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Religião significa religação com o Divino.

São diversas religiões em todo


o mundo e cada indivíduo tem livre arbítrio para escolher qual seguir. Religião é
ligada à cultura e influencia e sobre influência de crenças, filosofia e ética de
um grupo social. Composta de determinadas crenças, ritos sempre com o
intuito de demonstrar a fé. Religiosidade é reflexão, expressão ou prática em
que se manifesta os valores do sagrado do indivíduo ou de um grupo social.
A Etiópia é um país do continente africano que sofre com a pobreza e
cuja população é em sua maioria rural. As religiões da Etiópia são o
Cristianismo (Ortodoxo e Protestantes), Islamismo, crenças tradicionais e
outras. A cultura etiópica é influenciada pelas religiões e pelos vários povos
daquele país, marcado por nômades e onde se cruzaram tendências religiosas
judaicas, cristãs e muçulmanas. A música recebeu influência de tribos
circundantes do Egito e utiliza sistros e tambores. Como tem vários povos de
várias origens, assim como no Brasil, há o sincretismo entre as religiões. A
abandeira da Etiópia, por exemplo, o vermelho significa o poder e a fé; o
amarela, a igreja e a paz e o verde significa a terra e a esperança.
A Constituição Federal de 1988 enfatiza o direito à liberdade de
consciência e crença religiosa. No Brasil, vemos alguns avanços, mesmo que
tímidos, na busca pelo pleno direito ao gozo religioso. Apesar da matriz
africana presente em nosso território, religiões afro-brasileiras ainda sofrem
com preconceitos e intolerâncias. Pesquisas mostram que apesar de no Distrito
Federal (DF) apenas 0,2% da população ser adepta as religiões com ligações
africanas, 59,42% dos crimes de intolerância têm esses grupos como alvo.
Após vários atos contra essas religiões, com violações de símbolos religiosos
(queima de estátuas de Orixás em praça pública, por exemplo) e incêndios de
templos umbandistas e candomblecistas, o Governo do Distrito Federal criou a
delegacia especializada na repressão aos crimes de discriminação religiosa.
Além disso, é possível ver que no DF as escolas são estimuladas a promover
estudos sobre religiões afro-brasileiras e como nossa cultura sofre influências
das religiões. O Brasil é um país laico. Governo algum pode ser favorável ou
estimular uma determinada religião. Porém, vemos o laicismo abalado
atualmente. Claramente, religiões com bancadas no Congresso Nacional têm
mais privilégios. No DF, verbas destinadas à educação foram realocadas para
a construção do Museu Nacional da Bíblia. Grupos contrários tentaram impedir
a construção, alegando afronta à liberdade religiosa e à laicidade do Estado.
Ora, ninguém é contrário à construção de um museu, mas porque não construir
um museu da liberdade religiosa, onde poderiam ser expostos símbolos e
obras de arte de todas as religiões? A construção do museu segue em
polêmica no DF.
No DF há o tradicional réveillon na “Praça dos Orixás”, onde religiões de
matrizes africanas se encontram e celebram, com comidas, rituais, danças,
vestimentas e músicas, a chegada de um novo ano. Outra festa e celebração
tradicional, que atrai milhões de pessoas por ano, é a “Semana de
Pentecostes”: uma semana de vigília, orações, pedidos e depoimentos que
ocorre na Paróquia São Pedro.
O DF foi construído a partir da vinda de pessoas de todas as regiões do
Brasil. O DF é miscigenado até em sua religião. Mas como o aprendiz pode
saber respeitar todas as diferenças religiosas existentes neste pequeno
quadrado? Construindo o seu saber além da sua religião e observando que,
apesar das diferenças, todas as religiões buscam interligar o ser humano a
algo superior e que surgiram na busca pela superação de alguma dificuldade
social. Ao invés de mostrar as diferenças, seria trabalhado as similaridades.
Após estudo prévio sobre religião e religiosidade, haverá uma exposição para
toda comunidade. Os alunos apresentarão o que acharam de mais salutar e
nobre em cada religião. Ao final, poderá ser possível perceber que a essência
religiosa não é somente profetas, símbolos, vestimentas e dogmas, mas sim a
comunhão de uma sociedade e de suas particularidades ao redor do seu
sagrado, carecendo, sempre, de respeito!

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