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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

Estes números não são racionais: n Q, 2  Q, 3 Q,


5  Q; e, por isso mesmo, são chamados de irracionais.
Podemos então definir os irracionais como sendo aqueles números que
possuem uma representação decimal infinita e não-periódica.

1 NÚMEROS: NÚMEROS INTEIROS, DIVISIBILIDADE, Chamamos então de conjunto dos números reais, e indicamos com IR,
NÚMEROS RACIONAIS, NÚMEROS IRRACIONAIS E REAIS. o seguinte conjunto:
IR = ( x Í x é racional ou x é irracional )
1. Conjunto dos números naturais
Como vemos, o conjunto IR é a união do conjunto dos números
Chamamos de conjunto dos números naturais, e indicamos com lN, o
racionais com o conjunto dos números irracionais.
seguinte conjunto:
Usaremos o símbolo estrela (* ) quando quisermos indicar que o
lN = { 0; 1; 2; 3; 4; ...}
número zero foi excluído de um conjunto.
2. Conjunto dos números inteiros
Exemplo: N * = {1 ; 2; 3; 4; ...} ; o zero foi excluído de N.
Chamamos de conjuntos dos números inteiros, e indicamos com Z, o
seguinte conjunto:
Usaremos o símbolo mais (+) quando quisermos indicar que os
números negativos foram excluídos de um conjunto.
Z = { ...; -2; -1; 0; 1; 2;...) Exemplo: Z+ = {0; 1; 2; ... } ; os negativos foram excluídos de Z.
3. Conjunto dos números racionais: Usaremos o símbolo menos ( - ) quando quisermos indicar que os
Chamamos de conjunto dos números racionais, e indicamos com Q, o números positivos foram excluídos de um conjunto.
seguinte conjunto: Exemplo: Z- = { ... ; -2; -1; 0 } ; os positivos foram excluídos de Z.

 p  Algumas vezes combinamos o símbolo (*) com o símbolo (+) ou com o


Q  x  | p, q  Z e q  0 símbolo (-) .
 q  Exemplos

Observe que os números racionais são aqueles que podem ser escritos a) Z * = { 1; 2; 3; . .. } ; o zero e os negativos foram excluídos de Z.
como quocientes de dois inteiros.
b) Z * = { ... ; -3; -2; -1 }; o zero e os positivos foram excluídos de Z.
Exemplos
5 OPERAÇÕES COM CONJUNTOS
a) =5; logo 5  Q
1 1. Conceitos primitivos
2
b) = 0,4 ; logo 0,4  Q Antes de mais nada devemos saber que conceitos primitivos são
5 noções que adotamos sem definição.
15
c) = 2,5 ; logo 2,5  Q Adotaremos aqui três conceitos primitivos: o de conjunto, o de elemen-
6 to e o de pertinência de um elemento a um conjunto. Assim, devemos
1 entender perfeitamente a frase: determinado elemento pertence a um
d) = 0,333 . . . ; logo 0,333.. .  Q conjunto, sem que tenhamos definido o que é conjunto, o que é elemento e
3 o que significa dizer que um elemento pertence ou não a um conjunto.
Observação: Números como 5, 0,4 e 2,5 são números racionais com 2. Notação
representação decimal finita, ou seja, podemos escrevê-los, em sua forma Normalmente adotamos, na teoria dos conjuntos, a seguinte notação:
decimal, com um número finito de algarismos. O número 0,333..., por sua  os conjuntos são indicados por letras maiúsculas: A, B, C, ... ;
vez, é um número racional com representação decimal infinita e periódica,  os elementos são indicados por letras minúsculas: a, b, c, x, y, ... ;
ou seja, só podemos escrevê-lo, em sua forma decimal, com um número
 o fato de um elemento x pertencer a um conjunto C é indicado
infinito de algarismos, embora, a partir de um determinado ponto, haja uma
com x e C;
repetição de algarismos até o fim.
 o fato de um elemento y não pertencer a um conjunto C é
indicado mm y t C.
Outro exemplo de número, que admite representação decimal infinita e
periódica, é 2,35474747...
3. Representação dos conjuntos
Um conjunto pode ser representado de três maneiras:
Observação Importante
Todos os números que tenham representação decimal finita ou infinita  por enumeração de seus elementos;
e periódica são números racionais, ou seja, pertencem a Q..  por descrição de uma propriedade característica do conjunto;
 através de uma representação gráfica.
4. Conjunto dos números reais: Um conjunto é representado por enumeração quando todos os seus
Há números que não admitem representação decimal finita nem elementos são indicados e colocados dentro de um par de chaves.
representação decimal infinita e periódica, como, por exemplo:
n = 3,14159265... Exemplo:
a) A = ( 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 ) indica o conjunto formado pelos
2 = 1,4142135... algarismos do nosso sistema de numeração.
3 = 1,7320508... b) B = ( a, b, c, d, e, f, g, h, 1, j,1, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, z )
indica o conjunto formado pelas letras do nosso alfabeto.
5 = 2,2360679... c) Quando um conjunto possui número elevado de elementos,
porém apresenta lei de formação bem clara, podemos representa-
lo, por enumeração, indicando os primeiros e os últimos

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elementos, intercalados por reticências. Assim: C = ( 2; 4; 6;... ;
98 ) indica o conjunto dos números pares positivos, menores do
que100.
d) Ainda usando reticências, podemos representar, por enumeração,
conjuntos com infinitas elementos que tenham uma lei de
formação bem clara, como os seguintes:
 D = ( 0; 1; 2; 3; .. . ) indica o conjunto dos números inteiros não
negativos;
 E = ( ... ; -2; -1; 0; 1; 2; . .. ) indica o conjunto dos números Resolução
inteiros; a) A = ( janeiro ; fevereiro; março; abril; maio ; junho; julho ; agosto ;
 F = ( 1; 3; 5; 7; . . . ) indica o conjunto dos números ímpares setembro ; outubro ; novembro ; dezembro ) .
positivos. b) B = (maio; junho; julho; agosto )
c) C = (a; m; o; r )
A representação de um conjunto por meio da descrição de uma propri- d) D = ( 2; 4; 6; 8; ia )
edade característica é mais sintética que sua representação por enumera- e) E = ( 10; -10 ), pois 102 = 100 e -(-102) = 100 .
ção. Neste caso, um conjunto C, de elementos x, será representado da
seguinte maneira: 4. Número de elementos de um conjunto
C = { x | x possui uma determinada propriedade } Consideremos um conjunto C. Chamamos de número de elementos
que se lê: C é o conjunto dos elementos x tal que possui uma deste conjunto, e indicamos com n lcl, ao número de elementos diferentes
determinada propriedade: entre si, que pertencem ao conjunto.
Exemplos Exemplos
a) O conjunto A = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } pode ser representado por a) O conjunto A = { a; e; i; o; u }
descrição da seguinte maneira: A = { x | x é algarismo do nosso é tal que n(A) = 5.
sistema de numeração } b) O conjunto B = { 0; 1; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } é tal que n(B) = 10.
b) O conjunto G = { a; e; i; o, u } pode ser representado por descrição da c) O conjunto C = ( 1; 2; 3; 4;... ; 99 ) é tal que n (C) = 99.
seguinte maneira: G = { x | x é vogal do nosso alfabeto }
c) O conjunto H = { 2; 4; 6; 8; . . . } pode ser representado por descrição 5. Conjunto unitário e conjunto vazio
da seguinte maneira: H = { x | x é par positivo } Chamamos de conjunto unitário a todo conjunto C, tal que n (C) = 1.
Exemplo: C = ( 3 )
A representação gráfica de um conjunto é bastante cômoda. Através E chamamos de conjunto vazio a todo conjunto c, tal que n(C) = 0.
dela, os elementos de um conjunto são representados por pontos interiores Exemplo: M = { x | x2 = -25}
a uma linha fechada que não se entrelaça. Os pontos exteriores a esta linha O conjunto vazio é representado por { } ou por  .
representam os elementos que não pertencem ao conjunto.
Exemplo Exercício resolvido
Determine o número de elementos dos seguintes com juntos :
a) A = { x | x é letra da palavra amor }
b) B = { x | x é letra da palavra alegria }
c) c é o conjunto esquematizado a seguir
d) D = ( 2; 4; 6; . . . ; 98 )
e) E é o conjunto dos pontos comuns às relas r e s, esquematizadas a
seguir :

Por esse tipo de representação gráfica, chamada diagrama de Euler-


Venn, percebemos que x  C, y  C, z  C; e que a  C, b  C, c
 C, d  C.
Exercícios resolvidos Resolução
Sendo A = {1; 2; 4; 4; 5}, B={2; 4; 6; 8} e C = {4; 5}, assinale V a) n(A) = 4
(verdadeiro) ou F (falso): b) n(B) = 6,'pois a palavra alegria, apesar de possuir dote letras, possui
a) 1  A ( V ) l) 1  A ou 1  B ( V ) apenas seis letras distintas entre si.
b) 1  B ( F ) m) 1  A e 1  B ( F ) c) n(C) = 2, pois há dois elementos que pertencem a C: c e C e d e C
c) 1  C ( F ) n) 4  A ou 4  B ( V ) d) observe que:
d) 4  A ( V ) o) 4  A e 4  B ( V ) 2 = 2 . 1 é o 1º par positivo
e) 4  B ( V ) p) 7  A ou 7  B ( F ) 4 = 2 . 2 é o 2° par positivo
f) 4  C ( V ) q) 7  A e 7  B ( F ) 6 = 2 . 3 é o 3º par positivo
g) 7  A ( F ) 8 = 2 . 4 é o 4º par positivo
h) 7  B ( F ) . .
i) 7  C ( F ) . .
. .
98 = 2 . 49 é o 49º par positivo
Represente, por enumeração, os seguintes conjuntos: logo: n(D) = 49
a) A = { x | x é mês do nosso calendário } e) As duas retas, esquematizadas na figura, possuem apenas um ponto
b) B = { x | x é mês do nosso calendário que não possui a letra r } comum.
c) C = { x | x é letra da palavra amor } Logo, n( E ) = 1, e o conjunto E é, portanto, unitário.
d) D = { x | x é par compreendido entre 1e 11} 6. Igualdade de conjuntos
e) E = {x | x2 = 100 } Vamos dizer que dois conjuntos A e 8 são iguais, e indicaremos com A
= 8, se ambos possuírem os mesmos elementos. Quando isto não ocorrer,
diremos que os conjuntos são diferentes e indicaremos com A  B.

Exemplos .

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a) {a;e;i;o;u} = {a;e;i;o;u} Dados dois conjuntos A e B, chamamos de interseção de A com B, e
b) {a;e;i;o,u} = {i;u;o,e;a} indicamos com A  B, ao conjunto constituído por todos os elementos que
c) {a;e;i;o;u} = {a;a;e;i;i;i;o;u;u} pertencem a A e a B.
d) {a;e;i;o;u}  {a;e;i;o} Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a
e) { x | x2 = 100} = {10; -10} intersecção dos conjuntos, temos:
f) { x | x2 = 400}  {20}

7. Subconjuntos de um conjunto
Dizemos que um conjunto A é um subconjunto de um conjunto B se
todo elemento, que pertencer a A, também pertencer a B.
Neste caso, usando os diagramas de Euler-Venn, o conjunto A estará
"totalmente dentro" do conjunto B: Exemplos
a) {a;b;c}  {d;e} = 
b) {a;b;c}  {b;c,d} = {b;c}
c) {a;b;c}  {a;c} = {a;c}
Quando a intersecção de dois conjuntos é vazia, como no exemplo a,
dizemos que os conjuntos são disjuntos.
Indicamos que A é um subconjunto de B de duas maneiras:
Exercícios resolvidos
a) A  B; que deve ser lido : A é subconjunto de B ou A está contido 1. Sendo A = ( x; y; z ); B = ( x; w; v ) e C = ( y; u; t), determinar os
em B ou A é parte de B; seguintes conjuntos:
b) B  A; que deve ser lido: B contém A ou B inclui A. a) A  B f) B  C
b) A  B g) A  B  C
Exemplo c) A  C h) A  B  C
Sejam os conjuntos A = {x | x é mineiro} e B = {x | x é brasileiro} ; temos d) A  C i) (A  B) U (A  C)
então que A  B e que B  A. e) B  C
Observações:
 Quando A não é subconjunto de B, indicamos com A  B ou B Resolução
 A. a) A  B = {x; y; z; w; v }
 Admitiremos que o conjunto vazio está contido em qualquer conjunto. b) A  B = {x }
c) A  C = {x; y;z; u; t }
8. Número de subconjuntos de um conjunto dado d) A  C = {y }
Pode-se mostrar que, se um conjunto possui n elementos, então este e) B  C={x;w;v;y;u;t}
conjunto terá 2n subconjuntos. Exemplo: O conjunto C = {1; 2 } possui dois
f) B  C= 
elementos; logo, ele terá 22 = 4 subconjuntos.
g) A  B  C= {x;y;z;w;v;u;t}
Exercício resolvido: h) A  B  C= 
1. Determine o número de subconjuntos do conjunto C = la; e; 1; o; u ) . i) (A  B)  u (A  C)={x}  {y}={x;y}
Resolução: Como o conjunto C possui cinco elementos, o número dos
seus subconjuntos será 25 = 32. 2. Dado o diagrama seguinte, represente com hachuras os conjuntos:
Exercícios propostas: a) A  B  C
2. Determine o número de subconjuntos do conjunto b) (A  B)  (A  C)
C = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 }
Resposta: 1024

3. Determine o número de subconjuntos do conjunto


1 1 1 2 3 3
C=  ; ; ; ; ; 
2 3 4 4 4 5  Resolução
Resposta: 32

RELAÇÕES

1. União de conjuntos
Dados dois conjuntos A e B, chamamos união ou reunião de A com B,
e indicamos com A  B, ao conjunto constituído por todos os elementos
que pertencem a A ou a B. 3. No diagrama seguinte temos:
n(A) = 20
Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a n(B) = 30
interseção dos conjuntos, temos: n(A  B) = 5

Determine n(A  B).


Resolução

Exemplos
a) {a;b;c} U {d;e}= {a;b;c;d;e}
b) {a;b;c} U {b;c;d}={a;b;c;d}
c) {a;b;c} U {a;c}={a;b;c} Se juntarmos, aos 20 elementos de A, os 30 elementos de B,
2. Intersecção de conjuntos
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estaremos considerando os 5 elementos de A n B duas vezes; o que, Números inteiros positivos: {+1, +2, +3, +4, ....}
evidentemente, é incorreto; e, para corrigir este erro, devemos subtrair uma Números inteiros negativos: {-1, -2, -3, -4, ....}
vez os 5 elementos de A n B; teremos então: O conjunto dos números inteiros relativos é formado pelos números in-
n(A  B) = n(A) + n(B) - n(A  B) ou seja: teiros positivos, pelo zero e pelos números inteiros negativos. Também o
n(A  B) = 20 + 30 – 5 e então: chamamos de CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS e o representamos
n(A  B) = 45. pela letra Z, isto é: Z = {..., -3, -2, -1, 0, +1, +2, +3, ... }

4. Conjunto complementar O zero não é um número positivo nem negativo. Todo número positivo
Dados dois conjuntos A e B, com B  A, chamamos de conjunto é escrito sem o seu sinal positivo.
complementar de B em relação a A, e indicamos com C A B, ao conjunto A -
B. Exemplo: + 3 = 3 ; +10 = 10
Observação: O complementar é um caso particular de diferença em Então, podemos escrever: Z = {..., -3, -2, -1, 0 , 1, 2, 3, ...}
que o segundo conjunto é subconjunto do primeiro.
N é um subconjunto de Z.
Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras o
complementar de B em relação a A, temos: REPRESENTAÇÃO GEOMÉTRICA
Cada número inteiro pode ser representado por um ponto sobre uma
reta. Por exemplo:

... -3 -2 -1 0 +1 +2 +3 +4 ...
... C’ B’ A’ 0 A B C D ...

Ao ponto zero, chamamos origem, corresponde o número zero.


Exemplo: {a;b;c;d;e;f} - {b;d;e}= {a;c;f}
Nas representações geométricas, temos à direita do zero os números
Observação: O conjunto complementar de B em relação a A é formado inteiros positivos, e à esquerda do zero, os números inteiros negativos.
pelos elementos que faltam para "B chegar a A"; isto é, para B se igualar a
A. Observando a figura anterior, vemos que cada ponto é a representação
geométrica de um número inteiro.
Exercícios resolvidos:
4. Sendo A = { x; y; z } , B = { x; w; v } e C = { y; u; t}, determinar os Exemplos:
seguintes conjuntos:  ponto C é a representação geométrica do número +3
 ponto B' é a representação geométrica do número -2
a) A–B d) C-A
b) B–A e) B–C ADIÇÃO DE DOIS NÚMEROS INTEIROS
c) A–C f) C–B 1) A soma de zero com um número inteiro é o próprio número inteiro: 0
+ (-2) = -2
Resolução 2) A soma de dois números inteiros positivos é um número inteiro posi-
a) A - B = { y; z } tivo igual à soma dos módulos dos números dados: (+700) +
b) B - A= {w;v} (+200) = +900
c) A - C= {x;z} 3) A soma de dois números inteiros negativos é um número inteiro ne-
d) C – A = {u;t} gativo igual à soma dos módulos dos números dados: (-2) + (-4) = -
e) B – C = {x;w;v} 6
f) C – B = {y;u;t} 4) A soma de dois números inteiros de sinais contrários é igual à dife-
rença dos módulos, e o sinal é o da parcela de maior módulo: (-
5. Dado o diagrama seguinte, represente com hachuras os conjuntos: 800) + (+300) = -500

a) A – B b) B – C c) C – A ADIÇÃO DE TRÊS OU MAIS NÚMEROS INTEIROS


A soma de três ou mais números inteiros é efetuada adicionan-
do-se todos os números positivos e todos os negativos e, em segui-
da, efetuando-se a soma do número negativo.

Exemplos: 1) (+6) + (+3) + (-6) + (-5) + (+8) =


(+17) + (-11) = +6
2) (+3) + (-4) + (+2) + (-8) =
(+5) + (-12) = -7
Resolução:
PROPRIEDADES DA ADIÇÃO
A adição de números inteiros possui as seguintes propriedades:

1ª) FECHAMENTO
A soma de dois números inteiros é sempre um número inteiro: (-3) +
(+6) = + 3  Z
NÚMEROS INTEIROS
2ª) ASSOCIATIVA
Conhecemos o conjunto N dos números naturais: N = {0, 1, 2, 3, 4, Se a, b, c são números inteiros quaisquer, então: a + (b + c) = (a + b) + c
5, .....,} Exemplo:(+3) +[(-4) + (+2)] = [(+3) + (-4)] + (+2)
Assim, os números precedidos do sinal + chamam-se positivos, e os (+3) + (-2) = (-1) + (+2)
precedidos de - são negativos. +1 = +1

Exemplos: 3ª) ELEMENTO NEUTRO

Matemática 4 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Se a é um número inteiro qualquer, temos: a+ 0 = a e 0 + a = a (-).(+)=-
Exemplos :
Isto significa que o zero é elemento neutro para a adição. (+5) . (-10) = -50
(+1) . (-8) = -8
Exemplo: (+2) + 0 = +2 e 0 + (+2) = +2 (-2 ) . (+6 ) = -12 (-7) . (+1) = -7

4ª) OPOSTO OU SIMÉTRICO 3º CASO: OS DOIS FATORES SÃO NÚMEROS INTEIROS NEGATI-
Se a é um número inteiro qualquer, existe um único número oposto ou VOS
simétrico representado por (-a), tal que: (+a) + (-a) = 0 = (-a) + (+a) Exemplo: (-3) . (-6) = -(+3) . (-6) = -(-18) = +18
isto é: (-3) . (-6) = +18
Exemplos: (+5) + ( -5) = 0 ( -5) + (+5) = 0
Conclusão: na multiplicação de números inteiros, temos: ( - ) . ( - ) = +
5ª) COMUTATIVA
Se a e b são números inteiros, então: Exemplos: (-4) . (-2) = +8 (-5) . (-4) = +20
a+b=b+a
Exemplo: (+4) + (-6) = (-6) + (+4) As regras dos sinais anteriormente vistas podem ser resumidas na se-
-2 = -2 guinte:
(+).(+)=+ (+).(-)=-
SUBTRAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS (- ).( -)=+ (-).(+)=-
Em certo local, a temperatura passou de -3ºC para 5ºC, sofrendo, por-
tanto, um aumento de 8ºC, aumento esse que pode ser representado por: Quando um dos fatores é o 0 (zero), o produto é igual a 0: (+5) . 0 = 0
(+5) - (-3) = (+5) + (+3) = +8
PRODUTO DE TRÊS OU MAIS NÚMEROS INTEIROS
Portanto: Exemplos: 1) (+5 ) . ( -4 ) . (-2 ) . (+3 ) =
A diferença entre dois números dados numa certa ordem é a soma do (-20) . (-2 ) . (+3 ) =
primeiro com o oposto do segundo. (+40) . (+3 ) = +120
2) (-2 ) . ( -1 ) . (+3 ) . (-2 ) =
Exemplos: 1) (+6) - (+2) = (+6) + (-2 ) = +4 (+2 ) . (+3 ) . (-2 ) =
2) (-8 ) - (-1 ) = (-8 ) + (+1) = -7 (+6 ) . (-2 ) = -12
3) (-5 ) - (+2) = (-5 ) + (-2 ) = -7
Podemos concluir que:
Na prática, efetuamos diretamente a subtração, eliminando os parênte- - Quando o número de fatores negativos é par, o produto sempre é
ses positivo.
- (+4 ) = -4 - Quando o número de fatores negativos é ímpar, o produto sempre
- ( -4 ) = +4 é negativo.

Observação: PROPRIEDADES DA MULTIPLICAÇÃO


Permitindo a eliminação dos parênteses, os sinais podem ser re- No conjunto Z dos números inteiros são válidas as seguintes proprie-
sumidos do seguinte modo: dades:
(+)=+ +(-)=-
- (+)=- - (- )=+ 1ª) FECHAMENTO
Exemplo: (+4 ) . (-2 ) = - 8  Z
Exemplos: - ( -2) = +2 +(-6 ) = -6 Então o produto de dois números inteiros é inteiro.
- (+3) = -3 +(+1) = +1
2ª) ASSOCIATIVA
PROPRIEDADE DA SUBTRAÇÃO Exemplo: (+2 ) . (-3 ) . (+4 )
A subtração possui uma propriedade. Este cálculo pode ser feito diretamente, mas também podemos fazê-lo,
FECHAMENTO: A diferença de dois números inteiros é sempre um agrupando os fatores de duas maneiras:
número inteiro. (+2 ) . [(-3 ) . (+4 )] = [(+2 ) . ( -3 )]. (+4 )
(+2 ) . (-12) = (-6 ) . (+4 )
MULTIPLICAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS -24 = -24
1º CASO: OS DOIS FATORES SÃO NÚMEROS INTEIROS POSITI-
VOS De modo geral, temos o seguinte:
Se a, b, c representam números inteiros quaisquer, então: a . (b . c) =
Lembremos que: 3 . 2 = 2 + 2 + 2 = 6 (a . b) . c
Exemplo:
(+3) . (+2) = 3 . (+2) = (+2) + (+2) + (+2) = +6 3ª) ELEMENTO NEUTRO
Logo: (+3) . (+2) = +6 Observe que:
(+4 ) . (+1 ) = +4 e (+1 ) . (+4 ) = +4
Observando essa igualdade, concluímos: na multiplicação de números
inteiros, temos: Qualquer que seja o número inteiro a, temos:
(+) . (+) =+ a . (+1 ) = a e (+1 ) . a = a

2º CASO: UM FATOR É POSITIVO E O OUTRO É NEGATIVO O número inteiro +1 chama-se neutro para a multiplicação.
Exemplos:
1) (+3) . (-4) = 3 . (-4) = (-4) + (-4) + (-4) = -12 4ª) COMUTATIVA
ou seja: (+3) . (-4) = -12 Observemos que: (+2). (-4 ) = - 8
e (-4 ) . (+2 ) = - 8
2) Lembremos que: -(+2) = -2 Portanto: (+2 ) . (-4 ) = (-4 ) . (+2 )
(-3) . (+5) = - (+3) . (+5) = -(+15) = - 15 Se a e b são números inteiros quaisquer, então: a . b = b . a, isto é, a
ou seja: (-3) . (+5) = -15 ordem dos fatores não altera o produto.
Conclusão: na multiplicação de números inteiros, temos: ( + ) . ( - ) = - 5ª) DISTRIBUTIVA EM RELAÇÃO À ADIÇÃO E À SUBTRAÇÃO

Matemática 5 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Observe os exemplos: O EXPOENTE É PAR
(+3 ) . [( -5 ) + (+2 )] = (+3 ) . ( -5 ) + (+3 ) . (+2 ) Calcular as potências
(+4 ) . [( -2 ) - (+8 )] = (+4 ) . ( -2 ) - (+4 ) . (+8 ) 1) (+2 )4 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +16 isto é, (+2)4 = +16
Conclusão: 2) ( -2 )4 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = +16 isto é, (-2 )4 = +16
Se a, b, c representam números inteiros quaisquer, temos:
a) a . [b + c] = a . b + a . c Observamos que: (+2)4 = +16 e (-2)4 = +16
A igualdade acima é conhecida como propriedade distributiva da Então, de modo geral, temos a regra:
multiplicação em relação à adição. Quando o expoente é par, a potência é sempre um número positivo.
b) a . [b – c] = a . b - a . c Outros exemplos: (-1)6 = +1 (+3)2 = +9
A igualdade acima é conhecida como propriedade distributiva da
multiplicação em relação à subtração. O EXPOENTE É ÍMPAR
Calcular as potências:
DIVISÃO DE NÚMEROS INTEIROS 1) (+2 )3 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +8
CONCEITO isto é, (+2)3 = + 8
Dividir (+16) por 2 é achar um número que, multiplicado por 2, dê 16. 2) ( -2 )3 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = -8
16 : 2 = ?  2 . ( ? ) = 16 ou seja, (-2)3 = -8

O número procurado é 8. Analogamente, temos: Observamos que: (+2 )3 = +8 e ( -2 )3 = -8


1) (+12) : (+3 ) = +4 porque (+4 ) . (+3 ) = +12
2) (+12) : ( -3 ) = - 4 porque (- 4 ) . ( -3 ) = +12 Daí, a regra:
3) ( -12) : (+3 ) = - 4 porque (- 4 ) . (+3 ) = -12 Quando o expoente é ímpar, a potência tem o mesmo sinal da base.
4) ( -12) : ( -3 ) = +4 porque (+4 ) . ( -3 ) = -12 Outros exemplos: (- 3) 3 = - 27 (+2)4 = +16

A divisão de números inteiros só pode ser realizada quando o quocien- PROPRIEDADES


te é um número inteiro, ou seja, quando o dividendo é múltiplo do divisor. PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
Portanto, o quociente deve ser um número inteiro. Exemplos: (+2 )3 . (+2 )2 = (+2 )3+22 = (+2 )5
Exemplos: ( -2 )2 . ( -2 )3 . ( -2 )5 = ( -2 ) 2 + 3 + 5 = ( -2 )10
( -8 ) : (+2 ) = -4 Para multiplicar potências de mesma base, mantemos a base e soma-
( -4 ) : (+3 ) = não é um número inteiro mos os expoentes.

Lembramos que a regra dos sinais para a divisão é a mesma que vi- QUOCIENTE DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
mos para a multiplicação: (+2 ) 5 : (+2 )2 = (+2 )5-2 = (+2 )3
(+):(+)=+ (+):( -)=- ( -2 )7 : ( -2 )3 = ( -2 )7-3 = ( -2 )4
(- ):( -)=+ ( -):(+)=-
Para dividir potências de mesma base em que o expoente do dividendo
Exemplos: é maior que o expoente do divisor, mantemos a base e subtraímos os
( +8 ) : ( -2 ) = -4 (-10) : ( -5 ) = +2 expoentes.
(+1 ) : ( -1 ) = -1 (-12) : (+3 ) = -4 POTÊNCIA DE POTÊNCIA
[( -4 )3]5 = ( -4 )3 . 5 = ( -4 )15
PROPRIEDADE Para calcular uma potência de potência, conservamos a base da pri-
Como vimos: (+4 ) : (+3 )  Z meira potência e multiplicamos os expoentes .

Portanto, não vale em Z a propriedade do fechamento para a divisão. POTÊNCIA DE UM PRODUTO


Alem disso, também não são válidas as proposições associativa, comutati- [( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )]4 = ( -2 )4 . (+3 )4 . ( -5 )4
va e do elemento neutro.
Para calcular a potência de um produto, sendo n o expoente, elevamos
cada fator ao expoente n.
POTENCIAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS
POTÊNCIA DE EXPOENTE ZERO
(+2 )5 : (+2 )5 = (+2 )5-5 = (+2 )0
CONCEITO e (+2 )5 : (+2 )5 = 1
A notação
(+2 )3 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) Consequentemente: (+2 )0 = 1 ( -4 )0 = 1
Qualquer potência de expoente zero é igual a 1.
é um produto de três fatores iguais Observação:
Não confundir -32 com ( -3 )2, porque -32 significa -( 3 )2 e portanto
Analogamente: -32 = -( 3 )2 = -9
( -2 )4 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) enquanto que: ( -3 )2 = ( -3 ) . ( -3 ) = +9
Logo: -3 2  ( -3 )2
é um produto de quatro fatores iguais
CÁLCULOS
Portanto potência é um produto de fatores iguais.
O EXPOENTE É PAR
Na potência (+5 )2 = +25, temos: Calcular as potências
+5 ---------- base (+2 )4 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +16 isto é, (+2)4 = +16
2 ---------- expoente ( -2 )4 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = +16 isto é, (-2 )4 = +16
+25 ---------- potência
Observacões : Observamos que: (+2)4 = +16 e (-2)4 = +16
(+2 ) 1 significa +2, isto é, (+2 )1 = +2 Então, de modo geral, temos a regra:
( -3 )1 significa -3, isto é, ( -3 )1 = -3 Quando o expoente é par, a potência é sempre um número positivo.
CÁLCULOS Outros exemplos: (-1)6 = +1 (+3)2 = +9
O EXPOENTE É ÍMPAR

Matemática 6 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Exemplos: • O número 2 é primo, pois é divisível apenas por dois números diferentes:
Calcular as potências: ele próprio e o 1.
1) (+2 )3 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +8 • O número 5 é primo, pois é divisível apenas por dois números distintos:
isto é, (+2)3 = + 8 ele próprio e o 1.
2) ( -2 )3 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = -8 • O número natural que é divisível por mais de dois números diferentes é
ou seja, (-2)3 = -8 chamado composto.
Observamos que: (+2 )3 = +8 e ( -2 )3 = -8 • O número 4 é composto, pois é divisível por 1, 2, 4.
• O número 1 não é primo nem composto, pois é divisível apenas por um
Daí, a regra: número (ele mesmo).
Quando o expoente é ímpar, a potência tem o mesmo sinal da base. • O número 2 é o único número par primo.

Outros exemplos: (- 3) 3 = - 27 (+2)4 = +16 DECOMPOSIÇÃO EM FATORES PRIMOS (FATORAÇÃO)

PROPRIEDADES Um número composto pode ser escrito sob a forma de um produto de fato-
PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE res primos.
Exemplos: (+2 )3 . (+2 )2 = (+2 )3+22 = (+2 )5
( -2 )2 . ( -2 )3 . ( -2 )5 = ( -2 ) 2 + 3 + 5 = ( -2 )10 Por exemplo, o número 60 pode ser escrito na forma: 60 = 2 . 2 . 3 . 5 = 22 .
3 . 5 que é chamada de forma fatorada.
Para multiplicar potências de mesma base, mantemos a base e soma-
mos os expoentes. Para escrever um número na forma fatorada, devemos decompor esse nú-
QUOCIENTE DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE mero em fatores primos, procedendo do seguinte modo:
(+2 ) 5 : (+2 )2 = (+2 )5-2 = (+2 )3
( -2 )7 : ( -2 )3 = ( -2 )7-3 = ( -2 )4 Dividimos o número considerado pelo menor número primo possível de
modo que a divisão seja exata.
Para dividir potências de mesma base em que o expoente do dividendo
é maior que o expoente do divisor, mantemos a base e subtraímos os Dividimos o quociente obtido pelo menor número primo possível.
expoentes.
POTÊNCIA DE POTÊNCIA Dividimos, sucessivamente, cada novo quociente pelo menor número primo
[( -4 )3]5 = ( -4 )3 . 5 = ( -4 )15 possível, até que se obtenha o quociente 1.
Para calcular uma potência de potência, conservamos a base da pri- Exemplo:
meira potência e multiplicamos os expoentes . 60 2
POTÊNCIA DE UM PRODUTO 0 30 2
[( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )]4 = ( -2 )4 . (+3 )4 . ( -5 )4
Para calcular a potência de um produto, sendo n o expoente, elevamos 0 15 3
cada fator ao expoente n. 5 0 5
POTÊNCIA DE EXPOENTE ZERO 1
(+2 )5 : (+2 )5 = (+2 )5-5 = (+2 )0 Portanto: 60 = 2 . 2 . 3 . 5
e (+2 )5 : (+2 )5 = 1 Na prática, costuma-se traçar uma barra vertical à direita do número e, à di-
Consequentemente: (+2 )0 = 1 ( -4 )0 = 1 reita dessa barra, escrever os divisores primos; abaixo do número escrevem-se
Qualquer potência de expoente zero é igual a 1. os quocientes obtidos. A decomposição em fatores primos estará terminada
quando o último quociente for igual a 1.
Observação: Não confundir-32 com (-3)2, porque -32 significa -( 3 )2 e Exemplo:
portanto: -32 = -( 3 )2 = -9 60 2
enquanto que: ( -3 )2 = ( -3 ) . ( -3 ) = +9 30 2
Logo: -3 2  ( -3 )2 15 3
5 5
MÚLTIPLOS E DIVISORES 1
Logo: 60 = 2 . 2 . 3 . 5
DIVISIBILIDADE
Um número é divisível por 2 quando termina em 0, 2, 4, 6 ou 8. Ex.: O número DIVISORES DE UM NÚMERO
74 é divisível por 2, pois termina em 4.
Consideremos o número 12 e vamos determinar todos os seus divisores
Um número é divisível por 3 quando a soma dos valores absolutos dos seus Uma maneira de obter esse resultado é escrever os números naturais de 1 a 12
algarismos é um número divisível por 3. Ex.: 123 é divisível por 3, pois 1+2+3 = 6 e verificar se cada um é ou não divisor de 12, assinalando os divisores.
e 6 é divisível por 3 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12
= = = = = ==
Um número é divisível por 5 quando o algarismo das unidades é 0 ou 5 (ou
quando termina em o ou 5). Ex.: O número 320 é divisível por 5, pois termina em Indicando por D(12) (lê-se: "D de 12”) o conjunto dos divisores do número
0. 12, temos:
D (12) = { 1, 2, 3, 4, 6, 12}
Um número é divisível por 10 quando o algarismo das unidades é 0 (ou
quando termina em 0). Ex.: O número 500 é divisível por 10, pois termina em 0. Na prática, a maneira mais usada é a seguinte:
1º) Decompomos em fatores primos o número considerado.
NÚMEROS PRIMOS 12 2
6 2
Um número natural é primo quando é divisível apenas por dois números 3 3
distintos: ele próprio e o 1. 1
Exemplos:
2º) Colocamos um traço vertical ao lado os fatores primos e, à sua direita e
Matemática 7 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
acima, escrevemos o numero 1 que é divisor de todos os números.
1 Recebe o nome de mínimo múltiplo comum de dois ou mais números o
12 2 menor dos múltiplos (diferente de zero) comuns a esses números.
6 2 O processo prático para o cálculo do M.M.C de dois ou mais números,
3 3 chamado de decomposição em fatores primos, consiste das seguintes etapas:
1 1º) Decompõem-se em fatores primos os números apresentados.
2º) Determina-se o produto entre os fatores primos comuns e não-
3º) Multiplicamos o fator primo 2 pelo divisor 1 e escrevemos o produto ob- comuns com seus maiores expoentes. Esse produto é o M.M.C pro-
tido na linha correspondente. curado.
x1 Exemplos: Calcular o M.M.C (12, 18)
12 2 2 Decompondo em fatores primos esses números, temos:
6 2 12 2 18 2
3 3 6 2 9 3
1 3 3 3 3
1 1
4º) Multiplicamos, a seguir, cada fator primo pelos divisores já obtidos,
escrevendo os produtos nas linhas correspondentes, sem repeti-los. 12 = 22 . 3 18 = 2 . 32
x1
12 2 2 Resposta: M.M.C (12, 18) = 22 . 32 = 36
6 2 4 Observação: Esse processo prático costuma ser simplificado fazendo-se
3 3 uma decomposição simultânea dos números. Para isso, escrevem-se os núme-
1 ros, um ao lado do outro, separando-os por vírgula, e, à direita da barra vertical,
colocada após o último número, escrevem-se os fatores primos comuns e não-
x1 comuns. 0 calculo estará terminado quando a última linha do dispositivo for
12 2 2 composta somente pelo número 1. O M.M.C dos números apresentados será o
6 2 4 produto dos fatores.
3 3 3, 6, 12 Exemplo:
1 Calcular o M.M.C (36, 48, 60)
36, 48, 60 2
Os números obtidos à direita dos fatores primos são os divisores do número 18, 24, 30 2
considerado. Portanto: 9, 12, 15 2
D(12) = { 1, 2, 4, 3, 6, 12} 9, 6, 15 2
9, 3, 15 3
Exemplos: 3, 1, 5 3
1) 1, 1 5 5
1 1, 1, 1
18 2 2
9 3 3, 6 D(18) = {1, 2 , 3, 6, 9, 18} Resposta: M.M.C (36, 48, 60) = 24 . 32 . 5 = 720
3 3 9, 18
1 RAÍZ QUADRADA EXATA DE NÚMEROS INTEIROS

2) CONCEITO
1 Consideremos o seguinte problema:
30 2 2 Descobrir os números inteiros cujo quadrado é +25.
15 3 3, 6 Solução: (+5 )2 = +25 e ( -5 )2 =+25
5 5 5, 10, 15, 30 Resposta: +5 e -5
1 Os números +5 e -5 chamam-se raízes quadradas de +25.
D(30) = { 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30} Outros exemplos:
Número Raízes quadradas
MÁXIMO DIVISOR COMUM +9 + 3 e -3
+16 + 4 e -4
Recebe o nome de máximo divisor comum de dois ou mais números +1 + 1 e -1
o maior dos divisores comuns a esses números. +64 + 8 e -8
Um método prático para o cálculo do M.D.C. de dois números é o chamado +81 + 9 e -9
método das divisões sucessivas (ou algoritmo de Euclides), que consiste das +49 + 7 e -7
etapas seguintes: +36 +6 e -6
1ª) Divide-se o maior dos números pelo menor. Se a divisão for exata, o
M.D.C. entre esses números é o menor deles. O símbolo 25 significa a raiz quadrada de 25, isto é 25 = +5
2ª) Se a divisão não for exata, divide-se o divisor (o menor dos dois nú- Como 25 = +5 , então:  25  5
meros) pelo resto obtido na divisão anterior, e, assim, sucessivamen-
te, até se obter resto zero. 0 ultimo divisor, assim determinado, será o
Agora, consideremos este problema.
M.D.C. dos números considerados.
Qual ou quais os números inteiros cujo quadrado é -25?
Solução: (+5 )2 = +25 e (-5 )2 = +25
Exemplo:
Resposta: não existe número inteiro cujo quadrado seja -25, isto é,
Calcular o M.D.C. (24, 32)
 25 não existe no conjunto Z dos números inteiros.
32 24 24 8 Conclusão: os números inteiros positivos têm, como raiz quadrada, um nú-
mero positivo, os números inteiros negativos não têm raiz quadrada no conjunto
8 1 0 3 Z dos números inteiros.
Resposta: M.D.C. (24, 32) = 8 RADICIAÇÃO
MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM

Matemática 8 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
(-288) : (+144) - (-125) : (+25) =
A raiz n-ésima de um número b é um número a tal que an = b. (-2 ) - (- 5 ) = -2 + 5 = +3

n
b  a  an  b 6) (-10 - 8) : (+6 ) - (-25) : (-2 + 7 ) =
(-18) : (+6 ) - (-25) : (+5 ) =
-3 - (- 5) =
5
32  2 - 3 + 5 = +2

5 índice 7) –52 : (+25) - (-4 )2 : 24 - 12 =


32 radicando pois 25 = 32 -25 : (+25) - (+16) : 16 - 1 =
raiz -1 - (+1) –1 = -1 -1 –1 = -3
2 radical 8) 2 . ( -3 )2 + (-40) : (+2)3 - 22 =
2 . (+9 ) + (-40) : (+8 ) - 4 =
3 +18 + (-5) - 4 =
Outros exemplos : 8 = 2 pois 2 3 = 8
+ 18 - 9 = +9
3
 8 = - 2 pois ( -2 )3 = -8
PROPRIEDADES (para a  0, b  0) NÚMEROS RACIONAIS
m: p
1ª) a  a n: p
m n 15
310  3 32 Os números racionais são representados por um numeral em forma de
2ª)
n
a b  n a  n b 6  2 3 a
fração ou razão, , sendo a e b números naturais, com a condição de b
5 4
5 b
3ª)
n
a:b  n a :n b 4 4 ser diferente de zero.
16 16 1. NÚMERO FRACIONARIO. A todo par ordenado (a, b) de números

4ª)  a
m
n
 m an  x3
5
 3 x5 naturais, sendo b  0, corresponde um número fracionário
a
b
.O termo a

5ª)
m n
a  mn a 6
3  12 3 chama-se numerador e o termo b denominador.

2. TODO NÚMERO NATURAL pode ser representado por uma fração


EXPRESSÕES NUMÉRICAS COM NÚMEROS INTEIROS ENVOLVEN- de denominador 1. Logo, é possível reunir tanto os números naturais como
DO AS QUATRO OPERAÇÕES os fracionários num único conjunto, denominado conjunto dos números
Para calcular o valor de uma expressão numérica com números inteiros, racionais absolutos, ou simplesmente conjunto dos números racionais Q.
procedemos por etapas.
Qual seria a definição de um número racional absoluto ou simplesmen-
1ª ETAPA: te racional? A definição depende das seguintes considerações:
a) efetuamos o que está entre parênteses ( ) a) O número representado por uma fração não muda de valor quando
b) eliminamos os parênteses multiplicamos ou dividimos tanto o numerador como o denomina-
dor por um mesmo número natural, diferente de zero.
2ª ETAPA: Exemplos: usando um novo símbolo: 
a) efetuamos o que está entre colchetes [ ]  é o símbolo de equivalência para frações
b) eliminamos os colchetes
2 2  5 10 10  2 20
     
3º ETAPA: 3 3  5 15 15  2 30
a) efetuamos o que está entre chaves { } b) Classe de equivalência. É o conjunto de todas as frações equiva-
b) eliminamos as chaves lentes a uma fração dada.
Em cada etapa, as operações devem ser efetuadas na seguinte ordem: 3 6 9 12 3
, , , ,   (classe de equivalência da fração: )
1ª) Potenciação e radiciação na ordem em que aparecem. 1 2 3 4 1
2ª) Multiplicação e divisão na ordem em que aparecem.
3ª) Adição e subtração na ordem em que aparecem. Agora já podemos definir número racional : número racional é aquele
definido por uma classe de equivalência da qual cada fração é um repre-
Exemplos: sentante.
1) 2 + 7 . (-3 + 4) =
2 + 7 . (+1) = 2+7 =9 NÚMERO RACIONAL NATURAL ou NÚMERO NATURAL:
2) (-1 )3 + (-2 )2 : (+2 ) = 0 0
0    (definido pela classe de equivalência que re-
-1+ (+4) : (+2 ) = 1 2
-1 + (+2 ) = presenta o mesmo número racional 0)
-1 + 2 = +1
1 2
1     (definido pela classe de equivalência que re-
3) -(-4 +1) – [-(3 +1)] = 1 2
-(-3) - [-4 ] = presenta o mesmo número racional 1)
+3 + 4 = 7 e assim por diante.
4) –2( -3 –1)2 +3 . ( -1 – 3)3 + 4 NÚMERO RACIONAL FRACIONÁRIO ou NÚMERO FRACIONÁRIO:
-2 . ( -4 )2 + 3 . ( - 4 )3 + 4 =
-2 . (+16) + 3 . (- 64) + 4 = 1 2 3
      (definido pela classe de equivalência que re-
-32 – 192 + 4 = 2 4 6
-212 + 4 = - 208 presenta o mesmo número racional 1/2).
5) (-288) : (-12)2 - (-125) : ( -5 )2 = NOMES DADOS ÀS FRAÇÕES DIVERSAS

Matemática 9 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Decimais: quando têm como denominador 10 ou uma potência de 10 seguintes:
5 7
, ,   etc.
10 100
b) próprias: aquelas que representam quantidades menores do que 1. 3 2
1 3 2 6 6
, , ,   etc.
2 4 7
c) impróprias: as que indicam quantidades iguais ou maiores que 1. 5
5 8 9 6
, , ,   etc.
5 1 5 3 2 5
Indicamos por:  
d) aparentes: todas as que simbolizam um número natural.
6 6 6
20 8
 5,  4 , etc.
4 2
e) ordinárias: é o nome geral dado a todas as frações, com ex-
ceção daquelas que possuem como denominador 10, 102, 103 ... 2
f) frações iguais: são as que possuem os termos iguais.
6
3 3 8 8
= ,  , etc. 5
4 4 5 5
6
g) forma mista de uma fração: é o nome dado ao numeral formado por
3
 4
uma parte natural e uma parte fracionária;  2  A parte natural é 2 e a 6
 7
4 5 2 3
parte fracionária . Indicamos por:  
7 6 6 6
h) irredutível: é aquela que não pode ser mais simplificada, por ter seus
termos primos entre si. Assim, para adicionar ou subtrair frações de mesmo denominador, pro-
3 5 3 cedemos do seguinte modo:
, , , etc.
4 12 7  adicionamos ou subtraímos os numeradores e mantemos o deno-
minador comum.
4. PARA SIMPLIFICAR UMA FRAÇÃO, desde que não possua termos
primos entre si, basta dividir os dois ternos pelo seu divisor comum.  simplificamos o resultado, sempre que possível.
8 8:4 2 Exemplos:
 
12 12 : 4 3 3 1 3 1 4
  
5. COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES.
5 5 5 5
Para comparar duas ou mais frações quaisquer primeiramente 4 8 4  8 12 4
convertemos em frações equivalentes de mesmo denominador. De    
duas frações que têm o mesmo denominador, a maior é a que tem
9 9 9 9 3
maior numerador. Logo: 7 3 73 4 2
   
6 8 9 1 2 3 6 6 6 6 3
    
12 12 12 2 3 4 2 2 22 0
   0
(ordem crescente)
7 7 7 7

De duas frações que têm o mesmo numerador, a maior é a que tem Observação: A subtração só pode ser efetuada quando o minuendo é
menor denominador. maior que o subtraendo, ou igual a ele.
7 7
Exemplo: 
2 5 2º CASO: Frações com denominadores diferentes:
Neste caso, para adicionar ou subtrair frações com denominadores di-
OPERAÇÕES COM FRAÇÕES ferentes, procedemos do seguinte modo:

ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO • Reduzimos as frações ao mesmo denominador.


A soma ou a diferença de duas frações é uma outra fração, cujo calculo • Efetuamos a operação indicada, de acordo com o caso anterior.
recai em um dos dois casos seguintes:
• Simplificamos o resultado (quando possível).
1º CASO: Frações com mesmo denominador. Observemos as figuras Exemplos:

Matemática 10 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
1 2 5 3   3 1   2 3 
1)   2)   2)5      1   
3 4 8 6   2 3   3 4 
4 6 15 12   9 2   5 3 
       5         
12 12 24 24   6 6   3 4 
15  12  7   20 9 
46    5       
  24  6   12 12 
12  30 7  29
27 9     
10 5  
  24 8  6 6  12
12 6 23 29
  
6 12
Observações: 46 29
  
Para adicionar mais de duas frações, reduzimos todas ao mesmo de- 12 12
nominador e, em seguida, efetuamos a operação. 17

Exemplos. 12
2 7 3 3 5 1 1
a)    b)     NÚMEROS RACIONAIS
15 15 15 4 6 8 2
273 18 20 3 12
      
15 24 24 24 24
12 4 18  20  3  12
   
15 5 24
53
 Um círculo foi dividido em duas partes iguais. Dizemos que uma unida-
24 de dividida em duas partes iguais e indicamos 1/2.
onde: 1 = numerador e 2 = denominador
Havendo número misto, devemos transformá-lo em fração imprópria:

Exemplo:
1 5 1
2  3 
3 12 6
7 5 19
  
3 12 6
28 5 38 Um círculo dividido em 3 partes iguais indicamos (das três partes ha-
  
12 12 12 churamos 2).
28  5  38 71 Quando o numerador é menor que o denominador temos uma fração
 própria. Observe:
12 12 Observe:

Se a expressão apresenta os sinais de parênteses ( ), colchetes [ ]


e chaves { }, observamos a mesma ordem:
1º) efetuamos as operações no interior dos parênteses;
2º) as operações no interior dos colchetes;
3º) as operações no interior das chaves.
Quando o numerador é maior que o denominador temos uma fração
Exemplos: imprópria.
2 3 5 4
1)        Frações Equivalentes
3 4 2 2
 8 9  1 Duas ou mais frações são equivalentes, quando representam a mesma
    quantidade.
 12 12  2
17 1
  
12 2
17 6
  
12 12
11

12

Matemática 11 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
1 2 3 Quando não for mais possível efetuar as divisões, dizemos que a fra-
Dizemos que:   ção é irredutível. Exemplo:
2 4 6
18 : 2 9 : 3 3
 
- Para obter frações equivalentes, devemos multiplicar ou dividir o nu- 12 : 2 6 : 3 2
merador por mesmo número diferente de zero.
1 2 2 1 3 3 Fração irredutível ou simplificada.
Ex:   ou .  9 36
2 2 4 2 3 6 Exercícios: Simplificar 1) 2)
12 45
Para simplificar frações devemos dividir o numerador e o denominador, 3 4
por um mesmo número diferente de zero. Respostas: 1) 2)
4 5
Quando não for mais possível efetuar as divisões dizemos que a fração Redução de frações ao menor denominador comum
é irredutível.
1 3
Exemplo: Ex.: e
3 4
18 2 9 3
:    Fração Irredutível ou Simplificada
12 2 6 6 Calcular o M.M.C. (3,4) = 12
1 3 1
e
3
=
12 : 3  1 e 12 : 4  3 temos:
Exemplo: e
3 4 3 4 12 12
4 9
Calcular o M.M.C. (3,4): M.M.C.(3,4) = 12 e
12 12
1 3 12 : 3  1 12 : 4  3 temos: 4 9
e = e e
3 4 12 12 12 12 1 4 3 9
A fração é equivalente a . A fração equivalente .
3 12 4 12
1 4
A fração é equivalente a .
3 12 Exemplo:
3 9 2 4
A fração equivalente . ?  numeradores diferentes e denominadores diferentes
4 12 3 5
m.m.c.(3, 5) = 15
Exercícios:
1) Achar três frações equivalentes às seguintes frações: (15 : 3).2 (15.5).4 10 12
? =  (ordem crescente)
1 2 15 15 15 15
1) 2)
4 3
2 3 4 4 6 8 Exercícios: Colocar em ordem crescente:
Respostas: 1) , , 2) , , 2 2 5 4 5 2 4
8 12 16 6 9 12 1) e e2) ,
3) e
5 3 3 3 6 3 5
Comparação de frações 2 2 4 5
Respostas: 1)  2) 
5 3 3 3
a) Frações de denominadores iguais.
4 5 3
Se duas frações tem denominadores iguais a maior será aquela: que ti- 3)  
ver maior numerador. 3 6 2
3 1 1 3
Ex.:  ou  Operações com frações
4 4 4 4

b) Frações com numeradores iguais 1) Adição e Subtração


Se duas frações tiverem numeradores iguais, a menor será aquela que a) Com denominadores iguais somam-se ou subtraem-se os numera-
tiver maior denominador. dores e conserva-se o denominador comum.
7 7 7 7 2 5 1 2  5 1 8
Ex.:  ou  Ex:    
4 5 5 4 3 3 3 3 3
4 3 43 1
c) Frações com numeradores e denominadores receptivamente di-
  
5 5 5 5
ferentes.
Reduzimos ao mesmo denominador e depois comparamos. Exemplos: b) Com denominadores diferentes reduz ao mesmo denominador de-
2 1 pois soma ou subtrai.
 denominadores iguais (ordem decrescente)
3 3 Ex:
4 4 1 3 2
 numeradores iguais (ordem crescente) 1)   = M.M.C.. (2, 4, 3) = 12
5 3 2 4 3

SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÕES (12 : 2).1  (12 : 4).3  (12.3).2 6  9  8 23


 
12 12 12
Para simplificar frações devemos dividir o numerador e o denominador 4 2
por um número diferente de zero. 2)  = M.M.C.. (3,9) = 9
3 9

Matemática 12 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
(9 : 3).4 - (9 : 9).2 12 - 2 10 1 4
  Respostas: 1) 2) 3) 1
9 9 9 3 5

Exercícios. Calcular: NÚMEROS DECIMAIS


2 5 1 5 1 2 1 1
1)   2)  3)  
7 7 7 6 6 3 4 3 Toda fração com denominador 10, 100, 1000,...etc, chama-se fração
decimal.
8 4 2 7
Respostas: 1) 2)  3) 3 4 7
7 6 3 12 Ex: , , , etc
10 100 100
Multiplicação de Frações Escrevendo estas frações na forma decimal temos:
3
Para multiplicar duas ou mais frações devemos multiplicar os numera- = três décimos,
dores das frações entre si, assim como os seus denominadores. 10
4
Exemplo: = quatro centésimos
100
2 3 2 3 6 3
.  x   7
5 4 5 4 20 10 = sete milésimos
1000
Exercícios: Calcular:
Escrevendo estas frações na forma decimal temos:
2 5 2 3 4  1 3   2 1
1)  2)   3)        3 4 7
5 4 5 2 3 5 5 3 3 =0,3 = 0,04 = 0,007
10 100 1000
10 5 24 4 4
Respostas: 1)  2)  3)
12 6 30 5 15 Outros exemplos:
34 635 2187
1) = 3,4 2) = 6,35 3) =218,7
Divisão de frações 10 100 10

Para dividir duas frações conserva-se a primeira e multiplica-se pelo in- Note que a vírgula “caminha” da direita para a esquerda, a quantidade
verso da Segunda. de casas deslocadas é a mesma quantidade de zeros do denominador.
4 2 4 3 12 6
Exemplo: :  .   Exercícios. Representar em números decimais:
5 3 5 2 10 5
35 473 430
1) 2) 3)
Exercícios. Calcular: 10 100 1000
4 2 8 6  2 3  4 1 Respostas: 1) 3,5 2) 4,73 3) 0,430
1) : 2) : 3)    :   
3 9 15 25 5 5 3 3 LEITURA DE UM NÚMERO DECIMAL
20
Respostas: 1) 6 2) 3) 1
9 Ex.:

Potenciação de Frações

Eleva o numerador e o denominador ao expoente dado. Exemplo:


3
2 23 8
   3 
3
  3 27

Exercícios. Efetuar:
2 4 2 3
3  1  4  1
1)   2)   3)     
4 2 3 2
9 1 119
Respostas: 1) 2) 3)
16 16 72
Operações com números decimais
Radiciação de Frações
Adição e Subtração
Extrai raiz do numerador e do denominador. Coloca-se vírgula sob virgula e somam-se ou subtraem-se unidades de
4 4 2 mesma ordem. Exemplo 1:
Exemplo:  
9 9 3
10 + 0,453 + 2,832
10,000
Exercícios. Efetuar: + 0,453
2 2,832
1 16 9  1
1) 2) 3)   _______
9 25 16  2  13,285

Matemática 13 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Exemplo 2: Multiplicação de um número decimal por 10, 100, 1000
47,3 - 9,35
47,30 Para tornar um número decimal 10, 100, 1000..... vezes maior, desloca-
9,35 se a vírgula para a direita, respectivamente, uma, duas, três, . . . casas
______ decimais.
37,95 2,75 x 10 = 27,5 6,50 x 100 = 650
Exercícios. Efetuar as operações: 0,125 x 100 = 12,5 2,780 x 1.000 = 2.780
1) 0,357 + 4,321 + 31,45 0,060 x 1.000 = 60 0,825 x 1.000 = 825
2) 114,37 - 93,4
3) 83,7 + 0,53 - 15, 3 DIVISÃO
Para dividir os números decimais, procede-se assim:
Respostas: 1) 36,128 2) 20,97 3) 68,93 1) iguala-se o número de casas decimais;
2) suprimem-se as vírgulas;
Multiplicação com números decimais 3) efetua-se a divisão como se fossem números inteiros.

Multiplicam-se dois números decimais como se fossem inteiros e sepa- Exemplos:


ram-se os resultados a partir da direita, tantas casas decimais quantos  6 : 0,15 = 6,00 0,15
forem os algarismos decimais dos números dados.
000 40
Exemplo: 5,32 x 3,8 Igualam – se as casas decimais.
5,32  2 casas, Cortam-se as vírgulas.
x 3,8 1 casa após a virgula  7,85 : 5 = 7,85 : 5,00 785 : 500 = 1,57
______ Dividindo 785 por 500 obtém-se quociente 1 e resto 285
4256
1596 + Como 285 é menor que 500, acrescenta-se uma vírgula ao quociente
______ e zeros ao resto
20,216  3 casas após a vírgula  2 : 4 0,5
Como 2 não é divisível por 4, coloca-se zero e vírgula no quociente e
Exercícios. Efetuar as operações: zero no dividendo
1) 2,41 . 6,3 2) 173,4 . 3,5 + 5 . 4,6  0,35 : 7 = 0,350 7,00 350 : 700 = 0,05
3) 31,2 . 0,753
Como 35 não divisível por 700, coloca-se zero e vírgula no quociente e
Respostas: 1) 15,183 2) 629,9 um zero no dividendo. Como 350 não é divisível por 700, acrescenta-se
3) 23,4936 outro zero ao quociente e outro ao dividendo

Divisão de números decimais Divisão de um número decimal por 10, 100, 1000

Igualamos as casas decimais entre o dividendo e o divisor e quando o Para tornar um número decimal 10, 100, 1000, .... vezes menor, deslo-
dividendo for menor que o divisor acrescentamos um zero antes da vírgula ca-se a vírgula para a esquerda, respectivamente, uma, duas, três, ... casas
no quociente. decimais.

Ex.: Exemplos:
a) 3:4 25,6 : 10 = 2,56
3 |_4_ 04 : 10 = 0,4
30 0,75 315,2 : 100 = 3,152
20 018 : 100 = 0,18
0 0042,5 : 1.000 = 0,0425
0015 : 1.000 = 0,015
b) 4,6:2
4,6 |2,0 = 46 | 20 milhar cente- deze- Unidade déci- centé- milési-
60 2,3 na na simples mo simo mo
0
1 000 100 10 1 0,1 0,01 0,001
Obs.: Para transformar qualquer fração em número decimal basta divi-
dir o numerador pelo denominador.
Ex.: 2/5 = 2 |5 , então 2/5=0,4 LEITURA DE UM NÚMERO DECIMAL
20 0,4 Procedemos do seguinte modo:
1º) Lemos a parte inteira (como um número natural).
Exercícios 2º) Lemos a parte decimal (como um número natural), acompanhada
1) Transformar as frações em números decimais. de uma das palavras:
1 4 1 - décimos, se houver uma ordem (ou casa) decimal
1) 2) 3) - centésimos, se houver duas ordens decimais;
5 5 4
- milésimos, se houver três ordens decimais.
Respostas: 1) 0,2 2) 0,8 3) 0,25
Exemplos:
2) Efetuar as operações: 1) 1,2 Lê-se: "um inteiro e
1) 1,6 : 0,4 2) 25,8 : 0,2 dois décimos".
3) 45,6 : 1,23 4) 178 : 4,5-3,4.1/2
5) 235,6 : 1,2 + 5 . 3/4 2) 12,75 Lê-se: "doze inteiros
Respostas: 1) 4 2) 129 3) 35,07 e setenta e cinco
4) 37,855 5) 200,0833.... centésimos".

Matemática 14 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
3) 8,309 Lê-se: "oito inteiros e Exercícios resolvidos
trezentos e nove 1. Completar com  ou :
milésimos''. a) 5 Z
Observações: *
g) 3 Q*
1) Quando a parte inteira é zero, apenas a parte decimal é lida. b) 5 Z
h) 4 Q
Exemplos:
c) 3,2 Z *
a) 0,5 - Lê-se: "cinco 1
i)   22 Q-
décimos". d) Z
4 j) 2 R
b) 0,38 - Lê-se: "trinta e oito 4 k) 4 R-
centésimos". e) Z
1
c) 0,421 - Lê-se: "quatrocentos f) 2 Q
e vinte e um
milésimos". Resolução
a)  , pois 5 é positivo.
2) Um número decimal não muda o seu valor se acrescentarmos ou
suprimirmos zeros â direita do último algarismo. b)  , pois 5 é positivo e os positivos foram excluídos de Z *
Exemplo: 0,5 = 0,50 = 0,500 = 0,5000 " ....... c)  3,2 não é inteiro.
3) Todo número natural pode ser escrito na forma de número decimal,
colocando-se a vírgula após o último algarismo e zero (ou zeros) a 1
d)  , pois não é inteiro.
sua direita. 4
Exemplos: 34 = 34,00... 176 = 176,00...
4
e)  , pois = 4 é inteiro.
NÚMEROS REAIS 1
f)  , pois 2 não é racional.
CORRESPONDÊNCIA ENTRE NÚMEROS E PONTOS DA RETA,
ORDEM, VALOR ABSOLUTO g)  , pois 3 não é racional
Há números que não admitem representação decimal finita nem
representação decimal infinita e periódico, como, por exemplo:
h)  , pois 4 = 2 é racional
 = 3,14159265...
i)  , pois   22  4  2 é positivo, e os positivos
2 = 1,4142135...
foram excluídos de Q .
3 = 1,7320508...
j)  , pois 2 é real.
5 = 2,2360679...
k)  , pois 4 = 2 é positivo, e os positivos foram excluídos de
Estes números não são racionais:   Q, 2  Q, 3  R
Q, 5  Q; e, por isso mesmo, são chamados de irracionais. 2. Completar com  ou  :
Podemos então definir os irracionais como sendo aqueles números que a) N Z* d) Q Z
possuem uma representação decimal infinita e não periódico.
b) N Z+ e)
*
Q *
R+
Chamamos então de conjunto dos números reais, e indicamos com R,
o seguinte conjunto: c) N Q
Resolução:
R= { x | x é racional ou x é irracio-
nal}vemos, o conjunto R é a união do conjunto a)  , pois 0  N e 0  Z * .
Como dos números
racionais com o conjunto dos números irracionais. b)  , pois N = Z 
c)  , pois todo número natural é também racional.
Usaremos o símbolo estrela (*) quando quisermos indicar que o d)  , pois há números racionais que não são inteiros como por
número zero foi excluído de um conjunto.
Exemplo: N* = { 1; 2; 3; 4; ... }; o zero foi excluído de N. 2
exemplo, .
3
Usaremos o símbolo mais (+) quando quisermos indicar que os e)  , pois todo racional positivo é também real positivo.
números negativos foram excluídos de um conjunto.
Exemplo: Z+ = { 0; 1; 2; ... } ; os negativos foram excluídos de Z. Exercícios propostos:
Usaremos o símbolo menos (-) quando quisermos indicar que os 1. Completar com  ou 
números positivos foram excluídos de um conjunto. a) 0 N 7
g) Q *
Exemplo: Z  = { . .. ; - 2; - 1; 0 } ; os positivos foram excluídos de Z. b) 0 N* 1
c) 7 Z h) 7 Q
Algumas vezes combinamos o símbolo (*) com o símbolo (+) ou com o d) - 7 Z
símbolo (-).
e) – 7 Q i) 72 Q
Exemplos
a) Z * = ( 1; 2; 3; ... ) ; o zero e os negativos foram excluídos de Z. 1 j) 7 R*
f) Q
* 7
b) Z  = { ... ; - 3; - 2; - 1 } ; o zero e os positivos foram excluídos de Z.

Matemática 15 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2. Completar com  ou  d) 2 5 é racional
a) 3 Q d)  Q
b) 3,1 Q e) 3,141414... Q 3) Sendo N, Z, Q e R, respectivamente, os conjuntos dos naturais,
c) 3,14 Q inteiros, racionais e reais, podemos escrever:
3. Completar com  ou  : a) x  NxR c) Z  Q
* b) x QxZ d) R  Z
a) Z N* d)
*
Z R
b) Z N e) Z  R+ 4) Dado o conjunto A = { 1, 2, 3, 4, 5, 6 }, podemos afirmar que:
a)  x  A  x é primo
c) R Q b)  x  A | x é maior que 7
4. Usando diagramas de Euler-Venn, represente os conjuntos N, Z, Q e
c)  x  A  x é múltiplo de 3
R. d)  x  A | x é par
Respostas: e) nenhuma das anteriores
1.
i) 
a)  e)  5) Assinale a alternativa correta:
b)   a) Os números decimais periódicos são irracionais
j) 
f)
c)  g)  b) Existe uma correspondência biunívoca entre os pontos da reta nume-
 rada, e o conjunto Q.
d)  h)
c) Entre dois números racional existem infinitos números racionais.
d) O conjunto dos números irracionais é finito
2.
a)  c)  e)  6) Podemos afirmar que:
b)  d)  a) todo real é racional.
b) todo real é irracional.
3. c) nenhum irracional é racional.
a)  c)  e)  d) algum racional é irracional.
b)  d) 
7) Podemos afirmar que:
4. a) entre dois inteiros existe um inteiro.
b) entre dois racionais existe sempre um racional.
c) entre dois inteiros existe um único inteiro.
d) entre dois racionais existe apenas um racional.

8) Podemos afirmar que:


a) a, b  N  a - b  N
Reta numérica b) a, b  N  a : b  N
Uma maneira prática de representar os números reais é através da reta c) a, b  R  a + b  R
real. Para construí-la, desenhamos uma reta e, sobre ela, escolhemos, a d) a, b  Z  a : b  Z
nosso gosto, um ponto origem que representará o número zero; a seguir
escolhemos, também a nosso gosto, porém à direita da origem, um ponto 9) Considere as seguintes sentenças:
para representar a unidade, ou seja, o número um. Então, a distância entre
os pontos mencionados será a unidade de medida e, com base nela, mar- I) 7 é irracional.
camos, ordenadamente, os números positivos à direita da origem e os II) 0,777... é irracional.
números negativos à sua esquerda. III) 2 2 é racional.
Podemos afirmar que:
a) l é falsa e II e III são verdadeiros.
b) I é verdadeiro e II e III são falsas.
c) I e II são verdadeiras e III é falsa.
EXERCÍCIOS
d) I e II são falsas e III é verdadeira.
1) Dos conjuntos a seguir, o único cujos elementos são todos números
racionais é:
10) Considere as seguintes sentenças:
 1  I) A soma de dois números naturais é sempre um número natural.
a)  , 2, 3, 5, 4 2 
 2  II) O produto de dois números inteiros é sempre um número inteiro.
III) O quociente de dois números inteiros é sempre um número inteiro.
 2  Podemos afirmar que:
c)   1, , 0, 2, 3 
a) apenas I é verdadeiro.
 7 
  3, 
b) apenas II é verdadeira.
b)  2,  2, 0 c) apenas III é falsa.
d)  0, 9, 4, 5, 7 
d) todas são verdadeiras.

11) Assinale a alternativa correta:


2) Se 5 é irracional, então: a) R N c) Q  N
b) Z  R d) N  { 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 }
m
a) 5 escreve-se na forma , com n 0 e m, n  N.
n 12) Assinale a alternativa correto:
a) O quociente de dois número, racionais é sempre um número inteiro.
b) 5 pode ser racional b) Existem números Inteiros que não são números reais.
m c) A soma de dois números naturais é sempre um número inteiro.
c) 5 jamais se escreve sob a forma , com n 0 e m, n  N. d) A diferença entre dois números naturais é sempre um número natu-
n
ral.

Matemática 16 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
c) { x  R | x < -2 } d) { x  R | -2< x  4 }
13) O seguinte subconjunto dos números reais
RESPOSTAS
1) d 5) b 9) b 13) b 17) c 21) b
2) c 6) c 10) c 14) d 18) b 22) b
3) a 7) b 11) b 15) d 19) a 23) c
escrito em linguagem simbólica é:
4) e 8) c 12) c 16) b 20) b 24) d
a) { x  R | 3< x < 15 } c) { x  R | 3  x  15 }
b) { x  R | 3  x < 15 } d) { x  R | 3< x  15 } Ordenação dos Reais, Intervalos, Módulo
Para melhor entendermos os NÚMEROS REAIS, vamos inicialmente
14) Assinale a alternativa falsa: dar um resumo de todos os conjuntos numéricos.
a) R* = { x  R | x < 0 ou x >0}
b) 3 Q 1. Sucessivas ampliações dos campos numéricos
c) Existem números inteiros que não são números naturais. Você já tem algum conhecimento o respeito dos campos ou conjuntos
numéricos com os quais iremos trabalhar nesta unidade. Mostraremos
como se ampliam sucessivamente esses conjuntos, a partir do conjunto N,
d) é a representa- e também como se acrescentam outras propriedades para as operações
ção de { x  R | x  7 } como elementos dos novos conjuntos.
2. O CONJUNTO N E SUAS PROPRIEDADES
15) O número irracional é: Seja o conjunto N: N = { 0, 1, 2, 3. ... , n, ...}
4 Você deve se lembrar que este conjunto tem sua origem a partir de
a) 0,3333... e) conjuntos finitos e equipotentes: a uma classe de todos os conjuntos equi-
5 potentes entre si associou-se o mesmo cardinal, o mesmo número e a
b) 345,777... d) 7 mesma representação ou numeral.

2.1. Propriedades das operações em N


16) O símbolo R representa o conjunto dos números: Para expressar matematicamente as propriedades das operações em
a) reais não positivos c) irracional. N e nos sucessivos conjuntos, usaremos a notação usual e prática dos
b) reais negativos d) reais positivos. quantificadores. São eles:
 x significa “qualquer que seja x é o quantificador universal e sig-
17) Os possíveis valores de a e de b para que a número a + b 5 seja
nifica “qualquer que seja”;
irracional, são:  x significo “existe x” é o quantificador existencial e significo “exis-
a) a = 0 e b=0 c) a = 0 e b = 2 te”. O símbolo  | x significa “existe um único x”.
c) a=1eb= 5 d) a = 16 e b = 0
ADIÇÃO MULTIPLICAÇÃO
1. Fechamento 1. Fechamento
18) Uma representação decimal do número 5 é:  a, b  N, a + b = c  N  a, b  N, a . b = c  N
a) 0,326... c) 1.236...
b) 2.236... d) 3,1415... 2. Comutativa 2. Comutativa
 a, b  N, a + b = b + a  a, b  N, a . b = b . a
19) Assinale o número irracional: 3. Associativo 3. Associativa
a) 3,01001000100001... e) 3,464646...  a, b, c  N, a + (b + c) = (a + b)  a, b, c  N, a . (b . c) = (a
b) 0,4000... d) 3,45 +c . b) . c

20) O conjunto dos números reais negativos é representado por: 4. Elemento Neutro 4. Elemento Neutro
a) R* c) R  0  N, tal que  a  N  1  N, tal que  a  N
b) R_ d) R* a+0=0+a=a a.1=1.a=a
Distributiva da Multiplicação em Relação à Adição
21) Assinale a alternativo falso:  a, b, c  N, a . (b + c) = a . b + a . c
a) 5 Z b) 5,1961...  Q
5 3. CONJUNTO Z E SUAS PROPRIEDADES
c)  Q Em N, a operação 3 - 4 não é possível. Entretanto, pode-se ampliar N e
3 assim obter Z, onde 3 - 4 = - 1 passa a ser possível. A novidade, em Z, está
22) Um número racional compreendido entre 3 e 6 é: no fato de que qualquer que seja o elemento de Z, este possui um oposto
aditivo, ou seja, para + 3  Z, existe - 3  Z tal que + 3 – 3 = 0. Sendo Z =
3. 6 {..., - 3, - 2, - 1, 0, 1, 2, 3, ...}, teremos, então, as seguintes propriedades em
a) 3,6 c)
2 Z. com a inclusão da propriedade 5.
6 3 6
b) d) 3.1. Propriedades das operações em Z
3 2
ADIÇÃO MULTIPLICAÇÃO
23) Qual dos seguintes números é irracional? 1. Fechamento 1. Fechamento
a) 3
125 c) 27  a, b  Z, a + b = c  Z  a, b  Z, a . b = c  Z
4
b) 1 d) 169 2. Comutativa 2. Comutativa
 a, b  Z, a + b = b + a  a, b  Z, a . b = b . a

3. Associativo 3. Associativa
24) é a representação gráfica  a, b, c  Z, a + (b + c) = (a + b)  a, b, c  Z, a . (b . c) = (a .
de: +c b) . c
a) { x  R | x  15 } b) { x  R | -2 x < 4 }

Matemática 17 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
4. Elemento Neutro 4. Elemento Neutro
 0  Z, tal que  a  Z  1  Z, tal que  a  Z
a+0=0+a=a a.1=1.a=a

5. Elemento Oposto Aditivo


 a  Z,  - a  Z, tal que
a + ( - a) = 0 3  3 8
Distributiva da Multiplicação em Relação à Adição  Q 
5  5 5  11  Q
 a, b, c  Z, a . (b + c) = a . b + a . c b)  
8 2 10
 Q
Vê-se que, em Z, a operação adição admite mais uma propriedade ( 5 5 
).

4. O CONJUNTO Q E SUAS PROPRIEDADES


Tanto em N como em Z, a operação 2  3 não é possível, pois ambos
não admitem números fracionários. A ampliação de Z para Q, entretanto,
permite um fato novo: qualquer que seja o elemento de Q* ou Q – {0},
existe sempre, para esse elemento, um inverso multiplicativo. Conclui-se, então, que:
Na reta numerada existe uma Infinidade de elementos de Q situados
2 3 2 3 entre dois elementos quaisquer a e b de Q.
Assim, por exemplo, para  Q, existe  Q tal que . = 1,
3 2 3 2
o que não é possível em N e Z. 4.3. O CONJUNTO Q CONTÉM Z E N
Os elementos de Q são aqueles que podem ser escritos sob o forma
Esse fato amplia uma propriedade para as operações em Q. a
, com a e b  Z e b  Q.
b
4.1. Propriedades das operações em Q
Pode-se observar facilmente que qualquer que seja o elemento de N
ADIÇÃO MULTIPLICAÇÃO
ou de Z, este estará em Q.
1. Fechamento 1. Fechamento
De fato:
 a, b  Q, a + b = c  Q  a, b  Q, a . b = c  Q
2 4 6
2  N, mas 2    ...  Q
2. Comutativa 2. Comutativa 1 2 3
 a, b  Q, a + b = b + a  a, b  Q, a . b = b . a -3 -6 -9
-3  N, mas  3     . . . Q
3. Associativo 3. Associativa 1 2 3
 a, b, c  Q, a + (b + c) = (a +  a, b, c  Q, a . (b . c) = (a .
b) + c b) . c O esquema a seguir apresenta as relações entre os conjuntos N, Z e
Q.
4. Elemento Neutro 4. Elemento Neutro
 0  Q, tal que  a  Q  1  Q, tal que  a  Q
a+0=0+a=a a.1=1.a=a

5. Elemento Oposto Aditivo Elemento Inverso Multiplicativo


 a  Q,  - a  Q, tal que  a  Q*,  a’  Q*, tal que
a + ( - a) = 0 a . a’ = 1
2 3 INTERVALOS
Ex.:  Q,  Q|
3 2 No conjunto dos números reais destacaremos alguns subconjuntos
importantes determinados por desigualdades, chamados intervalos.
2 3
. =1 Na reta real os números compreendidos entre 5 e 8 incluindo o 5 e o 8
3 2 constituem o intervalo fechado [5; 8], ou seja:
Distributiva da Multiplicação em Relação à Adição [5; 8] = {x / 5 « x « 8}
 a, b, c  Q, a . (b + c) = a . b + a . c Se excluirmos os números 5 e 8, chamados extremos do intervalo,
temos o intervalo aberto ]5; 8[, ou seja:
Vê-se que, em Q, a operação multiplicação admite mais uma propriedade ]5; 8[ = {x / 5 < x < 8}

4.2. Propriedade: A densidade de Q Consideraremos ainda os intervalos mistos:


O conjunto Q possui uma propriedade importante, que o caracteriza como ]5; 8] = {x / 5 < x « 8}
um conjunto denso. Isto quer dizer que:
(Intervalo aberto à esquerda e fechado à direita).
[5; 8[ = {x / 5 « x < 8}
ENTRE DOIS ELEMENTOS DISTINTOS DE Q, SEMPRE EXISTE UM
OUTRO ELEMENTO DE Q (COMO CONSEQUÊNCIA, ENTRE ESSES 2 (intervalo fechado à esquerda e aberto à direita).
ELEMENTOS HÁ INFINITOS ELEMENTOS DE Q).
Módulo ou valor absoluto
Para comprovar essa afirmação, basto tomar dois elementos distintos de Q
e verificar que a média aritmética (ou semi-soma) desses dois elementos tam- No conjunto Z para cada número natural r foi criado um +n e -n. Cha-
bém pertence a Q. De fato: ma-se módulo ou valor absoluto de +n e -n, indica-se | +n | = n e | -n | = n
2  Q 2  3 5 Exemplos:
a)    Q | -5 | = 5, leia-se o módulo de -5 é 5,
3  Q 2 2 | +5 | = 5 o módulo de +5 é 5
| 0 | =0

Matemática 18 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
9 MATEMÁTICA FINANCEIRA. 9.1 PROPORÇÃO, escola, 20 deverão gostar de Matemática. Na verdade, estamos afirmando
que 10 estão representando em 40 o mesmo que 20 em 80.
1. INTRODUÇÃO 10 20
Escrevemos: =
Se a sua mensalidade escolar sofresse hoje um reajuste de $ 80,00, 40 80
como você reagiria? Acharia caro, normal, ou abaixo da expectativa? Esse A esse tipo de igualdade entre duas razões dá-se o nome de
mesmo valor, que pode parecer caro no reajuste da mensalidade, seria proporção.
considerado insignificante, se se tratasse de um acréscimo no seu salário.
a c
Naturalmente, você já percebeu que os $ 80,00 nada representam, se Dadas duas razões e , com b e d  0, teremos uma
não forem comparados com um valor base e se não forem avaliados de b d
acordo com a natureza da comparação. Por exemplo, se a mensalidade a c
escolar fosse de $ 90,00, o reajuste poderia ser considerado alto; afinal, o proporção se = .
valor da mensalidade teria quase dobrado. Já no caso do salário, mesmo b d
considerando o salário mínimo, $ 80,00 seriam uma parte mínima. .
Na expressão acima, a e c são chamados de antecedentes e b e d de
A fim de esclarecer melhor este tipo de problema, vamos estabelecer consequentes.
regras para comparação entre grandezas. A proporção também pode ser representada como a : b : : c : d. Qual-
quer uma dessas expressões é lida assim: a está para b assim como c está
2. RAZÃO para d. E importante notar que b e c são denominados meios e a e d,
Você já deve ter ouvido expressões como: "De cada 20 habitantes, 5 extremos.
são analfabetos", "De cada 10 alunos, 2 gostam de Matemática", "Um dia
de sol, para cada dois de chuva". Exemplo:

Em cada uma dessas. frases está sempre clara uma comparação entre
3 9
A proporção = , ou 3 : 7 : : 9 : 21, é
dois números. Assim, no primeiro caso, destacamos 5 entre 20; no segun- 7 21
do, 2 entre 10, e no terceiro, 1 para cada 2. lida da seguinte forma: 3 está para 7 assim como 9 está para 21.
Temos ainda:
Todas as comparações serão matematicamente expressas por um 3 e 9 como antecedentes,
quociente chamado razão. 7 e 21 como consequentes,
7 e 9 como meios e
Teremos, pois: 3 e 21 como extremos.
De cada 20 habitantes, 5 são analfabetos. 3.1 PROPRIEDADE FUNDAMENTAL
5 O produto dos extremos é igual ao produto dos meios:
Razão =
20 a c
De cada 10 alunos, 2 gostam de Matemática. =  ad = bc ; b, c  0
2 b d
Razão =
10 Exemplo:
c. Um dia de sol, para cada dois de chuva. Se 6 = 24 , então 6 . 96 = 24 . 24 = 576.
1 24 96
Razão =
2 3.2 ADIÇÃO (OU SUBTRAÇÃO) DOS ANTECEDENTES E
CONSEQUENTES
a Em toda proporção, a soma (ou diferença) dos antecedentes está para
A razão entre dois números a e b, com b  0, é o quociente , a soma (ou diferença) dos consequentes assim como cada antecedente
b está para seu consequente. Ou seja:
ou a : b.
a c a + c a c
Nessa expressão, a chama-se antecedente e b, consequente. Outros Se = , entao = = ,
b d b + d b d
exemplos de razão :
a - c a c
ou = =
Em cada 10 terrenos vendidos, um é do corretor. b - d b d
1
Razão = Essa propriedade é válida desde que nenhum denominador seja nulo.
10 Exemplo:
Os times A e B jogaram 6 vezes e o time A ganhou todas. 21 + 7 28 7
= =
6 12 + 4 16 4
Razão = 21 7
6 =
12 4
3. Uma liga de metal é feita de 2 partes de ferro e 3 partes de zinco. 21 - 7 14 7
2 3 = =
Razão = (ferro) Razão = (zinco). 12 - 4 8 4
5 5
3. PROPORÇÃO DIVISÃO EM PARTES PROPORCIONAIS
Há situações em que as grandezas que estão sendo comparadas po-
dem ser expressas por razões de antecedentes e consequentes diferentes, 1. INTRODUÇÃO:
porém com o mesmo quociente. Dessa maneira, quando uma pesquisa No dia-a-dia, você lida com situações que envolvem números, tais co-
escolar nos revelar que, de 40 alunos entrevistados, 10 gostam de Matemá- mo: preço, peso, salário, dias de trabalho, índice de inflação, velocidade,
tica, poderemos supor que, se forem entrevistados 80 alunos da mesma

Matemática 19 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
tempo, idade e outros. Passaremos a nos referir a cada uma dessas situa- permanência do grupo dependerá do número de pessoas.
ções mensuráveis como uma grandeza. Você sabe que cada grandeza não
é independente, mas vinculada a outra conveniente. O salário, por exemplo, Analise agora a tabela abaixo:
está relacionado a dias de trabalho. Há pesos que dependem de idade, Número de 1 2 4 5 10
velocidade, tempo etc. Vamos analisar dois tipos básicos de dependência pessoas
entre grandezas proporcionais. Tempo de
permanência (dias) 20 10 5 4 2
2. PROPORÇÃO DIRETA
Grandezas como trabalho produzido e remuneração obtida são, quase Note que, se dobrarmos o número de pessoas, o tempo de perma-
sempre, diretamente proporcionais. De fato, se você receber $ 2,00 para nência se reduzirá à metade. Esta é, portanto, uma proporção inversa, ou
cada folha que datilografar, sabe que deverá receber $ 40,00 por 20 folhas melhor, as grandezas número de pessoas e número de dias são inver-
datilografadas. samente proporcionais.
Podemos destacar outros exemplos de grandezas diretamente
proporcionais: 4. DIVISÃO EM PARTES PROPORCIONAIS
Velocidade média e distância percorrida, pois, se você dobrar a veloci- 4. 1 Diretamente proporcional
dade com que anda, deverá, num mesmo tempo, dobrar a distância percor- Duas pessoas, A e B, trabalharam na fabricação de um mesmo objeto,
rida. sendo que A o fez durante 6 horas e B durante 5 horas. Como, agora, elas
Área e preço de terrenos. deverão dividir com justiça os $ 660,00 apurados com sua venda? Na
Altura de um objeto e comprimento da sombra projetada por ele. verdade, o que cada um tem a receber deve ser diretamente proporcional
ao tempo gasto na confecção do objeto.
Assim:
Dividir um número em partes diretamente proporcionais a outros
números dados é encontrar partes desse número que sejam
Duas grandezas São diretamente proporcionais quando, aumentando diretamente proporcionais aos números dados e cuja soma
(ou diminuíndo) uma delas numa determinada razão, a outra diminui (ou reproduza o próprio número.
aumenta) nessa mesma razão.

No nosso problema, temos de dividir 660 em partes diretamente pro-


3. PROPORÇÃO INVERSA porcionais a 6 e 5, que são as horas que A e B trabalharam.
Grandezas como tempo de trabalho e número de operários para a
mesma tarefa são, em geral, inversamente proporcionais. Veja: Para uma Vamos formalizar a divisão, chamando de x o que A tem a receber, e
tarefa que 10 operários executam em 20 dias, devemos esperar que 5 de y o que B tem a receber.
operários a realizem em 40 dias.
Teremos então:
Podemos destacar outros exemplos de grandezas inversamente X + Y = 660
proporcionais:
Velocidade média e tempo de viagem, pois, se você dobrar a veloci-
dade com que anda, mantendo fixa a distância a ser percorrida, reduzirá o X Y
=
tempo do percurso pela metade. 6 5
Número de torneiras de mesma vazão e tempo para encher um tanque, Esse sistema pode ser resolvido, usando as propriedades de
pois, quanto mais torneiras estiverem abertas, menor o tempo para comple- proporção. Assim:
tar o tanque.
X + Y
Podemos concluir que:
= Substituindo X + Y por 660,
6 + 5
660 X 6  660
vem =  X = = 360
Vamos analisar outro exemplo, com o objetivo de reconhecer a 11 6 11
Duas grandezas são inversamente proporcionais quando, Como X + Y = 660, então Y = 300
aumentando (ou diminuindo) uma delas numa determinada razão, a
outra diminui (ou aumenta) na mesma razão. Concluindo, A deve receber $ 360,00 enquanto B, $ 300,00.
natureza da proporção, e destacar a razão. Considere a situação de um
grupo de pessoas que, em férias, se instale num acampamento que cobra 4.2 INVERSAMENTE PROPORCIONAL
$100,00 a diária individual. E se nosso problema não fosse efetuar divisão em partes diretamente
proporcionais, mas sim inversamente? Por exemplo: suponha que as duas
Observe na tabela a relação entre o número de pessoas e a despesa pessoas, A e B, trabalharam durante um mesmo período para fabricar e
diária: vender por $ 160,00 um certo artigo. Se A chegou atrasado ao trabalho 3
dias e B, 5 dias, como efetuar com justiça a divisão? O problema agora é
Número de dividir $160,00 em partes inversamente proporcionais a 3 e a 5, pois deve
pessoas 1 2 4 5 10 ser levado em consideração que aquele que se atrasa mais deve receber
Despesa menos.
diária ( $ ) 100 200 400 500 1.000
Dividir um número em partes inversamente proporcionais a outros
Você pode perceber na tabela que a razão de aumento do número de números dados é encontrar partes desse número que sejam direta-
pessoas é a mesma para o aumento da despesa. Assim, se dobrarmos o mente proporcionais aos inversos dos números dados e cuja soma
número de pessoas, dobraremos ao mesmo tempo a despesa. Esta é reproduza o próprio número.
portanto, uma proporção direta, ou melhor, as grandezas número de pes-
soas e despesa diária são diretamente proporcionais. No nosso problema, temos de dividir 160 em partes inversamente pro-
porcionais a 3 e a 5, que são os números de atraso de A e B. Vamos forma-
Suponha também que, nesse mesmo exemplo, a quantia a ser gasta lizar a divisão, chamando de x o que A tem a receber e de y o que B tem a
pelo grupo seja sempre de $2.000,00. Perceba, então, que o tempo de receber.

Matemática 20 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
x + y = 160
Observação: Firmas de projetos costumam cobrar cada trabalho
x y usando como unidade o homem-hora. O nosso problema é um exemplo em
Teremos:
= que esse critério poderia ser usado, ou seja, a unidade nesse caso seria
1 1
homem-dia. Seria obtido o valor de $ 300,00 que é o resultado de 15 000 :
3 5 50, ou de 14 400 : 48.
Resolvendo o sistema, temos:
x + y x x + y x REGRA DE TRÊS SIMPLES
=  =
1 1 1 8 1
+ REGRA DE TRÊS SIMPLES
3 5 3 15 3 Retomando o problema do automóvel, vamos resolvê-lo com o uso da
Mas, como x + y = 160, então regra de três de maneira prática.
160 x
160 1 Devemos dispor as grandezas, bem como os valores envolvidos, de
=   x =
 modo que possamos reconhecer a natureza da proporção e escrevê-la.
8 1 8 3 Assim:
15 315 Grandeza 1: tempo Grandeza 2: distância percorrida
15 1 (horas) (km)
 x = 160    x = 100
8 3
Como x + y = 160, então y = 60. Concluíndo, A deve receber $ 100,00 6 900
e B, $ 60,00.
8 x
4.3 DIVISÃO PROPORCIONAL COMPOSTA
Vamos analisar a seguinte situação: Uma empreiteira foi contratada pa-
ra pavimentar uma rua. Ela dividiu o trabalho em duas turmas, prometendo Observe que colocamos na mesma linha valores que se correspondem:
pagá-las proporcionalmente. A tarefa foi realizada da seguinte maneira: na 6 horas e 900 km; 8 horas e o valor desconhecido.
primeira turma, 10 homens trabalharam durante 5 dias; na segunda turma, Vamos usar setas indicativas, como fizemos antes, para indicar a na-
12 homens trabalharam durante 4 dias. Estamos considerando que os tureza da proporção. Se elas estiverem no mesmo sentido, as grandezas
homens tinham a mesma capacidade de trabalho. A empreiteira tinha $ são diretamente proporcionais; se em sentidos contrários, são inversa-
29.400,00 para dividir com justiça entre as duas turmas de trabalho. Como mente proporcionais.
fazê-lo? Nesse problema, para estabelecer se as setas têm o mesmo sentido,
Essa divisão não é de mesma natureza das anteriores. Trata-se aqui foi necessário responder à pergunta: "Considerando a mesma velocidade,
de uma divisão composta em partes proporcionais, já que os números se aumentarmos o tempo, aumentará a distância percorrida?" Como a
obtidos deverão ser proporcionais a dois números e também a dois outros. resposta a essa questão é afirmativa, as grandezas são diretamente pro-
Na primeira turma, 10 homens trabalharam 5 dias, produzindo o mes- porcionais.
mo resultado de 50 homens, trabalhando por um dia. Do mesmo modo, na
segunda turma, 12 homens trabalharam 4 dias, o que seria equivalente a Já que a proporção é direta, podemos escrever:
48 homens trabalhando um dia. 6 900
Para a empreiteira, o problema passaria a ser, portanto, de divisão 
diretamente proporcional a 50 (que é 10 . 5), e 48 (que é 12 . 4). 8 x
7200
Para dividir um número em partes de tal forma que uma delas seja Então: 6 . x = 8 . 900  x = = 1 200
proporcional a m e n e a outra a p e q, basta divida esse número em 6
partes proporcionais a m . n e p . q.
Concluindo, o automóvel percorrerá 1 200 km em 8 horas.
Convém lembrar que efetuar uma divisão em partes inversamente
proporcionais a certos números é o mesmo que fazer a divisão em partes Vamos analisar outra situação em que usamos a regra de três.
diretamente proporcionais ao inverso dos números dados.
Um automóvel, com velocidade média de 90 km/h, percorre um certo
Resolvendo nosso problema, temos: espaço durante 8 horas. Qual será o tempo necessário para percorrer o
Chamamos de x: a quantia que deve receber a primeira turma; y: a mesmo espaço com uma velocidade de 60 km/h?
quantia que deve receber a segunda turma. Assim:
x y x y Grandeza 1: tempo Grandeza 2: velocidade
= ou = (horas) (km/h)
10  5 12  4 50 48
x + y x 8 90
 =
50 + 48 50 x 60

29400 x A resposta à pergunta "Mantendo o mesmo espaço percorrido, se au-


Como x + y = 29400, então = mentarmos a velocidade, o tempo aumentará?" é negativa. Vemos, então,
98 50
que as grandezas envolvidas são inversamente proporcionais.
29400  50 Como a proporção é inversa, será necessário invertermos a ordem dos
 x =  15.000 termos de uma das colunas, tornando a proporção direta. Assim:
Portanto y = 14 400. 60
Concluindo, a primeira turma deve receber $15.000,00 da empreiteira, x 90
e a segunda, $ 14.400,00.

Matemática 21 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Escrevendo a proporção, temos: PORCENTAGEM
8 60 8  90
 x = 12 1. INTRODUÇÃO
x 90 60 Quando você abre o jornal, liga a televisão ou olha vitrinas,
Concluíndo, o automóvel percorrerá a mesma distância em 12 horas. frequentemente se vê às voltas com expressões do tipo:
 "O índice de reajuste salarial de março é de 16,19%."
Regra de três simples é um processo prático utilizado para resolver
 "O rendimento da caderneta de poupança em fevereiro foi de
problemas que envolvam pares de grandezas direta ou inversamente
18,55%."
proporcionais. Essas grandezas formam uma proporção em que se
 "A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 381,1351.
conhece três termos e o quarto termo é procurado.
 "Os preços foram reduzidos em até 0,5%."
REGRA DE TRÊS COMPOSTA Mesmo supondo que essas expressões não sejam completamente
Vamos agora utilizar a regra de três para resolver problemas em que desconhecidas para uma pessoa, é importante fazermos um estudo organi-
estão envolvidas mais de duas grandezas proporcionais. Como exemplo, zado do assunto porcentagem, uma vez que o seu conhecimento é ferra-
vamos analisar o seguinte problema. menta indispensável para a maioria dos problemas relativos à Matemática
Numa fábrica, 10 máquinas trabalhando 20 dias produzem 2 000 pe- Comercial.
ças. Quantas máquinas serão necessárias para se produzir 1 680 peças em
6 dias? 2. PORCENTAGEM
Como nos problemas anteriores, você deve verificar a natureza da pro- O estudo da porcentagem é ainda um modo de comparar números
porção entre as grandezas e escrever essa proporção. Vamos usar o usando a proporção direta. Só que uma das razões da proporção é um
mesmo modo de dispor as grandezas e os valores envolvidos. fração de denominador 100. Vamos deixar isso mais claro: numa situação
em que você tiver de calcular 40% de $ 300,00, o seu trabalho será deter-
Grandeza 1: Grandeza 2: Grandeza 3: minar um valor que represente, em 300, o mesmo que 40 em 100. Isso
número de máquinas dias número de peças pode ser resumido na proporção:
40 x
10 20 2000

100 300
x 6 1680 Então, o valor de x será de $ 120,00.
Sabendo que em cálculos de porcentagem será necessário utilizar
Natureza da proporção: para estabelecer o sentido das setas é sempre proporções diretas, fica claro, então, que qualquer problema dessa
necessário fixar uma das grandezas e relacioná-la com as outras. natureza poderá ser resolvido com regra de três simples.

Supondo fixo o número de dias, responda à questão: "Aumentando o 3. TAXA PORCENTUAL


número de máquinas, aumentará o número de peças fabricadas?" A res- O uso de regra de três simples no cálculo de porcentagens é um recur-
posta a essa questão é afirmativa. Logo, as grandezas 1 e 3 são diretamen- so que torna fácil o entendimento do assunto, mas não é o único caminho
te proporcionais. possível e nem sequer o mais prático.
Para simplificar os cálculos numéricos, é necessário, inicialmente, dar
Agora, supondo fixo o número de peças, responda à questão: "Au- nomes a alguns termos. Veremos isso a partir de um exemplo.
mentando o número de máquinas, aumentará o número de dias necessá- Exemplo:
rios para o trabalho?" Nesse caso, a resposta é negativa. Logo, as gran- Calcular 20% de 800.
dezas 1 e 2 são inversamente proporcionais.
20
Para se escrever corretamente a proporção, devemos fazer com que as Calcular 20%, ou de 800 é dividir 800 em 100 partes e tomar
100
setas fiquem no mesmo sentido, invertendo os termos das colunas conve-
20 dessas partes. Como a centésima parte de 800 é 8, então 20 dessas
nientes. Naturalmente, no nosso exemplo, fica mais fácil inverter a coluna
partes será 160.
da grandeza 2.
Chamamos: 20% de taxa porcentual; 800 de principal; 160 de
porcentagem.
10 6 2000
Temos, portanto:
 Principal: número sobre o qual se vai calcular a porcentagem.
 Taxa: valor fixo, tomado a partir de cada 100 partes do principal.
x 20 1680
 Porcentagem: número que se obtém somando cada uma das 100
partes do principal até conseguir a taxa.
Agora, vamos escrever a proporção:
A partir dessas definições, deve ficar claro que, ao calcularmos uma
10 6 2000 porcentagem de um principal conhecido, não é necessário utilizar a monta-
  gem de uma regra de três. Basta dividir o principal por 100 e tomarmos
x 20 1680 tantas destas partes quanto for a taxa. Vejamos outro exemplo.
(Lembre-se de que uma grandeza proporcional a duas outras é Exemplo:
proporcional ao produto delas.) Calcular 32% de 4.000.
10 12000 10  33600 Primeiro dividimos 4 000 por 100 e obtemos 40, que é a centésima par-
 x  28 te de 4 000. Agora, somando 32 partes iguais a 40, obtemos 32 . 40 ou 1
x 33600 12000 280 que é a resposta para o problema.
Concluindo, serão necessárias 28 máquinas. Observe que dividir o principal por 100 e multiplicar o resultado dessa
32
divisão por 32 é o mesmo que multiplicar o principal por ou 0,32.
Regra de três composta é um processo prático utilizado para resolver 100
problemas que envolvem mais de duas grandezas proporcionais. Vamos usar esse raciocínio de agora em diante:

Porcentagem = taxa X principal

Matemática 22 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
8 NOÇÕES DE ESTATÍSTICA. 8.1 MEDIDAS DE 2  3  4  4  5  6  6  6  7  9 52
X   5,2
TENDÊNCIA CENTRAL. 8.2 MEDIDAS DE DISPERSÃO DISTRI- 10 10
BUIÇÃO DE FREQUÊNCIA. 8.3 GRÁFICOS. 8.4 TABELAS.
Em geral, se tivemos n valores observados, x1, x2, x3,..., xn, entre eles
ESTATÍSTICA ELEMENTAR podendo haver alguns iguais entre si, a média é definida por:
n
 xi
GRÁFICOS E TABELAS. MÉDIA ARITMÉTICA SIMPLES E PONDERADA. X1  X 2  X 3  ...  X n i1
MÉDIA, MEDIANA E MODA X 
A partir desta unidade vamos apresentar algumas medidas associadas
n n
à distribuição de frequências de uma variável quantitativa. São medidas que
informam certas características da distribuição. Conhecendo tais medidas d) Cálculo usando a tabela de frequências
podemos, mesmo sem ver a tabela de frequências ou o gráfico, formar uma Nº de irmões Frequência
ideia da distribuição da variável Por exemplo, quando um aluno faz uma 0 6
prova, ao receber sua nota ele pode querer saber qual foi a média da sua 1 12
classe. Esta informação lhe pode permitir se situar dentre da turma, isto é, 2 14
saber se foi bem ou não, relativamente a seus colegas. 3 5
4 2
a) Moda A moda de uma distribuição é o valor observado com maior 5 1
frequência.
TOTAL 40
Assim, por exemplo, se os valores observados de uma variável X forem
2 3 4 4 5 5 5 5 7 8 8 9 Vamos calcular os valores das medidas definidas até aqui.

o valor 5 é o de maior frequência, logo, a moda da distribuição é igual a 5. 1º) Moda


Indicamos: Mo(X) = 5 ou, apenas. Mo = 5, se não houver dúvidas sobre a Lembremos que a moda é o valor mais frequente. Neste caso, o que
variável a quem se refere a medida apresentada. ocorre com maior frequência é ter 2 irmãos (há 14 alunos que possuem 2
irmãos). Concluímos que Mo = 2
Pode ocorrer que uma distribuição apresente mais de uma moda; por
exemplo, se os valores observados forem 2 3 4 4 4 5 5 5 6 6 7 9 2º) Mediana
os de maior frequência são 4 e 5. Neste caso, dizemos que a distribuição é Para o cálculo da mediana devemos ordenar os valores observados.
bimodal, com modas 4 e 5. Como há 6 valores iguais a zero, 12 valores iguais a 1, 14 valores iguais a
2, etc, e o número total de observações é 40, fazendo-se a ordenação
Quando todos os valores observados são distintos dizemos que a dis- notaremos que as posições centrais, 20ª e 21ª, são ocupadas pelo valor 2:
tribuição não possui moda.

b) Mediana
A mediana de uma distribuição é o valor que ocupa a posição central
entre os valores observados, quando estes são colocados em ordem cres-
cente (ou decrescente). 22
Neste caso, a mediana é Md  2
2
Assim, por exemplo, se os sete valores observados de uma variável X,
colocados em ordem crescente, forem ESTE RESULTADO INDICA QUE METADE DOS ALUNOS DA
CLASSE TEM DOIS IRMÃOS OU MENOS, ENQUANTO QUE A OUTRA
METADE TEM DOIS IRMÃOS OU MAIS.
3º) Média
o valor que ocupa posição central (4a posição) é 6. Logo, a mediana
desta distribuição é 6 e indicamos:
Md(X) = 6 ou, apenas, Md = 6.

Quando o número de observações é par, tomamos como mediana a 6  0  12  1  14  2  5  3  2  4  1 5 68


X   1,7
média aritmética das duas observações centrais. Por exemplo, no caso de 40 40
termos as oito seguintes observações:
Interpretamos este resultado dizendo que "em média, cada aluno da
classe tem 1,7 irmãos".

Notemos que para o cálculo da média, se considerarmos que


os valores centrais são 5 (4a posição) e 6 (5a posição), logo a mediana será o valor x1 foi observado com frequência n1
56 o valor x2 foi observado com frequência n2
igual a  5,5. o valor x3 foi observado com frequência n3
2
.......
Concluindo, podemos dizer que a mediana reparte o conjunto dos da-
dos observados, e ordenados, em dois subconjuntos com a mesma quanti-
o valor xk foi observado com frequência nk
dade de observações.
sendo x1, x2, ..., xk distintos entre si, então, temos:
c) Média
k
A média de uma distribuição é comumente definida como sendo a mé-  ni x i
dia aritmética dos valores observados. Assim, por exemplo, se os valores n1x 1  n 2 x 2  ...  nk x k i1
observados de uma variável X forem 2 3 4 4 5 6 6 6 7 9 então, a X 
n n
média, que indicaremos por Me(X) ou X , será:

Matemática 23 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
EXERCÍCIOS 3X1 1X0 1X2
1. Os números seguintes representam, em anos, a duração do pontifi- 1X1 1X0 2X2
cado de cada um dos Papas, desde Clemente XI, cujo período iniciou-se 0X1 2X0 0X1
em 1700, até João Paulo l, falecido em 1978: 1X0 1X0 2X1
1X0 1X2 1X0
21 3 6 10 18 11 5 24 23 6
1 15 32 24 11 8 17 19 5 15 0 (O primeiro número indica os gols a favor, e o segundo os gols contra,
em cada partida do campeonato.)
(O último número é zero, porque João Paulo l faleceu 33 dias após ter sido Faça uma tabela para a distribuição dos gols a favor por partida, e ou-
eleito.) tra para os gols contra. Determine a moda, a mediana e a média das duas
a) Determine a duração média dos pontificados. (13 anos) distribuições.
b) Determine a duração mediana. (11 anos)
CÁLCULO DA MÉDIA, MEDIANA E MODA
2. A tabela seguinte fornece o número de erros gráficos por página de Cálculo em distribuições por faixas
um certo livro. Voltando ao exemplo da estatura dos alunos da classe, vamos deter-
Nº de erros 0 1 2 3 4 minar a estatura modal, a estatura média e a mediana.
Nº de páginas 84 25 8 2 1 Estatura (m) Frequência
Calcular: 1,50  1,56 6
a) o número médio de erros por página 1,56  1,62 10
(0,425) 1,62  1,68 12
b) o número mediano (0) 1,68  1,74 8
c) qual é a moda da distribuição (0) 1,74  1,80 4

3. Numa pesquisa entre 250 famílias de uma certa cidade constataram- TOTAL 40
se os seguintes dados:
Nº de filhos 0 1 2 3 4 5 6 7 1º) Moda
Neste caso, a faixa de maior frequência é chamada faixa modal ou
Nº de famílias 45 52 48 55 30 10 8 2
classe modal. No exemplo, é a faixa 1,62l—1,68. Consideraremos como
moda o valor correspondente ao ponto médio da faixa modal (também
Para a distribuição do número de filhos, calcular a média, a mediana e chamada moda bruta).
a moda (média = 2,2), (mediana = 2), (moda = 3) 1,62  1,68
Assim, temos: Mo   1,65
2
isto é, a estatura modal é 1,65 m.

2º) Média
Como os dados se apresentam agrupados em faixas, acabamos per-
dendo algumas informações sobre os dados originais. Por exemplo, não
sabemos como se distribuem as 10 estaturas computadas na faixa 1,56 l—
1,62 (a não ser que examinemos a lista original). Para o cálculo da média
admitimos que todas as 10 estaturas são iguais ao ponto médio da faixa
(1,59).

Assim, considerando os pontos médios de cada faixa e a respectiva


frequência, temos que:

Estatura (m) ponto médio frequência

4. Se os dados do problema anterior estivessem computados como se- 1,50 |—1,56 1,53 6
gue: 1,56 |—1,62 1,59 10
Nº de filhos 0 1 2 3 4 mais do que 4 1,62 |—1,68 1,65 12
Nº de famílias 45 52 48 55 30 20 1,68 |—1,74 1,71 8
1,74 |—1,80 1,77 4

Qual das três medidas nós teríamos dificuldades para calcular? (mé-
TOTAL 40
dia)
5. O Corinthians foi o campeão paulista de futebol em 1954 (título con-
quistado em fevereiro de 1955) e só voltou a ser campeão em 1977. Neste 6.1,53  10.1,59  12.1,65  8.1,71 4.1,77
ano, sua campanha foi a seguinte: X
40
2X0 0X4 3X0
X  1,64
2X0 0X0 2X0
0X1 2X2 2X0 Logo, a estatura média é 1,64 m.
0X1 1X1 0X0
0X3 1X0 3X1 3°) Mediana
3X0 0X0 4X0 Para o cálculo da mediana utilizamos o histograma.
2X0 5X1 4X0
0X3 2X0 1X2 Usando a ideia de que a mediana divide o conjunto de observações em
1X0 1X0 4X0 dois subconjuntos com iguais números de observações, tomamos como
0X1 1X0 2X4 mediana o valor correspondente ao ponto do eixo das abscissas, pelo qual
1X0 2X1 3X2 uma reta vertical divide a área sob o histograma em duas partes iguais

Matemática 24 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
(50% para cada lado). O que está sendo admitido também neste cálculo é DESVIO MÉDIO, VARIÂNCIA E DESVIO PADRÃO
que os dados observados dentro de uma faixa distribuem-se homogenea- Nos primeiros meses de 1979, tivemos no Brasil a ocorrência de um
mente dentro dela. período de seca na região Sul, o que causou sérios prejuízos à agricultura.
Simultaneamente, tivemos um período de muita chuva em Minas Gerais,
Observando o histograma, notamos que a mediana deve estar na faixa Espírito Santo e no Nordeste, o que causou muitos transtornos à população
1,62 |— 1,68. A porcentagem referente a esta faixa é 30% e a mediana vai destes lugares (com as enchentes, milhares de famílias ficaram desabriga-
dividí-la em duas partes: a da esquerda correspondendo a 10% e a da das, com falta de alimentos, perigo de epidemias, etc.).
direita 20%. O cálculo é feito através de uma regra de três simples: Neste período, poderíamos dizer que o índice pluviométrico médio no
(Md – 1,62) (10%) país até que foi bastante razoável. Mas isto esconderia as duas catástrofes
(tamanho da parte esquerda) por qual passamos.
(porcentagem correspondente) Uma medida da tendência central, como a média por exemplo, isola-
damente nada informa sobre a variabilidade de um conjunto de dados
(1,68 – 1,62) (30%) observados. Notemos que os conjuntos:
(tamanho da faixa toda) A: 8 9 10 11 12
(porcentagem da faixa) B: 1 3 6 10 14 17 19
Então: apresentam a mesma média X  10 e que em A os valores observa-
(1,68  1,62).10 dos estão, mais próximos da média do que em B. Agora estudaremos
Md  1,62 
30 medidas que permitem compará-los quanto à variação ou dispersão dos
Md - 1,62  0,02 seus elementos. Estas são chamadas medidas de dispersão e, nesta
unidade, vamos destacar três destas medidas: o desvio médio, a variância
Md  1,62  0,02  1,64 (metros) e o desvio padrão.

A regra de três é justificada pelo fato de que as porcentagens nela a) Desvio médio
envolvidas são porcentagens de áreas de retângulos de mesma altura, em Vamos supor que uma variável X apresente os valores do conjunto A
relação à área total sob o histograma. Como os retângulos têm alturas dado anteriormente, onde temos X  10 . Chamamos desvio de cada
iguais, suas áreas são proporcionais às bases.
valor observado Xi, em relação à média X , à diferença xi, – X . Assim, no
Um comentário sobre moda, média e mediana exemplo considerado, os desvios são:
A média e a mediana são medidas que procuram determinar, por 8 – 10 = –2, 9 – 10 = –1, 10 – 10 = 0, 11 – 10 = 1, 12 – 10 = 2
critérios diferentes, o centro da distribuição de frequências. Por esta razão,
tais medidas são chamadas medidas de tendência central. Elas se A soma de todos os desvios é nula. Então, para utilizá-los numa
enquadram, juntamente com a moda, numa categoria mais ampla de medida de dispersão, vamos considerá-los em valor absoluto:
medidas: a das chamadas medidas de posição. |8 – 10| = 2, |9 – 10| = 1, |10 – 10| = 0, |11 – 10| = 1, |12 – 10| = 2
A média é, sem dúvida, a mais popular entre estas medidas e, de fato,
é a medida preferível como indicador central na maioria dos casos. Uma medida de dispersão será a média destes valores:
2  1 0  1 2 6
Entretanto, algumas vezes a mediana é uma medida melhor que a   1,2
5 5
média, isto é, uma medida mais representativa da distribuição. Suponha, Esta medida é chamada desvio médio e vamos indicá-la por DM(X), ou
por exemplo, que 9 alunos obtiveram numa determinada prova as seguintes simplesmente, DM.
notas: Assim, o desvio médio é a média dos valores absolutos dos desvios.
3,0 3,0 3,5 3,5 3,5 4,0 4,5 10,0 10,0 Se observarmos n valores, x1, x2, ..., xn, de uma variável X, então o desvio
Para esta distribuição a média é X  5,0 ; entretanto, apenas dois médio é dado por:
alunos conseguiram nota superior à média, enquanto que sete tiveram nota n
inferior. A mediana, no caso 3,5, é um indicador melhor da tendência | xi  X |
| x  X | | x 2  X |  ... | x n  X | i1
central. Um exemplo importante, onde a mediana é preferível à média, é a DM  1 
distribuição de rendas num grupo onde, por exemplo, "muitos ganhem n n
pouco e poucos ganhem muito".
A moda indica a "posição da maioria" (a região de maior frequência). Por exemplo, para os dados do conjunto B:
Para um pequeno produtor de calçados, por exemplo, é interessante 1 3 6 10 14 17 19
fabricar sapatos do tamanho modal. temos: X  10
| 1  10 |  | 3  10 |  | 6  10 |  | 10  10 |  | 14  10 |  | 17  10 |  | 19  10 |
DM 
EXERCÍCIOS 7

1. Os dados seguintes referem-se ao tempo de vida (durabilidade) de 9  7  4  0  4  7  9 40


DM    5,7
150 lâmpadas elétricas de certa fabricação, em centenas de horas. 7 7
Portanto, os conjuntos A e B apresentam a mesma média, mas o
Duração Nº de lâmpadas desvio médio do primeiro é menor, o que nos leva a dizer que A é mais
0  4 4 homogêneo do que B, quanto ao desvio médio. Ou seja, por este critério, os
4  8 12 dados de A estão mais agrupados em torno da média do que os de B. É
8  12 40 claro que olhando os elementos dos dois conjuntos já esperávamos por
12  16 41 isto.
16  20 27
20  24 13 b) Variância
9 Um outro critério para medir a dispersão dos dados é considerar os
24  28
4 quadrados dos desvios, ao invés dos valores absolutos. Define-se assim a
28  32
variância da variável X, que indicamos por Var(X) ou S2 (X), ou,
simplesmente, Var ou S2:
a) Qual é a faixa modal? (12  16 horas)
b) Calcular a vida media das lâmpadas. (14, 5 horas) n
2
2 2 2  ( x 1  X)
c) Qual é a mediana? (13,9 horas) 2 ( x  X |)  ( x 2  X)  ...  ( x n  X) i1
d) Qual é a porcentagem do número de lâmpadas que duraram mais S  1 
n n
do que a media? (45 %)

Matemática 25 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Logo, a variância é a média dos quadrados dos desvios. estatura ponto frequência
xi  X
Nos exemplos dos conjuntos A e B dados anteriormente temos: (metros) médio (ni) | xi  X | ( x i  X) 2
(xi)
Para A:
1,50  1,56 1,53 6 -0,11 0,11 0,0121
(8  10) 2  (9  10) 2  (10  10) 2  (11 10) 2  (12  10) 2 1,56  1,62 1,59 10 -0,05 0,05 0,0025
S2 1,62  1,68 1,65 12 0,01 0,01 0,0001
5
1,68  1,74 1,71 8 0,07 0,07 0,0049
4  1  0  1  4 10 1,74  1,80 1,77 4 0,13 0,13 0,0169
S2   2
5 5
para B: n = 40
2 (1  10) 2  (3  10) 2  (6  10) 2  (10  10) 2  (14  10) 2  (17  10) 2  (19  10)2
S 
7 1º) Desvio-médio
81 49  16  0  16  49  81 292
2 ni | xi  X | 6.0,11  10.0,05  12.0,01  8.0,07  4.0,13
S    41,7 DM     0,0565 m
7 7 n 40
Observamos que também quanto à variância o conjunto A é mais ho-
mogêneo do que B, 2º) Variância
A variância é uma medida muito importante no estudo da Estatística, S 2
 
n i ( x i  X) 2

6.0,0121 10.0,0025  12.0,0001 8.0,0049  4.0,0169
 0,00511m 2
mas apresenta, do ponto de vista prático, o inconveniente de ser expressa n 40

no quadrado da unidade da variável em estudo, o que pode causar proble-


mas de interpretação. Isto é resolvido com a definição do desvio-padrão. 3º) Desvio-padrão
S  S 2  0,00511  0,0715 m
c) Desvio-padrão
O desvio-padrão, que indicaremos por DP(X) ou S(X), ou, simplesmen-
te, DP ou S, é a raiz quadrada da variância: f) Um comentário sobre os desvios
O desvio-padrao é mais empregado como medida de dispersão do que
DP  Var ou, na outra notação, S  S 2 o desvio-médio, embora em algumas experiências em laboratórios você
possa ter usado (ou, futuramente, usar) o desvio médio.
Nos exemplos considerados, temos para o conjunto A:
Verifica-se que em distribuições "normais" (você já deve ter ouvido falar
S 2  2, logo S  2  1,4 nelas: as que apresentam como gráfico a curva de Gauss) aproximadamen-
te 68,3% das observações concentram-se, em torno da média, no intervalo
e para o conjunto B: S 2  41,7 logoS  41,7  6,5
de X  S a X  S , 95,4% das observações concentram-se no intervalo
d) Cálculo usando a tabela de frequências de X  2S a X  2S , enquanto que 99,7% ficam entre X  3S e
Retomando o exemplo da variável "número de irmãos dos alunos da
X  3S .
classe", vamos calcular os valores das medidas de dispersão.

Como já calculamos a média ( X  1,7) , vamos acrescentar à tabela


2
mais três colunas: x i  X , | x i  X | e ( x i  X) .
Nº de irmãos Frequência x i  X | x i  X | ( x i  X) 2
(Xi) (ni)
0 6 -1,7 1,7 2,89
1 12 -0,7 0,7 0,49
2 14 0,3 0,3 0,09
3 5 1,3 1,3 1,69
4 2 2,3 2,3 5,29
5 1 3,3 3,3 10,89
TOTAL n = 40

Nos cálculos devemos considerar cada desvio com a respectiva fre-


quência.
Nota: Quando se está calculando a variância de uma amostra, e não de
1º) Desvio médio uma população, usa-se no denominador n - Í ao invés de n. Isto apresenta
ni | x i  X | 6.1,7  12.0,7  14.0,3  5.1,3  2.2,3  1.3,3 interesse teórico em estudos mais avançados do que o que estamos fazen-
DM     0,93
n 40 do; portanto usaremos aqui a definição apresentada, seja para amostra ou
2º) Variância população. Do ponto de vista prático, para n grande, usar n ou n - 1 pouco
ni ( x i  X) 2 6.2,89  12.0,49  14.0,09  5.1,69  2.5,29  1.10,89 ou nada vai influir no resultado.
S2     1,36
n 40
3º) Desvio-padrão 7.3 ANÁLISE COMBINATÓRIA
2
S  S  1,36  1,17
Princípio fundamental da contagem (PFC)
e) Cálculo em distribuição por faixas Se um primeiro evento pode ocorrer de m maneiras diferentes e um
No caso de distribuições por faixas, tomamos como valores observa- segundo evento, de k maneiras diferentes, então, para ocorrerem os dois
dos, xi, os pontos médios das faixas de valores considerados. sucessivamente, existem m . k maneiras diferentes.

Assim, retomando o exemplo das estaturas dos alunos da classe, onde Aplicações
1) Uma moça dispõe de 4 blusas e 3 saias. De quantos modos dis-
calculamos a média X  1,64m temos: tintos ela pode se vestir?

Matemática 26 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Solução: Solução:
A escolha de uma blusa pode ser feita de 4 maneiras diferentes e a de Observe que temos 4 possibilidades para o primeiro algarismo e, para
uma saia, de 3 maneiras diferentes. cada uma delas, 3 possibilidades para o segundo, visto que não é permitida
a repetição. Assim, o número total de possibilidades é: 4 . 3 =12
Pelo PFC, temos: 4 . 3 = 12 possibilidades para a escolha da blusa e Esquema:
saia. Podemos resumir a resolução no seguinte esquema;

Blusa saia

4 . 3 = 12 modos diferentes

2) Existem 4 caminhos ligando os pontos A e B, e 5 caminhos ligan-


do os pontos B e C. Para ir de A a C, passando pelo ponto B, qual
o número de trajetos diferentes que podem ser realizados?

Solução:
Escolher um trajeto de A a C significa escolher um caminho de A a B e
depois outro, de B a C.

6) Quantos números de 3 algarismos distintos podemos formar com


os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9?

Solução:
Existem 9 possibilidades para o primeiro algarismo, apenas 8 para o
Como para cada percurso escolhido de A a B temos ainda 5 possibili- segundo e apenas 7 para o terceiro. Assim, o número total de possibilida-
dades para ir de B a C, o número de trajetos pedido é dado por: 4 . 5 = 20. des é: 9 . 8 . 7 = 504
Esquema:
Esquema:
Percurso Percurso
AB BC

4 . 5 = 20
7) Quantos são os números de 3 algarismos distintos?
3) Quantos números de três algarismos podemos escrever com os
algarismos ímpares? Solução:
Existem 10 algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Temos 9 possibilida-
Solução: des para a escolha do primeiro algarismo, pois ele não pode ser igual a
Os números devem ser formados com os algarismos: 1, 3, 5, 7, 9. Exis- zero. Para o segundo algarismo, temos também 9 possibilidades, pois um
tem 5 possibilidades para a escolha do algarismo das centenas, 5 possibili- deles foi usado anteriormente.
dades para o das dezenas e 5 para o das unidades. Para o terceiro algarismo existem, então, 8 possibilidades, pois dois de-
les já foram usados. O numero total de possibilidades é: 9 . 9 . 8 = 648
Assim, temos, para a escolha do número, 5 . 5 . 5 = 125. Esquema:
algarismos algarismos algarismos
da centena da dezena da unidade

5 . 5 . 5 = 125

4) Quantas placas poderão ser confeccionadas se forem utilizados


três letras e três algarismos para a identificação de um veículo? 8) Quantos números entre 2000 e 5000 podemos formar com os
(Considerar 26 letras, supondo que não há nenhuma restrição.) algarismos pares, sem os repetir?
Solução: Solução:
Como dispomos de 26 letras, temos 26 possibilidades para cada posi- Os candidatos a formar os números são : 0, 2, 4, 6 e 8. Como os
ção a ser preenchida por letras. Por outro lado, como dispomos de dez números devem estar compreendidos entre 2000 e 5000, o primeiro
algarismos (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9), temos 10 possibilidades para cada algarismo só pode ser 2 ou 4. Assim, temos apenas duas possibilidades
posição a ser preenchida por algarismos. Portanto, pelo PFC o número total para o primeiro algarismo e 4 para o segundo, três para o terceiro e duas
de placas é dado por: paia o quarto.

O número total de possibilidades é: 2 . 4 . 3 . 2 = 48

Esquema:

5) Quantos números de 2 algarismos distintos podemos formar com


os algarismos 1, 2, 3 e 4?

Matemática 27 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Exercícios Observe que os números em questão diferem ou pela ordem dentro do
1) Uma indústria automobilística oferece um determinado veículo em três agrupamento (12  21) ou pelos elementos componentes (13  24).
padrões quanto ao luxo, três tipos de motores e sete tonalidades de Cada número se comporta como uma sequência, isto é :
cor. Quantas são as opções para um comprador desse carro? (1,2)  (2,1) e (1,3)  (3,4)
2) Sabendo-se que num prédio existem 3 entradas diferentes, que o
prédio é dotado de 4 elevadores e que cada apartamento possui uma A esse tipo de agrupamento chamamos arranjo simples.
única porta de entrada, de quantos modos diferentes um morador po-
de chegar à rua? Definição:
3) Se um quarto tem 5 portas, qual o número de maneiras distintas de se Seja l um conjunto com n elementos. Chama-se arranjo simples dos n
entrar nele e sair do mesmo por uma porta diferente da que se utilizou elementos de /, tomados p a p, a toda sequência de p elementos distintos,
para entrar? escolhidos entre os elementos de l ( P  n).
4) Existem 3 linhas de ônibus ligando a cidade A à cidade B, e 4 outras O número de arranjos simples dos n elementos, tomados p a p, é
ligando B à cidade C. Uma pessoa deseja viajar de A a C, passando indicado por An,p
por B. Quantas linhas de ônibus diferentes poderá utilizar na viagem Fórmula:
de ida e volta, sem utilizar duas vezes a mesma linha?
5) Quantas placas poderão ser confeccionadas para a identificação de A n ,p = n . (n -1) . (n –2) . . . (n – (p – 1)),
p  n e p, n IN
um veículo se forem utilizados duas letras e quatro algarismos? (Ob-
servação: dispomos de 26 letras e supomos que não haverá nenhuma
restrição)
6) No exercício anterior, quantas placas poderão ser confeccionadas se Aplicações
forem utilizados 4 letras e 2 algarismos? 1) Calcular:
7) Quantos números de 3 algarismos podemos formar com os algaris- a) A7,1 b) A7,2 c) A7,3 d) A7,4
mos 1, 2, 3, 4, 5 e 6?
8) Quantos números de três algarismos podemos formar com os alga- Solução:
rismos 0, 1, 2, 3, 4 e 5? a) A7,1 = 7 c) A7,3 = 7 . 6 . 5 = 210
9) Quantos números de 4 algarismos distintos podemos escrever com os b) A7,2 = 7 . 6 = 42 d) A7,4 = 7 . 6 . 5 . 4 = 840
algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6?
10) Quantos números de 5 algarismos não repetidos podemos formar com 2) Resolver a equação Ax,3 = 3 . Ax,2.
os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7?
11) Quantos números, com 4 algarismos distintos, podemos formar com Solução:
os algarismos ímpares? x . ( x - 1) . ( x – 2 ) = 3 . x . ( x - 1) 
12) Quantos números, com 4 algarismos distintos, podemos formar com o  x ( x – 1) (x –2) - 3x ( x – 1) =0
nosso sistema de numeração?
 x( x – 1)[ x – 2 – 3 ] = 0
13) Quantos números ímpares com 3 algarismos distintos podemos
formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6?
x = 0 (não convém)
14) Quantos números múltiplos de 5 e com 4 algarismos podemos formar
ou
com os algarismos 1, 2, 4, 5 e 7, sem os repetir?
x = 1 ( não convém)
15) Quantos números pares, de 3 algarismos distintos, podemos formar
ou
com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7? E quantos ímpares?
x = 5 (convém)
16) Obtenha o total de números de 3 algarismos distintos, escolhidos
entre os elementos do conjunto (1, 2, 4, 5, 9), que contêm 1 e não S = 5
contêm 9.
17) Quantos números compreendidos entre 2000 e 7000 podemos escre- 3) Quantos números de 3 algarismos distintos podemos escrever
ver com os algarismos ímpares, sem os repetir? com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9?
18) Quantos números de 3 algarismos distintos possuem o zero como
algarismo de dezena? Solução:
19) Quantos números de 5 algarismos distintos possuem o zero como Essa mesma aplicação já foi feita, usando-se o principio fundamental
algarismo das dezenas e começam por um algarismo ímpar? da contagem. Utilizando-se a fórmula, o número de arranjos simples é:
20) Quantos números de 4 algarismos diferentes tem o algarismo da A9, 3 =9 . 8 . 7 = 504 números
unidade de milhar igual a 2?
21) Quantos números se podem escrever com os algarismos ímpares, Observação: Podemos resolver os problemas sobre arranjos simples
sem os repetir, que estejam compreendidos entre 700 e 1 500? usando apenas o principio fundamental da contagem.
22) Em um ônibus há cinco lugares vagos. Duas pessoas tomam o ôni-
bus. De quantas maneiras diferentes elas podem ocupar os lugares? Exercícios
23) Dez times participam de um campeonato de futebol. De quantas 1) Calcule:
formas se podem obter os três primeiros colocados? a) A8,1 b) A8,2 c ) A8,3 d) A8,4
24) A placa de um automóvel é formada por duas letras seguidas e um
número de quatro algarismos. Com as letras A e R e os algarismos 2) Efetue:
pares, quantas placas diferentes podem ser confeccionadas, de modo A 8,2  A 7,4
que o número não tenha nenhum algarismo repetido? a) A7,1 + 7A5,2 – 2A4,3 – A 10,2 b)
25) Calcular quantos números múltiplos de 3 de quatro algarismos distin- A 5,2  A10,1
tos podem ser formados com 2, 3, 4, 6 e 9.
26) Obtenha o total de números múltiplos de 4 com quatro algarismos 3) Resolva as equações:
distintos que podem ser formados com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6. a) Ax,2 = Ax,3 b) Ax,2 = 12 c) Ax,3 = 3x(x – 1)

ARRANJOS SIMPLES FATORIAL


Definição:
Introdução:  Chama-se fatorial de um número natural n, n  2, ao produto de
Na aplicação An,p, calculamos quantos números de 2 algarismos distin- todos os números naturais de 1 até n. Assim :
tos podemos formar com 1, 2, 3 e 4. Os números são :  n ! = n( n - 1) (n - 2) . . . 2 . 1, n  2 (lê-se: n fatorial)
12 13 14 21 23 24 31 32 34 41 42 43  1! = 1
 0! = 1

Matemática 28 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Fórmula de arranjos simples com o auxílio de fatorial: 2) Assinale a alternativa falsa;
a) n! = n ( n-1)! d) ( n –1)! = (n- 1)(n-2)!
n! b) n! = n(n - 1) (n - 2)! e) (n - 1)! = n(n -1)
AN,P  , p n e  p,n  lN
 n  p ! c) n! = n(n – 1) (n - 2) (n - 3)!

Aplicações 3) Calcule:
1) Calcular: 12 ! 7!
8! n! a) c)
a) 5! c) e) 10 ! 3! 4!
6! (n - 2)! 7!  5! 8! - 6!
b) d)
5! 11!  10 ! 5! 5!
b) d)
4! 10 !
4) Simplifique:
Solução: n! n!
a) 5 ! = 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 120 a) d)
( n - 1) ! n ( n - 1) !
5! 5  4!
b)  5
b)
 n  2 ! n ! e)
5M! - 2 ( M - 1 ) !
4! 4!
8! 8 7  6!  n  1  ! 2 M!
c)   56 n !  ( n  1) !
6! 6! c)
11!  10 ! 11 10 !  10 ! 10 ! 11 1 n!
d)    12
10 ! 10! 10 ! 5) Obtenha n, em:
n! n   n - 1 n - 2! (n  1)!
e)   n2  n a)  10 b) n!+( n - 1)! = 6 ( n - 1)!
(n - 2)!  n - 2! n!
n (n - 1)!
c) 6 d) (n - 1)! = 120
2) Obter n, de modo que An,2 = 30. (n - 2)!
Solução:
Utilizando a fórmula, vem : 1 n
6) Efetuando  , obtém-se:
n! n ( n - 1) ( n - 2) ! n ! (n  1)!
 30   30 
(n - 2)! (n - 2)! 1 2n  1
a) d)
n=6 (n  1) ! (n  1) !
n2 – n – 30 = 0 ou
n = –5 ( não convém) 1 n ! ( n  1) !
b) e) 0 c)
n! n -1
3) Obter n, tal que: 4 . An-1,3 = 3 . An,3.
7) Resolva as equações:
Solução: a) Ax,3 = 8Ax,2 b) Ax,3 = 3 . ( x - 1)
4   n - 1 ! n! 4   n - 3 ! n!
 3   3 
 n - 4 !  n - 3 !  n - 4 !  n - 1 ! 8) Obtenha n, que verifique 8n ! =
(n  2) !  (n  1) !
n 1
4   n - 3  n - 4 ! n  n - 1 !
 3
 n - 4 !  n - 1 ! 9) O número n está para o número de seus arranjos 3 a 3 como 1
está para 240, obtenha n.
 4n  12  3n n  12
PERMUTAÇÕES SIMPLES
( n  2 ) ! - ( n  1) !
4) Obter n, tal que : 4 Introdução:
n!
Solução: Consideremos os números de três algarismos distintos formados com
os algarismos 1, 2 e 3. Esses números são :
( n  2 ) ( n 1)  n !- ( n  1)  n ! 123 132 213 231 312 321
 4
n!
A quantidade desses números é dada por A3,3= 6.
n ! ( n  1 )  n  2 - 1
Esses números diferem entre si somente pela posição de seus elemen-
tos. Cada número é chamado de permutação simples, obtida com os alga-
 4 rismos 1, 2 e 3.
n!
n + 1 = 2  n =1 Definição:
Seja I um conjunto com n elementos. Chama-se permutação simples
 (n + 1 = 4)2
dos n elementos de l a toda a sequência dos n elementos.
n + 1 = –2  n = –3 (não convém )
Exercícios
O número de permutações simples de n elementos é indicado por Pn.
1) Assinale a alternativa correta:
10 !
a) 10 ! = 5! + 5 ! d) =5 Pn = n !
2!
b) 10 ! = 2! . 5 ! e) 10 ! =10. 9. 8. 7!
c) 10 ! = 11! -1!
OBSERVA ÇÃO: Pn = An,n .
Matemática 29 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Fórmula:
Aplicações
1) Considere a palavra ATREVIDO.
a) quantos anagramas (permutações simples) podemos formar?
b) quantos anagramas começam por A?
c) quantos anagramas começam pela sílaba TRE?
d) quantos anagramas possuem a sílaba TR E?
e) quantos anagramas possuem as letras T, R e E juntas?
f) quantos anagramas começam por vogal e terminam em
consoante? Exercícios
1) Considere a palavra CAPITULO:
Solução: a) quantos anagramas podemos formar?
a) Devemos distribuir as 8 letras em 8 posições disponíveis. b) quantos anagramas começam por C?
Assim: c) quantos anagramas começam pelas letras C, A e P juntas e nesta
ordem?
d) quantos anagramas possuem as letras C, A e P juntas e nesta or-
dem?
e) quantos anagramas possuem as letras C, A e P juntas?
f) quantos anagramas começam por vogal e terminam em consoan-
te?
Ou então, P8 = 8 ! = 40.320 anagramas
2) Quantos anagramas da palavra MOLEZA começam e terminam
por vogal?
b) A primeira posição deve ser ocupada pela letra A; assim, devemos
3) Quantos anagramas da palavra ESCOLA possuem as vogais e
distribuir as 7 letras restantes em 7 posições, Então:
consoantes alternadas?
4) De quantos modos diferentes podemos dispor as letras da palavra
ESPANTO, de modo que as vogais e consoantes apareçam
juntas, em qualquer ordem?
5) obtenha o número de anagramas formados com as letras da
palavra REPÚBLICA nas quais as vogais se mantenham nas
respectivas posições.
c) Como as 3 primeiras posições ficam ocupadas pela sílaba TRE, de-
vemos distribuir as 5 letras restantes em 5 posições. Então: PERMUTAÇÕES SIMPLES, COM
ELEMENTOS REPETIDOS

Dados n elementos, dos quais :


1 são iguais a a1  a
1,
a1,
...
,a1

1
d) considerando a sílaba TRE como um único elemento, devemos  2 são iguais a a
2a
,a
2 ,...
2 ,a2
permutar entre si 6 elementos, 
2
. . . . . . . . . . . . . . . . .
r
a a
,
ra,
r...
,ar
 r são iguais a 
r

sendo ainda que: 1  2  . . .  r = n, e indicando-se por


pn (1, 2, . . . r ) o número das permutações simples dos n elemen-
e) Devemos permutar entre si 6 elementos, tendo considerado as letras
tos, tem-se que:
T, R, E como um único elemento:
Aplicações
1) Obter a quantidade de números de 4 algarismos formados pelos
algarismos 2 e 3 de maneira que cada um apareça duas vezes na
formação do número.
Solução:
2233 2323 2332
os números são 
Devemos também permutar as letras T, R, E, pois não foi especificada
3322 3232 3223
a ordem : A quantidade desses números pode ser obtida por:
4! 4  3  2!
P42,2    6 números
2! 2! 2!  2  1
2) Quantos anagramas podemos formar com as letras da palavra
AMADA?
solução:
Temos:
Para cada agrupamento formado, as letras T, R, E podem ser dispostas A
,A
,AMD
de P3 maneiras. Assim, para P6 agrupamentos, temos Assim: 11
3
P6 . P3 anagramas. Então:
P6 . P3 = 6! . 3! = 720 . 6 = 4 320 anagramas n!
pn (1,  2, . . . r ) 
f) A palavra ATREVIDO possui 4 vogais e 4 consoantes. Assim: 1 !  ! . . . r !

Matemática 30 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
5! 5  4  3!
p53,1,1    20 anagramas Seja l um conjunto com n elementos. Chama-se combinação simples
3 ! 1! 1! 3! dos n elementos de /, tomados p a p, a qualquer subconjunto de p
elementos do conjunto l.
3) Quantos anagramas da palavra GARRAFA começam pela sílaba RA? Aplicações
Solução: 1) calcular:
Usando R e A nas duas primeiras posições, restam 5 letras para serem a) C7,1 b) C7,2 c) C7,3 d) C7,4
permutadas, sendo que:
GA
,ARF Solução:
7  6!
{
{{
1 11 7!
Assim, temos: 2 a) C7,1 =  7
5  4  3  2! 1! 6 ! 6!
p52,1,1   60 anagramas 7! 7  6  5!
2! b) C7,2 =   21
2! 5! 2  1  5 !
Exercícios 7! 7  6  5  4!
1) O número de anagramas que podemos formar com as letras da c) C7,3 =   35
palavra ARARA é: 3! 4 ! 3  2  1  4 !
a) 120 c) 20 e) 30 7! 7  6  5  4!
b) 60 d) 10 d) C7,4=   35
4! 3! 4!  3  2  1
2) O número de permutações distintas possíveis com as oito letras
da palavra PARALELA, começando todas com a letra P, será de ; 2) Quantos subconjuntos de 3 elementos tem um conjunto de 5
a) 120 c) 420 e) 360 elementos?
b) 720 d) 24 5! 5  4  3!
C 5,3    10 subconjuntos
3! 2 ! 3!  2  1
3) Quantos números de 5 algarismos podemos formar com os
algarismos 3 e 4 de maneira que o 3 apareça três vezes em todos
os números?
Cn,3 4
3) obter n, tal que 
a) 10 c) 120 e) 6 Cn,2 3
b) 20 d) 24 Solução:
4) Quantos números pares de cinco algarismos podemos escrever n!
apenas com os dígitos 1, 1, 2, 2 e 3, respeitadas as repetições 3! ( n - 3 )! 4 n! 2! ( n - 2 )! 4
apresentadas?     
n! 3 3!( n - 3 ) n! 3
a) 120 c) 20 e) 6
b) 24 d) 12 2! ( n - 2 )!
2  ( n - 2 ) ( n - 3 )! 4
5) Quantos anagramas da palavra MATEMÁTICA terminam pela   n - 2  4
sílaba MA?
3  2  ( n - 3 )! 3
a) 10 800 c) 5 040 e) 40 320
b) 10 080 d) 5 400 n=6 convém

COMBINAÇÕES SIMPLES
4) Obter n, tal que Cn,2 = 28.
Introdução:
Solução:
Consideremos as retas determinadas pelos quatro pontos, conforme a
figura. n! n ( n -1) ( n - 2 ) !
 28   56 
2 ! ( n - 2 )! (n  2) !

n=8
n2 – n – 56 = 0
n = -7 (não convém)

Só temos 6 retas distintas ( AB, BC, CD, AC, BD e AD) por- 5) Numa circunferência marcam-se 8 pontos, 2 a 2 distintos. Obter o
número de triângulos que podemos formar com vértice nos pontos
que AB e BA, . . . , CD e DC representam retas coincidentes. indicados:
Os agrupamentos {A, B}, {A, C} etc. constituem subconjuntos do
conjunto formado por A, B, C e D.
Diferem entre si apenas pelos elementos componentes, e são
chamados combinações simples dos 4 elementos tomados 2 a 2.
O número de combinações simples dos n elementos tomados p a p é
n
indicado por Cn,p ou   .
p
OBSERVAÇÃO: Cn,p . p! = An,p. Solução:
Fórmula: Um triângulo fica identificado quando escolhemos 3 desses pontos, não
importando a ordem. Assim, o número de triângulos é dado por:
n! 8! 8  7  6 . 5!
C n ,p  , pn e { p, n }  lN C 8,3    56
p! ( n - p )! 3!5 ! 3  2 . 5!

Matemática 31 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
6) Em uma reunião estão presentes 6 rapazes e 5 moças. Quantas 6) Um conjunto A tem 45 subconjuntos de 2 elementos. Obtenha o
comissões de 5 pessoas, 3 rapazes e 2 moças, podem ser for- número de elementos de A
madas? A p,3
Solução: 7) Obtenha o valor de p na equação:  12 .
Na escolha de elementos para formar uma comissão, não importa a Cp,4
ordem. Sendo assim: 8) Obtenha x na equação Cx,3 = 3 . Ax , 2.
6!
 escolher 3 rapazes: C6,3 = = 20 modos 9) Numa circunferência marcam-se 7 pontos distintos. Obtenha:
3!3!
a) o número de retas distintas que esses pontos determinam;
5! b) o número de triângulos com vértices nesses pontos;
 escolher 2 moças: C5,2= = 10 modos
2! 3! c) o número de quadriláteros com vértices nesses pontos;
d) o número de hexágonos com vértices nesses pontos.
Como para cada uma das 20 triplas de rapazes temos 10 pares de mo-
ças para compor cada comissão, então, o total de comissões é 10) A diretoria de uma firma é constituída por 7 diretores brasileiros e
C6,3. C5,2 = 200. 4 japoneses. Quantas comissões de 3 brasileiros e 3 japoneses
podem ser formadas?
7) Sobre uma reta são marcados 6 pontos, e sobre uma outra reta,
paralela á primeira, 4 pontos. 11) Uma urna contém 10 bolas brancas e 4 bolas pretas. De quantos
a) Quantas retas esses pontos determinam? modos é possível tirar 5 bolas, das quais duas sejam brancas e 3
b) Quantos triângulos existem com vértices em três desses pontos? sejam pretas?

Solução: 12) Em uma prova existem 10 questões para que os alunos escolham
a) C10,2 – C6,2 – C4,2 + 2 = 26 retas onde 5 delas. De quantos modos isto pode ser feito?

C6,2 é o maior número de retas possíveis de serem determinadas por 13) De quantas maneiras distintas um grupo de 10 pessoas pode ser
seis pontos C4,2 é o maior número de retas possíveis de serem dividido em 3 grupos contendo, respectivamente, 5, 3 e duas pes-
determinadas por quatro pontos . soas?

14) Quantas diagonais possui um polígono de n lados?

15) São dadas duas retas distintas e paralelas. Sobre a primeira mar-
b) C10,3 – C6,3 – C4,3 = 96 triângulos onde cam-se 8 pontos e sobre a segunda marcam-se 4 pontos. Obter:
a) o número de triângulos com vértices nos pontos marcados;
C6,3 é o total de combinações determinadas por três pontos alinhados b) o número de quadriláteros convexos com vértices nos
em uma das retas, pois pontos colineares não determinam triângulo. pontos marcados.

C4,3 é o total de combinações determinadas por três pontos alinhados 16) São dados 12 pontos em um plano, dos quais 5, e somente 5, es-
da outra reta. tão alinhados. Quantos triângulos distintos podem ser formados
com vértices em três quaisquer dos 12 pontos?

17) Uma urna contém 5 bolas brancas, 3 bolas pretas e 4 azuis. De


quantos modos podemos tirar 6 bolas das quais:
8) Uma urna contém 10 bolas brancas e 6 pretas. De quantos a) nenhuma seja azul
modos é possível tirar 7 bolas das quais pelo menos 4 sejam b) três bolas sejam azuis
pretas? c) pelo menos três sejam azuis

Solução: 18) De quantos modos podemos separar os números de 1 a 8 em


As retiradas podem ser efetuadas da seguinte forma: dois conjuntos de 4 elementos?
4 pretas e 3 brancas  C6,4 . C10,3 = 1 800 ou
5 pretas e 2 brancas  C6,5 . C10,2 = 270 ou 19) De quantos modos podemos separar os números de 1 a 8 em
6 pretas e1 branca  C6,6 . C10,1 = 10 dois conjuntos de 4 elementos, de modo que o 2 e o 6 não
estejam no mesmo conjunto?
Logo. 1 800 + 270 + 10 = 2 080 modos
20) Dentre 5 números positivos e 5 números negativos, de quantos
modos podemos escolher quatro números cujo produto seja
Exercícios
positivo?
1) Calcule:
a) C8,1 + C9,2 – C7,7 + C10,0
21) Em um piano marcam-se vinte pontos, não alinhados 3 a 3,
b) C5,2 +P2 – C5,3
exceto cinco que estão sobre uma reta. O número de retas
c) An,p . Pp
determinadas por estes pontos é:
a) 180 b) 1140
2) Obtenha n, tal que :
c) 380 d) 190 e) 181
a) Cn,2 = 21
b) Cn-1,2 = 36
22) Quantos paralelogramos são determinados por um conjunto de
c) 5 . Cn,n - 1 + Cn,n -3 = An,3
sete retas paralelas, interceptando um outro conjunto de quatro
retas paralelas?
3) Resolva a equação Cx,2 = x.
a) 162
b) 126
4) Quantos subconjuntos de 4 elementos possui um conjunto de 8
c) 106
elementos?
d) 84
e) 33
5) Numa reunião de 7 pessoas, quantas comissões de 3 pessoas
podemos formar?
Matemática 32 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
23) Uma lanchonete que vende cachorro quente oferece ao freguês: RESPOSTAS
pimenta, cebola, mostarda e molho de tomate, como tempero adi- Principio fundamental da contagem
cional. Quantos tipos de cachorros quentes diferentes (Pela adi-
ção ou não de algum tempero) podem ser vendidos? 1) 63 14) 24
a) 12 2) 12 15) 90 pares e 120 ímpa-
b) 24 3) 20 res
c) 16 4) 72 16) 18
d) 4 5) 6 760 000 17) 48
e) 10 6) 45 697 600 18) 72
7) 216 19) 1 680
24) O número de triângulos que podem ser traçados utilizando-se 12 8) 180 20) 504
pontos de um plano, não havendo 3 pontos em linha reta, é: 9) 360 21) 30
a) 4368 b) 220 10) 2 520 22) 20
c) 48 d) 144 e) 180 11) 120 23) 720
12) 4 536 24) 48
25) O time de futebol é formado por 1 goleiro, 4 defensores, 3 jogado- 13) 60 25) 72
res de meio de campo e 3 atacantes. Um técnico dispõe de 21 jo- 26) 96
gadores, sendo 3 goleiros, 7 defensores, 6 jogadores de meio
campo e 5 atacantes. De quantas maneiras poderá escalar sua Arranjos simples
equipe? 1) a) 8 c) 336
a) 630 b) 7 000 b) 56 d) 1680
c) 2,26 . 109 d) 21000 e) n.d.a.
2) a) 9 b) 89,6

26) Sendo 5 . Cn, n - 1 + Cn, n - 3, calcular n. 3) a) s = {3} b) S = {4} c) S = {5}

27) Um conjunto A possui n elementos, sendo n  4. O número de Fatorial


subconjuntos de A com 4 elementos é: 1) e 2) e

a)
n ! c) ( n – 4 ) ! e) 4 !
3) a) 132 b) 43 c) 35 d) 330
24( n - 4 ) n2 5M  2
4) a) n b) c) n + 2 d) 1 e)
n! n 1 M
b) d) n ! 5) n = 9 b) n = 5 c) n = 3 d) n = 6
(n-4)
6) a
28) No cardápio de uma festa constam 10 diferentes tipos de salgadi-
nhos, dos quais apenas 4 serão servidos quentes. O garçom en- 7) a) S = {10} b) S = {3}
carregado de arrumar a travessa e servi-la foi instruído para que a
mesma contenha sempre só dois tipos diferentes de salgadinhos 8) n = 5
frios e dois diferentes dos quentes. De quantos modos diversos
pode o garçom, respeitando as instruções, selecionar os salgadi- 9) n = 17
nhos para compor a travessa?
a) 90 d) 38 Permutações simples
b) 21 e) n.d.a. 1) a) 40 320 d) 720 2) 144
c) 240 b) 5 040 e) 4 320 3) 72
c) 120 f) 11 520 4) 288
29) Em uma sacola há 20 bolas de mesma dimensão: 4 são azuis e 5) 120
as restantes, vermelhas. De quantas maneiras distintas podemos
extrair um conjunto de 4 bolas desta sacola, de modo que haja Permutações simples com elementos repetidos
pelo menos uma azul entre elas? 1) d 2) c 3) a 4) d 5) b
20 ! 16 ! 1  20 ! 16 ! 
a)  d)     Combinações simples
16 ! 12 ! 4 !  16 ! 12 !  n! p! 15) a) 160 b) 168
1) a) 44 c) 16) 210
20 ! (n  p)!
b) e)n.d.a. 17) a) 28 c) 252
4 ! 16 ! b) 2 b) 224
20 ! 2) a) n = 7 b) n = 10 18) 70
c) c) n = 4 19) 55
16 ! 3) S = {3} 20) 105
4) 70 21) e
30) Uma classe tem 10 meninos e 9 meninas. Quantas comissões di- 5) 35 22) b
ferentes podemos formar com 4 meninos e 3 meninas, incluindo 6) 10 23) c
obrigatoriamente o melhor aluno dentre os meninos e a melhor 7) p=5 24) b
aluna dentre as meninas? 8) S={20} 25) d
a) A10,4 . A9,3 c) A9,2 – A8,3 e) C19,7 9) a) 21 c) 35 26) n =4
b) C10,4 - C9, 3 d) C9,3 - C8,2 b) 35 d) 7 27) a
10) 140 28) a
31) Numa classe de 10 estudantes, um grupo de 4 será selecionado 11) 180 29) d
para uma excursão, De quantas maneiras distintas o grupo pode 12) 252 30) d
ser formado, sabendo que dos dez estudantes dois são marido e 13) 2 520 31) b
mulher e apenas irão se juntos?
a) 126 b) 98 c) 115 d)165 e) 122
n(n  3)
14)
2

Matemática 33 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2 FUNÇÕES. 2.1 IGUALDADE DE FUNÇÕES. 2.2 Está relação é uma função de A em B, pois associa à todo elemento de A
DETERMINAÇÃO DO DOMÍNIO DE UMA FUNÇÃO. 2.3 FUNÇÃO um único elemento de B.
Observações:
INJETIVA, SOBREJETIVA E BIJETIVA. 2.4 FUNÇÃO INVERSA. a) Notemos que à definição de função não permite que fique nenhum
2.5 COMPOSIÇÃO DE FUNÇÕES. 2.6 FUNÇÕES CRESCENTES, elemento "solitário" no domínio (é o caso de x2, no exemplo d); permi-
DECRESCENTES, PARES E IMPARES; OS ZEROS E O SINAL DE te, no entanto, que fiquem elementos "solitários" no contradomínio
UMA FUNÇÃO. 2.7 FUNÇÕES LINEARES, CONSTANTES DO 1º E (são os casos de y2, no exemplo e, e de y3, no exemplo f ) .
2º GRAUS, MODULARES, POLINOMIAIS, LOGARÍTMICAS E b) Notemos ainda que à definição de função não permite que nenhum
EXPONENCIAIS. 12 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL elemento do domínio "lance mais do uma flecha" (é o caso de x1, no
exemplo b); permite, no entanto, que elementos do contradomínio "le-
DAS FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL. vem mais do que uma flechada" (são os casos dos elementos y1, nos
exemplos c e f).
DEFINICÂO
Consideremos uma relação de um conjunto A em um conjunto B. Esta rela- NOTAÇÃO
ção será chamada de função ou aplicação quando associar a todo elemento de Considere a função seguinte, dada pelo diagrama Euler-Venn:
A um único elemento de B.
Exemplos:
Consideremos algumas relações, esquematizadas com diagramas de
Euler-Venn, e vejamos quais são funções:
a)

Esta função será denotada com f e as associações que nela ocorrem serão
denotadas da seguinte forma:

Esta relação é uma função de A em B, pois associa a todo elemento de A y2 = f ( x 1): indica que y2 é a imagem de x1 pela f
um único elemento de B. y2 = f ( x 2): indica que y2 é a imagem de x2 pela f
b) y3 = f ( x 3): indica que y3 é a imagem de x3 pela f

O conjunto formado pelos elementos de B, que são imagens dos elementos


de A, pela f, é denominado conjunto imagem de A pela f, e é indicado com f (A) .

No exemplo deste item, temos:


A = (x1, x2, x3 ) é o domínio de função f.
B = (y1, y2, y3 ) é o contradomínio de função f.
Esta relação não ê uma função de A em B, pois associa a x1 c A dois
elementos de B: y1 e y2. f ( A) = (y2, y3 ) é o conjunto imagem de A pela f.
c)
DOMÍNIO, CONTRADOMINIO E IMAGEM DE UMA FUNCÃO
Consideremos os conjuntos:
A = { 2, 3, 4 }
b = { 4, 5, 6, 7, 8 }
e f(x) = x+2

Esta relação é uma função de A em B, Pois associa todo elemento de A um Graficamente teremos:
único elemento de B. A = D( f ) Domínio B = C( f ) contradomínio
d)

Esta relação não ê uma função de A em B, pois não associa a x2  A


nenhum elemento de B.
e)

O conjunto A denomina-se DOMINIO de f e pode ser indicado com a


notação D( f ).

O conjunto B denomina-se CONTRADOMINIO de f e pode ser indicado


com a notação CD ( f ).
Esta relação é uma função de A em B, pois à todo elemento de A um único
elemento de B. O conjunto de todos os elementos de B que são imagem de algum elemen-
f) to de A denomina-se conjunto-imagem de f e indica-se Im ( f ).

No nosso exemplo acima temos:


D(f)=A  D ( f ) = { 2, 3, 4 }
CD ( f ) = B  CD ( f ) = { 4, 5, 6, 7, 8 }
Im ( f ) = { 4, 5, 6 }.

Matemática 34 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
TIPOS FUNDAMENTAIS DE FUNÇÕES GRÁFICOS
FUNCÀO INJETORA SISTEMA CARTESIANO ORTOGONAL
Uma função f definida de A em B é injetora quando cada elemento de B Como já vimos, o sistema cartesiano ortogonal é composto por dois eixos
(que ê imagem), é imagem de um único elemento de A. perpendiculares com origem comum e uma unidade de medida.
Exemplo:

FUNÇÃO SOBREJETORA
Uma função f definida de A em B é sobrejetora se todas os elementos de B
são imagens, ou seja: - No eixo horizontal, chamado eixo das abscissas, representamos os
primeiros elementos do par ordenado de números reais.
Im ( f ) = B - No eixo vertical, chamado eixo das ordenadas, representamos os se-
gundos elementos do par ordenado de números reais.
Exemplo:
Vale observar que:
A todo par ordenado de números reais corresponde um e um só ponto do
plano, e a cada ponto corresponde um e um só par ordenado de números reais.

Vamos construir gráficos de funções definidas por leis y = f(x) com x  0.


Para isso:

1º) Construímos uma tabela onde aparecem os valores de x e os corres-


Im ( f ) = { 3, 5 } = B
pondentes valores de y, do seguindo modo:
a) atribuímos a x uma série de valores do domínio,
FUNCÃO BIJETORA
b) calculamos para cada valor de x o correspondente valor de y através
Uma função f definida de A em B, quando injetora e sobrejetora ao mesmo
da lei de formação y = f ( x );
tempo, recebe o nome de função bijetora.
2º) Cada par ordenado (x,y), onde o 1º elemento é a variável independente
Exemplo:
e o 2º elemento é a variável dependente, obtido na tabela, determina um ponto
é sobrejetora  Im(f) = B
do plano no sistema de eixos.
é injetora - cada elemento da imagem em B tem um único correspondente
em A. 3º) 0 conjunto de todos os pontos (x,y), com x  D formam o gráfico da
função f (x).

Exemplo:
Construa o gráfico de f(x) = 2x - 1 onde
D = { -1, 0, 1, 2 , 3 }

x y ponto
Como essa função é injetora e sobrejetora, dizemos que é bijetora. f ( -1 ) = 2 ( -1 ) –1 = - 3 -1 -3 ( -1, -3)
f(0)=2. 0 -1=0 0 -1 ( 0, -1)
FUNÇÃO INVERSA f(1)=2. 1 -1=1 1 1 ( 1, 1)
Seja f uma função bijetora definida de A em B, com x  A e y  R, sendo f(2)=2. 2 -1=3 2 3 ( 2, 3)
(x, y)  f. Chamaremos de função inversa de f, e indicaremos por f -1, o conjun- f(3)=2. 3 -1=5 3 5 ( 3, 5)
to dos pares ordenados (y, x)  f -1 com y  B e x  A.

Exemplo:
f é definida de R em R, sendo y = 2x

Para determinarmos f -1 basta trocarmos x por y e y por x.

observe:
y = 2x  x = 2y
x
Isolando y em função de x resulta: y 
2
Exemplo: Achar a função inversa de y = 2x

Solução:
a) Troquemos x por y e y Por x; teremos: x = 2y

x Os pontos A, B, C, D e E formam o gráfico da função.


b) Expressemos o novo y em função do novo x ; teremos y  e
2 OBSERVAÇÃO
1 x Se tivermos para o domínio o intervalo [-1,3], teremos para gráfico de f(x) =
então: f ( x ) 
2 2x - 1 um segmento de reta infinitos pontos).

Matemática 35 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Exemplos:

O gráfico a) representa uma função, pois qualquer que seja a reta traçada
paralelamente a y, o gráfico é interceptado num único ponto, o que não acontece
Se tivermos como domínio a conjunto R, teremos para o gráfico de com b e C.
f(x) = 2x - 1 uma reta.
Nas casos em que os intervalos ou o próprio R, toma apenas alguns FUNÇÂO CRESCENTE
números reais para a construção da tabela, e no gráfico unimos os pontos Consideremos a função y = 2x definida de R em R. Atribuindo-se valores
obtidos. para x, obtemos valores correspondentes para y e os representamos no plano
cartesiano:
ANÁLISE DE GRÁFICOS
Através do gráfico de uma função podemos obter informações importantes
o respeito do seu comportamento, tais como: crescimento, decrescimento,
domínio, imagem, valores máximos e mínimos, e, ainda, quando a função é
positiva ou negativa etc.
3x 1
Assim, dada a função real f(x) =  e o seu gráfico, podemos anali-
5 5
sar o seu comportamento do seguinte modo:

Observe que à medida que os valores de x aumentam, os valores de y


também aumentam; neste caso dizemos que a função é crescente.

FUNÇÃO DECRESCENTE
Consideremos a função y = -2x definida de R em R.

Atribuindo-se valores para x, obteremos valores correspondentes para y e


os representamos no plano cartesiano.

 ZERO DA FUNÇÃO:
3x 1 1
f(x)= 0   =0  x  
5 5 3
Graficamente, o zero da função é a abscissa do ponto de intersecção do
gráfico com o eixo dos x.
 DOMÍNIO: projetando o gráfico sobre o eixo dos x: D = [-2, 3]
 IMAGEM: projetando o gráfico sobre o eixo dos y: Im = [ -1, 2 ]
observe, por exemplo, que para:
- 2 < 3 temos f (-2) < f ( 3 )
-1 2
Dizemos que f é crescente.
 SINAIS: Note que a medida que as valores de x aumentam, as valores de y
1 diminuem; neste caso dizemos que a função é decrescente.
x  [ -2, - [  f ( x ) < 0
3 FUNÇÃO CONSTANTE
1 É toda função de R em R definida por
x  ]- ,3]  f(x)>0 f ( x ) = c (c = constante)
3
 VALOR MÍNIMO: -1 é o menor valor assumido por y = f ( x ) Ymín
Exemplos:
=-1
a) f(x) = 5 b) f(x) = -2
 VALOR MÁXIMO: 2 é o maior valor assumido por y = f ( x ) Ymáx
=-2 c) f(x) = 3 d) f(x) = ½

TÉCNICA PARA RECONHECER SE UM GRÁFICO REPRESENTA OU Seu gráfico é uma reta paralela ao eixo dos x passando pelo ponto (0, c).
NÃO UMA FUNÇAO
Para reconhecermos se o gráfico de uma relação representa ou não uma
função, aplicamos a seguinte técnica:
Traçamos qualquer reta paralela ao eixo dos y; qualquer que seja a reta tra-
çada, o gráfico da relação for interceptado em um único ponto, então o gráfico
representa uma função. Caso contrário não representa uma função.

Matemática 36 A Opção Certa Para a Sua Realização


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FUNÇÃO IDENTIDADE
É a função de lR em lR definida por
f(x) = x
x y=f(x)=x f ( x ) = - x2 + 6x - 8 (a = -1 < 0)
-2 -2
-1 -1
0 0
1 1
2 2

Observe; seu gráfico é uma reta que contém as bissetrizes do 1º e 3º qua-


drantes.
D=R CD = R lm = R

FUNÇÃO AFIM
É toda função f de R em R definida por
f (x) = ax + b (a, b reais e a  0)
Exemplos:
a) f(x) = 2x –1 b) f(x) = 2 – x c) f(x) = 5x
Observações FUNÇÃO MODULAR
1) quando b = 0 a função recebe o nome de função linear. Consideremos uma função f de R em R tal que, para todo x  lR,
2) o domínio de uma função afim é R: D = R tenhamos f ( x ) = | x | onde o símbolo | x | que se lê módulo de x, significa:
3) seu conjunto imagem é R: lm = R x, se x 0
4) seu gráfico é uma reta do plano cartesiano. x 
- x, se x 0
FUNÇÃO COMPOSTA esta função será chamada de função modular.
Dadas as funções f e g de R em R definidas por Gráfico da função modular:
f ( x ) = 3x e g ( x ) = x2 temos que:
f(1)=3.1=3
f(2)=3.2=6
f ( a ) = 3 . a = 3 a (a  lR)
f ( g ) = 3 . g = 3 g (g  lR)
f [ g( x )]  3.g( x )
 f  g ( x )   3x2 função composta de f e g

g ( x )  x2
Esquematicamente:
FUNÇÃO PAR E FUNÇÃO ÍMPAR
Uma função f de A em B diz-se função par se, para todo x  A, tivermos f
(x ) = f (-x).

Uma função f de A em B diz-se uma função ímpar se, para todo x  R,


tivermos f(-x) = -f (x).
Símbolo:
f o g lê-se "f composto g" - (f o g) ( x ) = f [ g ( x)] Decorre das definições dadas que o gráfico de uma função par é simétrico
em relação ao eixo dos y e o gráfico de uma função ímpar e simétrico em rela-
FUNÇÃO QUADRÁTICA ção ao ponto origem.
É toda função f de R em R definida por
f(x) = ax2 + bx + c
(a, b ,c reais e a  0 )
Exemplos:
a) f(x) = 3x2 + 5x + 2
b) f(x) = x2 - 2x
c) f(x) = -2x2 + 3
d) f(x) = x2 função par: f(x) = f (-x ) função ímpar: f(-x) = -f(x)
Seu gráfico e uma parábola que terá concavidade voltada "para cima" se a
> 0 ou voltada "para baixo" se a < 0. EXERCICIOS
Exemplos: 01) Das funções de A em B seguintes, esquematizadas com diagramas
f ( x ) = x2 - 6x + 8 (a = 1 > 0) de Euler-Venn, dizer se elas são ou não sobrejetoras, injetoras, bije-
toras.
a) b)

Matemática 37 A Opção Certa Para a Sua Realização


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c) d)

RESPOSTAS
a) Não é sobrejetora, pois y1, y3, y4  B não estão associados a
elemento algum do domínio: não é injetora, pois y2  B é imagem de
x1, x2, x3, x4  A: logo, por dupla razão, não é bijetora.
b) É sobrejetora, pois todos os elementos de B (no caso há apenas y1)
são imagens de elementos de A; não é injetora, pois y1  B é
imagem de x1, x2, x3, x4  A, logo, por não ser injetora, embora seja
sobrejetora, não é bijetora.
c) Não é sobrejetora, pois y1, y2, y4 B não estão associados a elemento RESPOSTAS
algum do domínio; é injetora, pois nenhum elemento de B é imagem 1) crescente: [3, 2] decrescente: [ 2, 5] crescente: [5, 8]
do que mais de um elemento de A; logo, por não ser sobrejetora, 2) crescente: [0, 3] decrescente: [3. 5] crescente: [5, 8]
embora seja injetora, não é sobrejetora. 3) decrescente
d) É sobrejetora, pois todos os elementos de B (no caso há apenas y1) 4) crescente
são imagens de elementos de A; é injetora, pois o único elemento de 5) decrescente: ] -  , 1] crescente: [ 1, +  [
B é imagem de um único elemento de A; logo, por ser 6) crescente: ] -  , 1] decrescente: [ 1, +  [
simultaneamente sobrejetora e injetora, é bijetora. 7) crescente
2) Dê o domínio e a imagem dos seguintes gráficos: 8) decrescente

04) Determine a função inversa das seguintes funções:


a) y = 3x b) y = x - 2
x5
c) y = x3 d) y 
3
RESPOSTAS
x
a) y = b) y = x + 2 c) y = 3 x d) y = 3x + 5
3

05) Analise a função f ( x ) = x2 - 2x – 3 ou y = x2 –2x – 3 cujo gráfico é


dado por:

Respostas:
1) D ( f ) = ] -3, 3 ] e lm ( f ) = ]-1, 2 ]
2) D ( f ) = ] -4, 3 [ e lm ( f ) = [-2, 3 [
3) D ( f ) = ] -3, 3 [ e lm ( f ) = ] 1, 3 [
4) D ( f ) = [ -5, 5 [ e lm ( f ) = [-3, 4 [
5) D ( f ) = [-4, 5 ] e lm ( f ) = [ -2, 3 ]
6) D ( f ) = [ 0, 6 ] e lm ( f ) = [ 0, 4[

03) observar os gráficos abaixo, dizer se as funções são crescentes ou  Zero da função: x = -1 e x = 3
decrescentes e escrever os intervalos correspondentes:  f ( x ) é crescente em ] 1, +  [
 f ( x ) e decrescente em ] -  , 1[
 Domínio  D = R
 Imagem  Im = [-4, +  [
 Valor mínimo  ymín = -4
 Sinais: x  ] -  , -1[  f ( x ) > 0
x  ] 3, +  [  f ( x ) > 0
x  [ - 1, 3 [  f ( x ) < 0

Matemática 38 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

06) Analise a função y = x3 - 4x cujo gráfico é dado por:

O conjunta dos infinitos pontos A, B, C, D, ..:... chama-se gráfico da função


linear y = 2x.
RESPOSTAS
 Zero da função: x = - 2; x = 0; x = 2 Outro exemplo:
Construir, num sistema de coordenadas cartesianas, o gráfico da função
2 3 2 3
 f (x) é crescente em ]-  , - [ e em ] ,+ [ linear definida pela equação y = -3x.
3 3 X=1  y = - 3 (1) = -3
2 3 2 3 X = -1  y = -3(-1) = 3
 f ( x ) é decrescente em ] - , [ x=2  y = -3( 2) = -6
3 3
x = -2  y = -3(-2) = 6
 Domínio  D = lR
 Imagem  Im = lR x y
 Sinais: x  ] -  , -2 [  f ( x ) < 0 1 -3  A ( 1, -3)
x  ] - 2, 0 [  f ( x ) > 0 -1 3  B (-1, 3)
x  ] 0, 2 [  f ( x ) < 0 2 -6  C ( 2, -6)
x  ] 2, +  [  f ( x ) > 0 -2 6  D ( -2, 6)
FUNÇÃO DO 1º GRAU

FUNCÃO LINEAR
Uma função f de lR em lR chama-se linear quando é definida pela equação
do 1º grau com duas variáveis y = ax , com a  lR e a  0.
Exemplos:
f definida pela equação y = 2x onde f : x  2x
f definida pela equação y = -3x onde f : x  -3x

GRÁFICO
Num sistema de coordenadas cartesianas podemos construir o gráfico de
uma função linear.

Para isso, vamos atribuir valores arbitrários para x (que pertençam ao do-
mínio da função) e obteremos valores correspondentes para y (que são as
imagens dos valores de x pela função).

A seguir, representamos num sistema de coordenadas cartesianas os pon- O conjunto dos infinitos pontos A, B, C, D , ...... chama-se gráfico da
tos (x, y) onde x é a abscissa e y é a ordenada. função linear y = -3x.

Vejamos alguns exemplos: Conclusão:


Construir, num sistema cartesiano de coordenadas cartesianas, o gráfico da O gráfico de uma função linear ê a reta suporte dos infinitos pontos A, B, C,
função linear definida pela equação: y = 2x. D, .... e que passa pelo ponto origem 0.
x=1  y=2(1)=2
Observação
x = -1  y = 2(-1 ) = -2
Como uma reta é sempre determinada por dois pontos, basta
x = 2  y = 2( 2 ) = 4 representarmos dois pontos A e B para obtermos o gráfico de uma função linear
x = -3  y = 2(-3) = -6 num sistema de coordenadas cartesianas.

x y FUNÇÃO AFIM
1 2  A ( 1, 2) Uma função f de lR em lR chama-se afim quando é definida pela equação
-1 -2  B (-1, -2) do 1º grau com duas variáveis y = ax + b com a,b  R e a  0.
2 4  C ( 2, 4)
-3 -6  D ( -3, -4) Exemplos:
f definida pela equação y = x +2 onde f : x  x + 2
f definida pela equação y = 3x -1onde f : x  3x - 1
A função linear é caso particular da função afim, quando b = 0.

GRÁFICO
Para construirmos o gráfico de uma função afim, num sistema de coorde-
nadas cartesianas, vamos proceder do mesmo modo como fizemos na função

Matemática 39 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
linear. f definida pela equação y = -x
Assim, vejamos alguns exemplos, com b  0. f definida pela equação y = -4x + 1
Construir o gráfico da função y = x - 1
Solução: FUNÇÃO CONSTANTE
x=0  y = 0 - 1 = -1 Consideremos uma função f de R em R tal que, para todo x  lR,
x=1  y=1–1 =0 tenhamos f(x) = c, onde c  lR; esta função será chamada de função
x = -1  y = -1 - 1 = -2 constante.
x=2  y=2 -1=1
x = -3  y = -3 - 1 = -4 O gráfico da função constante é uma reta paralela ou coincidente com o
eixo dos x; podemos ter três casos:
x y  pontos ( x , y) a) c > 0 b) c = o c) c < 0
0 -1  A ( 0, -1)
1 0  B ( 1, 0)
-1 -2  C ( -1, -2)
2 1  D ( 2, 1)
-3 -4  E ( -3, -4)

Observações:
Na função Constante, f (R) = { c } ; o conjunto imagem é unitário.

A função constante não é sobrejetora, não é injetora e não é bijetora; e, em


consequência disto, ela não admite inversa.

Exemplo:
Consideremos a função y = 3, na qual a = 0 e b = 3
Atribuindo valores para x  lR determinamos y  lR
x R y = 0X + 3 y  lR {x, y}
-3 y = 0.(-3)+ 3 y=3 {-3, 3}
O conjunto dos infinitos pontos A, B, C, D, E,... chama-se gráfico da função -2 y = 0.(-2) + 3 y=3 {-2, 3}
afim y = x - 1. -1 y = 0.(-1) + 3 y=3 {-1, 3}
Outro exemplo: 0 y = 0. 0 + 3 y=3 {0, 3}
Construir o gráfico da função y = -2x + 1. 1 y = 0. 1 + 3 y=3 {1 , 3}
2 y = 0. 2 + 3 y=3 { 2, 3}
Solução: Você deve ter percebido que qualquer que seja o valor atribuído a x, y será
x=0  y = -2(0) + 1 = 0 + 1 = 1 sempre igual a 3.
x=1  y = -2(1) + 1 = -2 + 1 = -1 Representação gráfica:
x = -1  y = -2(-1) +1 = 2 + 1 = 3
x=2  y = -2(2) + 1 = -4 + 1 = -3
x = -2  y = -2(-2)+ 1 = 4 + 1 = 5

x y  pontos ( x , y)
0 1  A ( 0, 1)
1 -1  B ( 1, -1)
-1 3  C ( -1, 3)
2 -3  D ( 2, -3) Toda função linear, onde a = 0, recebe o nome de função constante.
-2 5  E ( -2, 5)
FUNÇÃO IDENTIDADE
Consideremos a função f de R em R tal que, Para todo x  R, tenhamos
Gráfico
f(x) = x; esta função será chamada função identidade.
Observemos algumas determinações de imagens na função identidade.
x = 0  f ( 0 ) = 0  y = 0; logo, (0, 0) é um ponto do gráfico dessa
função.
x = 1  f ( 1) = 1  y = 1; logo (1, 1) é um ponto do gráfico dessa
função.
x = -1  f (-1) =-1  y = -1; logo (-1,-1) é um ponto gráfico dessa função.

Usando estes Pontos, como apoio, concluímos que o gráfico da função


identidade é uma reta, que é a bissetriz dos primeiro e terceiro quadrantes.

FUNÇÃO DO 1º GRAU
As funções linear e afim são chamadas, de modo geral, funções do 1º grau.

Assim são funções do primeiro grau:


f definida pela equação y = 3x
f definida pela equação y = x + 4

Matemática 40 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
 x  lR | x  3  y0
 x  lR | x  3  y0
 x  lR | x  3  y0

Esquematizando:

Na função identidade, f(R) = R. De um modo geral podemos utilizar a seguinte técnica para o estudo da
A função constante é sobrejetora. variação do sinal da função linear:

VARIAÇÃO DO SINAL DA FUNÇÃO LINEAR


A variação do sinal da função linear y = ax + b é fornecida pelo sinal dos va-
lores que y adquire, quando atribuímos valores para x.

1º CASO: a > 0
Consideremos a função y = 2x - 4, onde a = 2 e b= -4.
Observando o gráfico podemos afirmar: y tem o mesmo sinal de a quando x assume valores maiores que a raiz.
y tem sinal contrário ao de a quando x assume valores menores que a raiz.

NOTACÕES
Nos exemplos anteriores, vimos que uma função pressupõe a existência de
dois conjuntos A (chamado domínio), B (chamado contradomínio) e uma lei de
correspondência entre os seus elementos (geralmente uma expressão
matemática) que associe a cada elemento de A um único elemento em B.

Quando aplicamos a lei a um elemento genérico x do domínio,


encontramos, no contradomínio, um elemento correspondente chamado
a) para x = 2 obtém-se y = 0
imagem de x e denotado por f(x). O conjunto dessas imagens ê, assim, um
b) para x > 2 obtém-se para y valores positivos, isto é, y > 0.
subconjunto do contradomínio e é chamado conjunto imagem.
c) para x < 2 obtém-se para y valores negativos, isto é, y < 0.

Resumindo:
 x  lR | x  2  y  0
 x  lR | x  2  y  0
 x  lR | x  2  y  0
Esquematizando: x  representa um elemento genérico do domínio da função
f ( x )  lê-se "efe de x", "imagem de x" ou "função de “x”.

Exemplo:
Dados os conjuntos A = { -1, 0, 2 } e B = { -3, -1, 0, 1, 5 } seja a função f : A
- B definida por f ( x ) = 2x + 1

f : A  B  lê-se: "função de A em B" função com domínio A e


contradomínio B".
2º CASO: a < 0
f ( x ) = 2x + 1  é a lei de correspondência e indica que a imagem de x é
Consideremos a função y = - x + 6, onde a = -2 e b = 6.
obtida efetuando-se as operações 2x + 1.

Assim:
f ( -1 ) = 2 ( -1 ) + 1 = -1 ( -1 é imagem de –1)
f(0 )=2 . 0 +1= 1 ( 1 é imagem de 0 )
f(2 )=2( 2) +1=5 ( 5 é imagem de 2 )

Observando o gráfico podemos afirmar:


a) para x = 3 obtém-se y = 0 Domínio: A = {-1, 0, 2 }
b) para x > 3 obtêm-se para y valores negativos, isto é, y < 0. Contradomínio: B = { -3, -1, 0, 1, 5 }
c) para x < 3 obtêm-se para y valores positivos, isto é, y > 0. Conjunto imagem: lm = { -1,1,5 }

Resumindo:

Matemática 41 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
1 1
Dados os conjuntos A = { 1, 2, 3, 4 } e B = { , , 1, 2 } e a relação de A
3 2
1
em B definida por (x,y)  lR  y , determinar:
x
a) a relação lR pelos elementos (pares ordenados)
b) o domínio de lR
c) a imagem de lR

Solução

Resposta:
Somente o gráfico 3 não é função, porque existe x com mais de uma
imagem y, ou seja, traçando-se uma reta paralela ao eixo y, ela pode Interceptar
a curva em mais de um ponto. Ou seja:
Os pontos P e Q têm a mesma abscissa, o que não satisfaz a definição de
função.
1 1
a) R = { ( 1, 1), (2, ), ( 3, )
2 3
b) D = { 1, 2, 3 }
1 1
c) Im = { 1, , }
2 3
Qual o domínio e imagem da relação R em
A   x  Z | - 1  x  10  definida por
(X, Y)  lR | y = 3x?

Solução:
R = { ( 0, 0), ( 1, 3 ), ( 2, 6), ( 3, 9) }
D = { 0, 1, 2, 3 } 3) Estudar o sinal da função y = 2x – 6
Im = { 0, 3, 6, 9} Solução a = +2 (sinal de a)
b=-6

a) Determinação da raiz:
y = 2x - 6 - 0  2x = 6  x = 3
Portanto, y = 0 para x = 3.

b) Determinação do sinal de y:
Se x > 3 , então y > 0 (mesmo sinal de a)
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Se x < 3 , então y < 0 (sinal contrário de a)
01) Determine o domínio das funções definidas por:
a) f ( x ) = x2 + 1
x3  1
b) f(x)=
x4
x 1
c) f(x)=
x2
04) Estudar o sinal da fundão y = -3x + 5
Solução: Solução:
a) Para todo X real as operações indicadas na fórmula são possíveis a = -3 (sinal de a) b=+5
e geram como resultado um número real dai: D ( f ) = Lr
b) Para que as operações indicadas na fórmula sejam possíveis, de- a) Determinação da raiz:
ve-se ter: x - 4  0, isto é, x  4.= D ( f ) = { x  lR | x  4} 5
c) Devemos ter: y = -3x + 5  -3x = - 5  x =
x –1  0 e x – 2  0
3
e daí: D ( f ) = { x  lR | x  1 e x  2 } 5
Portanto, y = 0 para x =
3
02) Verificar quais dos gráficos abaixo representam funções:
b) Determinação do sinal de y:
5
se x > , então y < 0 (mesmo sinal de a)
3

5
se x < , então y > 0 (sinal contrário de a)
3

Matemática 42 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

05) Dentre os diagramas seguintes, assinale os que representam função


e dê D ( f ) e Im( f )

Solução:
07) Uma função f, definida por f ( x ) = 2x - 1, tem domínio D = { x  lR | -
1  x  2} Determine o conjunto-imagem

Solução:
Desenhamos o gráfico de f e o projetamos sobre o eixo 0x

x y
O segmento AB é o gráfico de f; sua projeção
-1 -4 sobre o eixo 0y nos dá:
2 5 I ( f ) = [-4 ; 5 ]

08) classifique as seguintes funções lineares em crescentes ou


decrescentes:
a) y = f ( x ) = - 2x – 1
b) y = g ( x ) = - 3 + x
1
c) y=h(x)= x-5
2
Respostas: d) y=t(x)=- x
1) {a.b,c,d} e {e,f }
3) {1, 2, 3} e { 4, 5, 6 } Respostas:
4) {1, 2, 3 } e { 3, 4, 5} a) decrescente b) crescente
6) {5, 6, 7, 8, 9} e {3} c) crescente d) decrescente
7) { 2 } e { 3 }
09) Fazer o estudo da variação do sinal das funções:
06) Construa o gráfico das funções: 1) y = 3x + 6 6) y = 5x - 25
1 2) y = 2x + 8 7) y = -9x -12
a) f(x) = 3x b) g ( x ) = - x 3) y = -4x + 8 8) y = -3x -15
2
4) y = -2x + 6 9) y = 2x + 10
2 5 5) y = 4x - 8
c) h ( x ) = 5x + 2 d) i ( x ) = x
3 2
e) y = -x Respostas:
1) x > -2  y > 0; x = -2  y = 0; x < -2  y < 0
2) x > -4  y > 0; x = -4  y = 0; x < -4  y < 0
3) x > 2  y < 0; x = 2  y = o; x < 2  y < 0
4) x > 3  y < 0; x = 3  y = 0; x < 3  y < 0
5) x > 2  y < 0; x = 2  y = o; x < 2  y < 0
6) x > 5  y < 0; x = 5  y = 0; x < 5  y < 0
4 4 4
7) x > -  y < 0; x = -  y = 0; x <-  y > 0
3 3 3
8) x > -5  y < 0; x = -5  y = 0; x < -5  y > 0
9) x > -5  y > 0; x = -5  y = 0; x < -5  y < 0

Matemática 43 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

FUNÇÃO QUADRÁTICA

EQUACÃO DO SEGUNDO GRAU


Toda equação que pode ser reduzida à equação do tipo: ax2 + bx + c = 0
onde a, b e c são números reais e a  0, é uma equação do 2º grau em x.
Exemplos:
São equações do 2º grau:
a) x2 – 7x + 10 = 0 ( a = 1, b = -7, c = 10)
a) 3x2 +5 x + 2 = 0 ( a = 3, b = 5, c = 2) d) D=R
a) x2 – 3x + 1 = 0 ( a = 1, b = -3, c = 1) Im   y  lR| y  - 1 
a) x2 – 2x = 0 ( a = 1, b = -2, c = 0)
a) - x2 + 3 = 0 ( a = -1, b = 0, c = 3) 2) Determine o conjunto verdade da equação
a) x2 = 0 ( a = 1, b = 0, c = 0) x2 - 7x + 10 = 0, em R
temos: a = 1, b = -7 e c = 10
Resolução:  = (-7)2 – 4 . 1 . 10 = 9
Calculamos as raízes ou soluções de uma equação do 2º grau usando a
( -7) 9 73 x1  5
b  x  
fórmula: x  2 1 2 x2  2
2a
onde  = b2 - 4a c As raízes são 2 e 5.
V = { 2, 5 }
Chamamos  de discriminante da equação ax2 + bx + c = 0
3) Determine x real, tal que 3x2 - 2x + 6 = 0
Podemos indicar as raízes por x1 e x2, assim: temos: a = 3, b = -2 e c = 6
 = (-2 )2 - 4 . 3 . 6 = -68
b  b 
x1  e x2    - 68 e - 68  lR
2a 2a
não existem raízes reais V = {  }
A existência de raízes de uma equação do 2º grau depende do sinal do seu
discriminante. Vale dizer que:
 >0  existem duas raízes reais e distintas (x1  x2) FUNÇÃO QUADRÁTICA
Toda lei de formação que pode ser reduzida à forma:
 < 0  existem duas raízes reais e iguais (x1 =x2)
f ( x ) = ax2 + bx + c ou y = ax2 + bx + c
 = 0  não existem raízes reais
Onde a, b e c são números reais e a  0, define uma função quadrática
Exercícios: ou função do 2º grau para todo x real.
1) Dada a função y = x2 - 4x + 3, determine:
a) as raízes ou zeros da função GRÁFICO
b) as coordenadas do vértice Façamos o gráfico de f : R  R por f ( x ) = x2 - 4x + 3
c) o seu gráfico A tabela nos mostra alguns pontos do gráfico, que é uma curva aberta
d) o seu domínio e imagem denominada parábola. Basta marcar estes pontos e traçar a curva.
SOLUÇAO x y = x2 - 4x + 3 ponto
y = x2 - 4x + 3 a = 1, b = -4, c = 3
y=0  x2 -4x + 3 = 0 -1 y = ( -1 )2 - 4 ( -1 ) + 3 = 8 (-1, 8)
 = b2 - 4ac   = (-4)2 - 4 . 1 . 3 = 4 0 y = 02 - 4 . 0 + 3 = 3 ( 0, 3)
1 y = 12 - 4 . 1 + 3 = 0 ( 1, 0)
a) Raízes: 2 y = 22 - 4 . 2 + 3 = -1 ( 2,-1)
3 y = 32 - 4 . 3 + 3 = 0 ( 3, 0)
b  - ( - 4)  4 4 y = 42 - 4 . 4 + 3 = 3 ( 4, 3)
x x 
2a 2( 1) 5 y = 52 - 4 . 5 + 3 = 8 ( 5, 8)
42
x1  3 De maneira geral, o gráfico de uma função quadrática é uma parábola.
2 Gráfico:

42
x2  1
2

b) Vértice V(xV, yV):


b ( 4) 4
xV    2
2a 2 (1 ) 2
 4
yV    1
4a 4 (1 )
c) gráfico

Eis o gráfico da função f(x) = -x2 + 4x

Matemática 44 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
uma parábola côncava para cima.
x y = - x2 + 4x ponto
-1 y = - ( -1 )2 + 4 ( -1 ) = -5 (-1, -5) Quando a < 0 a parábola para baixo:
0 y = - 02 + 4 . 0 = 0 ( 0, 0)
1 y = -12 + 4 .1 = 3 ( 1, 3) COORDENADA DO VÉRTICE
2 y = - 22 + 4 . 2 = 4 ( 2, 4) Observe os seguintes esboços de gráficos de funções do 2º grau:
3 y = - 32 + 4 . 3 = 3 ( 3, 3)
4 y = - 42 + 4 . 4 = 0 ( 4, 0)
5 y = - 52 + 4 . 5 = -5 ( 5, -5)

Gráfico:

Note que a abscissa do vértice é obtida pela semi-soma dos zeros da


função. No esboço ( a ) temos:
x1  x 2 2  4 6
xv    3
2 2 2

No esboço (b) temos:


VÉRTICE E CONCAVIDADE x1  x 2 1  3 2
O ponto V indicado nos gráficos seguintes é denominado vértice da xv    1
parábola. Em ( I ) temos uma parábola de concavidade voltada para cima 2 2 2
(côncava para cima), enquanto que em (II) temos uma parábola de concavidade
voltada para baixo (côncava para baixo) Como a soma das raízes de uma equação do 2º grau é obtida pela fórmula
b
S= , podemos concluir que:
I) gráfico de f(x) = x2 - 4x + 3 a
b
x1  x 2 S b
xv    a 
2 2 2 2a
ou seja, a abscissa do vértice da parábola é obtida pela fórmula:
b
xv 
2a

Exemplos de determinação de coordenadas do vértice da parábola das


funções quadráticas:
a) y = x2 - 8x + 15
Solução:
Parábola côncava para cima b ( 8) 8
xv    4
II) gráfico de f(x) = - x2 + 4x 2a 2(1) 2
y v = (4)2 - 8(4) + 15 = 16 - 32 + 15 = - 1

Portanto: V = (4, -1)


b) y = 2x2 – 3x +2

Solução:
b (  3) 3
xv    
2a 2 (2 ) 4
2
3 3
y v  2   3   2 
4
  4
 9  9 18 9 18  36  32
 2    2   2  
16
  4 16 4 16
parábola côncava para baixo 14 7
 
Note que a parábola côncava para cima é o gráfico de f(x) = x2 - 4x + 3 onde 16 8
temos a = 1 (portanto a > 0) enquanto que a côncava para baixo é o gráfico de 3 7
f(x) = - x2 + 4x onde temos a = -1 (portanto a > 0). Portanto: V = ( , )
4 8
EXERCICIOS
De maneira geral, quando a > 0 o gráfico da função f(x) = ax2 + bx + c é

Matemática 45 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Determine as coordenadas do vértice da parábola definida pelas funções
quadráticas:
a) y = x2 - 6x + 5 b) y = -x2 - 8x +16
c) y = 2x2 + 6x d ) y = -2x2 + 4x - 8
e) y = -x2 + 6x – 9 f) y = x2 - 16 b) y = -2x2 + 5x - 2

Respostas: Solução:
a) V = {3, -4} b) V = {-4, 32}  = b2 - 4ac
c) V = {-3/2, -9/2} d) V = { 1, –6}  = ( 5 )2 - 4( -2 ) ( -2 )
e) V = { 3, 0} f) V = {0, -16}
 = 25 – 16 = 9   =3
RAÍZES OU ZEROS DA FUNÇAO DO 2º GRAU b 
Os valores de x que anulam a função y = ax2 + bx + c são denominados x
2a
zeros da função.
8
2
Na função y = x2 - 2x - 3, o número:  (5 )  3 5  3 4
 número -1 é zero da função, pois para x = -1, temos y = 0. x  
2( 2) 4 2 1
 o número 3 é também zero da função, pois para x = 3, temos y = 0. 
4 2
Para determinar os zeros da função y = ax2 + bx + c devemos resolver a Como a = -2 < 0, a parábola tem a concavidade voltada para baixo.
equação ax2 + bx + c = 0.

Exemplos:
Determinar os zeros da função
y = x2 - 2x - 3 c) y = 4x2 - 4x + 1
Solução:
Solução: 4x2 - 4x +1= 0
x2 - 2x - 3 = 0  = b2 - 4ac
 = b2 – 4ac  = ( -4 )2 - 4( 4 ) ( 1 )
 = ( - 2)2 – 4 ( 1 ) ( -3)  = 16 – 16 = 0
 = 4 + 12 = 16   =4 b -(-4) 4 1
x  x  
2a 2(4) 8 2
6
3
 ( 2)  4 2  4 3 Como a = 4 > 0, a parábola tem a concavidade voltada para cima.
x  
2(1) 2 2
 1
2

Portanto: - 1 e 3 são os zeros da função:


y = x2 - 2x - 3 d) y = -3x2 + 2x - 1
Solução:
Como no plano cartesiana os zeros da função são as abscissas dos pontos -3x2 + 2x - 1= 0
de interseccão da parábola com o eixo x, podemos fazer o seguinte esboço do  = b2 - 4ac
gráfico da função y = x2 - 2x - 3.  = ( 2 )2 - 4( -3 ) ( -1 )
 = 4 – 12 = - 8
Lembre-se que, como a > 0, a parábola tem a concavidade voltada para
cima.
A função não tem raízes reais.

Como a = -3 < 0, a parábola tem a Concavidade voltada para baixo.

Vamos determinar os zeros e esboçar o gráfico das funções:


a) y = x2 - 4x + 3

Solução:
Em resumo, eis alguns gráficos de função quadrático:
x2 - 4x + 3 = 0
 = b2 - 4ac
 = (-4)2 - 4( 1 ) ( 3 )
 = 16 – 12 = 4   =2

b 
x
2a
6
3
 ( 4)  2 4  2 2
x  
2 ( 1) 2 2
1
2
Como a = 1 > 0, a concavidade está voltada para cima. CONSTRUÇÃO DO GRÁFICO
Matemática 46 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Para construir uma parábola começamos fazendo uma tabela de pontos da eixo x, tendo ordenada y positiva. Isto significa que para todos os valores de x
curva. O vértice é um ponto importante e por isso é conveniente que ele esteja menores que 1 temos f ( x ) > 0.
na tabela.
Eis como procedemos: Para x = 1 temos f ( x ) = 0 (1 é uma das raízes de f )
b
a) determinemos xv, aplicando a fórmula xV = Depois de x = 1 e antes de x = 3, os pontos da parábola estão abaixo do
2a eixo x, tendo ordenada y negativa. Isto significa que para os valores de x
b) atribuímos a x o valor xv e mais alguns valores, menores e maiores compreendidos entre 1 e 3 temos f ( x ) < 0.
que xv .
c) Calculamos os valores de y
d) marcamos os pontos no gráfico
e) traçamos a curva

Exemplo:
Construir o gráfico de f(x) = x2 - 2x + 2

Solução: temos: a = 1, b = -2 e c = 2
b ( 2) Para x = 3 temos f ( x ) = 0 (3 é raiz de f ).
xv   1
2a 2  1
Fazemos a tabela dando a x os valores -1, 0, 2 e 3. Depois de x = 3, todos os pontos da parábola estão acima do eixo x, tendo
ordenada y positiva. Isto significa que para todos os valores de x maiores do que
x y = x2 – 2x + 2 ponto 3 temos f(x) > 0.
-1 y = ( -1 )2 – 2( -1) + 2 = 5 ( -1, 5)
0 y = 02 – 2 . 0 + 2 = 2 ( 0, 2)
1 y = 12 – 2 . 1 + 2 = 1 ( 1, 1)
2 y = 22 – 2 . 2 + 2 = 2 ( 2, 2)
3 y = 32 – 2 . 3 + 2 = 5 ( 3, 5)

Gráfico: Este estudo de sinais pode ser sintetizado num esquema gráfico como o da
figura abaixo, onde representamos apenas o eixo x e a parábola.

Marcamos no esquema as raízes 1 e 3, e os sinais da função em cada tre-


cho. Estes são os sinais das ordenadas y dos pontos da curva (deixamos o eixo
y fora da jogada mas devemos ter em mente que os pontos que estão acima do
eixo x têm ordenada y positiva e os que estão abaixo do eixo x têm ordenada
negativa).

ESTUDO DO SINAL DA FUNÇÃO DO 2º GRAU Fica claro que percorrendo o eixo x da esquerda para a direita tiramos as
Estudar o sinal de uma função quadrática é determinar os valores de x que seguintes conclusões:
tornam a função positiva, negativa ou nula. x<1  f(x)>0
X=1  f(x)=0
Já sabemos determinar os zeros (as raízes) de uma função quadrática, isto 1<x<3  f(x)<0
é, os valores de x que anulam a função, e esboçar o gráfico de uma função x=3  f(x)=0
quadrática. x >3  f(x)>0
Sinais da função f ( x ) = ax2 + bx + c
De maneira geral, para dar os sinais da função polinomial do 2º grau f ( x ) =
ax2 + bx + c cumprimos as seguintes etapas:
Vamos agora esboçar o gráfico de
a) calculamos as raízes reais de f (se existirem)
f ( x ) = x2 - 4x + 3
b) verificamos qual é a concavidade da parábola
c) esquematizamos o gráfico com o eixo x e a parábola
As raízes de f, que são 1 e 3, são as abscissas dos pontos onde a parábola
d) escrevemos as conclusões tiradas do esquema
corta o eixo x.
Exemplos:
Vamos estudar os sinais de algumas funções quadráticas:
1) f ( x ) = -x2 - 3x
Solução:
Raízes: - x2 - 3x = 0  - x ( x + 3) = 0 
( - x = 0 ou x + 3 = 0 )  x = 0 ou x = - 3
concavidade: a = - 1  a < 0 para baixo

Esquema gráfico

Vamos percorrer o eixo dos x da esquerda para a direita.

Antes de chegar em x = 1, todos os pontos da parábola estão acima do Conclusões:

Matemática 47 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
x < -3  f(x)<o Solução:
x = -3  f(x)=0 Zeros da função:  = ( 5 )2 – 4 . ( -2) .( -2)
-3 < x < 0  f(x)>0  = 25 – 16 = 9   =3
x=0  f(x)=0
-53 2 1
x>0  f(x)<0  
53 -4 4 2
1) f ( x ) = 2x2 –8x +8 x 
2( 2) -5-3 8
 2
Solução: -4 4
Raízes: 1
x1  e x2  2
8  64  4  2  8 2
2x2 - 8x + 8 = 0  x 
4
Esboço do gráfico:
8 0
 2
4

A parábola tangência o eixo x no ponto de abscissa 2.


Estudo do sinal
concavidade: a = 2  a > 0  para cima 1
Para x < ou x > 2  y < 0
Esquema gráfico
2
1
Para x = ou x = 2  y < 0
2
1
Para < x <2  y>0
2
Conclusões:
6) f ( x ) = x2 - 10x + 25
x< 2  f(x)>0
Solução:  = ( -10 )2 – 4 . 1 . 25
x= 2  f(x)=0
 = 100 – 100 = 0
x> 2  f(x)>0
( 10) 10
x  5
2(1 ) 2
2) f ( x ) = x2 + 7x +13 Esboço gráfico:
Solução:
Raízes:
 7  49  4  1  13  7   3
x   lR
2 2 Estudo do sinal:
para x  5  y>0
Esquema gráfico para x = 5  y=0
Observe que não existe valor que torne a função negativa.

7) f ( x ) = - x2 –6x - 9
Solução:
Zeros da função:  = (-6)2 - 4(-1)(-9 )
 = 36 - 36 = 0
Conclusão:  x  lR, f ( x )  0 ( 6) 6
x   3
2( 1 )  2
3) f ( x ) = x2 –6x + 8 Esboço gráfico:

Solução:
Raízes:  = ( - 6)2 – 4 . 1 . 8
 = 36 –32 = 4   =2
Estudo do sinal:
62 8 para x  -3  y < 0 para x = -3  y = 0
 4
62 2 2 Observe que não existe valor de x que torne à função positiva.
x 
2 62 4
 2 8) f ( x ) = x2 - 3x + 3
2 2 Solução:
x1 = 2 e x2 = 4 Zeros da função  = (-3)2 – 4 . 1 . 3
Esboço gráfico:  = 9 –12 = -3

A função não tem zeros reais


Esboço do gráfico:

Estudo do sinal:
para x < 2 ou x > 4  y>0
para x = 2 ou x = 4  y=0
para 2 < x < 4  y<0 Estudo do sinal:  x  lR  y  0
5) f ( x ) = -2x2 + 5x - 2

Matemática 48 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
9) Determine os valores de m, reais, para que a função 03) Determine os valores reais de m, para os quais:
f ( x ) = (m2 - 4)x2 + 2x 1) x2 - 6x - m - 4 = 0 admita duas raízes reais diferentes
seja uma função quadrática. 2) mx2 - (2m - 2)x + m - 3 = 0 admita duas raízes reais e iguais
Solução: 3) x2 - (m + 4)x + 4m + 1 = 0 não admita raízes reais
A função é quadrática  a  0 4) x2 - 2mx - 3m + 4 = 0 admita duas raízes reais diferentes.
Assim: m2 - 4  0  m2  4  m   2
Temos: m  lR, com m   2 Respostas:
1)  m  lR| m  13  3) m  lR| 2  m  6 
10) Determine m de modo que a parábola 2) m lR| m  - 1  4)  m  lR | - 4  m  1 
y = ( 2m – 5 ) x2 - x
tenha concavidade voltada para cima.
04) Dada a função y = x2 - x - 6, determine os valores de x para que se
tenha y > 0.
Solução:
Condição: concavidade para cima  a > 0 Resposta : S =  x  lR | x  - 2 ou x  3 
5 05) Dada a função y = x2 - 8x + 12, determine os valores de x para que se
2m - 5 > 0  m> tenha y < 0.
2 Resposta : S =  x  lR | 2  x  6 
11) Determinar m para que o gráfico da função quadrática y = (m- 3)x2 +
5x - 2 tenha concavidade volta para cima. FUNÇAO PAR
solução: Dizemos que uma função de D em A é uma função pôr se e somente
condição: a > 0  m – 3 > 0  m > 3 se: f ( x ) = f (- x ),  x , x  D
isto é, a valores simétricos da variável x correspondem a mesma imagem
12) Para que valores de m função f ( x ) = x2 – 3 x + m – 2 admite duas pela função.
raízes reais iguais? Exemplo:
solução: f ( x ) = x2 é uma função par, pois temos, por exemplo:
condição:  > 0 f ( - 2)  ( - 2)2  4
 = ( -3)2 – 4 ( 1 ) ( m – 2) = 9 – 4m +8  f ( - 2)  f ( 2 )
17 17 f ( 2 )  22  4
 -4 m + 17 = 0  m =  m= Observe o seu gráfico:
4 4

13) Para que valores de x a função f(x) = x2 -5x + 6 assume valores que
acarretam f(x) > 0 e f(x) < 0?
Solução:
f ( x ) = x2 - 5x + 6
f ( x ) = 0  x2 - 5x + 6 = 0  x1 = 2 e x2 = 3

Portanto:
f(x)>0 para [ x  R [ x < 2 ou x > 3 ]
f(x)<0 para [ x  R [ 2 < x < 3 ]

EXERCÍCIOS Vale observar que: 0 gráfico de uma função par é simétrico em relação ao
01) Determine as raízes, o vértice, D( f ) e Im( f ) das seguintes funções: eixo dos y.
1) y = x2 + x +1
2) y = x2 - 9 FUNÇÃO ÍMPAR
3) y = - x2 + 4x - 4 Dizemos que uma função D em A é uma função impor se e somente se
4) y = - x2 - 8x f ( - x ) = -f ( x ),  x , x  D isto é, a valores simétricos da variável x
correspondem imagens simétricas pela função.
Respostas:
Exemplo:
3 f ( x ) = 2x é uma função ímpar, pois temos, por exemplo:
1) não tem; (-1/2, 2/4); R; { y  lR | y  }
4 f ( - 1)  2( - 1)  - 2
2) 3, -3; (0, 0); lR; { y  lR | y  0} f ( - 1)   f ( 1 )
f ( 1)  2  1  2
3) 2; (2,0); lR; { y  R | y  0 }
4) 0, -8; (-4, 16); lR; { y  lR | y  16 }
Observe o seu gráfico:
02) Determine os zeros (se existirem) das funções quadráticas e faça um
esboço do gráfico de cada uma:
a) y = x2 - 6x + 8 b) y = -x2 + 4x - 3
c ) y = -x2 + 4x d) y = x2 – 6x + q
e) y = -9x2 + 12x – 4 f) y = 2x2 - 2x +1
g) y = x2 + 2x – 3 h) y = 3x2 + 6x
i) y = x2

Respostas:
a) 2 e 4 b) 1 e 3
c) 4 d) 3
e) 2/3 f) 
g) –3 e 1 h) – 2 e 0 O gráfico de uma função impar é simétrico em relação à origem do sistema
i) 0 cartesiano.

Matemática 49 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
EXERCÍCIOS Calcular | x – 5 | = 3
01) Dizer se as funções seguintes são pares, ímpares ou nenhuma das Solução:
duas. | x - 5 | = 3  x - 5 = 3 ou x - 5 = -3
a) f(x) = x b) f(x) = x2 c) f(x) = x3 d) f(x) = | x | e) f(x) = x +1
Resolvendo as equações obtidas, temos:
Respostas x - 5 = -3 x - 5= 3
a) f(-x) = -x = -f(x); é função ímpar x=8 x=2
b) f(-x) = (-x)2 = x2 = f(x); é função par S = {2, 8}
c) f(-x) = (-x)3 = -x3 = -f ( x ); é função ímpar
d) f(-x) = | -x | = | x | = f ( x ); é função par Resolver a equação | x | 2 + 2 | x | -15 = 0
e) f(-x) = -x + 1 Solução:
 x+1=f(x) Fazemos | x | = y, com y  0, e teremos
 - ( x + 1)= - f ( x ) y2 + 2y – 15 = 0  = 64
não é função par nem função ímpar y’ = 3 ou y " = - 5 (esse valor não convêm pois y  0)
Como | x | = y e y = 3, temos
02) Dizer se as funções seguintes, dados seus gráficos cartesianos são | x | = 3  x =3 ou x = -3
pares, ímpares ou nenhuma das duas. S = {-3, 3}

Resolver a equação | x2 - x – 1| = 1
Solução:
| x2 - x – 1| = 1 x2 - x – 1 = 1 ou
x2 - x – 1 = - 1
x2 - x – 1 = 1 x2 - x – 1 = - 1
x2 - x – 2 = 0 x2 - x = 0
 =9 x ( x – 1) = 0
x’ = 2 ou x ” = -1 x’ = 0 ou x “ = 1
S = {-1, 0, 1, 2 }
Resposta
a) é uma função par, pois seu gráfico é simétrico em relação ao eixo dos x. Resolver a equação | x |2 - 2 | x | - 3 = 0
b) é uma função ímpar, pois seu gráfico é simétrico em relação ao ponto Solução:
origem, Fazendo | x | = y, obtemos
c) é uma função par, pois seu gráfico é simétrico em relação ao eixo dos y. y2 - 2y - 3 = 0  y = -1 ou y = 3
d) Não é nem função par nem função impar, pois seu gráfico não é simétrico Como y = | x |, vem:
nem em relação ao eixo dos y nem em relação ao ponto origem. | x | = 3  x = -3 ou x = 3
| x | = -1 não tem solução pois | x |  0
FUNÇÃO MODULO Assim, o conjunto-solução da equação é
Chamamos de função modular a toda função do tipo y = | x | definida por: S = {-3, 3}
x, se x  0
f ( x)
- x, se x  0, pra todo x real EXERCÍCIOS
Representação gráfica: Represente graficamente as seguintes funções modulares e dê D ( f ) e lm (
f):
1) y = | x | + 2 4) y = -| x – 3 |
2) y = | x | - 1 5) y = -| x + 1 |
3) y = | x + 2| 6) y = | x – 1 | - 1

D(f)=R
Im ( f ) = R+
Exemplos:
a) y = | x | + 1
 x  1, se x  0
y
- x  1, se x  0

D(f)=R Im ( f ) = { y  lR | y  1}

Matemática 50 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
FUNÇÃO COMPOSTA b) (fog)(x)
Consideremos a seguinte função:
Um terreno foi dividido em 20 lotes, todos de forma quadrada e de mesma Para obter g[ f ( x ) ] substituímos x de g( x ) por (2x – 1) que é a expressão
área. Nestas condições, vamos mostrar que a área do terreno é uma função da de f ( x ).
medida do lado de cada lote, representando uma composição de funções. g ( x ) = x + 2  g [ f ( x )] = (2x – 1) + 2 
 g [ f ( x ) ] = 2x + 1
Para isto, indicaremos por:
x = medida do lado de cada lote f(x) 2x - 1
y = área de cada terreno
z = área da terreno Para obter f [ g ( x ) ] substituímos o x de f ( x ) por ( x + 1 ) que é a
expressão de g ( x ).
1) Área de cada lote = (medida do lado)2 f ( x ) = 2x - 2  f [ g ( x )] = 2 (x + 2) -1 
 y = x2  f [ g ( x ) ] = 2x + 3
Então, a área de cada lote é uma função da medida do lado, ou seja, y = f (
x ) = x2 g(x) x+2
2) Área do terreno = 20. (área de cada lote) 04) Dados f ( x ) = 2x - 1 e f [ g ( x ) ] = 6x + 11, calcular g ( x ).
 z = 20y
Então, a área do terreno é uma função da área de cada lote, ou seja: z = g(y) Solução
= 20y Neste caso, vamos substituir x por g ( x ) na função f (x)e teremos 2 [ g ( x ) ]
- 1 = 6x + 11.
3) Comparando (1) e (2), temos:
Área do terreno = 20 . (medida do lado)2, ou seja: z = 20x2 pois y = x2 e z = 2 g ( x ) - 1 = 6x + 11  2 g ( x ) = 6x + 12
20y
então, a área do terreno é uma função da medida de cada lote, ou seja, z =
6x  12
g ( x)   g ( x )  3x  6
h ( x ) = 20x2 2

05) Considere as funções:


f de lR em lR, cuja lei é f ( x ) = x + 1
g de lR em lR, cuja lei é x2

A função h, assim obtida, denomina-se função composta de g com f. a) calcular (f o g) ( x ) d) calcular (f o f ) ( x )


Observe agora: b) calcular (g o f) ( x ) e) calcular (g o g ) ( x )
yf(x) e) dizer se (f o g) ( x ) = (g o f ) ( x )
 z  g f ( x ) 
z h( x )
 h( x )  gh( x )
z  g( y ) z  g f(x)
Respostas:
a) ( f o g) ( x ) = x2 + 1
A função h ( x ), composta de g com f, pode ser indicada por: b) (g o f) ( x) = x2 +2x +1
g [ f ( x ) ] ou (g o f ) ( x ) c) Observando os resultados dos itens anteriores, constatamos que,
para x  0, (f o q) ( x)  ( g o f ) ( x )
d) ( f o f )(x) = x + 2
e) ( g o g)( x ) = x4

FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

EXERCICIOS SENO
3 A função seno é definida pela ordenada do ponto M no ciclo trigonomé-
x
01) Sendo f ( x ) = 2x e g (x ) = funções reais, calcule g [ f ( -2) ]. trico. No caso, a ordenada de M é OM'.
2

Temos : sen x = OM'


f ( x ) = 2x  f ( -2) = 2 ( -2) =  f ( -2)= -4
x3
g(x)= e g [ f ( -2) ] = g ( -4 ) =
2
( 4)3
g [ f ( -2) ] = = -32  g [ f ( -2) ] = -32
2

x3
02) Sendo f ( x ) = 2x e g ( x ) = funções reais, calcule f [ g ( -2 ) ].
2
Veja o gráfico de y = sen x:
Temos :

g(x)=
x3
 g ( -2 ) =
 23  g ( -2) = -4
2 2
f ( x ) = 2x e f [ g (-2)] = f (-4)
f [ g(-2)] = 2 . (-4) = 8  f [ g (-2)] = – 8

03) Sendo f(x) = 2x - 1 e g ( x ) = x + 2 funções reais, calcule:


a) ( g o f ) ou g [ f ( x ) ]

Matemática 51 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Conclusões: 3. Qual é o sinal de y = sen 194°. cos 76°. cos 200°
4. Dada a função f(x) = cos 3x + sen x - 3 cos x, calcule f(90)°.
a) O domínio é D = lR.  
b) O conjunto imagem é 5. Calcule f   para f (x) = sen 2x  4 cos x  sen x
lm = y  lR | - 1  y  1 2 3  cos 2x

c) O nome da curva é senóide. 6. Para que valores reais de m, existe cos x = m  1 ?


d) O período é 2  rd. 2
Respostas:
4) 1 5) ½ 6) –1  m  3
Exercícios
1. Calcular: TANGENTE
a) sen 90° b) sen  c) sen 270°
d) sen 2  e) sen 0° A função tangente é definida pelo segmento orientado AT .
tg x = AT
2. Encontre o sinal de:
a) sen 130° b) sen 300° c) sen 240°
d) sen 72° e) sen 350° sen x
Podemos mostrar que: tg x 
cos x
3. Qual é o Sinal de:
2 3 
a) sen b) sen c) sen
3 4 3
5 3
d) sen e) sen
4 5

4. Encontre o Sinal de:


a) sen670° b) sen787° c) sen 1125° Veja o gráfico da função y = tg x :
d) sen 1275° e) sen972°

5. Calcule: sen 90° + 3 sen 270° - 2 sen 180°.

CO-SENO
A função co-seno é definida pela abscissa do ponto M no ciclo trigono-
métrico. No caso, a abscissa de M é OM".
cos x = OM"

a) O domínio é D =
  
x  lR | x   k 
 2 
Veja o gráfico da função y = cos x: b) O conjunto imagem é lm = lR
c) O nome da curva é tangentóide.
d) O período é igual a  ou 180º.

Exercícios:
1) Qual é o sinal de:
a) tg 132° b) tg 245° c) tg 309°
d) tg(-40º) e) tg (-110°) f) tg (-202°)
 3
g) tg h) tg
Conclusões: 4 5
a) O domínio é D = lR.
b) O conjunto imagem é 1. Encontre o sinal de:
lm = y  lR | - 1  y  1 a) tg 430° b) tg 674° c) tg 817° d) tg 1181°
c) O nome da curva é 2. Dada a função f(x) = tg x + 3 tg 3x + 1, calcule f(  ).
co-senóide.
d) O período é 2  rd.
3. Para que valores reais de x está definida a função f(x) = tg (x +
50°) ?
Exercícios: 
1. Calcule o valor de: 4. Qual é o domínio de y = tg (x - )?
2

a) cos 0º b) cos c) cos  d) cos 270º e) cos 2  Respostas:
2 2) a) + b) - c) - d) –
3) 1
2. Encontre o Sinal de: 4) x  40ºk  180º
 5) x    k  
a) cos 150º b) cos 216º c) cos 315º d) cos e) cos 682º
3

Matemática 52 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Vamos recordar os sinais de sen x, cos x e tg x. Conclusões:
a) O domínio é D = x  lR | x  k  ( k  Z)
b) O conjunto imagem é lm = lR
c) O nome da curva é co- tangentóide.
d) O período é igual a  ou 180º.

Exercícios:
5. Qual é o sinal de
1. Qual é o sinal de:
m = (sen 213°) . (cos 107°) . (tg 300°)?
a) cotg 140° b) cotg 252° c) cotg 310°
d) cotg 615°
6. Qual é o sinal de
a = (cos 350°) . (tg 110°) . (tg 215°)?
2. Encontre o sinal de
m = (cotg 1313°) . (tg 973°).
7. Dada f(x) = sen 2x + 3 cos x + tg x, calcule f(  ).
3. Calcule a expressão
8. Se f(x) = cos 2x - sen x - tg x, encontre f(180°). cotg 90º  sen180º  4  cos90º
9. se f(x) = (sen x) . (cos x) . (tg x) e x um arco do 2º quadrante, qual 3  tg360º  2  cos.0º
é o sinal de f(x)? 
4. Dada a função f(x) = cotg x+ sen x+3 . tg 2x, calcule f( ).
2
10. Calcule: sen 90° + 4 . cos 0° + 3 . tg 180°.
5. Qual é o sinal de sen 484º  cot g 1610º ?
11. Encontre o sinal das expressões, calculando inicialmente a menor tg 999º  cos 120º 
determinação de cada arco. 6. Ache o domínio de f(x) = cotg (2x -  ).
a = (sen 462°) . (cos 613°) . (tg 815°)
b = (sen 715°) . (cos .1125°) . (tg 507°) Respostas:
c = (cos 930°) . (sen (-580°) . (tg 449°)  k
2) + 3) 0 4) 1 5) - 6) x  
12. Qual é o valor de: 2 2
sen 540° + cos 900° + 3. tg 720° - 2 sen 450°
SECANTE
13. Calcular o valor numérico de : A função secante é definida pela função :
5
sen  3  cos 5  tg7  10 1
2 f(x) = sec x =
cos x
9 8
14. Determine o sinal de: (sen ). (tg ).
4 3 Veja o gráfico de y = sec x :
15. Se x é um arco do 2º quadrante, encontre o sinal de
cos x  tg x .
sen x
Respostas:
6) - 7) - 8) –3 9) 1 10) +
11) 5 12) a) + b) + c) -
13) –3 14) 8 15) - 16) -

CO-TANGENTE
A função co-tangente é definida pelo segmento orientado BD .
Podemos mostrar que:

Conclusões:
a) O domínio é D = x  lR | x    k  (k  Z)
 2 
b) O conjunto imagem é lm = y  lR| y  -1 ou y  1
c) O nome da curva é secantóide.
d) O período é igual a 2  ou 360º.

cotg x = cos x Exercícios:


sen x 1. Qual é o sinal de:
a) sec 92° b) sec 210° c) sec 318°
Veja o gráfico de y = cotg x: d) sec 685° e) sec 2
3
2.
Encontre o sinal da seguinte expressão:
m = (sec 512°) . (cos 170°) . (sec 300°) . (tg 3 )
4
3. Dada a função f(x) = sec 2x + cos x - sen x, calcule f(  ),
4. Determine o sinal de
 3 
sec 210º   sec   tg190º 
 4 
cot g800º   sec 732º 

Matemática 53 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Respostas:
5. Calcule 6sec 180º  3cos 90º  8 tg 0º
3 sen 90º  cot g 180º 2) 3 3) 1 4) - 5) x  k
6. Qual é o domínio de y = sec 2x ? 2
6) a  -2 ou a  4
Respostas:
 k FUNÇÃO EXPONENCIAL
2) - 3) 0 4) + 5) –2 6) x  
4 2
Propriedades das potências
Considerando a, r e s reais, temos como
CO-SECANTE
A função co-secante é definida pela função:
PROPRIEDADES DAS POTÊNCIAS:
1 Vamos admitir que :
f(x) = cosec x = a1 = a
sen x Exemplos:

Veja o gráfico de y = cossec x: 1) (-2 )3 .( -2 )2.(-2) = (-2)3+2+1 = (-2)6 = 64

2) 35 : 33 = 35 – 3 = 32 = 9
ar . as = ar +s
2
ar : as = ar -s ( a  0)  1 3   1
6
1
3)       
(ar)s = ar . s  2   2 64
(a . b)s = as . bs 4) 22 . 52 = ( 2 . 5)2 = 102 = 100
1 1
1 5) 3 4  
a -r= ( a  0) 3 4 81
ar
32
s
6) 5  53  5 5
r
ar/s = a (s  lN, s  2)
RESOLVENDO EXERCÍCIOS:
1. Determine o valor de:
a) (32)0,1 b) (81)2/5

Resolvendo:
a) (32)0,1 = (25)1/10 = 25/10 = 21/2 = 2
5 5 8
b) (81)2/5 = 81 2  3  35 27

2. Calcule e Simplifique:
2 1 2 0
2  1 2
  2
3
a)   b) 243 :    
3 3 3
a0 = 1 ( a  0)
Resolvendo:
Conclusões: 2
a) O domínio é D = x  lR | x  k  (k  Z) 2 32 1 9 1 17
  2
3
a)       
b) O conjunto imagem é lm = y  lR| y  -1 ou y  1 3 2 2
 2 3 4 8 8
1 2 0
c) O nome da curva é co-secantóide.  1 2
d) O período é igual a 2  ou 360º. b) 243 :    
3 3
Exercícios: =35/2 . 31/2 : 1= 35/2 – 1/2 = 32 = 9
1. Qual é o sinal de:
a) cosec 82° b) cosec 160° c) cosec 300° 3. Simplifique:
r 1
2 3  9r 1
d) cosec a) b) 5n + 3 + 5n + 2
5 27r 1
2. Ache o valor de:
3  Resolvendo:
cosec +2.tg  +3.cos2  +cosec 1 1
2 2 a) 3r + 1 . 32r – 2 =33r +3 = 3r + 1 + 2r – 2 – 3r –3= = 3 –4 = 
4
3 81
3. Seja a função b) 5n . 53 + 5n . 52 = 5n(53 + 52) = 5n . 150
f(x) = cosec x + sen 2x + 8 cotg x. Calcule f(90°).

4. Encontre o sinal da seguinte expressão : Exercícios:


(cosec 315) .(sen 240) . (tg 100)

(cotg 295) . (cos - 108) 4. Calcule:
5. Qual é o domínio de f(x) = cosec 2x ? a) (8)2/3 b) (0,027)1/3 c) (16)0,25
4
 1 
6. Sendo cosec x = a 1 , encontre a para que exista cosec x. d) (125)-0,25 e) ( 2 ) – 3 f)   
3  3

Matemática 54 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
5. Efetue:  a função é crescente.
2 0<a<1
3
a) 0,75  
1
 b) (64)0,08 . (64)0,17 x x
4  1  1
f(x)=   ou y =   ,
9 3 3
c) 0,01  0,0012   1
 1
 10  onde a =  0<a<1
6. Efetue e simplifique: 3

3 
x y ponto
1 2 3
3 4  31 2 2
a) 8 2: 4 b)  1 -2 9 (2,9)
3  4  32 3 f ( -2 )=   =9
3
5n  52  5n  51 2n1  2n2 1 -1 3
c) d)  1
n 2 n3 f ( -1 )=   (1,3)
5 5 2 =3
3
7. Copie apenas as verdadeiras 0
a) 2n-2 = 2n . 2-2 b) 2b = 23  b = 4  1 0 1 ( 0 , 1)
f ( 0 )=   =1
c) 3b+1=35  b =5 d) 3b + 1 = 35  b=4 3
1 1  1
Gráfico  1 1 1   1, 
f ( 1 )=   = 3
Definição: Uma lei de formação do tipo: 3 3  3
2 1  1
 1 1 2   2, 
f(x) = ax ou y = ax f ( 2 )=   = 9
3
  9  9

onde a é um número real positivo e diferente de 1, define uma função


exponencial de base a para todo x real.
Exemplos:
São funções exponenciais:
x x
 1  1 1
1) f ( x ) =   ou y =   , onde a =
2 2 2

2) f ( x ) =  3 x ou y =  3 x , onde a = 3

Gráfico Podemos observar que:


Numa função exponencial, sendo a um numero real positivo e diferente  D = lR e Im = lR*
de 1, podemos ter a > 1 ou 0 < a < 1 e obtemos um tipo de curva para cada
caso. Vamos, então construir dois gráficos, um com a = 3 e outro com a =  a curva intercepta o eixo dos y em 1.
 a função é decrescente.
1
.
3 Para qualquer função exponencial y = ax, com a > 0 e a  1, vale
a>1 observar:
f ( x ) = 3x ou y = 3x onde a = 3  a>1
x y ponto
1 -2 1  1
f ( -2 )= (3)-2 =   2, 
9 9  9
1 -1 1  1
f ( -1 )= (3)-1 =   1, 
3 3  3
f ( 0 )= (3) 0 = 1 0 1 ( 0 , 1) a > 1  função crescente
f ( 1 )= (3) 1 = 3 1 3 (1,3) 1 x x
x1 < x2  a 1  a 2
f ( 2 )= (3) 2 = 9 2 9 (2,9)
0 <a < 1  função decrescente
2 x x2
x1 < x2  a 1  a
Domínio: D = lR
3
Imagem: Im = lR*

Podemos observar que:


*
 D = IR e Im = lR
 a curva intercepta o eixo dos y em 1.

Matemática 55 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
a curva está acima do eixo dos x. x 3
4  1  1
a > 0  ax >0  x, x  lR c) 2x < 25 d)    
a curva intercepta o eixo dos y em y = 1
2
  2
5
x = 0  y = a0  y =1
EQUAÇÕES EXPONENCIAIS
6 ax1  ax 2  x1 = x2
Vamos resolver equações exponenciais, isto é, equações onde a
RESOLVENDO EXERCÍCIOS variável pode aparecer no expoente.
8. Sendo f ( x ) = (2) -2x, calcule f (-1), f (0) e f (1).
f (-1) = ( 2 )-2 (-1) = 22 =4 São equações exponenciais:
1 2
f ( 1) = ( 2 )-2 . 1 = 2-2 = 1] 2X = 32 2] 5 X  X  25 3] 32X – 3X –6=0
4
f ( 0 ) = 2 -2 . 0 = 20 = 1
Resolução: Para resolver uma equação exponencial, devemos lembrar
que:
9. Determine m  IR de modo que f ( x ) =(m - 2)x seja
decrescente:
ax1  ax 2  x1  x2 (a 0 e a 1 )
f ( x ) é decrescente quando a base (m- 2) estiver entre 0 e 1. Portanto:
0  m - 2  m  2 RESOLVENDO EXERCÍCIOS:

0  m - 2  1  e
m - 2  1  m  3
1
 15. Resolva a equação (113)x-2 =
121
Devemos Ter: 2 < m < 3 113( x –2) = 11 –2  3(x – 2)= -2 
10. Determine o valor de x, em lR. 4
 3x–6=- 2 x=
2 x 1 3 x 5 3
 1  1 2 2
a)     c)     4
3 3 3 3 V 
x 3 3 
5 5 3 x
b)     x 2  1 1
4
  4 16. Determine x tal que 2    
2 4
Resolvendo: 2 1 2
2 x 1 3 2x  23 x   23 x  22  2x  23 x 2 
2
 1  1 2
a)       2x  1  3  x  2  x2 = 3x – 2  x2 – 3x + 2 = 0  x = 1 ou x = 2
3 3
V = {1, 2}
5
b) Como é maior que 1, conservamos a desigualdade para os
4 2x 5 4
expoentes: 17. Resolva a equação 8  2  8x 1
x 3 3 x 3
5 5
    x3 S  x  lR | x  3 23 . 22x +5 = [23(x –1 )]1/4  22x + 8 = 2 4
4 4 3x  3
2  2x + 8 =  8x + 32 = 3x - 3  x = -7
c) Como está entre 0 e 1, invertemos a desigualdade para os 4
3 V = {-7}
expoentes:
x 5 18. Resolva a equação:
2 2
      x  5 S  x  lR | x  5 33  3 X 
X
2432 ( x  lN, x  2)
3 3

Exercícios: Sendo 243 = 35, temos 2432 = (35)2 = 310; então:


Esboce o gráfico das funções dadas por: x 10
33 x  310  33 x  310 x
3x  
x x
 1
a) y = 2x b) y =  
2  x2  3x  10  0  x1  2 ou x2  5
Como x é índice de raiz, a solução é x = 2
11. Sendo f ( x ) = 3 
x 2 2
, calcule: V = { 2}
a) f ( -1) b) f(0) c) f (2) d)f ( 2) 19. Determine x em: 32x+1 –3x+1 = 18
32x . 3 – 3x . 3 = 18  (3x)2 . 3 – 3x . 3 - 18 = 0
12. Determine me IR de modo que f ( x ) = (2m - 3)x seja: e fazendo 3x = y , temos:
a) crescente b) decrescente 3y2 – 3y - 18 = 0  y = -2 ou y = 3
13. Determine o valor de x, em lR: 3x = -2  solução, pois 3x > 0
x 1 2
2 2 3x –y
a) 3x = 34 e)      x real
3 3
 1
3 x 1
 1
2
4
x 1
4
3 3x = 3  x = 1
b)     f)    
3 3 3 3 V = { 1}

Matemática 56 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Exercícios: Resolvendo 2x2 - 6x - 8 > 0, temos:
20. Resolva a equação: x < -1 ou x> 4 , S  ,1  4,
1
a) 3x  3 81 c) 272 x 
81 28. Resolva a inequação: 22x + 2- 5 . 2x  - 1
2 1
b) 10x = 0,001 d) 2x 1  22x . 22 - 5 . 2x  -1  4 . (2x)2 - 5 . 2x + 1  0
2 Fazendo 2x = y, Vem:
21. Determine x em:
1
a) 3x . 3-2 = 27 c) (0,001)x-2=102x+1 4y 2  5y  1  0   y  1
b) ( 72)x = 343 4 x
2
22. Resolva a equação:
2
a) 2x  22x  215 c) [3(x-1)](2 –x) = 1  22  2x  20  2  x  0
4x
S = [ -2, 0]
x2  1 1
b) 5    Obs: 1 = 30
x
5 125 1  1
29. Resolva a inequação:   3
9 3
23. Determine x tal que:
Devemos ter, simultaneamente:
6 x
a) 253x 1  1254x 2 b) 81 . 3x-2= 9 4 (x  lN | x  2)

24. Resolva a equação:


a) 2x+3 + 2x-2 = 33 b) 25x –2 . 5x = -1
c) 32x + 2 . 3x = 0 d) 22x + 3 - 6 . 2x +1 = 0

25. Resolva a equação;


a) 4x +2 –2x+3 + 1= 0 b) 26x – 9 . 23x + 8 = 0

INEQUAÇÕES EXPONENCIAIS

Vamos resolver inequações exponenciais, isto é, inequações onde


podemos ter a variável no expoente. Exemplos:
x 2 6x 9
2 2
1] 2x –1< 8 2]      1
3 3
Resolução: S = ] - 1, 2 [
Para resolver uma inequação exponencial, vamos lembrar que: Exercícios:
a>1 0< a < 1 30. Resolva a inequação:
ax1  ax 2  x1  x2 ax1  ax 2  x1  x2  1
x 1
“conservamos” a desigualdade “invertemos” a desigualdade a) 3x  81 c) 52x 3   
5
RESOLVENDO EXERCÍCIOS
2
b) 0,2  0,2
x 5
d)  2  3 x   2  2 x 5
26. Resolva a inequação: 2x  2x  410 .
2 31. Resolva a inequação:
2x  x  220 e como 2 é maior que 1, conservamos a desigualdade x2 3x  4 x 12 x 4
para os expoentes: 8 8  1  1 1
a)     c)     
x2 x 20 2 5 5 2 2 8
2 2  x  x  20
x2 + x < 20  x2 + x – 20 < 0 x 2 6 x 9 2x 2
 1  1
b)   1 d) 2
3x
   321
Resolvendo essa inequação, temos: - 5 < x < 4. 5 2
S= ] -5, 4[
32. Determine x tal que:
x2 4 6x
 1  1 a) 5x 1  3  5x  5x 1  55
27. Determine x tal que:    
4 2 b) 52x 1  5x  5x 2  5

 1 
x2 4
 1
6x
 1

2 x2 4   1
6x c) 22x 1  2x 1  2x  1
10
      d)
 2  32 x  2   3 x  2  1
2  2 2 2 9
e) 72x 1  1  8  7x
1
como está entre 0 e 1, invertemos a desigualdade para os EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO:
2
expoentes. 33. Calcule:

2 x 2 4 
 
6x 2
 1  1
     2 x 2  4  6x a) 27
3
d) 216
2 3
2 2
b) 8
0,25
e) 80,333 ...

Matemática 57 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2 3
 
 5 13
 1 2 13. a) m >2 b) m2
c)  4  f)  7 4  2
 3  
  4
14. a) 4 b) c) x  lR | x  5
34. Determine o valor de:
3
a) 810,21  810,09 : 810,05 
d) x  lR | x  3  e) x  lR| x  - 1 f) x  lR | x  2
4   10 
b) 0,041 4   1
 
1 2
 125
20. a)   b) 3 c)   d) 
5 3   3 

c) 3  13 12
 3-1 2 21. a) 5
3 
b)   c)  1
2
3  3 -3 2 2
22. a) 5, 3 b)  1, 3 c)  1, 2
35. Efetue:
2n 1  3
a) 3m +1 . 3m+3 : 9m –1 b) 5  25n c) (4n+1 + 22n –1 ) : 4n 23. a)   b) { 2}
52n  4 

36. Calcule:
24. a) { 2 } b) {0 } c)  d) { -2, -1}
a) (a-1 + b-1)-1, com a  0, b  0 e a  -b. 25. a) { -2 } b) { 0,1 }
b) (a-2 - b-2) . 1 , com a  0, b  0 e a  b.  4
30. a) ,4 b)  5,   c)   ,
ba
 3 
37. Copie apenas as afirmações verdadeiras: 
d) 5,   
a) 22x 3  4  x  2 31. a) 1, 4 b) 3  c) , - 2  3,  
x 1 3  5
 1 1 10 d)   1,
b)    x 2 
2 8 3 
3 x 
32. a) , 2    
b) , - 1  1,   
 1  1
c)     x3 c) , 0  1,   d) 2, 0
2 2 e) 1, 0
d) 2 2x  8  x  4 4
2 15 1
33. a) 9 b) c) d) e) 2 f) 3 49
2 5 36
38. Resolva as equações:
6
1 3
c) 0,01
2x 1
a) 2 2x
  16  1003x  2 34. a) 3 b) 5 5 c)
4 3
x 2 1 9
 1 
 26x 1
4 x 35. a) 729 b) 4 c)
b) 25  5  125 d)   2
 32  ab ba
36. a) b)
2
39. Determine x tal que: ab a  b2
6
a) 912x  27x 1 37. São verdadeiras b e c

 1 
x 1   1   11 
b)
4 2
3 x 7 x  8  6   38. a) { 3 } b) { 4 } c)   d)  , 1
 27  5   5 
5 
40. Determine x tal que: 39. a)   b) 2, 3
x 1 x x 1 9 
a) 3 3 3  39
40. a) { 2 } b) { 1, 2} c) { 3 } d) {1, 1}
b) 52x  30  5x  125  0
c)  16  2x  4x  64
FUNÇÃO LOGARÍTMICA
d) 32x 1  10  3x  3
Definição:
Respostas:
Podemos dizer que em : 53 = 125
a) 4 b) 0.3 c) 2
3 é o logaritmo de 125 na base 5. isso pode ser escrito da seguinte
5
4 2 forma:
d) e) f) 9 log5 = 125 = 3
5 4
Veja outros casos:
3 25 = 32  log232 = 5
4. a) b) 2 2 c) 10
4 34 = 81  log381 = 4
1 100.3010 = 2  log10 2 = 0,3010
5. a) 23 2 b) 93 3 c) 630 d) De um modo geral, dados dois números reais a e b, positivos, com b
32
6. são verdadeiras: a e d
 1, chama-se logaritmo de a na base b, ao número c, tal que bC = a. Ou
seja:
1 1 logb a = c  bC = a
12. a) b) c) 9 d) 1
3 9 O número a recebe o nome de logaritimando e b é a base.

Matemática 58 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Alguns logaritmos são fáceis de serem encontrados. Outros são
h) log125 3 25
achados nas tabelas.
Vamos, agora, achar alguns logaritmos fáceis. Solução: Se log125 3 25 =x, então 125x = 3 25
1. Calcular: 2
a) log416 3
Solução: Se log416 = x, então 4x = 16. Como 125 = 53 e 3 25 = 52 = 5 3 , temos:
Como 16 = 4 , temos:
2
3 2
4x = 42 (53) x = 5
Comparando, vem que: x = 2 2
Resposta: log416 = 2 3 2 2
5 = 5 ou 3x=
3 x ex=
3 9
b) log25 5 2
Solução: Se log25 5 = x, então 25 x = 5 Resposta: log125 3 25 =
9
Como 25 = 52, temos: (52)x = 5
1 2. O logaritmo de 243 numa certa base é 5. Qual é a base?
52x = 5 ou 2x = 1 ex= Solução
2 Se logx243 = 5, então x5 = 243.
1 Como 243 =3 x5=35 ou x =3
Resposta: log25 5 = Resposta: A base é 3.
2
c) log3 1
Solução: Se log3 1 = x, então 3x = 1. 3. Qual é o logaritmo de - 9 na base 3?
Como 30 = 1, temos: Solução
3x = 30 ou x = 0 log3(-9) = x, então 3x = - 9
Resposta: log3 1 = 0 Não há um número x que satisfaça essas condições. Lembre-se de que
Obs.: De modo geral, para um número a qualquer positivo e diferente em logb a, a deve ser positivo.
de 1, temos: Resposta: Não existem logaritmo de - 9 na base 3.

loga 1 = 0 4. Encontrar um número x tal que logx36 = 2


Solução
Se logx36= 2, então x2= 36.
d) log9 27
Solução: Se log9 27 = x, então 9x = 27. ou x =  36 ou x =  6
Como 9 = 32 e 27 = 33, temos: Como não tem sentido log-636, ficaremos somente com x = 6.
(32) x = 33 Resposta: x = 6
3
32x = 33 ou 2x = 3 ex= Exercícios Propostos
2 1. Calcular:
3 1
Resposta: log927 = a) log232 i) log2
2 8
1 1
e) log8 b) log1664 j) log8
2 16
1 1 c) log100,01 l) log10010 000
Solução: Se log8 = x, então 8 x = .
2 2 d) log16 32 m) log6255
1 e) log6464 n) log 3
Como 8 = 23 e = 2 –1 temos: 3
2
f) logxx, x > 0 e x  1 o) log981
( 23)x = 2 –1
1 1 3 2
g) log4 p) loga a , a  0 e a  1
23x = 2 –1 ou 3x = -1 e x = 4
3
1 1 h) log4 3 4
Resposta: log8 =
2 3 2. Achar o valor de x tal que:
a) logx4 = 1 f) log(x+1)4 = 2
f) log100,1
b) log2 x = -1 g) log 18  2
Solução: log100,1= x, então 10x = 0,1 x
1 c) log2(4+x ) = 3 h) logx0,00001 = - 5
Como 0,1 = = 10 –1, temos:
10 d) log2 x = 4 i) log2x2 = 2
10x= 10 –1 ou x = -1 e) logx169 = 2 j) log749 = 1 + x
Resposta: log100,1= -1
3. Qual é a base na qual o logaritmo de 4 dá o mesmo resultado que
3 o logaritmo de 10 na base 100?
g) log2 2
Solução: Se log2 3 2 =x, então 2x = 3 2 PROPRIEDADES DOS LOGARITMOS
1 1 Quatro propriedades serão de importância fundamental nos cálculos
1 com logaritmos daqui para frente. Vamos estudá-las.
Como 3 2 3
= 2 , temos: 2x = 3
2 ou x = 1. Logaritmo de um produto
3
Já sabemos que log2 16 = 4 e log28 = 3. Podemos achar o log2( 16 . 8)
1 da seguinte maneira:
Resposta: log2 3 2 =
3 Se log2 (16 . 8) = x, então 2x = 16 . 8

Matemática 59 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Como 24 = 16 e 23 = 8, então: Exercícios Resolvidos
2x = 24 . 23 ou x = 4 + 3 1. Sabendo que log2 5 = 2,289 e log26 = 2,585, calcular:
Assim: log2(16 . 8) = 4 + 3 ou ainda: a) log230
log2(16 . 8) = log2 16 + log2 8 Solução
Como 30 = 5 . 6, então log230 = log2 (5 . 6).
De um modo geral: Aplicando a propriedade do logaritmo do produto, vem:
log2 30 = log2 (5 . 6) = log2 5 + log2 6
logC (a . b) = logC a + logC b log2 30 = 2,289 + 2,585
Resposta: log2 30 = 4,874
onde a, b e c são tais que tornam possível a existência da expressão. 5
b) log2  
6
2. Logaritmo de um quociente Solução: Aplicando a propriedade do logaritmo do quociente, vem :
Já sabemos que log216 = 4 e log28 = 3 Podemos achar log2  16  da 5
 8  log2   = log25 - log26 = 2,289 - 2,585
6
seguinte maneira: log2  16  = x, então 2x = 16
 8  8 5
Resposta: log2   = - 0,296
Mas 16 = 24 e8= 23 . Podemos escrever então: 6
c) log2625
x 24 x 4 3 Solução Como 625 = 54, temos :
2  2 2 ou x  4 - 3 log2 625 = log2 54
23
Usando a propriedade do logaritmo de potência, temos:
log2 625 = log2 54 = 4 log25 = 4 . 2,289
Assim : Resposta: log2 625 = 9,156
log2  16  = 4 – 3 ou ainda:
 8  d) log65
Solução: Usando a propriedade da mudança de base, temos:
log2  16  = log216 - log2 8
log 25 2,289
 8  log 65    0,885
log 26 2,585
De um modo geral, temos: Resposta: log65 = 0,885

a 2. Desenvolver as expressões abaixo usando as propriedades dos


log c    log c a  log cb logaritmos:
b a)  ab 
log x  
 c 

3. Logaritmo da potência Solução:


Sabendo que log2 8 = 3, podemos achar log2 85 da seguinte maneira:  ab 
Se log2 85 = x, então 2x = 85. log x   =logX(ab) - logXc = logXa+ logXb – logXc
Mas como 8 = 23, podemos escrever:  c 
2x = (23)5  2x = 23 . 5  2 3
b) log x  a b 
x = 3 . 5 ou x = 5 . log28  c4 
 
Solução:
Desta maneira: log285 = 5 . log2 8  a2b3 
log x  =
 c4 
De um modo geral, temos:  
= logx(a2b3) – logxc4 = logxa2 + logxb3 – logxc4 =
logban  n logba = 2logxa + 3logxb – 4logxc

 
1
2
4. Mudança de base c) log  a b 3
x
Sabendo que log28 = 3 e log216 = 4, podemos calcular Iog168 da 1
seguinte forma: c2
log28 = x  16x = 8 Solução:
a b
1
1
 
2 1
3
Mas como 16 = 24 e 8 = 23, temos: (24)x = 23 log x   log x a2b 3  log xc 2 
1
3
24x = 23 ou 4x = 3  x c2
4 1

Portanto: log168 =
3
ou ainda

1
3
 
log x a2b  log xc 2 
4 1

log16 8 
log 28 
1
3

log xa2  log xb  log xc 2  
log 216
1 1
  2 log x a  log xb  log x c 
3 2
De um modo geral, temos: log ca
log ba  d) log  a 
log cb x 
 bc 
 
Nessa expressão, c é a base em que pretendemos trabalhar. Solução: log x a   log xa  log x bc 
 
 bc 

Matemática 60 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
1 Exercícios Propostos
 log xa  log x bc  4. Aplicar as propriedades dos logaritmos para desenvolver as
2

expressões:
1
 log xa 
2
log x bc 
a)  
log c a2b
 ab 
f) log c 
 d 

1  
 log xa  log xb  log xc 
2 b) log a b 
c
3 4
 
g) log c abn
 a   3 
3. Dados log102 = 0,301 e log103 = 0,477, calcular log10162. c) log c   h) log c  a 
Solução:  b2   3 2 
Decompondo 162 em fatores primos, encontramos 162 = 2 . 34. Então:  b 
log10 162 = log10 ( 2 . 34) d) log c a i) log c  1 
Aplicando as propriedades, vem :  abc 
log10162 = log102 + 4log103
log10162 = 0,301 + 4 . 0,477  a 
e) log c  
log10162 = 2,209  b2d3 
4. Encontrar um número x > 0 tal que: 5. Sendo dado log102 = 0,301 e log103 = 0,477, calcular:
log5 x + log5 2 = 2
Solução: Utilizando ao contrário a propriedade do logaritmo do produto, a) log 10 6 f) log 10 8
teremos: b) log 10 27 g) log 32
log5 x + log5 2 = 2
25 c)  1 h) log 23
log 10  
log5(x . 2) = 2 ou x . 2 = 52 e x =  16 
2
i) log 10 5  sugestão : 5 
5. Resolva a equação: 3 10 
d) log 10   
log2(x2 + 2x + 7) – log2 ( x - 1) = 2 2  2 
Solução:
Antes de começar a resolver esta equação, devemos nos lembrar de
e) log 10 54 j) log 10 45
que não podemos encontrar logaritmos de números negativos. Por isso, o
valor de x que encontraremos não poderá tornar x2 + 2x + 7 ou x - 1 6. Encontrar o valor de x tal que:
negativos. a) log3x + log34 = 2
Aplicando a propriedade do logaritmo do quociente no sentido inverso, b) log32 – log3x = 4
teremos: c) log3x - 1 = log32
log2(x2 + 2x - 7) – log2 ( x - 1) = 2 d) log4(x + 1) = log45
 x 2  2x  7  e) log10 3 + log10(2x +1) = log10(2 - x)
log 2    2 ou
 x - 1 
  FUNÇÃO LOGARITMICA
Chamamos de função logarítmica a junção que a cada número real e
x 2  2x  7 x 2  2x  7
 22  4 positivo x associa o seu logaritmo a certa base positiva e diferente de 1.
x -1 x -1 Assim = y = logax, x > 0, a > 0, a  1
x2  2x  7  4( x  1)  x2  2x  7  4x  4 Vamos construir o gráfico de algumas funções logarítmicas.
Gráfico 1 y = log2x
x2  2x  3  0
x log2x
8 3
Aplicando a fórmula de Báskara para resolução de equações do
4 2
2
segundo grau, x   b  b  4ac , na qual a é o coeficiente de x2, b é 2 1
2a 1 0
o coeficiente de x e c, o termo independente de x, vem: 1
-1
x1  3 2
2  22  4  1   3 24 1
x  -2
2 1 2 4
x2   1
Observe que x2 = -1 torna as expressões x - 1 e x2 - 2x - 7, em log2(x -
1)e Iog2(x2 + 2x - 7), negativas. Por isso, deveremos desprezar esse valor e
considerar apenas x1 = 3.
Resposta: x = 3.

6. Resolver a equação:
log4x = log2 3
Solução:
Primeiramente vamos igualar as bases desses logaritmos, passando-os
para base 2.
log 2 x log 2 x
 log 23   log 23
log 24 2
log 2 x  2 log 23  log 2x  log 232
log2 x = log2 9

Comparando os dois termos da igualdade, concluímos que x = 9.


Resposta: x = 9.

Matemática 61 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Gráfico 2 y = log 1 x 1 o) 2
h) 2
2 3 p)
3
x log 1 x
2 2)
8 -3 a) 4 f) 1
4 -2 1 g) 18
2 1 b) h) 10
2
1 0 c) 4 2
1 i)
d) 256 2
2 -1 e) 13 j) 1
1
4 -2 3) 16
4)
a) 2logc a + logc b
b) 3logc a + 4 logc b
c) logc a - logc b
1
d) logc a
2
e) logc a - 2 logc b –3logc d
1 1
f) logc a + logc b – logc d
2 2
Perceba que y = log2x é crescente. Então, podemos dizer que se b > c g) logc a + n logc b
então log2b > log2c. Isso de fato acontece sempre que a base do logaritmo 3 2
é um número maior que 1. h) logc a - logc b
2 3
Em contrapartida, y = log 1 x é decrescente. i) - logc a - logc b –1
2
Então, podemos dizer que se b > c, então log 1 b < log 1 c Isso 5)
a) 0,778 f) 0,451
2 2 b) 1,431 g) 0,631
acontece sempre que a base é um número entre 0 e 1. c) –1,204 h) 1,585
d) 0,176 i) 0,699
Exercícios Propostos e) 1.732 j) 1,653
16. Construir os gráficos das funções;
6)
a) y = log3x
9
a)
b) y = log 1 x 4
3
2
b)
17. Verifique se as afirmações abaixo são verdadeiras ou falsas: 81
c) 6
a) log25 > log23 d) 4
1
b) log 1 5 > log 1 3 e)
7
2 2
16)
c) log0,40,31 > log0,40,32 a)

d)Iog403100>Iog403000

e) log41,4> log51,4

f) log0,40,5 < log0,40,6

18. Construir num mesmo sistema de eixos os gráficos das funções b)


x
 1
f1(x) = 2x e f2(x) =   . Encontrar o ponto (x , y) em que f1(x) = f2(x).
2

Respostas dos exercícios


1)
a) 5 i) –3
b) 1,5 j) 4
c) –2 3 17)
d) 0,625 l) 2 a) V b) F c) V d) V e) V f) F
e) 1 1
f) 1 m)
4
g) –1
n) 2 18) (0, 1)

Matemática 62 A Opção Certa Para a Sua Realização