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ARTE E RESISTÊNCIA:

A PRODUÇÃO DE ANA MENDIETA

RESUMO: Este trabalho aponta para uma das características de grande potência da
arte contemporânea como forma de ser, estar, agir, pensar e fazer no mundo, a
resistência. Atualmente muito tem se escutado sobre arte e ativismo, ou como
alguns preferem o termo artivismo. Essa escrita reflexiva, portanto, não se pretende
como defensora de tais termos. Busca-se apenas destacar e construir um diálogo ao
observar como a arte tem se mostrado um importante veículo questionador e
instigador, mostrando assim seu caráter de resistência e luta diante as várias
problemática do mundo contemporâneo. Dadas tais afirmativas, junta-se ao trabalho
a produção artística de Ana Mendieta, que através de suas obras denunciava a
violência as mulheres, entre outras questões relacionadas ao feminino.

PALAVRAS-CHAVE: Arte Contemporânea; Resistência; Mulher;

ART AND RESISTANCE:


THE PRODUCTION OF ANA MENDIETA

ABSTRACT: This work points to one of the characteristics of great power in


contemporary art as a way of being, being, acting, thinking and doing in the world,
resistance. Currently, a lot has been heard about art and activism, or how some
prefer the term artivism. This reflective writing, therefore, is not intended as a
defender of such terms. It seeks only to highlight and build a dialogue by observing
how art has shown itself to be an important questioning and instigating vehicle, thus
showing its character of resistance and struggle in the face of the various problems
of the contemporary world. Given these affirmations, Ana Mendieta's artistic
production joins the work, which through her works denounced violence against
women, among other issues related to women.

KEYWORDS: Contemporary art; Resistance; Woman;


A arte contemporânea não se trata da arte produzida nos dias atuais, a arte
conhecida e denominada como contemporânea carrega consigo uma grande
variedade de características próprias, que visam principalmente a mudança de
paradigmas e regras do passado, como forma de possibilitar a descoberta de novos
caminhos, meios, tecnologias, elementos (entre outros) de fazer arte. Justamente
por conta dessa maleabilidade, proporcionada na arte contemporânea, faz com que
ela seja por vezes mal interpretada, além de ser associada ao tudo pode, e/ou à
qualquer coisa é arte contemporânea. Engana-se quem faz tais afirmações e se
comporta de tal modo descomprometido. A arte contemporânea, assim como outros
períodos da arte e seus movimentos esta comprometida com o que se propõe a ser,
transversal, política, questionadora, representativa e tantas outras que podem ou
não vir a ser, sempre levando em consideração a proposição investigativa do artista.
Propor-se ao trabalho com a arte contemporânea indica compromisso com a
criação e a investigação, seja ela científica ou não. Ao pensar em uma arte engajada
e ativista Mesquita (2002, p. 98) afirma que essa “é também uma resposta crítica ao
culto modernista do artista individual e de sua separação social, suprimindo a
contemplação passiva e estritamente espetacular de uma obra”. Assim, vê-se na
arte contemporânea o sujeito artista imerso e atravessado por seus fazeres e
práticas cotidianos. Isso implica também lembrar que cada sujeito é singular dadas
suas construções históricas, sociais e culturais.
A subjetividade e singularidade do artista na arte contemporânea passa a
incorporar suas formas de pensar e produzir seus trabalhos de forma implícita ou
explícita. Além disso, as produções contemporâneas muitas vezes se identificam e
partem de inquietações, o que não é uma regra, que partem dessa subjetividade.
Porém não se trata de um narcisismo ou apenas autoconhecimento, muitos dos
questionamentos, pesquisas e obras buscam ecoar no sentindo de encontrar e
ampliar outros discursos, diálogos e lutas.
Muito do que tem se produzido e pesquisado atualmente tem um forte tom de
ativismo e resistência. Aqui a intenção não cabe defender sobre arte e ativismo ou
artivismo, se pretende apenas esboçar os rumos e características potentes da arte
contemporânea. Albuquerque (2002, p. 279) lembra que as discussões sobre arte e
política apresentam seus simpatizantes, e também aqueles que acreditam que ao
tratar questões políticas nas produções artísticas interferem no sentido que umas se
sobreponham as outras. Por outro lado, muitos acreditam na impossibilidade de um
fazer arte neutro e apartado das questões e situações cotidianas. Assim, ao pensar
e falar no termo resistência, imediatamente, é possível associa-lo a uma aversão, ir
contra algo. Sendo assim, outro termo que vem à mente é luta. Entende-se aqui, que
as lutas estão diretamente ligadas as demandas por mudanças, que independem do
setor em que se propõe, sejam elas sociais, culturais, políticas, educacionais entre
tantas outras.
A luta é em si a resistência a parâmetros, leis, ordens, organizações
existentes em torno de um tema, grupo ou organização. Ranciére (2002, p.418)
pontua que “resistir é assumir a postura de quem se opõe à ordem das coisas,
rejeitando ao mesmo tempo o risco de subverter essa ordem”. Torna-se claro a
postura assumida ao produzir arte quando comprometida com questões políticas.
Assim acredita-se que na arte não como instrumento revolucionário, mas enquanto
“possibilidade de intervir, ainda que singelamente, no nosso entorno, defendendo a
idéia de uma atitude menos passiva diante da realidade” (ALBUQUERQUE, 2002, p.
280). Dessa forma, entende-se que quanto mais se fala, discute e debate uma pauta
de luta significa fazer ecoar tal questão de modo que seja possível que mais
pessoas se unam e apoiem a causa, contribuindo para uma maior reinvindicação e
uma efetividade na promoção de mudanças.
Ao seguir tais vias de pensamento, as interações culturais parecem ser
potencializadores para que as lutas ganhem corpo sólido, e constância, de forma
que os objetivos pretendidos sejam alcançados. Essas trocas efetuadas no sentido
de propor mudanças seguem por vários caminhos e contam com diversas
estratégias. Os movimentos de resistência buscam por meio de suas estratégias
alcançar e mobilizar o maior número de pessoas possível para que essas juntem-se
a sua causa. Para atingir um círculo amplo e diversificado de pessoas se fazem
necessárias também diversas maneiras de chegar a elas, sejam debates, passeatas,
manifestações, pots na internet, intervenções artísticas e tantas outras
possibilidades.
A arte então se mostra como um caminho possível de luta e resistências que
sugerem a abordagem das mais diferentes questões. Ao apontar para a arte
enquanto resistência política Ranciére (2002) fala da relação paradoxal que consiste
nessa relação, por sua consistência resiste ao tempo e por sua produção resiste a
determinação do conceito. Nesse sentido o autor afirma que a “resistência da obra
não é o socorro que a arte presta à política. Ela não é a imitação ou antecipação da
política pela arte, mas propriamente a identidade de ambas. A arte é política.”
(RANCIÉRE, 2002, p. 419). Dadas tais afirmativas apontam-se para esse lugar onde
arte e política coexistem e juntas compõe resistência.
Aqui parece importante fazer algumas considerações a respeito do termo
político e como ele está sendo entendido e formulado nessa escrita. De acordo com
Ranciére (2014, p. 69) o político é formado pela junção de dois processos
heterogêneos, um que diz respeito as formas de organização do homem a partir de
hierarquias e seus lugares e papéis dentro da mesma, comandadas pelo governo, a
esse o autor denomina polícia. O segundo processo é denominado emancipação,
nesse as práticas são guiadas pelo princípio que pressupõe a igualdade. Pelo
político o autor apresenta algumas relações entre a polícia e a emancipação, e uma
das afirmativas iniciais propostas é a de que “toda a polícia causa dano à igualdade”
(RANCIÉRE, 2014, p. 69). Nesse sentido, podemos atentar para uma estrutura que
está condicionada a promover situações de desigualdade, porém nesse cenário a
política encontra-se como lugar e mecanismo de articulação dessas falhas. Assim,
considera-se que a “subjetivação política é a actualização da igualdade – ou o
tratamento de um dano - pelas pessoas que estão juntas na medida em que estão
entre” (RANCIÉRE, 2014, p. 73). O entre ao que o autor se refere diz respeito
sempre a coisas distintas, sejam grupos, ideias, identidades. Nesse trecho é
possível compreender que é justamente no entre, na diferença, nesse interim que
estão expostos os pontos que devem ser revisitados afim dessa atualização e
construção constante da igualdade.
As questões políticas encontradas e experimentadas podem conter formas
diversas dado o contexto em que se encontram, tendo em vista principalmente que
os processos de subjetivação se dão atrelados em grupos socioculturais diferentes.
Portanto faz-se importante discutir também a respeito de como o conceito de cultura
é discutido aqui, dada a gama de autores e significados pelos quais cultura pode ser
definida. O conceito de cultura que vem sendo pensado tem suas fundamentações e
argumentações baseadas no conceito desenvolvido pelo filósofo e sociólogo
Zygmunt Bauman e na sua conhecida obra “Ensaios sobre o conceito de cultura”.
Bauman (2012) traz em suas discussões importantes pontos pelos quais o conceito
de cultura foi passando ao longo dos séculos, assim o termo cultura foi associado a
diferentes visões, conceitualizações. Prova da grande maleabilidade empregada ao
termo / conceito de cultura diz respeito ao fato de que trinta anos após a primeira
versão da obra, o autor preocupou-se em acrescentar uma introdução revisitando e
aprofundando alguns pontos que posteriormente ficaram abertos.
Em sua obra inicial Bauman faz um estudo profundo sobre cultura, passando
por três caminhos discursivos que se mostram essências para o entendimento de
cultura conforme se propõe. É importante ressaltar que suas colocações não se
excluem, mas auxiliam a pensar o termo cultura a partir de diversos ângulos, que se
apresentam de forma ambivalente. Bauman apresenta inicialmente o conceito de
cultura partindo de três discursos distintos sendo eles o hierárquico, conceito
diferencial e genérico. Pereira (2019) pontua que a noção hierárquica de cultura vai
interagir no sentido de fazer uma diferenciação entre pessoas cultas e incultas, essa
noção baseia-se na ideia de que a cultura pode ser “herdada ou adquirida, a cultura
é parte do ser humano: partilha com a personalidade a qualidade de ser essência
definidora e característica existencial” (PEREIRA, 2019, p. 203). A autora ainda
complementa dizendo que ela pode ser adquirida, transformada, moldada, dissipada
e adaptada e nesse sentido, é possível observar a cultura como conceito de grande
maleabilidade.
Enquanto conceito diferencial, a cultura é direcionada a explicar as
diferenças que são visíveis entre as comunidades. Cultura como conceito genérico
está associada as caracteristicas e atributos que diferem os humanos de todo o
restante. Conforme Espinosa (2005, 241) essas “questões que modelam distintos
universos de discursos e que são igualmente legítimas e significativas”. Nesse
sentindo mais do que pensar se existe um denominador comum a que se possa
reduzir tais questões, o que questiona Bauman é se tal redução é desejável. Assim,
acredita-se ambas as definições e conceitos utilizados sejam necessários para
entender o termo de cultura em sua máxima.
Outro levantamento feito por Bauman é a respeito do pensamento de
cultura como estrutura, portanto ela “pode ser definida como um agrupamento de
regras de transformações de (e entre) um conjunto de elementos inter-relacionados”
(PEREIRA, 2019, p. 204). Assim, de acordo com Espinosa “a aproximação
estruturalista à cultura resulta em um conjunto de regras generativas, historicamente
selecionadas pela história humana, que governam ao mesmo tempo a atividade
mental e prática dos indivíduos” (ESPINOSA, 2005, p. 242). A cultura enquanto
estrutura é uma das mais conhecidas e recorrentes, ao falar desse termo
cotidianamente. Facilmente associamos cultura a um conjunto de regras e costumes
que são repetidos por uma determinada comunidade, mesmo que de forma
inconsciente afirmamos o termo dessa forma. Nesse sentindo, ainda podemos
relacionar o conceito de cultura com a ideia do político apresentada por Ranciére
anteriormente citada, pensando que a utilização de estruturas hierárquicas, muito
presentes em nosso cotidiano, são responsáveis por uma distorção na noção de
igualdade.
Na reedição de sua obra pode-se observar que o ponto central dos
pensamentos e reflexões de Bauman recaí sobre a complexidade e as múltiplas
faces a que conceito de cultura está atrelada, além de remeter ainda aos estudos da
modernidade líquida por ele desenvolvidos. Para revisão, Bauman traz alguns
autores e suas visões de cultura, mas sempre pontuando a sua fluidez ou liquidez, e
apontando o que esses diálogos e trânsitos mudaram nas concepções seguintes. O
que fica claro dada a apresentação de vários autores apresentados por Bauman é
que a cultura possui em seu cerne a marcante característica da ambiguidade e
ambivalência. Porém esse caráter acaba por se transformar em um paradoxo no
momento em que é concebido enquanto problema filosófico, ou seja, se apresenta
como um desafio a racionalidade.
Seguindo essas explanações Bauman vai apontar para a emergênica do
conceito de cultura como práxis. Pererira afirma portanto que “Bauman defende que
o conceito de cultura, quaisquer que sejam suas elaborações específicas, pertence
à família dos termos que representam a práxis humana” (PEREIRA, 2019, p. 205).
Assim, a cultura enquanto práxis transcende a experiência privada e é possível
pensar em uma subjetividade objetificada na qual os atos individuais estão
articulados ao contexto social, a partir desse entendimento as ações individuais
podem portanto obter validez coletiva.
Todas as pontuações e considerações que vão sendo feitas caminham num
mesmo sentido, pensando a ambivalência da cultura e no seu fator mudança,
transformação e criação como elemento indispensável para sua continuidade. Nesse
sentido Bauman atenta para a questão da identidade, sendo essa uma das grandes
necessidades universais que está diretamente relacionada ao desejo de sentir-se
parte, de se sentir pertencente a um grupo, ao ser aceito. Bauman faz a seguinte
consideração sobre esse tema
A identidade pessoal confere significado ao ‘eu’. A identidade social
garante esse significado e, além disso, permite que se fale de um
‘nós’ em que o ‘eu’, precário e inseguro possa se abrigar, descansar
em segurança e até se livrar de suas ansiedades. (BAUMAN, 2012,
p.29-30.)

Assim fica evidente que o “eu” está associado e interligado ao coletivo, o


coletivo por sua vez adquire uma identidade cultural em que ao mesmo tempo em
que oferece o sentimento e a sensação de pertencimento, acaba podando
subjetividades na medida em que se pensa e visa um bem comum. O que se
entende é que ao escolher segurança de uma identidade coletiva acaba-se por
abandonar individualidades e singularidades. A questão da cultura trata justamente
da importância das mudanças e transformações que permitem uma multiplicidade de
vivências e experiências dada a gama de possibilidade do mundo contemporâneo.
Apresentadas todas essas questões nota-se a complexidade das relações
histórico, sociais e culturais que permeiam o mundo contemporâneo, percebendo
ainda como estruturas hierárquicas se reproduzem ao longo dos séculos gerando
uma evidente desigualdade. Nesse sentido, pode-se retomar o papel de resistência
desenvolvido pela arte. Para que se torne claro esse movimento da produção
artística de resistência será trazido como exemplo a obra da artista cubana Ana
Mendieta.
A artista Ana Mendieta foi performer, escultura, pintora e vídeo artista e
ocupou-se em suas produções de dois temas centrais o corpo como ritual e sua
conexão com a natureza e questões relacionadas a violência feminina. Aprofundar-
se-á com maior ênfase nessa segunda temática. Mendieta transforma sua biografia
em tema potente para as discussões do feminino, isso se dá devido ao fato de a
artista ter sido tirada de sua terra natal ainda criança chegando aos Estados Unidos
em um programa de refugiados, lá a artista cresceu em meio a um cenário
conservador e racista. Essas questões mais tarde tornaram-se propulsores da
criação artística de Mendieta, que ao longo dos anos foi observada de forma
diferente, sob a ótica da mística que carrega o corpo da mulher latina, o que
despertou nela essa necessidade de posicionamento, lugar de fala e luta.
Assim a artista passa a produzir séries de fotografias como a Figura 01, onde
o corpo passa a ser visto e exposto de outros ângulos. Para além da mística da
mulher latina, bonita e ardente, Mendieta vai articular uma des/reconstrução da
imagem corporal através de deformações, opressões e limitações. Obras que
partindo desses pressupostos, questionam, instigam e provocam a um olhar sensível
a respeito dos corpos, nesse caso principalmente a cerca dos corpos femininos que
por sua origem sociocultural são erotizados.
Figura 01 – Série fotográfica “Impressões de vidro sobre corpo,1972”.

Arquivo Revista Desvio.


A artista também vai produzir obras que remetem a violência feminina, sejam
os abusos, agressões e outras práticas da violência contra a mulher. A figura 02
remete a uma Performance apresentada pela artista após um caso de estupro
seguido de morte de uma jovem universitária, o caso teve enorme repercussão e
tocou a artista a manifestar-se a respeito do ocorrido. Como é possível visualizar as
imagens da Performance a artista se posicionou em um espaço público com as
mãos amarradas em posição que impede sua reação, com marcas de sangue que
remete ao abuso. Mendieta permanece cerca de uma hora na ação performativa e
aponta que ao mesmo tempo em que a imagem sensibiliza os olhares dos
transeuntes, os mesmos tornam-se cumplices do crime tendo em vista que nenhuma
atitude foi tomada.

Figura 02 – Performance “Sem título (Cena de estupro), 1973”


Arquivo Revista Desvio
Esses trabalhos denunciam importantes questões e mostram assim o caráter
de resistência que a arte contemporânea pode se propor. Ana Mendieta fez de sua
biografia um motivo de luta, e afetada por situações semelhantes entregou ao
mundo obras que refletem os fragmentos de sua vida. A criação de imagens da
artista vai da sutileza a verdadeiras impressões visuais que chocam, espantam e
aterrorizam. Essa produção composta e apresentada pela artista mostra-se um
caminho possível de denuncia e uma construção dialógica que ecoa a voz de outras
mulheres, não no sentido de falar por elas, mas falar com elas partindo de uma
experiência que é individual.
Dados os argumentos apresentados ao longo dessa escrita, considera-se o
fazer arte e uma forma de resistir as opressões e um modo de ser, estar, agir,
pensar no mundo em que vivemos. A arte possibilita formas diferentes de intervir,
interagir, refletir, criticar, intrigar, incomodar, pode se mostrar sutil em suas lutas, ou
pode ser agressiva, permite sempre a exploração de outras formas e caminhos.
Fazer arte é uma escolha de r(existir) - resistir/existir - no mundo de forma crítica e
sensível a partir dos elementos mais comuns da vida cotidiana, opondo-se,
movendo-se agindo em constante devir.
REFERÊNCIAS:

ALBUQUERQUE, Fernanda. Sobre ternura, humor, arte e política. In: ROSAS,


Ricardo; SALGADO, Marcus. Artefato Rizoma, 2002, p. 279-283. Disponível em:
https://virgulaimagem.redezero.org/rizoma-net/. Acesso em 10/fev/21.
BAUMAN, Zygmunt. Ensaios sobre o conceito de cultura. Rio de Janeiro: Zahar,
2012.
ESPINOSA, Lara. O conceito de cultura em Bauman. Revista Fronteiras – estudos
midiáticos, v.7, n.3, São Leopoldo: Editora Unisinos, 2005. Disponível em:
http://revistas.unisinos.br/index.php/fronteiras/article/view/6397. Acesso em:
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MESQUISTA, André. Arte-ativismo: interferência, coletivismo e
transversalidade. In: ROSAS, Ricardo; SALGADO, Marcus. Artefato Rizoma, 2002,
p. 96-104. Disponível em: https://virgulaimagem.redezero.org/rizoma-net/. Acesso
em 10/fev/21.
PEREIRA, Laryssa Custódio de França. Os aspectos sociais dos vários
conceitos de cultura e a tese da cultura como práxis. Periódico Teoria e Cultura,
v.14, n2, 2019. Disponível em:
https://periodicos.ufjf.br/index.php/TeoriaeCultura/article/view/28612. Acesso em:
11/fev/21;
RANCIÉRE, Jacques. Será que a arte resiste a alguma coisa? In: ROSAS,
Ricardo; SALGADO, Marcus. Artefato Rizoma, 2002, p. 417-426. Disponível em:
https://virgulaimagem.redezero.org/rizoma-net/. Acesso em 10/fev/21.
RANCIÉRE, Jacques. Político, política, identificação, subjetivação. In: Nas
margens do político. Lisboa: KKYM, 2014, p. 69-76.

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