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LÍNGUA PORTUGUESA
7o ANO – FUNDAMENTAL I

LIVRO DO PROFESSOR
FICHA EDITORIAL

Projeto gráfico e capas: Larissa Timofeiczyk Cardoso e Mariana Karas Zella


Revisão: INCA Tecnologia
Pesquisa iconográfica e tratamento de imagens: INCA Tecnologia
Diagramação: INCA Tecnologia

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Aprender mais : língua portuguesa : 7º ano : livro


do professor : prova Brasil : anos finais da
educação básica / Jokasta Ferraz...[et al.]. --
1. ed. -- Curitiba, PR : INCA Tecnologia, 2019.

Outros autores: Marcus Quintanilha da Silva,


Ana Luísa Braga Cabral, Renata Beloni de Arruda.
ISBN 978-65-80151-32-5

1. Português (Ensino fundamental) I. Ferraz,


Jokasta. II. Silva, Marcus Quintanilha da.
III. Cabral, Ana Luísa Braga. IV. Arruda, Renata
Beloni de.

19-26109 CDD-372.6
Índices para catálogo sistemático:

1. Português : Ensino fundamental 372.6

Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
@Todos os direitos reservados.
INCA Tecnologia
Emanuel Kant, nº 60 – 13º andar – Sala: 1309/1307
Vendas e atendimento: (41) 3031-1007
www.editorainca.com.br
2019
Prezados professoras e professores

Trabalhar com educação nos propõe desafios cotidianos, seja na interação


com os alunos e alunas, com as famílias e a comunidade, na relação com colegas
de profissão ou pela demanda constante de estudos à qual nosso momento
histórico nos submete. É sobre este último que queremos conversar com vocês.
Com a educação básica praticamente universalizada, a instituição escolar
passa a integrar o cotidiano da população. O tempo de permanência na escola,
conforme a obrigatoriedade e o direito vigente, corresponde a 14 anos de
estudo – dos 4 aos 17 anos. Assim, espera-se que toda a população tenha uma
duradoura experiência escolar e isso faz com que todos tenham o que dizer
sobre a escola, seja com base nas suas experiências, ou da de seus filhos ou
familiares, o que torna a responsabilidade das professoras e professores ainda
maior, afinal nós somos os profissionais da educação que além da vivência
com os alunos, falamos sobre a escola e sobre a educação com toda bagagem
teórica e prática, fruto de muito estudo e trabalho.
Este material foi organizado para esses momentos de estudos, pensado a
proporcionar informação, reflexão e sugestões para a prática pedagógica que
se avalia e se transforma. Esse Livro do Professor tem como objeto de estudo as
avaliações em larga escala, tema mundialmente desafiador e controverso que
a partir de 2019 passam todas à nomenclatura Saeb – Sistema de Avaliação da
Educação Básica.
De um lado, essas avaliações permitem a sistematização sobre uma série de
elementos que vão do nível macro (internacional) ao micro (escola ou sala de
aula) e, mais que “provas” e “testes” de conhecimentos, acompanham diversos
questionários que possibilitam um escopo infinito de análises e podem ser
usadas para pensar desde a oferta de formação continuada até a distribuição
de materiais didáticos ou a melhoria da estrutura física da escolas, impactando
diretamente no que tange ao trabalho da escola, das professoras e professores.

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É fundamental evidenciar que o resultado das avaliações se configura em um
instrumento valioso para a leitura da proficiência dos estudantes em relação aos
demais, matriculados no mesmo ano, mas em contextos diferentes ou iguais. É
fato que os resultados das avaliações podem ser usados em ações controversas
e a exposição das notas isoladas da reflexão sobre o contexto em que a escola
se insere tende a gerar um mal-estar. Para lidar com essas situações e usar
as avaliações em benefício da educação questionando as políticas que usam
superficialmente os dados, precisamos de informação, ética e responsabilidade
com o trabalho docente e com todos os envolvidos nesse processo.
Nesse sentido, pensando no conjunto de subsídios necessários para aprimorar
o trabalho com os processos e resultados do Saeb nos espaços iniciais, como
a sala de aula, este material propõe uma discussão teórica e acadêmica com
a devida apreciação dos benefícios e das limitações desse modelo avaliativo.
Além disso, apresenta propostas de trabalho para o uso dos resultados como
ferramenta para diagnóstico e redimensionamento de planejamento didático
pontual e diário do professor. Intencionamos que o docente não só classifique
seu aluno em uma escala e lhe atribua uma nota, mas que ele consiga identificar
habilidades e competências que esse aluno ainda precisa de atenção para
aprender mais e melhor.
Na introdução propomos um debate sobre a qualidade da educação, o
histórico das avaliações em larga escala no Brasil, reflexões sobre o Ideb e outros
indicadores produzidos pelo INEP, elementos para compreender a metodologia e
os resultados das avaliações, bem como a elaboração das provas.
Na sequência do material são apresentadas as matrizes de referência e seus
descritores fundamentais para as orientações e dicas do conteúdo deste volume,
como do Livro do Aluno.
Cabe lembrar que este livro é concebido com ideias grandiosas de melhorias
educacionais, entretanto, ele só existirá, de um modo ou de outro, a partir da ação
e experiência de cada um de nós que pensa, realiza e aperfeiçoa suas práticas
no dia a dia da escola. Assim, como proponentes dessa ferramenta, convidamos
a todos e a todas para garantir-lhe a existência e, com ela, a transformação e
qualificação necessária para a educação básica.

Equipe pedagógica - Franciane Heiden Rios


Inca Tecnologia Educacional

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Língua Portuguesa / 7° Ano

SUMÁRIO

Avaliação em larga escala no Brasil –


histórico, método e a convergência
com o trabalho pedagógico escolar .................. 7
Qualidade educacional: linhas gerais................................ 6
SAEB no Brasil: Panorama histórico..................................... 9
Interpretação da avaliação em larga escala................ 23
A elaboração dos testes..........................................................28

Matrizes de referência, temas e seus
descritores – Língua Portuguesa ...................... 32
Matriz referência – Língua Portuguesa 2º Ano............ 33
Matriz referência – Língua Portuguesa 5º Ano............34
Matriz referência – Língua Portuguesa 9º Ano............ 35

Orientações para aplicação das questões


em turmas de alfabetização inicial .................. 36

Gabarito comentado ...................................... 38

Referências .................................................. 152


Avaliação em larga escala no brasil- histórico, método e
convergência com o trabalho pedagógico escolar

Jokasta Pires Vieira Ferraz


Marcus Quintanilha da Silva

Atualmente, a questão da qualidade educacional está imbricada com a avaliação de larga


escala. Essa ligação é consolidada na medida em que, no percurso da educação brasileira, essas
avaliações que deveriam servir como monitoramento da educação do país acabaram se solidifi-
cando como um instrumento de comparação entre escolas e redes/sistemas de ensino em contex-
tos sociais, políticos e econômicos distintos.
Entretanto, na perspectiva deste texto, não se encara um resultado de avaliação de larga
escala como um mensurador único da qualidade educacional e sim um indicador de monito-
ramento que pode ser usado como um delineador de políticas educacionais e como um instru-
mento que agrega informações ao trabalho pedagógico. Portanto, para compreender melhor
essa perspectiva, a primeira parte deste material se dedica a compreender a polissemia do
conceito de qualidade alinhado ao âmbito educacional.
Na segunda parte, passa-se a compreender o histórico, bem como as avaliações de larga
escala existentes no Brasil, enfatizando a Anresc – Avaliação Nacional do Rendimento Escolar,
conhecida popularmente como Prova Brasil, que origina o Índice de Desenvolvimento da Edu-
cação Básica, indicador consolidado no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Brasileira
(Saeb)1 e com forte uso político de seus resultados. Os dois últimos tópicos se dedicam a apre-
sentar elementos para analisar os resultados da Prova Brasil e elucidar a forma de elaboração
dos testes.

Qualidade educacional: linhas gerais

Qualidade é um conceito controverso, pois o termo é composto de uma série de visões


pessoais que não necessariamente são unificadas na prática, seja na educação ou em qual-
quer âmbito dos serviços públicos, privados ou até mesmo na vida pessoal. Por isso, se faz
necessário, inicialmente, compreender esse conceito no contexto da legislação educacional
brasileira recorrendo à Constituição Federal de 1988 (CF nº 88) e à Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional nº 9.394/1996 (LDB). Além dessas, há outros apontamentos na legislação
que, na construção deste texto, optou-se pelas leis nº 11.494/2007 e nº 13.005/2014.
Os princípios elencados no sentido de nortear o ensino do país são definidos no art. nº
206 da CF nº 88. Nele, o inciso VII tem a seguinte redação: “Art. nº 206: [...] VII – Garantia de
padrão de qualidade [...]”.
Tratando-se de um princípio, todo ensino brasileiro deveria ser permeado por esse pa-
drão. Quando se trata em redistribuição do dinheiro público e das ações voltadas às oportuni-
dades educacionais a todos, o tema também é contemplado na forma da lei. No próprio art.
nº 211, ao tratar da organização dos sistemas de ensino em regime de colaboração, temos que:

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Art. nº 211: [...]
§ 1º A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios, fi-
nanciará as instituições de ensino públicas federais e exercerá, em matéria
educacional, função redistributiva e supletiva, de forma a garantir equaliza-
ção de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino
mediante assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e
aos Municípios (grifo nosso).

Já no art. nº 212, a redação voltada ao financiamento da educação indica que:

§ 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendi-


mento das necessidades do ensino obrigatório, no que se refere à universa-
lização, garantia de padrão de qualidade e equidade, nos termos do plano
nacional de educação. (grifo nosso)

Inicialmente, percebe-se que há preceitos legais que embasam a necessidade e obrigato-


riedade de o Estado ofertar um ensino de qualidade. A LDB reforça alguns preceitos elencados
na Constituição Federal. Nos princípios que norteiam o ensino no país (art. nº 3º), o inciso IX
descreve “garantia de padrão de qualidade”, assim como no art. nº 7º, que repete a avaliação
de qualidade do Poder Público sobre as escolas da iniciativa privada.
O art. nº 9º trata da incumbência da União com a educação e, no inciso IX, define que o
ente federativo será responsável pelas avaliações de rendimento em todos os níveis e etapas
da educação, no sentido de promover a melhoria da qualidade de ensino. No art. nº 70, que
define o que são gastos de MDE (Manutenção e Desenvolvimento do Ensino) na educação do
país, o inciso IV insere os levantamentos de dados estatísticos, objetivando melhoria da quali-
dade de ensino novamente. A efetividade desse texto se traduz, hoje, nas avaliações de larga
escala existentes.
No que tange aos aspectos desiguais, a própria dinâmica do Fundeb (Fundo de Manu-
tenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação)
induz à diminuição da desigualdade. A Lei nº 11.494/07, que trata do Fundeb, corrobora com
a ideia do ponto de vista legal do Poder Público de que a distribuição de recursos pode pro-
mover a melhoria da qualidade de ensino. No decorrer dos seus quarenta e nove artigos, a
palavra qualidade aparece vinte e uma vezes, sempre ligada aos aspectos mais importantes
do financiamento, como complementação da União aos entes, fixação do plano de carreira,
avaliação da qualidade, fatores de ponderação na redistribuição dos recursos, além de aspec-
tos pedagógicos e gerenciais com o objetivo ligado à melhoria qualitativa da aprendizagem
dos alunos.
O gasto público com educação visando a oferta do ensino com qualidade é abordado no
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, modificado pela Emenda Constitucional nº
53/2006, em particular no art. nº 60 que trata do Fundeb:

Art. nº 60: [...]


VI - até 10% (dez por cento) da complementação da União prevista no inciso
V do caput deste artigo poderá ser distribuída para os Fundos por meio de
programas direcionados para a melhoria da qualidade da educação, na for-
ma da lei a que se refere o inciso III do caput deste artigo; [...]
§ 1º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão assegurar,
no financiamento da educação básica, a melhoria da qualidade de ensino, de
forma a garantir padrão mínimo definido nacionalmente.

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Isso corrobora com o texto anterior, uma vez que os textos legais convergem para que o
tema em questão seja executado e aperfeiçoado pelo poder público. A qualidade de ensino tam-
bém é vinculada na LDB quando se refere ao financiamento da educação. Os art. nº 74 e nº 75
tratam sobre o custo mínimo por aluno e a ação redistributiva e supletiva da União para correção
progressiva da desigualdade, avaliando a capacidade de cada ente federativo em oferecer uma
quantidade mínima de insumos por aluno. Essa quantidade mínima é descrita anteriormente no
art. nº 4º, quando o texto de um dos seus incisos discorre que:

Art. nº 4º: [...]


IX - padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e
quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimen-
to do processo de ensino-aprendizagem.

A Constituição Federal aborda, no art. nº 214, as diretrizes para que o país tenha um Plano
Nacional de Educação (PNE). O plano em vigência, Lei nº 13.005 de 25 de junho de 2014, deve ser
norteado por alguns objetivos. No artigo em questão, um dos seus eixos norteadores é: “Art. nº 214:
[...] III - melhoria da qualidade do ensino [...]”.
O atual PNE é composto de quatorze artigos e vinte metas para o decênio a partir de
sua publicação - 26 de junho de 2014. Uma de suas diretrizes elencadas no art. nº 2º propõe
“melhoria da qualidade em educação”, assim como o estabelecimento de uma meta de inves-
timento da área em torno do Produto Interno Bruto (PIB) com o mesmo objetivo. Qualidade
em educação é um tema levantado em oito das vinte metas do PNE, reforçando a ideia de que,
ao menos nos textos das legislações, a qualidade em educação tem sua importância, seja na
busca por melhoria ou na garantia de um padrão mínimo proposto pelo Poder Público.
Evidencia-se, no que tange à legislação brasileira, que a qualidade educacional tem pre-
ceitos legais, mas não necessariamente bem definidos. O apontamento mais claro se refere à
necessidade de insumos não mínimos para que o Poder Público oferte uma educação de qua-
lidade. Um obstáculo a uma definição sobre qualidade da educação mais clara é a etimologia
da palavra e a interpretação pessoal sobre o que vem a ser algo de qualidade.
A definição da palavra no dicionário remete à perfeição, excelência, conformidade a um certo
padrão. Assim, precisamos nos remeter ao texto de Oliveira e Araújo (2005), que discutem o termo
sob duas vertentes gerenciais: qualidade do processo e qualidade do produto. O primeiro faz com
que a preocupação seja focada na produção, sem se preocupar com o resultado do produto, mas
com a otimização do processo. O segundo não se preocupa com gastos do processo, seu objetivo
é o melhor produto, independentemente de custos. Podemos refletir acerca de como a educação
é tratada nesse ponto de vista, sob qual padrão de qualidade a legislação se refere, um patamar
atingido com preocupação em torno do produto (aluno) ou do processo.
Fuenzalida (1994) ressalta que, ainda que a literatura acadêmica evite a definição do
conceito, não há dúvidas sobre a importância que se tem ao defini-lo em termos legais. No
entanto, a polissemia da palavra é um obstáculo a ser superado. Entre os conceitos que diver-
sos autores relacionam o termo, está o contexto motivacional, mobilizador, emotivo e de visão
individual.
A polissemia da palavra qualidade é trabalhada em Oliveira e Araújo (2005). Segundo os
autores, a palavra comporta “diversos significados e por isso tem potencial para desencadear
falsos consensos”. Particularmente, para a educação, esta terá múltiplas facetas que tomarão
forma de acordo com as experiências, valores e posição social de cada sujeito.

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Em decorrência desse perfil polissêmico, a qualidade educacional, dentro do percurso
histórico da educação no país, acabou sendo interpretada de formas distintas ao longo do
tempo. Oliveira e Araújo (2005) elencaram três períodos, marcados inicialmente pelo acesso
à escola, escasso até a década de 1940, a correção de fluxos, de modo a diminuir a distorção
idade-série, ocorrida com maior ênfase na década de 1990 e o momento atual, no qual a afe-
rição da qualidade educacional está mais ligada às avaliações externas.

A mensuração da qualidade de vida e do desenvolvimento social, econômico


e político vem adquirindo importância à medida que essas informações se
tornaram mais acessíveis aos governos e à população em geral. Diariamente,
uma enxurrada de indicadores invade nossa vida. Medir e transformar essas
medidas em índices utilizados para revelar e sinalizar diversos aspectos da
sociedade passou a integrar inúmeras atividades cotidianas. Todavia, os fe-
nômenos estudados pelas ciências sociais são demasiadamente complexos
para serem interpretados e analisados sob uma ótica unidimensional. Para
interpretar um fenômeno social, é necessário considerá-lo na sua multiplicida-
de de aspectos, procurando suas várias dimensões analíticas (SOLIGO, 2012).

Um ponto importante nesse assunto é a ênfase nas avaliações de larga escala das políticas
educacionais do Brasil. Este constitui fonte de informação fundamental para o monitoramento e
aferição da qualidade da educação no país, porém, conforme observado anteriormente, seu uso
é mais político e menos de monitoramento. A seção seguinte elenca um breve histórico do surgi-
mento dessas avaliações, bem como as provas atuais, com ênfase na Prova Brasil.

Saeb no Brasil: panorama histórico

Um Estado mais regulador e avaliador, em contrapartida, que menos oferta os serviços


públicos, fenômeno impulsionado pelas políticas propostas pelo Ministério da Administração e
Reforma do Estado, em meados da década de 1990, incorreu em implicações na administração
pública. Chirinéa e Brandão (2015) ressaltam que a tal reforma delineou as políticas educacio-
nais no país, tendo na avaliação externa o seu mecanismo de controle e regulação da educa-
ção por parte do Estado. Por sua vez, Machado (2012) corrobora com as autoras, enfatizando
que o processo de disseminação, iniciativas, criação e expansão de sistemas de avaliações de
larga escala fez parte de um contexto amplo de reformas e mudanças na educação e amplian-
do o panorama do próprio Estado.
A tra jetória para que o país tivesse um sistema de coleta, levantamento e tratamento de
dados educacionais foi longa, mas sem uma evolução linear, mesmo com algumas ações como
as medições no início do século XX com o Anuário Estatístico do Brasil, locais até meados da
década de 1940. Contudo não tinham um viés especificamente educacional (IBGE, 2003).
Segundo Horta Neto (2007), “a institucionalização da avaliação como política de Estado
resultou de um longo processo de estudos e de experiências concretas, desenvolvidas tanto
no Brasil como em outros países”. Coelho (2008) complementa ao discorrer que, nos anos de
1990, o tema qualidade no ensino ganhou notoriedade e regulação legal, cuja viabilidade exi-
gira “o aporte de um sistema de informações educacionais conjugado a um sistema nacional
de avaliação”.

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Horta Neto (2007) chama a atenção ao fato que essa associação entre educação e qualidade
ganharia notoriedade internacional somente na década de 1980, chegando aos dias atuais com
a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases nº 9.394/96, o atual Plano Nacional de
Educação regulamentado pela Lei nº 13.005/14, a lei nº 11.494/07, regulamentando o Fundo de Ma-
nutenção da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação, entre outras. Tamanha
importância é consolidada através da transferência ao Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pes-
quisas Educacionais Anísio Teixeira – pelo Decreto nº 2.146/1997, funções exclusivas de avaliação e
coleta de dados educacionais, aprovando nova estrutura ao referido instituto e elegendo a insti-
tuição como responsável em aferir o controle da qualidade educacional brasileira.
Dentre as ações atuais do Inep, tem-se: manter as informações e estatísticas educacio-
nais, planejar a avaliação educacional em âmbito nacional, com foco em indicadores de de-
sempenho, apoio técnico aos entes federativos, desenvolvimento de sistemas de informação
e educação, englobando avaliações educacionais, práticas pedagógicas e políticas de gestão,
subsidiando as políticas educacionais nas diversas etapas de ensino, além de disseminar as
avaliações em todas as etapas e articular com organizações internacionais, mediante coope-
ração técnica e financeira, bilateral e multilateral.
No Brasil, as avaliações em larga escala tiveram sua discussão inicial em 1987, com a cria-
ção do Sistema Nacional do Ensino Público de 1º Grau (SAEP), vinculado ao Ministério da Edu-
cação, substituído em 1990 pelo Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), aplicado
pela primeira vez em 1990, ainda em caráter amostral.
Araújo e Fernandes (2009) descreveram a criação e consolidação do Saeb em quatro ci-
clos, a partir de 1990 até 1997. Tais ciclos, a saber: o aprofundamento das unidades gestoras
do sistema educacional no que se refere principalmente a pesquisa e avaliação educacional, o
fornecimento de elementos para a melhoria da capacidade técnica dos estados e municípios,
a alimentação de subsídios para políticas educacionais voltadas para qualidade, equidade e
eficiência e o monitoramento das políticas brasileiras, foram respectivamente focos principais
dos ciclos de 1990, 1993, 1995 e 1997.
Construído em 1993 e publicado em maio do ano seguinte, o Plano Decenal de Educação para
Todos foi divulgado pelo então Ministro da Educação Murílio de Avellar Hingel. Esse plano, que pre-
via uma série de ações com o objetivo de melhorar a educação brasileira, encaminhava-se para
a aplicação e o desenvolvimento do Saeb, com a finalidade de “aferir a aprendizagem dos alunos
e o desempenho das escolas de 1º grau e prover informações para a avaliação e revisão de planos
e programas de qualificação educacional”, ainda que sem a efetividade esperada (HORTA NETO,
2007). Para Franco, Alves e Bonamino (2007), a consolidação do Saeb aconteceu no período do
então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, no qual a ênfase na racionalidade
técnica, pauta da Lei nº 5.692/71, teve seu retorno, com a avaliação externa, caracterizando seu
pilar mais significativo.
O ciclo de 1997 do Saeb pode ser considerado como o passo decisivo para a instituciona-
lização da avaliação da educação básica no Brasil. Inovações como proficiência única em cada
disciplina avaliada foram implantadas, possibilitando comparações com os resultados de 1995,
por exemplo, e abrindo oportunidades da mesma ação aos próximos ciclos. Questões que
envolviam condições extraescolares dos alunos, assim como questionários de contexto envol-
vendo professores e diretores, foram implantados progressivamente até 2001. O surgimento
de tais questionários foi fundamental para essa pesquisa, pois a partir deles foi possível pes-
quisar e formular a proposta metodológica, base para os capítulos posteriores deste material.

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Horta Neto (2007) enfatiza que “os serviços de impressão das provas, sua aplicação, cor-
reção e análise de dados continuam sendo terceirizados”, prática ainda atual. Os métodos de
correção através da Teoria de Resposta ao Item, a aplicação e tratamento dos dados e demais
características das avaliações tiveram poucas mudanças desde 1997 e 2001. As modificações
mais significativas ocorreram na abrangência e tratamento da prova, sendo um dos fomenta-
dores para o indicador de maior importância da educação brasileira atualmente, o Ideb.
Dois anos antes de ter em uma avaliação de larga escala um elemento de composição do
Ideb, a Portaria nº 931 de 21 de março de 2005 regulamentou o Saeb com a composição de
duas avaliações, a Aneb (Avaliação Nacional da Educação Básica) e a Anresc (Avaliação Na-
cional de Rendimento Escolar), que ficou mais conhecida como Prova Brasil. A primeira perma-
nece em caráter amostral e a segunda censitária, destinada a alunos de 4ª e 8ª série (atuais
5º e 9º anos). Na letra “a” do segundo parágrafo do art. nº 1º, o objetivo é “avaliar a qualidade
do ensino ministrado nas escolas”, imprimindo uma cultura avaliativa nos segmentos educa-
cionais, conforme estabelece a letra posterior, sempre no intuito textual de contribuir para a
melhoria dos padrões de qualidade (BRASIL, 2005).
A portaria descrita no parágrafo anterior foi fundamental pois, por meio da Anresc, co-
nhecida popularmente como Prova Brasil, criou-se para o principal indicador da educação
brasileira na atualidade, já citado anteriormente, sua medida de desempenho e rendimento
dos alunos e alunas de quintos e nonos anos do Ensino Fundamental.
Entretanto, ressalta-se que as avaliações externas surgiram em um contexto fora da esco-
la. Profissionais da educação e comunidade escolar não tiveram voz na discussão e consolida-
ção dos procedimentos avaliativos. Machado descreve que:

Embora as avaliações externas, em geral, pautem seus processos avaliati-


vos no desempenho das escolas a partir da operacionalização dos mesmos
por sujeitos alheios ao cotidiano escolar, não existem regras rígidas para sua
implementação. Desta forma, vários arranjos são possíveis na organização
desses processos e, em algumas etapas ou fases, podem existir a participa-
ção dos profissionais das escolas avaliadas, mas a decisão de implantar uma
avaliação do desempenho das escolas é sempre externa a elas (MACHADO,
2012, p. 42).

É provável que a resistência das avaliações externas no âmbito da escola, ainda que de
forma empírica e não sistematizada neste texto, seja fruto da construção pouco debatida no
âmbito escolar. Além do fato supracitado, Bernadete Gatti (2014) enfatiza que a avaliação en-
volve um juízo de valor, isto é, por mais que procure métodos e instrumentos de avaliação que
obtenham um resultado próximo do condizente com o tópico avaliado, sempre será cerceado
de contestações e com as avaliações de larga escala não são diferentes.
Assim, ainda que tenhamos no país uma cultura de avaliação de larga escala consolidada
construída inicialmente em um contexto de reforma do Estado brasileiro, é necessária uma
reflexão sobre a abrangência de discussão e ampliação da informação acerca das avaliações
externas existentes no país. A efetividade das políticas de avaliação na educação tomou impul-
so e, atualmente, várias redes municipais e estaduais têm seus sistemas de avaliação próprios,
sejam desenvolvidos por equipes locais ou contratados por centros de avaliação privados e/ou
vinculados a universidades.

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Em relação às avaliações nacionais, o conjunto atual de instrumentos contemplam os dois
níveis de ensino no país, Educação Básica e Educação Superior. O quadro a seguir cita as ca-
racterísticas das avaliações aplicadas no país ao Ensino Fundamental.

Quadro 1 - Avaliações de larga escala aplicadas a alunos do Ensino Fundamental no Brasil

ETAPA E PERIODO
AVALIAÇÃO CARACTERÍSTICAS
DE APLICAÇÃO
Abrange, de maneira amostral, alu-
nos das redes públicas e privadas
do país, em áreas urbanas e rurais,
matriculados na 4ª série/5ºano e
Aneb – Avaliação 8ªsérie/9ºano do Ensino Funda-
Ensino Fundamental e
Nacional da mental e no 3º ano do Ensino Mé-
Médio - bienal
Educação Básica dio, tendo como principal objetivo
avaliar a qualidade, a equidade e
a eficiência da educação brasilei-
ra. Apresenta os resultados do país
como um todo.
Avaliação censitária envolvendo os
alunos da 4ª série/5ºano e 8ªsé-
rie/9ºano do Ensino Fundamental
das escolas públicas das redes mu-
Anresc – Avaliação
nicipais, estaduais e federal, com o
Nacional de
Ensino Fundamental - objetivo de avaliar a qualidade do
Rendimento
bienal ensino ministrado. Participam des-
Escolar – Prova
ta avaliação as escolas que pos-
Brasil
suem, no mínimo, 20 alunos matri-
culados nas séries/anos avaliados,
sendo os resultados disponibiliza-
dos por escola e ente federativo.
Avaliação censitária envolvendo os
alunos do 3º ano do Ensino Funda-
mental das escolas públicas, com o
objetivo principal de avaliar os ní-
ANA – Avaliação Ensino Fundamental – veis de alfabetização e letramento
Nacional de anual, entretanto não em Língua Portuguesa, alfabetiza-
Alfabetização foi realizada em 2015 ção em Matemática e condições
de oferta do Ciclo de Alfabetização
das redes públicas, incorporada ao
Saeb pela Portaria nº 482, de 7 de
junho de 2013.

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A Avaliação da Alfabetização Infan-
til – Provinha Brasil é uma avaliação
diagnóstica que visa investigar o
desenvolvimento das habilidades
relativas à alfabetização e ao le-
Avaliação
tramento em Língua Portuguesa e
Nacional da
Ensino Fundamental – Matemática, desenvolvidas pelas
Alfabetização
2 testes por ano crianças matriculadas no 2º ano
Infantil – Provinha
do ensino fundamental das escolas
Brasil
públicas brasileiras. A avaliação é
dirigida aos alunos que passaram
por, pelo menos, um ano escolar
dedicado ao processo de alfabeti-
zação.
Encceja constitui-se em um exame
para aferição de competências, ha-
bilidades e saberes adquiridos no
processo escolar ou nos processos
formativos que se desenvolvem na
vida familiar, na convivência hu-
mana, no trabalho, nos movimen-
ENCCEJA- Exame
tos sociais e organizações da so-
Nacional para
Ensino Fundamental e ciedade civil e nas manifestações
Certificação de
Ensino Médio - anual culturais, entre outros. No Brasil,
Competências de
com a instituição do novo Exame
Jovens e Adultos
Nacional do Ensino Médio (Enem),
a partir de 2009, o Encceja passou
a ser realizado visando à certifica-
ção apenas do Ensino Fundamen-
tal, pois a certificação do Ensino
Médio passou a ser realizada com
os resultados do Enem.
Fonte: Silva (2017).

É nesse contexto que se entende a necessidade de compreender melhor o Ideb que, como
fora dito anteriormente, tem como um dos seus dados fomentadores uma avaliação de larga
escala. Por ser um indicador já consolidado no delineamento das políticas educacionais do
país, continua como objeto de muitas análises, discussões e contestações quanto ao seu limite
de mensuração da qualidade da educação pela literatura acadêmica.
No ano de 2007, o Governo Federal através do Decreto nº 6.025 de 22 de janeiro de 2007,
o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), no Art. nº 1º, o texto esclarece os objetivos
desse programa como “medidas de estímulo ao investimento privado, ampliação dos inves-
timentos públicos em infraestrutura e voltadas à melhoria da qualidade do gasto público”. O
Cgpac (Comitê Gestor do Programa de Aceleração do Crescimento) e o Gepac (Grupo Execu-
tivo do Programa de Aceleração do Crescimento), este último vinculado ao primeiro comitê,
teve como objetivo “consolidar as ações, estabelecer metas e acompanhar os resultados de
implementação e execução do PAC”, conforme redação do Art. nº 4º (BRASIL, 2007).

13
Em 24 de abril de 2007, através do Decreto nº 6.094, foi instituído pelo Governo Federal o
Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, impulsionando o Plano de Desenvolvimen-
to da Educação, com o objetivo de reunir esforços dos entes federados em busca da melhoria
da qualidade da educação. Em consonância com o PAC, o Plano de Metas criou um indicador
de qualidade chamado Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Na redação
do art. nº 3º, “A qualidade da educação básica será aferida, objetivamente, com base no Ideb,
calculado e divulgado periodicamente pelo Inep”, na combinação de rendimento escolar e
desempenho de estudantes. O parágrafo único desse artigo enfatiza que “O Ideb será o indi-
cador objetivo para a verificação do cumprimento de metas fixadas no termo de adesão ao
Compromisso”.
Apesar da adesão voluntária, o texto oferece apoio técnico e financeiro aos entes que
aderirem ao Plano de Metas por meio do PAR (Plano de Ações Articuladas). Assim, milhares de
municípios, somados aos estados e Distrito Federal, aderiram ao plano. Ficou claro que, a par-
tir desse momento, o Ideb passou a fazer parte da agenda educacional, das administrações
públicas e do cotidiano das escolas. Adrião e Garcia (2008) discutem a municipalização do
ensino e a responsabilização dos resultados propostos pelo Plano de Metas através da obriga-
toriedade do município de prover o PAR – Plano de Ações Articuladas, que visavam uma série
de ações voltadas a atingir as metas propostas pelo Plano. Segundo as autoras, esse movi-
mento aconteceu principalmente pela assistência financeira, que induziu os entes federados
a aderirem ao Plano. De fato, a adesão ao Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação
fez com que o Ideb assumisse um papel de “indutor de políticas para melhoria da educação”
(SOARES; ALVES, 2013).
Para popularizar as características do indicador, o Inep passou a divulgar notas técnicas
que visavam popularizar a formulação do Ideb. De acordo com Fernandes (2007), o Ideb “é
um indicador educacional que relaciona de forma positiva as informações de rendimento
escolar (aprovação) e desempenho (proficiências) em exames padronizados, como a Prova
Brasil e o Saeb”. Segundo o autor, é incomum análises e estudos sobre qualidade da educação
combinar desempenho e rendimento, ainda que esses fatores sejam inegavelmente comple-
mentares.
Alves e Soares (2013) analisam o Ideb, descrevendo-o como um indicador que “em um
único número, expresso na escala de zero a 10, ele (Ideb) traduz a qualidade da educação e
permite comparar as unidades avaliadas – escolas, redes e sistemas estaduais e municipais
de ensino”. Também é possível acompanhar sua evolução ao longo do tempo, em decorrência
da permanência de suas matrizes de referência. Os autores ressaltam que “o banco de dados
divulgado pelo Inep possui informações sobre todas as escolas públicas que participaram
da Prova Brasil e que alcançaram o número mínimo exigido de alunos participantes para que
fosse gerado o Ideb” (2013, p. 185). Os dados para a alimentação do Ideb são provenientes
do Censo Escolar e do Saeb, ambos coletados, trabalhados e divulgados pelo Inep (Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
O Ideb utiliza a proficiência da Prova Brasil, que é composta por duas provas, a de Língua
Portuguesa e Matemática. Essa avaliação é corrigida através de uma metodologia denomina-
da de Teoria de Resposta ao Item, que permite mapear a linha de pensamento do aluno. Com
essas proficiências, é realizada uma transformação de modo que se tenha um índice de 0 a 10
para cada prova. A média das duas notas é a proficiência convertida das provas de desempe-
nho.

14
O cálculo do rendimento é realizado através da média harmônica entre as taxas de apro-
vação dos anos avaliados. Se a Prova Brasil foi aplicada no 5º ano, são consideradas as taxas
de aprovação por bloco do 1º ao 5º ano, se aplicadas ao 9º ano, considera-se as aprovações
de 6º ao 9º. O resultado dessa média harmônica é a taxa de rendimento, que é multiplicada
diretamente pela nota da proficiência, originando o resultado do Ideb.
É possível explorar as notas técnicas do Inep de modo a observar as fórmulas que trans-
formam a proficiência em nota e a mesma em Ideb. O que nos interessa para o momento é
entender que temos um indicador de 0 a 10 que é visto pela legislação como mensurador da
qualidade em educação no país, considerando desempenho e rendimento como dimensões
únicas para uma educação de qualidade, e isso é veementemente questionado pela comuni-
dade acadêmica.
Alves e Xavier definem o uso do rendimento no Ideb como

O conceito de rendimento é usado no âmbito das estatísticas educacionais


para sintetizar a experiência de aprovação dos alunos de uma escola ou sis-
tema de ensino. Ao fim de um ano letivo, cada aluno matriculado, que não foi
formalmente transferido ou faleceu, é colocado em uma de três categorias.
Na categoria de aprovados são classificados os alunos que, ao final do ano
letivo, preencheram os requisitos mínimos de desempenho e frequência, pre-
vistos em legislação. Os reprovados são os alunos que, ao final do ano letivo,
não preencheram os requisitos mínimos de desempenho e/ou frequência pre-
vistos em legislação. Os alunos que deixaram de frequentar a escola, tendo
sua matrícula cancelada, são classificados na categoria de abandono (2013,
p. 909).

Sobre o cálculo do rendimento, Alves e Xavier descrevem que:

[...] rendimento de uma escola no Ideb é a média harmônica das taxas de


aprovação dos quatro ou cinco anos que compõem cada uma das etapas do
ensino fundamental. Embora essa escolha seja completamente adequada, o
uso da média harmônica, opção raramente usada em análises estatísticas,
torna o entendimento do processo de cálculo do rendimento mais difícil (2013,
p. 910).

Fernandes (2007) justificou a construção do Ideb com base na ideia de que uma escola
que reprova muito e permite o avanço de fluxo apenas aos que atingem altas pontuações,
assim como instituições de ensino que aprovam seus alunos sem que aprendam o básico, não
são desejáveis para que se tenha um sistema de ensino com qualidade.
Segundo Fernandes (2007), a definição de uma meta nacional para o Ideb em 6,0 significa
dizer que o país deve atingir, em 2021, considerando os anos iniciais do Ensino Fundamental, o
nível de qualidade educacional, em termos de proficiência e rendimento (taxa de aprovação),
a média dos países desenvolvidos (média dos países-membros da Organização para Coope-
ração e Desenvolvimento Econômico - OCDE) observada atualmente.

15
A influência da OCDE na construção e aplicação das avaliações de larga escala é subs-
tancial, sendo entendidas como instrumentos que mensurem a eficácia e eficiência (atingir as
metas e custo-benefício maiores) da educação. Para ter uma ideia do alcance da OCDE em
termos de influência nos países periféricos, Daros Jr. descreve que:

Atualmente a OCDE é estruturada de forma a atuar sobre as mais varia-


das áreas como economia, ciência, comércio, emprego, mercado financeiro
e educação através do levantamento de dados, análise, discussão e orien-
tação aos países na forma de publicações compostas das estatísticas e
resultados das pesquisas e recomendações. Para tanto são firmados acor-
dos de cooperação e intercâmbio com países não membros, mais de 100,
no que tange a projetos de desenvolvimento e estabilização econômica.
(DAROS JR., 2013, p. 15).

A relação do Brasil com a OCDE é a de “envolvimento ampliado” (enhanced engagement).


Ele não é membro, mas se adequa a diversas diretrizes desse organismo. Dentre os pontos
chaves na atuação da OCDE está a educação, que é vinculada a uma direção específica
e é responsável entre outras avaliações pelo Pisa (Programme for International Student
Assessment), avaliações padronizadas de desempenho dos estudantes, por amostragem, que
aborda as áreas de linguagem, matemática e ciências, aplicadas em 65 países (incluindo o
Brasil). Desde 2000, o país participa do Pisa e, aqui no país, essa avaliação é coordenada pelo
Inep, assim como o controle e divulgação de todos os dados educacionais provenientes dessa
prova e das demais avaliações de larga escala.
De acordo com o Inep, as avaliações do Pisa acontecem a cada três anos e abrangem
três áreas do conhecimento – Leitura, Matemática e Ciências – havendo, a cada edição do
programa, maior ênfase em cada uma dessas áreas. Em 2000, o foco foi em Leitura. Em 2003,
em Matemática e, em 2006, Ciências. O Pisa 2009 iniciou um novo ciclo do programa, com o
foco novamente recaindo sobre o domínio de Leitura; em 2012 novamente Matemática; e, em
2015, Ciências, além da inclusão de novas áreas do conhecimento: Competência Financeira e
Resolução Colaborativa de Problemas.
O site do Inep relaciona diretamente os resultados do Ideb ao Pisa:

O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) é o indicador objeti-


vo para a verificação do cumprimento das metas fixadas no Termo de Adesão
ao Compromisso “Todos pela Educação”, eixo do Plano de Desenvolvimento
da Educação, do Ministério da Educação, que trata da educação básica. É
nesse âmbito que se enquadra a ideia das metas intermediárias para o Ideb.
[...] A definição de uma meta nacional para o Ideb em 6,0 significa dizer que o
país deve atingir em 2021, considerando os anos iniciais do ensino fundamen-
tal, o nível de qualidade educacional, em termos de proficiência e rendimento
(taxa de aprovação), da média dos países desenvolvidos (média dos países-
-membros da OCDE) observada atualmente. (INEP, 2011).

Com base nesse programa internacional, o Inep afirma que “essa comparação internacio-
nal foi possível devido a uma técnica de compatibilização entre a distribuição das proficiên-
cias observadas no Pisa e no Saeb” (INEP, 2007).

16
É perceptível a influência da OCDE nas avaliações de larga escala do contexto brasileiro,
em particular na Prova Brasil e no Ideb. A mensuração da qualidade educacional, somente com
base nessas avaliações, exclui outros contextos de importância à oferta de uma educação de
qualidade como as condições que a escola apresenta, conforme preceitua o inciso VII do art.
206 da Constituição Federal de 1988. Dimensões como equidade, igualdade, homogeneidade,
diversidade e quantidade são abordadas nos documentos legais do país, mas, na prática, ain-
da prevalecem as relações com as avaliações de larga escala como norteadoras das políticas
públicas em educação no país. O Brasil ainda conta com outras avaliações de larga escala
como ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização), Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e a
Aneb (Avaliação Nacional da Educação Básica), citadas anteriormente.
De fato, o Ideb assume um papel peculiar nas políticas educacionais brasileiras. Se tomar-
mos como exemplo o Plano Nacional de Educação, Lei nº 13.005 de 25 de junho de 2014, temos,
no Art. nº 11, a regulamentação de sua divulgação, excluindo a possibilidade do mesmo ser ex-
posto junto com outros indicadores educacionais que trata o parágrafo 1º do referido artigo,
como perfil do alunado, estrutura escolar, perfil docente, entre outros. A meta 7 coloca o Ideb
como protagonista de mensuração da qualidade no país, estabelecendo metas nacionais para
o indicador em questão e para o Pisa. Segundo Araújo e Fernandes (2009), “o Ideb assume ser
um indicador estratégico da atual política educacional desenvolvida e traz uma determinada
concepção de qualidade: rendimento e desempenho”. Segundo Soares e Alves (2013), “o Ideb,
inegavelmente, conquistou legitimidade na atual conjuntura, ha ja vista sua incorporação no
texto do Plano Nacional da Educação (PNE) para o presente decênio”.
As avaliações de larga escala são usadas no contexto educacional com fomento para
mensuração da qualidade em educação no país, conforme legislação vigente. Os textos legais
endossam diretamente o caráter de medição de qualidade e, indiretamente, de norteador de
políticas públicas educacionais. Corroborando com o fato, o Plano Nacional de Educação pro-
põe metas para as avaliações, sejam internas (Ideb) ou externas (Pisa), ou seja, a policy , no
contexto brasileiro, está se adequando com base nesses resultados.
Pesquisas, na década de 1960 voltadas para a eficácia escolar, já discutiam o peso do
contexto que circunda a escola no desenvolvimento e aprendizagem dos alunos (BROOKE;
SOARES, 2008). Estudos clássicos, como o Relatório Coleman, estudos do Ined e Relatório
Plowden, fundamentavam tal discussão. Horta Neto (2007) descreve o Relatório Coleman, por
exemplo, como uma pesquisa complexa envolvendo 645 mil alunos de cinco níveis diferentes
de ensino, verificando os conhecimentos de cada um deles. Inicialmente, tal estudo tinha sido
fomentado pela Lei de Direitos Civis de 1964 daquele país. Ainda que o foco estivesse voltado
ao nível social, econômico e cultural, já era ressaltado que o desenvolvimento cognitivo não
estava pautado somente na inserção do aluno na escola, ha ja vista que outros fatores deve-
riam ser considerados.
Segundo Coelho (2008), “esses estudos enfraqueceram substancialmente a esperança
liberal de que o acesso à escolarização pode criar igualdade de oportunidades”. Os relatórios
de pesquisa enfatizavam que as grandes diferenças de déficit de aprendizagem estavam na
origem socioeconômica. Em comum com algumas teorias de reprodução social e cultural, a
educação escolar na sociedade capitalista não apenas conserva, como até reforça e legitima
a estrutura social existente. No entanto, a década de 1980 foi decisiva para que países que são
membros da OCDE e os Estados Unidos ocupassem sua agenda com uma preocupação maior
com a qualidade de ensino (ALVES; PASSADOR, 2011).
Algumas preocupações em voga na literatura acadêmica se referem à dinâmica do Ideb.
Constituída diretamente pela proficiência nas provas e a taxa de rendimento das escolas, ela
abre a possibilidade para mascarar resultados reais.

17
O mínimo exigido para a divulgação dos resultados da Prova Brasil em 2013 foi de 50%
(cinquenta por cento) de presença dos alunos e quantidade mínima de 20 (vinte) discentes
matriculados no ano aplicado. Isso limita a análise, partindo do fato que permite ações como
alunos com desempenho inferior serem induzidos a faltarem no dia da Prova Brasil, caracteri-
zando, portanto, como uma das formas de burlar o sistema e manipular os resultados.
A nota padronizada na Prova Brasil é definida por média por escola. Assim, alunos com
maior proficiência compensam os de menores, tal como uma taxa de reprovação e abandono
maiores são compensados por proficiências menores. Em decorrência disso, a escola pode fo-
calizar seus esforços nos alunos de maior desempenho. Observa-se assim, que a dinâmica do
Ideb possibilita fatores de exclusão educacional.
Dando continuidade à discussão dos dois parágrafos anteriores, a literatura acadêmica
também se preocupa com o uso da taxa de rendimento com influência direta nos resultados
do Ideb, uma vez que, até certo limite, os entes federados podem manipular os resultados com
baixos índices de reprovação, aumentando o Ideb sem que as proficiências tenham aumenta-
do (SCHNEIDER; NARDI, 2014; MESQUITA, 2012; CHIRINÉA; BRANDÃO, 2015; LUCIANA; FERREIRA,
2013; CAMARGO; PINTO; GUIMARÃES, 2008; SOARES; ALVES, 2013).
Impactos dos resultados do Ideb na escola são discutidos por Mesquita (2012), Paz e Ra-
phae (2012), Alves e Xavier (2013), Almeida, Dalben e Freitas (2013). Os referidos autores en-
fatizam a preocupação de como essas mensurações são tratadas no interior das escolas e
divulgadas pela mídia, assim como suas limitações. Almeida, Dalben e Freitas descrevem que:

ao ser interpretado como reflexo do trabalho desenvolvido pelas escolas, o


Ideb possui limitações postas pelo próprio delineamento que não o viabilizam
como tal, podendo ser, por isso mesmo, apenas um dos indicadores da ava-
liação das escolas, mas de forma alguma o único (ALMEIDA; DALBEN; FREITAS,
2013, p. 1162).

Mesquita enfatiza que:

[...] um dos problemas da divulgação destes resultados pela mídia está no


mau uso que alguns governos fazem destes indicadores, às vezes de forma
precipitada, com a necessidade de buscar culpados pelo insucesso da escola.
Ao se estabelecer um ranking entre as escolas, entre os municípios e até entre
os estados, pode ocorrer de apenas a escola e seus atores serem responsabi-
lizados pelo fracasso imposto pelos resultados (MESQUITA, 2012, p. 598).

Alves e Xavier (2013, p. 915) não discutem somente o impacto da publicação dos seus re-
sultados na mídia, mas a rapidez com que o Ideb se tornou uma referência em qualidade do
Ensino Fundamental brasileiro, orientador de políticas educacionais e novas dimensões à polí-
tica educacional brasileira.
Camargo, Pinto e Guimarães (2008) contribuem com Alves e Xavier (2013) ao ressaltarem
que a maneira como é divulgado o Ideb, por escola e por alguns sistemas/redes de ensino,
responsabilizando-as por possíveis maus resultados, faz com que professores experientes e
mais capacitados migrem de escolas com baixos índices, aumentando a desigualdade escolar.
Segundo Soares e Alves (2013, p. 190), “o uso unidimensional do Ideb, ou seja, a divulgação de
seu valor bruto sem a consideração das condições contextuais das escolas é o que prevalece
no uso público do indicador”.

18
A forma de divulgação e tratamento da informação enfatizam a responsabilização das es-
colas por tais resultados, desconsiderando fatores não pedagógicos que também influenciam
no desempenho dos estudantes (FRANCO; ALVES; BONAMINO; 2007; FREITAS, 2007; SOARES;
ALVES; 2013; SOARES; XAVIER, 2013).
É perceptível que grandes problemas elencados se referem ao mau uso dessa política
de avaliação. Pautada inicialmente em um mecanismo de controle de resultados, a mesma
é tratada como mensuração de qualidade escolar e tais índices, utilizados frequentemente
como base de construção de rankings, acentuam a desigualdade, segregação e mecanismo de
coerção estatal em busca das metas propostas. Segundo Araújo e Fernandes (2009), “Nessa
tra jetória, o Brasil, aos poucos, adota uma tendência de comparação, acentuada a partir da
divulgação das notas do Ideb”. De fato, nesse sistema, é possível fazer comparativo entre es-
colas e entes federados. Comparar melhores e piores com base nesses resultados é, segundo
Araújo e Fernandes (2009), um cenário preocupante na educação brasileira.
Chirinéa e Brandão sintetizam os limites do IDEB ao dizer que:

O Ideb é um indicador importante na medida em que demonstra fragilida-


des nas escolas brasileiras relacionadas a fluxo e desempenho escolar; no
entanto, é insuficiente para medir a qualidade da educação por restringir-se
apenas a essas duas variáveis, desconsiderando outros aspectos igualmente
importantes para a qualidade, como a cultura organizacional da escola, a
prática docente, o nível socioeconômico e cultural das famílias, e o estilo de
gestão e liderança (2015, p. 473).

Segundo as autoras, “evidencia-se, portanto, que, além dos referenciais de fluxo e desem-
penho, há outros atributos ou fatores que contribuem para a qualidade da educação” (CHI-
RINÉA; BRANDÃO, 2015). Tais fatores não são levados em consideração pela avaliação externa.
Freitas (2007) propõe uma reflexão acerca do ranqueamento das escolas, municípios e
estados em relação aos resultados do Ideb. Em suas colocações, alerta para o fato de aspectos
como meritocracia, competição, prestação de contas e responsabilização das escolas estarem
sendo implantados. A política de quase mercado aplicada à educação é abordada pelo autor
como um tratamento de cunho neoliberal aplicado aos sistemas educacionais, transformando
as escolas em empresas privadas e deixando aos pais a escolha de melhores ou piores escolas
com base nos resultados do Ideb. Isso é preocupante à medida que perspectivas neoliberais
dentro das escolas podem acentuar a desigualdade intra e interescolares, classificando esco-
las “boas” e “ruins” com base em um indicador. O autor ainda discute a ideologia meritocrática
quando se coloca a avaliação educacional a serviço da mesma. Segundo o autor, a educação
fica limitada à aferição do mérito, ocultando as desigualdades internas na escola. Segundo
Freitas (2007) Prova Brasil, Saeb e Ideb deveriam ser instrumentos de monitoramento de ten-
dências e não instrumentos de pressão.
Araújo e Fernandes (2009) também demonstram preocupação com o fato de o Ideb ape-
nas considerar o resultado do processo educativo, desconsiderando os caminhos estruturais e
socioeconômicos que a aprendizagem trilha até ser consolidada. Soares e Alves (2013) propõe
uma ideia, com base no economista Amartya Sen, por meio da distinção de resultados finalís-
ticos e globais. De acordo com tal análise, o Ideb se encaixa na ideia de resultados finalísticos,
proposição do Estado regulador trabalhado no início do capítulo, no qual os processos até a
chegada de tal resultado não são justificados. A reflexão dos autores é que processos avaliati-
vos dessa natureza para resultados de políticas nem sempre são socialmente justos. No caso
particular da educação, isso se traduz em ausência de equidade nas análises.

19
A posição da pesquisa sobre equidade nos termos de tra jetória escolar é fundamentada
em Soares e Alves (2013), em que a definição do conceito no sistema educacional se faz à
medida que a “distribuição do desempenho dos grupos de alunos definidos por suas caracte-
rísticas sociais, de gênero ou raciais, por exemplo, é equivalente à distribuição total dos alu-
nos”. Em suma, em um panorama de equidade, a desigualdade social não pode ser ponto de
inflexão entre bom e mau desempenho, já que “fatores promotores de equidade intraescolar
são aqueles que propiciam moderação (e, eventualmente, a superação) da desigualdade no
desempenho escolar de alunos que frequentam as mesmas unidades escolares” (FRANCO et
al., 2007).
Em complemento à crítica ao Ideb, Franco, Alves e Bonamino (2007) consideram que os
dados da avaliação em larga escala oferecem oportunidade, ainda ímpar, para que se inves-
tigue empiricamente as consequências de políticas e práticas educacionais. Pelo referencial
teórico adotado, percebe-se que os autores pouco criticam a formulação ou a relação de de-
sempenho com o rendimento que o Ideb propõe. Segundo Alves e Xavier (2013, p. 906), “um
dos motivos da grande respeitabilidade que o Ideb obteve é o fato de agregar, em um único
indicador, uma medida de desempenho e outra de rendimento”. São dimensões relevantes.
Assim, o foco da crítica se pauta basicamente na forma como o Ideb é apresentado, desa-
gregado de fatores que têm correlação direta com tais resultados como nível socioeconômi-
co, infraestrutura escolar, condições de gestão, trabalho docente, clima organizacional, entre
outros. Freitas (2007) ressalta a importância das informações do Censo Escolar, que podem
fornecer variáveis que cotejem com os resultados do Ideb para “permitir melhor modelagem
da realidade”.
Segundo Araújo e Fernandes (2009), “O Saeb representa, portanto, a efetivação da ava-
liação em larga escala no contexto brasileiro, sendo a qualidade aferida mediante resultados
cognitivos”. Em uma análise bastante superficial, o quadro anterior nos dá olhar a um compa-
rativo dos índices apresentados nessa perspectiva histórica nos estados da federação. Araújo
e Fernandes (2009) salientam que, ainda que o Ideb apresente uma possibilidade comparati-
va, também pode extrair as desigualdades regionais que caracterizam a heterogeneidade da
educação brasileira. Observa-se que a constatação de melhoria de desempenho é fato.
Tais autores complementam que “nas políticas educacionais há, ao que tudo indica, uma
preponderância crescente na utilização de indicadores enquanto ferramenta de avaliação da
qualidade”. Como esta é padronizada, a comparação desses indicadores é consequência. Para
Alves e Xavier (2013), “estão usando, cada vez com mais frequência, o desempenho de seus
alunos em avaliações externas da aprendizagem para orientar suas políticas educacionais”. É
uma tendência à utilização de mecanismos de mensuração de qualidade, normalmente apli-
cados em corporações que visam produtividade e lucro, para aferir qualidade educacional.
Araújo e Fernandes (2009) tratam o manuseio dos indicadores gerados pelas avaliações
de larga escala no país como um “termômetro que mede, mas não indica causas, tampouco
tratamento”. Freitas (2007) alerta que é importante saber como é a qualidade da educação
de escolas com alunos de nível socioeconômico inferior. O que o autor combate é fazer disso
ponto de partida para que, com base nos resultados de avaliações, a lógica meritocrática e a
responsabilização da escola sejam pauta dos debates escolares.
Soares e Xavier ressaltam a importância da divulgação contextualizada do Ideb:

O Ideb deve ser divulgado de forma contextualizada, que contenha pelo me-
nos uma descrição do nível socioeconômico das escolas ou dos municípios.
Idealmente, outras características das escolas, como sua infraestrutura, de-
vem também ser consideradas. Isso não advoga que as expectativas relativas
ao aprendizado dos alunos devem ser diferentes em diferentes municípios,
mas apenas que, para atingir os aprendizados necessários, alguns cenários
sociais são mais adversos do que outros (2013, p. 920).

20
Com base na revisão da literatura acadêmica apresentada, é possível afirmar que boa
parte dos textos e estudiosos do tema não questionam o indicador em questão enquanto uma
ferramenta de monitoramento das escolas e entes federados, mas sim o fato da utilização do
Ideb como único indicador que mede a qualidade da educação brasileira. Nesse sentido, o qua-
dro síntese a seguir aborda, no entendimento da pesquisa e com base na literatura acadêmica,
as virtudes e limites do Ideb enquanto indicador que visa a mensurar a qualidade da educação
brasileira.

Quadro 2 – Quadro síntese de virtudes, limites e fragilidades do Ideb com base na


revisão de literatura e visão dos autores

VIRTUDES DO IDEB LIMITES E FRAGILIDADES DO IDEB


Fatores intraescolares como condições
de trabalho e formação docente, de
gestão escolar, de infraestrutura, mate-
Consegue aliar duas dimensões im- riais pedagógicos, laboratórios, excesso
portantes para a tra jetória escolar dos de alunos por turma, ambiente escolar,
alunos, desempenho e rendimento. entre outros, além de fatores extraesco-
lares como condições socioeconômicas,
de violência doméstica etc, não são con-
siderados.
É necessária maior efetividade de am-
Os dados do Ideb são de fácil acesso. pliação da informação acerca do aces-
so e possibilidades do uso dos dados.
A escala de 0 a 10 pode dar uma ideia
de que 6 é uma “nota” média e 9 é uma
boa “nota”, pela escala normalmen-
te utilizada em avaliações formativas.
Por ser um número na escala de 0 a 10, Entretanto, Alves e Soares (2013) sa-
possibilita melhor compreensão acerca lientam que a maioria dos resultados
do resultado. de 2013 está concentrada entre 4 e 6,5,
fato que evidencia que, para este ano, o
Ideb de escolas e sistemas/redes de en-
sino fora deste intervalo são resultados
de exceção.
É possível acessar os dados de forma Os microdados são disponibilizados
desagregada através do download de em formato .CSV e .TXT, que carecem
microdados, que permite observar não de expertise e em alguns casos de
só na série histórica, como também nas software específico que abra grandes
proficiências e rendimento em separado. bancos de dados.
A não divulgação das proficiências por
A não divulgação das proficiências por
aluno não permite um trabalho peda-
aluno evita qualquer tipo de segrega-
gógico diferenciado com os resultados
ção individual ou constrangimento para
da Prova Brasil com vistas à diminui-
o discente.
ção da desigualdade intraescolar.

21
A divulgação livre de todos os índices
Valores muito baixos de Ideb por escola por rede/sistema e dos microdados
podem permitir ao ente federativo ações permite a prática de ranqueamento de
efetivas para auxiliar a gestão da insti- escolas, responsabilização de profes-
tuição de ensino a possíveis melhorias soras e acentuação da desigualdade
no processo de ensino aprendizagem. entre as escolas de uma rede/sistema
de ensino.
Possibilita a rede/sistema de ensino a
nortear sua prática pedagógica visan-
do somente maior aferição na Prova
Permite à rede/sistema de ensino ter um Brasil e uma progressão automática,
panorama da educação e da efetividade além de a frequência mínima de 50%
de atendimento da demanda em termos para escolas de, no mínimo, 20 alu-
de desempenho em Língua Portuguesa e nos matriculados para a realização
Matemática e fluxo escolar. da prova, propiciar a possibilidade de
excluir alunos de menor desempenho
em aprendizagem no dia a dia para a
aplicação da avaliação.
Fonte: Silva (2017).

Atualmente, é possível explorar o site do Inep e baixar microdados, analisar resultados e


ter acesso a uma série de documentos e ferramentas que propiciem traçar um panorama em
números da educação, seja no município, estado ou país. Antes de conhecermos um pouco do
que o Inep produz, vejamos como isso se deu historicamente a partir de 2005.
Segundo Alves e Soares (2013), “Em um único número, expresso na escala de zero a 10,
ele (Ideb) traduz a qualidade da educação e permite comparar as unidades avaliadas – esco-
las, redes e sistemas estaduais e municipais de ensino”. Também é possível acompanhar sua
evolução ao longo do tempo, em decorrência da permanência de suas matrizes de referência.
Isso é questionado. A literatura acadêmica alerta que, ainda que o indicador meça di-
mensões importantes, como rendimento e desempenho, não são os únicos fatores para que
tenhamos uma educação de qualidade. Condições citadas nas aulas anteriores, como infraes-
trutura adequada, ambiente escolar, clima organizacional, vulnerabilidade social dos alunos,
modelo de gestão da escola, condição de trabalho docente, são fundamentais para contextu-
alizar esses resultados. O que normalmente acontece é o tratamento do Ideb em um sentido
de ranqueamento das escolas e responsabilização pelo ente federativo. O que deveria ser uma
ferramenta de monitoramento da educação se torna um índice de produtividade e eficiência,
o qual classifica escolas e sistemas de ensino, “aquecendo o mercado educacional” e transfor-
mando o ambiente da educação em uma competição. A literatura não se mostra contra o Ideb,
somente questiona a forma como ele é utilizado.
A educação brasileira conta com outros indicadores. No quadro a seguir é possível distin-
guir os mesmos, todos formulados, fomentados e divulgados pelo Inep.

22
Quadro 3 – Indicadores da Educação Brasileira além do Inep - 2016

Indicador Objetivo
Média de Alunos por Turma Mensura a média de alunos por turma
por ente federado
Média de Horas Aula Diárias Indica quanto tempo o aluno fica em
média na escola
Taxas de Distorção Idade Série Mede em percentuais os alunos fora da
idade certa por ano nas escolas
Taxa de Rendimento Mede em percentuais aprovação, aban-
dono, reprovação e evasão escolar
Percentual de Docentes com Curso Su- Mede em percentuais os docentes com
perior ensino superior no país
Adequação da Formação Docente Indica a formação inicial dos docentes
Regularidade do Corpo Docente Mensura a permanência dos professores
na escola nos últimos cinco anos
Esforço Docente Mensura o esforço empreendido na pro-
fissão
Complexidade de Gestão da Escola Utiliza o Censo Escolar para mensurar a
complexidade de gestão
Nível Socioeconômico Mapeia as condições socioeconômicas
dos alunos e das escolas brasileiras
Fonte: Inep (2016).

O Anexo I traz alguns resultados nacionais acerca do Ideb. Entretanto, são médias que
escondem uma grande desigualdade em termos de resultados. Algumas políticas como a me-
lhoria do fluxo escolar e a ênfase em Língua Portuguesa e Matemática são provenientes da
força desse indicador. São muitos fatores que definem uma escola de qualidade, e que ainda
não são possíveis de serem definidos consensualmente. O fato é que o Ideb observa duas di-
mensões importantes na escola: desempenho e fluxo, mas não são as únicas relevantes nesse
processo.

Interpretação da avaliação em larga escala

Enquanto professoras e professores, não é simples lidar com o fato de que nossos estu-
dantes serão avaliados por meio de um teste externo, cuja a aplicação é conduzida por um
profissional também externo à escola. Além disso, as questões da prova são sigilosas, não é
permitido fotografar ou realizar nenhum tipo de reprodução, as respostas dos estudantes são
registradas em gabaritos e essa forma de registro não é a usual no Ensino Fundamental. To-
davia, precisamos compreender todos os elementos que compõem esse formato de avaliação
para que impressões equivocadas não comprometam o uso pedagógico dessa ferramenta
em sala aula, pois, apesar da não participação das profissionais do magistério na elaboração
e não divulgação dos resultados individuais dos alunos, o material disponibilizado pelo Inep
possibilita uma infinidade de ações pedagógicas.

23
Um elemento importante é compreender que, no caso da Prova Brasil, a metodologia
usada para analisar as respostas dos estudantes é a Teoria de Resposta ao Item (TRI). No
ambiente escolar, estamos habituados às avaliações que usualmente têm como base a Teoria
Clássica de Testes (TCT), enquanto os testes baseados na TCT atribuem maior nota ou maior
domínio do conteúdo com base no número de acertos, a TRI avalia a coerência das respostas
e o seu resultado é dado com base em uma escala, que, apesar de ser numérica, não gera uma
nota, mas sim proficiência.
A escala do Saeb vai de 0 a 500 e cada ponto corresponde a habilidades e conhecimentos
que podem ser demostrados e aferidos por meio de um teste. A lógica da escala considera o
acúmulo de conhecimento que se dá ao longo dos anos na escola e o ponto de corte de cada
faixa não é o limite, os estudantes podem demostrar conhecimento além do previsto para o
ano/série.
Figura 1: Escala Saeb

Fonte: MEC/INEP, 2019. Informações organizadas pelos autores.

A capacidade da TRI em avaliar a coerência das respostas dos estudantes é determinada


por sua metodologia,

Essa metodologia sugere formas de representar a relação entre a probabili-


dade de um indivíduo acertar a resposta de um item e seus traços latentes,
proficiências ou habilidades na área do conhecimento avaliada (Andrade; Ta-
vares; Valle, 200). Para analisar o item, a TRI pode utilizar um, dois ou três
parâmetros:
i. “A” Parâmetro de discriminação.
ii. “B” Parâmetro de dificuldade.
iii. “C” Parâmetro de acerto casual. (BRASIL, 2012, p.11).

O parâmetro A diz respeito à capacidade de discriminar quem tem ou não determinada


habilidade/conhecimento, por exemplo, se um item (questão do teste) pretende avaliar quan-
tos alunos sabem converter medidas (ex: gramas em quilogramas) e nenhum estudante acer-
ta, isso pode indicar que o item, por algum motivo que precisaria ser investigado, não cumpre
a função de fazer a distinção esperada.
O parâmetro B tem relação com o nível de dificuldade. Cada item do teste tem uma classi-
ficação que usa a mesma escala de 0 a 500 para determinar o que tecnicamente é chamado
de ancoragem, dessa forma, um item ancorado em 200 provavelmente será respondido de
forma correta por estudantes com proficiência de 200 ou mais.

24
O parâmetro C identifica possíveis situações de respostas aleatórias (comumente cha-
mado de chute), por exemplo, quando um estudante erra uma série de itens correspondentes
a um nível mais baixo e acerta uma que exigiria maior proficiência.
Os parâmetros são a base da análise estatística do resultado dos testes e para analisar
os resultados das escolas precisamos compreender 1) a escala de proficiências, 2) os níveis
da escala, 3) a matriz de referência e 4) os descritores que guiam a elaboração dos itens que
compõem os testes.
Os níveis consistem na segmentação da escala em faixas que representam um conjunto
de habilidades/conhecimentos, o Inep disponibiliza uma interpretação pedagógica dos níveis/
escala para cada ano/série e área do conhecimento avaliada, conforme demonstra a quadro
4. Para cada um dos níveis há uma descrição que explica o que o grupo de estudantes que se
encontra no referido nível é capaz de desempenhar.
Quadro 4: Níveis da escala Saeb
Escala de Língua Portuguesa Escala de Matemática
Nível 0 125 ou menos Nível 0 125 ou menos
Nível 1 125 a 150 Nível 1 125 a 150
Nível 2 150 a 175 Nível 2 150 a 175
Nível 3 175 a 200 Nível 3 175 a 200
Nível 4 200 a 225 Nível 4 200 a 225
Nível 5 225 a 250 Nível 5 225 a 250
Nível 6 250 a 275 Nível 6 250 a 275
Nível 7 275 a 300 Nível 7 275 a 300
Nível 8 300 a 325 Nível 8 300 a 325
Nível 9 Maior que 325 Nível 9 325 a 350
Nível 10 350 a 375
Nível 11 375 a 400
Nível 12 Maior que 400
Fonte: MEC/INEP, 2019. Informações organizadas pelos autores.

Para obter os resultados da escola basta acessar http://sistemasprovabrasil.inep.gov.br/


provaBrasilResultados/, preencher o código Inep da escola ou os demais campos solicitados.
Este sistema gera um boletim da escola com os resultados da Prova Brasil e com informações
contextuais que contribuem para a leitura qualificada dos dados.

25
Quadro 5: Dados contextuais disponibilizados pelo sistema da Prova Brasil
Nível socioeconômico Formação docente
Grupo 5 Anos iniciais do EF Anos finais do EF Ensino Médio
78,10% 57,10% Não foi possí-
vel calcular
Participação na avaliação
Os dados a seguir mostram os estudantes presentes (total de estudantes presen-
tes na etapa avaliada no dia de aplicação do teste e consistentes com o Censo
2017): os alunos matriculados no Censo (quantidade de alunos matriculados na
etapa avaliada conforme Censo 2017) e a Taxa de Participação da Escola (total de
presentes dividido pela quantidade de matriculados no Censo).
5º ano do EF 9º ano do EF 3º série do EM
Estudantes presentes 59
Quantidade de alunos 63
matriculados
Taxa de participação 93,65
Fonte: MEC/INEP, 2017.

A taxa de participação dos estudantes, que consta no material, é um indicador contextual


importante porque possibilita identificar o percentual do grupo que os resultados da prova
analisados pela TRI representam. Como os resultados da prova são divulgados por grupos
(cidade, escola e etapa de ensino), quanto mais estudantes realizarem o teste, mais próximo o
resultado é da realidade do grupo, por isso é importante incentivar que os estudantes estejam
presentes no dia prova, esse é o primeiro fator para a qualidade da informação gerada pela
prova.
Depois dos dados contextuais, o relatório da Prova Brasil apresenta um gráfico dos resul-
tados, conforme podemos observar na figura 2. Este gráfico ilustra o percentual de estudantes
em cada nível e abaixo seguem as descrições do desempenho. O caso abaixo representa o
resultado real de uma escola, cuja a identificação foi preservada, mas todos esses dados são
públicos e podem ser acessados tanto por profissionais da educação como pela comunidade
em geral.
No resultado do 5º ano, em Língua Portuguesa, na escola abaixo representada, a maioria
dos estudantes no nível 4, ou seja, 33,17% tem proficiência entre 200 e 225, isso significa que
esse grupo provavelmente tem as habilidades correspondentes aos níveis anteriores além das
habilidades do nível 4, entre elas: reconhecer planificação de pirâmides em meio a um conjun-
to de planificações, converter hora em minutos, associar a metade de um total a sua porcen-
tagem equivalente, localizar um dado em tabela de dupla entrada, entre outras.
Analisando os níveis 0 e 2, somam-se 15,26% os estudantes que demandam de mais aten-
ção, pois suas habilidades e conhecimentos desenvolvidos, que puderam ser avaliados no tes-
te, são respectivos a adições simples com dinheiro e localizar maiores e menores elementos
em tabelas e gráficos, conforme lê-se na figura a seguir.

26
Figura 2: Dados disponibilizados pelo sistema da Prova Brasil

Quadro 6: Relação nível x descrição do nível


Nível Descrição do Nível
Nível 0 A Prova Brasil não utilizou itens que avaliam as habilidades deste
nível. Os estudantes localizados abaixo do nível 125 requerem
Desempenho atenção especial, pois não demonstram habilidades muito ele-
menor que 125 mentares.
Nível 1 Os estudantes provavelmente são capazes de:
Desempenho GRANDEZAS E MEDIDAS
maior ou igual Determinar a área de figuras desenhadas em malhas quadricula-
a 125 e menor das por meio de contagem.
que 150
Além das habilidades anteriormente citadas, os estudantes pro-
vavelmente são capazes de:
Nível 2 NÚMEROS E OPERAÇÕES; ÁLGEBRA E FUNÇÕES
Desempenho Resolver problemas do cotidiano envolvendo adição de peque-
maior ou igual nas quantias de dinheiro.
a 150 e menor
que 175 TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES
Localizar informações, relativas ao maior ou menor elemento,
em tabelas ou gráficos.
Fonte: MEC/INEP, 2017.

27
Como o objetivo usual da Prova Brasil não é avaliar individualmente, os resultados permi-
tem estruturar um planejamento direcionado ao conjunto dos estudantes.
O importante é que a avaliação em larga escala não guie o planejamento, mas agregue
informações, que associadas à avaliação processual realizada pela professora, contribua para
a aprendizagem dos estudantes.
Além dos resultados da escola, também são disponibilizadas algumas estatísticas de
comparação entre a sua escola e escolas com características similares, como ilustra a quadro
7. A comparação, neste caso, permite com que a equipe pedagógica consiga situar a escola,
em relação às demais escolas do país, uma leitura do macro para conhecer o todo e contribuir
para análise do caso específico de cada escola.

Quadro 7: Dados disponibilizados pelo sistema da Prova Brasil

Distribuição Percentual dos Alunos do 5O ano do Ensino Fundamental por


Nível De Proficiência
Distribuição dos Alunos por Nível de Proficiência em Língua Portuguesa
Nível 0 Nível 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 Nível 6 Nível 7 Nível 8 Nível 9
Sua
3,68% 10,18% 19,20% 18,37% 21,94% 13,27% 13,36% 0,00% 0,00% 0,00%
Escola
Escolas
Simila- 1,44% 3,43% 6,55% 12,36% 17,10% 20,75% 19,26% 11,79% 5,41% 1,90%
res
Nível 0 Nível 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 Nível 6 Nível 7 Nível 8 Nível 9
Total
Municí- 1,64% 4,86% 8,95% 13,95% 18,13% 19,57% 16,71% 10,25% 4,86% 1,07%
pio
Total
2,04% 5,23% 9,02% 13,16% 17,16% 18,98% 16,49% 10,80% 5,69% 1,45%
Estado
Total
3,20% 7,90% 12,32% 15,90% 18,24% 17,29% 13,25% 7,56% 3,47% 0,87%
Brasil
Fonte: MEC/INEP, 2017.

Entretanto, a Prova Brasil não se resume aos testes de Língua Portuguesa e Matemática, os
dados contextuais que o Inep divulga, que já listamos anteriormente neste texto, como o nível
socioeconômico dos estudantes, formação dos professores, o indicador de complexidade de
gestão da escola, são gerados a partir dos questionários respondidos na ocasião da prova.
Nesse sentido, apesar dos testes e do resultado do Ideb não contemplarem em suas fórmulas
os dados de contexto, essas informações são divulgadas e podem compor a análise realizada
no âmbito da escola.

A elaboração dos testes

Este trecho tem como objetivo explanar brevemente como se constitui a elaboração dos
testes em larga escala, que fazem uso da metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TCT),
mas podem haver estruturas diferenciadas a depender da avaliação e os processos podem
variar de acordo com a natureza das provas.

28
Compreender a elaboração dos testes contribui para tornar mais próximo de nós esse
instrumento e o entendimento do processo origina mais ferramentas para a compreensão dos
resultados.
O currículo é o primeiro elemento da elaboração dos testes, no caso da Prova Brasil, como
se trata de uma avaliação nacional, a base primordial é pensar quais conteúdos são trabalha-
dos em todo o país e que são possíveis de serem mensurados no formato de um teste, cujo
resultado é a proficiência expressa em uma escala.
Dos conteúdos que derivam a matriz de referência, para o Saeb, temos uma matriz de re-
ferência para cada componente curricular e ano/série avaliado. A matriz de Matemática se di-
vide em quatro especificações: espaço e forma, grandezas e medidas, números e operações/
álgebra e funções, e tratamento da informação. Tomamos como exemplo a matriz do 5º ano.
A primeira parte da matriz, como podemos visualizar no quadro 8, é composta por 5 des-
critores, eles não contemplam todo o conhecimento escolar sobre espaço e forma, mas dizem
respeito a conteúdos básicos referente ao 5º ano.

Quadro 8: Descritores de espaço e forma – Matemática, 50ano

Espaço e Forma
Identificar a localização/movimentação de objetos em mapas, croquis e
D1
outras representações gráficas.
Identificar propriedades comuns e diferenças entre poliedros e corpos
D2
redondos, relacionando figuras tridimensionais com suas planificações.
Identificar propriedades comuns e diferenças entre figuras bidimensio-
D3
nais pelo número de lados, pelos tipos de ângulos.
Identificar quadriláteros observando as posições relativas entre seus la-
D4
dos (paralelos, concorrentes, perpendiculares).
Reconhecer a conservação ou modificação de medidas dos lados, do pe-
D5 rímetro, da área em ampliação e/ou redução de figuras poligonais usando
malhas quadriculadas.
Fonte: MEC/INEP, 2019.

O segundo conjunto de descritores da matriz de Matemática lista os conhecimentos rela-


tivos a grandezas e medidas que podem ser avaliados na Prova Brasil, podemos observar que
os descritores envolvem processos de estimativa, resolução de problemas, estabelecimento
de relações em que se faz necessário entender a aplicabilidade do conhecimento.

Quadro 9: Descritores de grandezas e medidas – Matemática, 50ano

Grandezas e Medidas
D6 Estimar a medida de grandezas utilizando unidades de medida conven-
cionais ou não.
D7 Resolver problemas significativos utilizando unidades de medida padro-
nizadas como km/m/ cm/mm, kg/g/mg, l/ml.
D8 Estabelecer relações entre unidades de medida de tempo.
D9 Estabelecer relações entre o horário de início e término e/ou o intervalo
da duração de um evento ou acontecimento.

29
D10 Num problema, estabelecer trocas entre cédulas e moedas do sistema
monetário brasileiro, em função de seus valores.
D11 Resolver problema envolvendo o cálculo do perímetro de figuras planas,
desenhadas em malhas quadriculadas.
D12 Resolver problema envolvendo o cálculo ou estimativa de áreas de figu-
ras planas, desenhadas em malhas quadriculadas.
Fonte: MEC/INEP, 2019.

O terceiro conjunto é o que tem maior quantidade de descritores, são 13, para expressar
os conhecimentos em números e operações/álgebra e funções. No quadro 10, nota-se que são
relativos à porcentagem, composição e decomposição, sistema monetário etc.

Quadro 10: Descritores de números e operações/álgebra e funções – Matemática, 50ano

Números e operações/Álgebra e funções


Reconhecer e utilizar características do sistema de numeração decimal,
D13 tais como agrupamentos e trocas na base 10 e princípio do valor posi-
cional.
D14 Identificar a localização de números naturais na reta numérica.
Reconhecer a decomposição de números naturais nas suas diversas or-
D15
dens.
Reconhecer a composição e a decomposição de números naturais em
D16
sua forma polinomial.
D17 Calcular o resultado de uma adição ou subtração de números naturais.
Calcular o resultado de uma multiplicação ou divisão de números natu-
D18
rais.
Resolver problema com números naturais, envolvendo diferentes signifi-
cados da adição ou subtração: juntar, alteração de um estado inicial (po-
D19
sitiva ou negativa), comparação e mais de uma transformação (positiva
ou negativa).
Resolver problema com números naturais, envolvendo diferentes signi-
D20 ficados da multiplicação ou divisão: multiplicação comparativa, ideia de
proporcionalidade, configuração retangular e combinatória.
D21 Identificar diferentes representações de um mesmo número racional.
Identificar a localização de números racionais representados na forma
D22
decimal na reta numérica.
Resolver problema utilizando a escrita decimal de cédulas e moedas do
D23
sistema monetário brasileiro.
Identificar fração como representação que pode estar associada a dife-
D24
rentes significados.
Resolver problema com números racionais expressos na forma decimal
D25
envolvendo diferentes significados da adição ou subtração.
Resolver problema envolvendo noções de porcentagem (25%, 50%,
D26
100%).
Fonte: MEC/INEP, 2019.

30
Os últimos dois descritores são sobre tratamento da informação e especificam que a ha-
bilidade avaliada é a leitura dos dados em tabelas e gráficos.

Quadro 11: Tratamento da informação – Matemática, 5O ano

Tratamento da informação
Resolver problema envolvendo informações apresentadas em tabelas
D36
e/ou gráficos.
Associar informações apresentadas em listas e/ou tabelas simples aos
D37
gráficos que as representam e vice-versa.
Fonte: MEC/INEP, 2019.

A lista de descritores é fundamental para a elaboração dos itens que compõem a prova
e também para a interpretação dos resultados. O Inep divulga, por meio dos microdados, o
gabarito dos testes, assim é possível calcular os percentuais de acerto por descritor. Porém,
como exige um conhecimento específico para trabalhar com banco de dados, essa informa-
ção não é acessível como o resultado da escola e os percentuais dos estudantes por nível,
sendo essa uma das críticas já apresentadas no decorrer deste texto.
Na montagem dos testes, a presença proporcional dos descritores é fundamental, a prova
é estruturada em blocos, os estudantes não respondem às mesmas questões, pois uma quanti-
dade de itens é extraída do banco nacional de itens e são organizados para formar diferentes
conjuntos de testes. Cada teste respondido precisa ter itens (questões) de diferentes descri-
tores e com diferentes parâmetros de dificuldade, isto porque, para identificar a proficiência,
são necessárias respostas de itens mais fáceis e mais difíceis.
A avaliação em larga escala tem uma longa história no Brasil e podemos aguardar a con-
tinuidade desses processos. Quanto ao uso dos resultados das avaliações, cabe tencioná-los
no sentido do diagnóstico da educação pública e como instrumento pedagógico e político
em prol da qualidade da educação e não de ações que gerem penalidade ou competitividade
desguarnecida de sentido entre as escolas da rede pública.
Nesse sentido, algumas conclusões deste texto são resumidas em alguns apontamentos:
• As avaliações de larga escala são instrumentos consolidados no país, sendo que seu uso
político, e não somente como monitoramento e auxílio para as políticas educacionais, é
questionado pela literatura acadêmica;
• Esse fenômeno não é só brasileiro, mas potencializado por pressões internacionais em
busca de melhores resultados;
• O Ideb é um indicador com virtudes, mas que desconsidera uma série de fatores internos
e externos à escola, influentes na qualidade educacional, além de ser tratado frequente-
mente como um número absoluto que desconsidera questões sociais e econômicas das
localidades das escolas;
• O uso dos resultados da Prova Brasil é convergente com o trabalho escolar, desde que a
incorporação no planejamento se dê na relação com o trabalho desenvolvido pelas profes-
soras e equipe pedagógica.

31
Matrizes de referência, temas e seus descritores –
Língua Portuguesa

Para Que Serve A Utopia?


“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia?
Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”
Eduardo Galeano

As matrizes referências são utilizadas especificamente no contexto das avaliações em lar-


ga escala para indicar as habilidades a serem aferidas em cada item da prova/simulado, em
cada etapa da escolarização, servindo como base para a padronização dos itens avaliativos e,
também para a construção de escalas de proficiência que classificam e ordenam o resultado
dos estudantes ao final do processo.
As frações menores são denominadas descritores e especificam o que cada enunciado da
questão elaborada pretende mensurar e medir, considerando o ano/série do estudante, bem
como entrelaçam as possíveis intenções de associações entre os conteúdos curriculares e as
operações mentais desenvolvidas pelos alunos para as respostas formuladas.
Conforme descrito pelo Inep6, cabe lembrar que: “As matrizes [...] não englobam todo o
currículo escolar e não devem ser confundidas com procedimentos, estratégias de ensino ou
orientações metodológicas, já que o recorte da avaliação só pode ser feito com base em mé-
tricas aferíveis”, ou seja, via de regra como todo suporte e instrumento avaliativo, mais que o
resultado, a análise efetiva de como usar o erro ou acerto do aluno deverá ser direcionado pelo
crivo sensível e atento do professor ou professora em sala de aula.
Assim, apresentamos as matrizes para que os gabaritos comentados sejam melhores en-
tendidos e que possam ser, inclusive, consultados em caso de
dúvidas e formulações de outras questões pertinentes e ne-
cessárias para a aprendizagem dos alunos e alunas. Ainda,
pensando em proporcionar uma melhor compreensão da evo-
lução desses descritores na passagem dos anos, apresenta-
mos os quadros específicos do ano correspondente, do ano
convergente e dos anos subsequentes, permi-
tindo ao professor e professora visualizar como
os descritores se ampliam e se aprofundam em
relação às habilidades e competências espera-
das dos alunos.

32
Matriz referência – Língua Portuguesa 2O Ano

Apropriação do sistema de escrita: habilidades


1O EIXO relacionadas à identificação e ao reconhecimen-
to de princípios do sistema de escrita.
Habilidade (descritor) Detalhamento da habilidade (descritor)
Diferenciar letras de outros sinais gráficos, identi-
D1: Reconhecer letras. ficar pelo nome as letras do alfabeto ou reconhe-
cer os diferentes tipos de grafia das letras.
Identificar o número de sílabas que formam uma
D2: Reconhecer sílabas. palavra por contagem ou comparação das síla-
bas de palavras dadas por imagens.
Identificar em palavras a representação de uni-
dades sonoras como:
D3: Estabelecer relação
• letras que possuem correspondência sonora
entre unidades sonoras única (ex.: p, b, t, d, f);
e suas representações • letras com mais de uma correspondência sono-
gráficas. ra (ex.: “c” e “g”);
• sílabas.
2° EIXO Leitura
Habilidade (descritor) Detalhamento da habilidade (descritor)
Identificar a escrita de uma palavra ditada ou
ilustrada, sem que isso seja possível a partir do
D4: Ler palavras. reconhecimento de um único fonema ou de uma
única sílaba.
Localizar informações em enunciados curtos e
de sentido completo, sem que isso seja possível
D5: Ler frases. a partir da estratégia de identificação de uma
única palavra que liga o gabarito à frase.
Localizar informação em diferentes gêneros tex-
tuais, com diferentes tamanhos e estruturas e
D6: Localizar informa- com distintos graus de evidência da informação,
ção explícita em textos. exigindo, em alguns casos, relacionar dados do
texto para chegar à resposta correta.
Antecipar o assunto do texto com base no supor-
te ou nas características gráficas do gênero ou,
D7: Reconhecer assunto ainda, em um nível mais complexo, reconhecer
de um texto. o assunto, fundamentando-se apenas na leitura
individual do texto.
Antecipar a finalidade do texto com base no su-
porte ou nas características gráficas do gênero
D8: Identificar a finali- ou, ainda, em um nível mais complexo, identificar
dade do texto. a finalidade, apoiando-se apenas na leitura indi-
vidual do texto.
D9: Estabelecer relação Identificar repetições e substituições que
entre partes do texto. contribuem para a coerência e a coesão textual.
D10: Inferir informação. Inferir informação.

33
Matriz referência – Língua Portuguesa 5O Ano

I. Procedimentos de Leitura
D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
D6 – Identificar o tema de um texto.
D11 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
II. Implicações do Suporte, do Gênero e/ou do Enunciador na
Compreensão do Texto
Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propa-
D5 –
gandas, quadrinhos, foto, etc.).
D9 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
III. Relação entre Textos
Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na com-
paração de textos que tratam do mesmo tema, em função das
D15 –
condições em que ele foi produzido e daquelas em que será re-
cebido.
IV. Coerência e Coesão no Processamento do Texto
Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando re-
D2 – petições ou substituições que contribuem para a continuidade de
um texto.
Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que cons-
D7 –
troem a narrativa.
Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elemen-
D8 –
tos do texto.
Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, mar-
D12 –
cadas por conjunções, advérbios, etc.
V. Relações entre Recursos Expressivos e Efeitos de Sentido
D13 – Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e
D14 –
de outras notações.
VI. Variação Linguística
Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o
D10 –
interlocutor de um texto.

34
Matriz referência – Língua Portuguesa 9O Ano

I. Procedimentos de Leitura
D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
D6 – Identificar o tema de um texto.
D14 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
II. Implicações do Suporte, do Gênero e/ou do Enunciador na Compre-
ensão do Texto
Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas,
D5 –
quadrinhos, foto, etc.).
D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
III. Relação entre Textos
Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na compara-
D20 – ção de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em
que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.
Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao
D21 –
mesmo fato ou ao mesmo tema.
IV. Coerência e Coesão no Processamento do Texto
Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições
D2 –
ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.
D7 – Identificar a tese de um texto.
Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sus-
D8 –
tentá-la.
D9 – Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem
D10 –
a narrativa.
Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do
D11 –
texto.
Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas
D12 –
por conjunções, advérbios, etc.
V. Relações entre Recursos Expressivos e Efeitos de Sentido
D16 – Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de
D17 –
outras notações.
Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determi-
D18 –
nada palavra ou expressão.
Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos
D19 –
ortográficos e/ou morfossintáticos.
VI. Variação Linguística
Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlo-
D13 –
cutor de um texto.

35
Orientações para aplicação das questões

Propomos este material como uma ferramenta complementar a todas as outras ações
que você, professor e professora, já desenvolve no seu dia a dia em sala de aula. Nesse sen-
tido, consideramos a rotina, dinamismo e especificidades de cada localidade e grupo de es-
tudantes atendidos na formulação das provas apresentadas em capítulos no livro do aluno
e apresentamos as seguintes possibilidades para que essa ferramenta educacional seja um
diferencial para a aprendizagem dos seus alunos e alunas:
1) Você poderá ou não utilizar as questões na ordem que são apresentadas. Organize
de acordo com seu planejamento e o currículo de sua escola. Escolha aquelas que estão em
sintonia com sua proposta de trabalho e projetos ou, ainda, com as intenções avaliativas que
espera de seus alunos. Por exemplo: selecione apenas as de nível “fácil” para aqueles alunos
que apresentam maiores dificuldades para orientar um plano diagnóstico e possibilitar uma
readequação de planejamento e estratégias didáticas.
2) Você pode retornar ao material e utilizar as provas como “simulados”, seguindo as
orientações padrões do Ministério da Educação – MEC e, com isso, além de qualificar o con-
teúdo, permitir aos estudantes que se apropriem da linguagem formal que esse formato de
avaliação exige. Sabemos, por exemplo, que para muitos alunos e alunas preenchimento de
gabaritos, limitação de tempo, autonomia para interpretação de enunciados e atenção focal
são novidades e, com essa ferramenta, haverá a oportunidade de desenvolver essas compe-
tências de maneira significativa, para além do treino.
3) Nas provas padrões disponibilizadas pelo Inep/MEC haverá a indicação do ícone “me-
gafone” em frente aos enunciados das questões dos segundos anos. Esse recurso visual
indica que esses trechos devem ser lidos pelo professor. Observe as orientações formais dis-
poníveis no Guia de Aplicação disponível no site do Inep:
• Leia o enunciado da questão-exemplo e certifique-se de que os alunos compreenderam
o que está sendo solicitado.
• Caso necessário, leia-o mais vezes, porém, avise aos alunos que, quando iniciarem o teste,
você só poderá repetir a leitura duas vezes.
• Esclareça que existe apenas uma resposta correta para cada questão.
• Diga aos alunos para marcarem um “X” apenas em um quadradinho, aquele que tiver a
resposta correta, e sem dizer a resposta em voz alta.
• Circule entre as carteiras e verifique se os alunos compreenderam que deverão marcar o
“X” somente em um quadradinho.
Assim, não esqueça que no momento da aplicação da prova todos os enunciados devem
ser lidos para os estudantes. Leia pausadamente, com clareza, garantindo que todos os alu-
nos e alunas estejam ouvindo o que está sendo dito. É fundamental conversar com a turma e
explicar a importância desse processo para essa avaliação, assim, estabeleça coletivamente
regras e combinados para o bom andamento da proposta.

36
Outros elementos fundamentais para um resultado real e condizente da realidade de sala
são:
• o resultado do teste reflete melhor a proficiência do aluno quando não há interferência
do professor/aplicador na resposta, portanto dicas não são adequadas em contextos de
testes.
• quando o professor lê a prova para os estudantes, as devidas pausas e marcas de pontu-
ação são importantes. Parece óbvio, mas qualquer ênfase dada em algum trecho da per-
gunta pode influenciar na resposta.
• o tempo é um fator interessante e pode ser mais um elemento para considerarmos na
avaliação. Os alunos que terminam primeiro são os que têm maior número de acertos?
Quantos não conseguem responder dentro do tempo estipulado?
• o erro é importante. O que as respostas erradas demostram? As alternativas erradas,
chamadas de distratores, têm uma função, elas podem indicar o raciocínio que levou o
estudante a assinalar uma resposta e não outra. Os gabaritos comentados apresentam
recursos possíveis para responder as questões e a judá-los em seu planejamento didático.

Como o próprio termo “avaliação externa em larga escala” indica, se trata de um elemen-
to exterior, mas pensado para avaliar uma grande quantidade de sujeitos e que pode soar
estranha à escola. Mas que o estudo aprimore nossa prática, fundamente nossas discussões e
seja fonte de argumentação nos momentos de enfrentamento, além de promover as condições
para extrair dos fatores externos elementos que acrescentem à prática pedagógica.

Ainda ao longo do conteúdo que preparamos, você encontrará códigos para escanear por
meio de aplicativo instalado no seu celular, conhecidos como QR Codes. Esses códigos leva-
rão você até textos complementares com informações extras que serão bastante importantes
para garantir o entendimento da sistemática das avaliações de larga escala.
Para ler os códigos, acesse a central de aplicativos do seu sistema operacional – PlayStore
ou AppStore - e faça o download do aplicativo “QR Code Reader”. Depois de instalado, abra o
aplicativo e aponte a câmera para o código impresso na página do livro. O aplicativo abrirá
uma caixa de diálogo, onde você clica em OK para ser redirecionado ao conteúdo.
Portanto, professor e professora, sugerimos que utilizem todos os recursos disponíveis e
usufrua o máximo possível do material que aqui reunimos. Pois assim, mesmo diante dos desa-
fios cotidianos, nossa ação poderá fazer a diferença no dia a dia dos nossos estudantes.

37
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
alizado por capítulo.
relato de memória ENCAMINHAMENTO DA AULA:
Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Sergey Novikov
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

38
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Essa lição atende ao des-


Língua Portuguesa / 7°ano
critor D1: Localizar infor-
mações explícitas em um
texto. Essa habilidade está Lição 01
categorizada no 1º Eixo da Faça leitura do texto e analise todas as características de uma nar-
Matriz Referência do SAEB, rativa desse gênero literário.

que Viver para contar


prevê habilidades relacio- Até a adolescência, a memória tem mais interesse no futuro que no pas-
sado, e por isso minhas lembranças da cidadezinha ainda não estavam idealiza-
nadas à interpretação e al- das pela nostalgia. Eu me lembrava de como ela era: um bom lugar para se viver,
fabetização textual. Espe- onde todo mundo conhecia todo mundo, na beira de um rio de águas diáfanas
que se precipitavam num leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos
ra-se que o pré-históricos. Ao entardecer, sobretudo em dezembro, quando passavam as
chuvas e o ar tornava-se de diamante, a Serra Nevada de Santa Marta parecia
aluno leia o texto com aproximar-se com seus picos brancos até as plantações de banana, lá na margem
atenção e possa identificar oposta. Dali dava para ver os índios arhuacos correndo feito formiguinhas en-
fileiradas pelos parapeitos da serra [...]. Nós, meninos, tínhamos então a ilusão
seu tema principal. de fazer bolas com as neves perpétuas e brincar de guerra nas ruas abrasadoras.
Pois o calor era tão inverossímil, sobretudo durante a sesta, que os adultos se
queixavam dele como se fosse uma surpresa a cada dia. Desde o meu nascimen-
to ouvi repetir, sem descanso, que as vias do trem de ferro e os acampamentos da
United FruitCompany foram construídos de noite, porque de dia era impossível
pegar nas ferramentas aquecidas pelo sol.
Gabriel García Marquez. Viver para contar. Rio de Janeiro: Record, 2003. Disponível em:
http://praticandogenerostextuaisnaescola.blogspot.com.br/p/coletanea-de-memorias-
literarias-da.html. Acesso em: 18 abril 2014.

39
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Língua Portuguesa / 7°ano


Essa atividade atende ao
descritor D4: Inferir uma
informação implícita em
Nesse momento, leia novamente o texto e grife as frases em que o
autor fala em primeira pessoa. um texto. Essa habilida-
de está categorizada no 1º
Eixo da Matriz Referência
Viver para contar
do SAEB, que prevê habi-
Até a adolescência, a memória tem mais interesse no futuro que no pas-
sado, e por isso minhas lembranças da cidadezinha ainda não estavam idealiza-
lidades relacionadas aos
das pela nostalgia. Eu me lembrava de como ela era: um bom lugar para se viver,
onde todo mundo conhecia todo mundo, na beira de um rio de águas diáfanas
procedimentos de leitura.
que se precipitavam num leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos
pré-históricos. Ao entardecer, sobretudo em dezembro, quando passavam as
Espera-se que o aluno leia
chuvas e o ar tornava-se de diamante, a Serra Nevada de Santa Marta parecia o texto com ainda mais
aproximar-se com seus picos brancos até as plantações de banana, lá na margem
oposta. Dali dava para ver os índios arhuacos correndo feito formiguinhas en- atenção e possa identificar
fileiradas pelos parapeitos da serra [...]. Nós, meninos, tínhamos então a ilusão
de fazer bolas com as neves perpétuas e brincar de guerra nas ruas abrasadoras. os verbos flexionados em
Pois o calor era tão inverossímil, sobretudo durante a sesta, que os adultos se
queixavam dele como se fosse uma surpresa a cada dia. Desde o meu nascimen- primeira pessoa do singu-
to ouvi repetir, sem descanso, que as vias do trem de ferro e os acampamentos da
United FruitCompany foram construídos de noite, porque de dia era impossível lar.
pegar nas ferramentas aquecidas pelo sol.
Gabriel García Marquez. Viver para contar. Rio de Janeiro: Record, 2003. Disponível em:
http://praticandogenerostextuaisnaescola.blogspot.com.br/p/coletanea-de-memorias-
literarias-da.html. Acesso em: 18 abril 2014.

Essa atividade atende ao


descritor D1: Localizar in-
formações explícitas em
um texto. A habilidade pre-
Língua Portuguesa / 7°ano
vista está categorizada no
2º Eixo da Matriz Referên-
Faça a leitura do texto abaixo: cia do SAEB, que prevê o
9 processo de leitura. Como
Mercador de escravos competência efetiva a essa
“Quando eu morei na Nigéria, ouvi de vários descendentes de ex-escravos habilidade, espera-se que
retornados do Brasil que seus antepassados trouxeram consigo, um saquinho de
ouro em pó. E que os menos afortunados desembarcavam em Lagos com os instru- o estudante identifique a
mentos de seu ofício e alguns rolos de tabaco, mantas de carne-seca e barriletes de
cachaça, para com eles reiniciar a vida. É provável que tenha sido também assim, escrita de uma palavra di-
com seu contrabando de ouro ou o seu tanto de fumo e jeritiba, que alguns dos
traficantes brasileiros instalados no golfo do Benin começaram os seus negócios. tada ou ilustrada, sem que
Não foi este, porém, ao que parece, o caso de Francisco Félix de Souza. A
menos que estivesse mentindo, quando disse ao reverendo Thomas Birch Free- isso seja possível a partir
man que chegara à Costa sem um tostão e que foram de indigência os seus pri-
meiros dias africanos - confissão corroborada por um parágrafo de Theophi-
de um único fonema ou de
lus Conneau, no qual se afirma que Francisco Félix começou a carreira a sofrer
privações e toda a sorte de problemas. Outro contemporâneo, o comandante
uma única sílaba. Caso o
Frederick E. Forbes, foi menos enfático, porém claro: Francisco Félix era um
homem pobre, quando desceu na África.
aluno não obtenha êxito na
Que ele tenha, de início, como declarou, conseguido sobreviver com os búzios resolução dessa atividade,
que furtava dos santuários dos deuses, não é de estranhar-se. Os alimentos eram
muito baratos naquela parte do litoral. Numa das numerosíssimas barracas cobertas sugere-se ao professor de-
de palha do grande mercado de Ajudá, recebia-se da vendedora, abrigada sob o teto
de palha ou sentada num tamborete atrás do trempe com seu tacho quente, um naco senvolver atividades glo-
de carne salpicado de malagueta contra dois ou três cauris. Custava outro tanto um
bocado de inhame, semienvolto num pedaço de folha de bananeira e encimado por bais de letramento, inician-
lascas de peixe seco. E talvez se obtivesse por uma só conchinha um acará.
Francisco Félix de Souza, Mercador de escravos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Edi-
do pela leitura de textos,
tora da UERJ, 2004. Disponível em: http://praticandogenerostextuaisnaescola.blogs-
pot.com.br/p/coletanea-de-memorias-literarias-da.html Acesso em: 18 abril 2014.
interpretação, fração de
ideias, seleção de palavras
e, por fim, estruturação da
unidade mínima de senti-
do (palavra). Para auxiliar
nessa prática, consulte o
10
material disponível no Por-
tal do Professor Aprender+.

40
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Essa atividade atende ao


Língua Portuguesa / 7°ano
descritor D10: Identificar
as marcas linguísticas que
evidenciam o locutor e o Lição 02
interlocutor de um texto Faça a leitura do texto novamente e explique com suas próprias pa-
finalidade do texto. A ha- lavras as palavras grifadas.

bilidade prevista está ca-


tegorizada no 2º Eixo da Mercador de escravos
“Quando eu morei na Nigéria, ouvi de vários descendentes de ex-escravos re-
Matriz Referência do SAEB tornados do Brasil que seus antepassados trouxeram consigo, um saquinho de ouro
da Língua Portuguesa, que em pó. E que os menos afortunados desembarcavam em Lagos com os instrumen-
tos de seu ofício e alguns rolos de tabaco, mantas de carne-seca e barriletes de cacha-
prevê o processo de lei- ça, para com eles reiniciar a vida. É provável que tenha sido também assim, com seu
tura. Como competência contrabando de ouro ou o seu tanto de fumo e jeritiba, que alguns dos traficantes
brasileiros instalados no golfo do Benin começaram os seus negócios.
efetiva a essa habilidade, Não foi este, porém, ao que parece, o caso de Francisco Félix de Souza. A
menos que estivesse mentindo, quando disse ao reverendo Thomas Birch Free-
espera-se que o estudan- man que chegara à Costa sem um tostão e que foram de indigência os seus
te antecipe a finalidade do primeiros dias africanos - confissão corroborada por um parágrafo de Theophi-
lus Conneau, no qual se afirma que Francisco Félix começou a carreira a sofrer
texto com base no suporte privações e toda a sorte de problemas. Outro contemporâneo, o comandante
ou nas características grá- Frederick E. Forbes, foi menos enfático, porém claro: Francisco Félix era um
homem pobre, quando desceu na África.
ficas do gênero. Nessa eta- Que ele tenha, de início, como declarou, conseguido sobreviver com os búzios
que furtava dos santuários dos deuses, não é de estranhar-se. Os alimentos eram
pa de desenvolviment, es- muito baratos naquela parte do litoral. Numa das numerosíssimas barracas cobertas
pera-se que o estudante já de palha do grande mercado de Ajudá, recebia-se da vendedora, abrigada sob o teto
de palha ou sentada num tamborete atrás do trempe com seu tacho quente, um naco
tenha adquirido informa- de carne salpicado de malagueta contra dois ou três cauris. Custava outro tanto um
ções e conhecimentos ne- bocado de inhame, semienvolto num pedaço de folha de bananeira e encimado por
lascas de peixe seco. E talvez se obtivesse por uma só conchinha um acará.
cessários para a colabora-
ção ativa na formulação da
resposta. Cabe ainda re-
forçar que a ideia aqui é a
produção coletiva do texto
de registro, pois, a aferição
da habilidade e da compe-
tência não está direciona- 11
da no processo de escrita
e sim, no processo leitor.

41
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Essa atividade atende ao


Língua Portuguesa / 7°ano descritor D9: Identificar a
finalidade de textos de di-
Agora chegou a sua vez de produzir um texto em primeira pes-
ferentes gêneros. A habili-
soa. Relate sobre alguma memória que marcou a sua vida. dade prevista está catego-
rizada no 2º Eixo da Matriz
Referência do de Língua
Portuguesa, que prevê o
processo de leitura. Como
competência efetiva a essa
habilidade, espera-se que
o estudante localize infor-
mações em enunciados
curtos e de sentido com-
pleto, sem que isso seja
possível a partir de estra-
tégia de identificação de
uma única palavra que liga
o gabarito à frase. Caso o
aluno não obtenha êxito na
resolução dessa atividade,
sugere-se ao professor de-
senvolver atividades glo-
bais de letramento, inician-
do pela leitura de textos,
interpretação, fração de
ideias, seleção de palavras
e, por fim, estruturação da
unidade mínima de sentido
12 (palavra).

42
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
alizado por capítulo.
poema ENCAMINHAMENTO DA AULA:
Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Sergey Novikov
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

43
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Essa primeira lição atende


Língua Portuguesa / 7°ano
ao descritor D7 – Identifi-
car o conflito gerador do
A porta enredo e os elementos que
Vinícius de Moraes
Sou feita de madeira
constroem a narrativa. Es-
Madeira, matéria morta
Não há nada no mundo
pera-se que o aluno seja
Mais viva que uma porta. capaz de reconhecer os
Eu abro devagarinho elementos questionados
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado dentro do conteúdo apre-
Pra passar o namorado [...]
Fonte: Https://leiturinha.com.br/blog/10-poemas-famosos-para-ler-com-as-criancas/
sentado.

O texto a porta é um poema de Vinícius de Moraes.


Poema é um texto feito em versos e estrofes. Normalmente trata de
sentimentos, pensamentos e opiniões de quem escreve.
Versos são as linhas que constituem o poema. E estrofe é um conjun-
to de versos.
Você sabia que existem músicas que são feitas a partir de poemas?
A música ursinho pimpão é um poema que virou música.

Veja:
Vem meu ursinho querido
meu companheirinho
ursinho pimpão
Vamos sonhar aventuras
voar nas alturas
da imaginação [...]

Língua Portuguesa / 7°ano

Lição 03

14 O menino azul
Cecília Meireles
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
– de tudo o que aparecer.
Fonte: Https://leiturinha.com.br/blog/10-poemas-famosos-para-ler-com-as-criancas/

O menino azul quer um animal para passear, que saiba conversar,


que saiba dizer o nome de tudo que aparecer. Qual animal o menino
deseja ter?

( ) um cachorro ( ) um gato ( ) um burrinho

15

44
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Essa atividade atende ao


Língua Portuguesa / 7°ano
descritor D1 – Localizar in-
formações explícitas em
um texto. O aluno deve es-
Poeminha do contra tar familiarizado com o gê-
Mario Quintana
Todos estes que aí estão
nero poema e sua estrutura
atravancando o meu caminho,
eles passarão.
por versos e estrofes, bem
Eu passarinho! como saber identificar o
Fonte: Https://www.pensador.com › pensador › autores › mario quintana
tema do poema seguinte e
Este poema de Mario Quintana é bem curtinho.
a palavra que representa o
Quantos versos ele possui? som que faz o tamanco, no
( ) 2 versos ( ) 4 versos ( ) 6 versos
poema de Cecília Meireles.

A centopeia
Marina Colasanti
Quem foi que primeiro
teve a ideia
de contar um por um
os pés da centopeia?
Se uma pata você arranca
será que a bichinha manca?
Fonte: Poesiaparacrianca.blogspot.com/2016/01/a-centopeia.html

Qual o assunto abordado no poema? Língua Portuguesa / 7°ano

Lição 04

16 A canção dos tamanquinhos


Cecília Meireles
Troc… troc… troc… troc…
ligeirinhos, ligeirinhos,
troc… troc… troc… troc…
vão cantando os tamanquinhos…
Madrugada. Troc… troc…
pelas portas dos vizinhos
vão batendo, troc… troc…
vão cantando os tamanquinhos…
Fonte: www.brasilliterario.org.br › notícias

No poema “A canção dos tamanquinhos” a autora Cecília Meireles o


que os tamanquinhos fazem e o som que eles produzem. Identifique
a palavra que está representando o som dos tamanquinhos.

( ) batendo ( ) troc ( ) vão

17

45
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

A atividade atende aos


descritores D1 – Localizar Língua Portuguesa / 7°ano

informações explícitas em
um texto e D3 – Inferir o
sentido de uma palavra ou
expressão. O aluno deve As borboletas
Vinicius de Moraes
ser capaz de identificar o
Brancas
comportamentos das bor- azuis
boletas e suas preferên- amarelas
e pretas
cias a partir do poema de brincam
na luz
Vinícius de Moraes. as belas
borboletas.
Borboletas brancas
são alegres e francas.
Borboletas azuis
gostam muito de luz.
Fonte: www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/borboletas

O texto de Vinicius de Moraes fala sobre várias borboletas. Todas as bor-


boletas citadas gostam de fazer a mesma coisa? Explique sua resposta.

18

46
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
alizado por capítulo.
haicai ENCAMINHAMENTO DA AULA:
Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Sergey Novikov
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

47
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

A Lição 5 atende aos des-


Língua Portuguesa / 7°ano
critores D3 – Inferir o sen-
tido de uma palavra ou ex-
O Haicai é originário do Japão e sua grafia original trazia o signi-
ficado: pressão e D4 – Inferir uma
informação implícita em
Hai: brincadeira, gracejo
Kai: harmonia e realização
um texto.
É conciso e objetivo, e sua estrutura tradicional apresentava ape-
nas dezessete sílabas poéticas, divididas em apenas três versos:
o primeiro e o último verso com apenas cinco sílabas poéticas e
o segundo verso com as outras sete.
Com o tempo a estrutura do haicai foi se modificando e hoje os
poetas Guilherme de Almeida, Paulo Leminski, Millôr Fernandes
e a poetiza Olga Savary são brasileiros famosos por escreverem
belos haicais.

Lição 5
Leia o texto a seguir.

Lua nebulada
No alto da montanha
A solitária árvore
(Alonso Alvarez)

Agora responda:
1) Quem está sozinho?

2) O texto remete que está de dia ou de noite?

Língua Portuguesa / 7°ano

Explique com suas próprias palavras o que é um haicai.


20

Faça a leitura do texto a seguir.

Coração PRA CIMA


Coração
pra cima
escrito embaixo
Essa atividade atende ao frágil.

descritor D7 – Identificar o Paulo Leminski

conflito gerador do enredo


Qual é o tema do haicai de Leminski? Qual é a sensação que você
e os elementos que cons- tem ao ler esta obra? Por quê?

troem a narrativa. O aluno


deve saber identificar tais
elementos a fim de poder
explicar com suas palavras
o que é um Haicai, além de
identificar os elementos e
as sensações causadas por
tais elementos no poema 21
de Leminski.

48
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

A atividade atende aos


descritores D9 – Identificar Língua Portuguesa / 7°ano

a finalidade de textos de
diferentes gêneros e D7 – Faça a leitura do texto e escreva com suas palavras o que compre-
endeu.
Identificar o conflito ge-
rador do enredo e os ele-
mentos que constroem a Esta vida é uma viagem
narrativa. O aluno deve Esta vida é uma viagem
pena eu estar
expressar por meio de só de passagem.
discurso direto o primeiro Paulo Leminski
poema e depois criar um
poema de própria autoria,
demonstrando que identi-
fica os elementos do hai-
cai, sua finalidade e seus
conflitos.
Agora chegou a sua vez de produzir um haicai sobre alguma expe-
riência da sua vida. Fique atento ao formato e aos temas utilizados
para escrever algo que passe emoção. Depois compartilhe com seus
colegas.

22

49
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-

Conto de Mistério
alizado por capítulo.
ENCAMINHAMENTO DA AULA:
e Suspense Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Sergey Novikov
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

50
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano


A atividade atende aos
descritores D1 – Locali-
Já reparou que, em filmes ambienta-
zar informações explícitas
dos em acampamentos, sempre tem em um texto, D3 – Inferir
aquele momento no qual todo mun-
do se senta em volta da fogueira para o sentido de uma palavra

Shutterstock©MNStudio
ouvir uma história? Mas não é qual-
quer história! São sempre contos en- ou, D7 – Identificar o confli-
volvendo mistério e suspense! Histó-
rias que têm sempre um enigma a ser to gerador do enredo e os
desvendado.
elementos que constroem
PERSEGUIÇÃO
Meia noite, cansado e com sono, lá estava eu, andando pelas ruas sujas e de-
a narrativa e D8 – Estabe-
sertas dessa cidade. Minhas únicas companhias eram a Lua e alguns animais de
vida noturna. Num canto havia um cão e um gato tentando encontrar alimentos,
lecer relação causa/conse-
revirando latas de lixo. Em outro ponto da rua, ratos entravam e saíam de um
esgoto próximo à padaria da esquina. Eu estava tentando lembrar por que havia
quência entre partes
saído tão tarde do trabalho, quando ouvi uns passos atrás de mim.
Caminhei mais depressa, sem olhar para trás. Comecei a tremer e a suar e elementos do texto. O
frio. Estava com o coração acelerado. Aqueles
passos não paravam de me perseguir. Virei aluno deve reconhecer que
depressa. Não havia nada além de sombras. O
a palavra dobro represen-

Shutterstock©Tero Vesalainen
medo aumentou. Ou eu estava enlouquecen-
do, ou estava sendo seguido por algo sobre-
natural. ta que o personagem teve
Corri desesperadamente. Parei na pri-
meira esquina, ofegante. Olhei novamente. ainda mais medo, além de
Nada! Continuei a andar, tentando manter a
calma. Faltava pouco para chegar em casa. poder identificar o misté-
Já mais tranquilo, parei, finalmente, em frente à minha porta. Peguei a ma-
çaneta, ainda um pouco trêmulo devido ao susto e à corrida. Quando a girei, rio e identificar que tudo
a porta não abriu. Provavelmente meus pais já estavam dormindo. Procurei
minhas chaves em todos os bolsos que tinha. Não encontrei. era apenas um sonho do
Os passos recomeçaram. O medo voltou em dobro. Estava meio tonto. Não
conseguia manter-me de pé. O mundo girava vertiginosamente. Tentei gritar, protagonista.
mas a voz não veio.
Aquele som se aproximava cada vez mais. Não havia saída. Juntei, então,
todas as minhas forças e, num movimento brusco… Caí da cama e acordei!
Perseguição – Paulo André T.M.Gomes.
<>https://escolaeducacao.com.br/contos-de-misterio-e-suspense/ Língua Portuguesa / 7°ano

24
Lição 6
Este texto demonstra suspense e mistério. Ao ler este texto, podemos
entender que o rapaz estava vivendo um momento de medo, misté-
rio e suspense.
Após ler atentamente o texto assinale a resposta correta:
A) Quando você lê a frase: “os passos recomeçaram. O medo voltou
em dobro.” O rapaz está afirmando que:
( ) ficou com mais medo
( ) ficou com menos medo
( ) não ficou com medo.
Nas histórias de mistério e suspense sempre há um enigma a ser
desvendado. No cado deste texto, qual era o mistério?

Quando o personagem relata que “juntei, então, todas as minhas for-


ças e, num movimento brusco… caí da cama e acordei!” Ele está que-
rendo dizer que:
A) ( ) era tudo um sonho
B) ( ) ele desvendou o mistério
C) ( ) a perseguição continuou

Você já viveu uma situação de mistério? Conte como foi.

25

51
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

A atividade atende ao des-


Língua Portuguesa / 7°ano
critor D2 – Estabelecer re-
lações entre partes de um
Mude o final da história.
texto, identificando repeti-
ções ou substituições que “tentei gritar, mas a voz não veio. Aquele som se aproximava
cada vez mais. Não havia saída. Juntei, então, todas as minhas
contribuem para a con- forças e, num movimento brusco… caí da cama e acordei!”

tinuidade de um texto. O
aluno deve ser capaz de
criar um novo final, dife-
rente do lido, sem perder a
coerência da história, nem
a coesão textual.

Língua Portuguesa / 7°ano

Agora chegou a melhor hora! Escreva um conto de mistério. Mas an-


tes de ler o final para seus colegas e professor(a) deixe que eles
tentem descobrir qual é o enigma.
26

Como sugere o descritor


D9 – Identificar a finalida-
de de textos de diferentes
gêneros, com esta habili-
dade, o aluno será capaz
de reproduzir um texto
dentro do gênero sugerido,
contando com elementos
do conto de mistério para
que o seu público também
27
sinta as sensações propos-
tas pro tal gênero.

52
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
alizado por capítulo.
letra de canção ENCAMINHAMENTO DA AULA:
Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Sergey Novikov
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

53
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

A atividade atende ao des-


Língua Portuguesa / 7°ano
critor D15 – Reconhecer di-
ferentes formas de tratar
Estamos muito acostumados a escutar as canções em nossos dispo-
uma informação na com- sitivos, sejam eles portáteis ou no rádio de casa. Mas você já parou
para prestar atenção nas letras das canções? Em sua grande maio-
paração de textos que tra- ria, elas trazem uma mensagem.

tam do mesmo tema, em Muitas delas foram escritas em momentos da história e servem
como lembranças destes marcos históricos. Outras são feitas para
função das condições em o entretenimento e uma grande parcela conta histórias de amor e
desilusões
que ele foi produzidoe da- Leia a letra dessa música do João Gilberto, chamada O Pato.

quelas em que será recebi-


O Pato
do. Espera-se que o aluno Vinha cantando alegremente
consiga transformar a his- Quém! Quém!
Quando um Marreco
tória lida na letra da can- Sorridente pediu
Para entrar também no samba
ção em um texto narrativo. No samba, no samba
O Ganso, gostou da dupla
E fez também
Quém! Quém! Quém!
Olhou pro Cisne
E disse assim: Vem! Vem!
Que o quarteto ficará bem
Muito bom, muito bem
Na beira da lagoa
Foram ensaiar
Para começar
O tico-tico no fubá

Língua Portuguesa / 7°ano

Lição 7
Conte a história da música por meio de uma narrativa.
30

Agora escreva um trecho da letra da sua canção favorita e comente


com os seus colegas os motivos de você gostar tanto desta canção.

31

54
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-

leitura
alizado por capítulo.
ENCAMINHAMENTO DA AULA:
de imagem Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Sergey Novikov
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

55
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

A atividade está compre-


Língua Portuguesa / 7°ano
endida no eixo II. Implica-
ções do Suporte, do Gêne-
Lição 08
ro e/ou do Enunciador na
Analise a imagem. Qual a brincadeira que se refere?
Compreensão do Texto, e
atende aos descritores

Shutterstock©Happy Together
D5 – Interpretar texto com
auxílio de material gráfico
diverso
(propagandas, quadri-
nhos, foto etc.) e D9 –
Identificar a finalidade de
Descreva o que as crianças estão fazendo na figura com o máximo
textos de diferentes gêne-
de detalhes que conseguir. ros. A leitura da imagem
é um exercício importante
Shutterstock© Iconic Bestiary

para despertar o senso crí-


tico do aluno, que deve ser
capaz de pensar todas as
possibilidadedas apresen-
tadas em cada uma das fo-
Língua Portuguesa / 7°ano tos, além de ser capaz de
imaginar ilustrações para
Olhe a imagem abaixo, imagine a situação das crianças e descreva momentos e situações do
esse momento.
cotidiano.
34
Shutterstock©Syda Productions

Pense na imagem de um momento da sua vida em que você ficou


muito feliz e descreva nas linhas abaixo.

35

56
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

A atividade atende ao des-


critor D15 – Língua Portuguesa / 7°ano

Reconhecer diferentes for-


mas de tratar uma infor- Leia o trecho da crônica de Luís Fernando Veríssimo.
mação na comparação de
textos que tratam do mes- Exigências da vida moderna

mo tema, em função das Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E
condições em que ele foi uma banana pelo potássio. E também uma laranja pela vitamina C.
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
produzido e daquelas em Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o
que consome o dobro do tempo. (...)
que será recebido. Assim,
o aluno deve reconhecer
Agora faça uma representação em imagem desse trecho.
qual imagem representa
da melhor forma o conte-
údo lido, se ele será capaz
de expressar os sentimen-
tos e informações do tex-
to de Veríssimo, pensando
em como seu leitor irá in-
terpretar o desenho reali-
zado.

36

57
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
alizado por capítulo.
entrevista ENCAMINHAMENTO DA AULA:
Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Sergey Novikov
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

58
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

A Lição 13 atende ao descri-


Língua Portuguesa / 7°ano
tor D6: Identificar o tema
de um texto. A habilidade
prevista está categorizada Entrevista é uma forma de obter informações por meio de perguntas
e respostas. Elas podem ser feitas de forma oral ou escrita e pode
no 2º Eixo da Matriz Refe- abranger diversos temas, de acordo com a escolha e a motivação do
rência do SAEB, que pre- entrevistador.

vê o processo de leitura.
Lição 09
Como competência efetiva
Quais tipos de entrevistas você conhece e onde assistiu, presenciou
a essa habilidade, espera- ou leu?
-se que o estudante consi-
ga compreender o signifi-
cado das palavras e de um
contexto. Caso o aluno não
obtenha êxito na resolução
dessa atividade, sugere-se Qual é o papel do entrevistado e qual do entrevistador?

ao professor desenvolver
atividades globais de leitu-
ra de textos, interpretação,
fração de ideias, seleção
de palavras e identificação Qual a diferença entre uma entrevista jornalística e entrevista de
de gêneros textuais. emprego?

38

59
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Essa atividade atende aos


Língua Portuguesa / 7°ano
descritores D6: Identifi-
car o tema de um texto e
É importante que o entrevistador prepare as questões a serem per- D11 – Distinguir um fato da
guntadas antes de encontrar o entrevistado, para que o objetivo da
entrevista seja cumprido.
opinião relativa a esse fato.
Em uma entrevista de emprego, qual desses temas não deveria ser A habilidade prevista está
perguntado ao candidato?
categorizada no 2º Eixo da
A) Experiência profissional.
B) Escolaridade.
Matriz Referência do SAEB,
C) Com quantos quilos ela nasceu.
que prevê o processo de
D) Que tipo de atividades ela gosta de desempenhar em uma leitura.
empresa.
Como competência efeti-
va a essa habilidade, es-
pera-se que o estudante
Escolha uma pessoa da turma para você entrevistar. Depois, será sua
vez de ser entrevistado. Antes, escreva as 5 perguntas que vai fazer consiga compreender o
ao seu colega. E escreva de forma resumida quais foram as respostas. significado das palavras e
de um contexto. O aluno
deve optar pela alternati-
va (C) e deve ser capaz de
estruturar uma entrevista,
pensando nas informações
relevantes que deve extrair
para que seu conteúdo
seja de fato noticioso.

39

60
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
alizado por capítulo.
carta ENCAMINHAMENTO DA AULA:
Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Sergey Novikov
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Língua Portuguesa / 7°ano

A carta, ou Carta Pessoal, é um dos meios de comunicação mais apli-


cados no cotidiano das pessoas. Atualmente, essa correspondência
se dá também digitalmente, os chamados e-mails. A principal carac-
terística desse gênero é a existência de um emissor (remetente) e
um receptor (destinatário).

Observe as imagens
Destinatário:

Shutterstock©4zevar

Remetente:
Shutterstock©4zevar

Língua Portuguesa / 7°ano

Quando aportou em 1500 no litoral desconhecido, das terras que


hoje chamamos de Brasil, Pero Vaz de Caminha anunciou sua des-
coberta a D. Manuel I, monarca português, por meio de uma carta,
42 muito famosa. Veja um trecho da carta a seguir:

Senhor:
Posto que o Capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães esc-
revam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que ora nesta
navegação se achou, não deixarei também de dar disso minha conta a Vossa
Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que -- para o bem contar e falar -- o
saiba pior que todos fazer.
Tome Vossa Alteza, porém, minha ignorância por boa vontade, e creia bem
por certo que, para aformosear nem afear, não porei aqui mais do que aquilo que
vi e me pareceu.
Da marinhagem e singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa
Alteza, porque o não saberei fazer, e os pilotos devem ter esse cuidado. Portanto,
Senhor, do que hei de falar começo e digo:
A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de mar-
ço. Sábado, 14 do dito mês, entre as oito e nove horas, nos achamos entre as
Canárias, mais perto da Grã- Canária, e ali andamos todo aquele dia em calma, à
vista delas, obra de três a quatro léguas. E domingo, 22 do dito mês, às dez horas,
pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, ou melhor, da
ilha de S. Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto.
Na noite seguinte, segunda-feira, ao amanhecer, se perdeu da frota Vasco de
Ataíde com sua nau, sem haver tempo forte nem contrário para que tal acontecesse.
Fez o capitão suas diligências para o achar, a uma e outra parte, mas não apareceu mais!
E assim seguimos nosso caminho, por este mar, de longo, até que, terça-fei-
ra das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, estando da dita Ilha obra de
660 ou 670 léguas, segundo os pilotos diziam, topamos alguns sinais de terra, os
quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam
botelho, assim como outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira
seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam fura-buxos.
Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! Primeiramente dum
grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de
terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome – o Monte
Pascoal e à terra – a Terra da Vera Cruz. [...]
Disponível em: http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.
br/conteudo/perovazcaminha/carta.htm. Acesso em: 23/04/2019

43

62
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Durante muito tempo, a carta foi um dos principais meios de comunica-


ção utilizado pelas pessoas, seja para comunicações formais, seja para
comunicações pessoais. Entretanto, com as novas tecnologias, princi-
palmente com a Internet e as telecomunicações, usamos cada vez me-
nos esse recurso. Mas, ele ainda retrata todo um carinho especial e uma
nostalgia aqueles que optam por esse recurso de comunicação.

Lição 10
Leia com atenção a carta a seguir:

Carta 2
Florianópolis, 3 de setembro de 2009.
Meu amigo,
Ontem foi um dia mágico. Você esteve comigo por muitas horas,
dando-me o maior presente que eu poderia sonhar. Estar com
você, receber a tua atenção, me fez feliz demais. Adoro teu jeito
de ser... Adoro quando “do nada” você diz: Adoro-te...
Gosto quando me conta sua vida, suas alegrias e também suas
dores, isso nos aproxima...
Gosto da tua fé, da maneira como vê a vida, de como faz planos
para sua vida...
Gosto dos teus sonhos, porque são basicamente simples e pos-
síveis...
Gosto de você, porque é bom comigo... E me trata como toda
amiga gostaria de ser tratada:”...Doce e carinhosamente...”
Tua amizade me faz muito, muito feliz.
José
Disponível no site: http://carinholove5.br.tripod.com/

Língua Portuguesa / 7°ano

Agora escolha um amigo que não vê há muito tempo, pedindo notí-


cias e contando as novidades. Se esse amigo não existir, simulem a
existência dele para enviar uma correspondência. Para isso, preen-
cha corretamente os envelopes abaixo, com base no exemplo mos- 44
trado anteriormente.
Shutterstock©Nina Vetrova

A atividade atende ao des-


critor D14 – Identificar o
efeito de sentido decorren-
te do uso da pontuação e
de outras notações. O alu-
no deve reconhecer o local
onde deve inserir o reme-
tente e o destinatário cor-
retamente após a explica-
ção.

45

63
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

A atividade atende aos


Língua Portuguesa / 7°ano
descritores D4 – Inferir
uma informação implícita
Carta informal é a troca de correspondência entre pessoas com um
relacionamento próximo, familiar (parentes, amigos, colegas, etc.). em um texto, D10 – Identi-
São cartas que utilizam um estilo coloquial da língua, ou seja, des-
contraído. ficar as marcas linguísticas
Observe a carta a seguir e responda as questões.
que evidenciam o locutor e
o interlocutor de um texto
e D14 – Identificar o efeito
de sentido decorrente do
uso da pontuação e de ou-
tras notações.

Língua Portuguesa / 7°ano

A) Quem é o destinatário?
B) Quem é o remetente?
46 C) Há saudação e despedida?
D) Qual é o assunto da carta?

Agora que você já sabe o que é uma carta informal, produza a sua
própria correspondência.
Não se esqueça de inserir o remetente, destinatário, assunto, data,
saudações e despedidas.

47

64
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

A atividade atende ao des-


critores D20 - Reconhecer Língua Portuguesa / 7°ano

diferentes formas de tratar


uma informação na com- Você já conhece o que é uma carta informal e sabe se corresponder.
paração de textos que tra- Agora pequise o modelo de uma carta apresentação para preencher
uma vaga em uma empresa e simule a sua no quadro abaixo. Con-
tam do mesmo tema, em verse com seus colegas quais são as principais diferenças entre a
função das condições em carta formal e a informal.

que ele foi produzido e da-


quelas em que será recebi-
do. O aluno dev entender
as diferenças entre uma
carta formal e um e-mail
percebendo que ambas
servem par comunicação
interpessoal.

Escreva um e-mail e simule todas as suas partes correspondentes.


Converse com seus colegas sobre as principais características e di-
ferenças entre um e-mail e uma carta convencional.

48

65
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
TEXTO DE DIVULGAÇÃO alizado por capítulo.
ENCAMINHAMENTO DA AULA:
CIENTÍFICA Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Ollyy
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

66
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

A atividade atende aos


descritores D3 – Inferir o Língua Portuguesa / 7°ano

sentido de uma palavra


ou expressão e D4 – Inferir Lição 11
uma informação implícita
Cada vez que uma descoberta científica é feita, ela é divulgada de
em um texto. O aluno deve modo que, não apenas a comunidade científica, mas todos os inte-
ressados possam entender do que se trata.
estar apto a identificar o
Mesmo assim, o Texto de Divulgação Científica é um gênero textu-
motivo do uso do termo al que apresenta características de texto expositivo argumentativo,
com uma elaboração teórica mais aprofundada, apontando os resul-
"poeira das estrelas" bem tados alcançados ou as descobertas feitas.
como identificar quais ou- Leia o texto a seguir, do livro Cosmos, de Carl Sagan (1980).
tros textos científicos com “O nitrogênio em nosso DNA, o cálcio em nossos dentes, o ferro em
nosso sangue, o carbono em nossas tortas de maçã… Foram feitos no
os quais ele teve contato. interior de estrelas em colapso, agora mortas há muito tempo. Nós
somos poeira das estrelas.”
Por que Sagan disse que somos poeira das estrelas?

Sobre quais descobertas científicas você já leu? Descreva e converse


com os seus colegas a respeito.

50

67
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
alizado por capítulo.
sinopse ENCAMINHAMENTO DA AULA:
Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Ollyy
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

68
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

A atividade atende aos


descritores D4 – Inferir Língua Portuguesa / 7°ano

uma informação implícita


em um texto e D6 – Iden- Lição 12
tificar o tema de um texto.
A sinopse é um texto que resume ou faz uma síntese de um livro, de
O aluno deve ser capaz de um evento ou de um filme, de uma exposição, entre outros. Esse texto
serve para fazer com que o leitor se interesse por ver ou ler a obra
entender o gênero textual por inteiro, reunindo os pontos principais e fazendo algum suspense
sinopse para poder reali- a respeito do desfecho.
Lembre do último filme que você assistiu e faça uma sinopse dele.
zar a composição de uma
a partir de um conteúdo
que ele já consumiu, bem
como comentar as sinop-
ses com as quais ele teve
contato.
Você já leu alguma sinopse? Sobre o que ela era? Comente a seguir.

52

69
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
CAMPANHA PUBLICITÁRIA alizado por capítulo.
ENCAMINHAMENTO DA AULA:
E INSTITUCIONAL Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Sergey Novikov
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

70
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

A Lição atende ao Eixo II.


Língua Portuguesa / 7°ano
Implicações do Suporte,
do Gênero e/ou do Enun-
Alguns anúncios que vemos nos meios de comunicação podem ser
ciador na Compreensão classificados como campanhas publicitárias ou institucionais. As
campanhas publicitárias apresentam os produtos das empresas, en-
do Texto, mais especifica- quanto as institucionais promovem a empresa, seus valores e sua

mente ao descritor D5 – In- experiência. As campanhas de anúncios possuem o objetivo claro


de promover um produto ou marca, com o intuito de fazer com que
terpretar texto com auxílio ambos sejam reconhecidos e desejados pelo público.

de material gráfico diverso Lição 13


(propagandas, quadrinhos, Observe a imagem

foto etc.). O aluno deve ser


Se a imagem fosse utilizada como base para uma campanha publi-
capaz de identificar a rela- citária, qual dos itens abaixo ela poderia estar promovendo?
ção entre tempo e vitami- A) Emagrecedor
B) Vitamina C
na C, representados res- C) Remédio para dor de cabeça
pectivamente pelo relógio D) Complexo vitamínico

e pela laranja que forma o De quais campanhas publicitárias você se lembra e quais eram os
produtos promovidos?
relógio.

Língua Portuguesa / 7°ano

Discuta com seus colegas: as campanhas publicitárias podem ser


engraçadas? Por quê?

54
Shutterstock© Seasontime

55

71
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
alizado por capítulo.
VERBETE DE ENCICLOPEDIA ENCAMINHAMENTO DA AULA:
Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Sergey Peterman
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

72
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

A atividade atende aos


descritores D3 – Inferir o Língua Portuguesa / 7°ano

sentido de uma palavra ou


Lição 14
expressão e
O verbete é um gênero de caráter informativo e predominantemente
D4 – Inferir uma informa- descritivo. Seu objetivo é explicar um conceito, uma palavra, atri-
buindo-lhe um conjunto de significados e exemplos. Mais comumen-
ção implícita em um texto. te, os verbetes são encontrados em um dicionário ou enciclopédia.
O aluno deve estar apto Quando a enciclopédia é organizada, os verbetes são utilizados para
explicações e notas.
para reconhecer verbetes Alguns exemplos de como os verbetes são apresentados:
de enciclopédia e seu uso, Ética: ramo da filosofia que investiga os princípios que
bem como criar outros ver- motivam e orientam o comportamento humano. Conjunto de regras
seguido por um
betes, atribuindo significa- grupo ou sociedade.
do às palavras designadas. Elefante: membros da família Elephantidae, mamíferos de
grande porte que possuem três espécies (duas africanas e uma asiática).
Catálogo: lista ou numeração por ordem alfabética de pessoas
ou coisas.
Agora que você já sabe o que é um verbete de enciclopédia, comple-
te os itens a seguir, considerando apenas os seus conhecimentos e
depois debata as suas respostas com os colegas.
Professor:

Aluno:

Caderno:

Livro:

58

73
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
alizado por capítulo.
Tira, Cartum e Charge ENCAMINHAMENTO DA AULA:
Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Sergey Peterman
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

74
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

A lição atende ao descritor


Língua Portuguesa / 7°ano
D5 – Interpretar texto com
auxílio de material gráfi-
No seu dia a dia, costuma ver tirinhas em algum lugar?
co diverso (propagandas,
quadrinhos, foto etc.), pois Tirinhas, charges e cartuns são formas de contar uma história ou
abordar um assunto de forma rápida e ilustrada, usando uma ima-
faz com que o aluno possa gem ou uma sequência de quadrinhos.
Elas são normalmente encontradas em revistas, gibis, jornais e em
se apoiar na própria pro- sites da internet.
Tirinhas normalmente são histórias curtas, que trazem conteúdo en-
dução gráfica para expres- graçado ou crítico, que leva o leitor a refletir sobre algum tema.
sar e interpretar as situa- Cada autor pode dar uma característica própria às suas tirinhas,
especialmente nos traços dos desenhos.
ções corriqueiras do seu Já o cartum ou charge é um desenho jornalístico de caráter crítico,
que faz uso da caricatura para satirizar alguma situação ou transfor-
cotidiano com base no que mar uma situação cotidiana em algo engraçado.

ele entende pelo gênero Lição 15


cartum. No espaço abaixo, desenhe um cartum sobre alguma situação cor-
riqueira.

Língua Portuguesa / 7°ano

Leia a tirinha a seguir.

INCA Tecnologia
60

No diálogo acima, o homem de terno poderia ter dito a frase de uma


forma mais fácil de compreender.
Reescreva a fala do homem de terno para que o diálogo fique mais
parecido com uma conversa informal entre amigos, sem mudar o
A atividade atende ao des- sentido do texto.
Se não souber o significado de alguma palavra, use um dicionário ou
critor D3: Inferir o sentido pergunte a alguém.

de uma palavra ou expres-


são. Espera-se que o aluno
substitua as palavras “mo-
vimentos elípticos” e “pe-
ga-las-emos” e use termos
do seu cotidiano para re-
escrever. 61

75
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Língua Portuguesa / 7°ano


Essa atividade atende ao
descritor D9: Identificar
a finalidade de textos de
Crie uma tirinha de 3 quadrinhos sobre o tema que escolher. Lem-
bre-se que as tirinhas precisam levar o leitor a refletir sobre esse diferentes gêneros.
tema, de forma engraçada ou crítica.

Veja a tirinha a seguir.

INCA Tecnologia

Língua Portuguesa / 7°ano


A atividade atende ao des-
critor D4: Inferir uma in-
62 Em quase todos os quadrinhos, a parte escrita está dentro de balões de
diálogo arredondados. No último quadrinho, porém, quando a mulher
formação implícita em um
avisa que há fogo na casa, ela está em um balão diferente dos demais. texto. Espera-se que o es-
Qual tipo de emoção o autor da tirinha quis destacar usando um ba-
lão de conversa diferente no último quadrinho? tudante assinale a opção
A) Alegria. C) Tristeza.
(B).
B) Medo. D) Raiva.
Veja novamente a tirinha e reescreva os diálogos usando verbos em
todas as frases.

A atividade atende ao des-


INCA Tecnologia

critor D15: Reconhecer di-


ferentes formas de tratar
uma informação na com-
paração de textos que tra-
tam do mesmo tema, em
função das condições em
que ele foi produzido e da-
quelas em que será recebi-
do. Espera que o aluno es-
creva as frases completas
utilizando os verbos perti-
nentes, como: “Estou len-
do”, “Vamos ao cineminha
no shopping?”, “’Quer dar
63 uma corrida no parque?”
etc.

76
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

A atividade atende ao des-


Língua Portuguesa / 7°ano
critor D12 - Identificar a
finalidade de textos de di-
Veja novamente essa tirinha.
ferentes gêneros e D4 - In-

INCA Tecnologia
ferir uma informação im-
plícita em um texto.

O que no texto acima não condiz com a realidade de um surfista?


A) O mar e a prancha C) O homem de sunga e a lin-
B) O homem de sunga e a lin- guagem no balão
guagem no balão. D) O dia ensolarado e a praia

Leia a tirinha abaixo:

INCA Tecnologia
Descreva os sentimentos demonstrados pelo paciente no último qua-
drinho.

Língua Portuguesa / 7°ano

Analise o cartum a seguir


64

Shutterstock©blambca

O cartum acima expressa uma inversão de papeis. Destaque um ou-


tro exemplo de inversão de papeis que você já presenciou.

A atividade atende ao des-


critor D21 -Reconhecer po-
sições distintas entre duas
ou mais opiniões, relativas
ao mesmo fato ou ao mes-
mo tema.

65

77
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
alizado por capítulo.
soneto ENCAMINHAMENTO DA AULA:
Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Sergey Novikov
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

78
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Os poemas denominados sonetos são característicos por apresentar


uma estrutura fixa, com quatro estrofes, das quais as duas primeiras
são quartetos, compostos por quatro versos, e as duas últimas são
tercetos, estrofes compostas por três versos.
Tanto os versos dos quartetos quanto dos tercetos possuem dez síla-
bas poéticas, chamadas de decassílabos.
Leia o soneto a seguir, de Vinícius de Moraes.

SONETO DE FIDELIDADE

De tudo, ao meu amor serei atento


Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento


E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure


Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):


Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Disponível em: http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/


soneto-de-fidelidade. Acesso em: 03/05/2019

A atividade está compre- Língua Portuguesa / 7°ano


endida no eixo II. Implica-
ções do Suporte, do Gêne-
Lição 16
ro e/ou do Enunciador na
Sobre o que o soneto versa? Argumente sua resposta reproduzindo trechos
Compreensão do Texto e dele. 68

atende ao descritor D9 –
Identificar a finalidade de
textos de diferentes gêne-
ros. O aluno deve identifi-
car o gênero romãntico do
soneto e as rimas na estru- Repare que, no Soneto de Fidelidade, os versos possuem rimas. Ago-
tura, sendo capaz de pro- ra, busque novas rimas para as palavras a seguir:

por novas palavras para as Encanto:

rimas destacadas. Pranto:

Procure:

Chama:

69

79
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
alizado por capítulo.
NOTÍCIA E REPORTAGEM ENCAMINHAMENTO DA AULA:
Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Ollyy
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

80
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Todos os dias, ao ler jornais impressos ou assisti-los na televisão,


somos informados dos fatos que aconteceram, não apenas na nossa
região, mas no nosso país e no mundo todo. Neste contexto, somos
impactados por notícias e reportagens.
Tanto a notícia quanto a reportagem são gêneros textuais presentes
no universo jornalístico e sua principal função é informar o público a
respeito dos acontecimentos relevantes. O repórter é incumbido de
levantar informações sobre os temas relevantes, que façam parte da
realidade das pessoas e que sejam de interesse de uma comunidade.
A forma como ele vai passar estas informações é que vai diferenciar
o conteúdo informado: se é uma notícia ou se é uma reportagem. A
primeira é mais objetiva e rápida, contém características de jornalis-
mo diário, sendo precisa e pontual. Já a reportagem possui uma ca-
racterística de aprofundamento, quando o repórter busca diversas
fontes, investiga informações e levanta fatos para apresentar tudo
em um texto detalhado.

LIÇÃO 17
Leia a notícia a seguir e responda às questões.

Três mil galinhas atacam raposa invasora


As galinhas de uma fazenda na cidade de Bretanha, na França, são suspeitas
de terem matado uma raposa. A invasora entrou no galpão onde as aves vivem
no começo de março. Acredita-se que a raposa tenha passado pelo portão au-
tomático da área das galinhas e ficado presa lá dentro. No dia seguinte, a raposa
foi encontrada morta. Ao que tudo indica, ao avistar a intrusa, as galinhas teriam
se juntado para bicá-la graças a seu instinto de sobrevivência. A maluquice não
para por aí. Um ano antes, a visita de uma raposa ao mesmo galinheiro terminou
do jeito oposto: com a raposa viva após matar várias galinhas.
Fontes: BBC, Extra e G1. Joca, ed. 128, abr. 2019. p. 6.

A) As informações contidas nesse recorte refere-se a que tipo de


texto?

Língua Portuguesa / 7°ano

72
B) Onde ocorreu? Essa atividade refere-se
ao descritor D1 - Localizar
C) Quem repassou a informação? informações explícitas em
um texto. Espera-se que o
D) Que elementos desse texto o tornam interessante? aluno seja capaz de iden-
tificar as informações que
Leia o texto com atenção para responder às lições 2 e 3. foram apresentadas explí-
citamente no texto, habi-
A água no mundo
Confira quanto da água do mundo está nos oceanos, quantos porcento da água
lidade que contribue para
doce está no Brasil e quantas pessoas não têm acesso ao recurso, entre outras curiosidades
No dia 22 de março [...], data em que se comemora o Dia Mundial da Água,
sua proeficiencia leitora.
a ONU liberou uma notícia nada agradável, mas que não surpreendeu aqueles
que estão de olho na crise hídrica. De acordo com o órgão, até 2030 a Terra pode
enfrentar um déficit de água de até 40%, o que faz da nossa luta por esse bem não
renovável ainda mais urgente. Mas não adianta se desesperar. O único caminho
que temos é melhorar a gestão desse recurso precioso, através da economia e
melhor planejamento do uso nas indústrias.

Disponível em: <www.juntospelaagua.com.br/2015/08/06/infografico-a-agua-no-


-mundo/>. Acesso em: 8 abr. 2019.

73

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Essa atividade atende ao


Língua Portuguesa / 7°ano
descritor D5 - Interpretar
texto com auxilio de mate-
Observe o infográfico e responda às questões.
rial gráfico diverso(propa-
A) Quantos porcento dos aquíferos do mundo são explorados além
dos limites?
gandas, quadrinhos, foto,
etc...) e descritor D15 - Es-
tabelecer relações lógicos-
B) Quantas pessoas no mundo não tem acesso a água potável?
-discursivas presentes no
texto, marcadas por con-
C) Até 2030, qual poderá ser o déficit hídrico na Terra? junções, advérbios etc...

Releia o trecho do texto:

De acordo com o órgão, até 2030 a Terra pode enfrentar um dé-


ficit de água de até 40%, o que faz da nossa luta por esse bem
não renovável ainda mais urgente.
No dia 22 de março [...], data em que se comemora o Dia Mun-
dial da Água, a ONU liberou uma notícia nada agradável, mas
que não surpreendeu aqueles que estão de olho na crise hídrica.

As palavras “de acordo” estabelece uma idéia de:

A) Conformidade.
B) Causa.
C) Oposição.
D) Comparação.
Língua Portuguesa / 7°ano

Leia os textos 1 e 2.

Texto 1
74
Celular ganha cada vez mais espaço nas escolas, mostra pesquisa
Apesar de proibido na maior parte das salas de aula do país, o uso do celular
em atividades pedagógicas cresce ano a ano. Mais da metade dos professores dizem
que utilizam o celular para desenvolver atividades com os alunos, que podem ser
desde pesquisas durante as aulas, até o atendimento aos estudantes fora da escola.
O uso não se restringe aos docentes: mais da metade dos estudantes afirmam que
utilizaram o celular, a pedido dos professores, para fazer atividades escolares. [...]
TOKARNIA, Mariana. Celular ganha cada vez mais espaço nas escolas, mostra pes-
quisa. Agência Brasil, Brasília, 24 ago. 2018. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.
com.br/educacao/noticia/2018-08/celular-ganha-cada-vez-mais-espaco-nas-escolas-
-mostra-pesquisa>. Acesso em: 8 abr. 2019.

Texto 2
Sala de aula é lugar de celular?
Essa atividade atende ao Sim, os celulares podem ter aplicações positivas e pedagógicas, mas eles também
descritor D12: Estabelecer podem representar uma distração para crianças e adolescentes (e convenhamos
que nem adultos escapam desse problema). “Os alunos, hoje, em sua grande maio-
relações lógico-discursivas ria, não possuem maturidade para esse tipo de autonomia. Com o dispositivo na
mão, a chance de chegar uma mensagem em um aplicativo de conversas e o aluno
presentes no texto, mar- entrar para ler e perder totalmente o foco é real e altíssima”, opina Stanley*. [...]
* Jonas Stanley, vice-diretor pedagógico de uma rede de escolas particulares pre-
cadas por conjunções, ad- sente no Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Paraná.

vérbios etc. Espera-se que COUTINHO, Dimítria. Sala de aula é lugar de celular? Ada, São Paulo, 27 ago. 2018. Dis-
ponível em: <https://ada.vc/2018/08/27/celulares-em-escolas/>. Acesso em: 8 abr. 2019.
o estudante assinale a op-
ção (A).

75

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Em relação aos trechos reproduzidos acima é correto afirmar que:’


A) O uso de celulares é permitido em na maior parte das salas de
aulas do Brasil

As atividades atendem aos B) Os professores nunca recomendam o uso de celulares em sala de


aula.
descritores D20 - Reco- C) Celulares não devem ter aplicações pedagógicas

nhecer diferentes formas D) Os celulares podem representar uma distração para crianças e
adolescentes.
de tratar uma informação
Leia a reportagem:
na comparaçao de tex-
tos que tratam do mesmo Crianças que têm alimentação saudável são mais felizes, diz estudo
Pesquisa analisou dados de mais de 7 mil crianças europeias
tema, em função das con- Por Crescer online - 23/01/2018 16h30
dições em que ele foi pro- O ditado “somos o que comemos” acaba de ganhar ainda mais respaldo
duzido, D5 - Interpretar um científico. Um estudo da Universidade de Gothenburg, na Suécia, analisou da-
dos de 7675 crianças europeias entre 2 e 9 anos e descobriu uma sólida conexão
texto com auxilio de mate- entre alimentação e bem-estar psicológico.
Quando o estudo começou, os pais dos participantes responderam a um
rial gráfico diverso (pro- questionário indicando quantas vezes por semana os filhos consumiam deter-
minados tipos de alimentos. As crianças então receberam uma tabela mostran-
paganda, quadrinhos, foto, do que mudanças deveriam fazer para ter uma dieta mais saudável, consumindo
menos açúcar e gordura e mais frutas e vegetais.
etc...) Após 2 anos, elas foram entrevistadas sobre autoestima, problemas emo-
cionais e relacionamentos com pais e colegas. Os estudiosos descobriram que as
crianças que mantiveram uma alimentação saudável no período demonstraram
ter mais autoestima e melhores relacionamentos com os colegas do que as que
não seguiram as recomendações alimentares.
O resultado foi independente do peso das crianças e da situação socio-
econômica de suas famílias, o que surpreendeu os pesquisadores. Mesmo cri-
anças acima do peso que mantiveram uma alimentação saudável demonstraram
ter boa autoestima.
Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/Voce-precisa-saber/noticia/2018/01/
criancas-que-tem-alimentacao-saudavel-sao-mais-felizes-diz-estudo.html. Acesso em:
Língua Portuguesa / 7°ano 02/05/2019.

76
Agora responda:
A) O que os estudiosos da Universidade de Gothenburg, descobri-
ram quanto a conexão entre alimentação e bem-estar psicológi-
co?

B) Quantas crianças e em que faixa etária foram analisadas?

Faça uma descrição da imagem observada abaixo.


Shutterstock©Fer Gregory

A) O que você acha do abandono de animais?


B) Na sua opinião, por que as pessoas abandonam animais?
C) Qual solução você apresentaria para esse problema às autorida-
des?

77

83
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Língua Portuguesa / 7°ano As atividades atendem aos


descritores D9 - Diferen-
Agora, escreva um texto no formato reportagem a respeito do aban- ciar as partes principais
dono de animais. Não esqueça de incluir título e subtítulo que cha-
mem atenção ao seu texto. das secundárias em um
texto e D12 - Identificar a
finalidade de textos de di-
ferentes gêneros. A forma-
tação da reportagem se
baseia em título e subtítulo
para chamar a atenção do
leitor, deste modo o aluno
deve ser capaz de identi-
ficar essa função, além de
escrever uma notícia com
base no tema de sua esco-
lha, demonstrando sua afi-
nidade ou conhecimento
do mesmo.

Língua Portuguesa / 7°ano

Agora é a sua vez! Vamos mudar a notícia.


Escolha um dos temas a seguir e produza uma pequena notícia so-
bre ele.
78
A) Como gerir melhor nossos recursos hídricos?
B) Por que alimentar-se de maneira saudável produz bem-estar?

79

84
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
alizado por capítulo.
ENCAMINHAMENTO DA AULA:
Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
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como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

A atividade está compre-


Língua Portuguesa / 7°ano
endida dentro do eixo II.
Implicações do Suporte,
Lição 18
do Gênero e/ou do Enun-
ciador na Compreensão
Leia um trecho da biografia de Martin Luther King.
do Texto, atendendo ao
Martin Luther King (1929-1968) foi um ativista norte-americano, lutou descritor D9 – Identificar a
contra a discriminação racial e tornou-se um dos mais importantes líderes dos
movimentos pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Recebeu o Prê-
finalidade de textos de di-
mio Nobel da Paz de 1964. ferentes gêneros. O aluno,
Fonte: https://www.ebiografia.com/martin_luther_king/ reconhecendo a finalidade
da biografia, saberá com-
Escolha um colega para escrever sua biografia resumida e escreva a por um texto a respeito do
biografia dele no espaço abaixo.
colega bem como apontar
as personalidades sobre as
quais gostaria de ler.

De quais personalidades você gostaria de conhecer a biografia?


Por quê?

82

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Língua Portuguesa / 7°Ano

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
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alizado por capítulo.
TEXTO TEATRAL ENCAMINHAMENTO DA AULA:
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o desenvolvimento de sua tur-
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to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
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diagnóstica do desenvolvimen-
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mento.

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Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Língua Portuguesa / 7°ano


A atividade está inserida
no eixo e atende aos des-
critores D1 – Localizar in-
No livro O Auto da Compadecida, Ariano Suassuna usa o gênero do
texto teatral, como você pode verificar no trecho a seguir. formações explícitas em
3 ato um texto, D3 – Inferir o
Padre: Não benzo de jeito nenhum. sentido de uma palavra ou
Chicó: Mas padre, não vejo nada de mal em se benzer o bicho.
João Grilo: No dia em que chegou o motor novo de Antônio Mo- expressão, D4 – Inferir uma
rais o senhor não benzeu?
Padre: Motor é diferente, é uma coisa que todo mundo benze
informação implícita em
cachorro é que eu nunca ouvi falar. um texto e D14 –
Chicó: Eu acho cachorro uma coisa muito melhor do que motor.
Padre: É, mas quem vai ficar engraçado sou eu, benzendo o ca-
chorro.
Identificar o efeito de sen-
João Grilo: É, Chicó, o padre tem razão. Quem vai ficar engraça- tido decorrente do uso da
do é ele e uma coisa é benzer motor de Ma jor Antônio Morais e
outra é benzer cachorro de Ma jor Antônio Morais.
Padre: Como?
pontuação e de outras no-
João Grilo: Eu disse que uma coisa era motor e outra era cachor- tações. O aluno deverá
ro de Ma jor Antônio Morais.
Padre: E o dono do cachorro é o Ma jor Antônio Morais? perceber que o Padre se
João Grilo: É, eu não queria vir, com medo de que o senhor se
zangasse, mas o Ma jor é rico e poderoso e eu trabalho na mina fez subserviente por saber
dele. Com medo de perder meu emprego, fui forçado a obede-
cer; mas disse a Chicó: padre vai se zangar.
que o cachorro era do ma-
Padre: Zangar que nada, João! Quem é um ministro de Deus
para ter direito de se zangar? Falei por falar, mas também vocês
jor, deve saber identificar
não tinham dito de quem era o cachorro! que a frase entre parên-
João Grilo: Quer dizer que benze, não é?
Padre: E você, o que é que acha? teses faz referência à atu-
Chicó: Eu não acho nada demais!
Padre: Nem eu, não vejo mal nenhum em se abençoar as criatu-
ação quando encenada a
rinhas de Deus!
peça, bem como deve ser
Língua Portuguesa / 7°ano capaz de apontar outros
texto teatrais que já tenha
84
lido.
João Grilo: Então fica tudo na paz de Deus, com cachorro benzi-
do e todo mundo satisfeito.
Padre: Diga ao ma jor que venha. Eu estou esperando! (padre
entra na igreja)
(...)

Lição 19
Explique por que o Padre mudou de ideia quanto ao benzimento do
cachorro.

Observe a frase:
“Padre: Diga ao ma jor que venha. Eu estou esperando! (padre entra
na igreja)”
Explique com suas palavras por que o final da frase “(padre entra na
igreja)” está entre parênteses.

Qual outro texto teatral você já leu?

85

88
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Encaminhamento
Metodológico

TEMPO DE DURAÇÃO:
Duração de 50 minutos aproxi-
madamente o trabalho a ser re-
alizado por capítulo.
ARTIGO DE OPINIÃO ENCAMINHAMENTO DA AULA:
Sugere-se ao professor observar
o desenvolvimento de sua tur-
ma dentro do descritor previs-
to em cada lição e que se faça,
quando necessário, a retomada
do conteúdo e habilidades que
apresentarem maior dúvidas
pela turma. Essas atividades o
professor pode ter a autonomia
de trabalhá-las de acordo com
o que ele considerar mais perti-
nente com o cotidiano da reali-
dade regional.
Acompanhamento do desenvol-
vimento de aprendizagem do
aluno:
Professor, utilize a ficha de
acompanhamento, que se en-
contra juntamente com seu ma-
terial, para registrar a análise
diagnóstica do desenvolvimen-
to por aluno e por turma. Sen-
do assim este instrumento serve
©shutterstock/Sergey Novikov
como indicador para tomada de
decisões quanto ao seu planeja-
mento.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

Língua Portuguesa / 7°ano

Artigos de opinião são textos publicados em jornais e revistas que


apresentam um fato ou acontecimento, sempre acompanhado pelo
posicionamento do autor ou do veículo, com relação ao fato narrado.
Um bom exemplo são as colunas sobre política, onde jornalistas de
renome destacam os acontecimentos no meio e falam sobre suas
possíveis consequências, se utilizando sempre de argumentos e aná-
lises sobre o fato.

Lição 20
Leia o artigo a seguir:

Tanto yin e yang e o mundo acabará cego


A polaridade não surgiu com a internet, é verdade. Jacobinos e girondinos,
que culminaram na esquerda e na direita; aliados e eixo, EUA e URSS; e questões
menos importantes como torcedores do Vasco versus torcedores do Flamengo
ou mesmo fãs de rock versus fãs de funk. Do mesmo modo, não é de hoje que a
intolerância faz parte da nossa sociedade, fruto da nossa – quase – incapacidade
de lidar com as divergências.
Não é menos verdade que a intolerância já existente se acentuou com a
virada do século e com o advento do World “Wild” Web. Tanto é que as brigas
online, originadas por essa característica humana, receberam o nome de “treta”
por seus adeptos. É como se isso tivesse virado um estilo de vida. Mais dia, me-
nos dia, será patrimônio da humanidade. A finalidade? Embate de ideias pouco
saudável, carregado de falta de tolerância e regado de excesso de egocentrismo.
É claro que nem sempre esses debates são realmente sérios, como os que en-
volvem questões sociais, a exemplo do caso recente que originou a #somostodos-
Maju, resposta ao racismo sofrido pela jornalista brasileira Maria Julia. O que é de se
espantar é que haja embate numa situação de racismo explícito – ou mesmo velado.
Na grande maioria das vezes, e nós, usuários das redes sociais, sabemos bem
disso, grandes guerras de Tróia são travadas por banalidades, pela necessidade de
saber quem está certo. Esquecemo-nos, quase sempre, de que certo e errado são
conceitos volúveis, que dependem do ponto de vista e que existem muitos pontos,
incalculáveis. Não levá-los em conta é, no mínimo, perder a oportunidade de con-
hecer diferentes prismas. Precisamos nos despolarizar. #despolarizese
Maria Carolina. Disponível em: https://descomplica.com.br/blog/redacao/redacoesexem-
plares/modelo-de-redacao-artigo-de-opiniao-intolerancia/. Acesso em: 02/05/2019.

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90
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

As atividades atedem aos


Língua Portuguesa / 7°ano
descritores D10 - Identifi-
car o conflito gerador do
Como a intolerancia se acentuou na virada do século? Dê exemplos. enredo e os elementos que
constroem a narrativa e
D14 - Distinguir um fato da
opinião relativa a esse fato.
O artigo de opinião deve
trazer a efetivamente a
opinião de seu autor, o alu-
no deve saber argumentar
Dê sua opinião sobre algumas coisas que você considera certo ou
errado no uso das redes sociais. de forma opinativa aos es-
crever seu texto.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Gabarito comentado 1

Língua Portuguesa / 7°ano

Leia a entrevista para responder às questões 1 a 7.

“É preciso separar o joio do trigo”

ENTREVISTA DO MINISTRO TARSO GENRO


Publicada no Jornal do Brasil em 26/03/2005

Na quarta-feira, termina o prazo do recebimento de críticas e de sugestões ao


anteprojeto da reforma universitária apresentado pelo MEC. Mas as discussões,
de acordo com o ministro da Educação, Tarso Genro, estão apenas começando.
Uma segunda versão preliminar do projeto deve ser divulgada em 15 de abril,
quando, novamente, a sociedade civil poderá avaliar os tópicos propostos. A
perspectiva é que o projeto final seja encaminhado ao Presidente da República
no meio de junho. A criação de um conselho social regulado pelo poder público,
de um curso básico para todas as faculdades e da política de cotas são os pontos
mais questionados, especialmente pelas instituições privadas do ensino supe-
rior. Uma polêmica a mais foi criada semana passada com a divulgação de uma
pesquisa de mapeamento racial – a porcentagem de negros nas universidades
seria equivalente à declarada pela população em geral. O ministro assegura, no
entanto, que esses dados apenas ratificam a existência da ação afirmativa:
– Se já existe essa presença proporcional do afrodescendente na universi-
dade, então não há problema para que a lei seja aprovada e aplaudida por todos.
As contradições presentes nos debates sobre a reforma, segundo o minis-
tro, serão restritas à etapa preliminar. “O projeto vai ser de responsabilidade do
MEC, que ouviu a sociedade. Não vai ser um Frankenstein abrigando propostas
contraditórias”, pondera.
– Como o senhor avalia a reação ao anteprojeto de reforma universitária?
Qual a razão de tanta gritaria?
Língua Portuguesa / 7°ano
– A reação em geral foi boa. Ela é dividida em três vertentes, embora a que
tenha sido mais divulgada pela impressa seja a crítica de parte das instituições
privadas. Mas são três posições: acolhimento da proposta da reforma, como
algo positivo, mas evidentemente com sugestões de modificações secundárias;
posição de que é pertinente a proposta do MEC de colocar em debate, porque de reforma foi publicada com o título Versão preliminar de anteprojeto. Ou seja,
o documento serve para construir a reforma; e a terceira é agudamente crítica, era um anteprojeto justamente para suscitar esse documento-base com propos-
originária de alguns setores da chamada esfera privada educacional. A proposta tas da sociedade, das instituições, da sociedade civil sobre a reforma.
– Quais são pontos que o senhor modificaria no projeto, de acordo com as
propostas recebidas?
– Uma questão muito cara à Sociedade Brasileira para o Progresso da
92 Ciência (SBPC) e às próprias universidades paulistas, às estaduais e à Academia
Brasileira de Ciências (ABC) é que possamos colocar, desde logo, algumas regras
gerais para obtenção de metas de qualidade nas universidades. Acreditamos que,
num primeiro momento, não seria pertinente colocar essa questão, porque isso
poderia ser resolvido no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), mas de
qualquer forma não há problema que se coloque desde logo essas regras. [...]
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/entrevista%202603.pdf

Questão 1
Qual é o tema central do texto apresentado?
A) Informações sobre um projeto de reforma universitária.
B) O ponto de vista das universidades privadas sobre um projeto do
MEC.
C) Informações sobre a política de cotas nas universidades.
D) Informações sobre as responsabilidades do MEC com as univer-
sidades públicas.

93

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas

Resposta correta: o aluno identifica o tema/assunto central da en-


(A)
trevista.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu erroneamente uma infor-


(B)
mação secundária do texto como sendo a central.

Resposta correta: o aluno subentendeu que, por estar sendo abor-


(C)
dada no texto, a política de cotas seria o tema central.

Resposta correta: o aluno subentendeu que este seria o tema cen-


(D)
tral pois o texto cita o MEC e as universidades públicas.

Descritor: D9 – Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.

Comentário: ao assinalar a alternativa A, o aluno identifica o tema/assunto central


da entrevista. Ao assinalar as alternativas B, C ou D, o aluno apresenta dificuldade
de selecionar essa informação e de diferenciá-la das informações secundárias
presentes no texto. Nesse caso, o professor pode fornecer mais exemplos de tex-
tos informativos e solicitar que o aluno selecione as informações principais e as
secundárias.

Base Nacional Comum Curricular – BNCC


Professor e professora, para uma melhor
aprendizagem de seus alunos e alunas,
conhecer a BNCC e suas propostas é fun-
damental, afinal, as avaliações de larga
escala são convergentes com seu texto,
seja em conteúdo, habilidades ou compe-
tências a serem alcançadas.

93
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 2
Quem é a personalidade entrevistada?
A) O Presidente da República.
B) O reitor de uma universidade pública.
C) O Ministro da Ciência e Tecnologia.
D) O Ministro da Educação.

APRENDER +
Como fazer uma leitura efetiva?
Para ter uma leitura mais efetiva a dica é: dedique-se. Textos
de diferentes tipos apresentam graus de dificuldade também
diferentes, então dedicar atenção no momento da leitura é fun-
damental para poder entendê-los.

94

94
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: fácil


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que este é o entrevistado


(A)
pois o texto fala sobre política.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que este é o entrevistado


(B)
pois o texto aborda políticas universitárias.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que este seria o cargo do
(C) ministro entrevistado, demonstrando dificuldade em encontrar in-
formações explícitas em um texto.
Resposta correta: o aluno localiza uma informação explícita em um
(D)
texto.

Descritor: D1 – Localizar informações explícitas em um texto.

Comentário: ao assinalar a alternativa D, o aluno localiza uma informação explí-


cita em um texto. Ao assinalar as alternativas A ou B, o aluno demonstra que não
realizou a leitura atenta do texto e, ao assinalar a resposta C, demonstra que leu
apenas o início da entrevista ou não leu atentamente o início do texto. Assim, o
professor pode apresentar mais exemplos de textos e solicitar que o aluno forneça
informações explícitas sobre eles.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 3
Segundo uma pesquisa apresentada na entrevista, a porcentagem
de negros nas universidades seria equivalente à declarada pela po-
pulação em geral. Com isso, o entrevistado tem a seguinte opinião:
A) que as políticas de cotas não são necessárias.
B) que não há problema para a lei das cotas ser aprovada.
C) que as universidades privadas não deveriam oferecer a possibili-
dade de cotas raciais.
D) que as universidades são contra a lei das cotas raciais.

APRENDER +
Como evitar a distração na hora de estudar?
Para estudar e realmente aprender, é importante que não ha ja
distrações no ambiente. Desligue os aparelhos que podem cau-
sar distração e deixe a mente focada no conteúdo.

95

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que esta seria a opinião
(A) do entrevistado, não reconhecendo que este é um fato já consolida-
do por parte da sociedade.
Resposta correta: o aluno demonstra saber distinguir a opinião do
(B)
entrevistado sobre um fato apresentado no texto.
Resposta incorreta: o aluno supôs erroneamente a relação entre co-
(C) tas e universidades privadas, não reconhecendo a opinião do en-
trevistado.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu erroneamente que há
(D) contrariedade das universidades pelas cotas, não reconhecendo a
opinião do entrevistado.
Descritor: D14 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.

Comentário: ao assinalar a alternativa B, o aluno demonstra saber distinguir a


opinião do entrevistado sobre um fato apresentado no texto. Ao assinalar as alter-
nativas A, C ou D, o aluno demonstra que não conseguiu distinguir a opinião do en-
trevistado de outras opiniões – que não, necessariamente, estavam presentes no
texto. Desse modo, o professor pode apresentar ao aluno mais exemplos de fatos
e de opiniões e pedir para distingui-los em relação a seus locutores, por exemplo.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 4
Em relação ao anteprojeto de reforma universitária, o texto apresenta:
A) posições positivas e semelhantes da iniciativa privada e da so-
ciedade civil.
B) posições negativas, tanto da sociedade civil quanto das esferas
privada e pública educacionais.
C) que a posição crítica mais divulgada pela imprensa foi a da esfe-
ra privada educacional.
D) que a sociedade civil e as instituições não se manifestaram a res-
peito do anteprojeto.

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98
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: difícil


Alternativas Justificativas
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que esta é a posição ex-
planada no texto, pois o mesmo trata de posições da sociedade e
(A)
universidades, porém as universidades privadas apresentam posi-
ções contrárias.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu erroneamente que as três
(B) esferas possuem posições negativas, apenas a esfera privada tem
essa posição.
Resposta correta: o aluno reconhece a posição crítica de uma das
(C)
esferas que opinaram sobre o anteprojeto.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu erroneamente que nenhu-


(D)
ma dessas esferas se manifestou.

Descritor: D21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relati-
vas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.

Comentário: ao assinalar a alternativa C, o aluno reconhece a posição crítica de


uma das esferas que opinaram sobre o anteprojeto. Ao assinalar as alternativas A,
B ou D, o aluno demonstra que não conseguiu distinguir as opiniões apresentadas
na entrevista, necessitando aprofundar seus conhecimentos sobre opiniões e po-
sições apresentadas em textos informativos.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 5
No trecho: “O projeto vai ser de responsabilidade do MEC, que ouviu
a sociedade. Não vai ser um Frankenstein abrigando propostas con-
traditórias”, a palavra destacada pode ser substituída, sem alterar o
sentido, por:
A) sucesso.
B) benefício.
C) triunfo.
D) problema.

APRENDER +
Como ganhar conhecimento?
A melhor maneira de ganhar conhecimento é a leitura, pois é
por meio dela que se tem acesso a todos os tipos de assuntos.
Mas, para realmente aprender sobre o tema lido, é preciso uma
leitura atenta e concentrada, para garantir o aprendizado.

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100
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: fácil


Alternativas Justificativas
Resposta incorreta: o aluno subentendeu, ao substituir a palavra
(A) destacada por este termo, que manteria o mesmo sentido, o que
não ocorre, mas sim o sentido contrário.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu erroneamente a substitui-
(B)
ção, pois altera o sentido.

Resposta incorreta: o aluno supôs que esta substituição é adequa-


(C)
da, não compreendendo o sentido da expressão metafórica.

Resposta correta: o aluno reconhece que a palavra possui outro


(D)
sentido além do apresentado.

Descritor: D18 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma


determinada palavra ou expressão

Comentário: ao assinalar a alternativa D, o aluno reconhece que a palavra possui


outro sentido além do apresentado. Ao assinalar as alternativas A, B ou C, aluno
demonstra que não conseguiu reconhecer o sentido da palavra destacada, subs-
tituindo-a erroneamente. Nesse caso, o professor pode apresentar palavras que
tenham sentidos diferentes, dependendo do contexto de utilização, e pedir que o
aluno forme frases com elas.

101
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 6
A palavra Frankenstein utilizada no texto pode ser classificada como
um adjunto adnominal, pois:
A) atribui uma característica ao substantivo “projeto”.
B) atribui uma característica ao adjetivo “contraditórias”.
C) atribui uma característica ao substantivo “MEC”.
D) atribui uma característica ao substantivo “sociedade”.

APRENDER +
Como entender textos difíceis?
Um texto difícil pode ser aquele com muitas palavras desco-
nhecidas ou com frases longas. Para facilitar a interpretação, a
divisão das frases ou a consulta a um dicionário, podem a judar.
Faça anotações e, ao compreender as frases e palavras, releia
o texto.

98

102
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas

Resposta correta: o aluno estabelece relações entre o substantivo e


(A)
a palavra que o caracteriza.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu erroneamente a classifica-


(B)
ção do adjunto ao relacioná-lo com um adjetivo e não com um nome.

Resposta incorreta: o aluno supôs que a palavra se relaciona a ou-


(C)
tro substantivo, não conseguindo analisar adequadamente a frase.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que esta seria a palavra à
(D) qual o adjunto se relaciona, pois, sociedade também é um substan-
tivo e está no primeiro período.

Descritor: D15 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, mar-


cadas por conjunções, advérbios, etc.

Comentário: ao assinalar a alternativa A, o aluno estabelece relações entre o subs-


tantivo e a palavra que o caracteriza. Ao assinalar as alternativas B, C ou D, de-
monstra que não conseguiu relacionar o adjetivo destacado com o substantivo ao
qual se liga. Dessa forma, o professor pode apresentar uma lista de exercícios que
contemple atividades de reconhecimento dos adjuntos adnominais.

Material de apoio da Base Nacional Co-


mum Curricular
Professor e professora, o Ministério da
Educação – MEC oferece um vasto reper-
tório de documentos e materiais base que
contribuem com sua prática pedagógica
diária, permitindo-os conhecer um pouco
mais sobre a BNCC e, principalmente, ser-
vindo como instrumento para uma melhor
articulação desse documento com seu
planejamento e propostas.

103
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 7
No trecho “Uma questão muito cara à Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência (SBPC) [...]”, o adjunto adverbial muito:
A) modifica o sentido do substantivo “questão”.
B) intensifica o sentido do adjetivo “cara”.
C) intensifica o sentido do trecho “Sociedade Brasileira para o Pro-
gresso da Ciência”.
D) intensifica o substantivo “questão”.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que o termo modificado


(A)
seria este pois o mesmo antecede o adjunto.

Resposta correta: o aluno demonstra reconhecer que a expressão


(B)
intensifica um adjetivo, não um substantivo.

Resposta incorreta: o aluno supôs erroneamente essa relação, de-


(C)
monstrando dificuldade nesse tipo de análise.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que essa seria a relação
(D) devido ao fato de “questão” anteceder o adjunto, não reconhecen-
do a relação “muito cara”, com o adjetivo.
Descritor: D19 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de re-
cursos ortográficos e/ou morfossintáticos.

Comentário: ao assinalar a alternativa B, o aluno demonstra reconhecer que a ex-


pressão intensifica um adjetivo, não um substantivo. Ao assinalar as alternativas A,
C ou D, o aluno demonstra que não conseguiu pensar no adjunto adverbial como
intensificador do adjetivo (“cara”). Assim, o professor pode apresentar ao aluno
uma lista de exercícios que contemple atividades de reconhecimento dos adjun-
tos adverbiais e das circunstâncias que eles indicam.

105
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Leia o fragmento de um livro sobre ficção científica para responder


às questões de 8 a 10.

Eu tinha ânimo forte. Queria aprender, mas não aprender qualquer coisa:
eu queria aprender os segredos do céu e da terra. Eu tinha atração pela metafísi-
ca, pelos segredos científicos do mundo. Enquanto isso, Clerval tinha o sonho
de entrar para a história como um benfeitor da humanidade. Quando eu tinha
uns 13 anos, li por acaso um livro de um alquimista. Fiquei muito entusiasmado
e mostrei o livro para o meu pai. Ele olhou a capa e me disse para não perder
tempo com aquilo, que o livro era uma bobagem. Se o meu pai tivesse me expli-
cado que a alquimia era uma coisa antiga, eu ia ter me concentrado em estudar
coisas que valessem a pena.
[...] Talvez eu nem tivesse tido a ideia que no fim me levou a tanto erro, a
tanta tristeza. Mas aquele jeito do meu pai me fez achar que ele não conhecia o
livro tão bem assim, e eu li com mais vontade ainda. Depois comecei a ler outros
livros de alquimia. Eu acreditava em tudo o que eles diziam. Isso pode parecer
estranho, porque eles diziam coisas bem ultrapassadas para a época. Mas eu era
jovem e estava estudando sozinho. Acabei estudando sobre a pedra filosofal e
sobre o elixir da vida. Imagine se alguém conseguisse acabar para sempre com
as doenças e pudesse proteger os seres humanos da morte!

Esse é um fragmento do livro Frankenstein, de Mary Shelley. Disponível em: http://


www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_

obra=5257
Questão 8
A narrativa acima tem a finalidade de:
A) entreter, divertir e instigar o leitor a pensar e a refletir sobre o
tema descrito.
B) levar o leitor a consumir algum produto ou serviço oferecido.
C) causar um efeito de humor ou de ironia no leitor.
D) apresentar uma opinião pessoal, com argumentos e citações.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: fácil


Alternativas Justificativas

Resposta correta: o aluno demonstra que identificou a finalidade do


(A)
gênero textual apresentado.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que esta seria a finalidade


(B)
da narrativa, considerando a compra de livros infantojuvenis.

Resposta incorreta: o aluno supôs que esta é a finalidade pois o


(C)
texto apresenta trechos engraçados.

Resposta incorreta: o aluno supôs que esta é a correta pois o texto


(D)
é narrado em primeira pessoa.

Descritor: D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.

Comentário: ao assinalar a alternativa A, o aluno demonstra que identificou a fi-


nalidade do gênero textual apresentado. Ao assinalar as alternativas B, C ou D,
demonstra não conseguir encontrar a finalidade de determinado gênero textual,
sendo necessário retomar as características e os aspectos de diferentes gêneros.

107
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 9
Qual é o tempo da narrativa?
A) Presente.
B) Passado.
C) Futuro.
D) Não há um tempo determinado.

APRENDER +
Como ler melhor?
A prática da leitura é a única forma de ler cada vez melhor. Ler
diversos gêneros de texto, com linguagens e formatos diferen-
tes, a juda a fazer com que o cérebro se acostume com as va-
riações da leitura, proporcionando mais rapidez e facilidade no
entendimento dos conteúdos.

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108
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: fácil


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno supôs que a narrativa está no tempo


(A)
atual, não reconhecendo os aspectos verbais de tempo.

Resposta correta: o aluno demonstra saber localizar e identificar que


(B)
o tempo é o passado devido à conjugação verbal apresentada.

Resposta incorreta: o aluno supôs que a narrativa está no futuro


(C)
pois o último trecho fala sobre o futuro.

Resposta incorreta: o aluno demonstra que não consegue identifi-


(D)
car o tempo verbal em textos.

Descritor: D1 – Localizar informações explícitas em um texto.

Comentário: ao assinalar a alternativa B, o aluno demonstra saber localizar e iden-


tificar que o tempo é o passado devido à conjugação verbal apresentada. Ao assi-
nalar as alternativas A, C ou D, demonstra dificuldade de relacionar o tempo ver-
bal ao tempo da narrativa, tornando necessária a retomada dos tempos verbais e
de sua relação com os discursos apresentados.

Download da BNCC
Professor e professora, a BNCC é um do-
cumento de cabeceira para a prática pe-
dagógica convergente com as avaliações
de larga escala, assim, tenha-o sempre
em mãos. Acesse esse recurso e realize
o download desse documento de acordo
com suas necessidades para consulta-lo
sempre que necessário.

109
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 10
Na narrativa apresentada, encontramos um narrador:
A) onisciente.
B) personagem.
C) em terceira pessoa.
D) não há como identificar o narrador.

APRENDER +
É preciso ler mais de uma vez o mesmo texto?
Ler o texto mais de uma vez é uma ótima forma de entender
um texto por completo. A primeira leitura pode ser o momento
de verificar as informações principais, a segunda leitura a juda
a identificar os detalhes menores e a terceira leitura permite a
compreensão completa do conteúdo.

102

110
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno supôs que o narrador não participa da


(A)
história, ou seja, está contando algo que ficou sabendo ou inventou.

Resposta correta: o aluno demonstra saber identificar que o narra-


(B) dor é personagem da história devido às marcas linguísticas (primei-
ra pessoa do discurso).
Resposta incorreta: o aluno não identificou a pessoalidade do dis-
(C)
curso, ou seja, que o narrador conta a história em primeira pessoa.

Resposta incorreta: o aluno demonstra que não consegue identifi-


(D)
car o narrador, apresentando dificuldade de compreender o texto.

Descritor: D13 – Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o


interlocutor de um texto.

Comentário: ao assinalar a alternativa B, o aluno demonstra saber identificar que


o narrador é personagem da história devido às marcas linguísticas (primeira pes-
soa do discurso). Ao assinalar as alternativas A, C ou D, o aluno demonstra dificul-
dade de identificar o tipo de narrador e de relacionar as marcas linguísticas para
essa identificação. Nesse caso, o professor pode apresentar fragmentos de nar-
rativas e solicitar que o aluno identifique o narrador de acordo com as escolhas
linguísticas apresentadas.

111
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Gabarito comentado 2

Língua Portuguesa / 7°ano Língua Portuguesa / 7°ano

Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 5.


Continuou a viagem e chegou à capital do reino, onde foi servir no exército.
Sendo promovida, pouco depois, ao posto de sargento, ficou sendo conhe-
O SARGENTO VERDE cida por sargento Verde.
O rei, ao ver aquele formoso inferior das suas guardas, tomou-lhe grande
amizade e destacou-o para sua ordenança particular, querendo-o sempre em sua
Figueiredo Pimentel
companhia.
A rainha apaixonou-se por ele e tentou seduzi-lo, chegando mesmo a pro-
Formosa, elegante, bem prendada era Carolina, filha dum importante capi-
por-lhe casamento, porque naquele país toda a gente podia casar-se quantas vez-
talista, que vivia na cidade do Ouro.
es quisesse. No entanto, o sargento Verde recusou trair o seu soberano.
Um dia, apresentou-se no palacete paterno um moço muito bem apessoa-
Em vista disso, a rainha foi ao marido e disse-lhe:
do, que vinha pedi-la em casamento.
– Saiba Vossa Majestade que o sargento Verde declarou ser capaz de subir e
A rapariga exultou de alegria; e, com grande satisfação dos pais, aceitou-o.
de descer as escadas do palácio, montado no seu cavalo, a toda a brida, dançando
Marcaram o dia das núpcias. À noite, enquanto os convidados dançavam
e atirando ao ar três ovos e aparando-os, sem que nenhum deles caia e se quebre.
e folgavam, N. S. da Conceição, que era madrinha de Carolina, apareceu-lhe e
O rei mandou chamá-lo e perguntou se era verdade aquilo.
disse-lhe:
– Eu não disse tal coisa, real senhor; mas como a rainha, minha senhora,
– Minha filha: fica sabendo que te casaste com o diabo, metido na figura
afirmou-o, vou tentar fazê-lo.
desse bonito moço. Não faz mal, porém. Logo mais, ele há de te levar para casa.
O sargento Verde saiu dali muito triste e sentou-se à porta da casinha que
Deves, então, dizer a teu pai que queres ir montada no cavalo mais magro e mais
lhe haviam dado para morar, quando seu cavalo o sossegou, dizendo:
feio que aqui houver. Quando chegares à encruzilhada do caminho, teu marido
– Não tenha receio. No dia marcado, faça o que tem de fazer.
há de tomar a direita; tu tomarás a esquerda, mostrando-lhe o teu rosário. Verás,
Assim sucedeu; e a rainha ficou desesperada, vendo-o executar fielmente o
então, o que acontecerá.
que ela havia inventado.
Perto da meia-noite, o marido manifestou desejos de se retirar, mandando
Algum tempo depois, ela tentou novamente seduzi-lo; mas, como da pri-
selar os cavalos. Para Carolina, veio um esplêndido alazão, muito gordo e lus-
meira vez, ele não quis atraiçoar o rei.
troso. A moça, porém, recusou-o, declarando que só montaria no animal mais
– Saiba Vossa Majestade que o sargento Verde disse ser capaz de plantar
feio, magro e lazarento que houvesse na estrebaria.
uma laranjeira pequenina, à hora do almoço, e que, à hora do jantar, já estará
O pai admirou-se muito daquele pedido, mas atendeu aos desejos da filha.
carregada de laranjas.
Os noivos cavalgaram e partiram.
O rei chamou-o e mandou fazer aquele milagre; tendo o sargento consulta-
Chegando ao lugar em que a estrada fazia uma cruz, o demônio quis que a
do o seu cavalo, conseguiu executá-lo, com grande mágoa da rainha, que queria
moça tomasse a direita e fosse adiante.
vê-lo enforcado.
–Não; vá você na frente, que sabe o caminho de sua casa. Eu nunca fui lá,
Mas a perversa criatura nem por isso cessou de persegui-lo; e, pela terceira
respondeu Carolina sem mais demora.
vez, dirigiu-se ao rei:
Tomou a esquerda e mostrou-lhe o rosário.
– Saiba Vossa Majestade que o sargento Verde declarou ser capaz de ir ao
Ouviu-se, então, um grande berro, que o diabo soltou. A terra abriu-se.
fundo do mar e tirar a princesa, que ali está encantada.
Sentiu-se forte cheiro de enxofre, e o demônio sumiu-se para as profundezas do
Carolina, dessa vez, quase morreu de desânimo, julgando impossível sair-se
inferno.
bem daquela dificílima empreita.
Carolina disparou o cavalo até chegar muito longe. Aí, cortou os cabelos e
O cavalo, porém, acalmou-a, aconselhando:
vestiu uma roupa de homem – calça, colete e paletó, feitos de uma fazenda verde,
– Muna-se a senhora de um garrafão de azeite, de um punhado de cinza e
completamente verde.
de um agulheiro. Monte em mim; chegue à praia e, com a espada, corte as ondas

106 107
Língua Portuguesa / 7°ano

em cruz, as águas hão de se abrir. Entre pelo mar adentro; chegará à caverna,
onde jaz a princesa encantada. Aí encontrará um dragão-marinho, que guarda
a moça. Roube-a, monte-a na garupa e corra a todo galope. O monstro há de
persegui-la. Assim que estiver quase a nos pegar, derrame primeiro o azeite; de-
pois a cinza; e, por último, o agulheiro.
Carolina procedeu como lhe ensinara o cavalo. Entrou no mar; raptou a
princesa; partiu a todo dar.
O dragão-marinho perseguiu-a. Quando ia quase pegando-a, ela derra-
mou o garrafão de azeite; formou-se uma grande lagoa, onde o dragão se meteu,
quase se afundando.
Conseguiu, finalmente, vencer o primeiro obstáculo; e seguiu no encalço
dos fugitivos.
Ia novamente alcançá-los. Carolina despejou a cinza. Formou-se um ne-
voeiro espesso atrás dela, como se fosse uma montanha.
O monstro, depois de inúmeras dificuldades, passou e voou.
Ia quase pegar o sargento Verde, quando este espalhou o agulheiro. Apare-
ceu uma cerca de espinhos, que entraram no corpo do dragão-marinho, matan-
do-o logo.
Chegando ao palácio, o sargento Verde contou a sua história e voltou a ser a
formosa Carolina. A rainha foi condenada à morte para castigo das suas diversas
mentiras.
Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000137.pdf

Questão 1
Após a leitura, podemos concluir que este se trata de um texto:
A) descritivo.
B) informativo.
C) dissertativo.
D) narrativo.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno subentendeu, pelo texto possuir descri-


(A)
ções, que se trata de um texto descritivo.

Resposta incorreta: o aluno supôs que o texto é informativo descon-


(B)
siderando a ficcionalidade do mesmo.
Resposta incorreta: o aluno supôs erroneamente que o texto é dis-
(C) sertativo, demonstrando dificuldade em reconhecer os diferentes
tipos textuais.
Resposta correta: o aluno demonstra que compreendeu as caracte-
(D) rísticas do texto narrativo, ou seja, consegue distingui-lo de outros
tipos de texto.

Descritor: D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.

Comentário: ao assinalar a alternativa D, o aluno demonstra que compreendeu as


características do texto narrativo, ou seja, consegue distingui-lo de outros tipos
de texto. Ao assinalar as alternativas A, B ou C, demonstra que não compreendeu
os aspectos e as características dos diferentes tipos textuais que podem ser apre-
sentados. Nesse caso, é importante que o professor retome exercícios sobre as
tipologias e sobre os gêneros textuais.

Portal do Professor MEC


Professor e professora, o MEC disponibili-
za um espaço que disponibiliza para livre
acesso e downloads sugestões de planos
de aula, mídias de apoio e notícias sobre
educação e iniciativas do MEC. Ainda, por
se tratar de um portal colaborativo, você
também pode enviar seus planos e suges-
tões, contribuindo assim, em rede, com a
educação.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 2
No texto apresentado, podemos afirmar que a situação inicial se ca-
racteriza:
A) pelo casamento de Carolina com o formoso jovem.
B) pela transformação da bela moça no sargento Verde.
C) pela batalha do Sargento Verde com o dragão-marinho.
D) pela morte da rainha.

APRENDER +
Como dominar o texto?
O ato da leitura, assim como a maioria das coisas, pode chegar
à perfeição quando praticado com frequência. É importante ler
sempre, para ler cada vez melhor. E quando algum texto em es-
pecial se tornar difícil, é importante lembrar que é no momento
dos desafios que conseguimos evoluir.

109

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas

Resposta correta: o aluno demonstra que compreendeu os elemen-


(A)
tos composicionais da narrativa, nesse caso, a situação inicial.

Resposta incorreta: o aluno supôs que a situação inicial seria a trans-


(B)
formação da moça, pois aqui a narrativa toma outro rumo.
Resposta incorreta: o aluno supôs erroneamente que esta seria a
(C) situação inicial, não compreendendo os aspectos estruturais do
texto.
Resposta incorreta: o aluno confundiu o desfecho com a situação
(D)
inicial.

Descritor: D10 – Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que cons-


troem a narrativa.

Comentário: ao assinalar a alternativa A, o aluno demonstra que compreendeu os


elementos composicionais da narrativa, nesse caso, a situação inicial. Ao assinalar
as alternativas B, C ou D, demonstra dificuldade de diferenciar a situação inicial de
outros aspectos de uma narrativa, como o desfecho, o clímax e as partes secundá-
rias, sendo necessário que o professor retome esse assunto com outros exemplos
de textos, solicitando que o aluno identifique os elementos composicionais da
narrativa.

115
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 3
O texto apresentado está localizado em qual tempo?
A) Presente, pois as ações estão acontecendo no momento em que
são contadas.
B) Futuro, pois as ações estão sendo previstas.
C) Passado, pois as ações relatadas já aconteceram.
D) Imperativo, pois as ações são caracterizadas por ordens e con-
selhos.

APRENDER +
Como escrever melhor?
Para poder escrever bem é preciso exercitar a leitura e ter um
bom vocabulário. Ao escrever a resposta para uma pergunta ou
um texto dissertativo, é preciso reunir boas ideias, escolher boas
palavras e saber estruturar as etapas do texto. Ter um hábito de
leitura frequente é fundamental para que a escrita flua.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: fácil


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno supôs que a narrativa estivesse aconte-


(A)
cendo no momento de sua transmissão.

Resposta incorreta: o aluno supôs que a história era uma previsão,


(B)
uma possibilidade.

Resposta correta: o aluno demonstra que reconheceu a utilização


(C)
dos verbos no passado para relatar uma história que já aconteceu.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu erroneamente o modo e


(D)
não o tempo verbal.

Descritor: D18 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma


determinada palavra ou expressão.

Comentário: ao assinalar a alternativa C, o aluno demonstra que reconheceu a


utilização dos verbos no passado para relatar uma história que já aconteceu. Ao
assinalar as alternativas A, B ou D, apresenta dificuldade de reconhecimento e de
identificação da utilização de palavras ou de expressões que caracterizam o tem-
po da narrativa, sendo necessário que o professor retome esse assunto com outros
exemplos, solicitando que o aluno identifique os tempos em diferentes modelos.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 4
Sobre o narrador da história podemos concluir que:
A) é um narrador onisciente, ou seja, ele não participa da história.
B) é um narrador-personagem, pois ele participa da história.
C) é um narrador em primeira pessoa.
D) é um narrador irônico, que faz comentários engraçados durante
a história.

APRENDER +
Interprete gráficos e tabelas
Gráficos e tabelas reúnem dados apresentados em um texto.
Quando este tipo de informação é colocado no contexto, o ob-
jetivo pode ser comparar, ilustrar, destacar ou apenas organizar
o conteúdo. Por este motivo é importante dar atenção a estas
informações.

111

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: difícil


Alternativas Justificativas

Resposta correta: o aluno demonstra que identificou a presença de


(A)
um narrador na terceira pessoa (onisciente).

Resposta incorreta: o aluno supôs que a narração é contada por um


(B)
personagem da história, confundindo o locutor externo.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que a narração está sen-


(C)
do realizada em primeira pessoa, ou seja, de forma pessoal.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu a ironia no texto devido à


(D)
presença de figuras de linguagem em alguns trechos.

Descritor: D13 – Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o


interlocutor de um texto.

Comentário: ao assinalar a alternativa A, o aluno demonstra que identificou a pre-


sença de um narrador na terceira pessoa (onisciente). Ao assinalar as alternativas
B ou C, demonstra que ainda não consegue distinguir os dois tipos de narradores
mais frequentes que podem aparecer no texto. Caso tenha assinalado a alterna-
tiva D, demonstra dificuldade de compreensão do texto como um todo. Assim, o
professor pode realizar atividades de leitura e de identificação de narradores em
diferentes textos para melhor compreensão dessa característica.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 5
O trecho “Não; vá você na frente, que sabe o caminho de sua casa.”
pode ser classificado como uma frase:
A) exclamativa.
B) interrogativa.
C) negativa.
D) imperativa.

APRENDER +
Como a leitura a juda na vida?
Ler é um exercício completo: melhora a fala, exercita o cérebro,
amplia o vocabulário e a juda a treinar o raciocínio lógico. Quan-
to mais variados os conteúdos e gêneros textuais, mais exercício
a leitura proporciona.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que a frase denota uma


(A)
surpresa.

Resposta incorreta: o aluno supôs que a frase é um questionamento,


(B)
pois o interlocutor não sabe o caminho.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que a frase é negativa


(C)
devido à presença do advérbio de negação.
Resposta correta: o aluno demonstra que reconheceu a frase como
(D) imperativa devido ao uso do verbo que denota um pedido, uma
ordem.

Descritor: D18 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma


determinada palavra ou expressão.

Comentário: ao assinalar a alternativa D, o aluno demonstra que reconheceu a fra-


se como imperativa devido ao uso do verbo que denota um pedido, uma ordem.
Ao assinalar as alternativas A, B ou C, demonstra que ainda não consegue distin-
guir os tipos de frases e os elementos composicionais presentes em cada tipo
específico. Sendo assim, o professor pode retomar atividades que contemplem as
especificidades de cada tipo frasal para fixação.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Observe a propaganda para responder às questões 6 a 10.

Publicidade Projeto Tamar -Disponível em: http://www.tamar.org.br/interna.php?cod=122.

Língua Portuguesa / 7°ano


113

Questão 6
Em relação à propaganda apresentada, podemos concluir que ela
pretende:
A) divulgar um projeto.
B) vender um produto.
C) anunciar um curso.
D) vender um serviço.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas

Resposta correta: o aluno demonstra que identificou a finalidade da


(A)
propaganda de divulgação do projeto.

Resposta incorreta: o aluno supôs que a finalidade seria a venda,


(B)
devido ao fato de muitas propagandas possuírem esta finalidade.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que o objetivo era anun-


(C)
ciar algum curso relacionado ao mar.
Resposta incorreta: o aluno supôs que o anúncio tem o objetivo de
(D) vender algum serviço relacionado à tartaruga marinha, apresen-
tando uma leitura superficial do anúncio.

Descritor: D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.

Comentário: ao assinalar a alternativa A, o aluno demonstra que identificou a fina-


lidade da propaganda. Ao assinalar as alternativas B, C ou D, demonstra que ainda
não consegue identificar o objetivo desse tipo de texto publicitário, necessitando
de mais exemplos e de exercícios de reconhecimento de diferentes anúncios pu-
blicitários.

Sala de aula do professor – MEC


Professor e professora, o espaço da aula
é um espaço colaborativo disponibiliza-
do pelo MEC para você criar, visualizar e
compartilhar aulas de todos os níveis de
ensino. Além de um repositório dinâmico
com ideias e sugestões, ainda serve como
um espaço para divulgação de suas boas
práticas. É importante lembrar que, ape-
sar das aulas publicadas serem validadas
por outros professore, o conteúdo é de
responsabilidade dos autores do material!

123
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 7
Essa propaganda se dirige a que tipo de público-alvo?
A) Idosos.
B) Jovens.
C) Adultos.
D) Todo tipo de público.

APRENDER +
Para quê serve a leitura diversificada?
Existem inúmeros tipos de gêneros textuais, verbais e não ver-
bais – aqueles compostos por imagens apenas. Treinar a leitura
de conteúdos diversificados é fundamental para aprender a dis-
tinguir cada um deles e para fazer a interpretação correta em
momentos específicos, como provas e avaliações.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: fácil


Alternativas Justificativas
Resposta incorreta: o aluno subentendeu erroneamente que os ido-
(A) sos seriam o público-alvo, porém não há indícios de restrição para
um público específico.
Resposta incorreta: o aluno supôs que este seria o destinatário, tal-
(B)
vez pela preocupação do jovem com o futuro da natureza.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que o público seria adulto


(C)
devido ao slogan metafórico.

Resposta correta: o aluno demonstra que conseguiu inferir, por


(D)
meio do anúncio, o público ao qual se destina.

Descritor: D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.

Comentário: ao assinalar a alternativa D, o aluno demonstra que conseguiu inferir,


por meio do anúncio, o público ao qual se destina. Ao assinalar as alternativas A, B
ou C, demonstra que ainda não consegue inferir ou identificar que a propaganda
analisada tem como destinatário todo tipo de público. Assim, é necessário retomar
os itens que compõem um anúncio publicitário.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 8
Nessa propaganda, temos a utilização de um texto que chama a
atenção do leitor e que se refere a uma imagem de uma tartaruga
nadando. O texto, junto à imagem, pretende:
A) comparar o tempo de existência do projeto com o tempo de exis-
tência da empresa que o patrocina.
B) realçar o tempo de existência do projeto, comparando a tartaru-
ga nadando com um pássaro voando.
C) pedir doações para o projeto por meio da imagem da tartaruga.
D) sinalizar para a preocupação que devemos ter com o meio am-
biente.

116

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: difícil


Alternativas Justificativas
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que a imagem e o texto
(A) escrito tinham o significado de ressaltar o tempo do projeto com
seus patrocinadores.
Resposta correta: o aluno demonstra que conseguiu interpretar o
(B) texto da propaganda por meio das linguagens verbal e não-verbal
presentes no anúncio.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que a imagem e o texto
(C)
chamativo indicavam um pedido de auxílio.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu, pela finalidade em abor-
(D) dar questões de preservação da natureza, que o anúncio teria este
objetivo.
Descritor: D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propa-
gandas, quadrinhos, fotos etc.).

Comentário: ao assinalar a alternativa B, o aluno demonstra que conseguiu in-


terpretar o texto da propaganda por meio das linguagens verbal e não-verbal
presentes no anúncio. Ao assinalar as alternativas A, C ou D, o aluno demonstra
dificuldade de interpretar um texto com linguagem mista e de inferir o sentido
que a mensagem pretende passar ao interlocutor. Nesse caso, o professor pode
retomar textos que possuem tanto a linguagem verbal como a não-verbal, inten-
tando proporcionar maior repertório de interpretação.

127
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 9
A expressão “até que estes quinze anos passaram voando” significa
que:
A) os quinze anos demoraram para passar.
B) os quinze anos não passaram.
C) os quinze anos passaram rapidamente.
D) os quinze anos foram lentos.

APRENDER +
Como melhorar o vocabulário?
Conhecer mais palavras é a melhor forma de aumentar o voca-
bulário. E para conhecer mais palavras, a leitura é fundamental.
É deste modo que se torna possível exercitar o pensamento, ter
novas ideias, diminuir erros ortográficos e aprender novas pala-
vras.

117

128
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: fácil


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que “voando” significa


(A)
que foram vagarosos.

Resposta incorreta: o aluno supôs que a expressão significa que, na


(B)
realidade, os anos não passaram, mas sim voaram.

Resposta correta: o aluno demonstra que conseguiu reconhecer o


(C)
efeito de sentido que a expressão possui.

Resposta incorreta: o aluno supôs erroneamente que a expressão


(D)
tem o significado de lento, o oposto do sentido expresso na frase.

Descritor: D18 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma


determinada palavra ou expressão.

Comentário: ao assinalar a alternativa C, o aluno demonstra que conseguiu reco-


nhecer o efeito de sentido que a expressão possui. Ao assinalar as alternativas A, B
ou D, o aluno demonstra dificuldade de reconhecer o significado conotativo da ex-
pressão “passar voando”. Nesse caso, o professor pode trabalhar com expressões
com sentido conotativo, explorando seus significados em diferentes contextos.

Multimídia – MEC
Professor e professora, no espaço multi-
mídia são disponibilizados coleções de
conteúdos, sites temáticos, cadernos di-
dáticos e outros recursos que são excelen-
tes ferramentas para enriquecimento de
sua prática pedagógica. Você pode aces-
sá-los por palavras-chave ou pela busca
avançada e é importante ficar atento,
pois, alguns materiais exigem programas
específicos para funcionarem.

129
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 10
Na oração: “O mar não está para peixe”, podemos concluir que o
sujeito é:
A) o mar.
B) o peixe.
C) está.
D) para.

APRENDER +
Como entender longos enunciados
Enunciados longos podem confundir, principalmente quando é
o momento de uma prova importante. Uma boa dica para con-
seguir compreender os textos é reorganizar as frases, reescre-
vendo as orações em ordem direta. Deste modo será mais fácil
compreender o que a questão pede.

118

130
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: fácil


Alternativas Justificativas

Resposta correta: o aluno demonstra que conseguiu estabelecer a


(A)
relação entre o sujeito e o predicado em uma oração.

Resposta incorreta: o aluno supôs que o sujeito é o substantivo “pei-


(B)
xes”, pois está no final da frase.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu erroneamente que o ver-
(C) bo seria o sujeito, demonstrando dificuldade em classificar os ter-
mos da oração.
Resposta incorreta: o aluno supôs que a preposição exerce a função
(D)
de sujeito, confundindo as classificações morfossintáticas.

Descritor: D15 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, mar-


cadas por conjunções, advérbios, etc.

Comentário: ao assinalar a alternativa A, o aluno demonstra que conseguiu esta-


belecer a relação entre o sujeito e o predicado em uma oração. Ao assinalar as
alternativas B, C ou D, o aluno demonstra dificuldade de reconhecer tal relação.
Nesse caso, o professor pode trabalhar com exemplos de frases nas quais é pos-
sível identificar a diferença entre o sujeito e o predicado.

131
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Gabarito comentado 3

Língua Portuguesa / 7°ano

Leia o poema abaixo para responder às questões 1 a 6.

Minha despedida
Vania Staggemeier
Não é um adeus definitivo...
Preciso de tempo...
Vou sair pelo mundo...
Vou viajar...Estudar..
Vou curar as feridas da alma...
E também do coração....
Vou analisar o mundo os Astros...
Mas levo todos vocês em meu coração...
Vou deixar a porta aberta para quem quiser...
Visitar-me e deixar o seu recado...
Onde quer que eu esteja...
Sempre que der passarei para lhe visitar...
Sou errante...Viajante do tempo...
Eu sou como o vento...
Apenas eu passo...
Se sentires um leve aroma de jasmim....
Serei eu que estarei chegando...
Pra matar minha saudade...
Dos amigos que aqui deixei...
Vou passar na Argentina...
Vou dançar um tango de Gardel...
Vou levar meu violão...
Vou rimar meus versos...
Vou ouvir meu coração...
Vou apreciar a natureza...
Vou observar o colorido das flores...
Vou melhorar meu visual...
Vou aos anjos agradecer...
Não é um adeus...Apenas uma partida... Língua Portuguesa / 7°ano
Na vida precisamos inovar novos caminhos...
E eu ainda sou uma mera aprendiz...

Disponível em: https://sitedepoesias.com/poesias/10635 Questão 1


Podemos concluir que o poema tem a finalidade de:
122 A) apresentar uma informação.
B) convencer o leitor de uma opinião.
C) causar humor no leitor.
D) relatar sobre a experiência de via jar.

APRENDER +
Todos os detalhes são importantes!
Um texto que apresenta suportes, como fotografias, infográfi-
cos e tabelas, é um texto que precisa ser pensado em conjunto.
Interprete cada um dos elementos para poder compreender a
ideia geral do texto.

123

132
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas
Resposta incorreta: o aluno pode ter concluído que, ao relatar sobre
(A) as maravilhas de via jar, o texto estivesse efetivamente fornecendo
uma informação e não relatando suas memórias e/ou desejos.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu, pelo fato do eu-lírico exal-
(B) tar a experiência de via jar, que o texto tivesse a intenção de conven-
cer o leitor de algo.
Resposta incorreta: o aluno pode ter suposto que o texto pretende
(C) causar humor, devido à presença de alguns trechos como “vou me-
lhorar meu visual”.
Resposta correta: o aluno demonstra que compreendeu a finalidade
(D)
do poema, que é relatar como é prazerosa a experiência de via jar.

Descritor: D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.

Comentário: ao assinalar a alternativa D, o aluno demonstra que compreendeu


a finalidade do poema, que é relatar como é prazerosa a experiência de via jar.
Ao assinalar as alternativas A, B ou C, o aluno demonstra que não compreendeu
a finalidade do texto que, mesmo sendo em forma de poesia, tem a intenção de
apresentar o tema da experiência de via jar, diferentemente de textos informati-
vos, humorísticos ou opinativos. O professor pode retomar algumas atividades nas
quais aborde diferentes gêneros textuais e suas finalidades.

Portal Domínio Público


Professor e professora, o Portal Domínio
Público constitui-se como um ambiente
virtual que permite a coleta, a integração,
a preservação e o compartilhamento de
conhecimentos. Nele você terá acesso às
obras literárias, artísticas e científicas, em
diferentes formatos (textos, sons, imagens
e vídeos), já em domínio público ou que
tenham a sua divulgação autorizada, por
se constituírem como patrimônio cultural
brasileiro e universal.

133
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 2
No texto apresentado, podemos inferir que o narrador (eu-lírico)
participa da história/do relato pois:
A) os verbos estão em primeira pessoa.
B) os verbos estão em terceira pessoa.
C) o tempo verbal está no passado.
D) o tempo verbal está no futuro.

APRENDER +
Como se sair bem em uma prova longa?
Leituras longas causam cansaço, quase tanto quanto exercícios
físicos. Praticar pode a judar na performance durante uma longa
prova. Leia textos diversos diariamente, inclusive textos exten-
sos e difíceis. O resultado será mais resistência durante as pro-
vas e exames.

124

134
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: fácil


Alternativas Justificativas
Resposta correta: o aluno demonstra que inferiu a presença de um
(A) narrador que participa da história devido à utilização dos verbos
em primeira pessoa.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que, por relatar uma expe-
(B) riência de viagem, o eu-lírico não participa das ações, ou seja, está
em terceira pessoa.
Resposta incorreta: o aluno não identificou que os verbos estão no
(C) presente ou futuro e que o tempo verbal não identifica a pessoa do
discurso.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu, pela presença de verbos
(D)
no futuro, que este seria um fator de identificação do interlocutor.

Descritor: D1 – Localizar informações explícitas em um texto.

Comentário: ao assinalar a alternativa A, o aluno demonstra que inferiu a presen-


ça de um narrador que participa da história devido à utilização dos verbos em
primeira pessoa. Ao assinalar a alternativa B, o aluno demonstra dificuldade de
compreensão da diferença no uso da primeira ou da terceira pessoa em um texto,
o que dificulta a identificação do narrador. Ao assinalar as alternativas C ou D, ele
demonstra não compreender que o tempo verbal não identifica o tipo de narrador,
mas a flexão de pessoa. Sendo assim, o professor deve abordar mais exercícios
que contemplem número, pessoa, modo, tempo, aspecto e voz.

135
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 3
No verso “Para matar minha saudade...”, podemos identificar que o
verbo “matar” não está sendo utilizado em seu sentido original, de-
notativo. Podemos substituir o verbo “matar”, sem alterar o sentido,
pelo verbo:
A) amar.
B) eliminar.
C) aumentar.
D) comemorar.

APRENDER +
Músicas podem a judar nos estudos?
Todos os diferentes gêneros textuais auxiliam no aprendizado,
incluindo as músicas. As letras e a poesia das canções são óti-
mos conteúdos para exercitar a interpretação e provocar a ima-
ginação.

125

136
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que o verbo poderia ser


(A)
substituído pelo verbo amar pois a frase fala de saudade.

Resposta correta: o aluno demonstra que compreendeu o sentido


(B)
conotativo do verbo “matar” na expressão.

Resposta incorreta: o aluno supôs que poderia substituir por au-


(C)
mentar, o que acarreta no contrário, e não no mesmo sentido.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que este seria o verbo
(D) adequado para substituição, demonstrando que não compreendeu
o sentido denotado ao verbo na frase.
Descritor: D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.

Comentário: ao assinalar a alternativa B, o aluno demonstra que compreendeu o


sentido conotativo do verbo “matar” na expressão. Ao assinalar as alternativas A,
C ou D, o aluno não compreendeu que a substituição do termo deve ocorrer sem
alteração do sentido, necessitando que o professor retome as diferenças entre o
sentido conotativo e denotativo das palavras e expressões.

137
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 4
A partir da leitura do poema, observamos que existe a repetição do
verbo “ir” em vários versos (vou sair, vou via jar, vou...). Essa repetição
tem a função de:
A) confundir a leitura do poema.
B) causar um efeito irônico para o leitor.
C) reforçar uma ideia ou uma atitude.
D) causar espanto no leitor.

APRENDER +
Como as tirinhas a judam a aprender +?
Tirinhas são conteúdos que podem tratar de assuntos diversos,
como problemas sociais, temas históricos ou críticas. Interpre-
tar este tipo de texto é uma habilidade importante para a vida
prática. Além de serem divertidas, suas histórias podem trazer
reflexões relevantes.

126

138
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que a substituição atrapa-


(A)
lha e confunde a leitura do poema.

Resposta incorreta: o aluno supôs que a repetição é a responsável


(B) por causar o efeito de ironia, não compreendendo o reforço da ideia
a ser reforçada.
Resposta correta: o aluno demonstra que compreendeu o uso da
(C) repetição no poema para reforçar a ideia de que o narrador vai
fazer algo.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que este recurso foi usado
(D) para chamar a atenção, fazendo com que o leitor se questione a
respeito de um mesmo termo ser repetido.
Descritor: D2 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repe-
tições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.

Comentário: ao assinalar a alternativa C, o aluno demonstra que compreendeu o


uso da repetição no poema para reforçar a ideia de que o narrador vai fazer algo.
Ao assinalar as alternativas A, B ou D, o aluno apresenta dificuldade de compreen-
der a utilização da repetição como recurso de linguagem, necessitando retomar
esse tema.

139
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 5
O verbo “ir”, utilizado várias vezes no poema, está conjugado em
que tempo verbal?
A) presente
B) passado
C) subjuntivo
D) futuro

APRENDER +
Onde encontrar outros ensinamentos?
Aprender é um ato contínuo, presente no cotidiano. A leitura de
um rótulo, a pesquisa de temas na internet, a leitura de revistas,
jornais e sites. Todas as leituras e descobertas contribuem para
o crescimento intelectual, desde que a fonte da informação seja
confiável.

127

140
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: fácil


Alternativas Justificativas
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que o verbo está no pre-
(A) sente pelo fato de outros verbos conjugados no poema estarem
neste tempo.
Resposta incorreta: o aluno supôs que o verbo está no passado não
(B)
reconhecendo a conjugação do verbo ir (vou).

Resposta incorreta: o aluno demonstra que não compreendeu os


(C)
tempos e modos verbais, identificando erroneamente o subjuntivo.

Resposta correta: o aluno demonstra que compreendeu o uso do


(D)
verbo “ir” e sua conjugação no futuro.

Descritor: D19 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de re-


cursos ortográficos e/ou morfossintáticos.

Comentário: ao assinalar a alternativa D, o aluno demonstra que compreendeu o


uso do verbo “ir” e sua conjugação no futuro. Ao assinalar as alternativas A, B ou C,
ele apresenta dificuldade de compreender as especificidades dos tempos verbais
e suas respectivas conjugações, principalmente no que se refere aos verbos irre-
gulares, que têm os radicais muito alterados ao serem conjugados.

141
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 6
Na frase “Vou deixar a porta aberta para quem quiser”, o termo des-
tacado é:
A) uma preposição.
B) um verbo.
C) um substantivo.
D) um adjetivo.

APRENDER +
Reescrever o texto pode a judar?
Depois de ler por mais de uma vez o conteúdo e ainda assim
não compreender seu conteúdo completamente, uma boa dica
é reescrever os trechos com suas próprias palavras. Depois de
finalizar, leia o texto reescrito e torne a ler o conteúdo original.
Assim as informações se tornam mais claras e permitem a reali-
zação da sua interpretação.

128

142
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas

Resposta correta: o aluno demonstra que compreendeu a função da


(A)
palavra “para” como preposição.

Resposta incorreta: o aluno supôs que o termo é um verbo, confun-


(B)
dindo-o com o verbo parar.

Resposta incorreta: o aluno supôs erroneamente a classe a que per-


(C)
tence a palavra, confundindo-a com o substantivo.
Resposta incorreta: o aluno demonstra que não compreendeu ade-
(D) quadamente as classes de palavras, confundindo a preposição com
adjetivo (que caracteriza algo).
Descritor: D15 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, mar-
cadas por conjunções, advérbios, etc.

Comentário: ao assinalar a alternativa A, o aluno demonstra que compreendeu a


função da palavra “para” como preposição. Ao assinalar as alternativas B, C ou D,
demonstra dificuldade de distinguir as funções das palavras na oração, ou seja, a
sua morfologia (classe de palavras). Nesse caso, o professor deve abordar mais
exercícios que contemplem as formações estruturais e as classificações das pala-
vras em uma oração.

Provinha Brasil – INEP


Professor e professora, no espaço Provi-
nha Brasil, integrado no site do INEP, estão
disponíveis para acesso maiores informa-
ções sobre essa primeira etapa de avalia-
ção em larga escala. Ainda, nesse espaço
você encontra de maneira expandida os
temas trabalhados nesse manual, bem
como as versões anteriores dos instru-
mentos avaliativos e seus gabaritos.

143
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 7
Em hospitais é muito comum observarmos imagens como:

©shutterstock/Aaron Amat
O significado dessa imagem pode ser descrito pela frase “Faça si-
lêncio! ”, podemos concluir que o locutor utiliza o verbo no modo
imperativo pois:
A) ele faz um pedido.
B) ele está sendo irônico.
C) ele está sendo engraçado.
D) ele se refere ao passado.

129

144
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: fácil


Alternativas Justificativas

Resposta correta: o aluno demonstra que compreendeu a utilização


(A)
do verbo no modo imperativo afirmativo e a sua função.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que a fala é irônica de-


(B) monstrando que não soube relacionar o modo imperativo com a sua
função.
Resposta incorreta: o aluno supôs que o verbo no modo imperativo
(C) denota humor demonstrando uma interpretação errônea tanto da
interpretação da frase, como da imagem de apoio.
Resposta Incorreta: o aluno subentendeu que o locutor utiliza o
(D) modo imperativo para se relacionar ao passado, supondo que foi
uma ação já ocorrida.

Descritor: D19 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de re-


cursos ortográficos e/ou morfossintáticos.

Comentário: ao assinalar a alternativa A, o aluno demonstra que compreendeu a


utilização do verbo no modo imperativo afirmativo e a sua função. Ao assinalar
as alternativas B, C ou D, o aluno demonstra que não compreendeu os sentidos
expressos pelo verbo imperativo, ou seja, a função de indicar um pedido ou uma
ordem. Nesse caso, o professor pode trabalhar atividades utilizando os verbos
imperativos presentes em diferentes contextos.

145
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 8
Leia a tirinha abaixo:
Inca/EvandroMarenda

Fonte: INCA/Evandro Marenda


Podemos identificar na tirinha uma certa ironia na fala do doutor, o
que causa o efeito de humor. A fala do médico que causa esse efeito
está localizada:
A) no primeiro quadrinho.
B) no segundo quadrinho.
C) no terceiro quadrinho.
D) no quarto quadrinho.

130

146
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que este seria o quadro


(A)
correto pois o médico aparece conversando com o paciente.

Resposta incorreta: o aluno supôs que seria o quadro correto pois só


(B)
aparece o médico.

Resposta correta: o aluno demonstra que identificou a fala da per-


(C)
sonagem que causa o humor da tirinha.

Resposta incorreta: o aluno supôs que este seria o quadro correto


(D)
pela expressão do paciente.

Descritor: D16 – Identificar efeitos de ironia ou de humor em textos variados.

Comentário: ao assinalar a alternativa C, o aluno demonstra que identificou a fala


da personagem que causa o humor da tirinha. Ao assinalar as alternativas A, B ou
D, o aluno demonstra que ainda não consegue identificar o elemento central, em
uma charge ou em uma tirinha, responsável pelo efeito de humor que esses gê-
neros objetivam. Nesse caso, o professor pode trabalhar com outros exemplos de
tirinhas ou com charges, buscando reconhecer esse efeito.

147
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Leia o texto e responda às questões 9 e 10.

PUBLICIDADE INFANTIL: PERIGOSO ARTIFÍCIO

Redação de Larissa Freisleben que recebeu nota mil no Enem.

Uma criança imitando os sons emitidos por porcos já foi atitude considera-
da como falta de educação. No entanto, após a popularização do programa infantil
“Peppa Pig”, essa passou a ser uma cena comum no Brasil. O desenho animado sobre
uma família de porcos falantes não apenas mudou o comportamento dos pequenos
como também aumentou o lucro de uma série de marcas que se utilizaram do encan-
tamento infantil para impulsionar a venda de produtos relacionados ao tema. Peppa
é apenas mais um exemplo do poder que a publicidade exerce sobre as crianças.
Os nazistas já conheciam os efeitos de uma boa publicidade: são inúmeros
os casos de pais delatados pelos próprios filhos - o que mostra a facilidade com
que as crianças são influenciadas. Essa vulnerabilidade é maior até os sete anos
de idade, quando a personalidade ainda não está formada. Muitas redes de lan-
chonetes, por exemplo, valem-se disso para persuadir seus jovens clientes: seus
produtos vêm acompanhados por brindes e brinquedos. Assim, muitas vezes a
criança acaba se alimentando de maneira inadequada na ânsia de ganhar um
brinquedo.
A publicidade interfere no julgamento das crianças. No entanto, censurar
todas as propagandas não é a solução. É preciso, sim, que haja uma regulamen-
tação para evitar a apelação abusiva - tarefa destinada aos órgãos responsáveis.
No caso da alimentação, a questão é especialmente grave, uma vez que pesquisas
mostram que os hábitos alimentares mantidos até os dez anos de idade são cru-
ciais para definir o estilo de vida que o indivíduo terá quando adulto. Uma boa
solução, nesse caso, seria criar propagandas enaltecendo o consumo de frutas,
verduras e legumes. Os próprios programas infantis poderiam contribuir nesse
sentido, apresentando personagens com hábitos saudáveis. Assim, os pequenos
iriam tentar imitar os bons comportamentos.
Contudo, nenhum controle publicitário ou bom exemplo sob a forma de
um desenho animado é suficiente sem a participação ativa da família. É essen-
cial ensinar as crianças a diferenciar bons produtos de meros golpes publici-
tários. Portanto, em se tratando de propaganda infantil, assim como em tantos
outros casos, a educação vinda de casa é a melhor solução.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/204230-publicidade-in-
Língua Portuguesa / 7°ano
fantil-perigoso-artificio.shtml.

131
Questão 9
Em relação ao texto lido, podemos concluir que:
A) É um texto narrativo que conta uma história fictícia, com ele-
mentos verídicos.
B) É um texto dissertativo que emite opinião argumentando sobre
o tema.
C) É um texto informativo que se utiliza de uma linguagem clara e
concisa e que pretende informar o leitor.
D) É um texto científico, baseado em experimentos e discursos de
especialistas.

132

148
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: fácil


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno pode supor que o texto é narrativo de-


(A)
vido a sua extensão.

Resposta correta: o aluno demonstra que identificou corretamente a


(B)
finalidade de uma dissertação.

Resposta incorreta: o aluno pode supor que o texto é informativo


(C)
pois apresenta dados e informações verídicas.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que o texto é científico


(D)
por possuir exemplos convincentes e já aceitos pela sociedade.

Descritor: D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.

Comentário: ao assinalar a alternativa B, o aluno demonstra que identificou cor-


retamente a finalidade de uma dissertação. Ao assinalar a alternativa A, C ou D,
o aluno demonstra dificuldades em identificar a finalidade do texto apresentado,
confundindo-o com outros tipos e gêneros textuais. O professor pode abordar, com
exemplos, os gêneros e tipologias textuais para melhor compreensão.

Sistema de Avaliação da Educação Básica


(SAEB) – INEP
Professor e professora, no espaço SAEB,
integrado no site do INEP, estão disponí-
veis para acesso maiores informações so-
bre essa etapa de avaliação em larga es-
cala. Ainda, nesse espaço você encontra
de maneira expandida os temas trabalha-
dos nesse manual, bem como as versões
anteriores dos instrumentos avaliativos e
seus gabaritos.

149
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 10
Um dos argumentos utilizados no texto que corrobora com a tese
apresentada é:
A) Que uma criança imitando os sons emitidos por animais é consi-
derado como falta de educação
B) Que os pequenos tentam imitar os bons comportamentos.
C) Que a publicidade interfere no julgamento das crianças.
D) Que os programas infantis contribuem com hábitos saudáveis

133

150
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: difícil


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno subentendeu, pelo desenho do porco


(A)
ser citado, que isso causaria a imitação dos sons.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que devido à publicidade,


(B)
as crianças imitariam as coisas boas.

Resposta correta: o aluno demonstra que relacionou a tese apre-


(C)
sentada com um dos argumentos expostos pela autora.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que, como foi citado no
(D) texto, os programas infantis influenciariam positivamente as crian-
ças, e não o contrário.

Descritor: D8 – Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para


sustentá-la.

Comentário: ao assinalar a alternativa C, o aluno demonstra que relacionou a tese


apresentada com um dos argumentos expostos pela autora. Ao assinalar a al-
ternativa A, B ou D, não realiza de forma satisfatória a relação entre tese e argu-
mentação. O professor pode apresentar alguns exemplos de tese e solicitar que o
aluno argumento a respeito.

151
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Gabarito comentado 4

Língua Portuguesa / 7°ano

Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 4.

Satélites do tamanho de latinhas foram à procura de vida no espaço


Quinta edição da CanSat Portugal aconteceu em Santa Maria, nos Açores.
Ao todo, as 16 equipes participantes centraram-se em procurar vida no espaço,
mas também em reflorestar o país.
Há um ano, Ricardo Sousa estava do outro lado da competição CanSat, na
expectativa do lançamento final do microssatélite feito à imagem de uma lata
de refrigerante. Ocupava a tenda de trabalho dos estudantes e dos professores
do ensino secundário, a alguns metros da pista do aeroporto de Santa Maria, e
preocupava-se com a antena que iria receber os dados de telemetria do pequeno
CanSat (lata + satélite). “Olho para os alunos e penso: ‘Sei o que estás a pensar,
já passei por isso.’” A equipe do jovem mariense venceu por duas vezes a com-
petição nacional e chegou mesmo ao primeiro lugar europeu. Agora, com 21
anos, Ricardo Sousa está a estagiar na empresa que presta apoio técnico ao con-
curso – a Edisoft, gestora da Estação de Rastreio de Satélites da Agência Espacial
Europeia (ESA) na ilha açoriana – e responde às dúvidas das equipas que tentam
a sorte neste ano. A equipe que venceu o concurso no último fim de semana
vai representar Portugal na final da competição europeia de microssatélites, que
também acontece em Santa Maria, de 28 de junho a 1 de julho. “Neste momento,
devem preocupar-se em ligar o satélite e apontar a antena. Se não estiverem a
receber dados, é mau sinal”, vai descrevendo o antigo aluno da Escola de Novas
Tecnologias dos Açores, em Ponta Delgada. E é mesmo isso que as 16 equipes
participantes de todo o país vão fazendo, enquanto a ordem de colocação das
“latinhas” no lançador – que faz a vez de um foguetão e é posteriormente acop-
lado ao ultraleve pilotado por Rui Pacheco – não é dada. Fazem os últimos pre-
parativos, afinam os sistemas eletrônicos e montam estações terrestres na antiga
pista de “karts” de Vila do Porto, para seguirem a queda dos satélites, largados
aos mil metros de altitude ao som das comunicações do piloto com a torre de
controle do aeroporto.
A equipe do Colégio Luso-francês viajou do Porto com um objetivo claro:
“Medir a presença de microplásticos que estão em suspensão na atmosfera.”, as- Língua Portuguesa / 7°ano
sim se explicam a lupa binocular e o microscópio pousados na mesa de trabalho.
Palavra à professora de Biologia, Rita Rocha, que falou na vez dos alunos mais
tímidos: “O paraquedas tem uns discos brancos embebidos numa solução de
silicone. Em queda, tudo o que estiver em suspensão, esperamos nós, fica agar-
rado aos discos, para ser analisado.” Essa, que era a missão secundária da equipe LusoX, foi cumprida com sucesso. Mas a primária, comum a todas as equipes
– medição da temperatura do ar e da pressão atmosférica e “transmissão por
telemetria dos parâmetros para a estação terrestre, pelo menos uma vez por se-
gundo”, de acordo com o regulamento –, falhou.
138 A reflorestação do território nacional após os incêndios de 2017, por meio
do lançamento de sementes a partir dos microssatélites, foi um propósito popu-
lar entre várias equipes. E tentar perceber se é possível haver vida noutros plan-
etas também reuniu o interesse de várias escolas. [...]
Disponível em: https://www.publico.pt/2018/04/30/ciencia/noticia/sao-satelites-do-
-tamanho-de-latinhas-e-foram-a-procura-de-vida-no-espaco-1815839

Questão 1
O texto pode ser caracterizado como um artigo científico pois:
A) apresenta a opinião de um autor sobre determinado assunto.
B) apresenta uma história fictícia sobre um tema.
C) apresenta dados e informações sobre uma competição científica.
D) apresenta o relato de uma viagem de aventuras.

139

152
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: difícil


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que o texto, por apresen-


(A)
tar falas de especialistas, seria um artigo de opinião.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu, que, por se tratar de um


(B)
texto que aborda questões sobre o espaço, seria um texto fictício.

Resposta correta: o aluno demonstra que conseguiu identificar a


(C)
finalidade do gênero em questão (artigo científico).

Resposta incorreta: o aluno supôs que, devido ao texto falar sobre


(D)
um lançamento espacial, seria o relato de uma viagem.

Descritor: D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.

Comentário: ao assinalar a alternativa C, o aluno demonstra que conseguiu iden-


tificar a finalidade do gênero em questão. Ao assinalar as alternativas A, B ou D,
o aluno demonstra dificuldade de compreender a finalidade de gêneros textuais
diversos, que podem ocorrer em prosa, porém possuem finalidades e caracte-
rísticas distintas. Nesse caso, é importante o professor retomar gêneros textuais
similares com finalidades distintas, como o artigo científico e o artigo de opinião.

Banco de propostas inovadoras em avalia-


ção da Educação Básica – INEP
Professor e Professora, nesse espaço de-
senvolvido pelo INEP estão disponíveis
informações sobre avaliações da educa-
ção básica com um olhar para a inovação
e transformação. Estão indicadas para
acesso plataformas on-line e gratuitas
com conteúdos didáticos e simulados de
avaliações organizadas pelo instituto.

153
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 2
Qual é a ideia principal do texto?
A) Falar sobre a viagem dos alunos para a cidade do Porto.
B) Falar sobre a realização de um evento científico.
C) Questionar se existe vida fora do planeta Terra.
D) Realizar o reflorestamento do país.

APRENDER +
Leituras agradáveis são inúteis?
Ler gibis, tirinhas e outras leituras leves – e até divertidas – po-
dem parecer inúteis para o aprendizado, mas isto não é uma
verdade. Todo o tipo de leitura serve para exercitar a interpre-
tação, provocar a imaginação, ampliar as ideias e o vocabulário.
Desta forma, todas as leituras são úteis para o aprendizado.

140

154
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que este seria o tema cen-


(A)
tral, desconsiderando que o mesmo é uma informação secundária.

Resposta correta: o aluno demonstra que conseguiu identificar o


(B)
tema central do texto apresentado, ou seja, o evento científico.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que, por se tratar de um
(C) texto que fala sobre um evento científico, o mesmo abordaria a
existência de vida extraterrestre.
Resposta incorreta: o aluno supôs que, devido ao texto falar uma
(D)
das experiências de reflorestar o país, este seria o tema central.

Descritor: D9 – Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.

Comentário: ao assinalar a alternativa B, o aluno demonstra que conseguiu iden-


tificar o tema central do texto apresentado. Ao assinalar as alternativas A, C ou
D, o aluno demonstra dificuldade de identificação da temática central do texto
em detrimento de informações secundárias, sendo necessárias atividades que de-
monstrem o tema central de um texto e as informações secundárias que o com-
plementam.

155
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 3
O texto apresentado possui algumas características que explicam
o tema ao leitor. Uma das formas que o autor utiliza para interagir
com o leitor é:
A) uso de aspas para identificar o discurso de especialistas.
B) linguagem informal e repleta de termos técnicos.
C) uso de mapas e de infográficos que comprovem as afirmações.
D) linguagem figurada, que fornece um sentido implícito ao texto.

141

156
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas

Resposta correta: o aluno demonstra que conseguiu identificar os


(A)
elementos que caracterizam o artigo.

Resposta incorreta: o aluno subentendeu que, por apresentar alguns


(B) termos técnicos, esta seria a alternativa correta, não se atentando
para o fato de a linguagem ser formal.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu, pelo texto apresentar da-
(C) dos e números, que estas seriam as marcas que caracterizam o
interlocutor.
Resposta incorreta: o aluno supôs erroneamente que a linguagem
(D) utilizada é a metafórica, não distinguindo-a da linguagem denota-
tiva.

Descritor: D13 – Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o


interlocutor de um texto.

Comentário: ao assinalar a alternativa A, o aluno demonstra que conseguiu identi-


ficar os elementos que caracterizam o artigo. Ao assinalar as alternativas B, C ou
D, o aluno demonstra dificuldade de identificação dos elementos composicionais
do gênero textual em questão, sendo necessário retomar os detalhes que diferen-
ciam esse gênero de outros.

157
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 4
No trecho: “A equipe do Colégio Luso-Francês via jou do Porto com
um objetivo claro: ‘Medir a presença de microplásticos que estão em
suspensão na atmosfera.”, podemos concluir que o que motivou a
viagem dos estudantes foi:
A) a necessidade de medir a temperatura atmosférica.
B) realizar o reflorestamento por meio de sementes lançadas por
microssatélites.
C) realizar a medição de microplásticos.
D) participar de um experimento ambiental.

142

158
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que este seria o motivo da
(A) viagem pois o mesmo aparece no texto também, desconsiderando
a medição de plásticos descrita no trecho.
Resposta incorreta: o aluno subentendeu que esta seria a motivação
(B) da viagem, porém esta é uma das intenções, mas não a apresentada
no trecho citado.
Resposta correta: o aluno demonstra que conseguiu estabelecer, no
(C) trecho citado, a relação de causa e de consequência presente em
parte do texto.
Resposta incorreta: o aluno supôs erroneamente que este seria o
(D)
motivo da viagem, não se atentando para o enunciado.

Descritor: D11 – Estabelecer relação de causa/consequência entre partes e elemen-


tos do texto.

Comentário: ao assinalar a alternativa C, o aluno demonstra que conseguiu esta-


belecer, no trecho citado, a relação de causa e de consequência presente em par-
te do texto. Ao assinalar as alternativas A, B ou D, o aluno demonstra dificuldade de
identificar essa relação causal em partes específicas de um texto, explicitando a
falta de uma leitura mais atenta e cautelosa. Assim, é importante que o professor
trabalhe com exemplos de trechos em que essa relação pode ser identificada.

159
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Leia o texto abaixo para responder às questões 5 à 10.

A FALTA DE ÁGUA PODE VOLTAR

O Nordeste brasileiro é conhecido principalmente pela escassez de água


que vem assolando a região há séculos. Entretanto, nos últimos tempos, o Sertão
(onde a seca é mais gritante) vem recebendo um importante programa para re-
verter esse cenário de desolação e servir como alívio para esse povo sertanejo
que tem sofrido tanto com a seca que teima em nos castigar ano a ano. O alento
tem vindo por meio dos chamados “poços semiartesianos”, que estão trazendo
de volta a esperança aos nativos e matando a sede do povo nordestino, pois es-
ses poços têm a tecnologia de retirar água do subsolo encontrada em grandes
profundidades.
Esse é um programa que vem atendendo a minha cidade há algum tempo: a
pequena Jaçanã, localizada no interior do Rio Grande do Norte, no topo de uma
serra árida, onde há crescente procura por essa ferramenta que tem sido de suma
importância, sobretudo para a agricultura local. No entanto, há um paradoxo
bem relevante que precisa ser levado em consideração em relação a essa questão.
Para a maioria dos jaçanaenses, esse mecanismo de busca de água através
de poços profundos traz o otimismo e a esperança dos munícipes, já que eles re-
tiram a água do subsolo e a conduz a lugares antes inimagináveis, beneficiando
principalmente os agricultores, que começaram a produzir mais e melhor, abrin-
do também espaço para o cultivo de novas culturas, para o desenvolvimento
da pecuária e, consequentemente, impulsionando a economia local, principal-
mente por meio da irrigação do maracujá e de outras tantas culturas agrícolas.
Entretanto, apesar dos benefícios que tais poços trazem, há quem defenda
que o grande número de perfurações feitas no município, sem qualquer critério,
e a retirada da água, sem qualquer restrição, têm provocado o rebaixamento do
nosso lençol freático, que tem se mostrado mais e mais profundo, levando-o à
escassez da água em algumas áreas, à redução da sua vazão e à seca total de al-
guns deles, tornando-os inoperantes.
De acordo com técnicos da Emater local, esses fatores acima citados se
devem principalmente às condições climáticas e geológicas do estado do Rio
Grande do Norte, onde 80% das terras de seu relevo estão sob a rocha cristalina,
na qual a água da chuva fica infiltrada em pequenas fraturas e a parte arenosa
faz a água evaporar mais rápido, nada tendo a ver, portanto, com a quantidade
de poços escavados. No meu modo muito particular de perceber e analisar essa
questão, já que sou filho de agricultores e conheço bem a realidade da minha

Língua Portuguesa / 7°ano

143

terra, os poços tubulares são de fato importantes para amenizar os terríveis efei-
tos da crise hídrica aqui na região; porém, defendo veementemente que suas
perfurações só devam ser realizadas em áreas de extrema necessidade e con-
troladas pelos órgãos competentes para fazê-lo. Creio que não podemos mais
continuar com essa falsa impressão de que a água é um recurso inesgotável e
infinito, daí necessidade de usá-la com respeito e moderação. Se os poços tra-
zem alento para nós, sertanejos, isso é ótimo, mas não podemos fazer uso deles
desenfreadamente, agindo como se a água que eles puxam do subsolo estará ali
abundantemente para sempre.
Nesse sentido, preocupado com essa questão, defendo a criação de cam-
panhas educativas para viabilizar uma efetiva conscientização dos agricultores
a respeito da utilização dos poços com racionalidade, já que eles são de extrema
importância para a região e pouco se discute sobre o uso racional na nossa co-
munidade.
A meu ver, outra forma de resolver essa questão seria a proibição da escava-
ção de poços muito próximos uns dos outros. Nesse sentido, seria interessante
que um sitiante contemplado com a escavação de um poço em sua propriedade
fosse obrigado a dividi-lo com outros agricultores de sítios próximos.
Essa obrigação poderia vir com a criação de leis estaduais e municipais es-
pecíficas para tratar dessas questões, afinal, como dizia o escritor Rubem Alves:
“A água é um recurso que não pertence a apenas um indivíduo, mas a todos que
vivem ao seu redor, e a sua preservação é o desafio mais importante do momen-
to presente”. Se não tivermos cuidado, a falta de água pode voltar!
Disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/6138/textos-finalis-
tas2016.pdf.

Questão 5
Qual é a temática central apresentada no texto (o assunto polêmi-
co)?
A) A falta de água no sertão nordestino.
B) A quantidade de perfurações de poços semiartesianos.
C) A questão do solo arenoso, que dificulta a retenção de água.
D) A crença de que a água é um tipo de recurso inesgotável.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: fácil


Alternativas Justificativas

Resposta incorreta: o aluno concluiu que este seria o tema devido a


(A)
uma leitura superficial do texto.

Resposta correta: o aluno demonstra compreensão do tema aborda-


(B) do pelo autor, ou seja, a preocupação com a quantidade de perfura-
ções realizadas na região sem a devida fiscalização.
Resposta incorreta: o aluno demonstra que leu o texto com atenção,
(C) mas não soube diferenciar uma informação secundária da temática
do texto.
Resposta incorreta: o aluno pode ter esta conclusão devido ao fato
(D) de o texto citar que a água é um recurso inesgotável, porém esta
não é a temática do texto.

Descritor: D6 – Identificar o tema de um texto.

Comentário: ao assinalar a alternativa B, o aluno demonstra compreensão do tema


abordado pelo autor, ou seja, a preocupação com a quantidade de perfurações
realizadas na região sem a devida fiscalização. Já ao assinalar a alternativa A, de-
monstra que não realizou uma leitura mais atenta e completa do texto. Ao assina-
lar as alternativas C ou D, o aluno demonstra leitura atenta, porém não conseguiu
distinguir o tema central do texto, o que indica a necessidade de mais atividades
em que o professor trabalhe com exercícios de compreensão das diferenças entre
a tese defendida pelo autor e seus argumentos.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 6
Qual é a solução apresentada pelo autor do texto para a questão
polêmica abordada?
A) A proibição total da escavação de poços semiartesianos.
B) O fechamento dos poços já escavados.
C) A realização de campanhas educativas para a conscientização
de uso racional dos poços.
D) A utilização de caminhões-pipa para o abastecimento de água.

APRENDER +
Não entendeu? Tente novamente!
É bem pior para sua aprendizagem abandonar aquilo que você
não entendeu! Compreender é sempre a melhor saída, portan-
to, além de buscar auxílio junto ao seu professor ou professora,
busque dicas em livros, vídeos e até mesmo com outros colegas.

145

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: fácil


Alternativas Justificativas
Resposta incorreta: o aluno concluiu que esta seria a solução, po-
(A) rém o texto fala sobre a proibição desordenada das escavações e
não da proibição total.
Resposta incorreta: o aluno pode ter esta conclusão supondo que
(B) esta seria uma solução, demonstrando a falta de uma leitura mais
aprofundada do texto.
Resposta correta: o aluno demonstra compreensão da solução
(C) apresentada pelo autor, demonstrando saber localizar informações
explícitas no texto (a solução para a problemática abordada).
Resposta incorreta: o aluno pode ter esta conclusão devido ao texto
(D) abordar a questão da quantidade exagerada de perfurações, sem
planejamento.

Descritor: D1 – Localizar informações explícitas em um texto.

Comentário: ao assinalar a alternativa C, o aluno demonstra compreensão da so-


lução apresentada pelo autor, demonstrando saber localizar informações explíci-
tas no texto (a solução para a problemática abordada). Ao assinalar a alternativa
A, B ou D, o aluno demonstra que não realizou uma leitura mais atenta e completa
do texto, não conseguindo identificar a informação requisitada, o que indica a
necessidade de mais atividades em que o professor trabalhe com textos e com
exercícios que contemplem informações explícitas em um texto.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 7
Podemos inferir que a linguagem utilizada no texto se caracteriza
como:
A) formal, pois utiliza muitos termos teóricos e científicos
B) informal, pois utiliza termos como “matando a sede do povo nor-
destino”, aproximando-se do leitor.
C) não-verbal, pois é repleta de figuras e de imagens.
D) mista, fazendo uso de linguagem verbal e não verbal.

146

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas
Resposta incorreta: o aluno concluiu que esta seria a linguagem uti-
(A) lizada por se tratar de um texto que contém dados e informações
de órgãos de pesquisa.
Resposta correta: o aluno demonstra que entendeu a utilização da
(B) linguagem informal por meio de expressões e de termos utilizados
pelo autor.
Resposta incorreta: o aluno demonstra falta de compreensão do
(C) tipo de linguagem, pois o texto não apresenta imagens, gráficos ou
figuras.
Resposta incorreta: o aluno pode ter esta conclusão devido ao texto
(D)
apresentar, no texto verbal, números e porcentagens.

Descritor: D19 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de re-


cursos ortográficos e/ou morfossintáticos.

Comentário: ao assinalar a alternativa B, o aluno demonstra que entendeu a utili-


zação da linguagem informal por meio de expressões e de termos utilizados pelo
autor. Ao assinalar as alternativas A, C ou D, demonstra que não compreendeu a
diferença entre os tipos de linguagens utilizados em diferentes tipos de textos e
sua dependência com o sentido que o texto quer fornecer. Além disso, ao assinalar
as alternativas C ou D, o aluno demonstra falta de compreensão entre os signifi-
cados das linguagens verbal e não-verbal, necessitando retomar esses conceitos
por meio de exemplos.

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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 8
Na frase “Entretanto, nos últimos tempos, o Sertão (onde a seca é
mais gritante) vem recebendo um importante programa para rever-
ter esse cenário”, a expressão destacada se refere a uma locução
adverbial que representa:
A) lugar.
B) intensidade.
C) negação.
D) tempo.

APRENDER +
Grupos de estudo!
Estudar sozinho é importante, mas, estudar em grupo também é
fundamental. Organize grupos de estudo, peça e ofereça a juda,
afinal, sempre temos o que aprender e o que ensinar!

147

166
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas
Resposta Incorreta: o aluno subentendeu que se refere a lugar de-
(A) vido à presença da palavra Sertão. Porém, não é este o termo em
destaque.
Resposta incorreta: o aluno demonstra que não identificou adequa-
(B) damente o termo em destaque, podendo ter percebido a expressão
“onde a seca é mais gritante” como expressão de intensidade.
Resposta Incorreta: o aluno demonstra falta de compreensão do
(C)
tipo de significação que a expressão representa.

Resposta correta: o aluno demonstra que entendeu a utilização das


(D)
locuções adverbiais e soube diferenciá-las no trecho apresentado.

Descritor: D15 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, mar-


cadas por conjunções, advérbios, etc.

Comentário: ao assinalar a alternativa D, o aluno demonstra que entendeu a utili-


zação de locuções adverbiais e soube diferenciá-las. Ao assinalar as alternativas
A, B ou C, o aluno demonstra que não compreendeu a diferença entre as circuns-
tâncias representadas pelas locuções adverbiais, pois não conseguiu distinguir
suas especificidades (tempo, lugar, intensidade), o que indica a necessidade de
mais atividades em que o professor trabalhe com as características de cada tipo
de advérbio ou locução adverbial.

IDEB – Índice de desenvolvimento da Edu-


cação Básica
Professor e professora, por fim, toda a
discussão proposta sobre as avaliações
em larga escala e seus resultados, como
já debatido, culmina em um só indicador:
o IDEB. Portanto, conhece-lo é fundamen-
tal. Acesse, verifique as médias, os dados
e, principalmente, tenha esses números
como um desafio à transformação da Edu-
cação.

167
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 9
Na frase “A água é um recurso que não pertence a apenas um indiví-
duo”, a expressão “apenas” caracteriza:
A) Tempo.
B) Negação.
C) Intensidade.
D) Lugar.

APRENDER +
Crie técnicas de estudo!
Algumas pessoas anotam em cadernos, outras, colam pequenos
papeis nas paredes de sua casa. Ainda, há aquelas que marcam
com canetas coloridas seus livros. Não há técnica certa ou er-
rada para estudar, mas sim, aquela com a qual você aprende
melhor! Então, teste todas e descubra qual prefere!

148

168
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas
Resposta incorreta: o aluno pode ter concluído que o advérbio de-
(A) nota a ideia de movimento devido à presença, na frase, da expres-
são “no Sertão”.
Resposta correta: o aluno demonstra que compreendeu o sentido
(B)
expresso pela utilização da palavra “onde”, denotando lugar.

Resposta incorreta: o aluno pode ter suposto que a expressão de-


(C)
nota tempo devido à presença do verbo ser conjugado no presente.

Resposta incorreta: o aluno pode ter subentendido a relação de in-


(D)
tensidade devido à presença da expressão “gritante”.

Descritor: D15 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, mar-


cadas por conjunções, advérbios etc.

Comentário: ao assinalar a alternativa B, o aluno demonstra que compreendeu o


sentido expresso pela utilização da palavra “onde”, denotando lugar. Ao assinalar
a alternativa A, o aluno demonstra que ainda apresenta dificuldade em relação ao
uso do advérbio onde/aonde, não assimilando a diferença entre ambos (“onde”
denotando lugar e “aonde”, movimento). Já ao assinalar as alternativas C ou D,
demonstra falta de entendimento das circunstâncias representadas por determi-
nadas palavras e os sentidos que sua utilização acarreta, sendo necessário um
trabalho mais aprofundado do professor nesse sentido.

169
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Língua Portuguesa / 7°ano

Questão 10
Na expressão “[...] no Sertão, onde a seca é mais gritante”, podemos
concluir que o advérbio “onde” dá ideia de:
A) movimento.
B) lugar.
C) tempo.
D) intensidade.

149

170
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

Nível de dificuldade: médio


Alternativas Justificativas
Resposta incorreta: o aluno pode ter concluído que o advérbio de-
(A) nota a ideia de movimento devido à presença, na frase, da expres-
são “no Sertão”.
Resposta correta: o aluno demonstra que compreendeu o sentido
(B)
expresso pela utilização da palavra “onde”, denotando lugar.

Resposta incorreta: o aluno pode ter suposto que a expressão de-


(C)
nota tempo devido à presença do verbo ser conjugado no presente.

Resposta incorreta: o aluno pode ter subentendido a relação de in-


(D)
tensidade devido à presença da expressão “gritante”.

Descritor: D15 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, mar-


cadas por conjunções, advérbios etc.

Comentário: ao assinalar a alternativa B, o aluno demonstra que compreendeu o


sentido expresso pela utilização da palavra “onde”, denotando lugar. Ao assinalar
a alternativa A, o aluno demonstra que ainda apresenta dificuldade em relação ao
uso do advérbio onde/aonde, não assimilando a diferença entre ambos (“onde”
denotando lugar e “aonde”, movimento). Já ao assinalar as alternativas C ou D,
demonstra falta de entendimento das circunstâncias representadas por determi-
nadas palavras e os sentidos que sua utilização acarreta, sendo necessário um
trabalho mais aprofundado do professor nesse sentido.

171
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

REFERÊNCIAS

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Campinas, v. 34, n. 124, p. 903-923, jul./set. 2013.
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no Brasil: os desafios do processo e do sucesso educativo na garantia do direito à
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BRASIL. Lei nº 9394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece a Lei de Diretrizes e bases
da Educação Nacional. 1996. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasilia,
DF, 23 dez. 1996.
BRASIL. Lei nº 11494 de 16 de julho de 2008. Regulamenta a alínea “e” do inciso III do
caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir
o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da
educação básica. 2008. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasilia, DF,
17 jul. 2008.
BRASIL. Emenda Constitucional n. 59, de 11 de novembro de 2009. Acrescenta § 3º ao
art. 76 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias para reduzir, anualmente,
a partir do exercício de 2009, o percentual da Desvinculação das Receitas da União
incidente sobre os recursos destinados à manutenção e desenvolvimento do ensino
de que trata o art. 212 da Constituição Federal, dá nova redação aos incisos I e VII
do art. 208, de forma a prever a obrigatoriedade do ensino de quatro a dezessete
anos e ampliar a abrangência dos programas suplementares para todas as etapas da
educação básica, e dá nova redação ao § 4º do art. 211 e ao § 3º do art. 212 e ao caput

172
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

do art. 214, com a inserção neste dispositivo de inciso VI. 2009. Diário Oficial [da]
República Federativa do Brasil, Brasilia, DF, 12 nov. 2009.
BRASIL, Decreto n. 6094 de 24 de abril de 2007. Dispõe sobre a implementação do
Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, pela União Federal, em regime de
colaboração com Municípios, Distrito Federal e Estados, e a participação das famílias
e da comunidade, mediante programas e ações de assistência técnica e financeira,
visando a mobilização social pela melhoria da qualidade da educação básica. 2005.
Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasilia, DF, 25 abr 2007.
BRASIL. Emenda Constitucional n. 53, de 19 de dezembro de 2006. Dá nova redação
aos arts. 7º, 23, 30, 206, 208, 211 e 212 da Constituição Federal e ao art. 60 do Ato
das Disposições Constitucionais Transitórias. 2006. Diário Oficial [da] República
Federativa do Brasil, Brasília, DF, 19 dez. 2006. Disponível em: <http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc53.htm>. Acesso em 13/04/2016.
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Avaliação Nacional de Educação Básica, a Avaliação Nacional de Rendimento Escolar e
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BRASIL. Lei nº 13005 de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educaçao –
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gov.br/educacao_basica/prova_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_
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Desenvolvimento da Educação. Cadernos de Pesquisa, v. 38, n. 135, p. 817 – 839, set./
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Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°A
6°Ano
no

CHIRINÉA, A. M. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e as dimensões


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COELHO, M. I. M. Vinte anos de avaliação da educação básica no Brasil: aprendizagens
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escola pública. IN: SOUZA, A. R. (org.) Coleção Gestão e Avaliação da Escola Pública.
Universidade Federal do Paraná, Pró-Reitoria de Graduação e Ensino Profissionalizante,
Centro Interdisciplinar de Formação Continuada de Professores; Ministério da Educação,
Secretaria de Educação Básica. Curitiba: Ed. Da UFPR. 2005. 68p.

175
Livro do Professor
Língua Portuguesa / 7°Ano

ANEXO I
Tabela 1 – Ideb Anos Iniciais Brasil – 2007 – 2013

Dependência Administrativa 2007 2009 2011 2013


Brasil 4,2 4,6 5 5,2
Estadual 4,3 4,9 5,1 5,4
Municipal 4 4,4 4,7 4,9
Fonte: Inep. Dados trabalhados pelo autor (2016)

Tabela 2 – Ideb Anos Finais Brasil – 2007 – 2013

Dependência Administrativa 2007 2009 2011 2013


Brasil 3,8 4 4,1 4,2
Estadual 3,6 3,8 3,9 4
Municipal 3,4 3,6 3,8 3,8
Fonte: Inep. Dados trabalhados pelo autor (2016)

Tabela 3 – Taxas de Rendimento no Brasil Anos Iniciais– 2007 - 2013

Dependência Administrativa 2007 2009 2011 2013


Brasil 89% 92% 93% 95%
Estadual 84% 86% 90% 91%
Municipal 86% 89% 91% 93%

Fonte: Inep. Dados trabalhados pelo autor (2016)

Tabela 4 – Taxas de Rendimento no Brasil Anos Finais– 2007 - 2013

Dependência Administrativa 2007 2009 2011 2013


Brasil 79% 80% 82% 85%
Estadual 78% 79% 82% 82%
Municipal 80% 82% 83% 85%

Fonte: Inep. Dados trabalhados pelo autor (2016)

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