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Geração de calor e controle de temperatura

• Cerca de 97-99% da energia consumida no


processo é transformada em calor. A outra fração
é destinada a gerar as novas superfícies e na
deformação elástica
• A geração de calor pode ser expressa por:
– Q=Fc.vc/E, onde Q kcal/min, Fc kgf, vc em m/min e E
é o equivalente mecânico do calor, sendo cste em 427
kgf.m/kcal
• A quantidade de calor gerado durante a usinagem
aumenta com a velocidade e com a força de corte
(Fc=ks.ap.fn)

Fontes de geração e meios de dissipação


• Fontes de Geração de calor:
– Deformação e cisalhamento na zona de cisalhamento
primária
– Atrito do cavaco na zona de aderência e na zona de
escorregamento
– Atrito da ferramenta c/ a peça na sup. de folga

Peça
• Meios de dissipação:
– Cavaco (maior parte)
– Peça (segunda maior parte)
Cavaco
– Ferramenta (terceira maior parte)
– Fluido de corte
– Meio ambiente
Ferramenta

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Influência dos parâmetros de corte na temperatura

Fatores de influência na geração de calor


e controle de temperatura
• Tipo de usinagem
– Torneamento, retificação e furação
• Material da peça (resistência térmica e
condutividade térmica)
– Ex.: aços inoxidáveis e polímeros dissipam pouco o
calor (alta resistência térmica) e o alumínio muito (alta
condutividade)
• Material da ferramenta
– HSS é muito condutor, cerâmicas pouco (alta resitência
térmica, porém são mais estáveis termicamente)
• Forma da ferramenta (geometrias mais positivas
reduzem a formação de calor)
• Condições de corte (vc, fn, ap)

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Influência do material da peça na temperatura
na interface

Conseqüências do controle ineficiente de


temperatura
• Erros dimensionais
• Danos à integridade superficial
– Retificação e processos de alta energia e cavacos pequenos
• Desgaste da ferramenta
-Apesar de possuir pouca parcela
da geração de calor, na ferramenta Isotermas na
ocorre a maior temperatura usinagem
(ligeiramente afastada da aresta),
pois é somada a geração de calor
da zona de cisalhamento a
interface cavaco-ferramenta, aliada
a uma baixa dissipação.
-Isto reduz a vida útil pelos
mecanismos de desgaste de adesão
e difusão
Maior temperatura
(tendência a formação
de cratera

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Simulação de distribuição de
temperatura na Usinagem
Fonte: A.G. Mamalis, Finite element simulation of chip formation in
orthogonal metal cutting; Journal of Materials Processing Technology 110
(2001) 19-27

Fig. 6. Contours of temperature after a tool path of 2.58 mm in


simulated orthogonal machining

Produtividade x temperatura x controle de processo


• Produtividade, queremos fn, vc e ap altos,
provocando aumento de temperatura e menor vida da
ferramenta
• Soluções:
– Materiais de corte fácil, ferramentas mais resistentes e
utilização de fluido de corte (reduz a temperatura por
trocas térmica e redução do atrito)
• Medição da Temperatura: Métodos:
– Força termoelétrica entre ferramenta e peça (termopar
ferramenta-peça)
– Termopares
– Calor de radiação com sensores infra-vermelho
– Vernizes termosensíveis
– Técnicas metalográficas

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