Você está na página 1de 42

Ficha Catalográfica

TANCREDO, Herton.
A Lei do Óbvio.
Porto Belo, Edição do autor, 2020.
Livro 40 p.
ISBN:
Palavras Chave:

Todos os direitos reservados.

1
Biografia

Herton Tancredo, nascido em Indaial em 1982, teve contato com a música aos 5
anos de idade, onde começou a estudar piano com uma professora do bairro Pantanal –
Florianópolis. Logo que se mudou para Porto Belo – SC em 1991 começou a estudar teclado
com professor, aos 14 anos migrou para o contrabaixo iniciando sua vida de apresentações em
um coral infantil chamado Coral Costa Esmeralda. Aos 16 anos quando fazia aula de
contrabaixo, na casa de cultura Didi Brandão onde conheceu o festival de música em Itajaí e
participou das 15 primeiras edições, começou a tocar por um anuncio de jornal sugerido pelo
professor, assim iniciou na banda Fato Consumado até os 19 anos de idade. Em seguida morou
em São Jose – SC onde tocava e ensaiava com a banda Sotaque Brasil. Por situação de
necessidade para cobrir alguns shows, montou a banda FlyXamã, onde tocou por 10 anos. Aos
24 anos de idade teve uma oportunidade ir para a França, onde tocou com a banda Punk Hoster
Na sequencia morou na Bélgica, onde lecionou música e tocou nos bares com músicos locais em
Bruxelas, nessas inda e vindas Herton trouxe para Bruxelas mais outros dois artistas formando
então o Brasil trio onde tocou nas casas mais baladas fazendo mais de 7 shows por semana na
capital da Bélgica levando o Samba e a Bossa Nova para os ouvintes. Retornando ao Brasil,
colocou sua banda FlyXamã de volta aos palcos em todo vale do Itajaí e Oeste Catarinense até
2007. No mesmo ano embarcou para Wisconsin – EUA onde conheceu e tocou com excelentes
artistas locais, em 2008 foi para Califórnia, onde tocou com vários artistas entre eles a banda
Pyrockers, banda que o fez conhecer toda costa Californiana. Em 2009 retornou ao Brasil e tocou
com a banda BillBird de Balneário Camboriú, assim retornando aos palcos de Santa Catarina.
Em 2010 entra no conservatório de música de Itajaí e começa a tocar em vários projetos ao
mesmo tempo, entre eles Projeto Macumba (Samba Rock), Trio Sagaz (Jazz), DuPetter (Bossa
Nova) na sequencia entrou para a banda de pagode FalaFera permanecendo um ano para
entender a função do seu instrumento no Estilo, fazendo diversas Gigs onde tocou até sertanejo
e não se adaptou montando na sequência um lindo projeto de samba, o Projeto MOÇAMBIQUE
tocando por três anos onde amadureceu musicalmente, passou a estudar massivamente o Jazz,
onde começou a tocar com artistas de grande importância na cena Catarinense. Em 2013
começou a tocar Blues com artistas nacionais e internacionais da cena, daqueles passavam pelo
sul do Brasil, nesse mesmo ano montou o trio de Jazz Mustane Jazz (Standard de Jazz). Em 2017
o projeto BrasCubas (Latin Jazz). Desde então vem tocando com vários artistas de Jazz da cena
local inclusive seus alunos, seguidores do método, fomentando a cena do Jazz no Norte
Catarinense. Nos últimos anos Herton vem alimentando de música as casas de Jazz de Santa
Catarina, com tributos a grandes artistas, Shows de Jazz, Latin Jazz, Samba, Bossa Nova, Tangos
e Boleros, com inúmeros artistas, de vários estilos diferentes.

2
Prefácio

3
LINGUAGEM
Qualquer meio sistemático de se comunicar ideias e sentimentos.
Na música a linguagem se compõe no entendimento de forma, tempo, harmonia, melodia e
função de cada instrumento, seja ele melodista, harmonista ou ritmista.
O MÚSICO PRECISA SER PERITO EM 4 QUESITOS: MELODIA, HARMONIA,
TEMPO E PRINCIPALMENTE A FORMA.

Em uma banda que executa um tema, cada instrumento exerce uma função diferente. O músico
deve ser diferenciado por um tipo de instrumento que ele toca. Melodista é o sujeito que
apresenta o tema, de forma comum, introdução e os dois primeiros chorus de apresentação.
Quanto mais experiente for o artista, mais respeito pelas (notas, harmonia, melodia e a forma do
tema) ele terá.

Prática em conjunto
O músico deve ter a consciência de que está produzindo a música em conjunto. Um dueto exige
um tipo de comportamento, já uma big band um comportamento completamente diferente,
mesmo que use o mesmo instrumento ou execute o mesmo tema. Exemplo: um baterista vai se
comportar com groove completo, usando apenas dinâmica para com uma big band, já no mesmo
caso somente uma condução caso esteja fazendo dueto (sendo o mesmo tema), principalmente se
tratando de introdução (adilibitun), excelência no groove nos dois importantes primeiros chorus
de apresentação do tema. Cada instrumento tem comportamento diferente. Falando em formato
comum, como: Sopro (melodista), guitarra (melodista e Harmonista) piano (melodista e
harmonista), contrabaixo (harmonista e ritmista) percussão ou bateria (ritmistas). A introdução é
normalmente feita pelo melodista, onde ele de forma alguma mostra o tema a ser apresentado,
onde o baterista se comporta de forma adilibitun (sem tempo) e o baixista sem-chão ou silêncio
para não entregar o tema que será apresentado, não estragar a sensação surpresa.

1. Introdução do tema
2. Apresentação do tema
3. Improvisos
4. Apresentação final do tema
5. Coda

4
Introdução - A introdução de um tema deve ser respeitando a forma. Normalmente adilibitun
com muito cuidado em não demonstrar o tema a ser apresentado, fazendo uma pré-introdução ao
tema. O sujeito deve ser respeitado pelos outros artistas que normalmente aguardam em silêncio
o início do tema. O artista aponta o dedo para cabeça 1 compasso antes para indicar o início do
chorus seja na introdução ou durante o tema.

Melodista: Apresentando a introdução.

Harmonista: Silêncio.

Baixista: Normalmente silêncio ou em alguns casos sem-chão.

Ritmista: Adilibitun

Apresentação do tema
O melodista deve se comportar com muito respeito e excelência, os dois primeiros chorus de
apresentação, tendo a consciência que os dois primeiros chorus é onde o público vai se saciar do
tema apresentado, onde termina a responsabilidade de apresentação e se inicia os improvisos.

*Os dois primeiros chorus devem ser respeitados por todos sem exceção.
Não é um momento de criação e nem demonstração de musicalidade e sim a apresentação
de um tema do melodista.
Só existe criação nos improvisos, 2 últimos chorus e coda-se.

5
Harmonista: O harmonista vai com dinâmica harmonizar para o melodista, fazendo exatamente
como é o groove pré-estabelecido para seu instrumento. A simplicidade, dinâmica, sensibilidade
e respeito ao melodista é o que torna um bom harmonista.

Baixista: O baixista executa exatamente o groove pré-estabelecido do tema. Dinâmica, precisão


das notas, respeito a harmonia do tema e lealdade ao groove fazem um bom baixista.

Ritmista: Ele apresenta com dinâmica e respeito ao tema, executando exatamente o groove pré-
estabelecido, sem notas extras, que não fazem do tema ou do groove. Para ser um bom ritmista,
você precisa ser perito em tempo, subdivisão, dinâmica, grooves (ritmos), andamento e forma.
Muita atenção com os companheiros, nunca parar de pensar no tema e olhar sempre com atenção
para os músicos.

*Pensamentos aleatórios são totalmente dispensáveis em qualquer momento

Improvisos
(Linguagem geral) - O improviso deve manter a forma com excelência, exatamente como é o
tema ou combinado entre os músicos. Momento importante onde cada artista se comporta de
uma forma diferente. O melodista cria, o harmonista mostra onde está o tema (ou silêncio), o
baixista de forma autista segue firme e forte a forma, onde o ritmista acompanha o improvisador
usando suas peças para dar intenções e mostrar onde está o tempo e forma do tema, é importante
o baixista ser autista focado na forma e harmonia do tema, sendo a base do ritmista, assim
facilitando para o improvisador ser livre. Interlúdios, formas diferentes, podem ser usados
dependendo do que foi combinado entre os artistas antes do tema. A sequência de
improvisadores, vai do melodista até o mais ritmista. Ex: Um flautista e um guitarrista, o flautista
tem o direito de improvisar primeiro (sendo ele o apresentador do tema), entre guitarrista e
pianista, o guitarrista tem a preferência, entre o pianista e o baixista, primeiro o pianista e entre
baixista e baterista o baixista tem o direito, o baterista normalmente é o último a improvisar.
Essa regra pode-se e deve ser debatida antes do tema.

Melodista: Normalmente o melodista que apresentou o tema tem o direito de ser o primeiro a
improvisar. Tem a opção de forma inteligente e educada passar seu improviso já que os ouvintes
estão saturados de sua apresentação/intro. O melodista tem como participação rítmica o ritmista,
que o conduz caminho de volta para casa. Manter o tempo e o tema na cabeça são primordiais
para se fazer um bom improviso. Ficar ligado para entrega do último improviso (normalmente do
baterista) para o último chorus.

Harmonista - É uma figura muito delicada no momento do improviso. Ex: Se for em dois
guitarristas, um faz silêncio para não chocar notas. Esse bom senso deve ser aplicado pelo
pianista e qualquer outro harmonista que estiver no grupo musical. A demonstração de uma

6
tríade no momento do improviso pode limitar o improvisador, a forma mais correta para o
harmonista se não for ele o improvisador, é fazer silêncio, porém não é um momento para se
distrair, deve manter o tema na cabeça assim se precisando apontar onde está o tema (ou como
paraquedas reserva).

Baixista - Autista, segue reto na forma e harmonia, mostrando para todos com dinâmica onde se
encontra o tema (Walking bass normalmente é usado no ápice do improviso, na chamada do
improvisador). Um exemplo de bom senso, pode ser seguido por outros estilos, como trocar o
walking por inversão ou outside.

Ritmista - Segue as intenções rítmicas do improvisador, com muita excelência e dinâmica,


muitas vezes em silêncio ou FFF, dando sustento as ideias. O groove ele é construído e
desconstruído conforme a capacidade de rítmica e harmonização do melodista Ex: O groove se
mantém firme com dinâmica (do silêncio ao FFF) para o flautista improvisar, a desconstrução do
groove facilita para outros ritmista como pianista e guitarrista ao ponto de subdividir o chimbal e
mostrar apenas o 1 do compasso no bumbo para o baixista. Ter a forma resolvida na cabeça é
imprescindível.

Improviso (linguagem individual)

Melodista: Deve estar com o tema, forma e harmonia na cabeça. O mais importante de um
improviso é a sua entrega, tendo a cabeça livre para pensar na melodia apresentada.

Ritmista - O improviso pode acontecer respeitando a forma onde todo o grupo faz silêncio ou em
trade (4 compassos para o ritmista e 4 para o melodista, seguindo a forma) ou em ostinato como
interlúdio ou no coda e jamais perdendo o tempo da cabeça.

Melodia

Importante que o artista tenha muito claro o nome das notas. Existem na música ocidental 12
notas musicais, sendo elas: C, F, A#-Bb, D#-Eb, G#-Ab, C#- Db, F#-Gb, B, E, A, D, G.
Importante que as notas estejam muito bem entendidas para o artista, ao ponto de saber
exatamente o nome da nota que está apresentando. O artista não deve de forma alguma
apresentar uma nota sem saber o nome, indiferente do seu método de aprendizado. Saber o nome
das notas é uma questão de respeito a música. A previsão dos compassos é o que faz fácil aplicar
as ideias na música.

Harmonia
Combinação de acordes que formam uma sequência harmônica, que seguindo a forma, cama
para uma melodia e assim um tema, para quando expor esse tema uma música. Como a música

7
ocidental tem apenas 12 notas, fica fácil compreender o que combina com a ideia do compositor.
Existe uma combinação de notas que formam os acordes tradicionais que criaram a nossa música
popular. Importante que o músico conheça bem cada uma das 12 notas antes de formar qualquer
acorde. A intimidade com as 12 notas vai tornar simples qualquer formação de acorde. A música
Ocidental é modulada em intervalos de 4’ (linguagem convencional) um exemplo: do acorde de
C normalmente modularia para acorde de F. Assim como é a afinação de instrumentos como
contrabaixo, guitarra, violão etc. Bem claro que a música está em processo de desenvolvimento,
importante que os novos artistas tenham a cabeça aberta para toda essa explosão de arte criado
nos últimos anos. A harmonia se divide em 4 qualidades de acorde, menor, maior, maior 7 e
meio diminuto, o resto é intenção de acorde. Escala é um estudo físico, não é música. Toda nota
serve se você souber qual nota está tocando.

Tempo
Tempo é a peça chave para desenvolver habilidade na apresentação, virtuosidade. A batida
sequenciada é o que difere o ser que consegue produzir música e o que não consegue. Saber
exatamente o ritmo que está executando é indispensável para produção de um trabalho
profissional.

Metrônomo
Metrônomo é ferramenta indispensável para o desenvolvimento do artista. Normalmente os
artistas têm o ego ferido ao falar desse assunto, o que prejudica ou atrofia a carreira musical de
cada um deles. O estudo deve ser mantido para todo longo da vida do artista. Existem diversos
tipos de metrônomo, sendo de corda, eletrônico ou a grande diversidade de aplicativos. Para ter
um bom rendimento é importante que o músico tire as semicolcheias, forçando o cérebro a contar
as notas. Não tão importante a habilidade de colocar as notas no tempo e sim a sua habilidade de
não perder o tempo na cabeça. O tempo é mais importante do que a nota executada. O
rendimento do estudo do metrônomo vem de quantas notas seu cérebro tem que pensar.
Ex: Um metrônomo em 240 bpm traz menos rendimento do que o metrônomo em 30 bpm (é
uma subdivisão, então 30 é o mesmo que 120 e 240).
Ex²: Ele estando na média de 30 bpm com a batida quaternária (quatro tempos por compasso), te
dá a possibilidade de estudar forma, que é a capa do método.
O estudo do metrônomo sem a indicação da semínima traz um rendimento muito maior. Quanto
mais você força seu cérebro a pensar as subdivisões maior o rendimento

8
Forma
Forma é, contudo, o conhecimento mais importante, sabendo o início meio e fim do tema
apresentado, cria segurança, que é o mais importante quando se está a prova. O músico deve
saber exatamente onde está na forma do tema durante a apresentação. Ela pode ser modificada
para improvisos e pode não existir no coda, pode ser adiada por interlúdios (muito legal). A
forma é estrutura ou esqueleto de uma obra, sendo perfeitamente dívida. A nomenclatura da
forma se divide no alfabeto, a cada novo “chorus’’ uma letra na sequência a partir de “A” EX:
AABA. Forma é, contudo, o conhecimento mais importante. É o mais importante para um
improvisador e/ou compositor, saber exatamente onde se encontra no tema durante a
apresentação. Mais importante do que a frase apresentada ou silêncio é saber onde se encontra
exatamente o tema apresentado. O sentido da música está na simplicidade da forma, é o que faz a
fácil compreensão para os humanos.

Silêncio
Silêncio é, contudo, 50% da música, seja ele na introdução, ou em um improviso alheio, os
compassos que ficam em silêncio são de extrema importância para o respiro, e compreensão de
onde está acontecendo, tempo e forma. Saber aplicar o silêncio é conhecimento importantíssimo.
O músico que sabe fazer silêncio é sempre mais valorizado.

O Julgamento das notas aplicada não devem existir


No momento em que o artista se apresenta, o palco com pessoas assistindo sua arte, ou até
mesmo sozinho em casa estudando, praticando ou tocando. Não devemos pré-julgar a nota que
emitimos, até porque nem sempre a nota perfeita é a óbvia. Devemos manter a cabeça focado no
tempo e forma.

9
TABELA DAS FIGURAS MUSICAIS
(VALORES RÍTMICOS)

Na música, existem sons longos e sons breves. Há também momentos quando se interrompe a
emissão do som: os silêncios. A duração do som depende da duração da vibração do corpo
elástico. A duração de sons define o ritmo.
O Ritmo é a organização do tempo. O ritmo não é, portanto, um som, mas somente uma
organização do tempo. Antigamente eram as palavras que indicavam, mais ou menos, o tempo de
duração de cada nota. No princípio do século XIII surgiram as figuras mensuráveis para
determinar a duração dos sons. As mais antigas eram a Máxima, a Longa, a Breve, a Semibreve,
a Mínima e a Semínima. Eram originalmente pretas, posteriormente brancas. No início do século
XVI desapareceram as neumas e no século XVII a notação redonda substituiu a notação
quadrada.
Na notação musical atual, cada nota escrita na pauta informa a altura, (posição da nota na linha
ou no espaço da pauta (Vertical) e também a duração (formato e configuração da nota). A
duração relativa dos sons é definida pelos valores (Os valores definem as proporções entre as
notas) A duração absoluta é dada pela indicação do andamento. O andamento é indicado pelo
número de Bpms (Batidas por minuto), este valor geralmente é indicado no início da partitura.
Valor é o sinal que indica a duração relativa do som e do silêncio. Os valores positivos ou figuras
indicam a duração dos sons e os valores negativos ou pausas indicam a duração dos silêncios.
Figuras e pausas são um conjunto de sinais convencionais representativos das durações. São sete
os valores que representam as figuras e as pausas no atual sistema musical. Para cada figura
existe uma pausa correspondente.

Fonte:https://pramusic.wordpress.com/a-musica/figuras-musicais/figuras-ritmicas/

10
TABELA DE NOTAS E FREQUÊNCIAS

Nota musical Intervalo com a nota Afinação natural Frequência (Hz) Afinação Frequência (Hz)
fundamental temperada

Dó Dó uníssono 1/1=1,000 132,000 1,000 132,000

Dó # Semitom 25/24=1,042 137,544 1,059 139,788

Ré b Segunda diminuta 27/25=1,080 142,560 1,059 139,788

Ré Segunda maior 9/8=1,125 148,500 1,122 148,104

Ré # Segunda aumentada 76/74=1,172 154,704 1,189 156,948

Mi b Terça menor 6/5=1,200 158,400 1,189 156,948

Mi Terça maior 5/4=1,250 165,000 1,260 166,320

Fá b Quarta diminuta 32/25=1,280 168,960 1,260 166,320

Mi # Terça aumentada 125/96=1,302 171,864 1,335 176,220

Fá Quarta perfeita 4/3=1,333 175,956 1,335 176,220

Fá # Quarta aumentada 25/18=1,389 183,348 1,414 186,648

11
Sol b Quinta diminuta 36/25=1,440 190,080 1,414 186,648

Sol Quinta perfeita 3/2=1,500 198,000 1,498 197,736

Sol # Quinta aumentada 25/16=1,563 206,316 1,587 209,484

La b Sexta menor 8/5=1,6 211,200 1,587 209,484

Lá Sexta maior 5/3=1,667 220,044 1,682 222,024

Lá # Sexta aumentada 152/72=1,737 229,284 1,782 235,224

Si b Sétima menor 9/5=1,800 237,600 1,782 235,224

Si Sétima maior 15/8=1,875 247,500 1,888 249,216

Dó b Oitava diminuta 48/25=1,920 253,440 1,888 249,216

Si # Sétima aumentada 125/64=1,953 257,796 2,000 264,000

Dó Oitava perfeita 2/1=2,000 264,000 2,000 264,000

Fonte: http://www.das.inpe.br/~alex/FisicadaMusica/fismus_escalas.htm

12
Tabela de frequência (agudos e graves)

20 a 60 Hz - SUB-GRAVES
50 a 250 Hz - GRAVES
250 a 2000 Hz - MÉDIAS BAIXAS
2000 a 6000 Hz - MÉDIAS ALTAS
6000 a 20000 Hz - AGUDOS

Tabela de Andamento

Fonte:https://br.pinterest.com/pin/722616702691839569/

13
Dicionário da Música

A (A). Nome da nota “á’’, linguagem latina. Ref.1 440Hz.


Abafador (A-ba-fa-dor). Dispositivo mecânico, existente na maioria dos instrumentos, que
permite a diminuição da intensidade do som e alteração do timbre.
Ex: Pedal esquerdo do Piano, Surdina de sopros, mão abafada do violão.
Abertura (A-ber-tu-ra). Peça musical que antecede a peça principal. Ex: Banda que abre um
show para outra banda, ou a própria com uma peça de abertura.
Acalanto (A-ca-lan-to). Canção de ninar de estilo folclórico, composta geralmente em
compassos 6/8.
A Capela (A Ca-pe-la). Gênero de composição individual ou coral polifónica, sem
acompanhamento. No Brasil em uma linguagem antiga, o termo usado era orfeão ou canto
orfeônico.
Acciacatura (A-cci-a-ca-tu-ra. Ornamento próprio das peças para instrumento de teclado.
Consiste numa pequena nota colocada ao lado da nota principal e cujo valor não altera a divisão
dos tempos do compasso. Também pode ser indicada por um sinal gráfico.
Acento (A-cen-to). Destaque dado a determinadas notas da escrita musical, reforçando-lhes a
intensidade ou duração.
Acidente (A-ci-den-te). Nome genérico dado aos sinais utilizados para alterar a altura de uma
nota. Os mais comuns são os sustenidos, o bemol e o bequadro. (b - # - )

Acompanhamento (A-com-pa-nha-men-to). Conjunto de sons que, subordinados a uma parte


principal, servem de sustentação harmônica e rítmica, como, por exemplo, a parte executada pela
orquestra paralelamente ao solista ou um contrabaixista, baterista e guitarrista harmonizado para
o canto, método convencional nos dias de hoje.
Acorde (A-cor-de). Conjunto simultâneo de três ou mais sons diferentes, dispostos de acordo
com regras harmônicas, pré-estabelecidas. Tem como base a tríade, que, por sua vez, se funda
sobre a noção de tonalidade.
Acordeão (A-cor-de-ão). Também conhecido como acordeon, concertina ou sanfona.
Instrumentos de fole, com registro e teclado em plano vertical. Tipicamente de música popular,
está sendo usado atualmente como instrumento de concerto por alguns compositores.

1 Ver tabela de notas e freqüências

14
Adagio (A-da-gio). Palavra italiana que indica um andamento musical pouco subdivido. Para
determinar precisamente o andamento de seus adágios, alguns compositores juntam, a essa,
outras nomenclaturas: Ref. 66 bpm a 75 bpm.
Adagio assai - muito lento.
Adagio di molto - extremamente lento.
Adagio sostenuto - (“lento sustentado”) sempre lento.
Ad libitum Locução latina que significa “à vontade”. É empregada pelo compositor para dar
liberdade ao intérprete no andamento de uma determinada passagem, bem como quanto à
inclusão ou exclusão de uma cadência. Abreviatura: Ad Lib. Normalmente em introduções.
Affettuoso (ou com affetto) - Expressão italiana que indica uma interpretação amável e
carinhosa.
Agitato - Termo em italiano que designa um andamento nervoso, agitado. Linguagem antiga que
significa pouco subdivido.
Agógica (A-gó-gi-ca). Neologismo criado por H. Riemann, em 1884, para definir o conjunto de
ligeira modificação de tempo durante uma execução musical (chamada rubato). Por extensão, o
termo se aplica à teoria do andamento musical e trata de suas modificações com aceleração,
retardamento e interrupção regular ou irregular. Ex: Love is all - Roger Glover.
Agudo (A-gu-do). Som elevado, de alta frequência. Opõe-se à grave.
Alaúde (A-la-ú-de). Instrumento de cordas de origem oriental, com braço longo, cavalete e caixa
sonora convexa. Perdeu sua popularidade pelos compositores do século XVIII, tendo sido J. S.
Bach um dos últimos a utilizá-lo em suas obras. Hoje resgatados por vários artistas.
Alemanda (A-le-man-da). Dança de origem alemã, em compasso binário, surgida em princípios
do século XVI. Foi utilizada por vários compositores do período barroco, sobretudo Bach, que a
consagrou em inúmeras de suas suítes.
Allegretto - Termo em italiano que indica andamento musical mais lento que o allegro, de 115
bpm a 130 bpm
Allegro - Palavra italiana que indica andamento rápido. Os compositores acrescentam-lhe outras
indicações como:
Allegro assai - muito rápido.
Allegro con brio - rápido, com brilho.
Allegro con fuoco - rápido com ardor.
Molto allegro - o mesmo que allegro assai.
Allegro giusto - rápido e preciso.
Allegro grazioso - rápido, mas gracioso, delicado.
Allegro moderato, ma risoluto - moderadamente rápido, mas com resolução.
Amabile (A-ma-bi-le). Palavra italiana que significa “amável”. Indica um andamento entre o
andante e o adagio e uma interpretação terna.
Anacruse (A-na-cru-se). Nota ou notas que precedem o primeiro tempo forte de um compasso.
Ex: a música “Parabéns para você”.

15
Andamento (An-de-men-to). Grau de lentidão ou de celeridade do trecho musical, indicado por
nomenclaturas tradicionais, em língua italiana.
Andante (An-dan-te). Termo em italiano que indica andamento não muito lento, fluente e
moderado. Os compositores acrescem-no de outras expressões, para melhor caracterizar sua
intenção: Ref. 76 bm 89 bpm.
Andante cantabile - moderado e cantante.
Andante maestoso - moderado, porém com majestade.
Andante ma non troppo - moderado, mas não em demasia.
Andantino - modernamente, utilizado no sentido de menos lento que o andante.
Antífona (An-tí-fo-na). Versículo ou sentença cantado por um coro, em resposta a outro. A
expressão é derivada do grego: anti, contra; phone, canto.
Apojatura (A-po-já-tu-ra). Ornamento representado por uma ou duas pequeninas notas, ou,
ainda, por sinais gráficos que precedem a nota principal, da qual subtraem o próprio valor e a
acentuação.
Ária (Á-ri-a). Originalmente, canção para solista utilizada em oratórios e óperas. Os italianos
desenvolveram vários tipos de árias, agregando-lhes definições específicas, como aria buffa,aria
cantabile, aria di chiesa, aria fugata, arietta etc.
Arioso (A-ri-o-so). Forma vocal de caráter dramático, surgida no século XVII, cujo estilo se
situa entre o recitativo e a ária. Nas cantatas e óperas, aparece nos momentos em que se exige
uma clamação mais melodiosa e expressiva, para romper com a monotonia do recitativo.
Armadura (Ar-ma-du-ra). Conjunto de acidentes colocados no início de uma partitura musical,
ao lado da clave, indicando a tonalidade a que pertence a obra.
Arpejo (Ar-pe-jo). Do italiano arpeggio execução rápida e sucessiva das notas de um acorde.
Arranjo (Ar-ran-jo). Modificação de uma composição, feita com algumas liberdades.
A Tempo (A-Tem-po). Locução que indica a retomada do andamento inicial, após uma
passagem executada em ritmo mais acelerado ou mais lento (ver rallentando), ou ainda, de forma
mais livre (ver Ad libitum).
Ato (A-to). Umas das seções de um drama, ópera ou bailado.
Atonalismo (A-to-na-lis-mo). Técnica de composição caracterizada pela ausência de um centro
tonal harmônico, pela eliminação da harmonia tradicional, bem como dos conceitos de
consonância e dissonância.

B (B). Nome da nota si linguagem germânica. Ver Tabela de notas e frequências.


Blach Werke-Verzeichnis. Catálogo temático das obras de J. S. Bach, editado por W.
Schmieder.

16
Badinerie (Ba-di-ne-rie). Palavra francesa que significa “brincadeira”. Movimento, em tempo de
dança, utilizado nas suítes do século XVIII.
Bagatelle (Ba-ge-tel-le). Palavra francesa (bagatela) que designa peça musical de objetivo ligeiro
e despretensioso, composta para piano.
Bailado (Ba-i-la-do). (Do francês ballet.) Dança.
Baixo (Ba-i-xo). Nome dado à voz masculina mais grave. De acordo com o timbre, classifica-se
em baixo-profundo, baixo-cantante e baixo-barítono. O termo também é empregado para
designar a parte mais grave de uma composição polifônica, bem como o instrumento mais grave
de uma família.
Baixo cifrado ((Ba-i-xo ci-fra-do). Na partitura, a parte do baixo provida de números que
indicam ao intérprete os acordes que deve executar. O sistema originou-se no início do século
XVII e foi universalmente usado até meados do século XVIII.
Balada (Ba-la-da). A expressão nasceu do italiano ballare, pois os trovadores, no século XVIII,
usavam o gênero para cantar e dançar, acompanhados de instrumento. Mais tarde, o termo
passou a designar peça puramente instrumental, de forma livre e extensa.
Balalaica (Ba-la-la-i-ca). Instrumento de cordas (três) dedilháveis. De formato triangular e
dimensões variadas é característico de música folclórica russa e do leste europeu em geral.
Banda (Ban-da). Grupo de instrumentos de sopro e percussão, especializado, sobretudo, em
músicas militares ou de dança popular. Hoje em dia junção de vários instrumentistas para
execução de uma obra.
Bandolim (Ban-do-lim). Instrumento de cordas surgido na Itália no século XVI. Com formato de
Pêra e costas abauladas, possui oito cordas, agrupadas duas a duas, que são tocadas com uma
palheta (ou plectro).
Banjo (Ban-jo). Instrumento dos negros norte-americanos, da família da guitarra. Seu corpo
constitui-se de uma caixa de ressonância, de superfícies e fundo planos, semelhante a um tambor;
as cordas, cujo número varia de 5 a 9, são tocadas com os dedos ou com um plectro (palheta).
Baqueta (Ba-que-ta). Instrumento de madeira usado para bater tambores, pratos e tudo que se
usa marteladas direta. Normalmente feito de Maple, Nogueira e no Brasil uma sonoridade linda
Pau Marfim. O timbre pode variar, pela espessura e forma ponta da baqueta.
Barítono (Ba-rí-to-no). Tipo de voz masculina, situada entre o tenor e o baixo.
Barroco (Bar-ro-co). Estilo musical, origem na mesma expressão que marcou um estilo
arquitetônico do século XVII. Chama-se barroca a música dos compositores do século XVII e
início do XVIII, cujo resultado sonoro era o colorido decorado e alegre, alcançado por força da
variedade instrumental então crescente.
Bateria (Ba-te-ria). Conjunto de instrumentos de percussão, seja no âmbito da orquestra, seja no
grupo musical. Instrumento de muita importância.
Batuque (Ba-tu-que). Dança de origem africana praticada pelos negros brasileiros 2/4, é
acompanhada por instrumentos de percussão. Da forma original surgiram vários ritmos e danças,
como o samba, de o coco, o baião e o carimba.

17
Batuta (Ba-tu-ta). Varinha usada pelos regentes desde o século XVI, para marcar os tempos, por
meio de movimento do braço direito. A batuta moderna varia entre 15 e 25 centímetros e é feita
de madeira leve, celulóide ou material plástico. Alguns regentes a dispensam, preferindo marcar
os tempos da música com as mãos.
Bel Canto (Bel- can-to). Estilo de canto próprio da ópera italiana do século XIX. Caracteriza-se
pela ornamentação excessiva da melodia do cantor, a fim de aumentar o conteúdo emocional e
exibir técnica e versatilidade.
Bemol (Be-mol). No instrumento temperado, o mesmo que o sustenido.

Bequadro (Be-qua-dro). Anula a marcação da armadura de clave.


Berceuse (Ber-ce-u-se). Ver Acalanto.
Berimbau (Be-rim-ba-u). Instrumento constituído por um arco de madeira, cujas extremidades
são ligadas por um fio de metal. Este é percutido com uma vareta, enquanto uma cabaça,
colocada numa extremidade do arco, serve de caixa de ressonância. Muito usada no folclore
baiano, na capoeira, luta originalmente brasileira, disfarçada de dança por motivos de segurança/
Bolero (Bo-le-ro). Dança espanhola de ritmo ternário, originalmente executada por guitarras e
castanholas.
Bombo (Bom-bo). Grande tambor usado em peças sinfônicas de efeito e nas bandas militares.
Bourrée () - Antiga dança francesa, de andamento vivo e rápido.
Breve (Bre-ve). Figura da notação musical, atualmente em desuso, cujo valor corresponde a duas
semibreves. 8 semínimas.
Brio (Bri-o) - Termo em italiano em que caracteriza uma execução brilhante e vigorosa. É
empregado geralmente na locução con brio, colocada no início de uma partitura.
BWV (B-W-V). Ver Bach Werke - Verzeichnis.

C (C). Nome da nota dó, vem do latim.2


Cadência (Ca-dên-ci-a) (Do latim cadere, cair.) Fórmula melódica ou harmônica no fim de um
período, de uma frase ou de uma composição, que produz a sensação de repouso momentâneo e
final. Também define a ocasião em que, no fim de um trecho musical, o solista improvisa sobre
temas apresentados antes, exibindo sua virtuosidade.
Caixa (Ca-i-xa). Instrumento de percussão. Redondo, de metal, latão ou madeira, é coberto dos
dois lados por pele animal ou sintética, que pode ser apertado por meio de parafuso, regulando-se
assim o som (afinação).

2 Ver Tabela de notas e frequências

18
Câmara, Música de (Câ-ma-ra, Mu-si-ca de). Composição musical escrita para um pequeno
grupo de instrumentos ou vozes. Em suas origens, era composta por um músico de casa para seu
patrão, sendo executada em pequenas salas. As combinações instrumentais variam, embora
raramente excedam um total de quinze instrumentos. Sua forma mais característica é o quarteto
de cordas, desenvolvido sobretudo por Haydn e Mozart e que atingiu novas dimensões com
Beethoven e os românticos.
Can-Can (Can-can). Dança popular francesa.
Canção (Can-ção). Umas das mais antigas, formas musicais, compõe-se de um texto poético,
dividido em estrofes de igual número de versos e de igual métrica, ao qual se associa uma
melodia, suas origens remontam a antiguidade grega e seu apogeu ocorreu no século XIX,
sobretudo com a chanson francesa e o lied alemão.
Cânon (Câ-non). Composição musical cujo tema, apresentado por uma voz, em seguida é
repetido do começo ao fim por todas as outras vozes, que se entrosam funcionalmente.
Cantabile (Can-ta-bi-le). Nomenclatura em italiano (cantável) empregada em trechos musicais
de andamento lento e melodia fácil. O termo, em geral, é usado na combinação andante
cantabile.
Cantata (Can-ta-ta). Em suas origens, peça musical que devia ser cantada (do italiano cantare),
em oposição à tocata, para ser tocada. Primitivamente composta para cantor solista e
acompanhamento instrumental, depois do século XVII foram-lhe acrescentados coral e orquestra,
tendo sido nesta forma que chegou ao tempo de J.S. Bach, autor de 295 peças desse gênero.
Cântico (Cãn-ti-co). Canção litúrgica de ação de graças, versificada e ritmada. Modernamente,
designa qualquer peça coral curta de caráter religioso.
Cantilena (Can-ti-le-na). Forma musical do final da Idade Média e início do Renascimento.
Caracteriza-se pela predominância de linha vocal polifônica sobre parte instrumental que lhe
serve de acompanhamento, modernamente aplica-se o termo a passagens líricas e melodiosas,
muitas vezes apenas instrumentais.
Canto (Can-to). Emissão melodiosa da voz humana, numa forma primordial da música. Em suas
origens, ligou-se à função rítmica das atividades corporais no trabalho. Momento importantes de
sua evolução foram o estabelecimento do cantochão, na Idade Média, da polifonia, no
Renascimento, e do bel canto, no século XIX. O termo designa, também, a voz principal de uma
melodia polifônica.
Cantochão (Can-to-chão). (Ou canto gregoriano) - Canto tradicional da Igreja católica,
rigorosamente homofonico (ver Homofonia) e de ritmo livre, baseado apenas na acentuação e no
fraseado. Composta sobre textos litúrgicos latinos, foi fixado por São Gregório Magno e teve seu
apogeu durante o século IX e X.
Cantus Firmus (Can-tus Fir-mus). Melodia que serve de ponto de partida a uma composição
polifônica, constituindo-se na voz superior (mais aguda) desse tipo de composição. Serviu de
base para contraponto.

19
Capricho (Ca-pri-cho). (Do italiano capriccio.) Em suas origens - final do século XVI -, peça
instrumental imitativa de outros estilos. Modernamente, a expressão é aplicada a obras repletas
de efeitos surpreendentes ou métodos originais.
Carrilhão (Car-ri-lhão). (Do latim quadrilio, jogo de quatro.) Conjunto de lâminas ou tubos de
metal (a princípio apenas outro, mas atualmente, variando entre trinta e cinquenta.) Ordenados de
tal maneira que formem uma escala passível de execução de melodias. Essas lâminas estão
dispostas numa armação e são percutidas por uma espécie de martelo. A Percussão também pode
ser feita por mecanismo.
Castanholas (Cas-ta-nho-las). Instrumento de percussão, usado para acentuar o ritmo. Consta de
duas peças de madeira, marfim ou ébano que, ligadas entre si e aos dedos ou pulsos do tocador
por um cordel, batem uma na outra. Não obstante identificadas hoje com a música espanhola, as
castanholas são de origem oriental e já eram conhecidas na Roma Antiga. Atualmente são
utilizadas em trabalhos orquestrais e na música popular.
Castrati (Cas-tra-ti). (Em italiano: Castrato, plural castrati, em português: "castrado") é um
cantor cuja extensão vocal corresponde em pleno à das vozes femininas, seja de soprano, mezzo-
soprano ou contralto. Isto ocorre porque o cantor, quando criança, foi submetido à castração para
preservar sua voz aguda.
Cavatina (Ca-va-ti-na). Peça musical para canto a uma só voz, distinguindo-se da ária por não
ter segunda parte, nem repetição.
Celesta (Ce-les-ta). Instrumento musical de teclado, com lâminas de aço que são golpeadas por
martelinhos. Seu timbre é suave e muito peculiar, empregado geralmente para imprimir a música
um como etéreo ou mágico.
Chocalho (Cho-ca-lho). Instrumento idiófono. De origem brasileira, que serve para marcar o
ritmo de algumas danças. Constitui-se de um cilindro de madeira ou de metal de 6 a 7 cm de
diâmetro, dentro dos quais grãos diversos percutem em suas paredes ao se imprimir um
movimento.
Choro (Cho-ro). Gênero de música popular brasileira, provavelmente de origem africana, de
caráter sentimental ou alegre e brincalhão. Em geral, é executado por um conjunto constituído
por flauta, bandolim, clarinete, violão, cavaquinho, trompete e trombone, um dos quais faz o
solo. Muitos compositores eruditos nacionalistas utilizaram-se dessa forma musical.
Cítara (Cí-ta-ra). Instrumento de cordas, com uma caixa de ressonância de madeira, originário,
da mesopotâmia e difundido na Grécia Antiga. A cítara moderna compõe-se de uma caixa plana,
sobre a qual se estendem as cordas, cujo número varia de 30 a 39.
Clarim (Cla-rim). Espécie de trombeta pequena, de som muito agudo.
Clarinete (Cla-ri-te-ne-te). Instrumento de sopro, da família das madeiras. Apresenta-se em dois
grupos; o pequeno - também chamado requinta - que constitui o soprano agudo da família; e o
grande, ou comum, nas tonalidades dó, mi bemol e lá. Presume-se ter origem num instrumento
chamado charamela, do século XVII.
Clarone (Cla-ro-ne). Nome italiano do clarinete-baixo. Sua tonalidade está uma oitava abaixo da
do clarinete comum.

20
Clássica, Música (Clás-si-ca, Mu-si-ca). Obras musicais compostas entre 1730 e 1827 (ano da
morte de Beethoven), sendo esse período conhecido como do classicismo. Costuma-se confundir
a expressão “música clássica” (contraposta à música popular) “música erudita”, esta sim,
realmente contraposta à popular.
Clave (Cla-ve). (Do latim clavis, chave) Sinal colocado no princípio da pauta musical, para
indicar a altura dos sons representados pelas notas que nela se inscrevem. Há oito claves, das
quais a maioria é empregada para o bel canto, sendo somente duas usadas para o piano. SOL,
FA, , DÓ.
Clavicímbalo (Cla-vi-cím-ba-lo). O mesmo que cravo.
Clavicórdio (Cla-vi-cór-di-o). Instrumento de cordas, com teclado, que deu origem ao piano; o
instrumento predileto de Mozart.
Coda (Co-da). Palavra italiana (cauda) que designa o trecho de encerramento de uma obra,
musical baseado na repetição de parte de um tema principal, ou numa melodia independente.
Colcheia (Col-che-i-a). Figura de notação musical cujo valor equivalente a ⅛ da semibreve. É
representada por um ponto preto, uma haste e uma bandeirinha. ♪
Coloratura (Co-lo-ra-tu-ra). Ornamentação elaborada da linha melódica da música composta
para vozes - principalmente - ou para instrumentos solistas. Muito comum nas óperas dos séculos
XVIII e XIX, quando se compunham árias cheias de trinados, escalas, arpejos e grandes saltos de
intervalos, deixando ao solista uma grande margem para improvisação e exibição de seu
virtuosismo.
Compasso (Com-pas-so). Medida musical rítmica e métrica, que se reproduz simetricamente. É
marcado na pauto por meio de barras ou travessões. Em estreita correlação com o ritmo e o
tempo, o compasso pode ser em qualquer marcação, desde que siga uma forma.
Composição (Com-po-si-ção). Arte de construir peças musicais registradas através de notações
musicais. Pressupõe o estudo de harmonia, forma, estilos, contraponto, instrumentação e
orquestração, que servem de base à manifestação do talento pessoal do compositor.
Concertino (Com-cer-ti-no). Palavra italiana que designa, no concerto grosso e nas sinfonias
concertantes, o conjunto de instrumentos das orquestras que funciona como solista, em oposição
ao tutti orquestral. A partir do século XIX, o termo passou a designar uma forma concertante
para um ou vários solistas.
Concerto (Con-cer-to). Forma musical escrita, geralmente, para um instrumento solista e uma
orquestra de tamanho variado.
Concerto Grosso (Con-cer-to gros-so). Gênero precursor do concerto. Caracteriza-se pela
oposição de duas massas sonoras; o concertino e o tutti, também conhecido como ripieno.
Concreta, Música (Con-cre-ta, Mú-si-ca) Gênero que se vale de qualquer elemento sonoro
presente no cotidiano ou criado por aparelhos, como os ruídos da natureza ou de máquinas, esses
ruídos são experimentados e modificados pelo compositor até obter uma organização musical
que não obedece a qualquer norma de estrutura, seja tonal, atonal ou dodecafônica. A música
concreta nasceu com o armazenamento e possibilidade de reprodução.

21
Congada (Con-ga-da) Dança Folclórica brasileira com elementos musicais originários da África
e península Ibérica, os instrumentos utilizados são: caixa, pandeiros, reco-reco, cuícas,
triângulos, apitos, chocalhos, sanfonas, violas e violinos.
Consonância e Dissonância (Con-so-nân-cia e Dis-so-nân-cia) Conceitos fundamentais para a
harmonia ocidental. São usados para indicar, respectivamente, os efeitos agradável e
desagradável causados ao ouvido humano por determinados intervalos. Mas é importante
lembrar que as noções de “agradável” e “desagradável” estão muitos relacionadas com o dado
cultural, já que o nosso sistema tonal é acusticamente, “desafinado” pelo temperamento (ver
Temperado, Sistema). A consonância sugere movimento, na medida em que, na harmonia
tradicional, um intervalo dissonante necessita resolver-se em uma consonância.
Tradicionalmente consideram-se como consonantes os intervalos de terça maior e menor, quarta,
quinta e oitava justas, sexta maior e menor e o uníssono. Os demais intervalos são considerados
dissonantes. Para a música de vanguarda do século XX inexistente essa oposição.
Contínuo (Con-tí-nuo) (ou baixo contínuo). Termo usado na música europeia dos séculos XVI a
XVIII para designar o baixo que não se interrompia durante uma execução, mesmo que as outras
vozes tivessem pausa, Em geral era executada por uma viola, cravo, órgão, fagote ou alaúde.
Contrabaixo (Con-tra-ba-i-xo). O maior e mais grave dos instrumentos de corda e arco.
Instrumento que mede mais ou menos 1,82 cm e assemelha-se ao violoncelo. Praticamente
indispensável na música, serve para fazer a emissão de grave em uma obra. Na música popular.
Contrabaixo elétrico (Con-tra-ba-i-xo e-lé-tri-co). A evolução do contrabaixo acústico, tendo
ele a mesma função, e com técnicas diferentes que evoluíram ao longo dos últimos anos, como
slap e tapping.
Contradança (Con-tra-dan-ça). Expressão originada do inglês country-dance, dança campestre.
Na França, a partir do século XVIII, ganhou o nome de quadrilha, dançada por dois ou mais
pares.
Contrafagote (Con-tra-fa-go-te). Instrumento de sopro, da família dos fagotes, que soa uma
oitava abaixo do fagote comum. Conhecido como um dos instrumentos de registro mais grave, é
normalmente usado para expressar imagens lúgubre ou grotescas, sobretudo na música moderna.
Contralto (Con-tral-to). A mais grave - e a mais rara - das vozes femininas.
Contraponto (Con-tra-pon-to) - (Do latim contra punctus). Arte de combinar duas ou mais
melodias que se desenvolvem, ao mesmo tempo, nas diversas partes ou vozes da partitura.
Contratempo (Con-tra-tem-po). Efeito provocado pelas notas colocadas sobre o tempo fraco de
um compasso, sem que haja prolongamento das mesmas sobre o tempo forte ocupado por uma
pausa. O deslocamento da acentuação para o tempo fraco leva a uma maior vitalidade rítmica e a
uma maior expressividade.
Contratenor (Com-tra-te-nor). A mais alta voz conseguida por um homem adulto. Sua extensão
atinge 12 intervalos diatônicos (sol 2 a ré 4) e é produzida naturalmente ou em falsete. Foi
popular nos séculos XV e XVII. Confundia-se, muitas vezes, com a voz do castrati.
Coral (Co-ral). Originalmente, música interpretada por um conjunto de vozes humanas, tal como
na Idade Média. A partir da Idade moderna, o termo passou a designar também uma forma de

22
composição exclusivamente instrumental, que alcançou o apogeu com os corais para órgão de
Bach.
Corda (cor-da). Fio de aço, latão, tripa ou náilon, por cuja vibração se consegue o som nos
instrumentos musicais chamados “de cordas”.
Corne inglês (Cor-ne In-glês). Instrumento de sopro, de madeira e de palheta dupla. Pertence à
família do oboé, do qual se distingue pelo diapasão mais grave e por um tubo mais longo,
terminado num pavilhão esférico. Tem 1,43 cm de comprimento.
Corneta (Cor-ne-ta). Instrumento de sopro, feito de madeira ou marfim. Começou a ser utilizado
na Idade Média, tornando-se popular no período barroco. Existem diversos tipos, a maioria deles
conservando o formato tubular (curvo ou reto), com sete orifícios e um bocal. A corneta
moderna, assemelha-se ao trompete, tendo a mesma extensão.
Cornetim (Cor-ne-tim). Instrumento de sopro, de metal, semelhante à corneta. Seu som é
controlado pela vibração dos lábios no bocal em forma de taça. É usado em bandas, raramente
em orquestras.
Coro (Co-ro). Grupo de cantores. Suas vozes podem ser iguais (somente de homens, mulheres
ou crianças) ou mistas (homens, mulheres e crianças).
Cravo (cra-vo). Instrumento de cordas com teclado, muito usado nos séculos XVI e XVII. Seu
mecanismo constitui-se, basicamente, de teclas que impulsionam lâminas de material resistente,
as quais, por sua vez, “beliscam” as cordas esticadas. Daí o seu timbre ligeiramente ácido, que
lembra mais o do alaúde que o do piano moderno.
Crescendo (Crês-cen-do). Palavra italiana que indica aumento progressivo da intensidade
sonora.
Cromatismo (Cro-ma-tis-mo). Passagem sequencial dos 12 semitons.
Czardas - (Pronúncia “tchardas”.) Dança Húngara, cujo início é, geralmente, lento e nostálgico.
A parte principal é de andamento muito vivo.

D (D). Nome da nota ré, língua latina.3


Da Capo (Da ca-po). Desde o início (expressão que indica, nas partituras, que se deve repetir,
desde o começo, o trecho executado).
Dança (Dan-ça). Conjunto de movimentos rítmicos do corpo, subordinados ao ritmo e melodia
de vozes ou instrumentos.
Decrescendo (De-cres-cen-do). Diminuição progressiva da intensidade sonora. Indicada
geralmente nas partituras pela abreviatura decresc. ou por um ângulo agudo cujo vértice está
apontado para a direita.

3 Ver Tabela de notas e frequências.

23
Deslumbrado (Des-lum-bra-do). Que ou quem se deixa ingenuamente fascinar por algo que lhe
falta. Ex: Riqueza inteligência música e etc. ou aquele que se emociona por qualquer coisa. No
mundo da música é comum que se envolvam com drogas e sexo.
Descritiva, Música - Ver Programa, música de.
Diapasão (Dia-pa-são). Pequeno instrumento metálico em forma de “U”. Produz um som de
determinada altura e é usado para a afinação dos instrumentos musicais e vozes. Um acordo
internacional de 1953 padronizou a nota lá3 produzida pelo diapasão em 440 vibrações
completas por segundo.
Diatônica, Escala (Dia-tô-ni-ca, Es-ca-la).4 Uma escala física maior de sete semitons, com
intenção maiores.
Dinâmica (Di-nâ-mi-ca). Variação da intensidade sonora de uma execução, indicada através de
palavras em italiano (forte, piano etc.) ou, ainda, sinais gráficos.
Divertimento (Di-ver-ti-men-to). Expressão derivada do francês, divertissement. Gênero
musical onde se agrupam várias peças instrumentais, a maneira da suíte.
Dó (Dó). Nome de um dos sons musicais, linguagem latina. O equivalente a “Ut”, nas línguas
românicas, ou “C”, no inglês e alemão.5
Dodecafonismo (Do-de-ca-fo-nis-mo). Técnica de composição idealizada por A. Schoenberg,
entre 1920 e 1923, baseia-se em uma série fundamental retiradas dos doze semitons da escala
cromática, que é utilizada pelo compositor em todas as posições possíveis, tem como princípio a
negação da hierarquia entre as notas e a noção de atração. Cada nota pode ser colocada em
qualquer oitava; há uma propensão marcante para grandes intervalos e evita-se a repetição de
uma nota antes que as onze outras apareçam. Cada som é considerado segundo seu próprio valor,
desprezando-se suas relações com os demais. Dessa forma, Schoenberg organizou um sistema
tonal. Entre os adeptos do dodecafonismo estão Alban Berg, Anton Webern, Ernst Krenck e
Luigi Dallapiccola.
Dominante (Do-mi-nan-te). O quinto grau da escala diatônica, assim denominada por ser, depois
da tônica, a segunda nota essencial da melodia. Ao contrário da tônica, que representa repouso, a
dominante tem um caráter dinâmico, de tensão e movimento, que na harmonia tradicional
necessita resolver-se na tônica. (Ver Resolução).
Drama Lírico (Dra-ma Lí-ri-co). Expressão que alguns compositores aplicam a suas obras, em
lugar do termo ópera.
Drama Musical (Dra-ma Mu-si-cal). Peça musical de teatro cuja estrutura dramática tem
importância básica. No drama musical, o desenvolvimento dramático possui conexão no decorrer
dos atos, ao contrário da ópera antiga, onde os números e cenas dispensam nexo entre si.
Dueto (Du-e-to). Peça para dois instrumentos, iguais ou distintos.
Dur (Dur). O equivalente a maior ou tonalidade maior, em alemão.

4 Ver escala.
5 Ver tabela de notas e freqüência.

24
E
E (E). Nome da nota mi, linguagem latina.6
Elegia (E-le-gia). Peça musical calcada em um poema melancólico, geralmente em homenagem
a uma pessoa desaparecida.
Embolada (Em-bo-la-da). Gênero folclórico do nordeste brasileiro, de ritmo binário e
andamento rápido. Emprega onomatopeias e aliterações. Ex: Repente nordestino, que é feito com
desafios e improvisos como no rap.
Entreato (En-tre-a-to). Do francês entr’act. Intervalo musical entre dois atos de uma peça.
Escala (Es-ca-la) Sucessão de sons que indicam uma tonalidade, pronto para ser culturalmente
modificada.
Estudo (Es-tu-do). Toda e qualquer forma de aprendizado (absorção de conhecimento). Que não
seja confundindo com a prática.
Ego (E-go). Sentimento limitador da genialidade musical, o que não permite absorver a
simplicidade da música, o que destrói relações e objetivos.
Expressionismo (Ex-pres-si-o-nis-mo). Movimento musical que se contrapôs ao Romantismo e
ao Impressionismo. Surgido por volta de 1910, teve como representantes dos austríacos
Schoenberg, Krenck, Webern e Alban Berg. O Expressionismo caracteriza-se por externar a vida
psíquica, isto é, a subjetividade do artista, ao contrário do Impressionismo, que reproduz
impressões recebidas de fora.

F
F (Fá). Nota fá, língua latina.7
Fagote (Fa-go-te) Instrumentos de sopro, de madeira, com palheta dupla e tubo cônico. Assume
o papel de baixo entre as madeiras. Como seu aspecto é semelhante a duas varas compridas,
atadas uma à outra, ganhou o nome italiano de fagotto, feixe.
Falsete (Fal-se-te). Maneira artificiosa de cantar, adotada por vozes masculinas - principalmente
pelos tenores, com objetivo de produzir sons mais agudos, acima de seu registro habitual.
Fantasia (Fan-ta-sia). Gênero musical, de forma livre, que deixa o critério do compositor o
desenvolvimento do tema.
Finale (Fi-na-le). Na música clássica, romântica ou moderna o trecho final de uma obra. Sua
forma é livre, contendo, frequentemente, uma síntese das ideias representadas nos trechos
anteriores. Coda-se.

6 Ver Tabela de notas e frequências.


7 Ver Tabela de notas e frequências.

25
Flat (Fla-t). Denominação de bemol na língua inglesa. Mesmo que sharp.
Flauta (Fla-u-ta). Instrumento de sopro, dotado de tubo cilíndrico e oco, sobre o qual se
localizam orifícios e/ou chaves. São dois os tipos de flauta conhecidos em nosso tempo, a flauta
doce, soprada pela ponta e a flauta transversal, soprada lateralmente. A primeira - mais antiga - é
muito empregada em concertos de música renascentista e barroca. A flauta moderna, ou
transversal, é utilizada nas grandes orquestras e, embora integre a família das madeiras, é
fabricada atualmente em metal.
Forte (For-te). Termo italiano que indica bater forte, o contrário de piano. Em geral, empregam-
se as abreviaturas F (forte), FF ou FFF (fortíssimo), ou, ainda, MF (mezzo forte = meio forte).
Forma (For-ma). Estrutura ou esqueleto de uma obra, sendo perfeitamente dividida, a
nomenclatura da forma se divide no alfabeto, a cada novo “chorus’’ uma letra na sequência a
partir de “A” Ex: AABA. Forma é, contudo, o conhecimento mais importante. Sabendo o início
meio e fim do tema. É o mais importante para um improvisador e/ou compositor, saber
exatamente onde se encontra no tema durante a apresentação sendo ele improvisador ou não.
Mais importante do que a frase apresentada ou silêncio é sabe onde se encontra exatamente no
tema apresentado. O sentido da música está na simplicidade da forma, é o que faz a fácil
compreensão para os humanos.
Frase (Fra-se). Parte de uma linha melódica que forma um todo, tanto do ponto de vista
melódico como harmônico. Tem duração indeterminada, embora, no período clássico,
geralmente ocupasse quatro compassos. Nos dias de hoje não é diferente.
Fuga (Fu-ga). Forma musical polifônica, na qual duas ou mais vozes se combinam no
desenvolvimento de um tema conciso e de tonalidade claramente definida. O tema é geralmente
acompanhado de um contrassujeito, que deve ser escrito em contraponto invertível, isto é, de tal
maneira que possa ir sobre ou sob o tema. Considerada a mais elaborada composição em
contraponto, as vozes apresentam o tem em constante superposição e perseguição. Compõe-se de
três seções: Exposição, episódio e stretto. Surgiu na Itália quinhentista, atingindo seu apogeu
com Bach, que, em sua Arte da fuga, fixou os novos princípios do gênero. Adaptada às novas
concepções tonais, reviveu compositores como Stravinsky, Bartók, Alban Berg e outros.
Fugato (Fu-ga-to). Passagem de uma peça musical que conserva a estrutura da fuga, embora sem
o rigor formal desta. Insere-se com frequência em movimentos de sinfonias, sonatas ou música
vocal.
Fusa (Fu-sa). Figura de notação musical cujo valor corresponde a 1/32 da semibreve, é

representada por um ponto preto, hastes e três bandeirinhas.

26
G

G (G). Nome da nota sol, linguagem latina. 8


Galope (Ga-lo-pe). Dança de andamento vivo, surgido por volta de 1825.
Glissando (Glis-san-do). Execução rápida de uma sucessão de notas, através de uma técnica
específica. É possível realizar glissandos no piano, na harpa e nos instrumentos de arco.
Grave (Gra-ve). Som de baixa frequência.9
Guitarra (Gui-tar-ra). Instrumento de cordas da família do alaúde e da cítara, com caixa de
ressonância em forma de “8” e de fundo chato. Foi introduzida na Espanha pelos mouros, nos
séculos XII, possuindo já quatro cordas. Posteriormente, com cincos cordas definitivas, tornou-se
um dos mais difundidos instrumentos da música popular, ingressando no Brasil com o nome de
violão (guitarra francesa). Não obstante seu caráter popular, mereceu valiosas composições de
autores eruditos famosos.

H (H). Nota sí na nomenclatura alemã.


Harmonia (Har-mo-ni-a). Artes de combinar sons simultâneos, tendo como base a tonalidade e
como princípio gerador a estrutura do acorde, vista como uma entidade global e não como uma
simples superposição de intervalos. A harmonia diz respeito não só a obtenção dos acordes, mas
também as leis (variáveis segundas a época) que regem o seu encadeamento. Em termos visuais,
opõe-se à melodia (desenvolvimento linear de sons no espaço e no tempo) e respeita o aspecto
espacial vertical do acorde, como resultado da execução simultânea de sons. As regras e padrões
de harmonia, desenvolvidos nos quatrocentos anos precedentes, foram, em grande parte,
colocados em xeque por diversos compositores do século XX.
Harmônico (Har-mô-ni-co). Conceito de acústica musical relativo às várias frequências de um
som que, quando vibrado, se decompõe em múltiplos inteiros de sua frequência de base. O som
de base é denominado fundamental e os outros são seus harmônicos. Nos instrumentos de corda,
é possível fazer soar apenas os harmônicos, através da vibração da parte da corda.

8
Ver tabela de notas e frequências.

9
Ver tabela de frequências.

27
Homofonia (Ho-mo-fo-ni-a). Estilo harmônico no qual todas as vozes cantam em uníssono. A
partir do século XIX, o termo passou a ser aplicado, por extensão, as obras em que todas as
vozes obedecem ao mesmo ritmo, com harmonização nota contra nota.

I - Impressionismo (Im-pres-si-o-nis-mo). Movimento musical instaurado no fim do século XIX


por Debussy, como superação e reação ao Romantismo e ao domínio da escola alemã. De um
modo geral, visa a reproduzir impressões recebidas do mundo exterior.
Impromptu - (Palavra francesa = improviso. Gênero musical nascido no século XIX, consistindo
numa pequena composição, geralmente para piano, como forma de desenvolvida da canção.
Improviso (Im-pro-vi-so). A arte de criar. Tem uma gigante diversidade de apresentação da arte
do improviso, seja ele musical (melódico, harmônico, rítmico), cênico ou poético, ou até mesmo
no dia a dia.
Incidental, Música (In-ci-den-tal Mú-si-ca). Tipo de música usada para reforçar os efeitos
dramáticos de uma apresentação cênica, ou simplesmente como complemento indispensável à
ação. São as canções, marchas, danças, música de fundo para monólogos e diálogos, bem como
as obras instrumentais que antecedem ou sucedem cada ato, como as aberturas, prelúdios e
intermezzos.
Intensidade (In-ten-si-da-de). Conceito referente à maior ou menor força com que um som é
produzido. Depende do volume do corpo sonoro, da natureza do instrumento que transmite o
som e da força empregada para fazê-lo vibrar. Normal confundir intensidade com andamento.
Interlúdio (In-ter-lú-di-o). Pequeno fragmento musical tocado entre dois trechos mais
importantes.
Intermezzo (In-ter-mez-zo). Trecho dramático-musical intercalado entre os atos de uma peça
teatral, ópera etc. No século XVI, porém, eram peças autônomas, que, segundo se afirmar, deram
origem a ópera moderna. Também pequena peça instrumental avulsa.
Interpretação (In-ter-pre-ta-ção). Maneira individual como o intérprete executar os sinais
gráficos de uma partitura, respeitando os aspectos estéticos (formais e expressivos), bem como o
espírito do momento histórico em que a obra foi concebida.
Intervalo (In-ter-va-lo). Distância entre duas notas de altura e número de vibrações diferentes.
Pode se dar no acorde (intervalo harmônico). Quanto a sua natureza, classifica-se em justo,
maior, menor, aumentado e diminuto.
Introdução (In-tro-du-ção). Em música sinfônica, trecho inicial de uma composição maior, a
maneira de apresentação. Em ópera, tem o mesmo significado de prelúdio ou abertura. (ver
linguagem)

28
J
J - Jazz - Linguagem mundial de apresentação do tema, comportamento, domínio, tempo e
forma. A mais pura junção de raças, onde o homem negro apresentou o ritmo e o homem branco
a teoria. A junção criou essa forma maravilhosa pensar, que deu continuidade a genialidade dos
artistas barrocos, criando uma nova era de gênios.

L
Lá (Lá). Nome de uma das 12 notas musicais na língua latina, ref. 440htz (Ver tabela de notas
e frequências).
Laendler Valsa lenta, originária da região de Laendel, no norte da Áustria.
Largo (lar-go) ou Larghetto - Largo 40 bpm a 60 bpm larghetto de 60 bpm a 65 bpm.
Legato (Le-ga-to) - Palavra Italiana (ligado) usada para indicar que as notas de um determinado
trecho devem ser tocadas sem interrupção. A indicação é feita por um semicírculo. Se duas notas
numa mesma altura estiverem unidas por esse sinal, a segunda não será tocada.
Lento (Len-to). Mesmo que Largo.
Lied - Forma musical originária do Romantismo alemão, estruturada a partir de um poema e
conjuntamente com ele. A música, de grande complexidade harmônica e bastante elaborada,
deve se combinar-se estritamente ao texto, cuja dicção é fundamental. O gênero encontrou seu
apogeu em obras de Shubert, Schumann, Brahms, Mahler, H. Wolf e R. Strauss.
Lírico (Lí-ri-co). Expressão usada tanto para indicar sentimentalismo, quando para relacionar o
trecho musical com o gênero ópera.
Lundu (lun-du). Dança e canto de origem africana incorporados aos folclores brasileiro e
português, assumindo diversas formas coreográficas. Foi utilizado por alguns compositores
nacionalista brasileiros.

Madrigal (Ma-dri-gal). Gênero musical, com base em texto poético, escrito para uma ou mais
vozes. De caráter não religioso, remonta ao século XVII, mas seu apogeu deu-se entre os séculos
XV e XVI, em pleno período da polifonia, quando houve compositores que escreveram
madrigais destinados a até cinquenta vozes distintas.

29
Maestoso (Ma-es-to-so). Palavra italiana (Majestoso) associada às indicações de andamento,
sugerindo ao intérprete que imprima um caráter grandioso a execução.
Maestro (Ma-es-tro). Palavra italiana que significa “mestre”. Em música, o mesmo que regente.
O Termo também é atribuído a um músico importante.
Maior e Menor (Ma-i-or e Me-nor). Termos empregados a partir do século XV definir a
constituição, a maneira de ser de um intervalo, de um acorde e de um modo.
Maráca (Ma-rá-ca). Instrumento de percussão dos índios do Brasil e outros países americanos.
Em geral, é feito de uma cabaça seca, em cujo interior se colocam pedras ou sementes.
Meio soprano (Me-i-o So-pra-no). Voz feminina situada entre o soprano e o contralto.
Melisma (Me-lis-ma). Na música vocal, grupo de notas entoadas sobre uma única sílaba.
Característica do canto gregoriano, essa técnica foi precursora de forma, da coloratura.
Melodia (Me-lo-dia). Sucessão ascendente e descente de sons a intervalos e alturas variáveis,
formando um fraseado. Tem o tema e o motivo como elementos essenciais e é inseparável do
ritmo que lhe imprime a acentuação.
Melodrama (Me-lo-dra-ma). Em ópera, a cena em que o ator recita a sua parte, enquanto a
orquestra comenta a situação. Modernamente, composição independente da ópera, embora com
as características do melodrama operístico.
Mesto (Mes-to). Expressão italiana que indica um andamento musical triste ou aflito.
Metrônomo (Me-trô-no-mo). Ferramenta de uso obrigatório para estudo de música.
Mi (Mi). Nome de uma das 12 musicais na língua latina Ref. 166,32 Hz.10
Mínima (Mí-ni-ma). Figura de notação musical cujo valor equivale à metade de uma semibreve.
É representada graficamente por um círculo com uma haste.
Moderato (Mo-de-ra-to). 90 bpm a 104 bpm.
Modinha (Mo-di-nha). Canção sentimental brasileira, de provável origem erudita portuguesa,
muito em voga nos séculos XVIII XIX. Geralmente acompanhada por cravo e piano,
popularizou-se durante a segunda metade do século XIX. Quando o violão passou a ser o seu
acompanhamento.
Moda Caraleo (Mo-da Ca-ra-leo). Quando se faz de mau uso, de pouca importância, sem
preocupação com a autoimagem, nem forma, nem tempo, nem harmonia e melodia também não,
sem respeito ao compositor. Ex: Mesmo o mais experiente músico pode se perder em apresentar
algo que não tem domínio.
Modulação (Mo-du-la-ção). Passagem ou passagens de um tom para outro, numa mesma peça
musical.
Moll (Mo-ll). O equivalente a menor em alemão.
Modos Gregos: Arpejio partindo de intervalos diferentes de uma ecala.
Momento musical (Mo-men-to mu-si-cal). Nome dado por Schubert a pequenas peças de caráter
lírico e ligeiro composta para piano.
Monodia (Mo-no-di-a). (Do grego monos, um; ode, canto.) Peça musical para uma só voz.

10
Ver tabela de notas e frequências.

30
Mordente (Mor-den-te). Ornamento melódico que consiste na alternância de uma base com a
nota imediatamente inferior. A alternância pode ser simples ou dupla, cabendo ao intérprete a
escolha de um ou outro tipo de execução. O mordente subtrai parte do valor da nota que
ornamenta.
Motivo (Mo-ti-vo). Pequeno elemento temático, fragmento musical, com sentido expressivo
próprio.
Movimento (Mo-vi-men-to). Em música, a expressão se refere a cada uma das partes destacadas
de uma composição instrumental.

Neuma (Ne-u-ma). Notação musical da Idade Média, precursora da moderna notação. Utilizada
sobretudo no cantochão, constitua-se, basicamente, de pontos e acentos, que, antes do advento da
pauta (século X), eram escritos no espaço. O termo também é usado como sinônimo de melisma
gregoriano.
Nota (No-ta). Igual a semitom.
Noneto (No-ne-to). Música de câmara composta para nove instrumentos.
Notação Musical (No-ta-ção Mu-si-cal). Sistema de escrita por meio de sinais convencionados,
algarismo, letras e palavras que servem para indicar altura, duração e intensidade do som, ou,
ainda, transmitir informações sobre o andamento e a interpretação da peça. A notação moderna
foi sistematizada por Guido D’Arezzo, no século XI, a partir do neuma medieval. Os Principais
sinais dispostos na pauta são as claves e as notas. Estas, em número de sete - dó, ré, mí, fá. sol,
lá, sí - indicam a altura e a duração do som. A duração da nota varia de acordo com a figura que
está se apresenta: semibreve, mínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa. Nessa ordem,
cada figura vale o dobro da seguinte. A altura da nota é determinada pela posição que ocupa na
pauta e pelos acidentes. Os algarismos, colocados ao lado da clave, indicam a divisão do
compasso em tempos. As letras e palavras, em italiano, utilizadas pelos compositores a partir do
século XVIII, servem para indicar, respectivamente, a dinâmica do som e o andamento e
interpretação. Atualmente, estão sendo criados sinais para a música aleatória.
Noturno (No-tur-no). Composição musical de caráter tranquilo e mediativo, cujo
desenvolvimento se deve ao inglês Jhon Field. O gênero atingiu sua expressão máxima com
Chopin e Fauré.

31
O

Obligato - Palavra italiana usada para indicar que é absolutamente necessária a execução de uma
parte vocal ou instrumental de uma partitura.
Oboé - Instrumento de sopro, da família das madeiras, com tubo cônico e palheta dupla, e
controlado por chaves e anilhas. Uma de suas variantes é o corne-inglês.
Octeto - Composição musical para oito instrumentos.
Ode - Nome dado, modernamente, as obras diversas de forma livre, semelhantes à cantata, mas
com caráter elevado ou religioso.
Oitava - Intervalo de sete grau, oitava nota da escala diatônica. De consonância perfeita, a nota
superior da oitava possui exatamente o dobro do número de vibrações da inferior, confundindo-
se.
Ópera - Peça teatral cantada, com acompanhamento de orquestra. Surgiu em fins do século XVI,
em Florença, como tentativa de recriar a tragédia grega. O texto é chamado de libreto e a música
geralmente começa com uma abertura, seguida de árias, recitativos, duetos, quartetos e,
algumas vezes, bailado. No século XIX, Wagner reformulou completamente esse modelo:
integrou a música ao texto, eliminando as árias e os recitativos, com a adoção, ao mesmo tempo,
do leitmotiv e da melodia contínua, sustentada pelos diferentes timbres da orquestra. O estilo
wagneriano inspirou muitos operista do século XIX e XX, particularmente Richard Strauss, ao
mesmo tempo que provocou uma reação contrária em músicos como Debussy, Ravel e Bartók.
Na segunda metade do século XX, o gênero se dividiu em duas tendências: a fusão de ópera com
oratório (Schoenberg, Honneger Hindemith), ao lado de uma revalorização do estilo pré-
wagneriano, sobretudo com Stravinsky.
Opereta - Gênero musical semelhante à ópera em matéria de componente interpretativo, com a
diferença de incluir em seu desenvolvimento canções e danças de cunho popularesco, e seu
argumento inspirar-se sempre em temas alegres e ligeiros.
Opus - Termo em latim que significa “obra”. É usado na classificação de obras musicais.
Aparece seguido de um número, que designa, por ordem cronológica de publicação, as obras de
um mesmo autor. Abreviatura: op.
Órgão - Instrumento musical com teclado, do grupo dos instrumentos polífonos. Oficializado
para a música de igreja, divide-se em várias espécies, algumas das quais para uso em sinfonias
ou música popular.
Ornamento - Adição de notas que introduz modificações na melodia, ritmo ou harmonia, e que
tem por função o embelezamento da obra. Pode vir indicado na partitura ou deixado ao critério
do intérprete, entre os principais ornamentos incluem-se a acciacatura, a apojatura, o grupeto,
o mordente, o trêmulo e o trinado.
Orquestra - (Do grego orkhestra, dança.) Termo que designa um grupo - grande ou pequeno -
de instrumentistas que executam uma obra musical, geralmente dirigidos por um regente.

32
Oquestração - Arte de distribuir as notas de uma partitura entre os instrumentos de uma
orquestra para conseguir equilíbrio na interpretação. Parte integrante do processo de composição,
pressupõe o conhecimento, por parte do compositor, das características de cada instrumento e o
efeito de sua combina com os demais. O primeiro compositor a fazer indicações precisas sobre a
distribuição dos instrumentos foi o italiano Giovanni Gabrieli, no início do século XVII. A partir
de então, a técnica de orquestração foi evoluindo, até atingir seu apogeu no século XIX, época
em que houve uma preocupação em agrupar e combinar os timbres de maneira mais precisa.
Entre os grandes orquestrados citam-se Berlioz, Wagner, R. Strauss, Rimsky-Korsakov, Mahler e
Ravel.
Ostinato - (Palavra italiana - obstinado.) Figura rítmica ou melódica que se repete
persistentemente em determinado trecho ou em toda a obra.

P
Palheta - Pequena lâmina vibrátil existente na embocadura de muitos instrumentos de sopro. O
termo também é empregado como sinônimo de plectro. Também palheta para instrumentos de
cordas.
Pandeiro - Instrumento de percussão constituído de um aro de madeira, com ou sem guizos,
tendo uma pele animal ou sintética esticada na parte central. É agitado com uma das mãos ou
percutido, originário do Oriente Médio, tem sido utilizado na música folclórica de muitos países
e em algumas obras sinfônicas eruditas.
Paráfrase - Transcrição ou arranjo de uma composição vocal ou instrumental para outro ou
outros instrumentos que são os originais, feitos com alguma liberdade.
Partita - Termo empregado por alguns compositores do século XVII e XVIII para designar uma
sequência de danças, à maneira da suíte.
Partitura - Forma de escrita simultânea de todas as vozes e instrumentos que compõem uma
obra musical. Numa peça sinfônica, os instrumentos ficam dispostos da seguinte maneira: na
parte superior, os instrumentos de madeira; ao centro, os de metal e de percussão; na parte
inferior, as cordas. Num mesmo grupo, os instrumentos de voz mais aguda ficam acima dos
demais.
Pausa - Sinal gráfico colocado sobre a pauta para indicar a ausência ou a interrupção do som.
Sua forma varia de acordo com o valor da figura que representa.
Pauta - Cinco linhas horizontais e paralelas sobre e entre as quais ficam disposto os sinais da
notação musical. Surgiu no século X e seu uso foi sistematizado por Guido D’Arezzo, no século
seguinte. É também chamada de pentagrama.
Piano - Palavra italiana que serve para indicar uma execução suave, com pouca intensidade. É
geralmente indicada pela abreviatura P, e PP ou PPP (pianíssimo).

33
Piano (instrumento) - Abreviação: piano-forte, instrumento com possibilidade de dinâmica
derivado do cravo mais ou menos 88 teclas. Variação do piano por sua extensão, piano de
armário, piano de cauda, piano meia cauda, um terço e um quarto.
Piccolo - Versão reduzida de algo.
Pizzicato - Palavra italiana que significa “beliscado”. A expressão é empregada apenas para
instrumentos de cordas geralmente tocada com arco, indicando que estas devem ser dedilhadas.
Ex: contrabaixo elétrico, violão e instrumentos de cordas em geral.
Portamento - Na música vocal e nos instrumentos de arco, maneira especial de passar de uma
nota para outra, escorrendo levemente pelas notas intermediárias.
Portato - Modo de executar que se situa entre o legato e o staccato.
Pot-Pourri - Expressão em francês criada por J. B. Crames, por volta de 1850, significando a
reunião dos trechos mais populares de um trabalho musical extenso.
Preâmbulo - Em música, expressão que tem o mesmo sentido de prelúdio.
Prelúdio - Introdução de uma obra musical, com o mesmo sentido de abertura, ou peça
independente, de forma livre.
Prestíssimo - Nomenclatura para andamento extremamente rápido. 200 bpm para cima. Ver
Tabela de andamento.
Presto - Nomenclatura para andamento apressado. 169 bpm 200 bpm. Ver tabela de
andamento.
Prólogo - Introdução de uma opera, falada ou cantada.
Protofonia - O mesmo que abertura de ópera. Neologismo criado por Castro Alves para
substituir o termo francês ouverture.

Q
Quarteto - Junção de 4 artista, executando o mesmo tema, sendo a obra especial para quarteto
ou não.

Quiáltera - Que altera. Símbolo: .

R
Rallentando - Palavra italiana usada para indicar uma diminuição gradual da velocidade do
andamento num determinado trecho, normalmente usados em uma introdução ou final.
Abreviatura: rall. O mesmo que ritardando.

34
Rapsódia - Composição de estrutura indefinida, reunindo, em geral, vários temas inspiração
folclórica. Ficaram famosas as Rapsódias Húngaras de Liszt e a Rhapsody in Blue, de Gershwin.
Ré - Nome de um dos 12 semitons, ver tabela de notas e frequências.
Recitativo - Parte declamatória de uma ópera, oratória ou cantata.
Refrão - Frase vocal ou instrumental de tamanho e forma determinados, que se repete a
intervalos regulares nas canções e composições estróficas, como o estribilho.
Regente - Músico que dirige um pequeno ou grande conjunto de músicos.
Requinta - Clarinete agudo.
Resolução - Na harmonia tradicional, processo de transformação da dissonância em
consonância, eliminando a tensão harmônica e melódica.
Ritardando - Ver Rallentando.
Ritenuto - Palavra italiana empregada pelos compositores para indicar uma imediata diminuição
do andamento numa determinada passagem.
Ritmo - Sucessão regular de tempos fortes e fracos, cuja função é estruturar uma obra musical.
Tem existência independente, podendo prescindir da melodia. Na música ocidental, os ritmos
mais comuns são 3/4, 4/4,5/4,6/4.
Romantismo - Movimento que, na música, teve início com as últimas obras de Beethoven e
chegou até este século, contrapondo-se ao Classicismo. Sua principal característica foi a maior
liberdade na expressão dos sentimentos individuais, em oposição ao pessoalíssimo formalista
clássica.
Ruído - Som inarmônico, desagradável ao ouvido, produzido por vibrações irregulares e não
periódicas. Opõe-se ao som musical puro, na medida em que não é harmônico e sua altura é
indeterminada. A introdução de ruídos pelos compositores de música concreta e eletrônica
renovou a música tradicional.

S
Si - Um dos 12 semitons. (Ver tabela de notas e frequências)
Samba - Dança popular brasileira derivada do batuque africano. De compasso binário e
sincopado, é o ritmo brasileiro mais comum e característico. Surgiu no Rio de Janeiro, na
segunda década do século XX, como gênero carnavalesco e decorrente do aproveitamento, por
parte dos compositores populares, dos ritmos das batucadas de morro. Os instrumentos
originariamente utilizados eram o violão e o cavaquinho, sendo o ritmo marcado por
instrumentos de percussão, como o pandeiro, a cuíca e o tamborim. Compositores eruditos como
Villa-Lobos e o francês D. Milhaud introduziram essa forma em algumas de suas obras. Hoje
com muitas vertentes.
Saxofone – Instrumento belga de sopro, de metal, de tubo cônico e bocal de madeira. Inventado
em 1840 por Adolphe Sax, presta-se, atualmente, para grupos instrumentais de dança, de jazz e
orquestras sinfônicas.

35
Semibreve - Umas das figuras da notação musical referentes à duração de uma nota. Com o
gradual desaparecimento da breve passou a representar a unidade rítmica, valendo 2 mínimas, 4
semínimas, 8 colcheias, 16 semicolcheias, 32 fusas. A semibreve é, portanto, o maior valor que
pode ser atribuído a uma nota. É representada por uma pequena circunferência.
Semicolcheia - Figura da notação musical que equivale à metade de uma colcheia e a ⅛ da
semibreve. É representada graficamente por um ponto preto e uma haste com duas bandeirinhas.
Semifusa - Figura da notação musical que equivale à metade da fusa e a 1/16 da semibreve. É
representada por um ponto preto e uma haste com quatro bandeirinhas.
Semínima - Figura da notação musical que equivale à metade da mínima. É representada por

um ponto e uma haste.


Semitom - Umas das 12 notas.
Sensível - Sétimo grau da escala, um semitom abaixo da tônica, em virtude do fenômeno da
atração.
Septeto - Composição para sete instrumentos ou sete vozes.
Serial, Música - Música em que o princípio gerador da série dodecafônica (ver Dodecafonismo)
- a princípio reservado apenas ao diapasão - passou a ser aplicado também aos outros parâmetros
são determinados por meio de operações matemáticas (em séries de números ou proporções).
Série - No (Dodecafonismo), sequência de doze tons da escala cromática, base para a
composição da peça musical. Desempenha papel comparável ao do tema na música tonal.
Ordena-se livremente, podendo o compositor utilizá-la em todas as posições possíveis - partindo
de quatro posições fundamentais da série: original e inversão do original, retrógrado do original e
inversão do retrógrado -, desde que respeitados os doze sons da série fundamental.
Sforzando - Palavra italiana que indica aumento da intensidade sonora de uma ou várias notas
num determinado trecho da peça musical. Abreviaturas: sf. Ou sfz. O mesmo que rinforzando.
Sharp - Denominação de semitons.
Síncope - Distribuição irregular do som nos tempos do compasso. Produz a sensação de uma
falha rítmica, porque as notas principais se desencontram dos tempos fortes dos compassos.
Sinfonia - A mais complexa forma de música para orquestra, com estrutura de desenvolvimento
a partir da forma-sonata. Haydn e Mozart deram-lhe sua conformação clássica, com quatro
movimentos; allegro, andante, minueto e rondó. Beethoven introduziu o scherzo como terceiro
movimento e foi o primeiro a utilizar a voz humana numa sinfonia. Outros cultores do gênero
foram Schubert, Bruckner, Brahms, Dvorák e Sibelius, no século XIX, e Prokofiev, Stravinsky e
a Shostakovich, no século XX.
Sinfônica, Música - Toda e qualquer música composta para grande orquestra, como a sinfonia,
o concerto, o poema sinfônico etc.
Sol – Um dos 12 semitons. (Ver tabela de nota e frequência).
Solfejo - Exercício que consiste na leitura cantada ou simplesmente rítmica das notas de uma
partitura, facilitando o aprendizado musical, popularmente expressão usada para demonstração
de algum tema com a voz. Ex: Canta aí para nós, toque alguns instrumentos cantando as notas ou
mesmo em um improviso.

36
Solista - Indivíduo que executa um solo, vocal, instrumental ou de dança, seja ele sozinho em
uma apresentação, ou conjunto apresentando um tema ou improvisando.
Solo - Denominação dada a uma peça ou trecho musical executada por um intérprete,
acompanhada por um ou mais instrumentos.
Som - Vibração acústica capaz de despertar uma sensação auditiva. No plano da percepção,
caracteriza-se pela intensidade, altura e timbre, ligados às propriedades físicas da vibração
acústica (Nível, frequência e espectro). O som musical é o que provém de um corpo que vibra
periodicamente, tendo-se em vista um efeito estético (SEGUINDO A MÉTRICA). Distingue-se
do ruído.
Sonata - Forma musical constituída de três seções: exposição, desenvolvimento e reexposição).
A exposição é a parte em que se expõem os temas - em número de dois - sobre os quais se baseia
o movimento. O primeiro tema é geralmente mais conciso e rítmico que o segundo, que tem
caráter mais lírico. Geralmente, a exposição termina com uma ou mais pequenas codas. O
desenvolvimento não possui uma forma pré-fixada; é livre e depende exclusivamente da fantasia
do compositor. Quanto à tonalidade, é modulante. A reexposição apresenta os mesmos elementos
da exposição, seguindo a mesma ordem dos temas. Em geral, termina com uma coda, que pode -
como ocorre frequentemente em Beethoven - transformar-se num segundo desenvolvimento,
utilizando elementos anteriores. A partir do Romantismo, esse esquema rígido foi sendo abolido.
O termo sonata também designa uma obra musical para um ou dois instrumentos, composta em
vários movimentos diferentes, uma dos quais (ou mais de uma) escrito em forma-sonata. Mas a
forma-sonata também foi utilizada pelos compositores em sinfonias e concertos, na música de
câmara (trios, quartetos, quintetos etc.) é até mesmo em óperas.
Sonatina - Sonata de pequenas proporções.
Soprano - Nome dado a voz feminina.
Suíte - (Do francês suite, sequência.) Peça constituída por um conjunto de danças, alternando-se
as rápidas e as lentas. Como gênero musical, surgiu no século XVI. Modernamente, possui
também o sentido de seleção orquestral de trecho de uma ópera ou bailado.
Swing - Ritmo com pulso forte no 2 e no quatro.
Spianato - Nomenclatura italiana que indica uma execução uniforme, com rigorosa obediência à
marcação dos tempos.
Staccato - A pausa repentina de uma nota ou de um tema.
Surdina - Ver abafador.
Sustenido - Mesma coisa que bemol. Sobrenome de alguns semitons. Ex: DO#, RE#.

T
Tambourin - Dança provençal muito viva, com acompanhamentos característicos de tambor.
Integrou a suíte barroca como um de seus movimentos vivos.

37
Tango – Dança e ritmo de origem espanhola, muito semelhante a uma habanera, embora com
ritmo mais rápido.
Tantã - Disco metálico, suspenso, que se faz vibrar batendo-se com uma baqueta ou martelo
sobre uma de suas extremidades ou no centro. É de procedência oriental. O mesmo que gongo.
Tema - Exposição de uma ideia em uma composição musical.
Temperado, Sistema - Sistema introduzindo na prática musical em princípios do século XVIII.
Consiste numa ligeira alteração nos intervalos da escala natural utilizada pelos gregos, para
produzir 12 semitons exatamente iguais (temperados). Esse sistema deu origem à escala
temperada - consagrada por Bach nos seus dois volumes do Cravo Bem Temperado - e permitiu
o desenvolvimento da modulação e da própria arte musical.
Tempo - É a unidade de duração determinada para dividir simetricamente a frase musical. É uma
parte do compasso.
Tenor - Tenor é o tipo de voz masculina mais aguda produzida, sem recorrer à técnica de falsete,
dentro do registro modal. Sua extensão vocal vai do dó 3 ao fá 4. Em trabalho solo, o alcance
chega até o C 5, ou mais.
Tenuto - Palavra italiana que indica ao executante que uma nota (ou acorde) deve ser sustentada
de acordo com seu exato valor. Representa-se com um pequeno traço sob ou sobre a nota, ou
com a abreviatura tem.
Terças Superpostas - Expressão aplicada ao acorde em posição natural, isto é, aquele que é
formado pela superposição de notas com intervalo de uma terça. Isso acontece quando o baixo é
a nota fundamental do acorde, como, por exemplo, o acorde formado pelas notas dó-mi-sol da
escala de dó maior.
Tessitura - Extensão média de uma voz ou instrumento.
Tetracorde - Palavra de origem grega (tetra = quatro), que significa uma série de quatro sons.
Timbre - Qualidade de som que permite distinguir sons de mesma altura produzidos por
diferentes vozes ou instrumentos. A variedade de timbres depende do número e das intensidades
dos diferentes harmônicos, bem como, na voz humana, da maneira como é emitido o som.
Tímpano - Instrumento de percussão integrante da orquestra. Caixa semiesférica, coberta com
pele esticada, qual golpeada por baquetas produz diversos sons que podem ser afinados pelo
executante.
Tocata - Literalmente, “peças para ser tocada”. Nome mais antigo da música para o instrumento
de teclado, distinguir-se da sonata (para ser executado com arco sobre cordas ou por intermédio
de sopro) e da cantata (peça para ser cantada). É uma composição de forma livre, apropriada para
demonstração de virtuosismo.
Tom - Denominação do intervalo entre dois graus conjuntos da escala diatônica, sendo formado
por semitons. O Termo designa, também, o sistema ordenado dos sons que formam uma escala,
sendo, nesse sentido tomado como sinônimo de tonalidade.
Tombeau - Peça instrumental, dedicada à memória de um morto, muito comum no século XVII.
Tonalidade - Um centro tonal harmônico.
Tônica - A nota base de um campo harmônico.

38
Toucher - (Palavra francesa = tocar.) Nos instrumentos de teclado, maneira como instrumentos
pressionar as teclas para conseguir o efeito sonoro desejado. Exerce função preponderante
sobretudo no piano, instrumento que permite várias possibilidades de toucher, cuja qualidade
determina no valor artístico de uma interpretação
Transcrição - Você transcreve a música que escutou.
Trade - Normalmente usados no improviso do baterista 4 compassos para banda e 4 para o
improvisador, seguindo a forma.
Trêmulo - Repetição rápida de um mesmo som ou mesmo grupo de sons.
Tríade - Acorde formado por três notas. Pode resultar da superposição de duas terças, duas
quartas ou duas quintas. A harmonia tradicional só considera a tríade que resulta da superposição
de duas terças - maiores ou menores.
Trinado - Ornamento que, no fim do século XVII passou a ser empregado no final de uma
cadência. Característico, sobretudo, da música do período barroco, consiste na articulação da
nota rápida e alternada de duas notas consecutivas. Como um rudimento.
Tutti - Expressão italiana que indica o momento em que todos os elementos do coro ou da
orquestra devem entrar em ação.

U
Uníssono - Execução simultânea de uma mesma nota ou melodia por um ou vários instrumentos
ou por uma ou várias vozes. As notas podem estar na mesma altura ou a uma distância de uma ou
mais oitava. O uníssono caracteriza o cantochão.

V
Vamp - O mesmo que trade normalmente em ostinato, normalmente usando no coda.
Variação - Metamorfose ou mudança parcial na forma de um tema música.
Vibrato - O trêmulo artificial de uma noite, conseguido através de uma técnica especial, seja
vocal ou instrumental. Obtém-se ligeira flutuação na altura dessa nota, mas não na intensidade.
Virtuoso - Pessoa que adquiriu maestria excepcional na execução de determinado instrumento,
no uso da voz humano para cantar ou na regência de uma orquestra.
Vícios - Repetição excessiva de movimentos não pensado. Normalmente o que torna a música
atrofiada.
Vivace - Tempo Italiano empregado pelos compositores, a partir da segunda metade do século
XVII, para indicar um andamento animado.
Vocalize - Trecho vocal sem palavras, encontradas sobretudo na música polifônica dos séculos
XIII a XV, quando as vozes muitas vezes não emitem texto, mas apenas vogais. Modernamente,

39
designa a composição vocal que não emprega texto algum, sendo a voz utilizado como
instrumento.
Voz - Musicalmente, cada uma das partes de uma composição.

X
Xilofone - Instrumento de percussão que consiste em uma série de pedaços de madeira dura - de
tamanhos diferentes -, colocados em fileira. Estes, quando percutidos com varetas apropriadas,
produzem vários sons.

AGRADECIMENTOS

A todos meus professores, amigos e família. Em especial meu PAI Romário Luiz Tancredo.

40
AVCTORISc526cdea861f4fcf9259f00878802a0f44d78c035260f79f1fc9aa501aaafe6f

A Lei do Óbvio

A lei do obvio .docx


f6efaaa105aa9cf1f97f062530c87d44f0a20887800f9529fcf4f168aedc625c

41