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Direito Penal

Trata das penas, delitos e sansões penais Exercício arbitrário por suas próprias
razoes é: um delito, e seria fazer justiça
 Delitos: crimes + contravenções
com as próprias mãos.
 Infrações penais = delitos
Tipos de crime:
Crimes são mais graves e as contravenções
mais leves:  Crime cujo interesse
preponderante estatal.
 Crime= reclusão, detenção e/ou
 Crime cujo o interesse
multa.
preponderante privado, contudo
 Contravenções: prisão simples
neste caso o estado apenas dá o
e/ou multa.
direito de escolha para iniciar o
Mudam na: gravidade, tempo, execução. processo, mas não de aplicar a
ação punitiva.
“ Em regra nosso ordenamento jurídico é
escrito, ou seja, positivista vindo do direito A relevância dos bens jurídicos sempre se
romano” modifica de acordo com os valores sociais.

Conceito de direito penal: Exemplo: Lei maria da penha: não se


existe regressão. Mesmo que a mulher
Corpo de normas jurídicas voltado a
deseje retirar/ não dar a queixa, o MP
fixação dos limites do poder punitivo do
abre o processo pois é uma pública
estado, instituindo infrações penais e as
incondicionada.
sanções correspondentes, bem como
regras.
Bens jurídicos:  No direito penal os fins não justificam
os meios
São bens que reconhecido para o direito.
 Não se pode violar um bem jurídico
Não se expressando apenas em dinheiro.
para proteger outro.
 Limites impostos pelo direito penal
intransponíveis.
“Complexo de normas e princípios que
 O direito penal consensual está
objetiva a proteção do conjunto de bens
buscando um acordo, se preocupando
jurídicos mais relevantes de uma
mais com a vítima.
sociedade e regula, caso de sua violação,
 Todo ilícito penal é ilícito civil, mas
o direito de punir do estado e os limites ao
nem todo ilícito civil é ilícito penal.
seu exercício”
 A finalidade da sanção é a coerção
para a proteção, sem ela não há.
Significando que o estado tem o dever
No direito penal pode-se dizer que
de proteger os bens jurídicos criando
protege os bens jurídicos mais
normas, se movendo para tal.
importantes de uma sociedade.
 Aspecto negativo= a proteção tem a
Direito de punir: obrigação de ser suficiente, tendo
força para combater, inibir a culpa do
Jus puniendi, é o monopólio do estado e
legislador.
somente ele pode penalizar.
Direito Penal

Direito penal simbólico= lei insuficiente A posição topográfica dos crimes explica
(acontece e muito) muito sobre os valores a respeito dos
crimes, e como seu pais trata tais. No
Direito administrativo sancionador=
brasil vem primeiro os de sangue, sendo o
primeiro a punição depois é feito o
primeiro é homicídio um dos mais graves,
processo. EX: aplicações de punições no
latrocínio gravíssimo. Preocupação do
transito.
legislador com morte.
Para a doença mental é feita uma medida
Querem enfatizar as mortes para abafar os
de segurança:
crimes políticos.
 Incapacidade que a pessoa tem de
Direito penal constitucional:
compreender o caráter ilícito do
fato e auto determinar-se para tal. Normas e princípios do DP elevados a um
 Finalidade é curativa. nível constitucional possuem dupla
finalidade. (Proteção)

 Impor o dever de proteger


Código criminal do império venho em
determinados bens jurídicos com o
1830, ainda na época monárquica do
direito penal além de querer
brasil
proteger a norma. Se diz na
1940 código penal constituição o legislador é
obrigado a criar a lei sobre.
1969 revogado sem entrar em vigor pois
ficou anos em vacatio legis. Racismo é reclusão e imprescritível.

1984 reforma do código que reformou  Proteger todos nós dos abusos dos
toda a parte geral ficando só a parte estados, podendo limites e freios
especial do Art. 322 em diante. ao direito de punir. Aplicador é
obrigado também ser
Nosso código atual é uma mescla de tudo.
proporcional.
Duas partes:
garantimos (Luigi ferrajoli)
 Geral: as normas de orientação,
O estado não pode violar alguns direitos
elas se aplicam a todos os crimes,
para proteger outros.
mesmo os que estão fora do CP.
Vários crimes em leis penais Fontes do DP:
especiais, e nessas leis aplicam-se a
 Produção: Quanto o sujeito que
parte geral, apenas quando não for
produz a norma é unipessoal.
expressa, ou seja, a própria lei diga
 Conhecimento: Quanto ao meio
que não aplica.
pode ser:
 Especial: os crimes em espécie, a
Imediata: que é através da própria
definição jurídica do que é um
lei
crime e a sua consequência, as
Mediato: através de costumes,
normas que estabelecem e as
princípios de direito,
penas.
jurisprudências.
Um afeta o outro.
Direito Penal

Criminalização aplicada depois da entrada em


vigor a lei penal não retroage para
 Primaria: é o ato criador da norma prejudicar, MAS SIM para
penal incriminadora. Surge no beneficiar o réu.
sistema penal um novo delito cria-
lo, autoriza a punição, mas  Princípio da insignificância: o DP
também impõe o dever de todos não deve se ocupar com questões
os agentes penais estatais de sem relevância incapazes de abalar
fiscalizar o cumprimento de tal de modo significativo o bem
norma. (Modo preventivo, para jurídico protegido. O bem não
evitar o crime e utilização da pode ser meio de vida.
secundaria)
 Secundaria: prevê o crime,  Princípio da individualização da
ocorrendo quando há uma violação pena: quem praticou o delito pode
da norma criada pela primaria. ser punido pela sua pratica
Surge assim o direito e dever de
punir, atua individualmente sobre  Princípio da personalidade:
a pessoa que praticou. (Poder de ninguém pode pagar a pena por
punir) outra pessoa.
 Tomar atos de alguém é
Persecução penal: processo penal
crime de autoacusação falsa.
 Imputar a outra pessoa um
crime, sem saber, é
Crítica de zaffaroni:
denunciação caluniosa.
Rotulação do criminoso, já se é existente  Calunia: imputar a alguém um
um estereótipo do bandido, sempre tendo fato criminoso sabendo que a
tendência de ser o poder punitivo pessoa é inocente.
exercido sobre pessoas previamente  Difamação: imputação de mal
escolhidas. conduta social.

PRINCIPIOS DO DIREITO PENAL Individualização concreta:


Orienta o legislador e também o aplicador.
Sempre se existe uma alternação
 Princípio da legalidade: somente a entre pena máxima e pena mínima
lei pode criar delitos e cominar para todos os crimes. Dentro disso o
penas. Contudo atos normativos juiz gradua a pena. Cuidando para que
podem regulamentar conceitos não atinja terceiros.
que estejam na lei geral. É aplicado para que familiares não
 Clausula pétrea: clausulas sofram as consequências do direito
intocáveis. penal e também não se beneficiem.

 Princípio da anterioridade: não a Ninguém tem direito a algo que foi


crime sem lei previa só pode ser adquirido ilicitamente.
Direito Penal

Concreto: Na ação do juiz, ele


Roubo= tem violência ou grave precisa também estar atento a
ameaça. Art. 157 retribuir o crime na
Furto= não tem violência. Art.155 proporcionalidade de tal.
Art. 121- homicídio
Princípio da alteridade: não pode ser
punida por fazer mal apenas a si  Princípio da humanidade: é
próprio. proibido criação de sanções penais
Levar a pessoa a se prejudicar é crime que violem a integridade física ou
moral do ser humano.
 Princípio da confiança: todos
devem agir e esperar que os outros  Princípio da ofensividade: não há
ajam de modo responsável. legitimidade para ação do DP se
não houver lesão ou ao menos
 Princípio da intervenção mínima: o perigo de lesão.
legislador na seleção dos bens deve
considerar típica uma conduta que -Perigo abstrato: perigo
gere uma situação jurídica que possa presumido. Ex: dirigir embriagado,
ser resolvida por outro ramo, na hora porte de armas.
de escolher as leis para criar o - Perigo concreto: aquele que se
legislador quem escolhe quem percebe no caso real. Ex: dirigir
protege ou não. sem CNH causando perigo como
velocidade alta.
 Fragmentariedade: o penal é a
última etapa de proteção do bem.  Princípio da exclusiva proteção do
bem jurídico: não se preocupar
Subsidiariedade: sua atuação só se
com intenções e pensamentos,
legitima quando os demais ramos
mas apenas com condutas
jurídicos se demonstrem incapazes.
exteriorizadas, pois tem por objeto
 Princípio da Adequação social: a proteção dos bens
Exclui o crime pois se entende que
são comportamentos aceitos pela
sociedade  Princípio da imputação pessoal:
não se deve atribuir uma punição a
 Princípio de proporcionalidade: alguém que seja inimputável, ou
Abstrata: limitação das liberdades seja, uma pessoa que não tenha
individuais criando delitos só se potencial consciência da ilicitude
justifica mediante a necessidade do fato.
de proteção de interesses
coletivos, necessitando ser  Princípio da responsabilidade pelo
proporcional pois fato: as pessoas só podem ser
Negativo: pode ser pouca, punidas pelo que fazem não pelo
Positivo: pode ser desproporcional que são
em relação a relevância.
Direito Penal

 Princípio da Responsabilidade
penal subjetiva ou não
“SEMPRE SE DEVE OLHAR O CASO
responsabilidade penal objetiva: só
CONCRETO. ”
podemos atribuir um fato
criminoso a alguém com: dolo ou
culpa, precisa-se analisar conduta,
Sistemas penais: é onde o direito penal
não se pode atribuir a lei sem
surge na antiguidade e na idade média.
analise.
Fases:
Na relação entre: resultado e conduta
deve ser analisada sobre a parte subjetiva  Vingança divina.
com dolo e culpa.  Vingança privada.
 Vingança pública.
Teoria da ação livre na causa: antecipa a
analise, podendo o ator não saber o que Idade moderna é visto através de um viés
faz, contudo antes do ato tomou decisões humanitário e deixa de ser algo como
erradas livremente. vingança.
Exceção a responsabilidade subjetiva: rixa Escolas penais
do Art. 137 – CP, todos que participaram
Escola clássica:
iram responder a lei.
Escola positivista:
 Princípio da vedação da punição
dupla pelo mesmo fato: caso  Surge no séc. XIX, vem com uma
cometa crime que abre dois preocupação enorme com a
processos, o de punição maior que criminalidade, influencias da
prevalece. sociologia, biologia, antropologia.
 Crime e criminoso devem ser
 Princípio da isonomia: a lei sempre estudados individualmente e com
protege os mais vulneráveis, de a ajuda de outras ciências.
acordo com a isonomia é tratar  Fase antropológica: a conduta do
igualmente os que são iguais e homem decorre de forças inatas.
tratar desigualmente os desiguais Fase sociológica: vem o aspecto
na exata medida das suas social as causas do delito
desigualdades. IGUALDADE  Fase jurídica: diferencia delitos
PRATICA. legais e delitos naturais
Escola correcionalista
Igualdade NÃO É isonomia, pois todo tem
 Para corrigir a injusta e perversa
os mesmos direitos e deveres perante a
vontade do delinquente
lei, contudo não se tem o mesmo
suporte/estrutura.  Sem penas fixas, prisões para
corrigir.
Tratar da mesma forma se faz cometer  Penas com finalidades
injustiças pois somos desiguais e terapêuticas, é para também
vulneráveis de alguma forma. retirar o risco da sociedade.
Direito Penal

Evolução doutrinaria do direito penal substituição ou tácita quando um


delito menor é substituído por um
- Funcionalismo penal
maior.
Busca abandoar o aspecto de meramente  Consunção: é quando a norma mais
dogmático, dizendo que o DP tem a grave absolve a menos grave.
função de manter a paz social e aplicar a
política criminal. o Crime progressivo: para
alcançar seu objetivo passa por
 Funcionalismo moderado: os fins
um menos grave.
não justificam os meios, prioriza
o Progressão criminosa: após se
valores e princípios garantistes, na
consumar o fato o agende
proteção de bens jurídicos
indispensáveis muda o dolo prosseguindo para
 Funcionalismo radical: preocupa-se um resultado mais grave,
com os fins da pena, se contra o mesmo bem jurídico.
preocupando com as necessidades o Antefactum impunível:
do sistema penal (no qual todos
nós estamos inseridos), não se
tendo limites externos, mas sim Não se pode puir duas vezes pelo mesmo
limites internos. bem jurídico.

Novas propostas ao enfrentamento da Dolo: intenção.


violência: No crime permanente se a lei muda
-Com objetivo de controlar os novos mesmo agravando se aplica a nova regra.
problemas sociais, decorrentes das
sociedades de risco.
Teoria da norma penal
 Direito intervencionista: no qual
protegeria os bens jurídicos difusos  Em regra, seriam divididas em duas
e coletivos. Separando direito partes: primário descreve a
penal disso, deixando que cuide conduta e o secundário a pena.
apenas de BJ individuais. Incriminadoras:
Funcionalismo, finalismo e garantimos  Criam crimes e estabelecem penas.
Não incriminadoras:
Conflito aparente de normas penais:
 Permissivas: autoriza a pratica de
Requisitos mínimos para escolha das leis a certas condutas, como a exclusão
serem aplicadas: da ilicitude. Art. 23 do CP.

 Especialidade: afasta-se a lei geral  Exculpastes: normas que retiram a


quando há uma lei especial. culpa e reprovabilidade de tal
 Subsidiariedade: aplica-se a subsidiaria conduta. Ato não reprovável. Ex:
só quando não cabe a norma primaria, menor de idade não comete
expressa é quando prevê a
Direito Penal

crime, mas ato inflacionário, complementada pela portaria


doente mental. SVS/MS 344/98.
Características da lei penal:
 Interpretativas: que iram
interpretar outras normas e o  Exclusiva: só lei pode criar delitos
conteúdo. Ex: funcionário público penas.
para fins penais, descrição de  Imperatividade: são de observância
domicilio para fins penais. obrigatória.
 Generalidade: imposta a todos,
 Complementares: finais ou de indistintamente.
aplicação de outras normas penais.  Impessoal: não são dirigidos a
pessoas determinadas, mas
 Diretivas: dirigem a aplicação das abstratamente a fatos futuros.
leis. Ex: princípios. Exceções: anistia e abolitio
criminis.
 Integrativas ou de extensão:  Anterioridade: só se aplicam
ampliam a tipicidade para integrar quando em vigor na época de
o sistema. Ex: tentativas, como o realização do fato criminoso.
Art. 14, II, CP.
O que é interpretar:
Normas completas ou perfeitas (lei penais
Atribuir significado a norma, extraindo a
em preto): trazem todos os elementos da
sua essência. Exegese.
conduta criminosa.
In claris legis non (ou cessat)
Incompleta ou imperfeitas (lei penal em
interpretativo?
branco): são aquelas que necessitam de
complementação no preceito primário. Classificação da interpretação da lei penal:
Dividem-se em:  Quanto ao sujeito
o Autentica (legislativo): o
 Imprópria ou homogênea: o
próprio legislador. Será
complemento está na mesma
contextual, se constante do
forma e na mesma origem. Ex: vem
próprio diploma legal a ser
do congresso nacional e vem na lei
interpretado, ou posterior, se
federal.
editada posteriormente.
o Homo vitelina: fica no
o Doutrinaria (cientifica): feita
mesmo código ou na
por estudiosos do direito.
mesma lei.
(Delegado, MP, estudantes,
o Heterovitelina: está o
tribunal de contas)
complemento em outro
o Judicial (jurisprudencial): feita
código. Lei do CP e
por membros do poder
complemento do CC.
judiciário (casos concretos,
 Própria ou heterogênea: não vem
dentro do processo)
do mesmo órgão nem possui a
mesma forma da utilizada pela lei
 Quanto aos meios
incriminadora. Ex: lei de drogas é
Direito Penal

o Gramatical (literal ou sintática):  Quando não há norma aplicável ao


decorre da literalidade/sentido caso concreto o direito se aplica uma
de palavras. norma similar (criada para casos
o Logica (teleológica ou similares)
finalística): discorre da busca  TODO CASO PRECISA-SE TER UMA LEI.
da finalidade de da lei através  Parecido não é típico, todos precisam-
dos elementos: históricos, se estar rigorosamente preenchidos
direito comparado, sistemático,  No direito penal não se pode fazer
elementos extrajurídicos. analogia em prejudicando o réu, para
beneficiar PODE.
 Quanto ao resultado
o Declaratória (estrita): plena
consonância entre o texto legal
e a vontade da lei.
o Extensiva (ampliativa): a lei diz
menos do que deveria, sendo
assim precisa ampliar seu
alcance.
o Restritiva: a lei disse menos do
que deveria, deve-se diminuir o
seu alcance.
 Interpretação progressiva: evita sua
constante modificação, faz com que a
norma se adapte às realidades, ler a
norma com os olhos atuais.
 Interpretação Analógica: prevê
situações dentro do artigo aonde se
coloca expressões genéricas, aplicando
o mesmo dispositivo para vária
Situações similares. Se tem casos
depois utiliza genérico. NA MESMA
NORMA.
 Interpretação endorforica: utiliza de
outras leis para se dar devido alcance
 Interpretação exoforica: buscando
conceitos fora do ordenamento
jurídico para se dar devido alcance.

Analogia

 O ordenamento jurídico se presume


perfeito, não se permite falhas.
 Técnica para que não se tenha
“buracos”

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