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O Absurdo em Camus

O absurdo consiste no sentimento de viver uma viver uma vida totalmente sem
sentido. Nesse contexto, existe a vontade humana por um significado e a
indiferença no mundo. O absurdo nasce de três coisas: o homem, o mundo, e a
comparação entre esses dois. A primeira característica desses três elementos "é
que ela não pode dividir-se. Destruir um de seus termos é destruí-la de ponta a
ponta. Não pode haver absurdo fora de um espírito humano. Assim como todas as
coisas, o absurdo termina com a morte". Esse é um dos motivos que Albert Camus
luta tanto contra instituições, políticas, sociais, etc... Que tentam destruir, aniquilar
o absurdo do ser humano.
O absurdo está infindável ao ser humano, dado que ele faz parte do mundo. E
quando fazemos uma comparação entre os dois, percebemos o absurdo.
Até agora pode parecer um pensamento muito niilista, falando: a vida é sem
sentido e está infindável ao ser humano isso. Todavia, um dos motivos, (além do
absurdo estar infindável ao ser humano), é que esse absurdo nos leva à revolta.
Isto é: Em vez de nos matarmos porque a vida não tem sentido, iremos
compreender. Ora, é justamente pela lógica que Camus justifica que o assassinato
não é legítimo e que o outro tem seu "direito à vida" incólume. Ou seja, a
consciência do outro tem a mesma obrigação de viver que minha consciência para
manter o constante conflito "homem-mundo" (esse conflito é o que expliquei acima,
a falta de sentido no mundo, e a vontade de sentido pelo homem), manter o
sentimento do absurdo. Para Camus, a vida nunca é preferível à morte, já que
devemos manter com nossa consciência, a cisão "homem-mundo".
No absurdo nada tem o porquê de acontecer e o mundo não tem propósito algum.
Depois que se passa a enxergar com as lentes do absurdo a indiferença do
mundo, a próxima sensação que vem é a da revolta que "nasce do espetáculo da
desrazão diante de uma justiça e incompreensível".
"O revoltado (...) é alguém que se rebela. Caminhava sob o chicote do senhor;
agora o enfrenta. Contrapõe o que é preferível com o que não é". Isto é:
Caminhava sob o chicote do absurdo, aquela vida sem sentido e com sua vontade
de torná-la significativa; mas agora, em vez de se matar (o que Camus já provou
que não devemos) vamos compreender e se rebelar. Contrapõe o que é preferível,
a morte, com o que não é, a compreensão. E assim, o homem revoltado, consegue
se rebelar é viver a vida do jeito que ele quer. O que Nietzsche chamaria, de certa
forma, uma vontade de potência. Ele vê o mundo no aqui e agora. Além disso,
existem diversas outras etapas para começar a revolta no ser humano, mas acho
que com isso dá pra entender kkk Uma analogia boa, acho que é com Nietzsche.
Nietzsche quer quebrar o niilismo, então ele passa pelo niilismo passivo, etc... Até
quebrá-lo. E é assim com Camus, porém não vamos quebrar o absurdo e sim se
rebelar.
Obs: essa foto é uma que resume o "o mito de sisifo" não o livro, mas a parte que
ele diz do mito. Onde exemplifica muito bem o que é o absurdo e a revolta. Não sei
se dá pra entender minha letra, mas se quiser eu transcrevo pra cá! Kk ❤️
Devemos dar sentido, dado que tudo é sem sentido, efêmero, e inútil. Assim,
tornando-se esse absurdo

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