Você está na página 1de 5

Introdução

O presente trabalho tem como objetivo uma breve analise histórica como
as politicas sociais do decorrer do seu desenvolvimento e o profissional do
Serviço Social se posicionou mediante a questão social.

Questão Social que desde o seu conceito tem sido tema de debate entre
nossos representantes governamentais e em diversas universidades de nosso
país. Tema esse que fala da aflição que o seu significado é desigualdade,
Desigualdade essa tão visível num país democrático de Direito, Que direito?

Direito a uma má distribuição de renda, a baixo salário, a falta de leitor


em hospitais, a pagar imposto para sustentar altos salários de nossos políticos
e seus desvios.

Nos dias atuais nossa sociedade vem sofrendo com aumentos abusivos
por parte do nosso governo causados por uma má administração pública.
Administração essa criadora de politicas sociais como bolsa família, auxilio gás,
Prouni etc., mas nem por isso me calo diante de tanta sujeira politica.

Antes de entender essa relação de intervenção faz se necessário um


breve contexto histórico do surgimento de ambos atores.
As contradições geradas entre capital x trabalho, fez surgir à questão
social. Na transição do sistema econômico Feudalismo para o capitalismo,
trouxe aos pequenos donos de terras um turbilhão de problemas, expulsos das
suas terras com suas famílias, tiveram que deslocar-se para a cidade. As
terras passaram a pertencer apenas aos grandes proprietários, isso já sendo
umas das características do capitalismo, onde o poder, lucro só fica nas mãos
de alguns. Na cidade devido ao êxodo rural houve o aumento oferta de mão
de obra, ou seja se há mais pessoas disponível para uma vaga de emprego,
ela fica sujeita a exploração do seu empregador. Nessa época não existia leis
trabalhista, leis de proteção a criança, à mulher todos eram sujeitos a máxima
exploração. Antes dono do seu meio de produção, agora se reconhecendo
como mercadoria vendendo sua força de trabalho. Trabalhavam por salários
tão baixos, que o que eles produziam nas fábricas não podia adquirir, pois o
custo era alto. Em meio a essa transformação ocasionada devido a
concentração de rendas e riquezas que como na nossa atualidade só se
concentra nas mãos de alguns, os proletariados se percebem explorados, e
começam a se questionarem, e a lutar por seus direitos. Diante desses
problemas sociais, políticos, econômico, constitui-se se assim “a questão
social”.

E devido a questão social cada vez mais aparente, com o proletariado


em busca de melhores condições de vida e trabalho, começa a preocupar a
burguesia, pois passa a comprometer a produção capitalista, a parti desse
momento passa a pensar em atitudes para amenizar essa situação. Dentro
desse quadro aparece o Estado defensor da burguesia e de seus interesses
junto a esse crescimento desigual. O estado Diante das reivindicações do
proletariado, agindo com violência e repressões policiais, chegando ao absurdo
de transferir os problemas gerados pela “questão social”(a fome, o
desemprego, a falta de educação, as péssimas condições de moradia) ao
individuo. Nesse momento percebe-se ameaçados, perante essas lutas, e
com o objetivo principal de controlar a força de trabalho, para que a classe
trabalhadora não resista a exploração surge as primeiras leis sociais e
implantações de politicas sociais, manifestamente assistencialista, utilizadas
como instrumento de controle, com participação da igreja que tinha um papel
importante dentro dessas intervenções. Dentro desse conflito e mobilização da
Igreja Católica, surge o Serviço social, num primeiro momento como prática
assistencialista, composta por damas da sociedade e senhoras que
compunham a burguesia.

A constituição Federal de 1934 foi a primeira constituição do país a


possuir um capitulo referente à ordem econômica e social e na definição de
responsabilidades sociais do Estado, com direitos a assistência médica e
sanitária ao trabalhador e a gestante, e com o Estado Novo em 1937 tivemos o
maior retrocessos no que se refere ás politicas e aos direitos sociais dos
cidadãos e com a Ditadura ficou insustentável esses direitos, até para os
municípios havia apenas a função de administração do cemitério. Nessa época
surgiu como mediadoras da relação entre capital e trabalho a iniciativas
governamentais. Em 1946 a constituição atribui ao Estado a responsabilidade
de justiça social. Em 1960, eclodiam movimentos sociais de amplitude
abrangente, em torno da questão social dar-se-ia, portanto, o primeiro
confronto por busca de legitimidade entre os movimentos sociais populares e o
governo autocrático-militar. Em 1977 a 1983 agravaram-se as condições
gerais de vida da população, houve um período recessivo que complicou ainda
mais a já comprometidas condições de vida, generalização da pobreza e na
geração de uma crise fiscal. O Aumento do desemprego, ampliou o quadro
das carências sociais(desnutrição, doenças endêmicas, o aumento da
mortalidade infantil).

Mas em meio essa usurpação de direito, o Serviço Social torna-se


critico, antes como instrumento de intervenção a favor da burguesia, agora
posicionado ao lado do trabalhador, movimento que surge com a necessidade
de adequar as práticas profissionais a realidade do País e a ruptura com o
Conservadorismo, construindo novos métodos e técnicas a partir das
necessidades populares para um agir profissional com a identidade própria, é
nesse processo que se encontram as bases do que está denominando projeto
ético-político do Serviço Social.

Até 1988 a assistência Social não era considerada direito do cidadão e


dever do Estado, sua ação era ditada por valores e interesses que se
confundiam com dever moral, vocação religiosa, práticas eleitoreiras, o que
chamamos de assistencialismo. Só em 1988 com a promulgação da
Constituição Federal Vigente, a Assistência Social passou a ser considerada
politica pública de Seguridade Social. Com a constituição de um novo sistema
de proteção social no país, no qual a seguridade passou a ser organizada sob
uma nova égide, criaram –se condições necessárias à coletivização do seguro
sócial, à ampliação dos direitos da população que antes eram exclusivo do
cidadão contribuinte.

Aqui podemos relacionar aos problemas gerados pelo capitalismo que


desde então até nos dias atuais tem se demonstrado uma das maiores causas
das desigualdades sociais o que chegamos ao conceito da “questão social”,
aparti da questão social, como num processo histórico por reconhecimento de
seus direitos, mesmo diante de ameaças, de mortes, de pessoas
desaparecidas, não se calaram, e com a sua persistência fez com que nossos
políticos, administradores, governantes, se posicionassem com politicas
sociais, que atendessem ao interesse da população, constituindo-se assim por
direitos sociais a partir da Constituição Federal de 1998.
Conclusão

Quando se fala em questão social, politicas sociais é mesmo em


intervenção profissional, é impossível falar sem tocar no assunto politica. Sem
falar de nossos políticos governantes, administradores. Pois essa ação de
intervenção que a Politica Social amenizar mas não resolve mediante a
questão social, ela realmente só acontece se houver a vontade politica,
Segundo José Paulo Netto(A construção do Projeto Ético-Político do Serviço
Social). Todavia, também a experiência histórica demonstrou que, na ordem do
capital, por razões econômicos-sociais e culturais, mesmo num quadro de
democracia política, os projetos societários que respondem aos interesses das
classes trabalhadoras e subalternas sempre dispõem de condições menos
favoráveis pra enfrentar os projetos das classes proprietárias e politicamente
dominantes.

Essa experiência a qual Netto se refere tive há pouco tempo, no


município onde resíduo, há oito anos aguardamos pela construção do novo
Hospital Regional, a maquete ficou em seiscentos e cinquenta mil reais, porém
nada de verba. Mas no momento em que deputado e governado se associaram
a uma universidade, onde haverá o curso de Medicina, que portanto faz se
necessário que haja no município um hospital de grande porte, ou seja, obras
já iniciadas.

Volto aqui no assunto politica, se quisermos realmente politicas sociais


eficazes que resolva a questão social, e como a história já mostrou não seja
mais um instrumento alienação do povo. Devemos ser mais participativo na
vida politica de nossos eleitos, cobrar projetos éticos que realmente condizem
com a necessidade da nossa sociedade, e principalmente antes de elegê-los
conhecer sua trajetória de vida, seus projetos se são realmente societários ou é
apenas mais um atrás de um bom salário.
Referências

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do


Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm .
Acesso em: 22 agosto 2015

COHN, Amélia. Gastos Sociais e Políticas Sociais nos Anos 90. A


Persistência do Padrão Histórico de Proteção Social Brasileira. 2000.
http://www.empreende.org.br/pdf/Programas%20e%20Pol%C3%ADticas
%20Sociais/Gastos%20sociais%20e%20pol%C3%ADticas%20sociais%20nos
%20anos%2090.pdf. Acesso em: 22 agosto 2015

NETTO, J.P. A construção do projeto ético-político do Serviço Social


frente a crise contemporânea. Disponível em:
http://www.cpihts.com/PDF03/jose%20paulo%20netto.pdf. Acesso em: 22
agosto 2015.

RIZOTTI, Maria Luiza do Amaral. A construção do sistema de proteção


social no Brasil: avanços e retrocessos na legislação social. Site:
http://sisnet.aduaneiras.com.br/lex/doutrinas/arquivos/construcao.pdf. Acesso
em: 22 agosto 2015

NETTO, J.P. A construção do projeto ético-político do Serviço Social.


pt.slideshare.net/.../a-construo-do-projeto-tico-poltico-do-servio-social-jo.
Acesso em: 24 agosto 2015.

SOUSA, Simone Alves. A Questão Social como base para o surgimento


do Serviço Social.
www.fescfafic.edu.br/.../92_b4d16497a3f7e4c22752a197d679b58b. Acesso
em: 24 agosto 2015.