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Técnicas em

Equipamento Fotográfico
Material Teórico
A Fotografia Digital

Responsável pelo Conteúdo:


Prof.ª Me. Elga Lilian Buck Martins

Revisão Textual:
Prof.ª Me. Luciene Santos
A Fotografia Digital

• O Que Traz Este Módulo?;


• Percebendo as Imagens;
• Definindo a Qualidade de Uma Imagem;
• Tipos de Compressão e Formatos de Arquivos;
• Tipos de Câmeras e Lentes Compatíveis;
• Cartões de Gravação, Bateria e Acessórios.

OBJETIVO DE APRENDIZADO
· Conhecer os diversos tipos de equipamentos ofertados no mercado,
sua manipulação fundamental bem como o uso para cada situação
de fotografia.
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua
formação acadêmica e atuação profissional, siga
algumas recomendações básicas:
Conserve seu
material e local de
estudos sempre
organizados.
Aproveite as
Procure manter indicações
contato com seus de Material
colegas e tutores Complementar.
para trocar ideias!
Determine um Isso amplia a
horário fixo aprendizagem.
para estudar.

Mantenha o foco!
Evite se distrair com
as redes sociais.

Seja original!
Nunca plagie
trabalhos.

Não se esqueça
de se alimentar
Assim: e de se manter
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte hidratado.
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e
horário fixos como seu “momento do estudo”;

Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma


alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;

No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você
também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e
de aprendizagem.
UNIDADE A Fotografia Digital

O Que Traz Este Módulo?


A arte de fotografar vai além de operar um equipamento fotográfico. Olhando
para o passado, grandes registros da humanidade foram realizados por intermédio
de equipamentos que hoje, são julgados como obsoletos e desconhecidos por
grande parte da população, incluindo jovens fotógrafos.

Conhecer a história que envolve a evolução da fotografia amplia a capacidade


de compreender também o tamanho da importância na evolução dos registros
analógicos para seus contemporâneos digitais.

Enquanto no passado uma imagem demorava horas (ou até mesmo dias) para
chegar até os veículos de comunicação, hoje, cidadãos comuns são coadjuvantes
na disseminação das informações em tempo real, através de equipamentos como
smartphones e câmeras que podem se conectar à internet, ainda no local onde foi
realizada a foto.

Em conjunto com a evolução da internet, a rede social tem, em seu DNA, a própria
justificativa para o uso indiscriminado da imagem digital, em tempo real, por qualquer
pessoa, com conhecimentos de fotografia ou não.

A arte da fotografia analógica foi gradativamente melhorada (mas não totalmente


substituída) por suas contemporâneas digitais, mais ágeis, acessíveis e com menor
desperdício de materiais envolvido. Com a substituição da película (ou filme) pelo
sensor, o surgimento do monitor LCD e do armazenamento digital, os processos
de impressão tornaram-se opcionais.

A fotografia analógica existe para ser estudada, conhecida e aproveitada, em


seu sentido histórico, artístico e também de evolução tecnológica. Grandes nomes
tornaram-se ícones históricos através de seu olhar e seu equipamento analógico.
Porém, as inovações existem para melhorar o cotidiano das pessoas e auxiliar na
própria evolução da humanidade.

Para isso, esse módulo traz as primeiras noções sobre fotografia digital, auxilian-
do a você a compreender não apenas o funcionamento dos equipamentos como
também suas peculiaridades.
Explor

História da fotografia em: https://goo.gl/ggRFwt.

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Percebendo as Imagens
Luz
Alvarenga (2008, p.23) define que “fotografar é desenhar com luz e compreen-
der o básico sobre a luz, como o melhor horário, sua temperatura de cor etc. será
fundamental para fazermos uma foto de impacto”.

Compreender como a luz opera nos equipamentos digitais vai auxiliar você
a entender como as cores se desenham e se alteram enquanto você fotografa.

A sensação de cor é produzida por raios de luz refletidos ou transmitidos


por um objeto. Um raio de luz pode ser considerado uma onda
eletromagnética, parte da série mais ampla de ondas eletromagnéticas
que viajam pelo espaço, e ela é descrita por seu comprimento de onda
e por sua frequência. O comprimento de onda é a distância entre dois
pontos adjacentes correspondentes no padrão de onda, como mostrado
na enquanto a frequência se refere ao número de ondas passando por
um ponto determinado a cada segundo. O produto do comprimento
de onda pela frequência é igual à velocidade da onda. O espectro
eletromagnético se estende desde comprimentos de onda de 0,0000001
nanômetro (nm) a 1000 km. Aquilo que chamamos de luz é a parte
visível do espectro, de aproximadamente 400 nm até cerca de 700
nm. Levando-se em consideração que 1 nm é igual a 1/1000000000
m, fica claro que o espectro visual representa uma parte bem pequena
do espectro eletromagnético. Abaixo dos 390 nm se encontra a faixa
de radiação ultravioleta (UV) e acima dos 760 nm se encontra a faixa
infravermelha (IV). As radiações UV e IV, portanto, não são visíveis.
Em câmeras digitais, os sensores eletrônicos do tipo dispositivo de
carga acoplada (CCD – charge-coupled device) e o semicondutor de
óxido metálico complementar (CMOS – complementary metal oxide
semiconductor) são sensíveis aos raios infravermelhos [...] A luz branca
é uma mistura de raios coloridos. Na segunda metade do século XVII, Sir
Isaac Newton mostrou que quando a luz branca incide em um prisma de
vidro transparente, ela não é apenas desviada, como também refratada
em muitos raios coloridos na seguinte ordem: vermelho, laranja,
amarelo, verde, azul, anil e violeta. A magnitude da refração depende do
comprimento de onda do raio, o que mostrou que a luz branca consistia
em raios de diferentes comprimentos de onda, que correspondem às
cores que vemos no espectro (LANGFORD, 2013, pp. 2,3).

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UNIDADE A Fotografia Digital

As figuras 1 e 2 a seguir, ilustram o comprimento de onda e incidência sobre o


prisma denotados por LANGFORD (2013):

Figura 1 – Comprimento de onda luminosa


Fonte: LANGFORD, 2013

Figura 2 – Luz através do prisma, gerando cores no


espectro visível ao olho humano
Fonte: LANGFORD, 2013

Portanto, se os objetos são percebidos pelo olho humano a partir da reflexão


de luz, é a partir da entrada dessa mesma luz pela objetiva da câmera que seremos
capazes de registrar e perceber a informação contida nas imagens.

Embora você possa se aprofundar nos conceitos físicos avançados de compre-


ensão da incidência de luz nos objetos, o escopo deste módulo é propor o enten-
dimento dos efeitos da iluminação através de sua câmera e das respostas que ela
oferece durante o registro das imagens.

Mais adiante, no módulo 2, você perceberá que a luz é de extrema importância para
operar a câmera independente aos modos de uso, sejam eles automáticos ou manuais.

Na prática, compare a percepção de luz da câmera ao próprio olho humano:


um dia claro e ensolarado parece revelar muito mais cores e detalhes do que um
fim de tarde chuvoso. De forma similar, olhar diretamente para o sol fará com
que você fique por alguns instantes com a visão embaralhada, devido ao excesso
de luz recebido pela córnea, que deve distribuir essa onda luminosa para a retina.
Assim como nossos olhos têm, na pupila, o movimento de abrir e fechar dosando
a entrada de luz, assim também é com o diafragma da câmera.

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Portanto, ao fotografar, você deverá se lembrar que a luz (e como ela é admi-
nistrada pelo equipamento), assim como em nossos olhos, é o que fará a diferença
em seus resultados. Uma fotografia registrada à luz da manhã promoverá diferentes
resultados da mesma imagem registrada ao pôr do sol. Da mesma forma, apontar
a câmera diretamente para a luz, fará com que ela fique “cega” ao invés de regis-
trar a imagem. Uma foto feita à noite, sem o auxílio de luz complementar, revelará
menos detalhes do que a mesma imagem produzida durante um dia ensolarado.
A figura 3, a seguir, exemplifica uma cena registrada em diferentes momentos do dia:

Figura 3 – Ambiente urbano registrado às 7:30 h (esq.), 10:00 h (centro) e 15:00 h (dir.)
Fonte: Acervo do conteudista

No primeiro horário da manhã, a camada de neblina impede a visualização de


cores e formas com nitidez. A imagem só ganha exata compreensão de todos os
planos, cores e formas com a luz da tarde.

Você Sabia? Importante!

Antes mesmo de a fotografia se tornar popular, a arte do Impressionismo no século


XIX já esclarecia o papel da luz na percepção da realidade, incluindo as cores. Claude
Monet ficou conhecido por uma série de pinturas da Catedral de Rouen, retratadas em
diferentes horários e situações do dia, deixando clara a importância da incidência de luz
e essas alterações de percepção.
Explor

As Trinta Telas da Catedral de Rouen – Claude Monet : https://goo.gl/Doznqe.

Cor
Embora seja possível perceber cores em ambientes de baixa luminosidade, é
inegável que a maior incidência de luz traga uma significativa melhoria no resultado
do que é visto.
As cores existem devido a nossa percepção visual e, especificamente, ao
nosso sistema visual, que interpreta as diferentes composições de com-
primentos de onda de luz como cores. Muitas invenções engenhosas se

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UNIDADE A Fotografia Digital

baseiam em “observações da natureza”. O modo como os filmes coloridos


e os sensores de imagem funcionam se deve muito aos estudos básicos
dos cientistas sobre o que é a cor e como os olhos humanos respondem
a ambientes coloridos [...]. Hoje está bem estabelecido que nossas retinas
contêm milhões de células em forma de bastonetes e cones. Os basto-
netes são mais sensíveis à luz, mas não discernem cores. Eles se encon-
tram distribuídos na área periférica da retina, onde a imagem é formada.
Existem cerca de 75 a 150 milhões de bastonetes nessa área. Os cones,
que são menos sensíveis, reagem à cor com seus três tipos de recepção
determinados por conteúdo químico. Eles se encontram concentrados no
centro da retina e são menos abundantes do que os bastonetes, na casa
dos 6 a 7 milhões. Alguns aspectos da visão colorida não são comple-
tamente explicados pela teoria tricromática, mas as descobertas desses
cientistas do século XIX continuam sendo altamente relevantes para se
compreender a fotografia colorida. Ao mesmo tempo, lembre-se de que
seus olhos são praticamente uma extensão do seu cérebro, conectados a
ele por mais de 750 mil fibras em cada nervo óptico. No que diz respeito
à visão colorida, a capacidade de interpretação do cérebro é tão relevante
quanto o estímulo propriamente dito recebido pela reação ocular (LAN-
GFORD, 2013, p.3).

Já que a câmera pode ser comparada ao mecanismo do olho humano para receber
e compreender as ondas luminosas em cores, é preciso compreender como as cores
funcionam em sua câmera e, posteriormente, em impressões das imagens digitais.

Existem duas formas distintas de leitura de cores: o método aditivo (conhecido


como RGB) e o método subtrativo (CMYK).

No método aditivo, as cores Vermelho (R=Red), Verde (G=Green) e Azul (B=Blue)


são percebidas em cones específicos para cada uma dessas ondas. Na união das três
cores, a luz formada é a branca enquanto na ausência de ondas luminosas, temos o
preto. Perceba que a união dessas luzes retorna novas cores complementares sendo,
Ciano (C=Cyan), Magenta (M=Magenta), Amarelo (Y=Yellow).

Figura 4 – Método aditivo de cores


Fonte: LANGFORD, 2013

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Esse método é o utilizado em iluminação de estúdios, monitores de computador,
televisores, smarthphones e outros equipamentos que operam diretamente com a
luz formando as imagens.

Já o método subtrativo, utilizado na fabricação de corantes, “se baseia na absorção


de luz usando-se as cores complementares ciano (C), magenta (M) e amarelo (Y –
yellow) ” (LANGFORD, 2013, p.5).

Quando unidas, o resultado é de cores mais escuras. Quanto mais escuro o resul-
tado da mistura dessas cores, menor luz é refletida. A ausência de cor corresponde
ao branco, ou, a reflexão completa da luz, não registrando nenhuma cor percep-
tível. Note na figura 5 a seguir que, a união das cores primárias Ciano, Magenta e
Amarelo, resulta em preto, representado pela letra K (black) no sistema subtrativo.

Figura 5 – Sistema substrativo de cores


Fonte: LANGFORD, 2013

Na prática, ao longo de sua jornada como fotógrafo, será


Método Aditivo
muito importante esse conhecimento para que você refine RGB: usado para
seu olhar, fazendo uma correta leitura de cores, escolha suas criar cores através
preferências de coloração das imagens e ainda, apure seus da mistura de luz.
conhecimentos para calibrar seus equipamentos. Método Subtra-
tivo CMYK: usado
A calibragem consiste basicamente em equilibrar as cores para criar cores a
percebidas pela câmera, pelo monitor onde a imagem será partir de pigmen-
editada e pelo processo de impressão, até chegar de volta tos de coloração.
ao olho humano.
Explor

Sobre o processo de calibragem dos equipamentos: https://goo.gl/APHuZQ.

Temperatura
Em fotografia, são comuns as expressões foto “quente” ou “fria”. Costumeira-
mente, uma imagem é chamada de quente quando sua coloração está mais amare-
lada e fria quando está mais próxima dos tons azulados.

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UNIDADE A Fotografia Digital

O Guia Curso Básico de Fotografia (2016) define que:


[...] temperatura é uma forma de medição usada para determinar a cor da
luz de um ambiente baseado na escala Kelvin, onde, quanto mais azulada
for a luz, maior a sua temperatura; e quanto mais amarelada ou averme-
lhada for a luz, menor a temperatura.

Figura 6 – Escala Kelvin de temperatura em diferentes situações de iluminação


Fonte: Guia Curso Básico De Fotografia, 2016

As câmeras digitais oferecem recursos que auxiliam no controle dessa tempe-


ratura de modo a equilibrar a sensação térmica de sua imagem, como exemplo
da figura 7:

Figura 7 − Opções de regulagem de temperatura na própria câmera


Fonte: Guia Curso Básico de Fotografia Digital, 2016

Você também poderá fazer ajustes de edição de imagem posteriormente, através de


programas de edição, porém, quanto menos a imagem for editada de forma posterior
ao registro, menores as chances de perda de informações.

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A figura 8 a seguir mostra as diferentes temperaturas em uma mesma imagem,
através de edição posterior de imagem:

Figura 8 − Exemplos de temperatura baixa, ou quente (dir.), equilibrada (centro)


e alta ou fria (dir.). Edição da imagem realizada no programa Lightroom
Fonte: Acervo do conteudista

O ajuste de temperatura de sua câmera é conhecido também como balanço


de branco, assunto a ser visto mais adiante (LANGFORD, 2013).

Definindo a Qualidade de Uma Imagem


Definir uma imagem como “bonita”, “agradável” ou “impressionante” é uma tarefa
subjetiva, pois depende de conceitos que cada observador carrega consigo. Contudo,
existem aspectos tecnológicos que auxiliam a chegada dessa imagem ao receptor, no
âmbito de aceitação de ruídos e nitidez de cores, tanto para imagens em monitores,
como para imagens impressas.
Segundo Moraz (2009, p.11-12):
O primeiro termo a ser colocado em questão no momento de adquirir
uma câmera digital ou avaliar se o equipamento disponível apresenta uma
boa qualidade de acordo com objetivo das imagens a serem registradas é
o “megapixel”. A maioria dos usuários sem experiência aprofundada em
fotografia digital associa a quantidade de megapixels com a qualidade da
câmera. Embora esta não seja uma associação de maneira alguma
incorreta, há outros fatores determinantes para a obtenção de registros
satisfatórios, e não apenas a quantidade de megapixels [...] O termo
“pixel” é derivado de “elemento de imagem”sendo pix uma abreviação
da palavra Picture (imagem, foto, figura em inglês) associada ao termo
element (elemento em inglês) [...] Podemos afirmar então que o pixel é o
menor ponto de formação de um imagem digital. O conjunto dos milhares
de pixels são os elementos responsáveis pela formação da disposição
inteira de uma imagem.

Existem outros fatores que compõem a qualidade de Pixels são pontos que,
uma imagem digital como cartões de gravação, lentes, juntos, constituem a
recursos da câmera para reduzir efeitos indesejados, imagem digital.
tipo de zoom oferecido e alimentação elétrica (MORAZ,
2009). Porém, o pixel será o primeiro componente de qualidade de imagem digital
a ser observado, pois possui ligação imediata com a resolução oferecida.

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Pixels e Resolução
À medida que os equipamentos evoluem, percebe-se um aumento no número de
pixels que uma câmera pode registrar dentro de seu sensor, local onde a imagem
será registrada antes da gravação. Esse número indica a quantidade de pontos que
compõem uma imagem, daí a impressão de que uma imagem com mais pixels é
melhor do que uma imagem com menos pixels.
Já a resolução de uma imagem pode ser lida como sua definição ou nitidez visto
que a câmera:
[...] determina qual a quantidade de pixels (pontos) que compõem uma
imagem. Quanto mais pixels, mais detalhamento ela possuirá (ou menos
perda de detalhes haverá para o caso de ampliações). E quando se fala em
megapixel, estamos nos referindo à resolução máxima com que uma câmera
é capaz de capturar uma imagem (MIYAGUSKU, 2007, p.59).
Assim, uma imagem registrada com 2 megapixels terá em sua construção me-
nos pontos que uma imagem de 7 megapixels, e assim por diante. Atualmente, a
maioria dos modelos de câmeras DSLR usadas para fins profissionais apresentam
resolução próxima a 24 megapixels, um número bastante elevado se comparado
ao de suas antecessoras e câmeras compactas.

Importante! Importante!

• 1 pixel = 1 ponto na constituição da imagem;


• 1 megapixel = 1.000.000 na constituição da imagem.

A resolução é lida de forma diferente para imagens em monitores e imagens


impressas. Ambas são formadas por números de pontos, porém, as imagens de
monitores e telas são lidas pela sigla PPI (Pixels per inch ou, pontos por polegada)
enquanto imagens impressas tem sua resolução expressa em DPI (Dots per inch
ou, pontos por polegada).
Via de regra, o que você precisa avaliar é a distribuição desses pontos no espaço
de uma polegada. Quanto menores, mais pontos se acomodam num mesmo es-
paço, formando assim uma imagem mais nítida e precisa, a exemplo da figura 9:
30x30 cm

8x8 cm

Exemplo de Imagem menor,


com maior resolução
Exemplo de Imagem maior
com menor Resolução

Figura 9 – Simulação da distribuição de pixels por polegada. Quantidade x espaço x qualidade


Fonte: https://goo.gl/yWBJJU

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Portanto, para que a imagem tenha uma boa qualidade e sensação de nitidez plena,
não basta que ela tenha um grande número de megapixels, mas sim como esse volume
está distribuído no sensor da câmera.
Um outro fator importante a considerar é a finalidade de uso da imagem pro-
duzida, pois, quanto maior o número de pixels contidos nessa imagem, mais lento
seu carregamento e mais espaço ocupado nos cartões de gravação, a exemplo da
figura 10 a seguir:

Figura 10 – Ampliação de imagens feitas diferentes opções de resolução


Fonte: Acervo do conteudista

Por exemplo, se a foto for realizada para grandes áreas impressas como outdoors,
banners e imagens publicitárias, é muito importante utilizar a resolução máxima do
equipamento para garantir a nitidez durante o processo de ampliação e impressão.
Ao contrário, uma imagem a ser impressa em pequenos formatos ou carregada
em ambiente web não requer esse rigor. Em suma, para imagens carregadas em
ambiente web, quanto menores (com boa resposta visual), melhor, vista a agilidade
no carregamento em computadores, tablets e smarthphones.

O Papel do Sensor na Câmera


As antigas câmeras analógicas necessitavam de um limitado rolo de filme, tam-
bém chamado de película, que era a parte que armazenava a formação da imagem
após a entrada de luz pela objetiva. Através de banho em emulsão de revelação, a
imagem podia ser lida ainda que, num processo moroso e sem margem para erros,
uma vez que o registro no filme não podia ser revisado ou alterado até o momento
de sua revelação.
Explor

Conheça mais sobre o processo de revelação fotográfica em: https://goo.gl/UbH95k.

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UNIDADE A Fotografia Digital

Já suas contemporâneas digitais utilizam no lugar desses filmes um sensor (CCD


ou CMOS) que é a parte responsável por registrar a formação da imagem. O sensor
CCD foi gradativamente substituído pela tecnologia CMOS capaz de armazenar
mais dados em áreas menores, com menores chances de aquecimento, redução no
consumo de energia, e ainda, grande melhoria no índice de ruídos das imagens,
como exemplifica a do link abaixo:
Explor

Acesse o link para visualizar a imagem: : https://goo.gl/iUnRjX.

Embora o princípio da captura das cenas não tenha mudado, é indiscutível sua
evolução em termos de agilidade e possibilidade de experiências visuais. Além de
uma maior e mais variada experimentação, também é muito importante ressaltar
o menor custo operacional, já que uma imagem indesejada é facilmente apagada,
sem gerar qualquer tipo de resíduo ou desperdício de materiais.

No que diz respeito à sua função,


[...] esse sensor converte a luz em sinais elétricos cuja carga varia de acordo
com a intensidade da luz. O sensor é formado por pixels, formando uma
matriz de linhas e colunas. Numa comparação mais simples, cada pixel
pode ser comparado a um grão de sais de prata do filme tradicional. Uma
vez registrada a cena pelo sensor, os dados são enviados para a memória
da câmera e, em seguida, para o cartão de memória (RAMALHO, 2004
a, p.3).

Pode-se dizer então que o sensor da câmera digital é comparável à antiga película
que registrava as imagens. Uma vez que o papel do sensor é absorver a luz que
entra na câmera, quanto maior o espaço de absorção desse sensor melhores as
imagens resultantes nesse processo (MIYAGUSKU, 2007). Note que:
[...] o tamanho do sensor determina a distância focal efetiva nas lentes
utilizadas na câmera. Em geral, sensores maiores produzem imagens de
melhor qualidade porque os pixels são maiores, produzem menos ruídos
e não ficam tão agrupados. Sensores maiores são mais caros de produzir,
por isso, as câmeras também são mais caras. Uma câmera com sensor
maior também tem um visor maior e mais brilhante. Se tudo mais for
igual, sensores maiores dão uma profundidade de campo mais superficial
em comparação com os menores. Sensores full-frame são encontrados
em modelos profissionais e semiprofissionais e tem a mesma função
de um quadro de filme de 35 mm. Esse tamanho permite resoluções
extremamente altas (GUIA FOTOGRAFIA DIGITAL, 2016, p.14).

Imagens mais nítidas e com maior volume de cores e capturadas em sua totali-
dade é o que se espera de um sensor para câmeras DSLR em relação a câmeras
compactas e smartphones.

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Explor
DSLR: (Digital Single-lens Reflex) esse termo é usado para denominar as câmeras digitais com
lentes reflexivas. Elas permitem a troca de lentes e possuem sensores maiores do que as câmeras
compactas e smartphones. Estão divididas em duas categorias sendo as de sensor APS-C (cropado)
e as full frame. Estas últimas são dotadas dos maiores sensores na categoria DSLR.

Assim, o inverso também é uma verdade. Sensores menores tendem a resultar


imagens de menor qualidade contendo maior possibilidade de granulações, baixa
nitidez e menor lei tura na gama de cores. Isso acontece porque sensores menores
têm capacidade de armazenar um número menor de pixels.

A resolução das imagens na câmera é expressa em número de pixels e o sensor


é a parte responsável por armazenar esses dados, que ocupam espaço na placa.
Quanto maior o sensor, maior sua capacidade de armazenar esses pontos e, assim,
conferir maior qualidade à resolução de uma imagem (LEITE, 2014). Por isso, ao
adquirir um equipamento, não se preocupe apenas com a resolução das imagens
produzidas por ele medidas em pixels, mas sim a capacidade real de seu sensor,
que é o coração no processo de formação de uma imagem digital.

É como comparar uma televisão de tela plana full HD a um modelo de televisor


mais antigo, com tubo de imagem. A qualidade da imagem produzida por cada um
dos equipamentos é nitidamente diferente em relação a ruídos, vibração nas cores
e definição da imagem.

Importante! Importante!

Pixels são pontos gravados pelo sensor das câmeras digitais. São os responsáveis pela
formação da imagem. Para armazenar mais pixels, o sensor precisa de mais espaço
físico. Quanto mais pixels mais pesado o arquivo a ser gravado e maior a quantidade de
informações contidas na imagem.

O link abaixo mostra os diferentes tamanhos de sensores para câmeras digitais


profissionais, semiprofissionais, compactas (ou amadoras) e smartphones. Note
que as câmeras com sensor full frame possuem dimensão equivalente a um antigo
filme 35 mm para revelação, por isso sua maior qualidade em registro e formação
da imagem.
Explor

Acesse o link para visualizar a imagem: https://goo.gl/FNr7eq.

Portanto, de acordo com o tamanho físico de cada sensor, pode-se esperar


diferentes resultados durante a captura das imagens. Ao contrário do que é vendido

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UNIDADE A Fotografia Digital

no mercado consumidor, não basta que a câmera tenha um grande número de pixels
em sua resolução. É necessário avaliar o conjunto somando-se a esse importante
dado o tipo e tamanho de sensor de seu equipamento.

Figura 11 – Diferentes proporções de tamanho entre os sensores disponíveis no mercado.


Sensores maiores permitem armazenar um volume maior de pixels
Fonte: videoreflex.org

A área de abrangência da captura do assunto (chamada popularmente de crop)


também possui ligação com o tamanho do sensor, a exemplo da figura 12:

Figura 12 – A demarcação dos retângulos indica a área que será registrada


na cena para sensores full-frame x sensores APS-C (cropados)
Fonte: Acervo do conteudista

Portanto, a área de registro da imagem, a partir de um mesmo ponto de referência,


é sempre maior para o sensor Full-frame em relação ao sensor “cropado”.

A exemplo, a figura 13 demonstra a diferença de resultados numa imagem feita


com uma câmera DSLR com sensor APS-C e a mesma imagem produzida por um
smartphone avançado. As imagens foram produzidas em ambiente interno, com
luz ambiente. As condições de iluminação eram idênticas para ambas imagens, que
foram realizadas sem o uso de flash.

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Figura 13 − Imagens realizadas por diferentes tipos de equipamento. Diferença de resultados
de acordo com o tamanho de sensor. Sensor APS-C (esq.) x sensor para smartphone (dir.)
Fonte: Acervo do conteudista

Tente analisar as imagens acima a partir da tabela 1 a seguir e compare os dife-


rentes resultados:

Tabela 1 – Comparativo entre os resultados dos dois tipos de sensor


Imagem A B
Câmera Canon Rebel T6i Iphone 7
Sensor APS-C (cropado) Sensor CMOS (de retroiluminação)
Lente 50 mm fixa Fixa (teleobjetiva e grande angular)
Abertura F 1.8 F 1.8
Velocidade 1/80 s 1/25 s
ISO 100 40
Fonte: Acervo da conteudista

Embora a imagem produzida pelo smartphone pareça mais clara, ela tem mais
granulações e menor riqueza de sombras e contornos do que a imagem produzida
pela câmera Canon. Isso acontece porque o sensor do smarthphone é menor em
tamanho físico, armazenando um número menor de pixels em relação à câmera
DSLR. Por isso a imagem produzida pela DSLR é mais detalhada, rica em cores e
precisão de nitidez.

Ter uma câmera full frame que possui um sensor de alta qualidade não significa produzir boas
Explor

fotos. Uma boa fotografia acontece a partir de um somatório de fatores que, combinados,
resultam ou não naquilo que você espera e precisa. Então, responda a si mesmo: é possível
começar a treinar com uma câmera compacta e passar por uma DSLR de sensor APS-C (crop)
até chegar a uma câmera ful frame, de custo superiormente elevado? Qual a sua necessidade
de resposta fotográfica?

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UNIDADE A Fotografia Digital

Tipos de Compressão e
Formatos de Arquivos
A imagem armazenada pelo sensor de câmera precisa ser extraída para fins de
uso e posterior edição, se for o caso. Esse sistema de transferência do sensor para
um local de gravação é chamado de compressão.
Independente ao tipo, a compressão de imagens consiste na aplicação
de algoritmos matemáticos que reduzem o tamanho destas em pixels ou
megapixels, obtendo arquivos menores. Existem dois tipos de compressão:
lossy, quando há algum tipo de perda na qualidade da imagem (mesmo
que ela não seja percebida facilmente) e lossless, quando não há perda
da qualidade, porém, a compressão é menor (MIYAGUSKU, 200, p.14)

Na fotografia digital, os nomes, ou, formatos encontrados para a compressão de


arquivos são JPEG, RAW e TIFF, vistos a seguir.

Formato JPEG ou JPG


Esse é o formato de compressão mais comum na fotografia
JPEG – Joint
digital, muito utilizado em fotografias amadoras, para ambiente Photography
web, ou que não requerem qualidade extrema durante processos Expert Group.
gráficos mais sofisticados.

O formato JPEG armazena um número menor de informações de cores em relação


aos formatos RAW e TIFF. Isso quer dizer que “o algoritmo que gera a imagem descarta
detalhes menos importantes e/ou perceptíveis ao olho humano, a fim de torna-lo mais
leve [...] e a não necessidade da utilização de equipamentos superpotentes para seu
processamento” (MIYAGUSKU, 2007, p.14).

São arquivos com menor necessidade de edições básicas como brilho, contraste e
saturação, porém, com grande perda de dados editáveis posteriormente. Tem como
vantagem o fato da imagem produzida ser uma resposta fiel aos ajustes da câmera.
Um arquivo de imagem Jpeg pode conter até 16 milhões de cores.

Na prática, esse formato serve para fotografias que exijam agilidade nas edições,
ou que sejam produzidas em grandes volumes. São ideais para o carregamento em
ambiente web, como redes sociais e blogs.

Formato TIFF
Este é um formato adequado para uso profissional por arma- Tagged Image
zenar um volume maior de informações da imagem, tendo qua- File Format
se nenhuma perda durante a compressão. Porém, ele requer

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programas ou navegadores específicos, capazes de realizar a leitura da imagem.
O formato permite alterações de imagem com mínima perda de dados, devendo
ser convertido para JPEG somente ao término de todas as edições necessárias
(quando será realizada a nova compressão).

Formato RAW
Enquanto os arquivos em JPEG sofrem grandes perdas na compressão de dados
e os arquivos em TIFF sofrem uma perda mínima, o formato RAW, também conhe-
cido também como “cru”, não sofre perdas. As imagens são recebidas exatamente
como são capturadas e armazenadas no sensor.

Como vantagens, estão a fidelidade de registro e o elevado número de informações


que podem ser melhorados de forma posterior, sem prejuízos à qualidade da imagem.

Porém, por serem arquivos muito pesados, ocupam maior espaço e não são
compatíveis com qualquer leitor de imagens, necessitando de programas espe-
cíficos para serem abertos e visualizados. O mercado de softwares disponibiliza
programas de edição que têm essa capacidade como Adobe Lightrom, Photoshop
entre outros programas (SELLMER, s.d.).

Por isso é recomendável optar pela gravação dos dados nas duas extensões,
JPEG e RAW, de forma simultânea, facilitando a posterior visualização dos arquivos
em qualquer tipo de leitor. Perceba na figura 14 a diferença de resultados entre as
imagens (não editadas) registradas em JPEG (dir.) e RAW (esq.) no ato da sessão:

Figura 14 – Foto salva em extensão JPEG (esq.) e RAW (dir.) durante a sessão. Imagens sem edição posterior
Fonte: Acervo do conteudista

Apesar de parecerem idênticas, a cópia de imagem salva em JPEG pela câmera


mostra uma fotografia mais brilhante e rica em contrastes, enquanto a foto em
RAW precisa ser posteriormente editada.

Como visto anteriormente, a compressão no formato JPEG registra uma quanti-


dade menor de dados, eliminando partes da imagem que não são perceptíveis com
facilidade pelo olho humano. Isso resulta em uma imagem quase pronta para uso,
com formato mais leve, porém, com menores possibilidades de edição posterior
mais refinada.

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UNIDADE A Fotografia Digital

Tipos de Câmeras e Lentes Compatíveis


Se sua pergunta é: qual o melhor tipo de câmera a adquirir? Essa resposta
não é tão direta. Tudo irá depender da finalidade de uso para esse equipamento e
o que você espera como retorno. As câmeras podem ser classificadas de acordo
com sua funcionalidade, tamanho, focalização entre outros aspectos vistos a seguir.
Com relação a seu tamanho, são classificadas como de pequeno, médio e grande
formato. Enquanto as de pequeno formato sejam leves e facilmente portáveis, as de
médio formato comportam sensores maiores. Apesar de mais robustas, produzem
imagens de melhor qualidade, sendo superadas apenas pelas de grande formato,
mais adequadas para trabalhos em estúdio fotográfico, dadas suas proporções
físicas (REVISTA FOTOMANIA, ed.1).

Figura 15 –Câmeras classificadas de acordo com seu tamanho físico


Fonte: Acervo do conteudista

Dentre as diversas opções, você poderá escolher não apenas um smartphone


sofisticado, para produzir fotos instantâneas, como também um equipamento
entre as diversas opções de modelos que podem ter ou não suas lentes alternadas
para cada tipo de situação.

Nesse contexto, encontram-se as câmeras compactas, as superzoom, as mirror-


less e as DSLR (crop e full-frame).

As câmeras Compactas são pequenas e leves. Conhecidas como ponit-and-


-shoot (aponte e fotografe) elas estão disponíveis no mercado em uma extensa
variedade de opções. Possuem boa resolução de imagem e são ideais para registros
não profissionais devido à facilidade nos modos de uso, porém, deixam a desejar
em ambientes de menor iluminação, tendo obturadores mais lentos e sensores
menores. Devido ao avanço da tecnologia aplicada aos smartphones, estes mode-
los de câmera têm sido rapidamente superados e estão cada vez mais em desuso
(MORAZ, 2009).

Equipamentos Bridge ou Superzoom são comparáveis aos preços das câmeras


compactas e aos resultados de imagem oferecidos pelas DSRL. Permitem ajustes

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manuais e operam bem em situações de menos luminosidade, porém, o fato de
possuírem a lente fixa, impossibilita experimentações variadas. São recomendadas para
uso semiprofissional devido ao seu baixo custo e praticidade nos modos operacionais.

Nas câmeras Mirrorless, a luz atinge o sensor de forma direta, não passando
anteriormente por um espelho que a reflita. Por isso são mais baratas e mais leves
que as DSLR e, em termos de qualidade de imagem, oferecem ótimos resultados.
Suas lentes podem ser alternadas, porém, o fato de não possuírem um visor óptico
obriga o fotógrafo a utilizar um pequeno visor digital (disponível em alguns mode-
los) ou apenas o monitor LCD. Essa característica ocasiona não apenas um maior
consumo de baterias como também um desconforto para enxergar corretamente a
imagem produzida pela câmera, já que a luz ambiente é refletida no monitor LCD,
sobretudo em ambientes muito iluminados. Uma outra desvantagem é o fato de
possuírem lentes exclusivas, que não se encaixam em outros equipamentos (GUIA
CURSO BÁSICO DE FOTOGRAFIA DIGITAL, 2016).

A figura 16 a seguir mostra os diversos modelos de câmera, quanto ao tipo


de sistema de captura da imagem:

Figura 16 − tipos de câmeras digitais


Fonte: Guia Curso Básico de Fotografia Digital, 2016

Por fim, as câmeras DSLR (Digital Single Lens Reflex) apresentam desde
modelos mais simples (chamados “de entrada”) até os mais sofisticados com opções
avançadas de operação. Esses equipamentos diferem dos demais por apresentarem
um conjunto de operações que irão retornar em uma imagem de maior qualidade,
e por isso voltam-se para o uso profissional.

Os modelos DSLR apresentam dois tipos de sensor, sendo o full frame compa-
rável ao antigo filme de 35 mm e o APS-C (ou crop), um sensor de menor propor-
ção, que registra a imagem de forma parcial quando usadas as mesmas objetivas e
distâncias focais. Possuem visor óptico e monitor LCD, onde o profissional opta
por onde quer enxergar a imagem. O jogo de espelhos internos permite reproduzir
a imagem de forma integral, enquanto os demais modelos reproduzem um resulta-
do aproximado ao que se vê no LCD. A característica principal das DSLR é, além
da fidelidade no registro e reprodução das imagens, o seu sistema universal de len-
tes intercambiáveis (GUIA CURSO BÁSICO DE FOTOGRAFIA DIGITAL, 2016).

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UNIDADE A Fotografia Digital

Figura 17 – Vista ilustrada da área interna de uma câmera DSLR


Fonte: Guia Curso Básico de Fotografia Digital, 2016
Explor

Saiba mais sobre como escolher o equipamento adequado pra você:


https://youtu.be/RTjxKu5kOsM.

Agora que você já sabe que os modelos de câmera podem ou não ter suas lentes
alternadas, já pode conhecer os tipos disponíveis de objetivas e suas funções, para
cada tipo de situação.

A objetiva é a porta de entrada da luz para a captação da imagem no sensor da


câmera. Pode-se dizer que são “os olhos” da câmera. Trata-se de um conjunto de
lentes acomodadas e protegidas dentro de um corpo geralmente metálico, ou de
material resistente.

A capacidade aproximação de imagem nas câmeras está ligada à objetiva e é


chamada popularmente de zoom. Essa característica também está entre os prin-
cipais pontos de escolha dos equipamentos. As câmeras oferecem dois tipos de
zoom: o óptico e o digital.

Essa é uma informação preciosa, sobretudo, na aquisição de um equipamento


com lentes fixas, pois
Zoom óptico refere-se à capacidade de aproximação da câmera por meio
da ampliação da composição a ser fotografada, utilizando os mecanis-
mos internos de posicionamento da lente da câmera. Oferece uma apro-
ximação real, sem grandes distorções da imagem, por utilizar artifícios
mecânicos como câmeras analógicas. Zoom digital refere-se a capacida-
de de aproximação da câmera por meio da ampliação e da composição

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a ser fotografada, realizada utilizando o aumento dos pixels do motivo
enquadrado no visor da câmera Os sensores do equipamento recriam
a imagem, havendo, na maioria das vezes, distorções significativas que
comprometem a resolução final para a impressão da fotografia (MORAZ,
2009, p. 3).

Porém, você verá a seguir, os diferentes tipos e usos das objetivas intercambiáveis
disponíveis no mercado. Elas são responsáveis pelo enquadramento da imagem,
sua nitidez e a distância focal, fundamental como critério de escolha.

A distância focal da objetiva é a distância entre o centro óptico da lente e o


sensor, onde a imagem é registrada. Quanto menor essa distância em milímetros,
maior o risco de distorção nas imagens, a exemplo da lente fish eye. Há também as
medidas que mais se aproximam do que é visto pelo olho humano, sem distorções,
como as lentes 50 mm e aquelas capazes de registrar objetos muito pequenos, de-
nominadas macro (GUIA CURSO BÁSICO DE FOTOGRAFIA, 2016).

A distância focal de uma objetiva determina não apenas a distância mínima entre
lentes e assunto capturado como também a perspectiva de como ele será recebido
pelo sensor. Uma distância focal menor garante uma profundidade de campo maior.

O Guia Curso Básico de Fotografia (2016) auxilia a compreender melhor como


cada uma dessas opções opera. Leia atentamente sobre suas características:
• Lente Fish Eye (olho de peixe): é um tipo de lente grande ocular. Por pos-
suir uma área de cobertura de até 180°, é capaz de registros amplos, porém,
com uma enorme capacidade de distorção da imagem, deixando-a arredon-
dada. É usada em pequenos ambientes, que precisam ser registrados em sua
totalidade, ou, para cobrir uma área onde sua movimentação está restrita e
você não tem como se afastar do que será fotografado. Sua distância focal está
entre 8 mm e 15 mm;
• Lente grande angular: devido à angulação bastante aberta, possui uma gran-
de profundidade de campo, porém, mantém o risco de distorção para assuntos
em destaque, muito próximos à objetiva. São muito usadas para paisagens e
grandes áreas. Distância focal entre 8 mm (fish eye) e 35 mm;
• Lente Normal: é a que mais se aproxima da realidade dos olhos humanos, sem
riscos de distorções. Sua distância focal mais comum está entre 40 mm e 50
mm. É ideal para fotografia de retrato, deixando a pessoa em primeiro plano e
desprezando o fundo, que pode ou não ser desfocado;
• Lente Teleobjetiva: é aquela capaz de registrar com clareza, sem grandes
distorções, objetos que estejam distantes do fotógrafo. Sua distância focal
está acima de 70 mm. É o tipo de lente que mais aproxima do fotógrafo,
objetos ou cenas a grandes distâncias. Sua vantagem é poder alcançar
assuntos distantes, ou fazer recortes de cenas com precisão;

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UNIDADE A Fotografia Digital

Figura 18 − Medidas em distância focal entre as objetivas


Fonte: Guia Curso Básico de Fotografia Digital, 2016

• Lante Macro: é usada para fotografar objetos muito pequenos com grande
nitidez e definição de detalhes, porém, por ter uma profundidade de campo
muito reduzida, pode perder o ponto de focagem com mais facilidade;
• Lente Zoom: são lentes que permitem ajustar a distância focal para diferentes
profundidades de campo, num único dispositivo. São lentes mais comuns e
muito utilizadas por fotógrafos iniciantes.

Abaixo, a figura 19 sugere os diferentes resultados para uma mesma cena (e mesmo
ponto de posicionamento da câmera) com diferentes distâncias focais:

Figura 19 – Diferentes resultados de um mesmo ponto fixo para a


câmera, modificando-se as distâncias focais
Fonte: Acervo do conteudista

Portanto, para escolher o tipo de lente adequada, você precisará considerar o


que será fotografado, assim poderá investir em objetivas adequadas para realizar
seu trabalho com investimentos mais direcionados.

Cartões de Gravação, Bateria e Acessórios


Cartões
O cartão de memória é a parte do equipamento que grava as imagens formadas
no sensor da câmera (algo equivalente ao número de poses que existia nos antigos
fotográficos). Sua medida é expressa em megabytes, portanto, quanto maior esse
número, maior o espaço contido para armazenar informações (RAMALHO, 2004).

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À medida que a tecnologia se desenvolve, novos resultados chegam ao mercado
como cartões com capacidade de 1 terabyte (equivalente a 1024 gigabytes). Assim
como as câmeras e as lentes, os cartões de memória também têm ligação direta com
o bom resultado do trabalho, pois são responsáveis pela quantidade e velocidade de
armazenamento das imagens do sensor e também na velocidade de transferência
dessas imagens para o computador.

Figura 20 – Cartões de memória com diferentes capacidades de armazenagem de dados


Fonte: https://goo.gl/fmsLQ4

Portanto, além de considerar o espaço a ser armazenado, é importante escolher


cartões com velocidade adequada para fotos e vídeos. Cartões denominados classe
10 são os mais indicados para essa finalidade, com melhor desempenho que outras
classes de cartões, em geral, mais baratos.

Moraz (2009) ressalta a importância de formatar os cartões de memória em


seu primeiro uso para que os dados da câmera sejam reconhecidos pelos cartões
instalados. Assim, as informações da câmera em uso poderão ser gravadas nas
imagens armazenadas. A formatação também pode ser um recurso para cartões com
mensagens de erro, ou cartões que tenham sido usados em outros equipamentos.

Importante! Importante!

Formatar o cartão significa apagar todo e qualquer conteúdo gravado nele. O cartão,
depois de formatado, estará pronto para ser usado como se fosse a primeira vez.

Baterias
Segundo Miyagusku (2007):
[...] diferente das câmeras fotográficas convencionais, que utilizam somen-
te pilhas comuns para o seu funcionamento, as câmeras digitais possuem
mais alternativas em relação aos tipos de bateria. Alguns modelos de câ-
meras aceitam tanto pilhas comuns quanto as recarregáveis (de lítio ou
NiMH), outras aceitam apenas um dos tipos. E, por fim, existem as câme-
ras que utilizam baterias de íons de lítio, também recarregáveis.

As baterias de Níquel (Níquel Metal Hydrido) são uma evolução das antigas
bateriais de NiCa (Níquel Cádmio). Porém, mesmo não possuindo o efeito memória
e conservando até 30% mais energia que sua antecessora, essas baterias ficam
em desvantagem se comparadas às de ìons de lítio, mais caras, porém, de maior
autonomia em capacidade tempo de duração e quantidade de recargas.

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UNIDADE A Fotografia Digital

Figura 21 – Baterias de Níquel (NiMH) à esquerda e ìons de Lítio à direita


Fonte: MIYAGUSKU, 2007

Acessórios e Cuidados Com o Equipamento


Ter noções de controle da iluminação e repertório para treinar o olhar são
fundamentais para a evolução de sua fotografia. Porém, existem recursos que
vão além dos olhos e das lentes para obter uma boa imagem. Além disso,
cuidar do equipamento com destreza irá ajudá-lo a diminuir os riscos de danos
e manter seu material operando em perfeitas condições por mais tempo.
O Guia Curso Básico de Fotografia Digital (2016) recomenda como acessó−
rios úteis:
• Tripé: para garantir sustentação â câmera quando seu trabalho for realizado em
baixas velocidades, evitando riscos de trepidação e, consequentemente, perda de
foco e nitidez. Existe também a versão monopé;
• Fotômetro Externo: que faz uma leitura luminosa mais precisa que o fotômetro
interno ao equipamento;
• Rebatedor: funciona refletindo a iluminação de algum ponto mais iluminado
para outro menos iluminado, preenchendo espaços escuros com luz;
• Difusor: ao contrário do rebatedor ele redireciona e suaviza o excesso de luz
do ponto fotografado para áreas menos iluminadas ou, fora da cena principal;
• Filtro UV: serve para proteger a lente contra danos durante seu uso;
• Grip: equipamento onde a câmera é encaixada, deixando seu corpo mais robusto
e pesado. Sua vantagem é o fato de acomodar baterias extras que alimentam a
câmera para longas horas de trabalho, sem correr riscos de a carga acabar no
momento errado, como eventos. Possui botões de disparo que auxiliam para
fotos em posições pouco práticas;
• Filto Polarizador: permite apenas a entrada de luz polarizada na câmera,
dispersando os reflexos não desejados;
• Para-sol: peça em formato rosca que impede a entrada de feixes de luz lateral
nas lentes. Também ajuda a proteger as lentes;
• Bolsa para transporte: acomoda todos os equipamentos sem que eles fiquem
batendo uns nos outros durante o transporte;
• Flash externo: mesmo havendo um flash acoplado ao corpo da câmera, é
interessante manter outras opções, pois seu uso é variado e auxilia para cada
tipo de situação luminosa.

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Figura 22 – Acessórios para fotografia
Fonte: Acervo do conteudista

Para cada acessório citado anteriormente, existem variadas opções de fabricantes


e aplicações. Você também encontrará acessórios que auxiliam na manutenção e
limpeza dos equipamentos, porém, é de suma importância que seus materiais sejam
armazenados em ambiente limpo, seco e em temperatura ambiente.

Verifique se as objetivas se encontram devidamente tampadas, tanto na parte frontal


como no encaixe do corpo da câmera. Quanto menos tempo a abertura de encaixe
ficar exposta, menor o risco de entrada de sujidades e microrganismos que podem
danificar seu equipamento, muitas vezes, sem recuperação possível, como alguns tipos
de fungos.
Explor

Acesse o link para visualizar a imagem: https://goo.gl/XEpXg7.

Utilize utensílios como pinceis de blush e bombinhas de ar para limpeza das


lentes e corpo, pano de limpeza não abrasivo para o corpo e LCD da câmera e
microfibra para óculos como limpador de manchas de manuseio e impressões digi-
tais. Não utilize produtos químicos, exceto os específicos, ou recomendados pelos
fabricantes de seus equipamentos.

Tomando esses cuidados, seu equipamento irá ter uma vida útil mais longa, re-
duzindo seu custo com manutenções especiais (que além de mais caras, tiram seu
equipamento de circulação, impedindo que você trabalhe).

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UNIDADE A Fotografia Digital

Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

  Sites
Tipos de câmeras
https://goo.gl/aL3Wwk
Escolhendo cartões de memória
https://goo.gl/Y97zP2

 Vídeos
Aprenda a limpar sua câmera
https://youtu.be/az5hHeoFMiQ

 Leitura
Capítulo 1 de Fotografia Avançada de Langford: Luz e Cor
https://goo.gl/1SQoLa

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Referências
ALVARENGA, A. L. Introdução à fotografia digital: a criatividade superando o
equipamento. Botucatu, 2008.

DUBOIS, P. O ato fotográfico e outros ensaios. 14.ed. São Paulo: Papirus, 2012.

FABRIS, A. O desafio do olhar: fotografia e artes visuais no período das vanguardas


históricas. v.1. São Paulo: Martins Fontes, 2011.

GENÉRICO, T. Estúdio – fotografia, arte, publicidade e splashes. Santa Catarina:


Photos, 2011.

GUIA CURSO DE FOTOGRAFIA: fotografia básica – I. São Paulo: On Line, 2016.

GUIA DE FOTOGRAFIA PARA INICIANTES. São Paulo: Europa, 2014.

LANGFORD, M.; BILISSI, E. Fotografia Avançada de Langford: guia completo


para fotógrafos. São Paulo: Bookman, 2013.

MIYAGUSKU, R. H. M. Curso prático de fotografia digital com CD. São Paulo:


Digerati Books, 2007.

MORAZ, E. Fotografia digital (para quem não sabe nada de fotografia). São
Paulo: Digerati Books, 2009.

RAMALHO, J. A. Escola de fotografia – o guia básico, da técnica a estética.


Elsevier, 2013.

________. Fotografia Digital. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

REVISTA FOTOMANIA. São Paulo: Case Editorial, s/d.

SELLMER, B. Curso completo de fotografia. São Paulo: Techimage, s/d.

TRIGO, T. Equipamento fotográfico: teoria e prática 2. ed. Revista e Ampliada.


São Paulo: Senac, 2012.

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