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1 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica Prof. José Carlos Morilla Prof. José Carlos Morilla Santos 2009

Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Prof. José Carlos Morilla

Prof. José Carlos Morilla

Santos

2009

2

1 CÁLCULO VETORIAL

 

4

1.1 Segmentos Orientados

4

1.2 Vetores

4

1.2.1

Soma de um ponto com um vetor

5

1.2.2

Adição de vetores

5

1.2.3

Diferença de vetores

6

1.2.4

Módulo, Direção e Sentido

6

1.2.5

Produto de um número real por um

6

1.2.6

Espaço

7

1.2.7

7

1.3

Dependência e Independência

8

1.3.1

Definições

8

1.3.2

9

1.4

Base

9

1.4.1

Adição entre vetores

10

1.4.2

Multiplicação por um

escalar

11

1.4.3

Exercícios

11

1.4.4

12

1.4.5

13

1.5

Mudança de Base

 

13

1.5.1

Mudança de Base

14

1.5.2

14

2 PRODUTOS ENTRE VETORES E ESCALARES

15

2.1 Ângulo entre dois vetores

 

15

2.2 Produto

16

2.2.1

Cossenos diretores

16

2.2.2

Projeção de um vetor

17

2.2.3

Propriedades do Produto

17

2.2.4

18

2.3 Orientação no espaço V 3

 

19

2.4 Produto Vetorial

19

2.4.1 Vetores Canônicos

21

2.4.2 Exercícios

23

2.5

Produto Misto

23

2.5.1

Propriedades do Produto Misto

24

Prof. José Carlos Morilla

3

 

2.5.2

Exercícios

25

2.6

Duplo produto

26

2.6.1

Exercícios

26

3

GEOMETRIA ANALÍTICA

27

3.1

Sistemas de Coordenadas Cartesianas

27

3.1.1

Exercícios

27

3.2

Retas e Planos

28

3.2.1

Estudo da

28

3.2.1.1 Equações Paramétricas da Reta

28

3.2.1.2 Exercícios

29

3.2.2

Equações do Plano

29

3.2.2.1 Equações Paramétricas do Plano

32

3.2.2.2 Exercícios

34

3.3

Posição relativa de retas e planos

35

3.3.1 Posição relativa entre duas retas

35

3.3.2 Exercícios

36

3.4

Posição relativa entre uma reta e um

37

3.4.1 Exercícios

39

3.4.2 Posição relativa entre

40

3.4.3 Exercícios

41

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4

1

CÁLCULO VETORIAL

1.1

Segmentos Orientados

Chamamos de segmento orientado a um segmento de reta que possui sua origem em um ponto e sua extremidade em outro.

Tome-se, por exemplo, o segmento mostrado na figura 1.

Tome-se, por exemplo, o segmento mostrado na figura 1. Figura 1 - Segmento de reta orientado

Figura 1- Segmento de reta orientado

o segmento de reta

representado tem sua origem no ponto A

e sua extremidade no ponto B.

Na

figura

1

Dizemos que um seguimento é nulo quando sua origem coincide com sua extremidade (A≡B).

Dado um segmento AB, diz-se que o segmento BA é o seu oposto.

um segmento AB, diz-se que o segmento BA é o seu oposto. Figura 2 - Segmentos

Figura 2- Segmentos Opostos

Dados dois segmentos orientados AB e CD, como os mostrados na figura 3, dizemos que eles têm a mesma direção quando os segmentos AB e CD são paralelos ou coincidentes.

Com relação ao seu sentido, dizemos que dois segmentos possuem o mesmo sentido quando, além de terem a mesma direção possuem a mesma orientação. Quando a orientação é oposta, dizemos que os segmentos são opostos.

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que os segmentos são opostos. Prof. José Carlos Morilla Figura 3 - Segmentos Opostos Dizemos que

Figura 3- Segmentos Opostos

Dizemos que dois segmentos são equipolentes quando eles possuem o mesmo comprimento, a mesma direção e o mesmo sentido.

o mesmo comprimento, a mesma direção e o mesmo sentido. Figura 4 - Segmentos Equipolentes 1.2

Figura 4 - Segmentos Equipolentes

1.2 Vetores Chama-se de vetor ao segmento de reta orientado que possui sua origem em um ponto e extremidade em outro. Na figura 5, o segmento AB é chamado de vetor AB e indicado por AB .

Figura 5- Vetor AB
Figura 5- Vetor AB

Sempre que designarmos um vetor este terá em sua designação uma seta, orientada para a direita, sobre o símbolo de sua designação.

são iguais se e

somente se, os dois segmentos orientados que os representam forem equipolentes.

Dois vetores AB

e CD

orientados que os representam forem equipolentes. Dois vetores AB e CD Figura 6 - Vetores iguais

Figura 6- Vetores iguais (AB

= CD )

5

Dado um vetor v = AB

, o vetor BA

é

e se indica por

chamado de oposto de AB

-AB ou por - v .
-AB ou por - v .
e se indica por chamado de oposto de AB -AB ou por - v . Figura

Figura 7- Vetores Opostos

1.2.1 Soma de um ponto com um vetor

Dado um ponto A e um vetor v ,

existe

B-A=v . O ponto B é chamado de soma do ponto A com o vetor v e se indica por A+ v .

que

um

único

ponto

B

tal

As

propriedades

imediatas:

abaixo

são

A+0 =A

(A- v )+v =A

Se A+ u =A+v então u

A+(B-A)=B

Se A+ v =B+v então A=B

=v

1.2.2 Adição de vetores

e

um ponto qualquer A. Quando se toma o

ponto

obtemos um segundo ponto, que aqui vamos chamar de B. Quando se soma ao ponto B o vetor v , encontramos um terceiro ponto, que chamaremos de C. Podemos dizer que existe um terceiro vetor w que ao ser somado ao ponto A encontramos o ponto C.

vetor u

Consideremos dois vetores

A,

e

a

ele

se soma

o

e v

u

Prof. José Carlos Morilla

A, e a ele se soma o e v u Prof. José Carlos Morilla Figura 8

Figura 8– Soma de vetores

Podemos dizer, então que o vetor w é soma do vetor u com o vetor v . Podemos escrever então que:

u +v =w

Graficamente, podemos usar a regra do paralelogramo:

=w Graficamente, podemos usar a regra do paralelogramo: Figura 9 – Regra do Paralelogramo   Na

Figura 9– Regra do Paralelogramo

 

Na

figura

10,

o

vetor AD

representa

a

soma

entre

os

vetores

; v e

w

u

.

C

B A
B
A

D

Figura 10– Soma entre vetores

6

1.2.3 Diferença de vetores

Consideremos dois vetores e v , como os mostrados na figura 11, o vetor

u + - v é chamado de diferença entre e v .

u

k

u

Na figura 11, quando se toma o

vetor u ,

obtemos o ponto B. Quando se soma ao ponto A o vetor v , encontramos um terceiro ponto, que chamaremos de D.

ponto A e a ele se soma

o

ponto, que chamaremos de D. ponto A e a ele se soma o Figura 11 –

Figura 11– Diferença entre vetores

Observa-se, então, que existe um

vetor k

que somado ao vetor v fornece o

vetor . Podemos, então, escrever

u

v +k =u

=u - k v
=u -
k
v

Assim, podemos dizer que o vetor

é a diferença entre o vetor u v .

k

e o vetor

OBS:- A diferença entre o vetor

v

e o vetor u

, será igual a -k .

v - u = -k
v - u
= -k

1.2.4 Módulo, Direção e Sentido

, todos os seus

representantes têm o mesmo comprimento; assim, o comprimento de

qualquer representante de u

de módulo do vetor e é indicado por |u |. O módulo de um vetor depende da unidade de comprimento utilizada.

é chamado

Dado um vetor u

u

O módulo de um vetor, também, é chamado de Norma do vetor.

Prof. José Carlos Morilla

Dizemos que um vetor é unitário

quando seu módulo for igual a um.

|u |=1

De maneira análoga, a direção e o

são, por definição, a

direção e o sentido de qualquer dos

sentido do vetor u

representantes de .

u

Chama-se versor de um vetor não nulo v , o vetor unitário de mesmo sentido v .

Dois vetores são ditos paralelos quando estes possuem a mesma direção.

1.2.5 Produto de um número real por

um vetor. Chamamos de produto de um número real, diferente de zero, por vetor

v 0, ao vetor s

tal que:

|s |=|a|×| v |

A direção s é paralela à de

é

Se a>0, o sentido de

v

s

v

mesmo de

Se a<0, o sentido de s é

v

oposto ao de

Se

a

=

0

ou v for nulo, o

resultado é um vetor nulo.

O produto de a por v se indica por a v . O produto (1/a) v se indica simplesmente por v /a.

. O produto (1/a) v se indica simplesmente por v /a. Figura 12 – Produto de
. O produto (1/a) v se indica simplesmente por v /a. Figura 12 – Produto de
. O produto (1/a) v se indica simplesmente por v /a. Figura 12 – Produto de

Figura 12– Produto de um número real por um vetor

7

1.2.6 Espaço vetorial.

Chama-se espaço vetorial ao conjunto de vetores munidos de pelo menos duas operações que respeitam as propriedades da adição e do produto de um número real por um vetor. Os espaços vetoriais são estudados na Álgebra Linear.

OBS:- É comum se usar o termo escalar para designar um número real, em contraposição a um vetor. Assim, quando se multiplica um vetor por um número real é comum ser dito que este vetor será multiplicado por um escalar. Não se deve confundir este produto com Produto Escalar que será visto mais à frente.

1.2.7 Exercícios.

1. Para a figura 13, onde

= 2AD

DC

,

exprimir D – B em função de A – B e C – B.

B A D C
B
A
D
C

Figura 13

2. Para a figura 14, AD é a bissetriz do ângulo A. Exprimir D – A em função de B – A e C – A.

B

A C D
A
C
D

Figura 14

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3. Dados os vetores u e v , conforme

a figura 15, determine o vetor x tal

que +v +x =0. u
que +v +x =0.
u

Figura 15

4. Determine a soma dos indicados na figura 16. C (a) A B
4. Determine
a
soma
dos
indicados na figura 16.
C
(a)
A
B
D A B
D
A
B

C

(b)

vetores

F

E D A B
E D
A
B

C

(c)

15 4. Determine a soma dos indicados na figura 16. C (a) A B D A

Figura 16

(d)

8

5. Dados os vetores u e v , da figura 17, determinar:

O vetor resultante da soma entre

e v ;

O vetor resultante da diferença entre u e v ;

u

O vetor resultante do produto de

u por um escalar igual a -5/3.

resultante do produto de u por um escalar igual a -5/3. Figura 17 6. Se (A,
resultante do produto de u por um escalar igual a -5/3. Figura 17 6. Se (A,
resultante do produto de u por um escalar igual a -5/3. Figura 17 6. Se (A,

Figura 17

6. Se

(A,

B)

é

representante de

u

0 e

(C,

D)

um representante

de v 0, prove que se AB // CD,

existe um número real tal que

u v ·.

7. Determine

x

2x -3u =10 x +v

8. No

sistema a

seguir,

resolva x e y

sistema nas incógnitas

o

x +2y =u 3x -y =2u +v

9. Seja v 0. Mostre que

v |v | é um

vetor unitário (versor de v )

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1.3 Dependência e Independência Linear.

Sejam

e

v

v n

n números reais.

combinação linear dos

n

vetores

,a

v 1 ,

2

,

,

(n1)

Chama-se vetores v 1 , v 2 ,

a 1 ,a 2 ,

,

v n ao vetor:

a 1 +a 2 +…+a n = u

v

1

v

2

v

n

Se

u

é v 1 , v 2 ,

combinação linear dos v n , diz-se, também,

vetores

, é gerado por estes vetores.

que u

v n

(n1), dizemos que eles são linearmente

dependentes (LD) se existem escalares

Dados n vetores

v 1 ,

v

2 ,

,

a 1 ,a 2 ,

,a

ou seja,

n , não todos nulos, tais que:

n

a i =0

v

i

i=1

a 1

a a n 0

v

1

v

2

v

n

v n

não são linearmente dependentes, dizemos que eles são linearmente

independentes (LI).

Quando os vetores v 1 ,

v

2

,

,

Pode-se, então, verificar que os

são linearmente

dependentes quando o vetor resultante

vetores

v

v 1 ,

, v

n

,

2

,

de sua combinação linear for nulo.

Pode-se dizer, ainda que; dados

, combinação linear dos outros, então eles são linearmente dependentes.

v n , se um deles é

os vetores v 1 , v 2 ,

1.3.1

Definições

I. Um único vetor v é linearmente dependente se v 0.

II. Dois vetores e v são linearmente dependentes se eles forem paralelos a uma mesma reta.

u

9

linearmente

dependentes, então, existe escalares a e

b tais que:

Se

u

e

v

são

au +bv = 0

= -

u

b

a

v

Desta forma, os dois vetores possuem a mesma direção, ou seja, eles são paralelos.

III. Três

são

linearmente dependentes se eles

forem paralelos plano.

mesmo

vetores

u ;

v

e

w

a

um

w

dependentes, então, existe escalares a; b

e c tais que:

linearmente

Se

u ;

v

e

são

au + bv +cw = 0

u =

-

b

a

v + -

c

a

w

Os

-

b

a

v e -

e

w ,

c

a

w

vetores

são

u

coplanares com v

também é coplanar com eles.

portanto,

vetor

resultante da soma entre dois vetores é coplanar com eles. Isto pode ser observado na figura 18.

Devemos

lembrar

que

o

u

R v
R
v

Figura 18

IV. Qualquer sequência de elementos com quatro, ou mais, vetores é linearmente dependente.

Prof. José Carlos Morilla

1.3.2

Exercícios.

10. Prove

que

se

o

vetores

independente,

, v , w

u

é

então

conjunto

de

linearmente

conjunto

o

u + v + w , u - v ,3v

 

também

é

linearmente independente.

11. Prove

que

se

o

conjunto

de

vetores

, v

u

é

LI,

v , u - v também é LI.

u

então

12. Prove que se o conjunto de

é LI, então o

vetores

conjunto também é LI.

, v , w

u

+ v , u

u

+ w , v + w

1.4 Base

Uma base no espaço é uma terna

por três vetores

linearmente independentes. Veja a figura

19.

, e

e

1

2

, e

3

formada

e1 e2 e3
e1
e2
e3

Figura 19

Para todo vetor v , gerado a partir

escalares

e

de

a 1 ,a 2 ,a 3 tais que:

, e

1

2

, e

,

3

existem

a 1

+ a 2 + a 3 =

v

e

1

e

2

e

3

Ou seja, o vetor v é combinação linear

dos vetores , e

e

1

2

, e

.

3

10

Podemos então escrever o vetor como sendo:

v

3

v

a i =

e

i

i=1

Os

escalares

a 1 ,a 2 ,a 3

são

chamadas de

componentes,

ou

coordenadas, de v em relação à base

, e

e

1

2

, e

.

3

terna

a 1 ,a 2 ,a 3 de números reais, existe um

único

a 1 ,a 2 e a 3 .

são

Reciprocamente,

vetor

cujas

a

uma

coordenadas

é

costume se representar o vetor v por meio da terna a 1 ,a 2 ,a 3 ou ainda, por meio da matriz coluna:

Fixada

uma

base

, e

e

1

2

, e

,

3

a

a

a

1

2

3

Escrevemos, então:

a

v = a 1 ,a 2 ,a 3 ou v = a

a

1
3

2

Deste ponto em diante, o uso de coordenadas será muito freqüente; é conveniente, então, que as operações entre vetores sejam feitas diretamente em coordenadas, assim, faremos o estudo de algumas destas operações:

1.4.1

Adição entre vetores

 

Se

u

= a 1 ,a 2 ,a 3 e v

= b 1 ,b 2 ,b 3

então:

u +v = a 1 +b 1 ,a 2 +b 2 ,a 3 +b 3

De fato, se

=a 1 e

u

1 +a 2 2 +a 3

e

v =b 1 e

1 +b 2 2 +b 3

e

3 , então:

e

3

e

+v = a 1 +b 1 1 + a 2 +b 2 2 + a 3 +b 3 3

u

e

e

e

Prof. José Carlos Morilla

e

ou seja:

u + v = a 1 +b 1 ,a 2 +b 2 ,a 3 +b 3

Quando

se

usa

a

notação

matricial, podemos escrever:

v = a 3 + b 3 = a 1 +b

a 3 +b

u

1

a

a

2

1

b

b

2

1

a 2 +b 2

3

OBS:- Quando se tem um vetor v em um plano, suas componentes podem ser definidas como as coordenadas (v 1 ; v 2 ) de um sistema de coordenadas retangulares ou cartesianas. Assim, o vetor v será representado simplesmente

por

v = v 1 ,v 2

A figura 20 mostra o vetor v e suas

componentes.

,v 2 A figura 20 mostra o vetor v e suas componentes. Figura 20 Quando é

Figura 20

Quando é feita a soma entre dois

vetores no plano, o vetor resultante tem componentes iguais à soma entre as

componentes em cada direção. A figura 21 mostra a soma entre dois vetores

v e

w

.

11

11 Figura 21 1.4.2 = multiplicado por um escalar , então: Multiplicação por um Se um

Figura 21

1.4.2

= multiplicado por um escalar , então:

Multiplicação por um Se um vetor

escalar.

=

De fato,

fica:

produto

se

é

o

um Se um vetor escalar. = De fato, fica: produto se é o Quando se usa

Quando

se

usa

a

notação

matricial, podemos escrever:

=

é possível

reexaminar o conceito de dep endência e

independência linear.

Com estes conceitos

 

Os

vetores

 

=

e

=

são

linearmente

dependentes se e somente

se

forem proporcionais a

.

 

Os

vetores

 

=

,

=

e

=

são

Prof. José Carlos Morilla

linearmente independ entes se e somente se:

1.4.3

Exercícios

13. Determine o ve tor X, tal que 3X-2V

= 15(X - U).

14. Determine os

que:

vetores X e

Y tais

15. Determine as

coordenadas da do segmento

orientado que r epresenta o vetor V

=(3;0;-3), sab endo-se que sua

origem está no ponto P = (2;3;-5).

extremidade

16. Quais são as

coordenadas do

ponto P’, simé trico do ponto P = (1;0;3) em rela ção ao ponto M = (1;2;-1)? (Suge stão: o ponto P’ é

tal que o vetor

-

)

17. Verifique se

o vetor

U

é

combinação lin ear de V e W:

V = (9,- 12,-6)

W = (-1 ,7,1) U = (-4, -6,2)

18. Verifique

se

o vetor

U

é

combinação lin ear de V e W:

V = (5, 4,-3)

W = (2 ,1,1)

U = (-3, -4,1)

19. Quais dos segu intes vetores são

paralelos?

U

= (6,-4,-2)

W = (15,-10,5)

V

= ( -9,6,3)

12

1.4.4 Ortogonalidade. O conceito de ortogonalidade de vetor, com retas e planos se define de modo natural, usando os mesmos conceitos para os segmentos orientados que representam o vetor. Desta forma é possível definir:

I.

Um vetor

u

0

é

ortogonal à reta r

representante (A,B) de u

(ao plano

)

se

existe

tal

um

que o

segmento AB é ortogonal a r ( a ).

 

II.

Os vetores u

e v são ortogonais se

um deles é nulo, ou caso contrário, admitirem representantes perpendiculares.

III.

Os vetores e v são ortogonais se e somente se:

u

|u + v | 2 =|u | 2 + | v | 2

 

Para provar esta proposição basta lembrar o teorema de Pitágoras.

Tomando um ponto O qualquer, e v são

u

ortogonais se e somente se os pontos O;

O+u e O+u + v , são vértices de um triângulo retângulo. Isto pode ser observado na figura 22.

O+u +

v

v

O+u

+ u v u
+
u
v
u

O

 

Figura 22

 

IV.

Outra

forma

de

mostrar

a

ortogonalidade é lembrando que, no

plano, os vetores escritos:

u e v podem ser

u =x 1 i+y 1 j

v =x 2 i+y 2 j

Assim a expressão:

Prof. José Carlos Morilla

|u + v | 2 =|u | 2 + | v | 2

Fica:

x 1 +x 2 2 + y 1 +y 2 2 =x 2 +y 2 +x 2 2 +y 2

1

1

2

Ao se efetuar o produto notável no

lado

esquerdo

da

igualdade e

fazendo-se

as

simplificações

V.

possíveis, encontramos:

x 1 x 2 + y 1 y 2 = 0

Da mesma forma que foi feito no plano,

para

R 3 ,

podemos escrever:

dois

vetores

no

espaço

x 1 x 2 + y 1 y 2 + z 1 z 2 =0

Uma

ortonormal se os

são unitários e dois a dois ortogonais.

base

E

, e

e

1

2

, e

3

, e

2

=

é

, e 3

vetores e

1

, e e 1 2 , e 3 , e 2 = é , e 3

VI.

Figura 23

Se

e =xe 1 +ye 2 +ze 3 , então:

u

E = , e

e

1

2

, e 3

é base ortonormal

|u |= x 2 +y 2 +z 2

13

1.4.5

Exercícios.

20. Para

,

E

verifique se os vetores e v são

LI ou LD.

a

base

, e

e

1

u

2

, e

3

=

a.

b.

= 1,2,3 ,

= 1,7,1 ,

u

u

v = 2,1,1

v =

2 , 2 , 2

1

7

1

21. Para

,

E

verifique se os vetores ; v e

são LI ou LD.

a

base

, e

e

1

u

2

, e

3

w

=

= 1,-1,2

u

v = 0,1,3

w = 4,-3,11 ,

22. Para uma mesma base E, sendo

= 1,-1,3

u

v = 2,1,3

w = -1,-1,4 ,

Ache as coordenadas de:

a.

b.

c.

+

v

u

u - v

+2 v -3

u

w

23. Com

os

dados

verifique

do

exercício

é

anterior,

w

combinação linear de v e

se

.

u

24. Escreva

w

t = 4,0,13 ,

como

combinação linear dos vetores ;

v

e do exercício 22.

u

25. Sejam:

= 2e

f1

- e

1

2

= e

f2

- e

1

+ 2 e

2

3

=

f3

+ 2 e

e

3

1

Prof. José Carlos Morilla

Mostre que f , , f

portanto base de V 3 .

f

2

3

1

é

LI

e

26. Calcule as coordenadas do vetor v = 1,1,1 da base E na base F do exercício anterior.

1.5

A escolha de uma base conveniente pode, muitas vezes, ajudar a resolver um problema qualquer.

Mudança de Base

Consideremos, então, duas bases:

E = , e

e

1

2

, e

3

F = f

, , f

1

f

2

3

De

possam ser combinações lineares de

os vetores f , , f

tal sorte

que

f

2

1

3

, e

e

1

2

, e

, ou seja;

3

f

f

1

2

f

3

=a

=a

=a

11

12

13

+a 21 +a 31 e 3

+a 22 +a 32 e 3

+a 23 +a 33 e 3

e

e

e

1

1

1

e

e

e

2

2

2

Com os escalares a ij é possível construir a matriz M:

M= a 11 a 12

a

a

21

31

a

a

22

32

a

a

a 33

13

23

A esta matriz, dá-se

o

nome de

Matriz Mudança da Base E para base F.

Para provar isto, vamos tomar um

vetor, que na base E é escrito como :

agora, o

mesmo vetor escrito na base F como

v = y 1 1 +y 2 f 2 +y 3 f

v = x 1 e

1 +x 2 2 +x 3

e

f

3

.

3 .

e

Seja,

Como F pode ser escrita como sendo combinação linear de E, podemos, então, escrever:

14

v = y 1 a 11 +a 21 +a 31

e

1

e

2

e

3

+y 2 a 12 +a 22 +a 32

e

1

e

2

e

3

+y 3 a 13 +a 23 +a 33 .

e

1

e

2

e

3

O vetor v pode então ser escrito

como:

v = y 1 a 11 +y 2 a 12 +y 3 a 13 e 1

+ y 1 a 21 +y 2 a 22 +y 3 a 23 e

+ y 1 a 31 +y 2 a 32 +y 3 a 33 e

2

3

Assim, as coordenadas x 1 ; x 2 e x 3 podem ser escritas como:

x 1 =y 1 a 11 +y 2 a 12 +y 3 a 13

x 2 =y 1 a 21 +y 2 a 22 +y 3 a 23

x 3 =y 1 a 31 +y 2 a 32 +y 3 a 33

As três expressões acima, podem ser escritas na forma matricial que é:

x 3

x

1

2

x

a

a

a

11

21

31

a

a

a

12

22

32

a

a

a

33

13

23

y

y

y

1
3

2

Note-se, então que a matriz dos coeficientes a ij é a matriz que relaciona as coordenadas do vetor v na base E com as coordenadas deste mesmo vetor, na base F. Assim sendo, esta matriz é chamada de Matriz Mudança de Base.

De uma maneira geral, podemos escrever:

X = M × Y

1.5.1 Mudança de Base Ortornormal.

Sejam E e F duas bases ortonormais e seja a matriz M a matriz

mudança de base de E para F.

Prof. José Carlos Morilla

Quando as bases são ortonormais, a matriz transposta é igual à matriz

inversa, ou seja:

M -1 = M t M×M t =I

À matriz que respeita a condição

M -1 = M t , dá-se o nome de Matriz

onde

Ortogonal.

base

ortonormal, para que F, também, seja

ortonormal é necessário e suficiente que

a matriz de mudança de E para F seja ortogonal.

Assim,

se

E

é

uma

Como o determinante de uma matriz é igual ao determinante de sua matriz transposta, podemos escrever:

det M =det M t

det M M t =det M ×det M t

det M M t =det M 2 =1

det M =±1

Para que duas bases sejam ortonormais, a matriz mudança de base entre elas deve ser ortogonal e o

determinante desta matriz pode ser igual

a 1 ou -1.

1.5.2

Exercícios.

27. Dadas as bases E; F e G, onde:

= 2f

e

+ f

1

3

1

= f

e

- f 2

1

2

= f + f

e

3

1

3

g 1 = e

1

- e

2

= e

g

- e

2

3

2

= + e

g

e

3

1

3

Determinar as matrizes mudanças de base entre elas.

15

28. Dada a base E e sejam:

= e

f1

- e

1

2

-e

3

= e

f2

+ 2 e

1

2

- e

3

= 2e

f3

+ e

1

+ 4e 3

2

a. Verificar se f , , f

1

f

2

3

é uma

base.

b. Achar a matriz mudança de base entre elas.

c. Sendo, na base E, o vetor

v = 3,-5,4 , achar as coordenadas deste vetor na base F. 29. Dadas as base E e F tais que:

f = e

1

- 3e

1

2

=

f

2

+ e

e

3

2

f = e

3

- 2 e

1

2

Sendo o vetor v = 3,4,-1 , na base E, achar as coordenadas deste vetor na base F.

30. Sendo

X = M × Y ,

Y = M -1 × X

provar

que

31. Sabendo-se que a matriz mudança de base de F para E é:

2 1

1

-1

0 0

1

0

1

e de F para G é

1

-1

0

1

0

-1

1

0

1

determinar as coordenadas do vetor

v = 4g 1

+ 2g + g 3 em relação à base

2

E e a base F.

Prof. José Carlos Morilla

2

PRODUTOS ENTRE VETORES E ESCALARES

 

2.1

Ângulo entre dois vetores.

 

Consideremos dois vetores,

não

nulos

u

e

v ,

com

origem

em

O

e

extremidades

em

P

e

Q,

respectivamente, como os mostrados na

figura 24.

u

O

P Q v
P
Q
v

Figura 24

em

radianos (ou graus) do ângulo POQ que

Nesta

figura,

θ

é

a

medida

é o ângulo entre os vetores u

e v .

Vamos procurar uma expressão que

nos forneça θ em função de u

isto, vamos fixar uma base ortonormal

i ;j ;k , e sejam os vetores u

e v dados

por suas coordenadas

e v . Para

= x 1 ;y 1 ;z 1

u

v = x 2 ;y 2 ;z 2

Aplicando-se a lei dos cossenos ao triângulo POQ, resulta

2 =|u | 2 +| v | 2 -2|u||v| cos θ

QP

Sabemos que:

2 = OP

QP

- OQ

2 =|u - v | 2

2 = x 1 -x 2 ,y 1 -y 2 ,z 1 -z 2 2

QP

2 = x 1 -x 2 2 + y 1 -y 2 2 + z 1 -z 2 2

QP

16

QP 2 =x

2 +y 2 +z 2 +x 2 2 +y 2 2 +z 2 2 -2 x 1 x 2 +y 1 y 2 +z 1