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O criador perfeito que cria seres imperfeitos

Não há como acompanhar algo que não vai a lugar algum. Ainda não explicou como é possível
haver um "Deus perfeito" que cria um ser com todas imperfeições posto que é criado "para a
perfeição".

Um ser que é ignorante e deverá, segundo seu criador, cometer erros dos quais nada sabe e
depois pagar por isto.

Que lhe dá um corpo (como sede da purificação) antes mesmo que ele tenha cometido
qualquer erro.

O ônus é do kardecismo e não meu, para explicar tantas contradições.

Como pode ver, faço a demonstração de que o “Deus” sugerido pelo Kardec, além de colocar o
espírito recém criado sob auspícios do acaso, sob missões cuja natureza desconhece, sob
provas para as quais não foi preparado, ainda o coloca SOB INFLUÊNCIA DE OUTROS ESPÍRITOS
IMPERFEITOS.

Infelizmente os kardecistas não explicam como pode um “Deus justo e bom” utilizar
“imperfeitos” para fazer o “trabalho sujo” de influenciar inocentes. É um quadro maquiavélico.

“A EXPIAÇÂO VEM PARA OS QUE AGIRAM MAL SABENDO QUE AGIRAM MAL.”

Qual é o “mal” que um espírito simples, ignorante, sem ciência, poderia ter cometido?

Poderia explicar como o "Deus perfeito" cria um ser imperfeito, impuro, ignorante, sem
ciência, mas lhe impõe provas, missões e ainda lhe impõe (sem escolha do receptor) um corpo
"material" que é "cadinho de provas", além de colocar espíritos imperfeitos para lhe
atazanar?"

Como é possível haver um Deus perfeito segundo a sugestão de Kardec, que cria um ser
imperfeito, impuro, ignorante, sem ciência e o coloca sob provas e missões e ainda lhe impõe
(sem escolha do receptor) um corpo material como forma de purificação sem ao menos ter
cometido qualquer erro? Coloca esse ser sob os auspícios do acaso, sob missões cuja natureza
desconhece, sob provas para as quais não foi preparado além deste "Deus justo e bom"
permitir que espíritos imperfeitos o influenciem.

Gostaria de explicações.

Não há como considerar a existência desse deus, é um quadro maquiavélico.


O senhor poderia esclarecer por que Deus, tratado como supremo amor, bondade ou caridade,
aplicaria a punição sem declarar ao punido a causa da punição?
Qualquer juiz ao aplicar a pena, declara ao apenado o PORQUE da condenação, o que me
parece o mais justo. Mas ao que parece Deus não pensa assim. Prefere aplicar a punição pela
ignorância do apenado e espera que ele, por algum mecanismo fortuito, venha admitir que está
sendo punido por causa de "vidas passadas".
Mas, isto só será possível se, por acaso, o cidadão nascer numa cultura que admita a
reencarnação, salvo contrário ele cumprirá uma pena na ignorância.
Mas o problema é mais complexo, posto que na "primeira encarnação", o espírito sendo
"simples e ignorante" estaria numa situação de prejuízo pois sem qualquer conteúdo
precedente que o dirija no suposto "caminho do bem" traçado por Deus, deverá ser punido por
algo do que não tinha noção.
Normalmente os espíritas pensam em "vidas passadas", mas não pensam na "primeira vida".
Esta lacuna se não for preenchida, a reencarnação, sob a ótica kardecista, fica perdida.

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