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Automação e Robótica PLT – PROGRAMA DO LIVRO TEXTO

Vol. , Nº. 2, Ano 2011

autor Sensores de Proximidade


Benicio Francisco dos Santos Filho
roboticamanufaturaflexivel@gmail.com

RESUMO

Com a finalidade de efetuar o controle do sistema de produção, são


colocados sensores na planta industrial para monitorar e indicar as condições
do processo. Para garantir esse controle, o sensor trabalha em conjunto com
outros equipamentos e dispositivos.

Palavras-Chave: produtividade, qualidade, repetibilidade, automação dos


processos, face sensora, histerese, fator de correção.

Anhanguera Educacional S.A.


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Instituto de Pesquisas Aplicadas e
Desenvolvimento Educacional - IPADE
Artigo Original / Informe Técnico / Resenha
Publicação: Fevereiro de 2011

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2 Automação e Robótica – Sensores de Proximidade

1. INTRODUÇÃO

Um sensor pode ser definido como um dispositivo que altera a sua característica física
interna devido a um fenômeno físico externo tais como: campo magnético, campo
elétrico, existência ou ausência de luz, etc. Os sensores são elementos provedores de
informação para os sistemas de automação industrial sendo utilizados, por exemplo, para
medição, para a verificação de posição, para a identificação de peças.

Existem vários tipos e modelos de sensores; especificamente, abordaremos


sensores utilizados no controle de processos discretos, que contribuem no controle de
variáveis lógicas ou sinais binários, ou seja, sensores de proximidade usados em geral,
para detectar a presença de objetos.

2. SENSORES DE PROXIMIDADE

São componentes eletrônicos capazes de detectar a aproximação de um objeto sem a


necessidade de contato físico entre o sensor e o acionador, aumentando a vida útil do
sensor por não possuir peças móveis sujeitas a desgastes mecânicos.

Os sensores de proximidade, on/off, são utilizados em larga escala para detectar a


presença ou a ausência de um objeto.

2.1. Sensor de proximidade indutivo

Figura_1 LABMETRO – UFSC. Diversos tipos de Sensor de Proximidade Indutivo.

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A principal aplicação é a detecção de objetos metálicos, pois o campo emitido é


eletromagnético. A figura_2 a seguir mostra o primeiro estágio do sensor indutivo:

Figura_2 LABMETRO – UFSC – 1º estágio.

Podem ser blindados e não blindados o que faz com que o campo
eletromagnético se concentre em frente ao sensor, ou então, que o campo eletromagnético
tenha um alcance maior, respectivamente, conforme figura_3.

Figura_3 LABMETRO – UFSC - Sensor blindado X Sensor não blindado

Princípio de funcionamento

O seu princípio de funcionamento consiste de uma bobina sobre um núcleo de ferrite, um


oscilador, um circuito de disparo de sinais de comando e um circuito de saída, conforme
figura_4 a seguir:

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Bobina Oscilador Demodulador Detector de Nível Amplificador

Figura_4 Os estágios que compõem o sensor de proximidade indutivo BALLUFF.

Assim, quando o alvo metálico (peça) vai se aproximando de um sensor


indutivo, essa peça metálica vai absorvendo a energia gerada pelo oscilador. Ao atingir a
distância sensora nominal real, o dreno de energia faz cessar a oscilação do oscilador
causando a comutação da saída, conforme ilustra a figura_5 a seguir:

Figura_5 LABMETRO – UFSC – Atingindo a Distância Sensora Nominal (DSN)

Alvo padrão

Salientamos que o alvo padrão utilizado para definir a distância sensora nominal
é feito de aço carbono St 37 na forma de uma plaqueta quadrada com 1 mm de espessura,
com comprimentos dos lados iguais ao diâmetro da face ativa ou três(3) vezes o alcance
nominal, o que for maior.

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Figura_6 LABMETRO – UFSC – Aferição da distância sensora nominal.

Fator de correção

Assim, torna-se importante definir o Fator de Correção, usado para determinar o


alcance, ou seja, a distância sensora nominal quando se trata de detectar outros materiais,
tendo como referencial o aço carbono St 37(padrão), conforme tabela_1.

Material Fator de Correção aproximado


Aço Carbono St 37 1,0 x DSN
Aço Inoxidável 0,85 x DSN
Latão 0,50 x DSN
Alumínio 0,45 x DSN
Cobre 0,40 x DSN
Tabela_1 Valores aproximados de distância sensora nominal de acordo com o material.

Histerese

Outro ponto interessante a ser observado é a Histerese apresentada pelo sensor.


É a diferença entre a distância a qual o sensor é ativado quando dele se aproxima o objeto,
e a distância a qual é desativado quando dele se afasta o mesmo objeto, (figura_7). Devido
a essa distância linear entre os pontos de ativação e de desativação, a amplitude de
vibração deve ser menor que a faixa de histerese para evitar oscilação.

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Figura_7 Sensor de proximidade indutivo da COEL.

Portanto, para um sensor, os principais parâmetros de escolha são:

• Invólucro – metálico ou plástico

• Alcance nominal

• Tipo de chaveamento de saída NPN ou PNP / NA ou NF

• Alimentação CA ou CC

Esquemas dos circuitos de saída em alimentação CC, com configuração NPN e


PNP respectivamente (figura_8)

Figura_8 Os estágios de saída a três fios de sensor de prox. indutivo DC - BALLUFF

Instalação

A montagem em superfícies metálicas e lado a lado, permite a montagem dos


sensores com a superfície ativa faceada à superfície metálica. Os sensores não blindados

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necessitam de uma zona livre de metal em torno da face ativa (figura_9). A montagem
não faceada (figura_10) é feita de forma que não possuam superfícies metálicas próximas
à superfície ativa (superfície livre). Por esta razão podem operar, em comparação a
sensores de montagem faceada, com distâncias sensoras maiores.

Figura_9 Montagem faceada Figura_10 Montagem Não-faceada

Ligação série Ligação Paralelo

Figura_11 Ligação Série, limitação pelo Figura_12 Ligação Paralelo, saídas desacopladas

valor total da queda de tensão com diodos para evitar acionamento simultâneo

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Aplicações(figuras 13 e 14)

Figura_13 LABMETRO –Aplicação em uma esteira Figura_14 LABMETRO – Aplicação


em um torno.

Questionário

Sensor de Proximidade Capacitivo

Descreva resumidamente:

1º) O primeiro estágio (face sensora)

2º) O princípio de funcionamento

3º) Alvo Padrão

4º) Fator de Correção e respectiva tabela

5º) Tipo de chaveamento de saída

6º) Aplicação

7º) Instalação

Sensores de Proximidade Fotoelétricos

1º) O primeiro estágio (face sensora)

2º) O princípio de funcionamento

3º) Alvo Padrão

4º) Fator de Correção e respectiva tabela

5º) Tipo de chaveamento de saída

6º) Aplicação

7º) Instalação

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3. BIBLIOGRAFIA

BALLUFF SENSORES, São Paulo, Brasil.

COEL, São Paulo, Brasil.

ESHED ROBOTEC, Tel Aviv, Israel.

LABMETRO – UFSC, Santa Catarina, Brasil.

SENAI ANCHIETA, São Paulo, Brasil.

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