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ITCV-INSTITUTO TEOLÓGICO CAMINHO E VIDA

AULA -1-2

DISCIPLINA: ORATÓRIA, RETÓRICA E


ESTRATÉGIAS E COMUNICAÇÕES.

Facilitador: Dr. Fabiano Ferreira

OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Fornecer curso com o objetivo de processar a aquisição e/ou


modificação de formas de comportamentos inadequados através do modelo Andrológico de
Ensino-Aprendizagem; proporcionar possibilidades de conhecimento e desenvolvimento
profissional aos profissionais, de acordo com as necessidades da função, realidade e/ou
interesses, fornecendo maior qualificação profissional.

EMENTA
Importância da Oratória Contemporânea. Combater a inibição e o medo de falar em público.
Processo de Comunicação. Aspectos comunicacionais. Falar com desembaraço e sem
constrangimentos obter dicas para ser objetivo e conciso. Adquirir estratégias (sorrir e olhar)
para convencer e influenciar. Técnicas comunicacionais aplicadas aos procedimentos
jurídicos. Recursos e aspectos linguísticos. Impostação vocal. Falar de improviso. Saber
ouvir e escutar. Técnica da boa escuta. Comunicação estratégica e marketing
comunicacional. Reavaliação do grupo e avaliação do curso

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1. O poder da palavra 4
2. Falar em público. Faça a sua revolução 5
3. Vestir-se bem para uma apresentação é fator imprescindível 6
3.1 Homens: 6
3.2 Mulheres: 6
3.3 Roupas 7
4. O maior perigo para o orador: “o devaneio da platéia” 7
5. Características que não podem faltar ao orador 7
5.1 Naturalidade 7

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5.2 Emoção 8
6. Domínio do conteúdo 8
7. Harmonize sua expressão facial ao falar em público 8
8. Expressão corporal 9
8.1 A importância dos gestos na comunicação 9
8.2 Utilize a gesticulação a seu favor no momento de sua fala 9
9. Tenha atitudes que o credenciem enquanto fala 10
10. Intercâmbio visual 11
11. O deslocamento do orador 11
12. Dicas importantes que devem ser levadas em consideração pelo orador 12
13. Como quebrar as resistências iniciais do público 12
14. Fale sempre de forma simples. O público vai gostar 12
15. A cortesia é uma forte arma que pode ser usada pelo orador 13
16. Como administrar “o tal branco” em apresentações 13
17. Utilize o vocativo de forma correta em suas apresentações 13
18. Como preparar um discurso 14
18.1 Como concluir o discurso com chave de ouro 14
19. O uso correto do microfone 15
20. A correta utilização da tribuna 15
Bibliografia Pesquisada 16
Mais informações sobre oratória 16

1. O PODER DA PALAVRA

Existe um poder imenso no discurso oral, mas poucos de nós temos consciência dele. As
palavras devem ser consideradas alicerces daquilo que construímos na vida. As palavras
saem da sua boca e o seu “dialogo interior” têm o poder de mudar sua vida.
Palavras são usadas para nos fazer rir ou chorar. Podem ferir ou curar. Oferece-nos
esperança ou desolação. Com palavras, podemos expressar nossas intenções mais nobres, e
também nossos desejos mais profundos.

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Ao longo da história humana, nossos maiores líderes e pensadores usaram o poder da


palavra para transformar nossas emoções, recrutar-nos para suas causas e moldar o curso do
destino.
As palavras podem não apenas criar emoções, mas também criar ações. E de nossas ações
fluem os resultados de nossa vida Podemos definir o termo poder de várias formas, porque a palavra
poder engloba todos os aspectos da sociedade e do convívio entre animais racionais e irracionais.
Poder se pode definir perfeitamente com o a capacidade real ou em potencial para influir sobre outros
no sentido que se deseje. Domínio, faculdade e jurisdição que se tem para mandar ou executar uma
ação qualquer. Se definirmos poder com o que aprendemos nas enciclopédias, as definições são
muitas e variadas como, por exemplo: Estar capacitado, juntar condições para fazer o que se
expressa; ou faculdade para fazer alguma coisa; domínio ou influencia que se tem sobre alguma
coisa; possessão o pertencia de uma coisa; força, capacidade, eficácia; capacidade para provocar
alguns efeitos; autorização para fazer alguma coisa devido a que se possui autoridade para executar
algo.

Poder também significa a probabilidade de impor a vontade própria dentro de uma relação social,
ainda que haja resistência, e qualquer que seja o fundamento dessa probabilidade. É assim como
define poder Max Weber. Poder também se pode definir como a probabilidade total de encontrar
obediência a uma ordem determinada entre sujeitos. O poder é um aspecto potencial em todas as
relações sociais e se caracteriza pela sua condição se assimetria: o sujeito que possui poder exerce
um controle maior sobre a conduta do outro sujeito que sofre essa forma de agir como subalterno
nesse sentido próprio.

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2. FALAR EM PÚBLICO. FAÇA A SUA REVOLUÇÃO

As grandes revoluções no mundo tiveram como protagonistas grandes discursos, ecoado


por grandes oradores. Ghandi, Fidel Castro, Che Guevara, Martin Luther King, Evita Peron,
Madre Teresa de Calcutá, a jovem Malala Yousafzai, Kennedy, Mandela e nos dias atuais, o
melhor orador vivo da face da terra, Barack Obama. Todos eles mudaram conceitos sociais e até
hoje, são lembrados com honra.
Estas pessoas têm poderes especiais? Com certeza não. O que eles tinham em comum era
“um discurso”, marcado por sua capacidade de transmitir ideias e fazer as pessoas acreditarem
neles e segui-los.
E você pessoa comum: acha que pode se transformar em um grande orador? Conquistar
e cativar as massas? Ser desejado nos seus discursos? Com certeza digo que sim. É possível.
Basta você fazer um Curso de Oratória Executiva de Alta Performance e ir em busca de seus
sonhos. Quais são seus sonhos? Somente através do uso racional e lógico da palavra por você e
por mim, será possível realizarmos nossos sonhos.

3. VESTIR-SE BEM PARA UMA APRESENTAÇÃO É FATOR


IMPRESCINDÍVEL

Vivemos em uma sociedade extremamente “visual”. A imagem perdura por muito tempo,
desse modo à apresentação pessoal do orador é uma poderosa ferramenta de comunicação. Sua
aparência fala de você. Ela dá sinais de quem você é e como é o seu estilo de vida. Portanto,
abaixo iremos lhe mostrar alguns detalhes sobre sua imagem, que devem ser levados em
consideração, para que você possa impressionar, sem ao menos falar uma só palavra.
Porém, quem vai nos dar a dica do que vamos vestir e também a boa utilização dos
acessórios que nos ornamentará será: “o respeitável público”. Conhecendo o perfil do mesmo e
o formato do evento, vamos encontrar no nosso guarda roupa o melhor traje para a ocasião.
Portanto cuide:

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3.1 HOMENS

• Faça a barba, ou se a usa, dê um retoque nela;


• Apare as unhas;
• Cuide de seu cabelo, seja qual for o seu estilo;
• Escolha um perfume de aroma discreto;
• Cuidado na escolha dos acessórios: harmonia e tamanhos.

3.2 MULHERES

• Maquiagem leve e discreta;


• Cuide de seu cabelo, seja qual for o seu estilo;
• Escolha um perfume de aroma discreto;
• Cuidado na escolha dos acessórios: harmonia e tamanhos dos mesmos.

3.3 ROUPAS

• Defina a mesma, de acordo com o perfil do evento e do público;


• Mulheres: fujam dos decotes e roupas apertadas.

Estar vestido de forma adequada ao evento é, sem sombra de dúvida um modo de respeitar
o seu público. É uma forma de persuasão. Antes mesmo do orador falar alguma coisa, ele será
observado e analisado.

4. O MAIOR PERIGO PARA O ORADOR: “O DEVANEIO DA PLATEIA”

Devo dizer que muitos perigos cercam uma apresentação. Um deles é o que chamo de “o
devaneio da sua plateia” seja ela pequena ou grande. Por isso mesmo, cuidar de cada detalhe de
sua apresentação, é fator preponderante para que o orador consiga seduzir sua audiência. O
discurso do orador sedutor não se lastreia apenas em argumentos lógicos; ele tem como

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premissas, estratégias retóricas e alegóricas que tem como finalidade “envolver e comover”. O
orador que não sabe conquistar a atenção e a empatia de seus interlocutores, não consegue
envolver e comover seu público, certamente não logrará êxito em suas apresentações.

5. CARACTERÍSTICAS QUE NÃO PODEM FALTAR AO ORADOR

5.1 NATURALIDADE

Falar em público não é fácil. Mesmo para quem tem preparo. O que você orador não pode
mesmo é ser “artificial” em seu discurso. Ser artificial na oralidade compromete a empatia com
seus interlocutores. Não ser natural pode gerar no público ouvinte, animosidade e descrédito.
Você pode se perguntar: como faço para ter excelência no quesito naturalidade? E a resposta é:
“falando muito”. Não há outro caminho, só a prática vai levá-lo a encontrar o grau de naturalidade
desejado.

5.2 EMOÇÃO

A emoção é um dos principais requisitos, um dos melhores recursos que o orador “deve
utilizar” para provocar, instigar “a ação” na sua interlocução. Ela bem utilizada, na dosagem
certa, envolve e transforma-se em disposição para que o público aja imediatamente. A dosagem,
o grau ou nível de emoção, é você quem vai administrar. Com a prática você vai descobrindo o
nível ideal para utilizar-se da mesma. Não fale de forma “inerte” e “sem vida”.
Provoque ação no seu público do início ao fim de sua fala. A emoção do orador é revelada:

1. Pelo entusiasmo com que abraça a causa;


2. Pelo envolvimento que demonstra na defesa de suas ideias;

3. Pelo interesse que dedica ao assunto sobre o qual escolheu falar;


4. Analise a circunstância, e utilize no seu discurso, as chamadas palavras ou frases de “valor e
palavras ou frases de ordem”, gestos de ordem e gestos de valor.

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6. DOMÍNIO DO CONTEÚDO

Não passe vergonha. Demonstre autoridade. Desenvolva o assunto o qual veio abordar de
forma linear e segura. É fato: não podemos dominar tudo relacionado ao assunto em debate, mas
o orador tem a obrigação de mostrar sua capacidade intelectual ao público, ou do contrário, sua
audiência começará a ter desconfiança de você e dos seus propósitos. Falar em público requer do
orador muita responsabilidade. Se você não está preparado lhe dou uma dica: recuse o convite e
preserve a sua imagem.

7. HARMONIZE SUA EXPRESSÃO FACIAL AO FALAR EM PÚBLICO

A nossa expressão facial é a tela pela qual as pessoas sabem como estamos
psicologicamente. Mantenha coerência facial no contato com público. Não fale de coisas tristes
“sorrindo”, não fale de coisas alegres com semblante “triste”. Ter uma expressão facial adequada
à circunstância é fator de credibilidade no momento de sua apresentação, assim como, o contrário
é verdadeiro. Que tipo de orador você prefere: aquele que tem um semblante leve e arejado, ou
aquele que tem expressão facial pesada e angustiante? Perceba o seguinte: expressões faciais
adequadas às circunstâncias de sua apresentação geram credibilidade e admiração.

8. EXPRESSÃO CORPORAL

8.1 A IMPORTÂNCIA DOS GESTOS NA COMUNICAÇÃO

O escritor Frances Weil Pierre autor do livro: “O corpo fala” afirma: “A comunicação
humana é aproximadamente 50 a 70% não verbal”. Ou seja: é feita através de expressões, gestos
e sinais corporais que de modo característicos, expressam sentimentos e posicionamentos. E
continua o autor: “Pela linguagem do corpo, você diz muitas coisas aos outros. E eles têm muitas
coisas a dizer a você. Também nosso corpo é antes de tudo um centro de informações para nós
mesmos. É uma linguagem que não mente”.

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Tenha assertividade na execução dos seus gestos enquanto fala. É através da gesticulação
cadenciada, sincronizada e coerente com o que verbaliza que o orador expressa alguns
sentimentos. Utilizando-a da forma correta, você vai transmitir a seguinte mensagem
para o púbico: “eu estou no controle de minhas ações”.
Portanto, aposte na expressão corporal mais adequada a circunstância e tenha sucesso e
poder de persuasão em suas apresentações.

8.2 UTILIZE A GESTICULAÇÃO A SEU FAVOR NO MOMENTO DE SUA FALA

O gesto está para a verbalização, assim como, como a água é vital a sobrevivência dos seres
humanos. É ele que dá ao público, sensações de reforço ao que o orador está dizendo. Porém, ele
não pode, e não deve ser evidenciado de qualquer forma. Para realizar uma gesticulação
tecnicamente correta, saiba quais são seus elementos reguladores:

• GESTICULAÇÃO: DIPLOMÁTICA, MAIS SERENA E MAIS FRENÉTICA;


• TAMANHO DO ESPAÇO;
• FINALIDADES;
• CARACTERÍSTICAS DO PÚBLICO.

Feitas estas avaliações o orador vai buscar persuadir seu interlocutor com gestos que
enfatizem algumas ideias no envio da mensagem. Nem tudo o que você verbaliza, terá um gesto
subsequente. Ele surge justamente quando desejamos dar “destaque, ênfase e impacto” a alguma
frase ou ideia sobre o assunto abordado. Assim sendo, não usamos o gesto na comunicação de
qualquer forma ou ao nosso bel prazer.
Com o auxílio do gesto na comunicação, o orador torna forte o que diz, e consegue
dependendo da sua intensidade, envolver sua interlocução. Portanto, não há como conceber uma
comunicação eficaz e eficiente sem o uso sincronizado do gesto.
Observe a figura 1 e faça uso correto dos movimentos corporais:

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Figura 1 - Esquema retirado do livro: “Aprenda a falar corretamente em público e vença na carreira profissional”

O orador que não sabe utilizar de forma eficiente e eficaz a expressão gestual está
fadado ao insucesso em suas apresentações, indispondo sua audiência e levando a mesma ao
desinteresse em sua apresentação.

9. TENHA ATITUDES QUE O CREDENCIEM ENQUANTO FALA

Lembre-se: nossos passos estão sendo medidos pelo público, do momento em que nos
levantamos para falar, até a nossa chegada à tribuna ou na mesa. Invista forte nas atitudes que
vão agregar valor a sua presença diante de sua assistência.
Posturas verbais e corporais hesitantes é o passaporte para um desempenho ruim.
Escrevi em meu livro intitulado: “Comentários à Oratória”, “Utilizar o corpo com assertividade
enquanto fala, é o grande trunfo de quem se comunica para pequenos ou grandes públicos”.
Assim sendo, aposte nas atitudes corporais de qualidade e crie conexão imediata com o público.

10. INTERCÂMBIO VISUAL

Faça intercâmbio visual corretamente e passe mais confiança para o público. Segundo a
escritora Eunice Mendes: “Olhar e ser olhado faz parte do ato comunicativo. A mensagem
transmitida por um olhar positivo é um porto seguro”. Como você se sente quando encontra
alguém que fala com você e não olha nos seus olhos? É uma sensação ruim, não é? Logo
pensamos: esta pessoa não me passa confiança quando falo com ela. Pois é, colocar-se diante do
púbico com olhar hesitante, vai causar a mesma impressão que descrevemos acima.

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Com o contato visual acertado, o orador consegue aferir as sensações e reações do seu
público enquanto fala e mantém assim, um elo de confiança que vai ajudá-lo no envio da
mensagem.

11. O DESLOCAMENTO DO ORADOR


O deslocamento do orador enquanto fala. Como fazê-lo? Em que momento?
Todo o movimento do orador deve ser planejado, no intuito de motivar e persuadir seu
auditório. O deslocamento do orador trará um colorido todo especial à sua presença. Havendo
condições para realizar este deslocamento, o faça de forma parcimoniosa e com naturalidade.
Não se desloque de forma desordenada enquanto fala, para não cansar visualmente sua audiência.

12. DICAS IMPORTANTES QUE DEVEM SER LEVADAS EM CONSIDERAÇÃO


PELO ORADOR

O planejamento de uma apresentação, certamente, trará ganhos em sua atuação no dia


marcado. Não deixe para realizar os ajustes necessários de sua apresentação ali, na hora, em
frente ao público.

Alguns pontos que devem ser levados em consideração:


• Conheça antecipadamente as características do público;

• Cuide de seu PowerPoint;


• Treine o máximo que puder;
• Desloque-se com antecedência até o local da apresentação;
• Procure saber com antecedência o tempo que terá para explanar suas ideias.

13. COMO QUEBRAR AS RESISTÊNCIAS INICIAIS DO PÚBLICO

Imagine o seguinte: você saindo de sua terra natal e indo morar em outro local onde
ninguém lhe conhece. No início, as pessoas daquele local ficarão desconfiadas com o novo
forasteiro. E até eles se acostumarem com o novo morador da localidade, levará um tempo.

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Isto é o que acontece quando você entra em cena para falar em público. Se você não for
uma pessoa conhecida, certamente, os presentes ficarão desconfiados de seus propósitos até que
comece a falar.
Portanto, uma boa estratégia para deixá-los mais propensos a lhe ouvir, é ir quebrando as
resistências com palavras e gestos que estimule esta aproximação. Feito isto inicialmente, aí sim,
é hora de entrar no discurso propriamente dito.

14. FALE SEMPRE DE FORMA SIMPLES. O PÚBLICO VAI GOSTAR

Qual a melhor maneira de comunicar-se com as pessoas? Falando de forma simples, sem
a utilização de termos técnicos e palavras rebuscadas. O orador não pode dar um show apenas
para si mesmo.
O alvo, o foco de sua presença é o público. Não queira demonstrar sua intelectualidade
usando palavras difíceis.
Atinja os sentimentos do seu público, através de uma linguagem acessível direcionada ao
homem intelectual ou ao mais simples homem do campo.

15. A CORTESIA É UMA FORTE ARMA QUE PODE SER USADA PELO
ORADOR

Todo dia sai alguém de casa, disposto a prejudicar alguém em algum lugar. Não se
surpreenda se em sua apresentação encontrar uma pessoa com este intuito.
Caso o destino se encarregue de fazer esta união, e você perceber que esta pessoa tenta
de todas as formas atingi-lo com palavras ou perguntas de bolso, escolhidas para testá-lo, a
sugestão é que você respire fundo, mantenha a calma e tente demovê-lo deste intento. Não
responda com agressividade ou com ironia.

16. COMO ADMINISTRAR “O TAL BRANCO” EM APRESENTAÇÕES

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Em primeiro lugar ninguém está livre dele. Iniciantes e veteranos oradores, podem se
encontrar neste cenário tão comum. A questão é: como reagir ao menor sinal quando ele está por
vir?
1. Não reagir emocionalmente;
2. Repetir a última frase como se quisesse dar “ênfase”;
3. Frase mágica;
4. Dividir o peso desse momento com a plateia;
5. Se nada disso funcionar, siga em frente confiante e seguro.

17. UTILIZE O VOCATIVO DE FORMA CORRETA EM SUAS


APRESENTAÇÕES

Na semântica, o vocativo é um termo de chamamento, geralmente evidenciado no início


da fala pelo orador. Têm pressupostos que vão valorizar a sua presença junto à banca, a mesa e
junto ao público. Portanto, analise o perfil do público e do evento e lance mão do vocativo de
forma assertiva.
18. COMO PREPARAR UM DISCURSO

A formatação de um discurso assemelha-se ao esquema de uma redação. Tem que ter


começo, meio e fim. Suas partes devem estar interligadas e com coerência.
Um discurso bem feito, cumulada com excelência na postura é sinônimo de sucesso,
portanto, trate-o com carinho, e faça as revisões e os ajustes necessários para que você possa dar
um show para o público presente.

Veja o modelo abaixo:

☑ 15% - INTRODUÇÃO – É o momento de quebrar o gelo. É a partir deste


momento que você deverá conquistar a simpatia e a benevolência dos seus ouvintes,
preparando-os para tal, demonstrando quais ideias e argumentos serão
discutidos/debatidos.

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☑ 75% - DESENVOLVIMENTO - Esta parte da exposição é, sem dúvida, a


mais substancial. Nele, o orador deverá desenvolver os argumentos, ideias e teorias
descritas na introdução.
☑ 10% - CONCLUSÃO - Conte aos ouvintes que irá encerrar – Nesta última
parte, o orador deverá fazer um resumo do que disse e realizar um fechamento
alinhado com as duas partes iniciais.

18.1 COMO CONCLUIR O DISCURSO COM CHAVE DE OURO

É chegado o momento de concluir seu discurso. Até chegar aqui, você já percorreu um
longo caminho. Sendo assim, capriche nesta última etapa de sua presença frente ao seu púbico.
Aproveite-a para marcar sua presença na mente e no coração dos seus ouvintes.
O fechamento de sua apresentação tem que se assemelhar ao final de grandes espetáculos de
música ou de teatro. Os cantores e atores, sempre deixam o melhor do todo, para o final. Portanto,
estude as circunstâncias de sua apresentação, analise todas as formas de conclusão e lance mão
de uma estratégia que leve o público a sair do local aonde você se apresentou, levando suas
palavras na mente e no coração dos seus ouvintes.

19. O USO CORRETO DO MICROFONE

Este instrumento de apoio à comunicação causa medo em muitas pessoas. Tudo aquilo
que não temos o hábito de manusear, traz certa insegurança. Com o microfone não é diferente.
Por isso, justifica-se o transtorno que ele pode causar para alguns oradores. Ele é um grande
aliado do orador. Amplifica sua voz em pequenos, ou gigantescos espaços. Portanto, não o
prejulgue e não esqueça de adequá-lo ao volume de sua voz.

20. A CORRETA UTILIZAÇÃO DA TRIBUNA

A tribuna é um espaço onde o orador deve passar de forma discreta e serena. A mesma
tem formatos variados e devem ser utilizadas de forma correta, favorecendo seus movimentos
gestuais e criando uma atmosfera de tecnicismo em sua apresentação.

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Bibliografia Pesquisada

ARISTÓTELES. Arte Poética e Arte Retórica – Editora Ediouro Rio de Janeiro – 2003

BARROS, Fernando. Manual da Elegância. Editora Revista Caras S/A. 1ª Edição. São Paulo.
2002.

CARNEGIE, Dale. Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas. São Paulo – Editora Nacional,
2001.

EDITORA MARTIN CLARET. O Poder da Palavra. Editora Martin Claret. São Paulo. 2003.

GIL, Antônio Carlos. Gestão de Pessoas: um enfoque nos papéis profissionais. 1ª edição. Editora
Atlas. São Paulo. 2011.

LEAL, José Carlos. A arte de Falar bem em público. Editora Impetus Ltda. 3ª Edição. Rio de
Janeiro. 2003

MENDES, Eunice – Falar bem é fácil: um superguia para uma comunicação de sucesso. Editora
AGWM. São Paulo. 2007.

RIBEIRO, Lair. Comunicação Global: O Poder da Influência. Editora Leitura. Belo Horizonte.
2002.

ROBBINS, Anthonny. O poder sem limites. Editora Best Seller. São Paulo. 1987.

SILVA, Gilberto. Comentários à Oratória. Editora Edificantes, 2011. 1ª Edição.

SILVA, Gilberto. Aprenda a falar corretamente em público e vença na sua carreira


profissional. Editora Edificantes, 2012 – 1ª Edição;

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SILVA, Gilberto. Saiba como vencer na carreira. Utilize o marketing pessoal a seu favor. Editora
Edificantes, 2012. 1ª Edição.

WEIL, Pierre; TOMPAKOW, Roland. O Corpo Fala - A Linguagem da Comunicação Não


Verbal. Editora Vozes. 57ª Edição. São Paulo. 2006

Mais informações sobre oratória

Oratória Rogéria Guida.

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