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Aula 03

Curso Online Gratuito de Português


(2021)

Autor:
Equipe Português Estratégia
Concursos
Aula 03
21 de Abril de 2021

14477498713 - Jonathan
Equipe Português Estratégia Concursos
Aula 03

CLASSES DE PALAVRAS :
PRONOMES E COLOCAÇÃO
PRONOMINAL

Pronomes .................................................................................................................................... 2
Pronomes Interrogativos ........................................................................................................... 2
Pronomes Indefinidos ...............................................................................................................
1819353 3
Pronomes Possessivos .............................................................................................................. 5
Pronomes Demonstrativos ........................................................................................................ 7
Pronomes Relativos ................................................................................................................ 13
Pronomes de Tratamento ....................................................................................................... 21
Pronomes Pessoais ................................................................................................................. 22
Colocação Pronominal ............................................................................................................... 26
Proibições gerais .................................................................................................................... 27
Regras especiais ..................................................................................................................... 31
Questões comentadas .............................................................................................................. 34
Resumo ..................................................................................................................................... 49
Pronomes Pessoais ................................................................................................................. 49
Pronomes indefinidos ............................................................................................................. 51
Pronomes possessivos ............................................................................................................ 52
Pronomes demonstrativos....................................................................................................... 52
Pronomes relativos ................................................................................................................. 54
Pronome de tratamento .......................................................................................................... 56
Lista de Questões ...................................................................................................................... 56
Gabarito .................................................................................................................................... 69

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PRONOMES
Os pronomes são palavras que representam (substituem) ou acompanham (determinam) um
termo substantivo. Esses pronomes vão poder indicar pessoas, relações de posse, indefinição,
quantidade, familiaridade, localização no tempo, no espaço e no texto, entre outras.

Quando acompanham um substantivo, são classificados como “pronomes adjetivos”. Quando


substituem um substantivo, são classificados como “pronomes substantivos”.

Ex: Estes livros são do Mario, aqueles são do Ricardo.

Verificamos que “estes” é um pronome adjetivo, pois modifica o substantivo “livros”.

Por outro lado, o pronome “aqueles” é classificado como pronome substantivo, pois não está
ligado a um substantivo, mas sim “na própria posição” do substantivo “livros”, que não aparece
na oração, estando apenas implícito, representado pelo pronome.

Vamos aos apontamentos principais sobre essa importante classe.

Pronomes Interrogativos
Servem basicamente para fazer interrogativas diretas (com ponto de interrogação) ou indiretas
(sem ponto de interrogação, mas com “sentido/intenção de pergunta”).

São eles: “Que, Quem, Qual(is), Quantos”.

Ex: (O) que é aquilo? Quem é ele? (esse “o” é expletivo, pode ser retirado)
Ex: Qual a sua idade? Quantos anos você tem?

Nas interrogativas indiretas, não temos o (?), mas a frase tem uma intenção interrogativa e
normalmente envolve verbos com sentido de dúvida “perguntar, indagar, desconhecer,
ignorar”...

Ex: Perguntei o que era aquilo. Indaguei quem era ele.

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Ex: Não sei qual sua idade. Desconheço quantos anos você tem.

Obs: Na frase: “O que é que ele fez”, apenas o primeiro “que” é pronome interrogativo. Os
termos sublinhados são expletivos, com finalidade de realce.

Pronomes Indefinidos
Os pronomes indefinidos são classes variáveis que se referem à 3ª pessoa do discurso e indicam
quantidade, sempre de maneira vaga:

NINGUÉM - NENHUM - ALGUÉM - ALGUM - ALGO - TODO -


OUTRO

TANTO - QUANTO - MUITO - BASTANTE - CERTO - CADA -


VÁRIOS

QUALQUER - TUDO - QUAL - OUTREM - NADA - MENOS - QUE -


QUEM

UM (QUANDO EM PAR COM "OUTRO")...


Ex: Recebi mais propostas e tantos elogios.
Ex: Muita gente não chegou a tempo de fazer a prova.
Ex: O professor tem pouco dinheiro.
Ex: Vamos tentar mais dieta, menos doces.
Ex: Nada é por acaso, tudo estava escrito.

Também há expressões de valor indefinido, as locuções pronominais indefinidas:

QUALQUER UM - CADA UM/ QUAL - QUEM QUER QUE

SEJA QUEM/ QUAL FOR - TUDO O MAIS - TODO (O)


MUNDO

UM OU OUTRO - NEM UM NEM OUTRO...

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As palavras certo e bastante são pronomes indefinidos quando vêm antes do substantivo e serão
adjetivos quando vierem depois do substantivo.

Quero certo (determinado) modelo de carro x Quero o modelo certo de carro (adequado).
Tenho bastante (muito) dinheiro X Tenho dinheiro bastante (suficiente).

Atenção à palavra bastante, que pode ser confundida com um advérbio:

Cuidado com a ordem da expressão!


Ex: Tenho bastante talento. (modifica substantivo, é pronome indefinido).
Ex: Já temos bastantes aliados (modifica substantivo, é pronome indefinido).
X
Ex: Já temos aliados bastantes (modifica substantivo, é adjetivo: “suficientes”).
X
Ex: Sou bastante talentoso (modifica adjetivo, é advérbio).
Ex: Estudei bastante (modifica verbo, é advérbio).

1. (CGM JOÃO PESSOA / 2018)


Os sentidos originais do texto seriam alterados caso, em “...hierarquias que colocam certas
pessoas (negros, pobres e mulheres) implacavelmente debaixo da lei.”, a palavra “certas” fosse
deslocada para imediatamente após “pessoas”.
Comentários:
Veja a mudança de sentido que ocorreria com a inversão:

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Certas pessoas (Certas é pronome indefinido, indicando pessoas indefinidas, algumas pessoas,
quaisquer pessoas).
Pessoas certas (Certas é adjetivo, indicando pessoas específicas, exatas, corretas). Questão
correta.
2. (SEDF / 2017)
Qualquer língua, escrita ou não, tem uma gramática que é complexa. Do ponto de vista
naturalista, não faz sentido afirmar que há gramáticas melhores e gramáticas piores.
A palavra “Qualquer” foi empregada no texto no sentido de toda.
Comentários:
Exato. O pronome indefinido “todo” antes de um substantivo, sem artigo, tem sentido geral, de
“qualquer”.
Se inseríssemos um artigo, teríamos sentido de “completude”, “inteireza”: Toda a língua tem
uma gramática complexa. (a língua inteira, por completo, tem uma gramática complexa).
Questão correta.

Pronomes Possessivos
Esses pronomes tem sentido de posse e geralmente aparecem em questões sobre ambiguidade
ou referência, pois podem se referir à:

primeira pessoa do discurso: meu(s), minha(s), nosso(s) nossa(s);


segunda: teu(s), tua(s), vosso(s), vossa(s);
ou terceira: seu(s), sua(s).

Importante salientar que o pronome pessoal oblíquo (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos) também
pode ter “valor” possessivo, ou seja, sentido de posse:

Apertou-lhe a mão (sua mão);


Beijou-me a testa (minha testa);
Penteou-lhes os cabelos (cabelos delas).

Observe que o pronome oblíquo está preso ao verbo pelo hífen, mas sua relação sintática é com
o substantivo objeto da posse (mão, testa, cabelos). Trata-se de um adjunto adnominal.

Em suma, é importante saber que pronomes possessivos:

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 Delimitam o substantivo a que se referem.


 Concordam com o substantivo que vem depois dele e não concorda com o referente.
 O pronome possessivo vem junto ao substantivo, é acessório, tem função de adjunto
adnominal.

Ex: Eu respeito o Português por sua importância na prova. (importância “do Português")

Observe que “sua” é adjunto adnominal, pois vem junto ao nome importância e concorda com
ele no gênero feminino, apesar seu referente ser “o Português”, palavra no masculino. Percebe-
se também sua função coesiva de retomar termos anteriores.

3. (SEFAZ-RS / AUDITOR DO ESTADO / 2018)


Mesmo agora, quando já diviso a brumosa porta da casa dos setenta, um convite à viagem tem
ainda o poder de incendiar-me a fantasia.
Com relação ao trecho “incendiar-me a fantasia”, é correto interpretar a partícula “me” como o
possuidor de “fantasia”.
Comentários:
Aqui, temos exemplo clássico de pronome pessoal com sentido possessivo:
Incendiar-me a fantasia equivale a “incendiar minha fantasia”. Questão correta.
4. (DPU / 2016/ Adaptada)
A partir de então, a chamada assistência judiciária praticamente evoluiu junto com o direito
pátrio. Sua importância atravessou os séculos, e ela passou a ser garantida nas cartas
constitucionais.
O pronome “Sua” delimita o significado do substantivo “importância”, funcionando, na oração
em que ocorre, como um termo acessório.
Comentários:
O pronome sua de fato delimita o significado de “importância” pois equivale a “importância da
assistência judiciária”. Não é qualquer importância, é um importância específica, delimitada pelo
pronome possessivo. Esse pronome funciona como adjunto adnominal (está junto ao
substantivo) que é termo acessório.

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Questão correta.

Pronomes Demonstrativos
São pronomes demonstrativos:

ESTE(S) - ESTA(S) - ESSE(S) - ESSA(S) - AQUELE(S) - AQUELA(S)

AQUELOUTRO(S) - AQUELAOUTRA(S) - ISTO - ISSO - AQUILO -

O - A - OS- AS - MESMO(S) - MESMA(S) - PRÓPRIO(S) -

PRÓPRIA(S) - TAL - TAIS - SEMELHANTE(S)...

Pronomes demonstrativos apontam, demonstram a posição dos elementos a que se referem em


relação às pessoas do discurso (1ª – que fala/ 2ª – que ouve e a 3ª , de quem se fala), no tempo,
no espaço e no texto.

Função Anafórica e Catafórica do pronome no texto:


Como vimos, o pronome pode fazer referências dentro do texto. Quando um pronome retoma
algo que já foi mencionado antes, dizemos que tem função anafórica. Quando anuncia ou se
refere a algo que ainda está para ser dito, tem função catafórica.

Ex: Não gosto de estudar. Apesar disso, estudei muito.

Ex: Eu só pensava nisto: passar no concurso.

Nos casos acima, a referência é feita dentro do texto; então, podemos dizer que o pronome tem
função endofórica. “Endo” significa “dentro”.

Função Exofórica (DÊITICA):


Quando pronomes se referem a elementos fora do texto, como tempo e espaço (contexto
externo ao texto escrito em si), a gramática diz que eles têm função DÊITICA, ou exofórica (fora),
nesse caso o valor semântico vai depender da situação de produção do texto, de onde foi
escrito, quando, por quem.

Ex: Neste país, neste momento, este autor que vos fala está deprimido.

A referência dos pronomes destacados dependerá de onde e quando a mensagem é lida. O


pronome ‘este’ também remete a informação fora do texto, pois precisamos saber quem
escreveu a frase. Então, tais pronomes têm referência exofórica (“dêitica”).

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Vejamos o uso dos demonstrativos indicando “tempo/espaço”:

Tempo:

 este(s), esta (s), isto: indicam tempo presente:


Ex: Este domingo tem jogo do Barcelona.

Ex: Neste verão viajarei para o Caribe.

 esse(s), essa (s), isso: indicam passado recente ou futuro próximo:


Ex: Esse domingo houve jogo do Barcelona.

Ex: Nesse verão sofreremos demais com o calor.

 aquele(s), aquela (s), aquilo: indicam passado ou futuro distante:


Ex: Aquela década de 70 foi completamente perdida.

Ex: Aquele intercâmbio que faremos em 10 anos será caríssimo.

Espaço:

 este(s), esta (s), isto: apontam para referente perto do falante:


Ex: Este violão aqui na minha mão é de madeira maciça.

Ex: Estes meus cabelos estão uma verdadeira palha.

 esse(s), essa (s), isso: apontam para perto do ouvinte:


Ex: Esse violão aí na sua mão é de madeira maciça.

Ex: Isso é roupa que se vista num casamento?

 aquele(s), aquela (s), aquilo: apontam para longe do falante/ouvinte:


Ex: Aquela pintura lá em cima é um afresco.

Ex: Aquilo não é um pássaro, nem um avião; é só um balão caindo.

Em suma, podemos pensar: (este>>aqui); (esse>>aí); (aquele>>lá).

Nesses casos acima, como a referência é feita no espaço e no tempo, fora do texto, dizemos que
esses pronomes estão sendo utilizados com função exofórica (fora) ou dêitica ( deixis).

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Texto:
Os pronomes demonstrativos vão também apontar/retomar palavras/informações/períodos ou
grupo de informações que aparecem dentro texto. O uso adequado vai depender de a
referência ser a uma informação que já apareceu (referência anafórica) ou a uma informação que
será dita posteriormente (catafórica).

Por ora, vamos às regras básicas do uso dos demonstrativos para fazer remissão “dentro do
texto”.

 este(s), esta (s), isto: apontam para o que será mencionado (anuncia):
Ex: Esta é sua nova senha: 95@173xy; memorize-a.

Ex: Isto é o que importa: estudar e mudar de vida para sempre!

 esse(s), essa (s), isso: apontam para o que já foi mencionado:


Ex: João passou em primeiro lugar, esse cara é bom.

Ex: Dinheiro, sucesso, prestígio, isso tudo é sim importante (resumitivo).

 aquele(s), aquela (s), aquilo: apontam para um antecedente mais distante. Caso tenhamos
dois referentes enumerados/discriminados, usaremos “aquele(a)(s)" para o que foi
mencionado primeiro (o mais distante), enquanto este será usado para apontar para o
mencionado por último (o mais próximo). Veja:

Ex: João e Maria são concursados, esta do Bacen, aquele do TCU.

Também podemos usar “este” para referência ao elemento anterior mais próximo, o que faz a
oposição ao “esse” não ser tão rigorosa na prática:

Ex: Precisamos respeitar o professor, pois este é um grande formador moral.

Contudo, a prescrição rigorosa é que se use “este” para se referir ao ser mais próximo, em
oposição ao “aquele”, usado para o mais distante, no caso específico em que tenhamos dois
referentes já mencionados. Também devemos evitar usar “esse”/”isso” para algo que ainda vai
ser dito.

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Entre 3 seres mencionados no texto, este se refere ao mais próximo, ao último;


aquele se refere ao mais distante, ao primeiro. Em provas objetivas, CESPE/UNB
e ESAF aceitam esse para se referir ao do meio, o que não é previsto pela
gramática. Essas bancas aceitam tal recurso, mas não há respaldo em nenhum
gramático. Nesse caso, recomenda-se o uso de numerais: o primeiro, o segundo,
o terceiro. Fique atento.
Ex: Xuxa, Pelé e Senna são famosos. Aquela é a rainha dos baixinhos, este foi o
maior piloto brasileiro (* e esse foi o rei do futebol).
Ex: Xuxa, Pelé e Senna são famosos. A primeira é a rainha dos baixinhos, o
segundo foi o rei do futebol e o terceiro/o último foi o maior piloto brasileiro.

Outros pronomes demonstrativos:


As palavras o, a, os, as também podem ser pronomes demonstrativos, geralmente quando
antecedem um pronome relativo ou a preposição “DE”. Veja:

Ex: Entre as cuecas, comprei a de algodão. (aquela)


Ex: Entre as cuecas, comprei as que eram de algodão. (aquelas)
Ex: Quero o que estiver em promoção. (aquilo)
Ex: Sabia que devia estudar, mas não o fiz. (isso - estudar)
Ex: Ela parece legal, mas não o é. (isso – não é legal)

Não confunda; essas palavras também podem ser artigos definidos (a menina caiu) ou pronomes
pessoais (encontrei-as na praia).

Obs: No exemplo ”Entre as cuecas, comprei a de algodão”, em opinião minoritária, Bechara e


Celso Pedro Luft consideram que o “a” é na verdade um artigo diante de um substantivo
implícito (Entre as cuecas, comprei a [cueca] de algodão). Essa lógica vale para os dois primeiros
exemplos.

Aproveito para ressaltar que os pronomes em geral têm essa função de retomada de elementos
anteriores (função coesiva). Então, os pronomes pessoais, os possessivos, demonstrativos, os
indefinidos se referem a outras partes do texto, substituindo informação apresentada.

Além desses visto acima, há diversos outros pronomes demonstrativos, vejamos:

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Não diga tais/semelhantes besteiras. (estas besteiras)


Sei que está triste, mas não diga tal. (não diga isso)
Ele próprio se demitiu. (ele em pessoa, sozinho; valor reforçativo)
Eu mesmo cozinho a comida/ Cozinho do mesmo modo que minha mãe. (=próprio, em
pessoa/exato, igual).

5. (STM / ANALISTA JUDICIÁRIO / 2018)


Aqui, neste escritório onde a verdade não pode ser mais do que uma cara sobreposta às infinitas
máscaras variantes, estão os costumados dicionários da língua e vocabulários, os Morais e
Aurélios, os Morenos e Torrinhas, algumas gramáticas, o Manual do Perfeito Revisor, vademeco
de ofício [...].
Na linha 1, o emprego de “neste” decorre da presença do vocábulo “Aqui”, de modo que sua
substituição por nesse resultaria em incorreção gramatical.
Comentários:
O autor fala em primeira pessoa, em referência ao próprio escritório em que está, o escritório
próximo. Então, a forma correta é “neste”. O pronome “nesse” faria referência a um escritório
próximo de quem ouve. Questão correta.
6. (MPU / ANALISTA / 2018)
Contudo, uma calamidade seria um caso de injustiça apenas se pudesse ter sido evitada, em
especial se aqueles que poderiam ter agido para tentar evitá-la tivessem deixado de fazê-lo.
Entre os requisitos de uma teoria da justiça inclui-se o de permitir que a razão influencie o
diagnóstico da justiça e da injustiça.
Na expressão “fazê-lo” (l.3), a forma pronominal “lo” retoma a ideia de agir para tentar evitar
uma calamidade.
Comentários:
Sim. Aqui, temos o “pronome demonstrativo neutro":
Fazê-lo = Fazer isso (o que foi mencionado: agir para tentar evitar uma calamidade). Questão
correta.
7. (TCE-PB / Auditor / 2018)

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No trecho “O que faz com que a memória se torne seletiva não é o mundo atual, informatizado,
rápido e denso em informações. Ela o é por definição, já que sua porta de entrada é um funil
poderoso”, o termo “o” — em “Ela o é por definição” — remete ao elemento
A) “a memória”.
B) “seletiva”.
C) “um funil poderoso”.
D) “O que faz com que a memória se torne seletiva”.
E) “o mundo atual”.
Comentários:
Aqui, temos o “o” como pronome demonstrativo, retomando o adjetivo “seletiva”:
Ela o é por definição > Ela é seletiva por definição. Gabarito letra B.
8. (MPE-SC / 2016)
“A Família Schürmann, de navegadores brasileiros, chegou ao ponto mais distante da Expedição
Oriente, a cidade de Xangai, na China. Depois de 30 anos de longas navegações, essa é a
primeira vez que os Schürmann aportam em solo chinês. A negociação para ter a autorização do
país começou há mais de três anos, quando a expedição estava em fase de planejamento. Essa
também é a primeira vez que um veleiro brasileiro recebe autorização para aportar em solo
chinês, de acordo com as autoridades do país.”
Na linguagem formal não se pode empregar este/esse indistintamente. O pronome esse, por
exemplo, informa o tempo não muito distante do momento da fala/escrita ou é empregado ao
se fazer referência a algo anteriormente mencionado. Assim, ele está bem colocado, nas duas
vezes em que aparece no texto.
Comentários:
O comentário da banca é perfeito. No texto, “esse” retoma algo já mencionado, que foi o fato
de a família ter chegado à China. Essa questão cobra a regra ‘clássica’, mas já vimos também é
que possível o “este” ter valor anafórico, basta que retome um termo anterior.
Ex: Cheguei ao policial e este perguntou o que eu queria. Questão correta.
9. (SEDUC-AL / 2018)
No dia seguinte, estando na repartição, recebeu Camilo este bilhete de Vilela: “Vem já, já, à
nossa casa; preciso falar-te sem demora”. Era mais de meio-dia. Camilo saiu logo; na rua,
advertiu que teria sido mais natural chamá-lo ao escritório; por que em casa?(...)
A cartomante foi à cômoda, sobre a qual estava um prato com passas, tirou um cacho destas,
começou a despencá-las e comê-las, mostrando duas fileiras de dentes que desmentiam as
unhas. (...)
Tanto em “recebeu Camilo este bilhete de Vilela” (ℓ. 1) quanto em “tirou um cacho destas” (ℓ.4),
os pronomes demonstrativos foram empregados para retomar termos antecedentes.

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Comentários:
O pronome demonstrativo “este” foi usado com valor catafórico, para apontar algo que viria
adiante no texto, tanto que logo em seguida vem o teor do bilhete, entre aspas.
“Destas” possui valor anafórico, pois se refere a “passas”, elemento mencionado antes.
Então, a banca pode cobrar de duas formas. 1) A teoria clássica que prega o uso “anafórico”
para “esse(a)(s)/isso” e cafórico para “este(a)(s)/isso”; 2) ou pode cobrar o uso prático
contextual, em que “este(a)(s)/isso” poderá ser anafórico, bastando que de fato seu referente
seja uma informação anteriormente mencionada. Questão incorreta.

Pronomes Relativos
Os principais são: que, o qual, cujo, quem, onde. Esses pronomes retomam substantivos
antecedentes, coisa ou pessoa, e, por isso, têm função coesiva (retomar ou anunciar informação)
e se prestam a evitar repetição. Podem ser variáveis, quando se flexionam (gênero, número), ou
invariáveis, quando trazem forma única.

Vejamos:

VARIÁVEIS INVARIÁVEIS

MASCULINOS FEMININOS quem


o qual (os quais) a qual (as quais) que
cujo (cujos) cuja (cujas) onde
quanto (quantos) quanta (quantas)

Como disse, são ferramentas para evitar a repetição. Vejamos um parágrafo escrito num mundo
sem pronomes relativos:

O aluno foi aprovado. O aluno é primo de João. João tem mãe. A mãe de joão é professora. A
mãe do João foi professora da menina. A menina roubava livros. Os livros eram caríssimos. Os
livros foram comprados numa loja distante. Havia muitos enfeites na loja. Perguntaram a várias
pessoas a localização da loja. As pessoas não souberam responder.

Vejam que tortura, o texto não está articulado, não usa elementos de coesão.
Agora vamos usar pronomes relativos para retomar os antecedentes e evitar toda essa repetição
de termos:

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O aluno que foi aprovado é primo de João, cuja mãe foi professora daquela menina que roubava
livros, os quais eram caríssimos e foram compradas numa loja onde havia muitos enfeites. As
pessoas a quem perguntaram a localização da loja não souberam responder.

Vamos aos pontos mais importantes:


1- Os pronomes relativos introduzem orações subordinadas adjetivas, que levam esse nome por
terem a função de um adjetivo e muitas vezes podem ser substituídas diretamente por um
adjetivo equivalente:
Ex: O menino estudioso passa = O menino que estuda muito passa.
Ex: Eu quero um carro que seja potente = Eu quero um carro potente.

Por isso recebem esse nome de “relativos”, porque relacionam orações.


2- Como o “que” faz referência a um termo anterior, podemos dizer que tem função anafórica.

3- Os pronomes “que”, “o qual”, “os quais”, “a qual”, “as quais” são utilizados quando o
antecedente for coisa ou pessoa.

Destaco também que o pronome relativo “o qual” e suas variações muitas vezes é usado para
desfazer ambiguidades. Como ele varia, a concordância em gênero e número denuncia a que
termo ele se refere:
Ex: A representante do partido, que é popular, foi elogiada.

Quem é popular? O “que” pode retomar representante ou partido. Fica a dúvida.


Agora, com a troca por um relativo variável, acaba a ambiguidade:
Ex: A representante do partido, a qual é popular, foi elogiada.

Obs: Antes do relativo “que”, devemos usar preposição monossilábica (“a, com, de, em, por;
exceto sem e sob”). Com preposições maiores (ou locuções prepositivas), usaremos os variáveis
(o qual, os quais, a qual, as quais).
Ex: Este é o livro de que gostamos x Este é o livro sobre o qual falamos.

A propósito, se há um nome ou verbo que peça preposição, esta deve vir obrigatoriamente
antes do pronome relativo. (gostamos de; falamos sobre). Então, a supressão dessa preposição
causa erro:

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Ex: Este é o livro que gostamos x Este é o livro o qual falamos.

10. (MP-CE / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2020)


Nas Américas, estima-se que 77 milhões de pessoas sofram um episódio de doenças
transmitidas por alimentos a cada ano — metade delas são crianças com menos de 5 anos de
idade. Os dados disponíveis indicam que as doenças transmitidas por alimentos geram de US$
700 mil a US$ 19 milhões em custos anuais de saúde nos países do Caribe e mais de US$ 77
milhões nos Estados Unidos da América.
A substituição da expressão “metade delas” por cuja metade manteria a correção gramatical e a
coesão do texto.
Comentários:
Por regra, o pronome “cujo” deve vir entre substantivos, ligando possuidor e coisa possuída;
então, não pode ficar “solto” no texto, sem ligar esses dois elementos. Em “cuja metade”, fica a
dúvida: metade do quê? Metade de quem? Então, o pronome não está bem utilizado. Poderia
haver a leitura: metade do ano, metade dos alimentos, metade dos milhões...Questão incorreta.
11. (POLÍCIA CIVIL DO MARANHÃO / ESCRIVÃO / 2018)
Em 2016, foram registrados 16 acidentes, com 303 vítimas fatais, e o último episódio, com um
avião de passageiros de maiores proporções: a queda do Avro RJ85, operado pela empresa
LaMia, próximo de Medellín, na Colômbia. O desastre, que completou um ano no último dia 28
de novembro, matou 71 pessoas, em sua maior parte atletas do time brasileiro da Chapecoense.
Com relação a aspectos linguísticos do texto, JULGUE O ITEM.
A substituição do termo “que” por o qual prejudicaria a correção gramatical do texto.
Comentários:
O pronome relativo invariável “que” pode ser substituído pelos seus equivalentes variáveis,
como “o qual, a qual, os quais, as quais”. No caso, usaríamos “o qual”, para concordar no
masculino singular com “desastre”. Questão incorreta.

4- O pronome “quem” se refere a pessoa ou ente personificado (visto como pessoa) e é


precedido por preposição (monossilábica ou não).

Ex: A pessoa de quem falei chegou. (substituição possível: “de que falei”, “da qual falei”).

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Ex: A pessoa por quem intervim não mostrou gratidão.

Em interrogativas, “quem” é pronome interrogativo: Quem gosta de acordar cedo?

Segundo Bechara, os pronomes relativos quem e onde podem aparecer com


emprego absoluto, sem referência a antecedentes, ou seja, sem “retomar
ninguém”:
“Quem tudo quer tudo perde."
"Dize-me com quem andas e eu te direi quem és."
"Quem com ferro fere com ferro será ferido.”
"Moro onde mais me agrada.”

5- O pronome “cujo” tem como principais características:

 Indica posse e sempre vem entre dois substantivos, possuidor e possuído;


 Não pode ser seguido nem precedido de artigo, mas pode ser antecedido por
preposição; (Para lembrar: nada de cujo o, cuja a, cujo os, cuja as...)

 Não pode ser diretamente substituído por outro pronome relativo.

Para achar o referente, pergunte ao termo seguinte: “de quem?”.


Ex: Vi o filme cujo diretor ganhou o Oscar. (diretor de quem? Do filme!)
Ex: Vi o rapaz a cujas pernas você se referiu. (pernas de quem? Do rapaz!)

 Tem função de adjunto adnominal em 99% dos casos, porque indica posse.

Porém, pode ser complemento nominal, em estruturas em que se refira a substantivo abstrato:
Eu foco no PDF cuja leitura é fundamental. (a leitura do PDF) O termo sublinhado se refere a
leitura, que é substantivo abstrato derivado de ação e tem sentido passivo. O livro é lido. Nesse
raro caso, o cujo tem função de Complemento Nominal!

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12. (TJ-PA / ANALISTA JUDICIÁRIO / 2020)


Observa-se que a solidez dos lugares ocupados por cada uma das pessoas, nos moldes da
família nuclear, não se adéqua à realidade social do momento, em que as relações são
caracterizadas por sua dinamicidade e pluralidade. De acordo com o médico e psicanalista
Jurandir Freire Costa, “família nem é mais um modo de transmissão do patrimônio material; nem
de perpetuação de nomes de linhagens; nem da tradição moral ou religiosa; tampouco é a
instituição que garante a estabilidade do lugar em que são educadas as crianças”.
Seria mantida a correção gramatical do texto CG1A1-I se o segmento “em que”, nas linhas 2 e 5,
fosse substituído, respectivamente, por
A) onde e onde.
B) onde e que.
C) a qual e o qual.
D) no qual e onde.
E) que e no qual.
Comentários:
L.2: Observa-se que a solidez dos lugares ocupados por cada uma das pessoas, nos moldes da
família nuclear, não se adéqua à realidade social do momento, em que/no qual (retoma
“momento”) as relações são caracterizadas por sua dinamicidade e pluralidade.
L.5: … tampouco e a instituição que garante a estabilidade do lugar em que/onde (retoma lugar
físico) são educadas as crianças. Gabarito letra D.
13. (CGE-CE / CONHECIMENTOS BÁSICOS / 2019)
Julgue a proposta de reescrita para o trecho “Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são
encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de
Nabucodonosor, rei do império babilônico”.
Muitos rincões do nosso país, ainda hoje, têm administradores públicos cujas as ações muito
assemelham-se as ações do imperador babilônico Nabucodonosor.
Comentários:
…cujas as ações… (não há artigo após cujas). Questão incorreta.
14. (PGE-PE / Conhecimentos Básicos 1, 2, 3 e 4 / 2019)

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A sociedade requer das organizações uma nova configuração da atividade econômica, pautada
na ética e na responsabilidade para com a sociedade e o meio ambiente, a fim de minimizar
problemas sociais como concentração de renda, precarização das relações de trabalho e falta de
direitos básicos como educação, saúde e moradia, agravados, entre outros motivos, por
propostas que concebem um Estado que seja parco em prestações sociais e no qual a própria
sociedade se responsabilize pelos riscos de sua existência, só recorrendo ao Poder Público
subsidiariamente, na impossibilidade de autossatisfação de suas necessidades.
A substituição de “no qual” por aonde prejudicaria a correção gramatical do texto.
Comentários:
Apenas usamos “aonde” se houver algum verbo que peça preposição “a”, normalmente verbos
de movimento como ir, chegar, comparecer... Não é o caso aqui, até porque “Estado” não é um
lugar físico.
um Estado que seja parco em prestações sociais e no qual (no Estado) a própria sociedade se
responsabilize pelos riscos de sua existência. Questão correta.
15. (SEDUC-AL / CONHECIMENTOS BÁSICOS / 2018)
[...] Daí que [eu] não pudesse reduzir a alfabetização ao ensino puro da palavra, das sílabas ou
das letras. Ensino em cujo processo o alfabetizador fosse “enchendo” com suas palavras as
cabeças supostamente “vazias” dos alfabetizandos.
A expressão “em cujo” poderia ser substituída, sem prejuízo para a correção gramatical do
texto, pela expressão no qual.
Comentários:
Ao inserir “no qual” (em+o qual) no lugar de “em cujo”, basicamente a banca está pedindo para
trocar diretamente o “cujo” por “o qual”. Sabemos que o “cujo” não pode ser trocado
diretamente por nenhum outro pronome relativo, ou há a perda da relação de posse entre
“ensino” e “processo”. Haveria prejuízo. Questão incorreta.
16. (TRE-TO / 2017/ Adaptada)
Julgue o item a seguir.
Indireta ou representativa, a democracia, segundo Kelsen, é aquela cuja a função legislativa é
exercida por um parlamento eleito pelo povo.
Comentários:
Observe que há um artigo após o pronome “cuja”, o que faz a questão ficar incorreta.

6- O pronome relativo “onde” deve ser usado quando o antecedente indicar lugar físico (ainda
que virtual, figurativo), com sentido de “posicionamento em”. Como preposição “em” também
indica uma referência locativa, podemos substituir “onde” por “em que” e por “no qual” e
variações.

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Ex: A academia onde treino não tem aulas de MMA. (treino na academia> academia na
qual/em que treino...

Veja que é inadequado usar o onde para outra referência que não seja lugar físico.

 Ex: Essa é a hora onde o aluno se desespera.

 Ex: Essa é a hora em que/na qual o aluno se desespera.

O pronome relativo “aonde” é usado nos casos em que o verbo pede a preposição “a”, com
sentido de “em direção a”.
Ex: Gosto da cidade aonde irei.

O pronome relativo arcaico “donde”, que equivale a “de onde”, é usado nos casos em que o
verbo pede a preposição “de”, com sentido de “procedência”.
Ex: O lugar donde você voltou é distante.

7- O pronome relativo “como”, é usado quando o antecedente for palavra como forma, modo,
maneira, jeito, ou outra, com sentido de “modo”.
Ex: Não aceito o jeito como você fala comigo.

8- O pronome relativo “quando”, é usado nos casos em que antecedente tiver sentido de
“tempo”.
Ex: Sinto saudade da época quando eu não tinha preocupações.

9- O pronome relativo “quanto”, é usado nos casos em que antecedente tiver sentido de
“quantidade”.
Ex: Consegui tudo/tanto quanto queria, exceto tempo para desfrutar.

Reforçando: temos que ter atenção à preposição que o verbo/nome vai pedir, pois ela não deve
ser suprimida e vai aparecer antes do pronome relativo. Lembre-se de que temos que enxergar
sintaticamente o relativo como se fosse o próprio termo a que se refere:

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Ex: O menino a que me referi morreu. (referi-me “a” que = ao menino)


Ex: O escritor de cujos poemas gosto morreu. (gosto “de” cujos = dos poemas do
escritor)
Ex: Esqueci o valor com quanto concordei. (concordei “com” quanto = com o valor).

17. (SEFAZ-AL / AUDITOR FISCAL / 2020)


Tem meia dúzia de atendentes, conheço dois ou três pelo nome, e o dono do lugar é
sempre simpático comigo. Sabe que gosto do seu negócio, que, se me mudasse de novo para
lá, seria seu freguês. Mas também sei que me vê como um tipo que há vinte anos vive na capital,
que a essa altura é mais metropolitano que interiorano, um cara talvez meio esquisito, ou apenas
ridículo, que se interessa por coisas de que não precisa, coisas das quais não entende.
A substituição da expressão “das quais” (3º parágrafo) por que preservaria tanto o sentido
quanto a correção gramatical do período.
Comentário
A correção seria mantida, pois “das quais” é contração de preposição “de” + “as quais”.
Entender das coisas=as coisas das quais entende…
Na reescritura, a preposição é suprimida e o pronome “as quais” é substituído por “que”:
Entender as coisas=as coisas que entende
Até aqui, tudo bem.
Contudo, ocorre uma sutil mudança de sentido:
entender de alguma coisa= dominar um conhecimento, ser um especialista, conhecer sobre
aquilo.
entender alguma coisa=saber o que algo é, ser capaz de compreender o que é alguma coisa.
Questão incorreta.
18. (TCE MG / Conhecimentos Gerais / 2018)
A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos por tecnologias que alteram o mundo,
especialmente o meio ambiente de que nossas vidas dependem....
Na linha 2, o termo “de que” poderia ser substituído, sem alteração da correção gramatical e
dos sentidos do texto, por
A) no qual. B) pelo qual. C) cujas. D) dos quais. E) do qual.

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Comentários:
O pronome invariável “que” tem como referente “meio ambiente”, então só poderíamos trocar
por “do qual”, masculino e singular, mantendo a correção. Gabarito letra E.

Pronomes de Tratamento
Os pronomes de tratamento são formas de cortesia e reverência no trato com determinadas
autoridades.
A cobrança normalmente se baseia no pronome adequado a cada autoridade ou aspectos de
concordância com as formas de tratamento.
Abaixo, registro os principais pronomes de tratamento, com suas abreviaturas. Normalmente o
plural da abreviatura é feito com acréscimo de um “s”. Se quiser estudar esse tema a fundo e ler
as dezenas de outros pronomes, recomendo consultar o Manual de Redação da PUC RS. Aqui,
focaremos nos mais incidentes em prova:

Vossa Senhoria (V. S.a ou V. S.as): usado para pessoas com um grau de prestígio maior.
Usualmente, os empregamos em textos escritos, como: correspondências, ofícios,
requerimentos etc.

Vossa Excelência (V. Ex.a V. Ex.as): Usado para grandes autoridades:


Presidente da República, Senadores, Deputados, Embaixadores, Oficiais de Patente
Superior à de Coronel, Juízes de Direito, Ministros, Chefes de Poder.

Vossa Excelência Reverendíssima (V. Ex.a Rev.ma V. Ex.as Rev.mas): usado para Bispos e
arcebispos.

Vossa Eminência (V. Em.a V. Em.as): usado para Cardeais.

Vossa Alteza (V. A. VV. AA.): usado para autoridades monárquicas em geral, príncipes,
duques e arquiduques. Para Imperador, Rei ou Rainha, usa-se Vossa Majestade (V. M. VV.
MM.)

Vossa Santidade (V.S.): usado para o Papa.

Vossa Reverendíssima (V. Rev.ma V. Rev.mas ): usado para Sacerdotes em geral.

Vossa Paternidade (V. P. VV. PP): usado para Abades, superiores de conventos.

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Vossa Magnificência (V. Mag.a V. Mag.as): usado para Reitores de universidades,


acompanhado pelo vocativo: Magnífico Reitor.

Aqui nos interessa principalmente saber sobre a concordância. Embora os pronomes de


tratamento se refiram à segunda pessoa gramatical (pessoa com quem se fala: vós), a
concordância é feita com a terceira pessoa, ou seja, com o núcleo sintático. Por essa razão, não
usamos pronome possessivo “vossa” com Vossa Excelência, usamos apenas o possessivo “seu”
ou “sua”, por exemplo.
Como assim?
O macete é pensar na concordância com o pronome “Você”.

Vejamos o exemplo do próprio manual de redação da Presidência:


Vossa senhoria nomeará seu substituto. (E não Vosso ou Vossa. Concordância com senhoria, o
núcleo da expressão.)
Os Adjetivos e Locuções de voz passiva concordam com o sexo da pessoa a que se refere, não
com a o substantivo que compõe a locução (Excelência, Senhoria). Ou seja “os adjetivos
referidos aos pronomes de tratamento concordam com o gênero do interlocutor”.
Ex: Maria, Vossa Excelência está muito cansada.
Outro detalhe:

Sua Excelência X Vossa Excelência


Usamos “Sua Excelência” para se referir a uma terceira pessoa e “Vossa Excelência” para nos
referirmos diretamente à autoridade.
Anote também que em regra não há crase antes de pronome de tratamento, pois não há artigo:
A Sua Excelência... (sem crase)
Algumas formas de tratamento, como “Senhora”, “Dona”, “Senhorita”, “Madame”, “Doutora”,
aceitam artigo.

Pronomes Pessoais
Vamos às principais informações relevantes:

Pessoas do discurso Pronomes Retos Pronomes Oblíquos

1ª pessoa do singular Eu me, mim, comigo


2ª pessoa do singular Tu te, ti, contigo

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3ª pessoa do singular Ele/Ela se, si, o, a, lhe, consigo

1ª pessoa do plural Nós nos, conosco


2ª pessoa do plural Vós vos, convosco
3ª pessoa do plural Eles/Elas se, si, os, as, lhes, consigo

Pronomes pessoais retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles) costumam substituir sujeito.
Ex: João é magro>Ele é magro.

Pronomes pessoais oblíquos átonos (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos) substituem complementos
verbais: o, a, os, as substituem somente objetos diretos (complemento sem preposição); me, te,
se, nos, vos podem ser objetos diretos ou indiretos (complemento com preposição), a depender
da regência do verbo. Já o pronome –lhe (s) tem função somente de objeto indireto.

Ex: Já lhe disse tudo. (disse a ele)


Ex: Informei-o de tudo. (informei a pessoa)
Ex: Você me agradou, mas não me convenceu. (agradou a mim)

Os pronomes OBLÍQUOS TÔNICOS são pronunciados com força e precedidos de preposição.


Costumam ter função de complemento.
São eles:

1a pessoa: mim, comigo (singular); nós, conosco (plural).

2a pessoa: ti, contigo (singular); vós, convosco (plural).

3a pessoa: si, consigo (singular ou plural); ele(a/s) (singular ou plural).

Ex: Fiquei preocupado contigo porque você deu a ele todo seu dinheiro.

O pronome reto, em regra não deve ser usado na função de objeto direto (complemento verbal
sem preposição). Por isso são condenadas estruturas como “Mata ele! Chama nós!”.
Contudo, é possível usar pronome reto como complemento direto, quando o pronome reto for
modificado por “todos”, “só”, “apenas” ou “numeral”. Esse uso é abonado por gramáticos do
calibre de Celso Cunha, Bechara, Faraco & Moura e Sacconi.

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Ex: Encontrei ele só na festa. / Ex: Encontrei todos eles.


Ex: Encontrei eles dois na festa. / Ex: Encontrei apenas elas na festa.

Esses exemplos acima devem ser vistos com cautela, pois não são a regra!

Após a preposição “entre” em estrutura de reciprocidade, devemos usar


pronomes oblíquos tônicos, não retos.
Ex: Entre mim e ela não há segredos.
Ex: É melhor que não pairem dúvidas entre ti e ele.
Se o pronome for sujeito, podemos usar pronome reto:
Ex: Entre eu sair e você ficar, prefiro sair.
Após preposições acidentais e palavras denotativas, podemos também usar
pronome reto:
Ex: Com raiva, minha mãe maltrata até eu.
(até: palavra denotativa de inclusão)
Ex: A aprovação não virá até mim de graça.
(até: preposição essencial)

Regras para a união de pronomes oblíquos


Como substituem substantivos, os pronomes oblíquos poderão ser usados como complementos.
Ao unir o pronome ao verbo por hífen, há alterações na grafia:

Quando os verbos são terminados em R, S, Z + o, os, a, as, teremos: lo, los, la, las.
 Não pude dissuadir a menina. (dissuadir + a > dissuadi-la)
 Felicitamos as aprovadas. (felicitamos + as > Felicitamo-las)
 Fiz isso porque quis fazer isso (fiz + o > Fi-lo porque o quis.)
 Vamos pôr o menino de castigo (pôr + o > pô-lo de castigo)

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Quando os verbos são terminados em som nasal, como m, ão, aos, õe, ões + o, os, a, as, teremos
simples acréscimo de no, nos, na, nas.
Ex: Viram a barata e mataram-na / A mesa é cara, mas compraram-na na promoção.

Um adendo: após verbos na primeira pessoa do plural (nós: amamos, bebemos, cantamos),
seguidos do pronome -nos, corta-se o S final:

Ex: Alistamo-nos no quartel. Animemo-nos!

Em construções arcaicas, é possível fundir mais de um pronome, segundo a lógica a seguir:


Ex: Deu dinheiro a ela imediatamente > Deu-lho imediatamente
Analise: [Deu algo (OD- o dinheiro: -o) a alguém (OI –a ela: lhe): Deu-lho imediatamente]

Ex: Ofereceu a oportunidade a mim > Ofereceu-ma


Analise: [Ofereceu algo (OD- a oportunidade: -a) a alguém (OI –a mim: me): Ofereceu-ma]

Seguindo a mesma lógica, teremos contrações como: mo, ma, mos, mas, to, ta, tos, tas, lho, lha,
lhos, lhas, no-lo, no-los, no-la, nolas, vo-lo, vo-la, vo-los, vo-las.

Vejamos uma questão sobre isso.

19. (POLÍCIA CIVIL DO MARANHÃO / ESCRIVÃO / 2018)


O ano de 2017 foi o mais seguro da história da aviação comercial, de acordo com a organização
holandesa Aviation Safety Network (ASN). Foram dez acidentes — nenhum deles envolvendo
linhas comerciais regulares...
Com relação a aspectos linguísticos do texto, JULGUE O ITEM.
O vocábulo “deles” remete à expressão “dez acidentes”.
Comentários:

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Os pronomes têm a propriedade de retomar e substituir termos anteriores. O pronome pessoal


reto “eles” se refere aos acidentes e foi contraído com a preposição “DE” (dez DE + os
acidentes > dez deles, dez entre os acidentes que houve). Questão correta.

COLOCAÇÃO PRONOMINAL

Colocação pronominal é tópico em que estudamos regras para posicionamento de pronomes


pessoais e também o pronome demonstrativo “o”.

Vamos finalmente aprender isso? Ao que interessa! Relembremos o básico:

As posições onde o pronome aparece recebem alguns nomes:


Pronome antes do verbo: Próclise (Hoje me escondi na mata)
Pronome depois do verbo: Ênclise (Escondi-me na mata)
Pronome no meio dos verbos: Mesóclise (Esconder-me-ia na mata)

Regra geral: Palavra invariável (advérbios, conjunções subordinativas, alguns pronomes) antes do
verbo atrai pronome proclítico. Não vou listar aqui todas as palavras invariáveis da galáxia. Basta
lembrar que invariável significa que aquela palavra não se flexiona, não vai ao feminino, nem ao
plural...

Em suma, são palavras atrativas, exigindo pronome ANTES DO VERBO:

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PALAVRAS
NEGATIVAS ADVÉRBIOS
CONJUNÇÕES
(não, nunca, (sempre,
SUBORDINATIVA
jamais, certamente,
S
ninguém...) provavelmente...
(que, se, embora,
)
quando, como...)

PRONOMES
PRONOMES INTERROGATIV
INDEFINIDOS OS
(nada, tudo, (quem, que,
outras, certas, qual...)
muitos...)

PRONOMES
RELATIVOS
(que, os quais,
cujas...)

Ex: Quando se precisa de ajuda, os amigos verdadeiros aparecem.


Ex: Embora me dedique à matéria, ainda tenho dificuldades.

Proibições gerais
iniciar oração com pronome oblíquo átono ou
1

inserir pronome oblíquo átono após futuros (do presente e do pretérito) e particípio.
2

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O que não for proibido, será aceito, simples assim. Veja abaixo construções inadequadas e
adequadas:

 Me dá um cigarro?  Dá-me um cigarro.


 Darei-te um presente.  Dar-te-ei um presente.
 Daria-te um presente  Dar-te-ia um presente
 Tinha-lhe/lhe emprestado um dinheiro.
 Tinha emprestado-lhe um dinheiro.

20. (MP-CE / CARGOS DE NÍVEL MÉDIO / 2020)


No trecho “É verdade que não se poderia contar com ela para nada”, o uso da próclise justifica-
se pela presença da palavra negativa “não”.
Comentários:
Exatamente. As palavras negativas (não, nunca, jamais, nem…) obrigam a próclise, isto é, o
pronome oblíquo átono deve ficar antes do verbo. Questão correta.
21. (CGE-CE / CONHECIMENTOS BÁSICOS / 2019)
Julgue a proposta de reescrita para o trecho “Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são
encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de
Nabucodonosor, rei do império babilônico”.
Ainda hoje, administradores públicos com ações que muito assemelham-se aquelas de
Nabucodonosor, rei do império babilônico são encontradas em muitos rincões do nosso país.
Comentários:
…muito assemelham-se (erro de colocação pronominal, muito é advérbio e atrai próclise).
Questão incorreta.

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22. (PGE-PE / Analista Judiciário de Procuradoria / 2019)


Em razão disso, todos os países, lugares e pessoas passam a se comportar, isto é, a organizar sua
ação, como se tal “crise” fosse a mesma para todos e como se a receita para a afastar devesse
ser geralmente a mesma.
A correção gramatical do texto seria mantida caso, no trecho “passam a se comportar”, o
vocábulo “se” fosse deslocado para depois da forma verbal “comportar”, da seguinte maneira:
passam a comportar-se.
Comentários:
Sim. Não há palavra atrativa, então não há obrigação para próclise. Também não há verbo no
futuro nem no particípio, de modo que não há proibição para ênclise. Além disso, o verbo está
no infinitivo, de modo que a ênclise seria facultativa. Dessa forma, tanto faz a posição do
pronome antes ou depois do verbo:
“passam a se comportar”
“passam a comportar-se”. Questão correta.
23. (PC-SE / DELEGADO / 2018)
Em “Mas não me deixe sentar”, a colocação do pronome “me” após a forma verbal “deixe” —
deixe-me — prejudicaria a correção gramatical do trecho.
Comentários:
“Não” é palavra negativa e atrai o pronome, então temos caso de próclise obrigatória. Correta.
24. (TCM BA / AUDITOR / 2018)
Seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto 1A1AAA caso se substituísse o
trecho
“Temendo-se” por Se temendo. (Temendo-se a naturalização da moral, moraliza-se a natureza...)
Comentários:
Não se pode iniciar oração com pronome oblíquo átono; em outras palavras, a próclise é
proibida em começo de oração. Questão incorreta.
25. (EMAP / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2018)
Sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido do texto, o trecho “ que ele poderia
ter-me absolvido” poderia ser assim reescrito: que ele poderia ter absolvido-me.
Comentários:
Não se pode usar pronome após verbo no particípio; este é um caso de ênclise proibida.
Questão incorreta.
26. (PF / PERITO CRIMINAL / 2018)

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A maioria dos laboratórios acredita que o acúmulo de trabalho é o maior problema que
enfrentam, e boa parte dos pedidos de aumento no orçamento baseia-se na dificuldade de dar
conta de tanto serviço.
No trecho “baseia-se na dificuldade”, a partícula “se” poderia ser anteposta à forma verbal
“baseia” sem prejuízo da correção gramatical do texto.
Comentários:
Nessa frase, não há nenhuma palavra atrativa (Conjunção subordinativa, Negativa, Advérbio,
Pronome Relativo/Indefinido/Interrogativo); tampouco há qualquer proibição para a ênclise (não
há verbo no futuro ou no particípio). Então, não há qualquer fator de obrigatoriedade ou
proibição, a posição do pronome é livre antes ou depois do verbo, tanto faz: “baseia-se ou se
baseia”. Questão correta.
27. (PGE-PE / Conhecimentos Básicos 1, 2, 3 e 4 / 2019)
De acordo com Honneth, as demandas por direitos — como aqueles que se referem à igualdade
de gênero ou relacionados à orientação sexual —, advindas de um reconhecimento
anteriormente denegado, criam conflitos práticos indispensáveis para a mobilidade social.
Na linha 2, a correção gramatical do texto seria comprometida se o termo “se” fosse
posicionado após a forma verbal “referem”, da seguinte forma: referem-se.
Comentários:
Seria comprometida sim, pois o “que” é pronome relativo, uma palavra atrativa, então devemos
usar próclise, não ênclise.
como aqueles que se referem à igualdade de gênero. Questão correta.
28. (IHBDF / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2018)
Em 1988, o SUS passou a fazer parte da Constituição Federal. Nós nos tornamos o único país
com mais de 100 milhões de habitantes que ousou oferecer saúde para todos.
A correção gramatical do texto seria preservada caso se substituísse “nos tornamos” por
tornamo-nos.
Comentários:
Não temos início de oração nem temos verbo no futuro ou no particípio. Logo, não há restrição
para próclise nem para ênclise, tanto faz: “Nós nos tornamos” ou “Nós tornamo-nos”. Observe
que o “s” deve ser cortado quando o verbo termina em “mos” e vai ser seguido de “nos”.
Questão correta.
29. (SEDUC-AL / CONHECIMENTOS BÁSICOS / 2018)
Inicialmente me parece interessante reafirmar que sempre vi a alfabetização de adultos como um
ato político e um ato de conhecimento, por isso mesmo, como um ato criador.
A correção gramatical do texto seria prejudicada caso o pronome “me”, em “me parece” (l.1),
fosse deslocado para logo após “parece”, da seguinte forma: parece-me.

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Comentários:
O advérbio “inicialmente” atrai próclise, então a ênclise seria equivocada. Correta.

Regras especiais
Por segurança, vamos ver aqui algumas “regrinhas” que fogem da lógica geral aplicável à
maioria das questões.
Embora a preferência da língua portuguesa seja a próclise, para verbo no infinitivo e verbos
separados por conjunções coordenativas, é livre a posição do pronome, antes ou depois.

Ex: Prefiro não te convidar/ convidar-te.


Ex: Cheguei ao local e me sentei e preparei-me para a prova.

Contudo, alguns conectivos aditivos e alternativos têm próclice recomendada:

Ex: Ora me expulsa, ora não me deixa ir embora.


Ex: Ricardo não só me incentiva, como também me inspira.
Ex: João não respeitou o horário nem se desculpou.

Em frases optativas (que expressam desejo, apelo, sentimento), a próclise é obrigatória:


Ex: Deus lhe pague.
Ex: Bons ventos o levem.
Entre a preposição em e o verbo no gerúndio, usa-se próclise:
Ex: Em se plantando tudo dá.
Ex: Em se tratando de vinhos, ele é uma autoridade.

Trata-se de uma expressão já cristalizada na língua.

Por motivo de eufonia (boa pronúncia), usa-se próclise com formas verbais monossilábicas ou
proparoxítonas:
Ex: Eu a vi ontem.
Ex: Nós lhes obedecíamos por medo.

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Tais colocações soam melhor que “*eu vi-a ontem” e “*obedecíamos-lhes...”


Obs: Nas orações subordinadas, se houver um sujeito entre a palavra atrativa e o pronome,
entende-se que pode haver “atração remota”, isto é, a força atrativa se mantém e deve haver
próclise:

Ex: Enquanto protestos violentos se espalham pelas ruas, eu sigo acreditando.

Mesmo havendo um termo (protestos violentos) entre a conjunção temporal enquanto — palavra
atrativa — e o verbo, a atração se mantém e ocorre a próclise. A verdade é que, em orações
subordinadas, usa-se próclise.

Por outro lado, se houver pausa, uma intercalação, esse distanciamento torna possível também a
ênclise:
Ex: ...Jamais, segundo pensam os economistas, se fizeram tantas despesas desnecessárias.
(também caberia ênclise: fizeram-se.)
Ex: ...Ele que, ao ver o cachorro brincando, se emocionou muito... (também caberia
ênclise: emocionou-se.)

30. (CFO / TÉCNICO / 2020) Quem usa aparelho ortodôntico deve se preocupar mais com a
limpeza dos dentes e da gengiva e o uso do flúor, pois o aparelho retém muito restos de
alimentos.
Com relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e
trechos destacados do texto, julgue o item.
“deve se preocupar” por deve preocupar‐se
Comentário:
Após verbo no infinitivo, a ênclise é permitida também, mesmo se houver palavra atrativa.
Questão correta.
31. (SEPLAG-RECIFE–Analista de Gestão Adm. – 2019) O emprego das formas pronominais e
verbais se dá de modo plenamente adequado na frase:
Eles haviam resguardado-se de planejar, e os imprevistos da operação acabaram tragando-lhes.
Comentários:

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Resguardado é verbo no particípio e não pode haver pronome oblíquo átono após particípio.
Questão incorreta.
32. (SEPLAG-RECIFE–Analista de Gestão Adm. – 2019) Está clara e correta a redação deste livre
comentário sobre o texto
Se lhe proviessem como um pintor lírico, caso Deus assim lhe favorecesse, o poeta Mário
Quintana disporia-se a transfigurar o real.
Comentários:
“Disporia” é verbo no futuro do pretérito e não cabe ênclise, o pronome não pode estar após o
verbo nesse caso. Questão incorreta.

Colocação pronominal na locução verbal


A locução verbal é formada de VERBO AUXILIAR + VERBO PRINCIPAL EM FORMA NOMINAL
(infinitivo, particípio, gerúndio). Só para relembrar:

Ex: Posso lhe dizer tudo. (locução com verbo no infinitivo – dizer)
Ex: Haviam-me enganado. (locução com verbo no particípio – enganado)
Ex: Ele estava testando-me sempre. (locução com verbo no gerúndio – testando)

Todas as regras e probições continuam válidas. Sem desrespeitar nenhuma das proibições
anteriores, o pronome pode vir antes, depois ou no meio1 da locução. Porém, se houver palavra
atrativa, o pronome não pode estar no meio com hífen, pois isso indicaria que estaria em ênclise
com o verbo auxiliar, quando, na verdade, ele só pode estar no meio por estar em próclise ao
verbo principal.

Não entendeu? Grave que nas locuções, se o pronome vier no meio, não pode ter hífen.

Vamos elucidar essa regra com alguns exemplos:

 Ex: Eu lhe estou emprestando dinheiro.


 Ex: Eu estou lhe emprestando dinheiro. Não há palavra atrativa

 Ex: Eu estou-lhe emprestando dinheiro.


 Ex: Eu estou emprestando-lhe dinheiro.

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 Ex: Eu não lhe estou emprestando dinheiro. (o pronome está proclítico a “estou, verbo
auxiliar”)

 Ex: Eu não estou emprestando-lhe dinheiro. (o pronome está enclítico a “emprestando”,


verbo principal)

 Ex: Eu não estou-lhe emprestando dinheiro. (Errado porque o pronome, com hífen, estaria
em ênclise com palavra atrativa obrigando próclise)

1-
A gramática tradicional mais rígida recomenda evitar o pronome no meio da locução.
Contudo,“ a próclise ao verbo principal tem abono recente nas gramáticas brasileiras”.
O renomado gramático Celso Cunha oferece exemplos de pronome no meio da locução, com
hífen, quando NÃO HÁ PALAVRA ATRATIVA.
Ex: “Vão-me buscar, sem mastros e sem velas...”
Ex: “Ia-me esquecendo dela”
Ex: “A cidade ia-se perdendo à medida que o veleiro rumava para São Pedro.
Ex: “Tenho-o trazido sempre...”

Cegalla traz os seguintes exemplos:


Ex: “Os presos tinham-se revoltado”.
Ex: “Não devo calar-me, ou não me devo calar, ou não devo me calar.” (no meio, sem
hífen!)
Ex: “Vou-me arrastando, ou vou me arrastando, ou vou arrastando-me.” (no meio, sem
hífen!)

Portanto, é possível que algumas questões não considerem correta a colocação do pronome
antes do verbo principal. Procure a melhor resposta!

Por fim, saliento que há muitas regrinhas e divergências nesse tema, mas o que realmente é
fundamental para a prova é MEMORIZAR AS PROIBIÇÕES E PALAVRAS ATRATIVAS.

QUESTÕES COMENTADAS
33. (IBGE / COORDENADOR CENSITÁRIO / 2020)
“Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um

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rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu”.


Esse segmento dá início ao romance Dom Casmurro, um dos mais famosos da literatura
brasileira.
A opção em que a afirmativa está correta é:
a) em lugar de “destas” deveria estar “dessas”;
b) “vindo” deveria ser substituído por “quando vinha”;
c) em lugar de “para o” deveria estar “ao”;
d) o termo “no trem da Central” poderia estar entre vírgulas;
e) o pronome “eu” deveria ser omitido no texto.
Comentários:
a) Incorreto. No texto em questão, o pronome "destas" indica tempo. Enquanto "destas" indica
tempo mais próximo ao momento presente, "dessas" se refere a um tempo mais próximo do
passado. Logo, essa troca poderia ocorrer (ainda que alterasse o sentido original do texto), mas
não DEVERIA como menciona a alternativa.
b) Incorreto. Assim como na alternativa anterior, o erro está em afirmar que “vindo” deveria ser
substituído por “quando vinha”. Essa substituição poderia acontecer, mas não é obrigatória.
c) Incorreto. Mais uma vez: essa substituição poderia acontecer, mas não é obrigatória.
d) Correto. O termo “no trem da Central” poderia estar entre vírgulas por se tratar de um
adjunto adverbial de lugar deslocado.
e) Incorreto. O pronome “eu” poderia ser omitido no texto, não deveria. Gabarito letra D.
34. (TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)
Observe as frases a seguir.
Comprei calças de lã na Europa.
O preço das calças foi baixo.
A forma adequada de juntar essas duas frases numa só, de modo a evitar a repetição da
palavra calças, é

a) Comprei calças de lã na Europa, que o preço foi baixo;


b) Comprei calças de lã na Europa, onde o preço foi baixo;
c) Comprei calças de lã na Europa, cujo preço foi baixo;
d) Comprei calças de lã na Europa em que o preço foi baixo;
e) Comprei calças de lã na Europa em onde o preço foi baixo.
Comentários:
Observem que há uma relação de posse entre "calças" e "preço", logo o pronome adequado

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para unir esses dois termos é "cujo". Gabarito letra C.


35. (TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)
Também pode evitar-se a repetição de palavras idênticas, substituindo a segunda ocorrência do
vocábulo por um pronome demonstrativo; a frase abaixo em que isso foi feito de forma
adequada é:
a) Amazonas e Sergipe são estados brasileiros; este tem enorme território e aquele, pequeno;
b) Meu carro é mais elegante que esse que você está comprando;
c) Teu jornal abordou o tema de forma interessante, mas aquele, em minhas mãos, é mais justo;
d) Brasil e Rússia jogaram várias vezes, mas aqueles jogos nunca foram violentos;
e) O terremoto de Lisboa foi violentíssimo, mas aquele de agora matou mais gente.
Comentários:
a) Incorreto. O pronome "este" se refere ao termo mais próximo, logo não poderia se referir a
Sergipe que possui território pequeno. Assim como "aquele" se refere ao termo mais distante,
portanto deveria retomar "Amazonas".
b) Correto. O pronome "esse" é usado para se referir a algo que está próximo de quem ouve.
c) Incorreto. O pronome "aquele" é usado para se referir a algo distante de quem fala e ouve.
d) Incorreto. O pronome correto seria "esses", uma vez que possui a função anafórica de
retomar o que já foi mencionado anteriormente (os jogos).
e) Incorreto. O pronome "aquele" é usado para indicar tempo distante no passado, logo está
emprego de forma incorreta junto ao advérbio "agora". Gabarito letra B.
36. (TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)
Uma outra estratégia para evitar-se a repetição de palavras consiste na substituição da segunda
ocorrência da palavra por um pronome pessoal.

A frase em que isso foi feito de forma adequada é:


a) Os meninos procederam mal, por isso lhes condenaram;
b) Comprei o livro ontem, mas vou revendê-lo;
c) Os chefes deram as ordens, por isso os obedeci;
d) João estava na festa, mas não no viram sair;
e) As meninas estavam no shopping, mas não encontrei-las.
Comentários:
a) Incorreto. Quem condena, condena alguém. Trata-se de um verbo transitivo direto, por isso o
pronome correto seria "os" e não "lhes".

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b) Correto. O pronome "lo" substitui corretamente "o livro".


c) Incorreto. O pronome "os" está substituindo "Os chefes". Além disso, obedecer é transitivo
indireto (obedecer a alguém), por isso o pronome adequado seria "lhes".
d) Incorreto. João estava na festa, mas não O viram sair;
e) Incorreto. As meninas estavam no shopping, mas não AS encontrei. A palavra "não" atrai
próclise.
Gabarito letra B.
37. (PREFEITURA DE ANGRA DOS REIS -RJ / 2019)
“Quanto menos tempo tenho para praticar as coisas, menos curiosidade sinto de aprendê-las.”
Nessa frase, o pronome -las.
a) retoma o termo “coisas”.
b) enfatiza com redundância um termo anterior.
c) destaca o termo mais importante da frase.
d) antecipa um termo a ser citado.
e) refere-se ao vocábulo “curiosidade” para dar coesão.
Comentários:
O pronome "las" substitui o termo "coisas". "Menos curiosidade sinto de aprender as coisas".
Gabarito letra A.
38. (AL-RO/ ANALISTA LEGISLATIVO / 2018)
Indique a frase em que o pronome pessoal mostra valor possessivo.
a) “Se a dor de cabeça nos chegasse antes da embriaguez, guardar-nos-íamos de beber
demais.”
b) “O silêncio eterno desses espaços infinitos nos assusta.”
c) “Ter nascido nos estraga a saúde.”
d) “Tem ideia de quanto mal nos fazemos por essa maldita necessidade de falar?”
e) “São a paixão e a fantasia que nos deixam eloquentes.”
Comentários:
Observem que na letra C poderíamos substituir "nos" pelo pronome possessivo "nossa": "Ter
nascido estraga nossa saúde". Portanto, esse é nosso gabarito.
39. (DPE-RJ / TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO / 2019)
Texto 2
“Nós conhecemos você tanto quanto você nos conhece.
E não há nada melhor que isso: confiança.

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O que nos move é você. Seu jeito de ser, o que valoriza.


Faz sentido pra você, faz sentido pra gente.
A gente veste a sua camisa”.
Esse texto está fixado na parede de uma loja de roupas masculinas e funciona como um texto
publicitário da loja.
Sobre a estruturação geral do texto 2, a afirmação INADEQUADA é:
(A) os pronomes “Nós” e “você” (linha 1) se referem, respectivamente, à loja e ao cliente
potencial;
(B) na linha 2, o pronome “isso” deveria ser substituído por “isto”;
(C) o vocábulo “confiança” mostra a referência do pronome “isso”;
(D) a frase final do texto mostra ambiguidade intencional;
(E) a expressão “a gente” equivale perfeitamente ao pronome “nós”.
Comentários:
Vejamos:
A) Correto. “Nós”=loja; “você”=cliente hipotético.
B) Correto. Pela regra rígida da norma culta, “isto” deve ser utilizado para o que será dito
depois, e “isso” para o que já foi dito anteriormente no texto.
C) Correto. Logo após do “isso” vem sua referência. Ah, Felipe, mas o “isso” não é catafórico
(faz referência ao que já apareceu antes)?
Cuidado, ser anafórico ou não é algo do texto: se a referência é algo que já apareceu, a palavra
é um recurso coesivo anafórico, se a palavra remete a algo ainda a ser dito, é catafórico,
independentemente de ser “isso” ou “isto. Não é o pronome que faz ser anafórico ou não, o
pronome não muda a posição da referência; o que gramática orienta é usar “isso” para o que já
foi dito e “isto” para o que virá depois, então, primeiro você observa a referência no texto,
depois usa o pronome adequadamente, não é o pronome que define. Tanto é assim que, nesse
caso, o “isso” foi usado cataforicamente. De forma contrária à orientação da norma culta? Sim,
mas não foi isso que a questão perguntou nessa alternativa. Esse raciocínio se confirma na letra
B.
D) “Vestir a camisa” pode ser entendido de duas formas: a primeira leitura é literal (denotativa) e
remete à peça de roupa propriamente dita; a segunda é figurada (conotativa) e constitui uma
figura de linguagem no sentido de “abraçar suas ideias”, “seguir seus projetos”... Gabarito letra
E.
40. (UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
Considere a frase: “Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios”.
A reescritura que obedece à norma-padrão quanto à colocação pronominal é a seguinte:

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A) Atrás dos edifícios, com preguiça, o sol tinha escondido-se.


B) O sol se a esconder começou com preguiça atrás dos edifícios.
C) Começaria o sol se a esconder atrás dos edifícios com preguiça.
D) Se começava o sol, com preguiça, a esconder atrás dos edifícios.
E) Com preguiça, começava o sol a se esconder atrás dos edifícios.
Comentários
A) É proibido o uso do pronome após verbos no particípio "escondido". A forma adequada é "o
sol tinha SE escondido" (próclise). Incorreta.
B) Basicamente, existem três possibilidades no que se refere à colocação pronominal, sendo
elas: próclise (pronome ANTES do verbo), mesóclise (pronome no MEIO do verbo) e ênclise
(pronome DEPOIS do verbo). Entretanto, aqui temos o pronome antes da preposição "a" e não
se relacionando diretamente com o verbo "esconder". Incorreta.
C) Exatamente o mesmo caso do item B, ou seja, não devemos colocar o pronome antes da
preposição "a". Incorreta.
D) É proibido iniciar a oração com pronome oblíquo átono . Incorreta.
E) Com verbos no infinitivo "esconder", é livre a posição do pronome, antes ou depois do verbo
(a SE esconder ou a esconder-SE ). Alternativa correta. Gabarito letra E.
41. (UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
A substituição da expressão destacada pelo que se encontra entre colchetes está de acordo com
a norma-padrão em:
A) Jorge Amado tomava a bebida sem açúcar. [tomava-lhe]
B) Diolino gostava de mostrar a receita. [mostrá-la]
C) Pelé bebia no carro porque era discreto. [bebia-lhe]
D) Wando e Rô também frequentavam o bar. [frequentavam-nos]
E) O MiniBar produzia 6.000 litros por mês. [produzia-se].
Comentários
O pronome "lhe" deve ser usado para substituir um objeto indireto, porém não é o caso aqui das
letras A e C, uma vez que "tomar" e "beber" são verbos transitivos diretos. Podemos eliminar
essas alternativas.
A construção correta é "frequentavam-NO " e não "NOS", uma vez que esse pronome substitui
um termo no singular "bar". Eliminamos a letra D. Na letra E, não podemos usar o "se", uma vez
que não temos um caso de voz passiva sintética, ou seja, também podemos eliminar esse caso.
Ficamos com a letra B, pois quando os verbos são terminados em " R, S, Z + o, os, a, as ",
teremos " lo, los, la, las". Gabarito letra B.

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42. (UNIRIO/Assistente em Administração/2019)


A frase em que a colocação do pronome oblíquo obedece aos ditames da norma-padrão é:
A) Abri o estojo, cheirando-o por um longo tempo.
B) Seria-lhe útil ter um notebook de última geração.
C) Me fascinou reviver o tempo de minha primeira infância.
D) O que lembrou-lhe o estojo escolar foi o novo notebook.
E) Conforme abria-o, sentia seu cheiro agradável cada vez mais forte.
Comentários
A) Temos um caso no qual a colocação pronominal está perfeita, pois é proibido posicionar o
pronome oblíquo átono logo após a vírgula, ou seja, a ÊNCLISE foi usada corretamente
"cheirando-O ". Alternativa correta.
B) É proibido o uso do pronome após verbos no futuro "seria" e também não podemos usar a
forma "LHE seria". A forma mais adequada é "seria útil A ELE(A) ter...". Incorreta.
C) É proibido iniciar oração com pronome oblíquo átono. A forma adequada é "fascinou-ME ".
Incorreta.
D) O "que" é um pronome relativo cuja função é retomar o pronome demonstrativo "o" ( O que
= AQUILO que), ou seja, o pronome relativo é uma clássica palavra atrativa e a forma adequada
é "o que LHE lembrou". Incorreta.
E) A conjunção "conforme" também é uma palavra atrativa, uma vez que as conjunções
subordinativas são palavras atrativas. A forma adequada é "conforme O abria". Incorreta.
Gabarito letra A.
43. (LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
O uso do pronome relativo destacado está de acordo com a norma-padrão em:
A) Eram artistas de cujos trabalho todos gostavam.
B) A arquitetura, onde é uma arte, faz grandes mestres.
C) Visitamos obras que os livros faziam menção a elas.
D) Os artistas que todos elogiavam eram sempre os mesmos.
E) Os mestres dentre as quais faziam um bom trabalho eram elogiados.
Comentários
A) O referente do pronome "cujo" é sempre o termo seguinte "trabalho", ou seja, a
concordância deve ser feita com ele "DE CUJO [trabalho]" (singular). Incorreta.
B) O pronome relativo “onde” deve ser usado quando o antecedente indicar lugar físico (ainda
que virtual/figurativo), ou seja, não é o caso do trecho, pois o " conceito de arquitetura" não

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representa um "lugar virtual". Incorreta.


C) Aqui, seria necessário o uso do pronome "cujos", projetando uma ideia de posse, e também a
retirada do artigo definido "os", uma vez que o "cujo" não pode ser seguido nem precedido de
artigo. Incorreta.
D) O pronome relativo "que" traz consigo um caráter genérico e pode ser usado para retomar
tanto um termo no singular quanto no plural. Alternativa correta.
E) Por fim, o pronome relativo deve concordar com o seu antecedente no masculino, ou seja, a
forma adequada é " OS quais" e não "AS quais". Incorreta. Gabarito letra D.
44. (LIQUIGÁS / 2018)
O pronome em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
a) Os jovens não dedicam-se suficientemente à leitura.
b) Quando alguém apresentar-se como salvador, é bom pesquisar sobre sua história.
c) Oferecemos-lhes as melhores condições de pesquisa em nossa biblioteca.
d) É preciso estarmos atentos às notícias, pois elas têm deturpado-se.
e) Encontraremo-nos em condições de discutir a realidade, caso sejamos bons leitores.
Comentários:
a) Incorreto. A palavra negativa "não" atrai a próclise (não se dedicam).
b) Incorreto. A conjunção subordinada "quando" atrai próclise (quando alguém se apresentar).
c) Correto. A ênclise deve ser usada quando o verbo iniciar a oração.
d) Incorreto. Não se deve usar ênclise após verbo no particípio.
e) Incorreto. Devemos usar a mesóclise quando o verbo que aparecer no início da oração estiver
no futuro do presente ou do pretérito.
Gabarito letra C.
45. (BANCO DO BRASIL / 2018)
O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão
da língua portuguesa, em:
a) Quando as carreiras tradicionais saturam-se, os futuros profissionais têm de recorrer a outras
alternativas.
b) Caso os responsáveis pela limpeza urbana descuidem-se de sua tarefa, muitas doenças
transmissíveis podem proliferar.
c) As empresas têm mantido-se atentas às leis de proteção ambiental vigentes no país poderão
ser penalizadas.
d) Os dirigentes devem esforçar-se para que os funcionários tenham consciência de ações de
proteção ao meio ambiente.

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e) Os trabalhadores das áreas rurais nunca enganaram-se a respeito da importância da


agricultura para a subsistência da humanidade.
Comentários:
a) Incorreto. A conjunção subordinada "quando" atrai próclise.
b) Incorreto. A conjunção subordinada "caso" atrai próclise.
c) Incorreto. Não se deve usar ênclise após verbo no particípio.
d) Correto. A ênclise é permitida após verbo no infinitivo.
e) Incorreto. A palavra "nunca" atrai próclise.
Gabarito letra D.
46. (BANCO DA AMAZÔNIA/ 2018)
A norma-padrão em sua variedade formal prevê uma organização da frase em que a observância
da colocação pronominal é fundamental.
A frase em que o pronome oblíquo átono está empregado corretamente, segundo as regras da
colocação pronominal, é:
a) Ninguém ensinou-me a manter a cabeça à tona d’água.
b) O subconsciente boicota-nos a todo momento de nossa vida.
c) O ser humano que molda-se à diferentes realidades vive melhor.
d) Boicotaremo-nos todas as vezes que houver a chance de felicidade
e) Se considerar mau menino é justificar o não merecimento da felicidade.
Comentários:
a) Incorreto. A palavra "ninguém" atrai próclise.
b) Correto. Não há palavra atrativa de próclise, logo o uso da ênclise está correto.
c) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
d) Incorreto. Devemos usar a mesóclise quando o verbo que aparecer no início da oração estiver
no futuro do presente ou do pretérito.
e) Incorreto. É proibido usar pronome oblíquo no início de oração.
Gabarito letra B.
47. (TRANSPETRO/ 2018)
O pronome oblíquo átono está empregado de acordo com o que prevê a variedade formal da
norma-padrão da língua em:
a) Poucos dar-lhe-iam a atenção merecida.
b) Lobo Neves nunca se afastara da vida pública.

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c) Diria-lhe para evitar a carreira política se perguntasse.


d) Ele tinha um problema que mantinha-o preocupado todo o tempo.
e) Se atormentou com aquela crise de melancolia que parecia não ter fim.
Comentários:
a) Incorreto. A palavra "poucos" atrai próclise.
b) Correto. A palavra "nunca" atrai próclise.
c) Incorreto. Devemos usar a mesóclise quando o verbo que aparecer no início da oração estiver
no futuro do presente ou do pretérito.
d) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
e) Incorreto. É proibido usar pronome oblíquo no início de oração.
Gabarito letra B.
48. (PETROBRAS/ 2018)
De acordo com as normas da linguagem padrão, a colocação pronominal está INCORRETA em:
a) Virgínia encontrava-se acamada há semanas.
b) A ferida não se curava com os remédios.
c) A benzedeira usava uma peruca que não favorecia-a.
d) Imediatamente lhe deram uma caneta-tinteiro vermelha.
e) Enquanto se rezavam Ave-Marias, a ferida era circundada.
Comentários:
a) Correto. Não há palavra atrativa de próclise, logo o uso da ênclise está correto.
b) Correto. A palavra "não" atrai próclise.
c) Incorreto. A palavra "não" atrai próclise (não a favorecia).
d) Correto. A palavra "imediatamente" atrai próclise.
e) Correto. A palavra "enquanto" atrai próclise.
Gabarito letra C.
49. (PETROBRAS/ 2018)
O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da
língua portuguesa, em:
a) Embora lembrem-se da importância de uma nova utilização, como é o caso das garrafas
plásticas, há pessoas que desconhecem o valor da reciclagem.
b) O desafio da limpeza urbana não limita-se apenas a manter limpas as ruas, mas, também, a
coletar e dar destino adequado ao lixo urbano.

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c) Quando o lixo aloja-se no meio ambiente, causa danos irreparáveis a todos os seres vivos,
assim como a toda a natureza.
d)Sempre fazem-se necessárias políticas eficazes para ressaltar a importância do saneamento,
mantendo-se as cidades mais limpas.
e) Todos os moradores do bairro mobilizaram-se ao perceber que os esforços dispensados para
manter o funcionamento dos edifícios deram bons resultados.
Comentários:
a) Incorreto. A palavra "embora" atrai próclise
b) Incorreto. A palavra "não" atrai próclise.
c) Incorreto. A palavra "quando" atrai próclise.
d) Incorreto. A palavra "sempre" atrai próclise.
e) Correto. Não há palavra atrativa de próclise, logo o uso da ênclise está correto.
Gabarito letra E.
50. (PETROBRAS/ 2018)
Segundo as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, o pronome destacado foi
utilizado na posição correta em:
a) Os jornais noticiaram que alguns países mobilizam-se para combater a disseminação de
notícias falsas nas redes sociais.
b) Para criar leis eficientes no combate aos boatos, sempre deve-se ter em mente que o
problema de divulgação de notícias falsas é grave e muito atual.
c) Entre os numerosos usuários da internet, constata-se um sentimento generalizado de
reprovação à prática de divulgação de inverdades.
d) Uma nova lei contra as fake news promulgada na Alemanha não aplica-se aos sites e redes
sociais com menos de 2 milhões de membros.
e) Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo mais eficaz para que adote-se a conduta correta
em relação à reputação das celebridades.
Comentários:
a) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
b) Incorreto. A palavra "sempre" atrai próclise.
c) Correto. Usa-se ênclise após a vírgula.
d) Incorreto. A palavra "não" atrai próclise.
e) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
Gabarito letra C.

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51. (LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)


No trecho “perde-se o dinheiro e o amigo”, a colocação do pronome átono em destaque está
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
O mesmo ocorre em:
A) Não se perde nem o dinheiro nem o amigo.
B) Perderia-se o dinheiro e o amigo.
C) O dinheiro e o amigo tinham perdido-se.
D) Se perdeu o dinheiro, mas não o amigo.
E) Se o amigo que perdeu-se voltasse, ficaria feliz.
Comentários:
A) O "não" é uma palavra negativa e funciona como palavra atrativa, ou seja, a posição do
pronome "se" está perfeita (caso de próclise obrigatória). Alternativa correta.
B) É proibido o uso do pronome após verbos no futuro "perderia" e também não podemos usar a
forma "SE perderia" (iniciar a oração com pronome oblíquo átono). A forma mais adequada é
"perder-SE-ia o dinheiro...". Incorreta.
C) É proibido o uso do pronome após verbos no particípio "perdido". A forma adequada é
"tinham SE perdido" (próclise). Incorreta.
D) Temos um caso de voz passiva sintética e o pronome apassivador não pode iniciar a oração.
Logo, a forma adequada é "perdeu-SE o dinheiro = o dinheiro foi perdido". Incorreta.
E) O "que" é um pronome relativo e funciona como palavra atrativa. Logo, a próclise é
obrigatória "se o amigo que SE perdeu voltasse...". Incorreta. Gabarito letra A.
52. (Petrobras/Técnico de Administração e Controle Júnior /2018)
No trecho “um dos principais desafios da humanidade atualmente é construir centros urbanos
onde haja convivência sem discriminação”, o pronome relativo onde foi utilizado de acordo com
as exigências da norma-padrão da língua portuguesa.
Isso ocorre também em:
A) É necessário garantir respeito à diversidade em todos os espaços onde haja necessidade de
convívio social.
B) Todas as questões onde a diversidade de modelos de cidades foi analisada mostraram a
necessidade de atingir a sustentabilidade.
C) O século XXI, de acordo com as propostas da ONU, utilizará modelos inovadores onde o
planejamento dos espaços respeitará a diversidade.
D) Os cientistas debatem ideias onde se evidencia que a cidade do futuro será inadequada à
vida humana.

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E) Os países assinaram vários tratados para aprovarem propostas onde estejam detalhadas as
características das cidades do futuro.
Comentários
Questão bastante direta da banca, pois ela pede para analisarmos apenas o uso clássico do
pronome " onde ", ou seja, o pronome relativo “ onde ” deve ser usado quando o antecedente
indicar lugar físico (ainda que virtual/figurativo). Logo, analisando as opções disponíveis, ficamos
com a letra A, uma vez que nos outros casos não existe uma ideia de lugar físico. Temos apenas
os conceitos de "questões, modelos inovadores, ideias e propostas".
53. (LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
O pronome relativo tem a função de substituir um termo da oração anterior e estabelecer
relação entre duas orações. Considerando-se o emprego dos diferentes pronomes relativos, a
frase que está em DESACORDO com os ditames da norma-padrão é:
A) É um autor sobre cujo passado pouco se sabe.
B) A ficção é a ferramenta onde os escritores trabalham.
C) Já entrei em muitas livrarias, em todas por quantas passei.
D) O autor de quem sempre falei vai autografar seus livros na Bienal.
E) Os poemas por que os leitores mais se interessam estarão na coletânea.
Comentários
Cuidado, pois a questão pede o item incorreto.
A) O pronome "cujo" está empregado corretamente, pois está entre dois substantivos "autor e
passado" e também pode ser precedido de preposição "sobre" (exigida pelo verbo "saber
SOBRE algo"). Correta.
B) O pronome relativo “ ONDE ” deve ser usado quando o antecedente indicar lugar físico (ainda
que virtual/figurativo). Entretanto, isso não ocorre com o termo " ficção", ou seja, o uso correto
seria "QUE os escritores ou NA QUAL os escritores". Incorreta.
C) O pronome "quantas" retoma o substantivo feminino plural "livrarias" e está precedido da
preposição "por" exigida pelo verbo "passei POR algo/algum lugar". Correta.
D) O pronome "quem" retoma o substantivo masculino singular "autor" e está precedido da
preposição "de" exigida pelo verbo "falar DE algo/alguém". Correta.
E) O pronome "que" retoma o substantivo masculino plural "poemas" e está precedido da
preposição "por" exigida pelo verbo "interessar POR algo ". Correta. Gabarito letra B.
54. (PETROBRAS / MÉDICO / 2017)
Atendendo à norma-padrão na variedade formal da língua, o pronome oblíquo átono está
corretamente colocado em:
a) Farei-lhe uma proposta de viagem irrecusável.

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b) Quero que acompanhem-me nessa viagem de férias.


c) Não nos traga a refeição durante período de turbulência, por favor.
d) Em tratando-se de qualidade, aquela companhia aérea é imbatível!
e) Se aproximem do portão de embarque, senhores passageiros do voo 2189.
Comentários:
a) Farei-lhe uma proposta de viagem irrecusável.
Incorreto. Não se admite pronome oblíquo átono após verbo no futuro.
b) Quero que acompanhem-me nessa viagem de férias.
Incorreto. O pronome deveria estar antes do verbo, por haver palavra atrativa “que”.
c) Não nos traga a refeição durante período de turbulência, por favor.
Correto. Palavra negativa atrai próclise.
d) Em tratando-se de qualidade, aquela companhia aérea é imbatível!
Incorreto. Nas expressões com “em+gerúndio”, devemos usar próclise.
e) Se aproximem do portão de embarque, senhores passageiros do voo 2189.
Incorreto. Não devemos iniciar período com pronome oblíquo átono. Gabarito letra C.
55. (PETROBRAS / TÉCNICO / 2017)
O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da
língua portuguesa, em:
a) A poluição do ar será irreversível, caso as medidas preventivas esgotem-se.
b) Os cientistas nunca equivocaram-se a respeito dos perigos do uso de combustível fóssil.
c) Quando as substâncias tóxicas alojam-se no meio ambiente, causam danos aos seres vivos.
d) Se as fontes de energia alternativa se esgotarem, poderemos sofrer sérias consequências.
e) Uma das exigências do mundo atual é que o ser humano sempre mantenha-se em dia com as
atividades físicas.
Comentários:
a) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra atrativa “caso”, conjunção
subordinativa condicional.
b) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra negativa “não”.
c) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da conjunção subordinativa temporal
“quando”.
d) Correta. Devemos usar próclise, pela presença da conjunção subordinativa condicional “se”.
e) Incorreta. Devemos usar próclise, pela presença do advérbio de tempo "sempre".

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Gabarito letra D.
56. (UNIRIO / ASS. EM ADM. / 2016)
O pronome átono destacado está colocado de acordo com a norma-padrão em:
a) Meu caro, me não engano dizendo que antigamente o tempo do carnaval era obrigatório.
b) As pessoas não davam-se conta de que o tempo do carnaval era obrigatório.
c) Quando o tempo do carnaval era obrigatório, meu pai me levava a bailes à fantasia.
d) O tempo do carnaval era obrigatório, mas não havia deixado-me muitas lembranças.
e) Os foliões divertiriam-se mais se soubessem que o tempo do carnaval era obrigatório.
Comentários:
a) Incorreto. Não devemos iniciar oração com pronome oblíquo átono.
b) Incorreto. A palavra negativa atrai próclise.
c) Correto. A próclise está correta, embora não seja obrigatória.
d) Incorreto. Não podemos ter ênclise com verbo no particípio.
e) Incorreto. Não podemos ter ênclise com verbo no futuro do pretérito. Gabarito letra C.
57. (UNIRIO / PEDAGOGO / 2016)
O pronome em destaque está adequadamente colocado, quanto à norma-padrão, em:
a) O rapaz se mostrou feliz com o troco generoso.
b) Sentirá-se feliz aquele que tiver um trabalho digno.
c) O engraxate não queixou-se do calor.
d) Nunca observou-se tanta compaixão naquele homem.
e) Se sentiu envergonhado com a cena o escritor.
Comentários:
a) Correta. A próclise é sempre a preferência, mesmo não havendo palavra atrativa.
b) Incorreta. Não podemos ter ênclise com verbo no futuro.
c) Incorreta. Temos caso de próclise obrigatória, pela presença da palavra negativa “não”.
d) Incorreta. Temos caso de próclise obrigatória, pela presença da palavra negativa “nunca”.
e) Incorreta. Não podemos começar oração com pronome oblíquo átono. Gabarito letra A.

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RESUMO
Pronomes Pessoais
Retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles)>substituem sujeito: João é magro>Ele é magro.
Oblíquos (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos) substituem complementos:
o, a, os, as substituem somente objetos diretos. Já o pronome –lhe (s) tem função somente de
objeto indireto.
me, te, se, nos, vos podem ser objetos diretos ou indiretos, a depender da regência do verbo.
Ex: Já lhe disse tudo. (disse a ele)
Ex: Informei-o de tudo. (informei a pessoa de tudo)
Ex: Você me agradou, mas não me convenceu. (agradou a mim)

Regras para a união de pronomes oblíquos


Como substituem substantivos, os pronomes oblíquos poderão ser usados como complementos.
Ao unir o pronome ao verbo por hífen, há alterações na grafia:
Quando os verbos são terminados em R, S, Z + o, os, a, as, teremos: lo, los, la, las.
 Não pude dissuadir a menina. (dissuadir + a > dissuadi-la)
 Felicitamos as aprovadas. (felicitamos + as > Felicitamo-las)
 Fiz isso porque quis fazer isso. (fiz + o > Fi-lo porque o quis)
 Vamos pôr o menino de castigo. (pôr + o> pô-lo de castigo)
Quando os verbos são terminados em som nasal, como m, ão, aos, õe, ões + o, os, a, as, teremos
simples acréscimo de no, nos, na, nas.
Ex: Viram a barata e mataram-na/A mesa é cara, mas compraram-na na promoção.
Um adendo: após verbos na primeira pessoa do plural (nós: amamos, bebemos, cantamos),
seguidos do pronome -nos, corta-se o S final:
Ex: Alistamo-nos no quartel. Animemo-nos!

Colocação Pronominal
Pronome antes do verbo: Próclise
Pronome depois do verbo: Ênclise
Pronome no meio dos verbos: Mesóclise
São PALAVRAS ATRATIVAS, exigindo pronome ANTES DO VERBO (próclise):

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Conjunções Subordinativas (que, se, embora, quando, como)


Palavras Negativas (não, nunca, jamais, ninguém...)
Advérbios e Palavras denotativas (aqui, agora, talvez, já, mais, que, apenas, hoje,
finalmente...)
Pronomes Relativos (que, os quais, cujas.)
Pronomes Indefinidos (nada, tudo, outras, certas, muitos)
Pronomes Interrogativos (Quem, que, qual...)
Ex: Quando se precisa de ajuda, os amigos verdadeiros aparecem.
Ex: Embora me dedique à matéria, ainda tenho dificuldades.

PARA GRAVAR: CNA PRII (Conjunções Subordinativas, Negativas, Pronomes Relativos,


Indefinidos/Interrogativos)
OBS: COM VERBOS NO INFINITIVO, MESMO HAVENDO PALAVRA ATRATIVA, PODE HAVER
ÊNCLISE. A posição é FACULTATIVA.
Ex: Espero não me arrepender (próclise) ou Espero não arrepender-me. (ênclise)
Regra fundamental: Palavra invariável (advérbios, preposições, conjunções subornativas, alguns
pronomes) antes do verbo atrai pronome proclítico:
Pronomes Indefinidos (outras, certas, muitos.) e Relativos (os quais, cujas.) são atrativos mesmo
sendo variáveis .

Proibições gerais
iniciar oração com pronome oblíquo átono ou
1

inseri-lo após futuros (do presente e do pretérito) e particípio.


2

O que não for proibido será aceito, simples assim. Veja abaixo construções inadequadas e
adequadas:

 Me dá um cigarro?

 Darei-te um presente.

 Tinha emprestado-lhe um dinheiro.

 Dá-me um cigarro.

 Dar-te-ei um presente.

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 Tinha-lhe/lhe emprestado um dinheiro

Colocação pronominal na locução verbal


O verbo pode vir antes, depois ou no meio da locução. Porém, se houver palavra atrativa, o
pronome não pode estar no meio com hífen, pois isso indicaria que estaria em ênclise com o
verbo auxiliar, quando, na verdade, ele só pode estar no meio por estar em próclise ao verbo
principal.

 Ex: Eu lhe estou emprestando dinheiro.


 Ex: Eu estou lhe emprestando dinheiro.
Não há palavra atrativa
 Ex: Eu estou-lhe emprestando dinheiro.
 Ex: Eu estou emprestando-lhe dinheiro.
 Ex: Eu não lhe estou emprestando dinheiro. (o pronome está proclítico a “estou, verbo
auxiliar”)

 Ex: Eu não estou emprestando-lhe dinheiro. (o pronome está enclítico a “emprestando”,


verbo principal)

 Ex: Eu não estou-lhe emprestando dinheiro. (Errado porque o pronome, com hífen, estaria
em ênclise com palavra atrativa obrigando próclise)

Pronomes indefinidos
Indicam quantidade, de maneira vaga: ninguém, nenhum, alguém, algum, algo, todo, outro,
tanto, quanto, muito, certo, vários, qualquer, tudo, qual, outrem, nada, mais, que, quem, um.
Ex: Recebi mais propostas e tantos elogios.
Ex: Muita gente não chegou a tempo de fazer a prova.
Ex: O professor tem pouco dinheiro.
Ex: Vamos tentar mais dieta, menos doces.
Ex: Nada é por acaso, tudo estava escrito.
Atenção à palavra bastante, que pode ser confundida com um advérbio:

Ex: Tenho bastante talento. (modifica substantivo, é pronome indefinido).

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Ex: Já temos bastantes aliados (modifica substantivo, é pronome indefinido).


X
Ex: Já temos aliados bastantes (modifica substantivo, é adjetivo: “suficientes”).
X
Ex: Sou bastante talentoso (modifica adjetivo, é advérbio).
Ex: Estudei bastante (modifica verbo, é advérbio).

As palavras certo e bastante são pronomes indefinidos quando vêm antes do substantivo e serão
adjetivos quando vierem depois do substantivo.

Quero certo (determinado) modelo de carro x Quero o modelo certo de carro (adequado).
Tenho bastante (muito) dinheiro X Tenho dinheiro bastante (suficiente).

Pronomes possessivos
São eles: meu(s), minha(s), nosso(s), nossa(s), teu(s), tua(s), vosso(s), vossa(s), seu(s), sua(s).
(Obs: Dele(a)(s) não são pronomes possessivos)

 Delimitam o substantivo.
 Concordam com o substantivo que vem depois dele e não concordam com o referente.
 O pronome possessivo vem junto ao substantivo, é acessório, tem função de adjunto
adnominal.

Valor possessivo do pronome oblíquo (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos): Apertou-lhe a mão (sua
mão); beijou-me a testa (minha testa); penteou-lhes os cabelos (cabelos dela).

Pronomes demonstrativos
Pronomes demonstrativos apontam, demonstram a posição dos elementos a que se referem no
tempo, no espaço e no texto. Ex: Este, Esse, Isto, Aquilo, O (e flexões)
Tempo:
 este(s), esta(s), isto: indicam tempo presente:
Ex: Este domingo vai ter jogo do Barcelona.

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Ex: Neste verão viajarei para o Caribe.

 esse(s), essa(s), isso: indicam passado recente:


Ex: Esse domingo teve jogo do Barcelona.
Ex: Nesse verão sofri demais com o calor.

 aquele(s), aquela(s), aquilo: indicam passado ou futuro distante:


Ex: Aquela década de 70 foi completamente perdida.
Ex: Aquele intercâmbio que faremos em 10 anos será caríssimo.
Espaço:
 este(s), esta(s), isto: apontam para referente perto do falante:
Ex: Este violão aqui na minha mão é de madeira maciça.
Ex: Estes meus cabelos estão uma verdadeira palha.

 esse(s), essa(s), isso: apontam para perto do ouvinte:


Ex: Esse violão aí na sua mão é de madeira maciça.
Ex: Isso é roupa que se vista num casamento?

 aquele(s), aquela(s), aquilo: apontam para longe do falante/ouvinte:


Ex: Aquela pintura lá em cima é um afresco.
Ex: Aquilo não é um pássaro, nem um avião; é só um balão caindo.
Nesses casos acima, como a referência é feita no espaço e no tempo, fora do texto, dizemos
que esses pronomes estão sendo utilizados com função exofórica (fora) ou dêitica.
Texto:

 este(s), esta(s), isto: apontam ao que será mencionado (anuncia):


Ex: Esta é sua nova senha: 95@173xy; memorize-a.
Ex: Isto é o que importa: estudar e mudar de vida para sempre!

 esse(s), essa(s), isso: apontam para o que já foi mencionado:


Ex: João passou em primeiro lugar, esse cara é bom.
Ex: Dinheiro, sucesso, prestígio, isso tudo é sim importante (resumitivo).

 aquele(s), aquela(s), aquilo: apontam para o antecedente mais distante, enquanto este aponta
para o mais próximo:
Ex: João e Maria são concursados, esta do Bacen, aquele do TCU.
Referência Anafórica e Catafórica do Pronome.
Quando um pronome retoma algo que já foi mencionado, dizemos que tem função anafórica.

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Quando anuncia ou se refere a algo que ainda está para ser dito, tem função catafórica.
Ex: Não gosto de estudar. Apesar disso, estudei muito.

Ex: Eu só pensava nisto: passar no concurso.


As palavras o, a, os, as também podem ser pronomes demonstrativos, geralmente quando
antecedem um pronome relativo. Veja:
Ex: Quero o que está em promoção. (aquilo)
Ex: Comprei as camisas que você me pediu. (aquelas)
Ex: Entre as cuecas, comprei a de algodão. (aquela)
Ex: Sabia que devia estudar, mas não o fiz. (isso)

Pronomes relativos
Que, O(a) qual(s), cuja, onde, aonde, quem.
O pronome “quem” sempre se refere a pessoa ou ente personificado e sempre é precedido por
preposição.
Ex: Essa é a pessoa a quem me referi.
Ex: Essa é a pessoa de quem falei.
O pronome “cujo” tem como principais características:

 Indica posse e sempre vem entre dois substantivos, possuidor e possuído;


 Não pode ser seguido de artigo, mas pode ser antecedido por preposição; (Para lembrar:
nada de cujo o, cuja a, cujo os, cuja as...)

 Não pode ser substituído por outro pronome relativo.


Ex: Vi o filme cujo diretor ganhou o Oscar.
Ex: Vi o filme a cujas cenas você se referiu.

 Tem função de adjunto adnominal em 99% dos casos, porque indica posse.
Porém, pode ser complemento nominal, em estruturas em que se refira a substantivo abstrato:
Eu foco no PDF cuja leitura é fundamental. (a leitura do PDF). O termo sublinhado se refere a
leitura, que é substantivo abstrato derivado de ação. O livro é lido. Sentido passivo. Nesse raro
caso, o cujo tem função de Complemento Nominal!
Regra: o pronome relativo “onde” só pode ser usado quando o antecedente indicar lugar físico,
com sentido de “posicionamento em”. Então é utilizado com verbos que pedem “em”.
Ex: A academia onde treino não tem aulas de MMA.

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Veja que é errado usar o onde para outra referência que não seja lugar físico.
Em muitos casos, contudo, aparece com sentido de “lugar” figurado.

 Ex: Essa é a hora onde o aluno se desespera.


 Ex: Essa é a hora em que/na qual o aluno se desespera.
O pronome relativo “aonde” é usado nos casos em que o verbo pede a preposição “a”, com
sentido de “em direção a”.
Ex: Vou aonde eu quiser.
O pronome relativo arcaico “donde”, que equivale a “de onde”, é usado nos casos em que o
verbo pede a preposição “de”, com sentido de “procedência”.
Ex: Volto donde eu quiser quando eu quiser.
O pronome relativo “como”, é usado quando o antecedente for palavras como forma, modo,
maneira, jeito, ou outra, com sentido de “modo”.
Ex: Não aceito o jeito como você fala comigo.
Ex: Não aceito o jeito com que você fala comigo.
O pronome relativo “quando”, é usado nos casos em que o antecedente tiver sentido de
“tempo”.
Ex: Sinto saudade da época quando eu não tinha preocupações.
O pronome relativo “quanto”, é usado nos casos em que o antecedente tiver sentido de
“quantidade”.
Ex: Consegui tudo quanto queria, exceto tempo para desfrutar.
Temos que ter atenção à preposição que o verbo vai pedir, lembre-se de que temos que
enxergar sintaticamente o relativo como se fosse o próprio termo a que se refere:
Ex: O menino a que me referi morreu. (referi-me “a” que= o menino=)
Ex: O escritor de cujos poemas gosto morreu. (gosto “de” cujos=poemas do escritor)
Ex: Esqueci o valor com quanto concordei (concordei “com” quanto=o valor).
Observe que se o verbo pedir preposição, esta deve vir antes do pronome relativo!
Funções sintáticas do Pronome Relativo “que”:
Método: Veja a função sintática daquele termo retomado; se for, por exemplo, sujeito, então o
“que” será sujeito”

 Sujeito: Estes são os atletas que representarão o nosso país.


 Objeto Direto: Comprei o fone que você queria.

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 Objeto Indireto: Este é o curso de que preciso.


 Complemento Nominal: Estas são as medicações de que ele tem necessidade.
 Agente da Passiva: Este é o animal por que fui atacado.
 Adjunto Adverbial: O acidente ocorreu no dia em que eles chegaram. (adjunto adverbial
de tempo).

 Predicativos do sujeito: Ela era a esposa que muitas gostariam de ser.


Pronome de tratamento
Concordam com a terceira pessoa, mas se referem à segunda. O macete é pensar na
concordância com o pronome “Você”.
Vossa senhoria nomeará seu substituto. (E não Vosso ou Vossa. Concordância com senhoria, o
núcleo da expressão. O verbo também não é “nomeareis”)
Os Adjetivos e Locuções de voz passiva concordam com o sexo da pessoa a que se refere, não
com o substantivo que compõe a locução (Excelência, Senhoria).
Sua Excelência X Vossa Excelência
Usamos “Sua Excelência” para se referir a uma terceira pessoa e “Vossa Excelência” para nos
referirmos diretamente à autoridade.

LISTA DE QUESTÕES
1. (CGM JOÃO PESSOA / 2018)
Os sentidos originais do texto seriam alterados caso, em “...hierarquias que colocam certas
pessoas (negros, pobres e mulheres) implacavelmente debaixo da lei.”, a palavra “certas” fosse
deslocada para imediatamente após “pessoas”.
2. (SEDF / 2017)
Qualquer língua, escrita ou não, tem uma gramática que é complexa. Do ponto de vista
naturalista, não faz sentido afirmar que há gramáticas melhores e gramáticas piores.
A palavra “Qualquer” foi empregada no texto no sentido de toda.
3. (SEFAZ-RS / AUDITOR DO ESTADO / 2018)
Mesmo agora, quando já diviso a brumosa porta da casa dos setenta, um convite à viagem tem
ainda o poder de incendiar-me a fantasia.
Com relação ao trecho “incendiar-me a fantasia”, é correto interpretar a partícula “me” como o
possuidor de “fantasia”

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4. (DPU / 2016/ Adaptada)


A partir de então, a chamada assistência judiciária praticamente evoluiu junto com o direito
pátrio. Sua importância atravessou os séculos, e ela passou a ser garantida nas cartas
constitucionais.
O pronome “Sua” delimita o significado do substantivo “importância”, funcionando, na oração
em que ocorre, como um termo acessório.
5. (STM / ANALISTA JUDICIÁRIO / 2018)
Aqui, neste escritório onde a verdade não pode ser mais do que uma cara sobreposta às infinitas
máscaras variantes, estão os costumados dicionários da língua e vocabulários, os Morais e
Aurélios, os Morenos e Torrinhas, algumas gramáticas, o Manual do Perfeito Revisor, vademeco
de ofício [...].
Na linha 1, o emprego de “neste” decorre da presença do vocábulo “Aqui”, de modo que sua
substituição por nesse resultaria em incorreção gramatical.
6. (MPU / ANALISTA / 2018)
Contudo, uma calamidade seria um caso de injustiça apenas se pudesse ter sido evitada, em
especial se aqueles que poderiam ter agido para tentar evitá-la tivessem deixado de fazê-lo.
Entre os requisitos de uma teoria da justiça inclui-se o de permitir que a razão influencie o
diagnóstico da justiça e da injustiça.
Na expressão “fazê-lo” (l.3), a forma pronominal “lo” retoma a ideia de agir para tentar evitar
uma calamidade.
7. (TCE-PB / Auditor / 2018)
No trecho “O que faz com que a memória se torne seletiva não é o mundo atual, informatizado,
rápido e denso em informações. Ela o é por definição, já que sua porta de entrada é um funil
poderoso”, o termo “o” — em “Ela o é por definição” — remete ao elemento
A) “a memória”.
B) “seletiva”.
C) “um funil poderoso”.
D) “O que faz com que a memória se torne seletiva”.
E) “o mundo atual”.
8. (MPE-SC / 2016)
“A Família Schürmann, de navegadores brasileiros, chegou ao ponto mais distante da Expedição
Oriente, a cidade de Xangai, na China. Depois de 30 anos de longas navegações, essa é a
primeira vez que os Schürmann aportam em solo chinês. A negociação para ter a autorização do
país começou há mais de três anos, quando a expedição estava em fase de planejamento. Essa
também é a primeira vez que um veleiro brasileiro recebe autorização para aportar em solo
chinês, de acordo com as autoridades do país.”

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Na linguagem formal não se pode empregar este/esse indistintamente. O pronome esse, por
exemplo, informa o tempo não muito distante do momento da fala/escrita ou é empregado ao
se fazer referência a algo anteriormente mencionado. Assim, ele está bem colocado, nas duas
vezes em que aparece no texto.
9. (SEDUC-AL / 2018)
No dia seguinte, estando na repartição, recebeu Camilo este bilhete de Vilela: “Vem já, já, à
nossa casa; preciso falar-te sem demora”. Era mais de meio-dia. Camilo saiu logo; na rua,
advertiu que teria sido mais natural chamá-lo ao escritório; por que em casa?(...)
A cartomante foi à cômoda, sobre a qual estava um prato com passas, tirou um cacho destas,
começou a despencá-las e comê-las, mostrando duas fileiras de dentes que desmentiam as
unhas. (...)
Tanto em “recebeu Camilo este bilhete de Vilela” (ℓ. 1) quanto em “tirou um cacho destas” (ℓ.4),
os pronomes demonstrativos foram empregados para retomar termos antecedentes.
10. (MP-CE / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2020)
Nas Américas, estima-se que 77 milhões de pessoas sofram um episódio de doenças
transmitidas por alimentos a cada ano — metade delas são crianças com menos de 5 anos de
idade. Os dados disponíveis indicam que as doenças transmitidas por alimentos geram de US$
700 mil a US$ 19 milhões em custos anuais de saúde nos países do Caribe e mais de US$ 77
milhões nos Estados Unidos da América.
A substituição da expressão “metade delas” por cuja metade manteria a correção gramatical e a
coesão do texto.
11. (POLÍCIA CIVIL DO MARANHÃO / ESCRIVÃO / 2018)
Em 2016, foram registrados 16 acidentes, com 303 vítimas fatais, e o último episódio, com um
avião de passageiros de maiores proporções: a queda do Avro RJ85, operado pela empresa
LaMia, próximo de Medellín, na Colômbia. O desastre, que completou um ano no último dia 28
de novembro, matou 71 pessoas, em sua maior parte atletas do time brasileiro da Chapecoense.
Com relação a aspectos linguísticos do texto, JULGUE O ITEM.
A substituição do termo “que” por o qual prejudicaria a correção gramatical do texto.
12. (TJ-PA / ANALISTA JUDICIÁRIO / 2020)
Observa-se que a solidez dos lugares ocupados por cada uma das pessoas, nos moldes da
família nuclear, não se adéqua à realidade social do momento, em que as relações são
caracterizadas por sua dinamicidade e pluralidade. De acordo com o médico e psicanalista
Jurandir Freire Costa, “família nem é mais um modo de transmissão do patrimônio material; nem
de perpetuação de nomes de linhagens; nem da tradição moral ou religiosa; tampouco é a
instituição que garante a estabilidade do lugar em que são educadas as crianças”.
Seria mantida a correção gramatical do texto CG1A1-I se o segmento “em que”, nas linhas 2 e 5,
fosse substituído, respectivamente, por

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A) onde e onde.
B) onde e que.
C) a qual e o qual.
D) no qual e onde.
E) que e no qual.
13. (CGE-CE / CONHECIMENTOS BÁSICOS / 2019)
Julgue a proposta de reescrita para o trecho “Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são
encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de
Nabucodonosor, rei do império babilônico”.
Muitos rincões do nosso país, ainda hoje, têm administradores públicos cujas as ações muito
assemelham-se as ações do imperador babilônico Nabucodonosor.
14. (PGE-PE / Conhecimentos Básicos 1, 2, 3 e 4 / 2019)
A sociedade requer das organizações uma nova configuração da atividade econômica, pautada
na ética e na responsabilidade para com a sociedade e o meio ambiente, a fim de minimizar
problemas sociais como concentração de renda, precarização das relações de trabalho e falta de
direitos básicos como educação, saúde e moradia, agravados, entre outros motivos, por
propostas que concebem um Estado que seja parco em prestações sociais e no qual a própria
sociedade se responsabilize pelos riscos de sua existência, só recorrendo ao Poder Público
subsidiariamente, na impossibilidade de autossatisfação de suas necessidades.
A substituição de “no qual” por aonde prejudicaria a correção gramatical do texto.
15. (SEDUC-AL / CONHECIMENTOS BÁSICOS / 2018)
[...] Daí que [eu] não pudesse reduzir a alfabetização ao ensino puro da palavra, das sílabas ou
das letras. Ensino em cujo processo o alfabetizador fosse “enchendo” com suas palavras as
cabeças supostamente “vazias” dos alfabetizandos.
A expressão “em cujo” poderia ser substituída, sem prejuízo para a correção gramatical do
texto, pela expressão no qual.
16. (TRE-TO / 2017/ Adaptada)
Julgue o item a seguir.
Indireta ou representativa, a democracia, segundo Kelsen, é aquela cuja a função legislativa é
exercida por um parlamento eleito pelo povo.
17. (SEFAZ-AL / AUDITOR FISCAL / 2020)
Tem meia dúzia de atendentes, conheço dois ou três pelo nome, e o dono do lugar é sempre
simpático comigo. Sabe que gosto do seu negócio, que, se me mudasse de novo para lá, seria
seu freguês. Mas também sei que me vê como um tipo que há vinte anos vive na capital, que a
essa altura é mais metropolitano que interiorano, um cara talvez meio esquisito, ou apenas
ridículo, que se interessa por coisas de que não precisa, coisas das quais não entende.

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A substituição da expressão “das quais” (3º parágrafo) por que preservaria tanto o sentido
quanto a correção gramatical do período.
18. (TCE MG / Conhecimentos Gerais / 2018)
A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos por tecnologias que alteram o mundo,
especialmente o meio ambiente de que nossas vidas dependem....
Na linha 2, o termo “de que” poderia ser substituído, sem alteração da correção gramatical e
dos sentidos do texto, por
A) no qual. B) pelo qual. C) cujas. D) dos quais. E) do qual.
19. (POLÍCIA CIVIL DO MARANHÃO / ESCRIVÃO / 2018)
O ano de 2017 foi o mais seguro da história da aviação comercial, de acordo com a organização
holandesa Aviation Safety Network (ASN). Foram dez acidentes — nenhum deles envolvendo
linhas comerciais regulares...
Com relação a aspectos linguísticos do texto, JULGUE O ITEM.
O vocábulo “deles” remete à expressão “dez acidentes”.
20. (MP-CE / CARGOS DE NÍVEL MÉDIO / 2020)
No trecho “É verdade que não se poderia contar com ela para nada”, o uso da próclise justifica-
se pela presença da palavra negativa “não”.
21. (CGE-CE / CONHECIMENTOS BÁSICOS / 2019)
Julgue a proposta de reescrita para o trecho “Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são
encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de
Nabucodonosor, rei do império babilônico”.
Ainda hoje, administradores públicos com ações que muito assemelham-se aquelas de
Nabucodonosor, rei do império babilônico são encontradas em muitos rincões do nosso país.
22. (PGE-PE / Analista Judiciário de Procuradoria / 2019)
Em razão disso, todos os países, lugares e pessoas passam a se comportar, isto é, a organizar sua
ação, como se tal “crise” fosse a mesma para todos e como se a receita para a afastar devesse
ser geralmente a mesma.
A correção gramatical do texto seria mantida caso, no trecho “passam a se comportar”, o
vocábulo “se” fosse deslocado para depois da forma verbal “comportar”, da seguinte maneira:
passam a comportar-se.
23. (PC-SE / DELEGADO / 2018)
Em “Mas não me deixe sentar”, a colocação do pronome “me” após a forma verbal “deixe” —
deixe-me — prejudicaria a correção gramatical do trecho.
24. (TCM BA / AUDITOR / 2018)

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Seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto 1A1AAA caso se substituísse o


trecho
“Temendo-se” por Se temendo. (Temendo-se a naturalização da moral, moraliza-se a natureza...)
25. (EMAP / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2018)
Sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido do texto, o trecho “ que ele poderia
ter-me absolvido” poderia ser assim reescrito: que ele poderia ter absolvido-me.
26. (PF / PERITO CRIMINAL / 2018)
A maioria dos laboratórios acredita que o acúmulo de trabalho é o maior problema que
enfrentam, e boa parte dos pedidos de aumento no orçamento baseia-se na dificuldade de dar
conta de tanto serviço.
No trecho “baseia-se na dificuldade”, a partícula “se” poderia ser anteposta à forma verbal
“baseia” sem prejuízo da correção gramatical do texto.
27. (PGE-PE / Conhecimentos Básicos 1, 2, 3 e 4 / 2019)
De acordo com Honneth, as demandas por direitos — como aqueles que se referem à igualdade
de gênero ou relacionados à orientação sexual —, advindas de um reconhecimento
anteriormente denegado, criam conflitos práticos indispensáveis para a mobilidade social.
Na linha 2, a correção gramatical do texto seria comprometida se o termo “se” fosse
posicionado após a forma verbal “referem”, da seguinte forma: referem-se.
28. (IHBDF / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2018)
Em 1988, o SUS passou a fazer parte da Constituição Federal. Nós nos tornamos o único país
com mais de 100 milhões de habitantes que ousou oferecer saúde para todos.
A correção gramatical do texto seria preservada caso se substituísse “nos tornamos” por
tornamo-nos.
29. (SEDUC-AL / CONHECIMENTOS BÁSICOS / 2018)
Inicialmente me parece interessante reafirmar que sempre vi a alfabetização de adultos como um
ato político e um ato de conhecimento, por isso mesmo, como um ato criador.
A correção gramatical do texto seria prejudicada caso o pronome “me”, em “me parece” (l.1),
fosse deslocado para logo após “parece”, da seguinte forma: parece-me.
30. (CFO / TÉCNICO / 2020) Quem usa aparelho ortodôntico deve se preocupar mais com a
limpeza dos dentes e da gengiva e o uso do flúor, pois o aparelho retém muito restos de
alimentos.
Com relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e
trechos destacados do texto, julgue o item.
“deve se preocupar” por deve preocupar‐se

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31. (SEPLAG-RECIFE–Analista de Gestão Adm. – 2019) O emprego das formas pronominais e


verbais se dá de modo plenamente adequado na frase:
Eles haviam resguardado-se de planejar, e os imprevistos da operação acabaram tragando-lhes.
32. (SEPLAG-RECIFE–Analista de Gestão Adm. – 2019) Está clara e correta a redação deste livre
comentário sobre o texto
Se lhe proviessem como um pintor lírico, caso Deus assim lhe favorecesse, o poeta Mário
Quintana disporia-se a transfigurar o real.
33. (IBGE / COORDENADOR CENSITÁRIO / 2020)
“Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um
rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu”.
Esse segmento dá início ao romance Dom Casmurro, um dos mais famosos da literatura
brasileira.
A opção em que a afirmativa está correta é:
a) em lugar de “destas” deveria estar “dessas”;
b) “vindo” deveria ser substituído por “quando vinha”;
c) em lugar de “para o” deveria estar “ao”;
d) o termo “no trem da Central” poderia estar entre vírgulas;
e) o pronome “eu” deveria ser omitido no texto.
34. (TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)
Observe as frases a seguir.
Comprei calças de lã na Europa.
O preço das calças foi baixo.
A forma adequada de juntar essas duas frases numa só, de modo a evitar a repetição da
palavra calças, é
a) Comprei calças de lã na Europa, que o preço foi baixo;
b) Comprei calças de lã na Europa, onde o preço foi baixo;
c) Comprei calças de lã na Europa, cujo preço foi baixo;
d) Comprei calças de lã na Europa em que o preço foi baixo;
e) Comprei calças de lã na Europa em onde o preço foi baixo.
35. (TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)
Também pode evitar-se a repetição de palavras idênticas, substituindo a segunda ocorrência do
vocábulo por um pronome demonstrativo; a frase abaixo em que isso foi feito de forma
adequada é:
a) Amazonas e Sergipe são estados brasileiros; este tem enorme território e aquele, pequeno;

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b) Meu carro é mais elegante que esse que você está comprando;
c) Teu jornal abordou o tema de forma interessante, mas aquele, em minhas mãos, é mais justo;
d) Brasil e Rússia jogaram várias vezes, mas aqueles jogos nunca foram violentos;
e) O terremoto de Lisboa foi violentíssimo, mas aquele de agora matou mais gente.
36. (TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)
Uma outra estratégia para evitar-se a repetição de palavras consiste na substituição da segunda
ocorrência da palavra por um pronome pessoal.
A frase em que isso foi feito de forma adequada é:
a) Os meninos procederam mal, por isso lhes condenaram;
b) Comprei o livro ontem, mas vou revendê-lo; ==1bc2d9==

c) Os chefes deram as ordens, por isso os obedeci;


d) João estava na festa, mas não no viram sair;
e) As meninas estavam no shopping, mas não encontrei-las.
37. (PREFEITURA DE ANGRA DOS REIS -RJ / 2019)
“Quanto menos tempo tenho para praticar as coisas, menos curiosidade sinto de aprendê-las.”
Nessa frase, o pronome -las.
a) retoma o termo “coisas”.
b) enfatiza com redundância um termo anterior.
c) destaca o termo mais importante da frase.
d) antecipa um termo a ser citado.
e) refere-se ao vocábulo “curiosidade” para dar coesão.
38. (AL-RO/ ANALISTA LEGISLATIVO / 2018)
Indique a frase em que o pronome pessoal mostra valor possessivo.
a) “Se a dor de cabeça nos chegasse antes da embriaguez, guardar-nos-íamos de beber
demais.”
b) “O silêncio eterno desses espaços infinitos nos assusta.”
c) “Ter nascido nos estraga a saúde.”
d) “Tem ideia de quanto mal nos fazemos por essa maldita necessidade de falar?”
e) “São a paixão e a fantasia que nos deixam eloquentes.”
39. (DPE-RJ / TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO / 2019)
Texto 2
“Nós conhecemos você tanto quanto você nos conhece.

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E não há nada melhor que isso: confiança.


O que nos move é você. Seu jeito de ser, o que valoriza.
Faz sentido pra você, faz sentido pra gente.
A gente veste a sua camisa”.
Esse texto está fixado na parede de uma loja de roupas masculinas e funciona como um texto
publicitário da loja.
Sobre a estruturação geral do texto 2, a afirmação INADEQUADA é:
(A) os pronomes “Nós” e “você” (linha 1) se referem, respectivamente, à loja e ao cliente
potencial;
(B) na linha 2, o pronome “isso” deveria ser substituído por “isto”;
(C) o vocábulo “confiança” mostra a referência do pronome “isso”;
(D) a frase final do texto mostra ambiguidade intencional;
(E) a expressão “a gente” equivale perfeitamente ao pronome “nós”.
40. (UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
Considere a frase: “Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios”.
A reescritura que obedece à norma-padrão quanto à colocação pronominal é a seguinte:
A) Atrás dos edifícios, com preguiça, o sol tinha escondido-se.
B) O sol se a esconder começou com preguiça atrás dos edifícios.
C) Começaria o sol se a esconder atrás dos edifícios com preguiça.
D) Se começava o sol, com preguiça, a esconder atrás dos edifícios.
E) Com preguiça, começava o sol a se esconder atrás dos edifícios.
41. (UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
A substituição da expressão destacada pelo que se encontra entre colchetes está de acordo com
a norma-padrão em:
A) Jorge Amado tomava a bebida sem açúcar. [tomava-lhe]
B) Diolino gostava de mostrar a receita. [mostrá-la]
C) Pelé bebia no carro porque era discreto. [bebia-lhe]
D) Wando e Rô também frequentavam o bar. [frequentavam-nos]
E) O MiniBar produzia 6.000 litros por mês. [produzia-se].
42. (UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
A frase em que a colocação do pronome oblíquo obedece aos ditames da norma-padrão é:
A) Abri o estojo, cheirando-o por um longo tempo.

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B) Seria-lhe útil ter um notebook de última geração.


C) Me fascinou reviver o tempo de minha primeira infância.
D) O que lembrou-lhe o estojo escolar foi o novo notebook.
E) Conforme abria-o, sentia seu cheiro agradável cada vez mais forte.
43. (LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
O uso do pronome relativo destacado está de acordo com a norma-padrão em:
A) Eram artistas de cujos trabalho todos gostavam.
B) A arquitetura, onde é uma arte, faz grandes mestres.
C) Visitamos obras que os livros faziam menção a elas.
D) Os artistas que todos elogiavam eram sempre os mesmos.
E) Os mestres dentre as quais faziam um bom trabalho eram elogiados.
44. (LIQUIGÁS / 2018)
O pronome em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
a) Os jovens não dedicam-se suficientemente à leitura.
b) Quando alguém apresentar-se como salvador, é bom pesquisar sobre sua história.
c) Oferecemos-lhes as melhores condições de pesquisa em nossa biblioteca.
d) É preciso estarmos atentos às notícias, pois elas têm deturpado-se.
e) Encontraremo-nos em condições de discutir a realidade, caso sejamos bons leitores.
45. (BANCO DO BRASIL / 2018)
O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão
da língua portuguesa, em:
a) Quando as carreiras tradicionais saturam-se, os futuros profissionais têm de recorrer a outras
alternativas.
b) Caso os responsáveis pela limpeza urbana descuidem-se de sua tarefa, muitas doenças
transmissíveis podem proliferar.

c) As empresas têm mantido-se atentas às leis de proteção ambiental vigentes no país poderão
ser penalizadas.
d) Os dirigentes devem esforçar-se para que os funcionários tenham consciência de ações de
proteção ao meio ambiente.
e) Os trabalhadores das áreas rurais nunca enganaram-se a respeito da importância da
agricultura para a subsistência da humanidade.
46. (BANCO DA AMAZÔNIA/ 2018)

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A norma-padrão em sua variedade formal prevê uma organização da frase em que a observância
da colocação pronominal é fundamental.
A frase em que o pronome oblíquo átono está empregado corretamente, segundo as regras da
colocação pronominal, é:
a) Ninguém ensinou-me a manter a cabeça à tona d’água.
b) O subconsciente boicota-nos a todo momento de nossa vida.
c) O ser humano que molda-se à diferentes realidades vive melhor.
d) Boicotaremo-nos todas as vezes que houver a chance de felicidade
e) Se considerar mau menino é justificar o não merecimento da felicidade.
47. (TRANSPETRO/ 2018)
O pronome oblíquo átono está empregado de acordo com o que prevê a variedade formal da
norma-padrão da língua em:
a) Poucos dar-lhe-iam a atenção merecida.
b) Lobo Neves nunca se afastara da vida pública.
c) Diria-lhe para evitar a carreira política se perguntasse.
d) Ele tinha um problema que mantinha-o preocupado todo o tempo.
e) Se atormentou com aquela crise de melancolia que parecia não ter fim.
48. (PETROBRAS/ 2018)
De acordo com as normas da linguagem padrão, a colocação pronominal está INCORRETA em:
a) Virgínia encontrava-se acamada há semanas.
b) A ferida não se curava com os remédios.
c) A benzedeira usava uma peruca que não favorecia-a.
d) Imediatamente lhe deram uma caneta-tinteiro vermelha.
e) Enquanto se rezavam Ave-Marias, a ferida era circundada.
49. (PETROBRAS/ 2018)
O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da
língua portuguesa, em:
a) Embora lembrem-se da importância de uma nova utilização, como é o caso das garrafas
plásticas, há pessoas que desconhecem o valor da reciclagem.
b) O desafio da limpeza urbana não limita-se apenas a manter limpas as ruas, mas, também, a
coletar e dar destino adequado ao lixo urbano.
c) Quando o lixo aloja-se no meio ambiente, causa danos irreparáveis a todos os seres vivos,
assim como a toda a natureza.

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d)Sempre fazem-se necessárias políticas eficazes para ressaltar a importância do saneamento,


mantendo-se as cidades mais limpas.
e) Todos os moradores do bairro mobilizaram-se ao perceber que os esforços dispensados para
manter o funcionamento dos edifícios deram bons resultados.
50. (PETROBRAS/ 2018)
Segundo as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, o pronome destacado foi
utilizado na posição correta em:
a) Os jornais noticiaram que alguns países mobilizam-se para combater a disseminação de
notícias falsas nas redes sociais.
b) Para criar leis eficientes no combate aos boatos, sempre deve-se ter em mente que o
problema de divulgação de notícias falsas é grave e muito atual.
c) Entre os numerosos usuários da internet, constata-se um sentimento generalizado de
reprovação à prática de divulgação de inverdades.
d) Uma nova lei contra as fake news promulgada na Alemanha não aplica-se aos sites e redes
sociais com menos de 2 milhões de membros.
e) Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo mais eficaz para que adote-se a conduta correta
em relação à reputação das celebridades.
51. (LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
No trecho “perde-se o dinheiro e o amigo”, a colocação do pronome átono em destaque está
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
O mesmo ocorre em:
A) Não se perde nem o dinheiro nem o amigo.
B) Perderia-se o dinheiro e o amigo.
C) O dinheiro e o amigo tinham perdido-se.
D) Se perdeu o dinheiro, mas não o amigo.
E) Se o amigo que perdeu-se voltasse, ficaria feliz.
52. (Petrobras/Técnico de Administração e Controle Júnior /2018)
No trecho “um dos principais desafios da humanidade atualmente é construir centros urbanos
onde haja convivência sem discriminação”, o pronome relativo onde foi utilizado de acordo com
as exigências da norma-padrão da língua portuguesa.
Isso ocorre também em:
A) É necessário garantir respeito à diversidade em todos os espaços onde haja necessidade de
convívio social.
B) Todas as questões onde a diversidade de modelos de cidades foi analisada mostraram a

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necessidade de atingir a sustentabilidade.


C) O século XXI, de acordo com as propostas da ONU, utilizará modelos inovadores onde o
planejamento dos espaços respeitará a diversidade.
D) Os cientistas debatem ideias onde se evidencia que a cidade do futuro será inadequada à
vida humana.
E) Os países assinaram vários tratados para aprovarem propostas onde estejam detalhadas as
características das cidades do futuro.
53. (LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
O pronome relativo tem a função de substituir um termo da oração anterior e estabelecer
relação entre duas orações. Considerando-se o emprego dos diferentes pronomes relativos, a
frase que está em DESACORDO com os ditames da norma-padrão é:
A) É um autor sobre cujo passado pouco se sabe.
B) A ficção é a ferramenta onde os escritores trabalham.
C) Já entrei em muitas livrarias, em todas por quantas passei.
D) O autor de quem sempre falei vai autografar seus livros na Bienal.
E) Os poemas por que os leitores mais se interessam estarão na coletânea.
54. (PETROBRAS / MÉDICO / 2017)
Atendendo à norma-padrão na variedade formal da língua, o pronome oblíquo átono está
corretamente colocado em:
a) Farei-lhe uma proposta de viagem irrecusável.
b) Quero que acompanhem-me nessa viagem de férias.
c) Não nos traga a refeição durante período de turbulência, por favor.
d) Em tratando-se de qualidade, aquela companhia aérea é imbatível!
e) Se aproximem do portão de embarque, senhores passageiros do voo 2189.
55. (PETROBRAS / TÉCNICO / 2017)
O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da
língua portuguesa, em:
a) A poluição do ar será irreversível, caso as medidas preventivas esgotem-se.
b) Os cientistas nunca equivocaram-se a respeito dos perigos do uso de combustível fóssil.
c) Quando as substâncias tóxicas alojam-se no meio ambiente, causam danos aos seres vivos.
d) Se as fontes de energia alternativa se esgotarem, poderemos sofrer sérias consequências.
e) Uma das exigências do mundo atual é que o ser humano sempre mantenha-se em dia com as
atividades físicas.

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56. (UNIRIO / ASS. EM ADM. / 2016)


O pronome átono destacado está colocado de acordo com a norma-padrão em:
a) Meu caro, me não engano dizendo que antigamente o tempo do carnaval era obrigatório.
b) As pessoas não davam-se conta de que o tempo do carnaval era obrigatório.
c) Quando o tempo do carnaval era obrigatório, meu pai me levava a bailes à fantasia.
d) O tempo do carnaval era obrigatório, mas não havia deixado-me muitas lembranças.
e) Os foliões divertiriam-se mais se soubessem que o tempo do carnaval era obrigatório.
57. (UNIRIO / PEDAGOGO / 2016)
O pronome em destaque está adequadamente colocado, quanto à norma-padrão, em:
a) O rapaz se mostrou feliz com o troco generoso.
b) Sentirá-se feliz aquele que tiver um trabalho digno.
c) O engraxate não queixou-se do calor.
d) Nunca observou-se tanta compaixão naquele homem.
e) Se sentiu envergonhado com a cena o escritor.

GABARITO
1. CORRETA 13. INCORRETA 25. INCORRETA 37. LETRA A 49. LETRA E
2. CORRETA 14. CORRETA 26. CORRETA 38. LETRA C 50. LETRA C
3. CORRETA 15. INCORRETA 27. CORRETA 39. LETRA E 51. LETRA A
4. CORRETA 16. INCORRETA 28. CORRETA 40. LETRA E 52. LETRA A
5. CORRETA 17. INCORRETA 29. CORRETA 41. LETRA B 53. LETRA B
6. CORRETA 18. LETRA E 30. CORRETA 42. LETRA A 54. LETRA C
7. LETRA B 19. CORRETA 31. INCORRETA 43. LETRA D 55. LETRA D
8. cCORRETA 20. CORRETA 32. INCORRETA 44. LETRA C 56. LETRA C
9. INCORRETA 21. INCORRETA 33. LETRA D 45. LETRA D 57. LETRA A
10. INCORRETA 22. CORRETA 34. LETRA C 46. LETRA B
11. INCORRETA 23. CORRETA 35. LETRA B 47. LETRA B
12. LETRA D 24. INCORRETA 36. LETRA B 48. LETRA C

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