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informe técnico

ultra safe #3
TRABALHO EM ALTURA:
ATIVIDADES EM POSTES

Textos e ilustrações
Fábio Souza

Informe Técnico Ultra Safe#3 - Atividades em postes - mar/2020 pág 1/7


TRABALHO EM ALTURA: ATIVIDADES EM POSTES

Trabalhos realizados em altura estão sempre entre as atividades que ativam nosso sinal de alerta devido
a exposição aos perigos existentes, independente de qual atividade ou setor econômico. A quantificação
do risco de uma atividade está associada com a frequência e com a probabilidade de uma situação
inesperada acontecer.

Neste informe técnico trataremos de uma atividade que provavelmente é uma mais corriqueiras quando
falamos em trabalho em altura e, talvez, a que dia após dia expõem milhares de trabalhadores aos perigos
de atividades verticais: os trabalhos em postes.

Sejam atividades de telecomunicações ou atividades do setor elétrico, todos os dias em nosso país existem
trabalhadores expostos ao risco de uma queda. Claro que não são apenas os riscos de cair de uma escada. Atividades
como as acima citadas envolvem exposição a eletricidade, intempéries, animais peçonhentos, trânsito de veículos,
violência urbana, descargas atmosféricas, entre tantas outras. Agentes de perigo como esses colocam os trabalhadores
em situações de risco e que podem culminar em acidentes de trabalho. As medidas de controle e de segurança devem
estar definidas em análises de risco e estudos aprofundados das atividades de forma que todos as pessoas sejam
devidamente treinadas e saibam como atuar.

Agora abordaremos situações de exposição ao risco de queda durante a execução de serviços em poste,
principalmente com o uso de escadas móveis.

USO DE ESCADAS
Quando o uso de cestos aéreos não está disponível ou não é planejado
para a tarefa, o uso de escadas (singelas ou extensíveis) torna-se
imprescindível nos trabalhos em postes, principalmente para o setor de
telecomunicações, onde o uso de cestos aéreos não faz parte das rotinas
operacionais.

Os procedimentos de segurança no uso de escadas, provavelmente


sejam as partes mais crítica dessa atividade, quando o assunto é risco
de queda.

A etapa de inspeção e verificação dos equipamentos de proteção e as


condições da escada devem acontecer no solo, com muito detalhe e
antes de iniciar as atividades. De nada adiantará um equipamento de
segurança ótima qualidade se o instrumento de apoio para acesso ao
poste não apresentar as condições adequadas.

Uma vez que as escadas passaram nas inspeções diárias, o próximo


passo é pensar de que forma a escada deve ser estabilizada. Apenas
encostar a escada no poste e confiar no atrito dos pés com solo não
garantem segurança para a subida. A escada pode escorregar, pode
tombar para os lados ou pode até mesmo ser projetada para trás
durante a subida.

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traBalHo em altura: atiViDaDes em Postes

na estabilização da escada não deve ser apenas considerado a amarração


da escada, mas também o ângulo, em relação ao solo, formado quando
ela é apoiada no poste.

Se a escada ficar muito perto do poste a subida será mais difícil e a chance de ela
tombar para trás aumentará. Se o pé da escada ficar muito distante, aumenta o risco
do montante flambar e vir a quebrar.

Outra etapa importante na estabilização da escada é a amarração ao poste.


Existem diferentes técnicas de amarração de escada. Importante que seja amarrada
e travada sem que necessite da subida do profissional. São aplicadas técnicas de
amarração geralmente na parte superior, nos últimos degraus, em conjunto com
amarração feita na porção inferior da escada próximo da altura do solo.

O mercado já disponibiliza fitas catracas pensadas para essa estabilização


da escada na parte inferior e a amarração superior é realizada, normalmente,
com emprego de cordas e nós de amarração. As empresas dos setor
elétrico e de Telecom costumeiramente treinam seus funcionários
nessas técnicas durantes os cursos de segurança. O importante
é que as técnicas sejam aplicadas no dia-a-dia de trabalho.

técnicas De suBiDa
A escalada pelos degraus de uma escada proporciona o risco de uma falha
do profissional e essa falha pode levar a uma queda. Os movimentos de subir
degrau por degrau colocam o trabalhador em uma atividade de trabalho em
altura onde necessariamente deve existir um sistemas de segurança para
retenção de queda e dispositivos adequados.

As técnicas empregadas
para subir uma escada se
resumem basicamente em
escalada com talabarte
duplo de segurança ou
o uso de uma linha de sistema de ancoragem
vida provisória com trava para escadas aBsafe
quedas deslizante. Sem
dúvidas são as técnicas
empregadas em quase
todas as situações de
trabalho em postes.

Independente de qual técnica escolhida alguns conceitos devem ser analisados e as medidas de controle adotadas no
ambiente de trabalho.

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traBalHo em altura: atiViDaDes em Postes

uso De talaBartes De seGuranÇa


escalar os degraus de uma escada com a técnica de alternar os
conectores de um talabarte entre os degraus de uma escada pode
trazer algumas situações de risco a serem analisadas:
• Os degraus de uma escada geralmente não podem ser considerados
pontos de ancoragem resistentes para a retenção de uma queda em
um fator de queda elevado;
• A chance de uma má conexão do conector aumenta a cada troca de
degrau e no dia-a-dia de movimentos repetitivos;
• Os movimentos são mais cansativos e mais lentos para a subida;
• O profissional pode se colocar em um fator de queda perigoso caso não
esteja atento o tempo todo e em toda troca de degrau;
• O espaço da zona livre de queda pode ser inadequado, no caso de
conexões erradas do talabarte;
• No caso de uma queda e suspensão, o resgate pode ser tornar bem mais
difícil de ser realizado.

uso De linHa De ViDa com traVa QueDas DesliZante


a aplicação dessa técnica é muito mais segura e confortável para
o profissional que fará uso do sistema. algumas considerações são
importantes para escolha desse sistema:
• O usuário fica com as mãos livres para segurar nos montantes da escada
durante a subida;
• O fator de queda é reduzido em relação ao uso de talabartes;
• Não é necessário ficar abrindo e fechando conectores na subida
e descida;
• Possibilidade de montar uma linha de vida preparada para o resgate
com sistema debreável;
• A linha de vida pode ser montada de uma forma que o degrau seja
usado apenas como um desvio e a ancoragem seja feita em um ponto
mais resistente, como a própria estrutura do poste;
• A linha de vida desviada para o poste também ajuda na estabilização
da parte superior da escada.

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técnicas De Posicionamento
Uma vez que o profissional atingiu a altura desejada, o próximo passo
é encontrar uma posição adequada para realizar sua atividade. São necessárias
técnicas de posicionamento em estruturas para ganhar altura e poder deixar as
talabarte de
posicionamento Giro®
mãos livres para trabalhar.
A técnica de posicionamento deve ser realizada em conjunto com um sistema
de proteção contra quedas sempre. Com o uso dos aneis laterais do seu cinturão
Potenza telecom neo para posicionamento com talabarte, você ficará
estabilizado para realizar o trabalho de forma mais segura. Esses pontos não
servem para uso do sistema de retenção de queda, apenas para posicionamento.
Sendo assim o profissional deve utilizar também um talabarte de segurança ou
uma linha de vida com trava quedas deslizante sempre que se posicionar para o
trabalho.
A necessidade de usar os últimos degraus da escada fazem com que o fator de
queda seja aumentado e uma técnica adota de transposição da linha de vida para
um ponto mais alto, acaba levando à uma prática muito perigosa. Geralmente
é instalada uma fita de ancoragem no poste (acima da escada) e o profissional
retira o desvio da linha de vida da escada e a eleva até o mosquetão fixado na
fita de ancoragem acima. No momento dessa mudança, o trabalhador fica fixado
apenas no talabarte de posicionamento sem nenhum tipo de sistema de retenção
cinta de
de queda. O mais adequado, nessa manobra, seria a fixação de um talabarte
aproximação
para postes de segurança na fita de ancoragem conectada ao poste e aí sim realizar a
transposição da linha de vida para outro ponto de ancoragem.
O uso do talabarte de posicionamento, sem um sistema de proteção contra queda,
muitas vezes, leva a uma falsa sensação de segurança. A crença de que estar com
os pés apoiados na escada seria o suficiente para estar em um sistema seguro
pode acarretar em acidentes com graves consequências.

Existe em alguns setores o mito de que estar com os


pés apoiados no degrau seria um ponto de segurança
e o talabarte de posicionamento é o segundo ponto.

Realmente, ter os pés apoiados no


degrau da escada é uma condição
que ajuda na estabilidade,
entretanto se o profissional perder
o equilíbrio, os pés não irão
protegê-lo de uma queda. Alguém
exposto ao risco de queda deve ter
em mente de que é necessário o
uso de um ponto (no cinturão) de
retenção de queda e o talabarte
de posicionamento não faz essa
função.

Potenza telecom neo


Técnica de transposição de linha de
vida com fixação inicial de talabarte
de segurança acima da cabeça. Informe Técnico Ultra Safe#3 - Atividades em postes - mar/2020 pág 5/7
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SITUAÇÕES DE RESGATE
Outra etapa essencial para atividades em postes é o preparo dos
Cinta de ancoragem Sling
profissionais para lidarem com uma situação de emergência e a
necessidade de resgate de alguém que venha a passar mal ou sofra um
acidente e fique pendurado na escada. Essa suspensão pós queda pode ser
feita por um talabarte ou por um trava quedas conectado ao cinturão de
segurança.

O tipo de sistema montado para o trabalho irá determinar a dificuldade


de salvar alguém que precisa de ajuda o mais rápido possível. Se houver suspensão
por talabartes, a vítima deverá primeiro ser retirada da situação de suspensão
e depois ser baixada para o solo. Se a vítima estiver conectada em uma linha de
vida fixa, o mesmo procedimento deverá ser realizado, pois enquanto houver carga
nos equipamentos de retenção de queda, não é possível baixar a vítima até o solo.

Pensando nessas situações, um sistema rápido e eficaz para resgate é que o trabalhador esteja
utilizando um dos trava quedas deslizantes, como Block ABS ou Brake ABS conectado em
uma linha de vida debreável, ou seja, preparada para o resgate. Esse tipo de linha de vida, de
fácil montagem e manuseio, pode ser liberada em uma das extremidades sem que o resgatista
precise se expor ao risco de queda e a vítima é facilmente baixada até o solo. Esse tipo de sistema
proporciona um resgate rápido, eficaz, simples e que pode ser feito inclusive por uma pessoa que
não necessariamente é um especialista em resgate, mas que recebeu a devida capacitação
na operação desse tipo de sistema.

Trava queda
Brake ABS

Trava queda
Block ABS

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traBalHo em altura: atiViDaDes em Postes

o foco desse material foi algumas situações de risco associadas ao uso de escadas em trabalhos em
postes. abordamos situações ligadas ao risco de queda, sistemas de proteção e recomendações de uso dos
equipamentos de segurança. entendemos que as medidas de segurança para esses profissionais vão muito
além das etapas abordadas aqui.

Etapas de controle de energias perigosas, isolamento de área, sinalização, vestimentas apropriadas e outros tipos
de equipamentos de proteção individual são tão importantes quanto aos tópico tratados aqui. Os setores de
telecomunicações e de eletricidade são fundamentais para o progresso de um país e para a comodidade da vida
em meio urbano e industrial. A preservação da saúde segurança desses profissionais deve ser levada a sério
e o investimento nesses valores deve ser constante.

Consulte sempre o manual de instrução do seu equipamento e, em caso de dúvidas, entre em contato com o
fabricante ou fornecedor. Acesse também para conhecer mais:
atividades em altura
https://ultrasafe.websiteseguro.com/informacoestecnicas.html
Kits ultra safe
http://www.ultrasafe.com.br/kitsus.html

fábio souza é Técnico em Segurança do Trabalho, professor em cursos de formação de SST, graduado
em Gestão Ambiental, pós-graduado em Psicopedagogia Institucional e em Gestão de Emergências
e Desastres, é escritor e Supervisor de Acesso por Cordas N3 e Coordenador de Resgate Industrial na
empresa Controle Acima. Utiliza os equipamentos ultra safe em seus projetos e treinamentos
e é parceiro técnico da corax, empresa detentora da marca Ultra Safe.

www.ultrasafe.com.br • vendas@ultrasafe.com.br
Tel.: 11 3613 2929 • 11 98416 0743

@ultrasafebrasil

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