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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

FUNDAMENTOS DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS


Tema 02 – Conceitos de Projetos Elétricos

Professor: Marcelo Paixão Vila Seca e-mail: marcelo.seca@hotmail.com


PROJETO ELÉTRICO
• É a PREVISÃO ESCRITA da instalação, com todos os seus DETALHES, localização
dos pontos de utilização da energia elétrica, comandos, trajeto dos condutores,
divisão em circuitos, seção dos condutores, dispositivos de manobra, carga de
cada circuito, carga total, entre outras características.

CONFORTO E
NECESSIDADES ADEQUADOS E
DIMENSIONAMENTO INTERAÇÃO NA
DO CLIENTE OTIMIZADOS
UTILIZAÇÃO

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PROJETO ELÉTRICO
CONJUNTO DE
PLANTAS,
ESPECIFICAÇÕES
ESQUEMAS E
DETALHES

MEMÓRIA ORÇAMENTO

PROJETO
ELÉTRICO

• O projetista necessita de PLANTAS E CORTES DE ARQUITETURA, além de saber o fim A QUE SE DESTINA A
INSTALAÇÃO, os RECURSOS DISPONÍVEIS, a LOCALIZAÇÃO DA REDE mais próxima e quais as
CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS DA REDE (aérea ou subterrânea, tensão entre fases ou fase-neutro etc.).
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PROJETO ELÉTRICO
CONJUNTO DE
PLANTAS,
ESPECIFICAÇÕES
ESQUEMAS E
DETALHES

MEMÓRIA ORÇAMENTO

Onde o projetista PROJETO


ELÉTRICO
justifica e descreve a
sua solução.

• O projetista necessita de PLANTAS E CORTES DE ARQUITETURA, além de saber o fim A QUE SE DESTINA A
INSTALAÇÃO, os RECURSOS DISPONÍVEIS, a LOCALIZAÇÃO DA REDE mais próxima e quais as
CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS DA REDE (aérea ou subterrânea, tensão entre fases ou fase-neutro etc.).
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PROJETO ELÉTRICO
Onde deverão constar
CONJUNTO DE
todos os elementos PLANTAS,
ESPECIFICAÇÕES
necessários à perfeita ESQUEMAS E
DETALHES
execução do projeto.

MEMÓRIA ORÇAMENTO

PROJETO
ELÉTRICO

• O projetista necessita de PLANTAS E CORTES DE ARQUITETURA, além de saber o fim A QUE SE DESTINA A
INSTALAÇÃO, os RECURSOS DISPONÍVEIS, a LOCALIZAÇÃO DA REDE mais próxima e quais as
CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS DA REDE (aérea ou subterrânea, tensão entre fases ou fase-neutro etc.).
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PROJETO ELÉTRICO Onde se descrevem as
características
CONJUNTO DE
técnicas do material a
PLANTAS, ser usado e as normas
ESPECIFICAÇÕES aplicáveis.
ESQUEMAS E
DETALHES

MEMÓRIA ORÇAMENTO

PROJETO
ELÉTRICO

• O projetista necessita de PLANTAS E CORTES DE ARQUITETURA, além de saber o fim A QUE SE DESTINA A
INSTALAÇÃO, os RECURSOS DISPONÍVEIS, a LOCALIZAÇÃO DA REDE mais próxima e quais as
CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS DA REDE (aérea ou subterrânea, tensão entre fases ou fase-neutro etc.).
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PROJETO ELÉTRICO
CONJUNTO DE
PLANTAS,
ESPECIFICAÇÕES
ESQUEMAS E
DETALHES

MEMÓRIA ORÇAMENTO

PROJETO Onde são levantados a


quantidade e o custo
ELÉTRICO
do material e da mão
de obra.

• O projetista necessita de PLANTAS E CORTES DE ARQUITETURA, além de saber o fim A QUE SE DESTINA A
INSTALAÇÃO, os RECURSOS DISPONÍVEIS, a LOCALIZAÇÃO DA REDE mais próxima e quais as
CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS DA REDE (aérea ou subterrânea, tensão entre fases ou fase-neutro etc.).
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PROJETO ELÉTRICO

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PROJETO ELÉTRICO
• VANTAGENS de um projeto elétrico em sua obra:
o Economia, na aquisição de matérias.
o Economia na execução das instalações.
o Segurança das suas instalações.
o Dimensionamento correto e personalizado para as suas necessidades.
o Previsão de consumo para melhor rendimento do mesmo.
o Entre outras várias vantagens.

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PROJETO ELÉTRICO
• DESVANTAGENS de não ter um projeto elétrico em sua obra:
o Super-dimencionamento de circuitos.
o Custos ficam mais elevados devido ao super-dimensionamento.
o Sub-dimensionamento de circuitos.
o Falta de segurança nas instalações.
o Instalações desconformes as normas vigentes.
o Difícil execução.

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CÁLCULOS ELÉTRICOS

• As instalações elétricas de baixa tensão são regulamentadas pela norma 5410/ 2004, da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estabelece a tensão de 1000
VOLTS como o limite para a BAIXA TENSÃO EM CORRENTE ALTERNADA e 1500 VOLTS
para CORRENTE CONTÍNUA.
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CÁLCULOS ELÉTRICOS
• Tomando como base a Norma Brasileira 5410, conhecida como ABNT NBR
5410/2004, podemos identificar os PRINCIPAIS CÁLCULOS que devem ser
efetuados para projetos elétricos. Serão destacados, nesta aula, quatro aspectos
principais, sendo:
1. Levantamento da demanda de iluminação;
2. Levantamento das demandas de tomadas de uso geral (TUG’s) e específico (TUE’s);
3. Divisão das cargas em circuitos conforme funcionalidade;
4. Dimensionamento de condutores elétricos e proteções.

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TENSÃO E CORRENTE ELÉTRICA

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POTÊNCIA ELÉTRICA

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POTÊNCIA ELÉTRICA

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POTÊNCIA ELÉTRICA

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POTÊNCIA ELÉTRICA

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POTÊNCIA ELÉTRICA

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FATOR DE POTÊNCIA
• Sendo a potência ativa uma parcela da potência aparente, pode-se dizer que ela
representa uma porcentagem da potência aparente que é transformada em
potência mecânica, térmica ou luminosa.

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FATOR DE POTÊNCIA

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LEVANTAMENTO DAS POTÊNCIAS (CARGAS)

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LEVANTAMENTO DA DEMANDA DE ILUMINAÇÃO
• A NBR 5410 estabelece os CRITÉRIOS DE LEVANTAMENTO DE
DEMANDA DE ILUMINAÇÃO para baixa tensão. De acordo com essa
norma para áreas de habitação alguns aspectos devem ser levados
em conta, sendo:

Pelo menos um Previsão de Acréscimo de 60VA


PONTO DE LUZ CARGA MÍNIMA para cada
fixo no teto em de 100VA para os aumento de 4m²
cada área primeiros 6m² inteiros

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LEVANTAMENTO DA DEMANDA DE ILUMINAÇÃO

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LEVANTAMENTO DA DEMANDA DE ILUMINAÇÃO
• É importante destacar que este critério estabelecido pela NBR 5410 se refere à
iluminação incandescente, sendo que os valores correspondentes à potência são
realizados para efeito de dimensionamento dos circuitos, e não necessariamente
à potência nominal das lâmpadas a serem utilizadas.

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CARGA DE ILUMINAÇÃO

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CARGA DE ILUMINAÇÃO

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LEVANTAMENTO DAS DEMANDAS DE TUG’S E TUE’S
• TOMADAS DE USO GERAL (TUG’S): são aquelas destinadas à ligação de mais de
um aparelho, podendo ser, por exemplo, um liquidificador, televisão, aparelho de
som, em suma, aparelhos portáteis que possuam CORRENTE MENOR QUE 10 A.

• TOMADAS DE USO ESPECÍFICO (TUE’S): são aquelas destinas a um equipamento


fixo, como por exemplo, chuveiros, máquina de lavar, ar condicionado, torneira
elétrica, enfim, aparelhos que possuam CORRENTE SUPERIOR A 10 A.

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LEVANTAMENTO DAS DEMANDAS DE TUG’S E TUE’S
• SALAS E DORMITÓRIOS: prever pelo menos um ponto de tomada a cada 5m ou fração,
de 100 VA por ponto (valor de potência mínimo).
• BANHEIROS: prever pelo menos um ponto de tomada de 600 VA de potência (valor de
potência mínimo).
• COZINHAS, COPAS, ÁREAS DE SERVIÇO, LAVANDERIAS E LOCAIS SIMILARES: prever uma
tomada a cada 3.5 m, ou fração, de perímetro.
• Em áreas com bancada contendo pia devem ser instaladas duas tomadas, podendo ser no
mesmo ponto ou em pontos distintos, sendo 600 VA de potência (valor mínimo) para os
primeiros três pontos de tomada e para os demais 100 VA (essa regra é válida para até seis
pontos de tomada).
• VARANDAS: prever pelo menos um ponto de tomada, de 100 VA de potência (valor de
potência mínimo).

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LEVANTAMENTO DAS DEMANDAS DE TUG’S E TUE’S

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PONTOS DE TOMADAS DE USO GERAL (TUG’S)

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PONTOS DE TOMADAS DE USO ESPECÍFICO (TUE’S)

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CARGA DE TOMADAS (TUG’S e TUE’S)

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LEVANTAMENTO DE CARGAS

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LEVANTAMENTO DE CARGAS

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POTÊNCIA MÉDIA DE ELETRODOMESTICOS

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LEVANTAMENTO DE CARGAS

• Para obter a potência total da instalação faz-


se necessário:

CALCULAR A POTÊNCIA ATIVA

SOMAR AS POTÊNCIAS ATIVAS

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LEVANTAMENTO DA POTÊNCIA TOTAL

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LEVANTAMENTO DA POTÊNCIA TOTAL

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DIVISÃO DAS INSTALAÇÕES
• Toda a instalação deve ser DIVIDIDA EM VÁRIOS CIRCUITOS, de modo a:
▪ Limitar as consequências de uma falta, a qual provocará apenas seccionamento do
circuito defeituoso.
▪ Facilitar as verificações, os ensaios e a manutenção.
▪ Possibilitar o uso de condutores de pequena bitola (área da seção circular).

• CIRCUITO: conjunto de pontos de consumo, alimentados pelos mesmos


condutores e ligados ao mesmo dispositivo de proteção.
▪ Nos sistemas polifásicos, os circuitos devem ser distribuídos de modo a assegurar o
MELHOR EQUILÍBRIO DE CARGAS ENTRE AS FASES.

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DIVISÃO DAS INSTALAÇÕES
• Segundo a norma NBR 5410, no artigo 4.2.5.2, estabelece que a divisão da instalação em circuitos
deve ser de modo à atender, entre outras, às seguintes exigências:
CONSERVAÇÃO DE
SEGURANÇA FUNCIONAL PRODUÇÃO MANUTENÇÃO
ENERGIA

Possibilitando que Viabilizando a criação


Evitando que a falha cargas de iluminação de diferentes Minimizando as Facilitando ou
em um circuito prive e/ou de climatização ambientes, como os paralisações possibilitando ações
de alimentação toda sejam acionadas na necessários em resultantes de uma de inspeção e de
uma área. justa medida das auditórios, salas de ocorrência. reparo.
necessidades. reuniões, etc.

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DIVISÃO DAS INSTALAÇÕES
• A divisão de cargas deve seguir algumas regras também, de acordo com a NBR
5410/2004:
1. Deve-se estabelecer um CIRCUITO INDEPENDENTE para equipamentos que possuam
CORRENTE NOMINAL SUPERIOR A 10A.

2. Deve-se estabelecer CIRCUITOS EXCLUSIVOS para a área de serviço, cozinha, copa,


lavandeira e locais similares.

3. Os CIRCUITOS COMUNS podem alimentar cargas que não extrapolem a CORRENTE


NOMINAL DE 16A.

4. Para circuitos de iluminação e tomadas, NÃO É RECOMENDADO O USO DE APENAS UM


CIRCUITO, mesmo que este esteja abaixo da corrente nominal de 16A.

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DIVISÃO DAS INSTALAÇÕES
“NÃO ALIMENTAR CIRCUITOS DE ILUMINAÇÃO
E TOMADA, EM SUA TOTALIDADE, POR
APENAS UM CIRCUITO”.
Já parou para refletir o porquê disso? E se a corrente
nominal do circuito de iluminação ou tomadas não
excedesse 16 A, seria necessário ainda dividir os circuitos?
Qual a importância dessa divisão de cargas?

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DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES
ELÉTRICOS E PROTEÇÕES
• Para dimensionar os condutores elétricos, alguns aspectos descritos na NBR 5410
devem ser levados em consideração, sendo destacados três métodos para estes
cálculos, a saber:
• CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE: este método consiste em calcular a corrente
máxima que percorre o condutor e, de acordo com o método de instalação, identificar a
seção nominal que atende os critérios estabelecidos.
• QUEDA DE TENSÃO: este método estabelece que para instalações alimentadas através de
subestações próprias são admitidos no máximo 7% de queda de tensão da tensão nominal,
tomando como referência a tensão dos terminais do secundário do transformador.
• SEÇÃO MÍNIMA: este método prevê que os circuitos de tomadas de força devem possuir
seção mínima de 2,5 mm² e circuitos de iluminação devem possuir a seção mínima de 1,5
mm².

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SIMBOLOGIA E DIAGRAMAS UTILIZADOS
NOS SISTEMAS ELÉTRICOS
• Os SÍMBOLOS e DIAGRAMAS são ferramentas elaboradas a fim de facilitar a execução
dos projetos elétricos, tornando simples a identificação de diversos pontos de utilização
nas instalações.
• A ABNT criou em 1989 uma norma referente aos símbolos que devem ser utilizados nos
projetos elétricos, a NBR 5444.

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SIMBOLOGIA

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SIMBOLOGIA

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SIMBOLOGIA

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SIMBOLOGIA

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SIMBOLOGIA
• INTERRUPTOR THREE WAY (PARALELO): consiste
em dois pontos diferentes (interruptores) para ligar
ou desligar uma lâmpada. O que o diferencia de um
interruptor comum é a existência de um terceiro
borne ou parafuso para conexão dos fios.

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SIMBOLOGIA
• INTERRUPTOR THREE WAY (PARALELO): consiste • INTERRUPTOR FOUR WAY (INTERMEDIÁRIO): é um
em dois pontos diferentes (interruptores) para ligar interruptor que interligado a dois interruptores
ou desligar uma lâmpada. O que o diferencia de um paralelos, é capaz de controlar um ponto de
interruptor comum é a existência de um terceiro iluminação de no mínimo três pontos distintos,
borne ou parafuso para conexão dos fios. também sendo usados em escadas e corredores.

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DIAGRAMAS UNIFILARES E TRIFILARES
• Para a representação do sistema elétrico, identificando o número de condutores
e seus trajetos, utilizam-se os diagramas unifilares e trifilares.

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DIAGRAMAS UNIFILARES E TRIFILARES

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DIAGRAMAS UNIFILARES E TRIFILARES
• Os DIAGRAMAS TRIFILARES representam cada uma das fases do sistema elétrico e
suas derivações.

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(94) 9 8135 1911

BOM
SEMESTRE!! @marceloseca
DÚVIDAS?
marcelo.seca@hotmail.com

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