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FATORES QUE LEVAM AO ABANDONO INFANTIL SEGUNDO O

ECA (ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE)

Ana Cibelly Lopes de Lima


Hugo Suyan de França Santos
Kananda Silva dos Santos
Maria Caroline Dias Ferreira
Poliana dos Reis Carneiro
Tuana Gomes Lopes

RESUMO
Esta pesquisa tem como objetivo identificar e analisar através da história os
principais fatores e consequências que levam ao abandono infantil,
considerando as desigualdades sociais, os preconceitos que essas mães que
abandonam sofrem, assim como apresentar à sociedade essa realidade. As
discussões levantadas nesse estudo tiveram como base uma revisão
bibliográfica sistematizada na história da antiguidade no que se refere a essa
concepção de infância até uma visão mais atual e mercadológica desse campo.
Nessa emenda percebe-se uma mudança conceitual e pratica da vida de um
pequeno no meio social, principalmente se o menor for um abandonado e que
carrega os reflexos dessa mazela social.
Palavras-Chave: Fatores Socioeconômicos; Preconceito; Abandono-Infantil;
História; Família.

Orientadora: Me. Márcia da Cruz Girard


1. Historicidade do Abandono - conceito de Infância, a partir de uma análise
mercadológica – século XVIII-XIX.

No período da Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX, passou a


se abordar um novo olhar sobre a infância, como uma fonte de riqueza, para a
exploração da mão de obra, devido a necessidade momentânea do mercado
de trabalho, sendo a infância e os seus direitos desvalorizados, desrespeitado
mais uma vez.
O pensamento sobre a infância continuou a ser perpassado
historicamente sem a mínima preocupação com a educação, a não ser com a
educação da elite, com a grande concentração urbana, êxodo rural, aumentou
muito o número de crianças em situação de pobreza, sendo vítimas dos
trabalhos perigosos, conforme é mostrado no seguinte comentário.

Se a vida em comum com os adultos, antes da Revolução Industrial,


tratava a criança com descaso, agora, o seu valor enquanto geração
de braços para a indústria e cabeças para o comando lhe traz o exilio
de seu tempo. Viver a infância passa a ser um período dominado por
modelos de preparação para ser o futuro do adulto. A criança como
tal, com identidade especifica, continua desrespeitada e
desumanizada (AMARILHA, 2002, p.128-129).

Nesse período de industrialização essa assertiva da infância no Brasil se


relaciona com o processo histórico, momento em que a sociedade passa por
uma transformação econômica e social, quando a base econômica era o
trabalho rural e agrícola e depois passou a ser substituído por uma economia
urbana industrial, possuindo um mercado avançado e industrial, desigualdades
sociais, exploração do trabalho infantil. Diante desse processo, período em que
a família brasileira sai do campo para a cidade em busca de melhores
condições de vida, começa as favelas, superlotação das fabricas.

(...) as desigualdades sociais que vivemos tem um reflexo direto na


condição de vida da nossa infância e adolescência. Segundo
estimativas do PNAD, em 1990, 53,5% das crianças e adolescente
brasileiros viviam em famílias cuja renda mensal não ultrapassavam
½ salário mínimo, isto é, corresponderia a quase 32 milhões de
pessoas. (GUERRA, 2011, p.24).

É nesse cenário de país de terceiro mundo que a exploração desse


trabalho se torna alarmante e que se torna mais comum na massa popular em
situação de vulnerabilidade. Diante desse conceito de infância que o Brasil
encontra amparo para violar os direitos infantis sem nenhum tipo de políticas
públicas que amenizam essa situação.
Nesse período, o abandono de incapaz encontrou estabilidade em
situações críticas, como as mães que não tinham onde deixar os seus filhos
para trabalhar , sustentar a casa sendo submetidas à horas exaustivas de
dedicação a essas fabricas, serem mães solteiras, migrantes em busca de
sobrevivência, nessa perspectiva, as mesmas se encontraram em situação de
incapacidade de permanecer com o pequeno por habitar em locais insalubres,
perigosos, pois como apresentado anteriormente esses meninos trabalhavam,
mas não quando estavam em seus primeiros anos de vida, sendo assim, esses
incapazes eram deixados em frente as igrejas, ruas, lixões.

(...) a pobreza assume características dramáticas. Não só pela


presença maciça, mas também pelos limites à sua erradicação
colocados pela transnacionalização da economia capitalista acaba
por circunscrever esses países a periferia da produção mercado e
consumo (CARVALHO, 1995, p.23).

A história do abandono ao pequeno delimita uma visão acompanhada de


mazelas sociais, pois a mesma sendo entendida como produto de cultura
histórica, enquadram-se nos reflexos de uma sociedade amante das
desigualdades sociais.

2. O ABANDONO INFANTIL SEGUNDO O ECA (ESTATUTO DA CRIANÇA E


DO Adolescente).

O ECA promulgado como Lei n/8069/90, recebeu esse nome por


expressar direitos, responsabilidades voltadas à Criança e ao Adolescente.
Criada no Brasil para redefinir o conceito de que toda criança tem direito à vida,
à alimentação, educação, saúde, ao lazer, à profissionalização, à cultura... em
conformidade com a Constituição Federal de 1988 em seu artigo 227, verbis:

Art. 227. É dever da família, da sociedade e do estado assegurar à


criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito
à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, á
profissionalização, á cultura, à dignidade, ao respeito, a liberdade e a
convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda
forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade
e opressão.

Falando-se de proteção e cuidado da criança e do adolescente como


dever dos Genitores, da Sociedade e do Estado se ratifica conforme o
fragmento acima uma resistência à essa doutrina quanto aos seus direitos. De
acordo com a formulação de princípios, têm-se com elemento principal a
Prioridade Absoluta (Amin, Curso de Direito da Criança e do Adolescente,
p.27).
Esse princípio de prioridade absoluta estabelecido pela Carta Magma,
art. 227, caput tem como ênfase destaque nas esferas públicas de interesse da
área. Partindo dessa assertiva, essa regra relata os direitos básicos da criança
e do adolescente, ressaltando a importância da comunidade, responsabilidade
do Poder Público. Ora, esses direitos são ditados por normas, constitucional e
legal que impõe ao Órgão Administrativo como dever, ao qual não é facultativo.

Segundo o Art. 2 do ECA: Considera-se criança, para os efeitos


desta Lei, a pessoa até doze anos incompletos, e adolescente aquela
entre doze e dezoito anos de idade.

De acordo com Art. 2 há diferença técnica entre criança e adolescente.


Criança é o pequeno que possui entre 0 e 12 anos incompletos e adolescente
entre 12 e 18 anos, pois a Convenção dos Direitos das crianças de 1989
considerava que criança era todo ser humano menor de 18 anos, porque o
Código de Menores não fazia essa distinção, chamando-os apenas de menores
de 18 anos. O ECA dispondo da necessidade de regularizar essa diferença
entre criança e adolescente para reorganizar alguns instintos como as medidas
socioeducativas, questões relacionadas a viagem como autorizações.
Autores como Gustavo Ferraz de Campos, ao comentar tal perspectiva
afirma que essa necessidade nasceu de uma discriminação quanto o dever de
disciplinar essa responsabilidade pelo ato infracional e a aplicação de Medidas
Socioeducativas (A Proteção da Criança e do Adolescente no cenário
Internacional). Porém, essas medidas não se referem apenas ao ato
infracional, mas direcionam o foco da analise dessa diferenciação que decorreu
de Políticas da Legislação, considerando a média de transição da infância para
adolescência.
Essa observação objetiva reestruturar em qual idade ocorre a mudança
dessa figura. Analisando o critério biológico não existe essa precisão total.
Manifestações de características de adolescente, tanto físicas como
psicológicas podem vir aparecer em ‘crianças’ de 10 anos produzindo
comportamentos desafiantes, agressivos, mudanças de humor. Essas
mudanças físicas ocorrem devido as alterações hormonais, influenciadores do
lado emocional. A faixa etária da adolescência pode compreender a idade entre
11 a 19 anos de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Segundo o Art. 5 do ECA: Nenhuma criança ou adolescente será


objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade, e opressão, punido na forma da Lei qualquer
atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.

De acordo com esse artigo não será permitido que crianças sofram por
falta de cuidados de pais ou responsáveis, por atos omissivo, por formas de
evitar contatos devido a religião, cor, raça, tentativa de tirar proveitos da
conduta do menor, muito observado nos chamados ‘pais de rua’, e que não
seja exercida nenhuma conduta coercitiva, no que tange a violência,
brutalidade corporal e que venha afetar sua saúde mental, maus-tratos,
exploração até mesmo sexual.

Considerando o Art. 19 do ECA: Toda criança ou adolescente tem


direito a ser criado e educado no seio de sua família e,
excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência
familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas
dependentes de substancias entorpecentes.

Considerado atualmente, a convivência familiar, como um direito


primordial da criança e do adolescente, essa interação é o sinônimo da
proteção integral e da prioridade absoluta, como princípios fundamentais nesse
processo de crescimento e construção da sua identidade do ser, o ambiente
ao qual a mesma deve ser criada precisa está livre de substancias como
drogas, alienação sexual...
Analisando o Art. 22 do ECA: Aos pais incumbe o dever de sustento,
guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no
interesse destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as
determinações judiciais.

De acordo com o recorte acima projeta-se aos genitores o dever de


cuidar, proteger, de educar os filhos, sustenta-los, proporcionando as mínimas
condições de vida digna, higiene, guarda e fiscalização. Esse artigo é de suma
importância para a Justiça da Infância e do Adolescente, pois a grande maioria
dos casos que chegam desses menores sobre conduta incompatível dos pais
biológicos, porque os mesmos deixaram de cumprir seus deveres,
considerados mínimos para a criação de um menor. Devido a esses deveres
tido como base e necessário, tal descumprimento pode acarretar a restrição da
guarda, suspensão e destituição do poder familiar.

Ressaltando uma ideia mencionada por José Antônio de Paula


Santos Neto (1994:108) que diz que ‘’O dever de educar implica no
atendimento as necessidades intelectuais e morais do menor,
propiciando-lhe a oportunidade de se desenvolver nesses níveis.
Enquanto isso, o encargo de criar abarca a obrigação de garantir o
bem-estar físico do filho, proporcionando-lhe o sustento,
resguardando-se a saúde e garantindo-lhe o necessário para a
sobrevivência.”

A visão de Jose Antônio de Paula Santos Neto favorece um


entendimento coeso quanto aos deveres e obrigações dos pais. O art. 22
mencionado anteriormente foi criado para ampliar as tarefas dos pais,
integrando a obrigação de cumprir ou descumprir e fazer cumprir as
determinações judiciais.

3. ALGUNS FATORES QUE LEVAM AO ABANDONO

No presente estudo tem-se como necessário traçar alguns fatores que


de uma forma geral podem levar ao abandono da criança e do adolescente,
entre eles: o fato de ser mãe solteira, com trabalho incerto, relação eventual
sem compromisso, maus-tratos na infância, droga, aleitamento materno,
gravidez na adolescência, estupro, dogmas religiosos, psicológico, orfandade
(falecimento do pai e mãe), alcoolismo dos pais, negligência médica,
depressão pós-parto e entre outros.
Passa-se agora a discorrer acerca dos fatores referenciados, para
melhor entendimento do presente tema.

3.1. Trabalho incerto

Para Soejima e Weber (2008, p. 178): diz que “a autora cita o


desamparo e a miséria, acreditando que, geralmente, trata-se de situações
dramática em que os pais biológicos não têm muitas oportunidades”.
Em questão de terem dificuldade financeiras é um dos fatores que é
mais comum, com isso leva a abandonar, um dos motivos e que ganhar pouco,
tem um trabalho mais não é carteira assinada, tem mães que moram na favela
e terem poucas condições para criar ou até mesmo no sentido de não querer
da aquela vida na favela.

3.2. Relação eventual sem compromisso

Para Freston (1994, apud WEBER, 2008):

“A maioria dos casos de abandono de acordo com as pesquisas dos autores


acima referenciados, é determinada pela a conjugação do fator econômico,
com o fator familiar”.
Essas são aquelas mães que tem um compromisso apenas uma vez, em
casos de eventos por exemplo, mas sendo um caso que elas aceitaram e não
se preveniram e com isso causa a gravidez e sendo uma gravidez, sem ajuda
do companheiro, sem apoio familiar, até mesmo a sociedade, como muitos
julga.

3.3. Maus-tratos na infância

Para Mello et al. (2009, p. 42):

[...] A relação ao abuso físico e sexual, esses efeitos persistem após


ajustarem-se as variáveis de confusão familiais e individuais, mas
quanto ao abandono, esses efeitos são claramente explicados pelo
contexto familiar.

Para Aded et al. (2006):


A repetição dos maus-tratos em crianças pode servir de indicador de
disfunção familiar. Serviços que prestam atendimentos a menores vítimas de
abuso sexual devem considerar o conjunto dos fatores de risco associados à
sua continuação, a fim de prevenir ocorrências futuras (Swanston et al., 2002).
Paráfrase
Na infância um dos casos mais afetados e naturalmente são na infância,
quando ainda é criança causa crises de depressão, chega a ser problema de
saúde, tem os casos de maus-tratos que são abusadas sexualmente, nisso
engravida e com os transtornos da depressão causa o abandono, pois a
pessoa fica com aquele trauma da infância, com aqueles problemas
psiquiátrico fica na dependência de drogas e até mesmo no álcool, pois são
aborrecimentos de estresses e traumas da infância.

3.4. Droga

Segundo site Globo Brasil, pelo menos 46 mil crianças e adolescentes


vivem hoje em abrigos no brasil. Nos últimos dois anos, a cada dia 38 meninas
e meninos de até 15 anos de idade foram vítimas de abandono ou negligência.
O país perde a guerra contra os efeitos devastadores do crack nas famílias.
Segundo a pesquisa do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), mais
de 80% dos encaminhamentos de crianças e adolescentes a abrigos estão
ligados à dependência química dos pais que é a droga que está por trás dos
números, segundo os especialistas é o crack.
No caso das drogas, muitas mães ou até mesmo os pais como mostra
as pesquisas, que não é só a mãe que causa e sim os dois, o que mais tem
causado o abandono infantil foi as drogas, com isso as crianças ficam sendo
vítimas de violência, casos inclusive dos meninos que causa o trabalho infantil
e tem violência física. Assim como nos casos das meninas que nisso resulta a
violência sexual, são torturadas pelos pais e além disso vítimas de tráfico
humano.
3.5. Gravidez na adolescência
Para Taborda et al. (2014, p. 18) os textos ajudam-nos:

[...]. Os roteiros temáticos da entrevista foram compostos pelos


seguintes temas: 1 a vida antes de engravidar; 2 a prevenção e o
motivo da gravidez; 3 a reação da família; 4 as mudanças no
cotidiano enquanto grávida; 5 as mudanças no cotidiano após o
nascimento do bebê; e 6 as expectativas para o futuro.

Para Bendin (2014, p. 8):

Muitos fatores são considerados como causas da sexualidade


precoce. Um deles é que muitas meninas se interessam por garotos
mais velhos, acima dos dezoito anos, porque, de fato, elas
amadurecem mais cedo que os homens, mas não o suficiente para
ter conscientização sobre o que é a gravidez e como ela se reflete por
toda a vida.

Entre muitas adolescentes engravida, e não é aquela gravidez planeja,


primeiro porque é solteira e segundo não tem o companheiro para ajudar, até
mesmo a família não ajuda, pois tem muitas que em questão de dificuldades
financeiras, por esses motivos muitas para de estudar, até mesmo abortam,
outras abandona como muitas, pois sendo adolescentes e não terem
responsabilidades de cuida, e sem o companheiro muitas tem essa atitude.

3.6. Estupros

O Código Penal define como estupro de vulnerável “o ato de ter


conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos”. A
pena para esse crime é reclusão de 8 a 15 anos.
Um dos casos que vem tendo muitas consequências psicológicas, como
por exemplo baixa autoestima, fica agressiva, tem medo é isolada da
sociedade, tem muitas dificuldades na escola quando é uma adolescente,
causa depressão e suicídio e entre outras.

3.7. Dogmas religiosos


De acordo com Vergara (2009):
Para iniciarmos esta apreciação das visões religiosas
alternativas acerca da sexualidade, vamos visitar um mito muito
antigo que tanto alimentou a oficialidade dogmática judaica como
também a oficialidade dogmática cristã.

A religião dos dogmas cristã, eles tem as obediências dentro dos


mandamentos da igreja, como por exemplo podemos citar, a participar da
missa inteira aos domingos e festas, outro exemplo é o sexo, como sendo uma
cultura da religião, uma moral que eles têm, que não é só a religião dos
dogmas entre outras como a católicas, ter a relação com o companheiro
apenas depois do casamento, por isso algumas mulheres ou até mesmo
adolescentes, acontece o fato de elas ter relação antes do casamento e como
é uma cultura deles, elas acaba abandonando, pois ter filho antes do
casamento é acaba sendo um grande pecado para eles.

3.8. Psicológico

“Talvez a organização psíquica de uma mãe que não vê perspectivas


em melhorar de vida e que não tem espaço nem para o sofrimento, comece a
desmoronar” (WEBER, 2011).
É quando a mãe não tem tempo ou organização de sua vida, terem
medo de não saber cuida, seu psicológico não aceita a ser mãe, tem casos de
que são novas também podemos leva no sentido de serem muitos ocupadas e
não terem tempo e também não ter uma condição boa, e elas ficam no
psicológico de eu tem eu melhorar de vida, com isso elas causas
abandonando.

3.9. Orfandade (falecimento do pai e mãe)

Conforme foi defendido por Apolinário e Antunes:

Ao analisar a orfandade, devemos também abordar a


institucionalização e abandono. Cruz (2005) informa que o
atendimento da infância e a institucionalização sempre esteve
presente nas práticas de assistência à infância e à família. Desde o
século XVII houve a institucionalização de crianças que eram
reputadas como órfãos, expostos, desvalidos, enjeitados e doentes.
Que o fator de ser um abandono através da orfandade com o
falecimento do pai e da mãe, muitos vão para casa dos familiares, mas maioria
vai é para casa das avós, mas como já são bem de idade acabam sendo
abandonados em instituições e entre outros.

4. CONSEQUENCIAS DO ABANDONO INFANTIL

4.1 Relações Fragilizadas


Traz vários traumas psicológico como a falta de desenvolvimento, a
confiança e uma delas acaba gerando medo afetando o desenvolvimento não
só infantil como decorre adolescência até a chegada adulto. A infância e um
decorre bastante complicado pois ali está sendo criado o desenvolvimento
psicológico até chega a faze adulta podendo trazer consequências e
empatando a pessoa de se inter-relacionar.

Segundo: Estud. psicol. (Campinas) vol.21 no.3 Campinas


Sept./Dec. 2004 Quando vou falar com esses bebês, trata-se
sempre de uma situação muito perturbadora. Parece que a
sua sensibilidade, a sua avidez pela palavra que pronuncio, é
imensa. Alguns reagem a cada palavra como se cada uma
delas viesse se inscrever em seu corpo. É comum vê-los se
contorcendo de dor quando falo de separação; depois
sorriem quando falo dos projetos que lhes dizem respeito
(1997, p.157).

Um dos casos, mas relatados e dolorosos e ao falar de separação acaba


afetando mais o psicológico da criança levando em consideração que esse
trauma pode ser levado para resto da vida podendo afeta mais seu
desenvolvimento com outras pessoas. Trazendo consigo consequências como
falta de afeto e relação de confiança com outras pessoas. Como discutido
acima levando a consequência até a faze adulta podendo gera sequelas mais
graves como essas pessoas vai construir uma família com psicológico abalado
ao ser afetado por essa separação materna. Mas tais relações são bem
diferentes, não é todos os casos que se encontram nesses estados.

4.2 Sequelas cognitivas


As sequelas cognitivas e uma lesão cerebral podendo ser causados por
traumas ou doenças causando a destruição ou degeneração cerebral. Bem
importante mencionar esses fatores pois traz grandes dificuldades para vida
dessas crianças que sofrem algum trauma, será se ao ser abandonado essas
crianças tem algum trauma psicológico? Esse trauma pode afeta tanto a vida
desse ser ao ponto de gerar uma doença causando lesão cerebral? Por mais
que no início entre a fase de recém-nascido a chegada dos 2 anos e meio
criança não cinta tanto a falta de presença da mãe, mas ao decorrer da faze
em diante possa afeta bastante pois está ali o decorre do descobrimento do
reconhecimento de certo ou errado inclusive familiar.

Segundo: Calaça e Costa De acordo com Sapienzal e


Pedromônico (2005), um dos principais danos causados à criança
pelo abandono infantil, ou por qualquer forma de violência contra ela,
é o comprometimento da sua formação intelectual e o seu
desenvolvimento social. Seja por privação da educação ou por
traumas psicológicos que dificultam no desenvolvimento do raciocínio,
esses fatores influenciam e podem ser determinantes para o processo
de aprendizagem na fase da infância.

Com conceito de Calaça e Costa só justifica como essas crianças ao


decorrer dos princípios do afeta podem ocorre tremenda doença, como essa
doença se desenvolve podendo de certo modo afeta seu desenvolvimento
como e dificultoso esses danos causados pelo abandono materno como gera
danos na criança, sendo apresentados vários fatores tendo várias
probabilidades de perigo.

REFERENCIAS:

ANELUCI, Cleber Affonso. Abandono Efetivo: Considerações para a


constituição da dignidade humana. Revista CEJ, Brasília, n.33, 43-45,
abr./junho. 2006

SANTOS, Angélica Rodrigues, et al. Família, afeto e finanças. São Paulo:


Editora Gente.

RIZZINI, Irene. O século Perdido: Raízes Históricas das Politicas para a


infância no Brasil.
_______, Marcos Cezar de (Org.). História social da infância no Brasil. 5. ed.,
rev. e ampl. São Paulo: Cortez, 2003.

FROTA, Ana Maria M. C, Diferentes Concepções da Infância e adolescência: a


importância da historicidade para sua concepção. Estudos e Pesquisas em
Psicologia, UERJ, RJ, v. 7, n. 1, p. 147-160, abr. 2007.

http://www.scielo.br/pdf/rbp/v31s2/v31s2a02.pdf

http://docs.bvsalud.org/biblioref/coleciona-sus/2014/33751/33751-860.pdf
http://www.nac.ufpr.br/wpcontent/uploads/2016/07/1997_Nas_trilhas_de_Joao_
e_Maria.pdf
http://www.sxpolitics.org/ptbr/wp-content/uploads/2009/10/revjan-vergara-
visoes-religiosas-alternativas-sobre-sexue280a6.pdf
http://pepsic.bvsalud.org/pdf/bapp/v35n89/v35n89a06.pdf
http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/536120/cidadania611.pdf?
sequence=3
Estud. psicol. (Campinas) vol.21 no.3 Campinas Sept./Dec. 2004
http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2004000300006
covibrar: Mickaelle Bezerra Calaça1 Graziele de Sousa Costa2. Impactos do
abandono materno no desenvolvimento infantil. www.convibra.org

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