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Guia prático para elaboração de projetos de instalações

elétricas do tipo C

Índice geral

• Objetivo;
• Tipos de instalações e características das mesmas;
• Descrição geral das instalações;
• Dimensionamento das canalizações e circuitos;
• Classificação dos locais quanto à influência externa, utilização e construção;
• Normas e regulamentos.
• Normalização de materiais;
• Instalação coletiva e entradas;
• Quadros elétricos;
• Tomadas de corrente;
• Iluminação;
• Sistemas de proteção de pessoas para garantir a segurança;
• Verificação e manutenção das instalações.
Objetivo

No objetivo deve constatar toda a informação para que o leitor possa compreender o âmbito
do projeto.

Ao ler-se este capítulo deve ficar-se a entender a finalidade do projeto, o local onde vai ser
implementado e as principais características do edifício.

Poderá ainda ser feita uma referência ao remanescente conteúdo do projeto.

Tipos de instalações e características das mesmas

Espera-se neste capítulo a evidência dos detalhes da instalação elétrica, desde o modo como
é feito o ponto de entrega de energia até à última fração.

Concretamente devem ser descritos resumidamente:

• Instalação coletiva;
• Quadro ou quadros de colunas;
• Coluna montante;
• Serviços comuns;
• Frações autónomas;
• Garagens;
• Lojas;
• Tubagens;
• Quadros elétricos;
• Iluminação;
• Tomadas;
• Cabos;
• Etc.

Descrição geral das instalações

No capítulo dedicado à descrição geral das instalações, aconselha-se uma descrição


pormenorizada tais como, normas, regras, tipos de canalizações, proteções, etc.

A título meramente exemplificativo considere um edifício que possua caixas de coluna. Na


descrição a referência à IEC 61439 deverá vir indicada, que se localizam entre os 2m e os
2,80m acima do pavimento (regra 803.4.11), etc.
Dimensionamento das canalizações e circuitos

Para o correto dimensionamento das canalizações e circuitos vamos considerar um edifício


composto por 10 frações, em que cada uma delas é de 6,9kVA.

O exemplo que a seguir se expõe diz respeito ao dimensionamento da coluna montante:

• 10 frações a 6,9 kVA;


• Aplicando-se o coeficiente de simultaneidade de 0,56 (RTIEBT 803.2.4.3.2);
• Obtém-se uma P = 38,64 kVA correspondente a I = 56A;
• Para o correto dimensionamento da canalização, deve ter-se em conta o método
de referência. No caso de condutores isolados em condutas circulares embebidas
nos elementos de construção, o método de referência a considerar será o método
B, Ref.ª 5 (RTIEBT 521.2) e tabela 52-C2 (Anexo III da parte 5 das RTIEBT);
• A queda de tensão do troço correspondente à coluna deverá ser inferior a 1%
acrescido de 0,5% para o troço da entrada (RTIEBT 80.2.4.4.2 e 803.2.4.4.5);
• Assim, a canalização escolhida para o exemplo proposto, eventualmente poderá
ser VD 63/H07V-R4x25+1G16;
• Proteção à canalização no quadro de colunas 63A.reescrever esta frase

De forma análoga, deve ter-se em consideração diversos critérios para os restantes circuitos
da instalação elétrica, veja-se entre outras as regras 432 e 525.

Classificação dos locais quanto à influência externa, utilização e


construção

A classificação dos locais quanto à influência externa, utilização e construção são os definidos
na parte 3 das RTIEBT, concretamente na regra 320.

No caso em apreço, a classificação quanto à utilização será:

• a habitação “Locais de Habitação”;


• parqueamento “Parque de estacionamento coberto”;
• etc.

Normas e regulamentos

O projeto deve fazer referência a toda a legislação seguida. As mais significativas são as
referidas na página da Internet que dá acesso a este documento.
Normalização dos materiais

Por forma a satisfazer padrões de qualidade de uma instalação, devem referir-se as


características gerais dos materiais a utilizar como condutores, tubos, quadros e aparelhos de
proteção. Associado aos materiais têm-se as normas dos mesmos, a marcação CE e a
referência a classe de isolamento dos equipamentos, quando aplicável.

Caso seja necessário devem ser feitas referências a:

• Características de construção;
• Eletrificação dos quadros;
• Aos barramentos;
• Que condutores ou cabos utilizar;
• Referência à marcação indelével dos circuitos;
• Aparelhagens a utilizar;
• Disjuntores e poder de corte;
• Diferencias;
• Etc.

Todos os equipamentos devem vir referenciados em projeto de modo a clarificar quem o leia
e execute.

Instalação coletiva e entradas

Na instalação coletiva e nas entradas devem ser considerados os elementos da instalação que
a seguir se mencionam:

• Troço Comum;
• Quadro de Colunas;
• Coluna;
• Caixas de Coluna;
• Entradas.

De modo a perceber cada um destes elementos veja a regra 803 das RTIEBT. O tipo de
equipamento associado a cada elemento, bem como características dos mesmos, deve vir
indicado, assim como normas, soluções adotadas, proteções, etc.

Quadros elétricos

Cada instalação elétrica deve ser dotada de um quadro de entrada (RTIEBT 801.1.1.4).

De forma idêntica à descrição da instalação coletiva e entrada, veja-se a regra 801.1.1.4 e


seguintes. O tipo de equipamento associado a cada elemento, bem como características dos
mesmos, deve vir indicado.
Tomadas de corrente

As tomadas a utilizar nos locais de habitação, quando forem de corrente estipulada não
superior a 16 A, devem ser do tipo “tomadas com obturadores”(regra 801.5.6.4). Quando
forem de corrente estipulada superior a 16 A, devem ser dotadas de tampa e limitadas às
estritamente necessárias às utilizações previstas.

Nos estabelecimentos escolares as tomadas devem ter um código IP não inferior a IP3X, ou
IP2XC; para locais recebendo público veja-se a regra 801.2.1.6.

As referências à eletrificação, acessórios e características das tomadas, também são


relevantes e devem vir definidas neste capítulo.

Iluminação

Tratando-se de um local recebendo público recomendamos a leitura da regra 801.2.7.1.1.4


que define que devem existir dois circuitos de fases diferentes protegidos individualmente
contra os contactos indiretos para que na falta de um circuito não deixe integralmente sem
iluminação normal qualquer um desses locais.

Todos os órgãos de comando devem ser referenciados, nomeadamente a iluminação normal,


iluminação nas casas de banho, iluminação exterior, iluminação em arrecadações e
iluminação de socorro (regra 801.2.1.5.4).

As referências à eletrificação, acessórios e tipos de luminárias, também são relevantes e


devem vir definidas neste capítulo.

Sistemas de proteção para garantir a segurança

Os sistemas de proteção destinam-se a garantir a segurança das pessoas, dos animais e dos
bens contra os perigos e os danos que possam resultar da utilização das instalações elétricas
nas condições que possam ser razoavelmente previstas.

Assim deve ser tido em conta a proteção contra os choques elétricos:

• Proteção contra contactos diretos;


• Proteção contra contactos indiretos;
• Proteção contra os efeitos térmicos;
• Proteção contra as sobreintensidades;
• Proteção contra as sobreintensidades;
• Proteção contra as sobretensões.
Verificação e manutenção das instalações

Após concluídos os trabalhos, existem alguns ensaios a fazer à instalação, bem como
salvaguardar a manutenção da instalação em si. Os ensaios mais importantes a reter são:

• teste de continuidade;
• medição da resistência de isolamento;
• medição da resistência do elétrodo de terra.

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