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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ – UFPI

CURSO: MEDICINA
DISCIPLINA: GENÉTICA MÉDICA
PROFESSORA: CATARINA FERNANDES PIRES

CICLO CELULAR

COMPONENTES:
ANDRÉ LUIZ GONÇALVES IBIAPINA
DESSANA GOMES MEDEIROS ZAGURY
EDUARDO LIMA DE SOUSA
JOÃO GABRIEL DE CARVALHO SARAIVA
RUANA STEPHANY MACEDO SANTOS
VICTOR MOURÃO MELO

TERESINA – PI
2021
1. CICLO CELULAR

1.1 MITOSE

Os estágios da mitose constituem um processo contínuo. No início, o DNA e


as proteínas cromossomais já foram duplicados na interfase, e as duas cromátides-
irmãs de cada cromossomo duplicado ainda estão ligadas ao centrômero. Uma
organela celular adicional também passa a atuar. O centrossomo, contendo um par
de centríolos, está localizado no citoplasma próximo ao núcleo. Eles produzem o
arranjo de microtúbulos que movem os cromossomos durante a divisão nuclear. A
prófase é uma fase preparatória (pro = antes). Os cromossomos espiralam ou
condensam em estruturas compactas que podem se mover facilmente dentro de
uma célula e isso pode começar a ser observado microscopicamente. A membrana
nuclear se rompe, e os centrossomos se dividem e começam a se mover para polos
opostos da célula. A medida que se separam, geram um arranjo de microtúbulos
chamado de fuso, que é composto por tubulina.

Na pró-metáfase, as cromátides-irmãs se ligam ao fuso através dos


microtúbulos que se estendem a partir do cinetócoro, um grupo de proteínas que se
liga à região do DNA centromérico . Uma razão pela qual essa fase é importante em
genética médica é que padrões citogenéticos atuais usam cromossomos pró-
metafásicos para determinar o cariótipo, ou imagem dos cromossomos, para
avaliação clínica. Os cromossomos estão menos condensados do que estarão em
estágios posteriores, assim maiores detalhes podem ser observados com certos
tipos de coloração.

Durante a metáfase, os cromossomos se alinham no plano equatorial entre os


polos dos centrossomos. O cromossomo ainda possui duas cromátides-irmãs
unidas, cada uma delas ligada a um polo oposto. A anáfase começa quando o
centrômero se divide e cada cromátide é agora um cromossomo separado. O
número cromossômico dobra temporariamente, isto é, de 46 cromossomos (cada um
com um par de cromátides-irmãs) para 92 em seres humanos. Movimento dos
cromossomos em direção aos polos. Na telófase, geralmente a fase mais curta da
mitose, ocorrem eventos opostos àqueles da prófase. Os cromossomos se
descondensam, o fuso se desfaz e duas novas membranas nucleares se formam em
torno dos cromossomos em cada um dos polos. Além disso, a divisão do citoplasma,
chamada de citocinese, ocorre quando um anel contrátil que inclui actina e a
proteína motora miosina comprime a membrana celular para distribuir o citoplasma e
suas organelas entre suas duas células-filhas.

1.2 MEIOSE

Em contraste com a mitose, que passa uma cópia duplicada de cada


cromossomo para cada uma das células-filhas, a meiose reduz o número
cromossômico à metade. Isso ocorre em dois ciclos de divisão: prófase I, metáfase I,
anáfase I, telófase I, seguidas por uma segunda rodada com prófase II, e assim por
diante. Mas não é suficiente apenas cortar o número cromossômico pela metade.
Cada gameta haploide deve ter uma cópia de cada tipo de cromossomo, isto é, uma
cópia de cada grupo de ligação. O processo que permite que isso ocorra está
centrado em eventos da prófase I.

Na prófase I, como no início da mitose, forma-se o fuso, os cromossomos se


condensam e a membrana nuclear se rompe. Mas em vez de cada cromossomo se
ligar de maneira independente aos microtúbulos do fuso, os cromossomos
homólogos pareiam para formar um bivalente. O processo de pareamento é
chamado de sinapse e envolve a criação de um complexo sinaptonêmico que se
forma apenas entre as cromátides de diferentes cromossomos homólogos. Ele não
se forma entre cromátides-irmãs. Consequentemente, haverá um bivalente para
cada tipo de cromossomo, isto é, um bivalente para cada grupo de ligação.

O bivalente se liga ao fuso de maneira que na anáfase I, um dos


cromossomos (ainda com as duas cromátides-irmãs ligadas ao centrômero) se move
para um polo enquanto o outro cromossomo homólogo se move para o polo oposto.
Assim, o número cromossômico é reduzido do conjunto diploide de cromossomos
(2n) para dois núcleos haploides (ln) ao final da primeira divisão meiótica.

A sinapse apresenta pelo menos duas funções importantes na prófase I.


Primeiro, ela coloca todas as cópias de cada grupo de ligação em um conjunto
separado. Isso permite que a célula distribua um conjunto completo de informação
genética para cada célula no final da primeira divisão. A sinapse mantém os
cromossomos juntos em um grupo.
Segundo, há uma troca entre os cromossomos homólogos, chamada de
Crossing over ou recombinação, que embaralha os alelos carregados pelos dois
homólogos. A recombinação é uma força poderosa na geração da enorme gama de
variação genética que pode ser encontrada entre os descendentes de cada par de
genitores. Seguindo a prófase I, os cromossomos se movem para o plano equatorial
da célula na metáfase I e os cromossomos homólogos são puxados para polos
opostos na anáfase I. Essa separação, ou segregação, de quaisquer diferenças
genéticas nos alelos carregados pelos homólogos é a base de uma das leis
mendelianas fundamentais da transmissão genética.

Após uma breve telófase I e citocinese, a segunda divisão prossegue como


na mitose, exceto que o número cromossômico é agora haploide. A divisão de
redução ocorre durante a primeira divisão meiótica. Em seres humanos, o resultado
a partir de cada célula primária é de quatro núcleos haploides de espermatozóides
na espermatogênese ou um núcleo de óvulo haploide mais três pequenos
corpúsculos polares haploides na oôgenese.

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