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Macroeconomia e Contas

Nacionais

Prof. Tiago Sayão

Referências bibliográficas
• Vasconcellos, M.A.S. e LOPES, L.M. Manual de Macroeconomia – Básico
e Intermediário. 3ª Edição, São Paulo: Atlas, 2008. ISBN: 978-85-2245-
057-2
Modelo IS-LM
• Origina-se do artigo “Mr. Keynes and the classics”, de 1937, do
economista John Hicks, que se propôs a sintetizar as contribuições de
Keynes.
• O modelo keynesiano generalizado também é conhecido como “síntese
neoclássica”.
• A principal característica da síntese neoclássica é restringir a validade
da abordagem de Keynes da Teoria Geral ao curto prazo. Na prática, o
modelo keynesiano seria um caso especial do caso clássico: “rigidezes”
de preços e salários impedem o pleno emprego dos fatores a curto
prazo; mas a tendência é de pleno emprego no longo prazo.

Modelo IS-LM
• O nome de “síntese neoclássica” advém do fato de se pretender fazer a
junção entre a teoria clássica e a de Keynes. No curto prazo, em razão
de existência de rigidez de preços e salários, prevaleceria a abordagem
de Keynes de seu livro Teoria Geral, com a possibilidade de a economia
estar em um ponto de equilíbrio abaixo do pleno emprego.

• No longo prazo, quando as rigidezes deixassem de existir e com os


preços e salários flexíveis, haveria uma tendência de a economia atingir
o ponto de equilíbrio de pleno emprego.
Modelo IS-LM
• Esse modelo mantém o raciocínio explicitado no modelo keynesiano
simples. Entretanto, inclui uma nova variável, a taxa de juros. Para isso
introduz a análise do mercado monetário (de ativos).

• Nesse modelo há a determinação simultânea da taxa de juros e da


renda, que equilibram o mercado de bens e de ativos.

• Os preços são fixos e, em um primeiro momento, consideraremos o


modelo para uma economia fechada e com governo.

Modelo IS-LM
• Hoje, referimo-nos à síntese Hicks-Hansen como o modelo IS-LM. IS
simboliza a igualdade entre investimento (I) e poupança (S) depois feitos
os ajustes do multiplicador; LM representa a igualdade entre a demanda
por moeda (L) e a oferta de moeda (M).

• Desta forma, se torna possível a representação do equilíbrio simultâneo


nos dois mercados, no mesmo gráfico, utilizando somente duas curvas.

• Todos os valores no modelo IS-LM são em termos reais, não nominais.


Hipóteses
• O modelo IS-LM é, fundamentalmente, um modelo de demanda.
• As variáveis endógenas, isto é, determinadas pelo modelo, são a
quantidade demandada de bens e a taxa de juros de mercado.
• É um modelo de equações simultâneas. Seu ponto de partida são:
✓ O mercado de bens
✓ O mercado monetário
• A demanda resultante do modelo pressupõe um equilíbrio simultâneo
nos mercados de bens e monetário.

Investimento
• O investimento depende da taxa de juros. Como o investimento objetiva
a obtenção de lucros, é natural que o retorno do investimento – o lucro
contábil – deva ser maior que o custo de oportunidade (e o custo do
capital, i.e., o custo de obter empréstimos).

• Logo, o Valor Presente Líquido (VPL) do investimento será:

𝐿1 𝐿2 𝐿3 𝐿4
𝑉𝑃𝐿 = −𝐼 + + 2
+ 3
+ 4
+⋯
1 + 𝑟𝑚 1 + 𝑟𝑚 1 + 𝑟𝑚 1 + 𝑟𝑚
Investimento
• Assume-se que na economia há uma dada quantidade de projetos de
investimento, cada um com seu fluxo de rendimentos, representados
pelas sequências 𝐿𝑖,1 .
• Quanto maior r, a taxa de juros REAL de mercado, que é usada como
taxa de desconto, menos vale a pena investir, e menor o número de
projetos que é executado, pois apenas os que possuem os maiores
valores descontados das sequências 𝐿𝑖,1 , 𝐿𝑖,2 , 𝐿𝑖,3 ...Serão
implementados.
• Logo, o investimento é uma função decrescente dos juros:
↑ r então ↓ I(r)

O mercado de bens
• A equação fundamental da macroeconomia é:

Y=C Y−t Y +I r +G
• ou
Y−C=S Y−t Y +t Y =I+G

• Onde: C = consumo; S = poupança; T = Tributação; I = Investimento; G =


Gastos do governo; Y = Renda e r = taxa real de juros.
Curva IS
• IS é a sigla para Interest and Savings (juros e poupança).
• Dada pela equação:
Y=C Y−t Y +I r +G

• A curva IS é representada no espaço cartesiano bi-dimensional (r , Y).


r

IS
Y

Curva IS
• IS é a sigla para Interest and Savings (juros e poupança).
• Dada pela equação:
Y=C Y−t Y +I r +G
• Um exemplo de formulação para a IS é:
𝐶 𝑌 − 𝑡 𝑌 = 𝐶0 + 𝑐 × 1 − 𝑡 × 𝑌
𝐼 = 𝐼0 − (𝑏 × 𝑟)
• Então:
𝑌 = 𝐶0 + 𝑐 × 1 − 𝑡 × 𝑌 + 𝐼0 − 𝑏 × 𝑟 + 𝐺
Curva IS
• Lembrete com a descrição das variáveis: Y = Renda; I = Investimento; G
= Gasto do Governo (exógeno); b = sensibilidade do investimento aos
juros; t = alíquota do imposto de renda; C0 = parcela do consumo que
não depende nem da renda nem dos juros. É o consumo autônomo.
(exógeno); I0 = parcela do investimento que não depende nem da renda
nem dos juros. É o investimento autônomo. (exógeno) e c = Propensão
marginal a consumir. É o coeficiente menor que 1 e maior que zero que
representa o quanto se vai consumir da renda, (além do consumo
autônomo). Indica que quando aumenta a renda, cresce o consumo,
mas em uma proporção menor. 0 < c < 1.

Curva IS
• Propriedades da IS:
𝑌 = 𝐶0 + 𝐼0 + 𝐺 ҧ + 𝑐 × 1 − 𝑡 × 𝑌 − 𝑏 × 𝑟

0 < 𝑡 < 1; 0 < 𝑐 < 1; 𝑏 > 0

𝑌 − 𝑐 × 1 − 𝑡 × 𝑌 = 𝐶0 + 𝐼0 + 𝐺 ҧ − 𝑏 × 𝑟

𝑌 × (1 − 𝑐 + 𝑐 × 𝑡) = 𝐶0 + 𝐼0 + 𝐺 ҧ − 𝑏 × 𝑟

𝐴ҧ − 𝑏 × 𝑟 1
𝑌= ↔ 𝑌 = 𝐶0 + 𝐼0 + 𝐺ҧ − 𝑏𝑟 ×
(1 − 𝑐 + 𝑐 × 𝑡) 1−𝑐 1−𝑡
Multiplicador Keynesiano
• Tomemos então a última equação:
1
𝑌 = 𝐶0 + 𝐼0 + 𝐺ҧ − 𝑏 × 𝑟 ×
1−𝑐× 1−𝑡
• O termo à esquerda a fração representa o componente autônomo da
demanda e a sensibilidade da demanda aos juros. A fração que
multiplica referido termo é conhecida como o multiplicador Keynesiano.
• Note que: Mutiplicador
Keynesiano da
1 renda
>1
1−𝑐× 1−𝑡
• Logo, o multiplicador Keynesiano acima é maior que 1.

Equação da IS
• Tomemos novamente a última equação:
1
𝑌 = 𝐶0 + 𝐼0 + 𝐺ҧ − 𝑏 × 𝑟
1−𝑐× 1−𝑡
• Queremos determinar 𝑟 em função das demais variáveis na equação
acima. Então:
𝐶0 + 𝐼0 + 𝐺ҧ 𝑏×𝑟
𝑌= − →
1−𝑐 1−𝑡 1−𝑐 1−𝑡

𝐶0 + 𝐼0 + 𝐺ҧ 𝑏×𝑟
𝑌− =−
1−𝑐× 1−𝑡 1−𝑐× 1−𝑡
Equação da IS
1−𝑐× 1−𝑡
𝑏 × 𝑟 = 𝐶0 + 𝐼0 + 𝐺ҧ × −𝑌× 1−𝑐× 1−𝑡
1−𝑐× 1−𝑡
• Então:
𝑏 × 𝑟 = 𝐶0 + 𝐼0 + 𝐺ҧ − 𝑌 × 1 − 𝑐 × 1 − 𝑡
• Chegamos finalmente à Equação da IS:
𝐶0 + 𝐼0 + 𝐺ҧ 1−𝑐× 1−𝑡
𝑟= − ×𝑌
𝑏 𝑏

• Note que, no espaço (r, Y) o primeiro termo não influencia a inclinação da curva,
pois não multiplica nem r nem Y. Vamos ver que a inclinação da curva é dada
pelo termo que multiplica Y.

Exemplo
• Em uma economia, são dados:
𝐶 = 45 + 0,8 × 𝑌𝐷
𝐼 = 80 − 4 × 𝑖
𝐺 = 55
𝑇 = 50
• Pede-se:
a) Função IS?
b) Valores de 𝑌 quando a taxa de juros igual a 6% e 8%?
c) Analise as duas situações acima.
Propriedades da Curva IS
• Então, temos que, no espaço (r, y), a inclinação da IS é dada pelo
coeficiente de Y:
𝜕𝑟 ∆𝑟 1 − 𝑐 × (1 − 𝑡)
𝐼𝑛𝑐𝑙. 𝐼𝑆 = ≈ =− <0
𝜕𝑦 ∆𝑦 𝑏
• Também temos que: 𝑖 ≈ 𝑟 + 𝜋. Assumindo: 𝐴ҧ = 𝐶0 + 𝐼0 + 𝐺:ҧ
• Onde: i = tx. nominal de juros; r = tx. real de juros;  = tx. Inflação
𝐴ҧ 1−𝑐× 1−𝑡 𝐴ҧ 1−𝑐× 1−𝑡 ×𝑌
𝑟= − ×𝑌 →𝑖 = − +𝜋
𝑏 𝑏 𝑏 𝑏
• Logo, a inclinação é a mesma no espaço (r, Y) e em (i, Y).

Deslocamentos da IS
• As variáveis que deslocam a IS são as variáveis exógenas (que não são
determinadas pelo modelo). Tomando a formulação:
𝑌 = 𝐶0 + 𝑐1 × 𝑌 − 𝑡(𝑌) − 𝑏 × 𝑟 + 𝐼0 + 𝐺
• As variáveis que deslocam a IS são:
• 𝐶0
• 𝐼0
• 𝐺
• Elevações em quaisquer uma dessas variáveis deslocam a IS para a
direita. Reduções deslocam-na para a esquerda.
Propriedades da Curva IS
• A IS é, na verdade, uma condição de equilíbrio entre renda e demanda.
Seus pontos indicam os loci do espaço onde há equilíbrio entre renda e
demanda.
• Para sabermos como chegamos nela, temos que “separar” novamente a
renda da demanda
• Seja Y a renda e Z a demanda. A demanda s/ governo é:
𝑍 =𝐶+𝐼
• Se definirmos as funções afins como formas funcionais de consumo e
investimento, respectivamente:
𝐶 = 𝐶0 + 𝑐 × 𝑌
𝐼 = 𝐼0 − 𝑏 × 𝑟

Propriedades da Curva IS
• Então, teremos, em equilíbrio, quando Y = Z (não há variação de
estoques):
𝑌 = 𝑍 = 𝐶0 + 𝑐1 × 𝑌 + 𝐼0 − 𝑏 × 𝑟

• Esta igualdade será satisfeita na interseção das curvas da demanda


agregada e da renda agregada e no gráfico que segue.

• A interseção se dará em um ponto diferente para cada valor inicial de 𝑌,


𝑟, 𝐼0 e 𝐶0 .
Renda e demanda na IS

Aumento do Gasto autônomo


Derivação da Curva IS

Variando r, a taxa de juros


real, na equação:
1
𝑌 = 𝐴ҧ − 𝑏𝑟
1−𝑐 1−𝑡
E anotando os valores de r e
Y para cada ponto,
obteremos a IS.

O mercado monetário: a curva LM


• A curva LM (Liquidity Money) é o lugar geométrico do equilíbrio no
mercado monetário, no plano (𝑟, 𝑌).
• A hipótese principal é a de que há dois ativos: Moeda e Títulos
• Moeda:
✓ Moeda manual
✓ Depósitos à vista
• A principal característica da moeda é possuir liquidez imediata. Além
disso, não recebe remuneração (juros).
• Os títulos recebem remuneração (juros), mas por isso têm menor
liquidez.
O mercado monetário: a curva LM
• Os agentes da economia têm que decidir onde vão alocar sua riqueza
títulos ou moeda.
• Há três motivos para se demandar moeda:
✓ Motivo transacional: demanda-se moeda para se fazer frente aos
pagamentos (𝐿𝑡 );
✓ Motivo precaucional: as pessoas mantêm consigo encaixes monetários
para fazer frentes a eventualidades (𝐿𝑝 );
✓ Motivo especulativo: compra-se ou não títulos em função do que se
espera da taxa de juros de mercado (𝐿𝑒 ).

Demanda por moeda


• Demanda de moeda:
• A função 𝑀𝑑 = 𝐿(𝑖, 𝑌) é a função demanda por encaixes reais.

• 𝐿(𝑖, 𝑌) é decrescente na taxa NOMINAL de juros, i.

• 𝐿(𝑖, 𝑌) é crescente na renda 𝑌, pois quanto maior a renda, maior a


demanda por moeda para transação e especulação.

• Quanto maior P (preços), maior a demanda por moeda.


Demanda por moeda
• A demanda não usa a taxa real porque a inflação importa: quanto mais
inflação, menos se demanda moeda. Grosso modo, a taxa nominal de
juros é a real mais a inflação.
• Então:
𝑖 =𝑟+𝜋
• Onde: i = taxa de juros nominal; r = taxa de juros real e 𝜋 = taxa de
inflação.
• Quanto maiores os juros reais e quanto maior a inflação, maior será a
demanda por títulos. Logo, quanto maiores os juros nominais, menor a
demanda por moeda.

A Demanda de moeda no espaço (i,M)

A demanda por moeda


no espaço (i, M) é
negativamente inclinada,
pois a derivada de L(i,Y)
com relação a i é
negativa. Este fato se dá
porque quando aumenta
a taxa de juros ou a
inflação, eleva-se o custo
de oportunidade de se
reter moeda.
Relação entre o Preço dos Títulos e o Seu Rendimento
(Taxa de Juros)
• Suponha que um título seja negociado no mercado monetário a um
certo valor de face (valor recebido pelo investidor). Caso o valor de face
seja $100, o rendimento do investidor dependerá do preço pago pelo
título. Digamos que, devido as condições de demanda e oferta, o título
seja negociado ao preço de $95. Pede -se:
a) Calcule a taxa de juros.
b) Um aumento na demanda por títulos, que eleve o preço dos títulos para
$97, o que ocorre com seu rendimento?

Nota sobre os títulos


• Importante notar que os títulos (Bonds) considerados no modelo têm
taxas de juros pré-fixadas. Isto é: a taxa de juros 𝑟𝑝 é definida no
momento da compra do título.
• A taxa de juros de mercado, 𝑟𝑚 , contudo, pode variar ao longo do
tempo.
• Se o título for carregado até o vencimento, a taxa de juros paga será 𝑟𝑝
(daí renda fixa), seu valor de face será 𝑉𝐹0 . Contudo, se vendido antes,
seu preço – logo a taxa de juros efetivamente recebida pelo portador –
dependerá da taxa de juros de mercado:
𝑉𝐹0 × (1 + 𝑟𝑝 )
𝑉𝑃 =
1 + 𝑟𝑚
Nota sobre os títulos
• Assim, mesmo que os títulos sejam renda fixa, há um risco em mantê-
los. Mudanças no custo de oportunidade, isto é, na taxa de juros de
mercado, implicam variações no rendimento do título.
• Aumentos na taxa de mercado elevam o desconto sobre o valor de face
do título no futuro, reduzindo seu valor presente.
• Reduções na taxa de mercado, simetricamente, elevam o valor presente
do título.
• No Brasil, temos títulos pós fixados. Eles são menos arriscados, pois a
taxa de remuneração varia junto com a de mercado. Todavia, há
variação na remuneração do mesmo e a taxa exata de retorno é
desconhecida no momento da aplicação. Mas não há esse efeito-
riqueza.

Nota sobre os títulos


• Esse efeito riqueza, isto é, a perda momentânea e imediata de valor dos
títulos no momento de um aumento de juros (ou o ganho, no caso de
uma queda) explica o motivo especulativo da demanda por moeda.
• Se eu acredito que os juros vão subir, melhor manter moeda e esperar
que subam, antes de comprar o título. Assim, deixo de perder a
desvalorização.
• Se eu acho que os juros vão cair, não vendo o título, e tento comprar
mais, pois posso obter um ganho momentâneo de riqueza com isso.
• Daí vem a “especulação”.
A Oferta de moeda e o equilíbrio
• A oferta de moeda é exógena, determinada pela Autoridade Monetária
(A.M.): MS . São três instrumentos para a A.M. controlar a oferta de
moeda:
• Operações de redesconto;
• Depósitos compulsórios;
• Operações de “Open Market”.
• Em equilíbrio no mercado monetário, temos oferta (MS ) = demanda (Md).
Logo:
𝑀𝑆
= 𝐿(𝑖, 𝑌) = 𝑀𝑑
𝑃
• Esta equação determina a taxa de juros de equilíbrio e é a equação da LM.

A Oferta de moeda e o equilíbrio


• Então:
𝑀𝑆
= 𝐿(𝑖, 𝑌)
𝑃
• Um exemplo de formulação para L(∙) é:
𝐿 =𝑘×𝑌−ℎ×𝑖
• Então:

𝑀𝑆
=𝑘×𝑌−ℎ×𝑖
𝑃

𝑘 𝑀𝑠
𝑖= 𝑌−
ℎ 𝑃ℎ
A Oferta de moeda e o equilíbrio
• Então, a inclinação da LM é:

∆𝑖 𝜕𝑖 𝑘
≈ = >0
∆𝑌 𝜕𝑌 ℎ

• Logo, a LM é positivamente inclinada.

• Quanto maior 𝑘 (sensibilidade da demanda de moeda à renda), mais


vertical a LM.

• Quanto maior ℎ (sensibilidade da demanda de moeda aos juros) mais


deitada (horizontal) a LM.

Como chegamos à LM
• Como sabemos, a LM é uma coleção de pontos em que há equilíbrio no
mercado monetário.
• Isto é: a oferta de moeda é igual à demanda por moeda.
• Vamos, então, separar a oferta da demanda por moeda para vermos
como se chega ao equilíbrio.
𝑀𝑆
= 𝐿(𝑖, 𝑌) = 𝑀𝑑
𝑃
• A oferta de moeda é dada de independe dos juros (os juros dependem
da oferta).
• A demanda cai com os juros e sobe com a renda.
Exemplo
• Dados:
𝑀ഥ = 110
𝐿𝑡 + 𝐿𝑝 = 0,2 × 𝑌
𝐿𝑒 = 30 − 2 × 𝑖
• Pede-se:
a) Função LM?
b) Valores de 𝑌 quando a taxa de juros igual a 6% e 8%?
c) Analise as duas situações acima.

A Oferta e demanda de moeda


Expansão na Demanda de moeda

Expansão na Oferta de moeda


Como vamos deduzir a curva LM
• Vamos usar a conhecida fórmula da LM:
𝑀𝑆
= 𝐿(𝑖, 𝑌)
𝑃
• Sabemos que se i↑ então L↓.

• Sabemos que se Y↑ então L↑.

• Se M S ΤP é fixo, então, se mudarmos Y, vamos deslocar a demanda (note


que o Y não está em nenhum dos eixos).
• Anotando os pares (i, Y) para cada Y, teremos a LM.

Derivação da Curva LM
O Equilíbrio conjunto nos mercados

Exemplo
• Considere as curvas IS e LM desenvolvidas nos exemplos anteriores,
calcule:
a) Renda de equilíbrio;
b) Taxa de juros de equilíbrio;
c) Os valores de 𝐿𝑡 + 𝐿𝑝 , 𝐿𝑒 , 𝑌𝐷 , 𝐶 e 𝐼.
d) Plote o gráfico.
E-mail:
tiago.sayao@ibmec.edu.br

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