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PROPOSTA DE REDAÇÃO

TEXTO 1: A agricultura familiar tem dinâmica e características distintas em comparação à agricultura não
familiar. Nela, a gestão da propriedade é compartilhada pela família e a atividade produtiva agropecuária é a
principal fonte geradora de renda. Além disso, o agricultor familiar tem uma relação particular com a terra,
seu local de trabalho e moradia. A diversidade produtiva também é uma característica marcante desse setor.
A Lei 11.326 de julho de 2006define as diretrizes para formulação da Política Nacional da Agricultura
Familiar e os critérios para identificação desse público. Segundo dados do Censo Agropecuário de 2006,
84,4% do total dos estabelecimentos agropecuários brasileiros pertencem a grupos familiares. São
aproximadamente 4,4 milhões de estabelecimentos, sendo que a metade deles está na Região Nordeste. De
acordo com o estudo, ela constitui a base econômica de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil
habitantes; responde por 35% do produto interno bruto nacional; e absorve 40% da população
economicamente ativa do país. Ainda segundo o Censo, a agricultura familiar produz 87% da mandioca,
70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz e 21% do trigo do Brasil. Na pecuária, é
responsável por 60% da produção de leite, além de 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 30% dos bovinos
do país. A agricultura familiar possui, portanto, importância econômica vinculada ao abastecimento do
mercado interno e ao controle da inflação dos alimentos consumidos pelos brasileiros. Conforme a Lei nº
11.326/2006, é considerado agricultor familiar e empreendedor familiar rural aquele que pratica atividades
no meio rural, possui área de até quatro módulos fiscais, mão de obra da própria família, renda familiar
vinculada ao próprio estabelecimento e gerenciamento do estabelecimento ou empreendimento pela própria
família.  Também são considerados agricultores familiares: silvicultores, aquicultores, extrativistas,
pescadores, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária.
(Disponível em: http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/o-que-%C3%A9-agricultura-familiar. Acessado em: 01/08/2019).

TEXTO 2: A agricultura familiar realmente é um importante pilar para a economia brasileira. Segundo dados
do novo relatório da Organização das Nações Unidas, denominado “Estado da Alimentação e da
Agricultura”, o segmento tem capacidade para colaborar na erradicação da fome mundial e alcançar a
segurança alimentar sustentável. Os números são impressionantes. Prova disso é que o setor produz cerca de
80% dos alimentos que chegam à mesa da população brasileira, como o leite (58%), a mandioca (83%) e o
feijão (70%), representa 84% de todas as propriedades rurais e emprega, pelo menos, cinco milhões de
famílias. O Banco do Brasil, junto a outros agentes financeiros, é responsável por dar andamento às
operações de crédito do Pronaf. Para a Safra 2017-2018, o Governo Federal, por meio da Secretaria Especial
da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, disponibilizou R$ 30 bilhões de crédito para o
programa, com juros que variam entre 2,5% e 5,5%, ou seja, abaixo dos que são praticados no mercado.
Nunca é demais lembrar aos nossos leitores que as grandes propriedades rurais são voltadas para produção
de commodities, grãos que abastecem as indústrias e o mercado externo. Em outras palavras, trata-se da
monocultura, o que é prejudicial para o solo e, consequentemente, para o meio ambiente devido ao uso de
uma quantidade muito grande de agrotóxicos. Já na agricultura familiar não. A produção é diversificada,
realizada em pequenas propriedades, voltada para o mercado interno e com pouco ou nenhum uso de
defensivos agrícolas. Outra característica vantajosa é que esse segmento da economia agrícola não emprega
uma grande quantidade de maquinários, algo mais comum nas grandes propriedades, o que acaba evitando a
substituição do trabalhador do campo pelos equipamentos. No Brasil, apenas 20% das terras agricultáveis
pertencem aos pequenos produtores familiares, segundo dados do último Censo Agropecuário realizado em
2006, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo assim, a agricultura familiar é
responsável por mais de 80% dos empregos gerados no campo, o que evidencia sua importância ao gerar
renda local, fixar o homem no campo e diminuir, consideravelmente, as demandas nas cidades por saúde,
educação, saneamento básico, entre outras. Já segundo a Organização das Nações Unidas para a
Alimentação e a Agricultura (FAO), o setor também preserva os alimentos tradicionais ou autênticos
(aqueles produzidos quase que de maneira artesanal, sem grandes maquinários), protege a biodiversidade
agrícola, já que esse modelo produtivo é associado à policultura, é a base econômica de 90% dos municípios
com até 20 mil habitantes, absorve 40% da população economicamente ativa e responde por 35% do PIB
nacional, segundo o referido Censo Agropecuário. Em resumo, mesmo com um quinto das áreas agrícolas
do Brasil, o segmento é responsável por cerca de um terço da produção total. Isso prova o grande índice de
produtividade dos pequenos produtores brasileiros. A grande questão é a carência de incentivos públicos
para esse setor e a grande concentração fundiária ainda existente em nosso país, fatores que dificultam a
melhoria desses números.
(Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/raquel-muniz-1.456804/a-import%C3%A2ncia-da-
agricultura-familiar-para-as-economias-locais-1.622681. Acessado em: 01/08/19).

TEXTO 3:

TEXTO 4:

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua
formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa
sobre o tema “A importância do incentivo à agricultura familiar no Brasil”, apresentando proposta de
intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa,
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.