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ovo computador. Uma nova máquina fotográfica.

Todos os dias se registam mudanças


sociais, culturais e económicas que derivam da massificação do uso das novas
tecnologias. A educação tem a difícil tarefa de se adaptar, constantemente, a todas
estas inovações. E aí é que está o desafio, e o maior problema do sistema educativo
português.

Currículo do século XXI


Andreas Schleicher, diretor do departamento de Educação e Competências da OCDE
disse, numa entrevista, que vivemos “num mundo que já não recompensa as pessoas
apenas por aquilo que sabem – o Google sabe tudo – mas por aquilo que conseguem
fazer com isso”.

Em Portugal, há ainda a ilusão de que o que se ensina aos alunos será válido para o resto
da sua vida. Errado. O sucesso educativo já não se mede na reprodução de
conteúdos. Importa saber o que fazer com eles! Se não os sabes aplicar, para que te
servem?

Educação do século XXI:

 desenvolvimento da criatividade;
 do pensamento crítico;
 da resolução de problemas;
 da tomada de decisões.

PISA: quantidade versus qualidade
O Programme for International Students Assessment (PISA) é um estudo internacional
trienal com o objetivo de avaliar os sistemas educativos de todo o mundo, através de
um teste ao conhecimento e às skills de estudantes de 15 anos. Os alunos são avaliados
nas áreas da ciência, matemática, leitura, e resolução de problemas. Em 2015, meio
milhão de estudantes fizeram o teste, representando 70 países e economias.

O PISA avalia…

 Ciências: capacidade em utilizar ideias e conceitos científicos abstratos para


explicar fenómenos e eventos mais complexos e desconhecidos;
 Leitura: capacidade de recuperar informações que exigem a localização e
organização de várias partes de informações profundamente incorporadas, a
partir de um texto ou gráfico.
 Matemática: capacidade de raciocinar e argumentar matemáticamente;
 Disparidades de género: os meninos superam as meninas em matemática na
maioria dos países, enquanto as meninas superam os meninos na leitura em
praticamente todos os países e economias; quanto à ciência, os rapazes têm um
desempenho ligeiramente melhor que as raparigas;
 O PISA avalia em que medida as diferenças nos resultados da educação estão
associadas ao statussocial dos pais, e avalia a diferença de desempenho entre os
alunos favorecidos e desfavorecidos.
 Como se comportam os estudantes imigrantes em comparação aos nativos, e
qual a diferença de desempenho entre os dois grupos?
 Em 2015, o PISA analisou pela primeira vez o bem-estar dos alunos: sentido
de pertença à escola, relações com os colegas e professores, a sua vida em casa e
a forma como passam o tempo fora da escola.

Portugal revelou:

 Ciências: 22º lugar com 501 pontos, acima da média do PISA (488);


 Leitura: 21º lugar com 498 pontos, mais 11 pontos que a média do PISA;
 Matemática: 29º lugar com 492 pontos, acima da média do PISA que regista 478
pontos;
 A diferença, entre 2006 e 2015, no índice de inclusão social entre as escolas é
uma das maiores entre os países participantes no PISA (6º lugar);
 Os alunos portugueses apresentaram níveis de satisfação com a vida e sentido de
pertença à comunidade escolar superiores à média da OCDE;
 O índice de exposição ao bullying foi um dos mais baixos entre as economias
participantes no PISA, em 2015.

No entanto…

 A lacuna entre o desempenho masculino e feminino de Portugal é superior à


média da OCDE em matemática e ciências, posicionando em vantagem apenas
na leitura;
 O impacto do status social de Portugal é superior à média do conjunto;
 A diferença entre o desempenho de estudantes imigrantes e nativos é inferior
na OCDE do que em Portugal;
 Em 2015, o índice de ansiedade relacionada com a escola foi um dos
maiores entre os países participantes no PISA (5º lugar).

Os alunos portugueses têm mais


horas de aulas do que na Finlândia
Em Portugal, um aluno, em média, 28,2 horas semanais em aulas, valor muito acima da
Finlândia com apenas 24,2 horas por semana e que detém o estatuto de melhor ensino
europeu e com melhores desempenho no PISA. No nosso país, as aulas começam
bastante cedo e prolongam-se até tarde, sobrando pouco tempo para descansar ou para
realizar atividades extracurriculares.

Já para não falar dos “trabalhos de casa” em quantidade desmedida nalguns casos, o que
faz com que a carga horária que diferencia estes dois países seja ainda maior na
realidade.

Ouvimos os professores dizerem várias vezes: “Temos  muita matéria para dar”. O


tempo é pouco, a matéria é muita, o professor debita, os alunos ouvem, e a aula
acaba. A utilidade é substituída pela quantidade.
Já na Finlândia, o importante não é decorar fórmulas, mas sim adquirir certas
capacidades, como consultar uma bibliografia, ou saber solucionar os seus problemas.

“Os jovens portugueses têm falta de


sentido crítico” 
Catarina Marcelino, secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, disse em
declarações: “O que tem sido constatado em vários estudos e pode ser observado na
prática é que os jovens portugueses têm falta de sentido crítico.”

A pergunta que se impõe é: em que espaço irão os alunos desenvolver a sua capacidade
crítica e outras competências, quando o palco para essas aprendizagens é massificado
com a aquisição de diversos conteúdos?

Jaime Carvalho e Silva, coordenador do projeto de investigação “Comparação dos


exames nacionais em Portugal com os de 12 outros países”, considera que “há
demasiados exames em Portugal e, ao mesmo tempo, são demasiados estreitos,
centrados na matemática e português – o que quer dizer que só interessam essas duas
disciplinas”.

Excesso de chumbos e mudanças de


curso
Portugal regista um excesso de reprovações com uma percentagem de 31,2%, o que
não ajuda o aluno a melhorar os custos do Estado (cerca de 15 a 20 mil euros por
aluno), existindo ainda muitos alunos a mudar de curso no 10.º ano e na universidade.

Inovações exigem formação,


preparação e organização
Quanto à evolução do sistema educativo português, ainda existe muito espaço de
progressão, apesar de não se poder negar uma tendência de evolução positiva.  As
inovações têm de ser pensadas e planeadas, é preciso ter em consideração o conjunto
global de competências que o aluno deve ter adquirido aquando da conclusão dos seus
estudos e ter em conta a evolução do mundo: o sistema professor debita, aluno escuta
já não funciona.

Em 2013, David Justino, presidente do Conselho Nacional de Educação na altura,


disse que “dificilmente se poderá negar a evolução da Educação em Portugal nos
últimos dez anos”.

Alterações na última década:


 Agregação de escolas: arrancou em 2010, para acompanhar o percurso dos
alunos do pré-escolar ao 12.º ano, permitindo, não no imediato, mas no futuro,
fazer um melhor trabalho com eles, perceber o que está mal e atuar através de
um trabalho colaborativo e articulado ao longo dos 15 anos de percurso do
aluno.
 Escolaridade obrigatória alargada a 12 anos, entrou em vigor em 2012, com
o objetivo de oferecer aos indivíduos uma vivência de escola que lhes permita
ter mais conhecimentos para enfrentarem o mundo e estarem aptos a fazer uma
leitura mais correta da vida.
 Novo estatuto do aluno: maior aproximação das escolas aos encarregados de
educação, demonstrando a importância da participação destes na vida escolar
dos seus educandos.
 Revisão curricular das disciplinas: reforço escolar de umas disciplinas (como
Português, Matemática e Inglês), em detrimento de outras (como a Formação
Cívica).
 Metas curriculares para todos: necessidade de se definirem metas a nível
nacional, para que o critério seja o da igualdade.
 Avaliação de professores: o problema não esteve na recusa, por parte dos
docentes, da avaliação em si, mas sim nos moldes e critérios estipulados.

No entanto, é importante realçar que existem já instituições de ensino, públicas e


privadas, que estão a implementar alterações à forma de ensino que permitem uma
maior atenção ao desenvolvimento das soft skills, desde o ensino pré-escolar ao ensino
secundário. Estas novas formas de ensino pretendem o desenvolvimento não apenas
das hard skills, como as formas de ensino tradicional, mas também adaptar-se às
contínuas inovações e novas tecnologias, permitindo ao aluno desenvolver um
“currículo do século XXI”.

“Hoje, as escolas têm de preparar os estudantes (…), para empregos que ainda nem
sequer foram criados (…).”Andreas Schleicher

Um olhar atento para o sistema de ensino das escolas inglesas torna evidente
a preocupação com a formação do indivíduo desde cedo e esta aposta
revela-se um sucesso. Assim, o investimento inicial numa educação que não se
foque só nas ciências e nas línguas mas também nas artes, na cidadania e nas
vocações é uma mais valia.

De facto, o Reino Unido é um dos estados mais poderosos do mundo. E, tal


como tudo, este é um sucesso que se deve a bons alicerces educativos.

 O sucesso na educação só é possível através da concretização de medidas que


coloquem a escola no centro da política educativa.

 A educação e a formação são factores insubstituíveis de desenvolvimento


económico e tecnológico.
 Apostar na gestão do sistema educativo com o objectivo de melhorar as
condições de funcionamento das escolas e de trabalho dos professores é
fundamental.

“Nas últimas décadas, Portugal tem feito um enorme esforço de qualificação escolar da
população, que se traduziu em progressos substanciais em matéria de educação. Contudo,
o país continua a apresentar um défice estrutural de formação e qualificação da
população que exige uma aposta clara e persistente na resolução dos problemas que têm
impedido a convergência com os atuais padrões da União Europeia, nomeadamente os
níveis de insucesso e abandono escolares e o défice de qualificações da população
activa.”

1) Os resultados do PISA
Portugal é o único país que teve uma melhoria continua nos testes do PISA , colocando-
se em todos eles acima da média da OCDE. Em 2015, os conhecimentos em ciências
classificaram-se em 17º lugar, 18º em compreensão de leitura e 22º em matemática.

2) O sistema
O sistema português tem 12 anos de escolaridade obrigatória (um dos mais altos da
OCDE), dos 6 aos 18 anos. Embora a crise tenha tido efeitos no orçamento da educação
(queda para 3,8% do PIB em 2015), atualmente o investimento em educação é de 5,1%.
Além disso, a Lei do Sistema Educativo que foi promulgada em 1986 permaneceu sem
grandes mudanças nas suas ideias essenciais.

3) O corpo docente
Um dos fatores de sucesso do sistema português é a formação de professores. Os
professores portugueses viram as condições de acesso ao ensino tornarem-se mais
rigorosas: agora, têm uma formação inicial de cinco anos, estágio e formação contínua
obrigatória, reforço específico nos currículos de ciências e formação específica em
metodologias inovadoras. No primário, passam mais horas com os seus alunos, enquanto
o secundário gasta menos horas (sempre em relação à média da OCDE).
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4) Avaliação da qualidade
Recentemente, diferentes formas de avaliação de professores foram introduzidas.
Além disso, foram estabelecidas avaliações externas e autoavaliações.

5) A atenção à igualdade
Grande parte do sucesso de Portugal deve-se às tentativas realizadas para aliviar
as desigualdades educativas. A educação pública é maioritária (e muito bem
considerada) em Portugal com 82,6% e há um grande destaque na educação para a
cidadania (um aspeto muito ligado à Revolução dos Cravos).
Um dos programas mais bem-sucedidos é o realizado nos Territórios Educativos de
Intervenção Prioritária (16%), que visa melhorar os modelos de aprendizagem, aliviar
o abandono e o absentismo, incentivar a disciplina ou facilitar a transição para o
mercado de trabalho. Estes territórios são regiões com maior desvantagem social, maior
necessidade de atenção à diversidade e maiores taxas de desistência.

6) Combate ao fracasso escolar e


abandono escolar
Alguns dos grandes problemas do sistema português foram a alta taxa de abandono, a
baixa conclusão no ensino superior ou o elevado desemprego juvenil. Para enfrentar
estes problemas, foi lançado em 2012 o Programa de Combate ao Fracasso e
Abandono Escolar. Este projeto concentrou-se nos alunos com maior risco graças a
programas individualizados para posteriormente associá-los à formação
profissionalcomo alternativa ao abandono escolar. Em 2008, a taxa de abandono foi de
34%, em 2016 de 14% e, à luz deste avanço, não parece mal prever que a meta de 10%
para 2020 poderia ser alcançada.

7) A gestão
Embora um dos pontos fracos do sistema português seja o baixo nível de autonomia local
em relação à gestão curricular, à avaliação ou à alocação de recursos, está a verificar-se
uma evolução no sentido da descentralização e aumento da autonomia. Como exemplo, o
poder de decisão dos diretores e dos municípios foi fortalecido.

Modernizar o ensino nas escolas


Menos professores foram recrutados nos últimos cinco anos, “devido a
constrangimentos orçamentais”, o que “contribuiu para o aumento da idade média
dos professores”, constata a Comissão Europeia. No ensino público, 41% dos
docentes têm mais de 50 anos, contra apenas 17,3% no ensino privado, em que a
percentagem mais elevada de professores está na faixa etária entre os 30 e os 39
anos, segundo dados do Conselho Nacional de Educação de 2015. 

O Governo em funções no período de 2011 a 2015 iniciou uma reforma do sistema


de formação inicial de professores. O objetivo: melhorar a qualidade do pessoal
docente. A Comissão Europeia lembra que o Ministério da Educação e da Ciência
(MEC) elevou os requisitos de admissão aos cursos e instituiu um exame de
admissão à profissão, muito contestado por associações e sindicatos, e que acabou
por ser suspenso pelo Tribunal Constitucional. O atual Governo anunciou a
disponibilidade para repensar a política de recrutamento de professores. O
desenvolvimento profissional também deverá ser revisto. 

No capítulo dedicado às medidas executadas para a modernização do ensino, a


Comissão Europeia salienta, que “desde 2012, as restrições orçamentais têm
atrasado o aumento contínuo e significativo na utilização de meios informáticos no
ensino obrigatório”. O ensino das Tecnologias da Informação e da Comunicação
(TIC) surge como disciplina apenas no 7.º e 8.º anos, nota o relatório. Depois, só
no 10.º e 12.º anos e consoante a área de estudo, os alunos voltam a ter contacto
com “certas matérias específicas de TIC”. 

Ainda assim, uma série de iniciativas de apoio ao uso de tecnologias móveis nas
escolas são postas em prática entre 2014 e 2015. A título de exemplo, a Comissão
Europeia aponta o projeto “Laboratório de Salas de Aula Criativas” e a “Iniciativa
Competências Digitais”, que pretendem aumentar as competências em TIC de 20
mil pessoas até 2020 e fornecer recursos digitais com vista à modernização dos
métodos de ensino e da formação de formadores. 

Numa sociedade marcada atualmente pelo insucesso escolar, o reforço da qualificação


dos portugueses constitui o principal desafio na política educativa. A superação dos
obstáculos passa por uma melhoria do funcionamento e da organização das escolas, bem
como dos resultados dos alunos. Perante o sucesso dos resultados do sistema educativo
finlandês, surge a questão: “Será possível importar o modelo finlandês?”. Contudo a
importação de soluções inadaptadas à nossa cultura constitui um risco elevado. Uma
transformação no sistema educativo é um processo demorado, que exige múltiplos
esforços e uma adaptação ao contexto atual. A evolução da sociedade e a cultura
finlandesa exerceram influência na estrutura do sistema educativo, nomeadamente no
que se refere à estruturação das prioridades da mesma. Posto isto, a Finlândia tem um
sistema educativo muito próprio que dificilmente seria importado, pois implicaria
mudanças mais abrangentes.

No entanto, revela-se pertinente ter em consideração alguns bons exemplos exercidos no


processo educativo desse país por parte de Portugal, no sentido de melhorar o sistema
educativo. Um dos aspetos a considerar passa por reduzir a taxa de retenção dos alunos,
bem como o peso da avaliação no ensino básico. A Finlândia defende que as avaliações
e as reprimendas a que os alunos são submetidos frequentemente não influenciam de
forma positiva a aprendizagem dos mesmos, tendo por vezes a desmotivação como
consequência. A aposta assenta no incentivo à participação ativa nas salas de aulas, bem
como despender maior tempo a estimular e a apoiar os alunos a ultrapassarem as suas
dificuldades durante o ano letivo. São diversos os países europeus cujos sistemas
assentam numa avaliação que procura potenciar o futuro, mais do que castigar os erros
do passado, no sentido de motivar os alunos (Madureira, 2004). A Finlândia fornece
outros bons exemplos que Portugal deverá ter em conta, nomeadamente a grande
flexibilidade do currículo escolar, que permite aos alunos usufruírem de maior
autonomia na aquisição de conhecimentos e escolha do seu percurso curricular, onde
são fornecidas diversas opções, nomeadamente na escolha das disciplinas. As escolas
apresentam um elevado grau de heterogeneidade, onde os alunos aprendem em ritmos
diferentes, desta forma o ideal seria a estruturação de pedagogias diferenciadas,
adaptadas às necessidades de cada aluno, de forma a equilibrar as diferentes formas de
aprendizagem.

sistema educativo português deverá apostar em relacionamentos menos fechados entre o


docente e o aluno, de forma a existir maior abertura, proximidade e confiança,
permitindo ao professor detetar mais facilmente as dificuldades reais de cada um no
processo de aprendizagem.

Por outro lado, para um melhor funcionamento do sistema educativo revela-se


importante “ (...) consolidar um modelo de autonomia das escolas públicas que traga
maior responsabilização aos seus dirigentes e que aumente o sistema de prestação de
contas (accountability) a quem devem estar sujeitas todas as instituições educativas”
(Grilo, 2010: 81). É necessária a melhoria da prestação de contas por parte dos serviços,
de forma a tornar- se mais transparente e acessível a todos os cidadãos. Por outro lado,
promoção da maior intervenção dos pais na escola, de forma a criar uma nova relação
entre estes e os responsáveis pelo funcionamento da instituição, constitui um fator
determinante na procura de soluções para os problemas do sistema educativo.

A evolução da qualidade educativa depende da melhoria da gestão orçamental. O


controlo da despesa pública tem impacto no setor, revela-se importante que os gastos
sejam reduzidos, acompanhados do aumento da eficiência e eficácia da sua gestão, bem
como do maior empenho na participação por parte de todas as entidades e agentes
envolvidos (Cunha, 2012). O investimento na educação é a melhor política para o futuro
(Ministry of education, 2008).

Nos países que contam com os melhores sistemas educativos a valorização da profissão
docente é a chave para garantir a qualidade, nomeadamente na Finlândia. No ensino
básico é importante que os professores tenham uma formação de qualidade e forneçam
os conhecimentos adequados aos alunos. A fase inicial das aprendizagens é fundamental
para o restante percurso escolar do aluno, bem como para a inserção no mercado de
trabalho, a formação é a fase da vida onde se promovem os valores que garantem a
formação do indivíduo como cidadão pertencente a uma sociedade assente na liberdade,
democracia, solidariedade, entre outros valores importantes para a interação em
harmonia. A formação de base de qualidade “ (...) é seguramente um dos fatores
decisivos para o desenvolvimento, na perspetiva de um país que pretende assentar o seu
futuro nos recursos humanos no saber, no conhecimento e nas tecnologias” (Grilo,
2010: 83).