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UNIDADE 2.

 
Seminário, pôster e projeto científicos e referências bibliográficas
Elisabete Ana da Silva
OBJETIVOS DA UNIDADE
 Conhecer as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT);
 Conhecer as características da produção e da apresentação do seminário
científico;
 Conhecer as características da produção e da apresentação do pôster científico;
 Conhecer as especificidades da produção de um projeto científico;
 Compreender a utilização de referências bibliográficas.
TÓPICOS DE ESTUDO 
Seminários científicos
// A prática do seminário em sala de aula
// A preparação para o seminário de caráter científico
// O desenvolvimento e a conclusão do seminário

Pôster científico
// A estrutura do pôster científico

Projetos científicos
// A elaboração de projetos científicos 
// A apresentação do projeto científico

Referências bibliográficas: NBR 6023 da ABNT


// Diferença entre referência e bibliografia
// Estrutura das referências bibliográficas

Seminários científicos
O dicionário Larousse da Língua Portuguesa, em sua edição de 2001, define a palavra
“seminário” como congresso científico ou cultural, com exposição seguida de debates,
ou uma aula de nível universitário, com exposição e discussão de temas específicos.
Logo, quem participa de um seminário espera que aquele que o expõe esteja qualificado
e preparado não somente para expor suas ideias, mas para desfazer dúvidas posteriores e
debater seus argumentos com outras pessoas.
É preciso ter em mente que a busca por reflexões mais profundas sobre uma
determinada questão ou um problema é o alvo de um seminário científico. Deste modo,
ele é um método importante de estudo, sobretudo quando voltado ao mundo
universitário.

A PRÁTICA DO SEMINÁRIO EM SALA DE AULA

Em outros momentos da vida escolar, antes da graduação, é habitual organizar


seminários. Com o objetivo de que todos os alunos tomem contato com determinadas
ideias, a atividade é proposta e os temas são escolhidos ou divididos em grupos que se
encarregam deles.
Feita a divisão de tarefas, na hora de iniciar o trabalho relativo aos temas, os estudantes
sentem-se despreparados, realizando exposições orais desorganizadas ou sem
aprofundamento. Enquanto isso, os demais estudantes não se sentem preparados para o
momento de expor os temas que não lhes cabem. Em síntese, por essas e outras causas,
nem sempre o seminário atende aos objetivos propostos.
 Já na graduação, pelas definições de Antônio Joaquim Severino, no livro Metodologia
do trabalho científico, publicado em 2002, o seminário leva seus participantes a um
contato estreito com um texto básico, criando condições de análise rigorosa, levando-os
à compreensão da mensagem central do texto e de seu conteúdo temático, gerando
condições de interpretar o conteúdo, adotando uma postura crítica em relação à sua
mensagem; de discussão do problema enfocado, mesmo que ele seja apontado de forma
implícita.

É esperado, portanto, que não apenas quem fez o seminário esteja a par do tema
abordado, mas que os demais participantes estejam preparados para a recepção do tema,
seu entendimento e discussão. Assim, o seminário vai além do conhecimento sobre
determinado problema ou do resultado da pesquisa.
Como Maria Margarida de Andrade aponta, no livro Como preparar trabalhos para
cursos de pós-graduação: noções práticas, de 2002, a etimologia da palavra
"seminário" traz o termo latino seminarium, que remete à ideia de “semente”. Isso quer
dizer que o seminário traz em si o germinar de sementes na forma de ideias e pesquisas.
Para que isso se efetive, algumas condições são exigidas. Dentre elas, a autora elenca:
 1 Capacidade de pesquisa;
 2 Capacidade de organização, reflexão e análise sistemática de fatos;
 3Hábito de raciocínio lógico, com interpretação crítica de trabalhos mais
avançados;
 4 Exatidão e honestidade intelectual nos trabalhos.
A pesquisa é a essência do seminário, uma vez que ele leva à discussão e ao debate.
Para isso, é necessário que as competências que permitem a organização das ideias, a
análise, a interpretação e a crítica sejam desenvolvidas, contribuindo para a formação
dos participantes.

EXPLICANDO
Competência corresponde à habilidade, saber, aptidão e idoneidade. Entende-se que é
competente aquele que é suficiente e hábil, que se desenvolveu e é capaz de, no caso,
organizar as ideias, analisá-las, interpretá-las e discuti-las.
Para a ocorrência de um seminário, os participantes devem ter contato com o texto a ser
abordado com antecedência, a fim de que se proceda uma leitura analítica que
possibilite ponderações durante sua apresentação.

Por outro lado, o participante deve empregar a escuta dinâmica durante o seminário,
lembrando que, com base em Hendrie Weisinger, autor de Inteligência emocional no
trabalho, de 1997: 
A maioria de nós nasce sabendo ouvir, mas saber escutar é uma técnica que temos que
aprender. A escuta dinâmica é uma prática da inteligência emocional que traz um alto
grau de autoconsciência para o processo de compreender e reconhecer a outra pessoa e
responder a ela. A função da autoconsciência é observar o modo como permitimos que
nossos filtros pessoais bloqueiem e às vezes transformem as informações que
deveríamos estar recebendo, como também evitar que sejamos contagiados pelo
subentendido emocional das afirmações de outrem (p. 135).
Desta maneira, para que o sucesso de um seminário seja alcançado, levando à formação
de todos os participantes do evento, há que se valer da escuta dinâmica, mas sem
qualquer tipo de filtro pessoal, tais como predileção, seleção de fatos ou distração, visto
que são elementos que interferem na análise, interpretação e crítica.

A PREPARAÇÃO PARA O SEMINÁRIO DE CARÁTER CIENTÍFICO


Durante a graduação, alguns professores podem solicitar ao estudante que organize um
seminário científico, visto que não apenas quem já exerce a profissão faz esse tipo de
atividade. Mas, para elaborar um seminário, não basta realizar a leitura de determinado
texto e apresentá-lo posteriormente. De início, com a leitura, o texto é analisado e
um fichamento é produzido.

EXPLICANDO
Maria Lúcia Aranha e Maria Helena Martins, nas páginas 328 e 329 do livro Temas de
Filosofia, de 2005, descrevem o fichamento como uma técnica de estudo que se resume
a anotações das partes mais relevantes de um texto que, num levantamento mais
completo sobre certo tema, é separado em tópicos. Visto que um assunto apresenta uma
sequência de subdivisões, é possível ainda fazer uma ficha separada para cada ideia,
indicando o tópico e o subtópico ao qual faz referência. 
Esse tipo de trabalho exige organização e planejamento do percurso e da exposição do
seminário, contando com o auxílio de um professor ou coordenador que indique uma
bibliografia básica, orientando o estudante após a definição do tema no que diz respeito
à seleção de fontes como livros, revistas, artigos, depoimentos, documentos (leis,
registros de cartórios ou cartas), teses, instituições, pesquisas e relatórios, sites
específicos etc.
No entanto, cabe ao estudante pesquisar, se aprofundar sobre o tema e buscar
informações novas em todas as fontes disponíveis, de modo a tomar posse do assunto e
se tornar uma espécie de autoridade sobre ele, fazendo com que as etapas de preparação
e comunicação do seminário sejam desempenhadas com qualidade.
É importante ressaltar que uma das principais fontes de informação na atualidade é a
internet, que, através de sites de busca, permite o levantamento de infinitas
possibilidades de fontes sobre temas e assuntos variados. Porém, em geral, sites de
confiança pertencem a museus, universidades, jornais, revistas, fundações de pesquisa,
institutos culturais, etc. Logo, é preciso buscar fontes fidedignas e que não lancem por
terra nossas pesquisas.
Nesse momento, para fins de orientação, a presença do professor ou coordenador é
necessária. Ao final da exposição, ele intermedeia os debates e promove uma apreciação
orientadora e crítica do trabalho exposto. Entretanto, se a situação é a do profissional
cujo seminário está sob sua total responsabilidade, um roteiro básico para seminários é
sugerido no livro Como preparar trabalhos para cursos de pós-graduação – noções
práticas, publicado em 2002 por Andrade:
 1 Escolha do tema;
 2 Delimitação do assunto;
 3 Pesquisa ampla, principalmente bibliográfica;
 4 Anotações, em fichas, do material coletado;
 5 Análise e seleção do material;
 6 Plano geral do trabalho, bem pormenorizado;
 7 Organização do assunto em tópicos;
 8 Elaboração de um roteiro a ser distribuído entre os participantes;
 9 Redação de fichas-guia para orientar a exposição;
 10 Preparação do material de ilustração, como cartazes, slides e projeções;
 11 Revisão crítica do conteúdo, com verificação do material de ilustração, do
roteiro, e das fichas que guiarão a exposição;
 12 Fixação de critérios e ensaio para definir o vocabulário a ser empregado, uso
de ilustrações, tempo para a exposição e espaço para debates.

Além disso, o tema deve ser interessante para quem executar o trabalho de
pesquisa, ressaltando o item alusivo à delimitação do assunto. Escolhido o tema, as
possibilidades de pesquisa podem ser tantas que o encarregado pelo seminário se perde
diante dos inúmeros caminhos a se tomar. A presença do orientador é vital nestes
momentos, auxiliando em relação à focalização do tema, levando o olhar de quem
pesquisa a se concentrar em um determinado ponto. Quando não há quem cumpra tal
papel, cabe ao pesquisador ficar atento para não se perder frente às opções, o que pode
incidir em um trabalho superficial e que não contribua para a formação dos
participantes.
Quanto às ilustrações, Andrade (2002) sugere atenção aos detalhes, devendo-se optar
pela elaboração de cartazes, slides e material de projeção com poucos dizeres,
considerando fontes e tamanhos que facilitem a leitura, com desenhos bem feitos,
simples e claros, acompanhados de legendas (se indispensáveis).
Antes do seminário, outros artigos merecem atenção, como a verificação dos meios
físicos ou virtuais que servirão de base para a materialização do texto. De nada
adiantará preparar em detalhes todos os itens se, por exemplo, não houver computador e
projetor, se uma tomada não estiver funcionando ou se a luminosidade for excessiva e
não permitir que os participantes acompanhem a exposição. 

O DESENVOLVIMENTO E A CONCLUSÃO DO SEMINÁRIO

Observados todos os itens, é chegada a hora da exposição. A fim de evitar


improvisações, surge a obrigação de um novo planejamento de ações, como Severino
(2002) indica, na página 70 de seu livro:
 1 Introdução, feita por um professor ou coordenador;
 2 Apresentação, ponderando as obrigações e os procedimentos a serem adotados
pelos participantes durante o seminário, no caso de seminários feitos em grupo, e
cronograma das atividades previstas;
 3 Introdução breve sobre o tema do seminário;
 4 Eventual revisão da leitura do texto de base do seminário;
 5 Execução, de forma coordenada, das atividades previstas;
 6 Apresentação, realizada pelo coordenador, introdutória ao momento de
discussão geral da reflexão feita pelo(s) responsável(eis) pelo seminário;
 7 Síntese final, no caso da sala de aula, sob cuidado do professor que, nesse
momento, orienta, realiza sua crítica e avaliação.

Diagrama 4. Roteiro de desenvolvimento do seminário. Fonte: SEVERINO, 2002, p.


70. (Adaptado). 
O grau de complexidade varia, dependendo dos diferentes tipos de seminários e dos
objetivos a serem alcançados. Além do mais, ele também deve ser interessante para os
participantes, imaginando que as pessoas se prepararam para o evento.
Pôster científico
De acordo com a NBR 6022, editada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT) em 2006, o pôster científico é um instrumento de comunicação cuja exibição
acontece em diversos suportes, sintetizando e divulgando o conteúdo de uma pesquisa.
Em encontros de caráter científico ou conferências, o uso do pôster científico é corrente,
dado que sua finalidade é proporcionar, atingindo um grande número de pessoas, dados
fundamentais a respeito da pesquisa. 
Com o pôster científico, ou pôster acadêmico, é possível mostrar os frutos da pesquisa
científica de forma rápida, diferenciada e com uma exposição de maior tempo, se
comparada exposição oral. Para sua elaboração, se conta com o auxílio de um designer
gráfico, mas o próprio autor é capaz de executar tal tarefa, isto sem contar o
entendimento sobre o conteúdo a ser transmitido para o público e como a pesquisa
resultou em seu trabalho.
O pôster está presente em eventos com vários trabalhos científicos e, , em alguns deles,
o autor do trabalho fica ao lado do pôster, convidando o público, o que o que permite
uma troca de ideias individualizada com os interessados sem a presença do pesquisador,
o que conta como vantagem na divulgação e visualização do conteúdo da pesquisa. O
pôster traz tanto linguagem verbal quanto imagens e gráficos, permanecendo em
exposição em locais abertos, conforme determinam os organizadores do evento.
Colocados em paredes ou divisórias, nas quais são afixados com cordões em pequenas
tiras de madeiras, os pôsteres são confeccionados em papel, plástico ou outros materiais.
Por isso, a NBR 15437/2006 recomenda que suas dimensões sejam de 0,60 m a 0,90 m
de largura, de 0,90 m a 1,20 m de altura e que o pôster seja legível a uma distância de,
ao menos, um metro. Todavia, o suporte escolhido pode ser o meio eletrônico.
O pôster precisa ter certo impacto visual. Por isso, é necessário se preocupar com a
escolha de um leiaute, isto é, uma forma de diagramação dos dados e das imagens que
seja agradável para o leitor. O conteúdo deve ser organizado de forma simples e lógica,
concebendo a sequência de elementos do canto superior esquerdo para o canto inferior
direito. A Associação Brasileira de Linguística – ABRALIN (2019) faz as seguintes
recomendações:
 1 Escolha um leiaute simples, colorido, atraente e criativo, mas sem exageros,
posto que mais de três cores distraem o leitor;
 2 No que tange às fontes escolhidas, facilite a legibilidade, escolhendo fontes
grandes (Arial ou Times New Roman, de 18 a 26, com títulos em caixa-alta e
negrito, de 40 a 50), prevalecendo o mesmo para as figuras, devendo-se optar
pelo contraste (fonte clara sobre fundo escuro, ou vice-versa);
 3 Ao usar imagens ou gráficos, opte por uma configuração simples e bem
organizada;
 4 Não exagere na quantidade de texto, ele é apenas o ponto de partida para o
desenvolvimento das discussões durante a divulgação de sua pesquisa;
 5 Não elimine espaços em branco, a presença deles é significativa para que não
haja a impressão de excesso de informações;
 6 Faça a distribuição do texto em colunas, deixando espaço no entre elas;
 7 Não escreva parágrafos muito longos, mantendo regularidade no número de
linhas para cada um e buscando compreensão, concisão e correção gramatical.

A ESTRUTURA DO PÔSTER CIENTÍFICO

Os elementos que fazem parte do conteúdo do pôster científico são:


 1 Título e, se houver, subtítulo, aparecendo na parte superior do pôster. O
subtítulo vem separado por dois-pontos (:) ou abaixo do título;
 2 Nome completo do autor ou dos autores da pesquisa, abaixo do título e do
subtítulo. Na sequência, devem aparecer o nome do orientador e elementos
adicionais, como o nome da instituição na qual foi efetuada a pesquisa, cidade,
estado e país, além do endereço eletrônico, em campo separado ao final do
pôster;
 3 Resumo sobre o problema estudado, os objetivos, a metodologia usada e os
resultados alcançadonão excedendo cem palavras; palavras-chave são colocadas
separadamente, após o resumo;
 4 O conteúdo é organizado em colunas, considerando os
itens: Introdução, Metodologia, Resultados, Discussão e Conclusão. No
conteúdo são inseridas tabelas, ilustrações ou gráficos;
 5 Por fim, são apresentadas as Referências, seguindo a NBR 6023.

Se bem organizado, o pôster científico cumpre seu papel de exibir as partes mais
notáveis da pesquisa, com indicações sobre quem a realizou e orientou, seu processo de
realização, os resultados obtidos e sua base de referência. Junte-se a isso uma redação
clara e precisa, com boa argumentação, acompanhada de ilustrações ou gráficos,
caracterizados pela clareza e pela simplicidade, e uma boa organização visual.

Projetos científicos

O termo “projeto” tem acepções como plano para a realização de um ato, uma intenção,
um esboço inicial de um trabalho que se pretende desempenhar ou a demonstração de
algo que alguém planeja ou pretende fazer. Portanto, projetar é um passo básico para a
efetivação de uma ideia e o início de uma estratégia para a concretização de algo.
A expressão “projeto científico” diz respeito aos passos iniciais para a materialização do
trabalho científico, isto é, o momento, em que ele começa a tomar vida. Não se pode,
porém, confundir o projeto de pesquisas, com um mero planejamento ou um plano para
as pesquisas nem imaginar para ele o detalhamento esperado para o trabalho científico
em si.
A ELABORAÇÃO DE PROJETOS CIENTÍFICOS
Como lembra Andrade, na página 98 de seu livro de (2002), há a necessidade de
composição e de demonstração de um projeto científico, por exemplo, nos casos de
obtenção de bolsa de estudos; para conseguir o patrocínio para uma pesquisa; ao final de
um curso, para ser mostrado a um orientador; ou para ingressar em um curso de pós-
graduação, pleiteando a continuidade de estudos em busca de uma especialização, um
mestrado ou um doutorado, deixando o possível orientador a par da pesquisa que
pretende ampliar.
Projetos dessa natureza oferecem ao examinador inicial não só os aspectos científicos da
pesquisa, como também os aspectos práticos do desenvolvimento do trabalho, visto que
as questões técnicas e as exigências previstas pelas instituições devem estar explícitas.
Conforme Severino (2002) define, na página 159 de sua obra, um projeto bem feito
acaba desempenhando várias funções, tais como:
 A definição e o planejamento do percurso para o desenvolvimento do trabalho
do próprio estudante/pesquisador, a fim de adquirir disciplina com o trabalho,
sendo fiel aos procedimentos elencados, cumprindo a organização, a sequência e
os prazos que ele mesmo estabelece no projeto;
 Possibilitar o atendimento às exigências dos professores no aspecto didático;
 Possibilitar que os orientadores avaliem os aspectos gerais do trabalho de
pesquisa e as possibilidades de desenvolvimento, facilitando a orientação e a
apresentação de novas perspectivas de ampliação da análise;
 Fornecer condições de discussão e avaliação à banca examinadora para a
qualificação do trabalho do estudante;
 Contribuir para a concretização, no caso de solicitação de bolsa de estudos ou de
financiamento de pesquisas;
 Embasar a coordenação de programas de pós-graduação para a aceitação de
candidatos, em especial nos cursos de doutorado.
A APRESENTAÇÃO DO PROJETO CIENTÍFICO

Alguns elementos são observados para o projeto de pesquisa, tais como:


Folha de rosto –Com indicação da entidade destinatária do projeto, o título do trabalho,
sua finalidade, autoria, local e data.
Título –Mesmo que provisório, seu valor está no fato de ele indicar o assunto do
trabalho. Severino (2002), em seu livro, indica que a nomeação da pesquisa deve ter um
título geral e um título técnico, sendo este último apontado como um subtítulo que
especifica o tema abordado.
Delimitação do assunto –É o item fundamental do projeto, já que delimita o tema e o
problema da pesquisa. Neste item, o problema e o conteúdo, alvos do estudo, são
caracterizados e desdobrados.
Objetivos gerais e específicos –Neste ponto, o autor determina o que pretende com a
pesquisa e quais resultados aguarda conseguir, fazendo referência ao tema em geral e,
em seguida, a pontos específicos do assunto escolhido.
Justificativa –O autor declara por qual motivo escolheu o tema e sua importância.
Objeto da pesquisa –Evidencia a tese ou hipótese do que se pretende demonstrar. Tais
informações devem estar inequívocas desde o início, tomando-se o cuidado de preparar
hipóteses sobre algo que ainda precisa ser demonstrado, caso contrário, não há avanço
de conhecimento com sua pesquisa.
Metodologia –Esse item aborda os métodos utilizados na pesquisa e as técnicas
escolhidas.
Cronograma –Delimita momentos e etapas do desenvolvimento da pesquisa,
estabelecendo quantas semanas ou meses serão reservados para cada etapa.
Orçamento –Em alguns casos, são indicados os recursos humanos ou materiais
imperativos para que o projeto seja realizado, mencionando a previsão de custos.
Bibliografia básica –Contém os textos fundamentais em que a problemática escolhida é
enfocada. Organizada com base nas normas da Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT), espera-se que ela seja ampliada com o decorrer das pesquisas.

EXPLICANDO
De acordo com Severino (2002), os métodos são procedimentos mais amplos de
raciocínio, enquanto as técnicas tratam do funcionamento dos métodos. Os métodos de
pesquisa são baseados em experiências, como o trabalho de campo, ou feitos em
laboratórios, através de pesquisa teórica, histórica ou uma mescla de maneiras de
pesquisa.
O já mencionado autor Severino, em Metodologia do trabalho científico, publicado em
2002, faz algumas considerações sobre delimitação do assunto, objetivos e
justificativas:
Esta etapa do projeto pode-se iniciar com uma apresentação em que se coloca
inicialmente a gênese do problema, ou seja, como o autor chegou a ele, explicitando-se
os motivos mais relevantes que levaram à abordagem do assunto; em seguida, pode ser
feita uma contraposição aos trabalhos que já versaram sobre o mesmo problema,
elaborando-se uma espécie de estado de questão, [...]. Esclarecido o tema e delimitado
o problema, o autor deve apresentar as justificativas, não apenas mas sobretudo aquelas
baseadas na relevância social e científica da pesquisa proposta. A seguir, o autor expõe
os objetivos que o trabalho visa atingir relacionados com as contribuições que pretende
fazer. Após isto, pode explicitar suas hipóteses (p. 161). 
O texto, no caso do projeto de pesquisa, deve ser coeso, conciso e sem uso de
linguagem coloquial, contemplando a gramática normativa, e sem linguagem figurada.
Para formular os objetivos, são usados verbos no infinitivo. Para a descrição da
metodologia, conforme Andrade, os verbos são empregados no futuro.

Diagrama 6. Projeto de pesquisa. Fonte: SEVERINO, 2002. (Adaptado).


Desta forma, o projeto de pesquisa organiza todo o trabalho científico e é um
instrumento que não só conduz as atividades, mas também a análise, as orientações e as
avaliações que cabem a professores e coordenadores, fornecendo condições para que os
orientadores atuem da melhor maneira possível.
Evidentemente, o projeto sofre alterações em vários pontos durante a pesquisa, o que é
visto de forma positiva mediante seu aprofundamento. Não obstante, ele não é um
simples planejamento, pois ele traz a essência da monografia que será produzida.

Referências bibliográficas: NBR 6023 da ABNT

Na composição de um artigo, são consultados vários documentos, citados no decorrer


do texto. Nesta parte do curso, será abordado como são feitas as referências desses
documentos.
A NBR 6023, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), estabelece
elementos a serem incluídos e a sua exposição, contemplando a bibliografia utilizada e
as orientações sobre as convenções a serem observadas. É primordial que elas sejam
verificadas sempre que produzir um trabalho de caráter técnico-científico, bem como
suas possíveis atualizações, visto que as fontes de consulta estão a cada dia contando
com recursos que passam por mudanças constantes.
Entende-se por referências a relação de fontes (livros, artigos, leis...) usadas no
decorrer da pesquisa e são apresentadas, obrigatoriamente, ao final dos textos
acadêmicos e científicos. 
Referências são o conjunto de elementos que, retirados de um documento, possibilitam
a sua identificação.
Sua finalidade é dar ao leitor do texto as fontes da pesquisa e composição do artigo,
assim como permitir que ele tenha acesso às obras consultadas. Após as considerações
finais do artigo, estão as referências, um elemento pós-textual obrigatório e que deve
estar em ordem alfabética e alinhado à esquerda.
DIFERENÇAS ENTRE REFERÊNCIA E BIBLIOGRAFIA
Quando se fala de referências, é preciso entender como o termo é utilizado. Obras de
referência são aquelas que dão começo à pesquisa bibliográfica e que ajudam a
identificar e localizar as obras de consulta. Para Andrade (2002):
As obras de referência são constituídas pelos dicionários específicos das várias ciências,
enciclopédias thesaurus, catálogos de editoras e bibliotecas, abstracts de revistas
especializadas, repertórios bibliográficos etc. Tais obras propiciam informações gerais
sobre determinado assunto, facilitando a tarefa de localizar outras, de caráter específico,
que virão a constituir o apoio bibliográfico do trabalho (p. 53).
As obras de referência, no entanto, não constituem a única base bibliográfica de um
trabalho científico. A partir delas, há uma multiplicação de fontes, uma vez que elas
geram outras indicações bibliográficas. Do mesmo modo, existem as referências no
corpo do texto. A citação de uma passagem é inserida no texto colocando-se ao final
desta, o nome do autor, o ano e, entre parênteses, a página. As referências completas
aparecem na bibliografia final.
Caso se trate da síntese de um trecho, , as referências devem ser colocadas
acrescentando-se Cf. no início e entre parênteses. As referências bibliográficas, fontes
bibliográficas, ou apenas bibliografia designam a bibliografia levantada durante o
trabalho científico e organizada na parte final do trabalho.
A princípio, ela é composta durante o fichamento, que traz não apenas um relatório
organizado de suas leituras, incluindo temas, sínteses, trechos relevantes e justificativas
para a seleção desses dados, mas também os autores, as obras consultadas, ano de
publicação, páginas e editoras.
As referências bibliográficas listam documentos que, como relata Andrade, na página
54 de sua publicação, são manuscritos, livros, revistas, jornais ou qualquer outro
impresso, documentos reproduzidos, xerocopiados, obtidos em gravações de áudio ou
vídeo, mapas, esboços, plantas, teses e dissertações não publicadas, palestras, aulas,
sites etc.
O propósito das referências bibliográficas é levar o leitor às fontes da pesquisa que
resultou no trabalho científico e, por isso, todos os documentos consultados ou
reportados no corpo do trabalho são indicados nas referências, de forma que o leitor
tenha condições de retomá-los, seja para aprofundar a problemática, fazer uma revisão
do trabalho ou por qualquer outro motivo.

ESTRUTURA DAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

A seguir, estão exemplos de como fazer as referências dos documentos utilizados


para o projeto.
// Livros
Os elementos essenciais são:
Autor Último sobrenome em maiúsculas, seguido dos prenomes apenas iniciados por
maiúsculas. Exceções: nomes espanhóis entram pelo penúltimo sobrenome, sobrenomes
ligados por traço de união são grafados juntos e sobrenomes que indicam parentesco
(como Júnior, Filho e Neto) acompanham o último sobrenome;
Título Em negrito, sublinhado ou itálico;
Subtítulo (se houver) Separado do título por dois-pontos, sem destaque;
Edição A partir da segunda, o número da edição é assinalado seguido de ponto e da
palavra edição (ed.), no idioma da publicação. Não se anota a primeira edição e as
demais são anotadas como 2. ed., 3. ed., e assim por diante;
Local da publicação Quando há mais de uma cidade, a primeira é mencionada na
publicação seguida de dois-pontos;
Editora Apenas o nome que a identifique, seguido de vírgula;
Data Ano de publicação.

Casos específicos:
Livro com um autor SOBRENOME DO AUTOR, Prenomes. Título do livro. Local
da publicação: Editora, Ano. Ex.: 
DRUCKER, Peter Ferdinand. Sociedade pós-capitalista. São Paulo: Pioneira, 1999.

Livro com autor espanhol SOBRENOMES DO AUTOR, Prenomes. Título do livro:


(subtítulo quando houver). Local da publicação: Editora, Ano. Ex.: 
SÁNCHEZ GAMBOA, Silvio Ancizar. Pesquisa em educação: métodos e
epistemologias. Chapecó: Argos, 2007.
Livro com autor com sobrenome separado por traço SOBRENOMES DO AUTOR,
Prenomes. Título do livro. Local da publicação: Editora, Ano. Ex.: 
MERLEAU-PONTY, Maurice. O visível e o invisível. 3. ed. São Paulo: Perspectiva,
1992.
Livro com sobrenome indicando parentesco SOBRENOMES DO AUTOR,
Prenomes. Título do livro. Local da publicação: Editora, Ano. Ex.: 
DALLEGRAVE NETO, José Affonso. Responsabilidade civil no direito do trabalho.
3. ed. São Paulo: LTr, 2008.

Livro com sobrenome iniciado com prefixos SOBRENOME DO AUTOR,


Prenomes. Título do livro. Edição. Local da publicação: Editora, Ano. Ex.: 
McDONALD, Ralph E. Emergências em pediatria. 6. ed. São Paulo: SARVIER,
1993.

Livro com dois autores SOBRENOME DO PRIMEIRO AUTOR, Prenomes;


SOBRENOME DO SEGUNDO AUTOR, Prenomes. Título do livro: (subtítulo quando
houver). Edição. Local da publicação: Editora, Ano. Ex.: 
WARAT, Luis Alberto; PÊPE, Albano Marcos. Filosofia do Direito: uma introdução
crítica. São Paulo: Moderna, 1996.

Livro com três autores SOBRENOME DO PRIMEIRO AUTOR, Prenomes;


SOBRENOME DO SEGUNDO AUTOR, Prenomes; SOBRENOME DO TERCEIRO
AUTOR, Prenomes. Título do livro: (subtítulo quando houver). Edição. Local da
publicação: Editora, Ano. Ex.: 
ARRUDA, Maria Cecília Coutinho de; WHITAKER, Maria do Carmo; RAMOS, José
Maria Rodriguez. Fundamentos de ética empresarial e econômica. 2. ed. São Paulo:
Atlas, 2003.
Livro com mais de três autores SOBRENOME DO PRIMEIRO AUTOR, Prenomes
et al. Título do livro: (subtítulo quando houver). Edição. Local da publicação: Editora,
Ano. Ex.: 
ANDERY, Maria Amália et al. Para compreender a ciência: uma perspectiva
histórica. 6. ed. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo; São Paulo: EDUC, 1996.

Livro com organizador (Org.), coordenador (Coord.) ou editor (Ed.)


SOBRENOME DO AUTOR, Prenomes. (Org. ou Coord. ou Ed.). Título do livro:
(subtítulo quando houver). Edição. Local da publicação: Editora, Ano. Ex.: 
SOUZA, Osmar de; LAMAR, Adolfo Ramos (Org.). Educação em perspectiva:
interfaces para a interlocução. Florianópolis: Insular, 2006.

Livro cujo autor é uma entidade (quando uma entidade coletiva assume integral
responsabilidade por um trabalho, ela é tratada como autor) ENTIDADE. Título:
(subtítulo quando houver). Edição. Local da publicação: Editora, Ano. Ex.: 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: resumo:
apresentação. Rio de Janeiro, 2003.
No caso dos livros citados em parte, as regras são as seguintes:

Quando o autor do capítulo é o mesmo da obra SOBRENOME DO AUTOR DA


PARTE REFERENCIADA, Prenomes. Título da parte referenciada. In: ______. Título
do livro. Local: Editora, ano. Página inicial e final. Ex.: 
ABRANTES, Paulo. (Org.). Naturalizando a Epistemologia. In: ______. Epistemologia
e cognição. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1994. p.171-215.

Quando o autor do capítulo não é o mesmo da obra SOBRENOME DO AUTOR DA


PARTE REFERENCIADA, Prenome. Título da parte referenciada. In: SOBRENOME
DO AUTOR OU ORGANIZADOR, Prenomes. (Org.). Título do livro. Local: Editora,
ano. Página inicial e final. Ex.: 
SILVA, Rubia da; FISCHER, Juliane. Tecendo um diálogo da prática pedagógica:
atividades desenvolvidas na educação infantil. In: SOUZA, Osmar de; LAMAR, Adolfo
Ramos. (Org). Educação em perspectiva: interfaces para a interlocução. Florianópolis:
Insular, 2006. p. 81-94.

// Teses, dissertações e trabalhos acadêmicos SOBRENOME DO AUTOR,


Prenomes. Título. Ano. Tese, dissertação ou trabalho acadêmico (grau e área) –
Unidade de Ensino, Instituição, Local, Data. Ex.: 
SILVA, Renata. O turismo religioso e as transformações socioculturais, econômicas
e ambientais em Nova Trento – SC. 2004. 190 f. Dissertação (Mestrado em Turismo e
Hotelaria) – Centro de Educação Balneário Camboriú, Universidade do Vale do Itajaí,
Balneário Camboriú, 2004.
URBANESKI, Vilmar. Epistemologia social, ciências cognitivas e educação. 2006.
116 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Centro de Ciências da Educação,
Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, 2006.

// Enciclopédias
NOME DA ENCICLOPÉDIA. Local da publicação: Editora, ano. Ex.: 
ENCICLOPÉDIA TECNOLÓGICA. São Paulo: Planetarium, 1974.
// Jornal
Jornal no todo NOME DO JORNAL. Cidade, data. Ex.: 
FOLHA DE S.PAULO. São Paulo, 11 jan. 2009.

Artigo de Jornal com autor definido


SOBRENOME DO AUTOR DO ARTIGO, Prenomes. Título do artigo. Título do
jornal, Cidade, data (dia, mês, ano). Suplemento, número da página, coluna. Ex.: 
PRATES, Luis Carlos. Quindim com café. Diário Catarinense, Florianópolis, 3 fev.
2009. Disponível em: <http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?
uf=2&local=18&source=a2390841.xml&template=3916.dwt&edition=11632&section=
1328http>. Acesso em: 3 fev. 2009.

Artigo de jornal sem autor definido


TÍTULO do artigo (apenas a primeira palavra em maiúscula). Título do jornal, Cidade,
data (dia, mês, ano). Suplemento, número da página, coluna. Ex.: 
EFEITOS da lei seca. Folha de S.Paulo, São Paulo, 14 mar. 2009. Opinião, p. 2.

// Revista
Revista no todo
NOME DA REVISTA. Local de publicação: editora (se não constar no título), número
do volume (v._), número do exemplar (n._), mês. Ano. ISSN. Ex.: 
REVISTA TRIBUNA JURÍDICA. Indaial: Editora Asselvi, v. 1, n. 4, jan./jun. 2008.
ISSN 1807-6114.
Coleção de revistas no todo
TÍTULO DO PERIÓDICO. Local de publicação: editora, data (ano) do primeiro
volume e, se a publicação descontinuou, do último. Periodicidade. Número do ISSN (se
disponível). Ex.: 
CONTRAPONTOS. Itajaí: Univali, 2001. Semestral. ISSN 1519-8227.

Artigo de revista com autor definido


SOBRENOME DO AUTOR DO ARTIGO, Prenomes. Título do artigo. Título da
revista, local da publicação, número do volume (v._), número do fascículo (n._),
páginas inicial-final do artigo, mês. Ano. Ex.: 
PICH, Roberto Hofmeister. Autorização epistêmica e acidentalidade. Veritas, Porto
Alegre, v. 50, n. 4, p. 249-276, dez. 2005.

Artigo de revista sem autor definido


TÍTULO do artigo (apenas a primeira palavra em maiúscula). Título da revista, local da
publicação, número do volume, número do fascículo, página inicial final do artigo, mês.
Ano. Ex.: 
20 CENTROS e nenhuma central. HSM Management, São Paulo, v. 1, n. 72, p. 39-45,
jan./fev. 2009.
Casos específicos:
 Quando a editora não puder ser identificada, utiliza-se a expressão sine nomine,
abreviada e entre colchetes [s.n.];
 Quando o local de publicação não for identificado, utiliza-se a expressão sine
loco, abreviada e entre colchetes [s.l.];
 Quando o local e a editora não aparecem na publicação, se indica entre colchetes
[s.l.: s.n.];
 Quando o local, a editora e a data não forem identificadas, se indica entre
colchetes [s.n.t.] (sem notas tipográficas).

// Anais
NOME DO EVENTO, Número do evento (se houver), ano de realização, local. Título
do documento (anais, atas, tópico temático etc.). Local: Editora, ano de publicação.
Número de páginas ou volume (se houver). Ex.: 
REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE QUÍMICA, 20., 1997, Poços
de Caldas. Livro de resumos. São Paulo: Sociedade Brasileira de Química, 1997.

// Entrevistas
No título, omite-se o nome do entrevistador quando ele é o autor do trabalho. Quando a
entrevista é concedida em função do cargo ocupado pelo entrevistado, acrescentam-se o
cargo, a instituição e o local ao título.
 Entrevistas não publicadas
SOBRENOME DO ENTREVISTADO, Prenome. Título. Local, data (dia, mês. ano).
Ex.: 
SUASSUNA, Ariano. Entrevista concedida a Marco Antônio Struve. Recife, 13 set.
2002.
 Entrevistas publicadas
SOBRENOME DO ENTREVISTADO, Prenomes. Título da entrevista. Referência da
publicação (livro ou periódico). Nota da entrevista. Ex.: 
SOUZA, Mauricio de. A Mônica quer namorar. Veja, ed. 2.098, ano 423, n. 5, p. 19-23,
dez. 1999. Entrevista concedida a Duda Teixeira.

// Internet
Nome do autor; título do documento ou da web page (ou do frame). Título do trabalho
maior contendo a fonte (website); informações sobre a publicação (incluindo a data da
publicação e/ou da última revisão); endereço eletrônico (URL); data do acesso e outras
particularidades dignas de menção na fonte. Ex.: 
GRAYLING. A. C. A epistemologia. The blackwell companhion to philosophy.
Cambridge, Massachusetts: Blackwell Publishers Ltd, 1996. Disponível em:
<http://www.geocities.com/marcofk2/grayling.htm>. Acesso em: 10 maio 2007.

// Jurisdição
Título (especificação da legislação, número e data). Ementa. Dados da Publicação.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal,
1988.
SANTA CATARINA (Estado). Lei n. 5.345, de 16 de maio de 2002. Autoriza o
desbloqueio de Letras Financeiras do Tesouro do Estado e dá outras
providências. Diário Oficial do Estado, Poder Executivo, Florianópolis, 16 jun. 2002.
Seção 3, p. 39.
Agora é a hora de sintetizar tudo o que aprendemos nessa unidade. Vamos lá?!
SINTETIZANDO
A metodologia é um aspecto de extrema importância em qualquer atividade de caráter
científico, se mostrando como uma alavanca que proporciona o sucesso em seminários
científicos. Os seminários são parte integrante do cotidiano das salas de aula, mas
ocorrem em simpósios, conferências e congressos nos quais pesquisadores divulgam
seus trabalhos e colocam em discussão seus resultados. Suas formas de organização
resultam em oportunidades de formação para todos os envolvidos.
Um dos elementos que promove a exposição de seminários e de pesquisas é o pôster
científico, cuja função é expor trabalhos científicos de forma rápida e visual, colocando-
os em evidência de modo resumido, e temas, metodologias usadas, resultados obtidos,
conclusões e referências bibliográficas utilizadas no processo.
Nesta esfera de atividades, estão os projetos científicos, que oferecem a coordenadores e
avaliadores a motivação e a organização previstas pelo pesquisador para o trabalho
científico, permitindo que tenham um panorama do que é desejado, promovendo
orientações, intervenções e avaliações sobre o processo e seus resultados.
Como em qualquer atividade investigativa nesse contexto, cabe a observação das
normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o que
confere um dos aspectos que dá credibilidade à materialização de uma tarefa científica.
Certamente, a busca constante por conhecimentos que ampliem a formação, bem como
a correção das formas de apresentação ao difundi-los expande o peso de seus esforços.