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INTRODUÇÃO À PESQUISA: CONCEITO,

ESTRUTURA E ELABORAÇÃO
O Papel da Pesquisa nas Sociedades

Andreia Oliveira Jardim


Caroline Lorenzon Fagundes
Claudia Dorigon Tosetto
Jênifer Balbinot
Prof. Patric Bernardi
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Licenciatura em Pedagogia (PED1759) – Seminário Interdisciplinar I
04/07/2017

RESUMO
O presente artigo abordará a introdução à pesquisa, explorando pontos importantes, como o
conceito, sua estrutura e elaboração, além de investigar de forma clara e explicita o papel da
pesquisa nas sociedades, abordando pontos relevantes a serem explanados, como o
desenvolvimento histórico da pesquisa, os tipos de pesquisa, a importância do pesquisador e
avaliar os pontos negativos e positivos da pesquisa, com objetivo de analisar e expor o fundamento
da pesquisa, e sendo essencial dentro dos avanços nas sociedades. Este estudo de natureza
qualitativa, elaborado através de revisão de literatura aponta que a pesquisa se demonstra de
grande valor para o desenvolvimento das sociedades, onde está esteve presente desde as origens da
civilização. Com isso, evidenciam-se aspectos fundamentais da pesquisa e como esta contribuiu e
pode contribuir para o progresso apresentado no decorrer do desenvolvimento humano em vários
contextos sociais.

Palavras-chaves: Papel da Pesquisa. Fundamento da Pesquisa. Desenvolvimento Humano.

1 INTRODUÇÃO

A pesquisa nada mais é do que conhecer o que as pessoas pensam de determinados assuntos,
é um conjunto de ações que visam a descoberta de novos conhecimentos. Ao iniciar uma pesquisa,
deve-se analisar qual o público-alvo a ser atingido, qual o objetivo a ser alcançado e qual será sua
contribuição para a sociedade.

Atualmente a pesquisa tem um papel de suma importância, e evidencia-se que a pesquisa


está cada vez mais presente e sempre em um constante avanço, de modo que se pode pensar na
pesquisa como uma ferramenta, um meio em que se possibilite dar acesso a campos que antes não
eram explorados, onde estas são responsáveis por diversas descobertas através dos anos.
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Demonstrou-se também um avanço do pesquisador e dos diferentes métodos de pesquisa, que estão
em desenvolvimento e aprofundamento, permitindo possibilitar para as sociedades novas formas
para que se tenha uma construção de conhecimento, do saber, sendo uma ferramenta que está cada
vez mais acessível para a população.

O objetivo deste trabalho é analisar e explicitar qual é o papel da pesquisa para as


sociedades, onde a pesquisa possui diferentes formas de se apresentar ou se desenvolver, busca-se
também demonstrar qual a sua relevância perante o desenvolvimento frente aos diferentes contextos
sociais, ressalta-se a importância deste estudo, pois a pesquisa pode nortear o avanço das
sociedades, frente a diversos campos ou áreas, sendo esta fundamental, onde se evidenciou a partir
de fatores históricos que proporcionaram e ainda proporcionam através das pesquisas um
desenvolvimento em diversos campos como a educação, a tecnologia, a medicina, entre outros.
Dentro desse tema serão abordados os seguintes assuntos: a história da pesquisa, os tipos de
pesquisa, a pesquisa na sociedade atual, e seus pontos positivos e negativos. Para isso, a
metodologia a ser utilizada será pesquisas através de livros, teses e monografias.

2 INTRODUÇÃO À PESQUISA: CONCEITO, ESTRUTURA E ELABORAÇÃO

2.1 O PAPEL DA PESQUISA NAS SOCIEDADES

2.1.1 A História da Pesquisa

A pesquisa foi e continua sendo de extrema importância para o desenvolvimento das


sociedades e possui um papel significativo diante dos avanços em diversas áreas do conhecimento,
além de ter sido fundamental para o desenvolvimento da ciência, pois conforme Franceschini et al
(2012) a ciência originou-se por meio da pesquisa, sendo está um instrumento essencial para o seu
progresso e expansão, a pesquisa possui o conceito de ser algo que se busca investigar, que se
explora, com o intuito de esclarecer alguma dúvida ou adquirir conhecimento pelo objeto a ser
estudado.

Segundo Gressler (2004) a pesquisa é um método que provem desde os tempos remotos,
assim sendo muito utilizada pelo homem no seu desenvolvimento ao longo dos séculos, mas em
alguns contextos, não eram permitidos questionamentos, ou indagações, pois as pessoas que
possuíam autoridade, ou eram consideradas mais sabias, se posicionavam como sujeito de um único
saber.
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Franceschini et al (2012) evidencia que a pesquisa sempre esteve ligada ao ser humano e o
acompanhando durante sua evolução, a primeira forma de se pesquisar foi por intermédio do ato de
observar diversas situações, onde estas desencadearam grandes descobertas, como a movimentação
dos ventos que permitiu o acesso as navegações, o clima que proporcionou o desenvolvimento das
primeiras plantações, e com observações mais detalhadas em relação ao corpo humano descobriu-se
a medicina.

Gressler (2004) traz outros métodos que foram cruciais para a origem e desenvolvimento da
pesquisa, nos tempos arcaicos a pesquisa se dava através do conhecimento baseado nas vivências do
próprio ser humano, sendo que muitas vezes este aprendia por meio de acidentes, de modos
intuitivos, através de observações feitas em determinadas situações, além da colocação de
pensamentos em prática, as quais não se possuíam noções das consequências que poderiam
acarretar. Com isto, inicialmente estes métodos disponibilizaram descobertas simples, as quais
aconteciam no cotidiano, mas que possuíam para aqueles seres humanos uma grande importância.

Segundo Silva (2001) a pesquisa possui uma história longa que permeia os séculos, onde
utilizou-se principalmente do método da filosofia durante os seus primeiros anos, mas teve o seu
ápice principalmente nos séculos XIX e XX, a pesquisa contribuiu para que se realizassem novas
descobertas. Desta forma, a sociedade daquela época possuía um novo olhar frente a determinadas
situações, onde antes estavam cercados por uma tradição religiosa, e que se utilizava de
explicações, sobrenaturais ou místicas, que não permitiam questionamento, ou contradições. Silva
(2001) cita alguns pesquisadores que tiveram uma grande importância para os avanços e
descobertas através dos séculos, como Newton (1642-1727) com a teoria da relatividade, Descartes
(1596-1650) o qual teve uma imensa contribuição para a área das pesquisas, e que postulou regras
fundamentais, que são elas: a evidência, a análise, a síntese e a numeração, além de outros como
Galileu (1564-1642) com o método experimental, e assim teve-se outras grandes descobertas
através dos anos que vão da ciência até a tecnologia.

Gressler (2004) evidencia que em relação ao desenvolvimento da pesquisa no Brasil houve


um atraso em comparação a alguns países, onde o motivo pode-se basear em fatos históricos, como
na colonização, em que os costumes portugueses foram trazidos para o Brasil. No entanto, Portugal
não possuía uma tradição que priorizasse a pesquisa, sendo que essa abrangia uma cultura
fortemente influenciada pela literatura e pela religião, sendo a base da sociedade portuguesa, em
relação ao primeiro indício da evolução nas pesquisas no Brasil, ocorreram de forma muito fraca e
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demonstrou-se poucos avanços, as quais realizaram-se através das reformas feitas por Marquês de
Pombal. Ainda, conforme Gressler (2004) outros fatores podem ser explicitados por contribuírem
para o pouco avanço no crescimento das pesquisas no Brasil, como a inibição cultural posta pelos
portugueses em determinada época, onde está impossibilitava o acesso a bibliotecas e
universidades, essa repressão se manteve até a chegada da família real. Além disso, a economia do
Brasil baseava-se na escravidão, e em uma forte diferença entre as classes sociais, as respostas a
estes atos históricos estão sendo refletidas na atualidade, onde realmente houve alguns avanços na
área da pesquisa brasileira, mas pode-se observar que o país ainda possui uma grande dependência
em relação a tecnologia e a ciência de outros países.

2.1.2 Tipos de Pesquisa

Ao se iniciar uma pesquisa é preciso pensar e decidir que tipo de pesquisa deverá ser
utilizada, pois existem diferentes tipos de pesquisa, os mesmos se classificam quanto ao nível em
exploratória, descritiva e explicativa e quanto aos procedimentos utilizados. Gressler (2004) cita em
seu livro: introdução a pesquisa os autores Isaac e Michael (1975), sendo estes importantes para a
pesquisa, e desenvolvem um estudo aprofundado onde estes rotulam os tipos de pesquisa em:
histórica, descritiva, desenvolvimentista, estudo de caso, correlacional, causa-comparação,
experimental, quase-experimental e pesquisa em ação, os quais serão abordados no decorrer do
trabalho. Inicia-se a partir da pesquisa histórica, pois conforme Gressler (2004) apud Isaac e
Michael (1975) a pesquisa histórica relata fatos históricos, acontecimentos sociais, manifestações
culturais e hábitos que aconteceram no passado, sendo o principal meio utilizado a análise
documentária, pois é através dessas análises, sobre aquilo que se possuí, que será investigado se os
acontecimentos são verídicos, como procederam, entre outros aspectos, a pesquisa histórica busca
ser exigente quanto ao processo de investigação, onde está desenvolve uma maneira para que se
faça compreender fatos passados e com isso usar várias lições, as quais possam dar uma base, ou
nortear a população atual, os autores mencionados ressaltam também que esta forma de pesquisa
pode não obter algo definitivo, pois estas podem estar à mercê de alterações.

Conforme Gressler (2004, p. 51) apud Isaac e Michael (1975, p. 17), “a pesquisa histórica
consiste em coletar, avaliar, verificar e sintetizar evidências para estabelecer fatos e obter
conclusões em relação a uma hipótese”. A pesquisa histórica visa produzir um registro fiel do
passado e contribuir para a soluções futuras, para Gressler (2004, pag. 53 e 54) apud Isaac e
Michael (1975), “a pesquisa descritiva é classificada como um tipo à parte de pesquisa. Partes
descritivas são encontradas em todos os demais tipos de pesquisa, bem como o aspecto da revisão
bibliográfica ou o background do problema, que também fazem parte de todas as investigações”.
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Gressler (2004) apud Isaac e Michael (1975) trazem que a pesquisa descritiva relata acontecimentos
e traços que se apresentam nos diversos grupos ou locais, onde está tem a funcionalidade de realizar
uma descrição de tudo que ocorre em determinados lugares ou populações a serem estudadas, onde
possui-se o intuito de ajudar em questões futuras, além dos resultados serem utilizados para
abordarem pontos muito importantes para a sociedade, como o número de bebês que morem antes
do primeiro ano de vida ou fazer um estudo que busque caracterizar as famílias de uma determinada
cidade. “A pesquisa descritiva observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos
(variáveis), sem manipulá-los; estuda fatos e fenômenos do mundo físico e, especialmente, do
mundo humano, sem a interferência do pesquisador.” (RAMPAZZO, 2005, p. 53).

Gressler (2004) apud Isaac e Michael (1975) enfatizam que a pesquisa desenvolvimentista
busca estudar as sequências de alterações e crescimentos apresentados através dos anos, este tipo de
pesquisa baseia-se e utiliza como métodos, investigações, estudos transversais e longitudinais, onde
tem-se como exemplo: fazer um acompanhamento em determinado grupo onde pode-se caracterizar
as mudanças, como em relação ao comportamento, ou desenvolvimento das pessoas estudadas. Em
relação à Pesquisa de estudo de caso, Goldenberg (2004, p. 33 e 34) traz que:

O termo estudo de caso vem de uma tradição de pesquisa medica e psicológica, na qual se
refere a uma análise detalhada de um caso individual que explica a dinâmica e a patologia
de uma doença dada. [...] o estudo de caso reúne o maior número de informações
detalhadas, por meio de diferentes técnicas de pesquisa, com o objetivo de apreender a
totalidade de uma situação e de escrever a complexidade de um caso concreto.
(GOLDENBERG, 2004, p. 33 e 34).

Segundo Gressler (2004) apud Isaac e Michael (1975), a pesquisa de estudo de caso, busca
focar-se a desenvolver investigações ou estudos a respeito do que ocorreu no passado, no presente e
nas interações que o homem teve e tem com o ambiente, sendo esta uma forma de pesquisa bastante
intensa que busca envolver as fases da vida das pessoas, sendo individualmente, grupos ou na
comunidade, este tipo de pesquisa é utilizado frequentemente nas pesquisas exploratórias de novos
campos, sendo fundamental na descrição, intervenção, entre várias situações, tendo como
característica bastante forte abordar as diferentes opiniões em determinada situação. A pesquisa
correlacional conforme os autores citados anteriormente é um tipo de pesquisa que investiga as
relações ou as correspondências que estão em comum ou existentes entre uma causa, e outra.

Para Rey (2005, p. 30):

A chamada pesquisa correlacional deu lugar a um modelo ascético, despersonalizado,


regular e quantitativo de produzir conhecimento, que até hoje é considerado equivalente à
chamada metodologia científica. Nesse modelo excluíam-se da condição de sujeitos
pensantes tanto o pesquisador como o sujeito pesquisado, os quais eram substituídos por
instrumentos validados e confiáveis, considerados caminho idôneo para produzir
conhecimentos ‘objetivos’ sobre o problema pesquisado. [...] (REY, 2005, p. 30).
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“A pesquisa causa-comparação investiga possíveis relações de causa e efeito por meio de


observação de consequências [sic] existentes; difere do modelo experimental, o qual coleta dados
em condições presentes sob controle.” (GRESSLER, 2004, p. 58 apud ISAAC e MICHAEL, 1975).

Gressler (2004) apud Isaac e Michael (1975) traz também aspectos negativos para a pesquisa
causa-comparação, sendo que estes se baseiam em uma ausência de controle nas possíveis variáveis
que irão se apresentar. A pesquisa experimental conforme Gressler (2004) apud Isaac e Michael
(1975) este tipo de pesquisa origina-se na relação entre o que ocasiona algo e o resultado
apresentado dessa relação, sendo que se baseia em apenas um indivíduo ou grupo, ou ainda vários
grupos que estão no decorrer de um tratamento e são comparados com outros que não estão. “A
pesquisa experimental busca relações entre fatos sociais ou fenômenos físicos através da
identificação e manipulação das variáveis que determinam a relação causa-efeito (estímulo-
resposta) proposta na hipótese de trabalho.” (PÁDUA, 2007, p. 62).

A Pesquisa quase-experimental de acordo com Gressler (2004) apud Isaac e Michael (1975)
se caracteriza quando no estudo, ou na investigação, não se apresentar um resultado preciso, ou
completo, onde não se consiga um controle absoluto. Ainda segundo os autores citados
anteriormente a pesquisa em ação tem como propósito explorar problemas e as soluções viáveis,
com o intuito de solucionar os problemas pondo em prática os resultados alcançados.

Gressler (2004, pg. 64) traz que:

A pesquisa em ação permite conclusões que vão além de uma mera impressão, ou a
resultados fragmentados. Trata-se de uma pesquisa flexível e adaptativa, que permite
mudanças durante o estudo, perdendo, por isso, grande parte do rigor científico. Tem, por
sua vez, grande valor na solução de problemas, mas contribui muito pouco para o corpo de
teorias de uma determinada ciência. Os objetivos práticos, porém, não devem afastar o
objetivo de obter conhecimento que, certamente, é a expectativa de toda a pesquisa
científica. Poderá, ainda, a pesquisa em ação, ser usada como um pré-teste, ou como
fundamento para pesquisas mais amplas e rigorosas. (GRESSLER, 2004, p. 64).

2.1. 3 A Importância do Pesquisador

Pesquisar trata-se diretamente de um conjunto de atividades, com o objetivo de se realizar


descobertas sobre um determinado assunto, Goldenberg (2004) ressalta que a formulação de um
projeto de pesquisa, é um processo de suma importância e que deve ser efetuado com cuidado, pois
é diante dessa fase que será definida a problemática a ser investigada. O pesquisador possui um
papel muito importante na pesquisa, pois este deve estar capacitado através de ferramentas que
possibilitem a construção de uma pesquisa precisa.
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Franceschini et al (2012) traz que após diversas descobertas que foram realizadas durante os
anos e que transformaram o mundo, o pesquisador está diretamente ligado a construção da verdade,
pois está sempre inovando e modificando, e dessa forma substituindo o que estava em um momento
anterior.

Segundo Goldenberg (2004) o pesquisador deve possuir uma postura objetiva e rigorosa ao
transcrever suas opiniões para um trabalho de pesquisa, uma das principais etapas do processo de
pesquisa é a de classificar as suas ideias cruciais para elaborar a parte teórica a ser desenvolvida.

Franceschini et al (2012, p. 5) aponta para uma semelhança entre o pesquisador, o


observador, e outros meios utilizados na ampliação do olhar:

O papel do pesquisador poderia ser comparado ao do observador, que ficava no alto dos
antigos navios observando tudo que estivesse ao alcance de suas vistas no horizonte, ou ao
do radar, que indica aos aviões a presença de objetos que fogem do campo visual. Esta
função de ‘olhar longe’ também é realizada por telescópios e aparelhos que registram os
tremores de terra ou movimento dos ventos, que trazem informações sobre situações que
ocorrem além do alcance da vista. Entre os novos instrumentos que ampliam o campo de
visão sobre o mundo também estão as pesquisas, porque estas ampliam e também
antecipam conhecimentos. (FRANCESCHINI et al., 2012, p. 5).

Marx (1867) traz um exemplo que faz alusão ao processo de construção que o pesquisador
enfrenta:
Uma aranha executa operações semelhantes às do tecelão, e a abelha supera mais de um
arquiteto ao construir sua colméia [sic]. Mas o que distingue o pior arquiteto da melhor
abelha é que ele figura na mente sua construção antes de transformá-la em realidade. No
fim do processo do trabalho aparece um resultado que já existia antes idealmente na
imaginação do trabalhador. (MARX, 1867).

Goldenberg (2004) ressalta que ao definir os objetivos a serem estudados o pesquisador deve
refletir sobre: como reconhecer um tema valioso, como fazer a elaboração de seu tempo de estudos,
como ordenar os dados que serão investigados, como elaborar sua construção bibliográfica, e como
fará para que os leitores assimilem a sua pesquisa, mas que os objetivos devem aderir as suas ideias
de pesquisa, e possuírem fontes de fácil encontro, o pesquisador precisa ter o conhecimento de que
tudo que conter em sua obra precisa ser correspondente aos seus objetivos de trabalho, e que devem
se apresentar com clareza e objetividade, sem delongar ou confundir.

Richardson (1999, p. 15) aponta alguns pontos que o pesquisador deve seguir na construção
de uma pesquisa:

A única maneira de aprender a pesquisar é fazendo uma pesquisa. Outros meios, porém,
podem ajudar. [...] exemplos concretos de história do êxito e fracasso, frustações e
satisfações, duvidas e confusões, que formam parte do processo de pesquisa, produzem
uma impressão bastante diferente daquela que surge da leitura de um relatório final de
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pesquisa. [...] as destrezas para resolver dificuldades rotineira – tais como procurar
bibliografia relevante ao problema pesquisado, transformar uma idéia [sic] em um
problema de pesquisa, escrever um projeto e relatório final [...] a experiência lhe permitirá
enfrentar as dificuldades. (RICHARDSON, 1999, p. 15).

2.1. 4 Pontos Positivos e Negativos da Pesquisa

Costa (2008) evidencia que os aspectos positivos da pesquisa se baseiam na construção de


conhecimento, pois a pesquisa como método de investigação nos permite identificar, descrever,
interpretar, relacionar e explicar regularidades da vida em sociedade. Cabe salientar mais uma vez
que realizar pesquisa é construir ciência e tecnologia, ou seja, é no fomentar do conhecimento que
consegue-se melhorar vários setores da vida, vale destacar as várias aplicações da pesquisa para
perceber sua importância.

Costa (2008) ressalta que em relação aos aspectos negativos é importante que o ato de
pesquisar implique em interferir no objeto de estudo, pois o ideal seria manter certo distanciamento
em relação a este, entretanto o pesquisar envolve questões de significação e valores do próprio
pesquisador. Questões essas que podem comprometer o resultado da pesquisa se não forem
observados (aplicados) os métodos de pesquisa.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através do trabalho realizado enfatiza-se a importância da pesquisa para as diversas


sociedades, onde se pode destacar que desde os tempos mais remotos ela sempre esteve presente,
sendo está de extrema relevância para as várias descobertas e avanços através dos anos e sendo
fundamental para o desenvolvimento da civilização, onde como foi abordado por diversos autores,
está esteve presente no começo, sendo que aconteciam pelas próprias vivências, as quais foram
essenciais para a sobrevivência, até descobertas atuais da pesquisa, onde proporcionaram e
propiciam um avanço em diversas áreas como na tecnologia e saúde, em relação ao país, como foi
abordado no decorrer do artigo, este esteve um pouco distante de outros países quando se trata de
pesquisa por diversos fatores, mas que o mesmo continua em busca de se aprimorar nesses setores.

Em relação à pesquisa, destaca-se que existem diferentes tipos de pesquisa, estes se diferem
quanto aos níveis em exploratória, descritiva, explicativa, e quanto aos métodos seguidos, que
podem ser utilizados quando possui-se o intuito de pesquisar, sendo que quando se inicia uma
pesquisa é importante observar e escolher a melhor forma de se empregar no tema a ser pesquisado,
pois este pode influenciar no resultado a ser obtido. Dentro das pesquisas, evidencia-se a existência
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do pesquisador, e a importância que o mesmo representa sobre as pesquisas realizadas, e que é


através do pesquisador que essas investigações ocorrem e se desenvolvem, dessa forma, o
pesquisador é o responsável por todo e qualquer avanço, pois sem ele não haveriam pesquisas.

Ressalta-se, também, que apesar de todos os pontos positivos que a pesquisa proporcionou e
proporciona, está pode revelar aspectos negativos quando aborda temas, ou assuntos, de forma
errônea e equivocada ou quando está não possui um olhar, humano e ético, sendo assim prejudicial
à sociedade, afetando-a de forma negativa.

Portanto, pode-se considerar que a pesquisa possui um papel de extrema relevância e


importância para as sociedades, pois através da pesquisa originaram-se vários avanços desde a
sobrevivência na civilização arcaica, até o livre acesso ao conforto na atualidade, permitindo
também que as sociedades se desenvolvessem através dos tempos, resultando em avanços em
diversas áreas, mas ressalta-se também que está possui pontos negativos.

REFERÊNCIAS

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