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Modalidade para a educação de surdos


A história da educação de surdos nos aponta três abordagens
filosóficas: o oralismo, a comunicação total e o bilinguismo.

 A modalidade oralista propõe a capacitação da pessoa surda a utilizar a


língua da comunidade ouvinte como única possibilidade linguística,
usando a voz e a leitura labial tanto nas relações sociais como no
processo educacional.

 Dentro da abordagem oralista é imprescindível o apoio do profissional


fonoaudiólogo e o uso de cabine de fala (treinamento auditivo e leitura
labial). A aprendizagem da escrita, o conhecimento de outros conteúdos
curriculares, a integração e a presença dos surdos adultos são
consideradas, nesta abordagem, como segunda categoria. A
aprendizagem era feita através da repetição de palavras, imitações e
cópia, ensinando os surdos a se comportarem como pessoas ouvintes.

 O processo de aprendizagem inclui: treinamento auditivo (estimulação


para reconhecimento e discriminação de ruídos, sons ambientais e sons
de fala); desenvolvimento da fala (exercícios para a mobilidade e
tonicidade dos órgãos envolvidos na fonação – lábios, mandíbula,
língua) e leitura labial.

 Samuel Heinicke (1712-1789) foi considerado na época o maior


educador de surdos da Alemanha, seguia o método de oralização de
Giovanni Conrado. Foi Samuel quem fundou a primeira escola pública
baseada no método oral.

 Em 1880, no Congresso Internacional de Milão, Alexander Graham Bell


aproveitou-se de todo o seu prestígio em defesa do oralismo e ajudou na
votação sobre qual método deveria ser utilizado na educação dos
surdos. O oralismo venceu, sendo que o uso da língua de sinais foi
oficialmente proibido. Nesse congresso, os professores surdos foram
excluídos da votação. Após o evento, a metodologia oral passou a ser
utilizada em todas as escolas para surdos. Dos 164 representantes
presentes ouvintes, apenas 5 dos Estados Unidos votaram contra o
oralismo puro.

 No Brasil, em 1857, a educação de surdos teve início no governo


Imperial de D. Pedro II, quando o professor francês Hernest Huet, a
convite de D. Pedro II, veio para ao país para fundar a primeira escola
para meninos surdos. As meninas são mantidas fora da instituição até
1932. E em 1933, para atender a demanda feminina, é fundado o
Instituto Santa Terezinha, em São Paulo.

 Somente em 1960, a língua de sinais teve novamente o seu lugar de


destaque enquanto a língua do sujeito surdo. Este retorno foi atribuído a
Willian Stokoe, que realizou estudos e pesquisas sobre as línguas de
sinais e sua aplicação na educação para crianças surdas. Através da
publicação de seu artigo “A estrutura da língua de sinais: o perfil de um
sistema de comunicação visual dos surdos americanos” foi comprovado
que a língua de sinais possuía todas as características presentes nas
línguas orais, sendo dessa forma considerada a língua natural dos
surdos. (INFORMAÇÃO EXTRA)

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