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Derivativos – Banco do Brasil

Prezado Aluno,

Sabemos que o público-alvo dos cursos de pós-graduação lato sensu da Fundação


Getulio Vargas é constituído de executivos que buscam atualizar-se nas áreas de
Economia, Gestão e Direito, que são fundamentais para seu desempenho
profissional. Por razões diversas, muitos desses executivos optam pelos cursos a
distância do FGV Online.

Por estarmos atentos, em todos os momentos, à presença do sujeito do


aprendizado – você, nosso aluno –, bem como a suas demandas ao realizar um
curso a distância, elaboramos o material didático dos cursos do FGV Online
acreditando que a prática educativa deve torná-lo apto à auto-aprendizagem,
ao autocontrole e à automotivação.

Planejamos e elaboramos o material didático que você acaba de receber para


facilitar a (re)construção de conhecimentos, já que tanto a apostila quanto o CD
disponibilizam todo o conteúdo teórico, os gráficos, as tabelas, os diagramas que
constituem as disciplinas veiculadas na web. Porém, apenas no ambiente do curso,
você contará com os links, recurso que, certamente, enriquece as informações
contidas nos textos. Ressaltamos ainda que todos os recursos que constituem a
Biblioteca Virtual também só estarão acessíveis no ambiente do curso.

Além do conteúdo teórico das disciplinas, no material impresso, disponibilizamos


o manual de navegação do LearningSpace – ambiente em que são estruturados
os cursos do FGV Online – e o manual de utilização da ferramenta utilizada para
reuniões on-line.

No CD, além de textos, você acessará vídeos, programas e plugins necessários à


adequada utilização do curso.

Cientes da relevância dos materiais e dos recursos multimídia de um curso a


distância, nós, do FGV Online, acreditamos que o trabalho que agora conosco
você inicia seja, de fato, capaz de responder positivamente às mudanças
tecnológicas e sociais de nosso tempo, bem como às suas necessidades e
expectativas.

A Coordenação Pedagógica
Derivativos – Banco do Brasil SUMÁRIO

SUMÁRIO

ABERTURA ................................................................................................................................. 9
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................................... 9
OBJETIVO E CONTEÚDO .......................................................................................................................................................... 9
ATIVIDADES ............................................................................................................................................................................... 11
GRADE DE CORREÇÃO DE ATIVIDADES .......................................................................................................................... 11
SEÇÕES ........................................................................................................................................................................................ 12
MATERIAL .................................................................................................................................................................................... 13
AVALIAÇÃO ................................................................................................................................................................................ 13
AVALIAÇÃO PRESENCIAL ...................................................................................................................................................... 14
MARCAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRESENCIAL ..................................................................................................................... 15
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................................................................... 16
NAVEGAÇÃO .............................................................................................................................................................................. 17
PROGRAMAS E PLUGINS .................................................................................................................................................... 18
PROFESSORAS-AUTORAS ..................................................................................................................................................... 18
EQUIPE DE PRODUÇÃO ......................................................................................................................................................... 19

MÓDULO 1– MERCADO À VISTA DE AÇÕES ........................................................................ 21


APRESENTAÇÃO ....................................................................................................................................................................... 21
UNIDADE 1 – INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 21
1.1 DESASTRE NA BOLSA ...................................................................................................................................................... 21
1.2 POTENCIAL DOS DERIVATIVOS .................................................................................................................................... 22
1.3 RISCOS DO MERCADO DE DERIVATIVOS .................................................................................................................. 22
UNIDADE 2 – MERCADO DE AÇÕES ................................................................................................... 22
2.1 NATUREZA DOS DERIVATIVOS ..................................................................................................................................... 22
2.2 MERCADO DE AÇÕES ...................................................................................................................................................... 23
2.3 AÇÕES ................................................................................................................................................................................... 23
2.3.1 TIPOS DE AÇÕES ............................................................................................................................................................ 24
2.4 DIVIDENDOS E BONIFICAÇÕES .................................................................................................................................... 24
2.5 SUBSCRIÇÕES ..................................................................................................................................................................... 24
2.6 CORRETORAS DE VALORES ........................................................................................................................................... 25
2.7 TIPOS DE MERCADO ........................................................................................................................................................ 25
2.8 CONTROLE DA COMPANHIA ........................................................................................................................................ 25
UNIDADE 3 – RISCO E LUCRO ............................................................................................................. 26
3.1 RISCO E DESFECHO ADVERSO ..................................................................................................................................... 26
3.2 PROJETOS DE RISCO ........................................................................................................................................................ 26
3.3 ANTECIPAÇÃO DO FUTURO .......................................................................................................................................... 26
3.3.1 PREVISÕES CIENTÍFICAS ............................................................................................................................................. 27
3.4 PREVISÕES NO MERCADO DE AÇÕES ....................................................................................................................... 27
3.4.1 EXEMPLO 1 ...................................................................................................................................................................... 28
3.4.2 EXEMPLO 2 ...................................................................................................................................................................... 29
3.5 GRÁFICO DE LUCRO VERSUS AÇÃO DE VALOR ...................................................................................................... 31
3.5.1 GRÁFICO DE LUCROS ................................................................................................................................................... 31
3.6 IMPOSTO DE RENDA SOBRE LUCROS COM VENDA DE AÇÕES ....................................................................... 32
3.6.1 ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA ......................................................................................................................... 32
UNIDADE 4 – CENÁRIO CULTURAL .................................................................................................... 33
4.1 FILME ..................................................................................................................................................................................... 33
SUMÁRIO Derivativos – Banco do Brasil

4.2 OBRA LITERÁRIA ................................................................................................................................................................ 33


4.3 OBRA DE ARTE ................................................................................................................................................................... 33
UNIDADE 5 – ATIVIDADES ................................................................................................................. 33
5.1 AUTO-AVALIAÇÃO ............................................................................................................................................................ 33

MÓDULO 2 – MERCADOS A TERMO E DE FUTUROS .......................................................... 35


APRESENTAÇÃO ....................................................................................................................................................................... 35
UNIDADE 1 – CONCEITUAÇÕES ......................................................................................................... 35
1.1 DERIVATIVOS ...................................................................................................................................................................... 35
1.2 CONTRATO OU MERCADO FUTURO .......................................................................................................................... 35
1.2.1 IMPORTÂNCIA DOS MERCADOS FUTUROS ......................................................................................................... 36
1.3 ORIGENS ............................................................................................................................................................................... 36
1.4 MERCADO FUTURO ATUAL ........................................................................................................................................... 37
UNIDADE 2 – CARACTERÍSTICAS BÁSICAS ....................................................................................... 37
2.1 MERCADO FUTURO VERSUS MERCADO A TERMO ................................................................................................ 37
2.2 PADRONIZAÇÃO DOS CONTRATOS ........................................................................................................................... 38
2.3 LIVRE NEGOCIAÇÃO DE PREÇO ................................................................................................................................... 38
2.4 NOVOS PRODUTOS DERIVATIVOS .............................................................................................................................. 38
2.5 EXEMPLO ............................................................................................................................................................................. 39
2.5.1 OUTRO EXEMPLO .......................................................................................................................................................... 39
2.6 AJUSTES DIÁRIOS ............................................................................................................................................................. 40
2.7 MERCADO FUTURO E MERCADO SPOT .................................................................................................................. 40
2.7.1 ESPECULAÇÃO ............................................................................................................................................................... 41
UNIDADE 3 – PARTICIPANTES ............................................................................................................ 41
3.1 CATEGORIAS ....................................................................................................................................................................... 41
3.2 HEDGERS .......................................................................................................................................................................... 42
3.2.1 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 42
3.3 ESPECULADORES .............................................................................................................................................................. 43
3.4 HEDGERS VERSUS ESPECULADORES ........................................................................................................................... 43
3.5 ENTIDADES REGULATÓRIAS ......................................................................................................................................... 44
UNIDADE 4 – IMPORTÂNCIA DOS MERCADOS FUTUROS ................................................................ 44
4.1 FONTE DE INFORMAÇÕES ............................................................................................................................................. 44
4.2 FORMAÇÃO DE PREÇOS ................................................................................................................................................. 44
4.3 REDUÇÃO DE RISCO ........................................................................................................................................................ 44
UNIDADE 5 – CENÁRIO CULTURAL ................................................................................................... 45
5.1 FILME ..................................................................................................................................................................................... 45
5.2 OBRA LITERÁRIA ................................................................................................................................................................ 45
5.3 OBRA DE ARTE ................................................................................................................................................................... 45
UNIDADE 6 – ATIVIDADES ................................................................................................................. 45
6.1 AUTO-AVALIAÇÃO ............................................................................................................................................................ 45

MÓDULO 3 – FUNCIONAMENTO DOS MERCADOS A TERMO E DE FUTUROS ................. 47


APRESENTAÇÃO ....................................................................................................................................................................... 47
UNIDADE 1 – PRINCIPAIS CONCEITOS ............................................................................................... 47
1.1 MARGENS DE GARANTIA ............................................................................................................................................... 47
1.2 ALAVANCAGEM ................................................................................................................................................................. 47
1.2.1 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 48
1.2.2 OUTRO EXEMPLO .......................................................................................................................................................... 48
Derivativos – Banco do Brasil SUMÁRIO

1.3 PRECIFICAÇÃO ................................................................................................................................................................... 49


UNIDADE 2 – ESTRATÉGIAS ............................................................................................................... 49
2.1 ESTRATÉGIAS ...................................................................................................................................................................... 49
2.2 ESTAR COMPRADO ........................................................................................................................................................ 50
2.3 ESTAR VENDIDO ............................................................................................................................................................. 50
2.4 SPREAD ............................................................................................................................................................................. 51
2.5 CASH AND CARRY .......................................................................................................................................................... 52
UNIDADE 3 – OPERAÇÕES COM CONTRATOS FUTUROS .................................................................. 52
3.1 PROCEDIMENTOS BÁSICOS .......................................................................................................................................... 52
3.2 INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS ...................................................................................................................................... 52
3.3 TIPOS DE ORDENS ............................................................................................................................................................ 53
3.4 MERCADO FUTURO DE AÇÕES .................................................................................................................................... 53
3.4.1 OPERAÇÕES DAY-TRADE .......................................................................................................................................... 53
3.5 FORMAÇÃO DE PREÇO .................................................................................................................................................... 54
3.5.1 FÓRMULA ......................................................................................................................................................................... 54
3.5.2 DEMARCAÇÃO DE PREÇO JUSTO ............................................................................................................................. 54
3.6 ENCERRAMENTO ANTECIPADO ................................................................................................................................... 55
3.6.1 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 55
UNIDADE 4 – CONTRATOS FUTUROS MINIS ...................................................................................... 56
4.1 INVESTIMENTO EM PESSOA FÍSICA ........................................................................................................................... 56
4.2 OPERAÇÕES ......................................................................................................................................................................... 56
4.3 CONTRATOS MINIS ........................................................................................................................................................... 57
UNIDADE 5 – CENÁRIO CULTURAL ..................................................................................................... 57
5.1 FILME .................................................................................................................................................................................... 57
5.2 OBRA LITERÁRIA ................................................................................................................................................................ 57
5.3 OBRA DE ARTE ................................................................................................................................................................... 57
UNIDADE 6 – ATIVIDADES .................................................................................................................. 57
6.1 AUTO-AVALIAÇÃO ............................................................................................................................................................ 57
6.2 FÓRUM – ANIMAÇÃO ...................................................................................................................................................... 57
6.2.1 FÓRUM – DINÂMICA .................................................................................................................................................... 58
6.2.2 FÓRUM – TAREFA INDIVIDUAL ................................................................................................................................. 58
6.2.3 FÓRUM – ANÁLISE DOS TRABALHOS .................................................................................................................... 59
6.2.4 FÓRUM – DISCUSSÃO DOS TRABALHOS .............................................................................................................. 60
6.2.5 FÓRUM – REUNIÃO ON-LINE ................................................................................................................................. 60
6.2.5.1 FÓRUM – REUNIÕES ON-LINE ............................................................................................................................ 60
TEXTO UTILIZADO ............................................................................................................................. 61
O FUTURO EM SUAS MÃOS ................................................................................................................................................. 61
MATRIZ DE ATIVIDADE INDIVIDUAL .................................................................................................. 63
MATRIZ DO FÓRUM ............................................................................................................................ 64

MÓDULO 4 – MERCADO DE OPÇÕES ................................................................................... 65


APRESENTAÇÃO ....................................................................................................................................................................... 65
UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS ........................................................................................................ 65
1.1 VERSATILIDADE DAS OPÇÕES ...................................................................................................................................... 65
1.2 DEFINIÇÃO DE OPÇÕES .................................................................................................................................................. 65
1.2.1 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 66
1.2.2 CARACTERÍSTICAS DAS OPÇÕES ............................................................................................................................. 66
1.3 TERMINOLOGIA ................................................................................................................................................................. 67
SUMÁRIO Derivativos – Banco do Brasil

1.3.1 PREÇO DE EXERCÍCIO ................................................................................................................................................... 67


1.3.2 ATIVO-OBJETO E PRÊMIO ........................................................................................................................................... 67
1.3.3 VENCIMENTO .................................................................................................................................................................. 68
1.3.3.1 EXEMPLOS .................................................................................................................................................................... 68
1.4 PARTICIPANTES .................................................................................................................................................................. 68
1.4.1 TITULARES ........................................................................................................................................................................ 69
1.4.2 LANÇADORES .................................................................................................................................................................. 69
1.4.3 TITULARES VERSUS LANÇADORES ........................................................................................................................... 70
1.5 JARGÕES ............................................................................................................................................................................... 70
UNIDADE 2 – CLASSIFICAÇÃO DAS OPÇÕES ..................................................................................... 70
2.1 OPÇÃO DE COMPRA OU CALL ................................................................................................................................... 70
2.1.1 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 71
2.2 OPÇÃO DE VENDA ............................................................................................................................................................ 72
2.2.1 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 72
2.3 OUTRO EXEMPLO ............................................................................................................................................................. 73
2.4 MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO ...................................................................................................................................... 73
UNIDADE 3 – ESPECULAÇÃO E HEDGE ............................................................................................... 74
3.1 OBJETIVOS DAS OPÇÕES ............................................................................................................................................... 74
3.1.1 ESPECULAÇÃO ................................................................................................................................................................ 74
3.1.2 HEDGE ........................................................................................................................................................................... 74
3.1.3 PROTEÇÃO ........................................................................................................................................................................ 74
3.2 POSIÇÕES MISTAS ............................................................................................................................................................. 75
3.2.1 COMPRA DE CALL SINTÉTICA .................................................................................................................................... 75
3.2.2 COMPRA DE PUT SINTÉTICA ...................................................................................................................................... 75
3.2.3 VENDA DE CALL SINTÉTICA ....................................................................................................................................... 76
3.2.4 VENDA DE PUT SINTÉTICA ......................................................................................................................................... 76
3.3 OUTRAS OPÇÕES ............................................................................................................................................................... 76
UNIDADE 4 – VALOR INTRÍNSECO E VALOR TEMPO ......................................................................... 77
4.1 EXERCÍCIO VERSUS TROCA ............................................................................................................................................ 77
4.2 PRÊMIO – VALOR INTRÍNSECO E VALOR TEMPO .................................................................................................. 77
4.3 MODELO BINOMIAL ........................................................................................................................................................ 77
4.3.1 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 78
4.3.1.1 CÁLCULO DO VALOR ................................................................................................................................................ 79
4.3.2 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 79
4.3.2.1 VALOR JUSTO ............................................................................................................................................................... 80
4.4 MODELO BLACK-SCHOLES ......................................................................................................................................... 80
UNIDADE 5 – OPÇÕES EXÓTICAS ....................................................................................................... 80
5.1 PLAIN VANILLA ................................................................................................................................................................ 80
5.2 TIPOS DE OPÇÕES EXÓTICAS ....................................................................................................................................... 81
5.2.1 CAPS, FLOORS E COLLARS ........................................................................................................................................ 81
5.2.2 SWAPTIONS .................................................................................................................................................................. 82
UNIDADE 6 – CENÁRIO CULTURAL ..................................................................................................... 82
6.1 FILME .................................................................................................................................................................................... 82
6.2 OBRA LITERÁRIA ................................................................................................................................................................ 82
6.3 OBRA DE ARTE ................................................................................................................................................................... 82
UNIDADE 7 – ATIVIDADES .................................................................................................................. 82
7.1 AUTO-AVALIAÇÃO ............................................................................................................................................................ 82
Derivativos – Banco do Brasil SUMÁRIO

MÓDULO 5 – ESTRATÉGIAS COM OPÇÕES ............................................................................. 83


APRESENTAÇÃO ........................................................................................................................................................................ 83
UNIDADE 1 – REVISÃO DAS POSIÇÕES A DESCOBERTO ................................................................... 83
1.1 COMPRA DE CALL A DESCOBERTO ............................................................................................................................. 83
1.1.1 ANÁLISE DO GRÁFICO ................................................................................................................................................. 84
1.1.2 RESUMO DAS POSSIBILIDADES DE RESULTADO ............................................................................................... 84
1.1.3 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 84
1.2 VENDA DE CALL A DESCOBERTO ................................................................................................................................ 85
1.2.1 ANÁLISE DO GRÁFICO ................................................................................................................................................. 86
1.2.2 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 86
1.3 COMPRA DE PUT A DESCOBERTO ............................................................................................................................... 87
1.3.1 ANÁLISE DO GRÁFICO ................................................................................................................................................. 88
1.3.2 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 88
1.4 VENDA DE PUT A DESCOBERTO .................................................................................................................................. 89
1.4.1 ANÁLISE DO GRÁFICO ................................................................................................................................................. 90
1.4.2 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 90
1.4.3 VANTAGEM DO LANÇAMENTO DE UMA PUT .................................................................................................. 91
1.5 VENDA DE PUT A DESCOBERTO .................................................................................................................................. 91
UNIDADE 2 – ESTRATÉGIAS COM UMA ÚNICA OPÇÃO E UMA AÇÃO ............................................... 93
2.1 COMPRA DA AÇÃO E VENDA DE CALL ................................................................................................................... 93
2.1.1 ANÁLISE DO GRÁFICO ................................................................................................................................................. 93
2.1.2 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 93
2.2 COMPRA DA AÇÃO E VENDA DE PUT ..................................................................................................................... 94
2.2.1 ANÁLISE DO GRÁFICO ................................................................................................................................................. 95
2.2.2 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 95
UNIDADE 3 – SPREADS ....................................................................................................................... 96
3.1 DEFINIÇÃO DE SPREAD ............................................................................................................................................... 96
3.2 BULL SPREAD ................................................................................................................................................................... 97
3.2.1 ANÁLISE DO GRÁFICO ................................................................................................................................................. 97
3.2.2 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 98
3.3 BEAR SPREAD .................................................................................................................................................................. 98
3.3.1 ANÁLISE DO GRÁFICO ................................................................................................................................................. 99
3.3.2 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 99
3.4 OUTROS TIPOS DE SPREAD ..................................................................................................................................... 100
UNIDADE 4 – COMBINAÇÕES ........................................................................................................... 100
4.1 DEFINIÇÃO DE COMBINAÇÃO ................................................................................................................................... 100
4.2 STRADDLE ..................................................................................................................................................................... 100
4.2.1 ANÁLISE DO GRÁFICO ............................................................................................................................................... 101
4.2.2 EXEMPLO ........................................................................................................................................................................ 101
4.2.2.1 APLICAÇÃO DA ESTRATÉGIA ................................................................................................................................ 102
4.2.2.2 STRIP E STRAP ....................................................................................................................................................... 102
4.3 STRANGLE ..................................................................................................................................................................... 103
4.3.1 ANÁLISE DO GRÁFICO ............................................................................................................................................... 103
4.3.2 EXEMPLO ........................................................................................................................................................................ 103
UNIDADE 5 – CENÁRIO CULTURAL ................................................................................................... 104
5.1 FILME .................................................................................................................................................................................. 104
5.2 OBRA LITERÁRIA .............................................................................................................................................................. 104
5.3 OBRA DE ARTE ................................................................................................................................................................. 104
SUMÁRIO Derivativos – Banco do Brasil

UNIDADE 6 – ATIVIDADES ................................................................................................................ 104


6.1 AUTO-AVALIAÇÃO .......................................................................................................................................................... 104
6.2 ATIVIDADE INDIVIDUAL – ANIMAÇÃO ................................................................................................................... 104
6.2.1 ATIVIDADE INDIVIDUAL – TAREFA ........................................................................................................................ 105
6.2.2 APRESENTAÇÃO DO TRABALHO PARA CORREÇÃO .......................................................................................... 106
TEXTOS UTILIZADOS ....................................................................................................................... 106
AÇÕES DA VARIG RECUAM 50% APÓS OFERTA UNICA DE COMPRA EM LEILÃO ......................................... 106
MINISTRO CONSIDERA FRUSTRANTE FATO DE LEILÃO DA VARIG TER TIDO APENAS UMA PROPOSTA107
ATENÇÃO, PASSAGEIROS: TURBULÊNCIA NAS AÇÕES DA VARIG! ....................................................................... 108
MATRIZ DE ATIVIDADE INDIVIDUAL ................................................................................................ 109

MÓDULO 6 – ENCERRAMENTO .............................................................................................. 111


APRESENTAÇÃO ...................................................................................................................................................................... 111

ANEXOS .................................................................................................................................. 113


ANEXO 1 ............................................................................................................................................ 113
ATIVIDADE EM EQUIPE – APRESENTAÇÃO DE TRABALHO .................................................................................... 113
ANEXO 2 ............................................................................................................................................ 114
ATIVIDADE EM EQUIPE – ANÁLISE DE TRABALHOS ................................................................................................. 114
ANEXO 3 ............................................................................................................................................ 115
APRESENTAÇÃO DO TRABALHO PARA CORREÇÃO ................................................................................................. 115
ANEXO 4 ............................................................................................................................................ 116
FÓRUM – APRESENTAÇÃO DE TRABALHO .................................................................................................................. 116
ANEXO 5 ............................................................................................................................................ 117
FÓRUM – ANÁLISE DE TRABALHOS ............................................................................................................................... 117
ANEXO 6 ............................................................................................................................................ 118
FÓRUM – DISCUSSÃO DE TRABALHOS ......................................................................................................................... 118
ANEXO 7 ............................................................................................................................................ 119
PARTICIPANDO DE UMA REUNIÃO ON-LINE ............................................................................................................ 119
ANEXO 8 ............................................................................................................................................ 120
ABRINDO UMA VOTAÇÃO .................................................................................................................................................. 120
ANEXO 9 ............................................................................................................................................ 121
GRADE DE CORREÇÃO DE ATIVIDADES ....................................................................................................................... 121
Derivativos – Banco do Brasil ABERTURA

ABERTURA

APRESENTAÇÃO
O Derivativos parte do pressuposto de que, com o desenvolvimento dos mercados de bolsa,
surgiram novos tipos de mercado, utilizados por empresas e bancos para garantirem preços
de produtos, taxas de câmbio e juros.

Nos últimos anos, os mercados de futuros e de opções tornaram-se extremamente importantes


no mundo das finanças e dos investimentos. Atingimos um estágio em que se faz necessário
que todos os investidores – sejam profissionais ou iniciantes – compreendam o funcionamento
dos instrumentos dos mercados de futuros e de opções, suas utilizações e os fatores que afetam
a formação dos preços futuros.

Mais ainda... Ao optar por fazer o Derivativos, você optou também por participar de um novo
método de ensino – o ensino a distância. Dessa forma, você terá bastante flexibilidade para
realizar as atividades nele previstas. Embora você possa definir o tempo que irá dedicar a esse
trabalho, ele foi planejado para ser concluído em um prazo determinado. Verifique sempre, no
calendário, o tempo de que você dispõe para dar conta das atividades nele propostas. Lá estarão
agendados todos os trabalhos, inclusive aqueles a serem realizados em equipe ou
encaminhados, em data previamente determinada, ao Professor-Tutor da disciplina.

Finalmente, sempre que você tiver qualquer dúvida sobre a utilização do programa, clique no

ícone , na barra de ferramentas. Nesse momento, será aberta uma janela de help com
vários itens. Selecione aquele a que se refere sua questão. Caso não consiga esclarecê-la, entre
em contato com o help desk do FGV Online, pelo telefone (21) 2210-1440...
ƒ de segunda a sexta-feira, das 9h às 22h30min;
ƒ aos sábados e aos domingos, das 9h às 18h.

Lembre-se...

Estamos aqui, no FGV Online, prontos para ajudá-lo a realizar bem este trabalho.

OBJETIVO E CONTEÚDO
No Derivativos, além de discutirmos o conceito de derivativos, trataremos dos contratos futuros
e de opções, ou seja, dos derivativos ou produtos derivativos. Analisaremos ainda as estratégias
e as metodologias como ferramentas que possibilitam um ganho de capital e de patrimônio.

Sob esse foco, o Derivativos foi estruturado em seis módulos, nos quais foi inserido o seguinte
conteúdo...

9
ABERTURA Derivativos – Banco do Brasil

Módulo 1 – Mercado à vista de ações

Neste módulo, explicaremos, em linhas gerais, o que é o mercado à vista de ações –


matéria necessária para o entendimento do mercado de derivativos.

Módulo 2 – Mercados a termo e de futuros

Neste módulo, veremos como surgiram os mercados a termo e de futuros. E, além


de apresentarmos sua história, suas características principais e seus participantes,
avaliaremos sua importância econômica.

Módulo 3 – Funcionamento dos mercados a termo e de futuros

Neste módulo, analisaremos o funcionamento dos mercados a termo e de futuros,


identificando as estratégias usadas, nesses mercados, para fazermos bons
investimentos.

Módulo 4 – Mercado de opções

Neste módulo, enfocaremos as opções, um dos muitos instrumentos que o mercado


nos oferece. Nesse sentido, analisaremos as opções de compra e de venda, os
participantes desse mercado e os jargões que seus profissionais utilizam, além das
diversas classificações de opções simples e mistas, e alguns modelos de precificação.

Módulo 5 – Estratégias com opções

Neste módulo, vamos analisar algumas estratégias construídas com posições em


diferentes tipos de opções, que possibilitam uma variedade maior de resultados.
Analisaremos estratégias com uma opção e uma ação, spreads e combinações.

Módulo 6 – Encerramento

Neste módulo – além da avaliação deste trabalho –, você encontrará algumas


divertidas opções para testar seus conhecimentos sobre o conteúdo desenvolvido
nos módulos anteriores – caça-palavras, jogo da memória, jogo da caça e jogo do
labirinto. Entre neles e bom trabalho!

10
Derivativos – Banco do Brasil ABERTURA

ATIVIDADES
Aqui foram definidos os seguintes tipos de atividades...

Auto-avaliação: cujo objetivo é possibilitar que você verifique até que ponto apreendeu o
conteúdo tratado no módulo. Por se tratar de auto-avaliações, estas tarefas são constituídas
de questões objetivas devidamente gabaritadas. Dessa forma, tais tarefas não serão
encaminhadas ao Professor-Tutor e delas não resultará uma nota a ser considerada em sua
média final.

Atividade individual: tarefas individuais, visando à produção de texto escrito relacionado a


questões relevantes inerentes ao conteúdo aqui tratado.

Fórum: atividades predeterminadas visando à participação dos alunos nos debates que serão
realizados on-line. Aqui foram definidas as seguintes tarefas...
ƒ tarefa individual: participações individuais visando à produção de texto escrito;
ƒ análise de textos: comentários a serem feitos nos trabalhos dos colegas;
ƒ discussão de trabalhos: réplicas às análises recebidas dos colegas;
ƒ reunião on-line: debate entre os alunos, divididos por equipe, a partir da
problemática trabalhada no fórum.

Reunião on-line: debate, via ferramenta de chat, entre todos os alunos da turma e o Professor-
Tutor a partir de questões gerais ou do trabalho realizado no fórum.

GRADE DE CORREÇÃO DE ATIVIDADES


A grade de correção de atividades do Programa FGV Online tem como objetivo minimizar as
discrepâncias e as variações nas avaliações dos trabalhos de uma mesma disciplina nas
diferentes turmas ou cursos.

Do mesmo modo, por meio da grade de correção de atividades, temos a oportunidade de


garantir a transparência do processo de avaliação de nossos alunos.

A grade de correção de atividades é utilizada pelo Professor-Tutor para avaliar...


ƒ a atividade individual;
ƒ a atividade em equipe ou o fórum;
ƒ a participação individual em sala de aula.

É importante que você, ao receber o resultado de uma atividade, analise seu desempenho de
maneira detalhada. Só assim você saberá em que pontos especificamente você precisa
melhorar.

A grade de correção de atividades encontra-se no Anexo 9.

11
ABERTURA Derivativos – Banco do Brasil

SEÇÕES
Aqui você poderá navegar pelas seguintes seções...

calendário – na página inicial do LearningSpace, você poderá acessar as atividades


agendadas para todas as disciplinas em que estiver escrito por ordem cronológica.

desempenho – no site do FGV Online, na área de alunos, você terá acesso aos
resultados das avaliações feitas, podendo, dessa forma, acompanhar seu
desempenho acadêmico, consultando, sempre que desejar, sua área de
desempenho.

área de estudos – aqui você terá acesso às disciplinas em que estiver inscrito; aos
módulos, às unidades e às seções, onde está estruturada a parte teórica; às orientações para os
trabalhos individuais e em equipe, e às avaliações. Pela área de estudos, você também poderá
acessar o seguinte recurso...

calendário – para que você possa acompanhar, com tranqüilidade, as atividades


aqui propostas, fique atento ao calendário. É justamente neste espaço que serão
agendados os trabalhos a serem realizados individualmente ou em equipe.

biblioteca virtual – esta área funciona como um centro de recursos multimídia. Neste
espaço, ficarão a sua disposição as questões colocadas com mais freqüência pelos alunos que
já fizeram esta disciplina, verbetes, biografias, textos, estudos de caso, indicações de filmes e
sites, FAQs...

sala de aula – por ser este espaço interativo, você poderá desenvolver trabalhos em
equipe, interagir com os demais participantes da turma e receber um atendimento
personalizado do Professor. Pela sala de aula, você poderá acessar ainda a área de...

perfis – onde você poderá registrar seus dados pessoais, assim como saber
quem/como são seus colegas de turma e seu Professor. Este é o espaço reservado
ainda para e-mails.

reunião on-line – uma ferramenta de chat por onde você poderá trabalhar
com qualquer participante da turma, seja ele um colega, um grupo ou o Professor-
Tutor.

calendário – para que você possa consultar as atividades programadas para a


disciplina por que estiver navegando, agendadas por mês.

12
Derivativos – Banco do Brasil ABERTURA

MATERIAL
Aqui você terá acesso aos seguintes tipos de material, via web...
ƒ textos teóricos relativos à temática tratada;
ƒ atividades diversas;
ƒ jogos didáticos;
ƒ vídeos e desenhos animados;
ƒ textos complementares de diversos tipos;
ƒ biografias das pessoas citadas nos textos;
ƒ verbetes de termos técnicos, conceitos, processos...
ƒ links para diversos sites;
ƒ modelos específicos de documentos.

Além disso, você recebeu, via correio, uma apostila contendo também todo o conteúdo aqui
tratado. Nesse material, foi incluído ainda um CD onde foram inseridos tanto os textos e os
vídeos – em formato digital – quanto os programas e plugins necessários à adequada utilização
do material na web.

Ainda em relação ao material disponibilizado no CD, lembramos que, por estar fora do
ambiente da web, nele você não contará com os links, recurso que, certamente, enriquece as
informações contidas nos textos.

Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada deste material, no todo ou em


parte, constitui violação do copyright – Lei nº 9.610/98. Em relação às imagens que
compõem as diferentes telas, ou elas foram criadas pelo FGV Online ou foram capturadas
no Corel Gallery™Gallery 1.3 Million, tendo sido a titularidade dos direitos autorais assim
definida: Direitos Autorais/Copyright (c) 1999 FGV Online e seus licenciantes. Em relação aos
desenhos animados, eles foram criados pela AB2 Comunicação e por Rodrigo Pádua, a partir
de roteiros criados pelo FGV Online.

AVALIAÇÃO
Por estarmos tratando de ensino a distância, aqui não nos preocupamos em utilizar os métodos,
as técnicas e os instrumentos tradicionais de avaliação da aprendizagem. Preocupamo-nos,
de fato, em criar mecanismos que nos possibilitem acompanhar seu desempenho,
possibilitando ainda que você possa reelaborar e construir o conhecimento necessário ao
aperfeiçoamento que se propõe a obter.

Ainda por se tratar de ensino a distância, estamos cientes de todas as vantagens e limitações
que um trabalho como este pode apresentar. Das vantagens, não precisamos agora falar.
Acreditamos que você poderá, concretamente, avaliá-las. Das limitações, uma que muito nos
incomoda é a percepção de solidão, que se manifesta pela ausência da sala de aula... pela
necessidade do grupo... pela falta do bate-papo dos intervalos...

13
ABERTURA Derivativos – Banco do Brasil

Por estarmos conscientes disso, optamos aqui por uma metodologia centrada na interação, na
participação e na auto-avaliação. Nesse sentido, interessam-nos também os trabalhos em
equipes, equipes dinâmicas que compartilham trabalhos... que trocam experiências... que se
avaliam... que avaliam o outro. Nos trabalhos em equipe, todos, de alguma forma, deverão
contribuir com suas idéias, suas sugestões, seus levantamentos de dados... Contudo, a cada
tarefa, apenas um dos integrantes da equipe será indicado por ela como o responsável tanto
pela edição quanto pela apresentação do trabalho ao Professor-Tutor.

Embora sejam propostas atividades em equipe, isso não quer dizer que aqui não se valorize o
esforço solitário... o trabalho individual. Valorizamos e muito... até porque, no ensino a distância,
definir o local, a hora, o tempo de trabalho é regra geral. Não há como não procedermos assim.

Considerando essas diretrizes, a avaliação se dará a partir das seguintes atividades...


ƒ atividade individual (AI): avaliada a partir da escala de 0 a 10.0 pontos;
ƒ fórum (Fo): avaliado na escala de 0 a 10.0 pontos;
ƒ participação e intervenções significativas (PI) nas reuniões síncronas e
assíncronas realizadas: avaliadas na escala de 0 a 10.0 pontos.

Sua média final on-line (MF) será assim computada...

MO = (AI + Fo + PI) / 3

AVALIAÇÃO PRESENCIAL
Após concluir todas as atividades da disciplina on-line, deve ser realizada uma avaliação
presencial de acordo com o calendário do curso. A avaliação presencial é obrigatória e sua
nota compõe a média final da disciplina.

Para realizar a avaliação presencial (AP), você tem de ter obtido média on-line (MO) igual ou
superior a 5,0 (cinco). Caso não obtenha a média mínima on-line, você será considerado
reprovado.

Para aprovação, a média final (MF) de cada disciplina – 7,0 (sete) – é assim computada...

MF = (MO X 0,6) + (AP X 0,4)

Você tem direito, em uma única oportunidade, à realização de uma segunda avaliação
presencial que substitui a primeira avaliação. Essa oportunidade contempla duas situações...
ƒ ausência justificada – junto ao FGV Online – à primeira avaliação presencial;
ƒ não obtenção da média final para aprovação na disciplina, após a primeira
avaliação presencial.

Você tem direito ainda a realizar um outro tipo de prova, denominado verificação
suplementar.

14
Derivativos – Banco do Brasil ABERTURA

A verificação suplementar é ofertada ao aluno que...


ƒ tendo realizado avaliação presencial de primeira ou segunda chamada, obtiver
média final igual ou superior a 5,0 (cinco) e inferior a 7,0 (sete) na disciplina;
ƒ não tendo realizado avaliação presencial de primeira ou segunda chamada –
mas tendo justificado sua ausência a cada avaliação junto ao FGV Online –, obtiver
média on-line igual ou superior a 5,0 (cinco).

A nota obtida na verificação suplementar substitui a média final anterior.

Atenção...

Na verificação suplementar, a nota mínima para aprovação e a nota máxima para


registro é 7,0 (sete).

MARCAÇÃO DA AVALIAÇÃO PRESENCIAL


No início do curso, você recebeu seu cronograma de avaliações presenciais, com a indicação
de datas e horários de realização dessas avaliações.

Contudo, você sempre será lembrado dessas avaliações, quando então você também será
informado do local em que ocorrerão essas provas.

A confirmação da avaliação presencial segue os seguintes passos...


ƒ até uma semana antes do encerramento da disciplina, você receberá um e-mail
confirmando o a data e o horário de realização de sua avaliação presencial, bem
como a indicação do local em que essa avaliação será realizada;
ƒ na área de alunos do site do FGV Online, você também terá acesso a essas
mesmas informações.

Atenção...

Após a realização da avaliação presencial, sua nota é lançada na área de


desempenho e sua média final na disciplina é calculada.

Caso não tenha obtido média final para aprovação ou caso não tenha comparecido
a nenhuma das duas primeiras avaliações presenciais – tendo média on-line igual
ou superior a 5,0 (cinco) –, você receberá – também por e-mail – comunicação para
marcação de sua verificação suplementar.

Havendo dúvida acerca da marcação da avaliação presencial, você deve entrar em


contato com o Programa FGV Online, via e-mail provafgvonline@fgv.br.

15
ABERTURA Derivativos – Banco do Brasil

BIBLIOGRAFIA
BRIGHAM, Eugene F.; EHRHARDT, Michael C. Financial management: theory and practice.
Thomson: South-Western, 2005.
De longe, o mais clássico dos livros-texto americanos sobre finanças corporativas é
muito conhecido e, há tempos, adotado nas boas faculdades brasileiras. Além disso,
é ricamente ilustrado, colorido, com grande variedade de cases, problemas e
exercícios, inclusive com CD-Rom, e prima por uma abordagem moderna e agradável
de se estudar. Seus capítulos são cuidadosamente dimensionados e podem ser
estudados em qualquer ordem.

COPELAND, Tom; KOLLER, Tim; MURRIN, Jack. Valuation: measuring and managing the value of
companies. 2nd ed. [S.l.]: John Wiley & Sons, Inc., 1996.
Manual clássico e pioneiro na área. Os autores são reconhecidos profissionais do
ramo, e sua abordagem é completa e sólida. Cobre extensivamente a teoria e a prática
de avaliação de empresas no contexto internacional.

HAWAWINI, Gabriel; VIALLET, Claude. Finance for executives: managing for value creation.
Thomson: South-Western, 2002.
Texto indicado e muito usado em programas de educação continuada internacionais.
Moderno na seleção dos tópicos, sua abordagem é rigorosa e faz uso de exemplos
práticos. Entretanto, uma dose de conhecimento prévio seria interessante para um
melhor aproveitamento dos temas. Os autores são professores do INSEAD, na França.

HAZZAN, Samuel; POMPEO, José Nicolau. Matemática financeira. 5ª ed. São Paulo: Saraiva, 2001.
É um texto consagrado no mercado, há vários anos, pela qualidade do conteúdo e
pela reconhecida didática de seus autores. É recomendado tanto para principiantes
quanto para os que desejam reciclar seus conhecimentos no assunto. Contém
inúmeros exemplos e exercícios, demonstra os cálculos matematicamente e também
com o uso da calculadora financeira HP 12-C.

HIGGINS, Robert C. Analysis for financial management. New York: Irwin Mcgraw-Hill, 2001.
Obra pequena e enxuta, mas que cobre tópicos interessantes de finanças. Adota
exemplos práticos, uma linguagem livre de jargões e tecnicismos, além das
oportunas pitadas de humor. Seu autor é reconhecido pela didática e é uma pena
que o texto não esteja disponível em português.

MARTELANC, Roy; PASIN, Rodrigo; CAVALCANTE, Francisco. Avaliação de empresas. São Paulo:
Pearson Prentice Hall, 2005.
Escrito por profissionais experientes no mercado e com formação acadêmica, este
texto apresenta a teoria e a prática da avaliação de empresas. Ilustrado com exemplos
extraídos da realidade brasileira, constitui uma boa fonte de consulta para os que
desejam conhecer bem os métodos e as abordagens relativas a esse tema.

16
Derivativos – Banco do Brasil ABERTURA

NETO, Alexandre Assaf. Finanças corporativas e valor. São Paulo: Atlas, 2003.
Busca priorizar o estudo das finanças corporativas dentro do contexto econômico
brasileiro, o que lhe confere especial destaque. É um livro-texto que apresenta um
tratamento completo dos principais temas das finanças modernas, inclusive,
aspectos inflacionários e outros elementos típicos de nosso país. É denso, às vezes,
um pouco prolixo, mas, seguramente, bem escrito e consistente.

NAVEGAÇÃO
O LearningSpace é um sistema de aprendizado baseado na web, criado para atividades
individuais, em equipe ou orientadas por um professor-tutor. Todo o trabalho on-line é feito
por meio de um browser.

A maioria das atividades é inserida na área de estudos. Desta seção, você poderá se dirigir a
outras seções, tais como a sala de aula – para realizar um trabalho com seus colegas de equipe
– ou a biblioteca virtual – para ler ou consultar um material.

Para exibir as disciplinas nas quais você já está inscrito, clique no botão . A seguir, clique
na disciplina que lhe interessa para exibir seu conteúdo programático na janela à direita. Nesta
seção, você acessará o conteúdo teórico disponibilizado e as atividades propostas. Para acessar
a biblioteca virtual, clique em , na barra de ferramentas.

Para iniciar uma atividade na , clique em seu respectivo nome. Se a atividade for individual,
leia as telas associadas a ela e siga as instruções fornecidas. Se a atividade for em equipe ou
interativa – ou seja, uma reunião on-line –, clique nela para abrir a ferramenta de chat do
LearningSpace.

Você pode ainda verificar todas as atividades agendadas no calendário disponibilizado na


área de ferramentas do curso, à esquerda da tela.

Para realizar, adequadamente, esta disciplina, você deverá observar a seqüência em que as
atividades foram planejadas. Para isso, fique atento, ao final de cada seção, às seguintes
possibilidades de navegação...
ƒ navegação a partir dos botões específicos do curso, localizados na barra de
ferramentas, na base das telas;
ƒ navegação a partir da função back/retorna do browser.

Para acompanhar a seqüência de telas, em qualquer seção, é suficiente clicar no botão ,


localizado na base de cada tela.

Por meio dos botões que aparecem na barra inferior de tarefas, você poderá se locomover,
livremente, revendo textos, exercícios, avaliações... Porém, não esqueça que, para acompanhar

17
ABERTURA Derivativos – Banco do Brasil

a seqüência em que as atividades foram planejadas, você deverá caminhar pelas seções
utilizando os procedimentos apontados acima.

Ao final de algumas seções, indicamos alguns materiais que complementam o conteúdo que
está sendo trabalhado.

Clique no ícone para acessar as informações disponibilizadas. Algumas palavras aparecem


marcadas na tela. Clique nelas para ter acesso a mais informações sobre seu conteúdo. Ao
terminar qualquer consulta a esses materiais complementares, clique em back/retorna, na
barra superior de ferramentas do browser.

PROGRAMAS E PLUGINS
Para que você possa usufruir de todos os recursos aqui disponibilizados, é necessário que
você tenha instalados, em seu micro, alguns programas e plugins. São eles...
ƒ Zip Central – programa necessário à descompactação dos arquivos em Word;
ƒ Adobe Acrobat Reader – programa que possibilita a visualização dos arquivos
criados pelo Adobe Acrobat;
ƒ Flash Player – plugin que possibilita a visualização das animações criadas em
Flash;
ƒ Windows Media Player – programa que permite a reprodução de aúdios e vídeos.

Todos esses programas e plugins poderão ser instalados, em seu micro, por meio do CD que
você recebeu ao se matricular no FGV Online.

PROFESSORAS-AUTORAS
Sandra Blanco, além de ter realizado cursos em Administração
Financeira pela University of North Carolina, EUA, é formada em
Matemática pela PUC-SP e pós-graduada em Finanças pelo IBMEC-
SP. Com 10 anos de experiência no mercado financeiro nacional e
internacional, atuou em instituições como a Merrill Lynch e o Credit
Suisse First Boston Garantia. Possui profundos conhecimentos em
mercados monetários e de capitais, cartões de crédito e contas
correntes.

Verônica Mannarino tem graduação e mestrado em Engenharia de


Produção pela PUC-RJ, com ênfase em finanças e análise de projetos.
Foi consultora da Andersen Consulting – atual Accenture, tesoureira da
Ceras Johnson e Assistente de Direção do FGV Management, além de
ter trabalhado em outras empresas, como Gafisa e Banco Nacional. É
Gerente de Projetos do FGV Online e é diretora da empresa Simulation
Empresarial Ltda. Desde 1998, atua na área de e-learning por meio do
desenvolvimento e da aplicação de Jogos de Empresa on-line, que já treinaram mais de 10.000
executivos e universitários.

18
Derivativos – Banco do Brasil ABERTURA

EQUIPE DE PRODUÇÃO
Sandra Blanco – Professora-Autora

Verônica Mannarino – Professora-Autora

Coordenação
Prof. Carlos Longo – Diretor Geral

Profª. Elisabeth Silveira – Coordenadora Pedagógica

Profª. Mary Murashima – Coordenadora dos Cursos de Pós-Graduação

Profª. Maristela Rivera – Coordenadora Adjunta de Pós-Graduação

Profª. Claudia Capello – Coordenadora de Tutoria e Turmas

Profª. Marta Costa Rego – Coordenadora Adjunta de Tutoria e Turmas

Aloysio Bezerra – Coordenador de Operações

João Carlos Freitas – Coordenador de Tecnologia

Profª. Sophia Pimenta – Coordenadora de E-Learning

Felipe Spinelli – Coordenador de Marketing

Prof. Beethoven Barreto Alvarez – Coordenador de Integração

Operações
Ângela Campos – Suporte Operacional

Douglas Moreira – Suporte Operacional

Rita Filippo – Suporte Operacional

Produção
Alan Rabelo – Supervisor de Biblioteca

Alexander Rodrigues Silva – Designer Gráfico

Andréa Rabello – Instructional Designer Trainee

Carlos Gonçalves – Designer Gráfico

Carolina Mendonça – Instructional Designer Trainee

Débora Dias – Instructional Designer Trainee

Diego Verissimo de Oliveira – Instructional Designer Trainee

Felipe Acioli – Supervisor de Vídeo

19
ABERTURA Derivativos – Banco do Brasil

Gisele Andrade – Instructional Designer Jr.

Gustavo Cavalcanti – Designer Gráfico

Luciana Nunes – Instructional Designer Trainee

Rodrigo Pádua – Supervisor de Animação

Tatiana Bernacci Sanchez – Supervisora de Diagramação

Tatiany Pessoa – Instructional Designer Trainee

Vanise Gomes de Medeiros – Supervisora de Atividades

20
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 1

MÓDULO 1– MERCADO À VISTA DE AÇÕES

APRESENTAÇÃO
Neste módulo, explicaremos, em linhas gerais, o que é o mercado à vista de ações – matéria
necessária para o entendimento do mercado de derivativos.

Entenderemos também alguns conceitos tais como sociedades anônimas, ações ordinárias e
preferenciais, dividendos.

Além disso, observaremos que há investidores que utilizam análises gráficas e fundamentalistas
para auxiliá-los em suas decisões de investimento.

Vamos começar!

UNIDADE 1 – INTRODUÇÃO

1.1 DESASTRE NA BOLSA


Em 1995, o operador de mercado Nicholas William Leeson, com apenas 25 anos, arruinou o
tradicional Banco Barings, que se orgulhava de ter como cliente a rainha Elizabeth II.

No episódio, investidores viram suas economias desaparecerem. Cerca de 1.200 funcionários


perderam seus empregos.

Leeson simplesmente contraiu obrigações de 1,3 bilhões de dólares – mais do que


todo o capital e as reservas do banco.

O banco holandês ING assumiu a dívida do Barings, adquirindo o banco pela irrisória quantia
de 1 libra esterlina.

As dívidas de Leeson foram contraídas no mercado de derivativos, e o caso contribuiu para a


fama malévola desses investimentos.

De acordo com um programa da rede CBS de televisão, explicar o


mercado de derivativos era muito complicado, mas, devido a sua importância,
não poderia ser ignorado.

Os derivativos eram extremamente exóticos, pouco compreendidos e praticamente não


regulados.

Os derivativos movimentam 35 trilhões de dólares no mercado mundial.


Acreditamos que eles são tão imprevisíveis que poderiam pôr abaixo todo o sistema
bancário mundial.

21
MÓDULO 1 Derivativos – Banco do Brasil

1.2 POTENCIAL DOS DERIVATIVOS


Os derivativos, quando são utilizados para fins especulativos, têm, com toda certeza, potencial
para alavancar investimentos ou mesmo para produzir grandes estragos.

Entretanto, há o outro lado da moeda...

Os derivativos não só podem como devem também ser utilizados para neutralizar o
risco de outros investimentos. Nesse caso, o termo empregado pelo mercado é
hedge – do inglês, cercar, proteger, abrigar.

Dessa forma, os derivativos mostram-se instrumentos muito úteis no mundo atual, cada vez
mais arriscado e globalizado.

1.3 RISCOS DO MERCADO DE DERIVATIVOS

Mostraremos de que forma os derivativos são utilizados, seja como


apostas especulativas, seja como ferramentas para neutralizar o risco.

O mercado de derivativos, devido a todos os riscos que envolve, é, certamente, um


mercado para profissionais com formação específica nesse assunto.

Ainda que esses profissionais sejam analistas com mestrado ou doutorado na área, eles devem
ser extremamente cautelosos e conscientes na hora de fazer seus investimentos.

Portanto, forneceremos uma idéia geral do assunto, sem a intenção de formar


operadores para esse mercado.

Aqui a matemática normalmente utilizada – complexa, porque envolve cálculo diferencial e


estatística avançada – será substituída por aproximações mais simples.

UNIDADE 2 – MERCADO DE AÇÕES

2.1 NATUREZA DOS DERIVATIVOS


Derivativos são contratos financeiros cujos valores dependem ou derivam de outros ativos.

Esses outros ativos são usualmente chamados de ativos objetos.

O mercado de ativos objetos é normalmente chamado de mercado à vista.

22
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 1

Embora exista uma variedade muito grande de derivativos, há poucos tipos básicos a partir
dos quais todos os outros tipos de derivativos podem ser estruturados. Esses building blocks
são os futuros a termo e as opções.

Aqui vamos nos concentrar em três dos principais instrumentos derivativos...


ƒ contratos a termo;
ƒ contratos futuros;
ƒ opções.

Entretanto, é necessário que, primeiramente, entendamos o funcionamento de um dos ativos


objetos usualmente utilizados – o mercado à vista de ações.

2.2 MERCADO DE AÇÕES


No sistema capitalista de produção, uma parte importante da atividade econômica é exercida
pelas chamadas sociedades anônimas.

As sociedades anônimas – reguladas pela Lei nº 10.303, de 31 de outubro de 2001 – são


companhias de capital aberto ao público, com ações negociadas em bolsas de valores.

Quem adquire ações de uma determinada empresa assume a condição de sócio,


com direitos estabelecidos em lei e nos estatutos da empresa considerada.

Para que uma empresa abra seu capital, é necessária a autorização da Comissão de Valores
Mobiliários – CVM –, uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que regula e fiscaliza
as operações da bolsa, e garante a confiabilidade das demonstrações financeiras das
companhias de capital aberto.

2.3 AÇÕES
Podemos definir ações como...

...títulos nominativos negociáveis que representam, para quem as possui, uma fração
do capital social de uma dada empresa.

As ações tradicionais das bolsas de valores – as chamadas blue chips ou ações de primeira linha
– têm como características a grande liquidez e a expectativa de segurança e de rentabilidade.

Contudo, para qualquer ação, não há garantia formal nem para liquidez, nem para
segurança ou rentabilidade. Com isso, é transmitida ao mercado de ações uma forte
conotação de risco.

O investidor cauteloso deverá escolher ações de empresas cuja história indique maior
esperança de liquidez, de segurança e de rentabilidade.

23
MÓDULO 1 Derivativos – Banco do Brasil

Há, contudo, investidores com maior propensão ao risco, que escolhem ações menos líquidas
e de menor tradição no mercado, na esperança de obterem lucros maiores.

2.3.1 TIPOS DE AÇÕES


As ações podem ser ordinárias e preferenciais...

Ações ordinárias...
Concedem a seus detentores o poder de voto nas assembléias deliberativas da
companhia, cujos membros votam com o peso da quantidade das ações que possuem.

Ações preferenciais...
Possuem predileção na distribuição de resultados ou no reembolso do capital em
caso de liquidação da companhia. Seus detentores só podem votar nas assembléias
em ocorrências excepcionais – por exemplo, quando a companhia passar três anos
consecutivos sem distribuir dividendos.

2.4 DIVIDENDOS E BONIFICAÇÕES

Os dividendos correspondem à parcela de lucro líquido distribuída aos


acionistas, na proporção da quantidade de ações possuídas, ao fim de cada
exercício social.

A companhia deve distribuir, no mínimo, 25% de seu lucro líquido ajustado.

A parte não distribuída do lucro, que pode alcançar 75% do total auferido, deve ser reaplicada
nas atividades da própria empresa. Com isso, há um potencial aumento do lucro no futuro e,
portanto, dividendos progressivamente maiores.

Os dividendos são isentos de imposto de renda. Atualmente, há uma única forma de dividendos
– juros sobre capital próprio – sujeita à retenção de imposto de renda na fonte, à alíquota de 15%.

As bonificações são benefícios – em dinheiro ou em ações – que a empresa oferece a seus


acionistas, de acordo com a quantidade de ações que possuem.

2.5 SUBSCRIÇÕES
Os acionistas possuem ainda o direito de preferência na compra de novas ações emitidas ou
na subscrição.

Além de garantir a possibilidade de manter a mesma participação no capital total,


esse direito pode significar ganho adicional, dependendo das condições do
lançamento.

Por fim, se não exercido, o direito pode ser vendido a terceiros.

24
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 1

2.6 CORRETORAS DE VALORES


As corretoras de valores são instituições financeiras, membros das bolsas de valores,
credenciadas pelo Banco Central, pela CVM e pelas próprias bolsas.

Além de possuir outras atividades nos mercados financeiro e de capitais, essas


corretoras estão habilitadas a negociar valores mobiliários com exclusividade no
sistema de negociação das bolsas.

Elas cobram uma remuneração – corretagem – na compra e na venda das ações entre 0,5% e
2% do montante negociado pelo investidor em um determinado dia.

2.7 TIPOS DE MERCADO


As operações na bolsa podem ser efetuadas nos seguintes mercados...

Mercado à vista...
Compradores e vendedores estabelecem um preço para um determinado lote de
ações, a ser entregue e pago no prazo determinado. Atualmente, a entrega é feita
na Bolsa de São Paulo, no terceiro dia após a operação.

Mercado a termo...
As partes fixam um preço para a liquidação físico-financeira da ação em prazo futuro
determinado.

Mercado de opções de compra ou venda...


As partes negociam o direito de comprar e vender a ação a preço e prazo futuro
determinados.

Mercado futuro...
A compra ou venda de ação é feita a um preço acordado entre as partes para
liquidação em data futura específica.

2.8 CONTROLE DA COMPANHIA


O controle da companhia é feito com a maioria das ações ordinárias – com margem de
segurança, há a detenção de 50% das ações ordinárias mais uma –, já que, para ações
preferenciais, não há voto nas assembléias.

A União Federal exerce o controle da PETROBRAS, com cerca de 56% das ações
ordinárias, ou seja, 23% das ações totais da companhia.

No Brasil, o tag along é previsto na Lei nº10.303/01 – Lei das SAs –, em seu artigo 254-A, e assegura
a extensão das condições oferecidas aos acionistas controladores, no caso de venda do controle
da companhia, aos outros acionistas detentores de ações com direito a voto.

25
MÓDULO 1 Derivativos – Banco do Brasil

Portanto, o tag along obrigatório por lei se restringe às ações ordinárias.

Há também empresas que, voluntariamente, estenderam o tag along aos possuidores de ações
preferenciais, tais como a Braskem, a Gerdau e a Sadia, garantindo-lhes, em caso de transferência
de controle, um valor entre 80 e 100% do preço das ações de controle. Esse percentual é
estabelecido por cada uma das empresas consideradas.

Por exemplo, Braskem, 100%, Gerdau, 100% e Sadia, 80%.

UNIDADE 3 – RISCO E LUCRO

3.1 RISCO E DESFECHO ADVERSO


Quando uma decisão implica consequências prejudiciais, contrárias a nossa expectativa no
momento de decidir, podemos dizer que há risco.

Cada um de nós, em sua vida pessoal e familiar, tem de tomar decisões ligadas a experiências
que terão um desfecho efetivo. É muito ruim quando esse desfecho – dentre todos os que
poderiam existir, dependendo de nossa escolha – nos é adverso.

As decisões sobre profissão, casamento, emprego, planos de saúde e de aposentadoria


carregam o risco do insucesso.

Logo, assumir riscos faz parte de nosso cotidiano, ainda que o desfecho adverso não tenha
sido considerado no momento da decisão.

Nem todas as pessoas saem de casa portando guarda-chuva quando não


está chovendo ou quando não há ameaça de chuva.

3.2 PROJETOS DE RISCO


Há, entretanto, decisões econômicas que possuem grande probabilidade de
insucesso, como no caso da exploração de petróleo.

No momento da decisão, o fracasso não pode ser negligenciado, devido a sua alta possibilidade
de ocorrência.

Isso é o que chamamos de projetos de risco, dentre os quais podemos incluir a compra de
ações, atividade que pode acarretar prejuízos importantes contra nossas expectativas de lucros
exitosos.

3.3 ANTECIPAÇÃO DO FUTURO


A possibilidade do risco leva o homem à fantasia de querer antecipar o futuro, muitas vezes,
por meio de métodos mágicos, o que pode implicar o envolvimento de oráculos, pitonisas,
profetas, adivinhos, cartomantes, astrólogos...

26
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 1

Saber o que vai acontecer em termos de futuro permite tomar a decisão certa no
presente.

Infelizmente, contudo, a antecipação de eventos futuros não está ao alcance do homem, com
algumas exceções, em casos muito especiais, em que o resultado desconhecido pode ser
calculado por meio de leis físicas e de suas equações.

3.3.1 PREVISÕES CIENTÍFICAS


Podemos calcular a distância a ser percorrida por um móvel, em certo tempo, quando
conhecemos sua velocidade e aceleração.

Calculamos também o tempo que um corpo leva para cair até o solo a partir da altitude, da
velocidade inicial e da aceleração da gravidade no local.

Com a fórmula estabelecida por Darcy para calcular a quantidade de água potável a ser
fornecida a Paris, calculamos até a vazão de um fluido através de um meio poroso, a partir de
algumas variáveis estratégicas, como pressão, espessura, permeabilidade e viscosidade.

Thales de Mileto previu o eclipse do sol de 585 a.C. Dois séculos depois, Hiparco de Nicéia
antecipou, corretamente, os eclipses do sol e da lua, que iriam ocorrer nos 600 anos seguintes.

Hoje nossa capacidade de fazer previsões científicas é muito mais abrangente...

No dia 21 de agosto de 2126, o cometa Swift-Tuttle passará raspando a Terra, com uma
diferença de apenas duas semanas...

No Natal do ano 2500, um sábado, a lua nascerá, em Paris, às 10h01min e se porá às


20h13min, em uma posição intermediária entre lua nova e quarto crescente...

3.4 PREVISÕES NO MERCADO DE AÇÕES

No caso das decisões relacionadas com o mercado de ações, houve inúmeras


tentativas sem sucesso de construir modelos para prever futuras cotações.

Para administrar o risco, devemos atuar com racionalidade.

Alguns, como recurso, atuam no mercado de ações de acordo com sua intuição. Outros se
utilizam de análises gráficas, financeiras ou fundamentalistas.

Seja como for, é necessário agir com cautela e estudar as informações disponíveis.

Os que investem no mercado em caráter especulativo costumam valer-se da chamada análise


gráfica, procurando ver as tendências das cotações no curto prazo.

27
MÓDULO 1 Derivativos – Banco do Brasil

Para os grafistas, as médias móveis de 5 dias – de baixo para cima – cruzam as médias
móveis de 20 dias em um ponto de compra. Contudo, de cima para baixo, essas
mesmas médias se cruzam em um ponto de venda.

Nessa indicação, o que se reflete é uma tendência do mercado – a percepção do efeito manada
pode ser uma comparação –, não os dados intrínsecos da empresa considerada.

3.4.1 EXEMPLO 1
Um especulador utilizou os gráficos de média móvel de 5 e 20 dias para especular com ações
da Vale do Rio Doce.

A decisão foi tomada no dia 14 de março. O gráfico a seguir demonstra suas decisões de compra
e venda.

A curva pontilhada representa a média móvel de 5 dias. A curva cheia, a média móvel
de 20 dias.

Perto do dia 24 de março, a curva pontilhada corta a curva cheia de baixo para cima. Portanto,
nesse dia, o especulador adquiriu ações da Vale, cotadas, cada uma, a R$ 43,00.

Perto do dia 15 de maio, a curva pontilhada corta a curva cheia de cima para baixo. Portanto,
nesse dia, o especulador vendeu cada uma de suas ações a cerca de R$ 47,50, obtendo um
lucro de R$ 4,50 por ação – mais de 10%.

28
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 1

Devemos considerar, entretanto, que essa estratégia nem sempre dá certo....

Se o especulador decidisse usar essa análise no final de fevereiro, sem nenhuma


crítica, teria comprado a ação por cerca de R$ 45,00 perto do dia 1º de março e teria
vendido por R$ 44,00 perto do dia 7 de março, obtendo um prejuízo de cerca de R$
1,00 por ação negociada.

3.4.2 EXEMPLO 2
Há investidores mais cautelosos, sobretudo, os de médio e longo prazo, que investem de acordo
com as análises financeira e fundamentalista da companhia, examinando o preço da ação, o
lucro anual, o lucro anual por ação, os dividendos anuais, o valor patrimonial da ação, o dividend
yield, entre outros dados do balanço anual.

Esse investidor poderá adotar critérios pessoais, como o de adquirir ações de uma companhia
de primeira linha com preço/lucro do último balanço anual inferior a 8 e dividend yield
(dividendo anual/preço) x 100 superior a 4%. Em longo prazo, dificilmente, sairá perdendo.

Em alguns sites, como no da Infomoney, encontramos os índices dividend yield e de


preço por lucro – P/LPA.Veremos, a seguir, algumas informações sobre a PETROBRAS
PN – PETR4...

29
MÓDULO 1 Derivativos – Banco do Brasil

30
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 1

3.5 GRÁFICO DE LUCRO VERSUS AÇÃO DE VALOR


No gráfico a seguir, podemos verificar os resultados ou lucros possíveis em um tempo T ao
mantermos a posse de determinada ação por esse mesmo período...

3.5.1 GRÁFICO DE LUCROS


Vimos que a ação foi adquirida por um preço AO. Ao final do prazo T, o detentor vai obter lucros
e venderá a ação por um preço AT maior que AO. Contudo, ele terá prejuízo se AT for menor que
AO.

Se comprássemos hoje ações da Vale do Rio Doce a R$ 44,00 (A = 44), daqui a 1 mês,
caso o preço da ação seja R$ 54,00 (AT), teríamos um lucro de (AO - AT) = R$ 10,00.

Se, por outro lado, o preço fosse R$ 34,00 (AT) daqui a 1 mês, o resultado seria negativo, pois
(AO - AT) = -R$ 10,00.

31
MÓDULO 1 Derivativos – Banco do Brasil

Representamos, no gráfico de lucros a seguir – que será muito útil nas estretégias com
opções –, todos os resultados possíveis...

3.6 IMPOSTO DE RENDA SOBRE LUCROS COM VENDA DE AÇÕES

O imposto de renda é devido nos termos da Lei nº 11.033 de 21 de


dezembro de 2004.

Nas operações no mercado à vista, o imposto é cobrado sobre a receita de venda das ações
em um determinado mês, após a subtração do custo real das ações vendidas.

Nesse cálculo, é permitido compensar perdas decorrentes de operações acionárias incorridas


na mesma modalidade operacional – mercado à vista de ações –, no mês considerado ou em
meses anteriores.

Tratando-se do mercado à vista de ações, a alíquota do imposto é de 0,15. Nesse caso, há


retenção na fonte de 0,0005% sobre o valor de cada operação.

O imposto pela venda de ações em um determinado mês deve ser recolhido por DARF até o
último dia do mês subseqüente ao que se efetuaram as operações de venda das ações.

3.6.1 ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA


É importante saber que a Lei nº 11.033 estabeleceu, em seu artigo terceiro, que...

...são isentos do imposto de renda os ganhos líquidos auferidos por pessoa física em
operações efetuadas com ações, no mercado à vista de bolsas de valores, se o total das
alienações realizadas no mês não ultrapassar R$ 20.000,00.

32
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 1

UNIDADE 4 – CENÁRIO CULTURAL

4.1 FILME
Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, assista a
uma cena do filme Pi no CD que acompanha a apostila.

4.2 OBRA LITERÁRIA


Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, leia o
texto A cigarra e a formiga no ambiente on-line.

4.3 OBRA DE ARTE


Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, aprecie
o quadro Na Bolsa de Valores no ambiente on-line.

UNIDADE 5 – ATIVIDADES

5.1 AUTO-AVALIAÇÃO

33
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 2

MÓDULO 2 – MERCADOS A TERMO E DE FUTUROS

APRESENTAÇÃO
Neste módulo, analisaremos o surgimento dos mercados a termo e de futuros. Além de discutirmos
suas características principais, seus participantes, avaliaremos sua importância econômica.

Discutiremos, inicialmente, os derivativos, os mercados futuros e os mercados a termo. Veremos,


a seguir, como é feita a padronização dos contratos futuros e as cláusulas contratuais que,
previamente definidas, conferem mais agilidade e transparência de preços.

Finalmente, identificaremos os dois tipos de participantes do mercado futuro – os hedgers e


os especuladores.

Enfim, iremos nos familiarizar com o que chamamos de derivativos de mercado.

UNIDADE 1 – CONCEITUAÇÕES

1.1 DERIVATIVOS
Os contratos futuros e de opções são exemplos do que chamamos derivativos ou
produtos derivativos.

Os derivativos ou produtos derivativos são títulos cujos valores dependem de outras variáveis
mais básicas.

Uma opção de ação da Telemar é um derivativo, pois seu valor depende do preço da
ação da Telemar.

Um contrato futuro de café arábico é um derivativo, pois seu valor depende do preço
do café.

1.2 CONTRATO OU MERCADO FUTURO

Um contrato futuro é um instrumento de derivativo, ou seja, é um contrato


financeiro no qual duas partes concordam em executar um depósito de instrumentos
financeiros ou commodities físicas para entrega futura a um preço combinado.

Ao comprar um contrato futuro, estamos, basicamente, concordando em comprar – por um


determinado preço – alguma coisa que o vendedor ainda não produziu.

Contudo, participar do mercado futuro não significa, necessariamente, ser responsável por
receber ou entregar vultuosos estoques de commodities.

35
MÓDULO 2 Derivativos – Banco do Brasil

Compradores e vendedores, no mercado futuro, fazem contratos futuros, principalmente,


para se proteger do risco ou para especular – mais do que para realizar a troca física de
bens.

Os contratos futuros são utilizados como instrumentos financeiros não somente


pelos produtores e consumidores, mas também pelos especuladores.

1.2.1 IMPORTÂNCIA DOS MERCADOS FUTUROS


No mundo dos investimentos, é consenso que o mercado futuro é o mais importante núcleo
financeiro, provendo meios para uma competição intensa entre compradores e vendedores.

Mais importante é a capacidade do mercado futuro de criar um centro que possibilita


a gerência dos riscos dos preços.

Os mercados futuros são, contudo, extremamente líquidos, arriscados e complexos por


natureza.

Embora não o sejam para quem tem aversão a riscos...

1.3 ORIGENS
O que sabemos das origens do mercado futuro é que ele teve um modesto começo...

Operações de futuro foram originadas no Japão – durante o século XVIII – e foram


usadas, primeiramente, para o comércio de arroz e seda.

Até 1850, os Estados Unidos ainda não utilizavam os mercados futuros para comprar
e vender commodities como algodão, milho e trigo.

Antes da origem do mercado futuro americano – há, aproximadamente, 150 anos –,


os agricultores levavam suas colheitas ao mercado na esperança de vender seu
estoque.

Contudo, sem nenhuma indicação de demanda, a oferta era sempre excessiva, e as


colheitas não compradas eram deixadas para apodrecer nas ruas.

Por outro lado, quando dada commodity estava fora de época, tudo que era
produzido a partir dela tornava-se excessivamente caro porque não havia estoque
disponível.

Em meados do século XIX, um mercado central de grãos, criado pelos agricultores


para vender suas commodities para entrega imediata ou futura, foi estabelecido.

36
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 2

Os contratos a termo foram os precursores dos atuais contratos futuros.

Na verdade, esses contratos salvaram muitos agricultores de perderem suas colheitas,


e ajudaram na geração de lucro e na estabilização da oferta e de preços fora de
estação.

1.4 MERCADO FUTURO ATUAL


O mercado futuro atual é um mercado global não apenas para produtos agrícolas,
mas também para moedas e instrumentos financeiros – ações, títulos...

No mercado futuro, agricultores, exportadores, importadores, produtores e especuladores se


encontram.

Devido à modernização da tecnologia, os preços das commodities estão disponíveis no mundo


todo...

Um fazendeiro do Kansas pode fechar negócios com um comprador da Europa...

Um investidor no Brasil pode comprar ações em Wall Street...

UNIDADE 2 – CARACTERÍSTICAS BÁSICAS

2.1 MERCADO FUTURO VERSUS MERCADO A TERMO


Contratos futuros são os contratos a termo – com padronização estabelecida pela
bolsa.

Os mercados a termo – apesar de mais modernos e transparentes – não são tão


versáteis quanto os mercados futuros.

As diferenças entre mercado a termo e mercado futuro são...

37
MÓDULO 2 Derivativos – Banco do Brasil

2.2 PADRONIZAÇÃO DOS CONTRATOS


No mercado futuro, compradores e vendedores do mundo inteiro podem negociar
seus produtos.

No mercado futuro, os preços podem-se basear em um sistema de pregão, e as


apostas e ofertas podem encontrar suas contrapartes eletronicamente.

Nos contratos futuros, devem ser definidos...

A quantidade...
A unidade de comercialização é padronizada. Cada unidade representa uma
quantidade fixa do produto.

A qualidade...
O preço de um produto está diretamente ligado a sua qualidade. Determiná-la de
forma correta é muito importante.

A data de vencimento...
Como o pico de comercialização dos produtos ocorre na safra ou na entressafra, as
bolsas estabelecem datas específicas para a liquidação dos contratos.

O local da entrega...
As bolsas, normalmente, estabelecem pontos de entrega próximos dos centros de
consumo e produção do bem.

Caso um desses itens não possa ser especificado, muito dificilmente o contrato
poderá ser negociado.

2.3 LIVRE NEGOCIAÇÃO DE PREÇO


Com todas as cláusulas contratuais previamente definidas – o que confere mais agilidade e
transparência de preços –, resta aos participantes do mercado futuro apenas a negociação do
valor do contrato.

Com a padronização dos contratos, o único item que está livre para negociação,
realmente, é o preço pelo qual o contrato será liquidado em seu vencimento.

A maioria dos contratos futuros é cumprida sem que haja a entrega física da mercadoria.

2.4 NOVOS PRODUTOS DERIVATIVOS


Existem produtos que não são passíveis de padronização e, portanto, não se prestarão a uma
negociação padronizada.

38
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 2

Já se tentou criar um contrato futuro de diamante. Entretanto, como é muito difícil


padronizar essa pedra, um contrato futuro nunca poderia ser facilmente liquidado.

Contudo, contratos a termo de diamantes podem ser negociados.

Nos últimos anos, os bancos de investimentos têm sido muito criativos no desenvolvimento
de novos produtos derivativos, como criação de novas estratégias para minimização do risco,
alavancagem das posições para entrega de maior rentabilidade, entre outros, com o intuito de
satisfazer às necessidades de seus clientes.

Normalmente, tais títulos não são negociados em bolsa, mas vendidos no mercado de balcão
por instituições financeiras ou incorporados à emissão de ações ou títulos no intuito de torná-
los mais atrativos.

A possibilidade de desenvolver títulos derivativos novos parece, realmente, ilimitada.

2.5 EXEMPLO
Devido à redução de investimentos no setor rural por parte do governo, novas formas
de captação de recursos se faziam necessárias. Uma das soluções encontradas foi a
busca de investidores, realizada pela Cédula do Produto Rural – CPR. A venda do
produto rural por meio da CPR antecipa recursos ao produtor.

A CPR – regulamentada pela Lei n. 8.929, de 22 de agosto de 1994 – foi criada como um título
a termo.

O emitente desse título cambial vende sua produção a termo, recebe o valor da venda à vista
e se compromete a entregar o produto negociado na quantidade, na qualidade, no local e na
data estipulados.

A partir de 20 de janeiro de 2000, a CPR passou a ser admitida com liquidação financeira, o que
ampliou o leque de compradores àqueles que não queriam, de fato, receber a mercadoria – e
que, no prazo estipulado, receberiam o dinheiro equivalente à mercadoria comprada.

O Banco do Brasil é o principal intermediador das operações com CPR e


avalizou, entre 1994 e 2004, mais de R$ 7 bilhões com esse título cambial.

2.5.1 OUTRO EXEMPLO


Por um lado, um plantador de trigo está tentando assegurar um preço para a colheita da
próxima estação.

Por outro, um produtor de pães está tentando assegurar o preço de compra para determinar
quantos pães poderão ser produzidos e quais os lucros projetados.

39
MÓDULO 2 Derivativos – Banco do Brasil

Nesse caso, o agricultor e o produtor podem firmar um contrato futuro para a entrega
de 5.000 sacas de grão, em junho próximo, ao preço de R$ 4,00 por saca.

Aceitando esse contrato de futuro, o agricultor e o produtor asseguram o preço que


ambas as partes acreditam ser o preço justo em junho.

É esse contrato – e não o grão em si – que pode ser comprado ou vendido no mercado futuro.

2.6 AJUSTES DIÁRIOS


Os lucros e prejuízos dos contratos futuros dependem dos movimentos diários do mercado.

Se, depois de o agricultor e o produtor firmarem o contrato de R$ 4,00 por saca, os


contratos futuros de trigo subirem para R$ 5,00 por saca, o agricultor – como
detentor da posição de venda – perde R$ 1,00 por saca porque o preço justo superou
o preço futuro ao qual está obrigado a vender seu trigo.

O produtor – como detentor da posição de compra – lucrou R$ 1,00 por saca porque o preço
que irá pagar no futuro será menor do que aquele que o resto do mercado será obrigado a
pagar.

No dia em que a mudança ocorre – como são 5.000 sacas –, são debitados da conta do agricultor
R$ 5.000,00. Na conta do produtor, são creditados R$ 5.000,00.

Como o mercado varia todos os dias, esses tipos de ajustes são realizados
diariamente.

Logo, ganhos e perdas de um dia de operação são creditados ou debitados todos os


dias.

No mercado de ações, ganhos ou perdas de capital são definidos por


movimentos nos preços até que o investidor venda sua ação.

Da mesma forma que, em um contrato futuro, as contas das partes são ajustadas diariamente,
a maioria das transações no mercado futuro é completada em dinheiro, e a mercadoria física,
comprada ou vendida no mercado spot com dinheiro vivo.

2.7 MERCADO FUTURO E MERCADO SPOT


Os preços tendem a se mover, paralelamente, no mercado à vista e no mercado futuro...

Quando um contrato futuro expira, os preços convergem para um preço único.

Depois de encerrado o contrato futuro, o produtor ainda precisa do trigo para fazer
o pão.

40
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 2

O produtor vai, certamente, comprar seu trigo no mercado ou em um pool de trigo a


R$ 5,00 por saca, totalizando R$ 25.000,00 (5.000 sacas x R$ 5,00). Esse é o preço do
trigo quando o contrato vencer.

Tecnicamente, o produtor lucrou R$ 5.000,00 com o contrato futuro.

Para adquirir sua mercadoria, o produtor ainda paga o preço acertado de R$ 4,00
por saca (R$ 25.000,00 - R$ 5.000,00), ou seja, R$ 20.000,00.

Em outras palavras, o prejuízo do agricultor nos contratos futuros é


compensado por um preço de venda maior no mercado spot... Chamamos isso
de hedger.

O agricultor – depois de fechar contrato – pode vender seu trigo no mercado spot a R$ 5,00
por saca. Contudo, por ter perdido no contrato futuro fechado com o padeiro, na realidade, ele
receberá do padeiro apenas R$ 4,00 por saca.

2.7.1 ESPECULAÇÃO
Um contrato futuro é, na verdade, mais uma posição financeira.

As duas partes – no contrato futuro de trigo – poderiam ser dois especuladores.

Nesse caso, o especulador na ponta de venda teria perdido apenas R$ 5.000,00.

Nesse caso, o especulador na ponta de compra teria ganhado esse montante.

Nenhum dos dois teria de ir ao mercado para comprar ou vender a


mercadoria depois que o contrato expirasse.

UNIDADE 3 – PARTICIPANTES

3.1 CATEGORIAS
Os participantes do mercado futuro estão subdivididos em duas categorias...

Hedgers...
Compram ou vendem no mercado futuro para assegurar o preço futuro de um
produto no mercado spot.

Especuladores...
Pessoa ou grupo de pessoas com uma tarefa fixa e encarregado de montar uma das
partes do produto.

41
MÓDULO 2 Derivativos – Banco do Brasil

3.2 HEDGERS
O hedger compra ou vende no mercado futuro para assegurar o preço futuro de um
dado produto no mercado spot, ajudando na proteção contra os riscos da oscilação
de preços.

Produtores, manufatureiros, importadores, exportadores... todos podem


ser hedgers.

Os detentores de posições de compra nos contratos futuros tentam assegurar o preço mais
baixo possível.

Por fornecerem um preço definido para ambas as partes, os contratos futuros


reduzem os riscos associados ao preço, ou seja, reduzem a volatilidade.

Fazer – por meio de contratos futuros – um hedge também pode possibilitar que
seja mantida uma margem de preço aceitável entre o custo de matéria-prima e o
custo de varejo do produto final vendido.

3.2.1 EXEMPLO
Um joalheiro tem de garantir – por pelo menos seis meses – o estoque de prata para brincos e
pulseiras que já foram anunciados em um catálogo, a preços específicos.

Se o preço da prata aumentar nos próximos seis meses, o custo extra da prata não poderá ser
transferido ao comprador de varejo – uma vez que os preços dos brincos e das pulseiras já
foram definidos e divulgados.

Para se proteger ou minimizar esse tipo de risco, o joalheiro poderia entrar no


mercado futuro.

No mercado futuro, o joalheiro poderia comprar um contrato de prata com vencimento em


seis meses, ao preço de R$ 5,00 por onça.

Se, ao final do sexto mês, o preço da prata no mercado à vista for R$ 6,00 por onça,
o joalheiro terá se beneficiado com os contratos futuros e escapará dos preços mais
altos.

Se, ao final do sexto mês, o preço da prata no mercado à vista baixar, o joalheiro terá
prejuízo.

Como o mercado de prata é muito volátil, o joalheiro pode-se proteger usando contratos futuros
como estratégia de minimizar risco.

42
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 2

Então, basicamente, o que é hedge?

É a tentativa de minimizar o risco assegurando os preços para futuras compras ou


vendas.

3.3 ESPECULADORES
Os especuladores – em vez de tentarem minimizar o risco – tentam-se beneficiar do
risco inerente aos mercados futuros.

No mercado de futuro, o especulador compra um contrato por um preço mais baixo


para vendê-lo no futuro, por um preço maior.

Os especuladores querem obter lucros com as mudanças de preços... Os


hedgers querem-se proteger dessas mudanças.

No mercado de futuro, o especulador tem grandes probabilidades de comprar o contrato de


um hedger, que vende um contrato por um preço menor para se antecipar a uma futura queda
de preços.

Diferente do hedger, o especulador não procura, necessariamente, adquirir uma


mercadoria.

O especulador entra no mercado em busca de lucros, balanceando as altas e baixas


de preços durante compras e vendas de contratos.

3.4 HEDGERS VERSUS ESPECULADORES


As diferenças entre hedgers e especuladores são...

Em um mercado agitado – no qual a informação é contínua –, os especuladores e hegders se


beneficiam mutuamente.

Quanto mais se aproxima o prazo de vencimento do contrato, mais concreta será a


informação que entra no mercado.

43
MÓDULO 2 Derivativos – Banco do Brasil

3.5 ENTIDADES REGULATÓRIAS


No Brasil, os mercados da Bolsa de Mercadorias & Futuros – BM&F – são regulamentados pela
Comissão de Valores Mobiliários – CVM – e pelo Banco Central do Brasil.

Nos Estados Unidos, esse mercado é regulado pela Commodity Futures Trading Commission –
CFTC – e também está sujeito à regulação da National Futures Association – NFA.

UNIDADE 4 – IMPORTÂNCIA DOS MERCADOS FUTUROS

4.1 FONTE DE INFORMAÇÕES


Em razão de sua intensa atividade e de sua função central no mercado globalizado, o mercado
futuro é fonte vital de informações, principalmente em relação à...

Formação de preço...
Instrumentos econômicos para determinação de preços, baseados nos montantes
de oferta e demanda presentes e futuras.

Redução de risco...
Os participantes devem saber, anteriormente, o valor que será necessário
disponibilizar para comprar ou vender.

4.2 FORMAÇÃO DE PREÇOS


Devido a sua natureza altamente competitiva, os mercados futuros se tornaram
instrumentos econômicos importantes para determinação de preços, baseados nos
montantes de oferta e demanda presentes e futuras.

O mercado futuro de preços depende do contínuo fluxo de informações vindo de todo o


mundo – conseqüentemente, o mercado futuro tem de ser transparente.

Clima, guerras, não pagamento de dívidas, recuperação da terra, desflorestamento


são algumas das variáveis que podem afetar a oferta e a demanda em relação tanto
ao preço presente quanto futuro de um produto.

O processo que leva em consideração todos esses fatores é conhecido como formação de
preço.

4.3 REDUÇÃO DE RISCO

Com contratos futuros, riscos podem ser reduzidos.

O mercado futuro reduz os riscos do mercado spot, porque preestabelece preços.

44
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 2

Conseqüentemente, os participantes do mercado futuro sabem, com antecedência, o valor que


será necessário disponibilizar para comprar ou vender.

Isso ajuda a reduzir o custo do comprador de varejo.

Com menos risco, há menos chances de produtores aumentarem os preços para


conseguir elevar os lucros.

UNIDADE 5 – CENÁRIO CULTURAL

5.1 FILME
Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, acesse uma
cena do filme Quanto vale ou é por quilo? no CD que acompanha a apostila.

5.2 OBRA LITERÁRIA


Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, leia o
texto O tempo no ambiente on-line.

5.3 OBRA DE ARTE


Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, aprecie
o quadro Colheita de algodão no ambiente on-line.

UNIDADE 6 – ATIVIDADES

6.1 AUTO-AVALIAÇÃO

45
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 3

MÓDULO 3 – FUNCIONAMENTO DOS MERCADOS A TERMO E DE FUTUROS

APRESENTAÇÃO
Além do mercado à vista de ações, há também, em Bolsa de Valores, o mercado a termo, o
mercado futuro e o mercado de opções.

Neste módulo, em linhas gerais, vamos estudar o funcionamento dos mercados a termo e de
futuros em Bolsa. Após conhecermos as estratégias usadas nesses mercados para fazermos
bons investimentos, nos concentraremos em exemplos mais práticos do mercado futuro.

O objetivo é determinar o que comprar ou vender, e quando comprar


ou vender.

UNIDADE 1 – PRINCIPAIS CONCEITOS

1.1 MARGENS DE GARANTIA


No mercado de futuros, margem é o recurso utilizado para debitar qualquer perda
do dia-a-dia.

No mercado de futuros, margem refere-se ao depósito inicial realizado em


uma conta para operar com contratos futuros.

Quando se opera um contrato futuro, a bolsa de futuros exige que um mínimo de dinheiro
seja depositado em conta – esse depósito inicial é chamado de margem de garantia.

No Brasil, podem ser depositados como margem...


ƒ títulos públicos – BBC, NTN, LTN...
ƒ títulos privados – CDB...
ƒ ações, cartas de fiança...

Quando um contrato é liquidado, a margem de garantia é devolvida juntamente com os ganhos


ou as perdas ocorridas no período de vigência do contrato futuro.

O nível mínimo de margem determinado pela bolsa de futuros é, em geral, de 5 a


10% do valor do contrato. Contudo, esse montante está, continuamente, sob revisão
já que – em tempos de alta volatilidade de mercado – as necessidades de margem
inicial podem ser aumentadas.

1.2 ALAVANCAGEM
No mercado futuro, alavancagem se refere ao controle sobre uma grande quantidade de
commodities em relação a um baixo nível de capital.

47
MÓDULO 3 Derivativos – Banco do Brasil

Em outras palavras, com um pequeno montante de dinheiro, podemos comprar um


contrato futuro que vale muito mais do que o depositado na conta margem.

No mercado futuro – mais do que em qualquer outra forma de investimento –, as mudanças


de preços são altamente alavancadas.

Isso significa que uma pequena mudança em um preço futuro pode traduzir um enorme ganho
ou uma enorme perda.

As posições futuras são altamente alavancadas porque as margens iniciais – impostas pelas
bolsas – são relativamente pequenas se comparadas ao valor dos contratos.

Quanto menor a margem em relação ao valor do contrato futuro, maior a


alavancagem.

Isso explica por que o mercado futuro é útil, porém muito arriscado se entramos
para especular.

Investimentos altamente alavancados podem produzir dois resultados –


bons lucros ou grande prejuízos!

1.2.1 EXEMPLO
Com uma margem de garantia de apenas R$ 5.000,00, é possível comprar um contrato futuro
de 30.000 libras de café, com valor de R$ 50.000,00.

Esse seria um investimento considerado altamente alavancado.

1.2.2 OUTRO EXEMPLO


Em antecipação a um aumento nos preços das ações, uma empresa comprou um contrato
futuro para um índice corrente situado aos 1.300 pontos com um depósito em margem de R$
10.000,00.

O contrato vale R$ 250,00 x 1.300, ou seja, R$ 325.000,00.

Isso significa que, para cada ponto ganho ou perdido, haverá um lucro ou um prejuízo
de R$ 250,00.

Se, após alguns meses, o índice proporcionar um ganho de 5%, este se traduzirá em um ganho
de 65 pontos.

Em termos financeiros, como investidora, a empresa teria lucrado R$ 16.250,00


(65 x R$ 250,00), ou seja, um lucro de 162,5%.

48
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 3

Por outro lado, se o índice tivesse diminuído 5%, haveria uma perda de R$ 16.250,00.

Essa perda representa um prejuízo muito grande em relação à margem de garantia depositada
para obter o contrato – R$ 10.000,00 –, pois ainda faltaria pagar R$ 6.250,00 para cobrir as
perdas.

Uma pequena mudança de 5% no índice pode resultar em um lucro


ou prejuízo muito grande para o investidor – essa é a aritmética arriscada
da alavancagem.

1.3 PRECIFICAÇÃO
Contratos no mercado de futuros resultam da competição entre os preços.

Os preços são cotados conforme são negociados no mercado à vista, em dólares,


em reais ou por unidades – onças de ouro, sacas, barris, pontos de índices,
percentagens...

Preços em contratos futuros apresentam um montante mínimo – estabelecidos pelas bolsas


de futuros – para se moverem.

Os investidores do mercado de futuros têm de entender como os movimentos de preços


mínimos para cada mercadoria afetarão o tamanho do contrato.

Em um contrato de café de 100 sacas, um mínimo de US$ 5,00 (US$ 0,05 x 100
sacas) poderia ser ganho ou perdido em um contrato particular, em um único dia.

UNIDADE 2 – ESTRATÉGIAS

2.1 ESTRATÉGIAS
Essencialmente, os contratos futuros tentam projetar, em uma data futura, o valor de um índice
ou de uma mercadoria.

Os especuladores do mercado de futuros podem usar estratégias diferentes para


levar vantagem tanto na alta quanto na queda de preços.

Vejamos alguns exemplos...

Estar comprado...
O investidor pretende lucrar com a alta antecipada no preço futuro.

Estar vendido...
O investidor pretende lucrar com a queda dos preços.

49
MÓDULO 3 Derivativos – Banco do Brasil

Spread...
O investidor pretende lucrar com a diferença de preço entre dois contratos de uma
mesma mercadoria.

Cash and carry...


O investidor acredita que os preços à vista e futuro estão desbalanceados e que,
futuramente, esse desequilíbrio se corrigirá de tal forma que os ganhos com a posse
de uma das posições compensará a perda da outra.

2.2 ESTAR COMPRADO


Um investidor está comprado quando, em um contrato firmado, ele concorda em
comprar e receber uma mercadoria a um determinado preço.

Esse investidor pretende lucrar em cima de uma alta antecipada no preço futuro.

Com uma margem de garantia de R$ 2.000,00 em junho, um especulador compra um contrato


de 1.000 onças de ouro para setembro, a R$ 350,00 por onça, totalizando R$ 350.000,00.

O especulador está comprado na expectativa de haver um aumento no preço do


ouro dentro do período de validade do contrato.

Por outro lado, se, em agosto, o preço do ouro subir R$ 2,00 por onça e o especulador decidir
vender o contrato para lucrar, o contrato de 1.000 onças valerá R$ 352.000,00 – seu lucro
será de R$ 2.000,00.

Dada a alta alavancagem, estar comprado deu ao especulador um lucro


de 100%...

Se, em agosto, o preço do ouro diminuir R$ 2,00 por onça e o especulador decidir vender o
contrato, ele perderá 100%.

Durante a validade do contrato comprado pelo especulador, a margem poderia ter


caído abaixo do nível da margem de manutenção. Dessa forma, ele teria de ter
respondido a várias chamadas de margens, o que resultaria em um prejuízo ainda
maior ou em um lucro menor.

2.3 ESTAR VENDIDO


O especulador que está vendido firma um contrato concordando em vender e entregar uma
mercadoria a um determinado preço.

Esse especulador pretende lucrar na queda dos preços – vendendo um contrato a


um preço mais alto em um primeiro momento. Esse contrato poderá ser recomprado,
no futuro, a um preço menor, gerando lucro para o especulador.

50
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 3

Essa estratégia é muito utilizada quando o mercado está em queda.

O estrategista de uma empresa chega à conclusão de que o preço do petróleo deverá cair nos
próximos seis meses.

Dessa forma, a empresa poderia vender um contrato hoje, ao preço corrente, e


comprá-lo de volta nos seis meses seguintes, depois que os preços caíssem.

Em dezembro, com um depósito de margem de garantia de R$ 3.000,00, esse estrategista


vende um contrato para maio de crude oil – contrato equivalente a 1.000 barris –, a R$ 25,00
por barril, totalizando R$ 25.000,00.

Se, em março, o preço do petróleo chegar a R$ 20,00 por barril – e o estrategista achar que é
hora de obter algum lucro –, ele poderá comprar de volta o contrato que valeria então R$
20.000,00.

Como vendida, a empresa lucraria R$ 5.000,00.

Se as pesquisas não tivessem sido bem feitas, essa estratégia seria


um desastre!

2.4 SPREAD
Estar comprado ou vendido são posições que, basicamente, envolvem a compra ou a venda de
um contrato visando à obtenção de vantagem dos altos ou baixos preços do mercado futuro.

Uma outra estratégia comum usada por operadores de futuros é o spread.

Os spreads pretendem levar vantagem da diferença de preço entre dois diferentes


contratos de uma mesma mercadoria...

Quando especulamos, o spread é muito mais seguro do que


simplesmente estar comprado ou vendido em contratos futuros.

Por exemplo, comprar um contrato futuro de ouro com vencimento em outubro e vender um
contrato futuro de ouro com vencimento em dezembro...

O lucro da diferença de ajuste entre os dois contratos é o spread.

O spread é uma das mais conservadoras formas de operar no mercado futuro.

51
MÓDULO 3 Derivativos – Banco do Brasil

2.5 CASH AND CARRY


Na estratégia de cash and carry, o investidor pode comprar ações de determinada companhia
e vendê-las no mercado futuro, de forma a garantir as posições contra as oscilações de preços.

Dessa forma, ele obtém como resultado uma taxa de retorno prefixada, que equivale à diferença
entre o preço da carteira à vista e o preço contratado no mercado de IBOVESPA.

Há ainda a opção de rolagem da posição.

UNIDADE 3 – OPERAÇÕES COM CONTRATOS FUTUROS

3.1 PROCEDIMENTOS BÁSICOS


Para operar contratos futuros, deve ser escolhida uma corretora de mercadorias.

Por intermédio dessas corretoras – sócias da BM&F –, as ordens dos clientes são
executadas, da melhor forma possível, em um pregão ou em um mercado de balcão.

Escolhida a corretora, deve ser preenchida a documentação cadastral e depositada


a margem de garantia para, em seguida, começarmos a operar.

Para negociar no mercado futuro de ações, temos de proceder da mesma forma que em
qualquer outro mercado da BOVESPA.

Devemos nos dirigir à corretora de nossa confiança – na qual já temos cadastro


para operação em bolsa – e, após atendidas as exigências da corretora, temos de
ordenar a compra ou a venda a futuro do papel que desejarmos, nas condições que
especificarmos.

3.2 INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS


As informações necessárias para o envio de ordens de compra ou venda de ações no mercado
futuro são as mesmas vigentes para o mercado à vista.

No mínimo, deve ser informado...


ƒ tipo de operação – compra ou venda;
ƒ quantidade – em múltiplos do lote-padrão do papel;
ƒ código de negociação – o código do papel ou vencimento no mercado futuro
de ações;
ƒ condição de preço.

52
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 3

3.3 TIPOS DE ORDENS


Como no mercado à vista e de opções, os principais tipos de ordens são...

3.4 MERCADO FUTURO DE AÇÕES


As transações no mercado futuro de ações podem ser realizadas tanto no pregão viva-voz
quanto eletronicamente.

O lote-padrão e a forma de cotação das ações negociadas no mercado futuro são os


mesmos praticados no mercado à vista.

As ações são transacionadas em múltiplos de 100, 1.000, 10.000 ou 100.000 e


cotadas em reais.

Diariamente, a BOVESPA divulga – em jornais, no Boletim Diário de Informações, no site da


CBLC... – a relação de empresas autorizadas a negociar no mercado futuro de ações.

Somente as ações previamente autorizadas podem ser negociadas no


mercado futuro de ações.

3.4.1 OPERAÇÕES DAY-TRADE


No mercado futuro, também são realizadas as operações day-trade...

...operações de compra e venda a futuro dos mesmos papéis, para o mesmo mês de
vencimento, em uma mesma sessão de negociação, por uma mesma sociedade
corretora e por conta de um mesmo comitente.

Tais operações são liquidadas por compensação financeira a um valor


equivalente à diferença entre o preço de compra e o preço de venda.

Se o preço de compra for superior ao preço de venda, o investidor deverá pagar a


diferença entre esses dois valores multiplicada pela quantidade de ações negociada.

Se o preço de compra for inferior ao preço de venda, o investidor terá o direito de


receber a diferença entre os dois valores multiplicada pela quantidade de ações
negociada.

53
MÓDULO 3 Derivativos – Banco do Brasil

3.5 FORMAÇÃO DE PREÇO

Os preços negociados no mercado futuro de ações são formados pela


interação entre a oferta e a demanda por um determinado papel.

Se houver mais investidores interessados em comprar determinado papel a futuro para um


específico vencimento do que investidores que queiram vendê-lo, esse papel, naturalmente,
terá seu preço aumentado, pois os investidores estarão dispostos a pagar mais para obtê-lo ou
vice-versa.

O preço praticado em mercado gira em torno de um preço calculado – preço teórico ou preço
justo – cuja formação se baseia no princípio de que o preço justo de negociação no mercado
futuro de ações corresponde ao preço do papel no mercado à vista mais uma taxa de juros.

3.5.1 FÓRMULA
A fórmula que explica essa relação é...

Em que...
ƒ F = valor do contrato futuro;
ƒ S = valor do ativo no mercado à vista;
ƒ i = taxa de juros na forma decimal;
ƒ n = número de dias a decorrer até o vencimento do contrato futuro;
ƒ m = número de dias da base da taxa de juros – ano, mês, semestre...

3.5.2 DEMARCAÇÃO DE PREÇO JUSTO


Se os preços no mercado à vista e no mercado futuro de ações hoje forem
exatamente iguais, seria preferível assumir uma posição de compra no mercado
futuro de ações...

Mas por quê?

No mercado à vista, o investidor teria de desembolsar o valor total da operação em d + 3.

No mercado futuro de ações, o investidor teria de fazer o depósito de garantias e o pagamento


total apenas na data de liquidação, v + 3, e somente se o investidor optasse por levar o contrato
até o vencimento.

54
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 3

O investidor poderia utilizar o montante não desembolsado em aplicações livres de


risco, obtendo, dessa forma, uma determinada rentabilidade.

Entretanto, há situações menos usuais em que o mercado está invertido. Neste caso, os contratos
de vencimento mais próximos são praticados a preços mais altos do que os de vencimento
mais distante.

Normalmente, isso acontece quando a oferta de determinado ativo é mais escassa em curto
prazo – com relação à demanda – do que em médio ou longo prazo.

3.6 ENCERRAMENTO ANTECIPADO


O investidor que detém uma posição comprada ou vendida no mercado futuro de ações e que
não deseja efetivar a liquidação física pode sair de sua posição realizando uma operação oposta,
envolvendo os mesmos papéis e o mesmo vencimento.

Se o investidor é detentor de uma posição vendedora de 100.000 ações – que vence, por
exemplo, em dezembro – e deseja encerrar sua posição no mercado futuro antes do dia de
vencimento, ele poderá comprar 100.000 ações nesse mercado com vencimento para
dezembro.

Dessa forma, ele estará anulando sua posição original.

São aceitos encerramentos totais ou parciais de uma mesma posição.


Contudo, o encerramento antecipado de posições pode ser realizado a qualquer
momento, desde a abertura da posição até o dia de vencimento do contrato.

A liquidação do encerramento antecipado de posições é exclusivamente financeira – o preço


de liquidação corresponde à diferença entre o preço do negócio de encerramento e o preço
de ajuste do dia útil imediatamente anterior.

3.6.1 EXEMPLO
Um investidor detém uma posição de compra futura de 500.000 ações, com vencimento em
outubro. Contudo, ele deseja-se desfazer de parte de sua posição.

Esse investidor pode ir à sociedade corretora por meio da qual opera e dar uma ordem para a
venda de 300.000 ações no mercado futuro de ações, com vencimento em outubro.

55
MÓDULO 3 Derivativos – Banco do Brasil

A operação é realizada ao preço de R$ 105,00 por ação...

UNIDADE 4 – CONTRATOS FUTUROS MINIS

4.1 INVESTIMENTO EM PESSOA FÍSICA

Atualmente, são negociados, diariamente, em torno de 800 mil contratos


na BM&F.

O ano de 2004 foi um marco para a Bolsa de Mercadorias & Futuros – BM&F. Houve um
crescimento de 30% no volume de operações.

O forte crescimento do mercado de derivativos levou a BM&F a apostar em um novo


segmento – a pessoa física.

Seguindo os passos da Bolsa de Chicago – que lançou os mini-contratos de derivativos


e atraiu novos investidores –, a BM&F lançou, pela internet, os contratos minis do
IBOVESPA.

4.2 OPERAÇÕES

Os contratos minis são negociados com valores correspondentes a 10%


dos contratos-padrão negociados na bolsa.

Com o dólar futuro – cujo contrato-padrão futuro é de US$ 50 mil –, o pequeno


investidor teria de desembolsar apenas US$ 5 mil para participar da negociação
via webtrading da BM&F.

A operação é feita diretamente com a bolsa, sem intermediação de um corretor.

As corretoras apenas atuam como consultoras financeiras.

Atualmente, são três os contratos minis, e suas especificações podem ser obtidas nos sites da
CBOT e da CME.

56
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 3

4.3 CONTRATOS MINIS


Alguns exemplos de contratos minis...

Do IBOVESPA...
A utilização do mercado futuro de IBOVESPA serve como proteção de uma carteira
de ações. O mini do IBOVESPA é muito utilizado pelos investidores como hedge.

Do boi gordo...
O contrato normal de boi é de 330 arrobas ou cerca de 20 cabeças. Já o mini fica em
33 arrobas ou 2 cabeças.

De dólar...
O contrato padrão futuro de dólar é de US$ 50 mil. O pequeno investidor teria de
desembolsar US$ 5 mil para participar da negociação.

UNIDADE 5 – CENÁRIO CULTURAL

5.1 FILME
Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, acesse
uma cena do filme A última noite no CD que acompanha a apostila.

5.2 OBRA LITERÁRIA


Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, leia o
texto A cena do cemitério no ambiente on-line.

5.3 OBRA DE ARTE


Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, aprecie
a obra Pequena oscilação no ambiente on-line.

UNIDADE 6 – ATIVIDADES

6.1 AUTO-AVALIAÇÃO
6.2 FÓRUM – ANIMAÇÃO

Antes de iniciar a próxima tarefa, assista à animação no ambiente on-


line, que introduz a problemática do Fórum Contratos futuros para o
pequeno investidor.

Os hedgers querem minimizar o risco, não importando o objetivo de seu investimento,


enquanto os especuladores querem aumentar o risco, e conseqüentemente maximizar
seus lucros.

57
MÓDULO 3 Derivativos – Banco do Brasil

6.2.1 FÓRUM – DINÂMICA


Estamos abrindo o Fórum Contratos futuros para o pequeno investidor.

Neste fórum, discutiremos se os contratos futuros devem fazer parte da estratégia do pequeno
investidor, a partir das seguintes atividades...
ƒ tarefa individual sobre o tema apresentado;
ƒ apresentação do trabalho à turma;
ƒ análise de trabalhos de dois colegas;
ƒ discussão dos trabalhos;
ƒ debate, via reunião on-line, sobre a temática do fórum.

Por esta atividade, você poderá receber de 0 a 10.0 pontos.

Todas as etapas do fórum prevêem apenas tarefas individuais.

6.2.2 FÓRUM – TAREFA INDIVIDUAL


Não se esqueça de verificar a data agendada para esta atividade no calendário.

INFORMAÇÕES SOBRE A TAREFA INDIVIDUAL


Com o desenvolvimento da tecnologia, até os mais arriscados tipos de investimentos
tornaram-se acessíveis.

Objetivo

Discutir se os contratos futuros devem fazer parte da estratégia do pequeno investidor.

Suporte ao trabalho

Para desenvolver esta atividade...


ƒ leia o texto O futuro em suas mãos, disponível no final desta unidade;
ƒ acesse o site da Bolsa de Mercadorias & Futuros <www.bmf.com.br>.

Tarefa

Elabore um texto que discuta se os contratos futuros devem fazer parte da estratégia do
pequeno investidor – ou investidor iniciante. Para tal, considere os contratos mini...
ƒ do IBOVESPA;
ƒ de boi gordo;
ƒ de dólar.

58
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 3

Registro do trabalho

Registre os dados desta atividade na Matriz de atividade individual. Para tal...


ƒ acesse o arquivo com a Matriz de atividade individual, disponível no ambiente
on-line;
ƒ abra o arquivo;
ƒ salve esse arquivo em seu computador;
ƒ preencha a matriz com os dados de seu trabalho;
ƒ salve seu trabalho;
ƒ disponibilize o trabalho a sua turma na sala de aula.

Não se esqueça de verificar a data agendada para esta atividade no calendário.

Para saber como disponibilizar seu trabalho na sala de aula, leia o Anexo 4.

6.2.3 FÓRUM – ANÁLISE DOS TRABALHOS


Não se esqueça de verificar a data agendada para esta atividade no calendário.

INFORMAÇÕES SOBRE A ANÁLISE DOS TRABALHOS


Objetivo

Avaliar o trabalho de dois colegas da turma sobre os contratos futuros e a estratégia do


pequeno investidor.

Tarefa

Nesta avaliação, faça um levantamento e registre as opiniões...


ƒ que sejam compatíveis com as suas;
ƒ que sejam diferentes das suas, mas que possam ser levadas em consideração na
análise da questão central do fórum;
ƒ que devam ser refutadas ou que devam ser melhor explicadas.

Registro do trabalho

Registre os dados desta atividade na Matriz do fórum. Para tal...


ƒ acesse o arquivo com a Matriz do fórum, disponível no final desta unidade;
ƒ abra o arquivo;
ƒ salve esse arquivo em seu computador;
ƒ preencha a matriz com os dados de seu trabalho;
ƒ salve seu trabalho;
ƒ disponibilize sua Matriz do fórum na sala de aula, antes da reunião on-line.

59
MÓDULO 3 Derivativos – Banco do Brasil

Não se esqueça de verificar a data agendada para esta atividade no calendário.

Para saber como acessar os trabalhos de seus colegas e disponibilizar sua análise na
sala de aula, leia o Anexo 5.

6.2.4 FÓRUM – DISCUSSÃO DOS TRABALHOS


Você analisou os trabalhos elaborados por dois colegas de turma em sua Matriz do
fórum.

É necessário agora que você se posicione em relação às análises de seu trabalho


feitas por um ou mais colegas de turma, ou pelo Professor-Tutor.

Lembre-se... É muito importante defender nossas idéias, mas é igualmente


importante saber receber críticas construtivas!

Não se esqueça de verificar a data agendada para esta atividade no calendário.

Para saber como acessar as análises dirigidas a seu trabalho e como disponibilizar
seus comentários a essas análises, leia o Anexo 6.

6.2.5 FÓRUM – REUNIÃO ON-LINE


6.2.5.1 FÓRUM – REUNIÕES ON-LINE
Para encerrar o Fórum Contratos futuros para o pequeno investidor, iremos debater a
coerência dos trabalhos elaborados pela turma em uma reunião on-line.

Para otimizar esse debate, agendamos mais de uma reunião on-line com as equipes, de acordo
com o número de alunos da turma.

Para cada uma dessas reuniões, foi agendado um cronograma diferente.

Sua avaliação na reunião on-line – como nas demais etapas de trabalho previstas no
fórum – será individual.

Por esta atividade, você poderá receber de 0 a 10.0 pontos.

Verifique o dia e o horário em que a reunião on-line de sua equipe foi agendada no calendário.

DINÂMICA DA REUNIÃO ON-LINE


Antes da reunião on-line, o Professor-Tutor irá sugerir à turma a leitura de um dentre os trabalhos
individuais apresentados para o fórum.

60
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 3

As idéias presentes nesse trabalho nortearão a discussão realizada na reunião on-line.

Para que a reunião on-line seja produtiva, devemos observar as seguintes regras...
ƒ a reunião on-line não poderá exceder uma hora e meia;
ƒ os alunos deverão participar da reunião on-line de maneira organizada, seguindo
às orientações do Professor-Tutor.

Dessa forma, todos poderão participar da discussão, expondo suas idéias.

Para saber como participar de uma reunião on-line, leia o Anexo 7.

TEXTO UTILIZADO

O FUTURO EM SUAS MÃOS


BM&F inaugura, em outubro, sistema de negociação pela internet

A febre do investimento on-line contagiou, enfim, a Bolsa de Mercadorias e Futuros. Até o final
de outubro, a BM&F lança seu sistema de transação pela internet, voltado para pessoas físicas.
Batizado de web trade, a nova plataforma permitirá que o investidor negocie minicontratos a
partir de seu computador. Os minis, como são conhecidos, têm valor mais baixo do que os
contratos tradicionais. Hoje a BM&F oferece minis de dólar e do índice da Bolsa de Valores de
São Paulo, o Ibovespa. Funciona assim: cada contrato de dólar custa US$50 mil. Já o mini é
negociado a US$5 mil. Com a abertura das operações pela internet, a bolsa espera aumentar o
volume de aplicações de investidores comuns. O serviço estréia com uma novidade: a
negociação de minicontratos de boi gordo. A intenção do web trade é facilitar o acesso à
Bolsa, baratear os custos e permitir que os pequenos investidores também operem no mercado
futuro, afirma José Carlos Branco, diretor de pregão da BM&F. Com a internet, nosso potencial
de crescimento é enorme.

A rede mundial de computadores já deu provas de que é capaz de turbinar os negócios. Um


exemplo é a Bovespa, a poucos metros da sede da Bolsa de Mercadorias. Com a entrada do
sistema de compra e venda on-line de ações, o chamado home broker, a Bovespa viu as
transações darem um salto. Em abril de 1999, quando foi inaugurado, apenas seis corretoras
ofereciam o home broker aos seus clientes, que respondiam por 0,58% dos negócios da Bolsa.
Hoje, o sistema é utilizado por 40 corretoras. Em junho, a compra e venda de ações via internet
somou R$1,7 bilhão, equivalente a 12,86% dos negócios da Bovespa. Corretores e operadores
esperam que o mesmo fenômeno se repita na BM&F. Hoje o volume de minicontratos
negociados diariamente não chega a 1% do total. No último dia 20, por exemplo, a negociação
com os minis somou pouco mais de R$105 milhões, contra um total de cerca de R$60 bilhões
da BM&F. O web trade é a ferramenta que faltava para o investidor comum perceber que ele
também pode ganhar dinheiro no mercado futuro, diz Gregorio Mancebo Rodriguez, vice-
presidente da Associação Nacional dos Investidores do Mercado de Capitais – Animec. De

61
MÓDULO 3 Derivativos – Banco do Brasil

olho no novo mercado, empresas como a CMA, dona de terminais de negociação e análise de
informações financeiras, já se preparam para a chegada dos novos clientes. Depois que a BM&F
anunciar os parâmetros técnicos, em 30 dias colocamos nosso produto na rua, diz Romualdo
Salata, diretor geral da CMA. É só entrar e começar a negociar.

Fonte
MAGELLA, Geraldo. O futuro em suas mãos. Istoé Dinheiro. São Paulo, n.360, jul. 2004. Disponível
em: <http://www.terra.com.br/istoedinheiro/360/seudinheiro/futuro_maos.htm>. Acesso em:
09 set. 2005.

62
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 3

MATRIZ DE ATIVIDADE INDIVIDUAL

Registre os dados de seu trabalho nessa tabela...

A partir dos dados registrados, elabore seu texto...

63
MÓDULO 3 Derivativos – Banco do Brasil

MATRIZ DO FÓRUM

64
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 4

MÓDULO 4 – MERCADO DE OPÇÕES

APRESENTAÇÃO
Neste módulo, enfocaremos as opções, um dos muitos instrumentos que o mercado nos
oferece. Nesse sentido, analisaremos as opções de compra e de venda, os participantes desse
mercado e os jargões que seus profissionais utilizam, além das diversas classificações de opções
simples e mistas.

Por fim, discutiremos também os modelos de precificação binominal, uma simplificação do


modelo de Black-Scholes.

Neste módulo, você também vai conhecer as chamadas opções exóticas.

UNIDADE 1 – NOÇÕES BÁSICAS

1.1 VERSATILIDADE DAS OPÇÕES


Atualmente, muitas carteiras de investimentos incluem fundos, ações e títulos...

As opções – um dos muitos instrumentos que o mercado oferece – apresentam um


mundo de oportunidades.

O poder das opções consiste em sua versatilidade.

As opções podem ser tão especulativas ou conservadoras quanto desejemos.

Com as opções, podemos fazer o que quisermos – desde proteger uma posição de
uma queda repentina até fazer uma aposta no movimento de um mercado ou de
um índice.

Contudo, essa versatilidade não existe sem custos.

As opções são instrumentos complexos e podem ser extremamente arriscadas.

Opções envolvem riscos. Operar opções apresenta um caráter


especulativo por natureza e um considerável risco de perda. Invista somente
com capital de risco!

1.2 DEFINIÇÃO DE OPÇÕES


A opção é um contrato que concede a seu comprador o direito – mas não a obrigação – de
comprar ou vender, até uma certa data, um determinado ativo, a um preço específico.

65
MÓDULO 4 Derivativos – Banco do Brasil

Uma opção – da mesma forma que uma ação ou qualquer outro título – é um
instrumento financeiro, um contrato com termos e propriedades rigorosamente
definidos.

Ainda confuso?

1.2.1 EXEMPLO
Você deseja comprar uma casa, mas só terá o dinheiro necessário em três meses.
Você tenta então negociar com o proprietário uma opção para comprar a casa em
três meses pelo preço de R$ 200.000,00.

O proprietário aceita, mas, por essa possibilidade, você pagará R$ 3.000,00.

Agora consideremos duas situações hipotéticas...

Situação 1...
Descobrimos que a casa pertenceu a uma ilustre figura da sociedade. Como
resultado, o valor de mercado da casa sobe muito, atingindo R$ 500.000,00.

O proprietário vendeu uma opção, portanto é obrigado a vender a casa por


R$ 200.000,00.

No final, seu lucro foi de R$ 297.000,00 (R$ 500.000,00 - R$ 200.000,00 -


R$ 3.000,00).

Situação 2...
Fazendo uma visita à casa, descobrimos que há infiltrações irreparáveis no banheiro
e na cozinha. Embora, originalmente, tenhamos pensado que aquela era uma
excelente oferta, agora a consideramos sem valor.

E, como compramos uma opção, não temos a obrigação de exercê-la, ou seja, não
temos a obrigação da compra. Basta desistirmos da opção. Contudo, perderemos os
R$ 3.000,00 que pagamos pelo preço da opção.

1.2.2 CARACTERÍSTICAS DAS OPÇÕES

Quando compramos uma opção, temos o direito – mas não a obrigação –


de exercê-la.

Se esperarmos até a data do vencimento sem exercer uma opção, poderemos perder 100%
do investimento – ou seja, o que pagamos pela opção.

66
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 4

Uma opção é meramente um contrato que negocia um ativo principal.

Por essa razão, as opções são chamadas derivativos – o valor de uma opção é derivado
do valor do ativo.

Na maioria das vezes, o ativo principal é uma ação ou um índice.

No Brasil, a principal bolsa que negocia opções sobre ouro, dólar, entre outros, é a
Bolsa de Mercadorias e Futuros – BM&F –, de São Paulo. Em segundo lugar, temos a
Bolsa de Valores de São Paulo – BOVESPA –, que lista opções sobre determinadas
ações.

1.3 TERMINOLOGIA
A terminologia associada à operação de opções é...
ƒ preço de exercício;
ƒ ativo-objeto;
ƒ prêmio;
ƒ vencimento.

1.3.1 PREÇO DE EXERCÍCIO

Preço de exercício é o preço pelo qual será exercida a opção. Os preços de


exercício das opções são determinados pela bolsa.

Conhecido também como strike price, esse é o preço que servirá de parâmetro para o titular da
opção – exercer ou não seu direito de compra ou venda.

A opção que é negociada em uma bolsa nacional de opções – opção listada – possui preço de
exercício e data de vencimento fixos.

Cada opção listada representa 100 ações – o que é conhecido como contrato.

1.3.2 ATIVO-OBJETO E PRÊMIO

Ativo-objeto é o ativo sobre o qual a opção é lançada – uma ação, um


índice... Já o prêmio...

O custo de uma opção – prêmio – é determinado por fatores que incluem o preço
do ativo-objeto, o preço de exercício, o tempo restante até a data de vencimento e
a volatilidade, além da taxa livre de risco e da expectativa de dividendos durante a
vida útil da opção.

67
MÓDULO 4 Derivativos – Banco do Brasil

Determinar o prêmio de uma opção pode ser muito complicado, devido à


mensuração e à avaliação dessas variáveis.

1.3.3 VENCIMENTO
Vencimento é data em que expira a opção. Na BOVESPA, os vencimentos ocorrem
mensalmente.

Ao ser autorizado um novo vencimento, a bolsa abre séries de negociação com preços de
exercício próximos ao preço à vista da ação-objeto. No entanto, em caso de alterações futuras
nas cotações da ação-objeto, podem ser autorizadas emissões de novas séries cujos preços de
exercício reflitam o movimento do preço da ação...

1.3.3.1 EXEMPLOS
Vejamos alguns exemplos...

1.4 PARTICIPANTES
São quatro os participantes no mercado de opções...
ƒ compradores de opções de compra ou calls;
ƒ vendedores de opções de compra ou calls;
ƒ compradores de opções de venda ou puts;
ƒ vendedores de opções de venda ou puts.

68
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 4

Aqueles que compram opções são chamados compradores ou


titulares; e aqueles que vendem, vendedores ou lançadores – sejam opções
de compra ou venda.

1.4.1 TITULARES

Titular é o comprador!

Titulares de opções de compra ou de venda – compradores – não são obrigados a comprar ou


vender.

Os titulares têm a escolha de exercer seus direitos. Contudo, podem perder a totalidade do
capital investido em um período relativamente curto – prejuízo máximo.

1.4.2 LANÇADORES
Lançadores de opções de compra ou de venda – vendedores – são obrigados a
comprar ou vender.

Um lançamento de opção de compra coberta não constitui uma operação


de renda fixa.

Os lançadores de opção de compra – quando descobertos – comprometem-se a entregar


títulos que não possuem – se designados para tal.

Os lançadores correm um grande risco – o mercado pode ir contra suas expectativas.

Nesse caso, os lançadores teriam de comprar as ações para atender a um valor acima
do preço de exercício, correndo o risco de não só devolverem o prêmio recebido
como também de ter de pagar uma quantia muito grande – potencial de prejuízo
ilimitado.

Quando cobertos, os lançadores correm um risco um pouco menor, pois possuem as ações
que deverão entregar em caso de exercício – como cobertura a sua obrigação.

O risco dos lançadores de opção de venda é quase equivalente ao risco do lançador


descoberto de opção de compra. Esse lançador compromete-se a comprar as ações
do titular – ao preço de exercício –, e seu maior prejuízo ocorre na hipótese de o
preço da ação ser zero no momento em que ele for designado para atender ao
exercício – potencial de risco praticamente ilimitado.

69
MÓDULO 4 Derivativos – Banco do Brasil

1.4.3 TITULARES VERSUS LANÇADORES


Um resumo das diferenças entre titulares e lançadores é...

1.5 JARGÕES
No mercado de opções, há expressões bastantes comuns...

Dentro-do-dinheiro – ‘in-the-money’…
Uma opção de compra é considerada dentro-do-dinheiro se o preço da ação estiver
acima do preço de exercício.

Uma opção de venda é considerada dentro-do-dinheiro quando o preço da ação


estiver abaixo do preço de exercício.

No-dinheiro – ‘at-the-money’…
O montante pelo qual uma opção é considerada no-dinheiro é conhecido como
valor intrínseco – o que ocorre quando o preço da ação é igual ao preço de exercício.

Fora-do-dinheiro – ‘out-of-the-money’…
Uma opção de compra é considerada fora-do-dinheiro se o preço da ação estiver
abaixo do preço de exercício.

Uma opção de venda é considerada fora-do-dinheiro se o preço da ação estiver acima


do preço de exercício.

UNIDADE 2 – CLASSIFICAÇÃO DAS OPÇÕES

2.1 OPÇÃO DE COMPRA OU CALL


Uma opção de compra ou call concede ao comprador o direito de comprar um ativo
a certo preço dentro de um período específico.

Compradores de calls contam com um significativo aumento das ações antes da


opção expirar.

Para uma opção de compra de 100 ações da PETROBRAS...


ƒ preço de exercício = R$ 100,00;
ƒ preço atual da ação = R$ 95,00;
ƒ prêmio = R$ 3,00;
ƒ investimento inicial = R$ 300,00 (100 x R$3,00).

70
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 4

Se, no vencimento da opção, o preço da ação for de R$ 110,00, a opção é exercida


com um ganho de R$ 1.000,00, ou seja, 100 x (R$ 110,00 - R$ 100,00).

Computando o custo inicial da opção, o ganho líquido é de R$ 700,00, ou seja, R$


1.000,00 - R$ 300,00.

Se, no vencimento, o preço da ação for menor do que o preço de exercício, o investidor preferirá
não exercê-la.

Não faz sentido comprar uma ação por R$ 100,00 quando seu valor de mercado é
mais baixo. Nesse caso, o investimento inicial de R$ 300,00 é perdido.

2.1.1 EXEMPLO
Os possíveis resultados da aquisição de uma opção de compra de uma ação, com o prêmio da
opção sendo R$ 3,00, e o preço de exercício, R$ 100,00, são...

Se o preço final for menor que o preço de exercício, a opção não será exercida, e o
prejuízo será o valor pago pela opção.

Se o preço da ação fosse R$ 102,00 no vencimento, o investidor exerceria a opção


obtendo um ganho de 100 x (R$ 102,00 - R$ 100,00) = R$ 200,00 e uma perda
total de R$ 100,00, em função do custo inicial da opção, R$ 300,00.

Notemos que, ainda que o preço da ação seja maior que o preço do exercício, há
situações em que, mesmo exercendo a opção,o investidor incorre em prejuízo. Nesse
caso, isso ocorre com o preço da ação entre R$ 100,00 e R$ 103,00.

De um modo geral, as opções de compra devem ser sempre exercidas quando o preço da
ação estiver acima do preço de exercício.

71
MÓDULO 4 Derivativos – Banco do Brasil

2.2 OPÇÃO DE VENDA


Enquanto o comprador de opção de compra espera que o preço da ação suba, o comprador
de uma opção de venda espera que ele caia.

Uma opção de venda ou put dá ao comprador o direito de vender um ativo a certo


preço dentro de um período específico.

Observemos agora o resultado possível...

Um investidor adquire uma opção de compra de 100 ações da Vale do Rio Doce...

...preço de exercício = R$ 60,00;

...preço atual da ação = R$ 55,00;

...prêmio = R$ 1,50;

...investimento inicial = R$ 150,00 (R$ 100,00 x R$ 1,50).

Se o preco da ação é de R$ 55,00, o investidor adquire 100 ações e, sob o termo da opção,
vende-as por R$ 60,00 cada, realizando um ganho de R$ 5,00 por ação, ou seja, R$ 500,00 no
total.

Computando o custo inicial da opção, o ganho líquido é de R$ 350,00, ou seja, R$ 500,00 - R$


150,00.

2.2.1 EXEMPLO
A relação entre lucro e prejuízo de um investidor, em uma opção de venda, varia com o preço
final de uma ação.

72
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 4

Em geral, se o preço da ação for maior do que o preço de exercício, a opção não será
exercida, e o prejuízo será o prêmio, ou seja, R$ 150,00 (R$ 1,50 x R$ 100,00).

2.3 OUTRO EXEMPLO


Existem duas pontas em cada contrato de opção.

Em uma delas, está o investidor, que assume a posição comprada, isto é, compra a
opção.

Na outra, está o investidor que assume a posição vendida, isto é, vende ou lança a
opção.

O lançador de uma opção recebe dinheiro adiantado, porém tem obrigações potenciais
posteriormente. Sua relação de lucro e perda é oposta à do comprador da opção.

2.4 MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO


Como o máximo que um comprador de opções poderá perder será sempre o valor do prêmio
que já tenha sido pago – não havendo a necessidade de solicitar depósito de margem –, um
comprador não apresenta riscos para o mercado.

O lançador da opção – que já recebe o prêmio anteriormente – apresenta um risco ilimitado,


pois nunca poderemos saber, com certeza, se a opção vendida será ou não exercida e, muito
menos, qual será o resultado financeiro desse exercício.

Ao lançador, por apresentar risco para o sistema, é necessária a solicitação do


depósito de margem.

A margem cobrada dos lançadores de opções é, geralmente, uma fração


do prêmio recebido.

73
MÓDULO 4 Derivativos – Banco do Brasil

UNIDADE 3 – ESPECULAÇÃO E HEDGE

3.1 OBJETIVOS DAS OPÇÕES


Há apenas duas razões pelas quais um investidor utiliza opções...
ƒ para especular;
ƒ para se proteger ou fazer hedge.

3.1.1 ESPECULAÇÃO
Uma das vantagens das opções – em função de sua versatilidade – é a possibilidade
de gerar lucros mesmo quando o mercado está em queda.

Quanto à especulação, podemos dizer que muito dinheiro é gerado – porém muito
é perdido.

Quando compramos uma opção, temos de estar seguros sobre a direção e o momento correto
do movimento das ações.

Quando compramos uma opção, temos de estar seguros sobre a magnitude desse processo.

É preciso apostar na alta ou na queda dos preços e estar seguro quanto a sua variação.

Especular é uma tarefa difícil e com grandes chances de insucesso.

Por que as pessoas especulam com opções se as chances são tão


pequenas? Será que tem a ver com versatilidade e alavancagem?

3.1.2 HEDGE
Uma outra função das opções é a proteção.

Estratégias de proteção ou de hedge podem ser úteis – especialmente, para grandes instituições.

Um pequeno investidor que queira apostar no potencial de alta das ações do setor
de telecomunicações – mas que queira limitar qualquer perda – também pode-se
beneficiar com as opções.

Operando com opções, esse investidor seria capaz de restringir as perdas em caso
de quedas e gerar lucro de movimentos de alta.

3.1.3 PROTEÇÃO
O mercado de opções fornece aos hedgers um seguro para o preço de suas
mercadorias.

74
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 4

Como no mercado de seguros, um prêmio será cobrado para tal garantia.

Caso um sinistro ocorra – ou seja, caso o mercado esteja acima ou abaixo de


determinado nível –, a garantia será exercida.

A não ocorrência do sinistro implicará a perda do prêmio pago.

A primeira e mais direta forma de hedge no mercado de opções é a compra de opções de


venda pelo produtor da mercadoria e a compra de opções de compra pelo consumidor dessa
mercadoria.

3.2 POSIÇÕES MISTAS


O último passo para uma boa compreensão dos mecanismos de especulação e de hedge nos
mercados futuros e de opções é a análise das posições mistas.

Temos de estar atentos a um maior custo de corretagem nessa modalidade de


negociação.

Essas posições podem apresentar um comportamento próprio ou simular ao de outra posição,


geralmente, chamada de posição direta.

Dessa forma, a compra do objeto físico ou futuro combinada com a compra de uma opção de
venda resultará em uma posição cujo comportamento simule o da compra de uma call...

Posições sintéticas são posições cujo comportamento é equivalente ao


das posições simples, obtidas por meio da combinação de duas ou mais
dessas posições.

3.2.1 COMPRA DE CALL SINTÉTICA


Se combinarmos a compra do objeto do contrato com a compra de uma opção de venda,
estaremos montando uma carteira que terá o mesmo comportamento de uma posição
comprada em opção de compra.

Se o mercado cair, as perdas no objeto – tanto no mercado futuro quanto no físico –


serão compensadas pelo ganho na opção de venda.

Se o mercado subir, a opção de venda perderá seu valor, mas a posição comprada
no objeto da opção subirá de preço, como seria o caso da opção de compra.

3.2.2 COMPRA DE PUT SINTÉTICA


A soma de uma venda do objeto mais a compra de uma opção de compra proporcionará uma
carteira de mesmo comportamento de uma posição comprada em opção de venda.

75
MÓDULO 4 Derivativos – Banco do Brasil

Se o mercado cair, a venda do futuro terá um ganho, e a opção de compra perderá


seu valor.

Se o mercado subir, a posição em futuro terá uma perda, que será compensada pelo
ganho da opção de compra.

3.2.3 VENDA DE CALL SINTÉTICA


A venda de uma opção de venda somada à venda do contrato futuro irá comportar-
se como a posição vendida de uma opção de compra.

Se o mercado subir, a opção de venda perderá seu valor – o titular da opção de venda não
exercerá seu direito de vender o objeto por um preço inferior ao preço de mercado –, e a
venda do objeto resultará em prejuízo.

Se o mercado cair, a opção de venda será exercida, mas o contrato vendido no futuro dará
lucro, compensando a perda na opção de venda.

3.2.4 VENDA DE PUT SINTÉTICA


A venda de uma opção de compra somada à compra do mercado futuro irá comportar-se
como uma posição vendida em uma opção de venda.

Se o mercado subir, a opção de compra será exercida pelo titular. Contudo, a perda
na opção de compra será compensada pelo ganho na posição do futuro.

Se o mercado cair, a opção de compra perderá seu valor, e a posição em futuro causará
uma perda.

Esse sintético, mais conhecido como financiamento, é comum nos


mercados de opções e ações da BOVESPA.

Para sintetizar determinada opção que será combinada com a posição no futuro, devemos,
obrigatoriamente, ter o mesmo preço de exercício da opção-alvo.

Só devemos usar ativos sintéticos quando o preço destes for melhor que o preço da
posição-alvo ou quando o mercado não estiver negociando a opção-alvo desejada.

3.3 OUTRAS OPÇÕES


Embora as opções de ações oferecidas aos empregados de uma empresa não estejam
disponíveis para todos os níveis hierárquicos, esse tipo de bonificação poderia, de alguma
maneira, ser classificada como uma terceira razão para usar opções.

Muitas empresas usam opções de ações para atrair e manter talentos –


especialmente, em sua administração.

76
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 4

Elas são similares às opções de ações uma vez que o detentor da opção tem o direito – mas
não a obrigação – de comprar a ação da empresa.

UNIDADE 4 – VALOR INTRÍNSECO E VALOR TEMPO

4.1 EXERCÍCIO VERSUS TROCA


Na maioria das vezes, os detentores de opções escolhem realizar seus lucros mudando ou
encerrando suas posições.

Os detentores vendem suas opções no mercado.

Os lançadores compram as opções de volta para encerrá-las.

De acordo com a Chicado Board Options Exchange – CBOE –, aproximadamente...


ƒ 10% das opções são exercidas;
ƒ 60% são trocadas;
ƒ 30% vencem sem valor.

4.2 PRÊMIO – VALOR INTRÍNSECO E VALOR TEMPO


As flutuações de preço podem ser explicadas pelo valor intrínseco e pelo valor tempo – prêmio
de risco ou valor extrínseco.

O prêmio de uma opção é a soma do valor intrínseco com o valor tempo. O valor
intrínseco é o montante no-dinheiro que, para uma opção de compra, significa que o
preço da ação é igual ao preço de exercício.

O valor tempo representa a possibilidade de a opção se valorizar...

Na realidade, muitas vezes, as opções operam acima do valor intrínseco.

4.3 MODELO BINOMIAL


William Sharpe – professor de finanças da Universidade de Stanford – descobriu uma forma de
analisar o valor dos títulos similares às opções.

Além de não necessitar de muito conhecimento de matemática, o modelo provou ser também
eficiente na prática depois de testes nos mercados americanos e europeus.

77
MÓDULO 4 Derivativos – Banco do Brasil

Mais tarde, John C. Cox e Mark Rubinstein ampliaram o conceito do método e aplicaram-no ao
mercado de opções.

Esse método parte do pressuposto de que, no último momento para exercício, o


valor tempo da opção é zero.

Nesse momento, a opção está dentro ou fora-do-dinheiro – tem valor intrínseco ou


não vale nada –, ou seja, o prêmio de risco de uma opção é zero.

Eles criaram um método novo, conhecido como modelo binomial.

4.3.1 EXEMPLO

105

100

95

Uma opção de compra – cujo preço de exercício é de R$ 100,00 no objeto – vale hoje também
R$ 100,00.

Essa opção será exercida em T1, ou seja, na próxima unidade de tempo.

Supondo que o preço do objeto só poderá subir ou cair R$ 5,00, existem apenas
duas possibilidades de preço para o último momento de exercício – R$ 105,00 ou
R$ 95,00.

Esse esquema – chamado de árvore – mostra as possibilidades para o preço do objeto no dia
do exercício.

O pressuposto de que o valor do objeto subirá ou cairá em uma quantia fixa é o conceito
fundamental associado a uma distribuição de preços binomial – o preço do ativo só poderá
assumir um entre dois valores a cada movimento.

78
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 4

4.3.1.1 CÁLCULO DO VALOR


Como não existe tendência no mercado, a opção deverá valer 0 ou 5, e as chances
de ocorrência de qualquer um desses dois valores são as mesmas. Ou seja, o
comprador da opção tem 50% de chances de ganhar R$ 5,00, e 50% de não ganhar
nada.

Para que esse comprador não tenha mais chances de perder do que ganhar, ele
deverá pagar R$ 2,50 por essa opção.

A análise inversa também é válida para o vendedor. Para que este não tenha mais chances de
perder do que ganhar, ele deverá receber R$ 2,50 pela opção.

O valor da opção de compra é calculado desta forma...

4.3.2 EXEMPLO
Com o mercado oscilando em R$ 5,00 e com o prazo de vencimento da opção em T2, teremos
de montar a árvore para o objeto.

Em T0, o valor do objeto é R$ 100,00.

Em T1, esse valor poderá ser R$105,00 ou R$ 95,00.

Em T2, as possibilidades de preço para o ativo são três – R$ 110,00, R$100,00 e R$


90,00.

79
MÓDULO 4 Derivativos – Banco do Brasil

Na parte superior da árvore, a opção vale R$ 10,00, pois, nessa posição, teremos o valor objeto
em R$ 110,00. Dessa maneira, quando exercermos essa opção, ganharemos R$ 10,00.

Logo abaixo, o valor é 0, a opção estará no-dinheiro e, portanto, não terá valor. O mesmo acontece
com o último 0 abaixo – a opção estará fora-do-dinheiro e não terá valor nenhum.

Em T2, a opção poderá adquirir dois valores diferentes. Se o objeto estiver em R$ 105,00, o
titular da opção de compra terá 50% de chance de ganhar R$ 10,00, e 50% de perder tudo.

4.3.2.1 VALOR JUSTO


O valor justo da opção será...

4.4 MODELO BLACK-SCHOLES


Em 1973, Fischer Black e Myron Scholes apresentaram a primeira solução para a
fórmula de equilíbrio na avaliação do prêmio de opções, utilizando um instrumental
matemático sofisticado para a construção da fórmula.

Para entendermos conceito básico do modelo, vamos adotar uma


aproximação intuitiva com modelo binomial.

No modelo binomial, consideramos intervalos de tempo discretos e admitimos que, a cada


período, o ativo-objeto pode assumir apenas dois valores – um, no caso de aumento de preço;
outro, no caso de queda.

No modelo de Black e Scholes, devemos considerar intervalos infinitesimais de tempo


para a formação de preços.

Para tanto, esse modelo utiliza a distribuição normal – em vez da binomial – para
calcular a probabilidade de o ativo-objeto atingir determinado nível de preço.

De fato, a distribuição binomial aproxima-se da normal, tendendo ao infinito.

UNIDADE 5 – OPÇÕES EXÓTICAS

5.1 PLAIN VANILLA


As opções simples de compra e venda são referenciadas no mercado como plain vanilla – que
significa, mais ou menos, sem sofisticação.

80
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 4

Entretanto, em função da versatilidade das opções, existem diversos outros tipos e variações
de opções.

Opções não padrão são chamadas opções exóticas, o que pode implicar variações
na indução dos perfis das opções plain vanilla ou produtos completamente
diferentes com opcionalidades próprias.

As opções exóticas são instrumentos de gestão de risco que – além de proporcionar


alavancagem e proteção similares às opções de bolsa – apresentam características muito
peculiares.

Mesmo sendo negociadas fora da bolsa, elas procuram atender, de forma mais
eficiente, à necessidade dos agentes econômicos.

Normalmente, essas opções são negociadas entre bancos e clientes, com o banco
assumindo tanto o risco de crédito quanto o risco de mercado de seu cliente.

Como esse é um acordo particular, as partes definem suas características...

...prazo de vencimento, taxas de juro ou câmbio, tamanho do contrato, forma de


liquidação, opções embutidas...

5.2 TIPOS DE OPÇÕES EXÓTICAS


Algumas das opções exóticas se tornaram bem conhecidas no mercado financeiro
internacional... São elas...
ƒ caps;
ƒ floors;
ƒ collars;
ƒ swaptions.

5.2.1 CAPS, FLOORS E COLLARS


As opções exóticas podem ser definidas dessa maneira...

Caps...
Série de opções de compra do tipo européia sobre uma taxa de juros. Cada uma das
opções possui data de exercício coincidente com as datas de pagamento dos juros
devidos.

Floor...
Série de opções de compra do tipo européia que tem datas de exercício coincidentes
com as datas de recebimento dos juros da aplicação.

81
MÓDULO 4 Derivativos – Banco do Brasil

Essas opções estabelecem um piso de taxa de juros abaixo do qual o retorno da


aplicação não cairá. São utilizados, principalmente, pelos investidores que desejam
proteger seus investimentos contra uma queda nas taxas de juros.

Collars...
Os caps e os floors podem ser combinados para criar várias outras posições. A mais
comum delas é o collar – combinação de compra de um cap e a venda de um floor.

O collar é uma posição que permite a oscilação da taxa de juros entre a taxa do cap
e a taxa do floor.

5.2.2 SWAPTIONS
Nos últimos anos, uma das principais áreas de desenvolvimento nos mercados de derivativos
foi a dos swaps. Com o crescimento e a sofisticação desse mercado, foram criadas as opções de
swap ou swaptions.

Os swaptions – opções de entrar em um swap de taxas de juros – são negociados


em balcão.

Os swaptions são negociados em duas modalidades diferentes...


ƒ na primeira, o vendedor da opção dá ao titular o direito de entrar em um swap e
trocar o pagamento de taxas de juros pós-fixadas por prefixadas;
ƒ na segunda, o lançador da opção dá ao titular o direito de entrar em um swap e
trocar o recebimento de taxas pós-fixadas por prefixadas.

UNIDADE 6 – CENÁRIO CULTURAL

6.1 FILME
Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, acesse
uma cena do filme Casa de areia e névoa no CD que acompanha a apostila.

6.2 OBRA LITERÁRIA


Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, leia o
texto A viúva do Estanislau no ambiente on-line.

6.3 OBRA DE ARTE


Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, aprecie
a obra Conversão: o Banco no ambiente on-line.

UNIDADE 7 – ATIVIDADES

7.1 AUTO-AVALIAÇÃO

82
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 5

MÓDULO 5 – ESTRATÉGIAS COM OPÇÕES

APRESENTAÇÃO
No módulo anterior, concentramo-nos nas propriedades básicas e na terminologia do mercado
de opções.

Neste módulo, vamos analisar algumas estratégias construídas com posições em opções de
venda – puts –, opções de compra – calls – e seus ativos objetos, que possibilitam uma variedade
maior de resultados.

Para isso, analisaremos as estratégias chamadas de travas, pela possibilidade de limitarem os


riscos. De fato, tendo a seu dispor um mercado de opções, os investidores podem definir, com
precisão, o risco em que aceitam incorrer.

Em todos os gráficos e exemplos utilizados neste módulo, utilizaremos


opções européias e, para simplificar as análises, desconsideraremos comissões,
margens, dividendos e custos de oportunidade.

UNIDADE 1 – REVISÃO DAS POSIÇÕES A DESCOBERTO

1.1 COMPRA DE CALL A DESCOBERTO


O gráfico a seguir mostra os lucros ou os resultados associados à compra de uma opção de
compra – call – a descoberto – long position na call.

A opção foi adquirida por um prêmio P e tem preço de exercício E.

O eixo AT representa o preço do ativo no momento da liquidação. A linha 1 representa


os resultados da estratégia de uma opção de compra, que são limitados a -P...

83
MÓDULO 5 Derivativos – Banco do Brasil

Na maturidade T, se o preço da ação AT for maior que a soma do preço do exercício E com o
valor do prêmio P, o investidor obterá lucros com a estratégia. Se, por outro lado, AT for menor
que (E + P), o investidor obterá prejuízos com a estratégia.

1.1.1 ANÁLISE DO GRÁFICO


É importante ressaltar que o tipo de gráfico que mostra os lucros ou os resultados associados
à compra de uma opção de compra – call – a descoberto – long position na call – indica todos
os resultados possíveis.

Contudo, para o investidor que comprou as opções, só há um ponto notável – o valor de AT na


maturidade.

Observando o gráfico, podemos perceber que, enquanto as possibilidades de ganho


com essa operação são ilimitadas, as possibilidades de perda são limitadas ao valor
do prêmio P.

Como o valor do prêmio, normalmente, é uma fração do preço da ação, essa operação pode
ter uma alavancagem significativa.

Isso é o que torna a compra de uma call uma alternativa tão atraente para
os investidores.

1.1.2 RESUMO DAS POSSIBILIDADES DE RESULTADO


A tabela a seguir nos mostra um resumo das possibilidades de resultado da estratégia de
compra de call a descoberto.

A coluna de retorno final é a soma das demais colunas – retorno da compra de call
e custo da estratégia...

1.1.3 EXEMPLO
Adquirimos uma opção de compra de ações da Vivo com preço de exercício de R$ 6,00 e
vencimento em junho – VIVOF6 – por R$ 1,19. Na data de exercício, o preço dessa ação dobrou,
passando a valer R$ 12,00. Valeu a pena exercermos a opção, adquirindo a ação, pois
compramos por R$ 6,00 um ativo que, no mercado, vale R$ 12,00.

84
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 5

Para cada ação comprada, tivemos um lucro de...

Se tivéssemos comprado uma opção de compra de 1.000 ações, nosso lucro seria de...

Por outro lado, se a ação da Vivo tivesse sofrido um forte revés e acabasse sendo cotada pela
metade do preço, a R$ 3,00, nosso prejuízo seria apenas do valor do prêmio...

Mesmo que a Vivo fosse à falência e sua ação passasse a não valer nada, nosso prejuízo
seria o mesmo... R$ 1.190,00.

Na tabela a seguir, encontramos resumidas as possibilidades de resultado dessa estratégia...

A coluna de retorno final é a soma das demais colunas – retorno da compra de call e custo da
estratégia...

1.2 VENDA DE CALL A DESCOBERTO


Em um contrato de opções, há sempre dois lados...
ƒ o que está na long position – que compra o contrato;
ƒ o que está na short position – que vende ou lança a opção.

Quem vende uma opção recebe o dinheiro na frente, mas adquire obrigações em potencial
no futuro. Seu resultado – lucro ou perda – é o inverso do comprador da opção.

85
MÓDULO 5 Derivativos – Banco do Brasil

Portanto, o gráfico de seu retorno é o inverso do apresentado anteriormente...

Na maturidade T, se o preço da ação AT for menor que o preço do exercício E, o lançador não
terá nenhuma obrigação e terá lucrado P. Se, por outro lado, AT for maior do que E, o comprador
do outro lado do contrato desejará exercer a opção, e o investidor obterá prejuízos com a
estratégia se (AT - E) for maior que o prêmio P.

1.2.1 ANÁLISE DO GRÁFICO


Como vimos, as possibilidades de ganho com a venda de opção de compra – call – a descoberto
– short position na call – são limitadas a P, e as possibilidades de perda são ilimitadas para
quem vende a descoberto, ou seja, para quem não possui o bem a ser entregue.

Podemos resumir as possibilidades de resultado dessa estratégia na tabela a seguir...

1.2.2 EXEMPLO
Vamos agora analisar o lado de quem lançou ou vendeu a opção...

Um vendedor que lança uma opção de compra de ações da Vivo com preço de
exercício de R$ 6,00 e vencimento em junho – VIVOF6 – por R$ 1,19, receberá,
quando comprarmos a opção, R$ 1,19 por cada uma.

Se comprarmos um lote de 1.000 ações, ele receberá, no lançamento, R$ 1.190,00.

Se, na data de exercício, a ação da Vivo tiver dobrado de preço, passando a valer R$
12,00, teremos exercido a opção.

86
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 5

Como ele vendeu a opção a descoberto, não tinha as ações para nos entregar. Teve
de ir a mercado e comprar a R$ 12,00 uma ação que terá de vender por R$ 6,00.

Para cada ação que compramos, ele terá um prejuízo de...

Como compramos uma opção de compra de 1.000 ações, o prejuízo dele será de...

Se, por outro lado, a ação da Vivo sofresse um forte revés e acabasse cotada pela
metade do preço, a R$ 3,00, nós não exerceríamos a opção.

Nesse caso, o lucro dele terá sido o valor integral do prêmio...

Mesmo que a Vivo vá à falência e sua ação passe a não valer nada, o lucro dele será
o mesmo... R$ 1.190,00.

Podemos resumir as possibilidades de resultado dessa estratégia a partir da seguinte tabela...

1.3 COMPRA DE PUT A DESCOBERTO


No gráfico a seguir, podemos ver todos os lucros ou resultados possíveis associados à compra
de uma opção de venda – put – a descoberto – long position na put.

Novamente, AT é o preço da ação. A linha 1 representa o resultado da estratégia, isto é, a


diferença entre o preço de exercício – E – e o preço do ativo – AT –, limitada a -P...

87
MÓDULO 5 Derivativos – Banco do Brasil

Na maturidade T, se o preço da ação for maior que o preço de exercício, não valerá a pena
exercer a opção, e o investidor terá perdido o valor do prêmio. Se, por outro lado, o preço da
ação for menor que o preço de exercício, começa a valer a pena exercer a opção, e se AT for
menor que (E - P) , o investidor obterá lucros com a estratégia.

1.3.1 ANÁLISE DO GRÁFICO


Da mesma forma que nas compras de call, nas compras de put a descoberto, as possibilidades
de perda são limitadas ao valor do prêmio.

A tabela a seguir mostra um resumo das possibilidades de resultado dessa estratégia.


O retorno total é a soma das colunas retorno da compra de ‘put’ e custo da estratégia...

1.3.2 EXEMPLO
Consideremos outro exemplo...

Vamos supor que recorramos à NASDAQ para comprar uma put da Intel, com preço
de exercício de US$ 15,00 e vencimento para 06 de junho – INTC 6 Jun 15.00 –, NQ
RC. O prêmio que pagamos pela ação custou US$ 0,05.

Se, na data de vencimento, o valor da Intel estiver a US$ 17,00, não exerceremos
nossa opção, pois não há vantagem nenhuma em vender a US$ 15,00 uma ação
que vale US$ 17,00.

Nesse caso, nosso prejuízo se limitou ao valor que pagamos pela opção – US$ 0,05
por ação.

88
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 5

Se tivermos comprado a opção de venda de um lote de 1.000 ações, nosso prejuízo seria de...

Se, por outro lado, o valor da Intel estivesse a US$ 13,00, seria vantajoso vender a
mesma ação a US$ 15,00. Dessa forma, exerceríamos nossa opção de venda.

Como não temos a ação, vamos a mercado, compramos a ação por US$ 13,00 e
revendemos a US$ 15,00.

Portanto, nosso lucro por ação será de...

Em um lote de 1.000 ações, teremos um lucro de US$ 1.950,00, ou seja, o resumo das
possibilidades de resultado dessa estratégia é...

1.4 VENDA DE PUT A DESCOBERTO


O gráfico de retornos possíveis do vendedor da put – o outro lado do contrato – é inverso ao
do comprador da put...

Nesse caso, o retorno máximo é o valor do prêmio. A perda, entretanto, só é limitada porque o
valor da ação não pode ser menor do que zero...

89
MÓDULO 5 Derivativos – Banco do Brasil

1.4.1 ANÁLISE DO GRÁFICO


A tabela a seguir resume as possibilidades de resultado dessa estratégia.

O retorno total é a soma das colunas retorno da venda de ‘put’ e receita da estratégia...

1.4.2 EXEMPLO
Vamos analisar agora o lado de quem lançou ou vendeu a opção...

Vamos supor que um vendedor lance uma opção de venda de ações da Intel com
preço de exercício de US$ 15,00 e vencimento para 06 de junho – INTC 6 Jun 15.00
–, NQ RC. Dessa forma, ele recebe de nós, no lançamento, US$ 0,05 pela opção de
venda de cada ação.

Se adquiríssemos um lote de 1.000 ações, ele receberia US$ 50,00.

Se, na data de vencimento, o valor da Intel estiver a US$ 17,00, não exerceremos
nossa opção. Nesse caso, o vendedor terá recebido o prêmio de US$ 50,00 e não
terá nenhuma obrigação na maturidade da opção.

Se, por outro lado, o valor da Intel estiver a US$ 13,00, vamos exercer nossa opção
de venda.

O vendedor será obrigado a comprar nossas ações por US$ 15,00, mesmo que o
preço de mercado esteja a US$ 13,00.

Portanto, seu prejuízo, por ação, será de...

Em um lote de 1.000 ações, ele terá um prejuízo de US$ 1.950,00.

As possibilidades de resultados podem ser resumidas da seguinte forma...

90
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 5

1.4.3 VANTAGEM DO LANÇAMENTO DE UMA PUT

A estratégia apresentada pode ser utilizada por investidores que desejam,


de fato, adquirir uma ação. Por exemplo...

O investidor acredita que uma ação da Intel por US$ 13,00 seja uma boa compra, já que, no
mercado, ela custa US$ 15,00. Ele então dá uma ordem de compra com preço de US$ 13,00.

Dois meses depois, a ação da Intel cai para US$ 14,00. Caso o preço comece a subir rapidamente,
se o investidor não tiver comprado a ação, ele não estará no mercado.

Melhor do que dar uma ordem de compra com preço de US$ 13,00 é então lançar
uma put de US$ 15,00 por US$ 2,00.

Se a Intel for a menos de US$ 15,00 na maturidade, a put será exercida e o investidor terá de
pagar US$ 15,00 por ação. Como US$ 2,00 foram recebidos de prêmio pela venda da put, o
custo líquido da ação será US$ 13,00.

Logo, a vantagem de lançar uma put, ao invés de dar uma ordem de compra limitada,
é que, se o preço da ação não cair, essa estratégia dará lucros até o nível limite para
compra.

1.5 VENDA DE PUT A DESCOBERTO


As demais estratégias apresentadas nada mais são do que a soma dos retornos identificados
na estratégia gráfico de lucro ‘versus’ ação de valor e na compra de ‘call’ a descoberto, que se
encontram resumidas no quadro a seguir...

91
MÓDULO 5 Derivativos – Banco do Brasil

92
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 5

UNIDADE 2 – ESTRATÉGIAS COM UMA ÚNICA OPÇÃO E UMA AÇÃO

2.1 COMPRA DA AÇÃO E VENDA DE CALL


No mercado, uma estratégia bastante comum é a de lançar opções de compra – calls – de
ações estando coberto, isto é, tendo o ativo objeto – no caso, as próprias ações.

No gráfico a seguir, a linha 1 representa os lucros obtidos com a posse da ação, a linha 2, os
lucros obtidos com a venda da call, e a linha 3 é a soma dessas duas linhas.

2.1.1 ANÁLISE DO GRÁFICO


Vimos que o gráfico resultante é semelhante ao gráfico da venda de uma put, com preço de
exercício E. Contudo, seu prêmio é maior do que o de venda da call que compõe o portfólio,
pois está acrescido da valorização da ação.

Trata-se da venda de put sintética.

A tabela a seguir resume as possibilidades de resultado dessa estratégia. O retorno total é a


soma das colunas – resultado da posse da ação, da venda de call e da receita da estratégia.

2.1.2 EXEMPLO
Em geral, um investidor compra a ação e vende opções correspondentes a essa compra. Por
exemplo, ele compra ações da PETROBRAS a R$ 45,00 e vende suas opções de compra a R$
48,00 por R$ 1,00, na maturidade de 60 dias, em uma uma operação casada.

93
MÓDULO 5 Derivativos – Banco do Brasil

Se a ação ultrapassar R$ 48,00, a opção será exercida e ele terá um lucro de R$ 4,00
em 60 dias – um rendimento de 4,45% ao mês, exatamente o que o investidor
pretendia.

Se cair ou não ultrapassar R$ 48,00, quem comprou a opção perde. Quem a vendeu
talvez não tenha prejuízo, pois recebeu R$ 1,00 por ação – o que lhe permite safar-
se até R$ 44,00 por cada uma. Contudo, certamente, não terá a rentabilidade de
4,45% ao mês.

Se a intenção era guardar a ação, o valor recebido de R$ 1,00 por ação poderia ser
encarado como um dividendo extra, caso não fosse exercido.

Dessa forma, podemos perceber que o hedge pode limitar tanto as perdas quanto os ganhos.
Vejamos o gráfico da estratégia desse exemplo...

lucro

45 48
AT

O quadro-resumo dos retornos com a estratégia pode ser representado dessa maneira...

2.2 COMPRA DA AÇÃO E VENDA DE PUT


Da mesma forma, se comprarmos um direito de venda de uma ação que, de fato, possuímos,
adquirimos uma put coberta.

94
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 5

No gráfico apresentado a seguir, a linha 1 mostra os lucros possíveis obtidos com a


posse da ação; a 2, os lucros possíveis obtidos com a compra da put, e a 3 é a soma
dessas duas linhas.

2.2.1 ANÁLISE DO GRÁFICO


O gráfico resultante de uma put coberta é semelhante ao da compra de uma call com preço de
exercício E. Contudo, como o prêmio da compra da put que compõe o portfólio já possui os
resultados da ação, ele é maior.

Trata-se da venda de call sintética.

A tabela a seguir resume as possibilidades de resultado dessa estratégia. O retorno total é a


soma das demais colunas...

2.2.2 EXEMPLO
Adquirimos um lote de 100 ações da PETROBRAS por R$ 4.500,00.

Limitamos nossos prejuízos a R$ 1,50 por ação em caso de queda nos preços. Decidimos então
comprar por R$ 1,00 uma opção de venda de 100 ações da PETROBRAS com preço de
exercício de R$ 44,50 e vencimento dentro de 1 mês.

95
MÓDULO 5 Derivativos – Banco do Brasil

O gráfico relacionado a essa estratégia e os resultados possíveis podem ser


representados dessa forma...

linha 1 linha 2 linha 3


preço da r e s ul t a d o d a retorno da custo da retorno
a çã o posse da ação compra de put estratégia total

<E 45 44,50 1,50


45 46

Ou seja, por menos valorizado que fique nosso papel, nossa perda se limitará a R$
1,50 por ação.

O investidor aqui adquiriu uma espécie de seguro contra quedas do valor do papel,
ao custo de R$ 1,00 por ação.

UNIDADE 3 – SPREADS

3.1 DEFINIÇÃO DE SPREAD

O que caracteriza o spread é o fato de o investidor tomar posições em


duas ou mais opções de venda – puts – ou em duas ou mais opções de
compra – calls.

Como a negociação de opções de compra – calls – é mais comum na BOVESPA, vamos aqui
nos concentrar em exemplos em que o investidor toma posições em duas calls.

96
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 5

Da mesma forma que nos itens anteriores, o gráfico resultante será assinalado pela linha 3, e as
posições que compõem esse gráfico estarão marcadas como linhas 1 e 2.

Isso vale também para os gráficos de retorno.

3.2 BULL SPREAD


A respeito das características do bull spread – spread de alta –, podemos observar...
ƒ consiste de compra venda de calls de uma mesma ação;
ƒ a estratégia adotada quando o investidor espera que a ação suba de preço;
ƒ a exigência de investimento inicial;
ƒ o preço de exercício da compra de call – E1 – menor que o preço de exercício da
venda de call – E2;
ƒ a mesma data de expiração para as duas calls;
ƒ P1 como o prêmio da compra de call;
ƒ P2 como o prêmio da venda de call.

3.2.1 ANÁLISE DO GRÁFICO


O valor de calls com preço de exercício maior são sempre menores que os de calls com preços
de exercício menores. Por isso, a estratégia de bull spread requererá um investimento inicial no
valor de P1 - P2.

Podemos resumir os retornos possíveis na tabela a seguir...

97
MÓDULO 5 Derivativos – Banco do Brasil

3.2.2 EXEMPLO
Digamos que as ações da Vivo estejam cotadas a R$ 7,00. Acreditamos que, no próximo mês, elas
valham mais do que R$ 8,00.

Compramos então uma call com preço de exercício R$ 7,50 por R$ 0,20 e, simultaneamente,
vendemos uma call com preço de exercício R$ 8,00 por R$ 0,17.

O custo de nossa estratégia será de -0,03, ou seja, 0,17 - 0,20...

Se o preço da Vivo ficar cotado acima de R$ 8,00, ganharemos R$ 0,47 por ação.

Logo, se investirmos em um lote de 1.000 ações, ganharemos R$ 470,00 com essa


estratégia.

Entretanto, se o preço se mantiver a R$ 7,00, teremos um prejuízo de R$ 0,03. Para um lote de


1.000 ações, o prejuízo será de R$ 30,00.

Podemos perceber que a estratégia apresentaria custos relativamente baixos para grandes retornos
caso nossas expectativas fossem concretizadas, pois utilizaríamos duas opções fora do dinheiro.

Apesar de custarem pouco, esses bull spreads que têm duas opções fora do dinheiro têm
probabilidades pequenas de dar certo. Quanto mais opções dentro do dinheiro compuserem a
estratégia, mais conservadores e mais caros se tornam os bull spreads.

3.3 BEAR SPREAD


Sobre as características do bear spread – spread de baixa –, podemos observar...
ƒ consiste de compra e venda de calls de uma mesma ação;
ƒ a estratégia adotada quando o investidor espera que a ação caia de preço;
ƒ a existência de retorno inicial;
ƒ o preço de exercício da compra de call – E2 – maior que o preço de exercício da
venda de call – E1;
ƒ a mesma data de expiração para as duas calls;
ƒ P1 como o prêmio da venda de call;
ƒ P2 como o prêmio da compra de call.

98
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 5

3.3.1 ANÁLISE DO GRÁFICO


Da mesma forma que o bull, o bear spread constitui-se da compra e da venda de duas calls com
preços de exercícios diferentes.

Contudo, no bear spread, o preço de exercício da opção vendida é menor do que o preço de
exercício da opção comprada.

O retorno inicial dessa estratégia será de P1 - P2, já que o valor de calls com preço de exercício
maior é menor que o valor de calls com preço de exercício menor.

A tabela a seguir resume os retornos possíveis...

3.3.2 EXEMPLO
Suponhamos agora que as mesmas ações da Vivo, cotadas a R$ 7,00, caiam, no próximo mês,
para menos de R$ 6,00.

O investidor compra então uma call com preço de exercício R$ 7,00 por R$ 0,40 e vende, ao
mesmo tempo, uma call com preço de exercício R$ 6,00 por R$ 1,20.

99
MÓDULO 5 Derivativos – Banco do Brasil

A receita inicial de nossa estratégia de bear spread será de 0,80, ou seja, 1,20 - 0,40.

Se sua expectativa se concretizar, o investidor ganhará R$ 0,80 por ação.

Logo, para um lote de 1.000 ações, o lucro com essa estratégia será de R$ 800,00.

Contudo, se o preço da Vivo se mantiver a R$ 7,00 ou subir, ele terá um prejuízo de R$ 0,20 por
ação. Para um lote de 1.000 ações, o prejuízo será de R$ 200,00.

3.4 OUTROS TIPOS DE SPREAD


Da mesma maneira, é possível montar estratégias de spread em que tanto a data de expiração
quanto os preços de exercício são diferentes. De acordo com o mercado, esse tipo de spread é
chamado de ‘spread’ diagonal.

Os retornos desses spreads são usualmente semelhantes aos retornos de


bull ou bear spreads.

UNIDADE 4 – COMBINAÇÕES

4.1 DEFINIÇÃO DE COMBINAÇÃO


Diferentemente do spread, em que o investidor toma posições em duas ou mais opções de
venda ou em duas ou mais opções de compra, nas combinações, o investidor toma posições
em opções de compra e de venda de uma mesma ação.

Como nos itens anteriores, o gráfico resultante estará assinalado com a linha 3, e as
posições que compõem o gráfico resultante estarão marcadas como linhas 1 e 2.

Isso vale também para os gráficos de retorno.

4.2 STRADDLE
Sobre as características do straddle, podemos observar...
ƒ a previsão do investidor de grande oscilação no preço de uma ação, sem saber,
ao certo, a direção;
ƒ a compra de uma opção de compra – call – e de uma opção de venda – put –
com o mesmo preço de exercício e a mesma data de expiração;

100
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 5

ƒ E como o preço de exercício, AT como o valor final da ação, P1 como o prêmio da


call e P2 como o prêmio da put.

4.2.1 ANÁLISE DO GRÁFICO


A tabela a seguir resume os retornos possíveis do straddle...

4.2.2 EXEMPLO
Quando o preço da ação é muito volátil ou quando a empresa possui uma oferta de takeover,
o investidor utiliza a estratégia de straddle.

Vamos supor que uma empresa de petróleo anuncie a seus acionistas uma descoberta em
uma área importante. O potencial dessa descoberta só será conhecido a partir dos resultados
de um teste de avaliação, os quais, entretanto, só estarão disponíveis em 15 dias.

Como esse projeto de risco é o principal ativo dessa empresa, se a descoberta for relevante, o
preço da ação da empresa sofrerá forte alta. Contudo, se os resultados forem negativos, haverá
uma forte queda no valor da ação.

Há puts e calls dessa ação disponíveis.

101
MÓDULO 5 Derivativos – Banco do Brasil

4.2.2.1 APLICAÇÃO DA ESTRATÉGIA


Como não sabemos o resultado do teste, decidimos fazer um straddle.

A ação da empresa está cotada a R$ 60,00. Os preços das calls que vencem em 2
meses são cotados como...

A estratégia straddle adotada será...


ƒ comprar uma call com preço de exercício de R$ 62,00 a R$ 5,00;
ƒ comprar uma put com preço de exercício de R$ 62,00 a R$ 4,00.

O custo dessa estratégia será de R$ 9,00, ou seja, R$ 5,00 + R$ 4,00.

Quanto mais longe de R$ 62,00 o preço ficar, mais rentável será o straddle. Devemos notar
que, para dar lucro, a ação deve cair mais de R$ 53,00 ou subir mais de R$ 71,00.

4.2.2.2 STRIP E STRAP


Provavelmente, muitos investidores estão pensando, como nós, no que faz
o preço das opções subir e a estratégia ficar mais cara...

Se o investidor acredita que a queda no preço da ação é mais provável do que a alta, ele poderá
comprar duas puts e uma call com o mesmo preço de exercício e a mesma data de expiração.

Dessa maneira, ainda que as quedas sejam menores do que no straddle, ele terá retornos.

Chamamos esse tipo de estratégia de strip.

Por outro lado, se o investidor acredita que a alta no preço da ação é mais provável do que a
queda, ele poderá comprar duas calls e uma put com o mesmo preço de exercício e a mesma
data de expiração.

Seus retornos virão mesmo com altas menores do que no straddle.

Essa estratégia é chamada de strap.

102
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 5

4.3 STRANGLE
Resumidamente, o strangle envolve a compra de uma put e de uma call com a mesma data de
expiração, mas com diferentes preços de exercício.

É semelhante ao straddle, mas, ao mesmo tempo em que o preço deve variar mais para obtermos
lucros, os prejuízos serão menores – caso o preço se mantenha.

4.3.1 ANÁLISE DO GRÁFICO


A tabela a seguir resume os retornos possíveis da estratégia de strangle...

4.3.2 EXEMPLO
No caso da empresa de petróleo, vamos supor que resolvamos comprar as seguintes ações...

A estratégia strangle adotada será...


ƒ comprar uma call com preço de exercício de R$ 64,00 a R$ 4,00;
ƒ comprar uma put com preço de exercício de R$ 60,00 a R$ 2,00.

103
MÓDULO 5 Derivativos – Banco do Brasil

O custo da estratégia de strangle é de R$ 6,00, ou seja, R$ 4,00 + R$ 2,00. Os retornos possíveis


serão...

Quanto mais longe de R$ 62,00 o preço ficar, mais rentável será a estratégia. Nesse caso, para
dar lucros, a ação deve cair mais de R$ 52,00 ou subir mais de R$ 72,00.

Contudo, se o preço se mantiver entre R$ 60,00 e R$ 64,00, o prejuízo será de apenas R$ 6,00
por ação contra R$ 9,00, se a estratégia anterior de straddle fosse adotada.

UNIDADE 5 – CENÁRIO CULTURAL

5.1 FILME
Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, acesse
uma cena do filme Dr. Mabuse no CD que acompanha a apostila.

5.2 OBRA LITERÁRIA


Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, leia o
texto O cortiço no ambiente on-line.

5.3 OBRA DE ARTE


Para refletir um pouco mais sobre questões relacionadas ao conteúdo deste módulo, aprecie
a obra Tra-la-la no ambiente on-line.

UNIDADE 6 – ATIVIDADES

6.1 AUTO-AVALIAÇÃO
6.2 ATIVIDADE INDIVIDUAL – ANIMAÇÃO

Antes de iniciar a próxima tarefa, assista à animação a seguir, no ambiente


on-line que introduz a Atividade Individual Obtendo maiores lucros.

Algumas estratégias construídas com posições em opções de venda – puts –, opções de


compra – calls – e seus ativos-objetos possibilitam uma variedade maior de resultados.

104
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 5

Tendo a seu dispor um mercado de opções, os investidores podem definir, com precisão, o
risco em que aceitam incorrer ou, até mesmo criar possibilidades de ganhos – com papéis
muito voláteis, em baixa, em alta... – em situações normalmente adversas.

6.2.1 ATIVIDADE INDIVIDUAL – TAREFA


Nesta atividade, iremos definir uma estratégia com opções de escolha, de forma a obter lucros.

Por esta tarefa, você poderá receber de 0 a 10 pontos.

INFORMAÇÕES SOBRE A ATIVIDADE INDIVIDUAL


Objetivo

Definir uma estratégia com opções de escolha, de forma a obter lucros.

Suporte ao trabalho

Para subsidiar seu trabalho...


ƒ leia o texto Ações da Varig recuam 50% após oferta única de compra em leilão,
disponível no final desta unidade;
ƒ leia o texto Ministro considera frustrante fato de leilão da Varig ter tido apenas uma
proposta, disponível no final desta unidade;
ƒ leia o texto Atenção, passageiros: turbulência nas ações da Varig!, disponível no
final desta unidade.

Tarefa

A partir da leitura feita e supondo que haja opções de compra e venda de ações da Varig
disponíveis na bolsa de valores, selecione uma estratégia de investimento com opções que
julgue mais possível de se obterem lucros. Para tal..
ƒ descreva a estratégia escolhida;
ƒ justifique a escolha dessa estratégia;
ƒ descreva o que acontecerá em caso de falência da empresa;
ƒ descreva o que acontecerá em caso de venda bem-sucedida da empresa em
leilão;
ƒ justifique a obtenção de lucros com a estratégia selecionada.

Registro do trabalho

Registre os dados desta tarefa na Matriz de atividade individual. Para tal...


ƒ acesse o arquivo com a Matriz de atividade individual, disponível no ambiente
on-line;
ƒ abra o arquivo;

105
MÓDULO 5 Derivativos – Banco do Brasil

ƒ salve esse arquivo em seu computador;


ƒ preencha a matriz com os dados de seu trabalho;
ƒ salve seu trabalho;
ƒ encaminhe o trabalho ao Professor-Tutor para correção.

6.2.2 APRESENTAÇÃO DO TRABALHO PARA CORREÇÃO


Lembre-se de que as orientações sobre o desenvolvimento desta atividade começam no início
desta seção, ou seja, na tela da animação.

Não se esqueça de verificar a data agendada para esta atividade no calendário.

Para saber como apresentar seu trabalho ao Professor-Tutor na sala de aula, leia o
Anexo 3.

TEXTOS UTILIZADOS

AÇÕES DA VARIG RECUAM 50% APÓS OFERTA ÚNICA DE COMPRA EM LEILÃO


Valor Online
08/06/2006 15:11

SÃO PAULO - O leilão de venda da Varig adicionou forte volatilidade aos preços das ações
preferenciais da companhia, que firmaram a trajetória de queda nesta tarde, após ter sido alvo
de uma única oferta de compra. Os papéis, sem direito a voto, chegaram a marcar R$4,20 pela
manhã, com alta de 16,6% na máxima, mas recuavam 50%, para R$1,8, instantes atrás, na mínima
até o momento.

No único lance pela companhia, a NV Participações, consórcio liderado pelos trabalhadores


do grupo Varig, ofereceu R$1,01 bilhão pela Varig Operacional completa (com rotas domésticas
e internacionais). Pelo valor de conversão ao dólar usado na proposta, o lance corresponde a
US$449,48 milhões.

O preço mínimo para a Varig Operacional completa era de US$860 milhões, mas nenhum dos
cinco investidores participantes do leilão fez lances acima desse valor. Quando foi aberta a
recepção de envelopes com propostas inferiores ao preço mínimo, apenas a NV Participações
entregou oferta.

Agora, o lance será avaliado pelo juiz da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Luiz Roberto
Ayoub, em um intervalo de 24 horas. Ou seja, o leilão só será validado (se o for) após esse
período.

O analista da Ágora Senior, Alexandre Garcia, atribui a expressiva oscilação das ações ao leilão
de venda. Para Garcia, as negociações com os papéis deveriam ter sido suspensas durante a

106
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 5

operação, para que as informações fossem repassadas de forma integral a todos os investidores.
“Ação só deveria voltar a ser negociada após a decisão do juiz”, disse.

Fonte
LAIER, Paula. Ações da Varig recuam 50% após oferta única de compra em leilão. Valor Online,
[S.l.], 08 jun. 2006. Disponível em: <www.valoronline.com.br>. Acesso em: 13 jul. 2006.

MINISTRO CONSIDERA FRUSTRANTE FATO DE LEILÃO DA VARIG TER TIDO APENAS UMA PROPOSTA
Agência Brasil
09/06/2006 16:53

RIO - O ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, considerou frustrante o fato de o leilão
da Varig, realizado ontem (8), ter recebido apenas uma proposta, feita pelos trabalhadores da
empresa. Ele disse que esperava um maior número de compradores, mas classificou de “positiva”
a iniciativa dos funcionários, que “acreditam mais do que ninguém que é possível reerguer a
empresa”.

Ao participar, hoje (9), de um seminário sobre turismo, na sede da Associação Comercial do Rio
de Janeiro, o ministro disse que um voto de confiança tem que ser dado a esse grupo, para que
os trabalhadores consigam um sócio estratégico que possa investir recursos e acertar a
economia da empresa.

Mares Guia afirmou que torce pela recuperação da empresa e pela aceitação da proposta dos
trabalhadores. Ele entende que, no caso de uma possível falência, todos sairão perdendo, não
só os acionistas e as pessoas que têm crédito com o grupo. O ministro lembrou, no entanto,
que a Varig é uma empresa privada, de tradição, mas que foi mal gerenciada.

Ele defendeu a criação de um marco regulatório para que as empresas possam competir e
ressaltou que a obrigação do governo não é proteger empresas. “Elas é que tratem de buscar
competência financeira, gerencial e tecnológica. E as outras empresas que não conseguiram
se recuperar, como supermercados e sapatarias? Tanta gente já quebrou. Como a Panair, que
deu lugar à Varig. Isso não é papel do governo: salvar empresas”.

Segundo ele, o papel do governo é incentivar o crescimento do país, com políticas públicas, e
cuidar da educação, saúde, justiça e liberdade.

Mares Guia explicou que, por um período, à época em que ocorreu um acordo entre a TAM e a
Varig, foi proibido que as empresas de aviação comprassem ou alugassem aviões novos para
que essas empresas aumentassem suas frotas.“Isso não acontece em lugar nenhum do mundo
e desfavorece o país. Nós não estamos aqui para proteger empresas. Nós estamos para proteger
o passageiro, o turista”, enfatizou.

107
MÓDULO 5 Derivativos – Banco do Brasil

O ministro do Turismo ressaltou que a Varig controla mais de 30% dos vôos internacionais no país
e afirmou que o trabalho agora é ampliar os acordos para que quem quiser viajar não seja
prejudicado.

Ele disse que a crise da Varig fez diminuir, entre março e abril, 24% da oferta de assentos em
vôos internacionais. Atualmente, 800 vôos para o Brasil estão lotados, quando a previsão para
o período era de 900 vôos lotados, contra os 710 do ano passado. A estimativa foi feita para
que o país possa cumprir, neste ano, a meta de receber sete milhões de turistas estrangeiros
por semana e nove milhões em 2007. O ministro garantiu que a crise não chegou a prejudicar
o setor, embora não tenha contribuído para seu desenvolvimento, ficando na contramão do
que está ocorrendo no país.

Fonte
AGÊNCIA BRASIL. Ministro considera frustrante fato de leilão da Varig ter tido apenas uma
proposta. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/economia>. Acesso em: 13 jul. 2006.

ATENÇÃO, PASSAGEIROS: TURBULÊNCIA NAS AÇÕES DA VARIG!


No dia 13 de junho de 2006, a Folha Online, na matéria Ações da Varig sobem mais de 26% apesar
de queda da Bovespa, informou que as ações da empresa aérea registraram forte alta naquele
dia, apesar da queda da Bolsa de Valores de São Paulo. A volatilidade caracterizava o movimento
das cotações das ações da Varig, de acordo com a notícia.

Ainda de acordo com a matéria, os preços oscilavam conforme o que era publicado na imprensa,
assim como as expectativas do mercado quanto ao futuro da companhia. No último dia 8 de
julho, por exemplo, quando aconteceu o leilão da companhia aérea, a ação preferencial da
companhia chegou a subir mais de 15%, mas inverteu a direção antes do fechamento do pregão
e encerrou o dia com desvalorização de quase 60%.

Fonte
MANNARINO, Verônica. Atenção, passageiros: turbulência nas ações da Varig! Rio de Janeiro:
FGV Online, 2006.

108
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 5

MATRIZ DE ATIVIDADE INDIVIDUAL*

*Esta matriz serve para a apresentação de trabalhos a serem desenvolvidos segundo ambas
as linhas de raciocínio: lógico-argumentativa ou lógico-matemática.

109
Derivativos – Banco do Brasil MÓDULO 6

MÓDULO 6 – ENCERRAMENTO

APRESENTAÇÃO
Na unidade 1 deste módulo, você encontrará algumas divertidas opções para testar seus
conhecimentos sobre o conteúdo desenvolvido em toda a disciplina, a fim de se preparar para
seu exame final. São elas...
ƒ caça-palavras;
ƒ jogo da memória;
ƒ jogo da caça;
ƒ jogo do labirinto.

A estrutura desses jogos é bem conhecida por todos. Você poderá escolher o jogo de sua
preferência ou jogar todos eles... a opção é sua! Em cada um deles, você encontrará perguntas
– acompanhadas de gabaritos e comentários – por meio das quais você poderá se auto-avaliar.

Já na unidade 2, é hora de falarmos sério! Sabemos que o novo – e a disciplina que você terminou
de cursar enquadra-se em uma modalidade de ensino muito nova para todos nós, brasileiros
– tem de estar sujeito a críticas... a sugestões... a redefinições. Por estarmos cientes desse
processo, contamos com cada um de vocês para nos ajudar a avaliar nosso trabalho.

Finalmente, como é indicado ao final deste módulo, este é o momento de nos prepararmos
para a avaliação final da disciplina, que será feita presencialmente na instituição conveniada
ao Programa FGV Management ou nas instalações do Banco do Brasil mais próxima à cidade
em que você reside.

Lembre-se... Apesar de essas atividades não serem pontuadas na sua média final, o
objetivo delas é lhe oferecer saber...De preferência,com algum sabor! Divirta-se!

111
Derivativos – Banco do Brasil ANEXO S

ANEXOS

ANEXO 1

ATIVIDADE EM EQUIPE – APRESENTAÇÃO DE TRABALHO


Para apresentar seu trabalho a sua equipe...

ƒ vá à sala de aula e selecione a área de <discussões da equipe>;

ƒ selecione a entrada para a discussão Trabalho individual para a atividade em


equipe;
ƒ na área <novo comentário>, anexe seu trabalho, clicando no ícone
<adicionar anexo>, disponível na tela;
ƒ se preferir, digite seu trabalho. Para isso, você ainda terá a opção de selecionar a
fonte, o tamanho e a cor de seu texto;
ƒ à esquerda da tela, você encontrará diferentes opções de Emoticons – cuja
utilização, contudo, não é obrigatória – para personalizar seu texto;
ƒ a qualquer momento da edição de seu texto, você poderá <pré-visualizar> a
forma de exibição da mensagem ou ainda <limpar tudo> o que escreveu;
ƒ você poderá optar ainda por acrescentar sua assinatura à mensagem e ser avisado
por e-mail quando sua mensagem for respondida, selecionando,
respectivamente, <mostrar assinatura> e <notificar-me por e-mail quando
responderem>;
ƒ salve a atividade.

Se julgar necessário, depois de salvar a mensagem, você poderá reeditá-la, bastando, para isso,
selecionar o ícone <editar>, logo abaixo dela.

Não se esqueça de verificar a data agendada para esta atividade no calendário.

113
ANEXOS Derivativos – Banco do Brasil

ANEXO 2

ATIVIDADE EM EQUIPE – ANÁLISE DE TRABALHOS


Para analisar os trabalhos de sua equipe...

ƒ vá à sala de aula e selecione a área de <discussões da equipe>;

ƒ selecione a entrada para a tarefa Trabalho individual para a atividade em equipe;


ƒ abra cada um dos trabalhos encaminhados por seus colegas de equipe;
ƒ na área <novo comentário>, abaixo da última mensagem, anexe sua análise,
clicando no ícone <adicionar anexo>, disponível na tela;
ƒ se preferir, digite sua análise. Para isso, você ainda terá a opção de selecionar a
fonte, o tamanho e a cor do seu texto;
ƒ à esquerda da tela, você encontrará diferentes opções de Emoticons – cuja
utilização, contudo, não é obrigatória – para personalizar seu texto.

Se julgar necessário, depois de salvar a mensagem, você poderá reeditá-la, bastando, para isso,
selecionar o ícone <editar>, logo abaixo dela.

Atenção! Não utilize a área de discussões particulares para disponibilizar seus


comentários e análises aos trabalhos dos colegas.

Não se esqueça de verificar a data agendada para esta atividade no calendário.

Lembre-se de que as orientações sobre o desenvolvimento desta atividade começam na


primeira seção da atividade em equipe.

114
Derivativos – Banco do Brasil ANEXO S

ANEXO 3

APRESENTAÇÃO DO TRABALHO PARA CORREÇÃO


Para enviar seu trabalho ao Professor-Tutor para correção...
ƒ vá à área de <discussões particulares>;
ƒ clique no ícone <nova mensagem>;
ƒ no campo <para>, selecione o Professor-Tutor;
ƒ você também poderá iniciar uma nova mensagem particular, quando na área
discussões gerais. Para isso, clique em <lista de usuários>, no alto da página.
Selecione o Professor-Tutor e, na janela aberta do perfil desse usuário, clique no
ícone <MP>, de mensagem privada;
ƒ no campo <assunto>, selecione <atividade individual – solicitar revisão>
(caso esteja enviando a tarefa pela primeira vez ao Professor-Tutor) ou <entrega
final> (caso esteja enviando a tarefa para a atribuição de nota);
ƒ na área <mensagem>, anexe seu trabalho clicando no ícone <adicionar anexo>,
disponível na tela;
ƒ se preferir, digite seu trabalho. Para isso, você ainda terá a opção de selecionar a
fonte, o tamanho e a cor de seu texto;
ƒ à esquerda da tela, você encontrará diferentes opções de Emoticons – cuja
utilização, contudo, não é obrigatória – para personalizar seu texto;
ƒ a qualquer momento da edição de seu texto, você poderá <pré-visualizar> a
forma de exibição da mensagem ou ainda <limpar tudo> o que escreveu;
ƒ você poderá optar ainda por acrescentar ser avisado quando sua mensagem for
lida, selecionando <notificar-me quando a mensagem for lida>;
ƒ salve a mensagem.

Lembre-se de que as orientações sobre o desenvolvimento desta tarefa começam na primeira


seção da atividade.

115
ANEXOS Derivativos – Banco do Brasil

ANEXO 4

FÓRUM – APRESENTAÇÃO DE TRABALHO


Para apresentar seu trabalho à turma...

ƒ vá à sala de aula e selecione a área de <discussões gerais>;

ƒ selecione a entrada para a discussão Trabalho individual para o fórum;


ƒ na área <novo comentário>, anexe seu trabalho, clicando no ícone
<adicionar anexo>, disponível na tela;
ƒ se preferir, digite seu trabalho. Para isso, você ainda terá a opção de selecionar a
fonte, o tamanho e a cor de seu texto;
ƒ à esquerda da tela, você encontrará diferentes opções de Emoticons – cuja
utilização, contudo, não é obrigatória – para personalizar seu texto;
ƒ a qualquer momento da edição de seu texto, você poderá <pré-visualizar> a
forma de exibição da mensagem ou ainda <limpar tudo> o que escreveu;
ƒ você poderá optar ainda por acrescentar sua assinatura à mensagem e ser avisado
por e-mail quando sua mensagem for respondida, selecionando,
respectivamente, <mostrar assinatura> e <notificar-me por e-mail quando
responderem>;
ƒ salve a atividade.

Se julgar necessário, depois de salvar a mensagem, você poderá reeditá-la, bastando, para isso,
selecionar o ícone <editar>, logo abaixo dela.

Não se esqueça de verificar a data agendada para esta atividade no calendário.

Lembre-se de que as orientações sobre o desenvolvimento desta atividade começam na


primeira seção do fórum.

116
Derivativos – Banco do Brasil ANEXO S

ANEXO 5

FÓRUM – ANÁLISE DE TRABALHOS


Para analisar os trabalhos de seus colegas de turma...

ƒ vá à sala de aula e selecione a área de <discussões gerais>;

ƒ selecione a entrada para a tarefa Trabalho individual para o fórum;


ƒ abra cada um dos trabalhos encaminhados por seus colegas de turma;
ƒ selecione dois trabalhos;
ƒ registre suas anotações sobre esses trabalhos na Matriz do fórum;
ƒ selecione a entrada para a discussão Análise de trabalhos para o fórum;
ƒ na área <novo comentário>, anexe sua Matriz do fórum preenchida, clicando
no ícone <adicionar anexo>, disponível na tela.

Não se esqueça de verificar a data agendada para esta atividade no calendário.

Lembre-se de que as orientações sobre o desenvolvimento desta atividade começam na


primeira seção do fórum.

117
ANEXOS Derivativos – Banco do Brasil

ANEXO 6

FÓRUM – DISCUSSÃO DE TRABALHOS


Para acessar as análises de seus colegas a seu trabalho...

ƒ vá à sala de aula e selecione a área de <discussões gerais>;

ƒ selecione a entrada para a tarefa Análise de trabalhos para o fórum;


ƒ abra as análises encaminhadas a seu trabalho;
ƒ registre suas anotações e crie um comentário.

Para apresentar seus comentários às análises direcionadas a seu trabalho...


ƒ vá à sala de aula e selecione a área de <discussões gerais>;
ƒ selecione a entrada para a discussão Análise de trabalhos para o fórum;
ƒ na área <novo comentário>, anexe seu comentário, clicando no ícone
<adicionar anexo>, disponível na tela;
ƒ se preferir, digite seu trabalho. Para isso, você ainda terá a opção de selecionar a
fonte, o tamanho e a cor de seu texto;
ƒ à esquerda da tela, você encontrará diferentes opções de Emoticons – cuja
utilização, contudo, não é obrigatória – para personalizar seu texto;
ƒ a qualquer momento da edição de seu texto, você poderá <pré-visualizar> a
forma de exibição da mensagem ou ainda <limpar tudo> o que escreveu;
ƒ você poderá optar ainda por acrescentar sua assinatura à mensagem e ser avisado
por e-mail quando sua mensagem for respondida, selecionando,
respectivamente, <mostrar assinatura> e <notificar-me por e-mail quando
responderem>;
ƒ salve a atividade.

Se julgar necessário, depois de salvar a mensagem, você poderá reeditá-la, bastando, para isso,
selecionar o ícone <editar>, logo abaixo dela.

Não se esqueça de verificar a data agendada para esta atividade no calendário.

Lembre-se de que as orientações sobre o desenvolvimento desta atividade começam na


primeira seção do fórum.

118
Derivativos – Banco do Brasil ANEXO S

ANEXO 7

PARTICIPANDO DE UMA REUNIÃO ON-LINE


As reuniões on-line são agendadas com antecedência.

Não se esqueça de verificar, no calendário, o dia e a hora da próxima reunião!

Para participar de uma reunião on-line...

ƒ vá à sala de aula;

ƒ se você deseja participar de uma reunião on-line com toda a turma, clique em
<discussões gerais>. Caso você deseje participar de uma reunião on-line apenas
com sua equipe, clique em <discussões da equipe>;
ƒ localize a entrada para a reunião on-line no topo ou na base da tela. As reuniões
on-line podem ser identificadas pelo ícone .

Uma nova janela se abrirá – estamos em uma reunião on-line. Nessa área...
ƒ o painel central mostra as mensagens enviadas pelos participantes da reunião;
ƒ acima do painel central, localiza-se o espaço no qual você deverá digitar suas
mensagens. Digitada a mensagem, tecle <ENTER> ou clique em <Enviar>;
ƒ o painel à direita contém a lista dos nomes dos participantes da reunião on-line.

Você também pode conversar em particular com alguém, clicando sobre o nome dessa pessoa.
O nome dela ficará assinalado com um fundo cor de abóbora.

Para salvar a reunião on-line...


ƒ clique no link <Histórico>;
ƒ na nova janela aberta – que também registra todas as discussões realizadas
durante o dia –, selecione <Arquivo>;
ƒ clique em <Salvar como>;
ƒ selecione a pasta em que será gravada a reunião e o nome desse arquivo.

119
ANEXOS Derivativos – Banco do Brasil

ANEXO 8

ABRINDO UMA VOTAÇÃO

Abrir votações na sala de aula é muito fácil. Por meio delas, você poderá
facilmente eleger o editor para os trabalhos em equipe, marcar dia e horário
mais apropriado para as reuniões on-line com seus colegas...

Para abrir uma votação...

ƒ vá à sala de aula e selecione a área de discussão na qual a votação será

aberta: <discussões gerais> ou <discussões da equipe>;

ƒ selecione <nova votação>, à direita da tela;


ƒ digite, no campo <assunto>, o tópico de sua votação;
ƒ especifique, no campo <questão>, a premissa a partir da qual serão apresentadas
diferentes opções de escolha;
ƒ nos campos numerados de <escolha>, você deverá digitar cada uma das opções
dessa votação;
ƒ defina se as pessoas poderão votar mais de uma vez, assinalando a opção
<permitir múltiplos votos nesta votação>;
ƒ na área <novo comentário>, anexe seus comentários sobre a votação aberta,
clicando no ícone <adicionar anexo>, disponível na tela;
ƒ se preferir, digite seus comentários. Para isso, você ainda terá a opção de
selecionar a fonte, o tamanho e a cor de seu texto;
ƒ à esquerda da tela, você encontrará diferentes opções de Emoticons – cuja
utilização, contudo, não é obrigatória – para personalizar seu texto;
ƒ a qualquer momento da edição de seu texto, você poderá <pré-visualizar> a
forma de exibição da mensagem ou ainda <limpar tudo> o que escreveu;
ƒ salve a atividade.

120
Derivativos – Banco do Brasil ANEXO S

ANEXO 9

GRADE DE CORREÇÃO DE ATIVIDADES1

Atividade individual (AI) – 0 a 10 pontos

1
Quando o item não se aplicar, considerar a pontuação máxima.

121
ANEXOS Derivativos – Banco do Brasil

Atividade em equipe (AE)

Tarefa individual – 0 a 4 pontos

122
Derivativos – Banco do Brasil ANEXO S

Tarefa em equipe – 0 a 6 pontos

123
ANEXOS Derivativos – Banco do Brasil

Fórum (Fo)

Tarefa individual – 0 a 5 pontos

Análise dos trabalhos em sala de aula – 0 a 2 pontos

Participação na reunião on-line – 0 a 3 pontos

124
Derivativos – Banco do Brasil ANEXO S

Participação individual (PI) – 0 a 10 pontos

125