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ANÁLISE DO FILME “TEMPOS MODERNOS” E A DINÂMICA

“SAÚDE-SEGURANÇA”

O filme “Tempos Modernos” retrata a exploração do homem com o surgimento


da linha de produção após a Revolução Industrial. Esta exploração ocorre em
diversos níveis e etapas da relação de produção, ou seja, envolvendo o capital e o
trabalho. Com o advento da Revolução Industrial, houve uma exploração
desenfreada do trabalhador, que só conquistou seus direitos – como os de
segurança e saúde no local de trabalho – por meio de sua organização, e essa
luta persiste até hoje.
O filme mostra a deficiência e a precariedade das condições de trabalho, o que
afeta o homem tanto nos aspectos de segurança como nos de saúde. O ambiente
físico é desprovido de adequação do mobiliário para a execução da tarefa, há
falta de equipamentos de segurança, inexiste um intervalo apropriado que
proporcione o descanso físico e mental e a realização de refeições, bem como
higiene e ventilação. A relação interpessoal está prejudicada, não existe uma
organização que promova o companheirismo e o respeito para o
desenvolvimento de trabalho em equipe.
Todos esses elementos associados não promovem o bem-estar, a saúde e a
segurança para a realização do trabalho. A deficiência, a precariedade e a
inadequação das condições estabelecidas nesta relação eram características do
processo de linha de montagem implantado ao início do século XX, onde o
homem era considerado apenas uma engrenagem do sistema produtivo.
Desta forma, a realização do trabalho em tais condições não só comprometia
como também favorecia o surgimento de doenças físicas e psicológicas, o que
atualmente é caracterizado ou chamado de doenças ocupacionais e acidentes de
trabalho. Hoje estão em vigor legislações especificas que normatizam e regulam
as relações de trabalho, e em muitas atividades profissionais são estabelecidas
jornadas diferenciadas, incluindo pausas para descanso e refeição, o que
tornaria menor a possibilidade de erros e acidentes devido ao cansaço e ao
estresse físico e mental.
No tocante à dinâmica sobre saúde e segurança realizada em sala de aula,
observei que havia semelhança significativa entre o grupo de operários do filme
e a nossa classe no que diz respeito à relação interpessoal, na qual os interesses
individuais e de grupo predominavam. Embora houvesse a intencionalidade
positiva quanto à realização da tarefa proposta, os integrantes dos grupos
careciam de maior conhecimento a respeito de si próprios e dos outros, como
facilidades e limites, organização, companheirismo e respeito. Mas, a exemplo
dos operários durante a Revolução Industrial, tais aspectos negativos podem ser
superados através da organização, promovendo o interesse coletivo – o que nos
tornaria uma equipe capaz de trabalhar de forma integrada e harmônica,
levando em consideração as diferenças individuais.

Texto elaborado por Dilma T. Henriques Baptista para o Curso de Enfermagem

Resenha do filme “Tempos Modernos”

O filme retrata a história da classe trabalhadora em meados da década de 30, inicio do século
XX, na primeira cena do vídeo observamos uma linha de montagem onde cada operário
realizava uma única tarefa repetidamente. Época da revolução industrial, quando a elevação
do consumo em massa aumentou o número de trabalhadores nas fábricas.

O tratamento aos operários era muito rígido, visando apenas aumentar a produtividade das
organizações com ênfase em realizar tarefas de forma rápida e eficiente, o invento da maquina
que permitia ao trabalhador executar sua função, a qual não exigia esforço mental, e comer ao
mesmo tempo, sem preocupação com a carga horária, limitação física e psicológica dos
trabalhadores, em conseqüência disso o protagonista do filme adquiriu doença do trabalho e
foi afastado. Após ficar algum tempo internado, sai de lá recuperado, mas com a eterna
ameaça de estafa que a vida moderna impõe: a correria diária, a poluição sonora, as confusões
entre as pessoas, os congestionamentos, as multidões nas ruas, o desemprego, a fome, a
miséria entre outros.

Para esse teórico todo operário é irresponsável, vadio e negligente. Essa hipótese foi ilustrada
quando o protagonista do filme disse a sua amiga que teria uma casa, nem que para isso
precisasse trabalhar por ela.

O filme critica a “Administração Científica” do ponto de vista humanista, por levar pouco em
conta as relações humanas ao estabelecer um padrão de trabalho nas linhas de produção,
encarando os empregados como peças e a organização como máquina.

O protagonista do filme, ao tentar voltar ao mercado de trabalho, parecia ser tão fácil quanto a
apertar parafusos, mas como de costume realizou apenas de acordo com a ordem recebida
sem utilizar raciocínio, o que trouxe consequências desastrosas. O trabalhador depara-se com
uma sociedade e uma economia abalada as indústrias e bancos acabam em falência, e uma
população cada vez mais revoltada com toda a situação, dando espaço para o surgimento do
comunismo. Mesmo assim o operário necessitava de outro emprego, porém enfrentava uma
realidade imposta pela modernidade, sabia apenas executar um único serviço aprendido
anteriormente, e na realidade as tarefas eram todas especializadas, com esse surgimento das
máquinas, essas substituem a mão-de-obra, e os operários acabam bitolados e sendo
marginalizados.

O filme relata principalmente as críticas a sociedade industrial e as técnicas modernas,


mostrando que o emprego deixou de ser prazeroso, quanto sua apresentação, para um
trabalho rotineiro, cansativo, comparado as críticas feitas hoje em nossa sociedade.

No início do filme, Charles Chaplin explica que Tempos Modernos é uma história sobre a
indústria, a iniciativa privada e a humanidade em busca da felicidade.

Como na maioria de suas obras, Chaplin retrata o cotidiano da sociedade mundial com um
olhar atemporal e crítico. Neste filme, mostra a luta do proletariado num sistema onde se
trabalhava muito e se ganhava pouco.

A extrema diferença entre a classe oprimida e os burgueses deixa em evidência a exploração


nas empresas com o advento da Revolução Industrial e, em especial, ao regime adotado após a
Grande Depressão dos EUA que levou grande parte da população ao desemprego e à fome.

A troca de trabalho humano pelo trabalho de máquinas elevou o desempenho das indústrias,
mas igualmente gerou demissões, insatisfação e estresse para seus subordinados.

O tema central do filme é o esmagamento sofrido pelo indivíduo num mundo racionalizado e a
não sobrevivência de um espírito livre e otimista num mundo guiado pelas máquinas, pelos
grandes negócios e pela opressão – da Polícia, por exemplo.

O personagem principal é Carlitos, personagem clássico de Chaplin, que ao conseguir um


emprego em uma grande corporação transforma-se em líder grevista, é preso injustamente,
tira vantagem da vida de presidiário e ainda se apaixona por uma jovem órfã. Tudo com muita
leveza. Quase sem querer. Nos fazendo rir e chorar. Comovente, profundo e universal.

Também sutilmente, a cada nova cena, critica a modernidade e o capitalismo e nos faz refletir
sobre situações tão contemporâneas de trabalho e as relações entre patrões e empregados.

O filme é um constante vai e vem como se a vida fosse o percurso de uma montanha-russa
onde aquele indivíduo parece buscar seu lado mais humano, e tenta, apesar dos percalços,
estimular a vida com uma pitada de loucura e uma grande porção de amor.

As cenas antológicas de Carlitos parafusando os botões do vestido de uma senhora e sendo


engolido pelas engrenagens da fábrica critica fortemente o sistema de produção idealizado por
Taylor e aplicado por Ford em suas fábricas de carros. Chaplin usa da sátira para expor uma
realidade política e social e também a da miséria, pobreza e desemprego do povo americano
durante a Crise de 1929.
O filme, apesar de ser uma produção dos anos 30, ainda tem muita referência para a produção
industrial mundial. Os donos do meio de produção ambicionam, mais do que nunca, grande
produtividade em um pequeno espaço de tempo. A diferença talvez esteja na possibilidade de
melhores remunerações conforme a qualificação e habilidades de cada trabalhador.

Mesmo assim, no Brasil ainda é visto trabalho escravo, opressão de empregadores em


detrimento de seus empregados, baixos salários e desemprego. Mas a grande massa detentora
da mão-de-obra nunca desiste, fazendo com que seu dia-a-dia, assim como Carlitos, tenha
sempre um novo começo. E buscam, incessantes, pela conquista de um final feliz.

Resenha crítica do filme Tempos Modernos

O filme se passa na crise de 1929,ele começa com um grande relógio que é colocado na tela
nos fazendo associar o quanto nossa vida depende do tempo ou pensar que cada segundo vale
dinheiro e que por isso não podemos desperdiçar nenhuma fração de tempo.

A trama fala do crescimento das indústrias, das dificuldades encontradas pelos trabalhadores
para se adaptar aos novos métodos de trabalho, do desemprego desencadeado pela
substituição do homem pela máquina, e da situação da sociedade em geral.

Como podemos ver no filme,Charles Chaplin se passa por um funcionário altamente stressado
pelos más condições do trabalho e pelo excesso de trabalho sem pausas algumas,nem pra
poder comer.Isso tudo desmotiva o funcionário fazendo com que o desgaste seja maior e o
funcionário produza menos.

Podemos ver também que com certeza de tanto trabalhar ele começou a ficar “louco”,pois
mesmo depois que terminava seu trabalho ele não conseguia parar de pensar naquilo e
continuava com seus gestos de apertar os parafusos,mesmo não tendo mais parafusos para
apertar.Com isso podemos interpretar que ele acabou ficando doente,tendo uma doença
ocupacional,mais como naquela época isso não existia,axaram que ele estava louco de tanto
trabalhar.

Podemos notar também que as condições higiênicas eram péssimas,mais até que era bem
organizado,cada um exercendo sua função corretamente.

O que poderia ser feito para minimizar o stress dos funcionários¿Os empregadores poderiam
fazer pausas de 10 a 15 min a cada 1h para que o funcionário possa estar relaxando,fazendo
suas higienes,pois assim o funcionário não teria tanto stress acumulado e renderia bem mais
no seu local de trabalho.Poderia implementar a gisnástica laboral,para que os funcionários
possam se alongar e se exercitar para assim relaxarem e serem mais produtivos em seu local
de trabalho.Poderiam haver horário de almoço para que esses funcionários se alimentem
melhor e com mais tranqüilidade.Uma organização no ambiente de trabalho também
ajudaria,pois assim num esquema de revezamento cada um poderia tirar seu horário de
almoço enquanto o outro continuaria trabalhando.

Se antigamente eles tivessem esse conhecimento que temos hoje,certamente o


funcionário,como no caso do Charles Chaplin não ficaria stressado e louco trabalhando do jeito
que ele estava,ele com certeza renderia mais e produziria mais para a empresa dele,a empresa
iria lucrar bastante,e certamente diminuiria os riscos ocupacionais,as doenças ocupacionais,os
afastamentos por doenças ocupacionais e todos ficariam satisfeitos.

RESENHA

Este filme de Charles Chaplin mostra como a busca pelo progresso e a ambição do ser
humano, podem nos levar a uma vida de escravidão, e como estes nos fazem esquecer de
valores realmente essenciais e necessários a vida humana.

A vida não é valorizada e só se importam com as novas ideias e modelos de de capitalismo


e industrialização, com base num sistema de linha de montagem e especialização do trabalho.
É uma crítica a um novo modelo de sociedade, onde o operário é engolido pelo poder do
capital e perseguido por suas idéias.

O Homem é tratado apenas como uma engrenagem da própria máquina, e que deve
mostrar resultados cada vez melhores, para que se garantam os lucros dos empresários.

Chaplin retrata neste filme para toda a sociedade, como este novo processo de
industrialização, está escravizando o ser humano e como os valores de vida estão sendo
esquecidos. O ser humano tem necessidades, valores morais e éticos, quer constituir família e
ter condições dignas de vida com o fruto de seu trabalho.
Ainda hoje temos trabalho escravo, empresas em que os empresários usam e abusam de
seus empregados visando simplesmente o lucro, e não se importando como deve ser o
processo para se alcançar esses resultados.

Como em todos os seus trabalhos Charles Chaplin em toda a sua genialidade traz de volta
emoções ao ser humano muitas vezes esquecidas, nos mostrando como o ser humano pode
por si só, se auto destruir. Nos faz refletir como o mundo moderno está até hoje nos dias
atuais, nos transformando em simples máquinas de um processo de modernismo que julgamos
erradamente necessário á vida humana.

É um filme que nos faz refletir sobre nossa vida e como nos relacionamos na sociedade.
Nos faz pensar sobre como estamos tratando o ser humano e nosso planeta, e que preço
estamos pagando por esse progresso?

O ser humano e o nosso planeta devem ser sempre valorizados acima de tudo, e o preço
pago em busca do progresso, muitas vezes nos faz esquecer e nos afasta de valores realmente
necessários à vida humana. Devemos nos preocupar como afetamos a nossa sociedade e o
ambiente em que vivemos, só assim poderemos ter esperanças de mundo melhor.

Universidade Anhanguera Uniderp – Pólo Guaicuru – Campo Grande/MS

Acadêmico: Emerson Luis Andreani - RA: 394527

Curso: Ciências Contábeis - 2º Semestre - 2012

8- Resumo : O filme faz uma crítica ao capitalismo e ao modelo industrial.


ROTEIRO:

1- Relação trabalho intelectual e trabalho manual.

O presidente da fábrica, do seu escritório, comandava e vigiava tudo. As ordens


eram passadas a um funcionário que se encarregava de repassá-las aos operários
que executavam o que era mandado. Era um trabalho meramente mecânico. O
rítimo de trabalho dos operários era determinado pela velocidade das máquinas,
que ficava a cargo de um técnico que a controlava. Todo trabalho era em série,
visando só a produtividade .Portanto o trabalho intelectual era exercido por quem
comandava e o trabalho manual por aqueles que trabalhavam pesados: os
operários.

2- O controle sobre o processo de trabalho.

Os operários eram controlados através do sistema de cartão de ponto , pelo circuito


interno de TV. A todo momento , os operários eram vigiados tendo apenas os
intervalos do lanche que também era pré-determinado, ao toque da sineta
voltavam ao rítimo alucinante de produção contínua.

3- A fragmentação e desqualificação do trabalho.

Sendo um processo de produção fragmentado, para aumentar o desempenho do


operário a produção é dividida em várias operações. Cada operário executa uma
única etapa, cada um tendo uma função específica e sempre do mesmo jeito, o que
o aliena do processo de trabalho.

Com a própria mecanização, o trabalho desqualifica-se a partir do momento em que


é só chegar com uma carta de apresentação, não passavam por um processo de
treinamento, de qualificação.Eram totalmente dominados .

4- A solidariedade dos envolvidos no processo de produção.

Durante o filme percebi que não havia solidariedade nas pessoas envolvidas no
processo de produção.

5- O rítimo de trabalho.
O rítimo de trabalho era tão acelerado que levava o sujeito a ter até mesmo um
comportamento inadequado,pois a dura jornada de trabalho, a mecanização das
ações, o despreparo profissional, tudo isto levava o individuo a um cansaço muito
grande, o trabalhador não podia perder muito tempo . Em ocorrência disto havia
muitos acidentes de trabalho. Com a cena do filme nos mostra.

6- Conclusão:

No filme, podemos perceber que nas industrias não utilizavam mão-de-obra


qualificada, todo comportamento era mecânico e o que interessava para os donos
das industrias não era o sujeito e sim o produto final. Tudo que era feito visava o
lucro. A produção sempre em rítimo bem acelerado.

O movimento sindicalista luta por melhores condições de trabalho e salários para os


operários . Começava aí uma luta de classes .

O filme é uma metáfora daquela sociedade ( sociedade capitalista), como seria o


século XXI.

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