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Irei usar a ordem do Set da Northumbria, com suas 33 Runas divididas em 4 Aettyr mais a Runa

Gar. A única diferença é que no Elder Futhark a Runa Ansuz fica após a runa Thurizas e no
Futhork ela é dividida em Os e Aesc e a primeira fica no lugar de Ansuz, após Thurisaz; a Runa
Aesc vai para o quarto Aett, após a Runa Ac, mantendo a mesma forma que Ansuz e o mesmo
som.
Aett de Freyr e Freyja

1 – Fehu

Fehu é a primeira runa e seu som é o “F”. Como a primeira runa do primeiro Aett, ela
representa inícios. Ela significa literalmente “gado”. Nas histórias nórdicas, Audhumla,
a vaca primordial, no amanhecer da existência, lambeu o bloco de sal de onde surgiu
Buri, pai de Borr e Avô de Odin.
No nível terreno, Fehu significa riqueza, mas a riqueza no sentido financeiro e de bens
materiais: para as pessoas comuns da Europa Antiga, a riqueza ou situação financeira de
alguém era medida por cabeças de gado. Nos dias modernos, Fehu simboliza dinheiro e
crédito. No princípio Fehu era o poder que necessitávamos para conseguir dinheiro
mundano, e para mantê-lo, fazendo-a uma Runa de poder e controle. Entretanto, riqueza
traz responsabilidades, como é dito no poema norueguês “Riqueza causa atrito nas
relações, enquanto o lobo espreita na floresta”. Ter riqueza pode levar a ganância e a
inveja, a qual divide a sociedade. Fehu é uma das poucas Runas que continuam
presentes no idioma inglês, na palavra “Fee”, significando um pagamento.
Fehu nos conta sobre as riquezas móveis: das que se ganha, mas também se perde,
portanto, embora seja uma Runa que fale sobre bens materiais financeiros, ela é móvel.

2 – Uruz

A Segunda Runa é Uruz e o seu som é ”U”. Esta Runa representa o extinto e poderoso
boi selvagem, o Aroque, o qual era temido e admirado pela sua resistência, coragem,
força e pelos seus longos, curvados afiados chifres. “O auroque é corajoso, com chifres
subindo as alturas, um feroz lutador de chifres que deixa suas marcas através das
charnecas, uma besta impressionante!”
A forma da runa representa os chifres do auroque. Infelizmente, o animal está extinto.
No Reino Unido ele foi exterminado nos anos de 1.200s, e os últimos auroques foram
alvejados na Polônia em 1627. Simbolicamente, Uruz significa o poder indomável do
boi primal, o poder inconquistável do universo. Acima de todas as outras, Uruz é a runa
da força interior, resistência e perseverança. Ela também é uma Runa de cura,
entretanto, esse tipo de poder nunca pode ser usado de forma egoísta, nunca sendo
propriedade ou controlado por um único indivíduo para seu único benefício. A
Influência de Uruz pode trazer sucesso pessoal, mas nunca as custas dos outros.

Uruz também nos conta sobre a coragem e sobre trabalho árduo, mas normalmente
seguido de sucesso. Seus atributos sempre giram em torno de força, perseverança, vigor
e resiliência; assim como em alguns casos pode significar cura através de descanso ou
até mesmo de trabalho, lembrando que nunca de forma egoísta.

3 – Thurisaz

A terceira Runa é Thurisaz e seu som é ”TH”. Nesse forma, Thurisaz ainda é parte do
alfabeto da Islândia. Thurisaz é protetivo. Na forma de um espinho, ele significa a
resistência na forma dos espinhos das árvores e das plantas (Neste caso como as árvores
caracterizadas como “thorntrees” ou “árvores de espinhos”), e a resistência massiva dos
Gigantes da terra conhecidos como Thurses ou Moldthurs. Espinhos protegem as
plantas nas quais elas nascem, mas fazem isso de forma passiva, detendo atacantes. De
forma similar, A runa Thurisaz canaliza poderes defensivos, e isso pode produzir
mudanças súbitas sem avisos. Isso é a força intencional do princípio gerador, a energia
masculina criativa em ação. Usando-a de forma efetiva, pode significar alterar o
caminho que as coisas estão tomando. Dependendo de como será usada, Thurisaz pode
representar defesaou ataque contra adversários. A árvore de Thurisaz é o Espinheiro-
negro (Prunus spinosa), a árvore de Maio ou Espinheiro-alvar (Crataegus monogyna) e
a Amora (Rubus fruticosa).

4 – Os

No Elder Futhark seria a runa Ansuz, mas quando os Anglo-saxões estenderam as runas
para mais um Aett, Ansuz foi posta na vigésima sexta posição e foi chamada de Aesc;
então foi colocado Os em seu lugar, como som de “O”. Entretanto, ainda há uma estreita
conexão entre Aesc (Ansuz) e Os. Os significa “boca” e, por extensão, fala, música e
linguagem. Como Aesc, Os é uma Runa-Deus, pertencendo ao Deus Odin em seu
aspecto de mestre da comunicação através da linguagem e da escrita. Os denota o poder
criativo da palavra e consequentemente da sabedoria em si. Falar é a habilidade
fundamental que permite a cultura humana de existir. Todo o conhecimento tradicional,
história e identidade cultural é expressada na poesia, musica, sagas orais e literatura
escrita. De forma geral, Os quer dizer informação em cada significado da palavra. A
Runa Os é mais poderosa quando é chamada ou cantada repetidamente durante
meditações, no qual é chamado de Galdr, ou encantamento rúnico, o qual é dito trazer
os poderes do sopro cósmico para si.

5 – Raidho

A quinta runa é chamada de Raidho ou Raed e seu som é “R”. Literalmente, ela
representa a roda e o movimento que a roda permite. Figuradamente, ela significa o
“veículo” que usamos para atingir um objetivo. Mas como um veículo com rodas não
pode ser usado sem uma estrada para poder correr, Raidho também representa a estrada
ou o processo em si. Raidho é ambos o caminho adiante e os meios para se chegar lá.
Raidho é a runa dos rituais e cerimonias, eventos feitos de forma pre-organizados de
acordo com princípios e planos. Raidho nos permite canalizar nossas energias de forma
efetiva. Esta Runa ajuda o espírito, a matéria ou informação serem movidas ou fluídas
de um lugar para o outro, e então, produzir resultados desejáveis. Os significados
conectados de Raidho são “uma invasão” e também “música”. Embora sejam bem
diferentes um do outro, eles possuem em comum que para executar qualquer um dos
dois é necessário dedicação e planejamento. Todas as circunstâncias, ambas dentro ou
fora de nós, devem estar certas. Para se ter total vantagem em Raidho, nós precisamos
estar no lugar certo e na hora certa e fazendo a coisa certa. Para isso é preciso
consciência desperta e visão.

6 – Kenaz

A sexta Runa é Kenaz, a runa do conhecimento, como no dialeto britânico do norte com
a palavra “ken”. Seu som é “K”. Literalmente, Kenaz denota um galho flamejante, um
pedaço  de pinho com resinas que em tempos anteriores trazia a luz. O poema anglo-
saxão descreve como “A tocha é o fogo vivo, brilhante e radiante. Mais frequentemente,
ele queima quando as nobres pessoas estão descansando em suas casas.” Por Kenaz nos
dar luz na escuridão que nos cerca, ele igualmente, num nível simbólico, traz a luz
interior do conhecimento. Kenaz é uma runa de ensino e aprendizado, dando poder a
todas as ações positivas. Ela pode ser escrita de muitas formas diferentes. A forma mais
comum é a que aparece acima, mas podem variar. Como o fogo do  coração, esta runa
representa o poder da forja na qual o material é transformado através da habilidade do
ferreiro em algo novo e útil, como materiais brutos e desordenados que são arrumados e
ordenados pela consciência humana. Kenaz pode ser usada em meditações pessoais de
iluminação.

7 – Gebo

A sétima runa é Gebo. Seu som é o “G”. Na sua forma de “X” como ‘sagrada marca’, é
a runa que conecta homem sou Deuses. “Presente/dádiva…é um ornamento que mostra
valor,” o poema Anglo-saxão nos conta “isto é substancial e honorável”. Literalmente,
Gebo é um presente que traz sobre conexões entre pessoas por trocas. Isso simboliza
unidade entre o doador e a pessoa para a qual é dado o presente, criando um estado de
equilíbrio e harmonia. Gebo é personificado pela Deusa nórdica Gefn, “A Caridosa
doadora”. Isso nos da o poder de nos conectar com outras pessoas, ajudando
futuramente uma causa comum ou uma parceria nos negócios. Quando pessoas iletradas
“assinavam” algum documento que os prendia a algum destino ou contrato, elas usavam
a runa Gebo para fazer sua marca, significando um presente de uma pessoa para outra.
Gebo também conecta o mundos dos humanos ao mundo dos Deuses. No trabalho
rúnico, nós devemos marcar os dois traços cruzados de Gebo apenas quando
compreendemos todo o significado de presentear. Em outros tempos, nós poderíamos
usar uma combinação de dois traçados, > and <. Quando estes são escritos
horizontalmente, eles representam uma conexão entre duas pessoas de bases iguais. Mas
quando são escritas uma sobre a outra, esses traçados simbolizam uma conexão entre
humanos e outros poderes, mesmo acima em Asgard, ou abaixo, em Utgard.

8 – Wunjo

A oitava e última runa do primeiro Aett é Wunjo. Seu som é ”W”. A forma de Wunjo
representa um tipo de cata vento, como aqueles usados nos navios vikings, templos
pagãos e igrejas na Escandinávia. Nenhum Templo escandinavo sobreviveu, mas as
igrejas eram reconstruídas usando as mesmas bases. Wunjo significa alegria, o elusivo
estado de harmonia num mundo caótico. Alegria pode ser encontrada quando se está em
equilíbrio com as coisas, como o cata vento, o qual se move em harmonia com as
correntes de ar que prevalecem. “Alegria é para aquele que conhece pouca tristeza”,
afirma o poema Anglo-saxão. ”Aquele que não é perturbado pela tristeza terá frutos
brilhantes, bênçãos e construções suficientes.” Wunjo é o ponto central entre dois
opostos, onde a alienação e a ansiedade desaparecem, pois eles são causados pela falta
ou pelo excesso. Esta é uma runa de fraternidade, objetivos compartilhados, e bem estar
geral que nos ajuda a realizar nossa verdadeira vontade, a qual podemos usar para
preencher completamente nossas necessidades. Isso acontece mostrando formas
harmoniosas de fazer as coisas, transformando nossas vidas para melhor. Quando esta
runa aparece numa divinação, Wunjo pode significar boas notícias de longe.
Aett de Heimdall e Mordgud

9 – Hagalaz

O segundo Aett começa com Hagalaz, a nona Runa. Seu som é o “H”. Assim como as
outras runas no início deste Aeet, todas as três estão associadas a primeira parte do
inverno. Hagalaz  é congelante e constritor. Literalmente, seu nome significa “Granizo”,
o qual é água transformada em um curto tempo de líquido para sólido. Durante este
tempo, o granizo cai dos céus violentamente, destruindo assim plantações ou
propriedades. Mas uma vez que o dano é causado, ele derrete. Transformação é o
princípio dominante aqui, assim como uma súbita transformação que uma tempestade
de neve traz. Campos verdes e estradas negras são transformados rapidamente em um
mar branco. Igualmente transformador é o degelo, quando as cores da terra são
restauradas. No nível pessoal, Hagalaz é a runa da mente inconsciente e do processo da
formação do pensamento. Num nível impessoal, Hagalaz está nas raízes da existência.
Hagalaz é uma das maiores runas do Örlog, as leis da existência através das quais o
padrão dos eventos do nosso passado formam nosso presente. Hagalaz nos da acesso a
energias originadas no passado que ainda estão ativas no presente. Ela nos oferece o
poder da evolução com a perspectiva da existência do presente.

10 – Naudhiz

A décima runa é chamada de Naudhiz ou Not. Seu som é “N”. Naudhiz representa dois
galhos de madeira usados para a necessidade do fogo, um poderoso ritual de fogo que
somente era praticado em tempos de desastres, como a fome ou algum surto de uma
praga no gado. Naudhiz significa, literalmente, “necessidade”, o qual representa ambos
a escassez e a ausência das coisas, assim como o princípio da necessidade. Todas as
necessidades são constritoras, e Naudhiz restringe nossas possibilidades. Isso é
interposto no poema rúnico Anglo-saxão,o qual chama Nyd (o nome anglo-saxão para
Naudhiz) uma “atadura apertada em torno do peito.” Mas com a runa Naudhiz também
está o poder para ser liberto da necessidade: ”isso pode acabar se tornando um símbolo
de ajuda”, nos é dito, ”se atendido cedo o suficiente.” Como Hagalaz antes desta,
Naudhiz é uma runa de mudança. Quando usamos Naudhiz, precisamos ser cautelosos,
carregando na mente a máxima antiga “conheça a ti mesmo”. Ao usarmos isso, nós não 
devemos ir contra nossa Wyrd – destino – mas devemos usar construtivamente. Assim
isso poderá nos ajudar a superar dificuldades. Normalmente, entretanto, a runa nos ata e
nos impede.

11 – Isa

A décima primeira runa é chamada de Isa. Seu som é ”I”. Literalmente significa “gelo”
e sua forma é um sincelo (também ilustrado como um estalactite de gelo), reto, vertical
e imóvel. “Gelo é muito frio” diz o poema rúnico anglo-saxão. “Ele brilha como vidro,
assim como uma jóia…bom de se ver”. A runa Isa simboliza existência estática, o
tempo presente. Gelo é lindo de se olhar, mas não faz nada, e não havia uso para os
antigos. Simbolicamente, Isa é a runa que paralisa toda a atividade. O Gelo se forma
pois a falta de energia transforma o líquido em sólido. A resistência estática do gelo
toma o lugar da fluidez da água. Isa significa atraso ou uma parada no progresso de
algo, ou o término de um relacionamento/relação. Uma vez que o gelo é estático, as
vezes ele se move numa massa. Quando isso ocorre, como em uma avalanche, ela flui
com uma força irresistível. Nessa forma, Isa representa um processo inexorável contra o
qual não  podemos fazer coisa alguma. Também, quando está na forma de um iceberg, a
profundidade do gelo flutuante é enganosa, pois só podemos enxergar um nono da
verdadeira massa acima da superfície. Portanto, os efeitos de Isa, os quais podem
parecer insignificantes, contém implicações e dimensões insuspeitas.

12 – Jera

Jera ou Jara é a décima segunda runa. Seu som é “J”. Significa “Ano” ou “Estação”,
Jera se refere aos ciclos da existência. Esta é a runa da realização no tempo propício,
pois uma colheita farta só pode acontecer se as coisas certas estiverem feitas no
momento certo. Jera não pode agir contra a ordem natural das coisas, mas, quando
usada propiciamente, o resultado será benéfico, trazendo – como o poema rúnico anglo-
saxão afirma – “uma brilhante abundância para ricos e pobres.” Jera pode ser escrita de
duas formas diferentes. Uma é um traço vertical, carregando um diamante (como no
naipe de ouros). Essa forma representa uma forma estável uma vez que é ativada.
Simboliza o eixo cósmico rodeado pelas quatro estações do ano em sua ordem correta.
Aqui, Jera é um pictograma de um objeto – A guirlanda de colheita, que é apoiada pelo
mastro. A outra forma é composta por dois traços angulares, como duas runas Kenaz
que interpenetra uma a outra sem se tocar. Esta é a forma dinâmica de Jera,
representando mudanças em direção a realização.

13 – Eihwaz

A décima terceira runa é Eihwaz e seu som é “EI”(13). É uma das mais poderosas runas,
representando a árvore do Teixo (Taxus baccata). Antigos magos rúnicos cortavam
bastões bifurcados, cajados, da vida e da morte do Teixo. Como ele combina
longevidade com toxicidade, o teixo possui ambos os poderes de morte e de
regeneração. Por causa de ser a árvore de maior longevidade entre todas as outras na
Europa e se mantém verde por todo o ano, o teixo é uma árvore da vida. Alguns teixos
antigos que morreram parcialmente são regenerados pelas suas próprias árvores
menores, que nascem em seu interior. Esses, especialmente, são verdadeiros símbolos
da continuidade da vida. Outros, os chamados “teixos sangrentos”, possui ferimentos
nunca curados. Uma resina vermelha escorre pela árvore desses ferimentos, mas a
árvore não é afetada. Teixos sangrentos são considerados sagrados, árvores de cura.
Mas o teixo possui um outro lado, pois seu tronco, raiz, folhas, frutos e resinas são
extremamente venenosos. Pois isso a Runa Eihwaz também é chamada de “Runa da
Morte”, um poder reforçado pela sua posição como a Runa numero 13. Para o Erilaz
antigo, a runa Eihwaz é um protetor mágico e um facilitador.

Seu significado é variado e depende da capacidade do Erilaz de entender suas


interpretações a partir de seus atributos e do jogo que estará a fazer.

14 – Perdhro

A décima quarta Runa é Perdhro e seu som é o “P”. A interpretação mais comum de
Perdhro são os dados de copo usados para jogos e adivinhações. Outra possibilidade é
um peão ou uma peça de jogo. Ambos as peças ou dados representam as incertezas do
jogo da vida. Como uma peça de jogo, Perdhro simboliza a interação da liberdade de
escolha com as restrições e circunstâncias. Quando jogamos, os padrões do tabuleiro e
as regras dos movimentos das peças do jogo já estão ditadas. Mas além dessas
limitações os movimentos de nosso jogo são livres. Como o jogo é jogado depende da
habilidade e vontade dos jogadores e de suas interações. Perdhro é também uma runa de
memória e recordação, de soluções para problemas, e conhecimento esotérico. Ela nos
da acesso ambos aos conhecimentos internos e secretos do mundo humano e também
para os trabalhos internos da natureza. Isso nos da o poder e habilidade para distinguir
entre coisas valiosas daquelas sem valor. Pagãos modernos veem Perdhro como o útero
da Grande Deusa que traz a vida para a existência. Nesse sentido, ela expõe coisas que
eram previamente escondidas, tornando potencial em realidade física.

15 – Elhaz
A décima quinta runa é Elhaz, ou Algiz. Seu som é o “ZZ”. Sua forma representa o
poder e a resistência do poderoso Alce, cujas galhadas intimidam os inimigos. Vendo a
galhada ameaçadora, ninguém ousa atacar, e o Alce ganha sem lutar. Elhaz também
simboliza a “alongada” e “bicuda” planta carriço (Carex rostrata), cujas folhas pontudas
repelem animais de comê-la. Para o mestre de runas, Elhaz é o mais poderoso símbolo
de proteção de todos, pois ele possui a habilidade de repelir todo o mal. Acima de todas
as outras, esta é a runa de proteção pessoal. Visualizar essa runa ao redor de seu corpo
lhe da um potente escudo contra todos os tipos de ataques, físicos ou psíquicos. A Runa
Elhaz é igualmente efetiva para proteger propriedades, especialmente construções e
veículos. O poder de suporte e defensivo de Elhaz promete proteção contra todos os
tipos de forças, conhecidas ou desconhecidas, que entra em conflito conosco.
Simbolicamente, ela representa o poder do ser humano esforçando-se ao redor do poder
divino, com a assistência de um suporte do outro mundo.

16 – Sowulo

A décima sexta e última runa do segundo Aett é chamada de Sowulo. Sua letra é “S”.
Como Elhaz, Sowulo é uma runa de grande força que veste e canaliza o poder do sol, o
qual simboliza. Mas ele não está apenas como energia: ela também simboliza a
iluminação que o sol providencia. Literalmente, Sowulo é a qualidade vital da luz do
dia. Figurativamente, ela representa os poderes que precisamos para atingir nossos
objetivos. Sowulo significa poder direto e devastador de forma reta, sem obstáculos.
Sua forma remete a forma de um raio. Sowulo resiste as forças da morte e
desintegração, garantindo o triunfo da luz sobre a escuridão. Por isso é a runa que
ilumina nossos objetivos. “Para os homens navegando através do banho dos peixes, o
sol significa esperança”, diz o poema rúnico anglo-saxão, “até o cavalo dos mares o traz
para o porto”. Mantendo uma visão clara e mantendo nossos objetivos na visão da luz
de Sowulo nos ajuda a atingi-los.
Aett de Tyr e Zisa

17 – Teiwaz

A primeira runa do terceiro Aett é Teiwaz e o seu som é o “T”. Como Aesc (Ansuz)
Teiwaz é uma Runa Deus, sendo a runa do antigo Deus do Céu do norte da Europa,
Tiwaz. Ele é conhecida na antiga Inglaterra como Tiw e na Escandinávia como Tyr, e
deu seu nome para o terceiro dia da semana(14). O poder de Teiwaz é recontado nos
mitos nórdicos quando o poderosos Deus sacrificou sua mão direita para permitir que
fosse preso o destrutivo Lobo Fenris, que ameaçava o equilíbrio do mundo. Por isso a
runa Teiwaz é a runa positiva do sacrifício pessoal para se ter sucesso em seus
objetivos. Todo o sucesso que venha de Teiwaz vem temperado com sacrifício, o que
pode significar estresse pessoal, trabalho duro, ou risco financeiro. A forma apontando
para cima de Teiwaz remete a direção positiva para alcançar o melhor efeito desejado.
Assim como Sowulo, a runa Teiwaz promete sucesso para alcançar seus objetivos com
sucesso. Teiwaz trabalha especialmente com questões legais. Nesse caso, o sucesso de
Teiwaz somente virá se você realmente tiver direito. Enganações Judiciais não
acontecem quando Teiwaz está com o poder.

18 – Berkana

Representando a Bétula (Betel pendulum), a décima oitava runa é chamada de Berkana


ou Birkana e seu som é o “B”. Sua forma representa os seios da Deusa Mãe Terra
chamada antigamente de Nerthus, Berchta, ou Frau Percht. A bétula é uma árvore de
casca branca tradicionalmente associada com purificação. Como a primeira árvore a
recolonizar a terra estéril quando o gelo recuou ao final da última Era Glacial, ela
também simboliza a regeneração, primavera, e o retorno do calor após o frio. Berkana
significa novos começos, especialmente na esfera feminina, no qual é uma Runa do
Nascimento. Berkana é poderosa em todas os assuntos da mulher. Na tradição
folclórica, galhos de bétulas são usados para “escovar” na vassoura, usados para varrer
ao longe qualquer má sorte. Em algumas partes da Europa, as bétulas são usadas como
mastro de maio(15). O número de Berkana – 18- é um número duplamente sagrado, um
duplo 9, sendo símbolo de realização e novos começos num nível alto e orgânico. Ela
marca o ponto onde as leis primais da existência foram definidas, e o estágio para o jogo
da vida começar a ser sério.

19 – Ehwaz

A runa chamada de Ehwaz é a décima nona runa. Esta é a Runa Cavalo e seu som é o
“E”. Sua forma éum ideograma de um cavalo. Cavalos são um dos animais mais
sagrados para os pagãos europeus, sendo as montaria de inúmeros Deuses e Deusas.
Nos países Bálticos e Eslavos, eles eram usados na divinação, e cavalos sagrados
agraciavam os templos na Pomerania (nas margens do sul  do mar báltico), dos Saxões e
Ingleses. O poema rúnico Anglo-saxão nos conta orgulhosamente dos cavalos como “a
alegria dos companheiros, andando com orgulho enquanto conversam por cavaleiros em
todas as partes, e para o incansável, sempre um conforto”. A runa do cavalo significa
um laço inquebrável, como a do cavalo e cavaleiro. Verdadeiras sociedades requerem
lealdade e verdades absolutas, então confiança é uma necessidade absoluta para aqueles
que usam esta Runa. Ehwaz demanda uma séria intenção a levar um assunto
diretamente para sua realização. O cavalo também significa ir de um local para o outro,
fazendo uma conexão entre o local de origem ao dentinho. Ehwaz nos da o ímpeto que
necessitamos para levar qualquer tarefa do início até o final.

20 – Mannaz

A runa Mannaz é a vigésima runa e seu som é “M”. Mannaz representa as qualidades
básicas humanas que todos nós temos, sejam homens ou mulheres: isso significa nossas
experiências compartilhadas. Sua forma representa um arquétipo do ser humano o qual
nós vemos como um reflexo de todas as coisas na existência.  Simbolicamente, Mannaz
significa ordem social, sem a qual nós não poderíamos atingir toda a capacidade
humana. Essa forma reflete a ideia de suporte mútuo. Suas linhas estão ligadas pela runa
Gebo em uma rígida, estável forma, assim como quando nós damos suportes uns aos
outros, nós somos estáveis. Pela linguagem ser uma faculdade humana primária,
Mannaz é classificada como uma Hugrune(16), uma das runas da mente. Esta runa é
conectada com tudo aquilo ligada a linguagem. Usando-a, nós podemos ganhar
vantagem em disputas ou exames acadêmicos. Um significado relacionado de Mannaz
pode ser a árvore. Isso reflete a lenda escandinava de que os primeiros humanos foram
feitos de árvores. Askr, o primeiro homem, veio de um Freixo, e Embla, a primeira
mulher, de um Ulmeiro.

21 – Laguz
A vigésima primeira runa se chama Laguz e seu som é o “L”. Laguz representa a água
em suas muitas formas e fases. Como a água flui, Laguz representa a fluidez. O poder
desta runa está no poder das marés e das quedas d’águas. O poema rúnico anglo-saxão
nos fala dos perigos desta runa: “para os amantes da terra, a água se torna um problema
se eles vão para o mar em um navio que é arremessado. As ondas os aterrorizam”. O
poder do mar é irresistível, e nós devemos “ir com a maré” ou seremos destruídos.
Laguz demonstra o poder unificado dos opostos presente em várias runas. Ao mesmo
tempo em que não podemos viver muito tempo sem água, também não podemos viver
muito tempo na água. Um significado subsidiário de Laguz é o Alho – uma “erva”
mágica com um vigoroso poder de crescimento – pois a runa representa a abundância da
força vital presenta na matéria física  e no crescimento orgânico. Mas o crescimento não
é contínuo. Crescimento orgânico é presidido de ciclos, como podem ser vistos no
crescimento dos anéis da concha marinha e árvores. A natureza do crescimento cíclico
está presente em Laguz como o refluxo e a fluidez das marés. Laguz limpa obstáculos
nos processos, e fluidez e aceleração toma o lugar.

22 – Inguz

A décima segunda runa é Inguz, ou Ingwaz e seu som é “NG”. É um símbolo de luz
representando um farol ou uma tocha. Essa runa pode ser feita de duas formas. Um é
uma forma fechada e contida, como no naipe de ouros do jogo de cartas. Assim ele
simboliza o fogo interior e é comum vê-la em construções antigas e em seus muros no
norte da Europa. A segunda forma é expansiva, com as linhas ultrapassando sem limites
a sua forma, carregando sua luz para fora a sua volta, mostrando sua luz ao longe. Como
Teiwaz, Inguz é uma Runa Deus com o mesmo nome. Ele é o consorte da Mãe Terra,
Deusa da fertilidade e do alimento. Inguz é o Deus da fertilidade masculina e representa
o coração do lar, uma Lareira, então esta runa traz proteção para casa. De forma mais
gral, Inguz representa energia. Simbolicamente, a runa Inguz canaliza energia potente,
trazendo e integrando coisas anteriormente separadas. Entretanto, embora poderosa, a
energia de Inguz não é imediata. Ela cresce gradualmente até ficar tão forte que precisa
ser liberada numa só explosão, como o orgasmo masculino.

23 – Dagaz
Dagaz é a vigésima terceira runa e seu som é o “D”. Dagaz significa “dia” e sua forma
representa um equilíbrio estável entre forças opostas, especialmente, luz e trevas. Esta é
a runa da luz do dia, especialmente meio dia e meio do verão, os maiores pontos da luz
em ambos dia e ano. Esses são tempos de força e bem estar. O poema rúnico anglo-
saxão diz: “Dia, mensagem de Deus, é precioso para as pessoas. A luz do Senhor dá
gratidão e esperança, para o rico e para o pobre, para o benefício de todos.” Alguns
usuários de runas chamam Dagaz de “ A Runa da Aurora”. Sua forma significa
equilíbrio entre luz e escuridão, abrir e fechar, poderes ascendentes e descendentes.
Dagaz possui um grande poder de proteção e também é uma ótima runa de luz, saúde,
prosperidade e aberturas. Ela serve para impedir que aquilo que fere de entrar, enquanto
ainda está permitindo nas coisas que precisamos. Tradicionalmente, para teazer sorte,
esta runa é pintada ou entalhada em portas, persianas, batentes, e outros locais elevados
na casa. No reino espiritual, Dagaz da as pessoas acesso a consciência profunda.

24 – Othala

A vigésima quarta runa (e última runa do Elder Futhark) se chama Othala ou Odhil e
seu som é o “O”. Na língua frísia, falada no que é agora norte da Alemanha e dos Países
Baixos, esta runa é chamada de “Eeyeneerde”, significando “própria terra”. Esta runa
define perfeitamente o significado de herança ancestral na forma das terras da família
ou Clan. Nas leis tradicionais do norte da Europa, esta terra nunca poderá ser vendida.
Esta é uma eterna propriedade, passada de geração para geração. Com este significado,
Othala representa um estreitamento cujo conteúdo não pode ser levado embora.
Simbolicamente, a runa mantém o estado existente das coisas. Othala resiste a regras
arbitrárias, preservando a liberdade pessoal e coletiva com os padrões das leis naturais.
Esta é a verdadeira riqueza. A posição de Othala no final do Elder Futhark reflete Fehu
no início. Fehu é a riqueza que se pode trocar, enquanto Othala é a riqueza que não se
pode vender. Entre essas duas runas existem todos os outros aspectos da vida humana,
Othala é mais do que propriedade física. Isso significa também os aspectos culturais e
espirituais recebidos como herança dos seus ancestrais. Isso da poder a nossa relação
com nossa família ou grupo.
Aett dos Deuses

25 – Ac
O quarto Aett se inicia com a Runa Ac,seu som é um curto “A”. Ela significa
literalmente “Carvalho”, a árvore sagrada do céu – e dos Deuses do trovão Tiwaz e
Thunor (Tyr e Thor). Esta é uma runa de utilidade. “Carvalho na terra, útil para os
homens”, diz o poema rúnico anglo-saxão, “alimento para os porcos, ás vezes ele viaja
no banho dos gansos, como as lanças afiadas testam e o carvalho dura nobremente”. Ac
é a runa que simboliza grande poder potencial, exemplificado pelo fruto do  carvalho, de
onde nasce o poderoso carvalho. Aparentemente insignificante, a semente contém o
poder do crescimento massivo. Ac canaliza a poderosa e continua força do crescimento
de pequenos começos até poderosos clímax, nos ajudando em nossos processos criativos
e produtivos. Durabilidade longínquo é o poder do Carvalho. São 300 anos crescendo,
300 anos maduro, e 300 anos em declínio. Uma vez morto, sua madeira pode durar
indefinidamente na forma de madeira para construções.

26 – Aesc (Ansuz)

A vigésima sexta runa é chamada de Aesc (originalmente era Ansuz na quarta posição
no Elder Futhark) e seu som é o “A”. Também chamada de As e Asa, é uma Runa Deus.
Aesc é a Runa da força divina. Ela simboliza o sopro divino que da poder a existência, o
qual os Deuses e Deusas são a mais perfeita expressão. Aesc é também a fonte divina
com o ser humano, um controle energético da consciência e das atividades intelectuais.
Esta runa é nomeada pela Freixo (Fraxinus Excelsior),uma das mais sagradas árvores
nas tradições do norte e, especialmente, na tradição Nórdicas, a Árvore da Vida,
Yggdrasil, o eixo cósmico que liga todos os mundos da criação. Este é um símbolo de
estabilidade, como diz o poema rúnico anglo-saxão: “humanos amam o freixo, subindo
as alturas. Mesmo que venham muitos inimigos combate-la, ela mantém bem o seu
lugar, numa posição firme”. Aesc também representa a ordem divina que se mantem
firme não importa quão difíceis as condições podem se tornar. Esta é a estabilidade
divina que podemos recorrer em tempos difíceis.

27 – Yr
A décima sétima runa é Yr, seu som é “Y”. Yr significa o arco feito de uma árvore ou
do teixo. No estendido Futhork da Nortumbria, Yr pega seu significado de arco da runa
Eihwaz. Sua forma pode representar uma besta, uma forma mais poderosa de um arco,
usadas em tempos antigos por caçadores e soldados. Yr simboliza a perfeita combinação
de habilidades e conhecimentos aplicado a materiais retirados da natureza. Assim como
são usados como aqueles que trazem a morte, o arco é usado na divinação para achar
locais especiais. Na Europa medieval, havia duas maneiras de se achar um local especial
com um arco. Um era lançar uma flecha em alguma certa direção. Onde a flecha cair, lá
é o lugar. Essa técnica aparece na lenda de Hobin Hood: ambos os enterros dele e do
“Little John” foram definidos pela queda de flechas. Em 1219, a localização de onde
deveria ser construída a Catedral de Salisbury foi adivinhada da mesma forma. A outra
forma de localização é usar o arco tensionado como um tipo de “localizador de água”.
Enquanto representa uma arma e uma ferramenta de adivinhação, Yr é a runa de estar
no lugar certo – literalmente “no alvo”. Ela é valiosa para achar objetos perdidos ou
para achar locais especiais.

28 – Ior

Ior é a vigésima oitava runa e seu som é “IO”. Significa “Besta da Água” e representa  a
Serpente do Mundo, Jörmungandr, a qual, nos mitos nórdicos, circula toda a Terra nos
limites do oceano. Nesta forma, Ior remete a runa do Youger Futhark, Hagal, mas não
há qualquer outra conexão além. A runa Ior simboliza naturezas duais, evidentes nos
hábitos dos anfíbios de várias bestas marinhas. Segundo a lenda, Jörmungandr é uma
formidável e perigosa besta cujos movimentos violentos causam terremotos e
maremotos cujas ondas ameaçam desestabilizar o mundo. Como uma parte da estrutura
do mundo, entretanto, Jörmungandr não pode ser destruída. Mesmo que fosse possível
eliminar as qualidade que representa, isso poderia causar uma catástrofe bem pior do
que se Jörmungandr continuasse a existir. Assim, a runa Ior significa aqueles problemas
e dificuldades inevitáveis os quais devemos chegar a algum termo para que nossas vidas
possam ser toleradas. Ior nos conta para não nos preocuparmos com as coisas que não
podemos mudar.

29 – Ear
A vigésima nona runa é Ear e seu som é “EA”. Ela representa o solo da terra, a “cova da
terra” dos seres humanos. Figurativamente, este é “o pó” para o qual nossos corpos irão
retornar na morte. “Para todos os nobres, o pó é terrível”, diz o poema rúnico anglo-
saxão, “a carne começa a esfriar, o corpo precisa escolher a terra”. Simboliza a cova que
marca o fim de toda a vida, Ear providencia um final apropriado para o poema rúnico
anglo-saxão. Mas a morte apenas ocorre porque existiu vida em primeiro lugar. Sem
vida, não ha morte, e sem tempo, não ha vida. De forma mais abrangente, a runa Ear
significa o inevitável fim de todas as coisas em seu tempo. Na magia rúnica, Ear acelera
a chegada de um ponto final inevitável. Como Eihwaz e Yr, Ear é uma runa do teixo.Ela
é a terceira “runa da morte”.

30 – Cweorth

A trigésima runa é chamada de Cweorth e seu som é o “Q”. A runa Cweorth simboliza a
espiral ascendente de fogo. Especificamente, ela se refere a sacralidade do coração e da
limpeza ritual através do fogo. Acima de tudo, este é um processo de transformação
através do fogo. No caso de uma pira funeral, um dos aspectos de Cweorth, o fogo serve
para a liberação do espírito. Igualmente, Cweorth simboliza o festival do fogo “bonfire”
de celebração e alegria. Dessa forma, Cweorth é o oposto a ‘necessidade’, representada
por Naudhiz ou Nyd.

31 – Calc
A trigésima primeira runa é Calc e seu som é “K”. Literalmente, Calc significa um copo
ou cálice ritual de oferenda. Nessa forma, Calc é uma runa Elhaz invertida. Vista dessa
forma, Calc é interpretada como a morte do indivíduo. Entretanto, não é uma “runa da
morte” no sentido literal. Isso não indica a morte inevitável de alguém ou algo, mas
como Ear, significa a conclusão natural de um processo. Isso não é uma terminação,
mas o fim de uma forma antiga de ser resultando numa transformação espiritual. Calc
nos conecta a áreas que parecem ser acessíveis, mas não podem ser tocadas –
inapreensível, irrealizável e desconhecido. No mito medieval, Calc é a runa do Santo
Graal, o cálice de outro mundo que cura e restaura a terra perdida.

32 – Stan

A última runa do quarto Aett é chamada de Stan. Seu som é “ST”. Literalmente,
significa “pedra” e simboliza todos os aspectos dessa substância. Fundamentalmente,
simboliza os “ossos da Terra”, as pedras abaixo de nossos pés. Figurativamente,
representa um obstáculo, como um pedregulho na entrada de uma caverna. Também
significa uma peça usada em algum jogo de tabuleiro, sua forma é reforçada, as quais
foram encontradas peças de jogos com a mesma forma usada no norte da Europa.
Simbolicamente, Stan representa uma conexão entre seres humanos, poderes terrenos e
celestiais, com o quais, como a barreira de pedra, tanto providencia proteção, ou impede
o progresso. Os Erilaz de antigamente usavam a runa Stan para obstruir e prevenir,
virando opositores para trás e mandando embora qualquer assaltante.

33 – Gar

A trigésima terceira e última Runa é Gar e seu som é o “G”. Seu significado é de uma
Lança em específico: a Gungnir, Lança de Odin, cuja madeira é feita de freixo, fazendo-
a ser uma versão portátil da Árvore do Mundo, a Yggdrasil, onde Odin ficou pendurado
por nove noites antes de descobrir a sabedoria das Runas. Diferente das outras 32 runas
que pertencem a algum Aett em específico, Gar não pertence a nenhum Aett em
particular, é uma runa que considera-se conter todas as demais. Isto é único,
representando o ponto central do espaço onde ao mesmo tempo está em todos os lugares
e em nenhum lugar. Quando os quatro Aettyr são escritos em um círculo, a runa Gar
permanece no centro, formando o ponto central. Gar representa o início de uma nova
ordem das coisas.

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