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SAE DIGITAL S/A

SAE DIGITAL S/A LIVRO DO PROFESSOR | MATEMÁTICA


Curitiba 1.a SÉRIE - LIVRO 1
2018 ENSINO MÉDIO

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 1 12/10/2017 19:55:46


© 2018 – SAE DIGITAL S/A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem
autorização por escrito dos autores e do detentor dos direitos autorais.

FICHA CATALOGRÁFICA
S132

SAE, 1. série : Matemática, 1. série : livro 1 : Ensino Médio : livro do professor


/ SAE DIGITAL S/A. - 1. ed. - Curitiba, PR : SAE DIGITAL S/A, 2018.

130 p. : il. ; 28 cm.

ISBN 978-85-9505-674-9

1. Matemática - Estudo e ensino (Ensino Médio). 2. Matemática (Ensino


Médio) - Problemas, questões, exercícios. I. Sistema de Apoio ao Ensino : o
passo à frente. II. Título : Matemática, 1. série : livro 1 : Ensino Médio : livro do
professor. I. Título.

CDD: 372.7
CDU: 373.3.016:510

Créditos capa: Kotkot32/Shutterstock | Polishchuk Elena/Shutterstock

Disciplina Autores
Matemática Carolina de Almeida Santos Pinotti
Ednei Leite de Araújo

Todos os direitos reservados.

Produção
SAE DIGITAL S/A.
R. João Domachoski, 5. CEP: 81200-150
Mossunguê – Curitiba – PR
0800 725 9797 | Site: sae.digital

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SUMÁRIO

Pilares pedagógicos ........................................................................ IV

Ensino Médio ...................................................................................... IX

Material SAE – Programação de conteúdos ...................... XII

Conheça seu livro...........................................................................XVI

Organize seu estudo...................................................................... XX

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Pilares pedagógicos
Os pilares pedagógicos do SAE vêm ao encontro das habilidades esperadas dos aprendizes
do presente, expostos a um ambiente que exige leitura plural do mundo e que se caracteri-
za pelas rápidas mudanças nos campos científico, tecnológico e político, mas que, ao mesmo
tempo, não deixam de lado a valorização das necessidades da coletividade, da capacidade de
interpretar a realidade local e global e promover o desenvolvimento da tolerância e da refle-
xão, em detrimento de seus saberes iniciais e necessidades individuais. Além disso, eles visam
à formação de indivíduos com capacidade de buscar mudanças que levem à melhoria das suas
condições de vida e daqueles que os cercam.
Para desenvolver habilidades que atendam a tantas (e tão complexas) necessidades, as
estratégias do SAE estarão fundamentadas em quatro pilares que sustentam o trabalho peda-
gógico. São eles: protagonismo, rigor conceitual e conteúdo relevante, pensamento complexo
e transformação da realidade.

Protagonismo
A iniciativa pela busca do conhecimento, fundamentada pela vontade do estudante em
aprender além do que os livros escolares e aulas são capazes de transmitir, pode ser entendida
pelo “protagonismo” do aluno em seu processo de aprendizagem. Nele, o professor continua a
ter um papel ímpar e decisivo nos resultados, conduzindo as aulas e provocando a aprendiza-
gem. Porém, o incentivo a continuar a caminhada de aquisição de conhecimentos, por meios
próprios ou fornecidos por ferramentas do sistema, será constante e permitirá a ele, aluno, ir
além de forma mais autônoma. Essa proposta vai ao encontro do primeiro pilar do relatório da
Unesco para a Educação do Século XXI, que é aprender a conhecer.
Com isso, o ambiente de sala de aula como espaço de aprendizagem quase único poderá
ser extrapolado. Desde o momento em que as leituras complementares serão sugeridas, pas-
sando por pesquisas e sugestões de aprofundamentos, até a constante inter-relação de con-
teúdos ao contexto dos alunos, a “provocação”, o convite para ir além e construir novos sabe-
res alinhados a suas preferências e seus talentos levarão o aprendiz a ver mais sentido no que
se aprende. Os conhecimentos prévios serão sempre valorizados e, mais que isso, utilizados
ativamente como ponto de partida para novos saberes.
Dessa maneira, considera-se que a compreensão do cotidiano do edu-
cando, nos dias de hoje, é vital para a elaboração de propostas e meca-
nismos pedagógicos eficazes. Além disso, investir no protagonismo juve-
nil fortalece a perspectiva de educar para uma cidadania plural, ética e
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as razões
PI_EM18_1_MAT_L1

A
210 MAT

IV

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Rigor conceitual e conteúdo relevante
Para que o protagonismo e a iniciativa na aquisição de conhecimentos levem a resultados
transformadores na vida dos aprendizes, é fundamental observar um segundo pilar que se
encontra não abaixo do primeiro, mas ao seu lado, em termos de importância: o rigor concei-
tual e a definição dos conteúdos relevantes. De que adiantariam iniciativas de estudantes e
de seus professores como protagonistas em busca de conhecimentos que conceitualmente
mostram-se equivocados?
Esse pilar trata da consciência de que há saberes considerados verdades esgotadas em
questionamentos (nas diferentes ciências), mas que são passíveis de mudança em virtude de
novas pesquisas e descobertas. Até que isso ocorra, os estudantes precisam dominar as bases
conceituais do que se sabe até o presente. Dominar o que é confiável em termos conceituais
de uma ciência e o que é especulação ou teorias não experimentadas e comprovadas, ou seja,
rigor conceitual.
Um material didático é rigoroso quando é fundamentado em uma cuidadosa construção
conceitual e adequação metodológica, quando as formas e os mecanismos que nortearam a
realização do trabalho e a elaboração de suas conclusões são claros, apropriados e resistentes
a um processo de crítica franca e aberta, e o conhecimento por ele gerado seja confiável.
Não raro, estudantes veem-se às voltas com dificuldades em dominar conteúdos mais
avançados em diferentes áreas do conhecimento, como Matemática, Física ou uma reflexão
sociológica, entre outros, por absoluto desconhecimento dos conceitos – sejam eles elabora-
dos ou vivenciados – que norteiam os pontos de partida dessas ciências. Como discutir os as-
pectos positivos ou negativos de um regime político sem antes conhecer os conceitos desse
regime? E mais, sem conhecer diferentes conceitos, vindos de diferentes autores, como discer-
nir qual ou quais deles refletem o melhor e mais completo? Como compreender um processo
de degradação ambiental, provocado por um poluente sem saber, antes, o que é poluição?
Dentro dessa concepção é que o conhecimento científico mostra-se indissociável dos demais e
caminha para a consolidação deles.
É necessário, também, elencar quais conteúdos são relevantes ao aprendiz. Com a quan-
tidade de informações disponível, como identificar quais são pertinentes e importantes num
dado momento e quais não são? Há de se estabelecer critérios para isso.
Relevância, no sentido aqui atribuído, diz respeito ao impacto do conhecimento nas prá-
ticas sociais. Para que um conteúdo seja relevante, é preciso, em primeiro
lugar, que trate de questões consideradas importantes, dignas de atenção
pela comunidade e que tragam contribuições para o esclarecimento e a
redefinição dessas questões. Conteúdos que são apenas rigorosos, mas 6. Em um
a loja
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Contudo,
va chegan tav
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que pecam pelo fato de terem baixa relevância, correm o risco de ser
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completar o a altura para e) 40
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ou todos 50 vezes
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Rigor conceitual e conteúdo relevante: um ma-


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MAT A 21
7

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Quanto à pertinência contextual, observa-se no Sistema SAE grande importância para si-
tuar as informações e os dados a serem estudados nos contextos temporal, social, histórico e
cultural dos aprendizes. Embora estejamos falando de um contexto rico e amplo, dadas as di-
mensões de nosso país, há de se identificar um senso de equilíbrio para que a contextualização
seja praticada nas diferentes realidades.
A pertinência global diz respeito à noção de tudo que engloba o conhecimento. O exercício
da indissociabilidade de diferentes áreas do conhecimento poderá mostrar aos alunos que a
soma de partes leva a um conjunto maior, mais complexo e mais rico do que as partes isoladas.
As possibilidades resultantes da combinação das partes são inúmeras e complexas.
A pertinência multidimensional leva à escolha de conteúdos que permitam o diálogo entre
os saberes. Há temas envolvendo as Ciências da Natureza que conversam ativamente com
a Filosofia e Sociologia, assim como temas da área da Física que se encontram com a Arte, a
História ou a Geografia. É importante incentivar a leitura dos conhecimentos multidimensio-
nais, pois a realidade do mundo nos mostra que não há separação entre eles. Não poderia ser
a escola a responsável em permitir um aprendizado fragmentado.

Complexidade e saberes múltiplos


Como consequência natural dos dois pilares do protagonismo e rigor conceitual, os alu-
nos serão levados a um terceiro: o pensamento complexo. Os alunos serão incentivados a
buscar novas conexões entre os objetos aprendidos, atrelando um ou mais conhecimentos
de diferentes áreas, revisitando o mundo com uma nova perspectiva sobre o tema estudado.
Vivenciar essas novas conexões significa compreender a interdependência dos conhecimen-
tos. Significa desenvolver conhecimento global amparado por saberes múltiplos, e não estan-
ques, passíveis de mudança. É necessário ter a sensibilidade de não desqualificar um dado
saber (seja por conta de sua origem histórica, geográfica, étnica ou culturalmente diferente)
em detrimento de outro, mas recepcionar vários saberes relevantes e interligá-los para apri-
morar a compreensão do mundo.
Os avanços tecnológicos demandam o reconhecimento da complexidade dos fatos. Dessa
maneira, é mister pensar em modos de articulação do conhecimento que coloquem em conso-
nância problemas provenientes de saberes múltiplos, tais como a Ciência, a Filosofia e as Artes.
Conectar conhecimentos envolvendo História e Filosofia, e aplicá-los,
por exemplo, na interpretação de um episódio de natureza política ou
econômica, com o devido rigor conceitual e clareza de ideias, é uma ação
ambiciosa para quem aprende e para quem ensina. Junto a essas cone-
k
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xões, buscar-se-á o exercício da criticidade e de reflexões alinhadas aos


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Diagrama
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reconhecendo a existência de paradoxos e convivendo, em muitas si-
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2007 16,1
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éricos. +21%
demos que o ideal da verdade, da neutralidade e da objetividade ce-
dados num 11,2
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dem lugar, cada vez mais, a uma abordagem que coloca o observador
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de
como parte integrante do processo de construção do conhecimento.
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VIAGEN Transport 4 976 de 9 330 b) inteiros
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(em R$)

d) reais.
Complexidade e saberes múltiplos: o paradig-
ma da complexidade engendra reunir e ressignificar.
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desordem, da separação e da união, da autonomia


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e da dependência, que às vezes são complementa-


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res e antagônicos. A ideia dos saberes múltiplos in-


tegra a imprecisão e a dúvida e é capaz de conceber
A
230 MAT
PI_EM18_1_MAT_L1

a organização.

VI

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 6 12/10/2017 19:56:01


A pesquisa e a análise do complexo pressupõem uma não completude, a presença da dúvi-
da, de outras interações e pesquisas, de muitas outras questões a serem processadas.
Vale considerar que o pensamento complexo não se opõe ao pensamento simplificado,
mas o incorpora. Enquanto simplificar implica separar e reduzir, o paradigma da complexidade
engendra reunir e ressignificar. A proposta é articular os princípios da ordem e da desordem,
da separação e da união, da autonomia e da dependência, que às vezes são complementares
e antagônicos. A ideia dos saberes múltiplos integra a imprecisão e a dúvida e é capaz de con-
ceber a organização. “Ele é capaz de contextualizar e globalizar, mas pode, ao mesmo tempo
reconhecer o que é singular e concreto” (MORIN, 2007, p. 76). É um constante vai e vem entre
convicções e dúvidas, entre o que parece óbvio e básico e o que se mostra controverso e am-
bíguo. “Não se trata de abandonar os princípios da ciência clássica, mas de integrá-los de um
modo mais amplo e rico” (MORIN, 2007, p. 62), não pretende também “opor um holismo global
e vazio por um reducionismo sistemático” (MORIN, 2007, p. 62). Trata-se de vincular o concreto,
das partes à totalidade.

Transformação da realidade
Finalmente, e não menos importante, parte-se para um questionamento: quais habilidades
os alunos desenvolverão ao longo e ao fim de sua caminhada escolar? Sejam quais forem, de-
vem ser habilidades teóricas, reflexivas, críticas e que param no campo do discurso? Ou que
avançam para a iniciativa concreta, seguindo para a tomada de ações que permitam colocar
em uma prática transformadora aquilo que se aprendeu? Essa capacitação para a iniciativa
concreta, pela busca de ações que levem à mudança da realidade e cheguem à transformação
da sociedade, reflete a intenção do quarto pilar: a transformação da realidade.
Trata-se de explorar com os alunos como é possível o engajamento a uma causa, a bus-
ca das soluções a problemas estudados em ambiente escolar, mas raramente postas em
prática. Isso pode se traduzir na compreensão de como o aluno, sendo um cidadão em um
estado de direito, deve proceder
a) nas reivindicações junto às instituições, exigindo o cumprimento de direitos por parte
do poder público;
b) pelas iniciativas da sociedade civil que tiveram sucesso em ob-
ter resultados transformadores de mundo e que inspirem ações
semelhantes;
c) nas ações de ONGs ou outras entidades semelhantes que nos
MATEMÁTICA
mostram resultados interessantes. O que se aspira é a formar ci- & TECNOLOGIA
dadãos ativos, críticos, autônomos e comprometidos com a trans- [...] Calcula
de fazer cálc r faz parte do cotidian
A vida sem
números
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s coletiva que chegou adeira revo
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a Roma? set. 2017.)

Transformação da realidade: prática da cidada-


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prática transformadora o que se aprendeu.


EM18_1_M
PI_EM18_1_MAT_L1

VII

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 7 MAT12/10/2017
A 19:56:02
De forma mais pontual, podemos identificar bases derivadas desses quatro princípios que
norteiam o SAE, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, e que constituem o ponto de
referência para orientar a ação educativa em todas as áreas de conhecimento ao longo do de-
senvolvimento escolar do aprendiz. Dentre os objetivos educacionais e formativos, destaca-se
a construção das seguintes habilidades no trabalho com os alunos:
● desenvolver senso crítico, responsável e construtivo, nas diferentes situações sociais, uti-
lizando o diálogo como forma de mediar conflitos e tomar decisões coletivas;
● utilizar das diferentes linguagens – verbal, matemática, gráfica, plástica e corporal – como
meios para produzir, expressar e comunicar ideias, interpretar e usufruir das produções
culturais;
● utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir
conhecimentos;
● questionar a realidade, formulando e resolvendo problemas, utilizando, para isso, o pen-
samento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando
procedimentos e efetuando verificações;
● compreender a cidadania como participação social e política, adotando, no dia a dia, atitu-
des de solidariedade, cooperação e respeito ao outro, a si mesmo e ao meio em que vive,
percebendo-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente;
● desenvolver o autoconhecimento e o sentimento de confiança em suas capacidades afeti-
vas, físicas, cognitivas, éticas, estéticas, de inter-relação pessoal e de inserção social;
● conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como as-
pectos socioculturais de classe social, de crenças, de sexo, de etnia, ou outras caracterís-
ticas individuais e sociais.

Matriz de Pilares do SAE

Rigor conceitual e Complexidade e Transformação da


Protagonismo
conteúdo relevante múltiplos saberes realidade

Meu mundo Mundo da ciência Mundo revisitado Mundo transformado

Reflexão e Transformação
Situação Ação
transformação e engajamento

Saberes reconstruídos
Saberes iniciais Saberes científicos Saberes questionados
ou ressignificados

O que a escola me O que posso questio- O que posso


O que sei
ensina nar empreender

Aproximação pelo Possibilidade de


Exposição do conteúdo Ações transformadoras
afeto reflexão
PI_EM18_1_MAT_L1

VIII

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 8 12/10/2017 19:56:02


Ensino Médio
O Ensino Médio, etapa intermediária entre o Ensino Fundamental e a Educação Superior,
está constituído como o nível de maior complexidade na educação brasileira, muito em virtude
das diferentes formas de ingresso nas universidades, que incluem vestibulares tradicionais,
avaliações seriadas e Enem.
Em decorrência dessa diversificação e da particularidade de atender adolescentes e jovens
em suas diferentes expectativas - que inclui também o mundo do trabalho -, compreendemos
a necessidade de montar uma organização curricular por módulos, a qual permite atender aos
diferentes anseios de jovens, pais e escolas, mas que, sobretudo, estabelece princípios para
a garantia de uma formação eficaz, que prepara o estudante para sua inserção social cidadã,
para o trabalho e para a continuação de seus estudos nas principais universidades do país.

Novidades 2018
O Ensino Médio vem passando por profundas transformações e evolução.
Com a sanção da Lei da Reforma do Ensino Médio, em fevereiro de 2017, a carga
horária mínima para esse segmento é alterada, e abre-se a possibilidade do trabalho com
itinerários formativos específicos.
Essas mudanças dependem ainda da publicação da versão definitiva da Base Nacional
Comum Curricular do Ensino Médio e sua posterior homologação pelo Conselho Nacional
de Educação. As previsões apontam para que essa implementação de um novo Ensino
Médio seja efetivada em 2020.
O material didático SAE Digital para o Ensino Médio, acompanhando os desafios que se
apresentam, propõe – já em 2018 – algumas modificações importantes.
1) A disciplina de Inglês, que se tornou obrigatória na Lei 13415/17 da Reforma do EM,
compõe o volume integrado bimestral.
2) Todos os conteúdos tradicionalmente trabalhados no Ensino Médio e cobrados nos
vestibulares das principais universidades públicas do país estão nos volumes de 1ª e
2ª séries do Ensino Médio. Na 3ª série, os alunos trabalharão com um revisional dos
dois primeiros anos, o que implica em ajustes na Programação de Conteúdos anexa.
3) Com o objetivo de proporcionar o uso efetivo do conteúdo Conexões e Contextos,
imprescindível para o Enem, esse material passa a compor o volume integrado bi-
mestral ao final de cada disciplina. Dessa forma, atendemos às demandas das esco-
las que nos relatavam “frequente esquecimento” dos fascículos por parte dos alunos
(e de alguns professores).
4) É possível acessar as aulas do Arrase do Enem em alguns módulos, por meio do
QRcode presente nas aberturas. Dessa forma, disponibilizamos vídeo aulas voltadas
para o Enem em muitos dos conteúdos que compõe os volumes do Ensino Médio.
PI_EM18_1_MAT_L1

IX

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 9 MAT12/10/2017
A 19:56:02
Matriz de Referência do Enem
Eixos cognitivos (comuns a todas as áreas de conhecimento)
I. Dominar linguagens (DL): dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das
linguagens matemática, artística e científica e das línguas espanhola e inglesa.
I. Compreender fenômenos (CF): construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhe-
cimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos,
da produção tecnológica e das manifestações artísticas.
I. Enfrentar situações-problema (SP): selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados
e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar si-
tuações-problema.
I. Construir argumentação (CA): relacionar informações, representadas em diferentes
formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumen-
tação consistente.
I. Elaborar propostas (EP): recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para ela-
boração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores hu-
manos e considerando a diversidade sociocultural.

Matemática e suas Tecnologias


Competência de área 1 – Construir significados para os números naturais, inteiros,
racionais e reais.
H1 – Reconhecer, no contexto social, diferentes significados e representações dos nú-
meros e operações - naturais, inteiros, racionais ou reais.
H2 – Identificar padrões numéricos ou princípios de contagem.
H3 – Resolver situação-problema envolvendo conhecimentos numéricos.
H4 – Avaliar a razoabilidade de um resultado numérico na construção de argumentos
sobre afirmações quantitativas.
H5 – Avaliar propostas de intervenção na realidade utilizando conhecimentos numéricos.

Competência de área 2 – Utilizar o conhecimento geométrico para realizar a leitura e


a representação da realidade e agir sobre ela.
H6 – Interpretar a localização e a movimentação de pessoas/objetos no espaço tridi-
mensional e sua representação no espaço bidimensional.
H7 – Identificar características de figuras planas ou espaciais.
H8 – Resolver situação-problema que envolva conhecimentos geométricos de espaço
e forma.
H9 – Utilizar conhecimentos geométricos de espaço e forma na seleção de argumentos
propostos como solução de problemas do cotidiano.

Competência de área 3 – Construir noções de grandezas e medidas para a compreen-


são da realidade e a solução de problemas do cotidiano.
H10 – Identificar relações entre grandezas e unidades de medida.
H11 – Utilizar a noção de escalas na leitura de representação de situação do cotidiano.
H12 – Resolver situação-problema que envolva medidas de grandezas.
H13 – Avaliar o resultado de uma medição na construção de um argumento consistente.
H14 – Avaliar proposta de intervenção na realidade utilizando conhecimentos geométri-
cos relacionados a grandezas e medidas.

Competência de área 4 – Construir noções de variação de grandezas para a compreen-


são da realidade e a solução de problemas do cotidiano.
H15 – Identificar a relação de dependência entre grandezas.
H16 – Resolver situação-problema envolvendo a variação de grandezas, direta ou inver-
samente proporcionais.
PI_EM18_1_MAT_L1

H17 – Analisar informações envolvendo a variação de grandezas como recurso para a


construção de argumentação.
H18 – Avaliar propostas de intervenção na realidade envolvendo variação de grandezas.

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 10 12/10/2017 19:56:02


Competência de área 5 – Modelar e resolver problemas que envolvem variáveis so-
cioeconômicas ou técnico-científicas, usando representações algébricas.
H19 – Identificar representações algébricas que expressem a relação entre grandezas.
H20 – Interpretar gráfico cartesiano que represente relações entre grandezas.
H21 – Resolver situação-problema cuja modelagem envolva conhecimentos algébricos.
H22 – Utilizar conhecimentos algébricos/geométricos como recurso para a construção
de argumentação.
H23 – Avaliar propostas de intervenção na realidade utilizando conhecimentos
algébricos.

Competência de área 6 – Interpretar informações de natureza científica e social obti-


das da leitura de gráficos e tabelas, realizando previsão de tendência, extrapolação,
interpolação e interpretação.
H24 – Utilizar informações expressas em gráficos ou tabelas para fazer inferências.
H25 – Resolver problema com dados apresentados em tabelas ou gráficos.
H26 – Analisar informações expressas em gráficos ou tabelas como recurso para a cons-
trução de argumentos.

Competência de área 7 – Compreender o caráter aleatório e não determinístico dos


fenômenos naturais e sociais e utilizar instrumentos adequados para medidas, de-
terminação de amostras e cálculos de probabilidade para interpretar informações de
variáveis apresentadas em uma distribuição estatística.
H27 – Calcular medidas de tendência central ou de dispersão de um conjunto de dados
expressos em uma tabela de frequências de dados agrupados (não em classes) ou em
gráficos.
H28 – Resolver situação-problema que envolva conhecimentos de estatística e
probabilidade.
H29 – Utilizar conhecimentos de estatística e probabilidade como recurso para a cons-
trução de argumentação.
H30 – Avaliar propostas de intervenção na realidade utilizando conhecimentos de esta-
tística e probabilidade.

Objetos de conhecimento
Matemática e suas Tecnologias
● Conhecimentos numéricos – operações em conjuntos numéricos (naturais, inteiros, ra-
cionais e reais), desigualdades, divisibilidade, fatoração, razões e proporções, porcenta-
gem e juros, relações de dependência entre grandezas, sequências e progressões, princí-
pios de contagem.
● Conhecimentos geométricos – características das figuras geométricas planas e espa-
ciais; grandezas, unidades de medida e escalas; comprimentos, áreas e volumes; ângulos;
posições de retas; simetrias de figuras planas ou espaciais; congruência e semelhança de
triângulos; teorema de Tales; relações métricas nos triângulos; circunferências; trigono-
metria do ângulo agudo.
● Conhecimentos de estatística e probabilidade – representação e análise de dados;
medidas de tendência central (médias, moda e mediana); desvios e variância; noções de
probabilidade.
● Conhecimentos algébricos – gráficos e funções; funções algébricas do 1.º e do 2.º graus,
polinomiais, racionais, exponenciais e logarítmicas; equações e inequações; relações no
ciclo trigonométrico e funções trigonométricas.
● Conhecimentos algébricos/geométricos – plano cartesiano; retas; circunferências; pa-
ralelismo e perpendicularidade, sistemas de equações.
PI_EM18_1_MAT_L1

XI

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A 19:56:02
Referências bibliográficas
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Orientações curricula-
res para o ensino médio. Ciências da natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília:
Secretaria da Educação Básica, 2006, v.2, 135 p.

Material SAE – Programação de conteúdos


Matemática – 1.ª série
Livro Módulo Frente A Frente B

Introdução à geometria plana


Razões e proporções
1 Noções básicas / Postulados / Segmento de reta /
Razão / Proporção / Regra de três / Porcentagem
Ângulos / Bissetriz de um ângulo

Equações e sistemas lineares Polígonos I


Produto notável / Fatoração / Sistemas lineares Região poligonal / Polígono simples / Polígono
2
de duas equações e duas incógnitas / Sistemas convexo e côncavo / Superfície poligonal / Nomen-
não-lineares clatura / Polígono regular
1
Teoria de conjuntos
Polígonos II
Conjuntos: teoria inicial / Operações com conjun-
3 Diagonais de um polígono / Soma dos ângulos
tos / Conjuntos numéricos / Intervalos / Diagramas
Internos / Soma dos ângulos externos
de Venn

Relações e funções
Triângulos I
Noção de relação / Domínio, contradomínio e
4 Definição de triângulos / Elementos / Ângulos inte-
imagem / Funções crescentes e decrescentes /
riores e exteriores / Classificação / Congruência
Paridade / Tipologia

Triângulos II
Função afim
Teorema do triângulo isósceles / Teorema do ân-
5 Definição de função afim / Função identidade /
gulo externo / Desigualdades no triângulo / Soma
Função constante / Sinal da função afim
dos ângulos internos de um triângulo

Função quadrática Triângulos III


Definição / Zeros / Vértice e eixo de simetria / Ponto médio / Mediana de um triângulo / Bissetriz
6
Máximos e mínimos / Gráfico / Imagem / Sinais da interna de um triângulo / Pontos notáveis do
função quadrática triângulo
2

Composição e inversão das funções Quadriláteros notáveis


7
Função composta / Função inversa Quadriláteros

Inequações
Inequação do primeiro grau / Inequações do Semelhança de triângulos e Teorema de Tales
8
segundo grau / Inequação produto / Inequação Teorema de Tales / Semelhança de triângulos
quociente
PI_EM18_1_MAT_L1

XII

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 12 12/10/2017 19:56:02


Livro Módulo Frente A Frente B

Função e equação modular Relações métricas em triângulos


Função definida por várias sentenças / Módulo / Teorema dos senos / Teorema dos cossenos / Re-
9
Função modular / Equações modulares / Inequa- lações métricas no triângulo retângulo / Teorema
ções modulares de Pitágoras

Circunferência e círculo
Circunferência e círculo: definição / Posições
Equação e inequação exponencial
10 relativas entre reta e circunferência e entre duas
Equações e inequações exponenciais
circunferências / Segmentos tangentes / Ângulos
na circunferência / Comprimento de arco
3

Função exponencial
Polígonos inscritos e circunscritos
11 Definição de função exponencial / Gráfico / Pro-
Polígonos inscritos / Polígonos circunscritos
priedades /

Logaritmo
Áreas de figuras planas
12 Definição / Propriedades / Mudança de base /
Áreas de figuras planas / Razão entre áreas
Cologaritmo / Antilogaritmo

Progressão aritmética I
Equações e inequações logarítmicas Sequência / Definição de progressão aritméti-
13
Equações logarítmicas / Inequações logarítmicas ca / Propriedades / Termo geral / Interpolação
geométrica

Função logarítmica
Progressão aritmética II
14 Definição de função logarítmica / Gráfico / Função
Soma dos Termos / Juros simples
exponencial vs. Função logarítmica

Análise de tabelas e gráficos Progressão geométrica I


15 Análise de tabelas / Análise de gráficos / Gráficos Definição de progressão geométrica / Proprieda-
de linhas / Gráficos de setor / Pictogramas des / Termo geral / Interpolação geométrica

Estatística
Progressão geométrica II
Frequências relativa e absoluta / Média / Moda
16 Soma dos termos / Produto dos termos / Juros
/ Mediana / Desvio médio / Variância / Desvio
compostos
padrão
PI_EM18_1_MAT_L1

XIII

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A 19:56:03
PI_EM18_1_MAT_L1

XIV

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Material
do aluno
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Conheça seu livro
Cada módulo deste livro está organizado em seções específicas e comuns a todas as áreas do conhecimento.
Conheça agora as principais seções e tópicos de seu livro.

Abertura
A proposta da página de abertura é ativar seus
conhecimentos prévios, ou seja, o que você já sabe ou
observa no seu cotidiano.

Os principais assuntos tratados no módulo.

Aperte o play!
Essa seção apresenta uma proposta de atividade, lei-
tura ou reflexão que serve de ponto de partida para
novos saberes.

Apresentação dos conceitos e conteúdos relevantes


O Ensino Médio é uma etapa de consolidação e sistematização de seus conhecimentos. Assim, essa parte do
material apresenta o desenvolvimento da informação e do conteúdo sobre o assunto estudado.

Estrutura geológica
As imagens, fotos e mapas são As estruturas geológicas ou macroestru-
turas geológicas são conjuntos de rochas e
minerais de uma região, bem como os pro-
Bacias sedimentares
As bacias sedimentares são formações Aa Glossário

acompanhados de legendas e cessos geológicos associados que dão carac-


terísticas à região em que se encontram.
As macroestruturas geológicas da Terra
derivadas de material vindo de áreas mais
elevadas. O tempo de sedimentação pode ser
de milhares ou milhões de anos. Essas bacias
Estratificação: disposição paralela
ou subparalela que tomam as cama-
das ao acumularem, formando uma

ajudam na compreensão do
rocha. (GUERRA, A. T.; GUERRA, A.
apresentam três classificações principais: formam aproximadamente 70% do relevo J. T. Novo Dicionário Geológico-
terrestre. Nessas áreas estratificadas, são -Geomorfológico.)
● crátons;
encontrados fósseis e também formações de
● bacias sedimentares;

tópico estudado.
petróleo. No Grand Canyon podem ser obser-
● dobramentos modernos. vadas extensas camadas de rochas sedimen-
tares, sendo possível estudar a evolução da
Crátons Terra.

Os crátons são escudos cristalinos ou ma-


ciços antigos. Isso significa que são rochas Dobramentos modernos Site
muito antigas e duras, estando em porções Os dobramentos modernos são forma- Para conhecer mais sobre a formação do
mais estáveis da superfície da Terra. Quando ções montanhosas recentes e, por isso, são Grand Canyon, acesse: <www.nps.gov/
o cráton está na superfície, recebe o nome mais altas do que as montanhas antigas e grca/index.htm>.
de escudo cristalino, e quando está coberto desgastadas pelo tempo. Formam grupos de
Jason Patrick Ross/Shutterstock

por sedimentos recebe o nome de embasa- montanhas chamados de cordilheiras, como a


mento cristalino. Cordilheira dos Andes, na América do Sul, e a
São formações consideradas antigas, for- do Himalaia, na Ásia. São também conhecidas
madas nas primeiras eras geológicas do pla- como cadeias orogênicas.
neta. Devido ao tempo, essas áreas estão mui- Essas formações têm em torno de 250
to desgastadas ou muito sedimentadas. São milhões de anos. Os movimentos das placas
»»
Vista para o Grand Canyon e sua es-
compostos por rochas magmáticas e meta- tectônicas são os responsáveis pelo soergui- trutura com características de rocha
mórficas, apresentando elevada quantidade mento (levantamento) dessas formações, com estratificação.
de minerais (como ouro, ferro, alumínio e ou- que ficam mais altas ano a ano. Nesse caso,
tros). São áreas geologicamente estáveis, ou ocorre o enrugamento da crosta terrestre de-
seja, com poucos terremotos e vulcanismos, vido ao choque das placas tectônicas.
geralmente originam regiões de planaltos.

»»
Vista para o Ama Dablam (6 856 m), no Nepal, Cordilheira do Himalaia, que é um dobramento moderno.
Kiwisoul/Shutterstock

Nessa coluna há informações


adicionais sobre o assunto que
está sendo estudado. Também
há biografias, propostas de re-
EM18_1_GEO_07

flexão e de debate e glossário.


GEO 713

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 16 12/10/2017 19:56:13


Atividade final
A atividade final propicia a aplicação dos conceitos e, em muitos casos,
leva à reflexão, à análise ou à construção de novos saberes. Dependendo da
disciplina, também pode haver propostas de trabalho coletivo com objetivo
de estimular a interação com a comunidade em que se vive. Os títulos sem-
pre aparecem com o nome da disciplina e uma palavra que indica a conexão
que está sendo feita: sociedade, empreendedorismo, cultura, tecnologia.

Questões
As questões no final de cada módulo têm como objetivo desenvolver um
conjunto de capacidades e habilidades referente ao assunto do módulo, re-
quisito indispensável nas avaliações de provas oficiais, como as do Enem.

Resolvidos
O objetivo dessa seção é que as questões sirvam como referência/
modelo para que você possa realizar um estudo/resolução das ques-
tões propostas de forma autônoma.

Praticando
Essas questões constituem uma base para você fixar os conceitos
básicos do conteúdo.

Desenvolvendo habilidades
Aqui você encontra exercícios fundamentalmente do Enem e, em ge-
ral, as questões dos últimos anos. Em alguns casos, também há tes-
tes de universidades que preservam a forma de cobrança do Enem.

Complementares
São exercícios que você pode fa-
zer em casa, como tarefa e como
forma de estudo autônomo.
Nesse grupo, as questões estão
classificadas em três categorias:
Conexões, Desafio e Discursiva.

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 17 12/10/2017 19:56:14


CONHEÇA OS
RECURSOS DIGITAIS
PLATAFORMA ADAPTATIVA
ENTENDEU A AULA DE HOJE?
A plataforma adaptativa permite que você resolva exercícios
encaminhados pelo professor e revise o conteúdo visto na semana.
Veja como é fácil:

1. Acesse o site ava.sae.digital e insira seu login e senha;

2. Selecione a disciplina disponível e resolva os 4 exercícios


propostos na plataforma;

3. Caso seu desempenho esteja abaixo do esperado, você


deverá assistir a uma videoaula sobre o conteúdo;

4. Após assistir à videoaula, 3 questões deverão ser


respondidas para finalizar a tarefa e verificar seu
aprendizado.
Avalie-se

COMO VOCÊ E SUA FAMÍLIA ACOMPANHAM SEU DESEMPENHO?


Quando alguma atividade da plataforma adaptativa for agendada, aluno e responsável
serão comunicados por meio de um aplicativo. Além de enviar um lembrete da tarefa ao
aluno, essa ferramenta permite ao responsável o acompanhamento, em tempo real, do
desempenho do estudante e o momento em que o exercício é concluído.
As notificações serão enviadas quando:

• uma atividade for encaminhada;

• restarem 24 horas para o encerramento do período para a atividade;

• os exercícios forem resolvidos;

• a tarefa não foi realizada.

1. Acesse a Play Store (Android) ou a App Store


(IOS) de seu smartphone e faça o download do
aplicativo SAE NOTIFICA .

2. No aplicativo, insira seu login e senha (aluno e


responsável, conforme cadastro da escola).

Aprenda mais!

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 18 12/10/2017 19:56:21


ARRASE NO ENEM Quer acessar centenas de aulas para arrasar no ENEM?
Acesse a plataforma adaptativa com seu login e senha e
clique em ARRASE NO ENEM. Você vai encontrar inúmeras
videoaulas com conteúdo completo para o ENEM.
E não acaba aí!
Você poderá contar com roteiros de estudos em formato
PDF presentes em cada videoaula disponível.
Também é possível acessar as aulas pelos QRcodes
presentes nas aberturas dos módulos.

Confira!

SAEQUESTÕES
O QUE O ENEM ESTÁ AVALIANDO?
Com o aplicativo SAE QUESTÕES você poderá aprimorar seus estudos
solucionando as questões presentes nas edições da avaliação do ENEM.

TEMAS DA ATUALIDADE
Acessando o item atualidades do aplicativo, é possível
acompanhar o canal “DOBRADINHA SAE”, que traz,
semanalmente, um professor de redação juntamente com
um professor de outra disciplina debatendo temáticas da
atualidade e dando dicas e sugestões de como escrever
e estruturar uma boa redação.

Treine!

QRCODE NAS QUESTÕES ENEM


As questões do ENEM possuem códigos QRcode. Depois
de resolver essas questões, confira o vídeo com a resolução
comentada. Para isso, acesse o item “leitor QRcode” do
aplicativo e posicione a câmera de seu smartphone em frente
ao código da questão.
Para ter acesso a este recurso, basta:

1. Baixar o aplicativo SAE QUESTÕES disponível na Play


Store (Android) e também na App Store (IOS).

2. Fazer um cadastro informando um e-mail válido e elaborar


uma senha de acesso.

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 19 12/10/2017 19:56:22


Organize seu estudo
O Ensino Médio é uma importante etapa de sua for- Outra etapa essencial para seu estudo autônomo
mação escolar e educacional, com a qual o SAE irá ajudá- ocorre fora da escola: em casa ou em outro ambiente
-lo a se desenvolver em diferentes dimensões ao longo destinado a esse fim. Para esses momentos, aconselha-
dos três anos que estaremos juntos. -se uma série de atitudes que poderão ser ajustadas e

No entanto, vale salientar que nessa fase é muito proporcionarão um aproveitamento ideal do seu tempo

importante desenvolver um método de estudo. As ha- e energia.

bilidades a serem desenvolvidas e os conhecimentos a O local de estudo deve ser tranquilo e silencioso. Para
serem adquiridos e consolidados serão mais facilmente que a sua concentração e a retenção do que se estuda
obtidos com uma metodologia de apoio e uma estratégia sejam maiores. Evite sons, música, televisão ou quais-
de estudo, estabelecidas conforme suas características quer outras distrações. Embora não pareça, essas inter-
de disponibilidade de tempo, preferências por horários, ferências podem atrapalhar, e muito, sua concentração.
entre outras variáveis. Para quaisquer áreas do conhecimento, inicie seu es-
Há diferentes formas de organizar seu tempo para tudo com uma rápida revisão do que foi desenvolvido
estudar além daquele em que você está na sala de em sala de aula, tanto recorrendo ao seu material do sis-
aula com seus professores e colegas. Há quem prefi- tema SAE, quanto às anotações feitas em seu caderno.
ra estudar assim que chega em casa (ou no ambiente Dedique alguns minutos a isso. Em seguida, cumpra as
destinado ao estudo), enquanto outros preferem ocu- atividades passadas pelos professores: as pesquisas da
par-se com outras atividades e iniciar o estudo indivi- seção de fechamento dos capítulos (se houver) e, princi-
dual mais tarde. É uma opção pessoal. palmente, os exercícios propostos. Procure fazer todas

Entretanto, há determinadas atitudes que pode- as questões ou atividades, pois a quantidade deles é

rão ajudá-lo, independente de quaisquer variáveis. programada para que haja a fixação dos conteúdos.

Inicialmente, observe sua postura em sala de aula, du- O tempo de estudo também é muito importante.
rante os trabalhos feitos em classe. Procure destinar ao menos meia hora de estudo em casa

Ao iniciar as aulas, faça um “aquecimento” do conteú- para cada aula dada em sala de aula. Com isso, os con-

do: enquanto o professor prepara o ambiente de traba- teúdos a serem estudados não se acumulam e você evita

lho, realize uma rápida leitura daquilo que será exposto trabalhos mais intensos e desgastantes nas datas que an-

na aula. Isso o ajudará a entender melhor os conteúdos tecedem as avaliações.

e a sequência de ideias. Além disso, recomenda-se usar Lembre-se de que método de estudo é algo desen-
um caderno de anotações. Anotar os apontamentos volvido individualmente e pode passar por ajustes.
feitos pelo professor é indispensável para seu estudo Contudo nada substitui o trabalho feito pelo aluno so-
posterior. mado àquele desenvolvido na escola.

Bom estudo!

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 20 12/10/2017 19:56:23


SU

O
VR
M
ÁR

LI
IO

1
MATEMÁTICA

FRENTE A
Razões e proporções 210

HABILIDADES Equações e sistemas lineares 220


• Resolver situação-problema envolvendo conhecimentos numéricos.
• Identificar relações entre grandezas e unidades de medida. Teoria de conjuntos 230
• Resolver situação-problema que envolva medidas de grandezas.
• Identificar a relação de dependência entre grandezas.
• Resolver situação-problema envolvendo a variação de grandezas, direta ou
Relações e funções 245
inversamente proporcionais.
• Analisar informações envolvendo a variação de grandezas como recurso
para a construção de argumentação.

FRENTE B
Introdução à geometria plana 257

Polígonos I 271

Polígonos II 281

Triângulos I 290

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 209 12/10/2017 19:56:27


ck
sto
r
tte
Grandezas e

huS
a/
razões especiais.

in
lin
Ka
ria
to
Vic
Proporção.
Razões e proporções
Razão • Proporção • Regra de Três • Porcentagem
Divisão
proporcional.

APERTE O PLAY
Você sabe o que é a Proporção Áurea?
Regra de três.
Se você não é lá muito fã de matemática, você deve ter lido o título da matéria e sentido um leve
calafrio. No entanto, apesar de a Proporção Áurea ser um conceito matemático, sua aplicação é muito mais
abrangente – e fascinante – do que você imagina.
O que é?
Matematicamente falando, a proporção áurea é uma constante real algébrica irracional obtida quando
Porcentagem.
dividimos uma reta em dois segmentos de forma que o segmento mais longo da reta dividida pelo seg-
mento menor seja igual à reta completa dividida pelo segmento mais longo, e seu valor é constituído por
1,6180339887... ou, arredondando, 1,6180. Complicado de entender? Talvez a imagem a seguir ajude
Saiba mais um pouco:
Surpreendentemente, a proporção
áurea não se limita a aparecer em
obras de arte ou monumentos
arquitetônicos. Segundo acreditam
alguns, sua abrangência é universal, a b
e ela se reflete na organização dos
ossos de humanos e outros animais,
na ramificação de veias e nervos, na a+b
disposição das pétalas das flores,
nos galhos das árvores, na formação a a+b
de galáxias, na formação de fura- = = 1.618033987 = ϕ
b a
cões, na geometria dos cristais, nas
proporções de compostos químicos E você reparou que a equação que aparece na parte inferior da figura conta com uma letrinha esquisita?
e até nas moléculas de DNA. Essa é a letra grega Phi – ou φ –, e a escolha dela para representar a proporção áurea tem a ver com o ar-
quiteto e matemático grego Phidias, que, segundo acredita-se, provavelmente empregou o conceito quando
Africa Studio/Shutterstock

projetou o Parthenon, isso lá no século 5 a.C. [...]


Aplicações
Dizem que os antigos egípcios empregaram a proporção áurea para construir as Pirâmides de Gizé e,
conforme mencionamos anteriormente, os antigos gregos também fizeram uso dela para projetar alguns
de seus mais importantes monumentos. E a relação entre a proporção áurea e as artes teria nascido a partir
de um livro escrito pelo monge italiano Luca Pacioli chamado “De Divina Proportione” no século 16. [...]
(Disponível em: <www.
megacurioso.com.br/matematica- Luca era amigo de ninguém menos do que Leonardo Da Vinci, e foi ele quem ilustrou o manuscrito do
e-estatistica/74174-voce-sabe- monge. A partir daí, a proporção áurea teria sido aplicada em inúmeros quadros e esculturas da Renascença
o-que-e-a-proporcao-aurea.
htm>. Acesso em: 23 ago. 2017.) para que os artistas pudessem alcançar maior beleza e equilíbrio em suas obras.
Aliás, dizem que o próprio Da Vinci teria aplicado o conceito para definir todas as proporções em sua obra A
Última Ceia e empregado a proporção áurea para criar a Mona Lisa e o Homem Vitruviano. Além de Da Vinci,
outros artistas também teriam feito uso do conceito, entre eles Michelangelo, Botticelli, Raphael, Rembrandt e
Salvador Dali. [...]

(Disponível em: <www.megacurioso.com.br/matematica-e-estatistica/74174-voce-sabe-


o-que-e-a-proporcao-aurea.htm>. Acesso em: 26 set. 2017. Adaptado.)

1. As proporções são importantes e muito utilizadas no dia a dia. Pense em alguns casos cotidianos em que
as razões e proporções estão presentes.
Professor, você pode promover uma conversa entre os alunos ou sugerir que os mesmos façam essa atividade em grupos. Existe uma infinidade de
EM18_1_MAT_A_01

exemplos que podem ser dados. Três deles são:


x
● Na sala de aula, existe um número x de meninos e um número y de meninas. Há uma razão , por exemplo, entre o número de meninos e de meninas.
y
Essa razão será 1 se o número de meninas for igual ao número de meninos, menor que 1 se o número de meninas for maior que o número de meninos
e maior que 1 se o número de meninas for menor que o número de meninos.
● Na preparação de uma receita: se uma pessoa tem à sua disposição uma receita para 1 kg de bolo, mas quer fazer apenas 600 g,

deve aplicar os conceitos de proporção para definir quanto de cada ingrediente irá na preparação.
● Na dosagem de um remédio: geralmente a quantidade de remédio a ser receitada para um paciente depende de sua massa. Por exemplo, para cada 10

210 MAT A kg de massa, 5 ml de um remédio deve ser prescrito. Logo, proporções são fundamentais na resolução desse problema.

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Saiba mais

Razão Leonardo da Vinci


Biografia resumida
Foi um dos mais importantes
pintores do Renascimento Cultural.
Chamamos de razão a relação existente entre dois valores de uma mesma grandeza. É considerado um gênio, pois mos-
a trou-se um excelente anatomista,
Tal relação é dada pelo quociente , onde a, b ∈  e b ≠ 0. Em outras palavras, a razão entre engenheiro, matemático, músico,
b naturalista, arquiteto, inventor e
dois números é a divisão entre o primeiro e o segundo. escultor. [...]
Principais trabalhos de Da Vinci:
 Exemplos: Trabalhos de pinturas (artes plás-
1) Qual é a razão entre 2 e 3? ticas): Gioconda (Mona Lisa), Leda,
Dama do Arminho, Madonna Litta,
2 3 Anunciação, A Última Ceia, Gine-
2) Qual é a razão entre e ? vra de Benci, São Jerônimo, Ado-
3 5 ração dos Magos, Madona das
Rochas, Retrato de Músico, A Vir-
Solução: gem das rochas, São João Batista,
2 Madona do Fuso, Leda e o Cisne.
1) Trabalhos de invenções: máquina
3 voadora, máquina escavadora,
2 isqueiro, paraquedas, besta gigante
sobre rodas, máquina a vapor,
3 2 5 10 submarino.
2) = ⋅ =
3 3 3 9 Trabalhos científicos: homem
vitruviano, anatomia do tronco,
5 estudo de pé e perna, anatomia do
olho, estudo da gravidez, estudos e

Proporção embriões.
Projetos de arquitetura: projeto ar-
quitetônico de uma cidade, projeto
de um porto, templo centralizado.
Chamamos de proporção a igualdade de duas ou mais razões.
(Disponível em: <www.

Propriedades suapesquisa.com/leonardo/>.
Acesso em: 23 ago. 2017.)

Sejam a, b, c e d reais com b ≠ 0 e d ≠ 0. Então,


a c Resolva
1) Se = , então ad = bc
b d
A figura mostra um pentágono
a c a b regular estrelado.
2) Se = , então =
b d c d A

a c a±c a c
3) Se = , então = =
b d b±d b d M R
E B
a c a±b c±d a±b c±d
4) Se = , então = ou =
b d a c b d N Q

2 2
a c ac a c P
5) Se = , então = =
b d bd b2 d2 D C

 Exemplos: Algumas medidas são:


k−2 k AD = 7,6  cm
1) Determine o valor de k na expressão = .
5 7 AN = 4,7  cm
Solução:
AM = 2,9  cm
Aplicando a propriedade 1, temos Usando essas medidas, calcule,
7(k – 2) = 5k ⇒ 7k – 14 = 5k ⇒ 2k = 14 ⇒ k = 7. com uma casa decimal, as seguintes
razões:
a b c
2) Determine a, b e c sabendo que = = e que a + b + c = 26. AD AN
5 2 6 e
Solução: NA AM
a b c a + b + c 26
A partir da terceira propriedade, temos = = = = =2 Professor, comente com os alunos que
5 2 6 5 + 2 + 6 13
se as medidas dos segmentos tivessem
Portanto,
sido feitas com um instrumento de
a maior precisão, a razão obtida com três
= 2 ⇒ a = 10 casas decimais seria 1,618.
5 Há mais de 500 anos antes de Cristo, os
b gregos, estudando o pentágono regu-
=2⇒b=4
2 lar estrelado, descobriram essa razão e
deram-lhe o nome de número áureo
c
= 2 ⇒ c = 12 ou número de ouro.
6
EM18_1_MAT_A_01

AD 7,6 cm 7,6
= = = 1,6
NA 4,7 cm 4,7
AN 4,7 cm 4,7
= = = 1,6
AM 2,9 cm 2,9

MAT A 211

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 211 12/10/2017 19:56:35


3) A razão entre dois números é
5
2
e o produto Divisão proporcional
deles é 1 000. Determine esses números saben- A divisão de um número em partes
do que eles são positivos. diretamente proporcionais a outros números
Solução: fornecidos consiste na determinação das
parcelas que são diretamente proporcionais
x 5 x y xy x 2 y2 a cada um dos números dados, que, quando
= ⇒ = ⇒ = =
y 2 5 2 10 25 4 somadas, totalizam o número original dado.
(multiplicando ambos os membros da igual- A divisão de um número em partes inver-
x y x y samente proporcionais a outros números
dade = por e , obtêm-se o último
5 2 5 2 fornecidos consiste na determinação das par-
par de igualdades). celas que são diretamente proporcionais ao
inverso de cada um dos números dados, que,
Então, como xy = 1000, quando somadas, totalizam o número origi-
1000 x 2 nal dado.
= ⇒ x 2 = 2500 ⇒ x = 50
10 25  Exemplos:
1000 y 2
= ⇒ y 2 = 400 ⇒ y = 20 1) Divida o número 140 em partes diretamente
Saiba mais 10 4 proporcionais aos números 8, 12 e 15.
Os conjuntos {a1, a2, ..., an} e
{b1, b2, ...,bn} representam nú- Números proporcionais Solução:
Devemos achar três números x, y e z de tal
meros em proporção direta se, Considere dois conjuntos de números:
e somente se, os conjuntos
forma que os conjuntos {x, y, z} e {8, 12, 15}
1 1 1 {a1, a2 , ..., an} e {b1, b2 , ..., b n}. Dizemos que es- representem números diretamente propor-
{a1, a2, ..., an} e , , ...,
b1 b2 bn ses números são: cionais e x + y + z = 140. Para isso, temos
representam números em a) diretamente proporcionais se x y z x+ y+z x y z
proporção inversa. Usaremos = = ⇒ = = =
esse fato para resolver proble-
8 12 15 35 8 12 15
mas de divisão proporcional a1 a2 an
composta.
= = ...
= = k Então,
b1 b2 bn
140 x
= ⇒ x = 32
35 8
em que k é chamado de constante de 140 y
= ⇒ y = 48
proporcionalidade. 35 12
b) inversamente proporcionais se 140 z
= ⇒ x = 60
35 15
a1 · b1 = a2 · b2 = ... = an · b n = k
Observação 2) Divida o número 180 em três partes inversa-
em que k é chamado de constante de
mente proporcionais aos números 6, 8 e 12.
Para dividirmos um número em
proporcionalidade inversa.
partes diretamente proporcionais a Solução:
{a1, a2, ..., an} e {b1, b2, ...,bn}, basta
dividir o número em partes propor-
 Exemplos: Devemos achar três números x, y e z de tal
cionais aos respectivos produtos, ou
1) Determine n e p sabendo que os conjuntos forma que os conjuntos {x, y, z} e {6, 8, 12}
seja, a {a1b1, a2b2,...., anbn}.
{2, n, 12} e {3, 9, p} representam números dire- representem números inversamente propor-
tamente proporcionais. cionais e x + y + z = 180. Para isso, temos
Solução: x · 6 = y · 8 = z · 12
Como os números estão em proporção dire- Agora, dividimos tudo por m.m.c.(6, 8, 12) = 24.
2 n 12 x y z x+ y+z x y z
ta, podemos escrever = = . = = ⇒ = = =
3 9 p 4 3 2 9 4 3 2
Então, x y x z y x z+ y + z x y z
180= = = = ⇒= = = =
2 n 49 3 4 2 3 2 9 4 3 2
= ⇒ 18 = 3n ⇒ n = 6 e
3 9 180 x x y z
2 12 20 == ⇒= x ==80
Portanto,
= ⇒ 2 p = 36 ⇒ p = 18 9 44 3 2
3 p x
20 = y ⇒ xy == 80
60
2) Determine K e L sabendo que os conjuntos {9, 6, 4
3
L, 2} e {8, K, 4, 36} representam números inversa- zy
mente proporcionais. 20
20 = ⇒ zy == 4060
3
2
Solução: z
20 = ⇒ z = 40
Como os números estão em proporção in- 2
versa, podemos escrever
EM18_1_MAT_A_01

9 · 8 = 6 · K = L · 4 = 2 · 36.
Então,
72 = 6 · K K = 12 e L · 4 = 72 L = 18

212 MAT A

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 212 12/10/2017 19:56:37


3) Os três filhos de Antenor devem dividir Solução:
R$1.200,00 referentes à nota obtida na Prova Aqui temos um problema de divisão pro-
de Matemática da escola em que estuda- porcional composta. Chamando de pi cada
vam. Eles tiraram, na prova, as notas 2, 3 e 5, uma das partes, temos, de acordo com o
respectivamente, e receberão uma quantia enunciado,
diretamente proporcional à nota na prova.
Quanto deverá receber cada um? 2
p1 = k ⋅
Solução: 5
Precisamos encontrar o valor de k na ex- 6
p2 = k ⋅
pressão 2k + 3k + 5k = 1 200. Depois disso, 9
substituir em cada uma das equações para 3
p3 = k ⋅
descobrir quanto cada filho irá receber. 4
Filho 1 = k · 2 p1 + p2 + p3 = 981
Filho 2 = k · 3 Temos, então,
Filho 3 = k · 5 2 6 3
Filho 1 + Filho 2 + Filho 3 = 1200 k ⋅ + k ⋅ + k ⋅ = 981 ⇒ k = 540
5 9 4
Resolvendo a equação, obtemos que 10k =
1200 e, portanto, k = 120. Logo, os filhos re- Logo, as partes procuradas são:
ceberão as seguintes quantias: 2
Filho 1 = 120 · 2 = 240 p1 = 540 ⋅ = 216
5
Filho 2 = 120 · 3 = 360 6
p2 = 540 ⋅ = 360
Filho 3 = 120 · 5 = 600 9
3
4) Faça a divisão de 981 em partes diretamente p3 = 540 ⋅ = 405
proporcionais a 2, 6 e 3 e inversamente propor- 4
cionais a 5, 9 e 4, respectivamente.

Regra de três
Processo cujo objetivo é resolver problemas que envolvam grandezas diretamente ou inversa-
mente proporcionais. Pode ser simples ou composta.

Regra de três simples


Pode ser direta, quando as grandezas forem diretamente proporcionais, ou inversa, quan-
do as grandezas forem inversamente proporcionais.
 Exemplos:
1) Se uma pessoa leva 8 minutos para percorrer uma distância de 1 km, quanto ela percorre em 15 minutos
de caminhada?
Solução:
8 min ----------- 1 km
15 min ----------- x km
Nesse caso, as duas grandezas estão em proporção direta. Logo:
8 1
= ⇔ 8 x = 15 ⇔ x = 1, 875 km
15 x
2) Se 5 operários levam 4 dias para erguer uma parede na construção de uma casa, quanto tempo levariam
8 operários para erguer a mesma parede?
Solução:
5 operários ----------- 4 dias
8 operários ----------- x dias
Nesse caso, as duas grandezas estão em proporção inversa. Logo:
5 x
= ⇔ 8 x = 20 ⇔ x = 2 , 5 dias
8 4
EM18_1_MAT_A_01

MAT A 213

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 213 12/10/2017 19:56:38


Regra de três composta
Nesse caso, podemos ter várias grandezas relacionadas à proporção direta e inversa ao
mesmo tempo.
 Exemplo:
20 homens podem limpar um campo em 24 dias, trabalhando 10 horas por dia. Quanto tempo 10
homens levarão para limpar o mesmo campo trabalhando 6 horas por dia?
Solução:
homens dias horas

20 24 10
10 x 6
Aqui, as grandezas homens e horas estão em proporção inversa à grandeza dias, então:
24 10 6
= ⋅ ⇔ 60 x = 4 800 ⇔ x = 80 dias .
x 20 20

Porcentagem
Curiosidade Porcentagem é a razão cujo denominador  Exemplos:
As porcentagens estão muito vale 100. Representamos uma porcentagem 1) Calcule as porcentagens:
presentes no nosso cotidiano, pelo símbolo %. Por exemplo, quando escre- a) 20% de 300;
por exemplo, nos juros cobrados
vemos 25% (lê-se: 25 por cento) estamos nos
e nas compras a prazo. Veremos,
1 b) 15% de 200;
ainda este ano, juros simples e 25
referindo à razão ou, simplificando, . c) 45% de 250;
compostos. 100 4
Vejamos alguns exemplos de porcenta- d) 60% de 450.
gem com sua forma fracionária e decimal. Solução:
 Exemplos: 20
a) · 300 = 20 · 3 = 60
20 1 100
1) 20% = = = 0,2
100 5 15
b) · 200 = 15 · 2 = 30
Reflita 50 1 100
2) 50% = = = 0,5
100 2 45 45
Qual a diferença entre c) · 250 = · 25 = 112,5
porcentagem e percentagem? 75 3 100 10
3) 75% = = = 0,75 60
Inicialmente, é preciso deixar claro 100 4 d) · 450 = 6 · 45 = 270
que os dois termos referem-se à 100
mesma coisa: a fração de um núme- 100
ro inteiro expressa em centésimos.
4) 100% = =1
100 2) Um produto que custava R$40,00 sofreu
As expressões, entretanto, ingres-
saram por caminhos distintos no
Vamos entender o significado de porcen- um acréscimo de 20%. Qual é o novo preço
chamado Português Brasileiro. O vo- tagem. O que quer dizer, por exemplo, 25%? do produto?
cábulo “percentagem” foi adaptado 25 Solução:
do termo inglês percentage. Este, Sabemos que 25% corresponde à fração , 20
por sua vez, teria sido originado de 100 20% de 40 = · 40 = 8.
per cent, derivado do latim per cen- ou seja, a cada 100, queremos 25. Então, 30%, 100
tum. Segundo o Dicionário Houaiss,
por exemplo, significa tomar 30 a cada 100. Logo, a mercadoria passou a custar
o termo percentagem, o mais
antigo, teria sido adotado na Língua Desse modo, se nos perguntarmos "quanto R$48,00.
Portuguesa ainda no século 19, a
partir de 1858. “Porcentagem”,
é 40% de 200", podemos responder que 40% 3) Um comerciante oferece um desconto de até
por sua vez, é considerado um representa 40 a cada 100 e, como em 200 “ca- 12% se o cliente pagar à vista. Qual o maior
abrasileiramento surgido da locução bem dois 100", temos que 40% de 200 é 80. desconto que se pode ganhar na compra à
“por cento”, de uso corrente na vista de uma mercadoria que custa R$250,00?
língua portuguesa. Apesar de possi- O mesmo seria obtido simplesmente pela
velmente ter sido cunhada no Brasil, 40 Solução:
a palavra também é utilizada em multiplicação da fração por 200. 12
Portugal, por influência do termo 100 12% de 250 = · 250 = 30.
100
pourcentage, do idioma francês. [...]
Logo, o desconto máximo é R$30,00.
(Disponível em: <http://
revistaescola.abril.com.br/
lingua-portuguesa/fundamentos/
EM18_1_MAT_A_01

qual-diferenca-porcentagem-
percentagem-502947.shtml>.
Acesso em: 23 ago. 2017.)

214 MAT A

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 214 12/10/2017 19:56:42


MATEMÁTICA & NATUREZA
O.P:
1. Algumas curiosidades podem ser en-
contradas no site <www.suapesquisa.
com/mundoanimal/camaleao.htm>.
Agora estudaremos a aplicabilidade das proporções na natureza e também falaremos so- Os camaleões são répteis da família dos la-
bre os camaleões e como a matemática se relaciona com esses animais. gartos. São, geralmente, marrons ou esver-
deados e apresentam um recurso impor-
Entretanto, é importante que você conheça um pouco mais sobre esses animais e faça uma tante: o mimetismo, usado para despistar
pesquisa sobre a sequência de Fibonacci, que será fundamental para a compreensão do que os predadores. Vivem principalmente na
África e em algumas regiões do continen-
será abordado. te europeu e da Índia, abrigando-se em
Sendo assim, savanas, florestas tropicais, montanhas e
desertos. Alimentam-se de insetos e sua
1) faça uma breve pesquisa sobre os camaleões e relate algumas informações interessantes língua longa, elástica e pegajosa ajuda na
a respeito desses animais. captura.
2. A sequência de Fibonacci é composta
2) pesquise o que é a sequência de Fibonacci e, em seguida, explique o padrão presente na pelo número 1 como o primeiro e o se-
formação dessa sequência. gundo termo da ordem e os elementos se-
guintes são originados pela soma de seus
Conhecemos, no início deste módulo, a proporção áurea e vimos qual é o valor do número dois antecessores: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34,
de ouro. Leia o texto a seguir que será usado como base para onde queremos chegar. 55, 89 e assim por diante.

A proporção áurea não é uma “mentira”. Ela aparece bastante na ciência e na natureza, em
diferentes formas. Pesquise
Uma delas é a espiral áurea, que cresce de acordo com
Pesquise outros exemplos da aplica-
a razão φ. É possível se aproximar dela dividindo-se os ção da sequência de Fibonacci. Isso
lados de um retângulo em proporções áureas e ligando os o ajudará a entender por que ela é
pontos com um compasso. conhecida como uma das grandes
maravilhas da matemática!
A linha vermelha é a espiral áurea; a linha verde é a
aproximação feita com quartos de circunferência; a linha
amarela é a sobreposição entre as duas.
• Ela também está relacionada à importante
sequência de Fibonacci [...]. Ao dividir um número
pelo outro, você se aproxima continuamente da
proporção áurea. [...]

(Disponível em: <http://gizmodo.uol.com.br/mitos-proporcao-aurea/>. Acesso em: 02 out. 2017.)

No texto, pudemos perceber que a elaboração da espiral áurea segue um padrão matemá-
tico muito objetivo. Agora, observe a cauda do camaleão desta página. A natureza é incrível
não é mesmo? Como explicar o fato de que, contraída, a cauda do camaleão é uma das mais
perfeitas representações da espiral de Fibonacci?!
Quick Shot/Shutterstock

somsak mungmee/Shutterstock
EM18_1_MAT_A_01

MAT A 215

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 215 12/10/2017 19:57:11


Resolvidos Praticando
2 5
1. (IFSP) Em uma maquete de um condomínio, um de seus prédios de 1. Qual é a razão entre as razões e ?
80 metros de altura está com apenas 48 centímetros. A altura de 5 2
um outro prédio de 110 metros nessa maquete, mantida as devidas 2
proporções, em centímetros, será de: 5 = 2⋅2 = 4
5 5 5 25
a) 56 d) 72 2
b) 60 e) 78
c) 66
 Solução: C
Temos que “80 está para 48” assim como “110 está para x”:
80 ----------- 48
110 ----------- x
2. Calcule:
Dessa forma, temos que 80x = 5 280 ⇒ x = 66.
a) 25% de 70
2. Sete operários constroem 40 metros de muro em 18 dias, traba- b) 45% de 1250
lhando 12h por dia. Em quanto tempo 12 operários construirão 30 c) 120% de 280
metros de muro trabalhando 9h por dia?
d) 75% de 75%
 Solução:
operários metros dias h por dia a) 25% de 70 = 0,25 · 70 = 17,5
b) 45% de 1250 = 0,45 · 1250 = 562,5
c) 120% de 280 = 1,2 · 280 = 336
7 40 18 12
d) 75% de 75% = 0,75 · 0,75 = 0,5625
12 30 x 9
Nesse caso, as grandezas operários e h por dia estão em proporção
inversa à grandeza dia, a grandeza metros está em proporção direta
com dia. Assim, podemos escrever:
18 12 40 9
= ⋅ ⋅ ⇔ 12 x = 7 ⋅ 18 ⇔ x =10 , 5 dias
x 7 30 12
3. (ESPM) Uma pessoa fez um investimento em ações. No primeiro 3. Paulo consegue estudar 6 páginas de um texto por hora. Quantas
semestre, ela perdeu 30% do capital aplicado e no segundo se- horas Paulo levará para estudar o livro inteiro, que possui 480
mestre ela recuperou 60% do que havia perdido. Em relação ao páginas?
investimento inicial, seu prejuízo nesses 2 semestres foi de:
a) 22% d) 24% 6 páginas ----------- 1 hora
⇒ 6x = 480 ⇒ x = 80 horas
480 páginas ----------- x horas
b) 12% e) 16%
c) 18%
 Solução: B
Suponhamos que x é o investimento inicial. Dessa forma, após a perda
do primeiro semestre, a pessoa terá 0,7x do seu capital inicial. Se no
segundo semestre ela recuperou 60% do que havia perdido, o valor
recuperado é dado por (C – 0,7C) · 0,6 = 0,18C. Dessa forma, nesses dois
semestres a pessoa ficou com 0,88x, ou seja, teve um prejuízo de 12%.
4. Divida o número 450 em partes diretamente proporcionais a 1,
4. (PUC-Rio) Em março, um modelo de geladeira custava R$1.000,00. 5, 9 e 15.
Em abril, o preço subiu 5% em relação a março. Em maio, caiu 10% x + y + z + w = 450.
em relação a abril e, em junho, voltou a subir 5% em relação a maio. x y z w x+y+z+w
= = = =
Qual é o preço da geladeira em junho? 1 5 9 15 30
a) R$992,25 Então,
 450
b) R$1.000,00 x = 30 = 15

c) R$990,05  y = 450 ⇒ y = 75
x y z w 450  5 30
d) R$993,50 = = = = ⇒
1 5 9 15 30  z = 450 ⇒ z = 135
e) R$1.001,00  9 30
 w 450
 Solução: A  = ⇒ w = 225
15 30
Se a geladeira teve um acréscimo de 5% de março para abril, o preço 5. Divida o número 360 em partes inversamente proporcionais a 3,
novo da geladeira é, em reais,1 000 + 5 %(1 000) = 1 000 + 50 = 1 050. Se 4 e 6.
o preço da geladeira caiu 10% em maio, temos que o valor da mesma
nesse mês era dado, também em reais, por 1 050 · 0,9 = 945. Se em x + y + z = 360
junho subiu 5% em relação a maio, temos que o valor em junho da x y z
x ⋅3 = 4⋅y = 6⋅z ⇒= =
EM18_1_MAT_A_01

geladeira é 945 + 0,05(945) = 945 + 47,25 = 992,25. 4 3 2


 360 x
 9 = 4 ⇒ x = 160

Então, x + y + z x y z  360 y
= = = ⇒ = ⇒ y = 120
9 4 3 2  9 3
 360 z
 = ⇒ z = 80
 9 2
216 MAT A

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6. Em uma loja, uma jaqueta custava R$500,00. Como uma nova co- a) 0,1 d) 11,2
leção estava chegando, um desconto de 15% foi dado na jaqueta. b) 0,7 e) 40,2
Contudo, ela não foi vendida e a loja resolveu dar mais um desconto
c) 6,0
de 10%. Foi então que Cleusa comprou a jaqueta.
a) Quanto Cleusa pagou na jaqueta? 2. (Enem-2016) Um paciente necessita de reidratação
500 · (1 – 0,15) = 500 · 0,85 = 425
endovenosa feita por meio de cinco frascos de soro
425 · (1 – 0,1) = 425 · 0,9 = 382,5 durante 24h. Cada frasco tem um volume de 800 mL de
Cleusa pagou R$382,50 na jaqueta. soro. Nas primeiras quatro horas, deverá receber 40%
do total a ser aplicado. Cada mililitro de soro corresponde a
b) Se a loja tivesse dado um único desconto de modo que a
12 gotas.
jaqueta custasse o mesmo após os dois descontos, de quanto
teria que ser esse desconto? O número de gotas por minuto que o paciente deverá receber após
as quatro primeiras horas será
1 · 0,85 · 0,90 = 0,765 = 76,5%.
Logo, equivale a um único desconto de 76,5%.
a) 16 d) 34
b) 20 e) 40
7. Quatro pedreiros levam 18 dias para construir uma parede com c) 24
4 m de altura. Trabalhando 6 pedreiros e aumentando a altura para 3. (Enem-2014) Uma ponte precisa ser dimensionada de
8 m, qual será o tempo necessário para completar essa parede? forma que possa ter três pontos de sustentação. Sabe-
Primeiramente, colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x. Em seguida, va- -se que a carga máxima suportada pela ponte será de
mos inserir flechas concordantes para as grandezas diretamente proporcionais com a in- 12t. O ponto de sustentação central receberá 60% da
cógnita e discordantes para as inversamente proporcionais, como mostra a figura a seguir:
carga da ponte, e o restante da carga será distribuído igualmente
pedreiros  altura  dias
entre os outros dos pontos de sustentação.
4 4 18 No caso de carga máxima, as cargas recebidas pelos três pontos
6 8 x
de sustentação serão, respectivamente,
18 4 6
= ⋅ ⇔ 24x = 576 ⇔ x =24
a) 1,8t; 8,4t; 1,8t. d) 3,6t; 4,8t; 3,6t.
x 8 4
b) 3,0t; 6,0t; 3,0t. e) 4,2t; 3,6t; 4,2t.
Logo, para completar essa parede serão necessários 24 dias. c) 2,4t; 7,2t; 2,4t.
4. (Enem-2014) Boliche é um jogo em que se arremessa
8. Numa fábrica de brinquedos, 16 funcionários produzem 40 bonecas uma bola sobre uma pista para atingir dez pinos, dis-
em 10 dias. Quantas bonecas serão montadas por 8 funcionários postos em uma formação de base triangular, buscando
em 32 dias? derrubar o maior número de pinos. A razão entre o
total de vezes em que um jogador derruba todos os pinos e o
Funcionários Bonecas Dias número de jogadas determina o seu desempenho.
16 40 10 Em uma disputa entre cinco jogadores, foram obtidos os seguintes
8 x 32 resultados:
Perceba que aumentando o número de funcionários, a produção de bonecas aumenta. •• Jogador I – Derrubou todos os pinos 50 vezes em 85 jogadas.
Portanto, a relação é diretamente proporcional. Além disso, aumentando o número de dias,
a produção de bonecas aumenta. Portanto, a relação também é diretamente proporcional.
•• Jogador II – Derrubou todos os pinos 40 vezes em 65 jogadas.
Assim, devemos igualar a razão que contém o termo x com o produto das outras razões. •• Jogador III – Derrubou todos os pinos 20 vezes em 65 jogadas.
40 16 10
= ⋅ ⇔ 160x = 10 240 ⇔ x = 64 •• Jogador IV – Derrubou todos os pinos 30 vezes em 40 jogadas.
x 8 32
•• Jogador V – Derrubou todos os pinos 48 vezes em 90 jogadas.
Logo, são fabricadas 64 bonecas.
Qual desses jogadores apresentou maior desempenho?
a) I d) IV
Desenvolvendo Habilidades b) II e) V
c) III
1. (Enem-2016) O veículo terrestre mais veloz já fabricado
até hoje é o Sonic Wind LSRV, que está sendo prepara- 5. (UERJ-2014)
do para atingir a velocidade de 3 000 km/h. Ele é mais
veloz do que o Concorde, um dos aviões de passageiros
mais rápidos já feitos, que alcança 2 330 km/h.

(Jim Davis. Disponível em: <blog.estantevirtual.com.br>.)


O personagem da tira diz que, quando ameaçado, o comprimento
Para uma distância fixa, a velocidade e o tempo são inversamente de seu peixe aumenta 50 vezes, ou seja, 5 000%. Admita que, após
proporcionais. uma ameaça, o comprimento desse peixe atinge 1,53 metros.
O comprimento original do peixe, em centímetros, corresponde a:
(BASILIO, A. Galileu, mar. 2012. Adaptado.)
a) 2,50
EM18_1_MAT_A_01

Para percorrer uma distância de 1 000 km, o valor mais próximo b) 2,75
da diferença, em minuto, entre os tempos gastos pelo Sonic Wind
LSRV e pelo Concorde, em suas velocidades máximas, é c) 3,00
d) 3,25

MAT A 217

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6. (Enem-2016) Num mapa com escala 1 : 250 000, a dis- 9. (Enem-2013) A figura apresenta dois mapas, em que o
tância entre as cidades A e B é de 13 cm. Num outro estado do Rio de Janeiro é visto em diferentes escalas.
mapa, com escala 1 : 300 000, a distância entre as cida-
des A e C é de 10 cm.
Em um terceiro mapa, com escala 1 : 500 000 a distância entre as
cidades A e D é de 9 cm. As distâncias reais entre a cidade A e as
cidades B, C e D são, respectivamente, iguais a X, Y e Z (na mesma
unidade de comprimento).
As distâncias X, Y e Z, em ordem crescente, estão dadas em
a) X, Y, Z
b) Y, X, Z
c) Y, Z, X
d) Z, X, Y
e) Z, Y, X
7. (Enem-2015) A expressão “Fórmula de Young” é utiliza-
da para calcular a dose infantil de um medicamento,
dada a dose do adulto:
Há interesse em estimar o número de vezes que foi ampliada a área
idade da criança (em anos) correspondente a este estado no mapa do Brasil.
dose de criança = · dose de adulto
idade da criança (em anos) + 12 Esse número é:
Uma enfermeira deve administrar um medicamento X a  uma a) menor que 10.
criança inconsciente, cuja dosagem de adulto é de 60 mg. A en- b) maior que 10 e menor que 20.
fermeira não consegue descobrir onde está registrada a idade da c) maior que 20 e menor que 30.
criança no prontuário, mas identifica que, algumas horas antes, foi
administrada a ela uma dose de 14 mg de um medicamento Y, cuja d) maior que 30 e menor que 40.
dosagem de adulto é 42 mg. Sabe-se que a dose da medicação Y e) maior que 40.
administrada à criança estava correta.
10. (Enem-2016) Para a construção de isolamento acústico
Então, a enfermeira deverá ministrar uma dosagem do  medica- numa parede cuja área mede 9 m2, sabe-se que, se a
mento X, em miligramas, igual a fonte sonora estiver a 3 m do plano da parede, o custo
a) 15 é de R$500,00. Nesse tipo de isolamento, a espessura
b) 20 do material que reveste a parede é inversamente proporcional ao
quadrado da distância até a fonte sonora, e o custo é diretamente
c) 30
proporcional ao volume do material do revestimento.
d) 36 Uma expressão que fornece o custo para revestir uma parede de
e) 40 área A (em metro quadrado), situada a D metros da fonte sonora, é
8. (Enem-2015) Um pesquisador, ao explorar uma floresta, 500 ⋅ 81 500 ⋅ A ⋅ D2
a) d)
fotografou uma caneta de 16,8 cm de comprimento ao A ⋅D 2
81
lado de uma pegada. O comprimento da caneta (c), a 500 ⋅ A
largura (L) e o comprimento (C) da pegada, na fotogra- b) 500 ⋅ 3 ⋅D2
D2 e)
fia, estão indicados no esquema. A
500 ⋅D2
c)
Caneta L = 2,2 cm A

c = 1,4 cm Complementares
1. (Unicamp) A razão entre a idade de Pedro e a de seu pai é igual a
2 . Se a soma das duas idades é igual a 55 anos, então Pedro tem:
C = 3,4 cm 9
a) 12 anos. c) 10 anos.
A largura e o comprimento reais da pegada, em centímetros, são, b) 13 anos. d) 15 anos.
respectivamente, iguais a
2. (UFRGS) O salário bruto de uma pessoa sofre um desconto de 25%.
a) 4,9 e 7,6.
3
b) 8,6 e 9,8. Com um novo desconto de 11% sobre do seu salário bruto, o
5
c) 14,2 e 15,4. total de descontos sobre o salário bruto será de:
d) 26,4 e 40,8. a) 21,6% d) 33,3%
e) 27,5 e 42,5. b) 26,4% e) 36,3%
c) 31,6%
EM18_1_MAT_A_01

218 MAT A

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3. Dois aumentos sucessivos de 15% e 20% representam um único Considerando-se somente as informações apresentadas no quadro,
aumento de: o valor transferido pelo Brasil, nesse período, é:
a) 30% d) 42% a) aproximadamente, 68% maior do que o valor transferido pelos
b) 35% e) 50% países que fazem parte da Liga dos Estados Árabes.
c) 38% b) superior a 30% do valor transferido pelos países que fazem
parte da Alca.
4. Se uma mercadoria sofre um reajuste de 10% e, em seguida, um
c) mais de 20% do valor transferido pelos países que fazem parte
desconto de 10% é aplicado sobre a mesma, o que podemos afirmar
do Brics.
em relação ao valor original da mercadoria?
d) aproximadamente, 26% do valor transferido pelos países que
a) Sofre um aumento de 1%.
fazem parte do G8.
b) Sofre um desconto de 1%.
e) mais de 60% do valor transferido pelos países que fazem parte
c) Permanece o mesmo. do Mercosul.
d) Sofre um aumento de 5%.
9. (UFG-2014) Um quebra-cabeça de 100 peças mede 26 cm por 36 cm,
e) Sofre um desconto de 5%. enquanto outro quebra-cabeça de 2 000 peças mede 48 cm por
5. (UFRGS) Uma loja instrui seus vendedores para calcular o preço de 136 cm. Nessas condições,
uma mercadoria, nas compras com cartão de crédito, dividindo o a) calcule a razão entre a área média de uma peça do quebra-
preço à vista por 0,80. Dessa forma, pode-se concluir que o valor -cabeça de 100 peças e do quebra-cabeça de 2 000 peças,
da compra com cartão de crédito, em relação ao preço à vista, nessa ordem.
apresenta: b) se uma pessoa gastou 10 horas para montar o quebra-cabeça
a) um desconto de 20%. d) um aumento de 25%. de 100 peças e 360 horas para montar o quebra-cabeça de 2 000
b) um aumento de 20%. e) um aumento de 80%. peças, calcule a diferença entre a quantidade média de peças que
ela colocou, por hora, para montar cada um dos quebra-cabeças.
c) um desconto de 25%.
6. (Ibmec) Numa empresa de auditoria, há duas máquinas trituradoras 10. (Unifesp-2016) A heparina é um medicamento de ação anticoagu-
de papel, cuja função é fragmentar os documentos descartados lante prescrito em diversas patologias. De acordo com indicação
todas as semanas nos escritórios da empresa. O volume de papel médica, um paciente de 72 kg deverá receber 100 unidades de
descartado semanalmente é sempre o mesmo e as duas máquinas heparina por quilograma por hora (via intravenosa). No rótulo da
levam juntas, trabalhando sem interrupções, 20 horas para frag- solução de heparina a ser ministrada consta a informação 10 000
mentar todos os documentos. Cada uma das máquinas precisou unidades/50 mL.
ficar parada para manutenção durante uma semana, na qual a) Calcule a quantidade de heparina, em mL, que esse paciente
todo o papel foi triturado apenas pela outra. Percebeu-se que as deverá receber por hora.
máquinas não têm rendimento igual e que a mais rápida levou 9 b) Sabendo que 20 gotas equivalem a 1 mL, esse paciente deverá
horas a menos que a mais lenta para fazer a fragmentação. O tempo receber 1 gota a cada x segundos. Calcule x.
que a mais lenta levou para triturar todo o papel sozinha é igual a:
a) 41 horas. d) 47 horas.
b) 43 horas. e) 49 horas.
c) 45 horas.
7. (UECE) Um comerciante comprou um automóvel por R$18.000,00,
pagou R$1.000,00 de imposto e, em seguida, vendeu-o com um
lucro de 20% sobre o preço de venda. O lucro do comerciante foi:
a) R$3.750,00 c) R$4.350,00
b) R$4.050,00 d) R$4.750,00
8. (UFG-2014) No quadro a seguir são apresentados os valores, em
bilhões de dólares, dos dez países que mais transferiram dinheiro
de pessoas físicas para paraísos fiscais, entre 1970 e 2010.

País Valor transferido


Arábia Saudita 697
Argentina 902
Brasil 1 176
China 2 689
Coreia do Sul 1 761
Indonésia 749
Kuwait 1 122
México 943
Rússia 1 805
Venezuela 918

(Superinteressante, São Paulo, ago. 2013, p.15. Adaptado.)


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MAT A 219

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Produtos

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fatoração.

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An
Equações do
1.º grau.
Equações e sistemas lineares
Produto notável • Fatoração • Sistemas de duas equações e duas incógnitas • Discussão de sistemas lineares de duas equações e duas incógnitas •
Sistemas não lineares

APERTE O PLAY
Neste módulo, estudaremos alguns aspectos importantes da Matemática. Entre eles, o fun-
cionamento dos sistemas lineares 2 x 2 e os sistemas lineares de ordens maiores. Leia o texto
a seguir para compreender a importância e a aplicabilidade desses sistemas.
Saiba mais
Carl Friedrich Gauss nasceu em Os Sistemas Lineares foram representados pela primeira vez há muitos anos, pois, no terceiro
1777 e viveu até 1855. É considera-
do um dos maiores matemáticos de
século a.C., os chineses já dominavam a técnica de eliminação de coeficientes. O método de eli-
todos os tempos. Gauss teve a es- minação de Gauss era conhecido pelos chineses no terceiro século a.C., mas carrega o nome de
tatura de Arquimedes e de Newton, Gauss por causa de sua redescoberta em um artigo no qual ele resolveu um sistema de equações
e seus campos de interesse excede-
ram os de ambos. Gauss contribuiu lineares para descrever a órbita de um asteroide. (POOLE, 2004, p. 70.)
para todos os ramos da Matemática Logo fica evidenciado a razão da técnica de eliminação de coeficientes receber o nome de eliminação de
e para a Teoria dos Números.
Gauss e também da quantidade de tempo em que foi utilizada pela primeira vez pelos chineses. Um fato
muito relevante na história dos Sistemas de Equações Lineares foi a descoberta de uma situação-problema
datada de 250 a.C., que utilizava conceitos de sistemas lineares para a resolução de uma problemática. A
construção dessa situação-problema em 250 a.C. consta num livro chinês, chamado: “Chiu-Chang Suan-
-Chu (Nove Capítulos sobre Aritmética)”. O problema consistia numa situação cotidiana, descrevendo fatos
como colheita e venda de produtos:
Três fardos de uma boa colheita, dois fardos de uma colheita medíocre e um fardo de uma colheita ruim
foram vendidos por 39 dou. Dois fardos de boa, três da medíocre e um da ruim foram vendidos a 34 dou; e
uma boa, dois da medíocre e três da ruim foram vendidos a 26. Qual o preço recebido pela venda de cada fardo
(Disponível em: <www. associado a boa colheita, a colheita medíocre e a colheita ruim?
fem.unicamp.br/~em313/
paginas/person/gauss.htm>. Na época, os chineses formularam esse problema empregando pedaços de bambus de diferentes cores para
Acesso em: 23 ago. 2017.) representar os coeficientes das equações, dispostos de forma organizada em um quadro onde as colunas re-
presentavam a qualidade de cada colheita e o total vendido de todas as colheitas. A solução do problema era
então obtida por uma sequência ordenada de manipulações nas linhas que compunham o quadro. (PEREIRA,
HAFFNER, p.1) [...]
Portanto, fica mais evidenciada a importância que os Sistemas Lineares exerceram naquela época. Mesmo
não dominando conceitos da matemática, mas, por necessidade, construíram esse método para facilitar na
organização da colheita. Sendo de forma fácil e organizada, porém bruta, eles utilizavam varas de bambu de
diferentes cores para representar os coeficientes das equações e resolviam o problema obtendo uma sequên-
cia ordenada de manipulação nas linhas que compunham um quadro.

(Disponível em: <www.prp2.ueg.br/sic2011/apresentacao/trabalhos/pdf/ciencias_


exatas/sic/ce_sic_sistemas_lineares.pdf>. Acesso em: 13 ago. 2017. Adaptado.)
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220 MAT A

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 220 12/10/2017 19:57:26


1. Junto com o professor e os colegas, e considerando o problema originalmente formulado pelos chineses,
encontre a representação algébrica do mesmo.
3x + 2y + z = 39

2x + 3y + z = 34
x + 2y + 3z = 26

2. Você acha que é possível solucionar o problema apenas com uma das equações descritas na questão 1?
Não é possível. Uma vez que uma equação com mais do que uma incógnita possui infinitas soluções.

kukiat B/Shutterstock
3. Como você faria para resolver o sistema descrito na questão 1?
Espera-se que o aluno responda que utilizará o método da substituição. Destaque que existem diferentes raciocínios para solucionar sistemas

lineares, como a regra de Cramer e o método da eliminação de Gauss, descrito no texto. Após abordar os conceitos do capítulo, sugira que os

alunos resolvam o sistema descrito na questão 1.


EM18_1_MAT_A_02

MAT A 221

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 221 12/10/2017 19:57:30


Produto notável
Os produtos notáveis nada mais são do
que expressões algébricas que apresentam (a + b) · (a – b) = a2 – b2
certa recorrência nos cálculos, além de uma
determinada regularidade. Tal regularidade
permite que determinados problemas sejam Cubo da soma de dois termos
resolvidos de forma mais imediata. Observe como podemos calcular o cubo
de um binômio do tipo (a + b):
Quadrado da soma (a + b)3 = (a + b)2 · (a + b)

de dois termos (a + b)3 = (a2 + 2ab + b2) · (a + b)


(a + b)3 = a2 · a + a2 · b + 2ab · a + 2ab · b +
O cálculo do quadrado de um binômio do
b  · a + b2 · b
2
tipo (a + b) pode ser efetuado por meio da
multiplicação desse binômio por ele mesmo. (a + b)3 = a3 + 3a2b + 3ab2 + b3
Observe: O cubo da soma de dois termos é dado
(a + b)2 = (a + b) · (a + b) pelo cubo do primeiro termo, mais três vezes
o quadrado do primeiro termo pelo segundo,
(a + b)2 = a · a + a · b + b · a + b · b
mais três vezes o primeiro termo pelo quadra-
(a + b)2 = a2 + 2ab + b2 do do segundo termo, mais o cubo do segun-
O quadrado da soma de dois termos é do termo.
igual ao quadrado do primeiro termo, mais
duas vezes o produto do primeiro termo pelo (a + b) 3 = a3 + 3a2b + 3ab2 + b3
segundo, mais o quadrado do segundo termo.

(a + b)2 = a2 + 2ab + b2
Cubo da diferença
A expressão a2 + 2ab + b2 é denominada
de dois termos
Observe como podemos calcular o cubo
trinômio quadrado perfeito.
de um binômio do tipo (a – b):

Quadrado da diferença (a – b)3 = (a – b)2 · (a – b)


(a – b)3 = (a2 – 2ab + b2) · (a – b)
de dois termos (a – b)3 = a2 · a – a2 · b – 2ab · a + 2ab · b +
O cálculo do quadrado de um binômio do b2 · a – b2 · b
tipo (a – b) também pode ser efetuado por (a – b)3 = a3 – 3a2b + 3ab2 – b3
meio da multiplicação desse binômio por ele
O cubo da diferença de dois termos é o
mesmo. Observe:
cubo do primeiro termo, menos três vezes o
(a – b)2 = (a – b) · (a – b) quadrado do primeiro termo pelo segundo,
(a – b)2 = a · a – a · b – b · a + b · b mais três vezes o primeiro termo pelo qua-
(a – b)2 = a2 – 2ab + b2 drado do segundo termo, menos o cubo do
segundo termo.
O quadrado da diferença de dois termos é
igual ao quadrado do primeiro termo, menos
(a – b) 3 = a3 – 3a2b + 3ab2 – b3
duas vezes o produto do primeiro termo pelo
segundo, mais o quadrado do segundo termo.

(a – b)2 = a2 – 2ab + b2
Outros produtos notáveis
Com os desenvolvimentos de (a + b)2 e
Produto da soma pela (a + b)3, podemos facilmente obter:

diferença de dois termos (a + b)3 = a3 + 3 a2b + 3ab2 + b3


(a + b) 4 = a4 + 4 a3b + 6a2b2 + 4 ab3 + b 4
O cálculo do produto de um binômio do
(a + b)5 = a5 + 5a4b + 10a3b2 + 10a2b3 + 5ab4 + b5
tipo (a + b) por outro do tipo (a – b) pode ser
efetuado por meio da propriedade distributi- E assim sucessivamente, como os coefi-
va da multiplicação. Observe: cientes dados pelo esquema seguinte:
(a + b) · (a – b) = a2 – ab + ba – b2 1
1+ 1
EM18_1_MAT_A_02

(a + b) · (a – b) = a2 – b2
O produto da soma pela diferença de dois 1 2 +1
termos é igual ao quadrado do primeiro ter- 1 3 3 + 1
mo menos o quadrado do segundo termo. 1 4 6 4 + 1
1 5 10 10 5 1
222 MAT A 1 6 15 20 15 6 1

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 222 12/10/2017 19:57:30


Observação
Fatoração Não existe um método geral que
conduza sistematicamente a fato-
Fatorar uma expressão algébrica é colocá-
-la sob a forma de um produto de fatores, de Outras fatorações ração de uma expressão algébrica,
uma vez que a fatoração pode ser
tal forma que cada um deles possua o menor
grau possível. Entre os casos usuais de fatora-
interessantes até impossível; entretanto, é acon-
selhável seguir os procedimentos
básicos listados abaixo:
ção destacam-se os seguintes: ● Para todo natural n tem-se que: • colocar, em primeiro lugar,
● Fator comum an – bn = (a – b)(an–1 + an–2b + an–3b2 + ... + em evidência os fatores que
puderem ser colocados;
ab + ac = a (b + c) abn–2 + bn–1) • verificar se é possível aplicar
Se n for um natural ímpar podemos subs- um dos produtos notáveis;
● Agrupamento • fazer os agrupamentos dos
tituir b por (–b), na forma acima. Assim obte-
termos de modo que na fatora-
ab + ac + bd + cd = a (b + c) + d (b + c) = mos outra forma para a fatoração da soma de ção de cada dois apareça um
(b + c) (a + d) duas n-ésimas potências: fator comum.

● Trinômio quadrado perfeito ● a n + b n = (a + b) (a n–1 – a n–2b +


a2 + 2 ab + b2 = (a + b)2 e + an–3b 2 – ... – ab n–2 + b n–1)
a2 – 2ab + b2 = (a – b)2 ● a3 + b3 + c3 – 3abc = (a + b + c)(a2 + b2 +
● Diferença de dois quadrados + c2 – ab – ac – bc)
a2 – b2 = (a + b) (a – b) ● Identidade de Sophie Germain
● Soma de cubos a4 + 4b4 = (a2 + 2b2 + 2ab)(a2 + 2b2 – 2ab)
a3 + b3 = (a + b)3 – 3ab (a + b) =
● Identidade de Lagrange
(a + b) (a2 – ab + b2)
(ac ± bd)2 + (ad ± bc)2 = (a2 + b2)(c2 + d2)
● Diferença de cubos
a3 – b3 = (a – b)3 + 3ab (a – b) = Essa identidade mostra que se dois núme-
ros são somas de dois quadrados, seu produ-
(a – b) (a2 + ab + b2)
to também é uma soma de dois quadrados.

Sistemas de duas equações


e duas incógnitas
Vamos expor os principais métodos de re-
solução desse tipo de sistema. Método de comparação
Deve-se isolar uma das incógnitas em
Método de substituição ambas as equações e, em seguida, igualar as
duas expressões.
Deve-se isolar uma das incógnitas em uma
das equações e em seguida substituir essa ex- 9 Exemplo:
2 x − 3 y = 4
pressão na outra equação. Resolver o sistema: 
3 x − 2 y = 11
9 Exemplo:
2 x − 3 y = 4 Solução:
Resolver o sistema: 
3 x − 2 y = 11 Na primeira equação vamos isolar a incógnita x:
Solução: 4 + 3x
2x −3y = 4 ⇒ 2x = 4 + 3y ⇒ x =
2
Na primeira equação vamos isolar a incógnita x:
Na segunda equação vamos isolar também a
4 + 3y
2x − 3 y = 4 ⇒ 2x = 4 + 3 y ⇒ x = incógnita x:
2 2 y + 11
3x − 2y = 11 ⇒ 3x = 2y +11 ⇒ x =
Em seguida, na segunda equação, substituímos 3
4 + 3y Agora basta igualar as duas expressões obtidas
x por , obtendo: para x:
2
4 + 3 y 2 y + 11
4 + 3y = ⇒ 12 + 9y = 4y + 22 ⇒
3⋅ − 2 y = 11 ⇔ 12 + 9 y − 4 y = 22 2 3
2 5y = 10 ⇒ y = 2
⇒ 5 y = 10 ⇒ y = 2
Substituindo o valor de y numa das expressões
Substituindo o valor de y na expressão obtida obtidas para x:
para x, temos
EM18_1_MAT_A_02

4 + 3⋅2
x= =5
4 + 3⋅2 2
x= =5
2 Portanto S = {(5, 2)}
Portanto S={(5, 2)}

MAT A 223

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 223 12/10/2017 19:57:32


Observação
A solução de um sistema 2x2 pode Método da adição segunda por 3; teremos, então, um novo sistema
equivalente ao primeiro:
ser representada por um par orde- Deve-se multiplicar as equações, sempre  −4 x + 6 y = −8
nado. Por exemplo: se x = 2 e y = 3 
que necessário, por valores adequados de
é solução de um sistema, podemos 9 x − 6 y = 33
denotar por (2, 3). forma a simplificar uma das incógnitas por
Somando a primeira equação com a segunda:
adição das duas equações.
9x – 4x = – 8 + 33 ⇒ 5x = 25 ⇒ x = 5
9 Exemplo: O valor de x deve ser substituído em uma das
2 x − 3 y = 4
Resolver o sistema:  equações para obter o valor de y:
3 x − 2 y = 11
Solução: 2 · 5 – 3y = 4 ⇒ 10 – 3y = 4 ⇒ –3y = – 6 ⇒ y = 2
Analisando as equações notamos que devemos Portanto, S = {(5, 2)}
multiplicar a primeira equação por (–2) e a

Saiba mais
[...]
A introdução de operadores aritmé-
Discussão de sistemas lineares de duas
ticos – símbolos mostrando o tipo
de computação a ser executada – só
aconteceu depois do século 15.
equações e duas incógnitas
Os primeiros símbolos a serem Os sistemas de duas equações e duas incógnitas podem possuir uma, nenhuma ou infinitas
usados eram + e –, embora original-
mente eles serviam para mostrar soluções. Isso pode ser observado no quadro-resumo a seguir. Para seu estudo, vamos conside-
quantidades existentes ou faltando rar o sistema de equações:
em um armazém. Logo eles assu-
miram seu papel moderno como ax + by = c
operadores aritméticos. Eles foram 
impressos pela primeira vez em um dx + ey = f
livro de John Widmann (nascido
1460), um dos vários matemáticos
alemães que publicaram trabalhos Então,
sobre álgebra no fim do século 15 e
início do século 16. [...]
(ROONEY, Anne. A História da
Matemática: desde a criação
das pirâmides até a exploração
do infinito. p. 134. ) a b sistema possível e retas
≠ uma única solução
d e determinado concorrentes

a b c sistema possível e retas


= = infinitas soluções
d e f indeterminado coincidentes

a b c retas
= ≠ sistema impossível nenhuma solução
d e f paralelas

9 Exemplos: 2 x − y = 4
2 x + 6 y = 7 2) Discutir o sistema 
1) Discutir o sistema   −2 x + y = −4
 −2 x − 6 y = −10 Solução:
Solução:
Relacionando os coeficientes das equações,
Relacionando os coeficientes das equações,
temos:
temos:
2 −1 4
2 6 7 = =
= ≠ −2 1 −4
−2 −6 −10
Logo, o sistema é possível e indeterminado.
EM18_1_MAT_A_02

Logo, o sistema é impossível.


Isso também pode ser observado somando Isso também pode ser observado somando
as equações, o que resulta: 0 = –3 (absurdo). as equações, o que resulta: 0 = 0, que é sem-
Portanto, o sistema é impossível. pre verdadeira. Portanto, o sistema é possí-
vel e indeterminado.

224 MAT A

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 224 12/10/2017 19:57:33


Biografia
Sistemas não lineares O francês François Viète deu uma
grande contribuição no âmbito
A seguir serão apresentados exemplos de Substituindo o valor da segunda equação: da álgebra na segunda metade do
sistemas desse tipo e os principais métodos século XVI. Considerado por muitos
92 −2xy = 53 ⇔ xy = 14 o maior matemático do século
de resolução. XVI, era advogado de formação,
9 Exemplos: Resulta, então, o sistema: tendo inclusive atuado em tribunais
por muitos anos. Ele começou
 x + y = 29  x + y = 9 a modernização da simbologia
1) Resolver   ⇒ z2 − 9z +14 = 0 ⇒ raízes: 2 e 7 algébrica e difundiu o emprego de
 xy = 100  xy = 14 letras para representar os números,
não apenas no caso das incógnitas,
Solução: S = {(2, 7); (7, 2)} mas, também, dos coeficientes das
expressões.
• 1.º método: substituição
y = 29 – x ⇒ x · (29 – x) = 100 ⇒ x2 – 29x  x + y = 2
+100 = 0 4) Resolver 
 xy = 48
⇒ x = 25 e y = 29 – 25 = 4

Photo Researchers, Inc./Latinstock


Solução:
⇒ x = 4 e y = 29 – 4 = 25
S = {(25, 4); (4, 25)} Neste caso, não é possível montar direta-
• 2.º método: composição de uma equação mente a equação do 2.º grau, mas podemos
do 2.º grau resolver por substituição:
Soma das raízes (S): 29
x–y=2⇔x=y+2
Produto das raízes (P): 100 
(y + 2)y = 48 ⇒ y = 48 ⇔ y2 + 2y – 48 = 0 François Viète
Basta montar a equação x − Sx + P = 0
2 (1540-1603)
Logo, as raízes são:
⇒ x2 − 29x +100 = 0 ⇒ Raízes 4 e 25
⇒ raízes: −8 e 6
S = {(25, 4); (4, 25)}
Então,

 x + y = 13 y = –8 ⇒ x = –8 + 2 = –6
2 2
2) Resolver 
 xy = 6 y=6⇒x=6+2=8
Solução: S = {(−6, −8); (8, 6)}
Somando a primeira equação com o dobro
da segunda:  x + y = 5
5) Resolver  3 3
x + y + 2xy = 25 ⇒ (x + y) = 25 ⇒ x + y  x + y = 35
2 2 2

=±5 Solução:
Resultam então dois sistemas:
Nesse caso, devemos fatorar a segunda
 x + y = 5
1.º caso:  ⇒ z2 − 5z + 6 = 0 equação:
 xy = 6
x3 + y3 = 35 ⇔ (x + y) · (x2 – xy + y2) = 35
raízes: 2 e 3
Substituindo o valor da primeira equação:
 x + y = 5
2.º caso:  ⇒ z2 − 5z + 6 = 0
xy = 6 5 · (x2 – xy + y2) = 35 ⇔ x2 – xy + y2 = 7

raízes: –2 e –3 Para obtermos o valor de xy vamos utilizar
um produto notável nessa equação:
S = {(2, 3); (3, 2); (–2, –3); (–3, –2)}
x2 – xy + y2 = 7 ⇔ (x + y)2 – 3xy = 7 ⇔ 52 – 3xy = 7
 x + y = 53
2 2
⇔ xy = 6
3) Resolver 
 x + y = 9 Resulta então o sistema:
Solução:
 x + y = 5
 ⇒ z2 – 5z + 6 = 0 ⇒ raízes: 2 e 3
Vamos completar quadrados na primeira  xy = 6
equação para obter o valor de xy:
S = {(2, 3); (3, 2)}
x2 + y2 = 53 ⇔ (x + y)2 − 2xy = 53
EM18_1_MAT_A_02

MAT A 225

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 225 12/10/2017 19:57:35


MATEMÁTICA & SOCIEDADE
Vitamina E – O que ela faz?
A vitamina E é uma vitamina solúvel em gordura que primeiramente funciona como um antioxi-
Saiba mais dante, o que significa que ajuda a prevenir ou reduzir os danos causados por radicais livres, em última
análise a redução do risco de problemas de saúde, como a doença cardíaca ou cancro.
Veja a importância de outras vitami-
nas para a saúde do ser humano. A vitamina E existe em várias formas. O que você precisa prestar atenção é o alfa-tocoferol. É a forma mais
Vitaminas hidrossolúveis ativa da vitamina E, é encontrado em maior quantidade ao longo do corpo e, assim, tem a maior importância
• Vitaminas do complexo B nutricional. Alfa-tocoferol é encontrado naturalmente nos alimentos, mas também encontrado em suple-
(complexo formado por oito mentos e adicionados aos alimentos fortificados. [...]
vitaminas): essas vitaminas
destacam-se pelo seu papel Óleos vegetais (como Girassol, canola, Cártamo ou Azeite), grãos de cereais não transformados, nozes
no fornecimento de energia e sementes são as principais fontes alimentares de vitamina E. Quantidades menores são encontrados em
para o corpo, por ajudarem
no funcionamento do sistema algumas frutas e legumes, como abacate e espinafre.
nervoso e na manutenção do

saudedica.com.br
tônus muscular no sistema
1. A álgebra é um dos ramos
digestório. Podem ser en-
da matemática que recorre
contradas em cereais, ovos,
carnes, hortaliças e frutas. a números, letras e sinais
(símbolos) para generalizar
• Vitamina C (ácido ascórbico): as diversas operações arit-
vitamina relacionada com a
méticas. [...] Hoje em dia, en-
manutenção dos capilares,
tende-se por álgebra o ramo
formação do colágeno, produ-
da matemática que estuda
ção de hemácias, formação de
ossos e dentes e absorção de as estruturas, as relações e as
ferro. Podemos encontrar essa quantidades.
vitamina em frutas cítricas, (Disponível em: <http://con-
como limão e laranja, no ceito.de/algebra>. Acesso: 14
brócolis, tomate, couve, entre jul. 2016)
outros. 2. Calcular quanto você vai
Vitaminas lipossolúveis gastar na panificadora, o
troco do ônibus que você
• Vitamina A (retinol): essa recebe ao vir para a escola,
vitamina atua principalmente
são apenas dois exemplos de
na nossa visão, manutenção
uma infinidade existente.
da pele e imunidade. Pode
ser encontrada em alimentos
como fígado, ovos, leite, vege-
tais folhosos verde-escuros e
vegetais amarelo-alaranjados.
• Vitamina D (calciferol):
relaciona-se principalmente
com o metabolismo dos ossos,
sendo responsável por evitar o
raquitismo. Essa vitamina pode
ser encontrada em óleo de
fígado de peixe, gema de ovo (Disponível em: <www.saudedica.com.br/vitamina-e/>. Acesso em: 13 ago. 2017.)
e manteiga. Podemos ainda
produzir essa vitamina em Imagine que uma pessoa deseja ingerir os seguintes alimentos ricos em vitamina E: cas-
nosso corpo quando realizada tanhas-do-pará, amêndoas secas e avelãs. Para cumprir as orientações do nutricionista, ela
a devida exposição ao sol. [...] precisa preparar três tipos de embalagens compostas por esses alimentos, de modo que o
• Vitamina K (filoquinona): essa tipo 1 deve conter x gramas de castanhas-do-pará e y gramas de amêndoas secas, resultando
vitamina relaciona-se, princi-
palmente, com a coagulação 10,24 mg de vitamina E. A embalagem tipo 2 terá x gramas de castanhas-do-pará e z gramas de
do sangue. É encontrada avelãs, num total de 8,79 mg de vitamina E. Já o terceiro tipo, será formado pelos três alimen-
principalmente em vegetais
folhosos e legumes.
tos, de modo que x gramas de castanhas-do-pará mais y gramas de amêndoas secas, mais z
gramas de avelãs resultarão 15,99 mg de vitamina E.

(Disponível em: <http:// 1. Qual a equação linear que representa o total de vitamina E na embalagem 1? Essa equação possui
mundoeducacao.bol.uol.com. quantas soluções?
br/biologia/vitaminas.htm>. 7, 6
Acesso em: 23 ago. 2017.) Cada grama de castanha-do-pará possui = 0, 76 mg de vitamina E. Cada grama de amêndoas secas possui 0,24 mg de vitamina E.
100
Logo, a equação linear que representa o total de vitamina E na embalagem 1 é igual a 0, 076 x + 0, 24 y = 10, 24
Essa equação possui infinitas soluções.

2. Qual a equação linear que representa o total de vitamina E na embalagem 2?


Cada grama de avelãs secas possui 0,23 mg de vitamina E. 0, 076 x + 0, 23 z = 8, 79

3. Apenas com as equações obtidas nas questões 1 e 2, é possível encontrar uma única quantidade x de
EM18_1_MAT_A_02

gramas de castanhas-do-pará comum às embalagens 1 e 2?


O objetivo desse item é possibilitar que os alunos concluam que numa equação com 3 incógnitas e duas equações, não é possível encontrar

uma única solução, ou seja, o sistema 0, 076 x + 0, 24 y = 10, 24 é possível e indeterminado.


0, 076 x + 0, 23 z = 8, 76

226 MAT A

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 226 12/10/2017 19:57:36


Resolvidos Praticando

1. (FGV) Seja N o resultado da operação 3752 – 3742. A soma dos 1. Existem números reais x e y tais que a expressão x2 – 2xy + y2 seja
algarismos de N é: negativa? Se sim, dê exemplos. Se não, justifique.
a) 18 d) 21 A resposta é não. Perceba que x 2 − 2xy + y 2 = ( x − y ) , que é uma expressão positiva, para
2

b) 19 e) 22
quaisquer valores de x e y (pois é quadrado de um número real).
c) 20
99 Solução: C
N = 3752 – 3742 = (375 + 374) · (375 – 374) = 749 · 1
2. Sejam a e b números reais tais que ab = 6 e a2 + 4b2 = 40. Dessa
N = 749 forma, calcule o valor de (a + 2b)2.
Soma dos algarismos de N = 9 + 4 + 7 = 20. Concluímos que (a + 2b)2 = a2 + 4ab + 4b2.

2. (UFRS) Se n = 107 – 10, então n não é múltiplo de: Logo, (a + 2b)2 = a2 + 4b2 + 4ab = 40 + 4 · 6 = 40 + 24 = 64.
a) 9 d) 15
b) 10 e) 18
c) 12
3. Calcule o valor de
99 Solução: C
a) 6492 – 6482.
n = 107 – 10 = 10 · (106 – 1)=10 · (999999) = 9999990 6492 – 6482 = (649 – 648) · (649 + 648) = 1 297
n é múltiplo de 9, pois a soma de seus algarismos também é.
n é múltiplo de 10, pois termina em zero.
n é múltiplo de 15, pois é múltiplo de 3 e de 5.
n é múltiplo de 18, pois é múltiplo de 9 e é par. b) 9852 – 9832.
9852 – 9832 = (985 – 983) · (985 + 983) = 2 · 1968 = 3 936.
n não é múltiplo de 12, pois não é múltiplo de 4 (já que 90 não é).
3. (UERJ) Uma empreiteira deseja dividir um grande terreno em vários
lotes retangulares de mesma área, correspondente a 156 m2. Em
cada lote, será construída uma casa retangular que ocupará uma 4. Resolva os seguintes sistemas lineares, por qualquer método.
área de 54 m2, atendendo à exigência da prefeitura da cidade, de
que seja construída mantendo 3 m de afastamento da frente e 3 m 3x + 2y = 3
a) 
do fundo do lote, bem como 2 m de afastamento de cada uma das x − 4 y = 1
laterais. Indique as dimensões de cada casa a ser construída, de
modo que cada lote tenha o menor perímetro possível. x + y = 16
 ⇔ x = 16 − y ⇔ (16 − y ) y = 63 ⇔ y 2 − 16y + 63 = 0 ⇔ y = 7 ou y = 9
xy = 63
99 Solução: 6 m e 9 m.
Sendo x e y as dimensões da casa:
 x ⋅ y = 54  x ⋅ y = 54 3x − y = 13
 ⇒ b) 
( x + 6 ) ⋅ ( y + 4 ) = 156  2 x + 3 y = 39  −2x + 4 y = −12
x = 6 e y = 9
⇒ 2 x 2 − 39 x +162 = 0 ⇒  3x − y = 13 6x − 2y = 26
 x=13,5 e y = 4  ⇔ ⇔ 10y = −10 ⇔ y = −1⇔ x = 4
−2x + 4y = −12 −6x + 12y = −36
Menor perímetro possível: x = 6 m e y = 9 m
4. (Unicamp) A soma de dois números positivos é igual ao triplo da di-
ferença entre esses mesmos dois números. Essa diferença, por sua
vez, é igual ao dobro do quociente do maior pelo menor. x + y = 16
5. Resolva o seguinte sistema não linear: 
a) Encontre esses dois números. xy = 63
x + y = 16
b) Escreva uma equação do tipo x2 + bx + c = 0 cujas raízes são  ⇔ x = 16 − y ⇔ (16 − y ) y = 63 ⇔ y 2 − 16y + 63 = 0 ⇔ y = 7 ou y = 9
xy = 63
aqueles dois números.
99 Solução: Logo, se y = 7, x = 9 e se y = 9, x = 7. Portanto,
a) Sejam x e y os dois números e supondo x > y.
S = {(7, 9), (9, 7)}.
 x + y = 3( x − y )
 6. Discuta o seguinte sistema linear:
 x
x − y = 2 y ax + 2y = −3
 
2x + 4 y = −6
1.ª equação ⇒ x = 2y
2y aa 22
Substituindo na 2.ª equação: 2y − y = 2 · ⇒y=4ex=8 Para a ≠ 1, concluímos que ↑≠↑ . Dessa forma, o sistema é possível e determinado. Para
22 44
y
b) Soma = 12 = −b ⇒ b = −12 a = 1, temos
a 2 −3
= = . Dessa forma, para a = 1 o sistema é possível e determinado.
EM18_1_MAT_A_02

2 4 −6
Produto = 32 = c
Logo, a equação procurada é x2 −12x +32 = 0

MAT A 227

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 227 12/10/2017 19:57:37


7. A soma de dois números naturais é 561. O maior é igual a diferença (32 + 52 ) − (32 − 52 )
entre o dobro do menor e 231. Calcule o valor do maior. 5. (CEFET-MG-2015) Se M = , então o valor de M é
Suponha que o valor do maior é x. Logo, temos o seguinte sistema: a) 15
(3252 )2
x + y = 561 b) 14

x = 2y − 231 2
c)
Dessa forma, temos 15
561 = 2y − 231+ y ⇒ 3y = 792 ⇒ y = 264 4
Logo, d)
x = 528 − 231= 297
225

6. (ESPM-2012) Considerando-se que x = 9 7312, y = 3 9072 e z = 2 ⋅ xy ,


8. A população de uma cidade num determinado ano era um qua-
o valor da expressão x + y − z é:
drado perfeito. Mais tarde, com o aumento de 100 habitantes, a
população passou a ter uma unidade a mais que um quadrado a) 6 792
perfeito. Agora, com um acréscimo adicional de 100 habitantes, a b) 5 824
população se tornou novamente um quadrado perfeito. A popu-
c) 7 321
lação original era um múltiplo de:
População inicial x d) 4 938
a) 3
x=q
2
x + 100 = p + 1
2 2
x + 100 + 100 = r
e) 7 721
b) 7 q2 + 100 = p2 + 1
q2 – p2 – 99 ⇒ p2– q2 = 99 ⇒ (p – q)(p+q) = 32 · 11
c) 9
d) 11
q2+ 200 = r2 ⇒ r2 – q2 = 200 ⇒ (r – q)(r + q) =
200 = 23 · 52
Complementares
r2 – p2 = 101 ⇒ (r – p)(r + p) = 101
e) 17
Como 101 é primo, teremos que ter
1. (UPF-2014) Quando a e b assumem quaisquer valores positivos, das
r – p = 1 r = 51 expressões a seguir, a única que não muda de sinal é:

r + p = 101 p = 50 a) a2 – ab
x + 100 = 502 + 1 b) a2 – b2
x = 2 500 – 99 = 2 401 = 74. c) b − b
Logo, x é múltiplo de 7.
d) a2 – 3a
Desenvolvendo Habilidades e) a2 – 2ab + b2
2. (IFPE-2016) De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geo-
1. (IFCE-2014) O valor da expressão: (a + b)2 – (a – b)2 é: grafia e Estatística (IBGE), na relação entre as populações masculina
e feminina no Brasil, observou-se, em 2000, o total de 29 homens
a) ab para 30 mulheres.
b) 2ab
(Disponível em: <www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/projecao_
c) 3ab da_populacao/2008/default.shtm>. Acesso em: 10 jan. 2009. Adaptado.)
d) 4ab
Se no ano de 2000 a população brasileira era de 177 milhões de ha-
e) 6ab bitantes, qual o número de homens e de mulheres no referido ano?
2. (UFRGS-2013) O sistema de equações: a) 75 milhões de homens e 102 milhões de mulheres.
5x + 4 y + 2 = 0 b) 77 milhões de homens e 100 milhões de mulheres.
 c) 87 milhões de homens e 90 milhões de mulheres.
3x − 4 y − 18 = 0
possui: d) 70 milhões de homens e 107 milhões de mulheres.
a) nenhuma solução. e) 65 milhões de homens e 112 milhões de mulheres.
b) uma solução. 3. (CEFET-MG-2010) Uma loja de ferramentas apresentou os seguintes
c) duas soluções. pacotes promocionais para chaves de fenda e de boca:
d) três soluções.
e) infinitas soluções.
3. (CEFET-MG-2014) O valor numérico da expressão 682 − 322 está
compreendido no intervalo:
a) [30, 40[
b) [40, 50[
c) [50, 60[
d) [60, 70[
4. (UFRGS-2016) Se x + y = 13 e xy = 1, então x2 + y2 é
a) 166
Nessa promoção, o preço de uma chave de boca somado ao de
b) 167
uma chave de fenda, em reais, é igual a:
c) 168
EM18_1_MAT_A_02

a) 17
d) 169 b) 21
e) 170 c) 22
d) 24

228 MAT A

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 228 12/10/2017 19:57:39


4. (UFF) Considere o seguinte enunciado: O nutricionista prepara esse prato de forma que contenha 60 g de
“A idade de Daniel é o dobro da idade de Hamilton. Há 10 anos, a carboidrato e 8 g de gordura. Se x e y são os números de porções A e
idade de Daniel era o quádruplo da idade de Hamilton.” B, respectivamente, usadas pelo nutricionista, então, a solução des-
As idades de Daniel e de Hamilton são determinadas resolvendo-se se problema é um par ordenado que pertence ao gráfico da função:
o sistema: a) y = –3 + 1
 x = 2y b) y = 5x – 6
a) 
 4x = y c) y = 4x
 x d) y = x – 2
y =
b)  2 9. (ESPM-2013) O par ordenado ( x , y ) ∈  ×  é solução da equação
 4 x + y = 30 x 3 + x 2 y − 8 x − 8 y = 7 . O valor de x – y é:
a) 1
 y = 2x
c)  b) 2
 y − 4 x = 10
c) –1
 y = 2x d) 0
d)  e) –2
 4 x − y = 30
10. (UFF) Determine o conjunto solução V do sistema:
 x + y = 10
e)   x y 13
 4 x − y = 30  + =
y x 6
x ⋅ y = 6
5. (Fatec) Sabe-se que a2  −  2bc  −  b2 −  c2  =  40 e a  −  b  −  c  = 10 com a, 
b e c números reais. Então o valor de a + b + c é igual a:
a) 1
b) 2
c) 4
d) 10
e) 20
6. (Fatec) Dois casais foram a um barzinho. O primeiro pagou R$5,40
por duas latas de refrigerante e uma porção de batatas fritas.
O segundo pagou R$9,60 por três latas de refrigerante e duas
porções de batatas fritas. Nesse local e nesse dia, a diferença entre
o preço de uma porção de batatas fritas e o preço de uma lata de
refrigerante era de:
a) R$2,00
b) R$1,80
c) R$1,75
d) R$1,50
e) R$1,20
7. (UTFPR-2012) Num jogo de decisão de campeonato, os preços dos
ingressos num estádio de futebol eram: arquibancada R$25,00 e
geral R$10,00. A renda, com a venda desses dois tipos de ingressos,
foi de R$48.200,00. Sabendo que todos os ingressos foram vendi-
2
dos e que o número de ingressos da arquibancada equivale a
5
do número de ingressos da geral, determine quantos ingressos da
arquibancada foram vendidos.
a) 1 024
b) 964
c) 1 824
d) 2 410
e) 890
8. (CEFET-MG-2011) Um restaurante serve um prato especial com
dois tipos de comida A e B, cujas quantidades de carboidratos e
gorduras por porção encontram-se indicadas na tabela a seguir.

Comidas Carboidratos (g) Gorduras (g)


EM18_1_MAT_A_02

A 20 2
B 5 1

MAT A 229

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 229 12/10/2017 19:57:43


ck
sto
r
Conjuntos

te
ut
Sh
w/
re
nd
sa
ag
Diagrama
de Venn
Teoria de conjuntos
Conjunto, elemento e pertinência • Operações com conjuntos • Conjuntos numéricos • Intervalos • Diagrama de Venn
Conjuntos
numéricos

APERTE O PLAY
Observe o infográfico a seguir, que exibe as mudanças nos tipos de transporte usados pelos
moradores da região metropolitana de São Paulo. A comparação foi feita nos anos 2007 e 2012.

Saiba mais
Um infográfico tem por objetivo te, em milhões
apresentar informações com a pre- Viagens diárias por tipo de transpor
ponderância de elementos gráficos Variação
visuais integrados em textos e/ou 2007 2012
13,9
+16%
dados numéricos.
Coletivo 16,1

Individual
11,2 +21%
13,6

43,7 milhões de
viagens por dia foram
realizadas em 2012, um
aumento de 15% em rela-
ção a 2007.

1. Observe as informações que aparecem nos grá-


VIAGENS POR DIA EM RELAÇÃO À RENDA ficos e escreva dois números:
Transporte coletivo Transporte individual a) naturais.
2007, 2012, 1 244, 2 488, 4 976, 9 330, 43 700 000,
Até 1 244 2 488 4 976 Mais 13 900 000; 16 100 000; 11 200 000; 13 600 000.
Renda**
1 244 a 2 488 a 4 976 a 9 330 de 9 330
(em R$)
Aumento no uso

b) inteiros.
2007, 2012, 1 244, 2 488, 4 976, 9 330, 43 700 000,
–2, +2, –4, +4, –1, +1, –6, +6.

c) racionais.
43 700 000, 13 900 000; 16 100 000; 11 200 000; 13 600 000;
2007, 2012, 1 244, 2 488, 4 976, 9 330, 1%, 2%, 4%, 6%, –1%,
–2%, –4% e –6%, 15%.

d) reais.
13,9; 16,1; 11,2; 13,6; 2007, 2012, 1 244, 2 488, 4 976, 9 330,
Redução no uso

1%, 2%, 4%, 6%, –1%, –2%, –4% e –6%, 15%.


Variação
2007/2012
(em%)
2. Nesses gráficos você observa números irracio-
nais? Explique.
Não, pois números irracionais têm uma representação decimal
População com maior renda teve infinita e não periódica.
EM18_1_MAT_A_03

redução no uso do transporte individual Professor, aproveite essa questão para retomar os conjuntos nu-
méricos, solicitando aos alunos que citem exemplos de números
(Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/03/1423587
irracionais.
-uso-de-moto-aumenta-44-em-cinco-anos-em-sp.shtml>. Acesso em: 2 out. 2017.)

230 MAT A

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 230 12/10/2017 19:57:47


Saiba mais
Conjunto, elemento e pertinência Em linhas gerais, um conjunto é
enumerável se seus elementos pu-
derem ser dispostos em sequências.
Na teoria dos conjuntos, as noções de conjunto, elemento e pertinência são aceitas sem
definição. Entende-se um conjunto como sendo uma coleção de objetos.
Entre os vários matemáticos que estudaram a teoria dos conjuntos, destaca-se Georg Resolva
Cantor, que nasceu em S. Petersburg. Obteve seu doutorado em Berlim, com uma tese sobre
Leia no texto a seguir o trecho de
Teoria dos Números. Entre outras, Cantor demonstrou que o conjunto dos números racionais uma fala entre Beremiz e Bagdali,
é enumerável, o que é de grande importância para a matemática. personagens do livro O Homem que
Calculava, escrito por Malba Tahan.
9 Exemplos: Os Quatro Quatros
1) conjunto dos planetas do sistema solar; Ao ver Beremiz interessado em
adquirir o turbante azul, objetei:
2) conjunto dos mamíferos;
– Julgo loucura comprar esse luxo.
3) conjunto dos números pares positivos. Estamos com pouco dinheiro e
ainda não pagamos a hospedaria.
Diz-se que cada objeto do conjunto é um elemento desse conjunto. Assim, nos exemplos
– Não é o turbante que me interes-
acima, tem-se os elementos: sa – retorquiu Beremiz. – Repare
1) Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, ...; que a tenda desse mercador é
intitulada “Os Quatro Quatros”. Há
2) cachorro, vaca, morcego, ...; nisso tudo espantosa coincidência
digna de atenção.
3) 2, 4, 6, 8, ...
– Coincidência? Por quê?
Denota-se, em geral, um conjunto por uma letra maiúscula do alfabeto (A, B, C, D, ...) e um – Ora Bagdali – retorquiu Beremiz
elemento por uma letra minúscula (x, y, z, ...). Se um objeto x está num conjunto A, diz-se que –, a legenda que figura nesse
x ∈ A, onde se lê: x pertence a A. Se um objeto y não está num conjunto A, diz-se que y ∉ A, quadro recorda uma das maravilhas
do Cálculo: podemos formar um
onde se lê: y não pertence a A. número qualquer empregando
quatro quatros! E antes que eu o
Usa-se, muitas vezes, o chamado diagrama de Venn-Euler, que é representado a seguir: interrogasse sobre aquele enigma,
A Beremiz explicou, riscando na areia
fina que cobria o chão:
– Quer formar o zero? Nada mais
simples. Basta escrever: 44 – 44.
[...]
(TAHAN, Malba. O
Homem que Calculava.
Rio de Janeiro: Record,
2009. p. 46-47. )
Pense e responda: quais são as outras
combinações que também resultam
em zero, utilizando quatro algarismos

Representação de um conjunto 4 e as quatro operações básicas?

4 : 4 – 4 : 4 ou (4 – 4) + (4 – 4) ou ainda
Pode-se representar um conjunto de 3 maneiras.
● Usando o diagrama a 4 · 4 – 4 · 4.
V
A representação de um conjunto por meio de um diagrama é aquela
u e
em que os elementos são simbolizados por pontos interiores a uma re-
gião plana, delimitada por uma linha fechada.
Representando o conjunto das vogais V = {a, e, i, o, u} por um diagrama, o i Livros
tem-se a figura a seguir. TAHAN, Malba. O Homem que Calcu-
lava. Rio de Janeiro: Record, 2009
● Enumerando os elementos do conjunto entre chaves
9 Exemplos:
1) conjunto das vogais: {a, e, i, o, u}
2) conjunto dos números primos: {2, 3, 5, ...}
● Partindo de uma propriedade dos seus elementos
9 Exemplos:
1) A = {x/x é mês do ano que começa com a letra m} e se lê: A é o conjunto dos elementos x, tal que x
é mês do ano que começa com a letra m.
A = {março, maio}
O autor Malba Tahan (pseudônimo
2) B = {x/x é país do G7} do professor Júlio César de Mello e
EM18_1_MAT_A_03

B = {Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido, Japão, Itália} Souza) uniu a matemática à ficção ao
narrar a história de Beremiz Samir, um
viajante que explora os números com
muita facilidade.

MAT A 231

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 231 12/10/2017 19:57:49


Curiosidade
Georg Cantor e o álefe-zero:
O homem que colocou o infinito
no bolso
Conjuntos unitário e vazio
O alemão Georg Cantor, no início do
O conjunto que possui apenas um elemento é chamado de conjunto unitário; e o que não
século, desafiou o senso comum ao possui elementos é chamado conjunto vazio e é representado por { } ou ∅.
descobrir números que a imaginação
matemática ainda não alcançava 9 Exemplos:
Desde que o homem aprendeu a 1) Conjunto da solução da equação x + 2 = 4: S = {2}
pensar, poucos conceitos pertur-
baram tanto o seu espírito quanto 2) Conjunto dos múltiplos de 10 entre 1 e 5: S = ∅
o infinito. Um exemplo simples são 3) {x є  / x ≠ x} = ∅
os números inteiros: 1, 2, 3, 4, 5... e
assim por diante. A sequência nunca
termina e não se pode imaginar um
número que seja maior que todos
os outros – era o que se pensava até
Conjuntos iguais
o final do século XIX. O fato, porém, Dois conjuntos A e B são ditos iguais se, e somente se, possuem os mesmos elementos, não
é que há números ainda maiores, importando a ordem em que são escritos.
como se além de um infinito houves-
se outros. Esse paradoxo abalou o Assim, se A é o conjunto das letras da palavra “AMOR”: A = {A, M, O, R} e B é o conjunto das
pensamento matemático e surpreen- letras da palavra “ROMA”: {R, O, M, A}, tem-se A = B.
deu seu próprio autor, o matemático
Georg Cantor (1845-1918). Filho de Se A e B não possuem exatamente os mesmos elementos, escreve-se A ≠ B (onde lê-se: A é
dinamarqueses, nascido na Rússia diferente de B).
e radicado na Alemanha, sua pátria
por adoção, Cantor era bastante con- 9 Exemplos:
servador, dizem os historiadores.
1) {5, 10, 15, ...} = {x / x é múltiplo positivo de 5}
[...] Seu método, claro como água, con-
sistiu em comparar a lista dos números 2) {a, b, c, d} = {b, d, c, a}
inteiros com as de outros números. Por
exemplo, como os existentes entre 0 e 3) {3, 5, 7} ≠ {2, 3, 5}
1, tais como 0,014828910... ou...........
0,999999273... E a comparação era
feita como quem vistoria uma sala
de cinema: se não há cadeiras vazias
Conjunto universo
e ninguém está de pé, é certo que O conjunto que representa todos os elementos da conjuntura na qual estamos trabalhando
o número de cadeiras é igual ao de é chamado conjunto universo, e geralmente é representado por U.
pessoas. Caso contrário, será maior
o número do que sobrar, cadeiras ou A solução do exemplo exposto a seguir depende diretamente do conjunto universo.
pessoas.
9 Exemplos:
Com essa ideia em mente, Cantor
emparelhou os números inteiros Determine o conjunto solução da equação x2 – 9 = 0, considerando o conjunto universo dado em cada item:
com os números menores que 1 e
constatou: depois de esgotar a lista a) U = 
dos inteiros, ainda havia menores O conjunto solução é composto apenas pelo número 3 (pois –3 ∉ ).
que 1 a emparelhar. Concluiu que
o número desses últimos – apenas b) U = 
entre 0 e 1 – era maior que o
infinito número dos inteiros. Nem
O conjunto é composto pelos números –3 e 3.
havia nome para tal quantidade, e
coube a Cantor batizá-la. Chamou
de álefe-zero ao conjunto de todos
os inteiros – o “menor” dos infinitos.
Subconjuntos
Vinha depois o álefe-zero mais 1, e
Diz-se que um conjunto A é um subconjunto de um conjunto B se, e somente se, todos os
por aí adiante, numa inimaginável elementos de A são também elementos de B, ou seja, se todo elemento de A pertence a B. Por
hierarquia de infinitos. O mundo exemplo, se A = {4, 5, 7} e B = {2, 3, 4, 5, 6, 7}, A é subconjunto de B e escreve-se A ⊂ B, onde se lê:
ficou pasmo, mas, como quase
sempre acontece, grande parte do A está contido em B. Também pode-se escrever B ⊃ A, onde se lê: B contém A. Representando
problema era simples falta de costu- graficamente, tem-se:
me com uma ideia nova. [...]
B 2
(Disponível em: <http://super.
abril.com.br/cotidiano/georg- A 4
cantor-alefe-zero-homem- 6
colocou-infinito-bolso-440970.
3 7
shtml>. Acesso em: 28 abr. 2105.) 5

No caso dos conjuntos A e B não terem elementos em comum ou apenas alguns elementos
em comum, escreve-se A ⊄ B, onde se lê: A não está contido em B. Representando graficamen-
te essas duas situações, tem-se:
A B
A B
EM18_1_MAT_A_03

» Georg Cantor

232 MAT A

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 232 12/10/2017 19:57:49


Conjuntos de conjuntos
São conjuntos cujos elementos também são conjuntos.
9 Exemplos:
C = {{a}, {e}, {i}, {o}, {u}}
Nesse caso, diz-se que {{a}} ⊂ C ao invés de {{a}} ∈ C, por exemplo.
B = {{1, 2}, {1, 2, 3}, {0, 1}}

Conjunto das partes


Dado um conjunto A qualquer, o conjunto das partes de A, denotado por P(A), é o conjunto
formado por todos os subconjuntos de A.
9 Exemplos:
1) Seja A = {1}, então
P(A) = {∅, {1}}
2) Seja A = {1, 2}, então
P(A) = {∅, {1}, {2}, {1, 2}}
3) Seja A = {a, b, c}, então
P(A) = {∅,{a}, {b}, {c}, {a, b}, {a, c}, {b, c}, {a, b, c}}
Se o conjunto A tem n elementos, o conjunto das partes de A terá 2n elementos.

℘(A) = 2n

Operações com conjuntos


Trata-se de três operações básicas entre
conjuntos: união, intersecção e diferença
Número de elementos da
de conjuntos. Veja: união de conjuntos
Sejam A e B dois conjuntos quaisquer, o
União de conjuntos número de elementos de A∪B é dado por:

Dados dois conjuntos A e B, chama-se n(A∪B) = n(A) + n(B) – n(A∩B)


união de A com B, e denota-se por A ∪ B, o
conjunto formado pelos elementos que per- em que n(A) indica o número de elementos do
tencem a A ou B. Denotamos por: conjunto A.

A B = {x / x ∈ A ou x ∈ B}
Intersecção de conjuntos
9 Exemplos: Dados dois conjuntos A e B, chama-se in-
tersecção de A com B, e denota-se por A ∩ B,
1) Sejam A = {3, 6, 9, 12} e B = {2, 4, 6, 8,10,
12}, o conjunto união é dado por o conjunto formado pelos elementos que per-
tencem a A e B. Denotamos por:
A ∪ B = {2, 3, 4, 6, 8, 9, 10, 12}
2) Sejam A = {a, e, i} e B = {o, u}. A ∩ B = {x / x∈A e x∈B}
A ∪ B = {a, e, i, o, u}
3) Sejam A = {x, y} e B = {w, x, y, z} 9 Exemplos:
A ∪ B = {w, x, y, z } 1) Sejam A = {1, 2, 3, 5} e B = {3, 4, 5, 6, 7}.
4) Sejam A = {0, 1, 2, 3, 4} e B = {3, 4} A ∩ B = {3, 5}
A ∪ B = {0, 1, 2, 3, 4} 2) Sejam A = {a, i, u} e B = {e, o}
A∩B=∅
Propriedades 3) Sejam A = {c, d} e B = {a, b, c, d, e}
A ∩ B = {c, d}
1. Idempotente: A ∪ A = A
4) Sejam A = {–2, –1, 0, 1, 2} e B = {–1, 0, 1}
EM18_1_MAT_A_03

2. Elemento neutro: A ∪ ∅ = A
A ∩ B = {–1, 0, 1}
3. Comutativa: A ∪ B = B ∪ A
4. Associativa: (A ∪ B) ∪ C = A ∪ (B ∪ C)

MAT A 233

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 233 12/10/2017 19:57:50


Propriedades 3) Sejam A = {1, 2, 3} e B = {4, 5, 6}. Então,
A – B = {1, 2, 3}
1. Idempotente: A ∩ A = A
4) Sejam A = {1, 2} e B = {1, 2, 3, 4}. Então,
2. Elemento neutro: A ∩ U = A
A–B=∅
3. Comutativa: A ∩ B = B ∩ A
A seguir, a diferença A – B está destacada.
4. Associativa: (A ∩ B) ∩ C = A ∩ ( B ∩ C) A B A

Conjuntos disjuntos B

Sejam A e B dois conjuntos. Quando


A ∩ B = ∅, isto é, quando A e B não têm ele-
mentos em comum, diz-se que A e B são con-
juntos disjuntos. Complementar de A em B
Dados dois conjuntos A e B, tais que A ⊂ B,
Diferença de conjuntos chama-se complementar de A em B e deno-
ta-se por CB A, ao conjunto B – A.
Dados dois conjuntos A e B, chama-se dife-
rença de A com B, e denota-se por A – B, o con- 9 Exemplo:
Saiba mais junto formado pelos elementos que perten- Sejam A = {2, 3, 4} e B = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6}.
cem a A e não pertencem a B. Denotamos por:
O complementar de A em relação ao CB A = {0, 1, 5, 6}
universo também é denotado por A .
A – B = {x/x ∈ A e x ∉ B} Graficamente tem-se:
B
9 Exemplos: A
1) Sejam A = {1, 2, 3, 4, 5} e B = {4, 5, 6, 7}. 2 0
3
Então, 4 5
A – B = {1, 2, 3} 1 6
2) Sejam A = {4, 5, 6, 7, 8} e B = {6, 7, 8}. Então,
A – B = {4, 5}

Saiba mais
De onde vieram os números?
Os números estão tão ligados ao
Conjuntos numéricos
nosso cotidiano que nós os tomamos O matemático Leopold Kronecker disse, Para melhor compreensão é importante
como certos. Eles são provavelmen- há centenas de anos: “Deus criou os números entender o significado da propriedade do fe-
te a primeira coisa que você vê de
manhã quando olha o relógio, e todos
naturais; todo o resto é obra do homem”. chamento: um conjunto é fechado em relação
nós enfrentamos uma avalanche Isso mostra bem que os números naturais, a determinada operação se o resultado lhe
de números ao decorrer do dia.
conhecidos há mais tempo, surgiram no coti- pertencer, quaisquer que sejam os elemen-
Mas houve uma época anterior aos
sistemas numéricos e contagens. diano do ser humano devido à necessidade de tos do conjunto a ser operado. Por exemplo,
A descoberta – ou invenção – dos contar. a soma de dois números naturais é sempre
números foi um dos passos cruciais um número natural, logo, os naturais são fe-
no desenvolvimento cultural e civil da Outros conjuntos numéricos foram utiliza-
espécie humana. Eles possibilitaram a chados em relação à adição; já a subtração de
dos para suprir determinadas necessidades.
propriedade, o comércio, a ciência e dois números naturais nem sempre é natural,
a arte, bem como o desenvolvimento Os racionais (frações), por exemplo, estavam
assim os naturais não são fechados em rela-
de estruturas e hierarquias sociais ligados a problemas de razões geométricas.
– e, naturalmente, jogos, enigmas, ção à subtração.
esportes, apostas, seguros e até festas Os irracionais, relacionados à polêmica dia-
gonal do quadrado. Os números negativos fo-
de aniversários!

(ROONEY, Anne. A História da


ram inicialmente interpretados como dívidas Naturais ()
matemática – Desde a criação e sua existência foi, por muito tempo, contes- De forma resumida, podemos dizer que os
das pirâmides até a exploração do tada, sendo, inclusive, chamados de números números naturais são os números usados
infinito. São Paulo: M. Books do
Brasil Editora Ltda, 2012. p. 14.) absurdos. Os números complexos, necessá- para contar.
rios à solução de determinadas equações, só
conseguiram legitimidade após seu desenvol-  = {0, 1, 2, 3, ...}
vimento formal.
O conjunto dos números naturais é fecha-
Como se pode notar, a evolução dos con-
do para a adição e para a multiplicação. Isso
juntos numéricos está intimamente ligada ao
significa que, ao somarmos ou multiplicar-
próprio desenvolvimento da humanidade.
mos dois números naturais, o resultado será
Os conjuntos numéricos são apresenta-
EM18_1_MAT_A_03

um número natural.
dos, a seguir, do mais simples para o mais
Podemos definir também o conjunto dos
complexo. Deve-se observar que os conjuntos
naturais positivos dado por  –{0} e denotado
são ampliações dos anteriores para possibili-
por  *.
tar a realização de determinadas operações.

234 MAT A

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Propriedades Produto de inteiros
Sejam m, n e p números naturais. Então: O produto ou divisão de dois inteiros de
mesmo sinal é positivo. Para dois inteiros de
(m + n) + p = m + (n + p)
1) Associatividade:  sinais contrários, o resultado é negativo.
m ⋅ (n ⋅ p) = (m ⋅ n) ⋅ p
9 Exemplos:
2) Distributividade:
1) (− 2) ⋅ (− 3) = 2 ⋅ 3 = 6
m . (n + p) = m . n + m . p
2) (− 2) ⋅ 3 = 2 ⋅ (−3) = − 6
m + n = n + m
3) Comutatividade:  3) (− 4) : (− 2) = 4 : 2 = 2
m ⋅ n = n ⋅ m 4) (− 4) : 2 = 4 : (− 2) = –2
4) Lei do corte:
m + n = m + p ⇒ n = p

Divisão de inteiros
m ⋅ n = m ⋅ p ⇒ n = p (com m ≠ 0) Teorema: se c, d ∈  e d > 0, existem inteiros
5) Tricotomia: dados dois naturais m e q e r, únicos, tais que c = d ⋅ q + r, em que
n quaisquer, tem-se que ou m < n ou 0 ≤ r < d.
m =  n ou m > n.
9 Exemplo:
6) Princípio da boa ordem: todo subcon-
37 = 8 ⋅ 4 + 5
junto não vazio dos números naturais
possui um menor elemento. Aqui, c = 37, d = 8, q = 4 e r = 5.
Na expressão, c é chamado dividendo; d,
Inteiros () divisor; q, quociente e r, resto.
Quando o resto r = 0, diz-se que a divisão
É o conjunto composto pelos números
é exata.
 = {..., −3, −2, −1, 0, 1, 2, 3, ...}
Valor absoluto ou módulo
Subconjuntos notáveis: de um inteiro
● Conjunto dos inteiros não nulos: Seja a ∈  . Concluímos que o valor abso-
* = {..., −3, −2, −1, 1, 2, 3, ...} luto ou módulo de a é dado por:
● Conjunto dos inteiros não negativos:
 a se a ≥ 0
+ = {0, 1, 2, 3, ...} a =
 −a se a < 0
● Conjunto dos inteiros não positivos:
− = {..., −3, −2, −1, 0} 9 Exemplos:
● Conjunto dos inteiros positivos: 1) |1| = 1
+* = {1, 2, 3, ...} 2) |−1| = −(−1) = 1
● Conjunto dos inteiros negativos: 3) |0| = 0
*–= {..., −3, −2, −1}
O conjunto dos números inteiros possui Propriedades
todas as propriedades dos números naturais 1) |x| ≥ 0
e adicionalmente é fechado em relação à sub- 2) |x| · |y| = |x y|
tração (ou seja, ao subtrairmos dois números
3) |x|2 = x2
inteiros, o resultado será um número inteiro).
4) |x + y| ≤ |x| + |y| (desigualdade triangular)
Adição de inteiros 5) |x − y| ≥ |x| −|y|
Pode-se definir o simétrico ou oposto
para a adição da seguinte forma: Racionais ()
∀a ∈  , ∃ − a ∈  tal que a + (–a) = 0 O conjunto dos números racionais é
aquele cujos números podem ser escritos sob
Com isso é possível definir a subtração em
forma de fração.
 como:
a – b = a + (–b) a 
 =  / a ∈ , b ∈  * e mdc (a,b) = 1
Na subtração anterior, a chama-se mi-  b 
EM18_1_MAT_A_03

nuendo, b é o subtraendo e o resultado da


operação é chamado de diferença de resto.
O minuendo é igual à soma do subtraendo
com o resto.

MAT A 235

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2
1) 3 1
5 1) 0 , 333... = =
7 9 3
2) − 24 8
3 2 ) 0 , 242424... = =
6 3 99 33
9 Exemplos: 3) 0,6 = = 13 −1 12 2
10 5 3 ) 0 ,133... = = =
Saiba mais 2 7 90 90 15
1) 4) 7 = 213 − 21 192 32
Diz-se que 2 não é um número 5 1 4 ) 2 ,133... = = =
racional. 7 6 2 90 90 15
2) − 5) 0 ,666... = = 12 345 −123 12222 679
De fato, se 2 fosse racional, 3 9 3 5 ) 1, 23454545... = = =
deveriam existir dois números p e q 6 3 9900 9900 550
primos entre si, tais que 2 =
p
, 3) 0,6 = =
10 5
Reais ()
q
ou seja, p = 2 · q.
7
Elevando ambos os membros ao É4)fechado
7= para as quatro operações bási-
quadrado, tem-se: p2 = 2q2. Logo, p2 1 O conjunto dos números reais (denotado
cas: adição, subtração, multiplicação e divisão
é par e consequentemente p é par, 6 2 por ) é a união do conjunto dos números ra-
pois se p fosse ímpar, p2 também (no caso de o
5) 0 ,666... denominador
= = ser não nulo).
seria ímpar. 9 3 cionais com o conjunto dos números irracio-
Os números inteiros são também núme-
Fazendo p = 2k, k ∈ , tem-se: nais (números que não podem ser obtidos pela
ros racionais, pois podem ser considerados
4k2 = 2q2 ⇒ 2k2 = q2. Logo, q2 é par divisão de dois números inteiros).
frações de denominador 1, como visto no
e, então, q é par. O fato de p e q se-
rem pares mostra que a hipótese de exemplo 4.  = ∪
p e q serem primos entre si é falsa.
Os números irracionais, representados
Logo, não existem números
racionais p e q, tais que 2 =
p
q
. Propriedades por I ou , são números que não podem ser
Portanto 2 é irracional. No conjunto dos racionais são adotadas as escritos sob forma de fração e constituem dí-
seguintes propriedades, para b e d não nulos: zimas não periódicas.
a c
1) Igualdade: = ⇔ ad = bc 9 Exemplos
b d
a c ad + bc 1) 2
2) Adição: + =
b d bd 2) 3
a c ac
3) Multiplicação: ⋅ = 3) π
b d bd
a c a d O conjunto dos irracionais não é fechado
4) Divisão: : = ⋅ para a adição, multiplicação e divisão.
b d b c
Nesse conjunto encontram-se as frações,
os decimais exatos e as dízimas periódicas.
Representação em diagramas
Como pôde ser observado pelas defini-
ções dos conjuntos, vale a seguinte relação:
Dízimas periódicas
Observe o número do exemplo a seguir.  ⊂  ⊂  ⊂  e  ∪ =

9 Exemplo: Isso pode ser representado pelo seguinte


Seja a = 1,25434343... diagrama:
A este número, atribuímos
parte inteira: 1
parte não periódica: 25 

período: 43

Geratriz de uma dízima periódica é fra-
ção ordinária que dá origem à dízima periódica. 
A geratriz é uma fração com:
● numerador: parte inteira seguida de Reta real
parte não periódica e do período, me- Entre o conjunto dos pontos de uma reta
nos a parte inteira seguida da parte orientada e o conjunto dos números reais
não periódica. existe uma correspondência biunívoca, ou
● denominador: número formado de seja, o conjunto  pode ser representado por
tantos 9 quantos forem os algaris- uma reta orientada que recebe o nome de
mos do período, seguidos de tantos 0 reta real.
quantos forem os algarismos da parte
3
não periódica. −
2 2
Vejamos mais alguns exemplos.
9 Exemplos:
−1
EM18_1_MAT_A_03

0 1
3 1
1) 0 , 333... =
=
9 3 O módulo de um número definido ante-
24 8 riormente pode ser entendido como a distân-
2 ) 0 , 242424... = =
99 33 cia entre o ponto correspondente ao número
13 −1 12 2 na reta real e a origem da mesma.
3 ) 0 ,133... = = =
236 MAT A 90 90 15
213 − 21 192 32
4 ) 2 ,133... = = =
90 90 15
12 345 −123 12222 679
5 ) 1, 23454545... = = =
PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 236
9900 9900 550 12/10/2017 19:57:53
Intervalos
Dados dois números reais a < b, define-se:
Igualdade
[a, b] = {x ∈  / a ≤ x ≤ b} → intervalo fecha- Dois pares ordenados são iguais se, e so-
do em a e b. mente se, as suas duas coordenadas são iguais.
[a, b[ = {x ∈  / a ≤ x < b} → intervalo fechado (a, b) = (c, d) ⇔ a = c e b = d
em a e aberto em b.
Os pares ordenados podem ser represen-
]a, b] = {x ∈  / a < x ≤ b} → intervalo aberto tados no sistema cartesiano ortogonal, no
em a e fechado em b. qual o primeiro elemento do par ordenado é
]a, b[ = {x ∈  / a < x < b} → intervalo aberto representado no eixo horizontal Ox (eixo das
em a e b. abscissas) e o segundo elemento do par orde-
[a, + ∞[ = {x ∈  / x ≥ a} nado é representado no eixo vertical Oy (eixo
das ordenadas). Isso pode ser observado na
]a, + ∞[ = {x ∈  / x > a}
figura a seguir:
]− ∞, a] = {x ∈  / x ≤ a}
y
]− ∞, a[ = {x ∈  / x < a} (a, b)
Os intervalos reais podem ser representa- b
dos sobre a reta real como segue:
a b
]a, b[
a b a x
[a, b] O
a b
[a, b[
]a, b]
a b Produto cartesiano
a O produto cartesiano de dois conjuntos
]− ∞ , a] A e B é o conjunto de todos os pares ordena-
a
dos que têm o primeiro termo em A e o segun-
]a, + ∞[
do termo em B.

Na representação gráfica de intervalos A × B = {(x, y) / x ∈ A ∧ y ∈ B}


sobre a reta real, extremidades fechadas são
sempre representadas por bolas cheias e ex- É importante saber que:
tremidades abertas por bolas não preenchi- 1) O símbolo “∧“ é a representação mate-
das. Assim, o intervalo [2, 3[ pode ser repre- mática para “e”.
sentado como segue:
2) Se um dos conjuntos for vazio, o produ-
2 3 to cartesiano é vazio.
3) O produto cartesiano não é comutativo,
As operações entre intervalos são as mes-
assim A × B ≠ B × A, quando A ≠ B.
mas vistas no estudo dos conjuntos e podem
ser mais facilmente efetuadas com o auxílio 4) O número de elementos do produto
de representações gráficas. cartesiano pode ser obtido multiplican-
do a quantidade de elementos de cada
9 Exemplo: um dos conjuntos: n(A × B) = n(A) ⋅ n(B)
Sejam os intervalos I = [2, 7] e J = ]5, 9[. Vamos
9 Exemplo
determinar K = I ∩ J.
A = {0, 2} e B = {1, 3, 5}
2 7
I A × B = {(0, 1); (0, 3); (0, 5); (2, 1); (2, 3); (2, 5)}
5 9 B × A = {(1, 0); (1, 2); (3, 0); (3, 2); (5, 0); (5, 2)}
J
n (A × B) = n (B × A) = 2 ⋅ 3 = 6
5 7
I∩J O produto cartesiano A × A é denotado
Logo, K = ]5, 7]. por A 2. A diagonal de A 2 é ∆ A = {(x, y) ∈ A 2 /
x = y}.

Par ordenado É possível representar o produto cartesia-


no graficamente por meio de um diagrama
É um conceito primitivo representado por de flechas.
(a, b), sendo um conjunto de dois elementos
EM18_1_MAT_A_03

ordenados.

MAT A 237

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 237 12/10/2017 19:57:53


Observação Sendo A = {1, 2, 3} e B = {1, 2, 3, 4},
Se A = ∅ ou B = ∅, A × B = ∅. A × B = {(1, 1); (1, 2); (1, 3); (1, 4); (2, 1); (2, 2); (2, 3);(2, 4); (3, 1); (3, 2); (3, 3); (3, 4)} terá a repre-
• Se A tem p elementos e B sentação apresentada a seguir.
tem q elementos, o produto
cartesiano A × B terá p · q
B
elementos. A
1• •1

2• •2

3• •3

•4

O produto cartesiano pode ser representado graficamente no plano cartesiano ortogonal,


por meio da representação dos pares ordenados que o compõem.
A representação gráfica é útil também para apresentar o resultado do produto cartesiano
entre intervalos reais.
9 Exemplos:
1) A = {1, 2, 3} e B = {1, 2}

y y
(1, 3) (2, 3)
3

(1, 2) (2, 2) (3, 2) (1, 2) (2, 2)


2 2

(1, 1) (2, 1) (3, 1) (1, 1) (2, 1)


1 1

0 1 2 3 x 0 1 2 x
A×B B×A

Perceba que, como diz a propriedade 3 enunciada anteriormente, podemos ter que A x B ≠ B x A.
2) A = [1, 3] e B = [1, 5]

y
A×B
5 y
B×A
3

1 1

0 1 2 3 x 0 1 5 x

Perceba que este exemplo também reforça a propriedade da não comutatividade.

Propriedades
1) A × (B ∪ C) = (A × B) ∪ (A × C)
2) A × (B ∩ C) = (A × B) ∩ (A × C)
3) A × (B − C) = (A × B) − (A × C)
EM18_1_MAT_A_03

A cardinalidade de um conjunto é o número de elementos que esse conjunto possui.

238 MAT A

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Diagrama de Venn
Os diagramas usados para representar os Temos todos os dados inseridos no dia-
elementos de um conjunto (como representa- grama de Venn. Resta, portanto, somá-los:
dos anteriormente), são chamados de diagra- 11 + 10 + 19 + 7 = 47.
ma de Venn. Portanto, foram entrevistadas 47 pessoas.
Além da representação, eles são muito 2) Os últimos jogos Olímpicos aconteceram em
úteis para a resolução de problemas em que 2016 no Rio de Janeiro. Uma pesquisa acerca
há relações entre conjuntos numéricos. das preferências nos esportes foi feita. Con-
sidere que o percentual de mulheres que ti-
Para compreender como os diagramas de nham interesse em assistir às competições de
Venn auxiliam na resolução de determinados futebol é de 38%, notação é de 43% e ginásti-
problemas, vejamos os exemplos a seguir: ca, 55%. Considerando também:
9 Exemplos: • 6% das mulheres entrevistadas escolheram
1) Em um restaurante de uma empresa fez-se Futebol, Natação e Ginástica para assistir;
uma pesquisa para saber qual a sobreme- • O percentual de mulheres que preferiu as-
sa preferida dos funcionários: tiramisu ou sistir somente às competições de Natação e
sorvete. Cada funcionário poderia indicar Ginástica é de 12%;
que gosta das duas sobremesas, de apenas
uma, ou de nenhuma das duas. Do total de • O percentual de mulheres que preferiu as-
pesquisados, 21 declararam que gostam de sistir somente às competições de Futebol e
tiramisu, 29 gostam de sorvete, 10 gostam Ginástica ou Natação e Futebol é o mesmo.
dessas duas sobremesas e 7 não gostam de Sendo assim, qual o percentual de mulheres
nenhuma dessas duas sobremesas. que pretendia assistir somente às competi-
Calcule o número de pesquisados. ções de Ginástica?
Solução: Solução:
Vamos fazer um passo a passo. Se o percentual de futebol é 38%, natação
Temos que, primeiramente, elaborar um 43% e ginástica 55%, temos 38% + 43% +
diagrama com dois conjuntos: um para os 55% = 136%, ou seja, 36% foi somado a
que preferem tiramisu e um para os que mais. Utilizando o diagrama de Venn,
preferem sorvete, sendo que eles devem se
Futebol Natação
intersectar (pois há pessoas que gostam de 38% 43%
ambos).
Em seguida, na intersecção, devemos colo- F b N
car o número correspondente às pessoas a
que gostam de ambas sobremesas: d c

Tiramisu G
Sorvete
55%
10 Ginástica

A soma de todos os valores deve ser 100%,


ou seja, F + N + G + a + b + c + d = 100.
Temos que 21 declararam gostar de tirami- Mas temos 36% sobrando, que é a soma
su. Mas já temos o 10 da intersecção. Logo, 2a + b + c + d = 36. Dessa forma, como
os que gostam apenas de tiramisu são 21 a = 6%, temos 12 + b + c + d = 36. Além
– 10 = 11 pessoas. De maneira similar, 29
disso, pelo segundo item, c=12. Logo, b + 12
declararam gostar de sorvete, mas os que
gostam apenas de sorvete são 29 – 10 = 19. + d – 24 ⇒ b + 12 + d = 24 ⇒ b + d = 12 .
Temos, então, Mas pelo terceiro item, b = d, ou seja, b = d
= 6. Assim, temos
Tiramisu Sorvete
Futebol Natação
38% 43%
11 10 19
F 6% N
6%
Porém, há 7 pessoas que não gostam de 6% 12%
nenhuma das sobremesas. Logo, indicamos
G
esse número fora dos conjuntos. Assim:
55%
EM18_1_MAT_A_03

Tiramisu Sorvete Ginástica

Dessa forma, o percentual de mulheres que


11 10 19
pretendia assistir somente às competições
7 de Ginástica é de G = 55 – 6 – 6 – 12 = 31%

MAT A 239

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MATEMÁTICA & TECNOLOGIA
A vida sem números
[...] Calcular faz parte do cotidiano do homem. A verdadeira revolução, portanto, está na forma
de fazer cálculos. Uma novidade que chegou ao Ocidente há menos de mil anos. “Talvez por ser fru-
to de práticas coletivas, essa história não poderia ser atribuída de modo preciso a ninguém”, explica Georges
Ifrah, autor de A História dos Números – Uma Grande Invenção.
Até então, havia diferentes sistemas numéricos, criados por diferentes civilizações, como as mesopotâmi-
cas, maia, egípcia, grega e chinesa. Todos com uma coisa em comum: desordem. Esses sistemas tinham um
nome ou objeto diferente para cada número. Ou seja, teoricamente, eram modelos com símbolos infinitos.
E, por razões práticas, nenhum método assim sobrevive por muito tempo. Essa dificuldade de escrever
números grandes também prejudicava a adição, a subtração, a multiplicação e a divisão. Foi aí que, na Índia
do século 5 a.C., surgiu a base decimal, ou seja, a noção de que números podem ser arrumados hierarquica-
mente, usando-se apenas 10 símbolos. Por exemplo, apenas com o símbolo 5 pode-se representar infinitos
números: 55, 555, 5555 e assim por diante. Não era mais necessário um símbolo para cada número.
Panacea Doll/Shutterstock

Como definir o valor desses símbolos postos lado a lado? Depende da posição em que cada um está, da
direita para a esquerda: casa das unidades, dezenas etc. Ideia simples e funcional, que eu, você e todo mun-
do sabe. Mas que demorou 1,7 mil anos para se espalhar. “A Europa teve de esperar Leonardo de Pisa para
aprender a contar direito”, diz o inglês Keith Devlin, autor de The Man of Numbers: Fibonacci’s Arithmetic
Revolution (“o homem dos números, a revolução aritmética de Fibonacci”, inédito em português).

(Disponível em: <http://super.abril.com.br/historia/vida-numeros-643794.shtml>. Acesso em: 26 set. 2017.)

1. De acordo com o texto, quantas bainhas seguem para Roma?


Cada homem tem 7 mulas. Cada mula carrega 7 sacos: 343 sacos. Cada saco tem 7 pães: 2 401 pães. Cada pão carrega 7 facas: 16 807

facas. Cada faca está colocada em 7 bainhas: 117 649 bainhas.

2. Sabendo que o comerciante comprou 30 pássaros e que os pagou com 30 moedas, exiba uma possível
configuração do número de cada pássaro comprado.
Primeira solução: o comerciante comprou: 3 perdizes, 5 pardais e 22 pombos, totalizando 30 pássaros. O comerciante gastou:
EM18_1_MAT_A_03

3 · 3 + 5 · 2 + 22 · 0,5 = 30 pratas.

Segunda solução: o comerciante comprou: 6 perdizes, 0 pardais e 24 pombos, totalizando 30 pássaros. O comerciante gastou:

3 · 6 + 5 · 0 + 24 · 0,5 = 30 pratas.

240 MAT A

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Resolvidos Praticando

1. (UFRGS) Entre os números apresentados nas alternativas, o único 1. Encontre a interseção de cada um dos pares de intervalos.
que é racional é: a) [2, 4] e [–1, 4)
a) 2,333... [2, 4)
d) π
b) 0,010010001... e) a razão do comprimento b) (–3, 5) e [–2, 4]
c) 2 de um círculo e seu raio. [–2, 4]
5 c) (–1, 0) e (0, 1)
99 Solução: A A interseção é o conjunto vazio.
Note que x = 2,333... ⇒ 10x = 23,333... Então, 10x – x = 23,333... 
21 2. Sejam A = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}, B = {–1, 0, 1, 2, 3} e
–2,333... ⇒ 9x = 21 ⇒ x =  . Logo, 2,333... é um número racional, C = {–3, –2, –1, 0, 1, 2}. Descreva os seguintes conjuntos:
9
pois é escrito como a razão entre dois números inteiros. a) B ∪ C a) B ∪ C = {–3, –2, –1, 0, 1, 2, 3}
2. (Mackenzie) Se designarmos por [3, 4] o intervalo fechado, em , b) A ∩ C b) A ∩ C = {1, 2}
c) C – A = {–3, –2 – 1, 0}
de extremidades 3 e 4, é correto escrever: c) C – A d) CAB= A – B = {4, 5, 6, 7, 8, 9}
a) {3, 4} = [3, 4] c) {3, 4} ⊂ [3, 4] e) n.d.a. d) CAB
b) {3, 4} ∈ [3, 4] d) {3, 4} ⊃ [3, 4] 3. Após o retorno do recreio, a professora de matemática resolveu
99 Solução: C fazer um levantamento e descobriu que, de um total de 40 alunos,
Sabe-se que [3, 4] = {x ∈ ; 3 ≤ x ≤ 4} e que {3, 4} é o conjunto dos pontos 24 compraram pastel; destes, 6 compraram pizza e pastel, e 9 alunos
3 e 4. Conclui-se, inicialmente, que o intervalo tem mais elementos que não compraram lanche nesse dia. Qual o número de alunos que
comprou apenas pizza?
o conjunto formado pelos pontos 3 e 4. Dessa última informação, con-
clui-se que as alternativas A e D são incorretas. Portanto, a alternativa Pastel Pizza
C é a correta, visto que os pontos 3 e 4 pertencem ao intervalo [3, 4] e, Dessa forma, temos 18 + 6 + x + 9
por convenção, tem-se um conjunto contido em outro e não que um = 40, de onde x = 9.
conjunto pertence ao outro. 18 6 x

3. (Fuvest) Os números x e y são tais que 5 ≤ x ≤ 10 e 20 ≤ y ≤ 30. O


x 9
maior valor possível de é:
y 4. Dados A = {a, e, i, o, u} e B = {o, u}. Classifique em verdadeiro (V)
1 1 ou falso (F):
a) c) e) 1
6 3 a) i ∈ A d) A = B
1 1 b) a ∉ B e) e ∉ B
b) d)
4 2 c) B ⊂ A
99 Solução: D Lembre-se de que o símbolo ∈ é usado de elemento para conjunto e o símbolo ⊂ é
x usado de conjunto para conjunto. Portanto, tem-se:
Para que o valor de atinja seu valor máximo, precisa-se que y seja a) Verdadeira, pois i é um elemento de A.
y b) Verdadeira, pois a não é elemento de B.
o menor possível e x, o contrário, ou seja, o maior possível. Seguindo c) Verdadeira, pois todos os elementos de B são também elementos de A.
d) Falsa, pois nem todos os elementos de A são elementos de B.
10
as limitações impostas pelo exercício, tem-se que esse valor é , e) Verdadeira, pois e não é elemento de B.
20 5. Classifique em verdadeiro (V) ou falso (F).
1
ou seja, . a) ( )  ⊂ 
2
a) Verdadeira, pois todo número natural pode ser escri-
4. (Insper-2012) Dizemos que um conjunto numérico C é fechado b) ( )  ⊂ 
to como fração com denominador igual a 1.
pela operação * se, e somente se, para todo c1, c2 ∈ C, tem-se c) ( ) 0 ∈ b) Verdadeira, pois todo número inteiro pode ser escrito
(c1 * c2) ∈ C. A partir dessa definição, avalie as afirmações seguintes. d) ( ) 0,343434... ∈  como fração com denominador igual a 1.

{ }
I. O conjunto A = {0, 1} é fechado pela multiplicação. 2 3 c) Verdadeira, pois 0 =
0
.
II. O conjunto B de todos os números naturais que são quadrados e) ( ) , ∈ 1
9 5 d) Verdadeira, pois toda dízima periódica pode ser escri-
perfeitos é fechado pela multiplicação.
f ) ( ) 8 ∈  – 
34
ta como fração, nesse caso, .
III. O conjunto C = {1, 2, 3, 4, 5, 6} é fechado pela adição. 4
99

Está(ao) correta(s):
a) apenas a afirmação I. d) apenas as afirmações II e III.
e) Verdadeira, pois { }
2 3
,
9 5
é um subconjunto de .

8
b) apenas as afirmações I e II. e) as três informações. f ) Falsa, pois = 2 ∈ .
4
c) apenas as afirmações I e III.
99 Solução: B
Verificando as afirmações, conclui-se que: 6. Os conjuntos X = {0, 4, 5, 6, 7, x} e Y = {1, 3, 6, 8, x, y} possuem o
I. Verdadeira, pois analisando todas as possibilidades de produto, mesmo número de elementos e X Y = {2, 6, 7}. Para os elementos
conclui-se que x e y, encontre o valor de xy
EM18_1_MAT_A_03

0∙1=0∈A 0∙0=0∈A 1∙1=1∈A


II. Verdadeira, pois o produto entre dois números naturais, que são Conclui-se, por hipótese, que X Y = {2, 6, 7}. Dessa forma, tem-se 2 ∈ X e 2 ∈ Y, 6 ∈ X e 6 ∈ Y
quadrados perfeitos, equivale a a2 · b2 = (a · b)2 ∈ B. e 7 ∈ X e 7 ∈ Y. Logo, x = 2 e y = 7. Portanto, xy = 27 = 128.

III. Falsa, pois 3 + 6 = 9 ∉ C

MAT A 241

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 241 12/10/2017 19:57:58


7. Numa academia foi realizada uma pesquisa com o intuito de 3. (Enem-2013) Em um jogo educativo, o tabuleiro é uma
identificar qual atividade física era mais praticada, entre natação, representação da reta numérica e o jogador deve po-
musculação e crossfit. Foram obtidos os seguinte resultados: sicionar as fichas contendo números reais corretamen-
•• A quantidade de pessoas que praticam natação e musculação ex- te no tabuleiro, cujas linhas pontilhadas equivalem a 1
cede em 5 o número de pessoas que praticam as três atividades. (uma) unidade de medida. Cada acerto vale 10 pontos.
•• 7 pessoas praticam natação e crossfit, mas não praticam Na sua vez de jogar, Clara recebe as seguintes fichas:
­musculação.
•• 6 pessoas praticam crossfit e musculação, mas não praticam 3 – 1 3 –2,5
2 2
natação.
•• O números de pessoas que praticam exatamente uma das
atividades equivale a 150. X Y Z T
•• 190 pessoas praticam pelo menos uma das três atividades.
Nessas condições, quantas pessoas praticam as três atividades? Para que Clara atinja 40 pontos nessa rodada, a figura que repre-
senta seu jogo, após a colocação das fichas no tabuleiro, é:
n(N) = número de pessoas que praticam natação.
n(M) = número de pessoas que praticam musculação.
n(C) = número de pessoas que praticam crossfit.
T Y Z X
Logo, n(N ∩ M) = n(N ∩ M ∩ C) + 5 a)
n(N ∩ C) = 7 0
n(C ∩ M) = 6
n(N) + n(M) + n( C) = 150

n(N) + ( 5 + 6 + 7) + n(M) + n( C) + x = 190 XZ Y T
b)
⇒ 150 + 18 + x = 190 ⇒ x = 190 − 168 ⇒ x = 22
0
Desenvolvendo Habilidades
T Y X Z
1. (Enem-2015) No contexto da matemática recreativa, c)
0
utilizando diversos materiais didáticos para motivar
seus alunos, uma professora organizou um jogo com
um tipo de baralho modificado, No início do jogo, vira- T Y ZX
-se uma carta do baralho na mesa e cada jogador recebe em mãos d)
nove cartas. Deseja-se formar pares de cartas, sendo a primeira 0
carta a da mesa e a segunda, uma carta na mão do jogador, que
tenha um valor equivalente àquele descrito na carta da mesa. O
YT ZX
objetivo do jogo é verificar qual jogador consegue o maior núme- e)
ro de pares. Iniciado o jogo, a carta virada na mesa e as cartas da 0
mão de um jogador são como no esquema:
4. (IFAL-2016) A Lógica estuda a valorização das sentenças e suas rela-
ções, e muitas vezes usa a simbologia dos conjuntos para expressar
essa linguagem. Por exemplo: sejam o conjunto dos jogadores de
futebol e o conjunto dos atletas, denotados por F e A respectiva-
mente. A sentença lógica “TODO JOGADOR DE FUTEBOL É ATLETA”
significa que para qualquer elemento x ∈ P, tem-se também que
x ∈ A. Representamos simbolicamente por F ⊂ A, ou seja, o conjunto
F está contido no conjunto A.
Posto isto, a simbologia F ⊄ A expressa corretamente pela lógica que
Segundo as regras do jogo, quantas cartas da mão desse jogador
a) nenhum jogador de futebol é atleta.   
podem formar um par com a carta da mesa?
b) todo atleta é jogador de futebol.   
a) 9 c) 5 e) 3
c) existe jogador de futebol que é atleta.   
b) 7 d) 4
d) existe atleta que não é jogador de futebol.   
2. (Enem-2016) Até novembro de 2011, não havia uma lei
específica que punisse fraude em concursos públicos. e) existe jogador de futebol que não é atleta.
Isso dificultava o enquadramento dos fraudadores em 5. (Enem-2016) Nas construções prediais são utilizados
algum artigo específico do Código Penal, fazendo com tubos de diferentes medidas para a instalação da rede
que eles escapassem da Justiça mais facilmente. Entretanto, com de água. Essas medidas são conhecidas pelo seu diâ-
o sancionamento da Lei 12.550/11, é considerado crime utilizar ou metro, muitas vezes medido em polegada. Alguns
divulgar indevidamente o conteúdo sigiloso de concurso público, 1 3 5
com pena de reclusão de 12 a 48 meses (1 a 4 anos). Caso esse desses tubos, com medidas em polegada, são os tubos de , , .
2 8 4
crime seja cometido por um funcionário público, a pena sofrerá Colocando os valores dessas medidas em ordem crescente, en-
1 contramos
um aumento de .
3 1 3 5 3 5 1
a) , , d) , ,
(Disponível em: <www.planalto.gov.br>. Acesso em: 15 ago. 2012. 2 8 4 8 4 2
Se um funcionário público for condenado por fraudar um concurso 1 5 3 5 1 3
EM18_1_MAT_A_03

b) , , e) , ,
público, sua pena de reclusão poderá variar de 2 4 8 4 2 8
a) 4 a 16 meses. c) 16 a 64 meses. e) 28 a 64 meses.
3 1 5
b) 16 a 52 meses. d) 24 a 60 meses. c) , ,
8 2 4

242 MAT A

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 242 12/10/2017 19:57:59


6. (Enem-2016) O quadro apresenta a ordem de colocação 10. (CEFET-MG-2014) Um grupo de alunos cria um jogo de cartas, em
dos seis primeiros países em um dia de disputa nas que cada uma apresenta uma operação com números racionais.
Olimpíadas. A ordenação é feita de acordo com as O ganhador é aquele que obtiver um número inteiro como resul-
quantidades de medalhas de ouro, prata e bronze, tado da soma de suas cartas. Quatro jovens ao jogar receberam as
respectivamente. seguintes cartas:

País Ouro Prata Bronze Total 1.ª carta 2.ª carta


1º China 9 5 3 17
2º EUA 5 7 4 16 Maria 1,333... + 4 1,2 + 7
5 3
3º França 3 1 3 7
4º Argentina 3 2 2 7 Selton 0,222... + 1 0,3 + 1
5 6
5º Itália 2 6 2 10
6º Brasil 2 5 3 10 Tadeu 1,111... + 3 1,7 + 8
10 9

Se as medalhas obtidas por Brasil e Argentina fossem reunidas


Valentina 0,666... + 7 0,1 + 1
para formar um único país hipotético, qual a posição ocupada 2 2
por esse país?
a) 1.ª c) 3.ª e) 5.ª
O vencedor do jogo foi
b) 2.ª d) 4.ª
a) Maria. c) Tadeu.
7. (UERJ-2015) O segmento XY, indicado na reta numérica a seguir, b) Selton. d) Valentina.
está dividido em dez segmentos congruentes pelos pontos A, B,
C, D, E, F, G, H e I.
A B C D E F G H I Complementares
23 7 47 11 4 11
X Y 1. (IFCE) Considere os seguintes números reais: , , , 1, , ,
24 8 48 12 3 8
23 7 47 11 4 11
, , 3 , 1, , , . Colocando-se esses números em ordem crescente, o menor
24 18 e 48
Admita que X e Y representem, respectivamente, os números . 12 3 8
O ponto D representa o seguinte número: 6 2 e o maior deles são, respectivamente,
1 17 23
a) c) a) e 1.
5 30 24
8 7 11 4
b) d) b) e .
15 10 12 3
8. (CEFET-MG-2012) Dados os conjuntos numéricos A, B, C e D, a região
sombreada do diagrama corresponde a: 7 4
c) e .
8 3
U C 7 11
d) e .
8 8
A B
e) 47 e 4 .
48 3
2. (Mackenzie) Se A = {3, 7} e B = {7, 8, 9}, então o número de
elementos do conjunto M tal que A M = {3}, B M = {8} e
A B M = {3, 7, 8, 9, 10} é:
D a) 1 c) 3 e) 5
b) 2 d) 4
a) C ∩ D. c) (A ∩ B) ∪ (C ∩ D).
3. (PUCRS) Sejam A,B U. Se x ∈ C(A B), então:
b) C ∪ D. d) (A ∪ B) ∩ (C ∩ D). a) x A B. c) x CA CB. e) x CA B.
9. (UDESC-2014) Um evento cultural ofereceu três atrações ao público: b) x A B. d) x A CB.
uma apresentação de dança, uma sessão de cinema e uma peça de
teatro. O público total de participantes que assistiu a pelo menos 4. (UDESC) Sejam a e b números reais quaisquer. Assinale a alterna-
uma das atrações foi de 200 pessoas. Sabe-se, também, que 115 tiva correta.
1 1
pessoas compareceram ao cinema, 95 à dança e 90 ao teatro. Além a) Se a ≤ b, então ≥ .
disso, constatou-se que 40% dos que foram ao teatro não foram a b
ao cinema, sendo que destes 25% foram apenas ao teatro. Outra b) a2 + 2ab + b2 = a + b .
informação levantada pela organização do evento foi que o pú-
blico que assistiu a mais de uma atração é igual ao dobro dos que c) Se 2a + b ≥ b + 2 , então a ≥ 1 ou a < 0.
assistiram somente à apresentação de dança. Se apenas 2 pessoas a a
EM18_1_MAT_A_03

compareceram a todas as atrações, então a quantidade de pessoas d) Se a2 – b2 = a + b, então a = 1 + b.


que assistiu a somente uma das atrações é:
a) 102 c) 98 e) 152 2 4
e) + = 2.
3 3
b) 114 d) 120

MAT A 243

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 243 12/10/2017 19:58:01


5. (Insper) Em um jogo, cada participante recebe 12 fichas coloridas, 10. (UnB) Todo infinito tem o mesmo tamanho? Qual a diferença entre
devendo dividi-las em quatro grupos de três fichas cada, de modo o infinitamente grande e o infinitamente pequeno? Afinal, o que
a tentar obter a máxima pontuação possível. Cada trio de fichas é o infinito? Ao longo da história, muitos dedicaram-se a refletir
formado é pontuado da seguinte maneira: sobre esse problema, como o grego Zenão de Eleia (495-435 a.C.),
•• três fichas da mesma cor → 8 pontos; que propôs o problema da corrida entre Aquiles, o mais veloz
corredor do mundo, e uma tartaruga, que, em razão de sua óbvia
•• duas fichas de uma mesma cor e uma ficha de cor diferente
desvantagem, largaria alguns metros à frente do herói mítico.
→ 6 pontos;
Contrariamente à constatação evidente da vantagem de Aquiles,
•• três fichas de cores diferentes → 1 ponto. argumentou Zenão que o atleta nunca alcançaria o animal, pois,
Se um participante recebeu 4 fichas verdes, 4 amarelas, 2 brancas, 1 quando chegasse ao ponto de partida da tartaruga, ela já teria
preta e 1 marrom, então a máxima pontuação que ele poderá obter é avançado mais uma distância, de modo que, quando ele atingis-
a) 23 d) 26 se o ponto onde ela se encontrava nesse momento, ela já teria
avançado mais outra distância. E isso se sucederia infinitamente,
b) 24 e) 27
caso os espaços fossem divididos infinitamente. O entendimento
c) 25 dessa questão sempre foi intrigante. Pensadores da Antiguidade,
6. (UFJF) Define-se o comprimento de cada um dos intervalos [a, b], anteriores a Pitágoras (500 a.C.), já eram atormentados por essa pro-
]a, b[, ]a, b] e [a, b[ como sendo a diferença (b – a). Dados os interva- blemática. Entretanto, apenas ao final do século XIX, na Alemanha,
los M = [3, 10], N = ]6, 14[, P = [5, 12[, o comprimento do intervalo com Georg Cantor (1845-1918), a ideia de infinito foi, realmente,
resultante de (M ∩ P) ∪ (P – N) é igual a: consolidada na matemática. Os matemáticos já sabiam do caráter
infinito de alguns conjuntos, como os dos números inteiros, dos
a) 1 d) 7 racionais, dos irracionais e dos reais, mas desconheciam que
b) 3 e) 9 alguns conjuntos poderiam ser mais infinitos que outros. Cantor
c) 5 demonstrou que, embora infinitos, os números racionais podem
ser enumerados – ou contados –, assim como os inteiros. Todavia,
7. (Unesp) Em um programa de plateia da TV brasileira, cinco partici- os números irracionais são “mais infinitos” que os racionais e não
pantes foram escolhidos pelo apresentador para tentarem acertar podem ser contados. Assim, a quantidade de infinitos racionais,
o número de bolas de gude contidas em uma urna de vidro trans- valor denominado alef zero, é menor que a quantidade de infinitos
parente. Aquele que acertasse ou mais se aproximasse do número irracionais, valor denominado alef 1. Em outras palavras, Cantor
real de bolas de gude contidas na urna ganharia um prêmio. postulou que os números racionais, bem como os inteiros, são, de
Os participantes A, B, C, D e E disseram haver, respectivamente, fato, infinitos, mas são contáveis, ao passo que os números irracio-
1 195, 1 184, 1 177, 1 250 e 1 232 bolas na urna. Sabe-se que nenhum nais são infinitos e incontáveis e o infinito dos números racionais
dos participantes acertou o número real de bolas, mas que um é menor que o infinito dos números irracionais.
deles se enganou em 30 bolas, outro em 25, outro em 7, outro em
(Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com>. Adaptado.)
48 e, finalmente, outro em 18 bolas. Podemos concluir que quem
ganhou o prêmio foi o participante: Com relação ao texto, julgue o item a seguir.
a) A d) D Considerando-se que o tamanho de cada conjunto corresponda
b) B e) E diretamente à quantidade de seus elementos, é correta a seguinte
c) C representação dos conjuntos dos números N (naturais), Z (inteiros),
Q (racionais), I (irracionais) e R (reais).
8. (UFG-2014) Na classificação de Robert H. Whittaker, os seres vivos
foram agrupados nos reinos Monera, Protista, Fungi, Plantae e R
Animalia. A esse respeito, considere os seguintes conjuntos de
reinos A = {Monera, Protista, Fungi}, B = {Plantae, Animalia, Fungi}, Q
C = {Animalia, Protista, Fungi} e uma lista de indivíduos que os repre-
sentam formada por {bactérias, levedura, samambaia, cogumelo,
algas microscópicas, caracol, esponja, musgo}. Diante do exposto,
conclui-se que todos os indivíduos que pertencem aos reinos que
Z
estão no conjunto (A B)C – C são os seguintes: I
a) bactérias, musgo e samambaia.
b) bactérias e algas microscópicas. N
c) samambaia e musgo.
d) samambaia, musgo e algas microscópicas.
e) caracol e esponja.
9. (ITA-2013) Sejam A, B e C subconjuntos de um conjunto universo U.
Das afirmações:
I. A \ (B C) = (A \ B) ( A \ C)
II. (A C) \ B = A BC C
III. (A \ B) (B \ C) = (A \ B) \ C
é (são) verdadeira(s):
a) apenas I.
b) apenas II.
EM18_1_MAT_A_03

c) apenas I e II.
d) apenas I e III.
e) todas.

244 MAT A

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 244 12/10/2017 19:58:02


ro
m
eo
vip
_m
Estudo das

d/
funções

Sh
ut
te
rst
oc
k
Relações e funções Classificação
de função

Relações • Funções

APERTE O PLAY Curiosidade


O futuro das cabines telefônicas
Vamos, neste módulo, trabalhar com as relações e os aspectos básicos relacionados à teo- de Londres
ria de funções. Começaremos esse estudo relacionando o tema com o custo das ligações tele- Tanto para londrinos quanto para
fônicas no Brasil. Mas, antes, iremos viajar um pouco e relacionar tal tema com um pouco de turistas, o uso efetivo dos “orelhões
vermelhos” pouco tem a ver
história. Iremos a Londres, capital da Inglaterra. É muito provável que você já tenha visto em com ligações. A British Telecom,
filmes, programas de televisão, jornais ou quadros as chamativas cabines telefônicas verme- responsável pelos ícones, pouco a
lhas, que servem como cartão-postal da capital inglesa. pouco os retira das ruas – devido ao
alto custo de manutenção. Mas as
cabines não são necessariamente
descartadas.
Descubra 7 curiosidades sobre as cabines telefônicas de Londres Muitas delas são vendidas a colecio-
nadores ou decoradores – por até
As cabines telefônicas de Londres são ícones da cidade. Quem viaja à capital da Inglaterra 1.950 libras (ou cerca de R$5.600).
não volta sem antes tirar a tradicional fotinho ao lado de uma das cabines vermelhas – sem dú- Em Londres, várias ações criativas
também já foram implementadas
vidas, um de seus cartões postais mais conhecidos. Mas você sabe como e por que elas surgiram? Acredite: para um melhor aproveitamento da
vale a pena ir a fundo na história e desvendar um pouco mais sobre elas. cabine por parte dos cidadãos: al-
gumas já viraram biblioteca e outras
Neste artigo, você vai descobrir ou relembrar curiosidades inusitadas sobre as cabines telefônicas de Lon- receberam exposições de arte. [...]
dres que estampam as fotografias de turistas e cenários de filmes e séries de televisão na capital britânica.
(Disponível em: <https://
7 curiosidades sobre as cabines telefônicas de Londres mapadelondres.org/
curiosidades-sobre-as-cabines-
1. A era dos smartphones trouxe vários benefícios, mas praticamente decretou o fim das cabines telefô- telefonicas-de-londres/>.
nicas de Londres. Em 2012, havia cerca de 92 mil cabines nas ruas, e hoje já são menos de 51 mil. Acesso em: 24 ago. 2017).

2. Quando a Rainha Elizabeth assumiu o trono, em 1952, as cabines britânicas passaram a apresentar
coroa de St. Edward, símbolo da monarca, em sua pintura.
3. O modelo que virou ícone é chamado de K6 e foi projetado pelo arquiteto Giles Gilbert Scott. Há quem
diga que ele foi inspirado na estrutura de um mausoléu situado na igreja de St. Pancras, bem no centro
de Londres.
4. As tradicionais cabines vermelhas começaram a tomar as ruas de Londres em 1936, como forma de
celebrar os 25 anos de reinado do Rei George 5.º, segundo informações dos arquivos da empresa de
telefonia britânica British Telecom.
Vividrange/Shutterstock

5. A cor vermelha das cabines telefônicas inglesas foi encomendada especialmente para sua pintura e é
conhecida como “Post Office Red”. Vermelho, porém, não é a única coloração. Na região de Kingston
Upon Hull, por exemplo, elas têm cor creme.
6. Nas primeiras cabines londrinas, também era possível adquirir selos dos correios. Inclusive, ao lado de
muitas delas, havia o box para depositar as cartas.
7. Situada na cidade industrial de Newark, a empresa telefônica X2 Connect é responsável por restaurar
as cabines danificadas. Cerca de 75% das estruturas que chegam ao local são consertadas e conseguem
voltar às ruas de Londres.
[...]

(Disponível em: <https://mapadelondres.org/curiosidades-sobre-as-


cabines-telefonicas-de-londres>. Acesso em: 24 ago. 2017.)
EM18_1_MAT_A_04

MAT A 245

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 245 12/10/2017 19:58:16


Saiba mais E no Brasil? Pelo que se destaca a telefonia?
As medidas são utilizadas em
diversos casos, como para indicar a
distância percorrida por um ciclista, Custo da ligação celular no Brasil é tema de audiência
a velocidade de um automóvel, a
temperatura de um objeto, a massa Duas pesquisas mostram que o Brasil tem a tarifa mais cara do mundo. Operadoras e Anatel
de um corpo etc.
foram chamadas para explicar o cálculo da tarifa.
Toda característica que pode ser
expressa por uma medida é deno- A Comissão de Defesa do Consumidor discute nesta manhã o preço das ligações de telefone celular no
minada grandeza. Comprimento, País com representantes do Ministério das Comunicações e das empresas TIM, Claro, OI e Vivo.
área, volume, velocidade, pressão,
temperatura, profundidade, tempo, Segundo estudo divulgado no mês passado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão
massa e vazão são alguns exemplos. ligado às Nações Unidas, as tarifas cobradas no Brasil são as mais caras do mundo em termos absolutos.

Aa Glossário
Mausoléu: tipo de construção fune-
rária que se impõe por suas dimen-
sões e/ou proporções avantajadas;
monumento funerário suntuoso
que guarda os despojos de um ou
mais membros da mesma família.

De acordo com o levantamento, que tem como base dados de 2012, o preço por minuto para ligação entre
celulares de uma mesma operadora é de 0,71 dólar no Brasil (dados de São Paulo), a mais cara entre os 161
países analisados.
No caso das ligações entre diferentes operadoras, a ligação fica ainda mais cara no Brasil, com o valor de
0,74 dólar o minuto.
A associação das operadoras de telecomunicações no Brasil (Sinditelebrasil) argumenta que o estudo leva
em conta apenas o preço máximo adotado pelas operadoras. Por isso, segundo a associação, o relatório não
reflete a realidade brasileira, formada por uma grande variedade de planos alternativos, com preços menores.
A Sinditelebrasil – que também foi convidada para participar do debate - lembra ainda que a carga tribu-
tária brasileira encarece os serviços de telefonia móvel no País. [...]

(Disponível em: <www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/CONSUMIDOR/456798-CUSTO-DA-


LIGACAO-CELULAR-NO-BRASIL-E-TEMA-DE-AUDIENCIA.html>. Acesso em: 13 ago. 2017.)

Agora, responda às seguintes questões:

1. Analisando as informações apresentadas no texto, quais as grandezas em destaque?


Minutos e preço por minuto.

2. Se no Brasil uma pessoa utiliza, em média, 10 minutos por mês com ligações entre celulares de uma mesma
operadora, qual o valor total pago, em dólares, por esse serviço?
10 • 0,71 = U$ 7,10

3. Você consegue estabelecer uma relação entre as grandezas destacadas anteriormente? Se denominar-
mos por y o preço total, em dólares, e os minutos utilizados com ligações entre celulares de uma mesma
EM18_1_MAT_A_04

operadora por x, qual a equação que relaciona essas duas grandezas?


Destaque que quanto mais minutos são utilizados, maior será o preço total pago. Essa é a relação entre as grandezas destacadas. A equação

que relaciona x e y é y = 0,71x

246 MAT A

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Relações
Dados dois conjuntos A e B, uma relação
R é um subconjunto do produto cartesiano de 4 • • 3
A com B, ou seja, R A × B. Vejamos os exem-
plos a seguir para compreender este conceito. 6 • • 5

9 Exemplos: 8 • • 7
1) Seja A o conjunto dos números pares entre
1 e 10, e B o conjunto dos números primos
ímpares entre 1 e 10. Então, A= {2, 4, 6, 8} e Chama-se domínio da relação R o conjunto
B = {3, 5, 7}.
formado pelos primeiros elementos dos pares
A × B = {(2, 3),(2, 5),(2, 7),(4, 3),(4, 5),(4, 7), ordenados (x, y), tais que (x, y)  ×  . E chama-
(6, 3),(6, 5),(6, 7),(8, 3),(8, 5),(8, 7)} -se imagem da relação R o conjunto formado
São exemplos de relações de A em B: pela segunda coordenada dos pares (x, y), tais
I) R = {(2, 3),(2, 5),(2, 7)} que (x, y)  ×  . Nos itens I, II, III e IV, dos exem-
plos anteriores, tem-se, respectivamente,
II) R = {(2, 5),(4, 3),(6, 3),(8, 7)}
● Dom(R) = {2}
III) R = {(2, 5),(4, 5)}
Im(R) = {3, 5, 7}
Pode-se definir a relação por meio de uma
lei de associação. ● Dom(R) = {2, 4, 6, 8}
2) Seja R uma relação de A com B, tal que Im(R) = {3, 5, 7}
R = {(x,y) / x > y}. ● Dom(R) = {2, 4}
Saiba mais
Nesse caso, os pares ordenados (x, y) R Im(R) = {5}
devem obedecer à lei, portanto: ● Dom(R) = {4, 6, 8} Dizer que (x, y) ∈ A × B significa
dizer que x ∈ A e y ∈ B.
R = {(4, 3),(6, 3),(6, 5),(8, 3),(8, 5),(8, 7)} Im(R) = {3, 5, 7}
Pode-se representar a relação anterior num
diagrama de flechas.

Funções Curiosidade
Sendo A e B dois conjuntos não vazios, cha- Observe que para cada elemento do con-
Foi Leibniz (1646-1716) quem primeiro
ma-se função de A em B toda relação que associa junto A existe um único elemento do con- usou o termo função, em 1673, mas
a cada elemento de A um único elemento de B. junto B que está associado a ele, portanto ainda apenas para designar, de forma
essa relação representa uma função. muito geral, a dependência de uma
Em geral, uma função é definida por uma curva das suas quantidades geométri-
lei de formação. 2) Considere, agora, a relação de A em B defi- cas como as subtangentes e as subnor-
nida pela seguinte lei de associação: x ≥ y. mais. Introduziu igualmente os termos
9 Exemplos: A B
constante, variável e parâmetro.
[...]
1) Seja A = {1, 2, 3, 4} e B = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
Considere uma função de A em B definida 1• •1 (CAMPITELI, H. G.; CAMPITELI,
V. C. Funções. Editora
pela seguinte lei de associação: y = x + 2.
2• •2 UEPG, 2006. p. 130.)
Usa-se o diagrama de flechas para repre-
sentar essa relação.
Nicku/Shutterstock

3• •3
A B
4• •4
1• •1
•5
2• •2
•6
3• •3

4• •4 Nesse caso, a relação R não satisfaz a con-


dição de que para cada elemento de A deve
•5 corresponder um único elemento de B.

•6
EM18_1_MAT_A_04

MAT A 247

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Saiba mais 3) Considere a relação R de A em B definida B que estão associados a algum elemento do
O homem que calculava por y = 2x + 1. conjunto A.
[...] Foi Descartes, de fato, quem A B Veja isso num diagrama de flechas.
primeiro usou as letras iniciais do
alfabeto para representar as cons- 1• •1 9 Exemplo:
tantes e as últimas letras para as
variáveis de uma equação. Ele tam- 2• •2 A
bém introduziu o uso de expoentes B
e o símbolo da raiz quadrada. Mas 3• •3 1• •1
sua grande proeza foi combinar
álgebra e geometria, tornando mais
fácil a solução de problemas bas- 4• •4 2• •2
tante complexos isoladamente – o
resultado da fusão ganhou o nome •5
de geometria analítica. Descartes
3• •3
foi responsável, igualmente, pela
primeira classificação sistemática •6 4• •4
das curvas e de seu cálculo – as
coordenadas cartesianas. •5
Essa relação não é função, pois os elementos
São conhecidos seus avançados
estudos sobre a refração da luz e a 3 e 4 de A não estão associados a nenhum •6
confecção de eficientes lunetas. Ele elemento de B.
imaginou ainda a gravidade como
uma espécie de turbilhão gerado Nesse exemplo, o domínio é o conjunto
pelo movimento da Terra no fluido
que tudo preenche (Descartes não Notação de funções D = {1, 2, 3, 4} e a imagem é o conjunto
acreditava na existência do vazio). O Para indicar uma função f de A em B defi- Im = {2, 3, 5, 6}.
planeta giraria em torno do Sol obe-
decendo ao mesmo princípio: um
nida pela lei de associação y = f(x), usam-se as O conjunto B é chamado contradomínio
vórtice criado pelo movimento de seguintes notações: (CD). No exemplo anterior, o contradomínio é
um sólido no fluido. Tais conceitos o conjunto CD = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
hoje parecem pueris, mas deram
origem ao mecanicismo nas ciências 1) f: A → B
naturais. Aos olhos do século XX,
porém, é na anatomia que Descar- x → f(x) Cálculo do domínio
tes comete seus piores vexames. Sempre que se trabalha com funções é
f
Ele supunha, por exemplo, que a 2) A → B
glândula pineal era uma caracterís- essencial saber onde estão definidas, ou seja,
tica do ser humano e a descreveu x → f(x) saber qual é seu maior domínio, quais valores
como a conexão entre corpo e alma. x pode assumir. Cada função tem suas parti-
Poucas décadas mais tarde, já se sa- 3) f: A → B, tal que y = f(x)
bia que répteis primitivos também cularidades e precisa-se sempre analisar caso
tinham essa glândula – e ainda mais a caso. Veja alguns exemplos a seguir:
desenvolvida que no homem. 9 Exemplos:
9 Exemplos:
(Disponível em: <http://super. 1) f: A → B
abril.com.br/cotidiano/descartes- 1) y = x + 2
razao-acima-tudo-438926.shtml>. x → 2x – 1 Observe que x + 2 ∈  para todo x ∈  . Então,
Acesso em: 24 ago. 2017.)
ou D = .

A f
→ B 2) y = x2 −5x +6
Observe que x 2 − 5 x + 6 ∈ para todo x ∈ .
x → 2x – 1 Então, D = 
Reflita
ou 1
Nos exemplos ao lado, qualquer 3) y=
subconjunto dos domínios determi- f: A → B, tal que y = 2x – 1 x
nados também é um domínio. Lembre-se de que não existe divisão por zero,
2) f: A → B 1
portanto ∈ somente se, x ≠ 0. Então,
x → x2 + 3x x
D =  – {0} = *
ou
4) y = x +1
f
A → B Lembre-se também de que não existe raiz quadra-
x → x2 + 3x da real de número negativo. Portanto x +1 ∈ 
ou se, e somente se, x + 1 ≥ 0. Então,

f: A → B, tal que y = x2 + 3x D = {x є  / x ≥ –1}.

Domínio e imagem Gráficos


Quando se representa no plano cartesiano
Seja f uma função de A em B. Chama-
o conjunto dos pontos (x, y), tais que x perten-
-se domínio de f o conjunto de partida, ou
ce ao domínio da função e y = f(x), constrói-se
EM18_1_MAT_A_04

seja, todo o conjunto A. E chama-se ima-


o gráfico da função f. Para montar o gráfico
gem da função f os elementos do conjunto
de uma função, usa-se uma tabela de valores.

248 MAT A

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 248 12/10/2017 19:58:18


Saiba mais
9 Exemplos:
1) Seja f:  →  definida por y = x + 2 Função crescente René Descartes

x y e decrescente O "Sistema de Coordenadas Carte-


sianas" é um esquema reticulado
0 2 Diz-se que uma função f: A → B é crescen- necessário para especificar pontos
te num intervalo [a, b] contido em A se para num determinado "espaço", com n
1 3 dimensões.
quaisquer x1 e x 2 pertencentes ao intervalo
É chamado de cartesiano em home-
y [a, b] tem-se: nagem a seu criador, o matemático e
filósofo francês René Descartes (1596-
x1 < x 2 ⇔ f(x1) < f(x 2) 1650), cujos trabalhos permitiram o
3— y desenvolvimento de áreas científicas
como a geometria analítica, a euclidia-
2— na, o cálculo e a cartografia.
Sua contribuição mais duradoura é
1— a geometria analítica, isto é, a união
x da geometria com a álgebra, que
0 permite construir gráficos a partir
1 2 x
de equações.
Diz-se que uma função f: A → B é decres-
Em 1619, ele percebeu que a ideia
2) Seja f:  →  definida por y = x2. cente num intervalo [a, b] contido em A se de determinar posições utilizando
x y para quaisquer x1 e x 2 pertencentes ao inter- retas, escolhidas como referência,
poderia ser aplicada à matemática.
valo [a, b] tem-se: Para isso usou retas numeradas,
–1 1
x1 < x 2 ⇔ f(x1) > f(x 2) ou seja, retas em que cada ponto
0 0 corresponde a um número e cada
y número corresponde a um ponto,
1 1 definindo desta maneira, um siste-
ma de coordenadas na reta.
2 4
(Disponível em: <www.ufpa.br/
dicas/biome/biocoorde.htm>.
y x Acesso em: 24 ago. 2017.)

Georgios Kollidas/Shutterstock
4— Função par e função ímpar
Uma função é dita par se, e somente se,
3—
x D(f) –x D(f) e f(x) = f(–x) para todo
2— x pertencente ao domínio da função.
Graficamente, isso quer dizer que a função é
— simétrica em relação ao eixo OY.
1

0 x 9 Exemplos:
-1 1 2
1) f(x) = x2, x є 
Como saber se um gráfico representa f(x) é par, pois f(–x) = (–x)2 = x2 = f(x).
uma função?
y Resolva
Diz-se que um gráfico representa uma
função de x em y se para cada x pertencen- Qual será a altura do seu filho?
te ao domínio da função, a reta vertical que Um pediatra britânico na década de
60 criou a Fórmula de Tanner, capaz
passa por x corta o gráfico num único ponto. de calcular quantos centímetros o
x pequeno vai atingir no futuro
9 Exemplos:
Quer saber quanto sua criança vai
1) Não é função. crescer? Some a altura do pai e a
2) f(x) = |x|, x є  da mãe e divida o resultado por
y dois. Para o menino, acrescente 6,5
y centímetros. Para a menina, subtraia
o mesmo valor. A fórmula ganhou
o nome de seu criador, o pediatra
britânico James Mourilyan Tanner, um
estudioso do assunto, nos anos 1960.
x (Disponível em: <http://bebe.
x abril.com.br/materia/qual-
sera-a-altura-do-seu-filho>.
Acesso em: 24 ago. 2017.)

3) f(X) = 1 + x 2 , x є  a) Se o pai de um menino tem 1,72 m


de altura e a mãe 1,65 m, qual a
2) É função. y altura estimada desse filho?
172 + 165
+ 6,5 = 175 cm = 1,75 m
3
y
b) Se o pai de um menino mede
P metros e a mãe, 1,65 m, qual
EM18_1_MAT_A_04

a lei que associa a altura M des-


se filho com a altura P do pai?
x P + 1,65
+ 0,065 = M ⇒ M ⇒
P + 1,78
2 2
x

MAT A 249

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 249 12/10/2017 19:58:20


Resolva
Cientistas sugerem novo índice
Uma função é dita ímpar se, e somen-
te se, x D(f) –x D(f) e f(–x) = –f(x) para
Função injetora
para medir a obesidade todo x pertencente ao domínio da função. Uma função f: A → B é dita injetora se
Pesquisadores acreditam que essa Graficamente, isso quer dizer que se refletir o para cada y Im(f) existe um único x A, tal
será uma alternativa ao índice
gráfico em torno da origem, obtém-se o gráfi- que f(x) = y. Isso equivale a dizer que se x1 ≠
de massa corporal (IMC), medida x 2 então, f(x1) ≠ f(x 2), ou se f(x1) = f(x 2), então,
utilizada há 200 anos co inicial da função f.
x1 = x 2 .
A medida, batizada de Índice de Adi- 9 Exemplos:
posidade Corporal (BAI), é a divisão Representando num diagrama tem-se:
da circunferência do quadril pela 1) f(x) = x3, x є 
altura menos dezoito, que resulta 1) f
B
no percentual de gordura corporal. y A

(Disponível em: <http://veja.


abril.com.br/noticia/saude/
cientistas-sugerem-novo-indice-
para-medir-a-obesidade/>.
Acesso em: 24 ago. 2017.)
x
Qual equação representa o BAI em
função da circunferência do quadril Nesse caso, para cada y Im (f) existe um
(C) e da altura (A)? único x A, tal que f(x) = y. Logo, f é injetora.
BAI =
C
2) g
A – 18 A B
2) f(x) = 1 , x є  – {0}
x
y

x
Nesse caso, g não é injetora, pois tem dois
elementos do domínio sendo levados num
mesmo elemento da imagem.

Tipologia das funções Função bijetora


Diz-se que uma função f: A B é bijetora
quando for, simultaneamente, sobrejetora e
Função sobrejetora injetora.
Uma função f: A → B é dita sobrejetora se
para todo y B existe x A, tal que f(x) = y. Ou 9 Exemplos:
seja, quando a imagem da função for igual ao 1) A B
contradomínio (conjunto B).
Pode-se representar essa situação num
diagrama de flechas:
1) A f B

Nesse caso, a função é bijetora, pois é sobrejetora


e injetora ao mesmo tempo.

2) A B

Nesse caso, f: A → B é sobrejetora, pois todo


elemento de B tem um correspondente em A.
2) A
g
B
Nesse caso, a função é sobrejetora, mas não é
injetora. Logo, não é bijetora.

3) A B
EM18_1_MAT_A_04

Nesse caso, g: A → B não é sobrejetora, pois


existem dois elementos de B que não têm cor-
respondentes em A. Nesse caso, a função é sobrejetora, mas não é
injetora. Logo, não é bijetora.
250 MAT A

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 250 12/10/2017 19:58:21


Saiba mais
MATEMÁTICA & NATUREZA Quais as principais diferenças
entre vírus e bactéria?
Bactérias
Biologia e Matemática: uma relação de contribuição mútua

LiyaGraphics/Shutterstock
Imagine que você possui uma cultura de bactérias que está cuidando há um dia e que gostaria de
saber qual o tamanho da população neste momento. Será complicado contá-las uma a uma, não é
mesmo? Mas se você souber quantas bactérias você tomou para iniciar sua cultura, então podemos aproximar
uma resposta para esta pergunta com a ajuda da Matemática, por meio de um modelo matemático.
Modelo matemático é o nome que damos para uma representação matemática das relações de um deter- Estrutura: micro-organismo unice-
lular com membrana e citoplasma,
minado fenômeno. Ele pode envolver diferentes elementos matemáticos como equações, funções, tabelas, sem núcleo definido. Seu material
gráficos, matrizes... Há também modelos que envolvem elementos mais avançados como equações dife- genético, o ácido desoxirribonuclei-
co (DNA), fica disperso.
renciais e fractais. Elaborar um modelo exige criatividade e conhecimento tanto de matemática como do
Modo de vida: algumas são
fenômeno. É preciso identificar as variáveis relevantes e, muitas vezes, assumir hipóteses com relação ao parasitas e causam doenças como
fenômeno, deixando-o mais simples. [...] a pneumonia e a cólera (veja a foto
acima). Outras mantêm uma relação
Particularmente, a Biologia é uma ciência que possui fenômenos bastante complexos, em geral, uma vez harmoniosa com os seres vivos,
que frequentemente suas variáveis assumem um comportamento aleatório e são sensíveis a pequenas mu- como as que vivem no intestino
danças. Apesar disto, matemáticos e biomatemáticos possuem um grande interesse pela elaboração de mo- humano, auxiliando a digestão.
Há ainda as que se alimentam de
delos matemáticos para estes fenômenos, pois este trabalho auxilia no desenvolvimento e aprendizado da matéria orgânica morta.
própria Matemática. Tamanho: o diâmetro da maioria
varia entre 0,2 e 2 micras (unidade
Neste sentido, os modelos matemáticos contribuem com a Biologia, na medida em que auxiliam no en-
que representa 1 milésimo de milí-
tendimento de relações existentes em seus fenômenos, na sua evolução e na tomada de decisões. Por outro metro) e o comprimento entre 2 e
lado, a Biologia contribui para o desenvolvimento da Matemática, uma vez que novos conceitos e teorias 8 micras. Elas são visíveis a olho nu
(se reunidas em colônias) ou com
matemáticas podem ser elaborados para lidar com fenômenos biológicos que não possam ser tratados com auxílio de microscópios ópticos.
o ferramental matemático existente. Deste modo, ambas as ciências trazem contribuições uma para a outra. Sensível a antibióticos? Sim.
Vírus

dreamerb/Shutterstock
(Disponível em: <www.rc.unesp.br/biosferas/0060.php>. Acesso em: 2 out. 2017.)

Em grupo, realize uma pesquisa sobre alguma situação presente em seu dia a dia que possa
Rost9/Shutterstock

ser expressa por uma função (modelo matemático).

Estrutura: micro-organismo acelular.


Professor, há várias situações do dia a dia em que as funções aparecem. Alguns exemplos: relação entre número de habitantes de uma cidade
5P + 28 Os mais simples apresentam uma
e quantidade de veículos; índice de massa corporal; fórmula para determinar o número do calçado N = , onde P é a medida do pé em cobertura proteica que envolve
4
centímetros. seu material genético – o ácido
desoxirribonucleico (DNA) ou o
ribonucleico (RNA).
Modo de vida: todos são parasitas
intracelulares. Alguns causam
doenças em seres vivos, como a
aids (veja a imagem acima, que
representa o modelo do vírus HIV
criado em computador), a gripe, o
sarampo e a rubéola.
Tamanho: geralmente, eles são
menores que as bactérias. O
comprimento varia entre 20 e 1 000
namômetros (unidade que repre-
senta 1 milionésimo de milímetro).
São visíveis somente com auxílio de
microscópios eletrônicos.
Sensível a antibióticos? Não.

(Disponível em: <http://


revistaescola.abril.com.
br/ciencias/fundamentos/
quais-principais-diferencas-
virus-bacteria-428542.shtml>.
Acesso em: 24 ago. 2017.)
EM18_1_MAT_A_04

MAT A 251

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 251 12/10/2017 19:58:32


4. Sendo A = {1, 2, 3, 6, 9}, determine as seguintes relações:
Resolvidos a) R = {(x, y) є A2 / xy = 18}
As relações que satisfazem o solicitado são R = {(2, 9), (3, 6), (6, 3), (9, 2)}, uma vez que
1. A relação R = {(1, 5), (2, 3), (–1, 4), (0, 2), (2, 6)} pode ser uma função? se precisa encontrar os pares cujo produto de seus elementos seja 18.

99 Solução:
12 + 12 = 2 < 20
Não, pois existem dois pares ordenados com a primeira coordenada b) S = {(x, y) є A2 / x2 + y2 < 20} 22 + 12 = 12 + 22 = 5 < 20
igual, a saber, (2, 3) e (2, 6). Isso quer dizer que um mesmo elemento do As relações que satisfazem o solicitado são R = {(1, 1), 32 + 12 = 12 + 32 = 10 < 20
domínio tem duas imagens. Portanto, a relação não pode ser função. (2, 1), (3, 1), (1, 2), (2, 2), (3, 2), (1, 3), (2, 3), (3, 3)}, visto que se
22 + 22 = 48 < 20
precisa encontrar todos os pares de números que sa-
2. (PUC-SP) Qual das funções a seguir é par? tisfaçam a desigualdade x2 + y2 < 20. Note que, de fato, 32 + 22 = 22 + 32 = 13 < 20
todos esses pares satisfazem a desigualdade: 32 + 32 = 18 < 20
1
a) 5. Esboce o gráfico da função f(x) = x + 1. Qual é o valor dessa função
2
x2
no ponto x = 2? E no ponto x = –1? Essa função é crescente para
1 que valores de x?
b)
x O gráfico é uma parábola e é representado por
c) x
f 8
d) x5
7
e) n.d.a.
6
99 Solução: A 5
Função par é aquela em que f(x) = f(–x). 4
1 1 3
Logo, note que f ( − x ) = = = f ( x ). Assim, a alternativa correta
( − x )2 x 2 1
é a letra A.
3. (FEI) Em relação à função polinomial f(x) = 2x3 – 3x, é válido afir-
1 -2 -1 0 1 2
mar-se que:
Para x = 2, o valor da função é igual a 5. Para x = –1, o valor da função é 2. A função é
a) f(–x) = f(x) d) f(ax) = af(x) crescente para x maior ou igual a 0.
b) f(–x) = –f(x) e) f(ax) = a2f(x) 6. Categorize as funções abaixo como sendo par, ímpar ou nem par,
c) f(x2) = (f(x))2 nem ímpar.
99 Solução: B a) f(x) = x – 2
• f é ímpar? Logo, –f(x) ≠ f(–x) e a função Logo, f não é par nem
Note que f(–x) = 2(–x)3 – 3(–x) = –2x3 + 3x = –f(x). Logo, conclui-se f(–x) = (–x) – 2 = –x – 2 não é ímpar. ímpar.
que a função polinomial dada é uma função ímpar e que a resposta –f(x) = –(x – 2) = –x + 2 • f é par?
correta é a alternativa B. Não, pois f(x) ≠ f(–x)

b) g(x) = x2 – 1
Praticando • g é ímpar? Logo, –g(x) ≠ g(–x) e a função
g(–x) = (–x)2 –1=x2 –1 não é ímpar.
–g(x) = –(x2 – 1) = –x2 + 1 • g é par?
1. Sejam A = {1, 2, 4} e B = {1, 4, 8, 16}. Em cada um dos itens a seguir, Sim, pois g(x) = g(–x)
descreva R, onde R uma relação de A em B. Logo, g é par.
a) R = {(x, y) / x = y} c) h(x) = x3 – x
• h é ímpar? Logo, –h(x) = h(–x) e a função é ímpar.
b) R = {(x, y) / x = y} 2
h(–x) = (–x)3 – (–x) = –x3 + x • h é par?
c) R = {(x, y) / x – y < 0} –h(x) = –(x3 – x) = –x3 + x Não, pois h(x) ≠ h(–x)
a) R = {(1,1), (4,4)}
b) R = {(1,1), (2,4), (4, 16)}
c) R = {(1,4), (1,8), (1,16), (2,4), (2,8), (2,16), (4, 8), (4,16)} 7. Justifique por que a função f(x) = x3 é bijetora.
A função cúbica é injetora porque, qualquer que seja o elemento x, não existirão dois
elementos distintos na imagem relacionados a ele; e é sobrejetora porque a imagem é
igual ao contradomínio. Dessa forma, é bijetora.
2. Seja
f : {3, 4 , 5, 6} → {8 , 9 , 10} f (n)
x  x+5 8. Seja a função f definida por f (n + 1) = , com f (0 ) = 4 . Calcule
o valor de f(3). 2
f representa uma função? Justifique.
f não é função, pois o elemento 6 de {3, 4, 5, 6} não está associado a nenhum elemento
de {8, 9, 10}. f (n)
Temos f (n + 1) = , com f (0) = 4 . Dessa forma, f (n) = 2f (n + 1) .
2
Como f(0) = 4, temos:
f ( 0 ) = 2f ( 0 + 1) ⇒ 4 = 2f (1) ⇒ f (1) = 2
2x − 3
3. Calcule o domínio da função f ( x ) = − . Logo,
2x − 10 f (1) = 2f (1+ 1) ⇒ 2 = 2f ( 2) ⇒ f ( 2) = 1
Então,
Para o cálculo do domínio de uma função, deve-se ter dois cuidados: 1( não deve haver
1
divisão por zero 2) não deve haver raiz de número negativo. Então, nesse caso tem-se: f ( 2) = 2f ( 2 + 1) ⇒ 1= 2f ( 3) ⇒ f ( 3) =
2
2x – 10 > 0 x > 5. Por fim,
EM18_1_MAT_A_04

D = {x є  / x > 5} 1 1
f ( 3) = 2f ( 3 + 1) ⇒ = 2f ( 4 ) ⇒ f ( 4 ) =
2 4

252 MAT A

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Desenvolvendo Habilidades b)

Número de vendas
1. (CEFET-MG-2016) O gráfico abaixo mostra a Intenção de Consumo
das Famílias (ICF) de Janeiro a Maio de 2015.
y (ICF)
120 118
118
116 117,6
114
112 109,4 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Meses após
110 o lançamento
108
106
109,3
107,1
104
102 c)
100
jan/2015 fev/2015 mar/2015 abr/2015 mai/2015 t (meses)

Número de vendas
(Disponível em: <www.dm.com.br/economia/2015/05/comercio-
esperafaturar-mais-no-mes-dos-namorados-revela-presidente-
da-fecomercio.html>. Adaptado. Acesso em: 28 ago. 2015.)

Se este gráfico representa uma função f que mostra o valor da


ICF em função do tempo, de janeiro a maio, então seu conjunto
imagem é
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Meses após
a) Im{ f } = [107,1; 118]. o lançamento
b) Im{ f } = [jan/15, mai/15].
d)
c) Im{ f } = {107,1; 109,3; 109,4; 117,6; 118}.
d) Im{ f } = {jan/15, fev/15, mar/15, abr/15, mai/15}.

Número de vendas
2. (CEFET-MG-2014) O gráfico representa a função real definida por
f(x) = ax + b.
y

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Meses após
3 o lançamento

e)
Número de vendas

0 2 x

O valor de a + b é igual a
a) 0,5
b) 1,0
c) 1,5 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Meses após
o lançamento
d) 2,0
3. (Enem-2012) Uma empresa analisou mensalmente as 4. (Insper-2014) Um leitor enviou a uma revista a seguinte análise
vendas de seus produtos ao longo de 12 meses após de um livro recém-lançado, de 400 páginas: “O livro é eletrizante,
seu lançamento. Concluiu que, a partir do lançamento, muito envolvente mesmo! A cada página terminada, mais rápido
a venda mensal do produto teve um crescimento linear eu lia a próxima! Não conseguia parar!”
até o quinto mês. A partir daí houve uma redução nas vendas, Dentre os gráficos apresentados a seguir, o único que poderia
também de forma linear, até que as vendas se estabilizaram nos representar o número de páginas lidas pelo leitor (N) em função do
dois últimos meses de análise. tempo (t) de modo a refletir corretamente a análise feita é
O gráfico que representa a relação entre o número de vendas e os
a) N
meses após o lançamento do produto é
a) 400
Número de vendas
EM18_1_MAT_A_04

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Meses após
o lançamento t

MAT A 253

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 253 12/10/2017 19:58:34


b) 5. (UEPA-2014) Leia com atenção o texto para responder à questão.
N
As atividades de comunicação humana são plurais e estão
400 intimamente ligadas às suas necessidades de sobrevivên-
cia. O problema de contagem, por exemplo, se confunde
com a própria história humana no decorrer dos tempos.
Assim como para os índios mundurucus, do sul do Pará,
os waimiri-atroari, contam somente de um até cinco,
adotando os seguintes vocábulos: awynimi é o número
1, typytyna é o 2, takynima é o 3, takyninapa é o 4, e,
finalmente, warenipa é o 5.
(Texto Adaptado: Scientific American – Brasil,
Etnomatática. Edição Especial, n.° 11, ISSN 1679-5229.)
t
Considere A o conjunto formado pelos números utilizados no
c) sistema de contagem dos waimiri-atroari, ou seja, A = {1, 2, 3, 4, 5}.
N Nestas condições, o número de elementos da relação R1 = {(x, y) ∈
A × A | y ≥ x} é igual a:
400
a) 5 c) 15 e) 25
b) 10 d) 20
6. (Enem-2013) Deseja-se postar cartas não comerciais,
sendo duas de 100 g, três de 200 g e uma de 350 g.
O gráfico mostra o custo para enviar uma carta não
comercial pelos Correios:
Custo (R$)
4,45
t
4,00
3,55
3,10
d)
N 2,65

400 2,15
1,70
1,25
0,80

50 100 150 200 250 300 350 400


Massa (g)
O valor total gasto em reais para postar essas cartas é de
t
a) 8,35 d) 15,35
b) 12,50 e) 18,05
e)
N c) 14,40
400
Complementares

1. (Unifesp) Há funções y = f(x) que possuem a seguinte propriedade:


“a valores distintos de x correspondem valores distintos de y”. Tais
funções são chamadas injetoras.
Qual, dentre as funções cujos gráficos aparecem a seguir é injetora?

a) y
t

x
1
EM18_1_MAT_A_04

254 MAT A

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 254 12/10/2017 19:58:35


b) y 4. (UEPB-2013) Os conjuntos A e B têm, respectivamente, 5 – x e 3x
elementos e A × B tem 8x + 2 elementos. Então, se pode admitir
como verdadeiro que:
a) A tem cinco elementos.
b) B tem quatro elementos.
c) B tem seis elementos.
x
1 d) A tem mais de seis elementos.
e) B tem menos de três elementos.

c) y 5. (UFF-2011) Os gráficos I, II e III, a seguir, esboçados em uma mesma


escala, ilustram modelos teóricos que descrevem a população de
três espécies de pássaros ao longo do tempo.

população população

x
1

d) y

tempo tempo

x
1

população
e) y

x
1

tempo
2. (Unicamp-2013) A figura a seguir mostra a precipitação pluviomé-
trica em milímetros por dia (mm/dia) durante o último verão em
Campinas. Se a precipitação ultrapassar 30 mm/dia, há um deter-
minado risco de alagamentos na região. De acordo com o gráfico, Sabe-se que a população da espécie A aumenta 20% ao ano, que
quantos dias Campinas teve este risco de alagamento? a população da espécie B aumenta 100 pássaros ao ano e que a
população da espécie C permanece estável ao longo dos anos.
Assim, a evolução das populações das espécies A, B e C, ao longo
do tempo, correspondem, respectivamente, aos gráficos
a) I, III e II. d) III, I e II.
b) II, I e III. e) III, II e I.
c) II, III e I.
6. (UEPB-2012) Sejam
x −2
I. f(x) =
x2 + 2
1
II. f(x) = 2 , x ≠ 0
a) 2 dias. c) 6 dias. x
b) 4 dias. d) 10 dias. 2
III. f(x) = , x ≠ 0
x
3. (UFRN) Sejam E o conjunto formado por todas as escolas de Ensino IV. f(x) = (x + 1) + (x – 1)
Médio de Natal e P o conjunto formado pelos números que repre-
Classificando cada uma das funções reais em par, ímpar ou nem
sentam a quantidade de professores de cada escola do conjunto E.
par nem ímpar, temos, respectivamente:
Se f: E → P é a função que a cada escola de E associa seu número
de professores, então a) par, par, ímpar, ímpar.
EM18_1_MAT_A_04

a) f não pode ser uma função bijetora. b) nem par nem ímpar, par, ímpar, ímpar.
b) f não pode ser uma função injetora. c) par, ímpar, par, ímpar.
c) f é uma função sobrejetora. d) ímpar, par, ímpar, ímpar.
d) f é necessariamente uma função injetora. e) par, par, ímpar, nem par nem ímpar.

MAT A 255

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 255 12/10/2017 19:58:35


7. (Unioeste-2012) Considere que f:  →  é uma função bijetora. 10. (Unifesp-2010) Uma função f:  →  diz-se par quando f(–x) = f(x),
Dados a e b números reais quaisquer, defina a função g, dada pela para todo x є , e ímpar quando f(–x) = –f(x), para todo x є .
expressão g(x) = f(x + a) + b. É correto afirmar que para qualquer a) Quais, dentre os gráficos exibidos, melhor representam funções
que seja a função f temos pares ou funções ímpares? Justifique sua resposta.
a) a imagem da função g é o conjunto [b, ∞). gráfico I
b) o domínio da função g é o conjunto [a, ∞).
y
c) o gráfico da função g é uma reta.
d) para a ≠ 0, b é uma raiz da função g.
a
e) g é uma função bijetora.
8. (UFG) Grande parte da arrecadação da Coroa Portuguesa, no
século XVIII, provinha de Minas Gerais devido à cobrança do quinto, –1 0 1 x
do dízimo e das entradas (Revista de História da Biblioteca Nacional).
Desses impostos, o dízimo incidia sobre o valor de todos os bens
de um indivíduo, com uma taxa de 10% desse valor. E as entradas gráfico II
incidiam sobre o peso das mercadorias (secos e molhados, entre y
outros) que entravam em Minas Gerais, com uma taxa de, aproxi-
madamente, 1,125 contos de réis por arroba de peso. O gráfico a
seguir mostra o rendimento das entradas e do dízimo, na capitania,
durante o século XVIII.
Rendimento Fiscal da Capitania de Minas Gerais
–1 0 2 3 x
Entradas Dízimos
(Em Contos de Réis)
250 000 gráfico III
y
200 000

150 000

100 000
–1 0 1 x
50 000

0
1 700 1 720 1 740 1 760 1 780 1 800 gráfico IV

(REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL, y


Rio de Janeiro, ano 2. n. 23. ago. 2007. Adaptado.)
1
Com base nessas informações, em 1760, na capitania de Minas
Gerais, o total de arrobas de mercadorias, sobre as quais foram
cobradas entradas, foi de aproximadamente:
–1 0 1 x
a) 1 000
b) 60 000 –1
c) 80 000
d) 100 000 gráfico V
e) 750 000 y
9. (ITA) Considere os conjuntos S = {0, 2, 4, 6}, T = {1, 3, 5} e U = {0, 1}
e as afirmações:
I. {0} ∈ S e S ∩ U ≠ ∅
II. {2} ⊂ (S – U) e S ∩ T ∩ U = {0,1} ϴ
III. Existe uma função f: S → T injetiva. 0 ϴ x
IV. Nenhuma função g: T → S é sobrejetiva.
Então, é (são) verdadeira(s)
a) apenas I. b) Dê dois exemplos de funções y = f(x) e y = g(x), sendo uma par e
outra ímpar, e exiba os seus gráficos.
b) apenas IV.
c) apenas I e IV.
d) apenas II e III.
e) apenas III e IV.
EM18_1_MAT_A_04

256 MAT A

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 256 12/10/2017 19:58:36


Ch
r is
tia
nC
Conceitos

ha
introdutórios

n/
Sh
e postulados

ut
te
rst
oc
k
Introdução à geometria plana
Noções primitivas • Postulados ou axiomas • Segmento de reta • Ângulos

APERTE O PLAY
Livro
A origem da Geometria

Royal Astronomical Society/Science Photo Library/Latinstock


Geometria significa “medida da terra”. Mas o que se tem de mais interessante ao se estudar a his-
tória, é que os primeiros passos no estudo da geometria foram dados com base numa hipótese falsa.
Acreditava-se que a Terra era plana, portanto, todas as pesquisas foram feitas segundo essa crença, mas isso
não impediu o desenvolvimento da geometria. [...]

(Disponível em: <www.matematiques.com.br/conteudo.php?id=604>. Acesso em: 5 out. de 2017.)

Foi Euclides o responsável por consolidar a Geometria como um sistema concreto e organi-
zado, e não baseado em hipóteses falsas. Por volta de 325 a.C., na Grécia, Euclides publicou a
obra Os Elementos, com treze volumes, propondo uma abordagem totalmente nova no estudo
da Geometria. Por ser tão grande e volumosa, os historiadores custam a crer que essa obra
seja única e exclusivamente de sua autoria. » Os Elementos, de Euclides.
As aplicações da geometria hoje são inúmeras. Podemos elencar desde a fabricação da car-
teira, na qual você está sentado neste momento, a construção de grandes edificações, como os OP: Professor, questione os alunos de
arranha-céus e a produção de teias pelas aranhas. modo que eles consigam perceber a
existência da Geometria desde a infância,
● Em que outras situações do seu dia a dia a geometria está presente? seja na construção de pipas ou carrinhos
ou, nos dias atuais, em seus smartphones.
No momento em que o aluno percebe os
seus conhecimentos prévios, a construção
do conhecimento geométrico é mais clara
para ele.

Sophie James/Shutterstock
EM18_1_MAT_B_01

MAT B 257

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 257 12/10/2017 19:58:51


Noções primitivas
Observação As noções primitivas em geometria plana, Devemos ainda destacar que:
A geometria plana estudada aceitas sem definição, são os conceitos de ● o espaço é um conjunto de todos os
no Ensino Médio é a geometria ponto, reta e plano. pontos que estudaremos;
Euclidiana que estuda valores de
ângulos compreendidos entre 00 e ● as afirmações, por meio de uma se-
1800 somente. Ponto Reta Plano
quência lógica de argumentos (de-
A r α monstração), são confirmadas e cha-
madas de teoremas;
Já para os
Representa- As retas são ● as propriedades que devemos, neces-
planos, usa-
Biografia mos os pon- indicadas sariamente, aceitar sem demonstra-
mos as letras
tos com letras com as letras ções são as propriedades primitivas,
Pouco se sabe sobre a vida de minúsculas
maiúsculas do minúsculas do
Euclides, nem mesmo onde e quando do alfabeto chamadas de postulados ou axiomas.
nasceu ou morreu. É sabido somente alfabeto. alfabeto.
grego.
que foi chefe do departamento de
Matemática da Universidade de
Alexandria, fundada cerca de 300 a.C.
Postulados ou axiomas
Pavila/Shutterstock

Como mencionado anteriormente, em A reta r não passa pelo ponto B, não


Matemática as proposições ditas primitivas passa pelo ponto D e não passa por E.
são aceitas sem demonstrações. ● quando três ou mais pontos pertencem
 Exemplo: a uma mesma reta, dizemos que esses
pontos estão alinhados ou que eles
“Por um ponto passam infinitas retas”.
são colineares. Na figura: A, C e F são
colineares; A, C e D não são colineares.

Postulado 2 (outra parte do


postulado da existência)
Infinitos pontos também podem es-
tar no plano ou fora dele.

Saiba mais •D

A obra Os Elementos contém 465


proposições (podem chegar a 470, Vejamos alguns postulados da geometria •B •G
dependendo da origem da fonte), plana que dizem respeito a ponto, reta e plano.
precedidas por definições, postula-
•C
dos e noções comuns. Euclides pa- α •A •E
rece ter seguido uma classificação
dada décadas antes por Aristóteles: Postulado 1 (parte do
princípios assumidos sem de-
monstrações seriam postulados se postulado da existência) Na figura,
•F

fossem específicos de certa ciência


e noções comuns se fossem válidos A ∈ α, B ∈ α, C ∈ α, E ∈ α, G ∈ α
para várias ciências.
Infinitos pontos podem estar numa
reta ou fora dela. {A, B, C} ⊂ α, {A, B, C, E} ⊂ α
[...]
D ∉ α, F ∉ α
(GARBI, G. G. A rainha das
ciências: um passeio histórico r {A, B, C, D} ⊄ α
pelo maravilhoso mundo da B
matemática. São Paulo: Editora α ⊃ {A, E, G}, α {B, C, G, F}
F
Livraria da Física, 2006. p. 50.) D E
É importante notar que:
C ● quando um ponto pertence a um pla-
no, dizemos que o plano passa por este
A
ponto. Na figura: o plano α passa pelo
Na figura, ponto A, passa pelo ponto B, e passa
● A ∈ r, C ∈ r, F ∈ r por C.
● B ∉ r, D ∉ r, E ∉ r O plano α não passa pelo ponto D, nem
por F.
É importante saber que:
EM18_1_MAT_B_01

● quando três ou mais pontos pertencem


● quando um ponto pertence a uma reta,
a um mesmo plano, dizemos que estes
dizemos que a reta passa por este pon-
pontos são coplanares.
to. Na figura, a reta r passa pelo ponto
A, pelo ponto C e pelo ponto F. Na figura: A, B, C, E e G são coplanares.

258 MAT B

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 258 12/10/2017 19:58:53


A, B, C e D não são coplanares, pois não
existe um plano que passe pelos 4 pon-
Postulado 5 (postulado da inclusão)
tos ao mesmo tempo. Pode ser enunciado de duas formas
distintas:

Postulado 3 1) se dois pontos de uma reta pertencem


Observação
(determinação da reta) a um plano, então todos os pontos Símbolos:
Pode ser enunciado de três formas dessa reta também pertencem a esse → existe;
distintas: plano. ! → existe um único;
2) se dois pontos distintos de uma reta | → tal que;

pertencem a um plano, então essa / → não existe;


1) se dois pontos são distintos, então
reta está contida nesse plano. ∈ → pertence;
existe uma única reta à qual eles per-
∉ → não pertence;
tencem.
⊂ → está contido;
2) dois pontos distintos determinam ⊄ → não contido;
uma única reta. r
α r ⊃ → contém;
α
3) dois pontos distintos determinam • B •B • B ⊃/ → não contém.
• A •A • A
uma única (uma, e uma só) reta que
passa por eles. Esse postulado pode ser escrito com sím- OP: A introdução desses símbolos é im-
bolos matemáticos da seguinte forma: portante para que o aluno vá se acostu-
mando com eles. O objetivo não é de que
r A ≠ B, {A,B} ⊂ r, {A,B} ⊂ α ⇒ r ⊂ α o aluno adquira habilidade no seu uso. Os
•B símbolos, inclusive, não aparecem nos
•A Na figura, o plano α passa pela reta r.
• B exercícios.
• A

Esse postulado pode ser escrito com sím- Postulado 6 Observação


bolos matemáticos da seguinte forma: 1. Note que três pontos não
Por um ponto P, fora de uma reta r, colineares são sempre copla-
A≠B !r|r {A, B}
passa uma única reta s paralela à r. nares (estão em um mesmo
 a reta r também pode ser indi-
Neste caso plano); estão no plano que eles
determinam.
cada assim: AB.
P 2. Se três pontos A, B e C não
É importante perceber que: • S colineares pertencem aos
planos α e β, então α e β são
● dois pontos distintos estão sempre ali- r coincidentes.
nhados, isto é, são colineares. Eles estão r r ⊃ {A, B, C}, {A, B, C} ⊂ α,
{A, B, C} ⊂ β, ⇒ α ≡ β
na reta que eles determinam.
Postulado 7 (postulados de ordem)
● se dois pontos A e B são distintos e per- A relação “um ponto está entre outros
tencem ambos às retas r e s, então r e s dois” – por exemplo: um ponto P está entre A Reflita
são retas coincidentes. e B, que indicaremos por A-P-B – é a relação Quando uma reta está contida em
A B, {A, B} r, {A, B} s r≡s caracterizada pelos seguintes postulados: um plano, dizemos que o plano
passa por esta reta.
● se o ponto P está entre A e B, então P, A
Postulado 4 e B estão em uma mesma reta.
(determinação do plano) •B
r

Pode ser enunciado de duas formas


•P
distintas:
•A

1) se três pontos não são colineares (não ● se P está entre A e B, então esses pon-
estão alinhados), então existe um úni- tos são distintos dois a dois.
co plano ao qual eles pertencem. ● se P está entre A e B, então P está entre
2) três pontos não colineares determi- BeA
nam um único plano. A-P-B B-P-A
● se A é diferente de P, então existe B tal
•B •B que P está entre A e B.
•C •C ● se P está entre A e B, então A não está
•A •A entre P e B, e B não está entre A e P.
α

Postulado 8 (separação
EM18_1_MAT_B_01

Esse postulado pode ser escrito com sím-


bolos matemáticos da seguinte forma: ou divisão da reta)
rr {A, B, C} ! | {A, B, C} Um ponto P de uma reta r separa essa
reta em dois subconjuntos não vazios, aos

MAT B 259

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 259 12/10/2017 19:58:54


quais P pertence, satisfazendo às seguintes A• B
condições: •
2) Uma reta e um ponto que não pertence à reta
● sendo A, B, e P pontos distintos dois a determinam um único plano que passa por eles?
dois, se A e B estiverem em apenas um
Solução:
dos subconjuntos, então P não perten-
ce ao segmento AB e se A e B estiverem, Certamente, pois se tomarmos dois pontos
distintos da reta com o que está fora, eles
cada um, em um desses subconjuntos,
formarão um plano que os contêm.
então P pertence ao segmento AB.
3) Explique por que uma mesa de quatro pernas
 Exemplos:
geralmente fica desapoiada, precisando de
1) Uma reta e um ponto podem determinar um calços, enquanto que uma de três não precisa
plano? de calços.
Solução: Solução:
Somente se o ponto não pertencer à reta. Simplesmente porque três pontos não coli-
Confira o desenho a seguir. neares sempre estão num mesmo plano.

Segmento de reta
Dados dois pontos distintos A e B, a reu- Já no caso
nião de todos os pontos que estão entre A e B, B
incluindo-os, é o segmento de reta AB ou BA. D

A B r
A
C
Estendendo a definição, quando os pon-
tos A e B forem coincidentes, diremos que AB e CD não são consecutivos.
eles determinam um segmento nulo.
A Segmentos colineares
• A≡B AB é nulo Dois segmentos de reta são colineares se,
B e somente se, estão sobre uma mesma reta.
A B C r
Semirreta (definição) AB e BC são colineares e consecutivos.
O ponto A sobre a reta r divide-a em duas A B C D
semirretas AB e AC .
r
C A B r AB e CD são colineares e não são
consecutivos.
Dados dois pontos distintos A e B, chama-
mos de semirreta de origem A que passa por
B, ou simplesmente semirreta AB (indicamos Segmentos adjacentes
AB), ao conjunto de pontos cujos elementos Dois segmentos são adjacentes se, e so-
são os do segmento AB e os pontos P tais que mente se, a intersecção entre eles é um con-
B esteja entre A e P. junto unitário cujo elemento é a extremidade
Se A está entre B e C, as semirretas AB e de ambos (têm uma extremidade em comum
AC são semirretas opostas. e apenas esse ponto em comum).
Nos seguintes casos, podemos observar
Segmentos consecutivos que AB e BC têm em comum somente o ponto
B, logo eles são segmentos adjacentes.
Dois segmentos são consecutivos se a
extremidade de um for a origem do outro ou, No 1.º caso eles são colineares e no 2.º
ainda, uma extremidade de um coincidir com caso eles não são colineares.
a extremidade do outro. 1.º caso:
Assim os segmentos AB e BC são consecu- A B C r
tivos nos seguintes casos a e b:
2.º caso:
a) r
B
D
A C E
EM18_1_MAT_B_01

B A
b) C
A B C r
CD e DE são colineares e consecutivos,
mas não adjacentes.

260 MAT B

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 260 12/10/2017 19:58:54


Exemplo
Já CE e ED são colineares e consecutivos e
também adjacentes, pois têm somente o pon-
Ponto médio de um segmento
Escolher o segmento AB, a seguir,
to E em comum. Dado um segmento AB não nulo, o ponto como padrão para medir o segmen-
M1 pertencente a AB é chamado ponto médio to CD significa saber quantas vezes
de AB se, e somente se, AM1 e M1B são con- cabe AB em CD.
Congruência de segmentos gruentes. Prova-se que M1 é único ponto mé- C D
A congruência (símbolo ) de segmentos dio do segmento de reta AB.
é uma noção primitiva que satisfaz aos se- A B
guintes postulados: A B

Simétrica M1 Nesse exemplo: m (CD) = 3 · m (AB)

Se AB CD, então CD AB. Leia-se: se o


segmento de reta AB é congruente ao seg- Note que as medidas de AM1 e M1B são
mento de reta CD, então o segmento de reta iguais.
CD é congruente ao segmento de reta AB.

Soma e diferença de segmentos


Reflexiva Se os segmentos PS e SQ são colineares e
Todo segmento é congruente a si mesmo. consecutivos, com S entre P e Q, então PQ é
AB AB chamado soma dos segmentos PS e SQ .
P S Q
PQ = PS + SQ
Transitiva
Se AB CD e CD EF, então AB EF Dados dois segmentos AB e CD não nu-
los, o segmento AB com S entre P e Q onde

Medida de um segmento PS AB e SQ CD é chamado soma dos seg-


Escolhida uma unidade padrão (metro, jar- mentos AB com CD. Importante
da, pé, milha) para medir segmentos e dados D Medir um segmento é comparar
dois pontos A e B, existe um único número real A este segmento com outro, não nulo,
B C escolhido como padrão.
não negativo a que expressa, na unidade es-
colhida, a medida do segmento AB.
P S Q
A medida de um segmento AB será indica- ⇒ PQ = AB + CD
da por m(AB) ou simplesmente por AB.
Se os segmentos PS e PQ são colineares
Se a unidade escolhida for metro (m), indica-
e consecutivos, com Q entre P e S, então QS
mos m(AB) = AB = a m; e lemos: a medida do
segmento AB é a metros. é chamado diferença entre os segmentos PS
e PQ.
Encontrar a medida do segmento AB é de-
terminar um número não negativo a, seguido P Q S
do símbolo da unidade padrão adotada, onde QS = PS − PQ
a representa “quantas vezes” a unidade pa- Dados dois segmentos AB e CD não nulos,
drão “cabe” no segmento AB.
com AB > CD, o segmento QS com Q entre P e
À medida de um segmento damos o nome
S onde PS AB e PQ CD é chamado diferen-
de comprimento do segmento.
ça entre os segmentos AB e CD.
Em geral, associamos um número (medi-
da) a um segmento, estabelecendo a razão D
(quociente) entre esse segmento e o outro A
B C
segmento tomado como unidade.

P Q S
Distância entre dois pontos ⇒ QS = AB − CD
Dados dois pontos distintos A e B, o seg-
mento AB (ou qualquer segmento congruente
a AB) chama-se distância geométrica entre
Posições relativas
A e B.
Distância geométrica entre A e B : dA, B = AB
Retas paralelas
Duas retas coplanares, t e u, são parale-
EM18_1_MAT_B_01

Por outro lado, a medida de AB chama-se


las se possuem todos os pontos comuns, ou
distância métrica entre A e B.
seja, são coincidentes ou se não possuem ne-
Distância métrica entre A e B: dA, B = m(AB) nhum ponto em comum.

MAT B 261

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 261 12/10/2017 19:58:55


Duas retas reversas t e u podem ser orto-
t≡u gonais quando uma reta t é perpendicular a
uma reta u’, que é paralela à reta u.

t
t
u

β u’
u
t ⊂ β; u ⊂ β; t ∩ u = ∅

Planos paralelos
β
Dois planos, α e β, são paralelos se não
possuírem pontos em comum ou se uma reta
pertencente ao plano α for paralela a uma
reta pertencente ao plano β.

Reta e plano concorrentes


r // t
Uma reta t é concorrente ou secante a
r t
um plano β se possui somente um ponto em
comum com esse plano.
t
α β

α⊂β=∅

Reta e plano paralelos t ∩ β = {M}

Uma reta t é paralela a um plano β se


não tem nenhum ponto em comum com esse
plano. Planos secantes
Dois planos distintos, α e β são secantes,
quando a intersecção entre eles é uma reta.

t
β

t ∩β = ∅
α

Retas reversas
Duas retas t e u são reversas (não copla-
nares) quando todo plano que contém uma
delas não contém a outra.
β
t

u
α ∩β = t

β
EM18_1_MAT_B_01

t ∩ u = ∅;u ⊂ β; t ⊄ β

262 MAT B

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 262 12/10/2017 19:58:57


Ângulos Curiosidade
Chamamos de ângulo a região compreen-
dida entre duas semirretas distintas não
Ângulos consecutivos
O conceito de ângulo aparece
opostas de mesma origem. Dois ângulos são consecutivos se, e so- primeiramente em materiais gregos,
mente se, um lado de um deles é também no estudo de relações envolvendo
As semirretas são os lados do ângulo e a
lado do outro (um lado de um deles coincide elementos de um círculo junto
interseção é o vértice. com um lado do outro). ao estudo de arcos e cordas. As
propriedades das cordas, como
Ângulo é uma figura geométrica limitada medidas de ângulos centrais ou
 Exemplo:
por duas semirretas de mesma origem. inscritas em círculos, eram conheci-
AÔB e AÔC são consecutivos das desde o tempo de Hipócrates e
 talvez Eudoxo tenha usado razões e
Elementos (OA é o lado comum)
AÔC e BÔC são consecutivos
medidas de ângulos na determina-
ção das dimensões do planeta Terra
As semirretas são os lados do ângulo e a  e no cálculo de distâncias relativas
(OC é o lado comum) entre o Sol e a Terra. Eratóstenes de
origem das semirretas é o vértice. Cirene (276 a.C.-194 a.C.) já tratava
A AÔB e BÔC são consecutivos de problemas relacionados com
 métodos sistemáticos de uso de
( OB é o lado comum) ângulos e cordas.

A (Disponível em: <http://pessoal.


sercomtel.com.br/matematica/
fundam/geometria/geo-ang.
B htm>. Acesso em: 02 out. 2017.)
O C

B
O Reflita
As unidades mais usadas para medições
de ângulos são o grau e o radiano. • A união de um ângulo com a
A relação existente entre o grau e o radia- Ângulos adjacentes sua região externa também
pode ser chamada ângulo
no é 180º = radianos e a conversão é feita Dois ângulos consecutivos são adjacen- côncavo.
mediante uma regra de três. tes se, e somente se, não têm pontos internos • Embora na definição, os lados
em comum. do ângulo não possam ser se-
 Exemplo: mirretas opostas, costumamos
60π π  Exemplo: chamar de ângulo raso a união
180º x= = radianos. de duas semirretas opostas.
180 3 AÔB e BÔC são ângulos adjacentes.
60º x
A P B
A
é APB raso, APB =180º.
Exterior e interior de um ângulo B • E a união de duas semirretas
coincidentes chamamos de
A região interna do ângulo é a região con- C
ângulo nulo.
vexa e a região externa é a região côncava. A
P B
O
APB é nulo, APB = 0º.

Interior Classificação quanto à medida


Exterior do ângulo Saiba mais
do ângulo
Ângulos retos Sistemas de unidades de medidas
angulares
São aqueles que medem 90º
À união de um ângulo com a sua região in- Os sistemas de unidades de
medidas angulares mais comuns
terna chamamos de setor angular. são o sistema sexagesimal, cuja
B unidade é o grau (ο), e o sistema
circular, cuja unidade de medida é o
Classificação quanto à posição radiano (rad).

O
Semirreta interna a um ângulo A

Uma semirreta é interna a um ângulo


AÔB = 90º
quando tem origem no vértice do ângulo e
pontos internos do ângulo pertencem a ela.

A
EM18_1_MAT_B_01

B
C

MAT B 263

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 263 12/10/2017 19:58:58


Saiba mais
A geometria plana estudada no En-
Ângulos agudos Bissetriz de um ângulo
sino Médio é a geometria Euclidiana São aqueles que medem menos de 90º e É a semirreta interna ao ângulo com ori-
(em homenagem a Euclides, grego), mais que 0º. gem no vértice do ângulo e que o divide em 2
homenagem esta que foi batizada B ângulos adjacentes e congruentes.
por Euler, alemão, do século XVIII.
Os árabes, na Idade Média, sob
o comando dos muçulmanos, A
traduziram todas as obras científicas
achadas por eles dos outros povos. α B
Em 800 d.C. em Bagdá, atual capital α C
do Iraque, havia uma biblioteca O A
com mais de 1 milhão de volumes
diferentes.
O
Graças a eles é que foi possível 0º < AÔB < 90º
chegar o estudo de Euclides até nós. Na figura, AÔB = BÔC = , OB é bissetriz
Acredita-se com convicção que tan-
to os egípcios quanto os babilônios
do ângulo AÔC.
e os chineses já haviam formulado
Ângulos obtusos
Ângulos opostos pelo vértice
a teoria da geometria plana. Porém,
devido à influência dos povos euro- São aqueles que medem mais de 90º e
peus sobre o atual período, desde o
século XVI, quase tudo na ciência ou menos que 180º. São os ângulos que estão separados pela
cultura é atribuído aos gregos. Pois B A interseção dos lados do ângulo.
os gregos são os antecessores dos
povos europeus. A
Se observarmos as pirâmides dos
faraós egípcios, podemos perceber O β α B
o quanto eles eram avançados no O
estudo da geometria. E nessa época
nem existiam os povos europeus.
90º < AÔB < 180º
α β
A própria palavra geometria signi-
fica estudo métrico do solo e áreas
D
do solo.
Daí o fato de quase todos os teore-
Ângulos complementares C
mas vistos na Matemática terem o São aqueles que somam 90º. Dois ângulos são opostos pelo vértice se,
nome de cientistas gregos.
Outra justificativa para o uso da lin- Complemento de um ângulo x é dado por e somente se, os lados de um deles são as
guagem grega, dos símbolos gregos 90º − x. respectivas semirretas opostas aos lados do
e do nome de cientistas gregos é
o fato do grego ser uma língua de
outro. Na figura, os pares OA e OC e OB e OD
descendência direta do latim, que A B são opostas.
por sua vez dá origem às línguas
italiana, francesa e inglesa. Notemos que duas retas concorrentes de-
O que importa de tudo isso é você, terminam dois pares de ângulos opostos pelo
prezado aluno, tentar se colocar no
O
vértice. Na figura, AÔB e CÔD e AÔD e CÔB
contexto da parte estudada da geo- C são opostos pelo vértice.
metria para que possa ter o melhor
rendimento.  Exemplos
med (CÔB) + med (BÔA) = 90º
1) A soma da medida do suplemento de um
ângulo com o dobro do complemento vale
120°. Calcule esse ângulo.
Ângulos suplementares Solução:
São aqueles que somam 180º. 180 − x + 2 ⋅ ( 90 − x ) = 120
Suplemento de um ângulo x é dado por 180 − x + 180 − 2 x = 120
180º − x. 360 − 3 x = 120
B
360 −120 = 3 x
3 x = 240
x = 80°
C O A

2) O complemento de um ângulo mais a me-


med (CÔB) + med (BÔA) = 180º tade do suplemento é 80°. Calcule esse ân-
gulo.
Solução:
Ângulos replementares (180 − x ) = 80
90 − x +
São aqueles que somam 360º. 2
EM18_1_MAT_B_01

Replemento de um ângulo x é dado por 180 − 2 x + 180 − 2 x = 160


360º − x. 360 −160 = 4 x
200 = 4 x
x = 50°

264 MAT B

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 264 12/10/2017 19:58:58


MATEMÁTICA & SOCIEDADE

M.C. Escher Foundation


Escher o gênio da arte matemática
Com a ajuda da geometria, nada é o que aparenta ser no
trabalho surpreendente do artista holandês
Por Cláudio Fragata Lopes

Você já deve ter visto pelo menos uma das gravu- Seus desenhos, porém, não nasciam de passes
ras do artista gráfico holandês M. C. Escher. Elas já de mágica, nem somente de sua apurada técnica de
foram reproduzidas não só em dezenas de livros de gravador. Sua obra está apoiada em conceitos ma-
temáticos, extraídos especialmente do campo da
arte, mas também na forma de pôsteres, postais, jo-
geometria. Essa era a fonte de seus efeitos surpreen-
gos, CD-ROMs, camisetas e até gravatas. Caso não se

M.C. Escher Foundation


dentes. Foi com base nesses princípios que Escher
lembre, então você não viu nenhuma. Olhar para as subverteu a noção da perspectiva clássica para obter
intrigantes imagens criadas por Escher é uma expe- suas figuras impossíveis de existir no espaço “real”.
riência inesquecível. Tudo o que nelas está represen- Aliás, desde o começo, fascinou-o essa condição es-
tado nunca é exatamente o que parece ser. Há sempre sencial do desenho, que é a representação tridimen-
uma surpresa visual à espera do espectador. Isso por- sional dos objetos na inevitável bidimensionalidade
do papel. Brincou com isso o mais que pôde. Tam-
que, para ele, o desenho era pura ilusão. A realidade
bém há matemática na divisão regular da superfície
pouco interessava. Antes, preferia o contrário: criar
usada por Escher para criar suas famosas séries de
mundos impossíveis que apenas parecessem reais. metamorfoses, onde formas geométricas abstratas
Eis porque acabou se tornando uma espécie de mági- ganham vida e vão, aos poucos, transformando-se
co das artes gráficas. em aves, peixes, répteis e até seres humanos. [...]

M.C. Escher Foundation


(Disponível em: <http://galileu.globo.com/edic/88/conhecimento2.htm>. Acesso em: 25 ago. 2017.)

1. Observe o padrão geométrico das obras apresentadas ao lado e converse com seu professor e colegas.
Qual a figura padrão de cada obra? Como ela foi construída geometricamente?

2. Junte-se a um colega e construam uma obra de arte baseada nos princípios de Escher.
OP: As obras de Escher são geometricamente pensadas, é possível observar que os encaixes acontecem de maneira precisa e organizados consi-
derando ainda a translação, rotação e reflexão. Todas essas ações estão intimamente ligadas à geometria de posição.
Consulte os sites:
<www.pucsp.br/tecmem/Artista/simetria.htm>
<http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=23463>
<http://novaescola.org.br/matematica/pratica-pedagogica/geometria-transformacoes-reflexao-translacao-621936.shtml?page=2>
chelovector/Shutterstock
EM18_1_MAT_B_01

MAT B 265

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 265 12/10/2017 19:59:00


d) Falsa. Dois segmentos podem ser colineares sem que sejam ad-
Resolvidos jacentes. Exemplo:
A B C D
1. Classifique em verdadeiro ou falso. Sobre pontos, retas e planos, r
pode-se afirmar: e) Verdadeira. Para que dois segmentos sejam adjacentes, a inter-
a) Por três pontos, passa uma única reta. secção entre eles deve ser um conjunto unitário cujo elemento é
b) Por três pontos, passa um único plano.
extremidade de ambos, portanto, eles são consecutivos.
c) Por um ponto passam pelo menos duas retas.
f ) Falsa.
D
d) Duas retas que têm dois pontos distintos comuns são coin-
cidentes.
E
e) Toda reta paralela a um plano é paralela a qualquer reta desse
plano. C

 Solução: CD e DE são colineares e são consecutivos, mas não são ad-


jacentes, pois apresentam mais de um ponto em comum.
a) Falsa. Se os três pontos forem coincidentes, logo passam por eles
infinitas retas. 3. (CEFET-MG-2014) No contexto da Geometria Espacial, afirma-se:
Caso os três pontos sejam não colineares, então não existe reta I. Se uma reta é paralela a um plano, então ela está contida
que passe pelos três pontos ao mesmo tempo. nesse plano.
b) Falsa. Se os três pontos forem coincidentes ou colineares, então II. Duas retas sem ponto comum são paralelas ou reversas.
passam infinitos planos pelos três pontos.
Somente passa um único plano caso os três pontos não forem III. Se dois planos são paralelos, então toda reta de um deles é
colineares. paralela ao outro.
c) Verdadeira. Por um ponto passam infinitas retas, logo passam 1, IV. Duas retas distintas paralelas a um plano são paralelas entre si.
2, 3, e quantas retas quisermos. São corretas apenas as afirmativas
d) Verdadeira. Por dois pontos distintos passa uma única reta. a) I e II. d) II e IV.
e) Falsa. Se a reta é paralela a um plano, então esta reta será pa- b) I e III. e) III e IV.
ralela a infinitas retas do plano e ao mesmo tempo não será c) II e III.
paralela a outras infinitas retas concorrentes às primeiras retas.
 Solução: C
2. Classifique em verdadeiro ou falso. I) Incorreta. Uma reta é paralela a um plano se, e somente se, eles
a) Se dois segmentos são consecutivos, então eles são colineares. não têm ponto em comum.
b) Se dois segmentos são colineares, então eles são consecutivos. II) Correta. Duas retas distintas sem ponto comum são paralelas
c) Se dois segmentos são adjacentes, então eles são colineares. ou reversas.
d) Se dois segmentos são colineares, então eles são adjacentes. III) Correta. Considerando α e β dois planos distintos paralelos e
uma reta r α, segue-se que r ∩ β = ∅, o que implica em r || β.
e) Se dois segmentos são adjacentes, então eles são consecutivos.
IV) Incorreta. Duas retas distintas paralelas a um plano podem ser
f ) Se dois segmentos são consecutivos, então eles são adjacentes. reversas.
 Solução: a única verdadeira é a E.
4. (UTFPR-2014) A medida de x em graus vale:
a) Falsa. Dois segmentos podem ser consecutivos sem serem coli-
neares, pois para que dois segmentos sejam consecutivos a ex-
tremidade de um deve ser a origem do outro. Exemplo: x + 100º

190º – x
C r
A
b) Falsa. Dois segmentos podem ser colineares sem que sejam con-
a) 50
secutivos, pois para serem colineares precisam estar sobre uma
mesma resta. Exemplo: b) 45
A B C D c) 100
r
d) 145
c) Falsa. Podemos observar que AB e BC têm em comum somente e) 0
o ponto B, logo eles são segmentos adjacentes, e não são coli-
neares.  Solução: B

B x + 100º = 190º – x
x + x = 190º – 100º
2x = 90º
x = 90º
A
C
2
x = 45
EM18_1_MAT_B_01

266 MAT B

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 266 12/10/2017 19:59:01


4. Qual(is) das proposições a seguir são verdadeiras:
Praticando I. Dois planos paralelos a uma mesma reta são paralelos.
II. Um plano paralelo a duas retas pertencentes a outro plano é
1. Dados dois pontos distintos A e B responda: paralelo a este.
a) Quantas retas você pode traçar passando pelo ponto A? III. Um plano perpendicular a uma reta de outro plano é perpen-
Infinitas retas. dicular a este.
IV. Um plano paralelo a uma reta de outro plano é paralelo a este.
I. Não necessariamente. Uma reta pode ser paralela a dois planos que se intersectam.
b) Quantas retas você pode traçar passando pelo ponto B ? II. Não necessariamente. Um plano paralelo a duas retas pertencentes a outro plano pode
ser perpendicular a este.
Infinitas retas. III. Verdadeiro.
IV. Não necessariamente. Um plano paralelo a uma reta de outro plano pode ser perpendi-
cular a este. Logo, a única afirmação verdadeira é a III.

c) Quantas retas você pode traçar passando por A e B ao mesmo


tempo? 5. Utilize V (para verdadeiro) e F (para falso) em cada uma das afir-
Apenas uma reta. mações a seguir.
a) ( F ) Por três pontos passa uma única reta.
b) ( F ) Por três pontos passa um único plano.
2. Se AB = 40 cm, determine PQ nos casos: c) ( V ) Por um ponto fora de um plano passa uma única reta per-
a) A P Q B pendicular a esse plano.
3x – 2 2x – 4 x+4 d) ( V ) Planos paralelos interceptam duas retas distintas quaisquer,
AB = (3x − 2) + (2x − 4) + ( x + 4) determinando sobre elas segmentos proporcionais.

AB = 40 e) ( V ) O plano que contém uma perpendicular a outro plano é
42 perpendicular a esse segundo plano.
Dessa forma, (3x − 2) + (2x − 4) + ( x + 4) = 40 ⇒ 6x − 2 = 40 ⇒ x = ⇒ x = 7 .
6
Então, PQ = 2(7) − 4 = 14 − 4 = 10 . a) Falso. Por três pontos que são colineares passa apenas uma única reta.
b) Falso. Por três pontos coplanares passa um único plano.
c) Verdadeiro.
b) P B Q A d) Verdadeiro.
e) Verdadeiro.

PB = 2x – 5; PA = 5x + 17; QA = x + 7
6. Sabendo que r, s e t são três retas no espaço com r e s paralelas
Note que temos os valores dos segmentos PB, PA e QA. Para que possamos determinar
PQ, precisamos encontrar o valor de BQ. Sendo assim,
distintas, assinale a alternativa correta.
PB + BQ + QA = PA ⇒ BQ = PA − PB − QA ⇒ BQ = 5x + 17 − (2x − 5) − ( x + 7) ⇒ BQ = 2x + 15 . a) Se a reta r é perpendicular a um plano α, então a reta s também
Logo, como BA = BQ + QA, temos que 40 = 2x + 15 + ( x + 7) ⇒ 3x = 18 ⇒ x = 6 . é perpendicular ao plano α.
Portanto,
PQ = PB + BQ = 2 ⋅ ( 6) − 5 + [(2 ⋅ ( 6) + 15)] = 12 − 5 + 12 + 15 = 34 b) Se a reta t é concorrente com a reta s, então t também é con-
corrente com a reta r.
3. Observe a figura a seguir e classifique em V (verdadeira) ou F (falsa)
c) Se um plano β contém a reta s, então o plano β também
cada uma das afirmações:
contém a reta r.
t
d) Se as três retas r, s e t são paralelas distintas, então existe um
A B r plano α que contém as três retas.
a) Verdadeiro.
E
b) Falso. A reta t pode ser reversa à reta r.
C s c) Falso. A reta r pode paralela ao plano β.
F D d) Falso. As três retas r, s e t são paralelas distintas, porém, podem ser não coplanares.

a) ( V ) A ∈ r 7. Dois ângulos têm medidas iguais a 2x e 3x + 20°. Sabe-se que


eles são suplementares. Sendo assim, qual é a medida do ângulo
b) ( V ) AE ∪ EB = AB
oposto ao ângulo 2x?
c) ( V ) EB ⊂ r Se os dois ângulos são suplementares, temos que 2x + 3x + 20° = 180° Dessa maneira,
d) ( V ) AB e EB são segmentos colineares 5x = 160° e, portanto, x = 32°. Logo, a medida do ângulo 2x é 64° e, seu oposto, possui a
mesma medida.
e) ( V ) AE e EF são segmentos consecutivos
f ) ( F ) r, s e t são retas paralelas
g) ( F ) r ∩ s = { F } 8. Calcule a medida dos ângulos dados em radianos.
h) ( V ) CF ∪ FD = CD a) Verdadeira. Basta analisar a figura.
a) 90°
b) Verdadeira. Basta analisar a figura.
i) ( F ) t ∩ s = { E } 180° − π  π
c) Verdadeira. Basta analisar a figura. b) 135º a) ⇒ x =
d) Verdadeira. Dois segmentos de retas são colinea- 90° − x  2
j) ( F ) E ∈ r e E ⊂ r c) 150°
res se pertencem a uma mesma reta. 180° − π  3π
b) ⇒ x =
135° − x  4
e) Verdadeira. Dois segmentos de retas são consecutivos se possuem um ponto em
comum. 180° − π  5π
c) ⇒ x =
EM18_1_MAT_B_01

f ) Falsa. As retas r e s são paralelas. A reta t é concorrente a s e a t. 150° − x  6


g) Falsa. As retas r e s são paralelas e, portanto, não possuem interseção.
h) Verdadeira. Basta analisar a figura.
i) Falsa. A interseção das retas t e s é o ponto F, e não o ponto E.
j) Falsa. A notação de continência não se aplica a ponto, apenas a notação de pertinêcia.
Dessa forma, é verdade que E ∈ r mas não que E ⊂ r.

MAT B 267

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 267 12/10/2017 19:59:02


•• os pontos A, B, C, D, E, F, G e H são os vértices de um paralelepí-
Desenvolvendo Habilidades pedo reto retangular;
•• os pontos I, J, K e L são os vértices de um quadrado;
1. C2:H6 (Enem-2009) Rotas aéreas são como pontes que •• os quatro triângulos, ADK, EFJ, GHI e BCL, são isósceles e con-
ligam cidades, estados ou países. O mapa a seguir gruentes dois a dois;
mostra os estados brasileiros e a localização de algumas
•• os oito trapézios, AFJK, DEJK, CDKL, EHIJ, CHIL, BGIL, ABLK e
capitais identificadas pelos números. Considere que a
FGIJ, são congruentes dois a dois.
direção seguida por um avião AI que partiu de Brasília-DF, sem
escalas, para Belém, no Pará, seja um segmento de reta com extre- Com base nessas informações, é incorreto afirmar que
midades em DF e em 4. a) Os lados EJ e HI são coplanares.
Mapa do Brasil e algumas capitais b) Os lados BG e DE são congruentes.
c) Os lados AD e EF são paralelos.
2
3 d) Os pontos A,B, E e G são coplanares.
5 e) Os trapézios AFJK e EJKD têm um lado em comum.
7
1 4
6 8 3. C2:H6 (CEFET-MG) A figura a seguir representa uma cadeira onde o
assento é um paralelogramo perpendicular ao encosto.
18 A B
17
15
DF 9
14
C D
16 13
1 Manaus 10 Rio de Janeiro
2 Boa Vista 11 São Paulo 11 10
12
3 Macapá 12 Curitiba E F
4 Belém 13 Belo Horizonte
5 São Luís 14 Goiânia G H
6 Teresina 15 Cuiabá
7 Fortaleza 16 Campo Grande I J
8 Natal 17 Porto Velho
A partir dos pontos dados, é correto afirmar que os segmentos
9 Salvador 18 Rio Branco
de retas
(SIQUEIRA, S. Brasil Regiões. Disponível em: <www. a) CD e EF são paralelos.
santiagosiqueira.pro.br>. Acesso em: 28 jul. 2009. Adaptado.) b) BD e FJ são concorrentes.
Suponha que um passageiro de nome Carlos pegou um avião AII, c) AC e CD são coincidentes.
que seguiu a direção que forma um ângulo de 135° graus no sentido d) AB e EI são perpendiculares.
horário com a rota Brasília-Belém e pousou em alguma das capitais
brasileiras. Ao desembarcar, Carlos fez uma conexão e embarcou 4. C2:H6 (Enem-2012) Em 20 de fevereiro de 2011 ocorreu
em um avião AIII, que seguiu a direção que forma um ângulo reto, a grande erupção do vulcão Bulusan nas Filipinas. A sua
no sentido anti-horário, com a direção seguida pelo avião AII ao localização geográfica no globo terrestre é dada pelo
partir de Brasília-DF. Considerando que a direção seguida por um GPS (sigla em inglês para Sistema de Posicionamento
avião é sempre dada pela semirreta com origem na cidade de Global) com longitude de 124° 3’ 0” a leste do Meridiano de
partida e que passa pela cidade de destino do avião, pela descrição Greenwich.
dada, o passageiro Carlos fez uma conexão em Dado: 1° equivale a 60’ e 1’ equivale a 60”.
a) Belo Horizonte, e em seguida embarcou para Curitiba. (PAVARIN, G. Galileu, fev. 2012. Adaptado.)
b) Belo Horizonte, e em seguida embarcou para Salvador.
A representação angular da localização do vulcão com relação a
c) Boa Vista, e em seguida embarcou para Porto Velho. sua longitude da forma decimal é:
d) Goiânia, e em seguida embarcou para o Rio de Janeiro. a) 124,02° d) 124,30°
e) Goiânia, e em seguida embarcou para Manaus. b) 124,05° e) 124,50°
2. C2:H6 (UFPB – adap.) A figura a seguir representa uma escultura c) 124,20°
que se encontra em uma praça de certa cidade. 5. C2:H6 (EsPCEx/AMAN-2013) O sólido geométrico a seguir é formado
E H pela justaposição de um bloco retangular e um prisma reto, com
uma face em comum. Na figura estão indicados os vértices, tanto
do bloco quanto do prisma.
F
G K
J I
J
K L H
D L
C I
D
G
A B E C
EM18_1_MAT_B_01

Essa escultura foi feita com tubos de ferro, soldados uns aos outros, B
de forma que: F

268 MAT B

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Considere os seguintes pares de retas definidas por pontos dessa a) 420.
figura: as retas LB e GE, as retas AG e HI , e as retas AD e GK. As b) 320.
posições relativas desses pares de retas são, respectivamente, c) 1420.
a) concorrentes; reversas; reversas. d) 1480
b) reversas; reversas; paralelas. e) 240
c) concorrentes, reversas; paralelas. 2. (IFMA-2014) O valor de x na figura a seguir é:
d) reversas; concorrentes; reversas.
e) concorrentes; concorrentes; reversas.
6. C2:H6 (Enem-2013) Gangorra é um brinquedo que
consiste de uma tábua longa e estreita equilibrada e y
fixada no seu ponto central (pivô). Nesse brinquedo,
duas pessoas sentam-se nas extremidades e, alterna- x + 2y
damente, impulsionam-se para cima, fazendo descer a extremida-
de oposta, realizando, assim, o movimento da gangorra.
130o
Considere a gangorra representada na figura, em que os pontos A
e B são equidistantes do pivô:
B

Pivô a) 600
b) 450
c) 500
d) 300
A
e) 700
3. (EsPCEx/AMAN-2012) Considere as seguintes afirmações:
A projeção ortogonal da trajetória dos pontos A e B, sobre o plano
I. Se dois planos α e β são paralelos distintos, então as retas r1 ⊂ α
do chão da gangorra, quando esta se encontra em movimento, é:
e r2 ⊂ β são sempre paralelas.
a) A B II. Se α e β são planos não paralelos distintos, existem as retas
r1 ⊂ α e r2 ⊂ β tal que r1 e r2 são paralelas.
b) A B III. Se uma reta r é perpendicular a um plano α no ponto P, então
qualquer reta de α que passa por P é perpendicular a r.
c)
Dentre as afirmações, é (são) verdadeira(s)
a) Somente II.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e III.
d) A B
e) I, II e III.
4. (CFTCE) O ângulo cujo suplemento excede de 6° o quádruplo do
seu complemento, é:
a) 58º
A B b) 60º
e) c) 62º
d) 64º
e) 68º
5. (Escola Técnica Federal-RJ) Sejam A, B e C respectivamente as
A B medidas do complemento, suplemento e replemento do ângulo
de 40°, têm-se:
Complementares a) A = 30°; B = 60°; C = 90°.
b) A = 30°; B = 45°; C = 60°.
1. (UTFPR-2014) A medida de y na figura, em graus, é: c) A = 320°; B= 50°; C = 140°.
d) A = 50°; B = 140°; C = 320°.
e) A = 140°; B = 50°; C = 320°.
y
6. (UFJF-2015) Sejam r uma reta e b1 e b2 dois planos no espaço,
EM18_1_MAT_B_01

2x + 100o considere as seguintes afirmações:


6x + 4o
I. Se r ∩ b1 = {P1} e r ∩ b2 = {P2} com P1 e P2 pontos distintos, então
b1 é paralelo a b2.

MAT B 269

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II. r ∩ b1 = ∅ e r ∩ b2 = ∅, então b1 é paralelo a b2 ou b1 é coin-
cidente de b2.
III. Se existem dois pontos distintos em r ∩ b1, então r ∩ b1 = r.
É correto afirmar que:
a) Apenas I é verdadeira.
b) Apenas II é verdadeira.
c) Apenas III é verdadeira.
d) Apenas I e II são verdadeiras.
e) Apenas II e III são verdadeiras.
7. (UPE-2016) Analise as afirmativas a seguir, relativas à geometria
espacial e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas.
( ) Se uma reta está contida em um plano, então toda reta per-
pendicular a ela será perpendicular ao plano.
( ) Se dois planos distintos são paralelos, então toda reta perpen-
dicular a um deles é paralela ao outro.
( ) Se dois planos distintos são paralelos a uma reta fora deles,
então eles são paralelos entre si.
( ) Se dois planos distintos são paralelos, qualquer reta de um
deles é paralela a qualquer reta do outro.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
a) F, F, V, V. d) V, F, F, V.
b) F, V, V, F. e) V, V, F, F.
c) F, F, F, F.
8. (Esc. Naval-2013) Nas proposições abaixo, coloque (V) na coluna à
esquerda quando a proposição for verdadeira e (F) quando for falsa.
( ) Se uma reta é perpendicular a duas retas distintas de um plano,
então ela é perpendicular ao plano.
( ) Se uma rota é perpendicular a uma reta perpendicular a um
plano, então ela é paralela a uma reta do plano.
( ) Duas retas perpendiculares a um plano são paralelas.
( ) Se dois planos são perpendiculares, todo plano paralelo a um
deles é perpendicular ao outro.
( ) Se três planos são dois a dois perpendiculares, eles têm um
único ponto em comum.
Lendo-se a coluna da esquerda, de cima para baixo, encontra-se
a) F, F, V, F, V.
b) V, F, V, V, F.
c) V, V, F, V, V.
d) F, V, V, V, V.
e) V, V, V, V, V.
9. (ITA-2013) Das afirmações:
I. Duas retas coplanares são concorrentes;
II. Duas retas que não têm ponto em comum são reversas;
III. Dadas duas retas reversas, existem dois, e apenas dois, planos
paralelos, cada um contendo uma das retas;
IV. Os pontos médios dos lados de um quadrilátero reverso defi-
nem um paralelogramo.
É(São) verdadeira(s) apenas
a) III.
b) I e III.
c) II e III.
d) III e IV.
e) I e II e IV.
10. (Faap) Dividir um segmento de medida 144 em quatro partes, tais
EM18_1_MAT_B_01

que: somando 5 à primeira parte, subtraindo 5 da segunda parte,


multiplicando a terceira por 5 e dividindo a quarta por 5 as medidas
resultantes em todas as partes sejam iguais.

270 MAT B

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tj-
ra
bb
Polígonos

it/
Sh
ut
te
rst
oc
k
POLÍGONOS I
Polígono e região poligonal • O polígono • Polígonos convexos e côncavos

APERTE O PLAY
Saiba mais
Como os favos das abelhas viram hexágonos Veja os passos de como construir
um hexágono com régua e com-
Desde que o mundo é mundo, os favos das abelhas fascinam pela complexidade e perfeição de passo:
sua geometria e inspiraram uma equipe de pesquisadores a desvendar o mistério de suas formas 1. Construa uma circunferência de
hexagonais. raio igual a 6 cm, depois trace um
diâmetro dessa circunferência,
Até Charles Darwin, autor da Teoria da Evolução, se rendia à casa das abelhas, considerando-as nomeando os pontos A e D.
"absolutamente perfeitas, economizando mão de obra e cera".
A equipe de pesquisadores de Bhushan Karihaloo, da Universidade de Cardiff, constatou que, antes
de se transformarem em hexágonos, os favos têm, inicialmente, a forma circular. Eles ganham a forma hexago- O
A D
nal e levemente arredondada ao longo da construção das fileiras, prateleiras onde são depositados pólen e mel.
Em artigo publicado na revista da Royal Society britânica, os especialistas explicam que o mecanismo desta
transformação se dá no escoamento da cera derretida, que uniria os favos vizinhos.
2. Com a ponta seca do compasso
Inúmeras hipóteses foram elaboradas ao longo dos séculos na tentativa de explicar a geometria impressio- em A e abertura de medida AO,
nante das colmeias. Já se acreditou, inclusive, na insólita capacidade que estes insetos teriam para fazer com- trace os pontos B e F na circun-
plexos cálculos matemáticos a fim de medir as larguras e os ângulos. ferência. Analogamente, com a
ponta seca do compasso em D e
Mas segundo o estudo, a explicação está nas propriedades físicas da cera utilizada para construir os favos abertura de medida DO, trace os
pontos C e E na circunferência.
circulares.
F E
Numa temperatura de aproximadamente 45°, a cera começa a derreter como um líquido elástico, viscoso.
Ela se estica como um caramelo, e os ângulos se formam na junção das células, dando origem aos hexágonos.
O D
De acordo com os pesquisadores, o calor na origem desta transformação é fornecido pelas abelhas operárias A

que trabalham sem parar, lado a lado, na construção das fileiras.


B C

• Observe que os arcos passam


(Disponível em: <http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/como-os-favos- pelo centro da circunferência.
das-abelhas-viram-hexagonos>. Acesso em: 25 ago. 2017.) 3. Una os pontos, formando assim o
hexágono regular ABCDEF.
● Considerando o polígono que constitui o favo de mel, responda às questões:
F E
a) Qual o número de lados desse polígono?
Cada polígono possui 6 lados. O D
A
b) Qual o perímetro desse polígono, considerando que cada lado mede 0,3 cm?
Se cada lado mede 0,3 cm, o perímetro do polígono (hexágono) equivale a 1,8 cm. B C

OP: Construções geométricas


com régua e compasso auxiliam na
percepção das características das
figuras construídas e facilitam a re-
solução dos exercícios. Por exemplo,
ao construir esse hexágono regular,
o aluno percebe a propriedade de
ele ser composto por seis triângulos
Tischenko Irina/Shutterstock

equiláteros.
EM18_1_MAT_B_02

MAT B 271

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Polígono e região poligonal
Linha Poligonal A região interna a um polígono é a região
plana delimitada por um polígono.
É um conjunto de segmentos de retas A
sucessivas e não colineares.
a b c

retas sucessivas colineares E

a b c B Polígono
ABCDE

retas sucessivas não colineares


Uma linha poligonal pode ser: C D

● fechada ou aberta: é fechada se suas A


extremidades coincidem, caso contrá-
rio é uma linha poligonal aberta.
● simples ou não simples: em uma linha E
poligonal simples, os únicos pontos co- B
Região
poligonal
muns a dois lados são os vértices, caso ABCDE
contrário é uma linha poligonal não
simples.
C D
Muitas vezes a palavra polígono encontra-
-se identificada como a região localizada den-
tro da linha poligonal fechada, mas polígono
representa apenas os segmentos de reta que
Linha poligonal Linha poligonal compõem a linha poligonal fechada.
simples e fechada não simples e fechada
Considerando as duas figuras anteriores,
observa-se que:
● os segmentos AB, BC, CD, DE e EA são
os lados do polígono e da região poli-
gonal;

Linha poligonal Linha poligonal ● os pontos A, B, C, D, E são os vértices da


simples e aberta não simples e aberta região poligonal e do polígono;
A partir de agora podemos começar a es- ● dois lados que têm um vértice comum
tudar os polígonos. Linha poligonal fechada (ou uma extremidade comum) são la-
ou polígono é uma figura geométrica cuja dos consecutivos;
palavra é proveniente do grego poli (muitos) ● dois lados não consecutivos não têm
+ gonos (ângulos). vértice (ou extremidade) comum;
C
● dois ângulos de um polígono são con-
G F
secutivos se têm um lado do polígono
D C comum;
A ● um polígono de n vértices possui n la-
E dos e n ângulos;
D
● a soma dos lados é o perímetro do po-
C
lígono.
A B
Os ângulos da linha poligonal, da região
B A B poligonal fechada e do polígono são: A, B, C,
D e E.
EM18_1_MAT_B_02

272 MAT B

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O polígono
Seja A1, A 2 , A 3 , A 4 ,..., A n uma sequência de
n pontos distintos de um plano, com n ≥ 3. Elementos Saiba mais
Qual a origem das figuras
Consideremos os n segmentos de retas conse- ● Vértice: extremo de um dos segmentos geométricas?
cutivos dados por A 1A 2 , A 2 A 3 ,..., A n −1A n , A n A 1 que formam o polígono. Não é possível saber quando elas
surgiram com exatidão, pois não
de tal forma que ● Lado: cada um dos segmentos que for- existem registros e porque o conhe-
● nenhum par desses segmentos se inter- mam o polígono. cimento das figuras geométricas
compreende saberes diferentes: a
sectam, apenas seus pontos extremos. ● Diagonais: segmentos de reta com ex- percepção do desenho e o conceito
● dois desses segmentos que tenham tremidades em vértices não consecuti- matemático. Ou seja, uma criança
pode desenhar um quadrado sem
uma extremidade em comum não são vos. saber descrevê-lo (quatro lados e
colineares, ou seja, não estão contidos ● Ângulo interno: ângulo formado por quatro ângulos iguais). Até hoje
é possível encontrar povos nessa
em uma mesma reta. dois lados consecutivos. situação, como os índios cuicuros,
Ângulo externo: ângulo suplementar e do Centro-Oeste brasileiro. Mas
Nessas condições, a reunião desses n seg- ●
sabe-se que pouco depois de
mentos recebe o nome de polígono. adjacente a um ângulo interno. 2600 a.C., época da construção da
pirâmide de Gizé, no Egito, cuja
A A Observe o polígono a seguir.
base quadrada é bastante precisa,
AA o escriba Ahmes registrou cálculos
a1 de áreas de círculos, retângulos
e triângulos no papiro de Rhind
(nome do arqueólogo que o
a
b1 comprou). Também é sabido que
A entre 2000 e 1600 a.C. os babilônios
A já conheciam as figuras básicas (o
E
retângulo, o quadrado e o triângulo)
e b BB e calculavam sua área.
A e1
(UCHOA, L. Qual a origem das
Um polígono pode ser definido informal- figuras geométricas? Disponível
em: <http://revistaescola.
mente como uma figura fechada formada por abril.com.br/matematica/
vários segmentos consecutivos não colinea- fundamentos/geometria-origem-
d c figuras-geometricas-450656.
res que não se cruzam e somente se tocam c1 shtml>. Acesso em: 10 out. 2017.)
nos extremos.
D
D d1 CC
Veja alguns polígonos:
Curiosidade
A A
B
● Vértices: A, B, C, D e E
P
B [...]
A
B
● Lados: AB, BC, CD, DE e EA
A B Você já deve ter visto parafusos
P ● Diagonais: AC, AD, BD, BE e CE destes tipos:
A B B P
● Ângulos internos: a , b, c , d
 e e

A E F ● Ângulos externos: a 1 , b 1 , c 1 , d
 e e
1 1

B H
G
C
I
D K J

Polígonos convexos e côncavos


Polígono convexo P O mais comum é o primeiro, chamado
pelos mecânicos de sextavado. [...]
X Q Quando um mecânico está
Um polígono é convexo se toda reta de- concertando um defeito qualquer
terminada por dois vértices consecutivos numa máquina – por exemplo, um
automóvel – muitas vezes ele tem
deixa os demais vértices em um mesmo lado V
pouco espaço para trabalhar (em
(ou semiplano), dentre os determinados pela R
geral em posições desconfortáveis).
reta. Veja: Por essa razão, dos três parafusos
U apresentados, o mais cômodo é o
hexagonal, pois é o que pode ser
T S
apertado ou desapertado com giros
menores (60°), isto é, com movimen-
tos mais curtos do braço.
EM18_1_MAT_B_02

(Disponível em: <http://portal.


mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/
EnsMed/expensmat_iicap1.
pdf>. Acesso em: 5 out. 2017.)

MAT B 273

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 273 12/10/2017 19:59:11


A B A B
Nomenclatura de polígonos
C Num polígono o número de lados é igual
C E ao número de ângulos e são classificados
quanto ao número de lados.
E D D N.° Polígono
Nome do
de
Regular Irregular polígono
Polígono côncavo lados

Um polígono é côncavo se a reta determi-


nada por dois vértices consecutivos separa os 3 Triângulo
demais vértices em dois semiplanos. Veja:
A

Quadrilá-
4
tero
C
D
B

5 Pentágono

A
C
A B
H B
D 6 Hexágono
G C
G F
E
E
F D
7 Heptágono

Polígonos regulares e irregulares


Polígonos regulares: são aqueles que
possuem todos os lados e ângulos com me- 8 Octógono
didas iguais.

9 Eneágono

10 Decágono

Dodecá-
12
Polígonos irregulares: são aqueles que gono
não possuem ângulos ou lados com medidas
iguais.

20 Icoságono
EM18_1_MAT_B_02

274 MAT B

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 274 12/10/2017 19:59:12


Curiosidade
Inked Pixels/Shutterstock

MATEMÁTICA & CULTURA Exemplos de mosaicos são os vitrais


que podem ser encontrados em
construções antigas como igrejas,
por exemplo.
O que é um Mosaico?
Se você procurar um dicionário, ele vai lhe dizer Os polígonos regulares em uma ladri-
que a palavra mosaico significa dar forma ou arran- lhagem devem encher o plano em cada
jar pequenos quadrados em padrão de ladrilhagem. vértice, o ângulo interno deve ser um divisor exato de
As primeiras ladrilhagens foram feitas com ladri- 360 graus. Isto é verdade para o triângulo, o quadrado
lhos quadrados. e o hexágono, e você pode construir ladrilhagens tra-
Um polígono regular tem 3 ou 4 ou 5 ou mais balhando com estas figuras. Para todos os outros, os
lados e ângulos, todos iguais. Um mosaico regular ângulos internos não são divisores exatos de 360 graus,
significa um mosaico composto de polígonos regu- e consequentemente aquelas figuras não podem ladri-
lares congruentes. [lembre-se: Regular significa que lhar o plano. [...]
os lados do polígono são todos do mesmo compri- Mosaicos semirregulares
mento. Congruentes significa que os polígonos que Você pode também usar uma variedade de polí-
você une são todos do mesmo tamanho e forma.] gonos regulares para fazer mosaicos semirregula-
Apenas três polígonos regulares são usados no res. Um mosaico semirregular tem duas proprieda-
plano euclideano: triângulos, quadrados ou hexágo- des que são:
nos. Nós não podemos mostrar o plano inteiro, mas
• Ele é formado por polígonos regulares;
imagine que estes são pedaços tirados de um plano
que foi ladrilhado. Estão aqui os exemplos de: • O arranjo dos polígonos em cada vértice é
idêntico.

um mosaico de Aqui estão os oito mosaicos semirregulares:


triângulos

um mosaico de
quadrados
Inked Pixels/Shutterstock

3.3.3.4.4 3.3.4.3.4 3.4.6.4


um mosaico de
hexágonos

Quando você olha estes três exemplos você pode


facilmente observar que os quadrados estão alinha-
3.6.3.6 4.8.8
dos uns com os outros, enquanto os triângulos e os
hexágonos não. Também, se você olhar 6 triângu-
los de cada vez, eles formam um hexágono, assim
a ladrilhagem dos triângulos e a ladrilhagem dos
hexágonos são similares e não podem ser formadas
alinhando os ladrilhos com uma translação.
Você pode medir os ângulos internos de cada um 4.6.12 3.3.3.3.6
destes polígonos:

Medida do ângulo
Polígono
em graus
triângulo 60
quadrado 90 3.12.12
pentágono 108
hexágono 120
mais de seis lados mais de 120 graus

Agora é a sua vez!


Escolha alguns polígonos regulares, desenhe-os num papel resistente e cole-os compondo mosaicos
como os que foram sugeridos no texto.
EM18_1_MAT_B_02

MAT B 275

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3. Observe as seguintes figuras:
Resolvidos

1. Leia o texto e observe a imagem a seguir, em relação ao perímetro


urbano de uma cidade.
Prefeito discute perímetro urbano I II III
com conselhos municipais
Projeto apresentado aos conselhos visa planejar
o crescimento ordenado da cidade
O prefeito Murilo Zauith reuniu pela primeira vez na sexta-feira
passada os três conselhos municipais envolvidos com o planeja-
mento de Dourados. Estiveram presentes os integrantes do CMD
(Conselho Municipal de Desenvolvimento), CMDU (Conselho IV V
Municipal de Desenvolvimento Urbano) e Comdam (Conselho
a) Qual dessas figuras é um polígono regular?
Municipal de Defesa do Meio Ambiente). O assunto discutido foi a
proposta de ampliação do perímetro urbano, que está na Câmara b) Quais são os polígonos côncavos?
de Vereadores. c) Por que o polígono I é considerado convexo?
Juntamente com o secretário de Planejamento Antonio No- 99 Solução:
gueira, o prefeito fez uma explanação sobre o projeto, destacando
a necessidade de planejar Dourados para os próximos dez anos, a) II
buscando com isso evitar que a cidade continue crescendo de b) III, IV, V
forma desordenada. c) Um polígono é convexo se toda reta determinada por dois de
seus vértices deixa todos os demais vértices em um mesmo lado,
dentre os dois que a reta determina.
4. Qual dessas figuras não é um hexágono? Justifique sua escolha.

I II III IV
99 Solução:
A figura IV – Um polígono é uma figura fechada formada por vários
segmentos consecutivos não colineares que não se cruzam e somente
se tocam nos extremos.

(Disponível em: <www.bomdiadourados.com.br/2011/07/ Praticando


perimetro-urbano.html>. Acesso em: 4 abr. 2015.)

Sobre o perímetro urbano atual, pode-se afirmar que se trata de 1. (CEFET-RJ-2013) Manuela desenha os seis vértices de um hexá-
a) uma poligonal aberta. d) um polígono regular. gono regular (figura a seguir) e une alguns dos seis pontos com
b) uma poligonal fechada. e) um polígono complexo. segmentos de reta para obter uma figura geométrica. Essa figura
não é seguramente um:
c) um polígono convexo.
99 Solução: B
Analisando o perímetro urbano atual da cidade de Dourados,
observa-se que trata-se de uma poligonal fechada.
2. É possível identificar alguns tipos de polígonos neste mosaico.
Observe-o e indique quais são esse polígonos:

a) retângulo.
b) trapézio.
c) quadrado.
d) triângulo equilátero.
A única figura, dentre as alternativas, que não pode
ser formada é um quadrado. A imagem mostra
que se pode formar um triângulo retângulo, um
trapézio e um triângulo equilátero ao unir pontos
desenhados por Manuela.
EM18_1_MAT_B_02

99 Solução:
Quadrado, triângulo e hexágono.

276 MAT B

PG18LP311SDM0_MIOLO_EM18_1_MAT_L1_LP.indb 276 12/10/2017 19:59:16


2. Observe a imagem a seguir, que representa o percurso de uma 4. Observe a figura a seguir, que representa uma região poligonal
corrida. numa malha pontilhada.

Sobre o polígono que define tal região poligonal, pode-se afirmar


que representa um polígono
a) não convexo.
(Disponível em: <www.assessocor.com.br/arquivos/Eventos/Triativa/ b) complexo.
Percurso_10km_X_Corrida_do_Exercito.jpg>. Acesso em: 6 abr. 2015.) c) regular.
Considerando o trajeto destacado na imagem, pode-se afirmar que d) convexo.
se trata de um polígono Analisando o polígono apresentado, observa-se que pelo menos uma reta, que contém
um lado qualquer do polígono, intercepta outro lado. Logo, o polígono é não convexo.
a) convexo.
b) complexo.
c) não convexo.
d) regular.
Analisando o polígono apresentado, observa-se que pelo menos uma reta, que contém
um lado qualquer do polígono, intercepta outro lado. Logo, o polígono é não convexo. 5. Suponha que as quatro paredes de uma cozinha possuem a mesma
área e serão pavimentadas com lajotas de cerâmica, conforme
imagem a seguir:
visivastudio/Shutterstock

3. Observe as figuras, que são polígonos convexos e não convexos.

Se a área de cada parede é de 9 metros quadrados e considerando


que a área de cada lajota equivale a 0,20 metros quadrados, qual a
quantidade aproximada de lajotas que será utilizada na pavimen-
tação das paredes?
a) 18
b) 45
c) 90
Considerando todos os polígonos não convexos, é correto afirmar d) 135
que a soma do número de lados de todos eles é e) 180
a) 7 Os polígonos não convexos são:
Como a área total que será revestida equivale a 36 metros quadrados e como cada lajota
b) 24 equivale a 0,20 metros quadrados, tem-se que a quantidade aproximada de lajotas que
5 36
c) 29 será utilizada na pavimentação das paredes equivale a = 180 lajotas.
6 0,20
7
d) 35
e) 59
9
8
Logo, a soma procurada é 5 + 6 + 8 + 7 + 9 = 35
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MAT B 277

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6. Leia o texto e observe a imagem a seguir, em relação às calçadas
de São Paulo.
Avaliação das calçadas da capital

(Disponível em: <https://tinyurl.com/htszezr>


Acesso em: 03 mar. 2017. Adaptado.)

A partir das informações do texto, as peças do Tangram são


a) sete polígonos côncavos.
b) apenas triângulos isósceles.
c) apenas quadriláteros regulares.
Faça um teste: escolha uma rua qualquer de São Paulo e tente
d) dois trapézios e cinco triângulos.
caminhar em linha reta, a passos normais, pela calçada. Em pou-
cos minutos, ficará evidente que a tarefa beira o impossível. Uma e) dois quadriláteros e cinco triângulos.
coleção de acidentes geográficos obriga o desavisado pedestre 2. C2:H7 (CPS-2015) A arte e a arquitetura islâmica apresentam os
a desenvolver agilidade de atleta para superar desafios como ir à mais variados e complexos padrões geométricos.
padaria da esquina. O “salto sobre buraco”, a “escalada de degraus”
Na Mesquita de Córdoba, na Espanha, podemos encontrar um dos
e o “slalom entre postes” estão entre as modalidades mais popu-
mais belos exemplos dessa arte. O esquema geométrico da Figura 1
lares. E, como em um esporte radical de verdade, os praticantes
é um dos muitos detalhes dessa magnífica obra.
arriscam a integridade física.
Figura 1
(Disponível em: <http://vejasp.abril.com.br/materia/avaliacao-
calcadas-sao-paulo/>. Acesso em: 6 abr. 2015.)

Suponha que serão revitalizados 5 000 metros quadrados de calça-


da. Metade desse pavimento deverá ser constituída por ladrilhos
escuros e a outra metade, por ladrilhos claros. Se cada ladrilho
quadrado possui 2,5 centímetros de lado, quantos ladrilhos escuros
serão necessários, aproximadamente?
a) 800 · 104
b) 103
c) 2 · 103
d) 400 · 104
e) 400 (Fonte das figuras desta questão: BROUG, Eric. Islamic: Geometric
Como serão pavimentados 5 000 metros quadrados de calçada e como meta- Patterns. Londres. Thames & Hudson, 2008. Adaptado.)
de desse pavimento deverá ser constituído por ladrilhos escuros, tem-se que a
área ocupada por esse tipo de ladrilho equivale a 2 500 metros quadrados. Como Assinale a alternativa que apresenta o padrão geométrico cuja
cada ladrilho quadrado possui lado igual 2,5 cm, tem-se que a área é igual a repetição compõe a Figura 1.
2 500
6,25 cm² = 6,25 · 10-4 m². Assim, serão necessários = 400 ⋅10 4 ladrilhos a) d)
6,25 ⋅10
−4
escuros.

Desenvolvendo Habilidades
b) e)
1. C2:H7 (CPS-2017 – adap.) O Tangram é um quebra-cabeça chinês.
Há uma lenda sobre esse quebra-cabeça que afirma que um jovem
chinês, ao despedir-se de seu mestre, para uma longa viagem pelo
mundo, recebeu uma tábua quadrada cortada em 7 peças (um
quadrado, um paralelogramo e cinco triângulos).
Assim o discípulo poderia reorganizá-las para registrar todas
as belezas da viagem. Lendas e histórias como essa sempre cercam
a origem de objetos ou fatos, a respeito da qual temos pouco ou c)
nenhum conhecimento, como é o caso do Tangram. Se é ou não
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uma história verdadeira, pouco importa: o que vale é a magia,


própria dos mitos e lendas.

278 MAT B

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3. C2:H7 (CP2-2016) O Tangram é um quebra-cabeça chinês formado terais do terreno. Ela sabe que conseguirá plantar um número maior
por 7 peças com as quais podemos formar várias figuras, utilizando de mudas em seu pomar se dispuser as covas em filas alinhadas
todas as peças e sem sobrepô-las. paralelamente ao lado de maior extensão.
O número máximo de mudas que essa pessoa poderá plantar no
1 2 espaço disponível é
a) 4 d) 12
3 b) 8 e) 20
c) 9
4 7
6. C2:H8 (IFCE-2014) Um robô, caminhando em linha reta, parte de
um ponto A em direção a um ponto B, que distam entre si cinco
5 metros. Ao chegar ao ponto B, gira novamente 60° à esquerda e
6 caminha mais cinco metros, repetindo o movimento e o giro até
retornar ao ponto de origem. O percurso do robô formará um