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RELATÓRIO-AVALIAÇÃO

NOME DO ALUNO: Elias Rodrigues de Paula

DISCIPLINA: Prática do Ensino Fundamental

NOME DO PROFESSOR: Jefferson Bento de Moura

TEMA DA UNIDADE: Estágio e Docência

PERÍODO: 2020/1

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SÍNTESE DAS AULAS:

 Aula 6 – Porquê o estágio para quem já exerce o Magistério: uma


proposta de formação contínua
Muitos que já exercem o magistério pergunta o motivo de também terem de fazer
o estágio. O capítulo reflete sobre a questão que vem ficando cada vez mais frequente nos
cursos de formação de professores: o retorno de professores experientes a sala de aula na
universidade e o início do exercício do magistério antes do término da licenciatura.
Para quem exerce o magistério estágio é tido como uma oportunidade de reflexão
da prática docente. O profissional do magistério que se vê diante do estágio
supervisionado e o curso de formação docente precisa em primeiro lugar, compreender o
sentido e os princípios dessa disciplina, que, neste caso assume o caráter de Formação
continua tendo como ideia base, emancipação humana. Nesse processo encontram
possibilidade para ressignificar suas identidades profissionais pois essas não são algo
acabado: estão em constante construção, a partir das novas demandas que a sociedade
coloca para a escola e a ação docente. O espaço de reflexão propiciado pelo estágio
possibilita a superação das dificuldades, quando afirma que o professor não percebe
quando a gente deixa as articulações entre as mudanças no mundo do trabalho, as políticas
e as práticas educacionais.
A importância de estudar a vida e a cultura docente tem sido amplamente apontada
por alguns estudiosos: Tardif (2002) considera a natureza social do conhecimento do
trabalho dos professores, valorizando seus saberes cotidianos e a construção de sua
identidade. Pimenta (2002) considera a possibilidade de um professor pesquisar e
produzir conhecimento a partir da própria prática. Assim o estágio se configura para quem
já exerce o magistério, como espaço de reflexão de suas práticas, a partir das teorias, de
Formação contínua, de ressignificação de saberes docentes e de produção de
conhecimento.
Consideraremos o estágio como espaço de Formação contínua e desenvolvimento
profissional, assentado em três eixos o conceitual o metodológico e o político. Eixo
conceitual tem a reflexão como base do estágio, onde o professor tem a possibilidade de
se reconhecer como sujeito que não apenas reproduz o conhecimento, mas também pode
tomar o próprio trabalho de sala de aula e um espaço docente e de transformação humana.
É na ação refletida e no redimensionamento de sua prática que o professor pode ser agente
de mudanças na escola e na sociedade. Eixo metodológico: o estágio caminha da
metodologia como recurso a metodologia como postura. A proposta metodológica para a
formação continuada precisa dar o salto de operação dos recursos metodológicos para
uma postura metodológica fundado em três pilares: A análise da prática docente, a relação
teoria-prática e o trabalho docente nas escolas como categoria principal dessa atividade.
O sistema de ensino deve incluir em suas políticas de formação continuada as
ações de desenvolvimento profissional e qualificação docente, dimensão esta adicionada
as apontadas por Libâneo (2001), que considera a formação incluída na jornada de
trabalho e nas ações promovidas pela secretaria de educação em forma de programas. A
proposta é que o estágio para quem já exerce o magistério poderá ser considerado como
um processo de formação continua possibilitando que os professores percebam essas
atividades como aprendizagem da profissão e como exercício do direito de fazer sua
formação em serviço. O estágio supervisionado para quem já exerce o magistério pode
ser uma circunstância de reflexão, de Formação contínua e de ressignificação de saberes
da prática docente, se tivermos a coragem de enfrentar os desafios.

 Aula 7 - O estágio nas disciplinas específicas: contribuições da didática


O seguinte texto propõe refletir sobre o papel das disciplinas pedagógicas,
principalmente da didática no ensino dos conteúdos específicos. A didática diz das
finalidades do ensinar sobre os pontos de vistas: político-ideológico; éticos;
psicopedagógicos e propriamente didáticos.
O trabalho docente com os conteúdos específicos por sua vez se efetiva especialmente
na gestão pedagógica da sala de aula.
Antes de ser profissional do magistério selecionar uma determinada disciplina, o
professor é uma pessoa que tem as marcas de sua história de vida e de sua experiência
individual e coletiva ponto de muitas vezes não está claro para ele nem para a instituição
a que pertence é o papel da educação na busca da transformação e da humanização do ser
humano.
Pode ser afirmar que a educação é um processo natural" que ocorre na sociedade
humana pela ação de seus agentes sociais como um todo, configurando-se uma sociedade
pedagógica. Em síntese, o objetivo do pedagógico se configura na relação entre os
elementos da prática educativa: o sujeito que educa, o educador e os contextos em que
ocorrem. O estágio como espaço de formação e de construção da identidade precisa ter
uma dimensão de compreensão Ampla em que estejam presentes as escolas e a sua
organização social do trabalho docente a sala de aula.
Estudar na sala de aula como espaço de conhecimento compartilhado vem se
tornando uma necessidade pedagógica indispensável para a compreensão dos processos
de ensinar e de aprender. Com seu saber sua cultura individual e coletiva o professor leva
para sala de aula sua história de vida e sua visão de mundo.
Tardif (2002, p. 31) afirma que "parece banal, mas um professor é, antes de tudo,
alguém que sabe alguma coisa e cuja função consiste em transmitir esse saber para os
outros". No entanto, a maneira como trabalha esse saber na sala de aula carrega as marcas
das reflexões que faz no decorrer de sua profissão e de sua vida. A relação entre a didática
e as didáticas específicas, como examinada neste capítulo, acontece mais especificamente
na sala de aula, compreendida esta em todo o entorno pedagógico e político no qual se
situa.
Aula 8 - Estágio supervisionado e tecnologias digitais da informação e
comunicação em cursos de licenciatura
A reflexão sobre as mudanças sociais que interferem nas expectativas em relação
ao papel da escola e formação de professores, ela é situada em um espaço de tempo para
refletir sobre os desafios postos ao desenvolvimento da profissão.
Os cursos de Licenciatura em que se processa a formação inicial de professores
estão situados em cenários de mudanças sociais marcadas, de forma cada vez mais
intensa, por elementos que articulam o desenvolvimento técnico e científico aos valores
e princípios de uma sociedade que historicamente tem se pautado na "economizarão e
monetarização da vida". A relação entre estes elementos produz transformações nas
formas com que nos relacionamos com o cotidiano, o tempo e o conhecimento, conosco,
com o outro e com a totalidade.
O autor nos traz algumas das principais mudanças da Sociedade Contemporânea:
Globalização/mundialização da economia; Acentuação da competitividade internacional;
Modificações nos padrões de produção consumo; Redução do papel do Estado em relação
a responsabilidades sociais políticas públicas para a educação, saúde e previdência;
Desenvolvimento tecnológico estimulando o surgimento de novos hábitos de consumo e
indução de novas necessidades. Essas são apenas algumas das inúmeras mudanças na
sociedade contemporânea, que afetam o processo de formação de novos profissionais da
Educação.
Como é possível perceber, as mudanças apontadas pelo autor se processam de
forma articulada, como uma rede em que cada transformação afeta o todo das relações. A
leitura crítica do contexto demanda dos cursos de formação de professores uma reflexão
sobre si mesmos e um repensar sobre a escola e a forma como se organiza; sobre os
compromissos político pedagógicos em que se pautam suas ações; além dos fundamentos
epistemológicos a partir dos quais constrói seu currículo.
A educação, conforme Almeida e Pimenta (2010, p. 18-19), é uma atividade
exclusiva do humano e ocorre entre os seres humanos, com dupla e simultânea finalidade
de, ao mesmo tempo que insere os novos humanos na sociedade humana existente,
constrói-os em sua subjetividade. Assim, as tecnologias fazem-se presentes em nosso
cotidiano e alteram a forma como percebemos o mundo e nele atuamos, estimulando a
criação de outros artefatos e métodos para fazermos frente aos limites postos por nossa
condição humana.
É possível compreender que a utilização das tecnológicas em sala de aula ainda é
um processo que se encontra em uma fase inicial de desenvolvimento. E preciso mudar a
cultura do pensar tradicional que ainda valoriza a aula em que o professor sistematiza o
conhecimento e o entrega pronto ao aluno. Assim, torna-se emergente a necessidade de
elaboração e socialização de práticas educativas que permitam aos educadores pensarem,
de forma situada, em estratégias que possibilitem articular tecnologia e formação tendo
como horizonte o compromisso com a emancipação dos sujeitos.
Aula 9 – Estágio: Avanço teóricos e práticos – um diálogo com diferentes
autores
Em Estágio e Docência, Pimenta e Lima (2010) tratam do estágio em um contexto da
formação do professor, a meu ver, capaz de abarcar a amplitude e abrangência da potencialidade
formativa do estágio, tal como sugere Lima (2012). Uma formação não mais fundamentada na
racionalidade técnica, mas em outra lógica de formação profissional que reconhece professores e
futuros professores como sujeitos de conhecimento e que considera que as transformações das
práticas docentes só se efetivarão se o professor ampliar sua consciência sobre a própria prática,
a de sala de aula e a da escola como um todo, o que pressupõe os conhecimentos teóricos e críticos
sobre a realidade.
A diferentes concepções de professor que os cursos buscam formar, correspondem
também diferentes concepções de estágio neles desenvolvido. A cada concepção de
professor, corresponde uma determinada teoria do conhecimento e da sua transmissão e
aprendizagem e uma concepção própria da relação entre teoria e prática.
A concepção de professor intelectual crítico reflexivo considera que a atividade
docente é práxis (cf. Pimenta, 2009, p. 83). Na práxis, prática e teoria (ação e intenção)
não se separam; é essa característica que permite compreendê-la como interferência no e
sobre o real, como possibilidade de transformação daquilo que se almeja mudar (cf. Lima,
2012). Daí a necessidade de que, ao desenvolver o estágio, se tenha uma ideia clara a
respeito da concepção de professor que se quer formar.
A concepção do professor como intelectual crítico e reflexivo, conforme
Contreras (2002), Pimenta (2005; 2008), Ghedin (2008) e Zeichner (2008), vai ao
encontro de orientações para a formação docente oriundas de pesquisas que procuram
olhar a formação do professor tendo o estágio como elemento central dessa formação.
As autoras Oliveira e Manrinque (2008) e Lüdke e Manrinque (2008) também
ressaltam a importância das relações colaborativas, interativas e dialógicas para o
processo formativo dos professores. Oliveira e Manrinque (2008), ao investigarem como
estão sendo concebidas e desenvolvidas as atividades de estágio curricular supervisionado
nos cursos de Licenciatura em Matemática, de modo a minimizar o abismo existente entre
teoria e prática, analisam a proposta de estágio curricular supervisionado de duas
instituições de Ensino Superior privadas e consideram que o desenvolvimento de projetos
de Estágio Supervisionado focado na superação do trabalho hierarquizado e solitário entre
estagiários, professores formadores e professores da escola-campo de estágio,
caracterizado na formação colaborativa entre eles, pode contribuir para uma atitude
questionadora e para a construção de saberes sobre a docência.
BIBLIOGRAFIA PERTINENTE:

PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Maria Socorro Lucena Lima. Porque o Estágio para quem
exerce o Magistério: Uma Proposta de Formação Continuada. In: Estágio e docência. 2ª Parte -
Capítulo II. 8. Ed. – São Paulo: Cortez, 2017.

PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Maria Socorro Lucena Lima. O estágio nas Disciplinas
Específicas: Contribuições Didáticas. In: Estágio e docência. 2ª Parte - Capítulo III. 8. Ed. – São
Paulo: Cortez, 2017.

PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Maria Socorro Lucena Lima. Estágio Supervisionado e
Tecnologia Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) em cursos de Licenciaturas. In:
Estágio e docência. 3ª Parte - Capítulo III. 8. Ed. – São Paulo: Cortez, 2017.

PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Maria Socorro Lucena Lima. Estágio: Avanços Teóricos e
Práticos: Um diálogo com Diferentes Atores. In: Estágio e docência. 3ª Parte - Capítulo IV. 8. Ed.
– São Paulo: Cortez, 2017.

COMENTÁRIOS DO ALUNO:

O fato de transformar o estágio em uma formação contínua para aqueles que já


exercem o magistério, faz com que estes tenham mais motivação em realizar seus
estágios. Além de que, como é descrito, estes podem auxiliar seus colegas do curso,
quanto a prática docente.

A disciplina de Didática tem seu esforço em desenvolver uma metodologia que


ajude não só quem está em cursos de Licenciatura, mas todos que estão em cursos ondem
o ensinar é a principal tarefa. O capítulo aborda principalmente qual é o lugar das
tecnologias digitais da informação e comunicação no estágio supervisionado dos cursos
de licenciatura. O autor traz ainda uma realidade de muitas escolas onde os professores
não possuem liberdade para o uso das tecnologias dentro da sala de aula, algumas vezes
proíbem o uso de tecnologia dentro de sala de aula enquanto o professor precisa fazer o
uso destas, criando uma contrariedade entre a permissão e proibição. Muitas escolas tem
as chamadas “Salas de Informáticas”, e a maioria delas, não tem um planejamento de
utilização das mesmas.

Concluindo com uma proposta de análise dos Estágio Supervisionado, junto dos
professores formadores e professores da escola-campo de estágio, colaborando para uma
ação de atitude questionadora e construção de saberes da docência.

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