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Índice

1. Definição do tema do projecto..........................................................................................................................1


2. Problema ...........................................................................................................................................................1
2.1. Problematização .......................................................................................................................................1
2.2. Justificativa ...............................................................................................................................................1
2.3. Objectivos .................................................................................................................................................2
2.3.1. Objectivos Gerais .............................................................................................................................2
2.3.2. Objectivos Específicos .....................................................................................................................2
2.4. Hipóteses ..................................................................................................................................................2
3. Metodologia ......................................................................................................................................................3
3.1. Tipo de Pesquisa .......................................................................................................................................3
3.2. Método......................................................................................................................................................3
3.3. Cronograma ..............................................................................................................................................3
3.4. Orçamento ................................................................................................................................................4
4. Revisão bibliográfica ........................................................................................................................................4
4.1. Classificação dos resíduos ........................................................................................................................5
4.2. A função da educação ambiental ..............................................................................................................6
5. Referências bibliográficas ................................................................................................................................8
1. Definição do tema do projecto

Segundo Marconi e Lakatos (2009:220) tema é o assunto que se deseja desenvolver. Pode surgir de uma
dificuldade prática, enfrentada pelo coordenador, da sua curiosidade científica, de desafios encontrados
na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. Independentemente da sua origem, o tema é, nessa
face, necessariamente amplo, procurando bem o assunto geral sobre o que se deseja realizar na pesquisa.

• Conservação do meio ambiente (Gestão de Resíduos Sólidos na cidade de Quelimane)

2. Problema

Ibid (2009:222) “a formulação do problema pretende ao tema proposto: descrever a dificuldade


específica com a qual se defronta e que se pretende resolver por intermédio de pesquisa”.

• Para onde vai o lixo produzido diariamente e que não chega á lixeira?

2.1.Problematização

Verifica-se nos aredores da cidade de Quelimane que os utentes não usam devidadmente os contentores
de lixo, o que faz com que estes despejem os resíduos sólidos de uma forma inadequada directamente no
solo, o que de certa forma contribui na poluição do ambiente.

2.2.Justificativa

Segundo Marconi e Lakatos (2009:221) “é o início do projecto que apresenta respostas a questão por
quê? É o elemento que contribui mais directamente na citação da pesquisa pela (s) pessoa (s) ou
identidades que vão financia-las. Neste tópico o projecto cabe adiantar a contribuições que se esperam
com o resultado da pesquisa”.

Na escolha deste tema, pretendo descobrir como minimizar este problema que parece ser fácil de resolver
mais que está tomando contornos drásticos, para a saúde do ambiente, assim como, das população
residentes naquela urbe.

Se este projecto tiver prática não só ajudará aos moradores da cidade de Quelimane, mais também as a
sociedade em geral.

• A razão do estudo deste tema deve-se ao factor “poluição domeio ambiente”, que tem sido um
preocupante sobre tuda na saúde das populações.

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• A escolha deste tema despertou a minha percepção na vertente de como a ʻʻGestão de Resíduos
Sólidosʼʼirá contrinuir na conservação do meio ambiente.

2.3.Objectivos

Segundo Marconi e Lakatos (2009:221) “respondem a pergunta o que? Os objectivos são estudos
formulários, descritivos ou de verificação de hipóteses. Há dois objectivos a saber”:

2.3.1. Objectivos Gerais

Op. Cit (2009:221) “estes estão ligados a uma visão global e abrangente do tema. Relaciona-se com o
conteúdo intrínseco, quer dos fenómenos e eventos, quer das ideias estudadas. Vincula-se determinantes
a própria significação da tese proposta pelo projecto”.

• Compreender de que forma a Gestão de Resíduos Sólidos contribui na conservação do meio


ambiente.
2.3.2. Objectivos Específicos

Ibidem (2009:221) “apresenta carácter mais concreto. Tem a função intermediária e instrumental,
permitindo de um lado, atingir o objectivo geral e, de outro, implica-lo a situações particulares”.

• Como é o nível de percepção dos muníncipes de Quelimane acerca do papel da uso de contentores
de lixo e aterros sanitarios na preservação do meio ambiente;
• Dar a saber a importância da Gestão de Resíduos Sólidos na sociedade em geral;
• Mostrar que a gestão dos resíduos sólidos não só contribui na conservação do ambiente, mas
também na melhoria da saúde das populações.
2.4.Hipóteses

Segundo Marconi e Lakatos (2009:222) “ é o uso de métodos de análise, permite distinguir-se uma
proposição que se faz na tentativa de verificar a validade de respostas existentes para um problema. É
também uma suposição que antecede a constatação dos factos que tem como características uma
formulação provisória”.

• Valorização da conservação do meio ambiente

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3. Metodologia

A metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exacta de toda a acção desenvolvida no


método (caminho) de trabalho de pesquisa. É a do tipo de pesquisa, dos instrumentos utilizados
(questionário, entrevista etc), do tempo previsto, da equipe de pesquisadores e da divisão de trabalho, de
forma de tabulação e tratamento dos dados, enfim, de todo aquilo que se utiliza no trabalho de pesquisa.

3.1.Tipo de Pesquisa
• Do ponto de vista da sua natureza está pesquisa é pesquisa aplicada.
Esta pesquisa usara a ʻʻpesquisa aplicadaʼʼ porque tem como importância a resolução de um problema
existente.

• Do ponto de vista da forma de abordagem do problema é uma pesquisa qualitativa.

Usar-se-á a ʻʻpesquisa qualitativaʼʼ porque a pesquisa preocupa-se com um problema que é uma realidade

3.2.Método
• Está pesquisa será realizada nos aredores da cidade de Quelimane

Para esta pesquisa usar-se-á o método de observação e entrevista de alguns munícipes da cidade de
Quelimane.

3.3.Cronograma

Segundo Marconi e Lakatos (2009:228) “cronograma responde à pergunta “quando?”. A pesquisa deve
ser dividida em partes, fazendo-se a previsão do tempo necessário para passar de uma fase a outra”.
Diante da espectativa acima citada eis abaixo o percurso da realização do projecto.

Datas
Nº de
Maio Junho de 2021
Ordem Actividade
02 – 12 14 – 17 19 - 21 23 - 25 26 – 29 30 – 02 04 – 15 17
Elaboração do
1º projecto
Organização
2º do material
Questionário e
3º entrevista

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Recolha de
4º dados
Digitação do
5º projecto
Compilação de
6º dados
Revisão do
7º projecto

Entrega do
8º projecto

3.4.Orçamento

Ibidem (2009:229) responde a questão quanto? O orçamento distribui os gastos por vários itens, que
devem necessariamente serem separados. Incluindo pessoas e material.

• Para o projecto serão necessários 1.000,00 Mt (mil meticais e zero centavos) que irá suportar as
actividades que serão levadas a cabo

4. Revisão bibliográfica

A preocupação com os problemas gerados pela intervenção desordenada do homem sobre o ambiente e
com o futuro da vida fez com que surgisse a mobilização da sociedade, exigindo soluções e mudanças.

Uma das iniciativas mais marcantes é a gestão dos resíduos sólidos, como forma de desenvolver nos
cidadãos uma consciência da necessidade de preservação do ambiente comum a todos os seres. Uma vez
que o problema de lixo em Moçambique é tido como problema ambiental e social.

Falar de Gestão de Resíduos Sólidos é entre outras coisas falar de colecta selectiva, reciclagem,
transporte, deposição, educação ambiental entre outros. Resíduos sólidos incluem todos os materiais
sólidos ou semi-sólidos, vale salientar que o que é resíduo para uma pessoa, pode ser matéria-prima para
outra, daqui surge a reciclagem e o termo “lixo” nos últimos anos esta entrando em desuso.

No entanto, partindo-se de uma visão de âmbito mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU), por
meio do documento Agenda 21, São Paulo (2003a), define o lixo ou resíduo (s) da seguinte forma, os

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resíduos sólidos compreendem todos os restos domésticos e resíduos não perigosos, tais como os resíduos
comerciais e institucionais, o lixo da rua e os entulhos de construção.

Em Moçambique, o decreto-lei n.º 13 /2006 de 15 de Junho que aprova o Regulamento sobre Gestão de
Resíduos Sólidos, define resíduos sólidos da seguinte forma: resíduos são substâncias ou objectos que se
eliminam ou que se tem a intenção de eliminar ou ainda que se é obrigado por lei a eliminar, também
designados por lixos.

4.1.Classificação dos resíduos

Resíduos Sólidos Urbanos - São originários de estabelecimentos comerciais, domicílios e da limpeza


urbana (varrição de logradouros e vias públicas e outros serviços públicos de limpeza). Podem ser
divididos pela composição química em:

• Resíduos orgânicos: - compostos por alimentos e outros materiais que se decompõem na


natureza, tais como cascas e bagaços de frutas, verduras, material de podas de jardins, entre
outros;
• Resíduos inorgânicos: - compostos por produtos manufaturados, tais como plásticos, cortiças,
espumas, metais e tecidos;
• Resíduos sólidos industriais: - são os gerados nos processos produtivos e instalações industriais.
Podem ser descartados em estado sólido ou semissólido, como lodos e alguns líquidos
contaminantes, que não podem ser lançados na rede pública de esgotos ou corpos d’água;
• Resíduos especiais: - os riscos que representam para o meio ambiente e a saúde pública são outra
forma de classificação de resíduos considerados especiais. Podem ser gerados em actividades
industriais, hospitalares, agrícolas, entre outras, e exigem cuidados especiais

A Norma NBR-10 004, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), classifica esses resíduos
conforme descrição a seguir:

• Classe I: - apresentam riscos de inflamabilidade, corrosividade, reactividade, toxicidade,


patogenicidade, carcinogenicidade, entre outras características. Devem ser depositados em
aterros especiais ou queimados em incineradores específicos para esse fim.
• Classe II: - não inertes: materiais ferrosos e não ferrosos com características do resíduo
doméstico.

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• Classe II B: - Inertes: não se decompõem ao serem dispostos no solo, como os da construção
civil.
• Rejeitos - são resíduos que não podem ser reaproveitados ou reciclados, devido à falta de
tecnologia ou viabilidade econômica para esse fim, como os absorventes femininos, fraldas
descartáveis e papéis higiênicos usados.

O Conselho Municipal (Poder Público) é quem deve pensar na estratégia para Gestão de Resíduos Sólidos
é o centro de todas as demandas deste setor, organizando, licenciando, controlando e ou fiscalizando e
acima de tudo garantindo estrutura para que a transporte e deposição final aconteçam de forma
sustentável.

As comunidades que podem ser vistas como as instituições do estado e privadas, devem ser e educadas
e capacidades para compreender os símbolos que vão dar significação a estratégia do Conselho Municipal
no que diz respeito a Gestão de Resíduos Sólidos.

Segundo Gunther (2008), enquanto as práticas tradicionais tratam de forma parcial o problema dos
resíduos, resolvendo-os por meio de afastamento da fonte geradora e da disponibilidade de um local para
lançamento dos resíduos no solo, a gestão dos resíduos sólidos vai além dos aspectos operacionais,
envolvendo, em uma visão mais abrangente, os demais aspectos relacionados: sociais, econômicos,
ambientais e de saúde.

No entanto, o termo que, actualmente é utilizado como novo paradigma da questão dos resíduos sólidos
é gestão integrada.

Entende-se por gestão integrada de resíduos sólidos, o conjunto articulado e inter-relacionado de ações
normativas, operativas, financeiras, de planejamento, administrativas, sociais, educativas, de monitoria,
supervisão e avaliação para o gerenciamento dos resíduos, desde sua geração até sua disposição final,
com o objetivo de obter benefícios ambientais, otimização econômica e aceitação social, respondendo às
necessidades e circunstâncias de cada localidade ou região, (Gunther, 2008).

As leis sobre Gestão de Resíduos Sólidos, já existem, daí que existem responsabilidade para cada aos
neste sector, mas um dos factores que periga a Gestão de Resíduos Sólidos é a educação, esta possibilitará
a mudança de hábitos e costumes da comunidade em relação ao lixo.

4.2.A função da educação ambiental

O objectivo permanente da proposta é incluir o tema dos resíduos sólidos no quotidiano das comunidades.
Campanhas, seminários, releases e entrevistas – com catadores, comerciantes, líderes comunitários,
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crianças – para os diversos meios de comunicação, páginas em redes sociais são iniciativas capazes de
veicular os conteúdos educativos, sobre a gestão racional dos resíduos com vista a preservação do meio
ambiente.

Segundo Buque (2013) deve ser clara a separação responsabilidades entre o gerador e o poder públicos,
sendo: a) gerador do resíduo, o dever de realizar a separação prévia do seu resíduo, oferecendo à colecta
os materiais já devidamente segregados e em condições de ser gerenciado, facilitando o trabalho dos
sectores formais, responsáveis pelo reaproveitamento ou reciclagem e b) o poder público de modo
próprio, ou mediante concessão, deverá providenciar para que os resíduos sólidos tenham
reconhecimento, separação, tratamento e destinações adequadas.

A responsabilidade na Gestão de Resíduos Sólidos é de todos, pois não adianta o poder público ter
estrutura se a comunidade não esta educada e formada para Gestão de Resíduos Sólidos, o mesmo se for
o inverso.

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5. Referências bibliográficas

Buque, L. I. B. (2013). Panorama da coleta seletiva no Município de Maputo, Moçambique: sua


contribuição na gestão de resíduos sólidos urbanos, desafios e perspectivas. Dissertação – Programa de
Pós-Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo. São Paulo.

Gunther, W.M. R. (2008). Resíduos sólidos no contexto da saúde ambiental. Tese (de Livre docência
saúde pública). Faculdade de saúde pública Universidade de São Paulo.

Marconi, M. de A. e Lakatos, E. M. (2009). Fundamento de Metodologia científica, 6a, São Paulo, editora
Atlas, pp315.

MOÇAMBIQUE. Conselho de Ministros. Decreto n.º 13/2006, de 15 de Junho. Aprova o Regulamento


sobre Gestão de Resíduos Sólidos. Boletim da República n.º 24, Maputo, 15 Junho de 2006.