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Técnicas em

Equipamentos Fotográficos
Material Teórico
Modos de Exposição

Responsável pelo Conteúdo:


Prof.ª Me. Elga Lilian Buck Martins

Revisão Textual:
Prof.ª Me. Luciene Santos
Modos de Exposição

• O que Traz este Módulo?;


• Foco e Modos de Ajuste Automático (Pré-Programados);
• Modos Parcialmente Automáticos e Compensação de Exposição EV;
• Modo de Fotografia Manual.

OBJETIVO DE APRENDIZADO
· Conhecer as predefinições dos parâmetros de exposição, bem como o
modo de exposição manual, com regulagem para cada tipo de situação.
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua
formação acadêmica e atuação profissional, siga
algumas recomendações básicas:
Conserve seu
material e local de
estudos sempre
organizados.
Aproveite as
Procure manter indicações
contato com seus de Material
colegas e tutores Complementar.
para trocar ideias!
Determine um Isso amplia a
horário fixo aprendizagem.
para estudar.

Mantenha o foco!
Evite se distrair com
as redes sociais.

Seja original!
Nunca plagie
trabalhos.

Não se esqueça
de se alimentar
Assim: e de se manter
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte hidratado.
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e
horário fixos como seu “momento do estudo”;

Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma


alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;

No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você
também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e
de aprendizagem.
UNIDADE Modos de Exposição

O que Traz este Módulo?


Agora que você já possui os conhecimentos primordiais sobre como as câme-
ras digitais operam em diferentes situações de luz (e também que tipos de equipa-
mentos podem ser utilizados para cada finalidade fotográfica), esse é o momento
ideal para que você passe a comandar sua câmera e a coloque em seu favor.

Como visto anteriormente, as câmeras compactas vêm com modos de fotografia


predefinidos. Essa é uma estratégia de vendas eficaz, já que, na maior parte do tem-
po, o consumidor quer ter acesso a bons registros, mas não tem o conhecimento
necessário para utilizar o equipamento diante de cada situação a ser registrada.

Como visto anteriormente, a quantidade de luz recebida pelo sensor, sua inten-
sidade, a temperatura dessa luz, a profundidade de campo e também a movimen-
tação dos assuntos em foco são etapas de ajuste que produzem diferentes resultados.
Por isso, por haver vários pontos para serem observados, os fabricantes colocam
modos pré-programados de ajuste nas câmeras (inclusive os modelos full-frame),
não apenas para auxiliar no aprendizado, mas para que o consumidor não deixe de
adquirir um equipamento de qualidade por receio de não saber utilizá-lo.

Além disso, muitos modos de ajuste predefinidos podem também ser utilizados
em situações instantâneas, para que você não perca a oportunidade de fotografar
alguma cena que não irá se repetir até que o modo manual possa ser totalmente
ajustado e testado.

Embora os modos pré-ajustados pareçam solucionar todas as situações foto-


gráficas, é através do modo manual que você poderá se sentir realmente livre,
ao comandar sua câmera em sua totalidade de ajustes. Suas fotos poderão
ganhar personalidade e assinatura de acordo com cada etapa a ser equilibrada,
de acordo com cada situação, em busca do resultado ideal. Nesse módulo, você
poderá compreender os diferentes tipos de ajustes automáticos, semiautomáti-
cos e modo manual.

Foco e Modos de Ajuste Automático


(Pré-Programados)
Independente ao modo de disparo, é imprescindível que você escolha algum tipo
de regulagem em sua câmera para focar as cenas e assuntos de forma que a objetiva
trabalhe adequadamente, fazendo a leitura correta do que está em evidencia na
cena. Existem duas formas de utilizar o foco de sua objetiva: por meio do modo
manual, onde o anel giratório permanece em movimento até focar o que você
procura e o autofoco (AF), ou modo de foco automático, no qual a lente busca a
área de cena a ser focada, baseado em suas pré-configurações.

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O modo de foco manual é mais eficaz para fotografias estáticas ou, em baixas
condições de iluminação, enquanto os modos de autofoco oferecem possibilida-
des mais ágeis para os demais tipos de cena. O modo de foco manual pode ser
visto no visor LCD para constatar se o assunto está focado ou não, permitindo
inclusive a ampliação dos assuntos e certificação do foco, mas costuma ser um
processo mais lento.

A maioria das câmeras oferece um sistema de cruzamento de dados que delimita o


tipo de foco que melhor se encaixa para cada situação. Via de regra, o foco é possível
quando a objetiva visualiza contraste entre os assuntos a serem, fotografados.

Com relação à movimentação dos assuntos, os tipos de foco são:


· One Shot (Canon) ou AF-S (Nikon) para assuntos parados, sem movimento;
· AI Servo (Canon) ou AF-C (Nikon) para assuntos em movimento como
pessoas, animais e esportes;
· AI Focus (Canon) ou AF-A (Nikon) foco inteligente que se ajusta de acordo
com as variações de movimentação do assunto, possibilitando variar o
tipo de velocidade do assunto num curto intervalo de tempo (GUIA
FOTOGRAFIA DIGITAL, 2016).

Quando a câmera trabalha com o foco tipo One Shot, ou, AF-C, é possível
realizar a técnica de recomposição de imagem, na qual a leitura do foco é feita
em um ponto específico (como os olhos de uma pessoa) e após, com o botão
disparador até a metade e sem soltar, é feito o reenquadramento da cena completa.
Para os outros tipos de foco essa técnica de reenquadramento é mais difícil por se
tratar de leitura de movimentos. A movimentação do fotógrafo poderá confundir a
câmera com a movimentação do assunto e ela não consegue reconhecer o ponto
correto a ser focado.
Explor

Técnica de focar e recompor: https://youtu.be/8CpDP-13wNM.

Para fazer fotografias com foco nítido, além de deixar claro para a câmera se
o assunto está parado ou se movimentando, é preciso considerar qual parte da
imagem deverá merecer atenção do foco. Então, as medições de área de foco são:
· Foco com 1 ponto (que pode ser central ou deslocado);
· Foco por zona onde a área de foco é definida por múltiplos pontos, centrais
ou deslocados;
· Foco por seleção automática, onde a câmera irá focar todos os pontos
visíveis do assunto, de acordo com uma autoavaliação do que merece
destaque na cena. Existem modelos de câmera com cerca de 83 pontos
de autofoco.

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UNIDADE Modos de Exposição

Figura 1 – Opções de pontos do modo autofoco

Como em todos os recursos em uso nas técnicas de fotografia, tudo irá depender
de suas preferências e tipos de assuntos a serem registrados. Em geral, o ponto de
foco único e central é o mais utilizado em fotografia de pessoas e objetos isolados,
já que a leitura do foco é realizada em um ponto específico como os olhos e, após,
a cena é recomposta para foco completo, dependendo de sua profundidade de
campo. O foco por área ou zona também pode ser utilizado para capturar grupos
de pessoas ou cenas com maiores informações. Porém, nem sempre o foco será
o ponto exato que você deseja focar. Já o foco na totalidade de pontos costuma
confundir a câmera, pois como são muitos pontos a serem vistos pela objetiva,
ela poderá mais tempo e não focar corretamente as áreas desejadas, desfocando
partes que deveriam ser nítidas.

Feita a escolha do tipo de foco para sua objetiva trabalhar com a maior nitidez
possível, é hora de conhecer os modos de fotografia pré-programados pela câ-
mera, que oferecem possibilidades de equilíbrio do triângulo de exposição, vibra-
ção e temperatura da cor, ajuste de iluminação local, entre outros fatores como
uso ou anulação do flash. O sistema de leitura inteligente irá definir a escolha da
melhor profundidade de campo e até mesmo e demais pontos que você não se
sinta apto para decidir, quando treina e conhece seu equipamento.
Mesmo que não estejam presentes de forma igual em todos os modelos de
câmeras digitais, a seguir, serão apresentados os modos de ajuste presentes na
maioria das câmeras DSLR, através de um dial seletor, visto na Figura 2 abaixo:

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Figura 2 – Dial seletor de modos de fotografia. Câmera Modelo Canon 40 D
Fonte: Adaptado de Canon Knowlegde Base

Os ícones de representação de cada modo podem mudar de um fabricante para


outro, contudo, a maioria possui os mesmos tipos de ajustes pré-definidos. A quan-
tidade de predefinições também é alterada para cada tipo de câmera, se comparar-
mos desde as compactas até os mais sofisticados modelos full-frame.
Os diferentes modos de operação, em sua maioria, referem-se ao conjunto
de recursos que podem ser modificados ou não pelo usuário, no momento
da obtenção de registros. Evidentemente, o modo de operação manual
é aquele no qual todos os ajustes deverão ser executados nos moldes de
uma câmera analógica, e ser exaustivamente combinados até a obtenção
do registro da forma desejada (MORAZ, 2009, p. 44).

Os modos de exposição automática são: cena inteligente, ou automático (ou full


auto), sem flash, retrato, paisagem, macro, esportes e noite. Algumas câmeras tra-
zem combinações de ajustes chamadas de cenas especiais, com suposições de mo-
mentos que requerem alguns ajustes específicos. São alguns exemplos: crianças,
comida, luz de vela, retrato noturno, cenas noturnas sem uso de tripé, fotografia
contra a luz.

Modo Cena Inteligente (Automático, ou Full Auto)


Segundo Miyagusku (2007), esse é o modo utilizado no sistema “point-and-
-shoot” (apontar e disparar). Através desse modo de disparo, a câmera assume
controle total da medição de luz bem como a abertura do diafragma, a velocidade
do obturador e o ISO considerados por ela como adequados para a situação em
foco. Também é comum nesse modo o acionamento involuntário do flash para
compensar a iluminação. Basta focar no assunto e disparar. Apesar de toda a facili-
dade oferecida, o modo automático não oferece possibilidades de ajuste, tornando
sua fotografia uma cena adequada para os padrões determinados pela câmera, e
não por você. Nesse modo, o triângulo de exposição é totalmente controlado pela
leitura de luz da câmera, assim que você aponta para a cena ou assunto.

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UNIDADE Modos de Exposição

Modo sem flash


Possui a mesma funcionalidade do modo automático, porém, já está definido
o bloqueio do disparo do flash interno. É um modo ideal para os iniciantes da
fotografia que utilizam o modo automático e precisam realizar seus registros em
locais onde o uso do flash não é permitido como shows, museus e galerias de
arte, porém, há maiores riscos de perda das imagens pois, na ausência do uso do
flash, a câmera irá compensar a falta de luz reduzindo a velocidade do obturador
(o que pode gerar fotos tremidas) ou, elevando o ISO (podendo gerar fotos mais
granuladas). Certifique-se de que está segurando a câmera de maneira firme.

Figura 3 – Interior da Pinacoteca do estado de São Paulo


Fonte: iStock/Getty Images

Modo Retrato
Nesse modo, sua câmera deverá priorizar a profundidade de campo reduzida,
assim, a pessoa em primeiro plano terá destaque na composição e o fundo, ficará
mais desfocado, dependendo da objetiva que você esteja usando. O aproveitamento
da abertura do diafragma deverá ocorrer de acordo com a abertura máxima de
cada objetiva (assim, um retrato em modo automático produzido por uma lente de
f/1.8 terá maiores chances de um fundo desfocado do que uma lente com abertura
máxima f/4. Lembre-se também de que a distância entre os planos é determinante
para o efeito desfocado entre a pessoa e o fundo.

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Figura 4 − Retrato infantil, realizado à luz do dia
Fonte: iStock/Getty Images

Modo Paisagem ou Natureza


De forma oposta ao modo retrato, a câmera prioriza o fechamento do diafrag-
ma para ampliar a profundidade de campo e colocar em foco todas as partes de
uma grande cena, onde todos os assuntos merecem igual atenção. Todas as etapas
do triângulo são controladas pela câmera a partir da leitura do assunto, porém,
nesse modo, a câmera entende que deve dar especial atenção ao fechamento dom
diafragma (de forma oposta ao modo retrato, onde o diafragma se abre). Com uma
menor abertura, todas as partes da cena receberão igual atenção durante o foco do
registro. Esse modo poderá ser usado para fotografar grandes grupos de pessoas,
pois todas estarão focadas no momento do disparo.

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UNIDADE Modos de Exposição

Figura 5 − Orla de Maceió (AL)


Fonte: iStock/Getty Images

Modo Macro
Nesse modo a câmera entende que o objeto a ser fotografo é pequeno, está
próximo à lente e precisa de nitidez e precisão em uma pequena área, muito
próxima à objetiva. Por isso, manter a nitidez desse modo é uma tarefa que
requer atenção, já que a profundidade de campo é muito reduzida.

Figura 6 − Abelhas sobre flor


Fonte: iStock/Getty Images

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Modo Esportes ou Ação
Modo que prioriza combinações do triângulo de exposição onde o objetivo prin-
cipal é controlar a velocidade do obturador, de forma a congelar assuntos em movi-
mento. Também pode ser utilizado para fotografar crianças, animais, entre outros
assuntos não estáticos.

Figura 7 - Mulher saltando


Fonte: iStock/Getty Images

Modo Noite ou Cena Noturna


Fotografias noturnas demandam maior atenção no controle de velocidade do ob-
turador, para um maior tempo de exposição, ou, na sensibilidade ISO, para ampliar
a capacidade do sensor em registrar aquela cena. Por isso, nesse modo, a câmera faz
a leitura da quantidade de luz no ambiente, verifica o assunto a ser focado como prio-
ridade e estabelece a melhor combinação. Porém, em geral, fotos noturnas tendem
a ter melhores resultados com baixas velocidades do obturador, assim, recomenda-se
o uso de um apoio ou tripé. Poderá haver o disparo automático do flash.

Outros modos de cena pré-programados


Cada fabricante estabelece os recursos que melhor cabem ao seu equipamento,
porém, podem existir combinações criativas diversificadas, prevendo cenas que
ocorrem no dia a dia, ou, situações de iluminação mais restrita. Moraz (2009)
seleciona alguns submodos de cena que podem acompanhar os equipamentos com
situações preestabelecidas:
· Modo cena com crianças ou animais: semelhante ao modo esportes, o
foco acompanha a criança ou animal em movimento.

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UNIDADE Modos de Exposição

·· Modo comida: permite ajustar a temperatura da cor e valorizar ainda mais


os pratos.
·· Modo luz de vela: fotografa pessoas em presença de pouca iluminação.
Opera com velocidade reduzida e pode sofrer com trepidações. Também
permite ajuste de temperatura das cores.
·· Modo fogos de artifício: para pontos luminosos em movimento com
poucas condições de luz.
·· Modo retrato noturno: utilizado para retratos em locais iluminados ao
fundo. Também é recomendado o uso de tripé ou apoio.
·· Modo contraluz: combina rapidamente 3 disparos e resulta em uma
imagem única, para locais onde o assunto está contra a fonte de luz.
·· Modo praia ou neve: a câmera irá realizar o correto balanço de cores
claras contidas na imagem para que as informações não se percam, devido
ao excesso de brilho contido na cena.
·· Modo debaixo d´água: disponível apenas para equipamentos subaquáti-
cos. A câmera calcula a incidência de luz através da água e faz os ajustes
necessários.
·· Modo ambiente interno: a câmera fará automaticamente os ajustes de
branco necessários para o tipo de iluminação local.

Experimente cada um dos modos oferecidos por sua câmera. Tente manipular o que
for possível para conhecer os recursos oferecidos por cada modo. Comece dentro de
casa, com objetos estáticos e vá testando os modos em cenas diversas, até chegar
aos assuntos em movimento e também cenas noturnas. Aos poucos você mesmo irá
concluir quais as melhores opções de modo para cada situação de fotografia.

Modos Parcialmente Automáticos e


Compensação de Exposição EV
Enquanto os modos totalmente automáticos oferecem remotas possibilidades de
controle do usuário, os modos semiautomáticos oferecem maior liberdade de con-
trole, a partir do que o fotógrafo priorizar como referência de ajuste no triângulo de
exposição. Em suma, nos modos semiautomáticos você poderá ajustar um ou dois
dos pilares de cada vez. São um modo intermediário entre as opções automáticas
e o modo manual. Embora os modos de cena automáticos confiram agilidade aos
fotógrafos iniciantes, os comandos manuais trarão para sua fotografia uma gama
muito maior de possibilidades a serem exploradas (MORAZ, 2009).

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Um recurso utilizado nos modos semiautomáticos é a compensação da exposi-
ção, que poderá auxiliar na produção de fotos mais equilibradas entre resultados
subexpostos (fotos mais escuras) e superexpostos (fotos mais claras). Ao fotometrar
a cena, busca-se um equilíbrio, já visto anteriormente, onde o fotômetro esteja
posicionado o mais próximo possível do valor 0, ou o ponto central, considerado
correto na maior parte do tempo.

Porém, quando os modos semiautomáticos são acionados, as preocupações com


ajustes manuais diminuem e, na maioria das opções, fogem ao controle do fotógrafo
para tentar equilibrar os níveis de contraste na imagem. Esse equilíbrio entre os
contrastes na imagem é denominado como Expusore Value (ou, Compensação
de Exposição EV). Assim, ao invés de regular o triângulo de exposição de forma
manual para tentar obter a foto com contrastes equilibrados, o fotógrafo altera a
exposição para números positivos ou negativos, em busca de imagens mais claras
ou mais escuras, onde todas as cores sejam legíveis, ocasionadas por contrastes
aceitáveis. A exposição é descrita por apenas um número ao invés da combinação
entre a velocidade do obturador e a abertura do diafragma (PRÄKEL, 2015).

Por isso, “no caso do ajuste Compensação de EV, ele deverá ser executado
quando a diferença entre as áreas brilhantes e escuras de uma pessoa e o plano de
fundo forem extremamente fortes” (MORAZ, 2009, p. 44).

As câmeras digitais atuais fazem a leitura da cena através de tons de cinza que
variam entre o preto e o branco, indicando imagens escuras ou claras. Numa escala
onde preto e branco produzem inúmeros tons, os fotômetros foram construídos
para fazer a leitura do ponto de equilíbrio, representado pelo meio-tom de cinza
18%. Isso significa que durante a leitura de luz na cena, o fotômetro irá buscar
como ponto neutro tons de cinza que refletem 18% da iluminação total. Durante
o uso da compensação de exposição, você poderá determinar para a câmera se
deseja trabalhar com exposições maiores ou menores que a leitura realizada a
partir do cinza 18% (central, ou médio), considerado ideal na fotometria:

Figura 8 − Escala de cinzas reconhecida pelo fotômetro durante o ajuste de exposição e compensação EV
Fonte: https://goo.gl/iW1dRD

Portanto, haverá momentos em que assuntos escuros poderão ter a compensa-


ção EV para pontos negativos, deixando a cor escura realmente escura. Da mesma
forma, em situações de assuntos muito claros, para que eles não percam a defini-

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UNIDADE Modos de Exposição

ção, será necessário subir a compensação para valores positivos em até 2 pontos
se necessário, de modo a deixar o assunto com a cor clara e definida, sem que seja
escurecido de forma automática.

Para uma medição correta da iluminação local, você pode adquirir cartões cinza
18% e posicionar à frente do assunto para a resposta do melhor nível de exposição.
Explor

Compensação de exposição: https://youtu.be/6KLx4TsG5g8.

Modo Programa (P)


Nesse modo de disparo, a câmera bloqueia as configurações de abertura e
velocidade ajustando-os de acordo com as configurações de ISO escolhidas pelo
fotógrafo. Ainda é um modo confortável de operar rapidamente o equipamento,
porém, exige seu conhecimento sobre a qualidade do ISO de sua câmera (bem
como suas limitações). Esse modo permite que os outros ajustes (como tonalidade
da imagem, compensação EV, autofoco e tipos de disparo) sejam estabelecidos
pelo fotógrafo. Em geral, é um modo ágil, mais próximo do modo automático,
porém, com alguma liberdade de comandos para que você possa se habituar a cada
uma das etapas de regulagem até chegar ao modo de exposição totalmente manual
(GUIA FOTOGRAFIA DIGITAL PARA INICIANTES, 2015).

Modo Prioridade de Abertura (AV ou A)


Modo onde o fotógrafo define a abertura com que deseja trabalhar podendo
ainda alterar a sensibilidade ISO. Enquanto isso, a câmera decide qual a melhor
velocidade para a combinação escolhida pelo fotógrafo. Se você já sabe que irá
fazer uma foto em close, ou ainda, deseja desfocar de forma severa o que está
ao fundo, poderá escolher uma grande abertura. Se o assunto em questão for um
grupo de pessoas onde todas necessitam de foco, ou, uma ampla paisagem, tenha
em mente uma abertura e profundidade de campos menores.

Porém, ao escolher um valor ISO mais baixo para evitar as granulações, a


câmera irá buscar uma velocidade compatível com as condições de luz do ambiente,
o que poderá ocasionar em tremores nas imagens, caso sua câmera defina uma
velocidade muito baixa sem o auxílio de um tripé. Para garantir uma velocidade
mais elevada, sem correr o risco de perder a foto, é possível trabalhar com ISO
em modo automático, porém, vale lembrar que a câmera poderá ajustá-lo para
um número mais alto, também sujeito a granulações. Todos os demais ajustes
referentes a cores, contrastes e foco e disparo podem ser alterados pelo fotógrafo.

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Modo Prioridade de velocidade (TV ou S)
Nesse modo a velocidade do obturador é definida pelo fotógrafo e a abertura do
diafragma é determinada pela câmera. Assim como no modo Prioridade de Aber-
tura, todas as demais etapas (exceto abertura do diafragma) poderão ser controladas
pelo fotógrafo, inclusive o ISO.

Se você deseja fotografar assuntos em movimento, pode optar por uma


velocidade mais rápida para o obturador, assim como, também, um assunto estático
em limitadas condições de luz requer, preferencialmente, uma velocidade reduzida.
Vale lembrar que, independente ao assunto a ser registrado por você, nenhum modo
automático, ou parcialmente automático, poderá oferecer as mesmas condições do
modo de fotografia manual a seguir.
Explor

Modos semiautomáticos de fotografia: https://youtu.be/4PyhMknO4YA.

Modo de Fotografia Manual


O modo de fotografia manual é o que dá a maior liberdade de comando ao
fotógrafo, fazendo todas as alterações nas configurações da câmera de acordo
com cada tipo de cena. É um modo completamente personalizado de trabalho,
apesar de oferecer alguns ajustes como balanço de brancos e ISO em modo
inteligente ou, automático.

O ajuste do triângulo de exposição é realizado nos três pilares: abertura do diafrag-


ma, velocidade do obturador e sensibilidade ISO. Para que esse ajuste opere de forma
adequada, o passo mais importante é realizar a medição de iluminação da cena, atra-
vés do fotômetro (interno ou externo à câmera). A partir da medição de quantidade e
temperatura da luz, você fará os demais ajustes necessários. Antes de começar esses
acertos, é muito importante assimilar um ponto importante para a produção de uma
imagem equilibrada em suas cores e temperatura: o balanço de brancos.

Balanço de branco
No início desse curso, você compreendeu que a luz possui cores e também uma
temperatura, alternada entre tonalidades quentes e frias, medidas em escala Kelvin.
Ao fotografar um assunto, a câmera fará a leitura do tipo de iluminação local e
promoverá a neutralização das áreas coloridas com as luzes pré-determinadas a ela.
Diferentemente do olho humano, os sensores das máquinas digitais têm
dificuldade em reconhecer o branco na imagem, sendo necessário que se-
jam feitos alguns ajustes para isso. Esses ajustes recebem o nome de Whi-
te Balance (balanço de branco). Para ajustarmos corretamente o branco
de uma imagem, devemos levar em consideração fatores como a fonte e
a temperatura de luz. Se feito incorretamente, a imagem pode apresentar

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UNIDADE Modos de Exposição

tons azulados, esverdeados ou alaranjados na fotografia (Guia Fotografia


Digital para Iniciantes, 2015, p. 45).

Ainda segundo o Guia Fotografia Digital para Iniciantes (2015), a ferramenta


balanço de branco tem o papel de equilibrar as cores da cena a partir tipo de
iluminação recebida, mais alaranjada e quente (como lâmpadas de tungstênio) ou,
mais azulada e fria, (como lâmpadas fluorescentes). Existem ainda outras opções
(chamadas de presets) como luz do dia, clima nublado, sombra e uso do flash.

Portanto, em suma, o equilíbrio ou balanço de brancos é o “ajuste da temperatura


da cor luz principal, de forma que os brancos e neutros fiquem realmente neutros
e não tenham invasão de cor” (PRÄKEL, 2015, p.21).

É possível, ainda, operar em modo automático, porém, nem sempre o balanço


sugerido pela câmera é adequado para todos os tipos de cena, sendo preferível ao
fotógrafo poder testar o tipo de resultado que deseja. De acordo com o modelo
de seu equipamento e as opções oferecidas por ele, é possível ajustar o balanço
de brancos, de forma manual, escolhendo a temperatura que deseja trabalhar,
visto o exemplo da figura a seguir:
Explor

Escala de ajuste de brancos com leitura variada: https://goo.gl/VVqgUE

O resultado final irá depender daquilo que você, fotógrafo, considera como agra-
dável, interessante e equilibrado.

Preset: é um conjunto de configurações que é aplicado à fotografia de forma igual, ou seja,


Explor

é uma predefinição que se aplica sobre a situação da fotografia sem fazer ajustes particu-
lares sobre ela. O preset é apenas uma sobreposição ágil e padronizada de configurações.
Em geral, é necessário fazer correções posteriores, específicas a cada imagem.

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Ajustes do triângulo de exposição no modo manual
Relembre o triângulo de exposição para iniciar o entendimento da regulagem
em modo manual:

Sensibilidade ISO

Velocidade Abertura
Figura 9 − Triângulo de exposição para fotografia em modo manual

Vale relembrar que:


· O ISO, no topo do triângulo, amplia a sensibilidade do sensor em receber
a luz do ambiente, por isso, em locais menos iluminados, elevar a sensibili-
dade ISO pode ser uma opção se você pretende não utilizar uma fonte de
luz auxiliar. Como desvantagem, haverá a perda de limpeza da imagem,
que, quanto maior o número ISO, maior a quantidade de ruídos contidos
nela e perda na qualidade durante ampliações e impressões.
· A VELOCIDADE do obturador é quem determina por quanto tempo o
sensor ficará exposto à luz para gravar a imagem. Quanto mais rápida a
velocidade de abertura e fechamento da cortina, menos luz chega até o
sensor. Portanto, em ambientes menos iluminados, é necessário operar
com velocidades mais baixas, para que a luz possa entrar e a imagem seja
registrada de forma adequada. Compreenda que, velocidades mais baixas,
captam mais luz, porém, precisam ser operadas com redução de vibração
no equipamento, minimizando o risco de perda da imagem. No caso de
uma velocidade baixa até o limite para operar o equipamento segurando-o
em mãos e não havendo a possibilidade de uso de um tripé, o ganho de luz
é realizado através do aumento do ISO. Essa é uma compensação inver-
samente proporcional. Através desse controle de velocidade será possível
congelar um assunto ou imprimir a sensação de movimentação na cena.

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UNIDADE Modos de Exposição

·· A ABERTURA do diafragma na objetiva é que determina o tamanho da


área para passagem da luz durante a captura. Portanto, tenha em mente
que, aberturas maiores permitem maior passagem de luz, enquanto
aberturas menores permitem menor passagem de luz. Outra característica
ligada à abertura da lente é a profundidade de campo. Aberturas maiores
representam menor profundidade de campo e tornam a lente apta
a registrar e focar com clareza apenas uma parte da cena, em geral,
objetos definidos como primeiro plano. Enquanto isso, aberturas menores
permitem uma profundidade de campo maior, capacitando a objetiva a
focar e compreender com clareza que todo o campo de visão precisa ter a
mesma qualidade de foco.

Como realizar as combinações?

Assim que você define uma prioridade para sua cena, irá escolher um dos pilares
para poder delimitar o valor inicial e, a partir daí, regular os demais. Veja alguns
exemplos a partir das imagens e situações abaixo:

Situação 1: a prioridade da cena era congelar os movimentos

A fotografia com pessoas em movimento requer velocidades mais elevadas. Essa


velocidade deverá variar de acordo com a abertura da objetiva e ainda, as condições
de luz do local. Observe as imagens a seguir para compreender a combinação ideal
para cada cena:

Figura 10 − Menino saltando. EF50 mm 1/1000 seg f/5 ISO 100.


Luz do início da tarde
Fonte: Acervo da Conteudista

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A imagem acima foi realizada com exposição direta ao sol e não havia necessi-
dade de desfocar o fundo, portanto, a abertura em f/5 manteve a nitidez da parede
ao fundo. Pela qualidade e quantidade de luz no momento da cena, foi possível
elevar consideravelmente a velocidade do obturador mantendo o ISO no menor
fator possível. Dessa forma, a imagem apresenta plenas condições de foco para
todas as áreas, índice inexistente de ruídos indesejados e manteve o congelamento
do movimento.

Veja a próxima imagem:

Figura 11 − Meninas brincando na piscina.


EF50 mm 1/1000 seg f/4 ISO 640. Luz do final da tarde
Fonte: Acervo da Conteudista

Note que a imagem acima foi realizada na mesma locação, porém, ao cair da
tarde, com a luz mais difusa, de incidência leve sobre as meninas. A ideia inicial da
foto era congelar o movimento da água e das meninas, por isso era necessário man-
ter uma velocidade alta. Porém, a falta de uma iluminação mais dirigida levou a dois
importantes ajustes: a abertura foi ampliada para f/4 para ganhar um pouco mais
de entrada de luz. Não seria viável ampliar ainda mais essa abertura, pois o risco de
perder a nitidez em uma das meninas era muito grande, já que, quanto maior a aber-
tura, menor a profundidade de campo, assim, provavelmente uma das meninas, teria
sua imagem desfocada. O segundo ponto, portanto, foi ampliar o ISO de 100 para
640, para que o obturador pudesse trabalhar em alta velocidade, mantendo o foco
na cena por completo, tanto o movimento da água como das meninas.

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UNIDADE Modos de Exposição

Agora veja o exemplo de uma imagem realizada em ambiente interno, com


menor incidência de luz:

Figura 12 − Menina entre confetes. EF50 mm 1/400 seg f/1.8 ISO 2500.
Misto de luz da tarde com lâmpadas frias de ambiente interno
Fonte: Acervo da Conteudista

Note que nesse caso a velocidade foi reduzida por alguns motivos. Por se tratar
de um close na modelo e os demais assuntos estarem em movimento, a prioridade
da cena, além de registrar a movimentação dos confetes, era isolar a modelo do
restante do ambiente, portanto, a abertura foi usada em sua capacidade limite de
f/1.8. Dessa forma, foi possível garantir nitidez plena para a modelo, que estava
parada e, desfocar os demais assuntos nos outros planos. A leitura de foco foi
ajustada nos olhos da modelo, para o plano central, enquanto o primeiro plano
(confetes caindo) e o fundo (pessoas) permaneceram sem nitidez, devido à baixa
profundidade de campo oferecida pela abertura f/1.8.

E justamente pelo fato de o assunto principal (modelo) estar parado, a velocidade


1/400 seg. foi suficiente para registar o rastro da queda dos confetes sem que o
ISO fosse ampliado para um valor ainda maior, pois, quanto maior a velocidade da
cortina em baixas condições de luz, maior a sensibilidade ISO para compensar a
falta de iluminação sem o uso de luz auxiliar.

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Por esses exemplos, você será capaz de compreender que nem sempre trabalhar
com as mais altas velocidades garante o registro dos movimentos ou que a abertura
máxima do diafragma será a solução para ganho de luz na cena. Tudo depende do
assunto que será focado e quais as condições de luz local para que isso aconteça.

Situação 2: a prioridade da cena era nitidez em retratos.

Veja os próximos exemplos a seguir, em estilo retrato:

Figura 13 – Menina brincando no parque . EF50 mm 1/400 seg. f/2 ISO 100.
Cair da tarde (esq.) e sombra no mesmo horário (dir.)
Fonte: Acervo da Conteudista

Note que ambas as fotos possuem a mesma modelo e as mesmas configurações


do triângulo de exposição, com diferentes respostas. Enquanto a foto à esquerda
foi realizada em exposição direta ao sol, no cair da tarde, a foto à direita, menos
iluminada, foi produzida minutos antes, porém, à sombra. Para ganhar mais brilho
na foto à direita seria possível diminuir a velocidade, ampliar a abertura e ainda
ampliar o ISO. Porém, veja agora as opções por não realizar essas alterações:
· Com relação à velocidade: fotografar crianças ou modelos inexperientes
é uma tarefa que requer atenção, pois, na maior parte do tempo, eles não
conseguem se manter congelados para que você opere a câmera com a
velocidade reduzida. Além disso, para produzir fotos espontâneas, é me-
nos prático carregar seu equipamento sobre um tripé, por isso, muitos
fotógrafos optam por manter a câmera firme em mãos e trabalham com
velocidades mais elevadas, minimizando os riscos de trepidação ou, de
movimentos espontâneos dos modelos que podem ser perdidos durante o
disparo em baixa velocidade. Tenha em mente que velocidades acima de
1/250 seg. em boas condições de luz, são capazes de congelar os movi-
mentos naturais de um ser humano.

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UNIDADE Modos de Exposição

·· Com relação à abertura: a ideia da fotografia de retratos, em geral, é


isolar o modelo do plano de fundo conferindo a ele destaque na cena. Para
isso, o uso de uma grande abertura é fundamental, já que, além do ganho
de maior entrada de luz, é possível diferenciar os planos, dando o efeito
desfocado que valoriza o modelo na cena. Porém, justamente por conta do
encurtamento da profundidade de campo, o risco de perder informações
importantes durante a produção de closes, é bastante alto. Repare que a
objetiva entende como área principal o rosto da modelo, limitando a ni-
tidez máxima ao ombro, ficando em segundo plano a roupa e a locação.
Caso a abertura fosse ampliada para f/1.8 ou até mesmo f/1.4, como é
o caso de algumas lentes 50 mm, provavelmente a área nítida da foto seria
ainda menor, perdendo destaque para as mãos e ombros. Ou seja, nesse
retrato em específico, para não perder as informações contidas na roupa
da modelo (à direita), seria possível ampliar a profundidade de campo com
abertura entre f/2.8 e f/4. Embora essa fosse uma possibilidade, a condi-
ção de luz não era adequada para esse acerto, pois levaria ao aumento do
ISO, na ausência do flash.
·· Com relação ao ISO: a fotografia de retrato revela detalhes muito pro-
fundos principalmente o destaque no rosto humano. A cor e textura da
pele, a nitidez nos fios de cabelo e o brilho nos olhos geralmente merecem
destaque. Com o valor ISO em elevação, essas áreas tendem a ficar mais
granuladas e provocam uma sensação desconfortável ao observador. Por
isso, nesse caso em especifico, devido à condição de luz mais escassa e à
proximidade da modelo em relação à câmera, o ISO mais elevado ganha-
ria alguns pontos de iluminação, porém, perderia a limpeza da cena, com
algum aumento nos ruídos.

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Veja outro exemplo de modelo estática:

Figura 14 – menina com bola de goma de mascar.


EF50 mm 1/400 seg f/2 ISO 100. Cair da tarde
Fonte: Acervo da Conteudista

Nesse retrato foi usada a mesma combinação anterior. Isso possibilitou registrar
o movimento de soprar a bola da goma de mascar sem perder nitidez para toda
a área de foco. Porém, a câmera está posicionada alguns passos mais distantes
da modelo, o que permitiu clareza para toda a composição entre cabelo, rosto e
roupa, ficando apenas o fundo desfocado.

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UNIDADE Modos de Exposição

Analise agora as fotos a seguir, produzidas por outro tipo de lente. A lente utilizada
é do tipo zoom teleobjetiva, de longo alcance, fisicamente maior e mais pesada:

Figura 15 – Menina em close. EF160 mm (lente EF75-300mm)


1/320 seg f/5 ISO 1000. Luz nublada, parte da tarde
Fonte: Acervo da Conteudista

A foto foi realizada em um dia nublado. Note que a velocidade não pôde ser a
mesma das fotos anteriores, ela foi reduzida para uma maior entrada de luz. Porém,
pelo fato da teleobjetiva de 75-300 mm ser muito grande e pesada, não foi possível
trabalhar com velocidades tão reduzidas, correndo riscos de trepidação e perda da
qualidade na foto, sobretudo por conta da brisa movimentando os cabelos. Nesse
caso, a compensação de luz precisou ser reportada ao ISO, elevado para 1000, já
que a abertura máxima dessa objetiva é de f/4. A opção de uso pela abertura f/5
foi de manter a nitidez para toda a área correspondente à modelo.

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Figura 16 – Menina escondendo o rosto. EF140 mm (lente EF75-300mm)
1/250 seg f/5 ISO 800. Luz da tarde, modelo na sombra
Fonte: Acervo da Conteudista

A foto acima foi feita com a mesma objetiva da foto anterior, porém, em 140
mm, posicionada mais próxima à modelo e sem diferença entre os planos, já que ela
está encostada na parede. Por isso a objetiva entende que todos os componentes
fazem parte do assunto e merecem igual destaque e nitidez. Nesse caso, a luz
presente no ambiente era indireta, mas não tão filtrada como no dia nublado, da
foto anterior. Isso permitiu reduzir a sensibilidade ISO e baixar a velocidade, já que
a modelo está encostada na parede sem movimentação excessiva.

Agora, você precisa colocar seu equipamento em uso e experimentar todos os


modos de fotografia oferecidos por sua câmera, pois, somente assim, será capaz de
compreender como os resultados se alteram para uma maior ou menor qualidade
diante de cada situação. Também é válido produzir imagens nas mais adversas
condições de iluminação natural e experimentar a qualidade do ISO oferecido por
sua câmera até começar a usar iluminação auxiliar, nosso próximo assunto.

Para trabalhar com segurança, você pode adotar como regra que, em sessões sem
tripé e boas condições de luz, a velocidade do obturador seja o dobro da distância
focal, para garantir fotos nítidas. Assim, uma foto produzida com lente 50 mm
teria sua velocidade em 1/100 seg. Ou então, como nos casos acima, onde as fotos
foram realizadas com uma lente teleobjetiva em 160 mm a velocidade mínima
seria a de 1/320 seg.
Explor

Como regular a câmera de forma correta: https://youtu.be/FsSP0pSYuAw.

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UNIDADE Modos de Exposição

Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

 Vídeos
Técnica de foco para grandes aberturas (pode possuir linguagem popular ou inadequada para menores de 18 anos)
Zona da Fotografia
https://youtu.be/V9W8acdksgw
Controle da câmera em modo manual (pode possuir linguagem popular ou inadequada para menores de 18 anos)
Zona da Fotografia
https://youtu.be/FsSP0pSYuAw
Controle de foco na fotografia
Cara da Foto
https://youtu.be/-djBLpkOXNw

 Leitura
Fotomatéria e controle da exposição
Do Infinito ao Bokeh
https://goo.gl/5EMwsU
Modo de ajuste fino de autofoco
Falando de Foto
https://goo.gl/13j6DS

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Referências
DUBOIS, P. O ato fotográfico e outros ensaios. 14. ed. São Paulo: Papirus, 2012.

FABRIS, A. O desafio do olhar: fotografia e artes visuais no período das vanguardas


históricas. v.1. São Paulo: Martins Fontes, 2011.

GENERICO, T. Estúdio - fotografia, arte, publicidade e splashes. Santa Catarina:


Photos, 2011.

GUIA DE FOTOGRAFIA PARA INICIANTES. São Paulo: Europa, 2014.

GUIA FOTOGRAFIA DIGITAL. São Paulo: On Line, 2016.

GUIA FOTOGRAFIA DIGITAL PARA INICIANTES. 1 ED. São Paulo: On Line, 2015.

MIYAGUSKU, R. H. M. Curso prático de fotografia digital com CD. São Paulo:


Digerati Books, 2007.

MORAZ, E. Fotografia digital (para quem não sabe nada de fotografia). São
Paulo: Digerati Books, 2009.

RAMALHO, J. A. Escola de fotografia - o guia básico, da técnica a estética.


Elsevier, 2013.

TRIGO, T. Equipamento fotográfico: teoria e prática. 2. ed. Revista e Ampliada.


São Paulo: Senac, 2012.

PRÄKEL, D. Iluminação. São Paulo: Bookman, 2015.

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