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Relatório fisica experimental

Densidade de Sólidos
Engenharia de Materiais
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
5 pag.

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1. Objetivo
Determinar a densidade de sólidos regulares de composição desconhecida.

2. Fundamentação
2.1. Conceito de Densidade
A densidade absoluta é definida como a quantidade de massa em uma unidade de volume:

Eq. I

A densidade de sólidos e líquidos, segundo o Sistema Internacional de Unidades é expressa em


quilograma por metro cúbico – kg/m³. Entretanto, é mais comumente expressa em unidades de gramas
por centímetro cúbico (g/cm³) ou em gramas por mililitro (g/mL). A densidade absoluta é uma
propriedade específica, isto é, cada substância pura tem uma densidade própria, que a identifica e a
diferencia das outras substâncias.
A densidade relativa de um material é a relação entre a sua densidade absoluta e a densidade
absoluta de uma substância estabelecida como padrão. No cálculo da densidade relativa de sólidos e
líquidos, o padrão usualmente escolhido é a densidade absoluta da água, que é igual a 1,000 g/cm³.
A densidade de um sólido é em função da temperatura e, principalmente, da natureza da sua
estrutura cristalina, haja vista, que os diferentes polimorfos de um composto exibem diferentes
densidades.
A massa de um objeto é facilmente medida com uma balança; o volume de um objeto regular pode
ser calculado medindo-se e multiplicando suas dimensões. O volume de um objeto irregular pode ser
determinado pelo aumento aparente no volume de um líquido onde ele é mergulhado.

2.2. Método de Arquimedes


O princípio de Arquimedes pode ser enunciado da seguinte maneira: “um fluido em equilíbrio age
sobre um monólito nele imerso (parcial ou totalmente) com uma força vertical orientado de baixo para
cima, denominado empuxo, aplicado no centro de gravidade do volume de fluido deslocado, cuja
intensidade é igual a do peso do volume de fluido deslocado”.
A densidade de um monólito (corpo sólido) pode ser definida como a relação entre a massa do
monólito e a massa de um volume igual de um líquido. A densidade relativa é característica para cada
monólito, e depende basicamente de dois fatores: dos elementos químicos que constituem o monólito
(composição química) e a maneira como estes elementos estão arranjados dentro da estrutura cristalina.
Considerando, que no interior de um líquido, certa porção cujo peso seja P, as forças hidrostáticas
com que o restante do líquido age sobre a porção considerada devem equilibrar o peso da porção líquida.
A resultante de todas essas forças hidrostáticas é denominada empuxo e representada por E. Assim temos
que:

Eq. II

Figura 1 – Resultante das Forças Hidrostáticas (Empuxo)


E segundo o princípio de Arquimedes, a densidade de um corpo sólido não poroso pode ser
determinado por:

Eq. III

Onde MC é a massa do corpo e M ap é a massa aparente do corpo imerso no líquido.

Figura 2 – Princípio de Arquimedes (Densidade)

3. Materiais

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• Balança analítica: instrumento que mede a massa de um corpo. A balança utilizada possui
incerteza de ± 0,005 g.
• Béquer de vidro com capacidade para 250 mL
• Paquímetro: instrumento usado para medir espessuras, diâmetro de fios, diâmetro interno e
externo de tubos, profundidade de orifícios e comprimentos de peças até 150 mm. A precisão do
paquímetro é de centésimos de milímetros, e é obtida pelo nônio de 20 ou 50 divisões, sendo esses
últimos valores determinantes de sua sensibilidade, sendo, portanto a incerteza do instrumento de ± 0,03
mm.
• Proveta de vidro com capacidade para 100,00 mL
• Sólidos regulares: são as amostras a serem determinadas suas densidades: cilindro e
paralelepípedo

4. Procedimento
Antes de iniciar o procedimento ajustou a balança a fim de que a mesma estivesse “tarada”, ou
seja, zerada. O procedimento foi divido em três partes, na verdade cada procedimento visava obter o
mesmo resultado, porém foram feitos de formas diferentes.
No primeiro procedimento, mediu-se com o auxílio de um paquímetro as dimensões das amostras
(cilindro e paralelepípedo maciços) anotando-se os valores obtidos dos mesmos, para uma melhor
obtenção de dimensões com menos imprecisão realizou-se as medições por três vezes obtendo-se uma
média das medidas. Feito as medidas das dimensões das amostras, mediu-se com o auxílio da balança
analítica as massas das mesmas. Por fim calculou-se os volumes das amostras a partir das dimensões
encontradas e determinou-se a densidade das amostras.
No segundo procedimento, pendurou-se a amostra em um suporte da balança a fim de determinar
sua massa, feito isso colocou-se em um suporte da balança, cujo qual não interferia na massa da amostra,
um béquer de vidro com capacidade para 250 mL de modo que a amostra ficasse dentro do mesmo, mas
ainda continuasse pendurada no suporte. Feito isso, adicionou-se cuidadosamente água no béquer de
modo que a amostra ficasse totalmente imersa. Percebeu-se que a massa da amostra havia mudado, e
dessa forma anotou-se a mesma da amostra imersa em água. Repetiu-se o mesmo procedimento para a
outra amostra. E através do princípio de Arquimedes calculou-se a densidade das amostras.
No terceiro procedimento, preencheu-se uma proveta de vidro com capacidade para 100,00 mL
com cerca de 70,00 mL. Em seguida pegou-se a amostra, e com cuidado mergulhou-se a mesma na
proveta, observando-se alteração do volume da mesma e anotou-se o novo volume. Fazendo-se a
diferença do volume inicial de água na proveta com o volume final de água com a amostra, obtém-se o
volume da amostra. Repetiu-se o mesmo procedimento para a outra amostra. E por fim, calculou-se a
densidade das amostras.
É importante ressaltar que sempre que se foi utilizar a balança “tarou-se” a mesma a fim de obter
resultados com mais precisão.

5. Resultados
As dimensões encontradas para as amostras foram:

Cilindro
Comprimento (mm) Diâmetro (mm)
(60,00 ± 0,03) (16,00 ± 0,03)

Paralelepípedo
Comprimento (mm) Espessura (mm) Largura (mm)
(60,00 ± 0,03) (10,00 ± 0,03) (10,00 ± 0,03)

5.1. Primeiro Procedimento


Neste procedimento podemos determinar a densidade do sólido regular através das medidas de sua
massa e de seu volume. Após medir na balança analítica as massas dos sólidos, utilizamos a equação da
densidade absoluta (Eq. I) para determinarmos a densidade dos sólidos, obtendo:

Massa do cilindro (g): (80,400 ± 0,005)


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Massa do paralelepípedo (g): (90,600 ± 0,005)

Relembrando a Eq. I:

Onde ρ é a densidade, m é a massa e V é o volume do sólido.

- Para o cilindro:

Onde r é o raio do cilindro e h é o comprimento.

- Para o paralelepípedo:

Onde a é o comprimento, b é a largura e c é a espessura.

5.2. Segundo Procedimento


Neste procedimento podemos determinar a densidade dos sólidos através do princípio de
Arquimedes. Medindo-se as massas dos sólidos imersos em água, podemos obter uma massa considerada
aparente, como vimos no princípio de Arquimedes (Eq. III). Dessa forma a densidade dos sólidos é:

Massa do cilindro imerso em água (g): (78,800 ± 0,005)


Massa do paralelepípedo imerso em água (g): (10,650 ± 0,005)

Relembrando a Eq. III:

Onde ρs é a densidade do sólido, MC é a massa do sólido, Map massa do sólido imerso em água e é a
densidade da água (≈ 1,000 g/cm 3).

- Para o cilindro:

- Para o paralelepípedo:

5.3. Terceiro Procedimento


Neste procedimento podemos determinar a densidade dos sólidos através da medida do volume
que o mesmo desloca quando imerso em um líquido. Ao imergir os sólidos dentro da proveta podemos
descobrir o seu volume e a partir da Eq. I podemos calcular sua densidade, portanto nesse procedimento
obtemos os seguintes valores para a densidade dos sólidos:

Volume deslocado com a imersão do Cilindro (mL = cm3): (12,00 ± 0,05)


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Volume deslocado com a imersão do Paralelepípedo (mL = cm3): (6,00 ± 0,05)

- Para o cilindro:

- Para o paralelepípedo:

5.4. Discussões
Com base nos três experimentos feitos podemos dizer que o paralelepípedo é de alumínio
(densidade 2,7 g/cm3) e o cilindro é de ferro (densidade 7,6 g/cm3).
No primeiro procedimento podemos perceber que os materiais utilizados possuem sempre uma
margem de erro, porém nesse procedimento não necessitamos de tantos equipamentos para
determinarmos o volume do sólido, visto que por este ser regular conseguimos calcular o seu volume de
forma matemática.
No segundo procedimento podemos destacar que a água utilizada não apresenta as características
ideais (totalmente pura) e também o ambiente não propiciava a densidade da água ser próxima de 1,000
g/cm3 (temperatura de 4°C e pressão de 1 atm), por essas razões a variação de propriedades da mesma
modifica o empuxo aplicado sobre o sólido. Sendo também que neste podemos definir a densidade de
qualquer sólido sendo este regular ou não.
No terceiro procedimento podemos determinar o volume de qualquer sólido independente de o
mesmo ser regular ou não, pois o volume do mesmo será a variação do líquido deslocado pelo mesmo,
tendo como desvantagem a margem de erro dos instrumentos de medição.
O volume do material é alterado devido ao aumento ou diminuição da temperatura, o que provoca
expansão ou contração respectivamente do mesmo, e como a massa é uma relação peso/gravidade ela
pode sofrer alterações devido à variação da gravidade, portanto as densidades determinadas no
experimento serão iguais as densidades das substâncias de que são feitos quando o experimento for
realizado nas condições normais de temperatura e pressão (CNTP) em que as densidades estão tabeladas,
onde a temperatura equivale a 25ºC e pressão a 1 atm.

6. Conclusão
Podemos concluir que quando se trata de um sólido feito de um material específico ele apresenta
uma característica que é única devido sua composição química, a que denominamos densidade, que é a
relação entre a massa do mesmo e seu volume.
Existem diferentes métodos para a obtenção da densidade de um sólido, quando este é regular ou
não, sendo para o primeiro mais fácil a obtenção do valor da densidade. O problema para o segundo é a
determinação de seu volume, porém este pode ser calculado através do Princípio de Arquimedes, onde
conseguimos calcular seu “volume” através da diferença de sua massa com uma massa aparente, sendo
esta última medida em imersão de um líquido de densidade conhecida, no procedimento realizado
utilizou-se a água como líquido de imersão. O método mais fácil para a obtenção da densidade é
determinar o volume que o mesmo ocupa quando imerso em um líquido, ou seja, a diferença do volume
antes do sólido ser imerso com o volume do sólido imerso, visto que a massa pode ser facilmente
determinada por uma balança analítica.
Um fator para ser considerado neste experimento foi a balança, cuja a qual não estava favorável
ao uso, ou melhor, foi difícil tará-la e havia muita oscilação da mesma, portanto a incerteza das massas
aumenta e conseqüentemente a densidade não será precisa. Não se esquecendo de que o ambiente de
análise não era o ideal para que a densidade da água fosse muito próxima a 1,000 g/cm 3.
Pode-se por fim dizer que, apesar das dificuldades, o objetivo foi alcançado.

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7. Bibliografia
• http://lqes.iqm.unicamp.br/images/vivencia_lqes_meprotec_densidade_arquimedes.pdf
Acessado em 01/11/2011.
• http://www.google.com.br/imgres?q=metodo+de+arquimedes&um=1&hl=pt-
BR&biw=1366&bih=667&tbm=isch&tbnid=KsUkk4aK0Y1YUM:&imgrefurl
Acessado em 01/11/2011.
• http://efisica.if.usp.br/mecanica/basico/empuxo/arquimedes/
&docid=iY0LGIK_CXYIXM&imgurl=http://cepa.if.usp.br/efisica/imagens/mecanica/basico/cap29/
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4&tbnw=185&start=0&ndsp=18&ved=1t:429,r:2,s:0
Acessado em 01/11/2011.
• http://arquimedes01.blogspot.com/
Acessado em 01/11/2011.
• Notas de aula.

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