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DIREITO CONSTITUCIONAL CONTROLE ABSTRATO DE

Direito Material para Exame de Ordem CONSTITUCIONALIDADE

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Controle de Noções Preliminares


Constitucionalidade
• Via incidental, controle difuso, caso • Controle via principal
concreto. • Aferição da constitucionalidade é o
• Interesse pessoal, subjetivo do pedido principal do autor, é a
autor; razão do processo;
• A constitucionalidade da norma é • Tutela objetiva do sistema
❑ Objetivo: aferição da validade das normas face de apenas um antecedente lógico constitucional. Preservar a
para a solução do caso concreto. supremacia da constituição de
uma Constituição. É fiscalizar a compatibilidade (Questão prejudicial); incidente do forma abstrata.
vertical, garantir a força normativa e a efetividade do processo para se resolver a lide.

texto constitucional.
Processos Processos
subjetivos objetivos

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Processos Objetivos

Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI


AÇÃO DIRETA DE
Ação Declaratória de Constitucionalidade - ADC INCONSTITUCIONALIDADE
Ação Direta de Inconstitucionalidade por omissão (ADO)
ADI
Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) Prof. Diego Cerqueira

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Do Objeto do Controle Do Parâmetro


Constitucional
CRFB/88, art. 102 ❑ Normas formalmente Constitucionais;
(...) ❑ Normas em vigência: Somente as normas constitucionais
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, com vigência podem ser parâmetro para o controle de
precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: constitucionalidade. “Uma lei ou ato normativo deve ser
analisado segundo o parâmetro vigente à época da sua
I - processar e julgar, originariamente:
publicação”. (Lei. 12.398/98. - STF - contribuição previdenciária dos
a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato servidores inativos - Estado Pará)
normativo federal ou estadual e a ação declaratória de
constitucionalidade de lei ou ato normativo federal;

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Objeto Conceito de Ato
Normativo
❑ Lei ou ato normativo federal ou estadual editados ❑ Atos que possuem normatividade: São os atos
posteriormente à promulgação da Constituição. (art. dotados de generalidade e abstração; pluralidade de
102, I, a, CRFB/88) condutas e sujeitos.
❑ E no caso das leis e atos normativos do Distrito
Federal? Se editada no exercício de competência ❑ Não pode ser objeto de ADI: atos administrativos, em
estadual apenas, ela poderá ser objeto de ADI regra, são dotados de efeitos concretos; são
perante o STF. determinados, específicos (ex: ato de nomeação de
❑ E leis Municipais? Não podem ser objeto de ADI. servidor). Assim, como ato judicial também não pode.

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Conceito de Ato
Normativo
Espécies normativas do art. 59, Normas constitucionais originárias
CF/88 (Emendas, LC´s, LO´s, leis
❑ Exceção: Atos de efeitos concretos editados sob a forma delegadas, MP´s, decretos Súmulas e súmulas vinculantes
de lei em sentido estrito, aprovados pelo Poder Legislativo legislativos e resoluções do Poder Leis e atos normativos revogados ou
Legislativo. cuja eficácia tenha se exaurido
e sancionados pelo Chefe do Executivo, podem ser objeto Direito pré-constitucional
Decretos autônomos.
de ADI. Tratados internacionais Atos normativos secundários
❑ Ex: Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a Lei Regimentos Internos dos Tribunais e
das Casas Legislativas
Orçamentária Anual (LOA) e as medidas provisórias que Constituições e leis estaduais
abrem créditos extraordinários. Demais atos normativos de caráter
autônomo

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Pertinência Temática

Legitimados universais Legitimados especiais


❑ Relação entre o objeto da ação e o interesse do grupo.
Presidente da República
Governador de Estado e do DF
Procurador-Geral da
República ❑ Comprovação da interesse de agir: pertinência entre a
Mesa do Senado Federal e da Mesa de Assembleia
Legislativa e da Câmara
matéria do ato impugnado e as funções exercidas pelo
Câmara dos Deputados
Conselho Federal da OAB
Legislativa do DF legitimado. Esta é um pressuposto qualificador de
Partido político com Confederação sindical ou legitimidade ad causa.
representação no Congresso entidade de classe de âmbito
Nacional nacional

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Participação AGU Participação PGR

❑ Na ADI, é obrigatória a manifestação do Advogado-Geral da


❑ O Procurador-Geral da República, por sua vez, atua como “fiscal
União (AGU) e do Procurador-Geral da República (PGR). da Constituição” (“custos constitutionis”), devendo opinar com
independência para cumprir seu papel de defesa do
ordenamento jurídico.
❑ O Advogado-Geral da União , no processo de ADI, atua, em
regra, em defesa da constitucionalidade da norma impugnada. ❑ Esse parecer, salienta-se, não vincula o STF.
Cabe destacar, porém, que o STF entende que o AGU não
está obrigado a defender tese jurídica se a Corte já tiver fixado
❑ É plenamente possível que, após propor uma ADI perante o
o seu entendimento pela inconstitucionalidade da norma. STF, o PGR opine por sua improcedência.

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Da Tutela Eficácia da Medida
Provisória Cautelar
❑ Eficácia geral (“erga omnes”): contra todos e efeito
vinculante em relação aos demais órgãos do Poder
Judiciário e à Administração Pública direta e indireta, (U,
❑ Natureza de medida cautelar (Lei 9.868/99, art. 10 a 12, + E, DF e M).
art. 102, I, p, CRFB/88).
❑ O objetivo é suspender o julgamento de todos os
processos que envolvam a aplicação da lei ou ato
normativo objeto da ação.

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Efeitos da Medida Decisão de


Cautelar Mérito
Quórum Quórum
❑ Efeitos prospectivos (“ex nunc”): não irão desconstituir
de de
situações pretéritas. Excepcionalmente, o STF poderá presença: votação: Em razão da cláusula de
conceder-lhe efeitos retroativos (“ex tunc”), mas deverá É necessário que “reserva de plenário”, a
estejam presentes na proclamação da
fazê-lo expressamente; caso a sentença seja silente, os sessão pelo menos 8 inconstitucionalidade da
(oito) Ministros do STF. norma ou do dispositivo
efeitos serão “ex nunc”. Sem esse “quórum” impugnado dependerá
especial, não pode haver da manifestação de pelo
decisão deliberativa. menos 6 (seis) Ministros
(maioria absoluta).

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Efeitos da decisão de Efeitos
mérito
❑ Efeitos retroativos (“ex tunc”): aplica-se, aqui, a teoria da
nulidade, segundo a qual considera-se que a lei já “nasceu ❑ Não vincula o próprio STF (elas vinculam todos os
morta”. Os efeitos são todos considerados inválidos desde demais órgãos do Poder Judiciário);
sua origem, com consequente restauração da vigência
daquelas por ela revogadas (efeito repristinatório).
❑ Não vincula o próprio Poder Legislativo na atividade
típica de legislar.
❑ Eficácia geral (“erga omnes”): contra todos e efeito
vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário
e à Administração Pública direta e indireta, (U, E, DF e M).

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Modulação temporal dos Processo e


efeitos Julgamento da ADI
Art. 27, da Lei nº 9.868/99
❑ Cabe desistência? Não. Trata-se de uma ação indisponível. É
(...)
processo objetivo. O fim é a defesa do ordenamento jurídico.
Art. 27. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo, e tendo em vista razões de segurança jurídica ou ❑ E intervenção de terceiros? Não se admite.
de excepcional interesse social, poderá o Supremo Tribunal
Federal, por maioria de dois terços de seus membros,
restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só ❑ E o “amicus curiae”? Sim. Em razão da relevância da
matéria e da representatividade dos postulantes,
tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro
poderá haver manifestação de outros órgãos ou
momento que venha a ser fixado. entidades”. (Art.7º,art. § 2º, Lei. 9.868/99)

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Recurso da Decisão Ação
Imprescritível
❑ A decisão de mérito em ADI é definitiva/irrecorrível,
ressalvada a interposição de embargos declaratórios.
❑ Trata-se de processo objetivo e que tem como fim a defesa
da ordem jurídica. Não há prazo prescricional ou
❑ Não cabe ação rescisória contra decisão proferida em decadencial para a propositura da ADI.
sede de ADI.

Cuidado! Caso haja desrespeito à decisão tomada


em ADI, o prejudicado poderá propor Reclamação
Constitucional perante o STF, que determinará a
anulação do ato administrativo ou a cassação da
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decisão judicial reclamada. Direito Constitucional
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Natureza Caso Especial – ADI


Ambivalente Interventiva
❑ A decisão de mérito proferida produz eficácia quando o
❑ É um instrumento destinado a proteger os princípios
pedido é concedido ou quando é negado. constitucionais sensíveis.

❑ Se o STF considerar que a lei ou ato normativo é


❑ Esses princípios estão arrolados no art. 34, VII, da Carta
inconstitucional, a ADI será julgada procedente; por outro
Magna, contemplando.
lado, caso entenda ser compatível com a Constituição, a ADI
será julgada improcedente.

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Caso Especial – ADI Caso Especial – ADI
Interventiva Interventiva
❑ Uma das formas pelas quais se viabiliza a intervenção
federal e a intervenção estadual.

❑ Afasta-se temporariamente, por meio da intervenção, a


autonomia do ente federativo que a ela é submetido.

❑ A decretação da intervenção é sempre competência do


Chefe do Poder Executivo (Presidente ou Governador),
mesmo no caso de ADI interventiva.
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ADI Interventiva ADI Interventiva


Federal Federal
❑ Proposta pelo Procurador-Geral da República perante o STF ❑ Caso a ADI interventiva seja julgada procedente pelo STF,
diante de violação a um princípio constitucional sensível. será requisitada a intervenção federal ao Presidente da
República. O Presidente deverá, então, promover a
❑ Objetos: i) lei ou ato normativo; ii) omissão ou incapacidade intervenção federal.
das autoridades locais para preservar os princípios
constitucionais sensíveis; ou iii) ato governamental estadual ❑ Não poderá ele descumprir a ordem do STF.
que desrespeite os princípios sensíveis.

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ADI Interventiva ADI Interventiva
Federal Estadual
❑ A decretação de intervenção federal é realizada mediante ❑ Proposta pelo Procurador-Geral de Justiça perante o
decreto, que irá se limitar a suspender a execução do ato Tribunal de Justiça (TJ).
impugnado: é o que a doutrina chama de intervenção
branda.
❑ Uma vez provida a representação, o Governador decretará a
intervenção estadual no Município.
❑ Caso essa medida não seja suficiente para restaurar a
normalidade, o Presidente nomeará interventor e afastará as ❑ A decisão do TJ que negar provimento à representação do
autoridades responsáveis dos seus cargos. É a intervenção Procurador-Geral de Justiça não poderá ser objeto de
efetiva. recurso extraordinário ao STF. (natureza político-
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administrativa).
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Representação de
Inconstitucionalidade

Art. 125, CRFB/88


REPRESENTAÇÃO DE (...)
INCONSTITUCIONALIDADE § 2º Cabe aos Estados a instituição de representação de
inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou
municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da
legitimação para agir a um único órgão.
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Objeto, Parâmetro e Legitimidade Ativa
Competência
❑ Objeto: Leis estaduais ou municipais em face à ❑ Cabe às Constituições Estaduais determinarem quais são
Constituição Estadual. os legitimados a propor ADI ou ADC perante o TJ local.

❑ Parâmetro: é a Constituição Estadual ou, no caso do ❑ STF: Entende ser plenamente possível alargamento do rol
Distrito Federal, a Lei Orgânica do DF. de legitimados pelos estados-membros. Quanto à
restrição, a doutrina/jurisprudência entendem ser possível,
desde que não se atribua a legitimação a um único órgão.
❑ Competência: exercido exclusivamente pelo TJ
local (o art. 125, § 2º, CF).

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Duplo Controle Duplo Controle

❑ Há um duplo controle de constitucionalidade quando uma lei é alvo


de controle de constitucionalidade no Tribunal de Justiça (TJ) e no ❑ No caso de ajuizamento das ações ao mesmo tempo, deverá
Supremo Tribunal Federal (STF). ocorrer a suspensão do processo na justiça estadual, até a
deliberação do Supremo.

❑ Isso poderá ocorrer quando uma lei estadual é questionada:


❑ Essa deliberação poderá se dar de duas maneiras:

No Tribunal de Justiça, face à Constituição Estadual.


No Supremo Tribunal Federal, face à Constituição da República.

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Duplo Controle Duplo Controle
❑ Caso o julgamento não ocorra simultaneamente , há duas
possibilidades:
1. O STF poderá considerar a norma estadual inconstitucional, o que
fará com que a outra ADI, interposta na justiça estadual, perca seu
objeto (STF, Pet. 2701, Agr, DJ de 19.03.2004). Não haverá, afinal, 1. Se a lei for declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça, será
qualquer finalidade na ADI interposta na justiça estadual: a norma expurgada do ordenamento jurídico, não havendo que se falar em
declarada inconstitucional será expurgada do ordenamento jurídico.
controle perante o STF.

2. O STF poderá decidir pela constitucionalidade da norma estadual.


Nesse caso, o Tribunal de Justiça, havendo fundamento diverso que 2. Se a lei tiver sua constitucionalidade declarada pelo Tribunal de
justifique a possível inconstitucionalidade da norma perante a Justiça, poderá ser ajuizada ADI perante o STF. Nesse caso, a Corte
Constituição do Estado, poderá continuar o julgamento da ADI
estadual. poderá vir a considera-la inconstitucional, tendo sua decisão
prevalência sobre a coisa julgada estadual.
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Recurso Recurso

❑ Em geral, a decisão do Tribunal de Justiça no âmbito do ❑ A decisão do STF nesse recurso extraordinário terá os
controle abstrato de constitucionalidade, é irrecorrível; não mesmos efeitos de uma ADI genérica: eficácia “erga
há que se falar nem mesmo em recurso para o STF. omnes” e efeitos “ex tunc” e vinculante. Também será
possível a modulação temporal dos efeitos da decisão.

❑ Todavia, existe uma possibilidade de recurso


extraordinário para o STF , cabível quando o parâmetro ❑ O recurso extraordinário interposto em sede de controle
constitucional for norma de reprodução obrigatória pelos concentrado estadual permite que o STF aprecie a
Estados-membros. constitucionalidade de lei municipal em face da
Constituição Federal. Trata-se de uma exceção à regra.
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ADO

AÇÃO DIRETA DE ❑ Finalidade: combater a omissão inconstitucional, quando


a CRFB/88 impõe um dever de agir decorrente do
INCONSTITUCIONALIDADE “descumprimento de ordem constitucional específica”.
❑ Norma de eficácia limitada: a norma para ter total
POR OMISSÃO - ADO aplicabilidade depende ou de uma medida legislativa ou
administrativa.
❑ Inércia do poder constituído competente: durante tempo
considerado razoável para promover a implementação da
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norma regulamentadora faltante.

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Do Objeto Inércia nas Fases de Discussão e


Deliberação
❑ ADO pode questionar a falta de ato normativo primário
(Leis Complementares, leis ordinárias e medidas
provisórias) ou secundário (decretos e instruções “No caso de os órgãos legislativos não deliberarem dentro
normativas....) de um prazo razoável sobre o projeto de lei em
tramitação, é possível que a inércia na deliberação
❑ A omissão pode ocorrer: configure omissão passível de vir a ser reputada
inconstitucional”. (STF, ADI 3.682/MT)
Natureza ou conteúdo: omissão
legislativa e administrativa.

Extensão: absoluta e relativa .


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Participação AGU e PGR Efeitos da Decisão
❑ O Procurador-Geral da República (PGR) deverá sempre se
manifestar.
CRFB/88, Art. 103
❑ Art. 103, CF: § 1º - o Procurador-Geral da República deverá ser
previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em (...)
todos os processos de competência do Supremo Tribunal § 2º Declarada a inconstitucionalidade por omissão de
Federal”.
medida para tornar efetiva norma constitucional, será dada
ciência ao Poder competente para a adoção das providências
❑ A participação do Advogado-Geral da União (AGU), porém, necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para
não é obrigatória em ADO, uma vez que não há ato normativo
a ser defendido. Todavia o Ministro Relator poderá solicitar a fazê-lo em trinta dias.
manifestação do Advogado-Geral da União (AGU), que deverá
ser encaminhada no prazo de 15 (quinze) dias.
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Efeitos da Decisão
Lei. 9.868/99
(...)
Art. 12-H. Declarada a inconstitucionalidade por omissão, 1. Ciência ao Poder competente para a adoção das
providências necessárias (caso a omissão seja de um dos
com observância do disposto no art. 22, será dada ciência ao
Poderes do Estado); ou
Poder competente para a adoção das providências
necessárias. 2. Notificação ao órgão administrativo para que adote as
§ 1 o Em caso de omissão imputável a órgão administrativo, as providências necessárias em 30 (trinta) dias a partir da ciência da
providências deverão ser adotadas no prazo de 30 (trinta) decisão.
dias, ou em prazo razoável a ser estipulado excepcionalmente
pelo Tribunal, tendo em vista as circunstâncias específicas do
caso e o interesse público envolvido.
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Tutela de Urgência

❑ Possui natureza de medida cautelar (art. 12-F da Lei 9.868/99, AÇÃO DECLARATÓRIA DE
com redação 12.063/2009).
CONSTITUCIONALIDADE
❑ E quais os efeitos da medida? (§1º, art. 12-F): ADC
Suspensão da aplicação da lei ou do ato
normativo questionado, no caso de omissão
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parcial.
Suspensão de processos judiciais ou
processos administrativos.
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Outra providência fixada pelo Tribunal.

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Objetivo Objeto e pressuposto

❑ Objeto: leis e atos normativos federais apenas. Não


❑ Confirmar a constitucionalidade da lei ou ato normativo podem ser objeto as normas secundárias e normas já
revogadas.
mediante uma decisão do STF de cunho declaratório , para
estabelecer a segurança jurídica e vincular os demais
❑ Pressuposto: divergência entre juízes e demais tribunais.
órgãos do Poder Judiciário e a Administração Pública. Há um estado de incerteza acerca da legitimidade da lei
e que esta esteja provocando um dissenso (controvérsia)
em âmbito judicial (risco a presunção de
constitucionalidade).

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Requisitos da Inicial ADC

Lei. 9.868/99, art. 14.


❑ Cabe ADC contra entendimento doutrinário?
A petição inicial indicará:
I - o dispositivo da lei ou do ato normativo questionado e os
ADC n°. 8 o STF:
fundamentos jurídicos do pedido;
“é preciso ser convencido de que há
II - o pedido, com suas especificações;
um volume expressivo de decisões
III - a existência de controvérsia judicial relevante sobre a controvertidas acerca da norma objeto
aplicação da disposição objeto da ação declaratória. da ação”.

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Participação do PGR Participação do


AGU
❑ PGR : “Fiscal da Constituição”. Defesa do ordenamento ❑ Não há participação do Advogado-Geral da União (AGU)
jurídico. Manifestação imprescindível e obrigatória, no processo de ADC.
devendo opinar sobre a procedência ou improcedência
da ação. (art. 103, § 1º )
❑ Entende o STF que, uma vez que o autor busca a
preservação da constitucionalidade do ato, não é
Requer “oitiva prévia do Procurador Geral da República na necessário que o AGU exerça papel de defensor da
forma do art. 103 §1° da CF/88 e art. 19 da Lei. 9.868/99” mesma, já que a norma não está sendo “atacada”.

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Tutela Provisória de Tutela Provisória de
Urgência Urgência
Lei 9.868/99, art. 21. Lei 9.868/99, art. 21.
O Supremo Tribunal Federal, por decisão da maioria absoluta Parágrafo único. Concedida a medida cautelar, o Supremo
de seus membros, poderá deferir pedido de medida cautelar na Tribunal Federal fará publicar em seção especial do Diário
ação declaratória de constitucionalidade, consistente na Oficial da União a parte dispositiva da decisão, no prazo de dez
determinação de que os juízes e os Tribunais suspendam o dias, devendo o Tribunal proceder ao julgamento da ação no
julgamento dos processos que envolvam a aplicação da lei ou prazo de cento e oitenta dias, sob pena de perda de sua
do ato normativo objeto da ação até seu julgamento definitivo. eficácia.

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ADPF
ARGUIÇÃO DE ❑ Nasce com a CRFB/88 para suprir lacunas ainda existentes no
controle concentrado de constitucionalidade.
DESCUMPIMENTO DE Direito pré-constitucional
PRECEITO FUNDAMENTAL Controvérsia constitucional sobre normas revogadas
Controle sobre leis municipais face à Constituição Federal.
ADPF Interpretações judiciais violadoras de preceitos fundamentais;
Direito pós-constitucional já revogado ou de efeitos exauridos;
Atos normativos e atos não-normativos, dentre os quais os atos
administrativos.
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Noções Do Objeto
Preliminares
❑ Leis e atos normativos municipais face à Constituição Federal;
❑ Finalidade: ação constitucional que visa apurar
❑ Legitimidade do direito ordinário pré-constitucional em face
descumprimento de preceito fundamental. Visa evitar ou
da nova Constituição;
reparar lesão a preceito fundamental decorrente de ato do
poder público. (preventiva ou repressiva) ❑ Interpretações judiciais violadoras de preceitos fundamentais;
❑ Direito pós-constitucional já revogado ou de efeitos
exauridos;
❑ “Prof....o que é descumprimento de preceito fundamental?”
❑ Atos normativos e atos não-normativos, dentre os quais os
atos administrativos.

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Não Cabimento da Legitimidade Ativa


ADPF
❑ ADPF não alcança os atos políticos: Ex: não cabe ADPF
contra veto do chefe do Executivo a projeto de lei;
❑ Mesmos legitimados da ADI. Art. 103, CRFB/88 c/c Lei.
9.882/99, art. 2º, I.
❑ Enunciados das súmulas do STF: também não podem ser
objeto de ADPF;

❑ Questões controvertidas: em regra, derivadas de


normas secundárias e de caráter tipicamente
regulamentar também não podem ser objeto de
ADPF. (ADPF nº 210-AgR. Rel. Min. Teori Zavascki.
Direito Constitucional
Julgamento em 06.06.2013). Direito Constitucional
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Tutela Provisória de Princípio da
Urgência ❑ Lei 9.882/99 Subsidiariedade
❑ Art. 5º O Supremo Tribunal Federal, por decisão da maioria
absoluta de seus membros, poderá deferir pedido de ❑ Questões que não puderem ser apreciadas por meio de
ADI, ADO e ADC poderão ser submetidas a exame da
medida liminar na arguição de descumprimento de preceito
ADPF.
fundamental.
Lei 9.882/99, em art. 4º
(...)
❑ § 3 o A liminar poderá consistir na determinação de que juízes
§ 1 o Não será admitida arguição de descumprimento de
e tribunais suspendam o andamento de processo ou os preceito fundamental quando houver qualquer outro meio
efeitos de decisões judiciais, ou de qualquer outra medida eficaz de sanar a lesividade.
que apresente relação com a matéria objeto da argüição de
descumprimento de preceito fundamental, salvo se
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decorrentes da coisa julgada. Direito Constitucional
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Princípio da
Fungibilidade

❑ ADI e a ADPF são consideradas ações fungíveis,


substitutivas. Em razão do feito, uma ADPF ajuizada perante
o STF poderá ser conhecida como ADI. Da mesma forma, OBRIGADO!!!!!
uma ADI poderá ser conhecida como ADPF. (ADI 4.180- Instagram: @profdiegocerqueira
MC. Rel. Min. Cezar Peluso. Julgamento em 10.03.2010).

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