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A Função social do Arquiteto – Villanova Artigas

Arquitetura é ela mesma uma arte com finalidade e essa finalidade é exatamente a
necessidade social de a arquitetura representar alguma coisa no campo da sociedade
Arquitetura moderna tem característica de reunir a arte com sua finalidade funcional.
Entretanto, é preciso falar sobre a função social do arquiteto sob o ângulo específico
da arquitetura moderna.
TFG= superação da Arq moderna seria o caminho de achar/priorizar a função social, a
finalidade social e não a funcional
Ensino de Arq colocado como uma das funções sociais do arquiteto – Função social da
arquitetura moderna # da função social da Arquitetura Contemporânea ou Pós
moderna, logo, o ensino também deve ser #...e diferente como? Priorizar o que? Com
qual finalidade? Ensino de Arq é uma função social do Arquiteto e por isso deve ser
ensinada no ensino.
Educação do Arquiteto x Ensino de Arquitetura – “o conceito de educação tem uma
proximidade maior com o processo de formação do arquiteto, por possuir um sentido
mais amplo do que o mero adestramento profissional. E não é de outra maneira que
Vitrúvio a concebe: em nenhum momento o curto capítulo que trata do assunto vê o
arquiteto desvinculado de seu papel de cidadão ou da sua condição abrangente de
homem. Em uma época como a nossa, de extrema especialização e atomização do
conhecimento, de cisão entre o profissional e o cidadão, é importante retornar a essa
visão do mundo antigo onde o projetista, o construtor e o cidadão não se
diferenciavam do arquiteto.”
*Período Art Déco no Brasil (coincide e se confunde com arq. Moderna) coincide com o
da geração do nazismo, do fascismo e da Segunda Guerra. Os arq. Racionalistas
participam na formulação de hipóteses contra a guerra. Assim, um dos títulos de Le
Corbusier nessa época era: “Canhões? Munições? Não, obrigado! Casas, por favor!”.
Este título mostra nossa vocação de arquiteto para assumir a responsabilidade social,
agora de caráter pouco mais amplo: da casa, da cidade para a paz mundial, para
critérios que já tem um sentido social, político, de nível bem mais elevado
Arquitetos única camada social de intelectuais no Brasil que se ligou, pela UIA, ao
Movimento Internacional de Defesa da Paz. (marca nossa posição, missão social)
*I Congresso Brasileiro de Arquitetos – 1945. Tema: “A Função Social do Arquiteto, o
Ensino de Arquitetura e a Arquitetura e a Indústria”.
TRÊS ASPECTOS SOBRE O PAPEL SOCIAL DO ARQUITETO: POLÍTICA, ENSINO DE ARQ E
HABITAÇÃO
Primeiro: Derrubada da ditadura Vargas. Qual o papel social do arquiteto nas
modificações necessárias para um novo Brasil que se estava querendo projetar? Como
podemos nos engajar no sentido de continuar sendo agentes políticos no mercado?
Como atualizamos o legado de arquitetos políticos e sociais? Ex: Lina. “Mesmo uma
cozinha gourmet tem um posicionamento político.”
Segundo: Ensino de Arquitetura. Significava construir as novas bases para poder
cumprir as tarefas sociais que nos eram atribuídas naquele momento, não era com
uma meia dúzia de arquitetos que iríamos conseguir fazer alguma coisa.
Terceira missão: Ligada as problemáticas da habitação popular. Pensávamos naquele
momento como se pensa até hoje com pouco conhecimento das relações de classe,
que era preciso industrializar a arquitetura a fim de que se pudesse fazer casa pra
todos – uma missão que até hoje se observa entre nós e quem sabe com que prejuízo.
Nós, em 1945, com a queda de Vargas, víamos a democracia brasileira organizada,
como se fosse a oportunidade de se fazer uma revolução social no Brasil. Foi a época
de legalização do Partido Comunista; e um bom número de nós, não só arquitetos
como de outras camadas sociais, engajou-se na tarefa de conhecer de forma prática a
problemática social do Brasil e de saber como contribuir para as modificações
necessárias da sociedade brasileira do pós-guerra.
“Confesso que não sei como podia gastar tanto tempo na militância (a favor da paz,
pelo Partido Comunista) e no reconhecimento das relações sociais de minha pátria, ao
mesmo tempo que realizava essas obras (Edifício Louveira e estádio do SPFC). O que
mostra que, afinal de contas, não deve ser muito difícil ser um cidadão de um lado e
um artista de outro.”
Artigo: Os caminhos da arquitetura modernas – chama atenção para a impossibilidade
de o capitalismo, universalmente, resolver a temática social da arquitetura, a ponto de
lavá-la ao conhecimento das camadas populares, do povo em geral, e de realizar a
harmonia entre seus aspectos sociais como desenvolvimento histórico de nosso país.
“Mantenho a convicção de que só profundas mudanças sociais na estrutura política em
que vivemos poderão fazer com que nossa arquitetura encontre o equilíbrio entre a
forma e o conteúdo, entre a beleza e a finalidade.”
ÁUDIOS de mim pra mim mesma rs
Todas as falas ou a maioria delas em relação ao ensino de arq dos entrevistados fazem
se entender que as falhas que ele tem e o rumo que ele deve tomar estão muito
associadas a função social do arquiteto. O ensino de arquitetura em si em todos os
seus âmbitos deve essencialmente ter uma relevância da função social do arq. Nos
exemplos trazidos todos possuem essa função e por isso é considerados exemplos
positivos tanto por professores quanto alunos. Todos eles demonstram essa função e
deixam esta bem explícita e forte, as vezes sendo o principal do produto muito mais do
que o projeto em si.
Por isso, no fim, traz- se as questões da pedagogia. Por considerar ações pedagógicas,
e a função educadora como uma das funções sociais do arquiteto. Esse caminho
precisa ser trilhado e acompanhado pela pedagogia. Primeiro pq esta tem o ideal de se
fazer apreender questões fornecendo técnicas e metodologias de diálogos e de ensino
aprendizagem, que muitas vzs nos arquitetos precisamos ter e não temos. Essa
habilidade de promover diálogos e levar a sociedade a certas compreensões precisa da
pedagogia. Precisamos entender nossas ações pedagógicas como uma função social, e
talvez a mais relevante, já que tem finalidades politicas, culturais, artísticas e sociais.
Entender, apreender e se dedicar a técnicas e facilidades em relação anos tornar
agentes pedagógicos pode ser uma chave que a arquitetura precisa virar. Nossos
passos, processos, consultorias, decoração, tudo isso pode e deve ter uma ação
pedagógica com finalidade politica, crítica e de tomada de consciência. A partir das
correntes da pedagogia que visam primeiro formar cidadãos e seres políticos, coletivos
e humanos críticos e depois formar pessoas que sabem escrever, ler e fazer contas.
Neste sentido que a pedagogia pode ajudar tanto os professores a formarem
arquitetos e arquitetas agentes pedagógicos quanto ajudar os próprios arquitetos em
formação ou profissionais a conseguirem agir com ações pedagógicos que precisa ser
entendida como função social da arquitetura.
Tem-se então uma função social do ensino de arquitetura não só de professor para
aluno e de aluno pra aluno mas principalmente entre arquitetos e arquitetos para a
sociedade. Essa função social, colocada tbm por Artigas, no presente trabalho é
também colocado como uma função. O ensino de arq que engloba ensino politico,
social, cultural e artístico e principalmente voltado a cidadania e direito a cidade, esse
ensino precisa ser feito e dado sua devida importância.
Essa função social de ensino de arquitetura não deve ser relacionada somente ao
ensino professor-aluno mas tbm o de arquitetos e arquitetas para a sociedade para
que tomem consciência tomem partido criem diálogos, criem debates e formem massa
crítica e perspectivas coletivas de mudança e de ação e reivindicações. Ai entra a
pedagogia, pois ensinar arquitetua, além de poder ser desde o ensino infantil que é
onde se cria esse senso critico, esse pertencimento e entendimentos, também pode e
deve ser levado a outros segmentos da sociedade a partir de técnicas e metodologias
de criação e promoção de diálogos de ensino-aprendizagem.
A gente tem que aprender a ensinar a levar conhecimento a levar entendimentos a
dialogar com a sociedade a se comunicar com todos os segmentos da sociedade para
que seja possível um real processo participativo de uma cidade coletiva. Arquitetos e
urbanistas devem ser, antes de tudo, agentes pedagógicos, educadores!
Essas experiências chamadas de positivas e inovadoras trazem essa essencialidade de
buscar as funções sociais do arquiteto dentro do ensino de arquitetura em todos os
seus âmbitos. Em todas as matérias de projeto de arquitetura, só 2 remetem essa
função social de representar algo efetivo no campo da sociedade. 90% delas é uma
pesquisa exploratória onde nos deslocamos ate um conjunto habitacional, faz
entrevistas e medições e então impõe uma edificação com um projeto de telecentro,
uma biblioteca etc e nunca retornamos a eles. Sem o teor de pensar no sujeito e no
social.
A não ser PAUP, em que focamos no sujeito, nos transbordamentos e nas brechas que
temos nesse sistema que é excludente, segregacionista e elitista. Focamos no sujeito e
nas relações dele com o território para que a arquitetura não seja mais uma
ferramenta de exclusão e desvalorização de minorias e de demandas sociais, mas de
valorização e de auxílio.
A segunda é o exemplo trazido neste TFG que é a atividade de PUR em que levamos
aos jovens de uma escola publica do ensino médio, acesso a informações a respeito de
planej urbano, pd participativo e de políticas publicas tentando fazer com que vejam a
importância do exercício de cidadania deles nesse lugar que pertencem, na cidade, na
política. Além dessa ideia do arquiteto e urbanismo em formação entendendo nosso
papel educador e de representar a democratização dessas ideias e dessas
reivindicações de demandas e fazê-los entender que eles têm esse papel, que eles têm
essa voz e que podem lutar com elas, coletivamente. Além disso fez com que os alunos
tivessem que desenvolver técnicas e métodos de diálogo com eles, de ensino-
aprendizagem sendo muito difícil chegar em uma sala de aula de ensino médio com
alunos poucos anos mais jovens que a gente e convence-los de algo que sempre foi
imposta ao contrario, sempre fizeram eles acreditar que eles não tem essa voz, esses
direitos, que eles não podem mudar nem reivindicar nada e que esse papel politico e
cidadão não é deles e faze-los entender questões como políticas publicas,
planejamentos urbanos e plano diretor e abraçar essas causas fazendo eles
acreditarem que esse á sim um papel deles, um lugar deles, que são uma voz que deve
sim ser ouvida e principalmente que eles pertencem a cidade muito mais do que eles
sentem e muito mais do que os fizeram acreditar.
Isso é uma função política, mas não só política, não se encaixa só nessas três funções
sociais colocadas por Artigas (função política, ensino, habitação). Além disso há a
função educadora, de democratizar entendimentos e questões sociais, culturais,
políticas etc.
É sobre isso que essas experiências são colocadas. Algumas dessas não tem a outra
parte que tem em 90% das disciplinas de projeto que é a questão do projeto edificado.
Por que o exemplo positivo de produto de experiencia de ensino de arquitetura um
projeto que é uma publicação de um livreto de registros? Não sendo um projeto de
intervenção, um projeto de edifício ou urbano, e sim de registro, memória, narrativas
para dar respaldo a uma demanda social que lhes foi requerida. Talvez ainda não
pense em situações como essa, como por exemplo tbm a formação de um coletivo que
se transforma em uma feira, como sair de bicicleta pela cidade entendendo cotidianos
e realidade e levando arquitetura. Isso não é visto como projeto de arquitetura então
temos sim muitas burocracias e conservadorismos que não permite que uma matéria
de projeto tenha como produto uma atividade inteiramente ou majoritariamente a
função social da arquitetura.
Talvez o campo de possibilidades seja muito maior de mudanças e atuação na cidade e
nos contextos quando levamos essa parte mais em consideração, quando colocamos
sim essa parte a frente das outras. Essa parte que não valorizamos e priorizamos é a
que consegue agir nas brechas e nos transbordamentos e alterar de alguma forma esse
sistema. Então a função social da arq contemporânea é diferente da função social da
arquitetura moderna e então o ensino também deve ser diferente, suas prioridades e
finalidades. O ensino de arq é uma função social e por isso as funções sociais devem
ser colocadas e enfatizadas no ensino.
Como podemos nos engajar no sentido de continuar sendo agentes políticos no
mercado? Como atualizamos o legado de arquitetos políticos e sociais? Ex: Lina.
“Mesmo uma cozinha gourmet tem que ter um posicionamento político.” Um
entendimento e uma função educadora e de mudanças e de atuar e agir nas brechas.
Arquitetos e urbanistas devem ser agentes pedagógicos e educadores criando também
outros campos de possibilidades aos sujeitos que recebem esses conhecimentos. Ai entra a
pedagogia, pois ensinar arquitetua, além de poder ser desde o ensino infantil que é onde se
cria esse senso critico, esse pertencimento e entendimentos.

REUNIÃO CATE 21.05


Dimensão espacial, política e cultural numa perspectiva histórico-geográfica que é de
responsabilidade do arquiteto e urbanista
Dimensões analíticas x Dimensões porpositivas = construção pedagógica deve ser o
ponto de encontro entre as duas dimensões.
Não se deve separar os conteúdos que são essência da arq e urb
Arq e urb é um campo centrado no fazer arquitetônico e sim no sujeito,no para
“quem”
Não querermos construir humanização, mas lutar para que esta não seja esquecida em
nossas ações. – função educadora para não lutarmos por isso sozinhos e sim
coletivamente.