os quais são, sabidamente, prejudiciais à saúde!
TUDO MATA!!!

Álcool, fumo, corante, conservante, aromatizante, insônia, gripe suína, febre amarela,
pneumonia...

Picada de cobra, água poluída, gripe aviária, enlatados, embutidos, defensivos agrícolas,
acidente de transito, relação sexual, relação homossexual, o vizinho inconformado...

Cocaína, o craque, a torcida organizada, malaria, o navalha xingado, a companheira


enciumada, o guarda... A vaca louca, o boi doido, o mosquito da dengue, o traficante da
esquina...

O imposto de renda, o trem desgovernado, a falta de governo, o avião que cai, incêndio,
afogamento, a intolerância, a ganância, a burrice, o voto errado...

Deslizamento, a garra do leão, o coice o jumento, o disparo acidental, o bêbado no


volante, colesterol, aerossol, o parlamento, patada de elefante, etc., etc.

E agora o refringente.

Mas o que mata mesmo é viver.

Pesquisa reforça relação entre câncer e alimentação inadequada


Por Giuliana Reginatto - Qui, 19 Mar,2009 - São Paulo, 19 (AE)

O filé grelhado se disfarça no meio da saladinha, com fama de comida saudável. Ninguém
desconfia das boas intenções de um bife feito na chapa, sem gordura aparente. Esse modo
de preparo, contudo, provoca a liberação de substâncias cancerígenas pelo alimento. Assar
ou cozinhar a carne é o melhor a fazer para proteger o estômago dessas toxinas, assim
como ingerir mais fibras ajuda a preservar a saúde do cólon e evitar o álcool reduz a
chance de passar por tumores de boca, laringe e faringe.

A conclusão de um estudo pioneiro, divulgado há duas semanas, autentica a receita de


saúde que a classe médica vem repetindo há anos, feito um mantra: 'mantenha uma dieta
equilibrada, pratique exercícios físicos'. Medidas populares como essas seriam capazes
prevenir 12 tipos de cânceres no Brasil.

Os resultados da pesquisa Política e Ação para a Prevenção do Câncer, promovida pelo


Fundo Mundial de Pesquisas sobre o Câncer em parceria com o Instituto Americano para a
Pesquisa do Câncer, se baseiam na análise minuciosa de 7 mil estudos sobre a incidência
de tumores de mama, esôfago, rim, vesícula, pâncreas, fígado, próstata, endométrio, cólon,
pulmão, além da dupla faringe e laringe.

No Brasil, que integrou o levantamento ao lado de China, EUA e Reino Unido, os


pesquisadores concluíram que, no geral, 30% dos casos de câncer poderiam ser evitados.
Para tumores de boca, faringe e laringe o índice chega a 63%.
Na avaliação do médico Fábio de Oliveira Ferreira, cirurgião oncologista do Hospital AC
Camargo - um dos principais centros de estudo sobre o câncer no País - convencer a
população a adotar um estilo de vida saudável para prevenir doenças é uma tarefa árdua
porque os efeitos advindos com a mudança custam a aparecer. "Se eu alterar meu
comportamento hoje, passando a fazer exercícios e a comer corretamente, o reflexo disso
em termos de diminuição de risco para o câncer aparecerá dentro de 10 ou 15 anos. É como
parar de fumar: leva uns 10 anos para o corpo ficar totalmente desintoxicado", diz o
especialista, que é doutor em medicina pela Universidade de São Paulo.

Ferreira acredita que as conclusões sobre a possibilidade de prevenir o câncer podem


nortear o comportamento das próximas gerações. "A mudança de hábito, embora não traga
efeitos tão imediatos para o organismo, se refletirá em nossos filhos. É possível que esse
conhecimento possa servir até mesmo para aprimorar a alimentação nas escolas, dando
prioridade à ingestão de fibras e diminuindo o consumo de gordura e carne vermelha.

Assim, provavelmente seremos capazes de diminuir a incidência de câncer nas próximas


gerações", diz o médico.

A relação entre alimentação equilibrada e prevenção do câncer é tão estreita que o Instituto
Nacional do Câncer (Inca) criou um departamento específico para explorar o tema já em
2007, o setor de Alimentação, Nutrição e Câncer. "Está claro para muitas pessoas que o
padrão alimentar interfere nas doenças cardiovasculares e na diabete, mas em relação ao
câncer isso encontra certa resistência cultural.

De fato, faz parte da prevenção alterar hábitos já consolidados em muita gente, como
abusar do álcool e do churrasco ", explica o nutricionista Fábio Gomes, analista de
programas para controle do câncer da instituição.

Segundo Gomes, a cervejinha do fim de semana pode ser ainda mais nefasta quando
acompanhada pelo cigarro. "O abuso de álcool tem relação direta com tumores de boca,
laringe e faringe. Ele torna a mucosa dessa região mais permeável, facilitando a penetração
de agentes cancerígenos, como as toxinas do cigarro. Uma dessas toxinas, o alcatrão,
também está presente na fumaça do churrasco e acaba impregnando a carne", esclarece.

"Um jeito de minimizar o problema é aumentar a ingestão de hortaliças e frutas, que são
alimentos protetores. Sempre é possível acrescentar uma salada ao churrasco. É o teor da
alimentação determina se ela será fator de proteção ou de risco para o câncer", completa.

Até mesmo contra o câncer de mama, considerado um tumor intimamente relacionado à


carga genética, há medidas dietéticas eficazes. Segundo o recente estudo, quase um terço
deles poderia ser evitado no Brasil. "O consumo alto de gordura e a quantidade elevada de
gordura corporal alteram o metabolismo da mulher e sua produção hormonal. Assim, fazer
a manutenção do peso é uma medida de prevenção fundamental", analisa Gomes.

Ele destaca que amamentar por pelo menos seis meses é outro fator de proteção. "Fazendo
isso a chance de ter câncer de mama diminui de 10% a 20%." Segundo o especialista do
Inca, alguns alimentos, além de gordurosos, contém outras substâncias que podem
estimular os quadros de câncer. "Nos embutidos, por exemplo, há conservantes à base de
nitritos e nitratos, que em contato com o suco digestivo se transformam em compostos
reconhecidos como cancerígenos pela Organização Mundial de Saúde. Até mesmo as
versões light ou diet desses produtos, apesar de apresentarem teor reduzido de sódio ou
gorduras, contêm os mesmos conservantes", alerta o nutricionista.

Reeducação alimentar contra câncer da próstata


Uma dieta rica em carne vermelha pode aumentar os riscos

A ligação entre câncer de próstata e o IGF-1 (hormônio que simula as ações da insulina)
tem sido claramente demonstrada, graças a pesquisadores da Universidade de Oxford.

Nos estudos, foram compilados resultados de 12 pesquisas já realizadas para avaliar se


existe uma ligação entre IGF-1 e o câncer de próstata. No total participaram 3.700 homens
com a doença e 5.200 sem. A idade média dos participantes foi de 62 anos.

Existe uma necessidade de identificar fatores de risco para câncer de próstata,


especialmente aquelas que podem ser segmentadas como terapêutica e/ou mudanças de
estilo de vida.

Agora que sabemos que esses fatores estão associados à doença, podemos começar a
examinar como a dieta e o estilo de vida podem aumentar os riscos e se mudanças
poderiam reduzir a chance do homem contrair a doença.

O brasileiro adora churrasco, e muitas vezes desconhece que as substâncias químicas


eliminadas quando queimado o carvão para assar a carne são em grande parte nocivas à
saúde humana e capazes de causar câncer e mutações genéticas. Além dos estudos
envolvendo a carne, outros costumes do Brasil também podem aumentar o risco de câncer.

Entre outros hábitos para prevenir o câncer de próstata, é sugerida uma dica de
alimentação. O tomate, além de cargas de vitamina C, é uma das mais ricas fontes de
licopeno flavonóide - o que lhes confere a sua cor vermelha e que demonstrou defender o
organismo contra o câncer de próstata. Para que tenha esse efeito, é necessário o consumo
de 3-4 rodelas de tomate por dia.

Dra. Daniela Jobst é nutricionista especialista em Nutrição Clínica Funcional e em Fisiologia do Exercício.

MUITO ASPARTAME PODE CAUSAR INTOXICAÇÃO


Efeito amargo do adoçante

Embora o aspartame seja assegurado por agências internacionais, pesquisas


indicam que, usado em grandes quantidades, ele pode ca usar intoxicação e
até confusão na hora do diagnóstico

Beto Magalhães/EM/D.A Press - 9/7/08


Médico José Oscar Alvarenga alerta para os malefícios do uso do aspartame

O uso do aspartame é polêmico. A substância está na composição de adoçantes,


refrigerantes, gomas de mascar, balas e especialmente em produtos diet. São mais de 5 mil
itens. Estudos e posicionamentos oficiais de entidades como a American Diabetes
Association e a Sociedade Brasileira de Diabetes confirmam a segurança do uso do
aspartame, inclusive para gestantes e crianças. Mas não faltam pesquisas na direção oposta,
apontando os motivos pelos quais sua utilização deve ser restringida ou abandonada.

Muito procurado por não conter calorias, ele adoça até 400 vezes mais que o açúcar, além
de não deixar sabor residual, como a sacarina e o ciclamato. O aspartame é formado por
uma mistura de ácido aspártico, fenilalanina e metanol, substâncias prejudiciais ao
organismo.

O ginecologista e cirurgião estético José Oscar Alvarenga Macedo recebe muitas pacientes
com o desejo de emagrecer. Ele alerta para o uso do adoçante. "O ácido aspártico pode
causar lesões cerebrais e a fenilalanina, bloqueio da produção de serotonina,
neurotransmissor responsável pelas sensações de bem-estar", comenta. Níveis baixos de
serotonina provocam insônia, depressão e mau humor. Já o metanol, considerado a mais
nociva das substâncias que compõem o aspartame, é convertido, depois de ingerido, em
formaldeído e ácido fórmico, duas substâncias tóxicas que afetam o funcionamento normal
do cérebro.

O metanol livre é criado a partir do aspartame, quando o mesmo ultrapassa 30°C. Sua
toxicidade imita a esclerose múltipla e as pessoas, muitas vezes, recebem diagnóstico
errado dessa patologia. O formaldeído pertence ao mesmo grupo de drogas do cianeto e do
arsênico.

A essa temperatura, o metanol se degrada em ácido fórmico e formaldeído no corpo. O


formaldeído é um neurotóxico mortal. Uma avaliação do Environment Protect Agency
(Agência Americana de Proteção do Meio Ambiente), sobre o metanol, relata: "É
considerado um veneno cumulativo devido à baixa taxa de excreção, uma vez absorvido.
No corpo, o metanol é oxidado em formaldeído e ácido fórmico; ambos metabólitos são
tóxicos".

Eles recomendam um limite de consumo de 7,8 mg/dia. Um litro de uma bebida adoçada
com aspartame tem aproximadamente 56 mg de metanol. Os grandes usuários de produtos
que contêm aspartame consomem algo em torno de 250 mg de metanol diariamente ou 32
vezes o valor sugerido.
Os sintomas do envenenamento com metanol incluem: enxaquecas, zumbido, vertigem,
náusea, perturbações gastrintestinais, debilidade, sensação de frio, lapsos de memória,
entorpecimento, dores nas extremidades, perturbações de comportamento e neurite.
Incluem ainda problemas visuais, como vista nublada, redução progressiva do campo
visual, visão borrada ou obscura, dano de retina, e até cegueira. O formaldeído é um
conhecido carcinógeno. Além de provocar danos à retina, pode interferir na replicação do
DNA e causar defeitos congênitos.

Ainda segundo José Oscar, na gravidez os efeitos do aspartame podem passar diretamente
para o bebê. A placenta pode concentrar a fenilalanina presente no adoçante e causar
distúrbios neurológicos no feto. "O teste do pezinho, realizado nos recém-nascidos, é feito
exatamente para medir o nível de fenilalanina no sangue", lembra.

O especialista diz já ter constatado o efeito do consumo do aspartame em pacientes.


"Foram duas mulheres que faziam uso regular e em grande quantidade de refrigerante com
essa substância. Uma delas se queixou de desmaios, formigamentos e dificuldade de se
expressar em alguns momentos. Ela suspeitava de esclerose múltipla. Apenas sugeri que
parasse de consumir produtos com esse adoçante. Algumas semanas depois ela ligou
dizendo que todos os sintomas desapareceram", revela.

Por casos como este, o livro Prescription for Nutritional Healing, de Phyllis e James Balch,
lista o aspartame na categoria de veneno químico.

ALTERNATIVAS
José Oscar sugere o consumo de adoçantes à base de stevia, um edulcorante natural. Não é
calórico e também pode ser usado no preparo de sucos, sorvetes, chás, pratos cozidos ou
assados, não tendo, porém, a capacidade de caramelizar-se. "Nos últimos 20 anos, esse
produto tem sido consumido e testado em todo o mundo. Até o momento, não foi
considerado tóxico. Uma pessoa que tenha problemas de saúde como obesidade e diabetes,
por exemplo, pode usá-lo. No entanto, qualquer alteração em sua dieta deve ser monitorada
por um médico e um nutricionista", pondera.

Outra opção é o açúcar light composto por 99,78% de sacarose (açúcar) e 0,17% de
sucralose. José Oscar explica que a sucralose, único edulcorante derivado da cana-de-
açúcar, é obtida a partir da modificação da estrutura da molécula da sacarose,
proporcionando-lhe uma alta estabilidade. Na sua forma pura tem um poder adoçante
aproximadamente 600 vezes maior do que o açúcar tradicional. "A sucralose cumpre seu
papel de adoçar e, em seguida, é quase que integralmente descartada pelo organismo",
garante. "Essa mistura tem o dobro da capacidade do açúcar tradicional, podendo ser usada
na culinária, reduzindo somente à metade da quantidade, com receitas menos calóricas e
sem sabor residual amargo", esclarece.

O açúcar mascavo, extraído da cana-de-açúcar, não passa por processo de refinamento,


mantendo assim as vitaminas e sais minerais do caldo da cana. Mas é tão calórico quanto o
refinado. O açúcar à base de frutose, extraído de frutas e do mel, é uma opção saudável.
Tem 4 kcal/grama, com a vantagem de adoçar duas a três vezes mais que o açúcar normal.
E ainda conserva o sabor ao ser exposto ao calor.
ADOÇANTES A BASE DE STEVIA SÃO ALVO DE INVESTIGAÇÃO EM BH

Cristina Horta/Estado de Minas Cada vez mais consumidos por um mercado


sedento de alternativas para manutenção do peso
e emagrecimento, os adoçantes estão na mira da
Justiça e da fiscalização da Vigilância Sanitária.
O Ministério Público Federal (MPF) de Belo
Horizonte entrou com um pedido junto à
ANVISA (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária) para que dois adoçantes a base de
stevia, que vem com rótulo de produto natural,
sejam investigados.

O problema detectado é que os dois adoçantes,


um em pó e outro líquido, produzidos por uma
empresa de São Paulo e outra do Paraná, contêm,
além da stevia - que é considerada natural - duas
substâncias artificiais: o ciclamato de sódio e/ou
a sacarina sódica. E, além disso, as marcas não
informam a proporção de cada componente e há
indícios de que as substâncias artificiais viriam
em proporção muito superior à da stevia -
também chamada de steviosídeo.

Efeitos colaterais
Assim, de acordo com o procurador da República Fernando de Almeida Martins, que está à
frente da investigação, além de descaracterizar a chamada qualidade "natural" do adoçante,
tanto o ciclamato quanto a sacarina sódica estão sendo objeto de pesquisas quanto aos
efeitos colaterais danosos que provocam no organismo, já existindo estudos no sentido de
que tais produtos podem desencadear ou agravar doenças crônicas.

A ANVISA já foi consultada, mas ainda não informou em que pé está a investigação. O
pedido do MPF inclui ainda ampla fiscalização dos produtos comercializados com as
propriedades de adoçantes naturais e artificiais, já que o consumo é grande e a população
não tem informações indiscutíveis sobre a qualidade e possíveis conseqüências, em longo
prazo, da substituição do açúcar pelo adoçante artificial ou natural.

Infração
Para o procurador, "a comercialização de adoçante com nomenclatura de produto natural,
mas composto também por substância artificial, representa designação incorreta de produto
e, portanto, constitui infração ao Código de Defesa do Consumidor" (CDC). O inciso III do
artigo 6º do código define que é direito básico do consumidor "a informação adequada e
clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade,
características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem".

No caso dos adoçantes naturais, se confirmada a denúncia recebida pelo Ministério Público
Federal, o consumidor está escolhendo um produto por uma qualidade que o diferencia dos
demais - o de ser natural - mas acaba levando para casa exatamente o inverso do que deseja
DIOXINA - GRANDE VENENO...

Não é à toa que a Coca-Cola está voltando com as garrafas de vidro.


Dioxina Carcinogênica causa especialmente câncer da mama.

Não congele sua água em garrafas ou utensílios de plástico, pois isso provoca a liberação
de dioxina do plástico. Edward Fujimoto, médico do Catle Hospital, foi entrevistado por
um programa de TV explicando este alerta de saúde.

Ele é o gerente do Programa de Bem Estar/Programa de Promoção da Saúde do hospital.


Ele falou sobre a Dioxina e seu risco de saúde para nós.

Ele mencionou que não devemos esquentar alimentos em vasilhames de plástico no forno
de microondas.

Isto é aplicável para alimentos que contém gordura. Ele mencionou que a combinação de
gordura, alta temperatura e plástico, libera a dioxina no alimento e por fim, vai parar nas
células do nosso corpo. Dioxinas são carcinógenos altamente tóxicos. Ele recomenda o uso
de refratário de vidro, pirex ou porcelana para aquecer alimentos. Você tem o mesmo
resultado... Sem as dioxinas.

Sopas semi-prontas onde se adiciona água quente no invólucro de isopor ou qualquer tipo
de comida semi-pronta/congelada com invólucro de plástico, próprio para ir ao forno ou
microondas, deveriam ser retiradas das embalagens originais e removidas para vasilhame
de vidro ou louça para aquecimento.

Invólucro de papel não é ruim, mas não sabemos o que cada tipo de papel pode conter,
então, seria mais seguro utilizar refratário de vidro, pirex ou porcelana.
Vocês devem se lembrar quando alguns restaurantes fast-food (MacDonalds) trocaram
invólucros de isopor pelo de papel.

O problema da dioxina seria um dos motivos. Para acrescentar, filme-plástico (saran wrap)
utilizado para proteger e cobrir alimentos, quando aquecidos podem na verdade respingar
toxina venenosa contida na composição do plástico no alimento a ser esquentado junto
com o vapor condensado. Use papel toalha, é mais seguro. Repasse esta informação para
os seus amigos

CERVEJA COM LIMÃO = MORTE

LEIAM!!! VALE A PENA SE INFORMAR...

Eliane Borges Coordenadora Nacional da Carteira de Projetos de Petróleo e


Gás Unidade de Atendimento Coletivo - Indústria - UACIN SEBRAE
(61)3348-7220
SEPN Quadra 515 Bloco C loja 32
(61)9219-4131
Brasília - DF
(61)3348-7263
fax 70770-900
Quando uma informação dessas vem identificada, com assinatura, endereço, fundamento,
vale à pena repassar, afinal se não for o nosso caso, pode ser de um amigo ou filho. Muito
apropriada para os goianos que gostam de cerveja com limão e sal.

Amigos,

Venho através desta informar de um desastre ocorrido, infelizmente, em minha família.

Longe de ser uma daquelas correntes que só enchem nossa caixa postal,este é um aviso
para que não ocorra o mesmo sofrimento com outras pessoas.

Viajei com meu irmão na passagem do ano para a famosa praia de CAMBORIÚ-SC.

No sábado (04/01/06) fomos nos divertir em uma casa noturna chamada IBIZA onde havia
muita gente bonita, ambiente aconchegante. Foi uma noite super divertida.

No domingo de manhã meu irmão acordou com fortes dores no estômago, febre alta e
espasmos musculares.

De imediato o levamos ao HOSPITAL SANTA INÊS em Balneário Camboriú.

Muitos exames e 04 dias de internamento depois, de início, eu suspeitava que os médicos


sabiam o que ele tinha, mas não queriam contar. Falavam que, possivelmente, fosse uma
Salmonella, mas eu descartei a possibilidade já que nossa alimentação havia sido somente
em casa.

No dia 08/01/06 meu irmão infelizmente veio a falecer e, como os médicos ainda não
haviam nos passado o diagnóstico, contatei meu advogado que entrou em contato com o
Hospital.

Tivemos uma reunião diretamente com o Diretor do Hospital.

Para nossa surpresa o caso era o seguinte:

As casas noturnas servem cervejas LONG NECK, e muitas pessoas pedem para que seja
colocada uma FATIA DE LIMÃO para um 'toque especial' (e porque não dizer mortal).

Decidi fazer umas pesquisas por conta própria, já que tenho um amigo próximo,
pesquisador da escola de biologia da Universidade Federal de Santa Catarina.

Desta forma, pude descobrir que, apesar de tudo estar sendo abafado pelos fabricantes de
cerveja, o problema, está nos limões fatiados que não são utilizados prontamente, e muitas
vezes eles são fatiados antes mesmo dos bares e restaurantes abrirem, durante a tarde.

Ácido cítrico do limão 'velho' em ação com os conservantes estabilizantes excessivos


presentes na cerveja são um paraíso para micro organismos já existentes naturalmente nas
cervejas (Sacarovictus Coccus Cevabacillus ativus) tipo draft. O resultado é a produção de
uma toxina altamente nociva ao nosso organismo.
A sugestão para quem talvez não acredite nesta mensagem seria pedir que o garçom fatie o
limão NA HORA E NA SUA FRENTE, isso minimiza em muito o risco de qualquer tipo
de infecção.

Peço humildemente que divulguem este e-mail, nada trará meu irmão novamente, mas
muitas vidas poderão ser poupadas.

Sds cordiais,
______________________________________
Marco Aurélio Gomes Lopes
Consultor de Sistemas de Gestão
Tel: (55) (21) 3899-5700
Cel: (55) (21) 9505-8225
E-mail - pessoal: marcoaglopes@gmail.com
E-mail - comercial: contato@sgqsistemas.com
Site: http://www.sgqsistemas.com

Múltiplos bons motivos para não comer amendoim e seus preparados

AFLATOXINA NO AMENDOIM
Teste com quarenta produtos descobre sinais de substância tóxica em cinco deles, mas
exames com novos lotes mostram um quadro de acordo com a legislação. Fica, porém, a
dúvida da variação entre as concentrações encontradas.

A aflatoxina é, como o próprio nome dá a entender, uma substância tóxica que ataca o
fígado dos animais. No homem, ela não provoca problemas de imediato, mas contribui,
quando ingerida constantemente, para o câncer hepático. A aflatoxina chega ao organismo
por intermédio dos alimentos, em especial as sementes oleaginosas, como o amendoim e o
pistache.

Por isso, o IDEC mandou examinar em laboratório quarenta produtos à base desses
alimentos. Foram encontrados sinais de aflatoxina em muitos deles, especialmente em
cinco, cujos níveis da substância eram mais altos que os limites estabelecidos no Mercosul.
Porém, novos exames, com outros lotes dos produtos, encontraram índices menores de
toxicidade, mais toleráveis.

Há vários tipos de aflatoxinas, todas produzidas pelos fungos Aspergillus flavus e


Aspergillus parasiticus. O fungo é um microorganismo responsável, entre outros
fenômenos, pelo mofo que surge nos alimentos estragados ou nos ambientes úmidos (nem
todos os fungos são microscópicos ou nocivos; o cogumelo, por exemplo, é um fungo). O
problema, no caso dos Aspergillus, é que eles liberam a aflatoxina sem alterar as
características sensoriais dos alimentos – sabor, aspecto ou odor.

Da terra para as plantas e animais


O ambiente natural do Aspergillus é a terra. É aqui que ele contamina os alimentos. Além
do amendoim, ele pode atacar também o algodão, o arroz, o sorgo, o milho, o cacau, a
castanha-do-pará, a noz e a mandioca; e, como conseqüência, pode aparecer nos produtos
industrializados derivados dessas matérias-primas, além de produtos cárneos curados.

Em plantas como o amendoim e o feijão, as aflatoxinas prejudicam a divisão celular, o que


compromete o crescimento, e bloqueiam a síntese de clorofila, o que é fatal para o vegetal.
Nos animais, as vítimas são além dos perus e outras aves, cavalos, bois, cobras, cachorros,
macacos, porcos, ratos e até alguns peixes. Os bichos sofrem hemorragias e alterações das
funções nervosas, combinadas com espasmos e problemas de equilíbrio, o que leva à perda
de apetite e de peso.

Toxina entra pela boca e pelo nariz


No homem, intoxicações causadas por fungos – das quais as aflatoxinas são as mais
comuns – são perigosas devido a seus efeitos crônicos, que não podem ser detectados em
curto prazo. A aflatoxina afeta o fígado, os rins e o cérebro, além dos músculos em menor
intensidade. Na África, por exemplo, em cada 100 mil bantos, catorze são acometidos de
câncer hepático. A dieta desse povo está baseada no amendoim. Nos EUA, onde se
consome muita pasta de amendoim, por exemplo, o índice de tumores no fígado já é de 1,7
para cada 100 mil habitantes.

Não é só pela ingestão que a aflatoxina entra no homem. Respirar poeira contaminada
também é perigoso. Os trabalhadores que atuam na industrialização do amendoim ou no
transporte de cereais estão sob um risco maior de desenvolver neoplasias causadas pelas
aflatoxinas.

Para prevenir a contaminação por aflatoxinas em produtos industrializados, são necessários


alguns cuidados básicos no processo de manufatura. O Aspergillus se desenvolve em
ambientes úmidos, pouco ácidos, com oxigênio, à temperatura entre 20 e 30 graus Celsius,
e produz aflatoxina, sobretudo na escuridão. Só que a toxina resiste a grandes variações
térmicas. Portanto, comprar amendoim já torrado ou torrá-lo em casa não livra o alimento
de uma possível contaminação.

Nada nocivo, mas uma suspeita


O IDEC enviou quarenta produtos industrializados à base de amendoim ou pistache para
avaliação em laboratório. As amostras de dois produtos (amendoim cru Yoki e paçoquinha
Covizzi, da Mirassol) apresentaram nível de aflatoxina superior ao permitido pela
legislação brasileira. Outros três (doce de amendoim Doll, Paçoquita, da Santa Helena, e
bombom Serenata de Amor, da Garoto) passaram nesse critério, mas ainda tinham uma
concentração de toxinas superior à estabelecida pelo Mercosul, cuja norma é bem mais
rigorosa que a brasileira. Em seguida, o IDEC submeteu a novos exames outros lotes dos
cinco produtos com problemas. Todos foram aprovados pela norma brasileiras e só um
continuou fora do limite do Mercosul, a paçoquinha Covizzi.

Os técnicos do IDEC consideram que os problemas encontrados não tornam os produtos


nocivos para consumo, mas fica uma suspeita ao final: será que o controle de qualidade dos
fabricantes é eficaz e constante? O amendoim cru da Yoki apresentou, no primeiro exame,
uma concentração de 153,6 ppb (partes por bilhão) de aflatoxinas (o limite brasileiro é de
30 ppb); já no segundo lote, o índice encontrado foi de praticamente zero (menos de 1,5
ppb) – uma variação de cem vezes!

Sabe-se que, até alguns anos atrás, os fabricantes podiam pagar dois níveis de preços pelo
amendoim para industrializá-lo; o mais baixo era para o alimento contaminado... Algumas
empresas informaram ao IDEC que, como este ano houve mais chuvas que o normal na
região de Marília (SP), a maior produtora de amendoim do país, o alimento apresentou
maiores níveis de contaminação por aflatoxina. Pode ser, mas o fato não serve como
desculpa. Existe tecnologia para acabar com as aflatoxinas durante o processamento. A
questão é saber se esses métodos de saneamento são aplicados – e se são fiscalizados pelos
órgãos competentes, como a Vigilância Sanitária.

O teste de aflatoxina está publicado na íntegra na versão impressão da revista


Consumidor S.A., nº31, junho de 1998.
Receba a revista em sua casa, fazendo uma assinatura ou associando-se ao IDEC.

Fique tranqüilo, mas tome cuidado


Considerando os resultados do teste e uma realidade cultural, a de que o amendoim não faz
parte da base alimentar do brasileiro, não há problemas em consumir os produtos
avaliados. Para o homem, a aflatoxina só causa problemas em longo prazo, quando
ingerida freqüentemente. Porém, até para evitar outros problemas, o consumidor deve
sempre tomar certos cuidados: verificar se o produto tem uma embalagem que o protege da
umidade e se está dentro do prazo de validade. No caso das sementes oleaginosas
(amendoim e pistache) e dos frutos secos (figos e passas), é preferível sempre adquirir o
alimento mais fresco, distante da data do vencimento.

A TODOS OS APRECIADORES DE AMENDOIM DA LISTA:

Olá, meu nome é Alex H. e sou Eng. Agrônomo.

A questão do fungo é bem conhecida e estudada. Trata-se de Aspergillus flavus, um fungo


que produz uma violenta toxina (a aflatoxina), e que encontra condições especiais para se
desenvolver no amendoim. A toxina age no organismo animal, mas não se acumula; seus
efeitos é que se somam com o passar do tempo, ou seja, com o consumo frequente de
produtos de amendoim em que o fungo se desenvolveu podem ocorrer problemas como
câncer de fígado e acúmulo de gordura no cérebro.

Infelizmente (pois amendoim e paçoca estão entre minhas iguarias prediletas), segundo
análises de laboratórios, a maior parte do amendoim (dados de cerca de 5 a 7 anos atrás)
continha aflatoxina. Recomendaram-se então maiores cuidados na colheita,
embandeiramento, secagem, processamento e armazenagem do produto (uma secagem
rápida e adequada inibe o desenvolvimento do fungo).

Outro problema é armazenar rações com umidade inadequada, o que pode facilitar o
desenvolvimento do A. flavus, podendo matar ou intoxicar animais de criação.

From owner-agrisustentavel@netpe.com.br Sat Feb 20 16:47:14 1999


Geral
Data de publicação: 16/07/2003

VISA ALERTA SOBRE TOXINA PRESENTE NO AMENDOIM

A Diretoria de Alimentos da Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde alerta


para o excesso de consumo de alimentos à base de sementes oleaginosas, como amendoim,
pistache, castanhas e avelã. No último dia 27, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA) determinou, em todo território nacional, a interdição cautelar de uma marca de
amendoim e de outros dois produtos derivados por apresentarem um índice de aflatoxina
acima do tolerável pela legislação brasileira. Alguns produtos analisados apresentaram
taxas de toxinas até dez vezes maior do que os 20 microgramas/kg aceitável.

A aflatoxina é uma substância produzida pelos fungos Aspergillus flavus e Aspergillus


parasiticus, e que, se consumida em dose excessiva, pode causar necrose aguda do fígado,
cirrose e até mesmo câncer de fígado.

Segundo Cláudia Parma, coordenadora de Inspeção e Fiscalização de Alimentos, “o


controle deve partir da produção primária, no campo, já que o ambiente natural da toxina é
o solo. Além disso, o armazenamento tem que ser muito bem controlado, evitando locais
quentes e úmidos, que são condições ideais para a multiplicação do fungo”.

Os sintomas causados pela aflatoxina dependem da dose consumida e freqüência, da idade


e estado nutricional do paciente. Um dos sintomas provocados é a imunossupressão
(diminuição da resistência imunológica), o que deixa a pessoa mais susceptível para
contrair doenças, sobretudo a hepatite B, o câncer primário de fígado e hemorragias
internas, podendo, ainda, causar a morte em pessoas muito idosas que possuam outros
fatores de risco.

“O consumidor deve participar do processo de vigilância sanitária mantendo-se informado


e, no ato da compra, olhando atentamente se o estabelecimento comercial está
comercializando o produto interditado. Além disso, o consumidor poderá contribuir
também ao denunciar irregularidades em estabelecimentos, como as condições adequadas
de conservação dos produtos”, alerta Cláudia Parma.

AMENDOINS CONTAMINADOS!!!
QUARTA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2008

Um levantamento realizado entre maio e setembro deste ano, pela Fundação Ezequiel Dias
(Funed), revela que cerca de 30% das amostras de grãos de amendoim vendidas no estado
de Minas Gerais apresentam níveis maiores do que o permitido da substância tóxica
aflatoxina, produzida por fungos. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de
Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e derivados (Abicab), a entidade não tem o poder de
retirar produtos irregulares do mercado. Entretanto, todos os produtos irregulares
encontrados são denunciados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e à
Promotoria Pública.
"A associação vistoria amostras de amendoim através de coletas feitas nos pontos de
vendas aos consumidores, por empresa especializada, sem prévio aviso ao associado. Em
caso de o alimento estar adequado para consumo, ele recebe o selo Pró-amendoim, de
garantia de qualidade, ", diz Renato Fechino, vice-presidente da área de Amendoim da
Abicab. Fechino afirma que, entre os produtos identificados com o selo, nos últimos oito
anos não houve nenhuma ocorrência de autuação pela ANVISA.

Em caso de qualquer irregularidade por parte de um associado do Pró-amendoim, a


associação solicita que a empresa retire o produto do mercado, e denuncia a empresa aos
órgãos públicos.Segundo a bióloga Marize Silva, chefe do laboratório de
Micotoxinas/Micologia da Funed, a aflatoxina é tóxica para o fígado e, se consumida em
excesso, pode causar modificações na estrutura do DNA e RNA, chegando a provocar
câncer em alguns casos.

Temperaturas baixas, umidade e solo contaminado podem favorecer a produção da toxina


no amendoim. O alimento pode ser contaminado, de acordo com Marize, quando é
cultivado, em processo de secagem ou até mesmo na prateleira do supermercado, quando
já está embalado.

Fique de olho na saúde!


by Prof. Cláudio Lima às 22:59

INTERDITADAS MARCAS DE AMENDOIM COM TOXINA CANCERÍGENA


Jornal da Alterosa 1ª Edição

Técnicos da Fundação Ezequiel Dias analisaram amostras do amendoim consumido em


Minas e constataram que quase metade estava contaminada por uma toxina que pode
provocar câncer.

A marcas de amendoim PEREIRA e ANCHIETA foram interditadas.

Confira informações detalhadas:

NOTIFICAÇÃO GERÊNCIA COLEGIADA DA SUPERINTENDÊNCIA DE


VIGILÂNCIA SANITÁRIA Nº 365/2007

O Subsecretário de Vigilância em Saúde, presidente da Gerência Colegiada da


Superintendência de Vigilância Sanitária do Estado de Minas Gerais, no uso de suas
atribuições e, considerando o disposto no inciso I do art. 3º da Resolução SES nº 860 de 22
de março de 2006 e o art. 102 da Lei Estadual 13.317/99, determina a interdição cautelar
do produto: amendoim (grupo: descascado; subgrupo: selecionado; classe: médio; tipo:1);
marca: ANCHIETA; data de fabricação: 09/07/2007; data de validade: 09/01/2008;
número do lote: 028, produzido pela empresa: INDÚSTRIA DE MILHO ANCHIETA
LTDA., inscrita no CNPJ sob o nº. 21.719.299/0001-09, estabelecida à Rua Coronel José
Gomes, nº 139, Centro, São Domingos do Prata/MG, CEP: 35.995-000, por apresentar
resultado insatisfatório para os ensaios: Aflatoxina B1 + Aflatoxina B2 + Aflatoxina G1 +
Aflatoxina G2 (Resolução RDC nº 274 de 15/10/2002/ANVISA/MS) e Rotulagem (itens
3.1, 3.4.1.1, 3.4.3.1 e 3.4.3.2da Resolução RDC 360/03/ANVISA; § IV do art. 31 da Lei
5.700/71), conforme comprovado pelo Laudo de Análise nº 4730.00/2007, emitido pelo
Instituto Octávio Magalhães da Fundação Ezequiel Dias – FUNED (LACEN/MG).

Publique-se e notifique-se.
Belo Horizonte, 10 de setembro de 2007.
Dr. Felipe Caram
Presidente da Gerência Colegiada da Superintendência de Vigilância Sanitária

NOTIFICAÇÃO GERÊNCIA COLEGIADA DA SUPERINTENDÊNCIA DE


VIGILÂNCIA SANITÁRIA Nº 368/2007

O Subsecretário de Vigilância em Saúde, presidente da Gerência Colegiada da


Superintendência de Vigilância Sanitária do Estado de Minas Gerais, no uso de suas
atribuições e, considerando o disposto no inciso I do art. 3º da Resolução SES nº 860 de 22
de março de 2006 e o art. 102 da Lei Estadual 13.317/99, determina a interdição cautelar
do produto: amendoim (grupo: descascado; subgrupo: bica corrida; classe: miúdo; tipo:
único); marca: PEREIRA; data de fabricação: 16/05/2007; data de validade: 30/04/2008;
número do lote: 609, produzido pela empresa: CEREALISTA PEREIRA LTDA. - ME,
inscrita no CNPJ sob o nº. 04.883.814/0001-72, atividade de moagem e fabricação de
produtos de origem vegetal, estabelecida à Rodovia BR 120, Km 651, Trevo de Cajuri,
Cajuri/MG, CEP.: 36.560-000, por apresentar resultado insatisfatório para os ensaios:
Aflatoxina B1 + Aflatoxina B2 + Aflatoxina G1 + Aflatoxina G2 (Resolução RDC nº 274
de 15/10/2002/ANVISA/MS) e Rotulagem (item 3.4.3.2 e Anexo B/Nota Explicativa da
Resolução RDC 360/03/ANVISA), conforme comprovado pelo Laudo de Análise nº
4623.00/2007, emitido pelo Instituto Octávio Magalhães da Fundação Ezequiel Dias –
FUNED (LACEN/MG).
Publique-se e notifique-se.
Belo Horizonte, 11 de setembro de 2007.
Dr. Felipe Caram
Presidente da Gerência Colegiada da Superintendência de Vigilância Sanitária

25/09/08 - 16h33 - Atualizado em 25/09/08 - 16h38

ANVISA INTERDITA LOTES DE AMENDOIM COM TOXINA

Laudo detectou irregularidade nas marcas Campo Bom, Pachá e Primavera.


Anvisa orienta a não consumir produtos de lote interditado.
Do G1, em São Paulo

Três lotes de amendoim das marcas Campo Bom, Pachá e Primavera foram interditados
cautelarmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em todo território
nacional, na quarta-feira (24).

Lotes interditados

Produto Marca Lote Fabricação Validade

Amendoim 500g Campo Bom 235 19/05/2008 18/10/2008


Amendoim 500g Pachá 11 05 04/06/2008 04/11/2008

Amendoim 500g Primavera C4M 27/04/2008 27/10/2008

A medida da ANVISA está baseada em laudos da Fundação Ezequiel Dias (FUNED), que
detectaram teores de aflatoxinas superiores aos permitidos pela legislação sanitária no
produto.

“Com essa medida preventiva, os lotes de amendoim interditados não podem ser
comercializados e nem devem estar acessíveis à população nos pontos de venda”, afirma
Maria Cecília Martins Brito, diretora da ANVISA.

Os lotes ficarão interditados por até 90 dias. Nesse período, as empresas poderão solicitar o
pedido de contraprova das análises da FUNED.

Esses mesmos lotes de amendoim já estavam interditados cautelarmente no estado de


Minas Gerais. Em razão do risco sanitário do produto, a ANVISA estendeu a ação da
Vigilância Sanitária de Minas Gerais para todo país.

“Caso sejam comprovadas as irregularidades, as empresas envolvidas estarão sujeitas às


sanções legais, inclusive multa”, diz a diretora da Anvisa.

Empresas
A empresa Campo Bom, responsável pela marca Campo Bom, informou que ainda não foi
notificada, porém informa que o problema pode ser causado por armazenamento
inadequado. Veja a nota oficial:

"A Campo Bom só envasa amendoim após realização do teste de aflatoxina, caso o índice
de aflatoxina esteja nos padrões exigidos pela ANVISA o produto é enviado para os
supermercados. O referido lote foi aprovado nos testes feitos por Laboratório credenciado
pela ANVISA.

A aflatoxina é uma toxina liberado por um fungo. Caso as condições de armazenamento do


amendoim sejam inadequados ( umidade, falta de ventilação, presença de insetos no local )
com o passar do tempo o fungo pode se desenvolver causando a produção da referida
toxina.

O lote em citado pela ANVISA foi industrializado em 18/05/2008, e não existe mais
nenhum pacote do produto a disposição do consumidor."

O G1 aguarda a posição oficial das empresas Arcos Comércio e Importação, responsável


pela marca Pacha, e Kinatu Brasil, responsável pela marca Primavera.

Orientação
As informações sobre o lote e o prazo de validade do amendoim constam do rótulo do
produto. “O consumidor que tiver adquirido o amendoim cujo lote está interditado não
deve, por precaução, consumir o produto”, orienta Brito.

Em caso de sintomas inesperados, o consumidor deve procurar orientação médica.


AMENDOIM: ANVISA INTERDITA LOTES COM PRESENÇA DE
AFLATOXINA
Brasília, 8 de julho de 2008 - 15h20

Por precaução e proteção da saúde da população, a Agência Nacional de Vigilância


Sanitária (ANVISA) determinou, nesta segunda-feira (7), a interdição cautelar de dois lotes
de amendoim das marcas De Rocinha e Moinho Brasília. A decisão da Agência está
fundamentada em laudos da Fundação Ezequiel Dias (FUNED), que detectou a presença
de teores de aflatoxinas superiores aos permitidos pela legislação sanitária, no produto.

Os lotes de amendoim interditados não podem ser comercializados e nem devem estar
acessíveis à população nos pontos de venda. Conforme procedimentos normativos, os lotes
ficarão interditados por até 90 dias.

De acordo com a lei 6437/1977, as infrações sanitárias são apuradas em processo


administrativo próprio, iniciado com a lavratura de auto de infração, observados o rito e
prazos estabelecidos nesta lei. Caso sejam comprovadas as irregularidades, as empresas
envolvidas estarão sujeitas às sanções legais, inclusive multa que pode chegar a R$ 1,5
milhão.

Aflatoxina
As aflatoxinas são um grupo de micro toxinas produzidas por determinadas espécies do
fungo Aspergillus. Esse fungo pode ser encontrado nas culturas de amendoim, milho,
sorgo, cevada, arroz, castanha e cereais em geral.

A ingestão de aflatoxinas pode causar problemas como cirrose hepática, necrose aguda,
entre outros.Os limites admissíveis desta substância no amendoim são estabelecidos pela
RDC 274/2002 da ANVISA.

Orientação
As informações sobre o lote e o prazo de validade do amendoim constam do rótulo do
produto. O consumidor que tiver adquirido o amendoim cujo lote está interditado não deve,
por precaução, consumir o produto.

Em caso de sintomas inesperados, o consumidor deve procurar orientação médica. Mais


informações pode ser obtidas por meio da Ouvidoria da ANVISA, pelo e-mail:
ouvidoria@anvisa.gov.br.

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da ANVISA

ANVISA INTERDITA AMENDOIM E MEDICAMENTO


Brasília, 5 de maio de 2005 - 18h15

A ANVISA determinou a interdição, em todo o território nacional, do lote 01.02.05, do


Doce de Amendoim da marca Gulosina, com data de validade de 27.06.05. O produto,
fabricado pela empresa Niguiyaka Indústria e Comércio, com sede no Paraná, apresentou
teor de aflatoxinas superior ao tolerado na legislação sanitária.
A aflatoxina é produzida por fungos e se desenvolve em condições adversas de
armazenamento como umidade. O contato direto com a toxina pode causar cirrose, necrose
do fígado, hemorragia nos rins e lesões na pele, além de câncer no fígado. A ocorrência da
aflatoxina é mais comum no amendoim, alimento favorável à proliferação do fungo. O
nível de aflatoxina é um dos indicadores da qualidade do processo de produção dos
alimentos que contenham amendoim.

Devido à importância da adoção de medidas de controle durante a industrialização de


amendoim e derivados, a ANVISA publicou, por meio da Resolução RDC nº 172/03, um
regulamento técnico de Boas Práticas de Fabricação para estabelecimentos que processam
esse tipo de alimento. A norma estabelece as etapas de recepção e seleção do amendoim in
natura como críticas para o processo produtivo, requerendo um controle sistemático dessas
operações.

ANVISA INTERDITA LOTES DE AMENDOIM COM TOXINA*


Contribuição de KRISTINA TUDO DE BOM - 09 de July de 2008

Laudos detectaram irregularidades em produtos das marcas De Rocinha e Moinho Brasília


Globo.com/ G1

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa ) determinou a interdição cautelar de


dois lotes de amendoim das marcas De Rocinha e Moinho Brasília.

A decisão da Agência é baseada em laudos da Fundação Ezequiel Dias (FUNED), que


detectou a presença de teores de aflatoxinas superiores aos permitidos pela legislação
sanitária, no produto. As empresas têm dez dias para apresentar contraprova às análises
feitas pela FUNED. Caso sejam comprovadas as irregularidades, as empresas envolvidas
estarão sujeitas às sanções legais, inclusive multa que pode chegar a R$ 1,5 milhão.

Os lotes de amendoim interditados não podem ser comercializados e nem devem estar
acessíveis à população nos pontos de venda. O consumidor que tiver adquirido o
amendoim com lotes interditados não deve, por precaução, consumir o produto. As
informações sobre o lote e o prazo de validade do amendoim constam do rótulo do
produto. Em caso de sintomas inesperados, o consumidor deve procurar orientação médica.

Lotes interditados Produto: Amendoim Tipo 2 Marca: Da Rocinha Lote : 10 Fabricação:


20/10/2007 Validade: 20/10/2008

Produto: Amendoim Marca: Moinho Brasília Lote : 8 Fabricação: 20/08/2007 Validade:


20/08/2008

Problemas de saúde: Segundo a Anvisa, as aflatoxinas são um grupo de micro toxinas


produzidas por determinadas espécies de um fungo que pode ser encontrado nas culturas
de amendoim, milho, sorgo, cevada, arroz, castanha e cereais em geral. A ingestão de
aflatoxinas pode causar problemas como cirrose hepática, necrose aguda, entre outros.

Procurada pela reportagem do G1, a assessoria de imprensa da fabricante Moinho Brasília,


responsável pelas duas marcas, ainda não se manifestou e diz que deve divulgar nota
oficial ainda nesta terça-feira (8).
Rádio Estância de Jacutinga - AM 1010 Khz
http://radiojacutinga.com.br Fornecido por Joomla! Produzido em: 24 November, 2008, 03:00

OS FUNGOS E A DETERIORAÇÃO DE ALIMENTOS


Prof. Dr. Homero Fonseca

Geograficamente os trópicos incluem a parte do globo entre as latitudes de


aproximadamente 23o norte e 23o sul. Nem todas as áreas aí compreendidas são quentes e
úmidas mas, na maioria delas, as condições atmosféricas são muito favoráveis (de 70 a
100% de umidade e mais de 25oC, para a rápida proliferação de fungo. Seus esporos são
abundantes e amplamente encontrados e crescem rapidamente no solo, em plantas, em
alimentos, em papel e até em vidros. Alimentos armazenados são um campo excelente para
a proliferação de fungos, principalmente em países onde os princípios básicos de secagem
adequada e armazenamento correto, ainda são desconhecidos ou desprezados.

Os fungos, bolores ou mofos podem, pela sua ação direta, ocasionar vários problemas aos
produtos armazenados. Desenvolvendo-se sobre sementes podem causar perda do seu
poder germinativo; podem afetar a qualidade por descoloração do arroz e da manteiga de
cacau, produzir aromas desagradáveis, como no caso do café, e alterando as condições
físicas por desidratação dos produtos onde crescem.

Podem também diminuir o valor nutritivo das proteínas, na maioria dos produtos, dos óleos
e gorduras, por hidrólise das mesmas, no amendoim, soja etc., além de prejudicar
seriamente o aspecto externo dos alimentos. Podem produzir toxinas como no amendoim,
arroz e muitos outros produtos, além de abrir caminho para outros agentes de deterioração
como as leveduras e bactérias bem como aos insetos.

Alguns dos levantamentos mais antigos, no que diz respeito à depreciação do valor
ocasionado pelo ataque de fungos, foram efetuados pelo Tropical Products Institute na
década dos 30. Mais recentemente, o Central Food Research, na Índia, estudou
extensivamente o efeito de fungos no armazenamento do café. Foi constatado que a
produção microbiana crescia marcadamente quando o café absorvia umidade.

Esta microbiota consistia principalmente de Cunninghamella, Trichoderma, Aspergillus e


Penicillium. No café cereja apareceu uma população diferente de fungos, com
predominância de tipos filamentosos. Os cientistas não conseguiram constatar mudanças
na constituição química dos grãos, mas a cor e a qualidade da bebida foram prejudicadas
pelo ataque dos fungos.

No Brasil também foram feitos alguns estudos em cafés cujas bebidas eram de má
qualidade as quais foram atribuídas a diversos fungos, incluindo espécies de
Clodosporium, Penicillium e Fusarium.

Muitos estudos foram feitos também com o cacau. Mais de 50 tipos de fungos foram
identificados nas várias etapas do processo de obtenção deste fruto e os mais importantes
são espécies de Aspergillus, Penicillium e Mucorales.

Os fungos que atacam o cacau podem ser classificados em 2 grupos: os que parecem ser
inócuos ao consumidor e crescem principalmente sobre a testa da amêndoa e os que
penetram profundamente na amêndoa e estão associados com odores desagradáveis. Nesta
segunda classe estão incluídos o Aspergillus fumigatus e o A. glaucus.

Os principais problemas, quando os produtos alimentícios estão convenientemente secos,


são causados por insetos e roedores. Em muitos países estes depredadores são combatidos
até com bastante eficiência. Porém, os fungos não são considerados de muita importância,
principalmente na Africa. Aliás, diga-se de passagem, muitas tribos africanas preferem
alimentos que foram atacados por fungos. Eles gostam, por exemplo, de mandioca
recoberta por um fungo preto, provavelmente Aspergillus niger.

As sementes oleaginosas tropicais, quando impropriamente armazenadas, também


deterioram rapidamente com aumento de acidez que, freqüentemente, corresponde a uma
alta proporção de amêndoas quebradas. Estudos efetuados com dendê mostraram que
amêndoas inteira armazenadas por 12 semanas tinham 3% de acidez livre ao passo que as
quebradas tinham três vezes mais. Estes mesmos revelaram que os fungos presentes
consistiam quase que somente de espécies de Aspergillus das quais a mais comum era a do
A. flavus, que tem uma marcada ação lipolítica nas gorduras.

Estudos com outras oleaginosas revelaram resultados semelhantes. O Quadro 1, anexo nos
dá uma idéia dos fungos que mais comumente ocorrem nas oleaginosas armazenadas e sua
atividade lipolítica.

O aumento da acidez livre nas oleaginosas ocasiona um duplo prejuízo: primeiro um


decréscimo no teor de óleo e segundo, por exigir um maior gasto de lixívia sódica,
necessária para neutralizar a acidez livre. Além disso, o sabão formado na neutralização da
acidez arrasta consigo, uma certa percentagem de óleo, que será tanto maior quanto for a
acidez.

Além do problema das perdas econômicas pelo aumento da acidez, o desenvolvimento de


fungos é geralmente acompanhado de produção de toxinas bastante deletérias como é o
caso da aflatoxina do A. flavus, da ocratoxina do A. ochraceus (A. allutaceus) e outras.

Sabe-se hoje que o A. flavus basicamente, pode se desenvolver no amendoim antes da


colheita, por danificação da casca por insetos ou instrumentos agrícolas e, também, por
penetração pelo ginóforo.

Durante a secagem, seja no campo, seja em terreiros, é mais provável o desenvolvimento


da aflatoxina, porém em níveis não muito elevados (a não ser que chova muito na
colheita). Todavia, as altas concentrações da toxina são encontradas em amendoim colhido
(com as colhedoras) ainda úmido e impropriamente armazenado, ou por conter demasiada
umidade ou por falta de proteção ao reumedecimento durante o armazenamento.

Estudos feitos neste sentido mostraram que é durante o transporte e armazenamento que
concentrações elevadas da toxina são encontradas, causadas por secagem insuficiente antes
do armazenamento, por infiltração de água em caminhões ou armazéns ou mesmo por
reumedecimento deliberado.

Em nosso país, o lavrador e o industrial, com exceções, ainda ignoram os problemas


causados pelo ataque de fungos, quer do ponto de vista das perdas já citadas, quer do ponto
de vista da aflatoxina, embora este também reflita no plano econômico. A aflatoxina
continua causando entraves e inclusive desentendimentos entre exportadores brasileiros de
amendoim e sub-produtos e os importadores europeus dessas matérias primas.

Quadro 1. Ação lipolítica de fungos que incidem em sementes oleaginosas


armazenadas.
ESPÉCIE ATIVIDADE LIPOLÍTICA

Aspergillus flavus ++

A. fumigatus ++

A. niger ++

A. awamori ++

A. chevalieri +

A. nidulans +

A. sulphureus +

A. tamarii +

A. ustus +

Syncephalastrum racemosum ++

Paecilomyces varioti +

Penicillium steckii +
+ Lipolítico
++ Ativamente lipolítico
Fonte: Hiscocks, (1965).

ABAIXO OS COPOS DESCARTÁVEIS !?

Os copinhos descartáveis de plásticos, tão utilizados para aquele cafezinho ou chá após o
almoço e durante o expediente escondem um grande mal: aquecido, o plástico libera uma
substância química semelhante ao hormônio feminino estrogênio: xenoestrogênio. A
substância ocupa os receptores deste hormônio aumentando as chances das mulheres de
terem câncer de mama e/ou útero. E não é só perigoso para as mulheres. Homens tornam-
se predispostos ao câncer de próstata, infertilidade e diminuição de espermatozóides.

De nada adianta seu “chazinho” ter propriedades fitoterapêuticas; quando o xenoestrogênio


entra no organismo junto com a bebida, tchau função benéfica! E grave bem: TODOS os
derivados de petróleo liberam esta substância quando aquecidos: potes plásticos (que vão
ao micro-ondas), colheres de plástico, etc....

O ideal é usar potes e xícaras de vidro. Até os lugares recém reformados com carpetes e
pisos colados liberam o xenoestrogênio.

Envenenamos-nos aos poucos sem saber; mas temos o direito e o poder de mudarmos
nossos hábitos e informarmos (ao menos às pessoas próximas) do grande mal que
provocamos a nós mesmos. E lembre-se: o vidro pode ser reaproveitado de várias
maneiras, lavou saiu o cheiro; é só vantagem sobre qualquer produto “dito descartável”,
seja papel, alumínio ou plástico

Estudo mede derivados de fármacos, hormônios sexuais e produtos


industriais na água consumida em Campinas

Outro alerta sobre a água que bebemos


CLAYTON LEVY

A água consumida na Região Metropolitana de


Campinas (RMC), onde vivem cerca de 2,5
milhões de pessoas, contém vários tipos de
compostos derivados de fármacos, hormônios
sexuais e produtos industriais. Algumas destas
substâncias são classificadas como “interferentes
endócrinos”. Isso significa que, quando ingeridas
em grandes concentrações ou por tempo
prolongado, podem interferir no funcionamento
das glândulas de espécies animais, incluindo os
seres humanos.

A constatação faz parte da tese de doutorado


defendida recentemente pela pesquisadora Gislaine
Ghiselli, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp,
sob orientação do professor Wilson de Figueiredo
Jardim.

Compostos apresentam concentração muito acima do limite

Intitulado “Avaliação da Qualidade das Águas Destinadas ao Abastecimento Público na


Região de Campinas: Ocorrência e Determinação dos Interferentes Endócrinos (IE) e
Produtos Farmacêuticos e de Higiene Pessoal (PFHP)”, o estudo coletou durante quatro
anos amostras de água bruta e água potável oriundas da Sub-Bacia do Rio Atibaia,
principal manancial utilizado para o abastecimento público da região. Durante esse
período, foram monitorados 21 compostos. Entre estes compostos, seis são hormônios
sexuais, quatro são esteróides derivados do colesterol, cinco são classificados como
produtos farmacêuticos e seis têm origem industrial.

A pesquisa revelou a presença das seguintes substâncias na água potável distribuída à


população: dietilftalato, dibutilftalato, cafeína, bisfenol A, estradiol, etinilestradiol,
progesterona e colesterol.

A princípio, segundo a autora da pesquisa, estes compostos não deveriam estar presentes
na água consumida pela população. “Alguns foram encontrados numa concentração até mil
vezes maior que em países da Europa”, relata Gislaine. É o caso, por exemplo, da cafeína,
presente em produtos alimentícios e farmacêuticos.

Segundo o estudo, esta substância apresentou uma concentração média na água potável de
3,3 micrograma por litro (µg/L). Para o colesterol, a média obtida na água potável foi de
2,4 µg/L.

Outros compostos também chamaram a atenção, como a progesterona (1,5 µg/L), estradiol
(2,4 µg/L) e etinilestradiol (1,6 µg/L), hormônios sexuais femininos. Considerando-se a
média de 1 µg/L de hormônios femininos na água potável, ao beber dois litros de água por
dia uma pessoa estaria ingerindo 60 µg destes compostos por mês.

Para a coleta de água potável foram selecionados dez bairros em Campinas, abrangendo as
regiões Norte, Sul, Leste, Oeste e Central. “Os compostos detectados indicam que os
tratamentos empregados nas estações de tratamento de esgoto da RMC não estão sendo
eficientes para a destruição destes interferentes endócrinos”, diz Gislaine.

“Conseqüentemente, estes hormônios são transportados para as águas superficiais, através


do lançamento do esgoto tratado, e chegam na água potável porque também são resistentes
aos tratamentos empregados nas estações de tratamento de água”, completa.

Águas brutas – As análises das águas brutas também revelaram uma situação
preocupante. O Ribeirão Anhumas representa o caso mais gritante de poluição, com
concentrações que atingem 106 µg/L para cafeína, 301 µg/L para colesterol e 41 µg/L para
coprostanol. “No caso da cafeína, por exemplo, o normal em países desenvolvidos como a
Alemanha, é de no máximo 1 µg/L”, compara Jardim.

No Atibaia, as amostras revelaram concentrações significativas do fármaco diclofenaco (5


µg/L) e dos hormônios estradiol (3 µg/L), etinilestradiol (1,7 µg/L) e progesterona (1,4
µg/L). Para a avaliação das águas brutas foram selecionados cinco pontos de
monitoramento: três no Atibaia, um no Ribeirão Anhumas e um no Ribeirão Pinheiros.

Um dos pontos de coleta no Atibaia está no distrito de Sousas, exatamente no local de


captação de água utilizado pela Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A
(Sanasa) para o abastecimento público, representando a água bruta que abastece 95% da
população campineira.

Tantos os hormônios quanto os fármacos são excretados pela urina ou fezes, chegando aos
rios por meio da rede de esgoto. Segundo Gislaine, os fármacos detectados são muito
utilizados como analgésicos, antiinflamatórios e antitérmicos.

“Diclofenaco, por exemplo, é um poderoso agente não-esteróide usado no combate à febre


e para o alívio de dores em geral, como antigripais e no tratamento de reumatismo”,
explica a pesquisadora.

A cafeína é uma das substâncias mais consumidas no mundo e pode ser encontrada em
diversos produtos como os alimentícios (café, chá, erva-mate, pó de guaraná, bebidas como
os refrigerantes a base de cola, condimentos, etc.), tabaco, medicamentos, dentre outros.
Além de fármacos e hormônios, a pesquisa também identificou a presença de substâncias
resultantes da atividade industrial, chamadas de antrópicas. Entre elas, o destaque fica por
conta dos ftalatos. Derivados do ácido ftálico, são empregados basicamente como
plastificantes, bem como na fabricação de tintas, adesivos, papelão, lubrificantes e
fragrâncias. Têm sido utilizados há mais de 40 anos.

Segundo Gislaine, ftalatos podem ser introduzidos no ambiente através da lixiviação,


sobretudo dos plastificantes utilizados na fabricação de plásticos de uso comum. Entre os
poluentes avaliados, tanto os antrópicos quanto os hormônios e fármacos, há substâncias
consideradas interferentes endócrinos.

O interferente – A ciência descreve um interferente endócrino como sendo uma


substância ou mistura química exógena que altera uma ou mais funções do sistema
endócrino, constituído por diversas glândulas. Podem ser naturais ou sintéticos. Os
hormônios naturais, que incluem o estrogênio, a progesterona e a testosterona, estão
presentes no corpo humano e nos animais.

Já os compostos sintéticos incluem os hormônios idênticos aos naturais, fabricados pelo


homem e utilizados como contraceptivos orais ou aditivos na alimentação animal, e os
xenoestrogênios, produzidos para a utilização nas indústrias, na agricultura e para os bens
de consumo. Estão incluídos nesta categoria os pesticidas e aditivos plásticos.

De acordo com Gislaine Ghiselli, a maioria dos estudos ecotoxicológicos realizados até o
momento mostram que as glândulas mais afetadas pelos interferentes endócrinos estão
relacionadas aos sistemas reprodutivos masculino (testículos) e feminino (ovários).

“Evidências observadas em moluscos, crustáceos, peixes, répteis, pássaros e alguns


mamíferos têm sugerido que possíveis alterações de saúde humana envolvendo o sistema
reprodutivo, tais como o câncer de mama e de testículo, podem estar relacionadas à
exposição a estas substâncias”, diz Gislaine.

A pesquisadora explica que os interferentes endócrinos podem agir pelo menos de três
formas: imitando a ação de um hormônio produzido naturalmente pelo organismo, como o
estrogênio ou a testosterona, desencadeando deste modo reações químicas semelhantes no
corpo; bloqueando os receptores nas células que recebem os hormônios, impedindo assim a
ação dos hormônios naturais; e/ou afetando a síntese, o transporte, o metabolismo e a
excreção dos hormônios naturais no organismo.
Sem alarmismo
Apesar da identificação de interferentes endócrinos na água potável, os pesquisadores são
cautelosos ao avaliar as possíveis conseqüências para a população. “A simples presença de
um determinado interferente endócrino no meio ambiente não significa, necessariamente,
que existe um risco a ele associado”, pondera Gislaine Ghiselli. “Embora já se saiba que
algumas destas substâncias, em doses elevadas, interferem no funcionamento das
glândulas, ainda não há estudos sobre os efeitos da exposição crônica”, acrescenta o
professor Wilson Jardim.

Segundo eles, o objetivo do estudo não é fazer alarmismo, e sim apresentar um diagnóstico
da água consumida na região.

Atualmente, a Sanasa atende com água potável encanada 98% da população urbana de
Campinas, através de 5 estações de tratamento. Quanto ao sistema de esgotamento
sanitário, a Sanasa atende atualmente 86% da população urbana de Campinas com coleta
de 200 mil ligações. “Entretanto, o grande desafio é o tratamento dos esgotos”, alerta
Jardim.

Até o ano 2000, praticamente todo o esgoto coletado era lançado sem tratamento nos
corpos d’água da região. Apenas em 2001 é que investimentos nesta área começaram a ser
intensificados, com a criação do Programa Nacional de Despoluição de Bacias
Hidrográficas.

Em janeiro de 2001, segundo o estudo apresentado por Gislaine, a cidade de Campinas


tratava somente 5% de seus esgotos domésticos e, sozinha, respondia por metade do esgoto
não tratado entre os 19 municípios da Região Metropolitana. Novos investimentos
elevaram esta marca para 34%. O Plano Diretor de Esgotos de Campinas prevê o
tratamento de 90% dos esgotos domésticos da cidade até 2008.
Envio esta descrição sobre a água de Campinas lembrando que os dados podem ser
extrapoladas para qualquer metrópole brasileira.

Com relação aos hormônios encontrados, podemos subentender que possivelmente


exerçam influência sobre nossa maior causa de mortalidade: câncer de mama, próstata e
útero, pois são tecidos sensíveis a hormônios (como os ovários). Outras doenças de alta
incidência e prevalência relativas a hormônios, como a tireoidite e diabetes também podem
ser influenciadas por ingestão excessiva de hormônios sexuais, assim como o adiantamento
da menarca (a partir dos 9 anos) e o aumento da estatura observados nos indivíduos em
crescimento.

Relembro também que a quantidade de acidentes onde são misturadas a água dita potável
com esgotos é muito grande em todas as cidades. Eles acontecem durante a manutenção
das redes que passam paralelas e próximas entre si.

Relembro também que a maioria das águas ditas minerais apresentam sabor semelhante a
água da torneira, assim, para lavar e cozinhar os alimentos, seria melhor utilizar água de
fonte conhecida, de preferência coletada pessoalmente, com o intuito de verificar se a fonte
ainda não foi contaminada.

... "Salve-se quem puder"...

Estudo mede derivados de fármacos,


hormônios sexuais e produtos industriais
na água consumida em Campinas
CLAYTON LEVY

A água consumida na Região Metropolitana de Campinas (RMC), onde vivem cerca de 2,5
milhões de pessoas, contém vários tipos de compostos derivados de fármacos, hormônios
sexuais e produtos industriais. Algumas destas substâncias são classificadas como
“interferentes endócrinos”.

Isso significa que, quando ingeridas em grandes concentrações ou por tempo prolongado,
podem interferir no funcionamento das glândulas de espécies animais, incluindo os seres
humanos. A constatação faz parte da tese de doutorado defendida recentemente pela
pesquisadora Gislaine Ghiselli, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, sob orientação
do professor Wilson de Figueiredo Jardim.

Compostos apresentam concentração muito acima do limite

Intitulado “Avaliação da Qualidade das Águas Destinadas ao Abastecimento Público na


Região de Campinas: Ocorrência e Determinação dos Interferentes Endócrinos (IE) e
Produtos Farmacêuticos e de Higiene Pessoal (PFHP)”, o estudo coletou durante quatro
anos amostras de água bruta e água potável oriundas da Sub-Bacia do Rio Atibaia,
principal manancial utilizado para o abastecimento público da região.

Durante esse período, foram monitorados 21 compostos. Entre estes compostos, seis são
hormônios sexuais, quatro são esteróides derivados do colesterol, cinco são classificados
como produtos farmacêuticos e seis têm origem industrial. A pesquisa revelou a presença
das seguintes substâncias na água potável distribuída à população: dietilftalato,
dibutilftalato, cafeína, bisfenol A, estradiol, etinilestradiol, progesterona e colesterol.

A princípio, segundo a autora da pesquisa, estes compostos não deveriam estar presentes
na água consumida pela população. “Alguns foram encontrados numa concentração até mil
vezes maior que em países da Europa”, relata Gislaine. É o caso, por exemplo, da cafeína,
presente em produtos alimentícios e farmacêuticos. Segundo o estudo, esta substância
apresentou uma concentração média na água potável de 3,3 micrograma por litro (µg/L).
Para o colesterol, a média obtida na água potável foi de 2,4 µg/L. Outros compostos
também chamaram a atenção, como a progesterona (1,5 µg/L), estradiol (2,4 µg/L) e
etinilestradiol (1,6 µg/L), hormônios sexuais femininos.

Considerando-se a média de 1 µg/L de hormônios femininos na água potável, ao beber dois


litros de água por dia uma pessoa estaria ingerindo 60 µg destes compostos por mês. Para a
coleta de água potável foram selecionados dez bairros em Campinas, abrangendo as
regiões Norte, Sul, Leste, Oeste e Central. “Os compostos detectados indicam que os
tratamentos empregados nas estações de tratamento de esgoto da RMC não estão sendo
eficientes para a destruição destes interferentes endócrinos”, diz Gislaine.

“Conseqüentemente, estes hormônios são transportados para as águas superficiais, através


do lançamento do esgoto tratado, e chegam na água potável porque também são resistentes
aos tratamentos empregados nas estações de tratamento de água”, completa.

Águas brutas

– As análises das águas brutas também revelaram uma situação preocupante. O Ribeirão
Anhumas representa o caso mais gritante de poluição, com concentrações que atingem 106
µg/L para cafeína, 301 µg/L para colesterol e 41 µg/L para coprostanol. “No caso da
cafeína, por exemplo, o normal em países desenvolvidos como a Alemanha, é de no
máximo 1 µg/L”, compara Jardim.

No Atibaia, as amostras revelaram concentrações significativas do fármaco diclofenaco (5


µg/L) e dos hormônios estradiol (3 µg/L), etinilestradiol (1,7 µg/L) e progesterona (1,4
µg/L). Para a avaliação das águas brutas foram selecionados cinco pontos de
monitoramento: três no Atibaia, um no Ribeirão Anhumas e um no Ribeirão Pinheiros.

Um dos pontos de coleta no Atibaia está no distrito de Sousas, exatamente no local de


captação de água utilizado pela Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A
(Sanasa) para o abastecimento público, representando a água bruta que abastece 95% da
população campineira.

Tantos os hormônios quanto os fármacos são excretados pela urina ou fezes, chegando aos
rios por meio da rede de esgoto. Segundo Gislaine, os fármacos detectados são muito
utilizados como analgésicos, antiinflamatórios e antitérmicos. “Diclofenaco, por exemplo,
é um poderoso agente não-esteróide usado no combate à febre e para o alívio de dores em
geral, como antigripais e no tratamento de reumatismo”, explica a pesquisadora. A cafeína
é uma das substâncias mais consumidas no mundo e pode ser encontrada em diversos
produtos como os alimentícios (café, chá, erva-mate, pó de guaraná, bebidas como os
refrigerantes a base de cola, condimentos, etc.), tabaco, medicamentos, dentre outros.
Além de fármacos e hormônios, a pesquisa também identificou a presença de substâncias
resultantes da atividade industrial, chamadas de antrópicas. Entre elas, o destaque fica por
conta dos ftalatos. Derivados do ácido ftálico, são empregados basicamente como
plastificantes, bem como na fabricação de tintas, adesivos, papelão, lubrificantes e
fragrâncias. Têm sido utilizados há mais de 40 anos.

Segundo Gislaine, ftalatos podem ser introduzidos no ambiente através da lixiviação,


sobretudo dos plastificantes utilizados na fabricação de plásticos de uso comum. Entre os
poluentes avaliados, tanto os antrópicos quanto os hormônios e fármacos, há substâncias
consideradas interferentes endócrinos.

O interferente

– A ciência descreve um interferente endócrino como sendo uma substância ou mistura


química exógena que altera uma ou mais funções do sistema endócrino, constituído por
diversas glândulas. Podem ser naturais ou sintéticos. Os hormônios naturais, que incluem o
estrogênio, a progesterona e a testosterona, estão presentes no corpo humano e nos
animais. Já os compostos sintéticos incluem os hormônios idênticos aos naturais,
fabricados pelo homem e utilizados como contraceptivos orais ou aditivos na alimentação
animal, e os xenoestrogênios, produzidos para a utilização nas indústrias, na agricultura e
para os bens de consumo. Estão incluídos nesta categoria os pesticidas e aditivos plásticos.

De acordo com Gislaine Ghiselli, a maioria dos estudos ecotoxicológicos realizados até o
momento mostram que as glândulas mais afetadas pelos interferentes endócrinos estão
relacionadas aos sistemas reprodutivos masculino (testículos) e feminino (ovários).
“Evidências observadas em moluscos, crustáceos, peixes, répteis, pássaros e alguns
mamíferos têm sugerido que possíveis alterações de saúde humana envolvendo o sistema
reprodutivo, tais como o câncer de mama e de testículo, podem estar relacionadas à
exposição a estas substâncias”, diz Gislaine.

A pesquisadora explica que os interferentes endócrinos podem agir pelo menos de três
formas: imitando a ação de um hormônio produzido naturalmente pelo organismo, como o
estrogênio ou a testosterona, desencadeando deste modo reações químicas semelhantes no
corpo; bloqueando os receptores nas células que recebem os hormônios, impedindo assim a
ação dos hormônios naturais; e/ou afetando a síntese, o transporte, o metabolismo e a
excreção dos hormônios naturais no organismo.

Apesar da identificação de interferentes endócrinos na água potável, os pesquisadores são


cautelosos ao avaliar as possíveis conseqüências para a população. “A simples presença de
um determinado interferente endócrino no meio ambiente não significa, necessariamente,
que existe um risco a ele associado”, pondera Gislaine Ghiselli. “Embora já se saiba que
algumas destas substâncias, em doses elevadas, interferem no funcionamento das
glândulas, ainda não há estudos sobre os efeitos da exposição crônica”, acrescenta o
professor Wilson Jardim. Segundo eles, o objetivo do estudo não é fazer alarmismo, e sim
apresentar um diagnóstico da água consumida na região.

Atualmente, a Sanasa atende com água potável encanada 98% da população urbana de
Campinas, através de 5 estações de tratamento. Quanto ao sistema de esgotamento
sanitário, a Sanasa atende atualmente 86% da população urbana de Campinas com coleta
de 200 mil ligações. “Entretanto, o grande desafio é o tratamento dos esgotos”, alerta
Jardim.

Até o ano 2000, praticamente todo o esgoto coletado era lançado sem tratamento nos
corpos d’água da região. Apenas em 2001 é que investimentos nesta área começaram a ser
intensificados, com a criação do Programa Nacional de Despoluição de Bacias
Hidrográficas. Em janeiro de 2001, segundo o estudo apresentado por Gislaine, a cidade de
Campinas tratava somente 5% de seus esgotos domésticos e, sozinha, respondia por
metade do esgoto não tratado entre os 19 municípios da Região Metropolitana. Novos
investimentos elevaram esta marca para 34%. O Plano Diretor de Esgotos de Campinas
prevê o tratamento de 90% dos esgotos domésticos da cidade até 2008.