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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

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NOME DA CIDADE SEM A SIGLA DO ESTADO


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HOUVER) – MANTENHA ESTE TÍTULO ALINHADO COM O DA CAPA

Trabalho de Conclusão de Curso ou


Monografia ou Dissertação apresentada
como requisito parcial à obtenção do título
de Tecnólogo / Bacharel, Especialista /
Mestre em (nome do curso), do (nome do
Departamento / Coordenação), da
Universidade Tecnológica Federal do
Paraná.

Orientador: Prof. Dr. Nome Completo


Co-orientador: (se houver) Prof. Dr. Nome
Completo

NOME DA CIDADE SEM A SIGLA DO ESTADO


DIGITE AQUI O ANO DA DEFESA
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................13
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.............................................................................14
3 METODOLOGIA....................................................................................................15
4 CRONOGRAMA.....................................................................................................16
5 ORÇAMENTO........................................................................................................17
REFERÊNCIAS.........................................................................................................18
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1 INTRODUÇÃO

Antes visto como unificado, atualmente o sujeito está descentrado e


fragmentado em virtude das inquietações do mundo pós-moderno (HALL, 2006). As
identidades, inabaláveis, assim como o poder estatal, estão ruindo, tornando-se uma
sensação de desterritorializacão (BAUMAN, 2005) e o sentido de não pertencer.
O conceito de identidade é amplamente discutido em diversas áreas do
conhecimento, o que justifica sua complexidade e pluralidade de interpretações.
Assim, a conceituação do termo identidade será pautada em teóricos como Zygmunt
Bauman – grande estudioso dos fenômenos sociais da pós-modernidade – e Stuart
Hall.
À luz dessas teorias sobre identidade e pós modernidade, o ensaio
documental Tá cheio, de Tomaso Protti, explicita as inquietações diante desse
problema identitário. Com base nessa narrativa visual, será analisado se existe
carga identitária pós-moderna e suas inquietações no ensaio fotográfico. Por isso,
objetiva-se analisar o documentário de Protti baseado nos conceitos de imagem,
narrativa, pós-modernidade e identidade. Então, para suprir esse estudo, pretende-
se investigar o processo de identidade pós-moderna e pós-modernidade, bem como
conceitos de imagem e narrativa fotográfica e compreender as relações entre os
conceitos: como sujeito pós-moderno e a imagem se transformam?
O estudo justifica-se pois são parcos os estudos, não acerca da
pós-modernidade, mas das implicações do mundo pós-moderno na narrativa
fotográfica e na busca identitária recorrente, o “quem somos neste mudo?”, que
permeia não só o ensaio fotográfico e, consequentemente, os personagens que
habitam os fotogramas.
Com base nisso, supõe-se que o autor do ensaio busque ressaltar a busca
por uma identidade dos personagens retratados por meio do ensaio. Esse resgate
identitário apresenta também os problemas do sistema penal brasileiro, bem como
proporciona diálogo com textos de Bauman a respeito da prisão, não apenas aquela
do encarceiramento penal, mas aquela da qual estamos circunscritos em nossas
casas, muros e edificações.
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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O conceito de identidade é discutido amplamente em diversas áreas, por


isso, é cheio de complexidades e interpretações. Nesta pesquisa, optamos por
revisão bibliográfica que autores que corroboram com o objeto de análise e suas
percepções. Além disso, optamos por autores que também tratam de identidade na
formação fotográfica. Assim, a conceituação do termo identidade aqui apresentada
será pautada em teóricos como Zygmunt Bauman, Stuart Hall e Homi K. Bhabba,
além de perpassar sobre estudos na fotografia, como em Susan Sontag e Roland
Barthes.
Assim, o indivíduo, antes visto como um ser unificado, atualmente é
considerado fragmentado em virtude das instabilidades do mundo contemporâneo.
A mudança estrutural das sociedades modernas que vem ocorrendo desde o século
XX, de acordo Hall (2006), ocasionou também transformações nas identidades
pessoais dos indivíduos, além de ter fragmentado certas noções culturais referentes
a classes sociais, sexualidade, etnia e gênero, por exemplo.
Hall (2006) considera que a descentração do sujeito resulta tanto da perda
de “um sentido de si” quanto do deslocamento pessoal dos mundos social e cultural
e implica, inevitavelmente, em uma crise identitária.
Ao perceber a definição de identidade como elemento construído
historicamente (e não biologicamente), Hall (2006) ratifica a noção que Giddens
(1990), ao discorrer acerca da modernidade, defende: a distinção comportamental e
cultural gerada pela mudança ocorrida na sociedade. Nas sociedades tradicionais,
por exemplo, há o culto ao passado e a valorização dos símbolos passados ao longo
das gerações. Por outro lado, na modernidade, as práticas sociais se modificam e
renovam em razão da já apontada rapidez e instabilidade contemporânea e
consequentemente afetam o caráter dos indivíduos.
Sob um enfoque social e psicológico, é possível destacar a dinamicidade e a
subjetividade na formação identitária, aliadas à compreensão da identidade do outro
pela forma como ele a projeta. De acordo com Deschamps e Moliner, citados por
Silva (2011, p. 2), o modo de conhecimento da representação de si e dos outros
indivíduos pode interferir na construção identitária. Essa percepção é delineada pela
compreensão do sentimento de semelhança e diferença em relação aos outros,
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elemento que “confere à identidade um caráter subjetivo e dinâmico, resultante


dessa dupla constatação”.
Além disso, há de se considerar a influência do sentimento de fragmentação
do sujeito em sua pluralidade interior. Thiél (2006, p. 15, grifo nosso) disserta acerca
dessa questão.
Nessa perspectiva, percebemos uma fluidez significativa na consideração da
construção da identidade, em que há a composição do “eu” formado não apenas por
um, mas por muitos, que resulta em “um compósito, oscilando entre diferentes e
múltiplas orientações identitárias, muitas vezes até contraditórias” (THIÉL, 2006, p.
14). Essas reflexões, expandidas no último capítulo, auxiliam na compreensão da
formação identitária conflituosa da personagem Marjane, que se reestrutura em
diversos momentos em busca da sensação de pertencimento.
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3 METODOLOGIA

Com base nas reflexões teóricas de Bauman (2001, 2005, 2007, 2008,
2009), Hall (2006) e Bhabba (1998) acerca da pós-modernidade e identidade,
elaboramos o estudo crítico do ensaio fotográfico Tá cheio, de Tomaso Protti, no
qual encontram-se aspectos do assunto tratado. Assim, o estudo parte do
pós-moderno e seu reflexo na sociedade contemporânea por meio de pesquisa
exploratória, principalmente dos autores já citados, porém, não descartando outras
fontes. A pesquisa exploratória visa tornar o problema mais visível tanto para o autor
quanto para o leitor (LAKATOS; MARCONI, 2003), o que dará maior entendimento à
abordagem que se pretende neste estudo, pois, para Gil (2002) esse tipo de
pesquisa tem por objetivo propiciar maior compreensão do fenômeno investigado.
Nesse ínterim, podemos caracterizá-la como qualitativa, pois busca o
entendimento geral do problema e questão formulada com vistas A entendimentos e
percepções a respeito do assunto. E, para isso, será feita a abordagem qualitativa
dos dados por meio de revisão bibliográfica. Assim, serão aprofundados conceitos
gerais sobre a temática, contribuindo para o esclarecimento deste assunto em certos
pontos.
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4 CRONOGRAMA

A Tabela 1 a seguir apresenta o cronograma correspondente às atividades


que serão realizadas nos meses de setembro de 2016 a janeiro de 2017 para a
produção do trabalho de conclusão de curso da especialização em Narrativas
Visuais.

Tabela 1 – Atividades a serem desenvolvidas realizadas durante a produção da


monografia

Anos: 2016/2017
Meses
ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS
Set. Out. Nov. Dez. Jan.

Pesquisa sobre o tema. ×

Levantamento de material teórico. ×

Elaboração e entrega do pré-projeto. ×

Orientação inicial. ×

Leitura do material teórico selecionado. × × × × ×

Redação da monografia. × × × ×

Verificação e ajuste de pendências. ×

Revisão textual e formatação do trabalho nas


× × × ×
normas da universidade.
Entrega do artigo para verificação do(a)
orientador(a). ×

Entrega estimada da versão final da


monografia. ×
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5 ORÇAMENTO
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REFERÊNCIAS

ANDERSON, Perry. As origens da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.

BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. E-book.

______. Confiança e medo na cidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. E-book.

______. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.


E-book.

______. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. E-book.

______. Tempos líquidos. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. E-book.

BHABHA, Homi K. O local da cultura. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1998.

PEDROSA, Inês. Dentro de ti ver o mar. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2013. E-book.

PESSOA, Fernando. Poesia completa de Álvaro de Campos. São Paulo:


Companhia das Letras, 2007.

PIAGET, Jean. Para Onde Vai a Educação? Rio de Janeiro: José Olympio, 1984.

SEVCENKO, Nicolau. A corrida para o século XXI: no loop da montanha russa.


São Paulo: Companhia das Letras, 2001.