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Técnicas em

Equipamentos Fotográficos
Material Teórico
Técnicas, Composição, a Cor e o Preto e Branco, Motivos e Exercícios

Responsável pelo Conteúdo:


Prof.ª Me. Elga Lilian Buck Martins

Revisão Textual:
Prof.ª Me. Sandra Regina F. Moreira
TÉCNICAS, COMPOSIÇÃO, a COR e o PRETO
e BRANCO, MOTIVOS e EXERCÍCIOS

• Introdução;
• Enquadrando a Cena;
• Distribuindo os Assuntos na Área da Foto;
• Elementos e Princípios do Design Aplicados à Fotografia;
• A Fotografia em Preto e Branco;
• Sugestão de Exercícios.

OBJETIVO DE APRENDIZADO
· Manipular o equipamento de acordo com os objetivos propostos
para cada cena, fazendo uso da luz natural e aplicação de conceitos
em Flash;
· Utilizar regras de composição e tonalidades diversas.
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua
formação acadêmica e atuação profissional, siga
algumas recomendações básicas:
Conserve seu
material e local de
estudos sempre
organizados.
Aproveite as
Procure manter indicações
contato com seus de Material
colegas e tutores Complementar.
para trocar ideias!
Determine um Isso amplia a
horário fixo aprendizagem.
para estudar.

Mantenha o foco!
Evite se distrair com
as redes sociais.

Seja original!
Nunca plagie
trabalhos.

Não se esqueça
de se alimentar
Assim: e de se manter
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte hidratado.
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e
horário fixos como seu “momento do estudo”;

Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma


alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;

No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você
também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e
de aprendizagem.
UNIDADE Técnicas, Composição, a Cor e o Preto e Branco, Motivos e Exercícios

Introdução
Assim como a teoria caminha em paralelo à prática, a técnica na fotografia tam-
bém precisa de auxílio estético para que ambas etapas alcancem seu objetivo: o de
produzir imagens impactantes. As palavras de Milton Glaser possuem esse aspecto
quando o assunto é trabalhar com arte e técnica, na área do design, que também
pode se aplicar à fotografia, enquanto produto visual. Glaser (s.d.) sugere que “há
três respostas para uma peça de design: sim, não e UAU! Uau deve ser seu objetivo”.
Portanto, conhecer os diversos tipos de enquadramento e escolher o que
melhor se aplica ao seu trabalho irá proporcionar um leque de opções a serem
exploradas daqui por diante. O mesmo se aplica a trabalhar com diferentes
propostas tonais e, mais adiante, um estilo de tratamento de imagem que passe
a identificar seu trabalho como um produto legítimo, uma assinatura em luz,
formas e cores, ou, a ausência delas.
Embora adquirir conhecimento seja fundamental para seu crescimento
intelectual (além de permitir a melhor operacionalização de seu equipamento),
são os testes e experimentações contínuas que irão levar você à excelência.

Enquadrando a Cena
Daqui por diante você irá perceber que fotografar é muito mais do que aplicar
técnicas ou ter controle sobre a iluminação. Os diversos campos da fotografia
permitem explorar incontáveis possibilidades justamente por demonstrar flexibi-
lidade durante a produção de imagens. Muitos elementos estéticos utilizados no
design são repostados à fotografia de forma a criar interessantes efeitos ópticos.
É válido conhecer as regras de composição, não para segui-las à risca, mas sim,
para testar sua criatividade em combinar as diversas maneiras de construir imagens
em busca de um legítimo “olhar fotográfico”, afinal, o melhor equipamento, ou o
avançado conhecimento das regras não farão os registros por você. É nessa etapa
que toda sua emoção e criatividade podem ser colocadas à tona.

Segundo o Guia Curso de Fotografia (2016), os avanços tecnológicos de


controle do equipamento ainda não são capazes de demonstrar qual o melhor
resultado de registro na cena, pois tudo depende do que o fotógrafo deseja
evidenciar naquela composição.
Para iniciarmos essa nova etapa de conhecimento, você precisa compreender
que composição fotográfica é a forma de organizar e alinhar (ou enquadrar) seu
assunto na área de captura da fotografia.
É nesse momento que você irá definir quais partes da fotografia merecem maior ou
menor destaque e, para isso, irá utilizar o conhecimento das regras de composição
para evidenciar uma situação equilibrada entre linhas, cores, texturas, formas e
planos onde estão distribuídos os assuntos.

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Ponto de Vista (ou Posicionamento do Fotógrafo)
Antes de se atentar às regras, é muito importante que você compreenda sobre
seu posicionamento durante o registro. O ponto de vista com que você faz a
captura não só provoca distorções ópticas, como também produz efeitos sobre o
que merece destaque na composição.
A grande maioria das fotografias é tirada com a câmera ao nível dos olhos.
Nada de errado com isso, pois, nos dá uma visão realista do mundo. No
entanto, realismo não significa necessariamente excitante, e fotografando de
pontos de vista alternativos você pode adicionar uma sensação de surpresa e
dramaticidade às suas imagens (Guia Fotografia Digital, 2016, p.49).

Embora muitos fotógrafos profissionais prefiram ou precisem operar seu


equipamento sobre um tripé, a câmera em mãos irá conferir maior mobilidade para
encontrar ângulos de alto interesse para registro. Nesse caso, lembre-se apenas de
não trabalhar com baixas velocidades, e procure manter o foco da objetiva em uma
pequena área da imagem. Observe os exemplos a seguir:

Figura 1 – Imagem capturada de baixo para cima. Objetivo de


destacar os contrastes da composição de cores. EF 50 mm
Fonte: Acervo do Conteudista

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Figura 2 – Imagem feita de plano acima da modelo.


Sensação de proximidade e conforto. EF 24 mm
Fonte: Acervo do Conteudista

Figura 3 – Imagem em ângulo diagonal. Fotógrafa agachada na altura


da menina. Evidência na baixa profundidade de campo com destaque
para a modelo ao invés da locação. EF 85 mm
Fonte: Acervo do Conteudista

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Figura 4 – Câmera apoiada no chão para destacar o calçado
Fonte: Acervo do Conteudista

Figura 5 – Câmera na linha dos olhos da criança. Destaque para o reflexo


Fonte: Acervo do Conteudista

Os ângulos a serem evidenciados possuem direta ligação com o posicionamento


do fotógrafo, a necessidade da criação da imagem e a dramaticidade que se deseja

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UNIDADE Técnicas, Composição, a Cor e o Preto e Branco, Motivos e Exercícios

na composição. Portanto, trazem consigo objetivos específicos como alongar ou


comprimir um assunto, destacar ou anular a profundidade de campo, trazer os
olhos do modelo diretamente aos olhos do observador e assim sucessivamente.

Sugestão de exercício
Escolha alguém que possa posar para você numa calçada, na rua. Experimente os
mais diversos resultados para cada ângulo de fotografia. De baixo para cima, de
cima para baixo, na linha dos olhos, em linha diagonal ao modelo, encostado na
parede de frente e de perfil, deslocado da parede de frente e de perfil, sentado, e
também um nível abaixo de você.

Distribuindo os Assuntos na Área da Foto


O Guia Curso Básico de Fotografia (2016, p.37) propõe que
parte do processo da composição é saber onde colocar o ponto principal
da imagem. Uma forma de se fazer isso é colocar o objeto principal
no centro do quadro, o que pode demonstrar harmonia ou a simetria
da imagem. Porém, em muitos casos, descentralizar esses elementos
principais pode ajudar a deixar a imagem mais dinâmica.

Ao fotografar assuntos estáticos ou paisagens, é possível testar os mais diversos


posicionamentos para um mesmo foco de atenção. Com pessoas adultas, essa
possibilidade se reduz bastante, vista a movimentação natural do ser humano. Com
crianças, essa possibilidade é ainda mais reduzida.

Figura 6 – Menina girando


Fonte: Acervo do Conteudista

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Procure trabalhar com a resolução máxima de sua câmera. Dessa forma, caso você não tenha
Explor

tempo hábil para experimentar diferentes distribuições do assunto principal no ato da foto,
isso irá permitir que após o disparo você corte a imagem da forma como preferir.

Regra dos Terços


Um conhecido recurso de distribuição visual já utilizado na arte da pintura, a
regra dos terços, auxilia a distribuir os assuntos no espaço da foto.

O Guia Curso de Fotografia (2016, p.40) esclarece que


“a regra dos terços consiste em cortar a imagem com duas linhas verticais
e duas linhas horizontais, dividindo a imagem em nove partes iguais e
formando quatro pontos de interseção. Esses são os pontos onde se tem
maior atenção do nosso olhar e, por isso, são conhecidos como `pontos
de ouro’. Focalizar o objeto de interesse em um desses pontos fará com
que ele se destaque mais”.

Figura 7 – Cortes da regra dos terços com pontos de intersecção


Atenção dirigida para essas áreas.

Independente do dimensionamento da imagem, a regra dos terços se aplica de


forma a atrair a atenção do observador para as áreas delimitadas nos pontos.

As câmeras digitais e celulares contemporâneos possuem conjuntos de linhas


chamados de grelha, que você pode habilitar ou não durante o uso da câmera. Isso
deverá facilitar a compreensão da regra dos terços até que você se acostume com
essa divisão espacial e não necessite mais desse uso. Essas linhas também auxiliam
no alinhamento do horizonte nas fotos.

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UNIDADE Técnicas, Composição, a Cor e o Preto e Branco, Motivos e Exercícios

Figura 8 – Linhas de grelha que auxiliam no alinhamento do


horizonte e posicionamento dos elementos na regra dos terços
Fonte: Adaptado de iStock/Getty Images

A linha do horizonte é o alinhamento da imagem de forma que ela fique


equilibrada em suas linhas horizontais. As duas linhas paralelas que atravessam a
foto na horizontal (na divisão da regra dos terços) auxiliam também para que sua
fotografia permaneça em equilíbrio.

Figura 9 – Linhas do horizonte. Equilíbrio da cena


Fonte: Acervo do Conteudista

O objetivo principal de aplicar a regra dos terços é colocar em evidência aquilo


que você deseja que seja visto de modo imediato ou em posição principal na
fotografia, assim, vale enquadrar um ou mais pontos de interesse na intersecção
entre as linhas.

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Figura 10: composição dividida por uma linha imaginária
diagonal. Atenção no rosto e calçado da modelo
Fonte: Acervo do Conteudista

Figura 11 – Regra dos terços. Divisão de 9 (nove) partes iguais a partir


do cruzamento das linhas verticais e horizontais. Atenção no rosto da
modelo e na cabeça do cão
Fonte: Acervo do Conteudista

Regra dos terços descomplicada.


Explor

https://goo.gl/HGv9FW

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UNIDADE Técnicas, Composição, a Cor e o Preto e Branco, Motivos e Exercícios

O que Fica em Primeiro Plano


Explorar o primeiro plano na composição da fotografia é uma ferramenta muito
útil e poderosa utilizada para evidenciar e destacar partes da cena que atraem
maior interesse do observador.
O primeiro plano é a área de uma cena que mais se aproxima da câmera.
Interesse em primeiro plano é útil por uma série de razões. Primeiro, enfatizá-
lo dará às suas imagens uma forte sensação de distância, profundidade e
escala devido a efeitos de perspectiva, bem como fornecer um ponto de
entrada conveniente para a composição a partir do qual o olho do espectador
possa naturalmente viajar através do cenário de fundo. Em segundo lugar,
o plano contém mais informações do que o resto da cena [...]. A força do
primeiro plano é controlada principalmente pela escolha da lente – quanto
maior, mais você pode incluir (Guia Fotografia Digital, 2016, p.47).

Portanto, se você tem em mente fotografar pessoas, o primeiro plano é uma ferramenta
poderosa para retratos. No caso de paisagens, você pode optar por fixar no primeiro
plano os elementos que construam a composição, a exemplo da imagem a seguir:

Figura 12 – Em primeiro plano, guarda sóis do Hotel E-Suítes Vila do Mar, em Natal (RN)
Fonte: Acervo do Conteudista

Figura 13 – Prancha de stand up paddle em praia da Pipa, Natal (RN)


Fonte: Acervo do Conteudista

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O primeiro plano é utilizado, sobretudo, para atrair a atenção do observador para
algo que você deseja destacar. Contudo, você deve se lembrar de que a diferença
de planos ganha destaque a partir da distância a que os assuntos principais estão
posicionados em relação aos planos e à câmera, e, ainda, ao limite de abertura de
sua objetiva.

Razão, Seção, Segmento


ou Proporção Áurea (Razão de Ouro)
Eco (2010, p.61) destaca que
Segundo o senso comum, consideramos bela uma coisa bem
proporcionada. É, portanto, explicável que desde a antiguidade se tenha
identificado Beleza como proporção – embora seja interessante recordar
que na definição comum de Beleza no mundo grego e latino à proporção
juntava-se sempre a amabilidade da cor (e da luz). Quando na Grécia
antiga, os filósofos ditos pré-socráticos [...] começam a discutir qual seria o
princípio de todas as coisas [...] eles buscam dar uma definição do mundo
como um todo ordenado e governado por uma só lei. Isso significa também
pensar o mundo como uma forma, e os gregos advertem nitidamente a
identidade entre Forma e Beleza. [...] Pitágoras (que no curso de suas
viagens provavelmente esteve em contato com as reflexões matemáticas
dos egípcios) foi o primeiro a sustentar que o princípio de todas as coisas
é o número. [...] Com Pitágoras nasce uma visão estético-matemática
de universo: todas as coisas existem porque refletem uma ordem e são
ordenadas porque nelas se realizam leis matemáticas que são ao mesmo
tempo condição de existência e de beleza.

Assim, torna-se legítimo o pensamento grego em defender que o belo é, ao


mesmo tempo, ordenado e guarda consigo relações matemáticas que se estendem
por todas as coisas. Segundo a filosofia grega, o belo é, além de tudo, aquilo que
nossos sentidos aceitam como admirável e agradável à nossa percepção sensorial.

Queiroz (2007, p. 4) explica que


a razão áurea, também chamada segmento áureo ou proporção áurea,
representa a mais agradável proporção entre duas medidas. Os gregos
antigos a designavam como “divisão de um segmento em média e extrema
razão” ou simplesmente “secção”. No início do século XXI convencionou-
se identificá-la pela letra grega Φ (Phi maiúsculo) (lê-se: Fi), em homenagem
ao arquiteto e escultor Phídias, responsável pelo templo grego Parthenon.
Φ é o número irracional 1,618... obtido matematicamente através de
sequências continuas infinitas, deduções algébricas ou geométricas.

Enquanto a regra dos terços é uma forma simplista de acomodar os ele-


mentos na divisão espacial da foto, a razão áurea, ligeiramente mais com-
plexa e representada pelo número Φ (1.618), é o indicador de proporção de
crescimento para diversos seres vivos. Encontrada em elementos naturais, a

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UNIDADE Técnicas, Composição, a Cor e o Preto e Branco, Motivos e Exercícios

razão áurea, desde que foi determinada como fórmula para a compreensão
da beleza através da matemática, pode ser encontrada na música, arquitetura,
pintura, escultura, design (gráfico, de mobiliário, entre outras áreas) e, não
obstante, na fotografia. É um retângulo seccionado em partes que contem li-
nhas retas e curvas, remetendo ao modo de crescimento de alguns seres vivos
e também na própria disposição do corpo humano. “É considerada perfeita,
pois potencialmente reprodutível ao infinito” (ECO, 2012, p.67). Por isso
também é chamada de razão de ouro.

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Figura 14 – Espiral logarítmica dentro do retângulo de ouro


Fonte: Adaptado de iStock/Getty Images

Presente nas artes, e até mesmo nas formas humanas, a razão áurea sugere que
cada elemento da composição está em seu devido lugar, por isso, eleva-se ao conceito
de belo.

A razão áurea, extraída da “perfeição matemática natural” e aplicada no universo das artes:
Explor

https://goo.gl/v3RqWy

Aplicando o conceito à fotografia, a composição tem uma distribuição espacial dos


elementos de forma considerada numericamente adequada, provocando a atenção
do observador de maneira subliminar, atraído por aquilo que matematicamente
é considerado belo, perfeito. A estética faz o uso da matemática para valorizar a
distribuição dos elementos da composição.

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Figura 15 – Equilíbrio entre modelo e cenário.
Distribuição dos elementos através da razão áurea
Fonte: Acervo do Conteudista

A razão áurea será uma linha imaginária onde você precisará, no ato da foto, ima-
ginar a posição dos itens que compõem a cena, equilibrando a distribuição espacial e
chamando a atenção dos olhos para os pontos de maior importância em sua cena.

Embora seja um conceito aplicado durante o posicionamento dos elementos


estéticos que compõem a foto, você também pode utilizá-lo para promover os
posteriores cortes de suas imagens.

Figura 16 – Uso da razão áurea para sugerir corte usado em retrato


Fonte: Acervo do Conteudista

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UNIDADE Técnicas, Composição, a Cor e o Preto e Branco, Motivos e Exercícios

Explor
Veja mais sobre a Razão Áurea em: https://goo.gl/7uimNk
Explor

Regra dos terços x Razão áurea: https://youtu.be/euPBeG-fhms

Cortes
As imagens extraídas da câmera, em geral, podem ser manipuladas graficamente
a partir de editores de imagem. Muitos modelos atuais de câmeras possuem
ferramentas de corte capazes de redefinir a área de visão da imagem ainda na
câmera. Caso você possua um modelo que não apresente essa opção, poderá fazê-
lo através de um editor determinado para isso.

A vantagem do corte posterior à imagem é a liberdade em decidir qual o melhor


resultado final. Utilize seus conhecimentos sobre regra dos terços e razão áurea
para aplicar sua seleção. Apenas concentre-se em manter a proporção necessária
ao seu objetivo e teste as mais variadas opções.

Figura 17 – Aplicação posterior de ferramenta gráfica de corte


Fonte: Adaptado de iStock/Getty Images
Explor

Cortes na fotografia de pessoas: https://youtu.be/22r-u4l4gWE

Molduras Naturais
Trabalhar com molduras nas fotos não significa apenas colocar o assunto principal
entre marcas delimitadas, de forma inflexível. Molduras ajudam a definir o papel de
cada parte da composição, por exemplo, pessoas e animais em relação a janelas,
árvores, entre outros elementos de composição. As molduras ajudam a direcionar

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a atenção para o assunto principal, de forma a envolver essa parte da composição.
O trabalho de molduras a maiores distâncias é mais fácil de ser realizado com
lentes grandes angulares, enquanto os retratos, com menor profundidade campo,
sugerem uso preferencial de lentes a partir de 35mm.

Embora as diferentes distâncias focais nas objetivas produzam efeitos peculiares,


é importante testar sua criatividade com qualquer lente que você possua. Você
poderá se surpreender com os resultados.

Figura 18 – A menina e a árvore. EF 35 mm.


Fonte: Acervo do Conteudista

Figura19 – Menina admirando a enorme porta. EF 50 mm.


Fonte: Acervo do Conteudista

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UNIDADE Técnicas, Composição, a Cor e o Preto e Branco, Motivos e Exercícios

Figura 20 – Caminho entre árvores. EF 28 mm


Fonte: Acervo do Conteudista

Figura 21 – Retrato entre árvores. Menina no plano central da foto. EF 135 mm.
Fonte: Acervo do Conteudista

Figura 22 – Olhos felinos na grama. phone 7 4mm.


Fonte: Acervo do Conteudista

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Explor
Independente da objetiva que você possua, tente enquadrar suas imagens utilizando os
conceitos que aprendeu até aqui. Você pode começar fotografando cenas sem pessoas, ou
com modelos adultos que tendem a ser mais pacientes enquanto você se prepara entre
uma cena e outra.

Linhas Guia
Linhas guia são direcionais naturais ou criadas pelo homem que orientam para
o assunto principal e setorizam as imagens quando necessário. Elas têm o papel de
dividir ou setorizar os assuntos da fotografia, conferindo alinhamento e/ou destaque
para partes da composição. Podem se posicionar na imagem de forma horizontal,
vertical, diagonal, cruzadas e convergentes, direcionando de forma intensa para
pontos específicos da imagem (GUIA FOTOGRAFIA DIGITAL, 2016).
As linhas da imagem trazem diferentes sensações e podem ser usadas
de acordo com a intenção da foto. As linhas horizontais, por exemplo,
trazem a ideia de calma e estabilidades; as verticais passam a ideia de
grandiosidade. Já as diagonais e curvas geram tensão e guiam o olhar pela
imagem a determinado ponto. Qualquer uma delas pode ser usada sem
medo, a ideia é combinar essas regras com o assunto da sua foto para
te ajudar a contar uma história. Nesse caso, outra boa dica é trabalhar
com as linhas quando o desejo for criar fotos mais simétricas. (CANON
COLLEGE, disponível em: https://goo.gl/tmz3oV).

A disposição orientada dessas linhas sugere equilíbrio na foto, a exemplo das


figuras seguir:

Figura 23 – Exemplo de composição em linhas perpendiculares (esq.), horizontais (centro) e diagonais (dir.)
Fonte: Acervo do Conteudista

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Figura 24 – Linhas cruzadas Figura 25 – Conjunto de linhas horizontais como


Fonte: Acervo do Conteudista plano de fundo rígido, em contraste com o movimento
e fluidez do vestido
Fonte: Acervo do Conteudista

Figura 26 – Linhas diagonais sugerindo moldura Figura 27 – Linhas verticais sugerindo


Fonte: Acervo do Conteudista
alongamento e profundidade
Fonte: Acervo do Conteudista

Figura 28: – Linhas que dirigem ao rosto da modelo


Fonte: Acervo do Conteudista

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Você pode testar suas composições na rua, através de um modelo voluntário e, então, fazer
Explor

diversos disparos nas mais variadas locações urbanas, desde paredes até parques, para
conferir os resultados que lhe permitem a leitura mais interessante.

Elementos e Princípios do
Design Aplicados à Fotografia
Jones (2005, p. 99) esclarece que “criar é uma questão de misturar elementos
conhecidos de uma maneira nova e estimulante para gerar combinações e
produtos diferentes”. Em fotografia, o somatório de conhecimento técnico, regras
de enquadramento e conceitos estéticos irão construir o que chamamos no início
desse módulo de olhar fotográfico.

A construção desse olhar é feita a partir da experimentação constante e,


ainda, da aplicação de regras já conhecidas no meio de forma inovadora e,
porque não, libertadora.

Harmonia Cromática por Contraste e Analogia


Construir uma imagem não é tarefa das mais simples. Além de exigir do
fotógrafo conhecimentos técnicos que são colocados a todo momento em prova
para operacionalizar de forma correta o equipamento, a fotografia é feita de muitas
ocasiões instantâneas e únicas. Nem sempre haverá tempo hábil para planejar
e experimentar qual a melhor resposta entre o ponto de vista do fotógrafo e a
cena. Por isso é tão importante o treino, não apenas para conhecer a fundo
seu equipamento, mas também para ter em mente os melhores resultados de
composição. Costumamos chamar de “treinar o olhar”.

Na maior parte do tempo, o olho humano procura informações relevantes para


enviar ao cérebro. Você já deve ter ouvido falar em “poluição visual”, certo? A
poluição visual diz respeito à exagerada quantidade de informações impressas ou
digitais dispostas nos centros urbanos, e tem, como consequência, um elevado
nível de stress e confusão psíquica devido à concentração demasiada de cores entre
outros aspectos da comunicação visual. Os ambientes tornam-se demasiadamente
carregados de informações, e quando tudo é importante, nada é importante. O
cérebro não consegue definir o que realmente importa a ser visto, provocando um
grande déficit de atenção em motoristas e pedestres de forma geral.

Quando reportamos esse assunto para a fotografia, cabe entender que, se numa
foto há algumas prioridades a serem vistas e assimiladas pelo cérebro, elas precisam
de destaque e isolamento.

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UNIDADE Técnicas, Composição, a Cor e o Preto e Branco, Motivos e Exercícios

São exemplos dessa dinâmica, o uso de contrastes entre os diferentes planos


(focado e desfocado), entre as cores (claras e escuras), entre sombras (maior
ou menor iluminação), entre os tamanhos (pequeno, médio e grande), entre as
velocidades (lento e acelerado) e entre os volumes (plano chapado e sensação
óptica de três dimensões, causando profundidade).

Em uma imagem onde o assunto principal não consegue obter destaque entre
as demais partes da cena, ficará possivelmente mais complexo para o cérebro
compreender que ele merece maior atenção.

Por esse motivo, muitos fotógrafos preferem construir suas imagens em estúdios
onde as fotos podem ser previstas e planejadas, uma vez que a cena externa
provoca diferentes níveis de contraste, mais difíceis (mas não impossíveis) de serem
previstos e controlados pelo fotógrafo.

Figura 29 – Contraste entre linhas (horizontal e vertical),


cores (neutras e coloridas) e planos (primeiro, central e fundo).
EF 75-300mm (155mm) 1/1000 seg f/5 ISO 125
Fonte: Acervo do Conteudista

Figura 30 – Contraste entre planos. Mãos e pulseiras em foco


versus fundo anulado. O fundo escuro ajuda a revelar o primeiro
plano em cores claras. EF 50 mm 1/640 seg f/3.2 ISO 100
Fonte: Acervo do Conteudista

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Figura 31 – Contraste entre estática e movimento,
cores neutras e cores vibrantes. EF 75-300 mm (120mm)
1/1250 seg f/5 ISO 5000
Fonte: Acervo do Conteudista

Além do contraste, as imagens também podem estabelecer uma relação


harmoniosa quando utilizada uma paleta de cores análogas em cenas onde todas
as tonalidades assumem uma mesma linguagem tonal. Seu cuidado é preocupar-
se com as cores e formas que podem ser visualizadas, a exemplo de fotografar
elementos brancos em lugares dessa mesma cor.

Figura 32: – Menina com urso na cachoeira. Figura 33 – Cão em fundo bege. Paleta análoga.
Contraste sutil entre tons de pele, Contraste de texturas
cabelo, pelúcia e textura da roupa Fonte: Acervo do Conteudista
Fonte: Acervo do Conteudista

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UNIDADE Técnicas, Composição, a Cor e o Preto e Branco, Motivos e Exercícios

Figura 34 – Gato preto em fundo preto. Destaque para olhos, bigode e textura
Fonte: iStock/Getty Images

Por isso, quando a imagem possui uma maior concentração de cores análogas
na composição, é de extrema importância que as superfícies possam ter destaque
em sua textura. A textura, além de estabelecer uma conexão tátil com o observador,
auxilia na produção de volumes na foto.

Experimente fotografar as mais variadas texturas urbanas, compondo um acervo e treinando


Explor

seu olhar.

Outros Elementos e Princípios de Design


A fotografia já se posicionou como uma área sem limitações para a criatividade.
Ampliando seu repertório em design, você produzirá interessantes resultados que,
ao longo do tempo, podem se tornar habituais e, até mesmo, sua assinatura.
Jones (2005) esclarece que os elementos e princípios de design, quan-
do aplicados, provocam efeitos direcionados, tais como:

• Silhueta (ou contorno): é a etapa que define os volumes e importância de


cada parte de uma composição, mesmo quando não haja cores ou iluminação
suficientes para isso.

Figura 35 – Menina olhando o pôr do sol


Fonte: Acervo do Conteudista

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• Equilíbrio: já vista a importância das linhas guia, o equilíbrio é proposto não
apenas por esse recurso, como também pela destruição dos assuntos a partir
da regra dos terços e da razão áurea.
• Proporção: “é a forma como relacionamos visualmente todas as partes
individuais de um todo. Isso se dá quando medimos – não necessariamente
com uma fita métrica, mas, com os olhos” (JONES, 2005, p. 109).

Figura 36 – Gato no telhado


Fonte: Acervo do Conteudista

Na foto acima, o ponto de atenção é o menor na cena como um todo, porém,


centralizado à imagem e em cor contrastante, ele ganha destaque, mesmo sendo
de proporções muito menores.
• Simetria: a simetria remete ao equilíbrio e à sensação de estabilidade na
foto. Não apenas pela destruição das etapas da composição, mas também
em suas cores, concentração de elementos, linhas, luzes e sombras. Não sig-
nifica, necessariamente, uma imagem fatiada em partes idênticas, mas sim,
uma imagem que se distribui de forma harmônica.

Figura 37 – retrato de menina. Distribuição centralizada


do assunto com luz e sombra em volumes equilibrados
Fonte: Acervo do Conteudista

• Escala: ao aproximar um assunto da câmera e distancia-lo das demais partes


da composição, é inevitável que este assunto ganhe mais importância que o

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UNIDADE Técnicas, Composição, a Cor e o Preto e Branco, Motivos e Exercícios

restante da cena, sobretudo se ele tiver a totalidade de foco. Além disso, o


ponto de vista de registro da cena poderá provocar distorções de tamanho,
sugerindo que o assunto pareça ainda maior e mais importante. A escala
também pode ser de iluminação ou cores.

Boneca fotografada como uma pessoa. Escala sugere o tamanho de um ser humano.
Explor

https://goo.gl/pw66Y4
Escala e perspectiva. Boneco sugere dimensões humanas em primeiro plano.
https://goo.gl/atcJMv

• Perspectiva: a ideia de perspectiva é que as linhas da imagem nos direcionem


a um ponto de fuga. Não necessariamente centralizado, mas cujas linhas
possam conduzir o olhar do expectador a uma direção orientada.

Figura 38 – Escadaria com ideia de subida


até o último degrau. Simetria e perspectiva
Fonte: Acervo do Conteudista

• Ritmo e repetição: conceitos que trabalham juntos e são oriundos da música


para retratar como os elementos mais fracos e fortes se sucedem. Enquanto a
repetição provoca sensação de continuidade ou infinito, o ritmo leva os olhos
a seguir a movimentação almejada na cena.

Figura 39 – Ritmo e repetição na foto das ergométricas


Fonte: iStock/Getty Images

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• Movimento e energia: a captura de movimentos nas fotos sugere ação e
transmite energia. Enquanto as altas velocidades de obturação congelam os
movimentos, o longo tempo de exposição captura seus rastros. Pessoas,
veículos, animais e água são frequentemente fotografados em movimento,
porém, você pode provocar a sensação de inquietação e quebrar a ideia
estática fotografando composições em linhas que parecem se mover.

Figura 40 – Linhas de uma torre sugerindo energia em assunto estático


Fonte: iStock/Getty Images

Figura 41 – Cabelo em movimento


Fonte: Acervo do Conteudista

Figura 42 – Salto na água


Fonte: Acervo do Conteudista

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UNIDADE Técnicas, Composição, a Cor e o Preto e Branco, Motivos e Exercícios

A Fotografia em Preto e Branco


A fotografia em preto e branco sugere poéticas que vão além das cores.
Justamente por serem compostas de contrastes entre as variadas concentrações de
cinza imagem (partindo do branco absoluto e chegando ao preto total), o encanto
se faz em notar que existe beleza mesmo onde não há cores.

A dramaticidade dos registros em preto e branco já era vista no início da história


da fotografia e perdurou por longa data nos registros históricos dos grandes feitos
da humanidade. Grandes nomes da fotografia mundial tiveram (e ainda têm) na
moda um vasto campo de trabalho, assim como também nas inesgotáveis áreas da
fotografia.

O Guia da Fotografia Digital (2016) propõe que mesmo havendo inúmeras pos-
sibilidades de edição após a foto, você pode tentar registrar o momento em preto
e branco a partir da própria câmera, através da função monocromática ofertada
pelo equipamento. Isso lhe dará melhor controle sobre a percepção de áreas claras
e escuras a serem realçadas na imagem.

Se ainda assim você desejar editar a foto após o registro, prefira utilizar as
ferramentas de edição a partir dos seguintes passos: retire a saturação da imagem
e, em seguida, aplique níveis elevados de contraste. Você também poderá controlar
a intensidade das sombras.

O que vale é a experimentação, conferindo leitura para todas as partes da


imagem como texturas e volumes.

Figura 43: ensaio pré casamento. Predominância


de brancos, indicando leveza e suavidade
Fonte: Felipe Paludetto Fotografia

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Figura 44 – Retrato de menina. Predominância Figura 45 – Retrato de filhote. Predominância de
de pretos, indicando dramaticidade brancos e textura, indicando conforto
Fonte: Acervo do Conteudista Fonte: Acervo do Conteudista

Sugestão de Exercícios
Fotografar é como dirigir ou praticar um esporte. As teorias irão preparar
você para assumir o controle das mais variadas situações, porém, a prática não
pode ser substituída por nenhuma teoria.

Portanto, para que esse conteúdo seja assimilado de maneira eficaz, a melhor
atitude é praticar a partir dele, somando às variadas regras de composição em
busca de resultados atraentes.
Como já foi dito no início desse material, as regras não estão aqui
necessariamente para serem seguidas, mas sim para servir de suporte e referencial
inicial até que você encontre subsídios suficientes para treinar seu olhar em busca
de um estilo próprio de trabalho, criando suas próprias diretrizes. Que tal tentar
explorar o mundo ao seu redor?
Exercício 1

Procure andar pela rua para encontrar uma cena urbana que lhe chame a
atenção. Prédios e partes da arquitetura servirão de subsídio. Faça a mesma foto
nas opções cores e também monocromático. A seguir, faça a mesma foto a partir
de um diferente ponto de vista (de baixo para cima e pela lateral, por exemplo). Ao
final, compare todas as fotos realizadas e analise os resultados.

Exercício 2

Busque uma escada onde possa colocar uma pessoa posando para você.
Posicione o modelo sentado no primeiro degrau, no meio e ao final da escada.
Tente realizar o exercício com dois diferentes tipos de objetiva (sugiro uma grande

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UNIDADE Técnicas, Composição, a Cor e o Preto e Branco, Motivos e Exercícios

angular, entre 12 mm e 24 mm e uma estilo olho humano entre 50 mm e 70 mm).


Perceba as diferenças de proporção, escala e distanciamento que cada objetiva
necessita para o registro da mesma imagem. Analise os resultados.

Exercício 3

Escolha uma parede, muro, ou qualquer superfície que contenha a impressão de


linhas horizontais. Coloque uma modelo feminina usando um vestido ou saia que
possa ser rodado enquanto ela gira. Realize essa foto em uma distância suficiente
para que você possa cortá-la depois. Experimente pelo menos três tipos de corte
(modelo à esquerda, ao centro e à direita). Após a seleção de qual foto mais gosta,
converta a imagem para preto e branco. Analise os resultados.

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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

Sites
Razão Áurea e regra dos terços
https://goo.gl/9RyU4d
Um histórico rápido da fotografia de moda
https://goo.gl/XosnZ5

Vídeos
Como aprimorar seu olhar fotográfico
https://youtu.be/JKjzN4EXXPs
Enquadramento na fotografia
https://youtu.be/ktKvypXcbGQ
Resumo sobre as regras de composição
https://youtu.be/cH-Y5xKs158

Leitura
A cor na fotografia em preto e branco Como uma flagrante manifestação cultural
https://goo.gl/pyxgGK
Composição fotográfica
https://goo.gl/P6Hz6x

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UNIDADE Técnicas, Composição, a Cor e o Preto e Branco, Motivos e Exercícios

Referências
CANON COLEGE disponível em http://college.canon.com.br/

DUBOIS, Philippe. O ato fotográfico e outros ensaios. 14.ed. São Paulo:


Papirus, 2012.

ECO, Umberto. História da beleza. Rio de Janeiro: Record, 2010.

FABRIS, A. O desafio do olhar: fotografia e artes visuais no período das vanguardas


históricas. v.1. São Paulo: Martins Fontes, 2011.

GENERICO, TONY. Estúdio - fotografia, arte, publicidade e splashes. Santa


Catarina. Editora Photos, 2011.

GUIA CURSO DE FOTOGRAFIA: fotografia básico. São Paulo: On Line, 2016.

GUIA FOTOGRAFIA DIGITAL. São Paulo: On Line, 2016.

GUIA DE FOTOGRAFIA PARA INICIANTES. 1 ED. São Paulo: Editora Europa,


2014. Fashion Design – manual do estilista. São Paulo: Cosac Naify, 2005.

QUEIROZ, Rosania M. Razão áurea: a beleza de uma razão surpreendente. Trabalho


apresentado ao Programa de Desenvolvimento Educacional. UEL, Londrina: 2007.

RAMALHO, JOSÉ ANTONIO. Escola de fotografia - o guia básico, da técnica


a estética. Elsevier Editora, 2013.

TRIGO, THALES. Equipamento fotográfico: teoria e prática 2.ª Ed. Revista e


Ampliada. São Paulo. Ed. Senac, 2012.

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