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Avaliação do comportamento mecânico do concreto com a

substituição do agregado miúdo por vidro


Camila Cunha Paiva, Leyliane Oliveira de Lima

Instituto de Engenharia Civil – Centro Universitário do Triângulo (UNITRI)


Caixa Postal 309 – 38.411-106 – Uberlândia – MG – Brasil
camilapaiva74@gmail.com, leylioliveira25@gmail.com

Abstract. The present article aims to evaluate the mechanical behavior of


compression test concrete bodies, molded from the partial replacement of
small aggregates in a reference traces of ground glass in percentages of 5%,
10%, 15%, 20 % and 25%. The results indicated that there was a reduction in
the compressive strength of the test specimens with glass. However, the test
specimens with proportions of 5%, 10%, 15% and 25% presented a greater
reduction of this resistance, proportion of 20% glass in its composition, this
reduction was lower.

Resumo. O presente artigo tem como objetivo avaliar o comportamento


mecânico de corpos de provas de concreto submetidos à compressão,
moldados a partir da substituição parcial de agregado miúdo em um traço de
referência por vidro moído em percentuais de 5%, 10%, 15%, 20% e 25%. Os
resultados apontaram que houve uma redução da resistência a compressão
dos corpos de provas com vidro, entretanto, os corpos de provas com
proporções de 5%, 10%, 15% e 25%, apresentaram uma maior redução desta
resistência, já os com a proporção de 20% de vidro na sua composição, esta
redução foi menor.

1. Introdução
A construção civil é uma das principais atividades para o desenvolvimento
socioeconômico da humanidade. Logo, é uma das áreas mais conhecidas como geradora
de impactos ambientais, pois consome boa parte dos recursos naturais e gera uma
quantidade de resíduos volumosa. Neste sentido, em busca da preservação do meio
ambiente, o ramo da construção civil tem como desafio à procura de ações eficazes para
o desenvolvimento sustentável.
Este setor está em constante evolução e é de extrema importância na criação de
tecnologias inovadoras em função da utilização dos recursos naturais de maneira
moderada e da reutilização dos resíduos. Desta maneira, atualmente, estudam-se novas
alternativas para os materiais comuns já utilizados nos canteiros de obras, com o
objetivo de melhorar as propriedades dos materiais e, até mesmo, a criação de novos,
buscando construir de maneira sustentável a preservar o meio ambiente.
Compreende-se, desta forma, que a busca pela sustentabilidade é uma estratégia
adotada para a redução dos impactos ambientais gerados pela construção civil. Assim,
um dos objetivos atuais da engenharia civil é atender as necessidades humanas atuais,
como moradia, saneamento, transporte, sem prejudicar as futuras gerações, estando
ligados de forma direta com o desenvolvimento material e econômico sem prejudicar o
meio ambiente.
Neste artigo, estuda-se o vidro como material que poderá ser adicionado na
mistura da composição do concreto. São desenvolvidas pesquisas em tecnologia do
concreto para a implantação de inovações na fabricação ou reutilização do mesmo,
tendo assim como objetivo torna-lo cada vez mais eficiente, com a redução dos
impactos que podem ser gerados pela a sua produção e utilização.
Sabe-se que o vidro é composto de uma mistura de sílica (SiO2), barrilha
(Na2CO3), calcário (CaCO3), feldspato (Si4O8) e aditivos que formam uma massa
semilíquida. A principal matéria prima do vidro é a sílica (areia), em sua forma original.
Este composto é um óxido metálico, super-resfriado e transparente, com uma elevada
dureza e biologicamente inativa, propriedades estas que podem ser modificadas com a
adição de outros compósitos ou tratamentos de calor em busca da diversificação na
utilização do vidro, como por exemplo, na utilização em garrafas, construção civil,
doméstico, em fibras de vidro e em vidros técnicos.
Nem sempre o vidro é descartado de maneira adequada, descartes estes sendo
realizados na beira dos rios, colocando-os em sacolas plásticas, juntamente com o lixo
comum. Deste modo, a geração de resíduo de vidro é um fator preocupante para o meio
ambiente.
Uma alternativa para fazer com que o descarte e a reutilização do vidro se torne
melhor viabilizada é utilizar os resíduos de vidro como fração de agregado miúdo na
composição de concreto para a construção civil. Portanto, realizou-se neste trabalho
uma avaliação do comportamento mecânico do concreto com a substituição parcial do
agregado miúdo por vidro.

2. Objetivos
Neste Trabalho avaliou-se o comportamento mecânico do concreto, com a substituição
parcial do agregado miúdo por vidro.
Objetiva-se, por meio deste artigo, os seguintes estudos:
• Dosar diferentes traços de concreto com a substituição parcial da areia por pó de
vidro, porcentagens de substituição essas: 0, 5, 10, 15, 20 e 25%;
• Confeccionar corpos de provas a fim de analisar o seu comportamento em estado
fresco, seguindo as normas: ABNT NBR 5738:2015; e ABNT NBR NM
67:1998;
• Avaliar o comportamento mecânico do concreto com diferentes traços de pó de
vidro comparando-os com traços sem a adição do pó de vidro, sendo este
comportamento: resistência a compressão, seguindo as normas: ABNT NBR
5739: 2018;
• Determinar a absorção de água por imersão, seguindo a norma ABNT NBR
9778: 2005.
3. Fundamentação teórica

3.1 Construção civil


A construção civil é uma das áreas de maior potencial para o desenvolvimento
socioeconômico. Sendo assim, os profissionais da construção civil, estão sempre em
busca de novas tecnologias, com o objetivo de aperfeiçoar em todas as suas vertentes. A
construção civil é uma causadora de impactos ambientais, por isto, na criação de novas
tecnologias, busca-se encontrar materiais e métodos que ajude a reduzir a quantidade de
resíduo de construção civil descartado e a redução da extração de matéria prima natural
não reutilizável, preservando assim o nosso meio ambiente, concomitantemente a alguns
conceitos de Roth e Garcia (2009).

3.2. Concreto
Existem diversos materiais que são utilizados na construção civil, cada um com sua
determinada aplicação. Um dos materiais mais utilizados na construção civil é o
concreto, dentre os componentes mais comuns estão os que são utilizados na
composição de concretos (cimento Portland e agregados como areia e brita). Deste
modo, busca-se estudar alternativas de materiais que possam ser utilizados na
composição dos mesmos, visando como por exemplo a redução da retirada de matéria
prima natural não reciclável do meio ambiente (areia). (MARQUES, 2006)
O concreto é um compósito formado pela mistura de cimento Portland,
agregados e água. Pode-se utilizar este cimento de qualquer tipo, sendo utilizado de
acordo com a destinação desejada, e os agregados podem ser graúdos e miúdos, os mais
utilizados são a areia e a brita. Conceito este citado no item 3.1 da ABNT NBR 12655
(2015):
“Concreto de cimento Portland material formado pela mistura
homogênea de cimento, agregados miúdo e graúdo e água, com ou
sem a incorporação de componentes minoritários (aditivos químicos,
pigmentos, metacaulim, sílica ativa e outros materiais pozolânicos),
que desenvolve suas propriedades pelo endurecimento da pasta de
cimento (cimento e água). Para os efeitos desta Norma, o termo
“concreto” se refere sempre a “concreto de cimento Portland” (ABNT
NBR 12655: 2015, Concreto de cimento Portland – Preparo, controle,
recebimento e aceitação – procedimento, p.9)

3.3. Agregados miúdos e graúdos


Definido no item 3.20 ABNT NBR 12655 (2015), “como material granular com
propriedades e dimensões adequados para a utilização no concreto.”
Conforme citado na ABNT NBR 7211 (2009), podem ser classificados
agregados graúdos, materiais cujo os grãos são passantes na peneira de malha 75mm e
que ficam retidos na peneira de malha 4,75 mm. Já os grãos passantes na peneira de
malha 4,75 e retidos na peneira de malha 150µm, são considerados agregados miúdos. A
definição das quantidades passantes e em quais malhas é retirada através de ensaio, de
acordo com a ABNT NBR NM 248 (2003), e as peneiras definidas pela norma ABNT
NBR NM ISO 3310-1 (2010).
3.4. Areia
A areia é um agregado miúdo de origem natural, podendo ser encontrada acumulada em
lagos, rios e em áreas costeiras e que para a sua utilização na construção civil, pode-se
encontrar a mesma no mercado com diferentes caracterizações (areia fina, média e
grossa). (LA SERNA E REZENDE, 2009).
Na construção civil, um dos essenciais recursos naturais é a areia, e a atividade
de extração da mesma do meio ambiente é causadora de impactos ambientais negativos.
Em decorrência desses e outros impactos ambientais, busca-se alternativas para a
redução da extração da mesma (NOGUEIRA, 2016).

3.5. Vidro
Para Ferrari e Jorge (2010) o vidro é uma substância homogênea, inorgânica e amorfa,
tendo como suas principais características, a transparência, dureza, durabilidade, ele é
um ótimo isolante elétrico, com baixa condutividade térmica e a possibilidade de uma
reciclagem total.
O Brasil produz em média 980 mil toneladas de embalagens de vidro por ano. O
mesmo cita que no Brasil cerca de 3% dos resíduos urbanos correspondem a produtos
provenientes do vidro e que 1% desses resíduos correspondem a embalagens de vidro.
(CEMPRE ,2018)
Benatti e Azambuja (2016) destacam que, devido ao seu baixo preço por quilo, o
vidro não é um material muito valorizado pela a reciclagem e que isto faz com que o
mesmo tenha uma grande disponibilidade. Fazendo-se assim possível a utilização do
vidro no concreto, acarretando na redução da contaminação causada pelo o descarte
excessivo deste material e reduzindo a quantidade de recurso natural retirado do meio
ambiente.
Fávero (2009) cita que o vidro é uma matéria 100% reciclável e que devido sua
grande massa específica, consequentemente se tem um alto custo de transporte para a
reciclagem, fazendo com que o vidro seja descartado de maneira inadequada em aterros
e depósitos de lixo.

3.6. Substituição parcial da areia por vidro


Na busca por melhorias do comportamento do concreto, estudam-se vários tipos de
materiais em sua composição. Pesquisas já realizadas levantam a possibilidade de um
desses materiais ser o vidro moído, como agregado miúdo, em substituição da areia.
(MIRANDA JR E PAIVA, 2012)
Na pesquisa de Righi, et al., (2012), é citado que a utilização do vidro
incorporado no concreto é uma alternativa sustentável. Este procedimento acaba por
reduzir a quantidade de vidro que é descartado nos aterros e lixões.
No trabalho realizado por Fávero (2009), o autor afirma que o vidro tem em suas
propriedades, a alta resistência a tração, flexão, compressão e ao desgaste. Visto que, o
vidro possa ser qualificado como um material em potencial para uso no concreto, em
decorrência da formação da sua matéria, na qual é composta por 70% de sílica (SiO2),
proporcionando assim, boas propriedades pozolânicas.
Durante pesquisas realizadas em decorrer da incorporação de vidros no concreto,
presume-se a possibilidade da ocorrência de reação álcali-sílica entre os álcalis do
cimento e a sílica do vidro. Portanto, fazendo uma restrição do uso deste material no
concreto. (NEVILLE, 1997).
Tendo como definição do que é a reação álcali-sílica, segundo ABNT NBR
15577-1 (2008) apud, Nogueira (2010, p.10): “É o tipo de reação álcali-agregado em
que participam a sílica reativa dos agregados e os álcalis, na presença do Ca(OH)2
(hidróxido de cálcio) originado pela hidratação do cimento, formando um gel
expansivo”.
A reação álcali-sílica se inicia através do acometimento dos minerais siliciosos
do agregado pelos os hidróxidos alcalinos resultantes dos álcalis do cimento. Devido
esta reação, acontece-se a criação de um gel de álcali-silicato nos planos mais fracos ou
poros do agregado, local onde encontra-se a sílica ativa ou até mesmo na superfície do
agregado. (NEVILLE, 1997).
Alves (1982), destaca que em cimentos com porcentagem maior que 6% de
álcalis, é recomendado a adição de pozolanas para minimizar os efeitos da reação álcali-
agregados.
Durante pesquisa Shao, et al., (2000) apud, Ribeiro (2015) os autores aferiram
que os concretos que foram produzidos com vidro miúdos com granulometrias menores
que 75 µm, teve suas propriedades mecânicas melhoradas em função das reações
pozolânicas. Assim, concretos com vidros de maiores granulometrias, apresentavam
problemas de expansões, causadas devido a reação álcali-sílica.

4. Metodologia

4.1 Revisão
A princípio, realizou-se pesquisa bibliográfica sobre o assunto, aprofundando os
conhecimentos teóricos sobre o tema que será abordado neste estudo. Para a realização
do projeto, deve-se equiparar os conhecimentos dos pesquisadores, buscando nas
pesquisas alterações que podem influenciar o desempenho do concreto com substituição
parcial do agregado miúdo por vidro.

4.2 Traço
Após pesquisa bibliográfica, escolheu-se o traço e os materiais que foram utilizados na
confecção dos corpos de provas para estudo. Para a execução dos corpos de provas
tomou-se como referência o traço estudado por Barbosa e Bastos (2008) de proporção
1:2,08:2,32:0,5(cimento:areia:vidro:brita:a/c) em massa, com previsão de resistência
compressão de 30 MPa aos 28 dias. A substituição do agregado miúdo por vidro moído
foi feita nos percentuais de 5%, 10%, 15%, 20% e 25%.

4.3 Materiais
Para a confecção dos corpos de provas, utilizou-se o cimento CPII E – 32, da marca
Cauê. Encontra-se o mesmo em lojas de materiais de construção civil na cidade de
Uberlândia-MG.
Utilizou-se como agregado graúdo, brita nº1 e como agregado miúdo utilizou-se
a areia média, encontrada na região de Uberlândia-MG. Realizou-se a caracterização do
agregado miúdo, seguindo parâmetros da ABNT NBR NM 248 (2003).
Na confecção dos corpos de prova, utilizou-se vidros provenientes de garrafas de
bebidas. Obteve-se as mesmas, através de recolhimento nas ruas da cidade de
Uberlândia-MG.
Para a presente pesquisa, confeccionou-se 15 corpos de provas cilíndricos, para
cada traço, com dimensões de 10cm de diâmetro e 20cm de altura, tamanho este citado
pela a ABNT NBR 5738 (2015). A tabela 1 mostra a quantidade de materiais para cada
traço.
Tabela 1. Quantidade de material para cada traço

1:2,08:2,32:%Vidro:0,5
Traço % de vidro Cimento Areia Brita Vidro a/c
1 0 1,00 2,08 2,32 0,00 0,50
2 5 1,00 1,98 2,32 0,10 0,50
3 10 1,00 1,87 2,32 0,21 0,50
4 15 1,00 1,77 2,32 0,31 0,50
5 20 1,00 1,66 2,32 0,42 0,50
6 25 1,00 1,56 2,32 0,52 0,50

4.4 Preparação do vidro


Primeiramente, realizou-se a lavagem das embalagens de garrafas, removendo seus
rótulos. Posteriormente, as mesmas foram-se moídas artesanalmente, buscando-se obter
o pó de vidro. Como demonstrado na figura 1 a moagem do mesmo.

Figura 1. Moagem Manual do vidro


Fonte: AUTOR, 2018

No intuito de se obter uma curva granulométrica do vidro moído e da areia


utilizada na confecção dos corpos de prova, seguindo parâmetros da ABNT NBR NM
248: 2003, peneirou-se a areia e o vidro moído obtido manualmente. Através deste
peneiramento obteve-se a curva granulométrica característica dos mesmos. Realizou-se
também o ensaio de umidade da areia, com a areia utilizada na confecção dos corpos de
prova.

4.5 Mistura do traço


Misturou-se os materiais mecanicamente, através de uma betoneira. Após esta mistura
realizou-se o ensaio do concreto em seu estado fresco (slump), pelo o abatimento do
tronco de cone, obedecendo-se a norma técnica ABNT NBR NM 67 (1998).
Em seguida, confeccionou-se os corpos de provas, sendo estes moldados
respeitando-se a norma ABNT NBR 5738 (2015). Demonstrou-se a quantidade de
materiais em cada traço na tabela 1, para cada traço com diferente porcentagem de vidro
em sua composição.
Resultando-se em um total de 90 corpos de provas. Na figura 2 mostra-se os
corpos de prova recém confeccionados, ainda na forma. Durante os seus dias de cura,
seguindo parâmetros da ABNT NBR 9479 (2006) para tanque de cura, os corpos de
provas ficaram imersos em um tanque com água não corrente saturada com cal, até o dia
do seu rompimento.

Figura 2. Corpos de provas confeccionados


Fonte: AUTOR, 2018

Realizou-se ensaio da determinação de absorção de água por imersão, seguindo


parâmetros da norma ABNT NBR 9778 (2005). Determinou-se a resistência a
compressão, através de ensaio, obedecendo-se as normas ABNT NBR 5739 (2018).

5. Resultados e discussões

5.1 Ensaio granulométrico da areia natural e do vidro moído


Realizou-se ensaio granulométrico da areia e do vidro utilizados na fabricação dos
corpos de provas. Obtendo-se assim a curva granulométrica característica da areia e do
vidro. Estão demonstradas na figura 3 as peneiras utilizadas no ensaio. Pode-se observar
as curvas granulométricas dos agregados miúdos, no gráfico 1 e 2, nas tabelas 2 e 3
pode-se conferir a quantidade de material acumulado em cada peneira.
Figura 3. Peneiras utilizadas no ensaio granulométrico da areia e do vidro
Fonte: AUTOR, 2018

Tabela 2. Resultado da análise granulométrica da areia

Massa (%)
Peneira
Retida Retida
n.º (mm) (g) Individual Acumulada
4 4,75 0,0 0,00 0,00
8 2,36 0,0 0,00 0,00
20 0,85 312,1 34,71 34,71
30 0,60 224,9 25,02 59,73
40 0,42 111,5 12,40 72,14
50 0,30 104,5 11,62 83,76
80 0,18 100,7 11,20 94,96
100 0,15 21,6 2,41 97,37
200 0,07 19,9 2,21 99,58
Fundo - 3,8 0,42 100,00
Total 899,0 100,0
Diâmetro máximo (mm) 2,36
Módulo de finura 2,41
Gráfico 1. Curva granulométrica característica da areia natural

ABNT NBR 6502 (1995) afirma que areia com granulometria de 0,06mm à
0,2mm, são classificadas como areia fina, logo depois, grãos de 0,2mm à 0,6mm,
classifica-se como areia média e grãos com granulometria entre 0,6mm à 2mm, são
classificados como areia grossa.
Tabela 3. Resultado da análise granulométrica do vidro

Massa (%)
Peneira
Retida Retida
n.º (mm) (g) Individual Acumulada
4 4,75 4,3 0,86 0,86
8 2,36 163,7 33,00 33,86
20 0,85 199,4 40,19 74,05
30 0,60 38,4 7,73 81,79
40 0,42 18,2 3,66 85,45
50 0,30 18,6 3,75 89,20
80 0,18 23,2 4,68 93,88
100 0,15 8,2 1,66 95,53
200 0,07 13,5 2,72 98,25
Fundo - 8,7 1,75 100,00
Total - 496,0 100,00
Diâmetro máximo (mm) 4,75
Módulo de finura 3,01
Gráfico 2. Curva granulométrica característica do vidro moído

López (2005), observou em sua pesquisa que concretos com grãos de vidro com sua
faixa granulométrica entre 0,15-0,30mm demonstraram um aumento da tensão média de
ruptura, por consequência do preenchimento dos vazios pelo os vidros finos.
Tabela 4. Quantidade de agregado miúdo - grosso, médio e fino

Areia (%) Vidro (%)


Grosso 34,7149 Grosso 74,0539
Médio 49,0434 Médio 15,1414
Fino 16,2417 Fino 10,8047
Na tabela 4, apresenta-se a quantidade de vidro e areia, grossa, média e fina, em
porcentagem, presente na composição granulométrica dos mesmos. Observa-se que há
uma maior quantidade de material de granulometria média e o vidro predomina-se em
sua composição grãos grossos.

5.2 Ensaio da umidade da areia


Conforme demonstra-se na tabela 5, obteve-se o teor de umidade da areia. Com o
resultado da porcentagem do mesmo, pode-se obter a quantidade de água presente no
agregado miúdo utilizado na confecção dos corpos de provas para estudo.
O ensaio foi realizado seguindo parâmetros da ABNT NBR 6467 (2006). O teor
médio da areia entre as duas capsulas ensaiadas foi de 1,98%.
Tabela 5. Ensaio de Umidade da areia

Amostra 1 Amostra 2
Peso Peso da Peso Peso da
Peso seco Peso seco
úmido capsula úmido capsula
(g) (g)
(g) (g) (g) (g)
96,64 94,93 15,2 105,38 103,77 15,45
Teor de Umidade
2,14 Teor de Umidade 1,82
(%)
Média do teor de umidade (%) 1,98

5.3 Ensaio de abatimento por tronco cone (slump)


Após a mistura da massa, realizou-se o ensaio de abatimento por tronco cone (slump).
López (2005), constatou em seu estudo que quanto maior a proporção do vidro menor
será o resultado do seu slump, causando-se assim uma redução da relação água cimento,
reduzindo sua trabalhabilidade. Fazendo assim, com que, durante a mistura da massa de
concreto, adicionou-se água buscando-se uma melhor trabalhabilidade do mesmo, por
isto, a relação água cimento ficou em alguns casos maior do que a desejada no traço.
Esperava-se um slump de ±12cm para cada traço. Os resultados obtidos estão
demonstrados na Tabela 6. Observa-se que a relação a/c (água/cimento) em algumas
misturas, com determinadas proporções de vidro em sua composição, ultrapassou a
relação calculada no traço, ocorreu-se isto, por consequência da adição de mais água,
buscando uma melhor trabalhabilidade com o concreto.
Tabela 6. Resultados do ensaio de abatimento tronco cone

% de vidro Traço Slump (cm) Água (L) a/c


0 1 12,50 6,70 0,56
5 2 12,00 6,35 0,53
10 3 13,00 6,35 0,53
15 4 10,00 6,20 0,52
20 5 9,50 6,00 0,50
25 6 13,00 5,80 0,48
Média do slump 11,67

5.4 Ensaio de absorção de água por imersão


Com o intuito de analisar a absorção de água dos corpos de prova com vidro, realizou-se
o ensaio de absorção de água por imersão. A seguir a Tabela 7 apresenta, os resultados
médios para ensaio de absorção de água por imersão.
Pode-se dizer que, os corpos de prova com 5%, 10%, 15% e 25% de vidro em
sua composição, encontrava-se porosos. Pois, quanto maior a quantidade de grãos
grossos na areia e no vidro, se tem uma maior probabilidade do aumento da porosidade
do concreto, com isto, uma maior absorção de água.
Com o traço com 20% houve uma redução de aproximadamente 1,8% na
absorção, assim, pode-se dizer que na composição dos corpos de provas com 20% de
vidro em sua composição, possivelmente, por uma predominância de grãos finos de
vidro, colaborando para a redução da quantidade de vazios, reduzindo assim sua
porosidade.
Tabela 7. Ensaio de absorção por imersão

% de vidro 0% 5%
Corpo de prova 1 2 3 1 2 3
Peso após cura 3,92 3,85 3,85 3,80 3,86 3,82
Peso seco 3,65 3,54 3,53 3,48 3,54 3,52
Peso após secagem 3,89 3,82 3,82 3,86 3,83 3,79
Absorção 7,20 8,82 8,94 9,05 9,01 8,53
Somatória da absorção 24,96 26,59
Média da Absorção 8,32 8,86

% de vidro 10% 15%


Corpo de prova 1 2 3 1 2 3
Peso após cura 3,86 3,84 3,82 3,88 3,84 3,85
Peso seco 3,56 3,53 3,52 3,58 3,54 3,52
Peso após secagem 3,83 3,81 3,79 3,85 3,81 3,83
Absorção 8,40 8,73 8,46 8,46 8,36 9,49
Somatória da absorção 25,59 26,32
Média da Absorção 8,55 8,77

% de vidro 20% 25%


Corpo de prova 1 2 3 1 2 3
Peso após cura 3,80 3,88 3,79 3,84 3,84 3,83
Peso seco 3,51 3,59 3,50 3,54 3,54 3,54
Peso após secagem 3,77 3,85 3,76 3,81 3,81 3,81
Absorção 8,11 8,19 8,19 8,45 8,36 8,31
Somatória da absorção 24,50 25,11
Média da Absorção 8,17 8,37

5.5 Resistência a compressão


Realizou-se o ensaio de resistência a compressão nos corpos de provas. Apresenta-se os
resultados obtidos nos mesmos, na tabela 7. Moldou-se 4 corpos de provas para cada
porcentagem de vidro em suas idades diferentes, ou seja, 24 corpos de provas para cada
idade, retirou-se a média da resistência dos mesmos, obtendo-se a média do resultado de
resistência a compressão por porção de vidro.
Pode-se observar na Tabela 8 que para os corpos de provas com 7 dias de idade,
dos traços vidro em sua composição, o que apresentou um valor maior de resistência foi
o com 15% de vidro. Para os corpos de provas com 14 e 28 dias, o traço com vidro que
apresentou um valor maior de resistência foi o de 20%.
Tabela 8. Análise dos resultados do ensaio de resistência a compressão

7 dias
% de vidro 0% 5% 10% 15% 20% 25%
Corpo de prova Resistência a compressão (MPa)
1 22,20 24,30 21,80 24,10 24,10 22,20
2 30,10 22,20 21,60 24,30 21,50 20,00
3 21,60 24,00 22,40 21,50 24,50 22,50
4 21,30 19,70 18,90 23,30 19,10 21,60
Média 23,83 22,56 21,19 23,29 22,30 21,57
DP. Amostral 4,22 2,11 1,55 1,28 2,51 1,11
CV 5,65 10,67 13,64 18,26 8,87 19,35
Média esperada 26,00
Média total dos resultados 22,45

14 dias
% de vidro 0% 5% 10% 15% 20% 25%
Corpo de prova Resistência a compressão (MPa)
1 31,90 29,40 30,20 23,80 25,00 25,70
2 27,60 29,30 25,60 29,00 29,70 25,90
3 33,30 23,60 29,20 28,90 31,70 26,50
4 30,60 30,20 29,00 27,60 30,30 25,50
Média 30,86 28,13 28,50 27,30 29,14 25,90
DP. Amostral 2,43 3,04 2,00 2,43 2,91 0,43
CV 12,69 9,24 14,23 11,21 10,03 59,95
Média esperada 25,00
Média total dos resultados 28,31

28 dias
% de vidro 0% 5% 10% 15% 20% 25%
Corpo de prova Resistência a compressão (MPa)
1 33,80 29,00 28,70 26,90 33,30 28,70
2 31,70 28,00 27,70 30,90 30,40 29,40
3 37,30 27,40 32,60 31,30 31,80 27,10
4 33,60 34,80 30,40 32,50 34,50 29,00
Média 34,10 29,79 29,84 30,41 32,50 28,56
DP. Amostral 2,33 3,40 2,15 2,43 1,78 1,01
CV 14,61 8,77 13,91 12,51 18,22 28,32
Média esperada 30,00
Média total dos resultados 30,87
Confeccionou-se corpos de provas de concreto sem a adição de vidro, com o
mesmo também se realizou os ensaios, no intuito de utilizá-lo como referência de
resultado, comparando os resultados do mesmo com os corpos de provas com os traços
com vidro em sua composição.
Após a realização dos ensaios de compressão com todos os traços e suas
proporções de vidro, pode-se analisar a variação de resistência dos corpos de provas.
Apresenta-se assim o comportamento da resistência a compressão dos mesmos, com ou
sem a adição do vidro.
Analisou-se estatisticamente os resultados, calculando-se a média, desvio padrão
e coeficiente de variação, para cada porcentagem de adição de vidro, por idade dos
corpos de provas. Observa-se os resultados desses cálculos na tabela 8.
Analisando-se graficamente os resultados, observou-se que nos corpos de prova
com 14 dias de idades, os valores ficam dentro de uma faixa específica, deste modo,
obteve-se uma homogeneidade nos resultados, fazendo assim, com que se possa
escolher qualquer porcentagem de vidro que o comportamento do concreto será
praticamente o mesmo. Para os corpos de prova de 7 e 28 dias o gráfico demonstrou que
os resultados não ficaram dentro de uma faixa bem definida e não apresentou um
comportamento padrão, assim, pode-se concluir que os resultados não são homogêneos.
Gráfico 3. Gráficos da variação da resistência a compressão
5.6 Análise da porcentagem da redução da resistência a compressão do concreto
com adição parcial de vidro em relação ao concreto convencional
Com a redução da resistência a compressão dos corpos de provas com a adição de vidro
em relação aos sem a adição de vidro, analisou-se a porcentagem da redução da
resistência dos mesmos e retirou-se a média da mesma. A tabela 9 apresenta-se os
resultados.
Tabela 9. Análise da redução de resistência do concreto em porcentagem

7 dias 14 dias 28 dias


% % %
5% 5,33 5% 8,83 5% 12,65
10% 11,05 10% 7,62 10% 12,49
15% 2,24 15% 11,52 15% 10,83
20% 6,41 20% 5,56 20% 4,70
25% 9,49 25% 16,06 25% 16,25
Redução média 6,90 Redução média 9,92 Redução média 11,38
Pode-se afirmar que a redução da resistência a compressão está relacionada a
hidratação da mistura, ao aumento da absorção de água, a quantidade de grãos grossos
no agregado miúdo utilizado, vidro e areia, por consequência, ao aumento da porosidade
do concreto com a adição do vidro, deduz-se este aumento da porosidade através da alta
absorção, quando comparados ao concreto com 0% de vidro.

6. Conclusão
Analisou-se neste trabalho o comportamento mecânico do concreto com a substituição
parcial do agregado miúdo por vidro moído. Elaborou-se análise da areia e do vidro
moído através de ensaio granulométrico, ensaio de umidade da areia, ensaio de
abatimento tronco cone (slump), com a massa de concreto, confeccionou-se 90 corpos
de provas e para o mesmo realizou-se ensaio de resistência a compressão. Com o
resultado da resistência a compressão realizou-se uma análise do comportamento da
resistência dos corpos de provas com concreto convencional em comparativo com os
com vidro em sua composição.
Pode-se observar com os resultados obtidos, que os corpos de provas com 28
dias de idade e com 5%, 10%, 15% e 25% de vidro em sua composição, um aumento na
absorção de água, uma maior relação a/c (água/cimento) e um maior slump. Por
consequência, houve uma redução em sua resistência a compressão, perda esta, obtida
quando comparado os resultados dos corpos de provas sem adição de vidro em sua
composição, com suas porcentagens demonstradas na tabela 9.
Contudo, com os corpos de provas com 28 dias de idade e com 20% de vidro em
sua composição apresentou-se uma menor absorção de água em relação ao
convencional, o slump com um resultado menor e sua relação água cimento respeitando
a decidida para o traço, por consequência observa-se que obteve-se uma menor redução
em sua resistência, quando comparado aos corpos de provas com as demais proporções
de vidro.
Observando-se o resultado do cálculo da porcentagem de redução da resistência
todos os corpos de provas sofreram uma perda considerável em sua resistência. Assim,
esta perda pode ter sido causada por vários fatores. Dentre eles, decorrente da hidratação
do concreto, ou seja, relação água cimento maior do que a desejada no traço, pois,
quanto mais água menor será a resistência do concreto.
Enfim, esta perda de resistência é considerável, mas não desqualifica o uso do
concreto com vidro em sua composição, pois, não se precisa necessariamente ser
utilizado para função estrutural. Podendo-se utilizar o mesmo em calçadas,
revestimentos e acabamentos em geral. Assim sendo, deixa-se em aberto para novas
pesquisas relacionadas ao tema, como, reação álcali-agregado entre o vidro e o cimento,
e a busca por um traço ideal no intuito de utilizar o vidro no concreto.

7. Referências
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ABNT – NBR 9479: 2006. Argamassa e concreto — Câmaras úmidas e tanques para
cura de corpos-de-prova.
ABNT – NBR 9778: 2005 Versão Corrigida 2:2009. Argamassa e concreto endurecidos
- Determinação da absorção de água por imersão – Índice de vazios e massa
específica.
ABNT – NBR 12655: 2015. Concreto de cimento Portland — Preparo, controle,
recebimento e aceitação — Procedimento.
ABNT – NBR 7211: 2005. Agregados para concreto – Especificação.
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ABNT – NBR NM – ISO 3310-1: 2010. Peneiras de ensaio – Requisitos técnicos e
verificação - Parte 1:Peneiras de ensaio com tela de tecido metálico.
ABNT – 15577-1: 2008. Agregados – Reatividade álcali-agregado Parte 1: Guia para
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