Você está na página 1de 46

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO – FAVENI

FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA EDUCAÇÃO


AMBIENTAL

ESPIRITO SANTO
A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Fonte: www.pensamentoverde.com.br

A Educação Ambiental há poucas décadas discutidas no Brasil, vem assumindo


novas dimensões a cada ano, principalmente pela urgência de reversão do quadro de
deterioração ambiental em que vivemos, efetivando práticas de desenvolvimento
sustentado e melhor qualidade de vida para todos e aperfeiçoando sistemas de
códigos que orientam a nossa relação com o meio natural. Trata-se de compreender
e buscar novos padrões, construídos coletivamente, de relação da sociedade com o
meio natural.
No campo escolar a Educação Ambiental está presente nas Propostas
Curriculares do Ensino Fundamental de 21 estados brasileiros, cuja Proposta
Curricular de Ciências tem como eixo norteador o meio ambiente e está presente
também nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) como tema transversal,
perpassando todas as disciplinas do currículo. Pressupõe a discussão de questões
éticas, ecológicas, políticas, econômicas, sociais, legislativas e culturais.
O Tratado da Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e
Responsabilidade Global (FÓRUM INTERNACIONAL DAS ONGs, 1995) reconhece a
educação como direito dos cidadãos, defendendo a educação transformadora. Este
documento reflete a trajetória da educação ambiental considerada um processo de
aprendizagem permanente, baseado no respeito a todas as formas de vida e na
afirmação de valores e ações que contribuam para as transformações sócio-
ambientais exigindo responsabilidades individual e coletiva, local e planetária. A
educação ambiental para a sustentabilidade na perspectiva transformadora é a
referência, neste documento, para a construção de sociedades socialmente justas e
ecologicamente equilibradas: sociedades sustentáveis. A educação ambiental para a
sustentabilidade, ali anunciada é uma educação política de caráter democrático,
libertador e transformador.
Reigota (1995) já destacava o caráter político da educação ambiental em: uma
educação política, fundamentada numa filosofia política, da ciência da educação
antitotalitária, pacifista e mesmo utópica, no sentido de exigir e chegar aos princípios
básicos de justiça social, buscando uma “nova aliança” (Prigogine & Stengers) com a
natureza através de práticas pedagógicas dialógicas. (REIGOTA, 1995, p.61).
Podemos dizer que a educação como uma ação política – discussão já
consolidada na educação - decorre da constatação de sua intencionalidade e da
impossibilidade de sua neutralidade. Portanto, como atividade da prática social, a
educação e, portanto, a educação ambiental são eminentemente políticas, o que não
quer dizer necessariamente críticas e transformadoras, podendo ser também, porque
políticas, não-críticas e reprodutoras. Desta forma, a educação crítica situa-se no
horizonte da ação política da educação se voltada para a transformação social, como
reflete Guimarães (2004, p.25): “Senti necessidade de resignificar a educação
ambiental como “crítica”, por compreender ser necessário diferenciar uma ação
educativa que seja capaz de contribuir com a transformação de uma realidade que,
historicamente, se coloca em uma grave crise socioambiental”.
Se a educação ambiental é uma ação política, ela exige posicionamento. Isso
significa que o pensar e o agir educativo ambiental trazem diferenças conceituais.
Essas diferenças podem ser sintetizadas em alguns grandes grupos: a educação
ambiental como promotora das mudanças de comportamentos ambientalmente
inadequados – de fundo disciplinatório e moralista; a educação ambiental para a
sensibilização ambiental – de fundo ingênuo e imobilista; a educação ambiental
centrada na ação para a diminuição dos efeitos predatórios das relações dos sujeitos
com a natureza – de caráter ativista e imediatista; a educação ambiental centrada na
transmissão de conhecimentos técnico científicos sobre os processos ambientais - de
caráter racionalista e instrumental; e a educação ambiental como um processo
político, crítico, para a construção de sociedades sustentáveis do ponto de vista
ambiental e social - a educação ambiental transformadora e emancipatória.
O caráter político da educação – e da educação ambiental – implica em
reconhecer que cada uma dessas abordagens conceituais tem referenciais
epistemológicos, filosófico políticos e pedagógicos que precisam ser explicitados
como orientadores das práticas educativas. Este ensaio elege para análise a
educação ambiental crítica, transformadora e emancipatória que, segundo
compreende, cumpre seu papel educativo de formação - plena, crítica e reflexiva – do,
como definiu Carvalho (2004), “sujeito ecológico”.
Para introduzir a tematização do ambiente que, segundo Grün (1996), foi
esquecido na educação moderna, tomemos da Política Nacional de Educação
Ambiental instituída pela Lei no 9.795/99 uma definição bastante precisa de educação
ambiental: Art. 1º “Entende-se por educação ambiental os processos por meio dos
quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos,
habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente,
bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua
sustentabilidade” (BRASIL, 1999).
Tomemos o “interesse comum” como ponto de partida para a tematização do
ambiente na educação ambiental na perspectiva crítica. As práticas sociais e
pedagógicas em torno da questão ambiental como objeto de interesse coletivo,
também foram tratadas por Brandão (2005) na forma de “comunidade aprendente”,
como princípio pedagógico na organização da educação:
Alguns pesquisadores de pedagogia têm procurado mesmo compreender de
uma outra maneira o próprio processo do ensinar-e-aprender. Podemos com eles
partir da idéia de que a menor unidade do aprender não é cada pessoa, cada aluno,
cada estudante tomado em sua individualidade. Ela é o grupo que se reúne frente à
tarefa partilhada de criar solidariamente seus saberes. É a pequena comunidade
aprendente, através da qual cada participante ativo vive o seu aprendizado pessoal.
(BRANDÃO, 2005, p. 90).
Criar, coletiva e solidariamente os saberes para compreender nossa relação
com o ambiente rumo à sustentabilidade nos leva a identificar um outro princípio da
educação ambiental crítica: a participação social. Este princípio foi estudado por
Jacobi (2005): A participação deve ser um eixo estruturante das práticas de educação
ambiental e, considerando o quadro de agravamento cotidiano da crise ambiental,
esta representa um instrumento essencial para a transformação das relações entre
sociedade e ambiente (JACOBI, 2005, p.233).
Se a educação ambiental compreendida na abordagem crítica é uma ação
política que, para contribuir na transformação social tem os princípios de cooperação,
coletividade e participação como norteadores do processo educativo, esta educação
ambiental refere-se a transformação das relações dos homens entre si e deles com o
ambiente no sentido concreto e histórico, portanto, é preciso compreendê-la para
muito além do consenso. Loureiro (2004) considera que: a demarcação de distintos
“campos ambientais” relevante e urgente, em função do contexto alienante e
individualista em que vivemos e da necessidade de os educadores ambientais se
motivarem e se estimularem diante dos desafios, levando-nos a estudar e pesquisar
cada vez mais, com rigor e capacidade crítica. È absolutamente crucial para a
concretização de um novo patamar societário que a produção em educação ambiental
aprofunde o debate teórico-prático acerca daquilo que pode tornar possível ao
educador discernir uma concepção ambientalista e educacional conservadora e
tradicional de uma emancipatória e transformadora, e as variações e nuances que
ambas se inscrevem problematizando-as, relacionando-as e superando-as
permanentemente (LOUREIRO, 2004, p. 139).
Desta forma, compreendendo a educação ambiental a partir das diferentes
abordagens teórico-práticas, formuladas e praticadas por diferentes grupos sociais,
com interesses contraditórios, histórica, social e politicamente determinados, este
ensaio traz para discussão a educação ambiental crítica, transformadora e
emancipatória, entendendo ser o pensamento marxista seu referencial teórico-prático.
Assim, para compreender a educação ambiental nesta perspectiva, o texto apresenta
uma breve reflexão sobre o referencial marxista e sua importância na formulação da
pedagogia crítica para, a seguir, argumentar a favor de uma pedagogia crítica para a
educação ambiental.
O FUNDAMENTO DA TEORIA CRÍTICA

Embora a expressão “teoria crítica” tenha sido originalmente usada pela Escola
de Frankfurt, convivemos hoje com um amplo espectro de reflexões filosófico-políticas
abrigadas no que tem sido chamado de “teorias críticas” da educação com algumas
diferenças em suas bases teóricas. Este estudo opta por pensar a pedagogia crítica
desta forma ampliada, a partir do pensamento marxista, seu referencial teórico-
epistemológico.
Consideremos que as teorias da educação referem-se ao processo de
formação humana e a pedagogia, como ciência da e para a educação, refere-se à
compreensão teórica e prática desses processos educativos-formativos, ou seja,
refere-se aos saberes e modos da ação voltados para a formação humana. A teoria
crítica da educação e a pedagogia crítica, então, referem-se a determinadas formas
de pensar o ato educativo e a prática educativa concreta (LIBÂNEO, 1998), tendo as
relações entre a educação e a sociedade como problematização permanente. Neste
sentido, a pedagogia crítica diz respeito à teoria e a prática do processo de
apropriação de conhecimentos, ideias, conceitos, valores, símbolos, habilidades,
hábitos, procedimentos e atitudes para a emancipação dos sujeitos e a transformação
das relações de dominação nas sociedades desiguais.
Na análise e interpretação da realidade histórica em que se insere a educação
e a busca da emancipação e transformação, a pedagogia crítica lança mão do Método
Materialista Histórico Dialético formulado por Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels
(1820-1895) como referencial teórico-metodológico. Nesta perspectiva, as categorias
essenciais para compreensão e para a ação educativa são a totalidade,
concreticidade, historicidade e contraditoriedade. Estas categorias, num movimento -
dialético – orientam a compreensão dos processos educativos, permitindo a
superação da compreensão empírica da educação pela a compreensão concreta.
Trata-se, portanto, de um caminho epistemológico para a interpretação da realidade
histórica e social onde se insere a educação e o tema ambiental. O caráter materialista
e histórico desse referencial teórico (MARX e ENGELS, 1979), do ponto de vista
metodológico de interpretação da realidade, é a compreensão, da forma mais
completa possível (totalidade e concreticidade) pelo movimento do pensamento
(dialética e contraditoriedade), dos fenômenos e dos problemas em estudo.
Neste sentido, movimentar o pensamento dialeticamente, significa refletir sobre
a realidade social e ambiental. Saviani (1991) aponta um caminho epistemológico para
a compreensão da realidade educativa: partir do empírico (a realidade imediata,
aparente) e empreender abstrações (reflexões, teoria) para chegar ao concreto (a
realidade pensada, compreendida). Do ponto de vista metodológico, a diferença entre
o empírico (realidade aparente) e o concreto (realidade pensada) são as abstrações
(reflexões), que tornam mais complexa a compreensão desta realidade.

Nesta perspectiva metodológica, consideremos a educação como formação


humana, como desenvolvimento pleno da pessoa humana definido no pensamento
marxista como “onilateral” (MARX e ENGELS, 1979; MARX, 1993). A onilateralidade
emerge da concepção marxista de homem que tem no trabalho a atividade vital e
essencial humana.

Fonte: www.scrural.sc.gov.br

Neste sentido, a relação homem-natureza - categoria síntese de múltiplas


determinações para a compreensão da educação ambiental - é construída pelo
trabalho. Se o trabalho define a natureza humana, a concepção de homem no
pensamento marxista exige compreender o conceito de trabalho, compreendendo a
essência humana no desenvolvimento histórico. Desta forma, podemos afirmar que,
para Marx: “Tal e como os indivíduos manifestam sua vida, assim o são. O que eles
são coincide, por conseguinte, com sua produção, tanto com o que produzem como
com o modo como produzem” (MARX e ENGELS, 1979, p. 19). Isso nos leva a
acrescentar, na construção da concepção de homem, no modo de produção
capitalista a ideia da sua definição pela divisão do trabalho. Então, se a
onilateralidade, como desenvolvimento pleno da pessoa humana está na base da
concepção marxista de educação (formação humana), no capitalismo a educação
crítica e transformadora diz respeito à superação, concreta e histórica, da condição
de alienação dos homens, resultante da divisão do trabalho.
A onilateralidade, sob a base teórica do pensamento marxista, é considerada
finalidade da educação (ENGUITA, 1989; MANACORDA, 1991). Nos Manuscritos
Econômicos Filosóficos (MARX, 1993) o conceito de onilateralidade é definido como
a apropriação plena do-ser-humano pelo ser humano, um “vir a ser” humano expresso
pela idéia de pessoa humana como ser natural universal, social e consciente:
onilateral.
Ocorre que, sob as condições de dominação da sociedade capitalista, a
onilateralidade da pessoa humana resulta em unilateralidade. Então, a educação,
compreendida como formação humana diz respeito a superação da unilateralidade
pela onilateralidade. Refletindo sobre “o homem onilateral” e a função da educação
na sociedade capitalista, Manacorda (1991, p. 85) afirma: Quanto às implicações
pedagógicas que tudo isso comporta, podem expressar-se, em síntese, na afirmação
de que, para a reintegração da onilateralidade do homem, se exige a reunificação das
estruturas da ciência com as da produção. Não pode, de fato, ter validade nem a
extensão a todos da cultura tradicional no tipo de escola até agora existente para as
classes dominantes, nem a permanência da formação subalterna, até agora
concedida às classes produtivas, através da antiga aprendizagem artesanal ou das
novas formas de ensino unidas à indústria moderna.
No entanto, sob as contradições das relações sociais de dominação a
possibilidade de ser humano não se realiza determinando formas de desenvolvimento
da pessoa humana alienadas e alienantes. Se a pessoa humana caracteriza-se por
sua ação transformadora na natureza é no processo histórico que ela pode ser – ou
não ser - plena de humanidade.
Estamos falando aqui, portanto, de humanização (onilateralidade) e alienação
(unilateralidade). Um dos mais importantes conceitos para a compreensão das teorias
críticas da educação, a alienação diz respeito ao conceito de trabalho alienado. Nas
relações de trabalho do capitalismo, segundo Marx, a alienação emerge da divisão
social do trabalho: a alienação do produto do trabalho e a alienação da atividade do
trabalho. O produto do trabalho ao transformar-se em mercadoria torna-se objeto
estranho – alienado - para o trabalhador e a atividade do trabalho alienado caracteriza-
se pela impossibilidade deste trabalhador tomar decisões sobre a atividade. Podemos
dizer, portanto, que sob as condições sociais de dominação, a alienação é a condição
da pessoa humana, sob as condições de exploração, sem poder de decisão sobre sua
própria vida.
A alienação transforma, portanto, as relações sociais entre pessoas em relação
entre “coisas” – mercadoria, que reifica as relações sociais transformando pessoas
em “coisas” definindo as atividades humanas como alheias, independentes,
autônomas à vontade dos homens. É importante destacar que o processo de
alienação, para se concretizar, necessita da ideologia, outro conceito do pensamento
marxista fundamental para compreender criticamente a educação. Temos, então, que:
(a alienação) torna objetivamente possível a ideologia, isto é, o fato de que no plano
da experiência vivida e imediata as condições reais da existência social dos homens
não lhes apareçam como produzidas por eles, mas, ao contrário, eles se percebem
produzidos por tais condições e atribuem a origem da vida social a forças ignoradas,
alheias às suas, superiores e independentes (deuses, Natureza, Razão, Estado,
destino, etc.), de sorte que as ideias quotidianas dos homens representam a realidade
de modo invertido e são conservadas nessa inversão, vindo a constituir os pilares para
a construção da ideologia (CHAUÍ, 1981, p. 86-87).
Fonte: www.wreducacional.com.br

O conceito político de ideologia formulado por Marx e Engels, supera sua


definição como “uma teoria geral das ideias”, pois diz respeito à sociedade de classes,
à dominação exercida pelas classes dominantes, expresso como: “a ideologia é um
dos meios usados pelos dominantes para exercer a dominação, fazendo com que esta
não seja percebida como tal pelos dominados” (CHAUÍ, 1981, p.86). Isto é, um corpo
de ideias produzidas pela classe dominante que será disseminado como ideias
universais, verdadeiras, válidas para todos. Desta forma, podemos afirmar que o
conceito de ideologia na sociedade de classes tem origem na divisão mais elaborada
do trabalho em trabalho manual e trabalho intelectual. A divisão do trabalho e sua
consequente divisão do produto do trabalho realizam-se sob a propriedade privada
dos meios de produção, dividindo a sociedade entre proprietário das condições de
produção e proprietários unicamente da força de trabalho: a sociedade desigual. A
contradição de interesses entre essas duas classes sociais constitui a principal
característica do capitalismo, gerando alienação e elaborando ideologia, componentes
da educação política não-crítica e reprodutora.
Neste sentido, o capitalismo veicula as ideias sobre o mundo do trabalho e
sobre as relações sociais de produção de forma autônoma, como se elas fossem
independentes das relações contraditórias construídas social e historicamente. A
ideologia está, então, a serviço da reprodução dessas relações contraditórias,
assumindo papel de explicação falsa das relações sociais, negando, assim esta
realidade. Neste sentido, a representação da realidade na consciência dos homens –
papel da educação - sofre a intervenção da ideologia: ... é tomar o resultado de um
processo como se fosse seu começo, tomar os efeitos pelas causas, as
consequências pelas premissas, o determinado pelo determinante. Assim, por
exemplo, quando os homens admitem que são desiguais porque Deus ou a Natureza
o fez desiguais, estão tomando a desigualdade como causa de sua situação social e
não como tendo sido produzida pelas relações sociais e, portanto, por eles próprios,
sem que o desejassem e sem que o soubessem (CHAUÍ, 1981, p.104).
A ideologia, portanto, só se realiza na sociedade de classes, pois sua função é
a manutenção da exploração e da dominação de pessoas sobre pessoas, embora sua
principal estratégia seja a negação da existência das classes sociais como
fundamento das relações sociais. A ideologia dominante, desta forma, é a ideologia
da classe dominante: “As ideias dominantes nada mais são do que a expressão ideal
das relações materiais dominantes, as relações materiais dominantes concebidas
como ideias” (CHAUÍ, 1981, p. 93).
A classe que controla as condições materiais de produção controla também a
produção e a distribuição das ideias, criando diversos e diferentes meios educativos
para perpetuar este controle. Esses meios, historicamente, são a família, a religião,
os meios de comunicação e, particularmente, a escola. Todas essas instituições
sociais, são reprodutoras da ideologia das classes dominantes, realizando um papel
educativo de caráter ideológico: A ideologia é um conjunto lógico, sistemático e
coerente de representações (ideias, e valores) e de normas ou regras (de condutas)
que indicam e prescrevem aos membros da sociedade o que devem pensar, o que
devem valorizar, o que devem sentir, o que devem fazer e como devem fazer (CHAUÍ,
1981, p.113)
Ideologia e alienação são, portanto, conceitos do pensamento marxista
fundamentais para a formulação da pedagogia crítica que, tendo como finalidade da
educação a onilateralidade, diz respeito a superação da alienação e da ideologia
dominante em todas as dimensões da prática social.
Na educação crítica, portanto, falamos na produção do contra ideologia e não
na ideologia da classe dominada. Além disso, pensamos que a alienação é um
fenômeno que não pode ser superado apenas pela “consciência da condição
alienada”. Essa consciência, embora necessária, é insuficiente para a transformação
social porque essa exige a ação, a prática social. Neste sentido, o enfrentamento da
ideologia e da alienação, fundamentais para o processo educativo, se faz pela práxis:
ação prática refletida, pensada concreta e historicamente, prática eivada de teoria.
A onilateralidade, resultado da superação da alienação e da ideologia como
parte do processo de formação humana, resulta também na articulação radical da
teoria com a prática social – a práxis. Fundamentada no pensamento marxista, a
educação crítica preocupa-se em articular a consciência da alienação e da ideologia
com a ação transformadora das relações sociais que as produzem, ou seja, a
educação crítica voltada para a formação humana plena, compromete-se com a
prática social transformadora, com a construção de relações sociais plenas de
humanidade. Trata-se, portanto, de educar para a transformação, não do sujeito
individual, mas das relações sociais de dominação. Assim, podemos compreender a
educação crítica como essencialmente política, democrática, emancipatória e
transformadora.
A Pedagogia Crítica e o Pensamento Pedagógico no Brasil

Fonte: www.primecursos.com.br

Para contribuir na construção de uma pedagogia crítica para a educação


ambiental, vejamos onde se situa a pedagogia crítica nas tendências pedagógicas
para a organização da educação e do ensino que vem sendo estudadas no Brasil
principalmente por Libâneo (1986), Misukami (1986), Saviani (1987, 2005), Luckesi
(1994) e Gadotti (2004). Alguns desses estudos referem-se às diferenças de
compreensão dos fundamentos filosófico políticos das teorias da educação e outros
às diferenças filosófico-políticas e metodológicas das teorias da aprendizagem.
Como síntese, podemos considerar três grandes grupos de referenciais
teóricos para a formulação de diferentes pedagogias: pedagogia tradicional,
pedagogia nova e pedagogia crítica. A pedagogia tradicional e a pedagogia nova
emergem das teorias não-críticas da educação enquanto a pedagogia crítica emerge
da teoria crítica da educação.
A Pedagogia Tradicional diz respeito as práticas pedagógicas cujo pressuposto
sobre a função social da educação é a “adaptação” dos sujeitos à sociedade, vista de
forma não crítica. A transmissão de conhecimentos e valores sociais produzidos pelos
grupos sociais dominantes é o eixo desta prática pedagógica. Desta forma, esta
proposta pedagógica é eminentemente ideológica pois expressa o caráter
disciplinatório da educação, do ensino e, principalmente, da escola no que diz respeito
a adaptação não-crítica dos sujeitos educandos ao projeto hegemônico de sociedade.
O pressuposto da adaptação nos leva a identificar a proposta educativa: os
educandos são “moldados” pelo processo educativo que os prepara para ocupar seu
papel na sociedade tal qual ela se encontra estruturada. A pedagogia tradicional tem,
portanto, a função ideológica de reproduzir a sociedade.
Podemos encontrar essa proposta pedagógica como proposta educativa
dominante em diferentes momentos históricos – inclusive no Brasil -, mas é na
modernidade, na educação escolarizada, que ela se expressa mais intensamente
dando origem também a uma teoria da aprendizagem. Se seu pressuposto é
“preparar” os sujeitos, intelectual e moralmente, para assumirem sua posição na
sociedade (papel da escola), os conteúdos de ensino são os conhecimentos e valores
transmitidos acriticamente, os métodos são baseados na transmissão mecânica de
conteúdos pela exposição oral e repetitiva, o professor é o transmissor e o aluno o
receptor. Desta forma, a resposta à pergunta que orienta as teorias da aprendizagem
- “como o sujeito aprende?” - É simples: pela interiorização/memorização dos
conteúdos transmitidos.
Na educação ambiental a educação tradicional se manifesta pela ideia de que
a transmissão de conhecimentos e valores ambientais seja realizada acriticamente,
tendo como objetivo a formação de indivíduos ecologicamente responsáveis,
compreendido como indivíduos que considerem os aspectos ambientais em suas
ações sociais sem questionar o contexto histórico-concreto de suas determinações.
Essa tendência na educação ambiental tem caráter moralista e disciplinatório.
Dentre as teorias não-críticas temos ainda a Pedagogia Nova que surgiu no
Brasil na década de vinte (Século XX) se expressando de forma mais evidente no
Manifesto dos Pioneiros pela Educação Nova, publicado em 1932. Partindo também
do pressuposto da educação com função adaptadora, esta proposta pedagógica, na
sua origem, valorizou a “educação para todos” que interessava ao projeto
modernizante de desenvolvimento do capitalismo industrial. Sua proposta básica –
construída pela crítica à repetição mecânica dos processos educativos - é a renovação
de referenciais teóricos e metodológicos na organização da educação escolarizada
secundarizando os conteúdos culturais. O ensino escolanovista “renova-se”,
colocando como alternativa os processos “ativos”, onde a memória não é mais a
atividade mental de assimilação da cultura como na pedagogia tradicional, mas a
atividade prática de desenvolvimento dos indivíduos para a participação no projeto de
modernização da sociedade.
Os processos educativos na pedagogia nova são processos em que o sujeito
deixa de ter um papel passivo, de receptor de conhecimentos, e passa a ter um papel
ativo, no sentido essencialmente prático. Importa aqui, portanto, o desenvolvimento
das competências e habilidades práticas para a adaptação na sociedade: a prática
social é vista ponto de partida, como meta do processo educativo no sentido
adaptativo, é a supervalorização da relação da educação com a vida cotidiana. Essa
secundarização dos conteúdos culturais que dá lugar aos conteúdos práticos
expressa-se pelo pressuposto básico da aprendizagem na pedagogia nova: “aprender
a aprender”. Neste mesmo sentido os métodos de ensino se organizam sob o conceito
de atividade: “métodos ativos”. É importante destacar aqui a enorme influência da
psicologia, em especial a psicologia do desenvolvimento, nas propostas pedagógicas
escolanovistas, assim como o papel central da ação. As principais teorias da
aprendizagem que emergem da escola nova são as teorias não-diretivas, cujo
fundamento é a psicologia não-diretiva de Rogers; as teorias construtivistas,
principalmente a teoria de Piaget; e, por último, as teorias tecnicistas, com destaque
para as contribuições da psicologia comportamental (behaviorista) de Skiner. Na
educação ambiental a pedagogia nova se expressa pela supervalorização de métodos
ativos da aprendizagem, que pressupõe o fazer – a ação sobre o ambiente - esvaziado
da crítica aos condicionantes sócio-históricos da modificação da relação da sociedade
com a natureza.
A ideia central na educação ambiental, então, refere-se a novas atitudes, novos
comportamentos, mais adequados do ponto de vista ambiental, novas “competências”
do ponto de vista da ação sobre o ambiente, sem a reflexão social e política de seus
condicionantes históricos. Podemos dizer que o “adestramento” ambiental
(BRÜGGER, 1994) aqui não tem os conhecimentos dos processos ecológicos e os
problemas ambientais como eixo da proposta pedagógica (tradicional), mas a ação
empírica, ativista e imediatista para a conservação ambiental, desvinculada da ação
política.
O caráter não-crítico dessas abordagens difere radicalmente da Pedagogia
Crítica, compreendida como síntese das propostas pedagógicas que, partindo da
crítica da sociedade injusta e desigual e do papel da educação como adaptadora
social, propõe a educação transformadora. Na tendência crítica estão abrigadas
propostas que orientam ações educativas que contribuam para a formação crítica dos
sujeitos através de processos reflexivos para discussão, compreensão e ação
transformadora das relações sociais de dominação. A ênfase na crítica da
organização da sociedade desigual e no papel crítico e transformador da educação
indica a teoria marxista como fundamento da pedagogia crítica.
Podemos dizer que a pedagogia crítica no Brasil pode ser compreendida pela
análise de pelo menos dois importantes autores: Paulo Freire (1921-1997) e Dermeval
Saviani (nascido em 1944). Do pensamento de Paulo Freire para a educação emerge
a proposta da “educação libertadora” e do de Saviani a “pedagogia histórico-crítica”.
A educação libertadora preocupa-se fundamentalmente com a conscientização
do sujeito sobre sua condição social, sobre sua própria vida no que diz respeito à
organização da sociedade capitalista, constituindo-se numa alternativa política à
educação tradicional, que Paulo Freire chamou de “educação bancária”, tendo como
principal objetivo a ação política para a transformação social. Na educação ambiental
a pedagogia de Paulo Freire tem sido tomada como referencial teórico, mas, nem
sempre compreendida naquilo que a caracteriza: uma educação política que
compreende as condições sociais da existência dos sujeitos oprimidos como ponto de
partida para o processo de conscientização na perspectiva da transformação da
sociedade injusta e desigual. Desta forma, uma pedagogia crítica da educação
ambiental fundamentada no pensamento de Paulo Freire dá ênfase no conhecimento
das relações sociais de dominação que se realiza na sociedade desigual para, através
do processo educativo dialógico, conscientizar os sujeitos para transformar estas
relações de dominação.
Neste sentido, é o pensamento de Paulo Freire que inspira o Tratado de
Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global
(FÓRUM INTERNACIONAL DAS ONGs, 1995): transformação social,
conscientização, educação política, cooperação e diálogo. Os temas do Tratado são
problematizadores para um processo de conscientização político e transformador
como a pobreza, a degradação humana e ambiental, a violência, a compreensão das
formas de vida da população, suas condições de saúde, a fome e, em especial, a
democracia.
A proposta pedagógica conhecida como Pedagogia Histórico-Crítica de
Dermeval Saviani difere da proposta freireana principalmente quanto a especificidade
da educação: “o objeto da educação diz respeito, de um lado, à identificação dos
elementos culturais que precisam ser assimilados pelos indivíduos da espécie
humana para que eles se tornem humanos e, de outro lado e concomitantemente, à
descoberta das formas mais adequadas para atingir esse objetivo” (SAVIANI, 2005,
p.13). Partindo da análise crítica da relação da educação com a sociedade, a
pedagogia histórico-crítica define como papel da educação sua contribuição em um
movimento maior de transformação da sociedade capitalista. No entanto, neste
movimento de transformação, Saviani entende que a educação assume funções
específicas: A pedagogia revolucionária é crítica. E, por ser crítica, sabe-se
condicionada. Longe de entender a educação como determinante principal das
transformações sociais, reconhece ser ela elemento secundário e determinado.
Entretanto, longe de pensar, como faz a concepção crítico-reprodutivista, que
a educação é determinada unidirecionalmente pela estrutura social dissolvendo-se a
sua especificidade, entende que a educação se relaciona dialeticamente com a
sociedade. Nesse sentido, ainda que elemento determinado, não deixa de influenciar
o elemento determinante. Ainda que secundário, nem por isso deixa de ser
instrumento importante e por vezes decisivo no processo de transformação da
sociedade (SAVIANI, 1987, p.68-69).
Então, o princípio educativo/pedagógico do pensamento de Saviani para a
educação é a apropriação do saber historicamente acumulado: “o trabalho educativo
é o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a
humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens”
(SAVIANI, 2005, p.13).
Esta proposta educativa, portanto, valoriza os saberes culturais,
compreendidos de forma dinâmica, como elemento central da ação pedagógica, cuja
estratégia política é a instrumentalização dos sujeitos singulares para a prática social
transformadora. Uma pedagogia histórico-crítica para a educação ambiental, portanto,
é uma proposta educativa que se preocupa com a apropriação, pelos sujeitos, dos
saberes socioambientais compreendidos como o conjunto de conhecimentos, ideias,
conceitos, valores, símbolos, habilidades, hábitos, procedimentos e atitudes
resinificados na perspectiva da sustentabilidade social e ambiental.
Esses dois autores, com suas diferentes interpretações sobre o papel do
processo educativo, têm grande contribuição na formulação de uma pedagogia crítica
para a educação ambiental, uma pedagogia voltada para a construção, histórica e
política, de uma prática social ecológica e democrática. A educação ambiental crítica,
transformadora e emancipatória tem como ponto de partida a ideia de que a prática
social é construída e construtora de humanidade, isto é, é construída pelas relações
sociais de produção da vida social, contribuindo na construção dessas mesmas
relações. A formação humana plena na perspectiva de superação radical da
alienação, da exploração do homem pelo homem e da exploração da natureza pelos
seres humanos, exige um processo educativo que garanta condições concretas para
uma prática social ambiental transformada e transformadora (TOZONI-REIS, 2004).

BIBLIOGRAFIA

BRANDÃO, C.R. Comunidades Aprendentes. In: FERRARO-JÚNIOR, L.A. (org).


Encontros e caminhos: formação de educadoras (es) ambientais e coletivos
educadores. Brasília: MMA, Diretoria de Educação Ambiental, 2005.

BRASIL. Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999. Brasília: Congresso Nacional, 1999.

BRÜGGER, P. Educação ou adestramento ambiental? Florianópolis: Letras


Contemporâneas, 1994.

CARVALHO, I.C.M. Educação Ambiental: a formação do sujeito ecológico. São


Paulo: Cortez, 2004.

CHAUÍ, M. O que é ideologia? São Paulo: Brasiliense, 1981. (Coleção Primeiros


Passos)

ENGUITA, M. A face oculta da escola. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.


FORUM INTERNACIONAL DAS ONGs. Tratado de educação ambiental para
sociedades sustentáveis e responsabilidade global. Rio de Janeiro: 1995.

GADOTTI, M. O pensamento pedagógico brasileiro. 8 ed. São Paulo: Ática, 2004.

GRÜN, M. Ética e educação ambiental: a conexão necessária. Campinas: Papirus,


1996.

GUIMARÃES, M. Educação ambiental crítica. In: LAYRARGUES, P.P.(org).


Identidades da educação ambiental brasileira. Brasília, MMA. Diretoria de
Educação Ambiental, 2004.

JACOBI, P. Participação. In: FERRARO-JÚNIOR, L.A. (org). Encontros e caminhos:


formação de educadoras (es) ambientais e coletivos educadores. Brasília: MMA,
Diretoria de Educação Ambiental, 2005.

LEFF, E. Saber Ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade,


poder. 2 ed. Petrópolis: Vozes, 2001.

LIBÂNEO, J.C. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico social dos


conteúdos. 4 ed. São Paulo: Loyola, 1986.

LIBÂNEO, J.C. Pedagogia e Pedagogos: para quê? São Paulo: Cortez, 1998.

LOUREIRO, C. F. B. Trajetórias e Fundamentos da Educação Ambiental. São


Paulo: Cortez, 2004.

LUCKESI, C.C. Filosofia da Educação. São Paulo: Cortez, 1994.

MANACORDA. M.A. Marx e a pedagogia moderna. São Paulo: Cortez/autores


Associados, 1991.

MARX, K & ENGELS, F. A ideologia alemã. São Paulo: Hucitec, 1979.


MARX, K. Manuscritos económicos-filosóficos. Edições 70. 1993.

MISUKAMI, M.G.N. Ensino: as abordagens no processo. São Paulo: EDUSP, 1986.

REIGOTA, M. Educação ambiental e representação social. São Paulo: Cortez,


1995. (Coleção Questões da Nossa Época)

SAVIANI, D. A pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 9 ed.


Campinas: Autores Associados, 2005.

SAVIANI, D. Do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Cortez/Autores


Associados, 1991.

SAVIANI, D. Escola e Democracia. 19 ed. São Paulo: Cortez/Autores Associados,


1987.

TOZONI-REIS, M.F.C. Educação Ambiental: natureza, razão e história. Campinas:


Autores Associados, 2004.
LEITURA COMPLEMENTAR

DISPONÍVEL EM:
http://www.portalconscienciapolitica.com.br/products/fundamentos-teoricos-da-
educa%C3%A7%C3%A3o-ambiental-na-educa%C3%A7%C3%A3o-infantil/
AUTOR: Bertolt Brecht
ACESSO EM: 22/08/2016

FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA EDUCAÇÃO


INFANTIL

Em se tratando do desenvolvimento infantil, todos os seus aspectos precisam


ser valorizados. A infância é um período crucial para formação da personalidade dos
indivíduos em todos os aspectos: psicológicos, físico-motor, emocional, social e essa
“interação social torna-se espaço de constituição e desenvolvimento da consciência
do ser humano desde que nasce” (VYGOTSKI, apud PARÂMETROS DE
QUALIDADE PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL, 2008, p.14).
Segundo Vygotski, o desenvolvimento e a aprendizagem da criança ocorrem a
partir da relação que tem “no seu cotidiano, observando, experimentando, imitando
recebendo instrução das pessoas mais experientes de sua cultura, aprende a fazer
perguntas e também obter respostas para uma série de questões” (2008, p.76).
A educação infantil é a maior responsável pela promoção do desenvolvimento
da criança como um todo, e o ensino nesta fase da vida do ser humano contribui para
mudanças significativas nas presentes e futuras gerações. Motivo que leva a crer que
priorizando o trabalho de EA junto as crianças a expectativa de mudanças de atitudes
e hábitos dessa nova geração em relação ao meio ambiente é possível. Como
considera os Parâmetros de Qualidade para a educação Infantil, quando enfatiza “que
[...], a criança é um ser humano único, completo e, ao mesmo tempo, em crescimento
e em desenvolvimento” (2008, p.14). Então desenvolver a educação enfatizando o
meio ambiente como fundamental para a vida, a criança aprenderá que é preciso
adotar atitudes e comportamentos que garantam uma boa relação de sua vida com o
seu meio ambiente. Além do mais a educação infantil já produz uma relação intima de
cooperação com

[...], a visão de a criança como ser que é parte da natureza e do cosmo


merece igualmente destaque, especialmente se considerarmos as ameaças
do esgotamento de recursos em nosso planeta e as alterações climáticas
evidentes nos últimos anos. Conforme alerta Tiriba (2005), os seres humanos
partilham a vida na terra com inúmeras espécies animais, vegetais e animais,
sem as quais a vida no planeta não pode existir (PARÂMETROS DE
QUALIDADE PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL, 2008, p.14).

Acredita-se que as crianças orientadas e ensinadas a cuidar e respeitar os


recursos naturais disponíveis para a sua sobrevivência e de suas futuras gerações,
saberão utilizar esses recursos de maneira responsável e consciente de que a vida
no planeta depende de cada um que vive nele.
Por isso é necessário que seja promovido EA desde a educação infantil e em
todas as outras etapas da educação do ser humano como garante as legislações em
vigor.
Fazendo uma leitura dos conceitos sobre educação ambiental se percebe que
há uma variedade de concepções e de ideias a seu respeito. Neste caso será utilizado
o conceito definido na Conferência de Tbilisi, UNESCO, 1977, que diz que a EA:

É um processo contínuo no qual os indivíduos e a comunidade tomam


consciência de seu ambiente e adquirem o conhecimento, os valores, as
habilidades, as experiências e a determinação que os tornem aptos a agir -
individual e coletivamente - e resolver os problemas ambientais presentes e
futuros (apud DIAS, 2002, p.66).

Ao desenvolver a EA dentro ou fora da escola é preciso ter a compreensão de


que é preciso considerar o meio ambiente em sua totalidade, e que não existe uma
idade específica para o seu desenvolvimento, devendo, portanto, ocorrer desde o
nascimento à vida adulta, desde a educação infantil até as séries iniciais, a
universidade e as pós-graduações.
Essa é a ideia contemporânea de EA enfatizada por Dias, que leva o ser
humano à sensibilização a respeito do “meio ambiente (como funciona, como
dependem dele e como o afetam) ” (DIAS, 2002, p.67), provocando uma participação
efetiva das pessoas na preservação e conservação do meio onde vive.
Segundo Reigota o meio ambiente é “um lugar determinado e/ou percebido
onde estão em relação dinâmica e em constante interação os aspectos naturais e
sociais” (2009, p.36). Mas destaca que existem outros, por isso deve se reconhecer
que é importante que haja um diálogo constante com os mais variados conceitos que
existem e a partir deles os grupos construírem os seus próprios conceitos. Para
Reigota a EA tem uma grande relevância para a tomada de consciência pessoal e
coletiva, por isso

O processo pedagógico de educação ambiental como educação política


enfatiza a necessidade de se dialogar sobre e como as mais diversas
definições existentes, para que o próprio grupo (alunos e alunas e
professores e professoras) possam construir juntos uma definição que seja a
mais adequada para se abordar a problemática que se quer conhecer e, se
possível resolver (2009, p.37).

Então as definições devem ser construídas por cada grupo e as consequências


disso serão as distintas definições sobre a EA.
A EA exerce papel fundamental nas transformações na vida de quem a
desenvolve e consequentemente na vida dos que estão ao seu entorno, pois o ser
humano ao se apropriar desses conhecimentos passa de objeto para sujeito ativo na
construção da tomada de consciência. Talamoni e Sampaio acreditam que “a
educação ambiental é mediadora da apropriação, pelos sujeitos, das qualidades e
capacidades necessárias à ação transformadora responsável diante do meio em que
vive” (2008, p.12). É importante que se diga também que a EA não pode “se restringir
ao ensino de ecologia e ao ensino de ciência” (TALAMONI; SAMPAIO, 2008, p.11).
Ela deve ser trabalhada em todas as disciplinas, principalmente contextualizada com
a realidade do educando e com o cotidiano da escola, havendo corresponsabilidade
tanto dos professores, gestores e demais membros da comunidade escolar, quanto
da comunidade e das famílias. Tolamoni e Sampaio alertam que a EA não pode ser
utilizada na escola como ‘doutrinamento’, mas que todos sintam-se responsáveis
conjuntamente em cuidar e preservar o meio onde vive, pois é dele que se tira o
sustento para garantir a vida.
A EA é um processo de transformação e construção de uma boa relação
humana com o meio ambiente onde vive e se relaciona, ou seja, os sujeitos do meio
devem se sentir responsáveis e comprometidos com a sua vida e do outro, resultando
num processo de “apropriação/transmissão crítica e transformadora da totalidade
histórica e concreta da vida dos homens no ambiente” (TALAMONI E SAMPAIO, 2008,
p.12).
Nesta perspectiva educativa em que é considerada a EA Dias (2002) relata que
o seu conceito moderno considera o meio ambiente como um todo e está presente
em todas as pessoas independente de sua idade, tanto dentro como fora do espaço
escolar de forma contínua e sintonizada em suas realidades sociais, econômicas,
culturais, políticas e ecológicas estimulando e orientando o educando para o exercício
de sua cidadania.
Temos a plena consciência que a EA sozinha não resolverá os graves
problemas ambientais ocasionados pelo mau uso dos recursos naturais pelo homem,
contudo é o caminho para a tomada de consciência e consequentemente para as
mudanças de atitudes e comportamentos em relação ao meio, do qual depende para
garantir a sua sobrevivência e permanência no planeta Terra. “Claro que educação
ambiental por si só não resolverá os complexos problemas ambientais planetários”
(REIGOTA, 2009, p.18), e nem é com essa pretensão que vemos a EA, porém como
ele mesmo destaca que a EA é um dos meios que contribuirá significativamente na
formação da consciência ambiental de cidadãos e cidadãs conhecedores de seus
direitos e deveres sobre o meio ambiente.
Essa também é uma compreensão de Carvalho quando ressalta em seus
escritos que a EA eleva no indivíduo a sensibilização e a capacidade de se fazer uma
“leitura do mundo do ponto de vista ambiental”, ou seja, a EA “estabelece-se como
mediação para múltiplas compreensões da experiência do indivíduo e dos coletivos
sociais em suas relações com o ambiente” (2008, p.79). Assim sendo a EA é um dos
meios mais eficazes para levar o indivíduo a refletir sobre as suas ações e seus
comportamentos em relação ao mundo em que vive e principalmente do essencial em
sua vida que é o meio ambiente. Caso não sejamos cuidadosos com os recursos
naturais responsáveis pela vida no planeta Terra, corremos sérios riscos de extinção,
como já ocorreu com várias espécies que nele viviam.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Parâmetros Nacionais de Qualidade para Educação Infantil, vol.


I. Ministério da Educação Básica. Brasília, 2008.
CARVALHO, Izabel Cristina de Moura. Educação Ambiental: a formação do sujeito
ecológico. São Paulo: Cortez, 2008.

DIAS, Genebaldo Freire. Iniciação a temática ambiental. São Paulo: Gaia, 2002.
REIGOTA, Marcos. O que é educação ambiental. 2. ed. Revista e ampliada: São
Paulo: Brasiliense, 2009 (Coleção primeiros passos).

TALAMONI, Jandira L. B. e SAMPAIO, Aloísio Costa. Educação Ambiental: da


prática pedagógica à cidadania. São Paulo: Escrituras Editora, 2008 (Educação para
a Ciência; 4).
ARTIGO PARA REFLEXÃO

DISPONÍVEL EM:
http://monografias.brasilescola.uol.com.br/biologia/educacao-ambiental-escolar.htm
ACESSO EM: 22/08/2016
BATE-PAPOE-MAIL

EDUCAÇÃO AMBIENTAL ESCOLAR

1. RESUMO

É como que com as discussões sobre uma sociedade mais consciente e menos
preocupada com as questões consumistas, numa forma de voltar às atenções para
conceitos de consciências ecológicas, para uma preservação do ambiente e desta
forma muito se tem escrito e falado sobre os grandes problemas da humanidade,
causados pela superpopulação e por prejuízos advindos de uma era industrial muito
desenvolvida, o lixo gerado pela grande circulação de produtos, a globalização
assoberbada que entope as lojas de produtos e gera ainda mais lixo, mas cada
indivíduo tem uma visão diferente do que acontece com o ambiente. Este trabalho se
propôs a estudar a “educação ambiental na escola: conscientização da necessidade
de proteção do meio ambiente, pretendendo sanar a falta de informação sobre as
principais causas da destruição da camada de ozônio e suas consequências”. O
objetivo principal é desenvolver ações educativas sobre questões e problemas
ambientais, através de métodos ativos, conscientizando sobre a necessidade de
proteção e preservação do meio ambiente. Constatou-se que educação ambiental na
escola é hoje o instrumento muito eficaz para se conseguir criar e aplicar formas
sustentáveis de interação sociedade-natureza. Este é o caminho para que cada
indivíduo mude de hábitos e assume novas atitudes que levem à diminuição da
degradação ambiental, promovam a melhoria da qualidade de vida e reduzam a
pressão sobre os recursos ambientais.
Palavras-chave: educação ambiental, conscientização, ecologia, ética.
2. INTRODUÇÃO

Discutir a questão da educação ambiental dentro de sala, além de ser um


reflexo dos conceitos multiculturais e interdisciplinares, tem se tornado uma
necessidade e uma preocupação quanto às soluções que se pretendem para garantir
uma melhor qualidade de vida às futuras gerações.
A escola educa; por sua vez também é responsável pela sociedade. A
educação ambiental é uma forma abarcante de educação, através de um processo
pedagógico participativo que procura infiltrar no aluno uma consciência crítica sobre
os problemas do ambiente e auxiliá-lo a criar ter uma educação preocupada não
somente com o bem estar individual, mas um bem estar que procure pensar em
ideologias que se empenhem na transformação moral da sociedade, os novos rumos
da educação pretende formar alunos com responsabilidade ambiental, mas que isso,
uma responsabilidade social, pois cuidar do meio em que se vive é pensar na
sociedade.
É indiscutível a necessidade de conservação e defesa do meio ambiente. Para
tanto, os indivíduos precisam ser conscientizados e, para que esta tomada de
consciência se alastre entre presentes e futuras gerações, é importante que se
trabalhe a educação ambiental dentro e fora da escola, incluindo projetos que
envolvam os alunos. Há evidências científicas de que substâncias fabricadas pelo
homem estão destruindo o ambiente.
Desta forma, justifica-se como tema deste trabalho, na situação de que se
desenvolvessem ações sobre questões e problemas ambientais, onde os alunos
possam construir os conhecimentos necessários para a conscientização e
modificação de atitudes e comportamentos que poderão resultar na preservação e
recuperação do meio ambiente de forma mais eficaz.
A ação direta do professor na sala de aula é uma das formas de levar a
Educação Ambiental à comunidade, pois um dos elementos fundamentais no
processo de conscientização da sociedade dos problemas ambientais é o educador.
Este tem o poder de desenvolver, em seus alunos, hábitos e atitudes sadias de
conservação ambiental e respeito à natureza, transformando-os em cidadãos
conscientes e comprometidos com o futuro do país. Através dessa Educação
Ambiental na escola, os alunos podem entender, por exemplo, os caminhos que
produtos químicos que consomem o ozônio podem usar para destruir a camada de
ozônio, que protege a Terra dos raios ultravioleta.
Essa preocupação ambiental também é de extrema importância para toda a
sociedade, que pode buscar alternativas que não comprometam ainda mais a saúde
do planeta. Lixo e esgoto são fáceis de estudar, pois tem forma, cor, volume e,
principalmente, cheiro bem definido. Porém, a sujeira que existe suspensa no ar não
é tão evidente. As crianças, principalmente das grandes cidades, já aprenderam a
conviver com a poluição atmosférica e, com isso, acostumaram-se ao fato, perdendo
o ar de novidade e a capacidade de indignação. Mas o problema continua, e quanto
mais cedo os alunos tiverem consciência dele, melhor.

3. EDUCAÇÃO AMBIENTAL ESCOLAR

Quando pensamos na ampliação dos conhecimentos adquiridos pelos alunos


no cotidiano e através dos avanços da tecnologia e do mercado, pouco discutiu como
esses avanços e tecnologias estão colaborando para tornar o ambiente em que
vivemos mais agradável e saudável, para esta e principalmente para as gerações
futuras, que dependem de nós e dos alunos para que lhes seja garantida uma
qualidade de vida, ao menos igual a nossa, uma vez que devido à falta dessa
consciência ambiental tem prejudicado a natureza cada vez mais, impedindo que esta
sobreviva por muito tempo.
As metodologias e as práticas de ensino adotadas há décadas atrás tendiam
para uma educação tradicional e mecanicista que não contemplava quaisquer atitudes
de consciência seja ela ambiental ou social, as crianças eram “produzidas”
educacionalmente com o intuito simplesmente de aprender a ler e escrever, não havia
por parte desse ensino uma preocupação voltada para pensá-lo e refletir sobre o
mundo e as coisas ao redor, com o passar dos anos essa metodologia se modificou e
moveu sua preocupação para o mercado de trabalho, onde a preocupação dos
professores era formar alunos para o mercado, um período onde a produção foi
supervalorizada acarretando ainda mais produtos, o que acarretou ainda mais
montante de lixo, seja lixo utilizado para a produção, seja a o lixo do produto final, e
esse acúmulo, veio causando transtornos e a preocupação de como fazer para
diminuir os problemas causados por essa superprodução.
A partir daí houve uma mudança no quadro de ensino que veio desde projetos
em reciclagem para o ensino fundamental, até os novos cursos de ensino superior
voltados para a questão de conscientização e reflexão social, neste sentido, muito se
destacaram as atividades ligadas à conscientização ambiental, ao interesse por um
setor mais humano e preocupado com o manter das reservas naturais que garantem
vida ao nosso planeta.
Chegamos a uma educação voltada para o interesse com o amanhã e os
recursos naturais que garantem que ele chegue. Atualmente é comum percebermos
que as escolas valorizam atitudes sustentáveis e promovem atividades sobre a
importância de preservar o meio ambiente, é comum que nas escolas hoje faça parte
do currículo dos alunos trabalharem com sucata e a reutilização de alguns materiais,
além de reaproveitar aquilo que seria jogado no lixo, os alunos aprendem a dar mais
importância àquilo que pode tornar-se um novo produto e ainda por cima diminuir a
quantidade de lixo produzida pela sociedade, além disso, quando o professor é capaz
de transmitir para seus alunos a mensagem de preservação e com isso multiplicar a
mensagem, que será passada à família e àqueles aos quais tiverem contato com o
aluno que, contagiado e motivado pelas ações apreendidas na escola irá atuar como
multiplicador da mensagem.
Conforme Varine (2000, p. 62), "a natureza é um grande patrimônio da
sociedade Consequentemente, a Educação Ambiental se torna uma prática social,
com a preocupação da preservação dessa sua riqueza". Para o autor, se o meio
ambiente está sendo atacado, agredido, violentado, devendo-se isso ao veloz
crescimento da população humana, que provoca decadência de sua qualidade e de
sua capacidade para sustentar a vida, não basta apenas denunciar os estragos feitos
pelo homem na natureza, é necessário um processo educativo, com atitudes pró-
ambientais e sociais. É claro que o crescimento da população, por si só não pode ser
considerado o grande mal que ataca e destrói o meio ambiente, as necessidades
dessa população em comer, vestir-se, locomover-se são os fatores que interferem no
meio ambiente, pois todo esse consumo é feito de forma desordenada, e sem
consciência de que é necessário um compromisso com o lixo produzido, além disso,
não existem políticas eficazes para administrar essa produção de insumos, a nossa
sociedade não foi educada para lidar com o lixo e desta forma, esse conceito de
responsabilidade ambiental é novo aos nossos olhos, e se moldando ao passo que as
escolas adotam esse interesse em educar seus alunos para que as gerações
seguintes recebam e administrem melhor essa questão.
De acordo com a Lei 9.795/99,
Entende-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o
indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades,
atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso
comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade (LEI
9.795, 1999, art. 1º).
A Humanidade irmana-se perante o universo, então deve lutar unida e sensível
à conservação do meio ambiente. Para Brandão (1995), "a sensibilidade traz
esperanças de novas relações com afetos de responsabilidade para com o presente
e o futuro, não só das gerações humanas, mas de outras gerações de seres vivos".
Ao tomarmos conhecimento desta temática um leque muito maior de
dependentes desta educação ambiental aparece, pois é devido a essa consciência
que tantas espécies são preservadas, não somente a espécie racional que mesmo
ciente de suas ações ainda é a única responsável pela degradação do meio ambiente,
quanto à espécie irracional, que sofre com a incapacidade do homem em
compreender que preservar o meio ambiente é uma forma de preservar sua própria
vida.
A Educação Ambiental além de ser um processo educacional das questões
ambientais, alcança também os problemas socioeconômicos, políticos, culturais e
históricos pela interação de uma forma ou de outra destes campos com o meio
ambiente, desta forma é de fato um tema de alta interdisciplinaridade e contribui muito
para o processo de letramento do aluno. Sua aplicação tem a extensão de auxiliar na
formação da cidadania, de maneira que extrapola o aprendizado tradicional,
fomentando o crescimento do cidadão e consequentemente da Nação, daí a sua
importância. Pela sua plenitude e abrangência, a Educação Ambiental incrementa a
participação comunitária, conscientizando todos os participantes, professores, alunos
e a comunidade estudada, ante a interação necessária para o seu desenvolvimento,
ou seja, é um tema altamente atual, que necessita ser abordado com muita
responsabilidade pelo professor.
A natureza já não tem mais pontos de referência na sociedade atual. As
pessoas são arrastadas pelas novas tecnologias e cenários urbanos, e existe pouco
da relação natural que havia com a cultura da terra. Para que a situação não piore, é
preciso agir, proteger o ambiente, contudo, percebe-se um interesse, que a princípio
partiu do conceito de design e decoração uma busca pelo resgate ecológico e logo
após foi possível observar algumas manifestações por meio de escolas, partidos
políticos, ONGS, etc. isso mostra que é possível buscar uma salvação, um tentativa
de preservar o meio ambiente, mas certamente, a aprendizagem será mais eficaz se
a atividade envolver as situações da vida real, do meio em que vivem os alunos,
sempre com o objetivo de demonstrar que, se bem aproveitados e preservados, os
recursos do meio ambiente só trazem benefícios para todos.
Uma das formas que pode ser utilizada para o estudo dos problemas do meio
ambiente é através de uma educação consciente e um planejamento voltado para a
responsabilidade ambiental dos indivíduos, podendo alcançar a mudança de
comportamento de inúmeros alunos, tornando-os influente na defesa do meio
ambiente para que se tornem ecologicamente equilibrados e saudáveis.
A Educação Ambiental é um processo educacional criado ao longo dos anos
através de estudos de especialistas, mas isso não impede que o professor, busque
trabalhar as noções mais simples desta consciência sobre o meio ambiente e as
formas de preservá-lo, ou mesmo criar nos alunos do ensino médio um interesse com
visão das necessidades do homem e da natureza entrelaçadas em um objetivo comum
que é a manutenção da qualidade de vida de todos os seres do planeta. Em vista da
existência de problemas ambientais em quase todas as regiões do país, torna-se
importantíssimo o desenvolvimento e implantação de programas educacionais
ambientais, os quais são de suma importância na tentativa de se reverter ou minimizar
os danos ambientais.
Porém, existem barreiras que impedem de a educação ambiental avançar. A
principal dificuldade em se praticar a Educação Ambiental no cotidiano do ambiente
escolar se dá na generalizada incompreensão do significado de meio ambiente. É
comum perceber o não entendimento de que o meio ambiente não é apenas fauna e
flora, e que os seres humanos também fazem parte da natureza. Boa parte daquilo
que se diz tratar de Educação Ambiental hoje em dia, na verdade, se identifica com
atitudes desvinculadas do contexto no qual se insere ou com o qual interagem
alicerçadas em conceitos vazios, palavras ocas ou ativismo irrefletido. Essas ações
pontuais são indesejáveis para quem pensa uma Educação Ambiental crítica e
transformadora. A educação ambiental transcende trabalhar questões como o
desmatamento e a extinção de animais, o ambiente diz respeito a todos os recursos
e ações ligadas ao habitat naturais homem e de outras espécies de seres vivos, desta
forma quando vemos ações ligadas somente aos termos superficiais, não estamos
trabalhando a questão da responsabilidade social por completo e sim, uma parte dela.
Naquilo que tange a Educação Ambiental e sua relação com a escola em
trabalhar temas atuais percebe-se que a tendência a sobrevalorizar as respostas
tecnológicas diante dos desafios ambientais acaba por criar uma abordagem
despolitizada da temática ambiental, culminando com uma perspectiva limitada ou
inexistente sem ênfase nos problemas ligados ao consumo e modos de produção.
Falta a relação entre as dimensões sociais e naturais e a contextualização econômica
e política em relação à responsabilidade sobre os impactos ambientais, banalizando
as noções de cidadania e participação que na prática são reduzidas a uma concepção
totalmente passiva. Não podemos simplesmente implantar a coleta seletiva sem antes
discutir a extração de matéria prima, utilização de recursos naturais, modos de
produção, consumo e descarte de lixo, por exemplo. É preciso problematizar, é preciso
haver um processo para que a coleta seletiva faça sentido aos alunos. É neste
contexto que a questão pedagógica sobre a interdisciplinaridade se faz tão
necessária.
Comportamentos ambientalmente e socialmente corretos representam, antes
de tudo, a ética no sentido mais amplo de seu significado, ou seja, a ética universal.
Por este motivo, o professor, seja ele da educação infantil, ensino fundamental, ensino
médio e até o professor de ensino superior devem ter atitudes que sirvam de exemplo
dessa consciência, dessa responsabilidade em preservar e se pensar na
responsabilidade social.
Isso se refletiria em cumprir o desenvolvimento voltado para a sociedade
sustentável, um desenvolvimento que proporcione verdadeiras melhorias na
qualidade de vida humana e que, ao mesmo tempo, conserve a vitalidade e a
diversidade do planeta. Cada indivíduo precisa compreender que é parte integrante
do ambiente e que, através de suas ações, é agente modificador do mesmo,
participante da sociedade, interagindo como iguais e compartilhando os mesmos
direitos e deveres.
4. A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A AGENDA 21

“O homem deseja tantas coisas, e, no entanto, precisa de tão pouco...”


Johann Goethe
O Desenvolvimento Sustentável do Planeta é um compromisso assumido por
mais de 170 países na Conferência realizada durante a Rio-92, no Rio de Janeiro.
Nesta Conferência, a implantação da Agenda 21, foi o mais importante
compromisso firmado entre os países, onde mais de 2.500 recomendações práticas
foram estabelecidas tendo como objetivo preparar o mundo para os desafios do século
XXI.
A Agenda 21 é um programa de ação, baseado num documento de 40
capítulos, que se constituí na mais ousada e abrangente tentativa já realizada, em
promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando
métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. Trata-se,
portanto, de um documento consensual resultante de uma série de encontros
promovidos pela Organização das Nações Unidas, com o tema “Meio Ambiente e suas
Relações com o Desenvolvimento”. O ponto central nesse processo é o levantamento
das prioridades do desenvolvimento de uma comunidade e a formulação de um plano
de ação, tendo em vista a sustentabilidade e a integração dos aspectos sociais,
econômicos, ambientais e culturais, dentro de uma visão abrangente, ou seja, em
longo prazo.
A Agenda 21 é sem dúvida alguma, um importante instrumento nesse caminho
de mudanças. Podemos dizer, que o objetivo da Agenda 21 é o de promover o
Desenvolvimento Sustentável. Isto significa que devemos melhorar a qualidade de
vida do futuro, adotando iniciativas sociais, econômicas e ambientais que nos levem
a um planejamento justo, com vistas a atender às necessidades humanas enquanto
se planeja cuidadosamente os diferentes usos dos recursos naturais, possibilitando
assim, o mesmo direito às gerações futuras.
Para atingir tal objetivo, as cidades têm a responsabilidade de implementar as
Agendas 21 Locais, através de um processo participativo e multissetorial, visando a
elaboração de um plano de ação para o desenvolvimento sustentável do Município.
Trabalhar as questões de meio ambiente e sua preservação envolvem muita
dedicação do professor, ele deve pensar e agir habitualmente de forma responsável
deve buscar constantemente formas de trabalhar ecologicamente, de adotar posturas
que reflitam em sua sala de aula a preocupação com a condição da preservação e
consciência ambiental.
Os princípios da Educação Ambiental perante a lei são de enfoque humanista
com a concepção ambientalista salientando os aspectos socioambientais e culturais
e indicando um trabalho visando à interdisciplinaridade, a incorporação da ética, a
articulação entre o global e local. Além disso, está presente nas abordagens da
Educação Ambiental, o caráter participativo, democrático, abrindo espaço para a
participação efetiva da comunidade estudantil na construção dos marcos referenciais
e na construção de sínteses inovadoras entre os novos conhecimentos e o saber
comunitário.
Quanto aos objetivos propostos, esta lei tem valor gradativo no sentido de
visualizarem o ambiente como o espaço de integração das várias e complexas
relações onde aos aspectos biológicos somam-se aqueles de ordem social, cultural,
econômico e étnico, dentre outros. Esses aspectos da lei visam garantir a
democratização de informações, estimularem a participação individual e coletiva na
solução dos problemas ambientais, estimularem a cooperação entre regiões, entre
ciência e tecnologia e o fornecimento da cidadania, valorizando ainda a participação
nos processos da Educação Ambiental e o desenvolvimento sustentável do país.
Através de um planejamento que procure apresentar a necessidade de uma
consciência ambiental às vivências do aluno é possível se construir, dentro da sala de
aula os tão sonhados “valores ambientais”, os quais pretendem que os alunos tenham
consciência de seus atos e principalmente da possibilidade de garantir às futuras
gerações um futuro melhor e mais saudável.
Se todos dentro do ambiente escolar estão preocupados com essa realidade,
a harmonia escolar, trabalhando a questão ambiental funciona e vai além dos limites
do prédio escolar, chegam às casas dos alunos e a toda comunidade, transformando
a informação em mudança e o conhecimento em responsabilidade.
Estabelecer uma relação entre a sensibilização sobre o meio ambiente, a
aquisição de conhecimentos, a capacidade de resolver problemas e a aclaração dos
valores, concedendo especial importância à sensibilização sobre os problemas do
meio ambiente que se colocam no país e que precisam da conscientização de todos
para que os objetivos sejam atingidos de forma abrangente e eficaz e isso começa
dentro da interpretação consciente de cada um sobre seu papel dentro da sociedade
e de sua responsabilidade ambiental com o planeta.
“Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um
tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria
de fome. ”.
Mahatma Gandhi

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com o desenvolvimento desordenado, as altas produções de produtos que


agridem o ambiente se multiplicaram cada vez mais, desta forma se faz cada vez mais
importante conscientizar a população sobre a importância da consciência ambiental,
pois ao longo das últimas décadas, as pressões sobre o ambiente tornaram-se cada
vez mais evidentes, fazendo erguer uma voz comum pelo desenvolvimento
sustentável, o chamado terceiro setor. Essa estratégia requer um novo
enquadramento mental e novo conjunto de valores. A educação é essencial à
promoção de tais valores e para aumentar a capacidade das pessoas de enfrentar as
questões ambientais e de desenvolvimento. A educação em todos os níveis,
especialmente a base, tida como educação infantil que é onde o professor irá fixar
valores que irão ganhando força ao longo dos anos de vida dos alunos, deve ser
orientada para o desenvolvimento sustentável e para forçar atitudes, padrões de
capacidade e comportamentos ambientalmente conscientes, tal como um sentido de
responsabilidade ética.
Para Adams (2004), encarar os problemas ambientais é essencial, pois é do
ambiente que depende a qualidade de vida da população. É preciso que os alunos se
conscientizem de preservar o meio ambiente, pois, isto sim, trará muitas melhorias em
nossa qualidade de vida. A Educação Ambiental nas escolas de maneira
interdisciplinar e abrangendo todos os níveis de educação é hoje o instrumento mais
eficaz para se conseguir criar e aplicar formas sustentáveis de interação sociedade-
natureza. Este é o caminho para que cada indivíduo mude de hábitos e assume novas
atitudes que levem à diminuição da degradação ambiental, promovam a melhoria da
qualidade de vida e reduzam a pressão sobre os recursos ambientais.
A espécie humana também faz parte da natureza. Então, agredindo a natureza,
agride-se, com as poluições do ar, das águas, do solo, dos alimentos, do som, da
paisagem das cidades. Elas atingem diretamente a pessoa humana, sua saúde, seu
bem-estar. Nesse sentido, a defesa da ecologia é fundamentalmente uma defesa da
qualidade de vida.
Estudando na escola, os alunos estarão recebendo os conteúdos de uma
maneira ampla, baseados em promover a sensibilização do educando e do educador,
visando à compreensão dos componentes e dos mecanismos que regem o sistema
natural; com conhecimentos científicos e tecnológicos, bem como as qualidades
morais necessárias, que permitam o desempenho de um papel efetivo na preparação
e manejo de processos de desenvolvimento, que sejam compatíveis com a
preservação dos processos produtivos e estéticos do meio ambiente; e se capacitando
a avaliar e agir efetivamente no sistema, atuando na construção de uma nova
realidade desejada.

6. REFERÊNCIAS

Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a


Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Brasília:
Diário Oficial da União, 1999.

A Carta da Terra. Última versão em português. Um programa da UNESCO. Maio 2000.


Disponível em Acesso em: 13 out. 2005.
AZEVEDO, Cleide Jussara Cardoso de. Concepção e prática da população em
relação ao lixo domiciliar na área central da cidade de Uruguaiana- RS.
Uruguaiana, PUCRS- Campus II. Monografia de pós-graduação. Educação ambiental.
1996, 68p.

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. "Outros afetos, outros olhares, outras ideias,


outras relações". A Questão Ambiental: Cenários de Pesquisa. Textos NEPAM,
Campinas: Ed. da UNICAMP, n. 3, p.13-34, 1995.
BRASIL. Lei 9.795, de 27 de abril de 1999. Institui a Política Nacional de Educação
Ambiental.Brasília: Diário O ficial da União, 28 de abril de1999.

FARMAN, J. C.; GARDINER, B. G.; SHANKLIN, J. D. Large losses of total ozone in


Antarctic reveal seasonal Clodx/NOx interaction. Nature, v. 315, n. 6016, p. 207 - 210
May 1985.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975.

KIRCHHOFF, V. W. J. H.; CASICCIA, C.; SAHAI, Y.; ZAMORANO,F.; VALDERRAMA,


V. Observations of the 1995 ozone hole over Punta Arenas,
Chile. JournalGeophysical Research, v. 102, n. D13, p. 16109 – 16120 1997.

OLIVEIRA, Alexandre Ferreira de. As Questões Ambientais e o Ensino da


Biologia- Centro Universitário Leonardo da Vinci-UNIASSELVI- Monografia de
graduação do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas- 2011
IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS ESCOLAS

DISPONÍVEL EM:
http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV045_MD
1_SA10_ID6341
AUTORES: Rafaella Priscilla Soares dos Santos¹;
Alesson Olímpio Monteiro¹
ACESSO EM: 22/08/2016

RESUMO

A educação ambiental deve ser um exercício fundamental para uma


conscientização da sociedade, em relação ao meio em que vivem para que possam
desenvolver práticas ou ações sustentáveis, que contribuam para a melhoria e
preservação do meio ambiente e consequentemente ter cada vez mais qualidade de
vida. Na qual vai caber o professor procurar formas para ajudar seus alunos de forma
coerente a importância do meio ambiente trazendo formas de se trabalhar através de
uma ação educativa para contribuir para a formação de cidadãos conscientes da
preservação do meio ambiente e a tomar decisões coletivas sobre questões
ambientais necessárias para o desenvolvimento de uma sociedade sustentável. O
objetivo do artigo é mostrar procedimentos teóricos e metodológicos, onde o professor
pode utilizar diversas técnicas em sua aula visando que o alunado comece a distinguir
e interpretar a importância da educação ambiental no meio em que o mesmo vive. A
metodologia do trabalho baseia-se em leitura de textos e discussão de conceitos, além
de pesquisas bibliográficas e sua devida sistematização. Como resultados, percebe-
se que o professor ao trazer a temática educação ambiental para as suas aulas os
alunos irão ter uma sensibilização e irão levar as aulas práticas e teóricas para seu
cotidiano visto que para a construção dos conhecimentos e para os alunos do ensino
fundamental com isto vista a pratica de atividades que envolvam os alunos e o meio
ambiente além disso cursos que capacitem cada vez mais os professores pra ambos
terem mais oportunidades de se aprimorar conhecimentos específicos.
Palavras-chave: Educação Ambiental, Professores, Alunos.
INTRODUÇÃO

Entende-se que a Educação Ambiental pode mudar hábitos, transformar a


situação do planeta terra e proporcionar uma melhor qualidade de vida para as
pessoas. E isso, só se fará com uma prática de educação ambiental, onde cada
indivíduo sinta-se responsável em fazer algo para conter o avanço da degradação
ambiental, Com isso cabe o professor do ensino fundamental começar abordar temas
em salas de aula voltado para o meio ambiente para o aluno ter uma sensibilização
da realidade atual do meio em que vive mostrar planos e trazer proposta para
incentivar o mesmo e sempre ter uma sensibilização em conjunto pois os alunos do
ensino fundamental terão mais acompanhamentos pois os mesmos começarão a ser
cidadãos críticos relação ao meio ambiente e ficarão sendo alunos que irão mostrar
para os Outros colegas de escola, De acordo com Sato (2004) o aprendizado
ambiental é um componente vital, pois oferece motivos que levam os alunos se
reconhecerem como parte integrante do meio em que vivem e faz pensar nas
alternativas para soluções dos problemas ambientais e ajudar a manter os recursos
para as futuras gerações.
“A educação ambiental é a ação educativa permanente pela qual a comunidade
educativa tem a tomada de consciência de sua realidade global, do tipo de relações
que os homens estabelecem entre si e com a natureza, dos problemas derivados de
ditas relações e suas causas profundas. Ela desenvolve, mediante uma prática que
vincula o educando com a comunidade, valores e atitudes que promovem um
comportamento dirigido a transformação superada a dessa realidade, tanto em seus
aspectos naturais como sociais, desenvolvendo no educando as habilidades e
atitudes necessárias para dita transformação”.

Sabemos que o mundo este cada vez mais globalizado, uma sociedade tão
violenta e um número bastante acelerado de cidades que substituirão os espaços
verdes pelo concreto, vem diminuindo o contato com a crianças com todos os
elementos da natureza ,ou seja cada dia que passa as crianças passam a ter espaços
mais restritos ou seja a s crianças estão sendo obrigadas a ficarem em casa tendo
como fonte de lazer e de uso as tecnologias .para isso, e de suma importância que
mais, informações e conceitos ,a escola se disponibilize a trabalhar com atitudes, com
a formação de valores e com mais praticas do que teorias para que o aluno possa
aprender a amar, cuidar ,respeitar e praticar ações voltadas para a conservação
ambiental.

A Importância de ser trabalhados projetos de educação ambiental

Trabalhar com educação ambiental nas escolas e de suma importância mais


também tem uma necessidade da escola e os professores trabalharem em conjunto
para adquirirem conhecimentos para desenvolverem um excelente trabalho com seus
alunos, os professores irão ter um papel de mediador das questões ambientais
contudo não significa que o professor ele não deve saber de tudo sobre o conteúdo
ministrado que e o meio ambiente, mais que os mesmos estejam preparados e
dispostos a irem buscar trabalhos para serem desenvolvidos com qualidade com
seus alunos e que os professores não fiquem apenas em teorias e sim partir para a s
praticas trazendo projetos para serem realizados com os alunos de series inicias com
isso o aprendizado será de grande importância.
É em razão dessa crença que se aponta a educação como sendo a solução
para tudo, já que, por essa lógica, basta ensinar o conhecimento do que é
ecologicamente correto (conteudista), para que o educando, compreendendo esse
ensinamento (racionalista), transforme seu comportamento, passando a agir
corretamente (comportamentalista). É a ideia de que podemos transformar a
sociedade transformando primeiro o indivíduo. (Guimarães. M; 2012. p.14).

E de grande importância que a escola trabalhe projetos ambientais voltados


para a sensibilização dos alunos nas escolas porque os alunos irão ter consciência e
cuidar ainda mais do meio em que vive, deve ser tratado de coisas simples em sala
de aula ou seja discussão de problemas atuais e até mesmo fazer com que os alunos
comecem a analisar e pensar sobre casos de sua própria cidade ou seja cabe ao
professor ministrante da aula desenvolver uma aula sobre educação ambiental e
primeiro antes mesmos de desenvolver um projeto ,analisar as necessidades dos
alunos como por exemplo: em uma aula de educação ambiental o professor fazer
perguntas aos alunos de o que e educação ambiental, o que eles acham que sua
escola, casa ,rua está sofrendo algum impacto ambiental tipo; poluição, jogada de
lixos na própria escola, se eles respeitam as arvores. Assim após um questionário de
perguntas cabe o professor fazer reflexões sobre o grau alcançado de deficiência dos
alunos sobre a questão ambiental com isso e de extrema importância levar projetos
voltados para o bem dos alunos projetos estes para serem executados na própria
escola com auxílio de todos os que fazem a escola, sabendo que por ser caráter
humanista, holístico, interdisciplinar e participativo a educação ambiental irá contribuir
para o processo educativo, trazendo as pertinentes avaliações crítica dos alunos, a
adequação de conteúdos para poder renovar nos processos educativos irá construir
ações concretas de transformações desta realidade.
Um exemplo de um projeto para qualquer escola promover seria uma gincana
escolar, é o principal trabalho do projeto voltado à educação ambiental, e procura
auxiliar a escola no desenvolvimento a interação da sala de aula e ambiente. Este
projeto tem com formação, de acordo com Candice e Luciana.
A base das ações educativas e deve visar à formação de cidadãos éticos e
participantes que estabeleçam um respeitoso e harmonioso consigo mesmo, com os
outros e com o ambiente. Neste sentido, a escola tem a obrigação de auxiliar na
formação de indivíduos críticos e participativos e, portanto, deve incentivar o
educando a olharem para diferentes perspectivas e construírem o seu pensamento de
modo a fazer uma conexão entre indivíduo, o coletivo e o ambiente.
Ou seja, seria um projeto altamente recomendado, pois o mesmo iria trabalhar
com os grupos escolares tornando seus alunos críticos e conscientizando os mesmos
com isso está gincana ambiental ira ser trabalhado sobre uma dinâmica pedagógica
sobre os resíduos (lixo) produzido no espaço escolar e seus maléficos tanto para
escola quanto para o meio como todo, este projeto tem que ser realizado de forma
integrada ao cotidiano escolar dos alunos envolvidos nos projetos, na qual uma das
principais iniciativas seria a limpeza do espaço escolar onde os alunos estão
estudando Manter o ambiente limpo é muito importante para que se preserve o bem-
estar e a saúde das pessoas que convivem no local. Além da conservação para um
ambiente mais saudável, manter o local adequadamente limpo e organizado traz
benefícios relacionados a um maior aconchego e conforto. Manter o local organizado
e bem higienizado, além de auxiliar no quesito saúde, também torna o ambiente mais
agradável, melhorando assim o desempenho na aprendizagem escolar.
Imagem 1 : Professores fazendo suas iniciativas para contribuir com uma boa
limpeza na escola, locais específicos de coleta de lixo.

Fonte: www.google.com.br

A escola tem como objetivo educar e formar cidadãos mais críticos e


conscientes de suas ações. Muitos são os problemas observados em um ambiente
escolar, como por exemplo, a limpeza da escola. Manter um ambiente limpo e
saudável é de fundamental importância para a educação dos alunos. Atividades de
educação ambiental desenvolvida dentro da própria escola podem trazer vantagens
para a formação da educação ambiental, para conscientizar e orientar os alunos a
participarem sobre a problemática do lixo, a gincana ambiental escolar passa a ser
um dos vários caminhos para que os mesmos possam ter conhecimentos sobre a
reciclagem, reutilização de materiais, seletividade e dentre outros.
Um dos grandes problemas da atualidade é o lixo. É necessário promover na
escola a conscientização, através da educação ambiental, para formar cidadãos
engajados na transformação das relações da sociedade com a natureza através de
um ambiente limpo. Para a prevenção do meio ambiente, o lixo deve ser considerado
como uma questão de todo o ambiente escolar e não um problema individual. Dessa
forma, a escola (coletivo) irá formar cidadãos capacitados a manter a escola sempre
limpa e ainda influenciar outras pessoas a não sujarem o meio em que se vive,
trazendo melhorias para a escola.
Este projeto pode ser aplicado na escola durante um determinado período
sendo assim antes dos alunos irem para pratica os professores envolvidos irão levar
para a escola dados e exposição de informações para serem debatidos levar vídeo
aula, seminários tudo isto será planejado antes de pôr em pratica os alunos ou seja
tipo uma roda de debate tendo em vista todo o mundo e os problemas enfrentados ,
ou seja trabalhar com um tipo de projeto deste irá levar em conta que o mesmo tem
que ser trabalhado a coleta do lixo diariamente sendo imposto algumas regrinhas que
irão motivar e sensibilizar os alunos:
Com isso o professor deve mostrar aos seus alunos a importância da educação
ambiental e seus objetivos:
- o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em
suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos,
legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos;
- a garantia de democratização das informações ambientais;
- o estímulo E o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática
ambiental e social; IV - o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e
responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa
da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania;
- o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e
macrorregionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente
equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade,
democracia, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade;
- o fomento E o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia;
- o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade
como fundamentos para futuro da humanidade.

O professor, nesse cenário, seria o agente facilitador da discussão, uma vez


que previamente já teria incentivado leituras que dariam subsídios ao debate. Desse
modo, todos sairiam ganhando com suas leituras individuais sobre o tema. (FABIANO.
2012).
Além destas atividades que envolvem toda a escola existem as mais diversas
possibilidades dos professorem trabalharem a educação ambiental ela pode ser
debatida em cima da metodologia das 3r`s:
Reduzir: consiste em tentarmos reduzir a quantidade que produzimos de lixo,
como por exemplo, comprar produtos mais duráveis e evitar trocá-los por qualquer
novidade no mercado.
Reutilizar: Procurar embalagens, por exemplo, que possam ser usadas mais
de uma vez – como garrafas retornáveis de vidro. Ou quem sabe, criar novas
utilidades para as que você não precisa mais.
Reciclar: o mais conhecido dos 3 R’s; consiste em transformar um produto-
resíduo em outro, visando diminuir o consumo de matéria-prima extraída da natureza.
Imagem 2: projeto executado por alunos, reciclagem de garrafas pet

Fonte: www.tapera.rs.gov.br

São coisas simples que podem ser trabalhados em sala de aula com os alunos
sendo assim os mesmos irão ter consciência e sensibilização do que se trata a
educação ambiental e também podendo ser levado para seu dia a dia tudo que foi
visto, comentado e trabalhado no seu cotidiano escolar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No entanto vimos que as mudanças no nosso dia a dia fazem com que cada
dia mais o nosso meio ambiente se transforme e que a educação ambiental e de
grande importância nas escolas pois e ela que são formado as futuras gerações e
estas novas gerações irão ter um sensibilização sobre o meio em que vivem e até
mesmo sabe que o meio ambiente está passando por várias transformações a cada
que passa desenvolvimento de atitudes e posturas éticas e no domínio de
procedimentos, mais do que na aprendizagem escrita de conceitos. A seleção dos
conteúdos pode ajudar o educador a trabalhar de maneira a contribuir para a atuação
mais consequente diante da problemática ambiental, por meio da compreensão e
Indicação de formas de proceder, assim, tornar-se diferente encarar os
problemas ambientais.
Esse resultado traz com elementos fundamentais a sociabilidade, a
cooperação e a educação ambiental, de forma a construir ou despertar hábitos
saudáveis tanto no individuo como no coletivo. Uma escola trabalhando com projeto
busca promover atividades manuais, as quais são atividades ligadas ao prazer de
manipular com as próprias mãos, explorar e transformar a natureza, dando um
exemplo simbólico nem suas ações. É importante a introdução da leitura do mundo
dentro da sala de aula, a abordagem de conteúdos voltados a temas atuais é uma
referência a aprendizagem real e momentânea, atual, assim trabalhado e despertando
a curiosidade de saber o que realmente está acontecendo. O crescente desempenho
desenvolvido por debates, atividades dentro do ambiente escolar acarreta uma
oportunidade de reflexão sobre a responsabilidade na conservação do planeta.
Possibilitando a buscar de novas alternativas e soluções para as problemáticas
ambientais. A avaliação e a capacidade de transformação vinda dos alunos, irá
fortalecer a educação ambiental de suas perspectivas após as vivencias.

REFERÊNCIAS

ABREU, P. R; FERNANDES, E. P. Caminhos do projeto de pesquisa ao TCC. ed.


do Autor, 2011

DIAS, Genebaldo Freire. Atividades Interdisciplinares de Educação Ambiental.


São Paulo.
Global editora e distribuidora ltda,10 de abril de 2009. GUIMARÃES, Mauro. (org.).
Caminhos da educação ambiental: Da forma à ação. Campinas, SP: Papirus, 2012.
5ª Ed.

LISBOA, Cassiano Pamplona; KINDEL, Eunice Aita Isaia. (Orgs). Educação


ambiental: da teoria à prática. Porto Alegre: Mediação, 2012.

PENTEADO, Heloísa Dupas. Meio ambiente e formação de professores. São


Paulo: Cortez, 2003. 5ªed.

REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL / REDE BRASILEIRA DE


EDUCAÇÃO AMBIENTAL. - n. 4 (Jul. 2009). -- Cuiabá, Rede Brasileira de Educação
Ambiental, 2009. 245 p. v.:il.; 28 cm. Disponível em:
<http://www.mma.gov.br/educacaoambiental/politica-de-educacao-
ambiental/programa-nacional-de-educacao-ambiental>.

Você também pode gostar