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VERDADE HERMENÊUTICA JURÍDICA: Trata-se de técnica

específica que visa compreender a aplicabilidade


Verdade como Correspondência – a verdade de um texto legal.
está no pensamento e na linguagem; a medida
da verdade é o ser da coisa.

Verdade como revelação – considera a PROCESSOS DE INTERPRETAÇÃO JURÍDICA


verdade sob duas formas: *empirista – aquilo
que se revela ao homem na forma de sensação, Literal, gramatical ou filosófico: o intérprete
intuição ou fenômeno. *teológica – por meio de busca alcançar o sentido categorizado dos
conhecimento privilegiado, tornado evidente a termos empregados.
essência das coisas.
Lógico ou Racional: descobrir a razão da lei:
Verdade como conformidade com regra ou lógica.
conceito - critério formal de verdade.
Sistemático ou Orgânico: Nenhuma norma
Verdade como coerência: a verdade como pode ser analisada isoladamente. Como um
uma realidade perfeita, em diferentes graus. sistema.

Verdade como utilidade: identificada com o Histórico: A Lei varia com o passar dos anos.
pragmatismo. Identifica como verdadeira a Evolui com os hábitos da sociedade.
proposição que seja útil para ampliar o
conhecimento ou por alguma utilidade à Teleológico: Atenta para o fim da lei. Visa
sociedade. É a utilizada no DIREITO. revelar o objetivo da lei.

VERDADE É AQUILO QUE SE PROVA: a Sociológico: Motivos pelos quais a lei surgiu e
verdade buscada não deve ser a que os efeitos decorrentes de sua aplicação.
corresponde à realidade dos fatos, por vezes não
favorável ao cliente defendido. A verdade deve ESCOLAS HERMENÊUTICAS:
ser moldada para que deixe sua forma subjetiva
e torne-se algo concreto, por meios lícitos Escolas de estrito legalismo ou dogmatismo:
(provas, testemunhas, documentos). fundamento no positivismo jurídico, cada um seu
país, com características diferentes, mas com
SISTEMA PROBATÓRIO: o intérprete deve objetivo comum.
analisar as provas constantes no processo,
mesmo convencido do contrário. Exegese: Lei única fonte de direito. Nega os
costumes e jurisprudência. Método literal
HERMENÊUTICA: é a arte de interpretar suficiente para interpretação. Somente lógica.
discursos. Saber compreendê-los e transmiti-los
em concordância ou discordância aos discursos Pandectistas: Costume considerado como fonte
que foram apresentados. do direito, maior liberdade a construção do
raciocínio. Adequação da norma em seu tempo.
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS:
Analítica de Jurisprudência: Única fonte de
Estrutura hermenêutica circular – precisa-se direito eram os costumes reconhecidos pelos
interpretar o todo e as partes para que tudo seja tribunais. Sem valor moral.
esclarecido
Escolas de reação ao estrito legalismo ou
A interpretação guarda raízes com o passado – dogmatismo: escolas que procuram distanciar-se
pra entender o presente precisa-se saber o do estrito legalismo ou dogmatismo.
passado
Histórica: existência do direito como produto
A natureza lingüística do interpretado – a da história e não como resultado da vontade dos
experiência de interpretação que se realiza no homens.
seio da língua.
Teleológica: Estabelecia o direito como um
Sempre produtiva e não apenas reprodutiva – o produto da luta e não como algo que surgisse
sentido do texto supera o seu autor naturalmente pela evolução dos povos.

Comportando a compreensão de si mesmo – Escolas que abrem uma interpretação mais livre:
compreender é traduzir em seus próprios
termos. Livre pesquisa científica: caso não houvesse
uma solução poderia aplicar o costume,
Acompanhando a estrutura de questionamento – jurisprudência e doutrina, ou ainda a “livre
questionar-se investigação científica do direito”.

Direito Livre: o magistrado deveria perseguir


o direito “Justo” e não o direito “Legal”.
Sociológica Americana: Caberá ao juiz CONVENCIMENTO: Tem a ver com aceitar, o
interpretar a norma, contando mais sua que não significa ‘adotar’ o discurso. É o
experiência como magistrado do que a lógica discurso de vantagem, egoísta e não eficiente
empregada em sua decisão. para influenciar o ouvinte. Baseia-se na lei, onde
o ouvinte é obrigado a concordar.
Jurisprudência de Interesses: a hermenêutica
voltada à investigação dos interesses originários, DISCURSO JURÍDICO: As normas jurídicas são o
protegidos pela lei. texto e o contexto desse discurso, uma vez que
a situação comunicativa é estabelecida por força
Realista Americana: A sentença judicial não do previsto nas normas e por meio destas se
seguia o processo lógico, mas o psicológico. busca a resolução de um conflito.

Egológica: consiste em interpretar não a Estrutura discurso Jurídico:


norma, mas a conduta humana.
- Âmbito Material: Aspecto Subjetivo - “Ponto
Vitalista: A solução dos conflitos seria realizada de vista”
pelo juiz da forma mais justa possível, tendo em
conta a concepção de justiça de cada época. - Âmbito Formal: Aspecto Objetivo –

SEMIÓTICA/ SEMIOLOGIA: Busca estabelecer “Regras, técnicas do dialógo jurídico”.


um sistema teórico que explique o
funcionamento dos diversos tipos de signos. Dois LÓGICA: é a maneira racional de pensar. Tem
tipos de sinais: começo, meio e fim. Estuda-se a figura do
conhecimento. Sua função é distinguir as
Naturais: manifesto por meio físico: fumaça, falácias do argumento válido.
por exemplo.
CONHECIMENTO SOBRE DUAS FORMAS:
Convencionais: pressupõe a existência de
uma cultura da qual ele é resultado (ícone, Empirismo – adquirido pela experiência;
símbolo ou signo).
Razão – na falta da experiência, o indivíduo cria
Símbolo: representação semi-arbitrária. para si uma representação do fato; raciocina
acerca dele.
Signo: são representações arbitrárias, porém,
não são apenas imagens, são símbolos dotados RACIOCÍNIO: processo pelo qual de adquire o
de sentido, variando seu conceito de pessoa conhecimento. Divide-se em:
para pessoa. Suas partes:
Raciocínio Lógico: alcança uma
Objeto – imagem referente. conclusão decorrente da ordem das premissas.

Significante – imagem formal; representação Raciocínio Psicológico: representa as operações


do objeto. – celular. psíquicas do ato de pensar.

Significado – imagem psíquica; varia de acordo SILOGISMO: raciocínio dedutivo que se forma
com o pensamento de cada um. – como eu com duas três preposições: duas premissas e
imagino que seja o celular. uma conclusão.

DISCURSO: Premissa maior – enunciado de um juízo – LEI

Monológico: Aquele que a platéia se comporta Premissa menor – CASO particular


de maneira passiva, seja,não se interessando
pelo assunto, seja não aderindo a idéia do Conclusão – AÇÃO / SENTENÇA
orador. Nesse caso, o orador deve se preocupar
não com “o que se diz”, mas, “como se diz”. Exemplo: Todo homem é mortal.
Sócrates é homem.
Logo, Sócrates é mortal.
Dialógico: aquele que a platéia se comporta
de maneira ativa, questionando algum ponto da
explanação do discurso. Este favorece o
LÓGICA JURÍDICA: distingui-se das demais ciências,
entendimento, pois o orador através da
em especial, pela existência de um personagem que
atividade e questionamentos consegue sentir se
põe termo ao debate com uma sentença.
a platéia esta sendo receptiva.
- Decisão adequada – decisão do juiz (pessoal);
PERSUASÃO: Eficiente em longo prazo. Motiva
o ouvinte a adotar o discurso como se seu fosse. - Condição de Lacuna – ausência de norma;
Alto nível de emoção. Deve haver lugar comum.
Discurso individual. - Antinomia – várias normas para a mesma situação.
minha invenção irá se referir à liberdade da pessoa de
carregar e ter o que quiser. ETOS: qualidade do orador;
Existem três tipos de LACUNAS:Intra legem: decorre
da omissão da regulação, impedindo solução para o PATOS: sentimento provocado no auditório;
caso.Praeter Legem: é a lacuna que decorre da
atividade interpretativa Contra Legem: quando os LOGOS: estrutura argumentativa do discurso, como
interpretes negam a aplicação daquela lei. O Juiz: Passa nós vamos esquematizar a interpretação do discurso. –
atuar por meio de sua noção de justo e injusto. Analisa PROVAS
a veracidade da prova, das testemunhas;
As provas podem ser: Extrínsecas: documento,
A Presunção é a conseqüência que a lei ou o juiz tira de conhecer melhor os argumentos;
fato conhecido, para decidir a existência de outro, que
se pretenda provar. Intrínseca: é a prova que o orador conseguiu inventar,
provas artificiais.
RETÓRICA: arte de persuadir pelo discurso. (persuadir
como sinônimo de ‘levar a crer)Funções da Retórica: TOPÓI: meios de busca dos argumentos. Argumento
pronto: decorado pelo orador. Envolvem causalidade
Persuasiva: função natural da retórica, baseia-se nos (relação causa e efeito – relação comum em todo o júri)
argumentos sob a forma raciocínio silogístico ou amplificação. Ex. “o réu não é culpado, a sociedade
(entinemas) e parábolas. – Convencimento. é que o fez assim”.

Hermenêutica: Faz a ligação da lei com a realidade, Tipo de argumento: lugares comuns - liberdade,
arte de interpretar discursos, uma vez que o orador segurança, moral, família entre outros;
exprime-se em concordância ou em discordância aos
discursos que lhe apresentados. – Entendimento Questões típicas: questões a partir da qual retiramos os
(compreensão e tradução dos argumentos empregados argumentos. Justificação moral: tem um efeito
no discurso). particular e às vezes moral;

Heurística: utilizada para encontrar alguma coisa. Justificação formal: tem efeito jurídico.
Dentre várias opções apresentadas, aquela que sair-se
melhor sendo submetida ao contraditório vai ser DISPOSIÇÃO: Construção do discurso.
considerado a mais adequada. – Encontrar o caminho
( decidir a direção do discurso, inventá-lo, formular o EXÓRDIO: Introduzir o discurso, contato inicial com
discurso). auditório.

Pedagógica: ensinar a compor os argumentos de modo NARRAÇÃO: Narração: Exposição dos fatos. PROVA:
coerente e eficaz, para o aprendizado. – A retórica Essa fase abrange não só as provas, como são
como disciplina. conhecidas no linguagem judiciária moderna, mas os
argumentos utilizados na sua apresentação. Em
RETÓRICA E DIALÉTICA: algumas situações, podem ser primeiramente refutados
os argumentos da parte adversária e em outras faz-se
- Dialética – dialogo: ele vai constituir em um primeiro a apresentação das provas que dão suporte à
resultado final, no caso, a tese final; tem por função o tese defendida e a partir delas se ataca os argumentos
refinamento do argumento; mudança de postura adversários. EPÍLOGO E PERORAÇÃO: É a parte que
quanto ao assunto. encerra o discurso e, segundo Aristóteles, pode-se
dividir em quatro partes: A primeira consiste em dispor
- Um instrumento a serviço da retórica, buscando bem o ouvinte em nosso faro e em dispô-lo mal para
convencimento do auditório. com o adversário; a segunda tem por fim amplificar ou
atenuar o que se disse; a terceira, excitar as paixões de
- OBS.: a religião não se tem ou não faz parte do seu ouvinte; a quarta proceder a uma recapitulação. De
discurso dialético, pois não se tem como ter uma certa forma, faz-se na peroração o que se faria no
discussão.Benefícios: O adestramento do intelecto: exórdio. A diferença é que neste momento, agimos com
preparar-se para o debate, treino; Disputas causais: maior propriedadeELOCUÇÃO (objetivo): é a redação
que não são disputas obrigatórias; Ciências filosóficas: do discurso.
caminho do saber, uso da retórica como instrumento do
conhecimento cientifico. Filosofia tem como método Nobre (Grave): objetivo = Comover, provar = patos,
delimitar conceito, (no caso cerca o que se sabe, cerca momento= preparação (paixão).
o seu conceito);
Simples (Tênue):Objetivo = explicar, provar = logos,
VERDADE E JUSTIÇA SÓ SÃO BONS ARGUMENTOS momento = narração, confirmação.
SE APRESENTADOS COMO TAL.
Ameno (médio): Objetivo = agradar, provar = etos,
PARTES DA RETÓRICA momento = exórdio

INVENÇÃO: argumentos (alicerce sobre o qual nós AÇÃO: Ato de proferir o discurso, hipocrisia,
vamos exercer o assunto), meios de persuasão (se não representar aquilo que se sente. A repetição é a série
sabe o que falar, não fale nada, fique de boca fechada, do ensaio do discurso
dê-se o benefício da dúvida). Ex.: porte de arma: a